{"id":93474,"date":"2017-01-09T15:45:39","date_gmt":"2017-01-09T17:45:39","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=93474"},"modified":"2021-09-23T18:53:27","modified_gmt":"2021-09-23T20:53:27","slug":"colonizacao-inglesa-na-america-do-norte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/historia\/historia-geral\/colonizacao-inglesa-na-america-do-norte","title":{"rendered":"Coloniza\u00e7\u00e3o Inglesa na Am\u00e9rica do Norte"},"content":{"rendered":"<p><strong>Coloniza\u00e7\u00e3o Inglesa na Am\u00e9rica do Norte &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>A c<strong>oloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica do Norte<\/strong>\u00a0foi inicialmente fruto da a\u00e7\u00e3o individual de v\u00e1rios grupos que estavam fugindo das atribula\u00e7\u00f5es de ordem social, pol\u00edtica e religiosa que assolava o Norte da Europa especialmente a Inglaterra.<\/p>\n<p>Em fins do s\u00e9culo XVI sob o comando da rainha Elisabeth I que governou entre 1558 e 1603 e que desenvolveu uma agressiva pol\u00edtica de incentivo a pirataria, os piratas a servi\u00e7o da coroa inglesa eram chamados de cors\u00e1rios e recebiam prote\u00e7\u00e3o do estado Ingl\u00eas e, contrabando no caribe. (assista ao filme Piratas estrelado por Walter Mathau e dirigido por Roman Polanski).<\/p>\n<p>Estas a\u00e7\u00f5es terminaram por desencadear um conflito armado em 1588, tendo a Inglaterra vencendo com a destrui\u00e7\u00e3o da frota espanhola que era denominada de \u0093a Invenc\u00edvel Armada\u0094.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo XVII foram criadas na Inglaterra bem como na Holanda v\u00e1rias companhias de com\u00e9rcio que visavam ampliar a sua participa\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio colonial que Portugal e Espanha haviam montado desde fins do s\u00e9culo XV.<\/p>\n<p>Estas companhias de com\u00e9rcio terminaram por incentivar a imigra\u00e7\u00e3o de colonos que passaram a ocupar as terras da Espanha na Am\u00e9rica do Norte dando in\u00edcio \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o inglesa na Am\u00e9rica foram criadas treze col\u00f4nias que terminaram assumindo caracter\u00edsticas diferentes resultando em dois tipos de col\u00f4nias.<\/p>\n<p>Um tipo era a de povoamento e o outro era a de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As col\u00f4nias de explora\u00e7\u00e3o fundadas por companhias de com\u00e9rcio ou por a\u00e7\u00e3o do governo ingl\u00eas foram criadas dentro dos moldes das col\u00f4nias ib\u00e9ricas e limitadas nas suas a\u00e7\u00f5es por um pacto colonial.<\/p>\n<p>J\u00e1 as col\u00f4nias de povoamento por terem sido organizadas por comunidades familiares e\/ou por grupos religiosos que haviam fugido da Europa terminaram estabelecendo as bases de uma intensa atividade manufatureira que viria predominar na por\u00e7\u00e3o Norte destas col\u00f4nias.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos esquecer de dizer que o regime de propriedade da terra tamb\u00e9m era diferente entre as col\u00f4nias indo da pequena propriedade que era trabalhada pelos membros da fam\u00edlia e alguns empregados ou agregados (assista ao filme As Bruxas de Sal\u00e9m) at\u00e9 a grande propriedade com a m\u00e3o-de-obra sendo relegada aos escravos africanos.<\/p>\n<p>Um conjunto de problemas internos envolvendo a disputa pelo controle do Estado entre a burguesia e a nobreza (revolu\u00e7\u00e3o puritana de 1641 e revolu\u00e7\u00e3o gloriosa de 1688) terminou criando uma certa situa\u00e7\u00e3o de autonomia para que as col\u00f4nias pudessem desenvolver atividades comerciais.