{"id":92444,"date":"2017-01-04T10:41:07","date_gmt":"2017-01-04T12:41:07","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=92444"},"modified":"2017-01-04T10:41:07","modified_gmt":"2017-01-04T12:41:07","slug":"uma-historia-de-mil-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/literatura\/literatura-infantil\/uma-historia-de-mil-anos","title":{"rendered":"Uma Hist\u00f3ria de Mil Anos"},"content":{"rendered":"<p>\u2013Hu&#8230; hu&#8230;<\/p>\n<p>\u00c9 como nos \u00ednvios da mata solu\u00e7a a juriti.<\/p>\n<p>Doishus \u2013 um que sobe, outro que desce.<\/p>\n<p>O destino dou!. .. Veludo verde-negro transmutado em som \u2013 voz das tristezas sombrias. Os abor\u00edgenes, maravilhosos denominadores das coisas, possu\u00edam o senso impressionista da onomatop\u00e9ia. Urutau, uru, urutu, inambu \u2013 que sons definir\u00e3o melhor essas criaturinhas solit\u00e1rias, amigas da penumbra e dos recessos?<\/p>\n<p>A juriti, pombinha eternamente magoada, \u00e9 todaus. N\u00e3o canta, geme emu \u2013 geme um gemido aveludado, lil\u00e1s, sonoriza\u00e7\u00e3o dolente da saudade.<\/p>\n<p>O ca\u00e7ador passarinheiro sabe como ela morre sem luta ao m\u00ednimo ferimento. Morre em u&#8230;<\/p>\n<p>J\u00e1 o sanha\u00e7o \u00e9 todoas. Ferido, debate-se, desfere bicadas, pia lancinante.<\/p>\n<p>A juriti apaga-se como chama de algod\u00e3o. Fr\u00e1gil torr\u00e3o de vida, extingue-se como se extingue a vida do torr\u00e3o de a\u00e7\u00facar ao simples contato com a \u00e1gua. Umu que se funde. Como vivem e morrem juritis, assim viveu e morreu Vidinha, a linda crian\u00e7a afinada emu. E como n\u00e3o seria assim, se era Vidinha uma juriti humana \u2013 meiguice feita menina-e-mo\u00e7a, beg\u00f4nia sens\u00edvel dos grot\u00f5es?<\/p>\n<p>Que amiga dos contrastes \u00e9 a natureza!<\/p>\n<p>Ali naquele barraco crescem no \u00e1rido as samambaias. Rijas, \u00e1speras, corajosas, resistem aos ventos, aos enxurros, ao cargueiro que as esbarra, ao viandante distra\u00eddo que as chicoteia. Batidas, reerguem-se. Cortadas, rebrotam. Esmagadas, revi\u00e7am. C\u00ednicas!<\/p>\n<p>Mais adiante, na grota fria onde tudo \u00e9 sombra e cerra\u00e7\u00e3o, ergue-se a espa\u00e7os, em meio dos caet\u00e9s valentes e dos fetos rendados, a solit\u00e1ria beg\u00f4nia.<\/p>\n<p>T\u00edmida e fr\u00e1gil, o menor contato a magoa. Toda ela \u2013 caule, folhas, flores \u2013 \u00e9 a mesma carne tenra de crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Sempre os contrastes.<\/p>\n<p>Os eleitos de sensibilidade, os m\u00e1rtires da dor \u2013 e os fortes. A juriti e o sanha\u00e7o. A beg\u00f4nia e a samambaia.<\/p>\n<p>Vidinha, a inocente crian\u00e7a, era juriti e beg\u00f4nia.<\/p>\n<p>O Destino, como os s\u00e1bios, tamb\u00e9m faz suas experi\u00eancias. Permite vidas a t\u00edtulo de experi\u00eancia, na tentativa de aclimar na terra seres que n\u00e3o s\u00e3o da terra.<\/p>\n<p>Vingar\u00e1 Vidinha, solta no mundo em meio da alcat\u00e9ia humana?<\/p>\n<p>Janeiro. Dia de morma\u00e7o a envolver o mundo sob a curva do c\u00e9u imensamente azul.<\/p>\n<p>A casa onde mora Vidinha \u00e9 a \u00fanica das cercanias \u2013 gar\u00e7a pousada no oceano verde-sujo das samambaias e sapezeiros.<\/p>\n<p>Que terra! Ondula em mamel\u00f5es verdolengos at\u00e9 encontrar o c\u00e9u, longe, no horizonte. Hispidez, aridez \u2013 terra outrora bendita, que o homem, senhor do fogo, transfez em deserto maldito.<\/p>\n<p>Os olhos pervagam: c\u00e1 e l\u00e1, \u2019t\u00e9 aos confins, sempre o chamalote verde-oliva da samambaia \u00e1spera \u2013 esse musgo da esterilidade.