Jatobá
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Etimologia
A palavra Hymenaea deriva de “hymen” com o significado de “deus das uniões” em alusão às duas folhas (folíolos) unidas, característica das plantas deste gênero. O nome popular “jatobá” é originário da língua guarani com o significado de “folha dura” ou “árvore de fruto duro”. Já o nome “jataí” deriva da palavra guarani “jata-yva” com o significado de “fruto comestível”.Características Morfológicas
Altura de quinze a vinte metros, com tronco de até um metro de diâmetro. Folhas compostas de dois folíolos brilhantes, de seis a catorze centímetros de comprimento. São árvores de tamanhos variáveis de 5 a 40 m de altura dependendo da espécie. A mais alta é o jatobá amazônico (Hymenaea courbaril) e o menor é o jatobá do cerrado (Hymenaea stigonocarpa). Existem ainda mais duas espécies na mata atlântica – Hymenaea altissima (Rio de Janeiro e São Paulo) e Hymenaea rubriflora (Bahia e Espírito Santo), mais uma espécie na Amazônia (Hymenaea parvifolia) e uma espécie ainda não descrita ou pouco conhecida no cerrado do Mato Grosso do Sul. As flores em todas as espécies são brancas, exceto na espécie rara Hymenaea rubriflora que são vermelhas. Os frutos em todas as espécies são muito semelhantes, variando um pouco apenas no tamanho. Consiste numa vagem (legume) indeiscente (que não se abre sozinha), de forma subcilíndrica, de 7-20 cm de comprimento, com uma casca (exocarpo) dura e quebradiça, de cor variando do marrom ao vermelho-acastanhado. Contém 1-6 sementes duras envoltas por uma polpa seca, farinácea, adocicada, comestível, de sabor e cheiro muito característicos. Ocorrência: Piauí até o norte do Paraná na floresta semidecídua, tanto em solos de alta como de média fertilidade (cerradões).Madeira
Pesada, (densidade 0,96 g/cm3) muito dura ao corte, de média resistência ao ataque de insetos xilófagos sob condições naturais; alburno branco-amarelado, espesso e nitidamente diferenciado do cerne.Fenologia
Floresce durante os meses de outubro a dezembro. Os frutos amadurecem a partir do mês de julho.Regiões de ocorrência
A espécie Hymenaea courbaril ocorre em toda a região amazônica e nordeste do país, enquanto a variedade stilbocarpa é amplamente distribuída em todo o Brasil Central, São Paulo e Mato Grosso do Sul, em matas ciliares e na floresta semidecídua. A outra espécie amazônica, Hymenaea parvifolia, é mais freqüente no baixo Amazonas. Já a espécie Hymenaea stigonocarpa é característica e exclusiva do cerrado. As demais espécies são exclusivas da mata atlântica.Utilidade
Pelo ferimento de seu tronco fornece uma resina conhecida como “jutaicica” ou “copal” empregada na indústria de vernizes. Seu tronco também fornece madeira dura incorruptível, pesada (densidade média de 0,95 g/cm3), de cor vermelho-pardacenta, muito durável quando fora do chão, utilizada para construção pesada, esteios, vigas, assoalhos, carrocerias, , móveis, tonéis, etc. Sua casca fornece corante amarelo. Sua resina, folhas e sementes são utilizadas na medicina caseira. A polpa das sementes é rica em cálcio e magnésio e além de fornecer alimento a fauna, é ótima para alimentação humana. Seus frutos são comercializados em feiras regionais de todas as regiões onde ocorre esta planta. A polpa é consumida “in natura” e na forma de geléia, licor e farinhas para bolos pâes e mingaus. Existem dezenas de receitas