Biologia

Mangabeira

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Biologia
Mangabeira – O que é A mangabeira é abundante em todos os tabuleiros e nas baixadas litorâneas da região Nordeste, onde se obtém de forma extrativista a quase totalidade dos frutos colhidos. Acha-se as frutas também nos cerrados do Centro-oeste, no norte de Minas e em parte da Amazônia. A mangabeira é uma das mais importantes produtoras de matéria-prima para a agroindústria de sucos e sorvetes do Nordeste e Centro Oeste. Árvore hermafrodita de porte médio (entre 4 a 7 metros de altura), dotada de copa arredondada (4 a 6 metros de diâmetro); tronco tortuoso, bastante ramificado, áspero; ramos lisos, avermelhados; látex branco abundante. Folhas opostas, lanceoladas, simples, pecioladas, glabras nas duas faces, brilhantes, coriáceas, de 7 ? 10 cm de comprimento por 3 ? 4 cm de largura, coloração avermelhada quando novas e ao caírem. Inflorescência com cerca de 1 a 7 flores perfumadas de cor branca. Fruto baga globosa, glabra, com polpa carnosa e comestível, contendo muitas sementes; pode pesar de 30 a 260 g. Conhecendo o fruto e fazendo dele uso, os indígenas chamavam-no de mangaba coisa boa de comer. O fruto tem forma de pêra, muito viscoso quando verde, contém suco leitoso que quase embriaga e pode matar; a polpa é branca, fibrosa e recobre sementes circulares. Maduro, o fruto tem casca amarelada com manchas vermelhas, é aromático, delicado, tem ótimo sabor mesmo sendo ainda um pouco viscoso. A mangaba só deve ser consumida quando madura pois, antes disso, pode até mesmo causar problemas de saúde para quem a consumir. Os frutos não devem ser retirados da árvore, mesmo que, aparentemente estejam maduros. Devemos aguardar que, após amadurecerem, caiam no chão para que possam ser colhidos. Para que possamos consumí-los, entretanto, devemos aguardar 24 horas. Nesta fase, a fruta está amarelada e apresenta manchas vermelhas. Atualmente, a sua exploração ainda é feita de modo extrativista devido ao fato da cultura continuar sendo mantida no seu habitat natural. A planta produz frutos aromáticos, saborosos e nutritivos, com ampla aceitação de mercado, tanto para o consumo in natura quanto para a indústria de doce, sorvete, suco, licor, vinho e vinagre. Mangabeira – Características Morfológicas Planta lactescente, com 5-7m de altura, dotada de copa arredondada. Tronco tortuoso, bastante ramificado, revestido por casca suberosa mais ou menos áspera, de 20-30cm de diâmetro. Folhas simples, glabras nas duas faces, brilhantes, coriáceas, de 7-10cm de comprimento por 3-4cm de largura, de coloração avermelhada quando novas e ao caírem. Inflorescências fasciculadas, com flores perfumadas de cor branca. Fruto baga globosa, glabra, com polpa carnosa e comestível, contendo muitas sementes. Mangabeira – Origem A mangabeira (Hancornia speciosa Gomes) é uma árvore frutífera de clima tropical, nativa do Brasil e encontrada em várias regiões do País, desde os Tabuleiros Costeiros e Baixadas Litorâneas do Nordeste, onde é mais abundante, até os cerrados das regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste. Floração: de agosto a novembro com pico em outubro. Frutificação: pode ocorrer em qualquer época do ano mas principalmente de julho a outubro ou de janeiro a abril. Mangabeira – Ocorrência Região nordeste do país na caatinga e, nos estados centrais até São Paulo e Mato Grosso do Sul no cerrado. E também encontrada na região litorânea e em algumas regiões do Pará e no vale do Rio Tapajós na região amazônica. Madeira: Madeira muito pesada (densidade 1,19 g/cm3), de grande resistência mecânica e praticamente imputrescível; alburno diferenciado do cerne e facilmente decomposto. Fenologia: Floresce durante os meses de setembro-novembro, ainda com os frutos da florada anterior na planta. Os frutos