O filo dos artrópodes
O filo dos artrópodes inclui a maioria das espécies potencialmente causadoras de pragas. Assim, reveste-se de especial importância, a identificação das diversas espécies de artrópodes consideradas como potenciais pragas urbanas, que se deve apoiar em critérios específicos que permitam de uma maneira simples e fiável conhecer uma determinada espécie num dado espaço e numa determinada etapa do seu ciclo biológico. Os artrópodes apresentam as seguintes características morfológicas gerais:Corpo segmentado (articulado), com os segmentos agrupados em duas ou três regiões distintas Apêndices (patas, antenas) em número par, segmentados Esqueleto externo que se renova periodicamente Simetria bilateralO filo dos artrópodes inclui várias classes a que pertencem espécies causadoras de pragas urbanas, cujas características gerais são:
Crustacea: A maioria tem dois pares de antenas e pelo menos cinco pares de patas. Exemplo: bichos-da-conta Diplopoda: Corpo formado por diversos segmentos semelhantes com excepção do primeiro que constitui a cabeça. Cada segmento com dois pares de patas articuladas. Antenas pequenas. Exemplo: maria-café Chilopoda: Corpo muito segmentado, tal como os anteriores. Cada segmento com um par de patas. Antenas grandes. Exemplo: centopeias Arachnida: Cabeça e tórax unidos formando o cefalotórax. Adultos com quatro pares de patas, um par de quelíceras, um par de pedipalpos. Sem antenas. Geralmente desenvolvimento sem metamorfoses. Exemplo: aranhas, ácaros, carraças, escorpiões. Insecta: Corpo dividido em cabeça, tórax e abdómen. Um par de antenas. Normalmente um ou dois pares de asas. Três pares de patas. Exemplo: moscas, mosquitos, baratas, percevejos.No caso dos artrópodes, e especialmente dos insetos, os conhecimentos de sistemática e de chaves para a identificação de espécies tem para os profissionais de controlo de pragas uma importância acrescida. Além da apreciação das características morfológicas que permitem identificar uma praga utilizando chaves de identificação, também os conhecimentos dos hábitos (alimentares e outros) das diversas espécies e das suas características biológicas é imprescindível para a identificação, nomeadamente quando não são capturados elementos das espécies. A maioria dos insetos desenvolve-se a partir de ovos. Estes são depositados pelas fêmeas normalmente em locais protegidos no meio ambiente, nos hospedeiros no caso das espécies parasitas, juntos numa cápsula ou ooteca como é o caso das baratas, individualmente ou em massas, soltos ou fixos a objetos diversos. O crescimento dos insetos é feito em estadios separados por mudas, ou seja pela substituição do esqueleto rígido externo que possuem. O número de mudas varia com a espécie. Além das alterações do tamanho, muitas espécies de insetos alteram também a sua forma durante o crescimento, processo que é conhecido por metamorfose. Relativamente a este aparência existem quatro tipos de insetos:
Sem metamorfoses: Ao longo do crescimento verifica-se apenas um aumento de tamanho, sem ocorrerem alterações da forma. Exemplo: peixinhos de prata Metamorfose gradual: Distinguem-se três etapas de desenvolvimento: ovos, ninfas e adultos. As ninfas, assemelham-se aos adultos em termos de forma, hábitos alimentares e outros. As alterações da aparência são muito graduais excepto a presença de asas que só atingem um desenvolvimento completo nos adultos. Exemplo: baratas, percevejos das camas Metamorfose incompleta: As alterações da forma são superiores às que se verificam nos artrópodes de metamorfose gradual. Os jovens, têm uma forma e hábitos diferentes dos adultos. Exemplo: algumas moscas. Metamorfose completa: Distinguem-se quatro etapas de desenvolvimento: ovos, larvas (com vários estadios), pupas e adultos. Exemplo: escaravelhos, traças, algumas moscas, pulgas, formigas, abelhas, vespas. A larva, forma que sai do ovo, tem frequentemente hábitos diferentes dos adultos e é causadora de estragos (exemplo larva da traça da roupa), o que justifica a importância do conhecimento dos hábitos e características biológicas das várias etapas.Embora seja conhecida como fase de repouso, a pupa é uma das etapas mais ativas do desenvolvimento dos insetos já que é durante esta se desenvolvem as estruturas corporais adultas. Os adultos emergem da cápsula pupal, não ocorrendo qualquer desenvolvimento posterior.