para confecção de bolachas, pães, bolos e mingaus com a farinha de jatobá. A madeira é empregada na construção civil, como ripas, caibros, vigas, para acabamentos internos, como marcos de portas, tacos, e tábuas para assoalhos, para confecção de artigos de esportes, cabos de ferramentas, peças torneadas, esquadrias e móveis. A árvore, de fácil multiplicação, não pode faltar na composição de reflorestamentos heterogêneos e na arborização de parques e jardins. Os frutos contém uma farinha comestível e muito nutritiva, consumida tanto pelo homem como pelos animais silvestres. Fonte: www.clubedasemente.org.brJatobá
Nome científico
Hymenaea courbaril (sinonímia: Hymenaea stilbocarpa) do Piauí ao norte do Paraná em solos de média a alta fertilidade; Hymenaea stignocarpa jatobámata atlântica dos Estados -do-cerrado; Hymenaea altissima na mata atlântica dos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo; Hymenaea rubriflora na da Bahia e do Espírito Santo; Hymenaea parviflora espécie da região Amazônica Família: Fabáceas (sinonímia: Leguminosas) Nome comum: Jatobá, jataí, jitaí, jataí-amarelo, jatobá-miúdo, jatobá-do-cerrado Origem: BrasilDescrição e característica da planta
Árvore perene, cujo porte varia com a espécie e o local onde as plantas se encontram (espécies do cerrado crescem menos do que as outras em diferentes locais). As de maior porte podem atingir 15 a 20 metros de altura e 1 metro de diâmetro do tronco e as do cerrado, 6 a 9 metros de altura e 0,30 a 0,50 metro de diâmetro do tronco. As folhas são compostas de 2 folíolos inteiros com 6 a 15 centímetros de comprimento cada. Os folíolos das espécies do cerrado são ásperos ao tato e de consistência coriácea (quebradiços ao dobrá-lo), enquanto que as demais são lisas e brilhantes. As flores de todas as espécies são brancas, com exceção da Hymenaea rubriflora que são vermelhas. Os frutos variam de 7 a 20 centímetros de comprimento e formato subcilíndrico. A cor da casca dos frutos em desenvolvimento é verde e à medida que se aproxima da maturação, torna-se marrom à vermelho-acastanhada. No interior de cada fruto contém 1 a 6 sementes envoltas por uma polpa seca, farinácea, comestível, de sabor e cheiro característico. As sementes são arredondadas a ovais, com 1,5 a 2 centímetros de comprimento e de cor castanho a preta. As plantas se desenvolvem bem em condições de clima ameno a quente, solos com boa drenagem e pouco exigentes em fertilidade e umidade do solo. A propagação é feita exclusivamente por sementes e a sua germinação ocorre 15 a 25 dias após a semeadura.Produção e produtividade
O jatobazeiro apresenta um crescimento lento, principalmente em solos de baixa fertilidade. O florescimento ocorre de outubro a dezembro e a maturação dos frutos de julho a setembro. Por ser uma árvore nativa de florestas e de cerrados não existem dados sobre a produtividade, mas uma árvore adulta produz centenas a milhares de frutos anualmente.Utilidade
A polpa farinácea é comestível ao natural ou utilizada no preparo de geléias, licores, bolos, pães e mingaus. Os frutos são apreciados pelos animais silvestres. As folhas, os frutos e uma resina transparente são usados na medicina caseira. A sua madeira é pesada, dura, muito usada nas construções civis, carpintaria, marcenaria e artesanatos. Ela é recomendada para recomposição da vegetação de áreas degradadas e na arborização de grandes parques.
