{"id":91251,"date":"2016-12-28T14:23:32","date_gmt":"2016-12-28T16:23:32","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=91251"},"modified":"2016-12-28T14:23:32","modified_gmt":"2016-12-28T16:23:32","slug":"dependencia-fisica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/saude-e-bem-estar\/saude\/dependencia-fisica","title":{"rendered":"Depend\u00eancia F\u00edsica"},"content":{"rendered":"<p><strong>O que \u00e9 depend\u00eancia de drogas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Depend\u00eancia de drogas<\/strong> \u00e9 depend\u00eancia de subst\u00e2ncia que \u00e9 a necessidade f\u00edsica e \/ ou psicol\u00f3gica de uma droga.<\/p>\n<p>Quando o uso de drogas torna-se o foco da vida de uma pessoa e interfere com a sua capacidade de viver sem a droga, a toxicodepend\u00eancia \u00e9 prov\u00e1vel.<\/p>\n<p>A <strong>depend\u00eancia de drogas<\/strong> tende a envolver o usu\u00e1rio associar-se com outros toxicodependentes, bem como comportamentais e mudan\u00e7as de sa\u00fade. Quando um viciado tenta parar de usar a subst\u00e2ncia, os sintomas de abstin\u00eancia resultam, ent\u00e3o o tratamento geralmente \u00e9 feito gradualmente com supervis\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Quando a toma de f\u00e1rmaco \u00e9 repetida para al\u00e9m do uso prescrito, conduz frequentemente a um padr\u00e3o de toxicodepend\u00eancia e toler\u00e2ncia. A toler\u00e2ncia \u00e9 a necessidade do corpo de doses maiores ou mais freq\u00fcentes de uma subst\u00e2ncia para obter o mesmo efeito. Ocorre quando o corpo aprendeu a tolerar ou se acostumar com a subst\u00e2ncia. Tomar um medicamento prescrito nas doses recomendadas por um m\u00e9dico por um curto per\u00edodo de tempo para um determinado prop\u00f3sito n\u00e3o \u00e9 depend\u00eancia, mas ir al\u00e9m desse uso poderia facilmente levar a uma depend\u00eancia.<\/p>\n<p>Quando a depend\u00eancia ou v\u00edcio \u00e9 atingida, parar o medicamento ou n\u00e3o obter doses suficientemente grandes resultar\u00e1 em retirada. Sintomas de abstin\u00eancia espec\u00edficos dependem de cada droga, mas a ansiedade, sudorese, tremores, n\u00e1useas, v\u00f4mitos e dor muscular s\u00e3o comumente experimentados por viciados.<\/p>\n<p>V\u00e1rios sintomas de abstin\u00eancia podem incluir confus\u00e3o e alucina\u00e7\u00f5es. Alucina\u00e7\u00f5es s\u00e3o a experi\u00eancia de ver, sentir ou ouvir coisas na verdade n\u00e3o existe.<\/p>\n<p>Nem todos os medicamentos s\u00e3o viciantes e nem todas como drogas s\u00e3o viciantes da mesma maneira.<\/p>\n<p>Algumas causas causam depend\u00eancia f\u00edsica, outras causas causam um v\u00edcio mais psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Ainda assim, existem outras qualidades em termos de depend\u00eancia de drogas.<\/p>\n<p>O \u00e1lcool pode ser psicologicamente e fisicamente viciante.<\/p>\n<p>Hero\u00edna e morfina s\u00e3o gravemente fisicamente viciantes, enquanto maconha, coca\u00edna e ecstasy s\u00e3o pensados para causar uma depend\u00eancia mais psicol\u00f3gica.<\/p>\n<p>O tratamento da depend\u00eancia de drogas deve ser feito individualmente.<\/p>\n<p>Tratamento de depend\u00eancia de subst\u00e2ncias pode consistir de uma combina\u00e7\u00e3o de aconselhamento, terapia de drogas e t\u00e9cnicas de auto-ajuda.<\/p>\n<p>A terapia medicamentosa, ou farmacoterapia, \u00e9 uma quantidade controlada de drogas que \u00e9 gradualmente diminu\u00edda e dada a um viciado para ajudar a prevenir fortes sintomas de abstin\u00eancia.<\/p>\n<p>O aconselhamento para depend\u00eancia de drogas est\u00e1 dispon\u00edvel em diferentes tipos e pode envolver terapia familiar e terapia comportamental para ajudar o viciado aprender a viver sem drogas.