Ecologia
Sendo a Ecologia uma ciência de síntese, seria um mau processo, quando se faz o seu estudo, isolar os animais dos vegetais. Com efeito, uns e outros estão indissoluvelmente ligados, e não é concebível que possam viver separadamente; por isso, serão tratados conjuntamente. Em 1896, SCHROTER criou o termo « Autoecologia » para designar a parte da Ecologia que estuda a influência dos fatores externos sobre o animal ou o vegetal e, mais precisamente, sobre os representantes de uma espécie determinada. Em 1902, o mesmo autor distinguia a Sinecologia estudo das comunidades naturais, de que fazem parte animais e vegetais. Quer dizer: se tomarmos como exemplo um inseto, em vez de estudarmos a influência da temperatura, da luminosidade, da humidade, etc., sobre este animal considerado vivo que o rodeia e de que ele depende estreitamente. Por exemplo: o conjunto de animais e vegetais da floresta onde se desenrola a sua existência. Autoecologia e Sinecologia são esquecer o carácter artificial desta divisão. No estudo da Ecologia segue-se, habitualmente, tal divisão, mas isto não tem um valor absoluto. Poder-se-ia, perfeitamente, considerar a ecologia da reprodução, a ecologia dos deslocamentos ou da alimentação, etc. Autoecologia – Conceito
Ecologia e Meio Ambiente
Fatores físicos (ou abióticos: luz, temperatura, precipitações atmosféricas, etc). e Fatores bióticos: luz, temperatura, precipitações atmosféricas, etc. (todos os seres vivos que se encontram no ambiente da espécie em estudo).Vegetais e animais estão todos bem adaptados a condições de existência bem definidas, ainda que as aparências possam, por vezes, fazer-nos crer o contrário ( caso dos animais ou vegetais «cosmopolitas» ou «ubiquistas», que se encontram em vastas superficeis do globo e que, na realidade, têm exigências menores do que a maioria das outras espécies). Cada ser vivo ocupa um espaço no qual encontra tudo aquilo de que necessita; este espaço é designado por biótopo (de bios, vida, e topos, lugar) ou habitat. Os botânicos empregam, antes, o termo estação. Utiliza-se, também, a designação mais geral de «meio», que, apesar da imprecisão que se lhe atribui, tem a vantagem de ser facilmente compreensível. Mas cada animal não frequenta senão uma parte do biótopo em que vive: o javali, por exemplo, tem por biótopo a floresta e, aqui, vive sobre o solo; ocupa aquilo que se designa por «nicho ecológico», ou seja, uma fração do seu biótopo. As exigêcias dos animais e dos vegetais variam com as espécies: tomemos o caso de um mesmo biótopo, a floresta, e de dois insetos que a habitam, o capricórnio (Cerambyx certo, coleóptero), cuja larva mina o tronco dos carvalhos, e o burgo (1), borboleta cujas lagartas, em certos anos, transformão as folhas destas árvores num rendilhado. Para o primeiro, o mais importante de tudo é a presença de velhas árvores enfraquecidas ou doentes nas quais a lavra viverá três anos. Para a borboleta, pelo contrário, o importante é a folhagem de que se alimentaram as lagartas, mas sobretudo o clima primaveril, pois a existência das jovens lagartas depende grandemente da temperatura e da pluviosidade no momento da eclosão. Enfim, cada animal distingue-se dos outros pela sua capacidade de resistência às condições desfavoráveis e a sua existência decorre, geralmente, dentro de limites bastante rigorosos. O mesmo acontece com as plantas. Em França, por exemplo, a oliveira só prospera nas regiões de clima tipicamente mediterrâneo; o ácer de Montpellier, menos exigente, atinge o Loire a oeste e a Borgonha a este. O grande interesse da Autoecologia é, pois, o de nos permitir conhecer as adaptações dos seres vivos ao meio que habitam e as suas necessidades. Fonte: www.eionet.europa.eu/www.thefreedictionary.com/www.lifepersona.com/www.aprender.ifpa.edu.br