Jatobá
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Jatobá – Hymenaea courbaril L. Caesalpiniaceae
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA Ocorre desde a América Central, estendendo-se largamente pela Amazônia e chegando até S. Paulo. Também nas Guianas, Suriname, Venezuela, Colômbia, Antilhas e Bolívia. Habita as matas de terra firme e mais raramente no campo e nas capoeiras, onde os indivíduos são relativamente menores. DENOMINAÇÕES VULGARES: Jatobá, jutaí-açú, cataquí-iamani, j. grande, jataí, jataizinho, jataí-açú, jataíba, jataí grande, jataí-peba, jataí-uva, Jatioba, jatobá de anta, j. de porco, j. roxo, j. trapuca, j. verdadei-ro, jatubá, ju-taí café, j. mirim, j. pororoca, j. roxo, yatayba, árvore copal, copal, c. americano, c. do Brasil, courbaril.CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁRVORE
Árvore de grande porte, alcançando até 25 metros de altura, tronco grosso, de 1,0 m de diâmetro, reto, cilíndrico, casca acinzentada, lisa, exudando resina. Copa frondosa. Folhas alternas, compostas, 2-folioladas; folíolos mais ou menos falciformes, glabros, lustrosos, base assimétrica, ápice acuminado e margem integra com pequenas glândulas translúcidas. Inflorescên-cia em cimeiras terminais curtas, com flores brancas ou avermelhadas. Fruto, vagem indeiscente, espessa, lenhosa, um pouco comprida ou achatada, castanho-avermelhada, contendo 2-4 (6) sementes envolvidas numa polpa amarelo-pálido, adocicada, farinácea, comestível. As outras são: altlesima (Rio de Janeiro), Iongllolla (Bahia), e estibocarpa (Goiás, Bahia, São Paulo e Paraná).CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MADEIRA
Madeira muito pesada (0,80 a 1,00 g/cm3); alburno bege, bem distinto do cerne avermelhodo a castanho avermelhado, às vezes com manchas escuras; grã direita a irregular; textu-ra média a grosseira; cheiro e gosto imperceptíveis. Segundo a literatura é fácil de serrar, moderadamente difícil de aplainar e difícil de pregar e aparafusar. Apresenta comportamento bom na confecção de peças torneadas, recebendo acabamen-to agradável. É altamente resistente a cupins e moderadamente resistente a fungos. DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA Poros visíveis a olho nu, poucos, médios e grandes, solitários e múltiplos de 2 e 3; vazios ou obstruídos. Linhas vasculares bem distintas, longas, retilíneas, de conteúdo escuro. Raios numerosos, notados a olho desarmado; no plano tangencial são baixos, dispostos de maneira irregular. Parênquima axial visto mesmo sem auxílio de lente, paratraqueal aliforme e também em linhas marginais. Ca-madas de crescimento demar-cadas pelo parênquima marginal.PRINCIPAIS USOS
Construção civil, carroçaria, postes, to-néis, ebanisteria, dormentes, móveis finos, laminados, esteios, tacos para assoalhos, tanoaria, vigamentos, bengalas, cabos ferra-mentas, arcos de instrumentos musicais, estacas e construção de pianos. marcenaria e acabamento, carpintaria em geral, compensados e faqueados decorativos. Fonte: www.conhecendoamadeira.comJatobá
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Espécies relacionadas de maior interesse
Outras espécies do gênero Hymenaea são conhecidas pelos mesmos nomes vulgares, apresentam características morfológicas muito semelhantes e são utilizadas comercialmente sem distinção, mas podem ser diferenciadas de H. courbaril através das seguintes características: H. parvifolia apresenta tronco com casca áspera; folíolos com nervura central destacada e nervuras secundárias imersas na face abaxial; fruto de forma ovóide a obovóide com geralmente uma semente; ocorre em toda área da Bacia Amazônica. H. oblongifolia apresenta fruto de forma ovóide a obovóide com geralmente uma semente; ocorre em toda área da Bacia Amazônica. H. intermedia apresenta tronco com casca áspera; folíolos com nervura central e secundárias salientes e pouco reticuladas na face abaxial; fruto de forma ovóide a obovóide com raramente mais do que 1-2 sementes; ocorre na Amazônica Central e Oriental. H. reticulata apresenta folíolos com nervuras terciárias visíveis na face abaxial, formando um retículo; fruto de forma oblonga a cilíndrica com 2 a 6 sementes ou mais; ocorre na Amazônia Central e Ocidental.Usos da espécie
