Alimentos

Boldo

Boldo, Chile, Planta, Uso, Chá, Origem, Chileno, Brasil, Cosmética, Características, Propriedades, Cultivo, Folhas, Efeito, Indicações, Boldo

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  Nome Científico: Peumus boldus Mol Família: Monimiaceae Nomes populares: Boldo – do- Chile; Boldo verdadeiro Outras espécies: Coléus sp – falso boldo

Características

Árvore pequena, dióica, de folhagem permanente, originária das regiões montanhosas do Chile,mais precisamente dos Andes. No Brasil é encontrado somente no comércio; Suas folhas são opostas, coriáceas, inteiras, ovais ou oval-elíptica, medindo de 3 a 6cm de comprimento por 2 a 4cm de largura, apresenta curto período, margens levemente enrolados para o lado da face dorsal e limbo de cor cinza – esverdeado. A face ventral possui pequenas protuberâncias mais escuras dotados de pêlos no centro, tornando-as ásperas ao tato As folhas do boldo, intensamente aromática e de sabor picante.

Uso e Indicações

Partes usadas

Folhas Suas folhas possuem alcalóides derivados principalmente do núcleo da aporfina. Entre os alcalóides isolados ocorrem boldina, iso-coridina, nor-isocoridina, laurotetanina e outros. Contém ainda taninóides dentre eles o boldosídio, peumosídio. As folhas fornecem ainda óleo essencial ascaridol, linalol etc… e são usadas popularmente no tratamento de problemas hepáticos apresentando também ação estomáquica, sedativa, e anti-helmíntica. Apresenta atividade colerética devido aos derivados flavônicos; ação colagoga atribruida a boldina e aos óleos essenciais. O boldo é usado como fonte de boldina e matéria prima de preparações farmacêuticas, tinturas, extrato fluído e vinho. É muito comum seu uso em forma de chás caseiros,onde são usadas suas folhas de sabor amargo. Atividade biológica da boldina é descrita como colagoga, que produz um aumento gradual do fluxo da bile em animais de laboratórios. Em dose moderada é excitante das funções digestivas. É tônico e excitante. Combate também as afecções do fígado; hepatites, prisão de ventre, fraqueza orgânica, litíase biliar, reumatismo, dispepsia, digestão difícil, cólicas hepáticas, congestões do fígado, dores do estômago, embaraços gástricos e inapetência. É empregado ainda contra insônia, quando age como tranquilizante. O boldo limpa as manchas da pele especialmente as do rosto causada por distúrbios do fígado. Emprega-se o suco das folhas e talos tenros, em gotas, nos casos de fortes dores de ouvido usam-se as folhas de varias formas em razão de suas propriedade terapêuticas (chás, tintura e extrato). Tomado diariamente auxilia na função da bilis, substância produzida pelo fígado que é importantíssima na decomposição de gorduras. Por isso mesmo o boldo é um ótimo auxiliar nos regimes de emagrecimento. Diurético,também é utilizado em casos de icterícia. As folhas do boldo desprendem um perfume semelhante ao da Hortelã e da melissa. Facilita a digestão e trata de distúrbios biliares; diurético; diminui o reflexo de blefarospasmo (tique de piscar o olho). Popularmente também é utilizado para icterícia. Infuso 2 gramas de folha em 100 ml de água fervente por 20 minutos. Tomar três vezes ao dia, antes das refeições

Cosmética

Tratamento de 1 semana ingerindo maceração de boldo, dá realce especial à pele, acabando com cansaço da pele.

Maceração

Colocar duas folhas de boldo em 1 copo de água filtrada ou mineral à noite e tomar pela manhã. Preparar outra dose para tomar à noite.

Aromaterapia

Efeitos colaterais Em caso de overdose pode provocar vômitos.