<\/p>\n<p><strong>Defini\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A <strong>depend\u00eancia f\u00edsica<\/strong> \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica causada pelo uso cr\u00f4nico de uma droga formadora de toler\u00e2ncia, na qual a retirada abrupta ou gradual do medicamento causa sintomas f\u00edsicos desagrad\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Depend\u00eancia f\u00edsica<\/strong> pode desenvolver a partir de doses baixas de uso terap\u00eautico de certos medicamentos como benzodiazep\u00ednicos, opi\u00f3ides, antiepil\u00e9pticos e antidepressivos, bem como o uso abusivo recreativo de drogas como o \u00e1lcool, opi\u00e1ceos e benzodiazep\u00ednicos.<\/p>\n<p><strong>Uso<\/strong><\/p>\n<p><strong>Uso<\/strong> de drogas para fins psicotr\u00f3picos em vez de fins m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>Entre os medicamentos psicotr\u00f3picos mais comuns est\u00e3o opi\u00e1ceos (\u00f3pio, morfina, hero\u00edna), alucin\u00f3genos (LSD, mescalina, psilocibina), barbit\u00faricos, coca\u00edna, anfetaminas, tranq\u00fcilizantes e cannabis.<\/p>\n<p>O \u00e1lcool e o tabaco tamb\u00e9m s\u00e3o classificados como drogas.<\/p>\n<p>O termo abuso de drogas \u00e9 normalmente aplicado ao uso excessivo e viciante de drogas. Uma vez que tais drogas podem ter graves efeitos fisiol\u00f3gicos e psicol\u00f3gicos, bem como sociais, muitos governos regulam seu uso.<\/p>\n<p><strong>Depend\u00eancia Qu\u00edmica<\/strong><\/p>\n<p>Depend\u00eancia qu\u00edmica \u00e9 quando, por uma s\u00e9rie de fatores adquiridos ou constitucionais, alguns indiv\u00edduos adquirem uma personalidade que os torna propensos a recorrerem \u00e0s drogas e ficam, portanto, suscept\u00edveis de permanecerem dependentes delas.<\/p>\n<p><strong>Esta vulnerabilidade biol\u00f3gica necessita de tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es ou fatores:<\/strong> a predisposi\u00e7\u00e3o adquirida ou heredit\u00e1ria, condi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-ambientais e a droga. Sem a conjuga\u00e7\u00e3o destes tr\u00eas fatores n\u00e3o h\u00e1 depend\u00eancia qu\u00edmica.<\/p>\n<p><strong>Etapas de uma Depend\u00eancia Qu\u00edmica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Desde o momento em que um indiv\u00edduo entra em contato com uma droga, ele percorre uma s\u00e9ria de etapas que fazem parte da hist\u00f3ria natural de sua intoxica\u00e7\u00e3o, sendo:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>1\u00aa Fase \u2013<\/strong> O in\u00edcio do processo da depend\u00eancia qu\u00edmica \u00e9 pela auto-administra\u00e7\u00e3o de drogas. A subst\u00e2ncia escolhida \u00e9, em regra, a que tem afinidade com o temperamento do drogado (equival\u00eancia temperamental). <strong>1\u00aa. Fase &#8211;<\/strong> \u00c9 a fase onde a droga satisfaz todas as expectativas do indiv\u00edduo e quando este ainda controla a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>2\u00aa. Fase &#8211; Neste per\u00edodo h\u00e1 dois marcos fundamentais:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>1) Instala-se a depend\u00eancia qu\u00edmica<\/strong>: viga mestra da toxicomania; <strong><br \/>\n2) <\/strong>Aus\u00eancia do mecanismo da toler\u00e2ncia.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>3\u00aa. Fase &#8211;<\/strong> Per\u00edodo conflituoso de aparecimento ou agravamento dos sinais ou sintomas psicof\u00edsicos da auto-administra\u00e7\u00e3o da droga e, quando esta, passa a ser dominante.<\/p>\n<p>Aqui se configura o grande equ\u00edvoco do drogado que vai buscar na droga liberdade para os convencionalismos e se depara, afinal, com uma dolorosa pris\u00e3o. A droga j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais usada tanto para repeti\u00e7\u00e3o dos efeitos agrad\u00e1veis, recreacionais e, sim para evitar o sofrimento decorrente da falta da droga.