A madeira apresenta alta densidade básica, cerne vermelho a castanho-avermelhado, alburno brancoacinzentado, grã regular a irregular e textura média a grossa, sendo empregada em construção civil, marcenaria, peças torneadas, instrumentos musicais e laminados. O caule exsuda uma resina, rica em terpenos e conhecida como jutaicica ou copal-da-américa, que pode ser utilizada na fabricação de vernizes. O endocarpo do fruto é comestível, podendo ser consumido in natura, usado na preparação de farinhas, doces e bebidas, ou utilizado na alimentação de animais domésticos. As sementes são empregadas na fabricação de jóias e outros objetos artesanais. A casca e a seiva do tronco são usadas na fitoterapia popular. A árvore pode ser plantada em monocultura ou sistemas agroflorestais, com potencial de uso na recuperação de áreas degradadas; devido ao seu porte e necessidade de expansão de suas raízes, é recomendada para arborização de parques e como quebra-vento em pastagens.Descrição botânica
A árvore atinge, geralmente, 30-45m de altura com diâmetro à altura do peito de até 2m. A casca lisa (raramente áspera com fissuras e sulcos profundos), externamente de coloração cinza ou castanhoacinzentada, possui espessura de até 3cm e coloração interna marrom-avermelhada. O sistema radicular é, geralmente, grande e superf icial. As folhas são pecioladas, bifoliadas e com disposição alterna; os folíolos são subsésseis, com disposição oposta e formato oblongolanceolado e falciforme; a base é desigual; o ápice é atenuado a acuminado; a margem é inteira; a lâmina é lustrosa, glabra e coriácea; a nervura central é proeminente e as secundárias são planas na face abaxial. As flores são actinomorfas, hermafroditas, unicarpelares e uniloculares, estando dispostas em panículas terminais; as 4 sépalas são verde-cremes; as 5 pétalas são brancas a creme-alaranjadas. O fruto é uma vagem indeiscente, lenhosa, glabra, oblonga a cilíndrica, que mede 8-15cm de comprimento; o exocarpo é espesso e vermelho-escuro; o endocarpo é farináceo, adocicado e amarelo-claro. As sementes, em número de 2 a 6 por fruto ou mais, apresentam formato obovóide a elipsóide, medem 1,8- 2,8cm de comprimento, 1,4-2,0cm de largura, 0,8-1,4cm de espessura e pesam 2,1-6,2g; o tegumento é pétreo, liso e pardo-claro a pardo-escuro. A plântula glabra apresenta cotilédones carnosos, sésseis e com disposição oposta; eófilos simples de disposição oposta, formato ovado, base reniforme assimétrica, ápice obtuso, margem inteira e coloração verde-escura; metáfilos bifoliolados com disposição alterna; folíolos elíptico-falcados, com base oblíqua, ápice acuminado, margem inteira e coloração verde-clara.Ecologia
Ocorre desde o sul do México até grande parte da América do Sul, incluindo o Brasil, Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia; no Brasil, ocorre do norte até o sudeste. É encontrada em altitudes de até 900m acima do nível do mar, em solos arenosos e argilosos bem drenados de terra firme e em várzeas altas, mas raramente em campos abertos. Cresce bem em zonas úmidas com precipitação anual entre 1.500 e 3.000mm.Floração e frutificação
Os eventos reprodutivos são iniciados aos 8-12 anos de idade e não são necessariamente anuais. Em Curuá- Una/Pará, floresce entre setembro e outubro, frutifica entre março e julho e desfolha quase que totalmente entre junho e agosto. Na Amazônia Central, floresce de agosto a novembro e frutifica de fevereiro a setembro. Uma árvore adulta produz, em média, 800 frutos, mas pode alcançar até 2.000 frutos.Obtenção de sementes