amadurecem em novembro-janeiro. Uso: Árvore pelo porte e forma da copa, pode ser utilizada na arborização de ruas estreitas. Uso/outras utilidades: Os frutos, comestíveis, são comercializados nas feiras e industrializados na forma de sorvetes e doces, principalmente na região nordeste e na caatinga. Mangabeira – Utilidade A madeira é empregada apenas para caixotaria e para lenha e carvão. Seus frutos são comestíveis e muito apreciados, pricipalmente na região Nordeste do país, onde são regularmente comercializados nas feiras e, industrializados na forma de sorvete e doces. É cultivada na caatinga para a industrialização de seus frutos. Os frutos são também consumidos por algumas espécies de animais silvestres. A árvore, pelo porte e forma da copa pode ser utilizada na arborização de ruas estreitas. Obtenção de sementes: Colher os frutos da árvore, quando iniciarem a queda espontânea, ou recolhê-los do chão imediatamente depois. Amontoá-los em sacos plásticos durante vários dias para amolecê-los e facilitar a retirada manual das sementes. Lavá-las e, em seguida, secá-las à sombra. Produção de mudas: Colocar as sementes para germinar em canteiros ou em recipientes individuais contendo substrato organo-argiloso. A emergência é lenta e a taxa de germinação é baixa. O desenvolvimento tanto das mudas, quanto das plantas no campo é lento. Mangabeira – Planta A mangabeira é uma planta que apresenta potencialidade para exploração frutífera, cujos frutos apresentam teor de proteína superior a maioria dos frutos tropicais. A principal safra é a de verão que ocorre de dezembro a abril, com aumento da produção sendo que os frutos tem a melhor aparência. A colheita é feita manualmente, colhetando-se os frutos caídos no solo ou colhendo-se diretamente na árvore os frutos ?de vez?. Seus frutos aromáticos, saborosos e nutritivos, tem ampla aceitação no mercado para consumo in natura, quanto para a indústria. Apenas os frutos apresentam um valor comercial nutritivo significativo, ele é constituído de polpa (77%), casca (11%) e semente (12%), o seu valor energético é de cada 100 g aproximadamente 43 calorias. A mangaba apresenta ótimo aroma e sabor, sendo utilizada na produção de doces, xarope, compotas, vinho, vinagres, suco e delicioso sorvete. A mangabeira é uma planta de clima tropical, vegeta bem em áreas com temperatura média anual em torno de 25ºC e chuvas entre 750 mm a 1500 mm anuais bem distribuídas. A planta tolera períodos secos e se desenvolve melhor em períodos quentes. Apesar de ser encontrada vegetando em solos arenosos, ácidos, pobres em nutrientes e em matéria orgânica, e de fácil drenagem, a mangabeira apresenta melhor desenvolvimento em solos areno-argilosos profundos e com bom teor de matéria orgânica. A mangabeira multiplica-se por sementes; estas são obtidas de frutos somente maduros colhidos ainda de vez.. Estes frutos devem ser sadios, com quantidade de polpa de bom aspecto e colhidos de plantas precoces, vigorosas, isentas de pragas e doenças, e produtivas. Imediatamente após retiradas dos frutos as sementes devem ser lavadas para eliminação total da polpa e secadas à sombra sobre jornal por 24 horas. Devem ser semeadas até o quarto dia após a lavagem. O semeio pode ser feito em canteiros de terra ou em sacos de polietileno preto com dimensões 14 cm x 16 cm ou 15 cm x 25 cm enchidos com terra preta e areia lavada ? proporção 1:1. O uso de calcário e o excesso de irrigação e/ou matéria orgânica no substrato, para a formação de mudas, prejudica o desenvolvimento delas, além de favorecer o ataque de doenças do sistema radicular. A germinação ocorre a partir de 21 dias após o semeio, estendendo-se por 30 dias. O plantio definitivo é feito cerca de 120 dias após o semeio, no início das chuvas, quando as mudas tiverem cerca de 20 centímetros de altura. O crescimento é