{"id":91550,"date":"2016-12-29T10:34:02","date_gmt":"2016-12-29T12:34:02","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=91550"},"modified":"2016-12-29T10:34:02","modified_gmt":"2016-12-29T12:34:02","slug":"historia-do-calendario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/historia\/historia-geral\/historia-do-calendario","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Calend\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<h4>Contagem do Tempo<\/h4>\n<p>A virada do calend\u00e1rio \u00e0 zero hora de 1o. de janeiro de 2001 foi um evento hist\u00f3rico de repercuss\u00e3o planet\u00e1ria. O mundo todo esteve voltado para a contagem regressiva e comemora\u00e7\u00e3o desta transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um bom momento para darmo-nos conta do quanto evolu\u00edmos ao longo dos s\u00e9culos e observar que nosso planeta transforma-se em uma imensa aldeia global.<\/p>\n<p>Por todo o sempre a humanidade esteve fragmentada, dividida, separada por l\u00ednguas, costumes e culturas. Nesta virada de mil\u00eanio, impregna-se de uma identidade e saber comum nunca antes existente e beneficia-se de recursos jamais sonhados para a comunica\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduos e povos, como este o qual voc\u00ea utiliza neste exato momento.<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil de acreditar, mas em 1950 (em pleno s\u00e9culo XX) nosso calend\u00e1rio n\u00e3o fazia parte do cotidiano de mais de 1\/5 da humanidade.<br \/>\nHoje, patrim\u00f4nio de todos, transformou a passagem do mil\u00eanio em comemora\u00e7\u00e3o universal.<\/p>\n<h4>A Passagem do Mil\u00eanio<\/h4>\n<p>Muitos pensam que a passagem para o s\u00e9culo 21 (e para o terceiro mil\u00eanio) ocorreu no ano 2000, mas numericamente a passagem para o terceiro mil\u00eanio ocorreu em 2001. Isto porque nosso calend\u00e1rio come\u00e7a do Ano 1, e n\u00e3o do zero.<\/p>\n<p>A contagem \u00e9 iniciada pelo 1, porque o conceito de zero n\u00e3o existia quando o sistema foi estabelecido. Ou seja, n\u00e3o h\u00e1 numeral romano que represente &#8220;zero&#8221;.<\/p>\n<p>O nascimento de Cristo era o marco inicial pretendido pelo Abade Dion\u00edsius Exiguus, que em 531 D.C. calculou-o como ocorrido no ano 1 e criou a contagem dos anos a partir do evento, em uso at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Da\u00ed ent\u00e3o surgiu a divis\u00e3o dos anos em Antes de Cristo (A.C) e Depois de Cristo (D.C). Ou mesmo em outras l\u00ednguas, comumente mencionado como Anno Domini (A.D. no latim) ou Common Era (C.E. em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o o calend\u00e1rio partia da ascens\u00e3o de um Imperador ao trono.<br \/>\nPor exemplo: Anno Diocletiani 198 (198 anos depois da ascens\u00e3o ao trono do Imperador Diocleciano).<\/p>\n<p>Em Mateus, na B\u00edblia, consta que Cristo nasceu nos tempos de Herodes, que por sua vez faleceu em 4 A.C..<br \/>\nConseq\u00fcentemente, o nascimento de Cristo n\u00e3o poderia ser posterior a esta data.<\/p>\n<p>Johannes Kepler, recalculou com precis\u00e3o, e confirmou 4 A.C. como o ano de nascimento de Cristo. Estar\u00edamos, portanto, quatro anos adiante do ano atual devido ao erro de c\u00e1culo realizado pelo Abade Dion\u00edsius Exiguus. O Terceiro Mil\u00eanio (ano 2001) deveria ter come\u00e7ado no que chamamos de ano de 1997<\/p>\n<p>Mais um erro no sistema de datas: Se os anos s\u00e3o contados a partir do nascimento de Cristo, as passagens de ano deveriam ser comemoradas a no 25 de Dezembro, Natal, e n\u00e3o em 1o. de janeiro (data imposta pelos romanos como sendo de in\u00edcio dos Anos).<\/p>\n<p>Ou seja, devido a in\u00fameras discrep\u00e2ncias quanto aos c\u00e1lculos realizados durante a hist\u00f3ria, temos diversos modos de se medir o tempo, dependendo da fonte de refer\u00eancia que tomamos.<\/p>\n<p>Na atualidade, consideramos como oficial (no Ocidente) a contagem dos anos pelo Calend\u00e1rio Gregoriano, criado em 1582 e em uso at\u00e9 hoje.<\/p>\n<h4>O Dia<\/h4>\n<p>No ano de 1884 D.C. (s\u00e9culo XIX) foi realizada em Washington, nos Estados Unidos, uma confer\u00eancia internacional que determinou que em nosso planeta haveria um \u00fanico &#8220;Dia Universal&#8221;, com in\u00edcio \u00e0 zero hora GMT (Greenwich Meridian Time), de Greenwich, Inglaterra.<\/p>\n<p>Portanto, oficialmente, todas as passagens de ano realizam-se sempre no instante em que no dia 31 de Dezembro, no Meridiano de Greenwich, passa-se de 23:59 para 0:00 do dia 1 de Janeiro.<\/p>\n<p>Ou seja, por este tratado de Washington, n\u00e3o existe uma passagem de ano para quem est\u00e1 na Inglaterra e, 3 horas depois, uma outra para quem est\u00e1 em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>As passagens de ano sempre ser\u00e3o aquelas dadas pela hora de Greenwich (mas \u00e9 claro que n\u00e3o \u00e9 por isso que todos os povos deixam de comemorar o ano novo \u00e0 0:00 de 1o. de Janeiro de seu pa\u00eds, j\u00e1 \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o comemorar de acordo com a hora de seu pa\u00eds).<\/p>\n<p>Para adaptar todos os pontos do globo ao hor\u00e1rio universal de Greenwich foram estabelecidas ainda 24 zonas hor\u00e1rias, tanto a leste quanto a oeste de Greenwich e a Linha Internacional de Data.<\/p>\n<p>Imagine s\u00f3 o problema de termos o dia raiando as 7:00 da manh\u00e3 em Londres &#8211; por onde passa Greenwich &#8211; e nesta mesma hora, as 7:00 da manh\u00e3, o sol se pondo no Jap\u00e3o! Certamente ningu\u00e9m iria entender mais nada!<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, de acordo com estes fusos hor\u00e1rios, a Leste temos os rel\u00f3gios adiantados em rela\u00e7\u00e3o a Greenwich.<br \/>\nE a Oeste, onde fica o Brasil, os rel\u00f3gios est\u00e3o atrasados em rela\u00e7\u00e3o ao hor\u00e1rio em Greenwich.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, cada fuso hor\u00e1rio deveria corresponder a um espa\u00e7o correspondente a um espa\u00e7o que compreenda 15 graus de Longitude da Terra Por\u00e9m, a hora local \u00e9 decis\u00e3o pol\u00edtica dos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Eles podem estabelecer hora e zonas hor\u00e1rias sempre em rela\u00e7\u00e3o a Greenwich, para facilitar a comunica\u00e7\u00e3o entre sua popula\u00e7\u00e3o e o andamento da economia local.<br \/>\nA China, por exemplo, imensa, tem s\u00f3 uma zona hor\u00e1ria.<\/p>\n<p>E o Brasil, que tem 4 fusos hor\u00e1rios optou unir todo o seu litoral e a regi\u00e3o Centro-Oeste (por onde circula quase 85% da economia nacional) em um \u00fanico fuso hor\u00e1rio, onde na realidade deveria haver dois fusos.<\/p>\n<p>Os leitores mais atentos aos notici\u00e1rios, j\u00e1 devem ter reparado que em todos os anos \u00e9 poss\u00edvel ver a &#8220;mesma reportagem da televis\u00e3o&#8221; sobre o problema do hor\u00e1rio de abertura e fechamento dos bancos em duas cidades brasileiras que ficam em dois estados distintos (que por sinal t\u00eam hor\u00e1rios diferentes por causa da divis\u00e3o do Tratado de Greenwich), mas s\u00e3o separadas apenas por uma rua, e que por isso, t\u00eam o seu com\u00e9rcio integrado.<\/p>\n<p>Chegam ent\u00e3o a ocorrer casos de pessoas sairem de casa faltando uma hora para que o banco da cidade vizinha se feche e, para sua surpresa (ou n\u00e3o &#8211; j\u00e1 que com o tempo elas acostumam-se com este modo confuso de viver) ao chegar atravessar a rua que separa ambas as cidades, os bancos, bem como todo o com\u00e9rcio j\u00e1 terem fechado suas portas h\u00e1 algum tempo.<br \/>\nOu mesmo pessoas que est\u00e3o em uma determinada cidade saindo do trabalho \u00e0s 17:00, ao regressarem aos seus lares, j\u00e1 se passa das 18:00.<\/p>\n<p>Estes pequenos exemplos servem para nos demostrar o qu\u00e3o importante \u00e9 o tempo e como ele pode influenciar a vida das pessoas.<\/p>\n<h4>A Hora<\/h4>\n<p>&#8220;O sol a pino, do meio dia, na realidade chega a essa posi\u00e7\u00e3o quase sempre adiantado (at\u00e9 16min18s) ou atrasado (at\u00e9 14min28s). Somente em 4 dias do ano ele \u00e9 pontual realmente.&#8221;<\/p>\n<p>Mas como podo ocorrer isto?<br \/>\n\u00c0 frente, saberemos&#8230;<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da medi\u00e7\u00e3o do tempo passa pelo rel\u00f3gio de sol, pela clepsidra, rel\u00f3gio de \u00e1gua (conhecida desde o antigo Egito) e ganha alguma precis\u00e3o quando Galileu em 1853 descobre o princ\u00edpio do p\u00eandulo, ao observar o movimento de vai e vem do lustre da Catedral de Pisa e compar\u00e1-lo com a pr\u00f3pria pulsa\u00e7\u00e3o de seu cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com importantes avan\u00e7os, surgem com o rel\u00f3gio a quartzo e depois com o rel\u00f3gio at\u00f4mico.