Filo Artrópodes – Espécies
Filo Artrópodes é representados por animais que possuem exoesqueleto (esqueleto externo que da sustentação e proteção ao corpo do animal) e membros articulados (artro =articulação; podes = pés). É nesse grupo de animais que se encontra o maior numero de espécies de seres vivos, mais de um milhão segundo outros autores. Exemplos de artrópodes são os caranguejos, aranhas, escorpiões e os insetos. Os Artrópodes são o maior grupo de animais existentes, a cada cinco quatro são Artrópodes, que podem ser desde seres microscópicos ate crustáceos com mais de 3 metros de espessura.Onde os Artrópodes habitam?
Os Artrópodes habitam quase todo o tipo de ambiente: aquáticos e terrestres e representam os únicos invertebrados voadores.Filo Artrópodes – Características
Filo Artrópodes
Tubo digestivo completo: Inclusive com glândulas salivares, fígado e pâncreas, estes últimos fundidos em um único órgão. Sistema respiratório presente: A maioria com respiração traqueal; entretanto os que vivem na água apresentam respiração branquial. Segmentação: Os artrópodes são, além dos anelídeos, os únicos invertebrados segmentados, diferindo deles por não apresentarem septos intersegmentares internamente. Excreção: Se faz por meio dos tubos de Malpighi, na maioria deles.Diversidade Os artrópodos compreendem cinco classes principais: Classe Insecta
Apresentam o corpo dividido em cabeça, tórax e abdome; possuem três pares de pernas (seis pernas) e duas antenas. Podem apresentar indivíduos com um par de asas (dípteros) ou dois pares de asas (tetrápteros). Apresentam respiração traqueal e a excreção é feita por túbulos de Malpighi. São dióicos, com dimorfismo sexual e fecundação interna. O desenvolvimento pode ser direto ( jovens muito semelhantes aos adultos) ou indireto (apresentam fase de larva, pupa, imago ou ninfas e imagos). Fazem parte desta classe os gafanhotos, formigas, abelhas, traças, besouros, libélulas, borboletas e outros.Classe Crustácea
Os crustáceos são artrópodes com carapaça rígida e impregnada por cálcio. O corpo é formado por cefalotórax ( fusão da cabeça e tórax ) e abdome. Possuem dois pares de antenas e vários pares de apêndices bífidos, com formas e funções diversas. A respiração é branquial e a excreção é realizada por glândulas verdes. A maioria dos crustáceos é dióica, embora algumas espécies possam ser monóicas, ocorrendo tanto fecundação interna quanto externa. A grande maioria das espécies vivem na água (na orla marítima, mares profundos e água doce). O Porcellio (tatuzinho-de-jardim) é uma das poucas espécies que vivem longe da águamas em ambientes úmidos. Fazem parte deste grupo os camarões, lagostas, caranguejos, tatuzinho-de-quintal, e outros.Classe Arachnida
Possuem quatro pares de pernas articuladas, sem antenas e corpo dividido em cefalotórax e abdome. A respiração é feita por filotraquéias ou pulmões foliáceos.Presença de palpos (apêndices semelhantes a pernas, mas finalidade de locomoção; servem para prender vítimas e alimentos ou possuem função sexual) e quelíceras. A classe dos aracnídeos compreende as ordens dos Araneídeos (aranhas), Acarinos (ácaros), Escorpionídeos (escorpiões), Pseudo-escorpionídeos (pseudo-escorpiões), e Opiliões. Os aracnídeos são dióicos, podendo apresentar nítido dimorfismo sexual. A fecundação é interna. Nas aranhas e escorpiões o desenvolvimento é direto, embora nos ácaros seja indireto. Muitas espécies são peçonhentas e perigosas. Outras são parasitas (sarna, acne, carrapatos), ocorrendo, através de algumas a tramissão de doenças infecto-contagiosas.Classe Chilopoda
Possuem corpo longo e cilíndrico, ligeiramente achatado dorsoventralmente, segmentado em numerosos anéis, nos quais se prendem as patas articuladas ( um par por cada segmento). A divisão do corpo é simples, compreendendo apenas a cabeça e o tronco. Há um par de antenas longas e um aparelho bucal adaptado para a inoculação de peçonha, com ação muito dolorosa mas raramente mortal. Na parte posterior do animal existe um apêndice que simula uma estrutura inoculadora de veneno. Fazem parte deste grupo as conhecidas centopéias ou lacráias.Lacráia ou centopéia Classe Diplopoda São animais muito aparentados com os quilópodos, porém apresentam dois pares de pernas articuladas por segmento, sendo todos inofensivos, já que não possuem nenhuma estrutura inoculadora ou glândulas secretoras de peçonha. Vivem em buracos no solo e enroscam-se quando agredidos. São vulgarmente conhecidos como piolhos-de-cobra.