lento. O espaçamento recomendado em plantio solteiro é de 6 x 4 metros ou 6 x 5 metros. O plantio definitivo deve ser feito em terreno previamente adubado (um mês antes), com esterco de curral. Adubação orgânica, em geral, é muito bem aceita. As mudas devem ser colocadas em covas de 50 x 50 x 50 cm. A mangabeira costuma crescer pendida devido à ação do vento e emitir grande quantidade de ramos laterais, muitos deles junto ao solo. Portanto, é necessário escorar a planta no lado oposto à incidência dos ventos, e realizar podas regulares, eliminando-se os ramos que crescem até a altura de 30 ou 40 cm do solo quando a planta alcançar 80 cm de altura. Galhos secos e doentes são podados ao longo da vida da planta. Regularmente, efetuar capina em coroamento em torno da planta e manter o resto da área roçada. A colheita inicia-se quando a mangabeira chega aos 5 ou 6 anos de idade, embora já se tenha identificado plantas que frutificam com 3 anos e meio de idade. Apresenta 2 safras de fruto/ano: no início e meados do ano. Quando a mangaba está no ponto máximo de desenvolvimento, desprende-se da árvore e completa o amadurecimento no chão, o que demora entre 12 e 24 horas. Quando maduros, os frutos tornam-se muito perecíveis e devem ser consumidos rapidamente, o que é um empecilho à comercialização. Por isso, a maior parte da colheita é feita no pé, e o fruto fica pronto para o consumo em dois a quatro dias. Nesse caso, deve-se ter experiência para saber a hora exata da colheita. Os frutos colhidos no chão, chamados ?de caída?, são mais valorizados. A produção de frutos da mangabeira é estimada em quatro toneladas/hectare/ano. História Natural Folhas lineares, lanceoladas, glabras por ambas as faces. Pecíolos mais curtos que as folhas; flores pedunculadas, pedúnculos mais curtos que a corola, solitários, comumente uniflores; baga unilocular e polisperma. A mangabeira é árvore de mediana grandeza, de folhas miúdas e pontadas, flor como Jasmim, ramosa, lactescente, assemelhando-se muito com as ambelanias descritas pelo Aublet. A fruta é redonda de vários tamanhos num mesmo ramo, a casca amarelada e avermelhada. A polpa branca extremamente mole com várias pevides cobertas de cotão. O lenho, a flor, a mesma fruta, quando partidas, destilam um leite alvo e pegajoso. ?Esta árvore vegeta bem”, diz Arruda, “em terras arenosas dos tabuleiros dando frutos de variado tamanho, desde o de ovos de pomba até o de franga, a sua cor é amarela esverdeada, salpicada de encarnado; são quase de consistência de sorvas, mas muito mais saborosos, e assaz conhecidos nos mercados de nossas praças de Pernambuco e Bahia?. “As mangabas,” diz Bernardino Gomes, “depois de maduras são amareladas, mas pela parte exposta ao sol são mais amareladas e pintadas de encarnado; têm, além disso, um cheiro que não é desagradável, e um sabor doce e ligeiramente amargo, e um tanto adstringente, todavia muito agradável.” Esta fruta é comestível e, ainda que se coma muito, não faz mal segundo afirmam Pison e Marcgrave, e atesta a minha pouca experiência. Cumpre advertir que esta fruta nunca amadurece na árvore; quando cai ou se colhe da árvore, é dura e abunda de um leite viscoso. Passados, porém, alguns dias faz-se tão mole, que se desfaz na boca. A Mangabeira floresce pelo verão no Rio de Janeiro, onde se cultivam alguns pés enquanto ela vegeta muito na Bahia e nas províncias do norte. Mangabeira – Classificação Nome Científico: Hancornia speciosa Família: Apocynaceae Espécie: Hancornia speciosa Gomes Nomes Populares: Mangabeira e mangaba Sinonímia Botânica: Echiets glauca Roem. & Schult. Mangabeira – Fotos

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Mangabeira Mangabeira – Folhas e Flores

Fonte: www.mudasnativas.com/www.mast.br/www.clubedasemente.org.br

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