{"id":91607,"date":"2016-12-29T11:35:27","date_gmt":"2016-12-29T13:35:27","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=91607"},"modified":"2022-03-08T19:12:37","modified_gmt":"2022-03-08T21:12:37","slug":"controle-biologico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/biologia\/meio-ambiente\/controle-biologico","title":{"rendered":"Controle Biol\u00f3gico"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0Controle Biol\u00f3gico- O que \u00e9<\/strong><\/p>\n<p>O\u00a0<b>controle biol\u00f3gico\u00a0<\/b>\u00e9 uma t\u00e9cnica utilizada para combater esp\u00e9cies que nos s\u00e3o nocivas, reduzindo os preju\u00edzos causados por elas. Comumente, esse m\u00e9todo consiste em introduzir no ecossistema um inimigo natural (predador ou parasita) da esp\u00e9cie nociva, para manter a densidade populacional dessa esp\u00e9cie em n\u00edveis compat\u00edveis com os recursos do meio ambiente. Quando bem planejado, o controle biol\u00f3gico acarreta evidentes vantagens em rela\u00e7\u00e3o ao uso de agentes qu\u00edmicos, uma vez que n\u00e3o polui o ambiente e n\u00e3o causa desequil\u00edbrios ecol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que o homem toma consci\u00eancia de que os inseticidas tamb\u00e9m prejudicam, procura recursos menos nocivos que possam ser igualmente eficientes no combate \u00e0s pragas vegetais.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso do uso de inimigos naturais de pragas que possam controlar as popula\u00e7\u00f5es, principalmente dos insetos que competem com o homem. Os canaviais, por exemplo, podem ser protegidos de certas esp\u00e9cies de insetos comedores das folhas da cana-de-a\u00e7\u00facar atrav\u00e9s do uso de fungos parasitas desses insetos. \u00c9 m\u00e9todo n\u00e3o-poluente, espec\u00edfico e acarreta preju\u00edzos praticamente desprez\u00edveis para o equil\u00edbrio do ambiente.<\/p>\n<p>A irradia\u00e7\u00e3o, com raios-gama, de machos de insetos-praga em laborat\u00f3rio \u00e9 outra medida \u00fatil que leva \u00e0 sua esteriliza\u00e7\u00e3o. Soltos na lavoura, encontram-se com muitas f\u00eameas, n\u00e3o conseguindo, por\u00e9m, fecundar os \u00f3vulos. A popula\u00e7\u00e3o reduz e a praga fica sobre controle.<\/p>\n<p><b>Abaixo, listamos alguns \u201ccontroladores biol\u00f3gicos\u201d:<\/b><\/p>\n<p><strong>Trichogramma<\/strong><\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de agentes biol\u00f3gicos vem alcan\u00e7ando, nos \u00faltimos anos, grande sucesso na preserva\u00e7\u00e3o dos agro ecossistemas.<\/p>\n<p>Como alternativa \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o indiscriminada de agrot\u00f3xicos, o Centro Nacional de Pesquisa de Algod\u00e3o da Embrapa, Campina Grande, PB, vem pesquisando, para a cultura do algod\u00e3o, o uso do trichogramma no controle biol\u00f3gico e det\u00e9m a tecnologia de cria\u00e7\u00e3o massal, atrav\u00e9s do hospedeiro de substitui\u00e7\u00e3o Sitotroga cerealella.<\/p>\n<p>Explicando melhor, o trichogramma \u00e9 um inseto diminuto, com menos de 1mm, parasit\u00f3ide exclusivo de ovos. Prefere ovos de lepid\u00f3pteros (borboletas) \u2013 a praga do algod\u00e3o -, sendo, entretanto, parasit\u00f3ide de cerca de 200 esp\u00e9cies de insetos. O controle de lepid\u00f3pteros implica significativa redu\u00e7\u00e3o no custo de produ\u00e7\u00e3o, previne contra danos \u00e0 cultura algodoeira, ao meio ambiente e ao homem e \u00e9 inteiramente adequado ao manejo integrado de pragas. Trata-se de tecnologia de grande potencial, j\u00e1 praticada nos Estados Unidos, exigindo recomenda\u00e7\u00f5es de uso em pacotes tecnol\u00f3gicos que devam incluir outros pesticidas seletivos.<\/p>\n<p><strong>Bacillus thuringensis<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma bact\u00e9ria que produz cristais proteicos insol\u00faveis em \u00e1gua ou em solu\u00e7\u00f5es levemente \u00e1cidas. Ao serem ingeridos por larvas de certos insetos, como lagartas de Lepidoptera (borboletas), alcan\u00e7am o intestino desses animais, dissolvendo-se no conte\u00fado intestinal, geralmente alcalino. A prote\u00edna dissolvida provoca a ruptura da parede do intestino e a morte do inseto, em consequ\u00eancia da invas\u00e3o bacteriana dos tecidos.<\/p>\n<p><strong>Gambusia affinis:\u00a0<\/strong>Peixe larv\u00f3fago utilizado no combate \u00e0s larvas de Anopheles (mosquito transmissor da mal\u00e1ria).<\/p>\n<p><strong>Metagonistylum minense e Paratheresia claripalpis:\u00a0<\/strong>Moscas (d\u00edpteros) que parasitam a broca-da-cana<\/p>\n<p><strong>Metarrhizium anisopliae:\u00a0<\/strong>Fungo cinza que parasita insetos diversos, como lagartas, besouros, cigarrinhas etc. O mic\u00e9lio do fungo envolve o inseto, mumificando-o.<\/p>\n<p><strong>Beauveria sp:\u00a0<\/strong>Fungo branco que parasita insetos diversos (lagartas, besouros, cigarrinhas etc)<\/p>\n<p><strong>Apanteles flavipes:\u00a0<\/strong>Pequena vespa que injeta ovos em lagartas diversas (parasitas da cana-de-a\u00e7\u00facar, do milho etc). Dos ovos eclodem larvas que destroem o inseto parasitado.