Filo Artrópodes – Organismos
O Filo Artrópodes constitui o maior grupo de organismos quanto ao número de espécies viventes, sendo conhecidas cerca de 1.000.000 espécies. A enorme diversidade tem lhes permitido sobreviver em praticamente todos os habitats. Este Filo inclui os caranguejos, camarões, cracas e outros crustáceos, os insetos, as aranhas, escorpiões, carrapatos, as centopéias, os piolhos-de-cobra e outros menos conhecidos, além de formas fósseis. Estes animais tiveram origem a partir de um tronco primitivo de poliquetos, o que pode ser evidenciado pela presença de metameria, pela mesma organização do sistema nervoso e, primitivamente, pela presença de um par de apêndices por segmento, também observado nos poliquetos (os parapódios). A característica principal dos Artrópodes é a presença do exoesqueleto quitinoso,que dá a ele proteção.Esta também é uma característica evolutiva,pois os anelídeos não apresentam nenhuma estrutura osséa. Apesar da proteção, o exoesqueleto dificulta o crescimento dos Artropódes ,pois para seu crescimento deve-se haver substituição da casca(processo de formação da casca é denominado de muda),sendo assim o seu gráfico de crescimento é em forma de escada. Uma outra característica importante é a presença de patas articuladas. Os Artropódes são divididos nas seguintes classes: InsectaSua importância no planeta é a produção de sedas, as joaninhas comem os pulgões que infestam as lavouras e tem as abelhas que fornecem alimento,o mel. Tem uma estrutura de corpo dividida em cabeça,torax e abdômem.Seu sistema excretor é denominado ‘tubos de malpighi’. Seu sistema circulátório é aberto,ou seja não tem vasos sanguinios.Sua respiração é traqueal.E apresenta fecundação externa,além de serem dioícos(sexos separados,inseto macho e inseto femêa). Ex: borboleta.Crustáceos
São caracterizados pela formação de patas modificadas em formas de pinças,sendo somente as duas primeiras. O seu corpo é dividido em cefalotórax(cabeça unida ao torax) e abdômem.Sua respiração é branquial.São dioícos.Fecundação externa. Ex: Camarão. . Chilopoda = Corpo é dividido em cabeça e tórax.Um par de antenas.Possuem um par de patas por segmento. Ex: Lacraias .Diplopoda
Apresentam 2 pares de plantas por segmento. Ex: piolho-de-cobra.Aracnidea
Corpo dividido em cefalotórax e abdômem.Respiração traqueal.Sistema excretor é composto pelas glândulas coxais.Sistema nervoso ganglionar ventral(como nos insetos e crustáceos). Fecundação interna Alguns peçonhetos. Ex: aranha.
Filo Artrópodes – Animais
O filo dos artrópodes (gr. arthros = articulado + poda = pé) contém a maioria dos animais conhecidos (mais de 3 em cada 4 espécies animais), mais de 1 milhão de espécies, muitas das quais extremamente abundantes em número de indivíduos. Estão nesta categoria os crustáceos, insetos, aranhas, centopeias, marias-café, bem como outros menos conhecidos e inúmeras formas fósseis. O filo é um dos mais importantes ecologicamente pois domina todos os ecossistemas terrestres e aquáticos em número de espécies, de indivíduos ou ambos. A maior parte do fluxo energético desses ecossistemas passa pelo corpo dos artrópodes. Podem ser encontrados artrópodes acima dos 6000 m de altitude, bem como a mais de 9500 m de profundidade. Existem espécies adaptadas á vida no ar, na terra, no solo e em água doce e salgada. Outras espécies são parasitas de plantas e ecto ou endoparasitas de animais. Algumas espécies são gregárias e desenvolveram complexos sistemas sociais, com divisão de tarefas entre as diversas castas. Considera-se que os artrópodes terão evoluído a partir de animais tipo anelídeo poliqueta ou que teria existido um ancestral comum a anelídeos e artrópodes. A sua relação com outros filos não é clara pois, embora o registo fóssil seja extenso e date desde o Câmbrico, não apresenta formas de transição. Devido ao peso limitante do exosqueleto, nenhum artrópode atinge grande tamanho, embora existam caranguejos japoneses com 3,5 m de comprimento, com as suas delgadas pernas. A lagosta