<\/p>\n<p>Especialmente as do norte (povoamento) que, devido as suas caracter\u00edsticas, possu\u00edam meios e produtos para comercializar com o Caribe vendendo manufaturados diversos, peles, escravos \u0096 que eram comprados dos portugueses e revendidos aos colonos da Espanha \u0096 e comprando a\u00e7\u00facar entre outros produtos tropicais.<\/p>\n<p>Este processo vai permitir ao mesmo tempo a participa\u00e7\u00e3o da Inglaterra nas atividades mercantis da \u00e9poca e para os colonos a possibilidade de criar o seu pr\u00f3prio modo de vida, fato este que teve uma import\u00e2ncia fundamental no futuro da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O Com\u00e9rcio entre a Am\u00e9rica e suas Metr\u00f3poles<\/strong><\/p>\n<p>A montagem e o desenvolvimento de um intenso com\u00e9rcio entre as metr\u00f3poles e suas col\u00f4nias foi a princ\u00edpio estabelecido com base em um \u0093Pacto Colonial\u0094 que na realidade era a defini\u00e7\u00e3o de um conjunto de obriga\u00e7\u00f5es que as col\u00f4nias deveriam ter para com as metr\u00f3poles incluindo a proibi\u00e7\u00e3o de produzir qualquer tipo de produto que fosse fabricado ou comercializado pela metr\u00f3pole e a obriga\u00e7\u00e3o de vender seus produtos apenas a metr\u00f3pole ou aos seus representantes e deles comprar o que fosse necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica a Espanha teve mais dificuldades e menos interesse em impor o pacto colonial do que Portugal, devido especialmente por tr\u00eas motivos.<\/p>\n<p>O primeiro deles devia-se ao fato de que para a Espanha era necess\u00e1rio manter a estrutura administrativa existente entre os povos vencidos (que explorava o trabalho coletivo) para a extra\u00e7\u00e3o de ouro e prata e isto significava ter que permitir a produ\u00e7\u00e3o e o com\u00e9rcio interno entre as v\u00e1rias col\u00f4nias como a regi\u00e3o do Peru e a Col\u00f4mbia por exemplo.<\/p>\n<p>O segundo est\u00e1 relacionado ao fato de que como a minera\u00e7\u00e3o dava muito mais lucro e podia ser mais facilmente desviado, o governo espanhol vai concentrar a\u00ed as suas aten\u00e7\u00f5es, o que terminou por favorecer a exist\u00eancia de um intenso contrabando de mercadorias entre as suas col\u00f4nias.<\/p>\n<p>O terceiro diz respeito \u00e0 dist\u00e2ncia entre a Espanha e a Am\u00e9rica aliada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas existentes no Caribe (maior umidade do ar e um mar de \u00e1guas mais quentes do que na Espanha) terminavam estragando as mercadorias trazidas como o trigo que ou apodrecia ou germinava.<\/p>\n<p>Desta forma o com\u00e9rcio colonial foi organizado a partir da CASA DE CONTRATA\u00c7\u00c3O em Sevilha que era a sede administrativa das col\u00f4nias da Espanha que organizou \u0093A carrera de \u00cdndias\u0094 que consistia em comboios dos gale\u00f5es que substitu\u00edram as caravelas nas viagens mar\u00edtimas entre a Espanha e a Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>A necessidade de navios cada vez maiores fez com que a ind\u00fastria naval espanhola fosse em parte transferida para a costa americana no Pac\u00edfico como realejo na Nicar\u00e1gua e onde a disponibilidade de madeiras nobres era abundante.<\/p>\n<p>Nas Antilhas a fabrica\u00e7\u00e3o de navios passou a ser realizada em Havana, Maracaibo e Campeche.