<\/p>\n<p><strong>Calosoma:\u00a0<\/strong>Besouro predador de lagartas desfolhadoras<\/p>\n<p><strong>Coccinella septempunctala:\u00a0<\/strong>Inseto conhecido como joaninha, que atua como predador de diversas esp\u00e9cies de pulg\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Baculovirus anticarsia<\/strong><\/p>\n<p>V\u00edrus utilizado no combate \u00e0 largata-da-soja<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>controle biol\u00f3gico<\/strong>\u00a0aplicado sem um estudo pr\u00e9vio do comportamento biol\u00f3gico das esp\u00e9cies envolvidas pode acarretar s\u00e9rios dist\u00farbios no equil\u00edbrio natural de um ecossistema. Na Jamaica, por exemplo, em 1872, introduziu-se o mangusto (mam\u00edfero carn\u00edvoro) para combater ratos que causavam grandes preju\u00edzos \u00e0s planta\u00e7\u00f5es de cana-de-a\u00e7\u00facar. O mangusto, entretanto, cumpriu bem demais o seu papel de predador de rato.<\/p>\n<p>Praticamente dizimou n\u00e3o os ratos, como tamb\u00e9m popula\u00e7\u00f5es diversas de outros mam\u00edferos, al\u00e9m de aves terr\u00edcolas, r\u00e9pteis e crust\u00e1ceos, alterando a harmonia do ecossistema em quest\u00e3o. Para completar, os poucos ratos que conseguiram sobreviver adaptaram-se \u00e0 vida arbor\u00edcola e acabaram constituindo uma popula\u00e7\u00e3o que voltou a causar danos significativos \u00e0 cultura canavieira.<\/p>\n<p>Outro exemplo c\u00e9lebre de controle biol\u00f3gico malsucedido ocorreu na Austr\u00e1lia em 1859. Foram introduzidos nesse continente alguns casais de coelhos, com o prop\u00f3sito de se combater ervas daninhas que infestavam certas regi\u00f5es. Os coelhos, por\u00e9m, n\u00e3o encontraram predadores e parasitas capazes de promover a regulamenta\u00e7\u00e3o de sua popula\u00e7\u00e3o; proliferaram intensamente, devastaram as ervas daninhas e tamb\u00e9m as pastagens que serviam de alimento ao gado, grande fonte de riqueza do continente. Os coelhos, aparentemente inofensivos, tornaram-se o maior flagelo que a Austr\u00e1lia havia conhecido at\u00e9 ent\u00e3o. Em 1950, a Austr\u00e1lia importou v\u00edrus causadores da mixomatose, uma doen\u00e7a que se manifesta apenas em coelhos e algumas lebres.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as a esse v\u00edrus, a popula\u00e7\u00e3o de coelhos da Austr\u00e1lia acha-se atualmente em equil\u00edbrio, sendo, portanto, mantida dentro de uma densidade considerada toler\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o aos recursos da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO crescimento na produ\u00e7\u00e3o de trigo est\u00e1 sendo acompanhado por uma maior utiliza\u00e7\u00e3o do controle biol\u00f3gico do pulg\u00e3o, uma das principais pragas que atacam essa cultura.<\/p>\n<p>Os agricultores que decidiram investir mais na lavoura descobriram nessa tecnologia uma forma de cortar despesas e aumentar a produtividade. O controle biol\u00f3gico do pulg\u00e3o \u00e9 feito por meio do uso de vespas, que colocam seus ovos dentro do pulg\u00e3o. Dos ovos eclodem larvas que em dez dias tomam conta do corpo da praga, provocando sua morte. Durante seu per\u00edodo de vida (uma semana) uma vespa coloca em m\u00e9dia trezentos ovos em pulg\u00f5es, multiplicando-se rapidamente e seguindo a praga pelas planta\u00e7\u00f5es. Assim, sem gastar nada, os agricultores podem controlar os pulg\u00f5es e reduzir sensivelmente seus gastos com inseticidas. No Rio Grande do Sul, onde em toda a \u00e1rea plantada com trigo (1 milh\u00e3o de hectares) essa t\u00e9cnica est\u00e1 sendo utilizada, os triticultores conseguiram diminuir em 95% as pulveriza\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>(Folha Agropecu\u00e1ria. Folha de S. Paulo, 10 de agosto de 1985).<\/p>\n<p><strong>Controle Biol\u00f3gico\u00a0&#8211; M\u00e9todo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160279 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Contro5-300x177.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"177\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Contro5-300x177.jpg 300w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Contro5.jpg 582w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><strong>Controle Biol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p>O\u00a0<strong>controle biol\u00f3gico<\/strong>\u00a0\u00e9 um m\u00e9todo para restringir os efeitos de animais, pat\u00f3genos e plantas nocivos usando outros organismos \u00fateis, por exemplo. microorganismos, insetos e plantas que inibem os organismos nocivos.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo aproveita as intera\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas b\u00e1sicas entre os organismos, como preda\u00e7\u00e3o, parasitismo, patogenicidade e competi\u00e7\u00e3o. Hoje, o controle biol\u00f3gico \u00e9 usado principalmente para controlar pragas no cultivo de culturas.<\/p>\n<p>As vantagens do controle biol\u00f3gico s\u00e3o que n\u00e3o s\u00e3o adicionadas subst\u00e2ncias artificiais e que pat\u00f3genos\/animais que desenvolvem resist\u00eancia contra agentes de controle biol\u00f3gico s\u00e3o raros. O controle biol\u00f3gico \u00e9 um componente importante do manejo integrado de pragas.