atlântica atinge 60 cm mas nenhum inseto tem mais que 28 cm de envergadura ou comprimento. Caracterização do filo Artrópodes O corpo do artrópode típico é segmentado externamente metamerização – em diversos graus e as extremidades pares são articuladas, especializadas em forma e função para o desempenho de tarefas específicas. Em algumas espécies, durante o desenvolvimento embrionário ocorre a fusão de alguns segmentos, podendo ocorrer a perda de apêndices em alguns deles. Por esta razão, o corpo do artrópode típico é dividido em duas (cefalotórax e abdómen) ou três zonas (cabeça, tórax e abdómen). Todas as superfícies externas do corpo são revestidas por um exosqueleto orgânico contendo quitina, segregado pela epiderme. Este revestimento é composto por camadas sucessivas de quitina (glícido), proteínas e ceras (praticamente impermeáveis) e lípidos, podendo ser ainda mais endurecido por impregnação de cálcio, como nos crustáceos. O exosqueleto apresenta “pêlos” sensoriais exteriormente e dobras e pregas internas, que servem de apoio aos músculos. O exosqueleto é uma peça fundamental para o sucesso dos artrópodes, pois fornece suporte ao corpo, fornece apoio aos músculos que movem os apêndices, protege contra predadores e, devido a ser impermeável, impede a dessecação, fundamental em meio terrestre. Em cada articulação existem pares de músculos antagônicos (flexor e extensor), o que leva a movimentos extremamente precisos quando coordenados pelo sistema nervoso altamente desenvolvido. Deste modo, os artrópodes deslocam-se de modo muito semelhante ao dos vertebrados, sendo as peças rígidas externas e não internas. No entanto, o exosqueleto acarreta igualmente dificuldades pois é rígido e pouco expansível, limitando os movimentos, o crescimento e as trocas com o exterior. Por este motivo, o animal realiza mudas periódicas. Aracnídeos e crustáceos realizam várias mudas ao longo da sua vida, enquanto insetos deixam de realizar mudas após atingirem a maturidade sexual. O exosqueleto velho é solto por enzimas especializadas e um novo é formado por baixo dele, embora permanecendo mole. Quando o novo está formado, o exosqueleto velho fende-se em locais predeterminados e o animal emerge. Enchendo o corpo de ar ou água para o expandir ao máximo, o animal espera que o novo exosqueleto seque e endureça, período em que está muito vulnerável. As mudas provocam, portanto, um crescimento descontínuo. O problema da falta de maleabilidade é resolvido, em parte, pela segmentação mas também pela presença de membranas mais finas na zona das articulações. Em espécies marinhas o exosqueleto é reforçado por carbonato de cálcio e nas espécies terrestres é coberto por uma fina camada de cera, que impede a perda excessiva de água. De modo a compensar a falta de contato direto do corpo com o exterior e com os estímulos, o exosqueleto está coberto por cerdas sensitivas. O sistema nervoso (semelhante ao dos anelídeos, em escada de corda) e órgãos dos sentidos (olhos compostos, por exemplo) são proporcionalmente grandes e bem desenvolvidos, permitindo respostas rápidas a estímulos. Por este motivo, a cefalização é nítida. O sistema circulatório é composto por um vaso dorsal simples, com zonas contrácteis que funcionam como um coração tubular, donde o sangue passa para uma aorta dorsal anterior. Após este vaso o sangue espalha-se por lagunas. O sistema respiratório pode apresentar diversos tipos de estruturas, dependendo do meio em que o animal vive. Espécies aquáticas possuem brânquias, enquanto outras respiram pela superfície do corpo. Os artrópodes terrestres possuem estruturas internas especializadas, designadas traqueias. Estas são sistemas de canais ramificados, por onde circula ar, comunicando com o exterior por orifícios na superfície do tegumento espiráculos. Estas aberturas podem, geralmente, ser reguladas. O sistema digestivo é completo, com compartimentos especializados. O sistema excretor é igualmente especializado, principalmente nos animais terrestres, onde é formado por