Composição Química

Alcalóides – A substância boldina é o princípio químico ativo encontrada nas folhas Flavonóides Óleo essencial – encontrado nas folhas Tanino Boldo
Comentários Suas folhas possuem alcalóides derivados principamente do núcleo da aporfina. Entre os alcalóides isolados ocorrem boldina, iso-coridina, nor-isocoridina, laurotetanina e outros. Contém ainda taninóides dentre eles o boldosídio, peumosídio. As folhas fornecem ainda óleo essencial ascaridol, linalol etc… e são usadas popularmente no tratamento de problemas hepáticos apresentando também ação estomáquica, sedativa, e anti-helmíntica. Apresenta atividade colerética devido aos derivados flavônicos; ação colagoga atribuída a boldina e aos óleos essenciais. O boldo é usado como fonte de boldina e matéria prima de preparações farmacêuticas, tinturas, extrato fluído e vinho. É muito comum seu uso em forma de chás caseiros. Atividade biológica da boldina é descrita como colagoga, que produz um aumento gradual do fluxo da bile em animais de laboratórios. Em dose moderada é excitante das funções digestivas (Souza, et. al 1991 in Silva, É. B da, 1997). Cruz, G. L. (1979) in Silva, É. B da, (1997), diz que o boldo é originário do Chile, que o mesmo é tônico e excitante. Combate também as afecções do fígado; hepatites, prisão de ventre, fraqueza orgânica, litíase biliar, reumatismo, dispepsia, digestão difícil, cólicas hepáticas, congestões do fígado, dores do estômago, embaraços gástricos e inapetência. É empregado ainda contra insônia, quando age como tranquilizante. Balbach (198?) in Silva, É. B da, (1997), relata que o boldo limpa as manchas da pele especialmente as do rosto causada por distúrbios do fígado. Emprega-se o suco das folhas e talos tenros, em gotas, nos casos de fortes dores de ouvido. Segundo Moreira (1978) in Silva, É. B da, (1997), usam-se as folhas de varias formas em razão de suas propriedade terapêuticas (chás, tintura e extrato).

BOLDO-DO-CHILE

Nome Científico: Peumus boldus Molina FAMÍLIA: Monimiaceae Nome Popular: boldo-do-chile; boldo ( espanhol, inglês, italiano ) Parte Utilizada: as folhas, frutos e óleo essencial.

Principio Ativo

Encontra-se isolado em uma cadeia de alcaloides derivados da aporfina (0,25-0,50%): boldina, isoboldina, laurotetanina, laurolitsina. Óleo essencial (1-3%: carburos monoterpérnicos (paracimeno, alfa e bata-pineno, gamma-terpineno), monoterpenos oxigenados (ascaridol, cineol, linalol, alcanfor). Flavonoides: Ramnetol, isorramnetol, kenferol. Taninos(1,2%) Mecanismo de Ação Tem uma ação hepatoprotetora, aperitiva, digestiva, colerética, colagoga, atiinflamatória, antihelmíntica, fungicida e diurética. As doses elevadas são anestésica, sedante e hipnótico.

Indicação

Hepatites, dispepsias hiposecretoras, mal estar, afecções do fígado e da vesícula, cálculo biliar, diarréia, digestão, febre, fraqueza orgânica, gota, insônia, má-flatulência, prevenir icterícia, prisão de ventre, problemas diuréticos, reumatismo, uréria. Contra-Indicação Problemas na amamentação, pela presença de alcaloides, hipotensão. Obstrução das vias biliares. Não prescrever forma de dosificação com álcool a crianças menores de dois anos nem a pacientes em processo de desintoxicação alcoólica. Não utilizar na gravidez.

Precaução / Toxicidade

Não passar das doses recomendadas. Prescrever tratamentos descontínuos. O óleo essencial, devido a seu conteúdo em ascaridol, não deve ser empregado por via interna (a essência, a partir de 300mg pode provocar vômitos e diarreia; doses mais elevadas podem produzir um efeito narcótico ou convulsivante). Não usar como anti-helmíntico em crianças para tratamento de litíase biliar sem supervisão médica. Efeitos colaterais: em alta dose pode provocar vômitos, diarreias e alteração do sistema nervoso ( efeito narcótico ). Pode ser abortivo e provocar hemorragias internas.