<\/p>\n<p><strong>4\u00aa. Fase &#8211;<\/strong> Neste per\u00edodo, muitas vezes, o dependente qu\u00edmico busca a sa\u00edda, no entanto, n\u00e3o f\u00e1cil dentro de uma perspectiva feliz para o dependente, pois muitas ocorr\u00eancias de natureza fatal podem se interpor. <strong>Exemplo<\/strong>: morte por infec\u00e7\u00f5es (AIDS, tuberculose, septicemia etc), por suic\u00eddio, por overdose, etc.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Depend\u00eancia Ps\u00edquica<\/strong><\/p>\n<p>Trata-se de uma situa\u00e7\u00e3o em que existe um impulso irrefre\u00e1vel no sentido de auto administrar-se uma droga para produzir o prazer ou evitar o mal-estar decorrente da aus\u00eancia da droga (s\u00edndrome da priva\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p><strong>A depend\u00eancia ps\u00edquica indica a exist\u00eancia de altera\u00e7\u00f5es da personalidade que conduzem ou favorecem a manuten\u00e7\u00e3o na depend\u00eancia ps\u00edquica e apresenta os seguintes sintomas: <\/strong>tremores, ansiedade, palpita\u00e7\u00f5es e mal-estar, na aus\u00eancia da droga.<\/p>\n<p><strong>A Depend\u00eancia F\u00edsica<\/strong><\/p>\n<p>Certas drogas, quando s\u00e3o auto-administradas, modificam o funcionamento normal do organismo, determinando um novo estado de equil\u00edbrio. O funcionamento org\u00e2nico passa a se fazer dentro das condi\u00e7\u00f5es criadas pela droga. E isto se torna muito evidente quando se suspende subitamente o uso da droga. Aparece, ent\u00e3o, uma s\u00e9rie de rea\u00e7\u00f5es, sobretudo org\u00e2nicas, que caracterizam a s\u00edndrome de abstin\u00eancia. E todo o quadro ent\u00e3o desenrolado na esfera org\u00e2nica caracteriza a depend\u00eancia f\u00edsica.<\/p>\n<p><strong>S\u00edndrome de Abstin\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Quando um dependente qu\u00edmico deixa de usar subitamente uma droga, surge uma s\u00e9rie de sintomas, mais ou menos graves que caracterizam a s\u00edndrome de abstin\u00eancia. A s\u00edndrome \u00e9 tanto mais acentuada quando a droga determina depend\u00eancia f\u00edsica. Na s\u00edndrome de abstin\u00eancia f\u00edsica determinada pela retirada da morfina num usu\u00e1rio, este passa a ter ansiedade, dores generalizadas, ins\u00f4nia, v\u00f4mitos, diarr\u00e9ia, febre e altera\u00e7\u00f5es cardiovasculares. A s\u00edndrome de abstin\u00eancia, pelos sintomas desagrad\u00e1veis que determina, \u00e9 um dos motivos que impedem que um drogado abandone a droga.<\/p>\n<p><strong>Toler\u00e2ncia<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma das caracter\u00edsticas da depend\u00eancia qu\u00edmica. A toler\u00e2ncia leva o drogado a aumentar progressivamente a quantidade da droga auto-administrada, para que ela produza os efeitos desejados, por serem agrad\u00e1veis. Se o usu\u00e1rio come\u00e7a, por exemplo, a auto-administa\u00e7\u00e3o com 400 mg de coca\u00edna, esta quantidade vai aumentando at\u00e9 v\u00e1rias gramas por dia. Com os barbit\u00faricos, a dose pode come\u00e7ar por i grama e subir at\u00e9 05 a 10 gramas.<\/p>\n<p><strong>A toler\u00e2ncia para uma droga pode valer para outra: <\/strong>\u00e9 o que se chama de toler\u00e2ncia cruzada.<strong> Por exemplo<\/strong>: \u00e1lcool e barbit\u00faricos, opi\u00e1ceos e anfetaminas.<\/p>\n<p><strong>Overdose ou Dose Excessiva<\/strong><\/p>\n<p>O dependente qu\u00edmico pode usar a overdose, conscientemente ou n\u00e3o, por v\u00e1rios motivos. Quando o dependente qu\u00edmico chega a um estado de degrada\u00e7\u00e3o f\u00edsica e moral, ele v\u00ea na overdose, determinante de sua morte, uma solu\u00e7\u00e3o para o impasse em que se encontra. Neste caso, \u00e9 um verdadeiro suic\u00eddio, fato muito freq\u00fcente entre os drogados. Outras vezes ele se decepciona com a droga por n\u00e3o mais produzir os efeitos desejados e a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 o suic\u00eddio.