tubos de Malpighi. Este sistema é composto por uma rede de túbulos mergulhados na cavidade celómica e em contato com o sangue, donde removem as excreções. Estes tubos comunicam com o intestino, onde lançam esses produtos, que são eliminados com as fezes. O celoma é reduzido e ocupado principalmente pelos órgãos reprodutores e excretores. Este fato parece relacionado com o abandono da locomoção que usa a pressão hidrostática. A reprodução pode ser sexuada ou assexuada. Os artrópodes apresentam sexos separados, com fecundação interna nas formas terrestres e interna ou externa nas aquáticas. Os ovos são ricos em vitelo e o desenvolvimento é quase sempre indireto, passando os animais por metamorfoses. Este é o único filo de invertebrados com muitos membros adaptados ao meio terrestre, apresentando, igualmente, os únicos invertebrados capazes de voar, capacidade surgida há cerca de 100 M.a., muito antes da dos vertebrados.Filo Artrópodes – Classe
Filo Artrópodes é o maior filo. Apresentam pernas articuladas e têm corpo dividido geralmente em cabeça, tórax e abdome. Em algumas espécies pode ocorrer a fusão da cabeça com o tórax, neste caso o corpo é dividido em cefalotórax e abdome. Apresenta esqueleto externo (exoesqueleto). O exoesqueleto é feito de uma substância resistente chamada quitina. A função do exoesqueleto é de proteger o animal contra predadores e sustentar seu corpo, além de diminuir a perda de água por evaporação. Presença de músculos que se prendem ao exoesqueleto que dão grande mobilidade a esses animais. Presença de alguns apêndices: pernas (locomoção), antenas (olfato e tato). Em certos períodos da vida, os artrópodes abandonam o exoesqueleto, pois crescem e precisam fabricar outro, esse processo é chamado de muda ou ecdise. O filo artrópode se divide em cinco classes menores que são: insetos, crustáceos, aracnídeos, diplópodes e quilópodes. 1) Insecta (insetos) É a maior classe de artrópodes. Corpo dividido em: cabeça, tórax e abdome. Na cabeça está um par de antenas, que capta cheiros e é sensível ao tato; possui ocelos (olhos simples) que acusam a presença de luz e de objetos próximos; olhos compostos, formados de várias unidades dotadas de lentes que fornecem imagens e detectam movimentos. Ao redor da boca existem várias peças bucais (sugador, mastigador, lambedor e picador-sugador) que ajudam na alimentação do animal. No tórax há três pares de pernas e dois pares de asas. Alguns possuem apenas um par de asas o outro é atrofiado, outros não possuem asas. As asas ajudam na captura de alimentos, na fuga de predadores, a explorar novos ambientes e a encontrar parceiros sexuais. Possuem respiração traqueal, ou seja, respiram por tubos chamados traquéias que se abrem em diversos orifícios nas laterais do tórax e do abdome do inseto. Por isso o oxigênio é levado até as células pelas ramificações das traquéias, sem passar pelo sangue, da mesma forma o gás carbônico faz o caminho inverso. Possuem sistema digestório completo (boca, papo, cecos gástricos que produzem enzimas,estômago, intestino e orifício retal). Sistema nervoso Sistema nervoso é ventral, com órgãos dos sentidos e bem desenvolvido. Sistema circulatório aberto (coração alongado dorsal que apresenta orifícios através dos quais o sangue entre ou sai dos vasos e cai em lacunas nas quais estão os órgãos). Sistema excretor A excreção é feita pelos túbulos de Malpighi que filtram as substâncias tóxicas produzidas pelas células e as lançam no intestino onde são eliminadas juntamente com as fezes. Os sexos são separados e sua fecundação é interna (espermatozóide lançado dentro do corpo da fêmea). São animais ovíparos e podem apresentar três tipos de desenvolvimento:I Holometábolos (metamorfose completa): Quando o ovo origina uma larva, que é bastante diferente do animal adulto. Nesse caso a larva se transforma em pupa ficando imóvel e dentro de um casulo para se transformar num animal adulto. Exemplo: borboleta, besouros, moscas e pulgas. II Hemimetábolos (metamorfose incompleta): Quando