Predatismo
A predação inclui carnivoria, bem como interações como pastagem, parasitismo e mutualismo simbiótico. O processo de comer sementes e ovos também é considerado uma forma de predação.
Um exemplo é o efeito cascata, como o que foi causado pelo declínio de lobos no Estados Unidos da América, no Parque Nacional Yellowstone.
Quando os lobos tiveram redução em seu número por conta da ação humana, a população de alces se alterou e, inclusive, isso fez com os alces começassem a ir em áreas que, por causa dos lobos, eles não frequentavam.
Assim, esses cervídeos passaram a se alimentar em locais que costumeiramente, não iam e, desta forma, pequenas árvores e gramíneas passaram a crescer menos nestes locais. Estas plantas eram utilizadas como alimentos por castores que, por conta da diminuição da oferta de alimentos, tiveram um declínio populacional. Isso é apenas um exemplo da importância dos predadores para a natureza. Predatismo – Tipos
Existem quatro tipos principais de predação:
Carnívoros
Predadores carnívoros matam e comem suas presas. A percepção comum da carnivoria envolve um animal grande, como um tubarão, tigre ou lobo, caçando animais menores, como coelhos ou veados. No entanto, a predação carnívora é generalizada no mundo animal e os carnívoros podem vir em uma variedade de tamanhos – desde lontras marinhas caçando estrelas do mar até baleias azuis consumindo zooplâncton, cada carnívoro é adaptado ao seu modo de alimentação.
Herbívora
A predação herbívora envolve o consumo de autótrofos, como plantas ou algas fotossintéticas. Ao contrário da carnivoria, nem toda interação herbívora leva à morte da planta. Ocasionalmente, a herbivoria também pode beneficiar a planta. As sementes das frutas são dispersas em grandes áreas conforme o herbívoro se move.
As camadas resistentes das sementes são removidas no trato digestivo do herbívoro e seu esterco fertiliza o solo, proporcionando um ambiente ideal para a germinação das sementes.
Parasitismo
O parasitismo é uma forma de predação em que o hospedeiro fornece nutrientes essenciais para a sobrevivência e reprodução sustentada do parasita. Em muitas interações parasitárias bem-sucedidas, o hospedeiro sofre uma perda de energia, adoece ou perde o acesso aos nutrientes. No entanto, ao contrário do carnívoro, o hospedeiro nem sempre é morto. Na maioria dos casos, o parasita é muito menor que o hospedeiro.
Mutualismo
Mutualismo envolve a interação entre dois organismos onde o hospedeiro fornece nutrição e espaço para o crescimento e reprodução de outra espécie. No entanto, o host não é prejudicado e a interação é mutuamente benéfica.
Fonte: Juliano Schiavo (Biólogo e mestre em Agricultura e Ambiente)