<\/p>\n<p>O\u00a0<b>controle biol\u00f3gico,\u00a0<\/b>em geral, \u00e9 o controle dos n\u00fameros de um organismo como resultado da preda\u00e7\u00e3o natural por outro ou outros. Especificamente, o uso humano de predadores naturais para o controle de pragas, ervas daninhas, etc.<\/p>\n<p>O termo tamb\u00e9m \u00e9 aplicado \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o de um grande n\u00famero de machos esterilizados (geralmente irradiados) das esp\u00e9cies de pragas, cujos acasalamentos resultam na postura de ovos inf\u00e9rteis<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>controle biol\u00f3gico<\/strong>\u00a0\u00e9 um componente de uma estrat\u00e9gia de manejo integrado de pragas. \u00c9 definida como a redu\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es de pragas por inimigos naturais e normalmente envolve um papel humano ativo.<\/p>\n<p>Tenha em mente que todas as esp\u00e9cies de insetos tamb\u00e9m s\u00e3o suprimidas por organismos naturais e fatores ambientais, sem interven\u00e7\u00e3o humana. Isso \u00e9 frequentemente chamado de controle natural.<\/p>\n<p>Este guia enfatiza o controle biol\u00f3gico de insetos, mas o controle biol\u00f3gico de ervas daninhas e doen\u00e7as de plantas tamb\u00e9m est\u00e1 inclu\u00eddo. Os inimigos naturais de pragas de insetos, tamb\u00e9m conhecidos como agentes de controle biol\u00f3gico, incluem predadores, parasitoides e pat\u00f3genos. O controle biol\u00f3gico de plantas daninhas inclui insetos e pat\u00f3genos.<\/p>\n<p>Agentes de controle biol\u00f3gico de doen\u00e7as de plantas s\u00e3o mais frequentemente referidos como antagonistas.<\/p>\n<p>Predadores, como joaninhas e crisof\u00edceos, s\u00e3o principalmente esp\u00e9cies de vida livre que consomem um grande n\u00famero de presas durante sua vida.<\/p>\n<p>Os parasitoides s\u00e3o esp\u00e9cies cujo est\u00e1gio imaturo se desenvolve em ou dentro de um \u00fanico hospedeiro de inseto, matando o hospedeiro. Muitas esp\u00e9cies de vespas e algumas moscas s\u00e3o parasitoides.<\/p>\n<p>Pat\u00f3genos s\u00e3o organismos causadores de doen\u00e7as, incluindo bact\u00e9rias, fungos e v\u00edrus. Eles matam ou debilitam seu hospedeiro e s\u00e3o relativamente espec\u00edficos para certos grupos de insetos.<\/p>\n<p>Cada um desses grupos de inimigos naturais \u00e9 discutido com muito mais detalhes nas se\u00e7\u00f5es seguintes.<\/p>\n<p>Os comportamentos e ciclos de vida dos inimigos naturais podem ser relativamente simples ou extraordinariamente complexos, e nem todos os inimigos naturais de insetos s\u00e3o ben\u00e9ficos para a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola.<\/p>\n<p>Por exemplo, hiperparasit\u00f3ides s\u00e3o parasitoides de outros parasitoides. Em batatas cultivadas no Maine, 22 parasitoides de pulg\u00f5es foram identificados, mas estes foram atacados por 18 esp\u00e9cies adicionais de hiperparasit\u00f3ides.<\/p>\n<p>Uma alta taxa reprodutiva \u00e9 importante para que as popula\u00e7\u00f5es do inimigo natural possam aumentar rapidamente quando os hospedeiros estiverem dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>O inimigo natural deve ser eficaz na busca de seu hospedeiro e deve procurar apenas uma ou algumas esp\u00e9cies hospedeiras. As aranhas, por exemplo, se alimentam de muitos hospedeiros diferentes, incluindo outros inimigos naturais. Tamb\u00e9m \u00e9 muito importante que o inimigo natural ocorra ao mesmo tempo que seu hospedeiro. Por exemplo, se o inimigo natural for um parasitoide de ovos, ele deve estar presente quando os ovos do hospedeiro estiverem dispon\u00edveis. Nenhum inimigo natural possui todos esses atributos, mas aqueles com v\u00e1rias caracter\u00edsticas ser\u00e3o mais importantes para ajudar a manter as popula\u00e7\u00f5es da praga.<\/p>\n<p><strong>Controle Biol\u00f3gico\u00a0&#8211;<\/strong>\u00a0Defini\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160280 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Contro6-300x181.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"181\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Contro6-300x181.jpg 300w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Contro6.jpg 513w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><strong>Controle Biol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p><strong>Parasita<\/strong>: \u00c9 um organismo usualmente menor que o hospedeiro. Os parasitas podem completar seu ciclo de vida em um \u00fanico hospedeiro e na maioria das vezes n\u00e3o matam o hospedeiro. Ex. piolho.<\/p>\n<p><b>Parasitoide<\/b>: Inicialmente parasitam o hospedeiro causando sua morte at\u00e9 o final do seu ciclo evolutivo.\u00c9 muitas vezes do mesmo tamanho do hospedeiro, mata este e exige somente um indiv\u00edduo para completar o desenvolvimento; o adulto tem vida livre.<\/p>\n<p><strong>Segundo a forma como se desenvolvem no corpo do hospedeiro podem ser:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Endoparasit\u00f3ides\u00a0<\/strong>\u2013 quando se desenvolvem dentro do corpo do hospedeiro,<strong><br \/>\nEctoparasit\u00f3ides\u00a0<\/strong>\u2013 quando se desenvolvem fora do corpo do hospedeiro,<strong><br \/>\nHiperparasit\u00f3ides<\/strong>\u00a0\u2013 quando se desenvolve em outro parasitoide.