Carvão Mineral
Porém, apesar de trazer ganhos na área energética, por exemplo, o carvão mineral apresenta graves impactos ambientais.
O primeiro dele diz respeito a sua queima: a combustão do carvão mineral colabora, inclusive, com a produção de gases de efeito estufa, impactando o meio e, com isso, colaborando para com o aquecimento global.
Também gera impactos em sua mineração, como também gera diversos resíduos, entre outros subprodutos
Carvão Mineral – Carbono
Carvão Mineral
a) Autóctone b) Alóctone.A primeira dessas correntes autóctone diz que a hulha é oriunda da decomposição das grandes florestas no próprio local, enquanto a segunda considera proveniente da sedimentação de detritos vegetais carregados pelas águas. A principal aplicação do carvão é de servir como combustível, embora se possa também extrair dele grande número de subprodutos, como alcatrão, do qual se destila o benzol ou o benzeno, xilol, toluol, e etc. Além desses produtos temos ainda o ácido fênico ou fenol, a naftalina, e etc. Quanto as condições propícias à formação do carvão mineral, isto é, carvão fóssil, devemos acentuar o fato de que a ocorrência de terrenos de idade carbonífera numa área não significa, necessariamente, a existência de carvão mineral. As jazidas de carvão representam antigos restos de vegetais que foram transformados In situ, ou transportados a longas distâncias. Trata-se da decomposição da celulose proveniente de restos vegetais pelo enriquecimento em carbono e perda de hidrogênio, decomposição esta em função de bactérias especiais, como a Micrococus Carbo. Esta bactéria é anaeróbia, isto é, morre em contato com o ar. Assim, a celulose é destruída perdendo grande parte de seu oxigênio. Nos carvões húmicos há uma parte de matérias minerais (argila, areia, pirita, ou marcassita), e uma parte de materiais combustíveis. Os carvões de boa qualidade são os que contém muito pequena quantidade de matérias minerais, pois estas não queimam, e também, roubam calor aquecendo-se até o ponto de fusão. Afinal de contas, não é o carvão senão florestas concentradas, por um processo natural o da incarbonização que, eliminando o que era inútil dos tecidos vegetais, sob o ponto de vista energético, concentra o que é útil e que nos oferece ao uso, resguardado através de milhões de anos, nas camadas do subsolo. O grande surto da vegetação no período Carbonífero foi possível graças à umidade generalizada e a riqueza de anidrido carbônico na atmosfera; assim se desenvolveram plantas de organização ainda inferior sem flores e frutos, com seus caules gigantescos e folhagens robustas, crescendo nas baixadas paludosas e acumulando matéria vegetal soterrada nas bacias sujeitas a uma subsidência, que permitirá a formação de novas camadas de matéria vegetal acumulada. A marcha da incarbonização a partir das substâncias vegetais é a seguinte: celulose, turfa, linhito, carvão betuminoso, antracito e grafita. Esta marcha exige longas eras da coluna geológica. Assim é que o linhito não ocorre em camadas mais novas que as teciárias, e os carvões não ocorrem a não ser no Carbonífero ou Permiano, salvo condições excepcionais de metamorfismo, seja pelo leito de intrusões locais, seja graças ao tectonismo anormalmente aumentado. Constituição dos depósitos carbonosos – Tipos Turfa: Depósito recente de carvões, formado principalmente em regiões de clima frio ou temperado, onde os vegetais são carbonizados antes do apodrecimento. Representa o primeiro estágio do carvão mineral. É originária de zonas pantanosas, de restos vegetais, e seu teor de água é muito elevado variando de 65 a 90%. As regiões de turfeiras constituíam, áreas de alagadiços. O seu poder calorífico é alto variando de 3.000 a 5.000 quilocalorias. A turfa é hoje principal fonte de energia suplementar nos países escandinavos e ex-socialistas. No Brasil existem depósitos de turfa em Macaé, Maricá, na baixada de Jacarepaguá, no alto da serra de Bocaina, Itatiaia e etc. Linhito: Carvão fóssil de coloração castanho-negra de valor secundário, sendo sua formação atribuída aos terrenos terciários, como nas bacias de Gandarela e Fonseca (Estado de Minas Gerais), Caçapava (Estado de São Paulo) e, também, na Bacia Amazônica, principalmente na sua parte oeste, nos municípios de Tabatinga e Benjamim Constant. O seu teor de água varia entre 10 e 30% e o poder calorífico vai de 4.000 a 6.000 quilocalorias. O linhito representa um carvão secundário quanto ao seu valor, estando