<br \/>\nEntristece, aquilo. Cansa a vista o sem-fim da morraria nua de \u00e1rvores \u2013 e o consolo \u00e9 pousar os olhos na pombinha branca da casinhola.<\/p>\n<p>Como a cal das paredes cintila ao sol! E como nos enleva a alma sua pequenina moldura de \u00e1rvores dom\u00e9sticas! Aquele p\u00e1 de espirradeira todo florido, o cercado de taquara; a horta, o canteirinho de flores, o poleiro das aves nos fundos sob a fronde da guabirobeira&#8230;<\/p>\n<p>Vidinha \u00e9 a manh\u00e3 da casa. Vive entre duas esta\u00e7\u00f5es: a m\u00e3e \u2013 um outono, e o pai \u2013 inverno em come\u00e7os. Ali nasceu e cresceu. Ali morrer\u00e1. Inocente e ing\u00eanua, do mundo s\u00f3 conhece o cent\u00edmetro quadrado de mundo que \u00e9 o pequeno s\u00edtio paterno. Imagina as coisas \u2013 n\u00e3o as sabe. O homem: seu pai. Quantos homens haja, todos ser\u00e3o assim: bons e pais.<\/p>\n<p>A mulher: sua m\u00e3e \u2013 um tudo.<\/p>\n<p>Bichos?<\/p>\n<p>O gato, o c\u00e3o, o galo \u00edndio que canta pela alvorada, as galinhas suras. Sabe por ouvir dizer de outros muitos: da on\u00e7a, \u2013 gat\u00e3o feroz; da anta \u2013 bicho enorme ; da capivara \u2013 porco dos rios; da sucuri \u2013 cobra \u201cdesta\u201d grossura! Veados e pacas j\u00e1 viu diversos mortos nas ca\u00e7adas.<\/p>\n<p>Longe do ermo onde est\u00e1 o s\u00edtio, \u00e9 o mundo. H\u00e1 nele cidades \u2013 casas e mais casas, pequenas e grandes em linha, com estradas pelo meio a que chamam de rua. Nunca as viu, sonha-as. Sabe que nelas moram os ricos, seres de outra ra\u00e7a, poderosos que compram fazendas, plantam cafezais e mandam em tudo.<\/p>\n<p>As ideias que povoam sua cabecinha bebeu-as ali na conversa caseira dos pais.<\/p>\n<p>Um Deus no c\u00e9u, bom, imenso, tudo v\u00ea e ouve, at\u00e9 o que a boca n\u00e3o diz. Ao lado dele, Nossa senhora, t\u00e3o boa, resplandecente, rodeada de anjos&#8230;<\/p>\n<p>Os anjos! Crian\u00e7as de asas e longas t\u00fanicas esvoa\u00e7antes. No orat\u00f3rio da casa h\u00e1 o retrato de um.<\/p>\n<p>Seus prazeres: a vida da casa, os incidentes do terreiro.<\/p>\n<p>\u2013 Venha ver, mam\u00e3e, depressa!<\/p>\n<p>\u2013 Alguma bobagem&#8230;<\/p>\n<p>\u2013 &#8230; o pintinho sura trepado nas costas do cap\u00e3o peva, tenteando-se nas asinhas!<\/p>\n<p>Venha ver que galanteza. Ei&#8230; ei, caiu!<\/p>\n<p>Ou:<\/p>\n<p>Brinquinho quer por for\u00e7a pegar a cauda. Est\u00e1 que parece um pi\u00e3o, corropiando.<\/p>\n<p>\u00c9 bonita? Vidinha o ignora. N\u00e3o se conhece, n\u00e3o faz de si nenhuma id\u00e9ia. Se nem espelho possui&#8230; \u00c9, no entanto, linda, dessa lindeza das telas raras que jazem fora de moldoura nos desv\u00e3os ignorados.<\/p>\n<p>Vestida \u00e0 maneira dos pobrezinhos, vale o que n\u00e3o est\u00e1 vestido: o corado das faces, a express\u00e3o de inoc\u00eancia, o olhar de crian\u00e7a, as m\u00e3os irrequietas. Tem a beleza das beg\u00f4nias silvestres. D\u00eaem-lhe um vaso de porcelana e cintilar\u00e1.<\/p>\n<p>Cinderela, a eterna hist\u00f3ria&#8230;<\/p>\n<p>O pai vive na luta silenciosa contra a aridez do solo, disputando \u00e0s formigas, \u00e0s geadas, \u00e0 esterilidade, uma colheitinhas curtas. N\u00e3o importa. Vive contente. A m\u00e3e moureja o dia inteiro nos trabalhos da casa. Cose, arruma, remenda, varre.<\/p>\n<p>E Vidinha, entre eles, orqu\u00eddea que floriu em trnco rude, brinca e sorri. Brinca e sorri com seus amigos: o c\u00e3o, o gato, os pintos, as rolas que descem ao terreiro. Em noites escuras v\u00eam visit\u00e1-la, cirandando em torno \u00e0 casa, seus amiguinhos luminosos \u2013 os vagalumes.