<\/p>\n<p>Em 1958 o mundo passou a contar com a Hora At\u00f4mica, baseada em um conjunto de rel\u00f3gios at\u00f4micos de diversos pa\u00edses e, a partir de 1967, no padr\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o do elemento C\u00e9sio.<\/p>\n<p>Em 1986 a hora do mundo tornou-se UTC (Hora Universal Coordenada) em substitui\u00e7\u00e3o ao GMT (Greenwich Meridian Time), ou seja, apesar de todos os hor\u00e1rios do mundo serem referenciados na hora do Meridiano de Greenwich, a hora passou a ser indicada por modernos sistemas at\u00f4micos de medi\u00e7\u00e3o, ou quais, dispostos em diferentes localidades ao redor do planeta marcam a hora com imensa exatid\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora os rel\u00f3gios at\u00f4micos tenham fant\u00e1stica precis\u00e3o, em \u00faltima inst\u00e2ncia, \u00e9 nosso planeta quem determina a hora. Caso haja diverg\u00eancia entre o tempo da Terra e o at\u00f4mico, o rel\u00f3gio at\u00f4mico \u00e9 ajustado. Adicionam-se ou subtraem-se segundos no \u00faltimo dia de junho ou de dezembro de cada ano.<\/p>\n<p>Saberemos mais sobre os rel\u00f3gios at\u00f4micos mais adiante&#8230;<\/p>\n<h4>A Semana<\/h4>\n<p>Com dura\u00e7\u00e3o aproximadamente igual a de uma fase da lua, a semana de sete dias j\u00e1 era conhecida pelos babil\u00f4nios muitos s\u00e9culos antes de Cristo. Derivada da astrologia, tinha os dias atribu\u00eddos aos planetas ent\u00e3o conhecidos.<\/p>\n<p>A semana judaica \u00e9 institu\u00edda no G\u00eanesis, quando o Senhor trabalha por seis dias e descansa no s\u00e9timo. Para os hebreus ela termina no Sabath, nosso s\u00e1bado.<\/p>\n<p>Os romanos adotaram a semana astrol\u00f3gica, atribuindo os dias a seus pr\u00f3prios deuses astros: Sol, Lua, Mars, Mercurius, Jupiter, Venus e Saturnus. Por influ\u00eancia judaica, mantiveram o Sabath como sendo dia sagrado.<\/p>\n<p>No latim eclesi\u00e1stico da Roma Crist\u00e3, com o intuito de eliminar os deuses pag\u00e3os do calend\u00e1rio, os astros foram substitu\u00eddos por feiras. Prima feria no lugar de die Solis, Secunda feria, no de die Lunis, Tertia feria no lugar de die Martis, e assim por diante, numa semana que se iniciava ao findar o Sabath.<\/p>\n<p>O Imperador Constantino, ao efetuar altera\u00e7\u00f5es no calend\u00e1rio em 321 D.C., considerou que a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo teria ocorrido num Domingo (Dominicum), tornado-o como &#8220;Dia do Senhor&#8221;, eliminando-se a Prima feria, que da\u00ed ent\u00e3o passou a ter o nome de Domingo at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p>O nome dos dias da semana na l\u00edngua portuguesa originou-se do latim eclesi\u00e1stico, por isso em portugu\u00eas, diferentemente de outros idiomas, costuma-se atribuir os nomes dos dias \u00e0s &#8220;Feiras&#8221;, originadas na \u00e9poca da Roma Crist\u00e3.<\/p>\n<p>Outras l\u00ednguas evolu\u00edram a partir do latim vulgar, mantendo a origem astrol\u00f3gica:<br \/>\n&#8211; O die Lunis, Dia da Lua (segundda-feira), por exemplo, tornou-se Lundi no franc\u00eas, Lunes no espanhol, Lunedi no italiano.<\/p>\n<p>Na semana anglo-sax\u00e3 os deuses planetas s\u00e3o oriundos da mitologia n\u00f3rdica: Sun, Moon, Tiw, Woden, Thor, Freya e Saturn (o que originou, por exemplo, no ingl\u00eas: Sunday, Monday, Tuesday, Wednesday, Thursday, Friday e Saturday).<\/p>\n<h4>Os Calend\u00e1rios<\/h4>\n<p>Ao longo dos s\u00e9culos a humanidade desenvolveu diversos calend\u00e1rios.<\/p>\n<p>O objetivo inicial era prever as esta\u00e7\u00f5es, determinar \u00e9pocas ideais para o plantio e colheitas ou mesmo estabelecer quando deveriam ser comemorados feitos militares ou realizadas atividades religiosas.<\/p>\n<p>Alguns desses calend\u00e1rios continuam em uso, como o Judeu e o Mu\u00e7ulmano.<\/p>\n<p>Para medir os ciclos, muitos povos valeram-se da lua, bem como outros valeram-se do sol.<\/p>\n<p>Em ambos os casos defrontaram-se com dificuldades.<\/p>\n<p>O Ano Tr\u00f3pico, intervalo de tempo que a Terra leva para completar o seu trajeto orbital completo em torno do Sol, corresponde a 365,242199 dias.<\/p>\n<p>Como nos calend\u00e1rios o ano \u00e9 estabelecido em dias inteiros, surge uma diferen\u00e7a (0,24199 dias &#8211; o que \u00e9 equivalente a 5 horas 48 minutos 46 segundos e 967,68 mil\u00e9simos &#8211; se o calend\u00e1rio for de 365 dias), que vai se acumulando ao longo do tempo, transformando-se em um erro de dias inteiros ou semanas.<\/p>\n<p>Para corrigi-los s\u00e3o inclu\u00eddos de tempos em tempos dias extras (29 de fevereiro, em anos bissextos) ou mesmo meses, no caso do calend\u00e1rio Judeu.<\/p>\n<h4>O Calend\u00e1rio Lunar<\/h4>\n<p>A maioria dos primeiros calend\u00e1rios baseava-se na Lua, entre eles o primitivo romano.<\/p>\n<p>Para muitos povos antigos, como o de Atenas, Jerusal\u00e9m ou Babil\u00f4nia, um novo m\u00eas era anunciado na passagem da lua Nova para a lua Crescente, quando surgia a claridade da lua crescente, ap\u00f3s a lua Nova. Este in\u00edcio de m\u00eas era celebrado com tochas e fogueiras.<\/p>\n<p>Seguindo essa tradi\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje, o dia come\u00e7a ao p\u00f4r do sol para os judeus, e n\u00e3o \u00e0 meia-noite.<\/p>\n<p>O m\u00eas lunar medido com precis\u00e3o tem 29,53059 dias (ou 29 dias, 12 horas , 44 minutos, 02 segundos e 976 mil\u00e9simos de segundo). Isto significa um ano de 354,36708 dias (menor portanto que o ano solar de 365,24199 dias).<\/p>\n<p>O calend\u00e1rio judeu tem 12 meses lunares, o que resulta em anos de 353, 354 ou 355 dias.<\/p>\n<p>Nosso ano 2000, por exemplo, foi o ano 5760 judeu, cuja contagem teria in\u00edcio na cria\u00e7\u00e3o do homem.<\/p>\n<p>Para os mu\u00e7ulmanos o calend\u00e1rio come\u00e7a com a H\u00e9gira, sa\u00edda de Maom\u00e9 em 622 D.C. de Medina em dire\u00e7\u00e3o a Meca. \u00c9 um calend\u00e1rio, como determinou Maom\u00e9, exclusivamente lunar, de 12 meses. O ano tem 354 ou 355 dias. O ano 2000, por exemplo, correspondeu ao 1420 A.H. (Anno Hegirae).<\/p>\n<h4>O Calend\u00e1rio Solar<\/h4>\n<p>O primeiro povo a basear-se no sol para a determina\u00e7\u00e3o de seu calend\u00e1rio foi o eg\u00edpcio, h\u00e1 cerca de 6000 anos.<\/p>\n<p>Utilizavam um ano com 12 meses e 30 dias (igual a 360 dias), mais 5 dias adicionais correspondentes ao anivers\u00e1rio de Os\u00edris, Horus, Isis, Neftis e Set. O que totalizava 365 dias.<\/p>\n<p>Tamanha precis\u00e3o na medida de dura\u00e7\u00e3o do ano (h\u00e1 6000 anos), somente foi poss\u00edvel porque de sua posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica privilegiada, os eg\u00edpcios podiam observar Sirius, a mais brilhante estrela do c\u00e9u, ascender perpendicularmente ao sol da manh\u00e3 uma vez por ano, precisamente na ocasi\u00e3o da cheia anual do Rio Nilo.<\/p>\n<p>Embora os eg\u00edpcios tivessem constatado que a dura\u00e7\u00e3o do ano era de 365 dias e 1\/4, seu calend\u00e1rio n\u00e3o foi corrigido para compensar a diferen\u00e7a de 1\/4 de dia, sen\u00e3o em 238 A.C..<\/p>\n<p>Quando Roma conquistou o Egito, os conhecimentos eg\u00edpcios serviram de base para que os os romanos elaborassem seu novo calend\u00e1rio.<br \/>\nO novo calend\u00e1rio romano foi institu\u00eddo por J\u00falio C\u00e9sar.<\/p>\n<h4>O Nosso Calend\u00e1rio (Primeira Parte)<\/h4>\n<p>Segundo reza a lenda o calend\u00e1rio romano foi criado por R\u00f4mulo, o fundador de Roma, 753 anos antes de Cristo.<\/p>\n<p>Nesse Calend\u00e1rio Lunar, a contagem dos anos tem in\u00edcio em 1 A.U.C. (Ab Urbe Condita), Ano 1 da funda\u00e7\u00e3o da cidade.<br \/>\nO ano compreendia 304 dias e tinha 10 meses, Martius, Aprilis, Maius, Junius, Quintilis, Sextilis, September, October, November e December.<\/p>\n<p>Por volta de 700 A.C., o segundo Rei de Roma, Numa Pomp\u00edlio, acrescentou dois meses ao in\u00edcio do calend\u00e1rio, Januarius e Februarius ampliando o ano para 355 dias. Isso fez que os meses cujos nomes indicavam posi\u00e7\u00e3o na seq\u00fc\u00eancia, perdessem o sentido original (Setembro, de sete; Outubro, de oito; Novembro, de nove; e Dezembro, de dez), que passaram a ser respectivamente os meses 9, 10, 11 e 12.<\/p>\n<p>Os dias do m\u00eas n\u00e3o eram identificados por n\u00fameros como hoje, mas divididos em tr\u00eas partes: calendas, nonas e idos.<br \/>\nDa\u00ed a express\u00e3o &#8220;idos de Mar\u00e7o&#8221;, que corresponde a 15 de Mar\u00e7o.<br \/>\nCalendas correspondia ao primeiro dia do m\u00eas.<\/p>\n<p>Como o calend\u00e1rio de 355 dias rapidamente se desalinhava das esta\u00e7\u00f5es, passaram a ser intercalados meses para corre\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMesmo assim, foi acumulado um desvio t\u00e3o grande que o imperador J\u00falio C\u00e9sar ao retornar do Egito determinou a sua reforma.