
Agricultura: Adubo composto, pesticidas, silagem, mudas de plantas ou de árvores, plantas transgênicas, etc. Alimentação: Pães, queijos, picles, cerveja, vinho, proteína unicelular, aditivos, etc. Química: Butanol, acetona, glicerol, ácidos, enzimas, metais, etc. Eletrônica: Biosensores Energia: Etanol, biogás Meio Ambiente: Recuperação de petróleo, tratamento do lixo, purificação da água Pecuária: Embriões Saúde: Antibióticos, hormônios e outros produtos farmacêuticos, vacinas, reagentes e testes para diagnóstico, etc.Biossegurança A Biossegurança é uma medida surgida no século XX, voltada para o controle e a minimização de riscos advindos da prática de diferentes tecnologias, seja em laboratório ou quando aplicadas ao meio ambiente. A Biossegurança é regulada em vários países no mundo por um conjunto de leis, procedimentos ou diretivas específicas. No Brasil, a legislação de Biossegurança engloba apenas a tecnologia de Engenharia Genética ? que é a tecnologia do DNA ou RNA recombinante estabelecendo os requisitos para o manejo de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs), para permitir o desenvolvimento sustentado da Biotecnologia moderna. O órgão brasileiro responsável pelo controle das tecnologias de OGMs é a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança). A CTNBio é responsável pelas emissões de pareceres técnicos sobre qualquer liberação de OGMs no meio ambiente e acompanhar o desenvolvimento e o progresso técnico e científico na Biossegurança e áreas afins, com o objetivo de promover uma segurança aos consumidores e à população em geral, com permanente cuidado à proteção ambiental. A Lei 8974 de Janeiro de 1995 – Lei de Biossegurança estabelece as diretrizes para o controle das atividades e produtos originados pela tecnologia do DNA recombinante. Estabelece ainda que compete aos órgãos de fiscalização do Ministério da Saúde, do Ministério da Agricultura e do Ministério do Meio Ambiente a fiscalização e a monitorização das atividades com OGMs, bem como a emissão de registro de produtos contendo OGMs ou derivados, a serem comercializados ou liberados no ambiente. Operacionalmente vinculada ao MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia), a CTNBio iniciou suas atividades em Junho de 1996. É composta por 18 membros titulares e seus suplentes, entre os quais especialistas indicados pela comunidade acadêmica, com notório saber científico nas áreas humana, animal, vegetal e ambiental, obrigatoriamente com doutorado, além dos representantes dos Ministérios da Ciência e Tecnologia, da Saúde, da Agricultura, do Meio Ambiente, da Educação e das Relações Exteriores. A comissão reúne-se mensalmente, desde a sua criação, para certificar a segurança de laboratórios e experimentos relativos à liberação de OGMs no meio ambiente e para julgar pedidos de experimentos e de plantios comerciais de produtos que contenham OGMs. O fundamento básico da Biossegurança é estudar, entender e tomar medidas para prevenir os efeitos adversos da moderna biotecnologia, sendo prioritário proteger a saúde humana, animal e o meio ambiente, para assegurar o avanço dos processos tecnológicos. As características essenciais de um processo microbiológico industriais
Produtos obtidos a partir da Engenharia Genética
Produção:
Hormônio de crescimento humano. Interferons Insulina humana Vacinas Bioinseticidas
Biorremediação
Tecnologia que utiliza agentes biológicos, particularmente os microrganismos, para remover poluentes tóxicos do ambiente, principalmente do solo e da água. Os poluentes são decompostos em substancias atóxicas por meio do metabolismos microbiano. Biotecnologia – Aplicação de processos biológicos A biotecnologia consiste na aplicação de processos biológicos no desenvolvimento de produtos e serviços que são revertidos em benefícios à sociedade através dos avanços promovidos em áreas tais como saúde humana e animal, agricultura e manejo do meio-ambiente. O termo biotecnologia (bio = vida, tecno = utilização prática da ciência e logos = conhecimento) é relativamente novo, mas seus princípios são anteriores à Era Cristã. Gregos e Egípcios produziam vinho e cerveja por meio da fermentação da uva e da cevada. Os produtos, expostos ao ar livre, apresentavam reações orgânicas que resultavam nas bebidas, constituindo uma forma primitiva de biotecnologia (CIB). Nos últimos anos, porém, o termo vem sendo utilizado para se referir às técnicas desenvolvidas a partir dos avanços científicos no ramo da Biologia Molecular, sendo uma de suas vertentes a Engenharia Genética, que possibilitou a interferência controlada e intencional no DNA, o código da ?construção biológica? de cada ser vivo. Isso significa que os cientistas podem inserir genes de interesse específico em qualquer organismo ou mesmo retirá-los, originando os chamados OGMs (organismos geneticamente modificados). Estes conceitos têm definido e delimitado o que se denomina biotecnologia