Forma Galênica / Posologia

Folha desidratada: 60 a 200mg ou por infusão: 3x dia. Extrato líquido: (1:1 em álcool 45%) 0,1 a 0,3ml; 3x dia Tintura (1:10 em álcool 60%): 25 a 50 gotas 3 x dia.
Referências Bibliográficas 1.FETROW, C.W.; AVILA, J.R.; Manual de Medicina Alternativa para o profissional. Guanabara Koogan, 2000. 2.NEWALL, C.A; ANDERSON L.A. PHILLIPSON, J. D. Plantas Medicinais – Guia para profissional de saúde. Editora Premier, 2002. 3.TESKE, M.; TRENTINI, A M.M. Herbarium – Compêndio de Fitoterapia, 3ºedição revisada, Curitiba.

Boldo Boldo

Originário da África, o boldo, Coleus sp. (LAMIACEAE) é uma das espécies integrantes do projeto “Produção, processamento e comercialização de ervas medicinais, condimentares e aromáticas”, coordenado pela Embrapa Transferência de Tecnologia – Escritório de Negócios de Campinas (SP), a qual está sendo cultivada e multiplicada nas unidades demonstrativas da Embrapa Pantanal (Corumbá, MS), Embrapa Semi-Árido (Petrolina, PE) e nos Escritórios de Negócios de Dourados (MS), Canoinhas (SC) e Petrolina (PE). Esse projeto contempla também o treinamento de técnicos e a qualificação de pequenos agricultores e seus familiares na produção e manipulação de ervas, fundamentadas em boas práticas agrícolas.

DESCRIÇÃO BOTÂNICA

Erva perene, com ramos deitados sobre o solo e também eretos, semi-suculentos, densamente providos de pelos longos, duros e grossos; folhas opostas, ovaladas e oblongas, grossas, de margem serrada, pilosas em ambas as faces, curto-pecíoladas; flores hermafroditas de cinco pétalas com dois envoltórios e metades laterais simétricas, azulviolácea, agrupadas em longas inflorescências eretas do tipo cacho.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Óleo essencial rico em guaieno e fenchona, barbatol, barbatesina, cariocal e barbatusol

FORMAS DE PROPAGAÇÃO

Sementes ou mudas produzidas a partir de estacas de galhos.

CULTIVO

Espaçamento de 0,50 x 1 m entre plantas. O plantio deve ser realizado no período chuvoso, preferencialmente em regiões de clima tropical, porém a planta também se desenvolve em regiões mais frias. Não tolera solos encharcados; preferindo regiões de solos ácidos. Recomenda-se uma adubação com esterco de gado bem curtido, esterco de galinha ou composto orgânico, quando necessário.

COLHEITA E BENEFICIAMENTO

Apenas as folhas adultas devem ser colhidas, antes da floração, devendo ser picadas para a secagem. REQUISITOS BÁSICOS PARA UMA PRODUÇÃO DE SUCESSO:
Utilizar sementes e material propagativo de boa qualidade e de origem conhecida: com identidade botânica (nome científico) e bom estado fitossanitário. O plantio deve ser realizado em solos livres de contaminações (metais pesados, resíduos químicos e coliformes). Focar a produção em plantas adaptadas ao clima e solo da região. É importante dimensionar a área de produção segundo a mão-de-obra disponível, uma vez que a atividade requer um trabalho intenso. O cultivo deve ser preferencialmente orgânico: sem aplicação de agrotóxicos, com rotação de culturas, diversificação de espécies, adubação orgânica e verde, controle natural de pragas e doenças. A água de irrigação deve ser limpa e de boa qualidade. A qualidade do produto é dependente dos teores das substâncias de interesse, sendo fundamentais os cuidados no manejo e colheita das plantas, assim como no beneficiamento e armazenamento da matéria prima. Além dos equipamentos de cultivo usuais, é neces sár ia uma unidade de secagem e armazenamento adequada para o tipo de produção. O mercado é bastante específico, sendo importante a integração entre produtor e comprador, evitando um número excessivo de intermediários, além da comercialização conjunta de vários agricultores, por meio de cooperativas ou grupos.
REFERÊNCIAS CORRÊA JÚNIOR, C.; MING, L. C.; SCHEFFER, M. C. Cultivo de plantas medicinais, condimentares e aromáticas. 2 ed. Jaboticabal, SP: FUNEP,1994, 162p: il. FERRI, M. G.; MENEZES, N. L. de; MONTEIRO-SCANAVACCA, W. R. Glossário Ilustrado de Botânica. 1 ed. São Paulo, SP: NOBEL, 1981, 197p, il. SARTÓRIO, M. L.; TRINDADE, C.; RESENDE, P.; MACHADO, J. R. Cultivo de plantas medicinais. Viçosa, MG: Aprenda Fácil, 2000, 260p: il.