<\/p>\n<p>Tamanha era a disparidade naquela \u00e9poca, que o equin\u00f3cio [1] civil diferia 3 meses do astron\u00f4mico, os meses de inverno caiam no outono e os do outono no ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Assistido pelo astr\u00f4nomo Sos\u00edsgenes, J\u00falio C\u00e9sar estendeu o ano para 445 dias, ultimus annus confusionis, e a partir de 1o. de janeiro de 45 A.C., Calendas de Januarius, ou, 708 Ab Urbe Condita, Roma ganhou um novo calend\u00e1rio.<\/p>\n<p>No Calend\u00e1rio Juliano (como ficou conhecido) o primeiro dia do ano passou de Mar\u00e7o (Martius) para Janeiro e o total de dias foi aumentado de 355 para 365, com um dia extra adicionado a cada 4 anos.<br \/>\nEsse dia adicional caia em Fevereiro. N\u00e3o no final desse m\u00eas, mas antes do sexto calendas (dia 25), chamado por isso de bis-sexto calendas (ou seja, uma repeti\u00e7\u00e3o do sexto-Calendas).<\/p>\n<p>Em honra aos C\u00e9sares, o Senado Romano mudou o nome do m\u00eas Quintilis para Julius (Julho) e de Sextilis para Augustus (agosto).<\/p>\n<p>Durante os pr\u00f3ximos s\u00e9culos coexistiram tr\u00eas formas de nomear os dias do m\u00eas: a romana (com calendas, nonas e idos), a num\u00e9rica, e a mais popular, atribuindo nomes de santos e festas a cada um.<\/p>\n<p>A Europa crist\u00e3, que sucedeu o Imp\u00e9rio Romano, adotou o calend\u00e1rio de J\u00falio C\u00e9sar e, no Conc\u00edlio de Nic\u00e9ia, em 325 D.C., determinou-se a data da P\u00e1scoa, que seria no primeiro Domingo depois da primeira lua Cheia do Eq\u00fcin\u00f3cio de Primavera.<\/p>\n<p>Tantas regras para determina\u00e7\u00e3o do Domingo de P\u00e1scoa e outras comemora\u00e7\u00f5es religiosas foram em v\u00e3o, j\u00e1 que a data de refer\u00eancia para todas estas celebra\u00e7\u00f5es era o Eq\u00fcin\u00f3cio, que por sua vez estava determinada de forma inexata.<br \/>\nOu seja, n\u00e3o s\u00f3 a P\u00e1scoa mas v\u00e1rias outras comemora\u00e7\u00f5es religiosas crist\u00e3s passaram a ser celebradas em dias errados&#8230;<\/p>\n<p>Na \u00e9poca do Conc\u00edlio de Nic\u00e9ia, em 325 D.C., o Equin\u00f3cio caia em 21 de Mar\u00e7o. J\u00e1 por volta de 1500 D.C. a data gradualemente havia sido trazida pelo modelo de calend\u00e1rio adotado pelo Conc\u00edlio de Nic\u00e9ia para 10 ou 11 de mar\u00e7o. Um esc\u00e2ndalo! 10 dias de diferen\u00e7a!<\/p>\n<p>[1] Equin\u00f3cio corresponde \u00e0 data do ano em que o per\u00edodo de incid\u00eancia de luz sobre a Terra (dia) \u00e9 exatamente igual ao per\u00edodo de n\u00e3o incid\u00eancia de luz (noite). Ele ocorre duas vezes por ano (uma vez na primavera, e outra no Inverno) e deve-se \u00e0 inclina\u00e7\u00e3o do eixo da Terra e ao movimento de Transla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>O Nosso Calend\u00e1rio (continua\u00e7\u00e3o)<\/h4>\n<p>Em 24 de fevereiro de 1582 D.C., portanto 1627 anos depois de proclamado o Calend\u00e1rio de J\u00falio C\u00e9sar, o Papa Greg\u00f3rio XIII assina a Bula que d\u00e1 origem ao calend\u00e1rio Gregoriano, de 365 dias, 5h 48min 20s, em uso at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>A ocasi\u00e3o do Equin\u00f3cio foi corrigida pela elimina\u00e7\u00e3o de 10 dias do ano anterior, o que provocou o retorno do evento para o dia 20 de Mar\u00e7o.<\/p>\n<p>No calend\u00e1rio Gregoriano temos tr\u00eas anos de 365 dias seguidos por um de 366 dias denominado bissexto.<br \/>\nDe 400 em 400 anos tr\u00eas anos bissextos s\u00e3o suprimidos. Os anos bissextos s\u00e3o aqueles m\u00faltiplos de 4; ou, no caso de anos terminados em &#8220;00&#8221;, m\u00faltiplos de 400.<br \/>\n&#8211; Por exemplo, 1996 \u00e9 bissexto (m\u00faltiploo de 4);<br \/>\n&#8211; 1500 n\u00e3o \u00e9 bissexto (terminado em &#8220;00&#8221;&#8221;, e n\u00e3o m\u00faltiplo de 400);<br \/>\n&#8211; O Ano 2000 \u00e9 bissexto (terminado em &#8220;000&#8221; e m\u00faltiplo de 400).<\/p>\n<p>Imediatamente aceito nos pa\u00edses cat\u00f3licos em 1582, s\u00f3 o foi pela Gr\u00e3-Bretanha e col\u00f4nias em 1752, Jap\u00e3o em 1873, R\u00fassia em 1923 e pela China em 1949.<\/p>\n<p>Algumas na\u00e7\u00f5es que adotavam o calend\u00e1rio Juliano, mantinham a comemora\u00e7\u00e3o do ano novo em 25 de Mar\u00e7o, estendendo a festividade at\u00e9 Primeiro de Abril. Entre elas a Inglaterra e a Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Com a ado\u00e7\u00e3o do Calend\u00e1rio Gregoriano, o Ano Novo passou oficialmente para o dia 1o. de janeiro.<br \/>\nComo os menos avisados continuavam a festej\u00e1-lo segundo o costume antigo, 1 de abril ficou conhecido como o Dia dos Tolos.<\/p>\n<p>Aprimorado, e agora Universal, nosso calend\u00e1rio ainda mant\u00e9m um erro em rela\u00e7\u00e3o ao ano solar verdadeiro: 26,96768 segundos por ano (j\u00e1 que o ano tem 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46,96798 segundos.<\/p>\n<p>Isso significa por mais que tenha sido tentado, ainda temos nosso sistema de medida impreciso.<br \/>\nComo conseq\u00fc\u00eancia disso, em 4909 D.C. estaremos adiantados um dia inteiro, sendo ent\u00e3o necess\u00e1ria uma nova corre\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>[1] Equin\u00f3cio corresponde \u00e0 data do ano em que o per\u00edodo de incid\u00eancia de luz sobre a Terra (dia) \u00e9 exatamente igual ao per\u00edodo de n\u00e3o incid\u00eancia de luz (noite). Ele ocorre duas vezes por ano (uma vez na primavera, e outra no Inverno) e deve-se \u00e0 inclina\u00e7\u00e3o do eixo da Terra e ao movimento de Transla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Medida do Tempo<\/h4>\n<p>Da mesma forma que uma r\u00e9gua permite medir dist\u00e2ncias marcando intervalos iguais de comprimento, um rel\u00f3gio \u00e9 qualquer instrumento que permita medir o tempo, marcando intervalos iguais de tempo.<\/p>\n<p>Qualquer fen\u00f4meno peri\u00f3dico, ou seja, que se repete sem altera\u00e7\u00e3o cada vez que transcorre um intervalo de tempo determinado (per\u00edodo), pode em princ\u00edpio ser associado com um rel\u00f3gio.<\/p>\n<p>Assim, um dos &#8220;rel\u00f3gios&#8221; mais antigos foi provavelmente associado com o nascer do sol, definindo o intervalo de um dia. Galileu, em suas experi\u00eancias utilizou como rel\u00f3gio as suas pulsa\u00e7\u00f5es (batimentos card\u00edacos).<\/p>\n<p><b>Mas, como sabemos que os intervalos de tempo marcados por um rel\u00f3gio s\u00e3o efetivamente iguais?<\/b><\/p>\n<p>A resposta \u00e9 n\u00e3o sabemos. N\u00e3o adianta invocarmos a sensa\u00e7\u00e3o subjetiva da passagem do tempo (tempo psicol\u00f3gico), que est\u00e1 associado a um &#8220;rel\u00f3gio biol\u00f3gico&#8221;, definido pelo ritmo de nosso metabolismo.<\/p>\n<p>Sentimos o tempo passar bem mais depressa em companhia de uma pessoa atraente do sexo oposto do que em uma fila de banco, por exemplo!<\/p>\n<p>Sabemos tamb\u00e9m que os dias medidos pelo m\u00e9todo do nascer do sol t\u00eam dura\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel conforme as esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, tudo o que podemos fazer \u00e9 comparar rel\u00f3gios diferentes e decidir atrav\u00e9s de tais compara\u00e7\u00f5es e de argumentos te\u00f3ricos sobre as leis que governam o fen\u00f4meno peri\u00f3dico, qual rel\u00f3gio merece maior grau de confian\u00e7a. Assim, ao definir a dura\u00e7\u00e3o do dia pelo per\u00edodo de rota\u00e7\u00e3o da Terra, temos a possibilidade de comparar este movimento peri\u00f3dico com outros &#8220;rel\u00f3gios&#8221; astron\u00f4micos: os per\u00edodos de rota\u00e7\u00e3o da Terra em torno do Sol, da Lua em torno da Terra, de Merc\u00fario e V\u00eanus em torno do Sol, dos sat\u00e9lites de J\u00fapiter em torno do planeta.<\/p>\n<p>Observa\u00e7\u00f5es muito precisas mostraram concord\u00e2ncia destes outros &#8220;rel\u00f3gios&#8221; entre si e pequenas discrep\u00e2ncias com a rota\u00e7\u00e3o da Terra, levando \u00e0 conclus\u00e3o de que esta rota\u00e7\u00e3o \u00e9 sujeita a pequenas irregularidades, da ordem de 1 parte em 108 (10 milh\u00f5es). Um dos fatores respons\u00e1veis por elas \u00e9 o efeito de atrito associado com as mar\u00e9s.<\/p>\n<h4>Rel\u00f3gio na Antiguidade<\/h4>\n<p>Atribuindo agora \u00e0 palavra &#8220;rel\u00f3gio&#8221; o sentido espec\u00edfico de um instrumento constru\u00eddo para medida de tempo, os rel\u00f3gios mais antigos conhecidos s\u00e3o os rel\u00f3gios de sol, que ainda s\u00e3o encontrados em nossos dias ornamentando jardins.<\/p>\n<p>Os mais simples deles baseia-se na proje\u00e7\u00e3o da sombra de um ponteiro sobre um quadrante graduado. Os rel\u00f3gios solares apresentam o inconveniente de s\u00f3 poderem funcionar durante o dia e de marcarem horas n\u00e3o muito iguais.<\/p>\n<p>No antigo Egito e Babil\u00f4nia j\u00e1 eram empregados &#8220;rel\u00f3gios de \u00e1gua&#8221; (clepsidras), baseados no escoamento de um filete de \u00e1gua, atrav\u00e9s de um pequeno orif\u00edcio no fundo de um recipiente, para outro recipiente contendo uma escala graduada.