<\/p>\n<p>Entretanto n\u00e3o s\u00f3 de madeiras eram feitos os navios que atravessavam os mares em busca de com\u00e9rcio ou transportando pessoas e sonhos de uma vida nova no \u0093Novo Mundo\u0094, eram necess\u00e1rias uma infinidade de equipamentos e aparelhagem para que um navio tivesse condi\u00e7\u00f5es de navegar (fa\u00e7a uma pesquisa na internet sobre quais s\u00e3o os itens que fazem parte de uma caravela ou um gale\u00e3o).<\/p>\n<p>Aqui vamos citar o que envolvia a necessidade de armamento nestes navios como exemplo do envolvimento comercial que se fazia necess\u00e1rio e que terminava envolvendo outros povos no rent\u00e1vel com\u00e9rcio colonial e em parte explica a depend\u00eancia da Espanha e Portugal em rela\u00e7\u00e3o aos outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Com o aumento do com\u00e9rcio e a intensifica\u00e7\u00e3o da fabrica\u00e7\u00e3o de navios vamos ver aumentar a a\u00e7\u00e3o dos piratas e cors\u00e1rios que atacavam a carrera de \u00cdndias da Espanha isto vai fazer surgir a necessidade de por canh\u00f5es nos navios para a realiza\u00e7\u00e3o da defesa em caso de ataque.<\/p>\n<p>Como a Espanha termina tendo mais procura por armamentos do que a sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, termina tendo que encomendar cobre da Antu\u00e9rpia, e canh\u00f5es das fundi\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o de Flandres, na Fran\u00e7a e do norte da Alemanha, o que termina transferindo parte do lucro obtido com a explora\u00e7\u00e3o colonial bem como causando certa depend\u00eancia dos produtos estrangeiros.<\/p>\n<p>Outro aspecto que est\u00e1 ligado ao desenvolvimento do com\u00e9rcio colonial diz respeito a condi\u00e7\u00e3o de vida no mar que \u00e9 descrita como pouco atrativa, suja, perigosa e insalubre o que resultava, freq\u00fcentemente, em escassez de marinheiros, o que deve ter causado uma press\u00e3o pela realiza\u00e7\u00e3o de melhorias na alimenta\u00e7\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas nos navios o que terminava acarretando em um aumento dos produtos e, portanto, da atividade manufatureira e comercial.<\/p>\n<p>A escolha do que seria produzido, como e de onde seriam transportados eram de import\u00e2ncia vital para o sucesso do com\u00e9rcio entre a Espanha e suas col\u00f4nias.<\/p>\n<p>Os navios que saiam do M\u00e9xico demoravam 75 dias para chegar \u00e0 Espanha, os que saiam de Havana (Cuba) 65 dias e os de Cartagena (Col\u00f4mbia) 115 e o que dizer dos que saiam da costa do Peru pelo Pac\u00edfico atravessar o istmo do Panam\u00e1 e depois seguir para a Espanha.<\/p>\n<p>Temos ainda o caso dos navios que saiam das Filipinas que para chegar \u00e0 Espanha teriam que cruzar o Pac\u00edfico, passar pelo istmo do Panam\u00e1, cruzar o Atl\u00e2ntico para poder chegar \u00e0 Espanha com suas mercadorias.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi \u00e0 toa que em Cuba e nas ilhas das Antilhas v\u00e3o ser estabelecidas as planta\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00facar (produto bastante perec\u00edvel), no M\u00e9xico especializa-se a extra\u00e7\u00e3o de ouro e no Peru a explora\u00e7\u00e3o da Prata (pouco volume e muito peso, por\u00e9m n\u00e3o perec\u00edvel) e nas Filipinas a comercializa\u00e7\u00e3o de seda (pouco peso volume e n\u00e3o perec\u00edvel). Esta combina\u00e7\u00e3o vai garantir a Espanha controle das suas col\u00f4nias, a lucratividade dos investimentos e a cria\u00e7\u00e3o de uma elite colonial que neste momento explorando o trabalho nativo ou o escravo africano vai estar de plena concord\u00e2ncia com a coroa espanhola.