Glândula Tireóide
O efeito imediato consiste em diminuir a atividade absortiva dos osteoclastos. O segundo efeito da calcitonina, que é mais prolongado consiste em diminuir a formação de novos osteoclastos.A calcitonina também exerce efeitos menores sobre o processamento do cálcio nos túbulos renais e no tubo intestinal. Bem menos nos seres humanos, um aumento na concentração plasmática de cálcio de cerca de 10% determina elevação imediata de duas a seis vezes na velocidade de secreção da calcitonina, um mecanismo que funciona exatamente de forma oposta ao do sistema do hormônio paratireóideo. Existem duas grandes diferenças entre os sistemas de feedback da calcitonina e do hormônio paratireóideo. Em primeiro lugar, o mecanismo da calcitonina opera mais rapidamente, atingindo a sua atividade máxima em menos de 1 hora, em contraste com o período de 3 a 4 horas necessário para que seja alcançada a atividade máxima após o início da secreção paratireóidea. Quando a glândula tireóide é removida, e a calcitonina não é mais secretada. Calcitonina – Hormônio A calcitonina é um hormônio polipeptídica diretamente envolvida com a paratiroide na regulação da absorção óssea, na manutenção do balanço de cálcio e na homeostase. É usada na terapêutica para baixar a concentração plasmática de cálcio em alguns doentes com hipercalcemia vulgarmente associada a doença maligna. É eficaz na redução da hipercalcemia e na concentração de fosfatos em doentes com hiperparatiroidismo, hipercalcemia idiopática na criança, intoxicação por vitamina D e em metástases ósseas. É eficaz ainda nas doenças em que se verifica um aumento da reabsorção e formação óssea, como na doença de Paget, nas fases evolutivas desta doença, que podem condicionar dores intensas, não atribuíveis a uma doença osteoarticular, mas associadas a valores elevados de fosfatases alcalinas no soro e a complicações neurológicas. A calcitonina é sobretudo utilizada no tratamento da osteoporose; embora exerça efeito antiálgico e tenha eficácia nas fases de reabsorção óssea intensa, não existem até agora provas convincentes que justifiquem o seu uso a longo prazo, nas formas correntes de osteoporose. Usa-se na prevenção e tratamento da osteoporose pós-menopausa com suplementos de cálcio e de Vitamina D. A calcitonina utilizada na terapêutica é de origem sintética; só tem atividade quando administrada por via parentérica ou nasal; corresponde à calcitonina humana ou de salmão, embora também tenha sido usada a porcina. Verificou-se contudo que tanto a calcitonina porcina como a de salmão podem produzir resistências, pela produção de anticorpos; situação mais frequente com a calcitonina porcina do que com a de salmão e pouco frequente com a calcitonina humana. A capacidade terapêutica das calcitoninas, tendo como base um ensaio biológico, é vulgarmente apresentada em Unidades Internacionais. Os pesos aproximados de calcitonina pura equivalentes são para 100 UI:1 mg de calcitonina humana, 1 mg de calcitonina porcina e 0,025 mg de calcitonina de salmão. A posologia da calcitonina humana é expressa em mg sendo a de salmão expressa em UI. As perturbações da paratiróide e do metabolismo do cálcio que causam hipocalcemia são tratadas com gluconato de cálcio ou outro sal de cálcio por via IV seguido da administração oral de calciferol, por forma a conseguir a normocalcemia. Como funciona a calcitonina? A calcitonina atua no controle dos níveis de cálcio e potássio. Ele faz isso inibindo a atividade dos osteoclastos, as células que quebram os ossos. Quando os osteoclastos rompem o tecido ósseo, o cálcio entra na corrente sanguínea. Ao prevenir a quebra do osso, a calcitonina diminui a quantidade de cálcio no sangue. O hormônio também parece diminuir a quantidade de cálcio que os rins podem reabsorver, diminuindo ainda mais os níveis. A secreção desse hormônio é controlada diretamente pelos níveis de cálcio no sangue. Quando os níveis começam a aumentar, o corpo responde com níveis aumentados de calcitonina. Quando os níveis de cálcio caem, os níveis de calcitonina também caem. Como a calcitonina é controlada? A secreção de calcitonina e hormônio da paratireóide é determinada pelo nível de cálcio no sangue. Quando os níveis de cálcio no sangue aumentam, a calcitonina é secretada em quantidades maiores. Quando os níveis de cálcio no sangue diminuem, a quantidade de calcitonina secretada também diminui. A secreção de calcitonina também é inibida pelo hormônio somatostatina, que também pode ser liberado pelas células C da glândula tireoide. Paratormônio e Calcitonina O paratormônio é produzido pelas glândulas paratireóides, localizadas posteriormente à glândula tireóide. A calcitonina é produzida pelas células parafoliculares da tireóide (estas não fazem parte dos folículos tireoideanos). Ambos os hormônios atuam no metabolismo do íon cálcio, sendo importantes no controle do normal nível plasmático deste íon. Mais de 99% do cálcio presente em nosso corpo se encontra depositado em tecidos como ossos e dentes. Sendo assim, o cálcio na forma iônica dissolvida em nosso plasma corresponde a menos de 1% do total de cálcio que possuímos. É muito importante que o nível de cálcio plasmático se mantenha dentro do normal, pois:
Em uma situação de hipercalcemia as membranas das células escitáveis se tornam menos permeáveis ao sódio, o que reduz a excitabilidade da mesma. Como consequência, ocorre uma hipotonia muscular esquelética generalizada. No músculo cardíaco ocorre um aumento da força contrátil durante a sístole ou mesmo uma parada cardíaca, devido à redução da excitabilidade das fibras de purkinje. Em uma situação de hipocalcemia, ao contrário, as membranas celulares se tornam excessivamente permeáveis aos íons sódio. O aumento na permeabilidade ao sódio torna as membranas mais excitáveis. Os músculos esqueléticos se tornam mais hipertônicos, podendo ocorrer inclusive uma manifestação de tetania (hipocalcêmica). O músculo cardíaco se contrai com menos força.Quando o nível plasmático de cálcio se torna abaixo do normal, as paratireóides aumentam a secreção de paratormônio. Este faz com que a calcemia aumente, retornando ao normal. Quando o nível plasmático de cálcio se torna acima do normal, as células parafoliculares da tireóide aumentam a secreção de calcitonina. Esta faz com que a calcemia se reduza, retornando ao normal. Desta forma estes 2 hormônios, juntos, controlam o nível plasmático de cálcio, mantendo-o dentro do normal e evitando, assim, uma hipercalcemia ou uma hipocalcemia. O paratormônio é o mais importante hormônio responsável pelo controle do nível plasmático de cálcio em nosso organismo. A calcitonina é produzida pela tireóide e possui efeito contrário ao do paratormônio, quer dizer, é hipocalcemiante, diminuindo o nível de cálcio plasmático quando necessário, pois age aumentando a deposição do cálcio nos ossos e dentes e aumenta a excreção renal (via principal de excreção de cálcio). Fonte: br.geocities.com/www.geocities.com/www.wisegeek.com/menteacida.com/www.yourhormones.info/www.hormone.org