A coleta pode ser feita no chão ou diretamente na árvore, quando os frutos apresentarem coloração marrom e iniciarem a queda espontânea. O transporte dos frutos é realizado em sacos de ráfia para evitar excesso de umidade, aquecimento e proliferação de microrganismos.Beneficiamento
A extração consiste na quebra do fruto com martelo ou bastão de madeira. A retirada do endocarpo farináceo é feita com uma faca, seguida pela maceração das sementes, em água corrente sobre peneira. O teor de água das sementes varia de 9 a 12%. Em média, 1000 sementes pesam 4-5kg, mas podem variar de 2 a 6kg e, por conseguinte, 1kg de sementes pode conter 166 a 500 unidades.Armazenamento das sementes
As sementes podem ser armazenadas em temperatura ambiente por, no mínimo, 2 anos. Não existem informações sobre o armazenamento de sementes com graus de umidade inferiores a 9% e sob temperatura subzero. Portanto, as sementes podem ser ortodoxas ou intermediárias.Germinação das sementes
As sementes devem ser submetidas, antes da semeadura, a tratamento para a superação da impermeabilidade do tegumento, como: escarificação manual no lado oposto a protrusão da radícula, seguida de imersão em água, por 24 horas; imersão em água quente, até a temperatura voltar à ambiente; ou imersão em ácido sulfúrico concentrado, por 30 minutos, seguida por lavagem em água corrente, por 10 minutos. A semeadura pode ser feita, a 1cm de profundidade e 10cm de distância, em sementeira com areia peneirada lavada ou em embalagem individual. A germinação é epígea e fanerocotiledonar, iniciando aos 20 dias e finalizando aos 40 dias, com porcentagem de 80-100%. Propagação vegetativa: É possível obter material para micropropagação utilizando explantes de plântulas. Produção de mudas no viveiro: As mudas devem ser repicadas para sacos de polietileno, contendo terra preparada com esterco curtido, quando os eófilos tornarem-se visíveis. Devem ser mantidas em viveiro, com sombreamento parcial, e ser transplantadas quando atingirem cerca de 30cm de altura. Fitossanidade: A árvore apresenta resistência a pragas e doenças. As sementes podem ser atacadas por alguns coleópteros e dípteros. Maria da Glória Gonçalves de Melo Ângela Maria da Silva Mendes Bibliografia Ferreira, C.A.C. & Sampaio, P.T.B. 2000. Jatobá (Hymenaea courbaril). In: Clay, J.W. et al. Biodiversidade amazônica: exemplos e estratégias de utilização. Manaus, PDET. p.216-225. Flores, E.M. & Benavides, C.E. 1990. Germination and morphology of the seedling of Hymeneae courbaril L. Caesalpiniaceae. Revista de Biologia Tropical, 38:91-98. Langenheim, J.H. et al. 1973. An evolutionary and ecological perspective of Amazonian Hylaea species of Hymenaea (Leguminosae: Caesalpinioideae). Acta Amazonica, 3: 5- 38. Loureiro, A.A. et al. 1979. Essências madeireiras da Amazônia. v.II. Manaus, INPA/SUFRAMA. 187p. Fonte: www.rsa.ufam.edu.brJatobá
Jatobá
Características
Árvore grande (entre 15 e 20 m e tronco que chega a 1 m de diâmetro) de folhas alternas, pecioladas. Suas flores são miúdas. Seu fruto são vagens de aproximadamente 24 cm de comprimento. Sua resina é usada na fabricação de vernizes. Dicas de Cultivo: Pouco exigente em fertilidade e umidade de solo. Floresce durante os meses de outubro-dezembro. Os frutos amadurecem a partir do mês de julho. Outros Nomes: Jataí, jataí-açu, jataíba, aboti-timbai; Ing.: locust-tree; Esp.: algarroba. Princípio ativo: Pectina, sais minerais, proteinas, gorduras e mucilagens. Propriedades: Adstringentes, peitoral, vermífuga, estomáquica. Indicações: Combate cistites, disúria, anúria, prostatite, blenorragia (seiva). A sua resina misturada ao mel ou a sua casca por decocção, combate a tosse eficazmente. Fonte: www.amazonsat.com.br/www.cantoverde.orgJatobá
Jatobá
Características