<strong><br \/>\nSuperparasitismo \u2013\u00a0<\/strong>fen\u00f4meno pelo qual v\u00e1rios indiv\u00edduos de uma esp\u00e9cie de parasitoide podem se desenvolver em um hospedeiro.<strong><br \/>\nParasitismo m\u00faltiplo\u00a0<\/strong>\u2013 situa\u00e7\u00e3o na qual mais de uma esp\u00e9cie de parasitoide ocorre dentro ou sobre um hospedeiro.<br \/>\n<strong>Adelfoparasitismo\u00a0<\/strong>\u2013 Fen\u00f4meno no qual uma esp\u00e9cies de parasitoide \u00e9 parasito de si mesma.<strong><br \/>\nCleptoparasitismo\u00a0<\/strong>\u2013 Fen\u00f4meno no qual um parasitoide ataca preferencialmente hospedeiros que j\u00e1 estejam parasitados por outras esp\u00e9cies. O cleptoparasit\u00f3ide n\u00e3o \u00e9 hiperparasit\u00f3ide, mas no caso existe um\u00a0<strong>multiparasitismo<\/strong>, no qual h\u00e1 competi\u00e7\u00e3o das duas esp\u00e9cies, com a esp\u00e9cie cleptoparasit\u00f3ide usualmente dominando.<strong><br \/>\nHeter\u00f4nomos.\u00a0<\/strong>O macho e a f\u00eamea do parasit\u00f3ide t\u00eam hospedeiros diferentes.<strong><br \/>\nPoliembrionia.\u00a0<\/strong>O adulto coloca um \u00fanico ovo por hospedeiro, o qual, posteriormente, divide-se em muitas c\u00e9lulas, cada uma desenvolvendo-se independentemente. Formam-se diversos embri\u00f5es a partir de um ovo parasitado.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Predador<\/strong>. Sempre atacam e matam sua presa. \u00c8 um organismo de vida livre durante todo o ciclo de vida. Usualmente \u00e9 maior do que a presa e requer mais do que uma para completar o seu desenvolvimento. Ex. le\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Os predadores podem ser classificados em:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Mon\u00f3fagos<\/strong>: Comem apenas uma esp\u00e9cie de presa.<br \/>\n<strong>Esten\u00f3fagos:\u00a0<\/strong>Comem um n\u00famero restrito de esp\u00e9cies.<br \/>\n<strong>Olig\u00f3fagos<\/strong>: Comem um n\u00famero moderado de esp\u00e9cies.<br \/>\n<strong>Pol\u00edfagos:\u00a0<\/strong>Comem um grande n\u00famero de esp\u00e9cies.<br \/>\n<strong>Insaci\u00e1veis:\u00a0<\/strong>Matam indiscriminadamente. Ex. Aranhas<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Em rela\u00e7\u00e3o aos h\u00e1bitos alimentares, durante o seu desenvolvimento, os predadores podem ser:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Completos:\u00a0<\/strong>Possuem h\u00e1bitos predat\u00f3rios durante todas as fases de seu desenvolvimento.<strong><br \/>\nIncompletos:\u00a0<\/strong>Possuem h\u00e1bitos predat\u00f3rios apenas em uma fase do seu desenvolvimento.<\/p><\/blockquote>\n<p>Os entomologistas geralmente usam o termo\u00a0<strong>parasito\u00a0<\/strong>para designar insetos que parasitam e\u00a0<strong>pat\u00f3geno\u00a0<\/strong>para organismos que causam doen\u00e7as em insetos. Por outro lado, os parasitologistas empregam \u201cparasitos\u201d para qualquer organismo que viva em um hospedeiro, incluindo microorganismso e organismos multicelulares.<\/p>\n<p><strong>Estrat\u00e9gias de libera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Libera\u00e7\u00e3o inoculativa:\u00a0<\/strong>Libera\u00e7\u00e3o de um pequeno n\u00famero de insetos. \u00c9 para sistemas abertos com baixa variabiliade temporal. Aplica-se a culturas perenes ou semiperenes e florestas. \u00c9, portanto, t\u00edpica do controle biol\u00f3gico cl\u00e1ssico.<strong><br \/>\nLibera\u00e7\u00e3o inundativa:\u00a0<\/strong>\u00c9 para sistemas com alta variabilidade temporal (culturas anuais).<strong><br \/>\nLibera\u00e7\u00e3o inoculativa estacional:\u00a0<\/strong>\u00c9 normalmente feita em casas-de-vegeta\u00e7\u00e3o no per\u00edodo de ocorr\u00eancia da praga.\u00e9 uma mistura do m\u00e9todo inundativo e inoculativo, pois \u00e9 liberado uma grande quantidade de insetos para se obter um controle imediata e espera-se o crescimento das popula\u00e7\u00f5es para controle das gera\u00e7\u00f5es tardias.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Formas de explora\u00e7\u00e3o do hospedeiro<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Coinobiontes:\u00a0<\/strong>Parasitoides que permitem que o hospedeiro cres\u00e7a (e continue a se alimentar) em tamanho ap\u00f3s o parasitismo.<strong><br \/>\nIdiobiontes:\u00a0<\/strong>Ecto ou endoparasit\u00f3ides de ovos e pupas, os quais matam seus hospedeiros antes da emerg\u00eancias e se desenvolvem em hospedeiros mortos ou paralisados. S\u00e3o os parasitoides de ovos, pupas e adultos, al\u00e9m dos parasitoides larvais que, por meio de \u201cpicadas\u201d, paralisam permanentemente a presa.