<\/p>\n<p>H\u00e1 casos, no entanto, nos quais o drogado toma uma overdose inadvertidamente. Isto acontece, quando muda de fornecedor da droga que a vende com pouca mistura e, portanto, com maior quantidade de coca\u00edna, de princ\u00edpio ativo. Habituado a usar droga muito falsificada pela mistura com o p\u00f3 de m\u00e1rmore, talco, etc. (h\u00e1 partidas que s\u00f3 cont\u00eam 20% de coca\u00edna) o drogado utiliza uma overdose inconscientemente. Hoje est\u00e1 provado que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a overdose que pode matar o usu\u00e1rio pela morte s\u00fabita (por parada card\u00edaca). Um drogado usu\u00e1rio de coca\u00edna por longo tempo pode, igualmente, morrer por parada card\u00edaca.<\/p>\n<p><strong>Como agem as Drogas<\/strong><\/p>\n<p>Da evolu\u00e7\u00e3o de explica\u00e7\u00e3o passional do drogado pela droga tem-se hoje uma explica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica baseada na bioqu\u00edmica cerebral. Como se sabe as c\u00e9lulas cerebrais &#8211; os neur\u00f4nios &#8211; guardam uma distancia entre si e nisto s\u00e3o diferentes das demais c\u00e9lulas do organismo humano. A comunica\u00e7\u00e3o entre os neur\u00f4nios, para transmiss\u00e3o de mensagens (ou impulsos nervosos) se faz por subst\u00e2ncias qu\u00edmicas chamadas neurotransmissores que atuam na sinapse, em forma\u00e7\u00f5es existentes nos neur\u00f4nios (receptor de membrana). Fala-se, ent\u00e3o, que as drogas psicoativas, como por exemplo, a coca\u00edna, podem modificar, significativamente, o funcionamento normal dos neurotransmissores da\u00ed decorrendo os danos e les\u00f5es produzidos pelas drogas.<\/p>\n<p>As drogas depressoras, como os barbit\u00faricos, podem atuar tanto sobre os neutransmissores como sobre certas c\u00e9lulas, retardando ou diminuindo o prosseguimento da mensagem, tornando os movimentos mais lentos. As drogas excitantes, como a coca\u00edna, aceleram ou aumentam a atividade dos neurotransmissores, levando os mecanismos cerebrais a serem mais r\u00e1pidos ou intensos. J\u00e1 as drogas alucin\u00f3genas prejudicam a produ\u00e7\u00e3o dos neurotransmissores e o funcionamento normal cerebral e, consequentemente, toda a idea\u00e7\u00e3o mental. Tanto no caso das depressoras como das excitantes, o longo uso das mesmas pode alterar toda a fisiologia da neuro-bioqu\u00edmica cerebral.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00f5es e Efeitos das Drogas<\/strong><\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es e efeitos das drogas referem-se aos usu\u00e1rios dependentes qu\u00edmicos. No entanto, \u00e9 preciso que fique bem claro que as outras categorias de usu\u00e1rios &#8211; experimentadores, eventuais e racionais &#8211; podem ter rea\u00e7\u00f5es, \u00e0s vezes graves, pois h\u00e1 que levar em conta as vari\u00e1veis da personalidade e condi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-ambientais que podem modificar as rea\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Jamais esquecer que a depend\u00eancia-qu\u00edmica resulta da conjuga\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas fatores:<\/strong> personalidade, condi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-ambientais e o produto (a droga).