o ovo origina um indivíduo chamado de ninfa (filhote sem asas), que apresenta pouca diferença em relação ao adulto. Exemplo: gafanhoto, barata e percevejo. III Ametábolo (não sofre metamorfose, o desenvolvimento é direto): Quando o animal já sai do ovo com a forma do animal adulto, só que de tamanho menor. Exemplo: traças.Importância dos insetos Os insetos participam de cadeias alimentares. Muitas espécies de formigas ajudam a mexer a terra e a arejar o solo facilitando o crescimento das plantas. Os insetos fazem também a polinização que é fundamental na reprodução das plantas e também no caso das abelhas que produzem o mel e a larva do bicho-da-seda que produz os fios de seda. Alguns insetos vivem em sociedade, ou seja, desempenham determinadas funções como: abelhas, cupins e formigas. Malefícios dos insetos Alguns insetos contribuem para a disseminação de doenças transmitindo vários microorganismos ao ser humano e também podem causar grandes danos as plantações, destruindo-as. Prejuízos domésticos. 2) Crustácea (crustáceos) Exoesqueleto feito de quitina muito mais calcificado porque contém carbonato de cálcio, formando uma crosta. O corpo dos crustáceos é dividido em duas partes: cefalotórax (formado pela reunião da cabeça e do tórax) e abdome. Na cabeça, há dois pares de antenas (tato e olfato); olhos compostos e apêndices ao redor da boca, com os quais seguram o alimento e o levam a boca. O número de pernas vai variar. Suas pernas ficam no abdome. Respiração branquial localizadas geralmente na base das pernas. Circulação igual a dos insetos. Excreção feita por estruturas que estão próximas as antenas (glândulas antenares). Sexos separados. Porém existem espécies hermafroditas (fecundação cruzada) como as cracas. Desenvolvimento indireto (ovo larva adulto) na maioria das espécies, podendo ocorrer também desenvolvimento direto como nas lagostas. Exemplos: camarões, lagostas, siris, caranguejos. 3) Arachnida (aracnídeos) O corpo é dividido em cefalotórax e abdome. Possuem quatro pares de pernas. Não possuem antenas e têm um par de quelíceras (manipulação do alimento) e um par de pedipalpos ou palpos (atuam como órgão sensorial ou órgão de cópula no macho). Possuem olhos simples. Não possuem mandíbula, pois cortam o alimento em pedaços com as quelíceras e jogam enzimas digestivas sobre os pedaços e sugam o material parcialmente digerido para dentro do tubo digestório, onde termina a digestão. Respiração filotraqueal (falsos pulmões) traquéias modificadas que formam cavidades mais amplas que funcionam como brânquias internas. Excreção feita pelos túbulos de Malpighi Na aranha na extremidade do abdome existem as glândulas fiandeiras, que produzem fios utilizados na confecção de teias ou de casulos onde os ovos ficam abrigados. As quelíceras do escorpião servem para triturar o alimento e o pedipalpos serve para prender a presa capturada. No escorpião a peçonha é injetada pelo aguilhão, uma espécie de ferrão existente na cauda. Nas aranhas as quelíceras servem para injetar a peçonha, já os pedipalpos são apêndices sensoriais. 4) Chilopoda e Diplopoda ( quilópodes e diplópodes) Podem ser reunidos em outra classe a dos Miriápodes (dez mil pés). Possuem o corpo dividido em cabeça e tronco (segmentado). Na cabeça apresentam olhos simples e um par de antenas. Os quilópodes apresentam um par de patas por segmento, sendo que o primeiro par é transformado em uma estrutura chamada forcípula com as quais injetam peçonha nas presas. São carnívoros, predadores e se utilizam do veneno para imobilizar suas presas. São representados pelas centopéias ou lacraias. Os Diplópodes apresentam dois pares de patas por segmentos e não possuem forcípula. São herbívoros e quando estão em perigo, eliminam um produto com cheiro desagradável e se enrolam em espiral. São representados pelosembuás ou piolhos-de-cobra). Possuem tubo digestório completo. Sistema excretor formado por túbulos de Malpighi. Sistema circulatório aberto. Sexos separados e desenvolvimento direto ou indireto.