<strong><br \/>\nArrenotoquia:\u00a0<\/strong>Ovos n\u00e3o fertilizados produzem machos e os fertilizados, f\u00eameas. Consequentemente, f\u00eameas virgens podem dar descendentes, mas eles ser\u00e3o todos machos. Esp\u00e9cies que seguem esse modo de reprodu\u00e7\u00e3o s\u00e3o chamadas biparentais. Em algumas esp\u00e9cies biparentais, a f\u00eamea copuladas pode produzir macho ou f\u00eameas por meio de um controle externo ou interno de fertiliza\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\nDeuterotoquia:\u00a0<\/strong>Maneira pela qual f\u00eameas n\u00e3o copuladas produzem machos e f\u00eameas. Essas esp\u00e9cies s\u00e3o chamadas uniparentais. Os machos haploides produzidos n\u00e3o s\u00e3o funcionais (ecol\u00f3gica e biologicamente). As f\u00eameas produzem em sua prog\u00eanie de f\u00eameas uma condi\u00e7\u00e3o diploide pro meio de v\u00e1rios mecanismos gen\u00e9ticos.<strong><br \/>\nTelitoquia:\u00a0<\/strong>As f\u00eameas virgens produzem somente f\u00eameas, e os machos s\u00e3o desconhecidos. Em alguns casos, esp\u00e9cies tel\u00edtocas, sob determinadas condi\u00e7\u00f5es de temperatura, mudam para deuterotoquia e produzem machos haploides e f\u00eameas diploides.<strong><br \/>\nPr\u00f3-ovigenia:\u00a0<\/strong>Caso em que, quando ocorre a emerg\u00eancia, todos os ovos est\u00e3o maduros, prontos para serem colocados, sem necessidade de seu desenvolvimento.<strong><br \/>\nSinovigenia:\u00a0<\/strong>Caso em que poucos ovos est\u00e3o maduros quando ocorre a emerg\u00eancia, havendo um amadurecimento gradual. Com isso os adultos necessitam de prote\u00ednas em sua dieta. Muitas vezes, essa prote\u00edna \u00e9 obtida em uma a\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria, matando o hospedeiro pela introdu\u00e7\u00e3o do ovipositor para se alimentar da hemolinfa exudada.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Vol\u00e1teis qu\u00edmicos envolvidos na comunica\u00e7\u00e3o interespecifica predador (parasit\u00f3ide )- presa<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Alom\u00f4nios:\u00a0<\/strong>Subst\u00e2ncias que favorecem aquele que emite o sinal \u2013 por exemplo, venenos e secre\u00e7\u00f5es defensivas.<br \/>\n<strong>Cairom\u00f4nios:\u00a0<\/strong>Qu\u00edmicos que favorecem o receptor \u2013 por exemplo, Trichograma \u00e9 favorecido pelas substancias qu\u00edmicas presentes nas escamas das asas de lepid\u00f3pteros, deixadas por ocasi\u00e3o da postura e que ir\u00e3o atra\u00ed-lo.<br \/>\n<b>Sin\u00f4nimos:\u00a0<\/b>Vol\u00e1teis qu\u00edmicos que favorecem tanto o emissor como o receptor, como o caso de plantas que, ao serem atacadas por herb\u00edvoros, liberam subst\u00e2ncias que atraem os parasitoides.<strong><br \/>\nApneum\u00f4nios:\u00a0<\/strong>Subst\u00e2ncias liberadas por organismos n\u00e3o vivos que atraem parasitoides.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Agentes de controle<\/strong><\/p>\n<p>O\u00a0<strong>controle biol\u00f3gico\u00a0<\/strong>envolve o reconhecimento de que todas as esp\u00e9cies de plantas e animais t\u00eam inimigos naturais atacando seus v\u00e1rios est\u00e1gios de vida.<\/p>\n<p>Dentre tais inimigos naturais existem grupos bastante diversificados, como insetos, v\u00edrus, fungos, bact\u00e9rias, aranhas, peixes, anf\u00edbios, r\u00e9pteis, aves e mam\u00edferos.<\/p>\n<p>A forma mais conhecida de controle biol\u00f3gico \u00e9 o controle de insetos por outros insetos.<\/p>\n<p><strong>Isto acontece o tempo todo nos sistemas agr\u00edcolas de forma natural, independentemente da a\u00e7\u00e3o do homem:<\/strong>\u00a0por exemplo, muitos insetos se alimentam naturalmente de outros insetos, ou popula\u00e7\u00f5es de insetos s\u00e3o \u00e0s vezes sujeitas a epidemias as que acabam matando. No entanto, em alguns casos, a interfer\u00eancia do homem passa a ser necess\u00e1ria e s\u00e3o introduzidos ou manipulados insetos ou outros organismos para controlar quaisquer outras esp\u00e9cies que prejudicam os cultivos.<\/p>\n<p>Os mais utilizados no controle biol\u00f3gico artificial s\u00e3o fungos, bact\u00e9rias e v\u00edrus, para os quais h\u00e1 inclusive formula\u00e7\u00f5es comerciais a venda em lojas de produtos agr\u00edcolas (como o Dipel, entre outros).<\/p>\n<p>Os animais inset\u00edvoros (peixes, anf\u00edbios, r\u00e9pteis, aves e mam\u00edferos), por serem inespec\u00edficos, apesar de destru\u00edrem um grande n\u00famero de insetos, n\u00e3o s\u00e3o usados em controle biol\u00f3gico pelo homem.<\/p>\n<p>Neste grupo incluem-se, por exemplo, lagartixas, sapos, r\u00e3s, tamandu\u00e1s, tatus, etc.<\/p>\n<p>Entre os agentes de controle microbiano de insetos que est\u00e3o sendo utilizados no Pa\u00eds destacam-se os fungos Metarhizium anisopliae, Beauveria bassiana e Sporothrix insectorum, os agentes de natureza viral Baculovirus anticarsia, Baculovirus erinnys e Baculovirus spodoptera e os produtos \u00e0 base das bact\u00e9rioas Bacillus thurigiensis e Bacillus sphaericus.<\/p>\n<p><strong>V\u00edrus<\/strong><\/p>\n<p>Embora muitas viroses ocorram em insetos, \u00e9 na fam\u00edlia Baculoriridae que se concentram os mais importantes v\u00edrus empregados no controle biol\u00f3gico. Esses v\u00edrus tem sido usados efetivamente h\u00e1 mais de 50 anos.<\/p>\n<p>\u00c9 nessa fam\u00edlia de v\u00edrus que est\u00e3o aqueles que possuem corpos de inclus\u00e3o vis\u00edveis ao microsc\u00f3pio \u00f3tico ou aqueles que s\u00e3o observ\u00e1veis apenas por meio de microsc\u00f3pio eletr\u00f4nico.