<\/p>\n<p>Um dispositivo semelhante foi utilizado por Galileu em experi\u00eancias b\u00e1sicas de mec\u00e2nica.<br \/>\nOs &#8220;rel\u00f3gios de areia&#8221; (baseados em um princ\u00edpio an\u00e1logo tamb\u00e9m s\u00e3o usados at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Nenhum m\u00e9todo preciso de medir pequenos intervalos de tempo era conhecido at\u00e9 1581, quando Galileu, comparando as oscila\u00e7\u00f5es de um candelabro da Catedral de Pisa com o ritmo de seu pulso, descobriu o isocronismo das oscila\u00e7\u00f5es das oscila\u00e7\u00f5es do p\u00eandulo, ou seja, que o per\u00edodo das oscila\u00e7\u00f5es permanecia o mesmo, embora a sua amplitude fosse diminuindo (Galileu, que naquela \u00e9poca tinha 17 anos e era estudante de medicina, aplicou logo esse resultado em sentido inverso, construindo o &#8220;puls\u00f4metro&#8221;, p\u00eandulo de comprimento padr\u00e3o destinado a tomar o pulso do paciente em hospitais).<\/p>\n<p>A partir dessa \u00e9poca, come\u00e7aram a ser constru\u00eddos rel\u00f3gios de p\u00eandulo, acionados por pesos, e tamb\u00e9m rel\u00f3gios acionados por uma mola espiral, antecessores dos atuais.<\/p>\n<p><strong>Inven\u00e7\u00e3o dos Rel\u00f3gios de Precis\u00e3o (Parte I)<\/strong><\/p>\n<p>O est\u00edmulo principal parar a constru\u00e7\u00e3o de rel\u00f3gios mais precisos veio do problema da determina\u00e7\u00e3o da longitude.<\/p>\n<p>Este problema reduz-se principalmente ao de comparar a &#8220;hora local&#8221; com a de &#8220;Greenwich&#8221;. Como a Terra gira em torno de seu eixo de 360 graus em 24 horas, uma varia\u00e7\u00e3o de 1 hora da hora local corresponde a um deslocamento de 15 graus de longitude (= 360 graus \/ 24), ou seja, cada grau de longitude equivale a uma varia\u00e7\u00e3o de 4 minutos da hora local.<\/p>\n<p>Levando-se em conta o sentido da rota\u00e7\u00e3o da Terra, vemos, por exemplo, que quando \u00e9 meio-dia em Greenwich, a hora local verdadeira em S\u00e3o Paulo (longitude 46\u00ba39&#8217;O) \u00e9 alguns minutos antes das nove da manh\u00e3 (por\u00e9m para fins pr\u00e1ticos, toma-se a hora local convencional em todos os pontos de um mesmo fuso hor\u00e1rio; no caso, a diferen\u00e7a de hora local convencional seria de 3 horas).<\/p>\n<p>Para determinar a longitude na navega\u00e7\u00e3o, bastaria portanto transportar a bordo do navio um rel\u00f3gio acertado pela hora de Greenwich, e compar\u00e1-lo, por exemplo, com o meio dia local (sol a pino). Mas isto requer um rel\u00f3gio de grande precis\u00e3o, pois um erro de 1 minuto no tempo equivale a (0,25)\u00ba = 12&#8217;30&#8221; = 104km\/360 = 28 km!.<\/p>\n<p>Logo, se um navegador daquela \u00e9poca quisesse determinar a longitude com erro menor que 0,5\u00ba (56 km) depois de uma viagem de 6 semanas, o rel\u00f3gio n\u00e3o poderia adiantar ou atrasar mais do que 2 minutos em 42 dias, ou seja, 3 segundos por dia! A import\u00e2ncia pr\u00e1tica do problema pode ser ilustrada pelo fato de que um Tratado como o de Tordesilhas (1493), tinha efeitos meramente acad\u00eamicos enquanto n\u00e3o se pudesse determinar que terras estavam a leste de um dado meridiano (lembre-se que Galileu s\u00f3 inventou o rel\u00f3gio de p\u00eandulo em 1581).<br \/>\nOu seja, at\u00e9 ent\u00e3o, podemos at\u00e9 mesmo dizer que ningu\u00e9m na \u00e9poca sabia com precis\u00e3o em que ponto acabavam as terras Portuguesas e onde iniciavam as posses Espanholas!<\/p>\n<p>Em 1714, o Parlamento Ingl\u00eas ofereceu o maior pr\u00eamio jamais oferecido at\u00e9 aquela \u00e9poca (20.000 libras) a quem inventasse um m\u00e9todo pr\u00e1tico de determina\u00e7\u00e3o da longitude com erro menor do que 0,5 grau.<\/p>\n<p>Grandes nomes da ci\u00eancia como Isaac Newton, Huygens, Leibnitz e outros ilustres n\u00e3o haviam conseguido resolver o problema&#8230;<\/p>\n<p><strong>Inven\u00e7\u00e3o dos Rel\u00f3gios de Precis\u00e3o (Parte II)<\/strong><\/p>\n<p>Finalmente, o problema da precis\u00e3o foi resolvido por um carpinteiro ingl\u00eas, chamado John Harrison, com a constru\u00e7\u00e3o de seu &#8220;cron\u00f4metro mar\u00edtimo&#8221;. O problema maior era de compensar os efeitos da mola devidos a varia\u00e7\u00f5es de temperatura. Ap\u00f3s mais de 30 anos de trabalho, Harrison chegou a seu &#8220;Modelo 4&#8221;, que foi testado em 1761, numa viagem de Portsmouth \u00e0 Jamaica.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s mais de 5 meses de viagem, o rel\u00f3gio s\u00f3 tinha se desviado 1min e 53,5 segundos, satisfazendo amplamente \u00e0s condi\u00e7\u00f5es exigidas. Assim mesmo, o pr\u00eamio n\u00e3o foi pago!<\/p>\n<p>Harrison s\u00f3 recebeu a metade em 1765, ap\u00f3s um segundo teste, em que o erro foi menor do que 0,1 segundo por dia em 156 dias.<\/p>\n<p>A segunda metade de seu merecido dinheiro viria somente em 1777 (12 anos depois), por interven\u00e7\u00e3o direta do Rei George III.<\/p>\n<p>A precis\u00e3o do cron\u00f4metro mar\u00edtimo de Harrison era da ordem de 1 parte em 105, compar\u00e1vel \u00e0 precis\u00e3o de um moderno rel\u00f3gio &#8220;el\u00e9trico&#8221;, baseado nas vibra\u00e7\u00f5es de um diapas\u00e3o e nas oscila\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas de um circuito.<\/p>\n<p>Um rel\u00f3gio de pulso de quartzo, baseado em oscila\u00e7\u00f5es de um cristal de quartzo submetido a um campo el\u00e9trico, tem usualmente uma precis\u00e3o de 1 segundo por m\u00eas, ou seja, ~3 partes em 107, mas rel\u00f3gios mais sofisticados baseados em osciladores de quartzo atingem uma precis\u00e3o da ordem de 1 parte em 108.<\/p>\n<p>Num &#8220;rel\u00f3gio at\u00f4mico&#8221;, utiliza-se como padr\u00e3o de uma freq\u00fc\u00eancia caracter\u00edstica associada a uma radia\u00e7\u00e3o emitida por \u00e1tomos de C\u00e9sio 133, que por sua vez controla as oscila\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas na regi\u00e3o de microondas e um oscilador de quartzo.<\/p>\n<p>A precis\u00e3o de um rel\u00f3gio at\u00f4mico pode atingir ~1 parte em 1012 (1s em 30000 anos), e um rel\u00f3gio baseado num maser de hidrog\u00eanio permite em princ\u00edpio precis\u00e3o de 1 parte em 1014.<\/p>\n<p>Com o rel\u00f3gio at\u00f4mico, tornou-se f\u00e1cil detectar as irregularidades da rota\u00e7\u00e3o da Terra (que s\u00e3o da ordem de 1 parte em 108).<\/p>\n<p>At\u00e9 1956, a defini\u00e7\u00e3o da unidade de tempo (um segundo) se fazia em termos do dia solar m\u00e9dio, a m\u00e9dia sobre um ano da dura\u00e7\u00e3o do dia.<\/p>\n<p>Um Dia n\u00e3o tem sempre 24 horas!<\/p>\n<p>Pelo m\u00e9todo do dia solar m\u00e9dio, 1s = 1\/86400 do dia solar m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Em 1956, tendo em vista as irregularidades na rota\u00e7\u00e3o da Terra, adotou-se uma defini\u00e7\u00e3o baseada na dura\u00e7\u00e3o do ano (per\u00edodo de revolu\u00e7\u00e3o da Terra em torno do Sol), mas, levando em conta que esta tamb\u00e9m \u00e9 vari\u00e1vel (de forma conhecida com grande precis\u00e3o), relativa \u00e0 dura\u00e7\u00e3o do &#8220;ano tropical&#8221; 1900 (1 ano tropical \u00e9 o intervalo entre duas passagens consecutivas do Sol pelo equin\u00f3cio de primavera).<\/p>\n<p>Assim, 1 &#8220;segundo das efem\u00e9rides&#8221; foi definido como a fra\u00e7\u00e3o 1\/31.556.925,9747 do ano tr\u00f3pico 1900.<\/p>\n<p>Finalmente, em 1967, foi decidido definir tamb\u00e9m o segundo (assim como o metro foi definido) em termos de uma radia\u00e7\u00e3o at\u00f4mica caracter\u00edstica.<\/p>\n<p><b>A defini\u00e7\u00e3o atual do segundo \u00e9:<\/b><\/p>\n<p>1 segundo = 9.162.631.770 per\u00edodos da radia\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica do c\u00e9sio 133 que \u00e9 empregada no rel\u00f3gio at\u00f4mico.<\/p>\n<h4>Escala do Tempo<\/h4>\n<p>Nesta tabela, apresentamos uma id\u00e9ia da dura\u00e7\u00e3o de cada um dos fen\u00f4menos mensur\u00e1veis. Note que os tempos est\u00e3o expressos em segundos e, para maior facilidade de consulta, foram representados em nota\u00e7\u00f5es cient\u00edficas.<\/p>\n<p>Caso o prezado leitor n\u00e3o tenha muita familiaridade com as unidades, pense sempre nos seguintes exemplos para compreender os valores:<\/p>\n<p>Na representa\u00e7\u00e3o 104 chamamos o algarismo &#8220;4&#8221; de expoente e o algorismo &#8220;10&#8221; de base.<br \/>\nAnolagamente em 53 chamamos o algarismo &#8220;3&#8221; de expoente e o algarismo &#8220;5&#8221; de base.