Características Gerais dos Artrópodes
O filo Arthropoda é o mais extenso do reino Animal, existindo ainda muitas espécies por identificar. Este grupo inclui as aranhas, os crustáceos, as centopeias e os insetos, entre muitos outros seres vivos. Desde o final do Pré-Câmbrico, há cerca de 570 milhões de anos, que são encontrados artrópodes no registo fóssil (Hickman et al., 1997). Estes seres vivos têm órgãos sensoriais bem desenvolvidos e um exosqueleto com quitina. A sua estrutura primitiva consiste numa série linear de segmentos, cada um com um par de apêndices constituídos por diferentes artículos. No entanto, verificou-se a tendência para os segmentos se fundirem entre si, originando grupos funcionais, e os apêndices estão frequentemente diferenciados, de modo a existir uma divisão do trabalho. Poucos são os artrópodes que apresentam dimensões superiores a 60 cm de comprimento: o maior é um caranguejo japonês, com aproximadamente 4m de largura, e o mais pequeno é um ácaro com menos de 0,1 mm (Hickman et al., 1997). Os artrópodes são geralmente animais ativos e energéticos. A maioria destes seres vivos são herbívoros, mas existem também artrópodes carnívoros e omnívoros. Tendo em conta a sua enorme abundância, vasta distribuição ecológica e elevado número de espécies, a sua diversidade não é ultrapassada por nenhum outro grupo de animais. São encontrados em todos os tipos de ambiente, desde zonas oceânicas profundas até regiões de elevada altitude, bem como desde o equador, até aos pólos. Muitas espécies estão adaptadas à vida no ar, em meio terrestre, em água doce, salobra ou salgada. Outras vivem ainda sobre ou no interior de plantas ou de outros animais (Hickman et al., 1997). Apesar dos artrópodes competirem com o Homem por alimento e provocarem doenças, são essenciais para a polinização de muitas plantas e são também utilizados como alimento e para a produção de produtos como a seda, o mel e a cera (Hickman et al., 1997). 1. Principais Características Encontram-se seguidamente enumeradas algumas das características deste grupo de seres vivos:1. A simetria é bilateral e o corpo é segmentado, estando os segmentos geralmente agrupados em duas ou três regiões distintas: cabeça e tronco; cabeça, tórax e abdómen; ou cefalotórax e abdómen (Hickman et al., 1997; Triplehorn & Johnson, 2005). 2. Existem apêndices constituídos por um conjunto de artículos. Tipicamente cada segmento apresenta um par de apêndices, mas esta organização surge frequentemente modificada, com segmentos e apêndices adaptados a funções especializadas: natação, manipulação do alimento, reprodução, entre outras (Hickman et al., 1997). 3. Existe um exosqueleto com proteínas, quitina, lípidos e, muitas vezes, carbonato de cálcio. Trata-se de um esqueleto externo, segregado pela epiderme, que possibilita uma grande proteção. Para além disso, evita a desidratação, permite a fixação dos músculos e confere proteção contra as radiações solares. Um dos principais constituintes do exosqueleto é a quitina, um polissacarídeo resistente e insolúvel em água, existindo igualmente nos crustáceos impregnações de carbonato de cálcio. Devido à existência de zonas do exosqueleto que não são expansíveis, os artrópodes para crescerem têm que libertar esta cobertura após determinados intervalos de tempo, produzindo um novo exosqueleto, de maiores dimensões. Este processo denomina-se por mudas. Até atingirem a idade adulta, os artrópodes podem passar por quatro a sete mudas, podendo continuar a sofrer mudas durante a idade adulta (nesse caso, podem chegar a passar por 50 mudas). Como o exosqueleto é relativamente pesado, este é um dos fatores que condiciona as dimensões destes seres vivos (Hickman et al., 1997; Mader, 2001). 4. O sistema muscular é complexo e utiliza o exosqueleto como suporte para os músculos, adaptados a movimentos rápidos (Hickman et al., 1997). 5. O sistema circulatório é aberto, correspondendo a maior parte da cavidade do corpo ao hemocélio, que está repleto de hemolinfa (Hickman et al., 1997; Triplehorn & Johnson, 2005). 6. O sistema digestivo é completo, com peças bucais resultantes da modificação de apêndices e adaptadas a diferentes tipos de alimentação (Hickman et al.,1997). 