<\/p>\n<p>Os v\u00edrus contaminam os insetos por via oral sendo ingeridos junto com \u00f3rg\u00e3os e tecidos foliares, principalmente folhas e caules.<\/p>\n<p><strong>Os sintomas do cont\u00e1gio s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Paralisa\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMovimenta\u00e7\u00e3o lenta do inseto;<br \/>\nPerda de colora\u00e7\u00e3o do corpo;<br \/>\nPerda do brilho natural;<br \/>\nBusca pela parte mais alta da planta;<br \/>\nMorte de cabe\u00e7a para baixo, pendurados.<\/p><\/blockquote>\n<p>Os v\u00edrus podem ser isolados de insetos contaminados. Neste caso, estes indiv\u00edduos devem ser macerados em uma solu\u00e7\u00e3o tamp\u00e3o (para eliminar gorduras e regular o pH) e, em seguida, o material deve ser filtrado e centrifugado.<\/p>\n<p><strong>Vantagens<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>S\u00e3o bastante espec\u00edficos;<br \/>\nCondi\u00e7\u00f5es de armazenamento n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o rigorosas;<br \/>\nPodem ser usados com risco m\u00ednimo de cont\u00e1gio de seres humanos (temperatura \u00f3tima de a\u00e7\u00e3o difere da temperatura do corpo humano).<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Desvantagens<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Falta de formula\u00e7\u00f5es adequadas;<br \/>\nGrande custo de produ\u00e7\u00e3o;<br \/>\nA\u00e7\u00e3o lenta;<br \/>\nPequena atividade residual.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Bact\u00e9rias<\/strong><\/p>\n<p>Bact\u00e9rias que produzem esporos e mesmo bact\u00e9rias n\u00e3o-esporulantes podem causar doen\u00e7as em insetos. As pertencentes ao g\u00eanero Bacillus s\u00e3o as mais importantes para o controle biol\u00f3gico, sendo o Bacillus popillae utilizado desde a d\u00e9cada de 30 no controle de cole\u00f3pteros. Outras esp\u00e9cies do mesmo g\u00eanero produzem cristais prot\u00e9icos que s\u00e3o t\u00f3xicos quando ingeridos por insetos. \u00c9 o caso do B. thuringiensis, mais conhecido como Bt, largamente empregado contra d\u00edpteros, ort\u00f3pteros, himen\u00f3pteros e principalmente lepid\u00f3pteros.<\/p>\n<p>As bact\u00e9rias contaminam os insetos por via oral, multiplicam-se no interior dos mesmos, e no caso de certos\u00a0<em>Bacillus\u00a0<\/em>produzem protoxinas na forma de cristais.<\/p>\n<p>Os cristais atacados por proteases liberam toxinas que afetam os insetos com paralisia intestinal e suspens\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Alguns sintomas de cont\u00e1gio s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Paralisa\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o;<br \/>\nAumento da c\u00e1psula encef\u00e1lica<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Geralmente as bact\u00e9rias entomopatogenicas podem ser agrupadas em 3 categorias:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Obrigat\u00f3rias:\u00a0<\/strong>Causam enfermidades especificas para os insetos, n\u00e3o crescem em meio artificial, e atingem um n\u00famero muito limitado de esp\u00e9cies hospedeiras.<strong><br \/>\nFacultativas:\u00a0<\/strong>Invadem e lesionam tecidos suscet\u00edveis e crescem facilmente em meio artificial. S\u00e3o as mais utilizadas em programas de controle biol\u00f3gico.<strong><br \/>\nPotenciais:\u00a0<\/strong>Multiplicam-se em meio artificial, e n\u00e3o possuem especificidade para o h\u00f3spede.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Fungos<\/strong><\/p>\n<p>Os fungos s\u00e3o os microrganismos mais frequentemente encontrados atacando insetos. Estima-se que os fungos sejam respons\u00e1veis por cerca de 80% das doen\u00e7as de insetos. S\u00e3o conhecidas atualmente mais de 700 esp\u00e9cies de fungos que atacam insetos.<\/p>\n<p>Assim como os fungos podem eventualmente causar doen\u00e7as em plantas e mam\u00edferos, tamb\u00e9m os insetos podem ser atacados por certos fungos. Se usados convenientemente, eles podem ser empregados no controle de insetos-pragas de plantas cultivadas ou mesmo de insetos vetores de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>A principal forma de a\u00e7\u00e3o dos fungos \u00e9 por contato, por\u00e9m, este ocorre de forma lenta. Os insetos tamb\u00e9m podem ser contaminados por fungos por via oral, entretanto, este modo de a\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 significativo.<\/p>\n<p><strong>Alguns sintomas de ataque s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Manchas escuras na pernas, segmentos e todo tegumento;<br \/>\nParalisa\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o, o inseto tem aspecto d\u00e9bil e desorientado;<br \/>\nAparecimento de colora\u00e7\u00e3o branquicenta, devido ao desenvolvimento do mic\u00e9lio, no inicio da contamina\u00e7\u00e3o;<br \/>\nAp\u00f3s o desenvolvimento da contamina\u00e7\u00e3o o corpo do inseto contaminado adquire a colora\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica do fungo que o atacou;<br \/>\nEm alguns casos os insetos que est\u00e3o para morrer buscam a parte alta da planta.