Arvore de tronco reto, e casca acinzentada e lisa que cresce de 10 a 35 m de altura com copa globosa e densa. As folhas são compostas de dois folíolos com forma que lembra uma meia lua, são brilhantes e de textura coriacea (rija como couro). As flores nascem em panículas corimbosas (pequeno cacho em que as flores saem de pontos diferentes da mesma haste) terminais. Cada flor é formada de 4 sépalas côncavas, amarronzadas e pubescentes no dorso (coberta de pequenos pelos) e 5 pétalas brancas. Dicas para cultivo: planta subtropical e tropical que resiste a geadas de até 3 grau, pode ser cultivada em todo o Brasil, em qualquer altitude; adapta-se a qualquer tipo de solo, que drenem bem as águas da chuva ou até solos arenosos, sujeito a inundações na beira de rios. Mudas: Sementes são dormentes se forem secas, quando plantada logo, germinam em 40 a 60 dias se forem deixadas por 2 minutos em água com temperatura de 80 graus e resfriadas e deixadas em água a temperatura ambiente por 24 horas. As mudas crescem rápido, mais apreciam ambiente sombreado para formação. A frutificação inicia-se com 8 a 15 anos, dependendo do solo e tratos culturais. Plantando: Pode ser plantada a pleno sol ou em reflorestamentos mistos para aproveitamento da madeira, de modo que deve plantar uma linha de eucalipto ou pinus e uma linha de jatobá um ano após o plantio dos primeiros que farão com que a planta cresça na vertical, evitando o denso engalhamento quando a planta é cultivada em pleno sol. No pomar planta-se num espaçamento de 10×10 m, Irrigar com 10 l de água por semana nos primeiros 2 meses. Cultivando: Fazer apenas podas de formação da copa e eliminar os galhos que nascerem na base do tronco se quizer que a arvore cresça ou caso prefira que produza uma copa arredondada, pode o broto terminal e faça podas de modelagem a cada 2 anos. Adubar com composto orgânico, pode ser (8 litros) cama de frango + 50 gr de N-P-K 10-10-10 dobrando essa quantia a cada ano até o 4ª ano. Usos: Os frutos do Jatobá tem polpa farinhenta e doce que pode ser consumida in-natura ou usados para fazer bolos, tortas, doces etc… Fonte: frutasraras.sites.uol.com.brJatobá
Jatobá
A – Jatobá-do-cerrado com cerca de cinco metros de altura, núcleo Rural Boa Esperança II, Distrito Federal, 14/10/06;
B – Ritidoma (casca) do jatobá-do-cerrado;
C: Folhas alternas, bifolioladas (compostas por dois folíolos) características dos jatobás.
D: Botão floral do jatobá-do-cerrado em desenvolvimento, 03/12/2005;
E: Botão se abrindo em flor, 21/12/2005.
F: Flor do jatobá-do-cerrado, com destaque para o aparelho feminino composto por ovário estilete e estigma, e para o aparelho masculino por 10 estames, que são formados por filete e antera.
Durante a polinização os grãos de pólen são depositados no estigma. O pólen, então, projeta um finíssimo tubo, chamado tubo polínico, que leva o gameta masculino aos óvulos localizados no ovário, onde ocorre a fecundação.
Vagens de jatobá e cocos forão o alimento exclusivo de quase 3.000 pessoas durante oito tremendos e intermináveis dias. Tunay em Narrativas Militares, pg. 48, de 1878. Após a fecundação dos gametas femininos, o ovário começa a se desenvolver para formar o fruto (Foto G) do jatobá.
G: Frutos de jatobá-do-cerrado coletados no Núcleo Rural Boa Esperança I, DF, em 14 de outubro de 2006, detalhe de fruto aberto para obtenção de farinha e sementes
H: Farinha e 08 sementes obtidos a partir de um fruto de jatobá-do-cerrado.
Usos Medicinais