Boldo Boldo

Há várias plantas conhecidas como boldo. Aquele que é bastante cultivado nas hortas domésticas é o boldo da terra. Trata-se de um arbusto originário da África que atinge de 1 a 2m de altura. Tem folhas aveludadas e flores azuladas. Além dele, são populares também o boldo do Chile (Pneumus boldus) e o boldo baiano (Veronia condensata).

Indicações

O chá de boldo da terra atua como antiespasmódico hepático (diminui as cólicas do fígado). É indicado para aliviar os sintomas da má digestão quando causada por sobrecarga do fígado ou do aparelho digestivo em geral. O boldo quando macerado é também excelente para banhos, amenizando os sintomas de stress e dores no corpo.

Preparo

Para preparar o chá de boldo coloque as folhas frescas e inteiras em um copo ou xícara em seguida adicione água fervente. Tampe com um pírex e aguarde 6 minutos. Após esta infusão pode-se tomar o chazinho, que não dever ser adoçado e não é aconselho para grávidas. (Obs.: o recipiente deve ser de louça, barro ou vidro. Não use recipientes de plástico ou alumínio.) O banho de boldo se prepara macerando as folhas verdes com as mãos e colocando-as em recipiente de barro, vidro ou louça. Adicione água fria e deixe descansar por algum tempo. Derrame a água preparada sobre o corpo após o banho normal.

Cultivo

O boldo da terra se dá bem em todas as regiões do Brasil, embora possa sofrer com geadas. Pode-se fazer a muda a partir de uma estaca tirada da planta. Enterre aproximadamente 30 cm da estaca. O boldo cresce melhor ao sol. Para aumentar o volume de folhas da planta pode-se podar as flores. Sabemos que muitas pessoas não tem quintal em casa para o cultivo de plantas. Nesse caso, pode-se usar aquele de caixinha encontrado em supermercados e farmácias. Boldo-do-Chile é uma árvore arbustiva, de crescimento lento, nativa da região dos Andes do Chile e Peru, pode atingir mais de 10 metros de altura, possui folhas grossas de sabor amargo que resistem a verões secos e invernos frios e chuvoso. O Boldo-do-Chile também pode ser encontrado como vegetação nativa no Marrocos e é atualmente cultivado em vários países como Itália, Brasil e norte da África. Produz pequenos frutos redondos e esverdeados, comestíveis e sabor agradável.

Indicações

Na medicina popular, o Boldo-do-Chile é indicado para inúmeras situações. Principalmente, age positivamente em problemas na vesícula biliar e fígado, atuando como um desintoxicante. Pode auxiliar nos problemas de pedras na vesícula biliar. Outros usos medicinais incluem: antiparasitário, anti-inflamatório, estimula a digestão, para casos de distúrbios do sono, problemas de flatulência, vermífugo, auxilia na diminuição dos níveis de colesterol, entre outros.

Fonte: br.geocities.com/www.opcaofenix.com.br/www.campinas.snt.embrapa.br/naturamistica.com.br

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