7. A respiração ocorre através da superfície do corpo, de brânquias, de traqueias ou de pulmões laminares. A maioria dos artrópodes terrestres tem um sistema de traqueias altamente eficiente, que entrega o oxigênio diretamente aos tecidos, permitindo uma elevada taxa metabólica. Este sistema limita igualmente o tamanho destes seres vivos. Os artrópodes aquáticos respiram principalmente por um sistema de brânquias, igualmente eficiente (Hickman et al., 1997). 8. Os órgãos sensoriais estão bem desenvolvidos, existindo uma grande variedade de estruturas: para o tato, audição, olfato, equilíbrio e visão. Em relação aos órgãos visuais, podem existir olhos compostos e/ou olhos simples (ocelos). Os olhos compostos são constituídos por unidades (omatídios) que variam em número (entre 1 e cerca de 10.000) e que operam individualmente, permitindo que o ser vivo veja simultaneamente em quase todas as direções. Quando o número de omatídios é muito elevado, obtém-se a conhecida imagem em mosaico dos insetos. A visão inicia-se na gama dos ultravioleta, estendendose apenas até ao laranja (Hickman et al., 1997). 9. Os sexos são geralmente separados, sendo a fecundação maioritariamente interna. Podem ser ovíparos ou ovovivíparos (Hickman et al., 1997). 10. Durante o desenvolvimento, podem ocorrer metamorfoses, existindo por vezes uma fase larvar muito diferente da forma adulta. Nesta situação, as duas formas têm geralmente exigências alimentares e ecológicas diferentes, diminuindo assim a competição intraespecífica (Hickman et al., 1997).O filo Arthropoda inclui quatro subfilos: Trilobita (extinto); Chelicerata, com três classes (Arachnida, Merostomata e Pycnogonida); Crustacea, com dez classes; e Atelocerata, com cinco classes (Diplopoda, Chilopoda, Pauropoda, Symphyla e Insecta) (Triplehorn & Johnson, 2005). Seguidamente encontra-se uma breve descrição de algumas classes deste filo (Arachnida, Chilopoda, Diplopoda e Insecta), bem como de algumas ordens (Acari, Araneae, Collembola, Diptera, Hemiptera e Hymenoptera). 2. Características de Algumas Classes 2.1. Classe Arachnida Esta classe inclui as aranhas, os escorpiões, os pseudoescorpiões e os ácaros, entre outros (Figura 1). Estão descritas cerca de 65.000 espécies, organizadas em onze ordens, tais como: Scorpiones (escorpiões), Opiliones (opiliões), Araneae (aranhas), Acari (ácaros e carraças) e Pseudoscorpiones (pseudoescorpiões). Estes seres vivos são mais comuns em regiões quentes e secas, do que em qualquer outro local. O corpo encontra-se dividido em cefalotórax e abdómen, apresentando o cefalotórax um par de quelíceras, um par de pedipalpos e quatro pares de patas locomotoras. Assim, não existem mandíbulas nem antenas. A maioria dos aracnídeos são predadores, podendo existir pedipalpos modificados em forma de pinças, como nos escorpiões. As presas são capturadas e mortas pelas quelíceras e pedipalpos, sendo ingeridos posteriormente os fluidos e tecidos moles. O seu sistema respiratório é constituído por traqueias e/ou pulmões laminares (Borror & DeLong, 1988; Ruppert & Barnes, 1994; Hickman et al., 1997; Triplehorn & Johnson, 2005). Os aracnídeos foram os primeiros artrópodes a ocupar o meio terrestre e, em geral, são inofensivos para o Homem, alimentando-se de insetos prejudiciais. No entanto, existem aracnídeos que podem provocar picadas dolorosas ou mesmo mortais, e alguns podem transmitir doenças ou danificar culturas (Hickman et al., 1997).
Figura 1 Esquemas de alguns exemplares da classe Arachnida: A ordem Araneae; B ordem Opiliones; C – ordem Pseudoscorpiones; e D – ordem Scorpiones, retirados de Borror & DeLong (1988). Note-se que os esquemas não se encontram na mesma escala.
Figura 2 Esquema de um exemplar da classe Chilopoda, retirado de Ruppert & Barnes (1994).
Figura 3 Esquema de um exemplar da classe Diplopoda, retirado de Ruppert & Barnes (1994).
Figura 4 Esquema de diferentes tipos de armaduras bucais: A mastigadora, adaptado de Matthes (1959); B sugadora pura, adaptado de Matthes (1959); e C picadora-sugadora (em repouso), adaptado de Hickman et al. (1997).
Figura 5 Esquema de um exemplar da ordem Acari, retirado de Triplehorn & Johnson (2005).
Figura 6 Esquema de uma aranha, adaptado de Triplehorn & Johnson (2005).
Figura 7 Esquema de um colêmbolo, adaptado de Cunha e colaboradores (1964).
Figura 8 – Esquema de um díptero, adaptado de Dierl & Ring (1992).
Figura 9 Esquema de um hemíptero, adaptado de Borror & DeLong (1988).
Figura 10 Esquema de um espécimen alado (A) e de um espécimen áptero (B) da ordem Hymenoptera, retirados de Chinery ( 1993 )