<\/p>\n<h5>Ent\u00e3o temos que:<\/h5>\n<p><b>104 = 10.000 (dez mil)<\/b>&#8211; note que o expoente indica o n\u00famero de casas compreendidas por &#8220;Zeros&#8221; (que s\u00e3o 4) no algarismo decimal 10.000<\/p>\n<p><b>103 = 1.000 (um mil)<\/b>&#8211; note que o expoente indica o n\u00famero de casas compreendidas por &#8220;Zeros&#8221; (que s\u00e3o 3) no algarismo decimal 1.000<\/p>\n<p><b>102 = 100 (cem)<\/b>&#8211; note que o expoente indica o n\u00famero de casas compreendidas por &#8220;Zeros&#8221; (que s\u00e3o 2) no algarismo decimal 100<\/p>\n<p><b>101 = 10 (dez) &#8211;<\/b>note que o expoente indica o n\u00famero de casas compreendidas por &#8220;Zeros&#8221; (que \u00e9 1) no algarismo decimal 10<\/p>\n<p><b>100 = 1 (um)<\/b>&#8211; note que o expoente indica o n\u00famero de casas compreendidas por &#8220;Zeros&#8221; (que \u00e9 0) no algarismo decimal 1<\/p>\n<p><b>10-1 = 0,1 (um d\u00e9cimo)<\/b>&#8211; note que o expoente indica o n\u00famero de casas compreendidas por &#8220;Zeros&#8221;. Por\u00e9m, como o sinal \u00e9 negativo, note a v\u00edrgula separando o primeiro algarismo (lendo-se da esquerda para a direita) do segundo algarismo.<\/p>\n<p><b>10-2 = 0,01 (um cent\u00e9simo) &#8211;<\/b>note que o expoente indica o n\u00famero de casas compreendidas por &#8220;Zeros&#8221;. Por\u00e9m, como o sinal \u00e9 negativo, note a v\u00edrgula separando o primeiro algarismo (lendo-se da esquerda para a direita) do segundo algarismo.<\/p>\n<p><b>Logo, em casos mais &#8220;complexos&#8221;, temos:<\/b><\/p>\n<p>8,6&#215;104 = 8,6 x 10.000 = 86.000<br \/>\nou 1,2&#215;10-4 = 1,2 x 0,0001 = 0,00012<\/p>\n<p><b>Obs.:<\/b>Esta regra somente \u00e9 precisa em casos de n\u00fameros com base=10.<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table border=\"0\" width=\"538\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<th valign=\"top\" width=\"70%\">Tempo em segundos &#8211; Event<\/th>\n<th valign=\"top\" width=\"30%\">\n<p align=\"center\">M\u00e9todo de Medi\u00e7\u00e3<\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"64%\">10<sup>18<\/sup>&#8211; Idade do Universo<br \/>\n10<sup>17<\/sup>&#8211; Idade do Sistema Solar<br \/>\n10<sup>16<\/sup>&#8211; Aparecimento de Vida na Terra<br \/>\n10<sup>14<\/sup>&#8211; Aparecimento do Homem na Terra<br \/>\n10<sup>12<\/sup>&#8211; Aparecimento da Agricultur<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"36%\">\n<p align=\"center\">Data\u00e7\u00e3o Radioativa<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"64%\">10<sup>9<\/sup>&#8211; Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia da vida humana<br \/>\n3,1&#215;10<sup>7<\/sup>&#8211; Per\u00edodo da \u00f3rbita da Terra em torno do Sol<br \/>\n8,6&#215;10<sup>4<\/sup>&#8211; Per\u00edodo de rota\u00e7\u00e3o da Terra<br \/>\n10<sup>3<\/sup>&#8211; Tempo levado pela luz do Sol at\u00e9 a Terra<br \/>\n10<sup>0<\/sup>&#8211; um batimento card\u00edaco<br \/>\n10<sup>-3<\/sup>&#8211; Per\u00edodo m\u00e9dio de ondas sonoras aud\u00edveis<br \/>\n10<sup>-6<\/sup>&#8211; Per\u00edodo t\u00edpico de ondas de r\u00e1di<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"36%\">\n<p align=\"center\">Medida direta com rel\u00f3gio<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"64%\">10<sup>-9<\/sup>&#8211; Tempo levado pela luz para percorrer 1 metro<br \/>\n10<sup>-12<\/sup>&#8211; Pulsos mais curtos produzidos por laser<br \/>\n10<sup>-15<\/sup>&#8211; Per\u00edodo das oscila\u00e7\u00f5es at\u00f4micas e da luz vis\u00edve<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"36%\">\n<p align=\"center\">M\u00e9todos eletr\u00f4nico<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"64%\" height=\"56\">10<sup>-21<\/sup>&#8211; Per\u00edodo das vibra\u00e7\u00f5es nucleares<br \/>\n10<sup>-24<\/sup>&#8211; Tempo levado pela luz para atravessar um n\u00facle<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"36%\">\n<p align=\"center\">M\u00e9todos Indireto<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p><strong>Um Breve Resumo<\/strong><\/p>\n<p><b>Antiguidade:<\/b> rel\u00f3gios solares e clepsidras.<\/p>\n<p>Egito e Babil\u00f4nia j\u00e1 usavam a clepsidra para a medi\u00e7\u00e3o do tempo.<\/p>\n<p><b>158 &#8211;<\/b>Galileu inventa o &#8220;puls\u00f4metro&#8221;, que d\u00e1 origem aos rel\u00f3gios de p\u00eandulo.<\/p>\n<p><b>1761<\/b>&#8211; John Harrison inventa o &#8220;rel\u00f3gio mar\u00edtimo&#8221;, que contava com fant\u00e1stica precis\u00e3o.<\/p>\n<p><b>1956<\/b>&#8211; O c\u00e1lculo do dia pelo<i>dia solar m\u00e9dio<\/i>d\u00e1 lugar ao c\u00e1lculo pelo per\u00edodo de revolu\u00e7\u00e3o da Terra em torno do Sol<\/p>\n<p><b>1967<\/b>&#8211; Convenciona-se que 1 segundo = 9.162.631.770 per\u00edodos da radia\u00e7\u00e3o do C\u00e9sio 133<\/p>\n<p>Precis\u00e3o do &#8220;rel\u00f3gio mar\u00edtimo&#8221; de John Harrison &#8211; 1:10<sup>5<br \/>\n<\/sup>Precis\u00e3o de um rel\u00f3gio de pulso de quartzo &#8211; 1:10<sup>8<br \/>\n<\/sup>Precis\u00e3o de um rel\u00f3gio at\u00f4mico de C\u00e9sio 133 &#8211; 3:10<sup>12<br \/>\n<\/sup>Precis\u00e3o de um rel\u00f3gio at\u00f4mico baseado em masers de hidrog\u00eanio &#8211; 1:10<sup>1<\/sup><\/p>\n<h4>Origem<\/h4>\n<p>Um<strong> calend\u00e1rio <\/strong>\u00e9 um sistema de organiza\u00e7\u00e3o de dias para fins sociais, religiosos, comerciais ou administrativos.<\/p>\n<p>Isto \u00e9 feito dando nomes a per\u00edodos de tempo, tipicamente de dias , semanas , meses e anos.<\/p>\n<p>A data \u00e9 a designa\u00e7\u00e3o de um dia \u00fanico e espec\u00edfico dentro de um tal sistema. Per\u00edodos em um calend\u00e1rio (como anos e meses) s\u00e3o, geralmente, embora n\u00e3o necessariamente, sincronizado com o ciclo da lua. Muitas civiliza\u00e7\u00f5es e sociedades criaram um calend\u00e1rio, normalmente derivados de outros calend\u00e1rios em que modelam seus sistemas, adequados \u00e0s suas necessidades particulares.<\/p>\n<p>Um calend\u00e1rio \u00e9 tamb\u00e9m um dispositivo f\u00edsico (geralmente de papel). Este \u00e9 o uso mais comum da palavra. Outros tipos similares de calend\u00e1rios podem incluir sistemas informatizados, que podem ser definidos para lembrar o usu\u00e1rio de eventos e compromissos.<\/p>\n<p>Um calend\u00e1rio tamb\u00e9m pode significar uma lista de eventos planejados, tais como um calend\u00e1rio tribunal.<\/p>\n<p>A palavra Ingl\u00eas calend\u00e1rio \u00e9 derivada da palavra latina kalendae , que era o nome latino do primeiro dia de cada m\u00eas.<\/p>\n<h4>Sistemas de Calend\u00e1rios<\/h4>\n<p>Um<strong>sistema de calend\u00e1rio<\/strong>completo tem uma data do calend\u00e1rio diferente para cada dia. Assim, a semana de ciclo \u00e9 por si s\u00f3 um sistema de calend\u00e1rio cheio, nem \u00e9 um sistema para nomear os dias dentro de um ano sem um sistema de identifica\u00e7\u00e3o dos anos.<\/p>\n<p>O sistema de calend\u00e1rio mais simples apenas conta per\u00edodos de tempo a partir de uma data de refer\u00eancia. Praticamente a \u00fanica varia\u00e7\u00e3o poss\u00edvel \u00e9 usar uma data de refer\u00eancia diferente, em particular uma menor dist\u00e2ncia, no passado, para que os n\u00fameros menores. C\u00e1lculos em estes sistemas s\u00e3o apenas uma quest\u00e3o de adi\u00e7\u00e3o e subtra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outros calend\u00e1rios tem um (ou v\u00e1rios) unidades maiores de tempo.<\/p>\n<p><strong>Calend\u00e1rios que cont\u00eam um n\u00edvel de ciclos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Semana e dia da semana \u2013<\/strong>este sistema (sem ano, o n\u00famero da semana continua a aumentar) n\u00e3o \u00e9 muito comum<\/p>\n<p>Data do ano e ordinais dentro do ano, sistema de data ordinal<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Calend\u00e1rios com dois n\u00edveis de ciclos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Ano, m\u00eas, dia e \u2013 a maioria dos sistemas, inclusive o calend\u00e1rio gregoriano (e seu antecessor, muito semelhantes, o calend\u00e1rio juliano ), o calend\u00e1rio isl\u00e2mico , e o calend\u00e1rio hebraico<\/p>\n<p>Ano, semana e dia da semana<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Os ciclos podem ser sincronizados com a fen\u00f4menos peri\u00f3dicos:<\/strong><\/p>\n<p>Um calend\u00e1rio lunar \u00e9 sincronizado com o movimento da Lua ( fases lunares ), um exemplo \u00e9 o calend\u00e1rio isl\u00e2mico .<\/p>\n<p>Um calend\u00e1rio solar \u00e9 baseada em percebidas sazonais altera\u00e7\u00f5es sincronizadas com o movimento aparente do Sol, um exemplo \u00e9 o calend\u00e1rio persa.<\/p>\n<p>H\u00e1 alguns calend\u00e1rios que parecem ser sincronizados com o movimento de V\u00eanus, como alguns dos antigos calend\u00e1rios eg\u00edpcios, sincroniza\u00e7\u00e3o com V\u00eanus parece ocorrer principalmente em civiliza\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas ao equador.<\/p>\n<p>A semana ciclo \u00e9 um exemplo de um que n\u00e3o esteja sincronizada com qualquer fen\u00f4meno externo (embora possa ter sido derivado de as fases da Lua, come\u00e7ando de novo todos os meses).<\/p>\n<p>Muito frequentemente um calend\u00e1rio inclui mais de um tipo de ciclo, ou tem ambos os elementos c\u00edclico e ac\u00edclico.