<\/p>\n<p><strong>O v\u00edcio e a depend\u00eancia do ponto de vista da psicofarmacologia<\/strong><\/p>\n<p>O uso geral da palavra v\u00edcio, conduz frequentemente a alguma confus\u00e3o. Ultimamente a aten\u00e7\u00e3o tem-se focado mais nos &#8220;novos&#8221; v\u00edcios como a bulimia, a anorexia, o jogo (para n\u00e3o mencionar os v\u00edcios do sexo e do trabalho). S\u00e3o os padr\u00f5es de comportamento que, conforme \u00e9 percebido pela sociedade, se est\u00e3o a tornar, cada vez mais, parte do &#8220;campo dos v\u00edcios&#8221;, os quais s\u00e3o frequentemente abordados de acordo com o modelo dos Alco\u00f3licos An\u00f4nimos<strong>.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Estes &#8216;v\u00edcios&#8217; conduzem a duas quest\u00f5es exclusivas<\/strong>: teremos de nos perguntar se esses padr\u00f5es de comportamento s\u00e3o na realidade v\u00edcios, ou teremos de nos perguntar se \u00e9 conveniente estender o conceito de v\u00edcio para alem do \u00e1lcool, tabaco, ou drogas. A palavra \u00e9 obviamente demasiado indefinida para nos aclarar neste assunto.<\/p>\n<p>Vamos ent\u00e3o observar o v\u00edcio do \u00e1lcool. Deve ser evidente que o conceito de &#8220;alcoolismo&#8221; de um Franc\u00eas \u00e9 diferente do de um Sueco. \u00c9 apenas quando o vicio da droga est\u00e1 em quest\u00e3o que parece existir um amplo consenso sobre a interpreta\u00e7\u00e3o do conceito de v\u00edcio. Mas mesmo ai, n\u00e3o poderemos negar que um Holand\u00eas, que \u00e9 para n\u00e3o falar de um agricultor Paquistan\u00eas tem, sobre o consumo de haxixe, uma ideia diferente da de um alem\u00e3o. A posse de Khat tem, para um juiz Noruegu\u00eas um significado bem diferente do que tem para um seu colega iemenita. Conforme se pode observar, a palavra v\u00edcio tamb\u00e9m tem diferentes interpreta\u00e7\u00f5es quando se fala acerca do v\u00edcio das drogas. Existem duas abordagens que parecem ser capazes de resolver as diferen\u00e7as na interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Depend\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Se bem que falemos de v\u00edcio da droga, queremos que signifique v\u00edcio de substancias que tem um efeito no c\u00e9rebro humano, substancias psicoativas. Quando psicof\u00e1rmacos s\u00e3o administrados, eles alcan\u00e7am a sinapse por interm\u00e9dio do sangue, e ai influenciam a transmiss\u00e3o dos est\u00edmulos. Alguns psicof\u00e1rmacos, por exemplo, estimulam diretamente, se bem que nenhum sinal el\u00e9ctrico (potencial de a\u00e7\u00e3o) seja transmitido.<\/p>\n<p>Para um estimulo artificial dos receptores \u00e9 necess\u00e1ria uma quantidade muito maior do neurotransmissor artificial, do que a que \u00e9 necess\u00e1ria quando o verdadeiro neurotransmissor \u00e9 libertado sobre a influencia de um potencial de a\u00e7\u00e3o. Com uma estimula\u00e7\u00e3o artificial, os receptores s\u00e3o inundados. Se isto ocorre apenas algumas vezes ou muito ocasionalmente, n\u00e3o existe grande problema, mas se por outro lado estas inunda\u00e7\u00f5es acontecem frequentemente, a c\u00e9lula reage produzindo mais receptores para ser capaz de processar as inunda\u00e7\u00e3o regulares. Esta rea\u00e7\u00e3o por seu lado diminui os efeitos da dose administrada.<\/p>\n<p><strong>Este fen\u00f4meno \u00e9 chamado de toler\u00e2ncia: <\/strong>o consumidor necessita de cada vez mais substancia para alcan\u00e7ar o mesmo efeito.<\/p>\n<p>Alem disso, quando a administra\u00e7\u00e3o da substancia \u00e9 interrompida, o numero de neurotransmissores naturais \u00e9 demasiado pequeno para o aumento significativo da quantidade dos receptores. As c\u00e9lulas nervosas ficaram habituadas \u00e0 administra\u00e7\u00e3o de grandes quantidades do neurotransmissores artificiais, o corpo ficou habituado a presen\u00e7a da substancia e n\u00e3o pode mais funcionar sem ela. Ele <b>necessita<\/b> da substancia. Esta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 chamada de <b>depend\u00eancia f\u00edsica<\/b>. Se existir uma interrup\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, tamb\u00e9m se manifestam sintomas anormais, sintomas de abstin\u00eancia, tamb\u00e9m chamado de <b>s\u00edndroma de abstin\u00eancia<\/b>.