<\/p>\n<p>Desta forma com estes exemplos podemos vislumbrar alguns dos motivos que fizeram com que a Espanha terminasse por tolerar a exist\u00eancia de atividades manufatureiras, com\u00e9rcio interno e at\u00e9 certo ponto o contrabando como mecanismos de manuten\u00e7\u00e3o do poder.<\/p>\n<p><strong>A Igreja Cat\u00f3lica na Am\u00e9rica espanhola<\/strong><\/p>\n<p>Nem s\u00f3 de com\u00e9rcio e conquista consistiu a coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica. Como j\u00e1 foi dito anteriormente, atrav\u00e9s da interven\u00e7\u00e3o do Papa, Portugal e Espanha dividiram as terras coloniais.<\/p>\n<p>Mas a atua\u00e7\u00e3o da Igreja n\u00e3o se limitou a este tratado, Veja a lista das resolu\u00e7\u00f5es papais que beneficiaram Portugal e Espanha.<\/p>\n<blockquote><p>Romanus Pontifex de 1455, do Papa Nicolau V<br \/>\nCum dudum affligebant de 1456, do Papa Calisto III<br \/>\nInter caetera de 1493 e Eximiae devotionis de 1493 e 1501,do Papa Alexandre VI<br \/>\nUniversalis eclesiae de 1508 do Papa J\u00falio II<br \/>\nExponi nobis de 1523 do Papa Adriano VI<\/p><\/blockquote>\n<p>Estas bulas papais, ao mesmo tempo que legitimavam os direitos internacionais de Portugal e Espanha sobre as terras descobertas, definiam o arcabou\u00e7o fundamental do processo de evangeliza\u00e7\u00e3o crist\u00e3 na Am\u00e9rica. (fa\u00e7a uma pesquisa sobre o teor destes documentos na internet e aprofunde seus conhecimentos).<\/p>\n<p><strong>Muito bem, definidas as regras de evangeliza\u00e7\u00e3o como deveriam atuar os religiosos? Qual o tipo de organiza\u00e7\u00e3o deveria ser adotada para que a convers\u00e3o dos povos pudesse ser realizada?<\/strong><\/p>\n<p>Para responder a estas quest\u00f5es \u00e9 necess\u00e1rio entender antes que, a Igreja estava na Am\u00e9rica espanhola estava submetida aos mandos e desmandos do poder real e portanto limitada nas suas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>O que justifica esta afirma\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>A submiss\u00e3o era fruto da pol\u00edtica Espanhola em aprisionar a autoridade papal na Am\u00e9rica atrav\u00e9s do patronato real (institui\u00e7\u00e3o que obrigava o clero a reportar-se \u00e0 coroa antes de faze-lo ao Papa) para isto o Estado espanhol subsidiava a a\u00e7\u00e3o evangelizadora com recursos para estabelecer dioceses, conventos, miss\u00f5es e redu\u00e7\u00f5es (cujo objetivo era apressar a submiss\u00e3o e a europeiza\u00e7\u00e3o dos povos nativos e da lealdade \u00e0 coroa espanhola) dando tamb\u00e9m autoridade aos religiosos de participar dos neg\u00f3cios do estado participando dos conselhos como o conselho real (uma esp\u00e9cie de minist\u00e9rio).<\/p>\n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o vai ser mais atuante nos primeiros anos da coloniza\u00e7\u00e3o e especialmente durante os primeiros quarenta anos que foi a fase principal da conquista e submiss\u00e3o dos povos nativos da Am\u00e9rica como podem ser vislumbrados nos dados a seguir que mostram o n\u00famero de dioceses fundadas na Am\u00e9rica espanhola ao longo dos s\u00e9culos XVI, XVII, XVIII e XIX.