moderna, diferenciando-a da biotecnologia antiga. Deposita-se na biotecnologia moderna a perspectiva de melhoria da qualidade de vida e de seu prolongamento através do desenvolvimento de vacinas mais eficientes, medicamentos mais específicos e com menos efeitos colaterais, métodos diagnósticos mais sensíveis, alimentos mais nutritivos, enfim, uma série de avanços que irão retornar diretamente para a humanidade. Várias destas promessas já são realidade. Como exemplo de substâncias ou produtos produzidos atualmente pela biotecnologia pode-se citar interferon humano (substância natural sintetizada no organismo humano para defesa contra vírus), insulina humana, hormônio de crescimento humano, plantas resistentes a vírus, plantas tolerantes a insetos e plantas resistentes a herbicidas. No entanto, vários outros avanços ainda estão por vir. Alguns exemplos do que a biotecnologia poderá fazer pelo ser humano no futuro (ABRABI):Tratamento de doenças que ocorrem por problemas genéticos (terapia gênica) Produção de órgãos e tecidos para transplante, sem o problema de rejeição Plantas que poderão ser utilizadas como vacinas Ampliação da utilização de microrganismos geneticamente modificados para produção de substâncias úteis para o homem Vegetais enriquecidos em termos de nutrientes, tais como vitaminas, proteínas e provitaminas Utilização de microrganismos geneticamente modificados para biorremediação (despoluição).Biotecnologia – História A Biotecnologia tem em vista criar produtos que beneficiam a humanidade através da utilização de processos biológicos. O homem tem vindo a desenvolver a biotecnologia há milhares de anos, inconscientemente. No entanto, o desenvolvimento das técnicas da biologia molecular moderna, por vezes chamada Engenharia genética, vieram a gerar inúmeras possibilidades. A biotecnologia sofreu grandes alterações desde o passado até aos tempos de hoje, e prevê-se um contínuo desenvolvimento desta tecnologia no futuro. A biotecnologia no passado trabalhava essencialmente com cruzamentos controlados entre seres vivos com o objetivo de obter melhoramentos nas colheitas selecionando as características que iam surgindo nas plantas e que traziam vantagens. Este processo era por tentativa/erro, portanto era muito lento e por vezes os agricultores tinham de esperar várias gerações de culturas para que começassem a ter rendimento. À medida que a genética se foi desenvolvendo, também este processo se foi tornando cada vez mais rentável e assim, foi possível desenvolver variedades com resistências específicas a alguns vírus, bactérias, tolerância a determinadas condições como a seca ou o excesso de sal, resistência a insetos, entre outros. A biotecnologia no presente permite-nos conhecer uma imensa variedade de produtos no mercado que foram obtidos através da mesma, como a cerveja, o queijo, o pão, o vinho, o vinagre entre muitos outros. No entanto, o processo de seleção artificial e cruzamentos controlados, utilizados no passado e que ainda se usam no presente, além de muito morosos, como foi referido anteriormente, visto que envolvem uma série de cruzamentos entre indivíduos por gerações sucessivas até se obterem as características desejadas, dependem também de vários fatores. Só se podem obter características que já tenham surgido nalgum indivíduo, isto é, se nunca apareceu uma variedade com resistência a determinado fator, não é possível introduzir essa resistência o que torna a colheita mais vulnerável e com menor rendimento. É apenas possível cruzar espécies próximas e compatíveis. Muitas vezes, o gene que codifica a característica que se pretende obter está ligado a outro gene que não é desejado e são herdados simultaneamente, por exemplo, na alface a resistência a insetos pode ser adquirida conjuntamente com a tendência de apresentar um sabor amargo. Com o desenvolvimento da Genética Molecular já é possível vencer estas desvantagens, identificando o gene responsável por uma determinada característica, extraí-lo, copiá-lo e inserir a cópia noutro organismo. Este organismo pode então obter a resistência desejada e ao mesmo tempo conservar as suas outras características sem herdar um gene que não é desejado. A tecnologia transgénica é muito mais flexível, rápida e flexível. Este processo de modificação genética é por vezes chamado de “Biotecnologia Moderna” e está em grande expansão. Há quem encontre vantagens e quem lhes encontre desvantagens mas o mais provável é que se vá ligar á humanidade no futuro. A biotecnologia no futuro apenas dependerá do rumo que o homem lhe der. Irá aumenta a produtividade, reduzir os custos da alimentação e proteger o ambiente de alguns contaminantes químicos, mas também é provável que vá trazer vários problemas para a humanidade. Fonte: www.biotecpragalera.org.br/www.escolainterativa.com.br/biotecnologia-na-escola.up.pt/www.bio.org/www.wisegeek.org/www.ort.org.br/www.biominas.org.br/www.prof2000.pt