Batalha do Riachuelo
História do Brasil
Batalha do Riachuelo
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Batalha do Riachuelo – O que foi
A Batalha do Riachuelo de 11 de junho de 1865, foi um combate naval decisivo da Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870). Como parte de sua invasão do nordeste da Argentina, o marechal-presidente do Paraguai, Francisco Solano López, precisava limpar o rio Paraná de navios brasileiros e argentinos. Para esse fim, ele formulou um plano que previa um ataque surpresa ao amanhecer contra uma frota aliada de onze navios a vapor ancorados ao sul do porto de Corrientes, perto de sua confluência com o rio Riachuelo.
Mas vários atrasos impediram a chegada da flotilha do almirante paraguaio Ignacio Meza até as 11h.
Perdendo assim o elemento surpresa, os paraguaios passaram a perder todas as chances de manobra efetiva contra os vapores brasileiros mais bem armados. Nas seis horas seguintes, as duas forças balançaram para frente e para trás pelas águas. Durante esse tempo, os Aliados geralmente transformaram sua superioridade em poder de fogo em bons resultados.
O almirante brasileiro Francisco Manoel Barroso conseguiu direcionar sua nau capitânia, o Amazonas, em um amplo arco para atacar sucessivamente vários navios de guerra de Meza. No final, os paraguaios foram forçados a recuar rio acima, tendo perdido quatro de seus nove navios a vapor (com todo o resto gravemente danificado). Os brasileiros perderam dois vapores próprios, o Belmonte e o Jequitinhonha, o último dos quais encalhou onde foi destruído por baterias costeiras paraguaias. As baixas foram altas em ambos os lados, com Meza morrendo de ferimentos no dia seguinte.
A vitória aliada no Riachuelo negou aos paraguaios qualquer esperança de um avanço incontestável para o sul na Argentina. Dentro de semanas, López ordenou que suas forças terrestres se retirassem de volta ao Paraguai, garantindo assim uma campanha totalmente defensiva a partir daquele ponto.
Batalha do Riachuelo – História
Em 11 de junho de 1865 travou-se no rio Paraná a batalha do Riachuelo, em que a esquadra brasileira, comandada por Francisco Manuel Barroso da Silva, futuro barão do Amazonas, aniquilou a paraguaia, comandada por Pedro Inacio Meza.
A vitória do Riachuelo teve notável influência nos rumos da guerra: impediu a invasão da província argentina de Entre Ríos e cortou a marcha, até então triunfante, de López. Desse momento até a derrota final, o Paraguai teve de recorrer à guerra defensiva.
Quase ao mesmo tempo, as tropas imperiais repeliam o Exército paraguaio que invadira o Rio Grande do Sul.
Os paraguaios, sob o comando do tenente-coronel Antonio de la Cruz Estigarribia, haviam atravessado o rio Uruguai e ocupado sucessivamente, de junho a agosto, as povoações de São Borja, Itaqui e Uruguaiana.
Outra coluna, que, sob as ordens do major Pedro Duarte, pretendia chegar ao Uruguai, foi detida por Flores, em 17 de agosto, na batalha de Jataí.
Batalha Naval do Riachuelo, no Rio Paraná, em junho de 1865
Riachuelo foi uma batalha que pode ser considerada decisiva para a estratégia aliada. Garantiu o bloqueio do Paraguai; praticamente eliminou a participação futura da Esquadra paraguaia; e mostrou aos argentinos e uruguaios simpatizantes de López o risco que correriam com sua participação no conflito, pois aquela não seria mais uma guerra rápida, em que o Paraguai tinha uma boa probabilidade de vitória. Riachuelo mudou o curso da guerra.
Essa batalha teve como origem a operação conjunta aliada, que pretendia recuperar a cidade de Corrientes, então ocupada pelos inimigos.
As tropas desembarcadas foram repelidas pouco depois. O ataque foi um fracasso, mas mostrou para os paraguaios o perigo do flanco exposto à projeção de Poder Naval, para sua coluna de Exército, que ocupara território argentino e avançava para o sul, pela margem esquerda do Paraná.
Era óbvio que era necessário derrotar a Força Naval brasileira que, em junho de 1865, estava em frente à Corrientes após o reembarque das tropas aliadas, praticamente na retaguarda das forças terrestres invasoras.
O ataque paraguaio, em 11 de junho de 1865, levou à derrota de sua Esquadra em Riachuelo.
Poderia, talvez, ser bem-sucedido se tivessem levado adiante a abordagem dos navios brasileiros fundeados, ou se Barroso aceitasse a perda de três de seus nove navios e não regressasse rio acima para, em mais um combate, vencer a batalha, após passar pela primeira vez pela região do Paraná próxima à foz do Riachuelo, escapando de uma verdadeira armadilha.
Os aliados conseguiram, em 1865, a vitória naval da batalha do Riachuelo e a rendição dos paraguaios que haviam chegado a Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.
Em 11 de junho, as esquadras dos almirantes Tamandaré e Barroso destroem a frota paraguaia na Batalha do Riachuelo.
Batalha do Riachuelo – Combate
Passo do rio Paraguai, que deu o seu nome ao grandioso combate naval de 11 de junho de 1865, um domingo, entre a esquadra brasileira, comandada pelo almirante Barroso (depois barão do Amazonas) e a esquadra paraguaia, que foi destroçada e em parte destruída. O combate durou aproximadamente 8 horas, e foi sustentado de um e outro lado com rara bravura.
Foi no distante junho de 1918, mais de cinquenta anos da monumental batalha, que o almanaque “Eu sei tudo”, numa sugestiva seção intitulada “PAGINAS ESQUECIDAS”, brindou os seus inúmeros leitores com uma matéria muito bonita e comovente, sob o titulo “COMBATE DO RIACHUELO”, do Dr. Pires de Almeida.
Hoje, após mais de 80 anos da publicação e 130 anos da batalha, procuramos preservar esse maravilhoso feito desses bravos soldados, reeditando novamente essa matéria, na esperança de não ter sido em vão os esforços dos editores do almanaque “Eu sei tudo”, não tornando essa página da nossa história, em uma das “PAGINAS ESQUECIDAS”.
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