<\/p>\n<blockquote><p><strong>DE 1504 a 1550:\u00a0<\/strong>22<strong><br \/>\nDE 1551 a 1600:<\/strong>\u00a09<strong><br \/>\nNO S\u00c9CULO XVII:<\/strong>\u00a05<strong><br \/>\nNO S\u00c9CULO XVIII:\u00a0<\/strong>6<strong><br \/>\nNO S\u00c9CULO XIX:\u00a0<\/strong>3<\/p><\/blockquote>\n<p>Ao longo dos s\u00e9culos v\u00e1rios elementos da Igreja romana v\u00e3o entrar em atrito com o colonizador como as den\u00fancias do Frei Bartolom\u00e9 de Las Casas que entre 1514 e 1566 realizou intensa a\u00e7\u00e3o de defesa dos nativos contra os colonos conseguindo inclusive influenciar a coroa espanhola a determinar a proibi\u00e7\u00e3o da escraviza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena.<\/p>\n<p>Dada a imensid\u00e3o da tarefa de evangelizar a Am\u00e9rica (bem como de colonizar) devido \u00e0 vastid\u00e3o territorial e humana que se descortinava diante dos religiosos pode-se dizer que antes da evangeliza\u00e7\u00e3o a conquista militar e pol\u00edtica chegaram primeiro.<\/p>\n<p>Temos como um exemplo desta afirma\u00e7\u00e3o a companhia de Jesus, ordem religiosa fundada por In\u00e1cio de Loyola que possu\u00eda forte car\u00e1ter militar e trouxeram para a Am\u00e9rica um novo tipo de cristianismo diferente daqueles dos primeiros anos da coloniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por ter no seu conjunto grandes diferen\u00e7as quando comparadas com outras ordens religiosas que foram implantadas na Am\u00e9rica, os jesu\u00edtas terminaram por ser expulsos da Am\u00e9rica, tanto espanhola quanto portuguesa.<\/p>\n<p>Vamos analisar as caracter\u00edsticas da ordem jesu\u00edta para melhor compreender a sua a\u00e7\u00e3o e posterior expuls\u00e3o. Autonomia pol\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o ao Estado (espanhol ou portugu\u00eas), estrutura fortemente hier\u00e1rquica, obedi\u00eancia quase militar a Roma e ao Papa, ativos defensores das comunidades nativas contra a escravid\u00e3o, principais difusores do cristianismo nas l\u00ednguas nativas e especialmente fundadores de col\u00e9gios que resultavam em aglomerados populacionais que de uma forma n\u00e3o autorizada terminavam se transformando em cidades.<\/p>\n<p><strong>Tomemos dois casos como exemplo do alcance da a\u00e7\u00e3o dos padres jesu\u00edtas na Am\u00e9rica:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>1\u00ba)\u00a0<\/strong>Na regi\u00e3o do Paraguai os jesu\u00edtas conseguiram desde o in\u00edcio das suas atividades em 1607 fundar quarenta centros de atividade mission\u00e1ria (miss\u00f5es) que juntos reuniam 130.000 mil nativos que terminaram por compor a base da popula\u00e7\u00e3o Guarani que iria povoar o futuro pa\u00eds.<strong><br \/>\n2\u00ba)\u00a0<\/strong>Na regi\u00e3o da Calif\u00f3rnia os jesu\u00edtas atuando a partir de 1695 fundaram 19 centros (redu\u00e7\u00f5es) que abrigavam um total de 22.000 nativos que ficaram livres da a\u00e7\u00e3o dos colonizadores.<\/p><\/blockquote>\n<p>Este conjunto de aspectos aliado ao poder que os jesu\u00edtas exerciam nas decis\u00f5es do poder do Papa na Europa terminaram por resultar na proibi\u00e7\u00e3o da sua atua\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica, permitindo que o pouco de defesa em favor dos povos nativos que a a\u00e7\u00e3o evangelizadora do cristianismo conseguiu criar terminasse por n\u00e3o mais existir.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o evangelizadora do cristianismo romano durante a coloniza\u00e7\u00e3o vai contar com uma ampla estrutura administrativa eclesi\u00e1stica que vai ter como sede a diocese como j\u00e1 falamos anteriormente.