numa situação intermediária entre a turfa e o carvão betuminoso. No Brasil existem várias áreas onde há linhitos, como no alto Solimões, no estado do Amazonas. Carvão Betuminoso (Hulha): Com o correr do tempo geológico as condições de pressão e temperatura vão lentamente aumentando, graças a deposição de novos sedimentos sobre o linhito. A pressão que aumenta é dada pela carga de sedimentos que sepultam o linhito e a temperatura aumenta como conseqüência do grau geotérmico da região. Com isso o linhito vai se transformando lentamente em hulha. Salvo alguma exceções locais, (onde há anormalidade rigorosa de metamorfismo), a hulha ocorre sempre associada a sedimentos carboníferos e permianos, isto é, sedimentos formados a cerca de 200 milhões de anos. A hulha então considera-se um carvão de média a alta categoria, de cor negra, possuindo qualidade de coqueificação mais expressivas a medida que seus teores de materiais voláteis diminuem. Produz fumaça ao queimar, atingindo 4.550 quilocalorias de poder calorífico superior. Antracito: Continuando o processo, ou patenteando-se mais as condições de pressão e temperatura ( o que se verifica por movimentos tectônicos, ou intrusões magmáticas), dar-se-à a transformação da hulha em antracito. Sendo o antracito um carvão de alta categoria, com textura densa e semelhante à rocha. Não é um carvão coqueificável, e ao queimar não produz chama. Processos geológicos na formação do carvão Para a formação do carvão são necessárias várias condições conjugadas, desenvolvimento de uma vegetação continental que permita um acúmulo de substância vegetal, condições de proteção contra a decomposição total, fato que ocorre quando há cobertura imediata pela água, e após o acúmulo subaquoso deve ocorrer o sepultamento contínuo e prolongado por sedimentos. Outro processo geológico de grande importância na formação de grande jazidas de carvão é a instabilidade tectônica, ocasionando repetidas vezes condições para a formação de turfeiras, e também a movimentação das camadas sólidas de carvão.
Plantas morrem, formando massa de matéria vegetal em decomposição
Num processo de soterramento por outras camadas de rochas, essa matéria vegetal é transformada, sob ação do calor e pressão em carvão.
Movimentos de crosta provocam dobramentos nas camadas de rocha.
Por esse motivo, o carvão pode ser encontrado tanto a flor da terra
como em camadas profundas
Grupo Bonito, com 158 metros; Grupo Palermo, com apenas 90 metros.O grupo Bonito, que nos interessa pela sua importância econômia, I.C. White o definiu como composto de camadas arenosas e argilosas, com preponderância das primeiras, de flora de glosopteris e de camadas de carvão. Nas condições ali anteriormente presente a vegetação produziu tipos minguados de tecidos e inaptos para gerar valiosos depósitos de carvão. Coube a White a primazia de discriminar cinco camadas de carvão, assim denominadas:
1 Ponte Alta 2 Barro Branco 900 milhões de Toneladas 3 Irapuá 10 milhões de Toneladas 4 Treviso 5 Bonito 260 milhões de ToneladasAs camadas Treviso e Ponte Alta até o momento, não apresentam, maior valor econômico. A camada Barro Branco é a mais importante, constituindo a base da exploração industrial do carvão catarinense. Com uma reserva de 900 milhões de toneladas, se admitirmos uma produção de 3 milhões de toneladas anuais, essas jazidas permitirão a exploração por durante 300 anos. O carvão catarinense é o único até o momento a fornecer o carvão metalúrgico, sendo que o produzido no Paraná e Rio Grande do Sul, e em parte de Santa Catarina é destinado à geração de calor para as usinas termelétricas. No Rio Grande do Sul é utilizado nas usinas de Charqueada, São Jerônimo, Candiota, e Gasômetro, que geram cerca de 50% da energia produzida no estado. O carvão paranaense abastece as usinas de Figueiras e Harmonia, além da fábrica Presidente Vargas, em Piquete (São Paulo), em Santa Catarina é fornecido carvão para a antiga Sociedade Termelétrica de Capivari, hoje, o complexo Termelétrico Governador Jorge Lacerda, atualmente com 5 Geradores de Alta potência. O Brasil tem intensificado as pesquisas sobre os depósitos carboníferos encontrados na Serra dos Carajás (Pará). Procura-se também ampliar o uso de nosso minério como matéria-prima industrial, assim como utilizar os produtos do beneficiamento para a produção de ácido sulfúrico e ferro. Fonte: Juliano Schiavo(Biólogo e mestre em Agricultura e Ambiente)/Portal São Francisco