
Nas regiões áridas o clima é caracterizado:
Baixa precipitação (< 250 mm) Forte evaporação (> 2000 mm) Irregularidade da precipitação
A evaporação é função
Temperaturas elevadas (30-50 ºC) Frequência do ventoHá um contraste acentuado entre os dias e as noites: os dias são tórridos, ventosos e poeirentos e as noites são claras, sem vento e frias.
Há numerosos graus na aridez
Zona sub-úmida Zona semi-árida Zona árida – DESERTO Núcleo hiper-árido – DESERTO ABSOLUTO, que é mais raro do que normalmente se pensa
O ritmo anual da precipitação nos desertos não é específico
Norte do Sára (Magreb) – precipitação ocorre no Inverno(clima mediterrânico semi-árido) Sul do Sára (Sahel) – precipitação ocorre no Verão (clima tropical semi-árido) Kasaquistão – precipitação ocorre no final da Primavera-Verão (clima temperado continental)O ritmo inter-anual da precipitação é extremamente irregular Hoggar (Sára): P anual = 59 mm e 159mm e 7 mm Arica (Chile): P anual = 0.52 mm
1 ano 7 mm 18 anos seguintes – 0 mmA irregularidade interanual da precipitação é tão característica das zonas áridas como a baixa precipitação.
A hidrologia reflete estes aspectos
Oueds (leito seco dos rios) estão secos a maior parte do ano È raro a água atingir o mar (endoréismo) A água acumula-se em depressões por vezes de enormes dimensões, onde vai haver acumulação de saisA topografia é muito variada e deve-se às heranças paleoclimáticas:
Dos períodos chuvosos estas regiões ganharam redes hidrográficas perfeitas, terraços fluviais Períodos áridos ganharam maciços dunaresNo Quaternário os desertos estiveram submetidos a climas maishúmidos:
Maior abundância da vegetação Frescos de TassiliNos períodos glaciares, a vegetação deslocou-se de norte para sul -assim, o Sára foi enriquecido com a oliveira e o cipreste, oriundos da região mediterrânica.Nos períodos interglaciares a vegetação deslocou-se de sul para norte, tendo a bacia mediterrânica sido enriquecida com espécies africanas de origem tropical, como por exemplo as eufórbias, as figueiras e as acácias.
A meteorização é muito intensa pois não há vegetação a proteger o solo:
Termoclastia Crioclastia HaloclastiasãoFenômenos importantes nas regiões desérticas. Podem distinguir-se vários tipos de “deserto”: 1) Deserto rochoso ou hamada
Planaltos de onde os elementos mais finos foram arrastados, apenas tendo ficado a rocha Há alguns (poucos) arbustos xerofíticos nas fendas da rocha2) Deserto de pedras ou região
Resultou de uma rocha heterogênea da qual o cimento foi removido, tendo ficado apenas os elementos mais grosseiros Tipo de deserto muito monótono Existem apenas alguns (poucos) arbustos xerofíticos3) Deserto de areia ou erg:- enormes bacias onde a areia se acumulou
As dunas móveis não possuem vegetação Em algumas zonas as plantas conseguem colonizar as areias,fixando as dunas As dunas juntam-se em cadeias que por sua vez se juntam em maciços (ergs)4) Vales secos ou oueds
A maior parte originou-se em épocas passadas, mais pluviosas do que a atual Há vegetação nos lados do vale mas não no centro Há o perigo das cheias súbitas, muito fortes5) Grandes zonas depressionárias ou shotts
100 km de diâmetro Acumulação de partículas de argila Acumulação de sais- não há vegetação6) Oásis
Toalha frática permanente Vegetação abundanteA flora dos desertos não é muito rica devido ao calor e à falta de água: assim, no Sára existem 300-400 espécies na parte árida e < 50 espécies no núcleo hiperárido. Na parte árida dos desertos dominam plantas suculentas e xerófilas e na parte hiper-árida dominam as plantas xerófilas
Coberto vegetal
Zonas semi-áridas é “difuso” devido à competição entre as raízes pela água Zonas hiper-áridas é “concentrado” pois as plantas só conseguem existir em zonas onde haja um microclima favorável; os povos do deserto souberam aproveitar este fenômeno-agricultura em socalcos, além de terem uma grande preocupação no aproveitamento de um recurso tão escasso como a águaNa flora dos desertos abundam os terófitos – plantas anuais – que chegam a constituir mais de metade da flora. Os terófitos “escapam” à seca e podem estar ausentes da comunidade durante muitas dezenas de anos. As sementes são excelentes cápsulas impermeáveis, resistindo ao calor.
Os arbustos vivazes
Crescem lentamente Grande longevidadeEstes arbustos vivazes têm adaptações para resistirem à falta de água e têm um papel importante na proteção do solo e como fonte alimentar para os herbívoros, ainda que as adaptações tenham, por vezes,reduzido as suas qualidades sápidas. Também fornecem sombra a muitos animais.
Fauna
Adaptações de comportamento à falta de água Adaptações fisiológicas
Desertos
* Zonais- nas zonas das altas pressões tropicais- Sára, Kalaari, Karro, Grande Deserto Australiano * Costeiros- fachadas ocidentais dos continentes- influência de correntes marítimas frias- brumosos- Namíbia e Atacama* De abrigo- protegidos dos ventos úmidos por obstáculos montanhosos- Patagônia, Mohave e Sonora, SW de Madagáscar * Continentais- interior de continentes extensos (América do Norte e Ásia)- clima muito rude, com Inverno muito frio* Complexos- Gobi é um deserto continental mas também de abrigo- Sára central é um deserto zona mas também continental
Impacto do homem
Faz-se sentir sobretudo nas regiões semi-áridas que permitem agricultura, com populações sedentárias Más práticas agrícolas que conduzem à salinização do solo O sobre-pastoreio tornou-se um problema, pois alterou o coberto vegetal (as gramíneas são substituídas por plantas não comestíveis e por arbustos espinhosos) e o solo é praticamente deixado a nu e portanto altamente susceptível à erosão pelo vento e pela água Desertificação – nas regiões mais áridas a presença humana não é tão forte, com populações nômadas; os povos nômadas, que se dedicavam sobre tudo ao pastoreio, migravam, de acordo com as chuvas; o gado encontrava-se bem adaptado às duras condições do deserto