Cultivar
A própria espécie botânicaÉpoca de plantio
Deve ser realizado entre setembro e outubro ou em épocas chuvosas. Para o plantio, recomenda-se solo arenoso e rico em matéria orgânica (JARDIM, 2006). Espaçamento: 1,0 x 2,0 m (DI STASI, 1996).Mudas necessárias
Estacas A partir de segmentos sadios de 15-20cm e relativamente grossos de uma planta maior. Deve-se reduzir a área foliar deixando apenas 1 par de folhas e ainda cortadas ao meio; leva-se de 2-3 meses para se formarem as mudas.Controle da erosão
Plantio em nível, utilizando práticas conservacionistas adequadas ao tipo de solo e declividade.Calagem e adubação
Prefere solos argilosos, ricos em matéria orgânicos e bem úmidos. Outros tratos culturais: eliminação de plantas invasoras.Controle de pragas e doenças
Eventualmente realizar controle de lagartas e de doenças fúngicas nas folhas e ramos tenros, quando cultivados em local muito úmido e muito sombreado (SARTÓRIO et al., 2000).Colheita
Folhas podem ser coletadas em qualquer época do ano, mas deve-se dar preferência ao fim do inverno ou no início da floração (primavera), quando a planta apresenta maior teor de princípios ativos (PANIZZA, 1997). Primeira colheita (1º corte) se inicia aos 16 meses após o plantio (MARTINS, et al. 1994) de modo a se fazer uma colheita moderada, preservando-se os ramos principais; O peso dos ramos não deve exceder o das folhas. As folhas não devem apresentar manchas. Pode ser feita de 1a 2 colheitas por ano no outono ou primavera. Produtividade normal: 2 a 4 t ha-1 de material seco (SARTÓRIO et al., 2000). Rotação: Usar leguminosas, após 4 a 6 anos. Observação É necessário que se faça uma cerca de 1,2 m de altura para que a planta possa crescer e encontrar sustentação (SARTÓRIO et al., 2000; MARTINS et al.1994); e depois há a necessidade de se fazer poda de formação.
Guaco
Folhas de Guaco
Nomes Populares
Cipó da caatinga Cipó catinga Cipó sucuriju Coração de jesus Erva de cobra Erva de serpentes Erva cobre Guaco liso Guaco de cheiro Guaco trepador Guaco verdadeiro Guape Micânia Uaco
Propriedades
Atua contra o reumatismo Albuminúria NevralgiasEm forma de xarope é útil à:
Tosse Gripe Rouquidão O infecção na garganta O bronquite Contra mordidas de cobra Na cicatrização Como calmante em geral
Precauções
Pode causar vômitos e diarreias se usado em excesso e por tempo prologado
Guaco
Efeitos dos extratos
Sistema respiratório O mecanismo de ação contra úlcera é igual ao comprovado no sistema respiratório: diminuição da secreção brônquica e relaxamento da musculatura, o que justifica o uso popular da planta, de acordo Vera Lúcia Garcia Rehder e João Ernesto de Carvalho. Cárie e placa bacteriana Testes realizados pelo grupo do professor Pedro L. Rosalen, da Faculdade de Odontologia (FOP) da Unicamp, revelaram que os extratos de guaco provocam inibição do crescimento e a morte dos microorganismos responsáveis pela formação da placa bacteriana. Candidíase Trabalho de Marta Teixeira Duarte, da Divisão de Microbiologia do CPQBA, demonstra que os extratos inibem o crescimento dos microorganismos responsáveis pela candidíase da região genital feminina (flores brancas) ou da boca de bebês (sapinho). Câncer Em cultura de células tumorais humanas, os extratos e princípios ativos do guaco inibiram o crescimento e provocaram a morte de diversas linhagens. Esses resultados reforçam a necessidade de estudos toxicológicos, pois essas substâncias podem também provocar morte de células normais do nosso organismo, segundo alerta de João Ernesto de Carvalho. RONEI THEZOLIN
Guaco
Mikania glomerata, Mikania laevigata
O nome popular Guaco é utilizado para se referir a várias espécies de plantas do gênero Mikania. No Brasil, predomina a espécie M. laevigata e M. guaco. Trata-se de uma planta do tipo trepadeira nativa da América do Sul que pode atingir 2 a 3 metros de altura. Possui folhas verdes, largas, em formato de coração que quando amassadas, exalam um odor que lembra a abóbora. Suas flores, pequenas, também possuem um agradável odor de baunilha, mais intenso após a chuva.Indicações
Índios nativos da região amazônica, há muito tempo usam folhas de guaco trituradas ou chá de suas folhas como tratamento para picadas de cobras. Estudos também comprovam a eficácia do Guaco no tratamento de bronquites, tosses, como expectorante e outras afecções respiratórias. Outros estudos recentes indicam que o Guaco pode ser eficaz também para úlcera, tendo efeito mais positivo que a Espinheira-Santa.Fonte: www.iac.sp.gov.br/natural.enternauta.com.br/www.unicamp.br/www.fitoterapicos.info