<\/p>\n<p>O Bispo torna-se na Am\u00e9rica a figura mais importante dentro da hierarquia religiosa mas, ao lado das dioceses vamos ter mais dois tipos de organiza\u00e7\u00e3o religiosa que podem ser divididas em REGULARES e SECULARES.<\/p>\n<p><strong>As ordens regulares, assim denominadas por causa do fato de que os religiosos destas organiza\u00e7\u00f5es viviam reclusos nas suas instala\u00e7\u00f5es saindo ocasionalmente para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os religiosos e estavam circunscritas aos conventos, mosteiros ou abadias e deviam obedi\u00eancia direta ao religioso designado para tal como no caso dos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>FRANCISCANOS<br \/>\nDOMINICIANOS<br \/>\nAGOSTINIANOS<br \/>\nMERCED\u00c1RIOS<br \/>\nJESU\u00cdTAS<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Por outro lado, dentro das ordens seculares existia maior liberdade por parte dos religiosos que deviam seguir a tradicional hierarquia devendo obedi\u00eancia ao bispo local, podendo entretanto atuar junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o como no caso das a\u00e7\u00f5es individuais de:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>BARTOLOM\u00c9 DE LAS CASAS<br \/>\nVASCO DE QUIROGA<br \/>\nDOMINGO DE SANTO TOM\u00c1S<br \/>\nS\u00c3O TUR\u00cdBIO DE MOGROVEJO<\/p><\/blockquote>\n<p>Ao longo do per\u00edodo colonial a Igreja vai oscilar entre apoiar a a\u00e7\u00e3o colonizadora, fechando os olhos para as atrocidades que os povos nativos estavam sofrendo e, se voltar contra ela denunciando, protegendo, mesmo que esta prote\u00e7\u00e3o custasse a destrui\u00e7\u00e3o da cultura dos povos protegidos das dores da escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>A principal li\u00e7\u00e3o que temos \u00e9 que de uma forma ou outra a a\u00e7\u00e3o evangelizadora terminou por sepultar qualquer possibilidade concreta de revolta que pudesse por fim ao dom\u00ednio espanhol e sedimentou o predom\u00ednio do cristianismo na Am\u00e9rica latina.<\/p>\n<p><strong>A Inglaterra teve, como col\u00f4nia, a regi\u00e3o onde \u00e9 hoje os Estados Unidos.<\/strong><\/p>\n<p>A Inglaterra s\u00f3 entrou na atividade colonizadora quando foram criadas campanhas de com\u00e9rcio, atrav\u00e9s de uma uni\u00e3o entre estado e burguesia, na busca por mercado consumidor.<\/p>\n<p>Um fator que viabilizou a coloniza\u00e7\u00e3o inglesa na Am\u00e9rica do Norte foram os conflitos entre protestantes e cat\u00f3licos vivenciados na Inglaterra, al\u00e9m do processo de cercamentos (privatiza\u00e7\u00e3o das terras comunais).<\/p>\n<p>Todo o excedente populacional decorrente dos cercamentos e os refugiados dos conflitos religiosos foram para a Am\u00e9rica do Norte. Essa popula\u00e7\u00e3o foi somente para morar e n\u00e3o para explorar, caracterizando assim, a coloniza\u00e7\u00e3o de povoamento.<\/p>\n<p>As v\u00e1rias guerras civis em que a Inglaterra se submetia gerou um pacto colonial ameno, resultando numa col\u00f4nia quase aut\u00f4noma em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 metr\u00f3pole e num forte mercado interno.<\/p>\n<p>O trabalho nas col\u00f4nias se baseava na agricultura realizada em pequenas e m\u00e9dias propriedades, onde, na maioria das vezes, o colono era o pr\u00f3prio trabalhador, n\u00e3o tendo, portanto, a utiliza\u00e7\u00e3o intensa do trabalho escravo. Todo esse processo resultou em uma diversifica\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o e um mercado destinado ao consumo interno.