<\/p>\n<p>Muitos calend\u00e1rios incorporam calend\u00e1rios mais simples como elementos. Por exemplo, as regras do calend\u00e1rio hebraico dependem do ciclo de semana de sete dias (um calend\u00e1rio muito simples), para a semana \u00e9 um dos ciclos do calend\u00e1rio hebraico. Tamb\u00e9m \u00e9 comum a funcionar simultaneamente dois calend\u00e1rios, geralmente fornecendo ciclos n\u00e3o relacionados, e o resultado pode tamb\u00e9m ser considerado como um calend\u00e1rio mais complexo. Por exemplo, o calend\u00e1rio gregoriano n\u00e3o tem depend\u00eancia inerente \u00e0 semana de sete dias, mas, na sociedade ocidental, os dois s\u00e3o usados em conjunto, e as ferramentas de calend\u00e1rio indicam tanto a data gregoriana e o dia da semana.<\/p>\n<p>O ciclo de semana \u00e9 compartilhado por v\u00e1rios sistemas de calend\u00e1rio (embora o significado de dias especiais, como sexta-feira, s\u00e1bado e domingo varia). Sistemas de dias bissextos normalmente n\u00e3o afetam o ciclo de semana. O ciclo de semana n\u00e3o foi interrompida quando as datas 10, 11, 12 ou 13 foram ignoradas quando o calend\u00e1rio juliano foi substitu\u00eddo pelo calend\u00e1rio gregoriano por v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<h4>Calend\u00e1rios solares<\/h4>\n<p><strong>Dias usados por calend\u00e1rios solares<\/strong><\/p>\n<p>Calend\u00e1rios solares atribuem uma data a cada dia solar . Um dia pode consistir no per\u00edodo entre nascer e p\u00f4r do sol, com um per\u00edodo seguinte de noite , ou pode ser um per\u00edodo de sucessivos acontecimentos, como dois do sol.<\/p>\n<p>A dura\u00e7\u00e3o do intervalo de tempo entre dois desses eventos sucessivos pode ser permitido variar ligeiramente durante o ano, ou pode ser calculada a m\u00e9dia em um dia solar m\u00e9dio. Outros tipos de calend\u00e1rio tamb\u00e9m podem usar um dia solar.<\/p>\n<p><strong>Calend\u00e1rios lunares<\/strong><\/p>\n<p>Nem todos os calend\u00e1rios usam o ano solar como uma unidade. Um calend\u00e1rio lunar \u00e9 aquele no qual os dias contados dentro de cada fase lunar.<\/p>\n<p>Uma vez que o comprimento do m\u00eas lunar n\u00e3o \u00e9 uma fra\u00e7\u00e3o do comprimento do mesmo ano tropical , um calend\u00e1rio puramente lunar rapidamente tra\u00e7\u00f5es contra as esta\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o variam muito perto do equador .<\/p>\n<p>\u00c9, no entanto, manter-se constante em rela\u00e7\u00e3o a outros fen\u00f4menos, nomeadamente mar\u00e9s. Um exemplo \u00e9 o calend\u00e1rio isl\u00e2mico. Alexander Marshack, em uma leitura controversa, acredita que as marcas em um bast\u00e3o de osso (c. 25000 aC) representou um calend\u00e1rio lunar.<\/p>\n<p>Outros ossos marcados tamb\u00e9m podem representar calend\u00e1rios lunares. Da mesma forma, Michael Rappenglueck acredita que marcas em uma pintura rupestre de 15.000 anos de idade representam um calend\u00e1rio lunar.<\/p>\n<p><strong>Calend\u00e1rios lunissolar<\/strong><\/p>\n<p>Um calend\u00e1rio lunissolar \u00e9 um calend\u00e1rio lunar que compensa pela adi\u00e7\u00e3o de um m\u00eas extra quando necess\u00e1rio para realinhar os meses com as esta\u00e7\u00f5es do ano. Um exemplo \u00e9 o calend\u00e1rio hebraico que utiliza um ciclo de 19 anos.<\/p>\n<p><strong>Calend\u00e1rio subdivis\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Num calend\u00e1rio solar um ano aproxima da Terra ano tropical (isto \u00e9, o tempo que leva para um ciclo completo de esta\u00e7\u00f5es ), tradicionalmente utilizada para facilitar o ordenamento das agr\u00edcolas atividades. Em um calend\u00e1rio lunar, o m\u00eas se aproxima do ciclo da fase da lua. Dias consecutivos podem ser agrupados em outros per\u00edodos, tais como a semana.<\/p>\n<p>Dado que o n\u00famero de dias no ano tropical n\u00e3o \u00e9 um n\u00famero inteiro, um calend\u00e1rio solar deve ter um n\u00famero diferente de dias em anos diferentes. Isto pode ser tratado, por exemplo, pela adi\u00e7\u00e3o de mais um dia em anos bissextos.<\/p>\n<p>O mesmo se aplica aos meses de um calend\u00e1rio lunar e tamb\u00e9m o n\u00famero de meses em um ano em um calend\u00e1rio lunissolar. Isto \u00e9 geralmente conhecida como a intercala\u00e7\u00e3o . Mesmo que um calend\u00e1rio \u00e9 solar, mas n\u00e3o lunar, o ano n\u00e3o pode ser dividido inteiramente em meses que n\u00e3o variam em comprimento.<\/p>\n<p>As culturas podem definir outras unidades de tempo, tais como a semanas , com a finalidade de programar atividades regulares que n\u00e3o s\u00e3o facilmente coincidem com meses ou anos. Muitas culturas usam diferentes linhas de base para os seus anos calend\u00e1rios \u201cde partida.<\/p>\n<p><strong>Por exemplo, o ano em Jap\u00e3o \u00e9 baseada no reinado do imperador atual<\/strong>: 2006 foi ano 18 do Imperador Akihito .<\/p>\n<h4>Outros tipos de calend\u00e1rio<\/h4>\n<p><strong>Aritm\u00e9tica e calend\u00e1rios astron\u00f4micos<\/strong><\/p>\n<p>Um calend\u00e1rio astron\u00f4mico \u00e9 baseado na observa\u00e7\u00e3o cont\u00ednua; exemplos s\u00e3o o calend\u00e1rio religioso isl\u00e2mico e do calend\u00e1rio religioso judeu na \u00e9poca do Segundo Templo. Esse calend\u00e1rio \u00e9 tamb\u00e9m referido como um observa\u00e7\u00e3o baseada no calend\u00e1rio.<\/p>\n<p>A vantagem de tal calend\u00e1rio \u00e9 que \u00e9 perfeitamente e perpetuamente precisas. A desvantagem \u00e9 que o trabalho quando uma determinada data poderia ocorrer \u00e9 dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Um calend\u00e1rio aritm\u00e9tico \u00e9 aquele que \u00e9 baseado em um conjunto estrito de regras, um exemplo \u00e9 o calend\u00e1rio atual judaico. Esse calend\u00e1rio \u00e9 tamb\u00e9m referido como uma regra baseada em calend\u00e1rio. A vantagem de tal calend\u00e1rio \u00e9 a facilidade de c\u00e1lculo quando ocorre uma determinada data.<\/p>\n<p>A desvantagem \u00e9 a precis\u00e3o imperfeita. Al\u00e9m disso, mesmo se o calend\u00e1rio \u00e9 muito preciso, a sua precis\u00e3o diminui lentamente ao longo do tempo, devido a mudan\u00e7as na rota\u00e7\u00e3o da Terra. Isso limita o tempo de vida de um calend\u00e1rio preciso para a aritm\u00e9tica de alguns milhares de anos. Depois disso, as regras ter\u00e3o de ser modificados a partir de observa\u00e7\u00f5es feitas desde a inven\u00e7\u00e3o do calend\u00e1rio.<\/p>\n<h4>Usos<\/h4>\n<p><strong>A principal utiliza\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de um calend\u00e1rio \u00e9 identificar dias<\/strong>: de ser informado sobre e \/ ou chegar a acordo sobre um evento futuro e para registrar um evento que aconteceu.<\/p>\n<p>Dias pode ser significativo por raz\u00f5es civis, religiosas ou sociais. Por exemplo, um calend\u00e1rio oferece uma maneira de determinar que os dias s\u00e3o religiosos ou feriados civis , que dias marcam o in\u00edcio e o fim de per\u00edodos contabil\u00edsticos de neg\u00f3cios, e que dia tem significado legal, como os impostos s\u00e3o devidos dias ou um contrato expirar.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m um calend\u00e1rio pode, atrav\u00e9s da identifica\u00e7\u00e3o de um dia, fornecer outras informa\u00e7\u00f5es \u00fateis sobre o dia, como a sua temporada.<\/p>\n<p>Calend\u00e1rios tamb\u00e9m s\u00e3o usados para ajudar as pessoas a gerenciar seu pessoal, hor\u00e1rios e atividades, particularmente quando os indiv\u00edduos t\u00eam numerosos trabalhos, escola e compromissos familiares.<\/p>\n<p><strong>Calend\u00e1rios s\u00e3o tamb\u00e9m utilizados como parte de um completo sistema de cronometragem<\/strong>: data e hora do dia, juntamente especificar um momento no tempo . No mundo moderno, calend\u00e1rios escritos j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o uma parte essencial de tais sistemas, como o advento de precisos rel\u00f3gios tornou poss\u00edvel para registrar o tempo independentemente de eventos astron\u00f4micos.<\/p>\n<h4>Calend\u00e1rio gregoriano<\/h4>\n<p>Calend\u00e1rios em uso difundido hoje incluem o calend\u00e1rio gregoriano , que \u00e9 o de fato padr\u00e3o internacional, e \u00e9 usado em quase todo o mundo para fins civis. Devido a conota\u00e7\u00f5es \u00f3bvias do calend\u00e1rio gregoriano de cristianismo ocidental , n\u00e3o-crist\u00e3os e at\u00e9 mesmo alguns crist\u00e3os, por vezes, substituir o tradicional era nota\u00e7\u00f5es \u201d AD \u201ce\u201d BC \u201c(\u201d Anno Domini \u201ce\u201d Antes de Cristo \u201c), com\u201d CE \u201ce\u201d AC \u201d (\u201d Era Comum \u201ce\u201d Antes da Era Comum \u201c).<\/p>\n<p>Mesmo nos casos em que h\u00e1 um calend\u00e1rio de uso geral, tais como o calend\u00e1rio gregoriano, calend\u00e1rios alternativos tamb\u00e9m podem ser usados, tais como um calend\u00e1rio fiscal ou o sistema de numera\u00e7\u00e3o astron\u00f4mico.