<\/p><\/blockquote>\n<p>Os fungos tamb\u00e9m podem ser isolados de insetos contaminados, com a utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas microbiol\u00f3gicas utilizados no isolamento de fungos e outros microrganismos.<\/p>\n<p><strong>Desvantagens<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>N\u00e3o s\u00e3o espec\u00edficos.<br \/>\nProblemas de armazenamento (temperatura e umidade).<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Protozo\u00e1rios:\u00a0<\/strong>Apesar da grande import\u00e2ncia dos protozo\u00e1rios como controladores de algumas popula\u00e7\u00f5es de insetos, este grupo de pat\u00f3genos n\u00e3o tem desenvolvimento satisfat\u00f3rio como inseticida microbiano.<\/p>\n<p><b>Nematoides<\/b><\/p>\n<p>J\u00e1 os nematoides, como agentes de controle biol\u00f3gico apresentam a vantagem de serem mais eficientes, principalmente em n\u00edvel de esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Esta vantagem esta associada com a habilidade de busca do h\u00f3spede e a seguran\u00e7a que representam para os mam\u00edferos.<\/p>\n<p><strong>Vantagens<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Resistem a um grande n\u00famero de defensivos agr\u00edcolas;<br \/>\nEfeito sinergistico como outros pat\u00f3genos (ex. Bt);<br \/>\nBoa capacidade de adapta\u00e7\u00e3o a novos ambientes;<br \/>\nN\u00e3o causam danos \u00e0s plantas cultivadas por serem espec\u00edficos aos insetos;<br \/>\nMuitas vezes se reproduzem sem a presen\u00e7a dos machos (partenog\u00eanese);<br \/>\nN\u00e3o s\u00e3o nocivos aos animais dom\u00e9sticos.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Desvantagens<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Dificuldade de obten\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o de grandes cria\u00e7\u00f5es em meio artificial a um custo economicamente vi\u00e1vel;<br \/>\nDepend\u00eancia de fatores ambientais em sua aplica\u00e7\u00e3o;<br \/>\nDificuldades de armazenamento por grandes per\u00edodos;<br \/>\nDificuldades para obten\u00e7\u00e3o de embalagens adequadas para o envio das doses produzidas;<br \/>\nExist\u00eancia de mecanismos de defesa em alguns insetos.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Exemplos de sucesso<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro relato de controle natural no Brasil foi feito em 1924, quando apareceu a chamada broca do caf\u00e9 nas lavouras paulistas.<\/p>\n<p>O Instituto Biol\u00f3gico identificou a praga e trouxe o primeiro m\u00e9todo de controle biol\u00f3gico para o Brasil<\/p>\n<p>V\u00e1rios exemplos de programas bem sucedidos se seguiram (Tabela 1). Um de deles \u00e9 o caso do v\u00edrus que ataca a lagarta da soja, desenvolvido pela Embrapa a partir de 1978.<\/p>\n<p>Este trabalho mostrou aos agricultores que um determinado tipo de v\u00edrus que ataca lagartas em planta\u00e7\u00f5es de soja podia controlar grandes popula\u00e7\u00f5es da praga sem efeitos negativos ao ambiente. Hoje, esse v\u00edrus \u00e9 utilizado em mais de um milh\u00e3o de hectares, com economia anual de 1,2 milh\u00e3o de litros de inseticidas qu\u00edmicos, no que \u00e9 o maior programa mundial em \u00e1rea tratada com um \u00fanico agente de controle biol\u00f3gico.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>O caso da cigarrinha da cana-de a\u00e7\u00facar<\/strong><\/p>\n<p>Bons resultados t\u00eam sido obtidos com o controle de cigarrinha da cana-de-a\u00e7\u00facar com o fungo Metharizium anisopliae, em especial no nordeste do Brasil, onde o inseto ataca as folhas.<\/p>\n<p><strong>Com a mudan\u00e7a radical na cultura por meio da elimina\u00e7\u00e3o de queimada da cana e da ado\u00e7\u00e3o do corte mecanizado ocorre o aumento significativo da mat\u00e9ria org\u00e2nica depositada no solo, influenciando diretamente a ocorr\u00eancia de pragas e doen\u00e7as, tais como<\/strong>: Migdolus spp., cupins, formigas cortadeiras, cigarrinhas, fungos, bact\u00e9rias, nematoides e plantas daninhas infestantes.<\/p>\n<p>O ataque das ninfas e adultos da cigarrinha provoca danos vis\u00edveis \u00e0 lavoura, com colmos de cana mais finos e at\u00e9 mortos, causando redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 60% de peso e, principalmente, do teor de sacarose, devido \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o por toxinas e microrganismos, provocando perdas na produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar e de \u00e1lcool. O trabalho desenvolvido pelo Instituto Biol\u00f3gico permitiu a utiliza\u00e7\u00e3o de novas cepas do fungo, mais efetivas no controle do inseto e hoje \u00e9 difundida para produtores, empresas interessadas na produ\u00e7\u00e3o de formula\u00e7\u00f5es comerciais.<\/p>\n<p>O Instituto Biol\u00f3gico tem transferido, com apoio da FundAg, a tecnologia de multiplica\u00e7\u00e3o do fungo Metarhizum, utilizado no controle da cigarrinha em cana-de-a\u00e7\u00facar, para o setor privado, viabilizando o estabelecimento de novos laborat\u00f3rios de produ\u00e7\u00e3o do fungo, al\u00e9m de acompanhar e monitorar a qualidade do produto final. Em, pelo menos, 160 mil hectares de cana-de-a\u00e7\u00facar do Estado de S\u00e3o Paulo, j\u00e1 est\u00e1 sendo utilizado o controle de cigarrinhas, representando economia e redu\u00e7\u00e3o de aplica\u00e7\u00e3o de defensivos qu\u00edmicos. A implanta\u00e7\u00e3o do projeto reduziu em 3.238 toneladas o uso de produtos qu\u00edmicos no per\u00edodo de 2002\/2003.