<\/p>\n<p><strong>Primeiras tentativas brit\u00e2nicas de colonizar<\/strong><\/p>\n<p>As primeiras tentativas s\u00e9rias de estabelecer col\u00f4nias inglesas no exterior foram feitas no \u00faltimo quarto do s\u00e9culo 16, durante o reinado da Rainha Elizabeth I.<\/p>\n<p>Financiado pela Companhia Muscovy, Martin Frobisher zarpou em 1576, em busca da Passagem do Noroeste. Em agosto de 1576, ele desembarcou em Frobisher Bay, na Ilha Baffin.<\/p>\n<p>Em 1578, ele alcan\u00e7ou as costas da Groenl\u00e2ndia e fez uma tentativa malsucedida de fundar um assentamento na Ba\u00eda de Frobisher. Ao mesmo tempo, entre 1577 e 1580, Sir Francis Drake estava circunavegando o globo.<\/p>\n<p>Em 1579, ele desembarcou em algum lugar na costa oeste da Am\u00e9rica do Norte, reivindicando a \u00e1rea para Elizabeth como &#8220;Nova Albion&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Am\u00e9rica do Norte colonial<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-157334 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Coloni7-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Coloni7-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Coloni7-1.jpg 437w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><strong>Grupos Nativos Americanos da Nova Inglaterra<\/strong><\/p>\n<p>As primeiras na\u00e7\u00f5es europeias a se estabelecerem nas Am\u00e9ricas no s\u00e9culo XVI foram a Espanha e Portugal. Entre a d\u00e9cada de 1490, quando as miss\u00f5es explorat\u00f3rias come\u00e7aram para valer, e 1588, quando a Armada Espanhola foi derrotada pela Marinha Inglesa, os ib\u00e9ricos governaram o Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p>Crist\u00f3v\u00e3o Colombo estava trabalhando para os espanh\u00f3is quando estabeleceu o primeiro assentamento euro-americano desde os vikings em La Navidad em 1492.<\/p>\n<p>Seu irm\u00e3o Bartolomeo fundou Santo Domingo, tamb\u00e9m em Hispaniola, em 1496. Em 1500, come\u00e7aram os assentamentos em Nuevo C\u00e1diz e Santa Cruz, onde hoje \u00e9 a Venezuela.<\/p>\n<p>Hern\u00e1n Cort\u00e9s desembarcou em Veracruz em 1519 e come\u00e7ou sua conquista do Imp\u00e9rio Asteca, e Francisco Pizarro cruzou os Andes para enfrentar os Incas em 1532.<\/p>\n<p>Embora os conquistadores n\u00e3o entendessem as causas das epidemias que dizimaram as popula\u00e7\u00f5es nativas, eles tiveram um forte cren\u00e7a em suas pr\u00f3prias proezas e em seu mandato divino.<\/p>\n<p>Portugal explorou a Terra Nova e o Labrador (que na verdade leva o nome do explorador portugu\u00eas Jo\u00e3o Fernandes Lavrador), bem como o Brasil, onde ganharam uma posi\u00e7\u00e3o permanente.<\/p>\n<p>Em 1502, uma expedi\u00e7\u00e3o portuguesa chegou \u00e0 ba\u00eda do Rio de Janeiro. Entre a tripula\u00e7\u00e3o desta expedi\u00e7\u00e3o estava um florentino chamado Amerigo Vespucci, que publicou seu best-seller Mundus Novus em 1504.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0proead.unit.br\/www.<wbr \/>nationalgeographic.org\/mlpp.<wbr \/>pressbooks.pub\/courses.<wbr \/>lumenlearning.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coloniza\u00e7\u00e3o Inglesa na Am\u00e9rica do Norte &#8211; Hist\u00f3ria A coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica do Norte\u00a0foi inicialmente fruto da a\u00e7\u00e3o individual de v\u00e1rios grupos que estavam fugindo das atribula\u00e7\u00f5es de ordem social, pol\u00edtica e religiosa que assolava o Norte da Europa especialmente a Inglaterra. 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