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>Birashk, Ahmad (1993), Um calend\u00e1rio comparativa da iraniana, Lunar mu\u00e7ulmano, e Eras crist\u00e3os por tr\u00eas mil anos , a Mazda Publishers, ISBN 0-939214-95-4<br \/>\nDershowitz, Nachum; Reingold, Edward M (1997), C\u00e1lculos de calend\u00e1rio , Cambridge University Press, ISBN 0-521-56474-3 com Calculadora Online<br \/>\nZerubavel, Eviatar (1985), O C\u00edrculo Dia Sete: A hist\u00f3ria eo significado da Semana , University of Chicago Press, ISBN 0-226-98165-7<br \/>\nDoggett, LE (1992), \u201cCalend\u00e1rios\u201d , em Seidelmann, P. Kenneth, Suplemento de motivos do Almanaque Astron\u00f4mico , Livros Science University, ISBN 0-935702-68-7<br \/>\n\u00c1rni Bj\u00f6rnsson (1995) [1977], High Days e feriados na Isl\u00e2ndia , Reykjav\u00edk: Mal og Menning, ISBN 9979-3-0802-8 , OCLC 186511596<br \/>\nRichards, EG (1998), Tempo de mapeamento, o calend\u00e1rio e sua hist\u00f3ria , Oxford University Press, ISBN 0-19-850413-6<br \/>\nRose, Lynn E (1999), Sol, Lua, e Sothis , Kronos Press, ISBN 0-917994-15-9<br \/>\nSpier, Arthur (1986), A Comprehensive Hebrew Calendar , Feldheim Publishers, ISBN 0-87306-398-8<br \/>\nDieter Schuh (1973) (em alem\u00e3o), Untersuchungen zur Geschichte der Tibetischen Kalenderrechnung , Wiesbaden: Franz Steiner Verlag, OCLC 1150484<\/p>\n<h4>Calend\u00e1rio &#8211; Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>Nos primeiros tempos, os seres humanos calculavam o tempo observando os per\u00edodos de luz e escurid\u00e3o que se alternavam continuamente.<\/p>\n<p>O dia solar \u00e9 considerada a forma mais antiga do calend\u00e1rio.<\/p>\n<p>O segundo tipo b\u00e1sico de calend\u00e1rio foi o calend\u00e1rio arbitr\u00e1rio, que foi criado pela contagem do n\u00famero de dias uma e outra vez, ou para o infinito ou em um ciclo.<\/p>\n<p>No entanto, houve v\u00e1rios problemas com o calend\u00e1rio arbitr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, os agricultores de antigas civiliza\u00e7\u00f5es n\u00e3o poderia calcular o tempo ideal para plantar suas lavouras. Plantio de culturas \u00e9 uma atividade que est\u00e1 intimamente ligada \u00e0s esta\u00e7\u00f5es do ano, e o calend\u00e1rio arbitr\u00e1rio n\u00e3o foi baseada nas dura\u00e7\u00f5es das esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Portanto, os seres humanos come\u00e7aram a observar a passagem do sol atrav\u00e9s de um ponto fixo, e esta pr\u00e1tica foi o precursor do calend\u00e1rio solar.<\/p>\n<p>Os Calend\u00e1rios de que foram baseados em ciclos lunares e estelares tamb\u00e9m foram usados nos tempos antigos.<\/p>\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>Um dos primeiros calend\u00e1rios verdadeiramente cient\u00edfico foi o calend\u00e1rio eg\u00edpcio. De acordo com este calend\u00e1rio, um ano composta de 12 meses, e cada m\u00eas teve exatamente 30 dias. Os meses foram ainda divididos em tr\u00eas semanas, com cada semana com dura\u00e7\u00e3o de 10 dias.<\/p>\n<p>Mais tarde, o calend\u00e1rio babil\u00f4nico foi desenvolvido, e foi um calend\u00e1rio lunisolar. Os anos neste calend\u00e1rio foram feitas por 12 meses lunares, e cada m\u00eas come\u00e7aria quando uma nova lua crescente apareceu.<\/p>\n<p>Os gregos usavam um calend\u00e1rio que era muito parecido com o calend\u00e1rio babil\u00f4nico, mas eles tamb\u00e9m tinham outros calend\u00e1riosdemocr\u00e1tico com 10 meses arbitr\u00e1rias e um calend\u00e1rio agr\u00edcola.<\/p>\n<p>O primeiro calend\u00e1rio romano foi criado, como o calend\u00e1rio estado por R\u00f4mulom\u00eas com dura\u00e7\u00e3o de 30 ou 31 dias. Os romanos tinham uma s\u00e9rie de calend\u00e1rios, e um dos mais not\u00e1vel, e tinha 10 meses, em um ano, com cada foi o calend\u00e1rio julianotipo primitivo do calend\u00e1rio, e n\u00e3o continha dias epagomenal.<\/p>\n<p>O s\u00e9timo dia foi chamado de s\u00e1bado.<\/p>\n<h4>O calend\u00e1rio juliano<\/h4>\n<p>O<strong> calend\u00e1rio juliano<\/strong> foi introduzido em 45 aC por J\u00falio C\u00e9sar.<\/p>\n<p>Embora tivesse 12 meses, muitos de seus meses eram mais curtos do que os meses do calend\u00e1rio moderno. Como tal, um ano<strong>juliano<\/strong>consistia apenas de 355 dias.<\/p>\n<p>Antes de reformas de J\u00falio C\u00e9sar, o ano come\u00e7ou no dia 31 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Um m\u00eas bissexto, com 23 ou 24 dias, tamb\u00e9m foi criado para manter o calend\u00e1rio alinhado com o ciclo das esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O calend\u00e1rio romano tamb\u00e9m teve um ciclo repetitivo de semanas que \u00e9 semelhante ao ciclo moderna, mas cada semana composto por oito dias.<\/p>\n<p>J\u00falio C\u00e9sar trouxe uma s\u00e9rie de reformas para o calend\u00e1rio romano antigo.<\/p>\n<p>Um deles foi a adi\u00e7\u00e3o de dias para fevereiro para torn\u00e1-lo um m\u00eas de 28 dias. A semana tamb\u00e9m foi reduzida em um dia para torn\u00e1-lo uma semana de 7 dias.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Caesar introduziu a regra ano bissexto, que afirmou que todos os anos bissextos pode ser dividido igualmente por quatro.<\/p>\n<h4>O que s\u00e3o os calend\u00e1rios?<\/h4>\n<p>Os primeiros calend\u00e1rios eram instrumentos destinados a fornecer as indica\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas ou astrol\u00f3gicas (dia e m\u00eas). Normalmente eram constru\u00eddos com dois ou mais discos perfurados e marcados, que ao serem posicionados corretamente entre si forneciam os valores desejados.<\/p>\n<p>Atualmente, calend\u00e1rio \u00e9 um sistema de contagem de tempo relativamente longo (maior que um dia). Os calend\u00e1rios atuais s\u00e3o formados por um conjunto de regras baseadas nas Astronomia e em conven\u00e7\u00f5es culturais. O calend\u00e1rio \u00e9 uma escala que divide o tempo em dias, semanas, meses e anos.<\/p>\n<h4>Como surgiram?<\/h4>\n<p>Os calend\u00e1rios surgiram com a necessidade do homem de contar o tempo e controlar suas atividades. Surgiram inicialmente para pequenos per\u00edodos de tempo (dias e semanas) e posteriormente para programar os plantios e colheitas, determinados pelas esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas a determina\u00e7\u00e3o precisa dos dias de in\u00edcio de uma esta\u00e7\u00e3o e fim da outra s\u00f3 era feita por sacerdotes muito experientes, que tivessem financiamento para construir e manter os observat\u00f3rios, que eram caros e prec\u00e1rios &#8211; normalmente eram os reis que financiavam os sacerdotes, por isso, era dif\u00edcil para os agricultores do pa\u00eds todo fazer uma determina\u00e7\u00e3o de in\u00edcio e fim das esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A partir dessa necessidade os sacerdotes elaboraram os calend\u00e1rios que eram registros escritos dos dias onde eram marcadas datas de cheias, plantios e colheitas. As esta\u00e7\u00f5es ocorriam e ocorrem de forma regular a cada 365,25 dias, que \u00e9 a dura\u00e7\u00e3o do nosso ano.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, bastava fazer a contagem correta dos dias e marcar os dias de in\u00edcio e fim das esta\u00e7\u00f5es como temos hoje (21 de junho in\u00edcio do inverno, 22\/23 de setembro in\u00edcio da primavera, 21\/22 dezembro in\u00edcio do ver\u00e3o e 21 de mar\u00e7o in\u00edcio do outono).<\/p>\n<h4>Origem: Calend\u00e1rio, Meses e Dias da Semana<\/h4>\n<p>Surgiram inicialmente para pequenos per\u00edodos de tempo (dias e semanas) e posteriormente para programar os plantios e colheitas, determinados pelas esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas a determina\u00e7\u00e3o precisa dos dias de in\u00edcio de uma esta\u00e7\u00e3o e fim da outra s\u00f3 era feita por sacerdotes muito experientes, que elaboraram os calend\u00e1rios que eram registros escritos dos dias onde eram marcadas datas de cheias, plantios e colheitas. Na antig\u00fcidade a comunica\u00e7\u00e3o entre os povos e principalmente entre os sacerdotes de cada na\u00e7\u00e3o era dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, cada rei queria impor sua autoridade e impunha o calend\u00e1rio que lhe era conveniente. Por essas raz\u00f5es muitos calend\u00e1rios foram criados.<\/p>\n<p><strong>Os calend\u00e1rios principais eram:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Calend\u00e1rio Babil\u00f4nico:<\/strong>o ano n\u00e3o tinha um numero de dias fixo. O ano era dividido em 12 meses lunares de 29 ou 30 dias cada o que somava 354 dias. Tamb\u00e9m faziam a divis\u00e3o do m\u00eas em semanas de sete dias.<strong><br \/>\nCalend\u00e1rio Eg\u00edpcio:<\/strong>\u00e9 um calend\u00e1rio baseado no movimento solar. O ano tinha 365 dias, divididos em 12 meses de 30 dias que somam 360 dias e mais 5 dias de festas depois da colheita.