<\/p>\n<p>Os anos passam. Os bot\u00f5es se fazem flor.<\/p>\n<p>Um dia Vidinha entrou em sentir vagas perturba\u00e7\u00f5es de alma. Fugia aos brinquedos e cismava. A m\u00e3e notou a mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>\u2013 Em que est\u00e1 pensando, menina?<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o sei. Em nada&#8230; e suspirou.<\/p>\n<p>A m\u00e3e observou-a ainda uns tempos e disse ao marido:<\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 lado de casar Vidinha. Est\u00e1 mo\u00e7a. J\u00e1 n\u00e3o sabe o que quer.<\/p>\n<p>Mas, cas\u00e1-la, como? Com quem? N\u00e3o havia ali vizinho naquele deserto, e a crian\u00e7a corria o risco de estiolar-se como flor est\u00e9ril sem que olhos de homem casadouro pusessem reparo em seus encantos.<\/p>\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 assim, todavia. O destino levar\u00e1 por diante mais uma cruel experi\u00eancia.<\/p>\n<p>O lobo fareja de longe a menina da capinha vermelha.<\/p>\n<p>A beg\u00f4nia daquele deserto, filha das selvas, ser\u00e1 ca\u00e7a. Ser\u00e1 ca\u00e7ada por um ca\u00e7ador&#8230;<\/p>\n<p>Est\u00e1 na idade do sacrif\u00edcio.<\/p>\n<p>O ca\u00e7ador n\u00e3o tardar\u00e1.<\/p>\n<p>Vem perto, piando em inambu, com a espingarda nas m\u00e3os. Trocar\u00e1 de bom grado, v\u00e3o ver, os inambus perseguidos pela inocente juriti incauta.<\/p>\n<p>\u2013 \u00d3 de casa!<\/p>\n<p>\u2013??<\/p>\n<p>\u2013 Venho de longe. Perdi-me nestes carrascais, coisa de dois dias, e n\u00e3o posso comigo de canseira e fome. Venho pedir pousada.<\/p>\n<p>Os ermit\u00f5es do samambaial acolhem de bra\u00e7os abertos o transviado gentil.<\/p>\n<p>Bonito mo\u00e7o da cidade. Bem-falante, maneiroso \u2013 uma sedu\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Como s\u00e3o belos os gavi\u00f5es ca\u00e7adores de inoc\u00eancias&#8230;<\/p>\n<p>Deixou-se ficar a semana inteira. Contava coisas maravilhosas. O pai esquecia a ro\u00e7a para ouvi-lo, e a m\u00e3e desleixava a casa. Que sereia!<\/p>\n<p>No pomar, sob o dossel das laranjeiras abotoadas:<\/p>\n<p>\u2013 Nunca pensou em sair daqui, Vidinha?<\/p>\n<p>\u2013 Sair? Aqui tenho casa, pai, m\u00e3e \u2013 tudo&#8230;<\/p>\n<p>\u2013 Acha muito isso? Oh, l\u00e1 fora \u00e9 que \u00e9 lindo! Que maravilha \u00e9 l\u00e1 fora! O mundo! As cidades! Aqui \u00e9 o deserto, pris\u00e3o horr\u00edvel, aridez, melancolia&#8230;<\/p>\n<p>E ia cantando contos das Mil e Uma Noites sobre a vida das cidades. Dizia do luxo, da magnific\u00eancia, das festas, das pedrarias que cintilam, das sedas que acariciam o corpo, dos teatros, da m\u00fasica inebriante.<\/p>\n<p>\u2013 Mas isso \u00e9 um sonho&#8230;<\/p>\n<p>O pr\u00edncipe confirmava.<\/p>\n<p>\u2013 A vida l\u00e1 fora \u00e9 um sonho.<\/p>\n<p>E desfiava ros\u00e1rios inteiros de sonhos.<\/p>\n<p>Vidinha, num deslumbramento, murmurava:<\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 lindo! Mas tudo s\u00f3 para ricos.<\/p>\n<p>\u2013 Para os ricos e para a beleza. Beleza vale mais que riqueza \u2013 e Vidinha \u00e9 bela!<\/p>\n<p>\u2013Eu?<\/p>\n<p>O espanto da crian\u00e7a&#8230;<\/p>\n<p>\u2013 Bela, sim \u2013 e riqu\u00edssima, se o quiser. Vidinha \u00e9 diamante a lapidar. \u00c9 Cinderela, hoje no borralho, amanh\u00e3, princesa. Seus olhos s\u00e3o estrelas de veludo.<\/p>\n<p>\u2013 Que ideia&#8230;<\/p>\n<p>\u2013 Sua boca, ninho de colibri feito para o beijo&#8230;<\/p>\n<p>\u2013 !