<\/p>\n<p><strong>A queda nos custos tamb\u00e9m foi bastante sens\u00edvel:<\/strong>\u00a0o custo m\u00e9dio de tratamento utilizando defensivos qu\u00edmicos \u00e9 de R$160,00\/ha. O gasto com controle biol\u00f3gico cai para, apenas, R$40,00\/ha, em m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Redu\u00e7\u00e3o de R$ 120,00\/ha.<\/p>\n<p><strong>O caso da vespa da madeira<\/strong><\/p>\n<p>A vespa-da-madeira foi localizada em 1988 no Rio Grande do Sul e logo chegou a Santa Catarina e Paran\u00e1, atingindo cerca de 250 mil hectares. Altamente nociva, por danificar e matar \u00e1rvores colocou em risco os quase dois milh\u00f5es de hectares de Pinus existentes no Brasil. Os pesquisadores da Embrapa est\u00e3o utilizando, para controle, um sistema que inclui principalmente um nematoide e mais tr\u00eas vespas parasitoides, reduzindo 70% da popula\u00e7\u00e3o da praga. Com isso, o pa\u00eds obt\u00e9m uma economia anual de 6,6 milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Esta tecnologia ganhou, em 2001, o Pr\u00eamio Finep de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica \u2013 Regi\u00e3o Sul.<\/p>\n<p>S\u00e3o utilizadas diversas t\u00e9cnicas, integrando o monitoramento constante nas \u00e1reas de cultivo, com vista a detectar precocemente a vespa e eliminar as \u00e1rvores infestadas, o uso do nemat\u00f3ide entopatog\u00eanico da fam\u00edlia Neothlenchidade,\u00a0<em>Delamus siricidicola,\u00a0<\/em>e a libera\u00e7\u00e3o das vespas parasit\u00f3ides.<\/p>\n<p>O nematoide ocorre na natureza, infestando as larvas da vespa e causando infertilidade. Sua aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 feita ap\u00f3s a detec\u00e7\u00e3o da vespa na \u00e1rea, usando-se \u00e1rvores-armadilha.<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o \u00e1rvores estressadas pelas retirada da casca e pela aplica\u00e7\u00e3o de herbicidas no corte, que assim tornam-se atrativas para a vespa.<\/p>\n<p>Dentro da \u00e1rvore, os nematoides movimentam-se pela madeira at\u00e9 encontrarem as larvas do inseto, infectando-as.<\/p>\n<p><strong>O caso das formigas<\/strong><\/p>\n<p>De forma geral, as pessoas acreditam que todas as formigas s\u00e3o pragas, lembrando principalmente das formigas cortadeiras (sa\u00favas e quenqu\u00e9ns). Ou sen\u00e3o, fazem refer\u00eancia \u00e0s formigas que vivem nas casas.<\/p>\n<p>No entanto, salvo dois ou tr\u00eas casos particulares, nem 5% das esp\u00e9cies de formigas s\u00e3o prejudiciais ao ser humano ou \u00e0 sua agricultura. Excluindo as esp\u00e9cies cortadeiras, a \u201cpixixica\u201d e a \u201cformiga de enxerto\u201d nos cacauais da Bahia, as formigas em geral t\u00eam papel ben\u00e9fico nos agroecossistemas. Por serem predadoras generalistas, ou seja, se alimentarem de diversos outros organismos, as formigas constituem uma fonte permanente de controle de outros insetos. Um dos motivos \u00e9 que nos sistemas agr\u00edcolas tropicais existe um grande n\u00famero de formigas de muitas esp\u00e9cies diferentes.<\/p>\n<p>Diversas esp\u00e9cies de formigas receberam aten\u00e7\u00e3o especial dos pesquisadores e da popula\u00e7\u00e3o em geral por seu papel no controle biol\u00f3gico de insetos que danificam plantas cultivadas no sudeste da Bahia, no cacaueiro em particular. A ca\u00e7arema, por exemplo, \u00e9 um excelente predador de tripes e de percevejos do cacaueiro, enquanto a formiga\u00a0<em>Ectatomma tuberculatum\u00a0<\/em>ataca vaquinhas, formigas cortadeiras e lagartas.<\/p>\n<p>A grande vantagem das formigas \u00e9 que elas ca\u00e7am em perman\u00eancia na vegeta\u00e7\u00e3o e n\u00e3o precisam de \u201creaplica\u00e7\u00e3o\u201d. De forma tradicional, numerosos fazendeiros espalham as \u201cca\u00e7aremas\u201d nas suas planta\u00e7\u00f5es h\u00e1 d\u00e9cadas, apesar de campanhas de erradica\u00e7\u00e3o intensivas organizadas contra esta esp\u00e9cie entre os anos 1950 e 1970, na \u00e9poca onde se considerava que \u201cum inseto bom \u00e9 um inseto morto\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m destes, os percevejos-da-soja, a lagarta do cartucho-do-milho, a cigarrinha-das-pastagens, a vespa-da-madeira, a mosca-de-renda da seringueira e o pulg\u00e3o-do-trigo s\u00e3o algumas das dezenas de pragas no Brasil que podem ser controladas sem uso de produtos qu\u00edmicos.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/www.floresta.ufpr.br\/biocontrol.entomology.cornell.edu\/www.encyclopedia.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Controle Biol\u00f3gico- O que \u00e9 O\u00a0controle biol\u00f3gico\u00a0\u00e9 uma t\u00e9cnica utilizada para combater esp\u00e9cies que nos s\u00e3o nocivas, reduzindo os preju\u00edzos causados por elas. 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