
Geografia
Topografia
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Topografia – O que é
Topografia é o estudo da forma e características da superfície da Terra. Esses recursos normalmente incluem formações naturais, como montanhas, rios, lagos e vales, florestas, geleiras, etc. Também podem ser incluídos recursos artificiais, como estradas, barragens e cidades.
Topografia é uma combinação de duas palavras gregas ‘topos’ que significa ‘lugar’ e ‘graphein’ que significa ‘escrever’. É extremamente importante mapear e prever climas, traçar estradas e planejar outros meios de transporte, planejar construções arquitetônicas, estudar geologia, agricultura, gestão de corpos d’água etc.
Existem principalmente dois métodos principais de levantamento das formas de relevo – levantamento direto e levantamento indireto.
Os mapas topográficos incluem cinco categorias de elementos da seguinte forma:
– Toponímia que inclui nomes de lugares, corpos d’água e rodovias
– Vegetação incluindo áreas arborizadas e não arborizadas
– Relevos incluindo montanhas, colinas, vales e planaltos
– Águas, incluindo oceanos, lagos, rios e córregos
– Estabelecimentos culturais como cidades, ferrovias e linhas de energia
Desde o início, a curiosidade humana motivou exploradores a conhecer cada vez mais a terra. Passando pelas navegações de egípcios, gregos, vikings e ibéricos, ou pelas pesquisas científicas do século XIX, sempre houveram relatos de grandes viagens e mapas feitos a partir das informações recolhidas. Hoje, podemos dizer que mapeamos a superfície do planeta de todas as formas. Os satélites terminaram por consumar a história de mapeamento.
Mas na espeleologia ainda resta muito a conhecer, e os mapeamentos ainda dependem de viagens e observações em campo. Como na longínqua época das explorações, ainda é uma atividade puramente exploratória e imprevisível. Daí vem o seu fascínio. A aplicação de um mapa de caverna hoje é fundamental para o progresso e documentação das explorações, servindo de base para estudos de proporções, desenvolvimento, relação com as formas superficiais e mesmo conexões entre diferentes cavernas. Além disso, um mapa é a base para qualquer tipo de estudo científico a ser realizado.
Grutas como a Toca da Boa Vista só podem ser exploradas fazendo-se conjuntamente a topografia, tal é a complexidade de suas galerias. Assim o fio de Ariádne, que guiou Teseu no Labirinto do Minotauro, pode hoje ser feito de outra forma.
Metodologia
Os primeiros mapas espeleológicos que se têm notícia apareceram no séc. XVI. Partindo da simples observação e anotação, nascia a alma do mapeamento de cavernas, o croquis feito “in loco”. Este tipo de desenho esquemático consiste na observação das formas, proporções e desenvolvimento da gruta e sua tradução em projeções horizontais, seções e perfis.
Já no séc. XVII aparecem os primeiros mapas contendo orientação geográfica e escala métrica. Destes tempos para hoje, a grande mudança foi somente a busca crescente pela precisão na coleta e processamento de dados.
Hoje o sistema mais aplicado e eficiente é o de bases topográficas interligadas por visadas, seguindo o desenvolvimento da cavidade tanto em galerias, abismos e salões. Sobre esta base são locados pontos de interesse como entradas, clarabóias, cursos de rios, cachoeiras, espeleotemas e outros.
O processo básico é a topografia realizada por uma equipe onde cada espeleólogo desempenha uma função:
Croquis
A função do croquista inclui a já descrita elaboração do esquema gráfico contendo as bases topográficas e a coordenação do trabalho.
Bússola e clinômetro
Esta pessoa fica responsável pela leitura dos dados da visada relativos a azimute (orientação da visada na bússola) e inclinação (relação métrica da visada com o plano horizontal, lida no clinômetro).
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