&#8230;<\/p>\n<p>A inicia\u00e7\u00e3o come\u00e7a. E tudo na alma de Vidinha se aclara. As id\u00e9ias vagas se definem. Os hier\u00f3glifos do cora\u00e7\u00e3o se decifram.<\/p>\n<p>Compreende a vida enfim. Sua inquieta\u00e7\u00e3o era amor, em casulo ainda, a agitar-se nas trevas. Amor sem objeto, perfume sem destino.<\/p>\n<p>O amor \u00e9 febre da idade, e Vidinha chegara \u00e0 idade da febre sem o saber. Sentia-lhe o queimar no cora\u00e7\u00e3o, mas ignorava. E sonhava.<\/p>\n<p>Tinha agora a chave de tudo. O pr\u00edncipe encantado viera afinal. Estava ali ele, o grande mago de palavras maravilhosas, senhor do Abre-te S\u00e9samo da Felicidade.<\/p>\n<p>E o casulo do amor rompeu-se \u2013 e a cris\u00e1lida do amor, \u00e9bria de luz, fez-se ardente borboleta de amor&#8230;<\/p>\n<p>O gavi\u00e3o da cidade, fino de faro, havia descido no momento oportuno. Dizia-se doente e ia ficando. Sua doen\u00e7a chamava-se \u2013 desejo. Desejo de ca\u00e7ador. \u00c2nsia de ca\u00e7ador por mais uma perdiz.<\/p>\n<p>E a perdiz veio-lhe para as garras, fascinada pela estonteante miragem do amor.<\/p>\n<p>O primeiro beijo&#8230;<\/p>\n<p>A florada maravilhosa dos beijos&#8230;<\/p>\n<p>O \u00faltimo beijo, \u00e0 noite&#8230;<\/p>\n<p>Pela manh\u00e3 do d\u00e9cimo dia:<\/p>\n<p>\u2013 Que \u00e9 do ca\u00e7ador?<\/p>\n<p>Fugira&#8230;<\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o recendem os manac\u00e1s. S\u00e3o negras as flores do jardim. N\u00e3o brilham as estrelas do c\u00e9u. N\u00e3o cantam os passarinhos. N\u00e3o luzem os vagalumes. O sol n\u00e3o alumia. A noite s\u00f3 traz pesadelos.<\/p>\n<p>Uma coisa s\u00f3 n\u00e3o mudou: ohu, hu magoado da juriti, l\u00e1 no recesso das grotas.<\/p>\n<p>Os dias de Vidinha s\u00e3o agora vagueios agitados pelo campo. Det\u00e9m-se \u00e0s vezes ante uma flor, de olhos parados, como recrescidos no rosto. E monologa mentalmente:<\/p>\n<p>\u2013 Vermelha? Mentira. Cheirosa? Mentira. Tudo mentira, mentira, mentira&#8230;<\/p>\n<p>Mas Vidinha \u00e9 juriti, corpo e alma afinados emu. N\u00e3o desespera, n\u00e3o luta, n\u00e3o explode. Chora por dentro e definha. Beg\u00f4nia silvestre que o passante brutal chicoteou, dobra no hastil quebrado, pende para a terra e murcha. Chama de algod\u00e3o&#8230; Torr\u00e3o de a\u00e7\u00facar&#8230;<\/p>\n<p>Estava conclu\u00edda a experi\u00eancia do Destino. Mais uma vez provava-se que n\u00e3o vive na terra o que n\u00e3o \u00e9 da terra.<\/p>\n<p>Uma cruz&#8230;<\/p>\n<p>E dali por diante, se algu\u00e9m falava em Vidinha, o velho pai murmurava:<\/p>\n<p>\u2013 Era a nossa luz de alegria. Apagou-se&#8230;<\/p>\n<p>E a m\u00e3e, lacrimejante:<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o me sai da mem\u00f3ria a \u00faltima palavra dela: \u201cAgora um beijo, mam\u00e3e, um beijo seu&#8230;\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2013Hu&#8230; hu&#8230; \u00c9 como nos \u00ednvios da mata solu\u00e7a a juriti. 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content=\"Fabiane Breda\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Fabiane Breda\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"9 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-infantil\\\/uma-historia-de-mil-anos#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/linguagens-e-codigos\\\/literatura\\\/literatura-infantil\\\/uma-historia-de-mil-anos\"},\"author\":{\"name\":\"Fabiane 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