Os usos medicinais registrados pela bibliografia para o jatobá-do-cerrado são no tratamento de problemas respiratórios, como expectorante, vermífugo, para dores no estômago, no peito e nas costas, pode estimular o apetite, no combate de problemas nos rins e vias urinárias, fígado, infecção intestinal e como cicatrizante. As folhas e a casca do jatobá-da-mata (Hymenaea silbocarpa) possuem um grupo de substâncias (terpenos e fenólicos) com propriedades antifúngicas, antibacterianas, moluscidas comprovadas em vários estudos, o que valida as histórias de ambas espécies no uso contra vários males. O jatobá-da-mata é uma espécie próxima do jatobá-do-cerrado e ocorre na Mata Atlântica, Amazônia e algumas formações florestais no Cerrado. A seiva do jatobá pode ser encontrada em lojas de produtos naturais e barracas de raizeiros em sua região de ocorrência. É importante buscarmos saber a procedência da seiva e as condições de extração. O IBAMA é o órgão responsável por licenciar a extração e comercialização de produtos da flora nativa, como a seiva e outros produtos dos jatobás da mata e do cerrado. Todos nós produtores, coletores, consumidores e poder público devemos contribuir para a cultura do uso sustentável de valiosos recursos da flora do Cerrado, tal como o jatobá-do-cerrado. Referências bibliográficas Almeida, S.P. 1998. Cerrado: Aproveitamento Alimentar. Planaltina: EMBRAPA-CPAC. 188p. ALMEIDA, S.P.; PROENÇA, C.E.B.; SANO, S.M.; RIBEIRO, J.F. , 1998. Cerrado: espécies vegetais úteis. Planaltina: EMPRAPA-CEPAC. ATTUCH, I.M. 2006. Conhecimentos Tradicionais do Cerrado: sobre a memória de Dona Flor, raizeira e parteira. Dissertação de Mestrado em Antropologia Social pela Universidade de Brasília, UnB. www.unb.br/ics/dan/Dissertacao205.pdf Cunha, Antônio Geraldo da, 1924. Dicionário Histórico das palavras portuguesas de origem tupi / Antônio Geraldo da Cunha; prefácio-estudo de Antônio Houaiss. 4 ed. São Paulo: Companhia Melhoramentos; Brasíla: Universidade de Brasília, 1998. Lorenzi, H. 2000. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, vol. 1. 3. ed. Nova Odessa, SP. MOBOT, Misouri Botanical Garden. http://mobot.mobot.org/cgi-bin/search_vast?onda=N13020524 Ramos, A.C.S. et al. Fitogeografia de Hymenaea stigonocarpa, o jatobá-do-cerrado. http://web2.sbg.org.br/ResumosSelecionados/14889resumoGP133.pdf Rodrigues, V. E. G. & Carvalho, D. A. 2001. Plantas Medicinais no Domínio dos Cerrados. Lavras: UFLA. 180p. Silva, D.B. da; et al., 2001. Frutas do Cerrado. Brasília: Emprapa Informação Tecnológica. Silva Júnior, M.C. et al. 2005. 100 Árvores do Cerrado: guia de campo. Brasília, Ed. Rede de Sementes do Cerrado, 278p. Silva, M. R., et al. 2001a. UTILIZAÇÃO TECNOLÓGICA DOS FRUTOS DE JATOBÁ-DO-CERRADO E DE JATOBÁ-DA-MATA NA ELABORAÇÃO DE BISCOITOS FONTES DE FIBRA ALIMENTAR E ISENTOS DE AÇÚCARES. Cienc. Tenol. Aliment., Campinas, 21 (2): 176-182. www.scielo.br/pdf/cta/v21n2/7463.pdf Silva, M. R., et al. 2001b. Avaliação Química, Física e Sensorial de Biscoitos Enriquecidos com Farinha de Jatob-a-do-cerrado e de Jatobá-da-Mata como Fonte de Fibra Alimentar. Brasilian Journal of Food Technology, 4: 163-170. www.ital.sp.gov.br/bj/bjft/2001/p0173.pdf Fonte: www.biologo.com.brJatobá
Divisão: Magnoliophyta (Angiospermae) Classe: Magnoliopdida (Dicotiledonae) Ordem: Rosales Família: Leguminoseae Nome Científico: Hymenaea stigonocarpa Mart. Nomes Populares: jataí-do-ampo, jataí-de-piauí, jatobá, jatobá-capão, jatobá-de-caatinga, jatobá-do-cerrado, jatobá-da-serra, jatobá-de-casca-fina, jatobeira, jitaé, jutaé, jutaí, jutaicica. Ocorrência: Cerradão, Cerrado. Distribuição: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, São Paulo, Tocantins. Floração: de outubro a abril com pico de dezembro a março. Frutificação: de julho a novembro. Árvore hermafrodita com 5 a 7 m de altura por 7 a 8 m de diâmetro de copa. Tronco de casca sulcada, dura, espessa e acastanhada, ramos tortuosos, avermelhados e sem pêlos (Brandão et al., 1992). Folhas alternas, compostas bifoliadas. Flores com cerca de 2 a 3,5 cm, brancas (Figura abaixo).
Jatobá (Hymenaea stigonocarpa Mart.) Leguminoseae Caesalpinoideae.
A. ramo com fruto; B. polpa farinácea comestível; C. semente.
Frutos de Jatobá
Jatobá
Nome: Jatobá Nome científico: Hymenaea spp Família: Leguminosae (Caesalpinoideae) Nomes comuns: Jatobá.
Jatobá Flores
Jatobá
JATOBÁ (Hymenaea courbaril)
Jatobá