<strong><br \/>\nCalend\u00e1rio Grego:<\/strong>Baseado nos movimentos solares e lunares, seguindo um padr\u00e3o parecido com o calend\u00e1rio babil\u00f4nico, por\u00e9m a intercala\u00e7\u00e3o do 13o m\u00eas era bem mais bagun\u00e7ada.<strong><br \/>\nOs \u00edndios americanos:<\/strong>Maias, Astecas e Incas tamb\u00e9m tinham calend\u00e1rios baseados principalmente no m\u00eas lunar.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Hoje em dia temos basicamente tr\u00eas calend\u00e1rios em vig\u00eancia no mundo<\/strong>: o calend\u00e1rio crist\u00e3 que n\u00f3s usamos e que conta os anos a partir do nascimento de Cristo, calend\u00e1rios mu\u00e7ulmano e israelita que n\u00e3o consideram o nascimento de Cristo e por isso apresentam anos diferentes do nosso. O calend\u00e1rio israelita \u00e9 baseado no babil\u00f4nico. Uma curiosidade \u00e9 que o dia desse calend\u00e1rio como do mu\u00e7ulmano inicia-se com o por do Sol e n\u00e3o a 00h00min, o primeiro dia de cada ano novo n\u00e3o pode cair na quarta, sexta ou domingo, se isso acontecer o in\u00edcio do ano \u00e9 transferido para o dia seguinte.<\/p>\n<p>O calend\u00e1rio romano baseava-se no ciclo lunar e tinha 304 dias divididos em 10 meses \u2014 seis com 30 dias e quatro com 31.<\/p>\n<p><strong>Naquela \u00e9poca, a semana tinha oito dia. Foi R\u00f3mulo quem nomeou os primeiros quatro meses do calend\u00e1rio romano de:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>martius<br \/>\naprilis<br \/>\nmaius<br \/>\njunius<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Os meses seguintes foram simplesmente contados em latim:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>quintilis<br \/>\nsextilis<br \/>\nseptembre<br \/>\noctobre<br \/>\nnovembre<br \/>\ndecembre<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Como esse calend\u00e1rio n\u00e3o estava alinhado com as esta\u00e7\u00f5es do ano, que duram cerca de 91 dias cada uma, por volta do ano 700 a.C., o rei Numa, que sucedeu R\u00f3mulo no trono, decidiu criar mais dois meses<\/strong>: janus e februarius.Embora as esta\u00e7\u00f5es estejam ligadas ao ciclo solar, o novo calend\u00e1rio romano continuou a seguir o ciclo lunar, mas passou a ter 354 dias (seis meses de 30 dias e seis de 29).<\/p>\n<p>Durante o imp\u00e9rio de J\u00falio C\u00e9sar, por volta do ano 46 a.C., o calend\u00e1rio sofreu mais mudan\u00e7as. Os senadores romanos mudaram o nome do m\u00eas quintilius para Julius, para homenagear o imperador. O calend\u00e1rio passou a orientar-se pelo ciclo solar, com 365 dias e 6 horas. O chamado calend\u00e1rio juliano foi uma tentativa de entrar em sintonia com as esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Foi criada uma rotina em que por tr\u00eas anos seguidos o calend\u00e1rio deveria ter 365 dias. No quarto ano, ele passaria a ter 366 dias, pois, ap\u00f3s quatro anos, as 6 horas que sobravam do ciclo solar somavam 24 horas, isto \u00e9; mais um dia. Estava estabelecido o ano bissexto. Al\u00e9m dos meses alternados de 31 e 30 dias (excepto fevereiro, que tinha 29 dias ou 30 em anos bissextos), passou-se a considerar janeiro, e n\u00e3o mar\u00e7o, o primeiro m\u00eas do ano.<\/p>\n<p>Mais tarde, quando o m\u00eas sextilius passou a ser chamado de Augustus, decidiu-se que o m\u00eas em homenagem ao imperador Augusto n\u00e3o poderia ter menos dias que o m\u00eas dedicado a J\u00falio C\u00e9sar. Um dia de februarius foi ent\u00e3o transferido para Augustus \u2013 por isso hoje o m\u00eas de fevereiro tem 28 dias (ou 29 em anos bissextos).<\/p>\n<p><strong>Para evitar que houvesse tr\u00eas meses seguidos com 31 dias, o total de dias dos meses de septembre a decembre foi trocado<\/strong>: setembro e novembro ficaram com 30 dias, outubro e dezembro com 31.<\/p>\n<h4>Nomes dos Meses, Significado<\/h4>\n<blockquote><p><strong>Janeiro:<\/strong>O nome prov\u00e9m do latim Ianuarius, d\u00e9cimo-primeiro m\u00eas do calend\u00e1rio de Numa Pomp\u00edlio, o qual era uma homenagem a Jano, deus da mitologia romana.<strong><br \/>\nFevereiro:<\/strong>nome fevereiro vem do latim februarius, inspirado em Februus, deus da morte e da purifica\u00e7\u00e3o na mitologia etrusca.<strong><br \/>\nMar\u00e7o:<\/strong>O seu nome deriva do deus romano Marte<strong><br \/>\nAbril:<\/strong>O seu nome deriva do Latim Aprilis, que significa abrir, numa refer\u00eancia \u00e0 germina\u00e7\u00e3o das culturas. Outra hip\u00f3tese sugere que Abril seja derivado de Aprus, o nome etrusco de V\u00e9nus, deusa do amor e da paix\u00e3o.<strong><br \/>\nMaio:<\/strong>O seu nome \u00e9 derivado da deusa romana Bona Dea da fertilidade. Outras vers\u00f5es apontam que a origem se deve \u00e0 deusa grega Maya, m\u00e3e de Hermes.<strong><br \/>\nJunho:<\/strong>O seu nome \u00e9 derivado da deusa romana Juno, mulher do deus J\u00fapiter.<strong><br \/>\nJulho:<\/strong>Julho deve o seu nome ao imperador romano J\u00falio C\u00e9sar, sendo antes chamado Quintilis em latim, dado que era o quinto m\u00eas do Calend\u00e1rio Romano, que come\u00e7ava em Mar\u00e7o. Tamb\u00e9m recebeu esse nome por ser o m\u00eas em que C\u00e9sar nasceu.<strong><br \/>\nAgosto:<\/strong>\u00c9 assim chamado por decreto em honra do imperador C\u00e9sar Augusto, antes agosto era denominado Sextilis ou Sextil, visto que era o sexto m\u00eas no calend\u00e1rio de R\u00f4mulo\/R\u00f3mulo (calend\u00e1rio romano).<strong><br \/>\nSetembro:<\/strong>Deve o seu nome \u00e0 palavra latina septem (sete), dado que era o s\u00e9timo m\u00eas do Calend\u00e1rio Romano, que come\u00e7ava em Mar\u00e7o. Na Gr\u00e9cia Antiga, Setembro chamava-se Boedromion.<strong><br \/>\nOutubro:<\/strong>Deve o seu nome \u00e0 palavra latina octo (oito), dado que era o oitavo m\u00eas do calend\u00e1rio romano, que come\u00e7ava em mar\u00e7o.<strong><br \/>\nNovembro:<\/strong>Novembro deve o seu nome \u00e0 palavra latina novem (nove), dado que era o nono m\u00eas do calend\u00e1rio romano.<strong><br \/>\nDezembro:<\/strong>Dezembro deve o seu nome \u00e0 palavra latina decem (dez), dado que era o d\u00e9cimo m\u00eas do Calend\u00e1rio Romano.<\/p><\/blockquote>\n<h4>Origens dos Dias da Semana<\/h4>\n<p>Existem dois motivos que fizeram os antigos agrupar sete dias para formar uma semana, um deles \u00e9 baseado nas fases da lua. Se voc\u00ea observou as fases da lua ir\u00e1 perceber que entre o quarto crescente e a lua cheia passam-se sete dias. Outro motivo que deu origem a esse agrupamento de sete dias para formar a semana eram os astros vis\u00edveis no c\u00e9u a olho nu.<\/p>\n<p><strong>Na antig\u00fcidade podiam ser vistos sete astros no c\u00e9u e que n\u00e3o eram estrelas; o Sol, a Lua, e cinco planetas<\/strong>: Merc\u00fario, V\u00eanus, Marte, J\u00fapiter e Saturno. Por isso muitos povos deram a cada dia da semana o nome de um desses astros.<\/p>\n<p><strong>Em muitos idiomas esses nomes est\u00e3o presentes at\u00e9 hoje, veja a tabela abaixo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os dias da semana, t\u00eam seus nomes na l\u00edngua portuguesa devido \u00e0 liturgia cat\u00f3lica e por iniciativa de Martinho de Dume, que denominava os dias da semana da P\u00e1scoa com dias santos em que n\u00e3o se deveria trabalhar, originando os nomes lit\u00fargicos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Prima Feria<\/strong>=&gt; Domingo<br \/>\n<strong>Feria Secunda<\/strong>=&gt; Segunda-feira<br \/>\n<strong>Feria Tertia<\/strong>=&gt; Ter\u00e7a-feira<br \/>\n<strong>Feria Quarta<\/strong>=&gt; Quarta-feira<br \/>\n<strong>Feria Quinta<\/strong>=&gt; Quinta-feira<br \/>\n<strong>Feria Sexta<\/strong>=&gt; Sexta-feira<br \/>\n<strong>Sabbatum<\/strong>=&gt; S\u00e1bado<\/p><\/blockquote>\n<p>Observe que o S\u00e1bado (Sabbatum em Latim) foi originado do hebreu shabbat, de conota\u00e7\u00e3o evidentemente religiosa. O imperador Fl\u00e1vio Constatino (280-337 d.C.) mudou o nome de Prima Feria para Dies Dominica, ap\u00f3s sua convers\u00e3o ao cristianismo.<\/p>\n<p>A express\u00e3o \u201cfeira\u201d tem origem em \u201cf\u00e9ria\u201d que indica a remunera\u00e7\u00e3o pelo dia de trabalho. Ainda hoje no Brasil, \u201cf\u00e9ria\u201d \u00e9 o dinheiro recebido por um comerciante pelas vendas efetuadas naquele dia. Em bom e antigo portugu\u00eas a \u201cf\u00e9ria\u201d est\u00e1 relacionada com o dia de trabalho.<\/p>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte: <\/span>www.geocities.com\/en.wikipedia.org\/www.timecenter.com\/www.cdcc.usp.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contagem do Tempo A virada do calend\u00e1rio \u00e0 zero hora de 1o. de janeiro de 2001 foi um evento hist\u00f3rico de repercuss\u00e3o planet\u00e1ria. O mundo todo esteve voltado para a contagem regressiva e comemora\u00e7\u00e3o desta transi\u00e7\u00e3o. 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