<\/p>\n<p><strong>O s\u00edndroma de abstin\u00eancia tem tr\u00eas caracter\u00edsticas:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Inicio dentro de um per\u00edodo de tempo definido, cuja dura\u00e7\u00e3o \u00e9 dependente da dura\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o da substancia em quest\u00e3o;<\/p>\n<p>O desenvolvimento de novos sintomas durante o s\u00edndroma de abstin\u00eancia; e<\/p>\n<p>Os sintomas devem desaparecer de novo ap\u00f3s o auge.<\/p><\/blockquote>\n<p>Quer a depend\u00eancia f\u00edsica que a toler\u00e2ncia s\u00e3o caracter\u00edsticas que n\u00e3o dependem muito das quest\u00f5es individuais, mas que se devem a natureza das substancias.<\/p>\n<p>Muitos fatores gen\u00e9ticos diferentes podem, de qualquer modo, influenciar o efeito da substancia. Um exemplo disto ser\u00e1 o fato de para as mulheres ser mais dif\u00edcil destruir o \u00e1lcool devido \u00e0 menor atividade, no sexo feminino, da enzima que inativa o \u00e1lcool, a desidrogenasse alco\u00f3lica. Outro exemplo \u00e9 a pobre transforma\u00e7\u00e3o da code\u00edna, uma subst\u00e2ncia derivada da morfina, que se verifica em algumas pessoas com uma variedade especial de uma enzima de desativa drogas, cytochrome P-450, pelo que neles a code\u00edna n\u00e3o tem o seu efeito normal na elimina\u00e7\u00e3o da dor. As pesquisas experimentais em animais tamb\u00e9m mostram uma diferen\u00e7a na sensibilidade \u00e0 morfina.<\/p>\n<p>Alem disso, Eriksson e alguns outros, mostraram que o uso de morfina por via paterna nos ratos, tem um efeito na primeira gera\u00e7\u00e3o de descendentes (menor peso \u00e0 nascen\u00e7a, uma maior incid\u00eancia na morte pr\u00e9-natal, e uma sensibilidade mais elevada ao efeito analg\u00e9sico da morfina), um efeito que contudo, n\u00e3o se encontra presente na segunda gera\u00e7\u00e3o, o que significa que n\u00e3o foram causadas por um mudan\u00e7a no genoma, mas pela manipula\u00e7\u00e3o da espermatogenese.<\/p>\n<p>Mas mesmo se tomarmos em considera\u00e7\u00e3o estas esp\u00e9cies, geneticamente determinadas, diferentes, ainda poderemos dizer que, teoricamente, a depend\u00eancia f\u00edsica e a toler\u00e2ncia, ocorrem em qualquer pessoa que durante um per\u00edodo de tempo e mais o menos regularmente ingere neurotransmissores artificiais, como acontece quando os opi\u00e1ceos s\u00e3o usados como analg\u00e9sicos ap\u00f3s opera\u00e7\u00f5es perigosas ou em casos de doen\u00e7a quem tenham, como um dos sintomas, dores violentas. De qualquer modo, os nossos hospitais n\u00e3o s\u00e3o propriamente f\u00e1bricas de dependentes. \u00c9 verdade que os m\u00e9dicos nunca param bruscamente a administra\u00e7\u00e3o de \u00f3piaceos ( a dosagem \u00e9, durante um per\u00edodo de tempo, reduzida gradualmente at\u00e9 zero, (chamado fim do desmame), mas que, em contraste com os toxicodependentes ap\u00f3s um procedimento semelhante (um processo de redu\u00e7\u00e3o na terminologia das depend\u00eancias), estes pacientes n\u00e3o v\u00e3o diretos ao passador. Em resumo, a depend\u00eancia f\u00edsica n\u00e3o \u00e9 determinante para o v\u00edcio, alguma outra coisa tem de estar presente.<\/p>\n<p>Este outro aspecto \u00e9 a <b>depend\u00eancia psicol\u00f3gica<\/b>. A depend\u00eancia psicol\u00f3gica, em contraste com a depend\u00eancia f\u00edsica, depende menos da substancia do que do consumidor. A depend\u00eancia psicol\u00f3gica tem a ver com &#8220;<b>apraz\u00edvel<\/b>&#8220;. Existem coisas que podem ser t\u00e3o agrad\u00e1veis que quase n\u00e3o funcionamos sem elas. Mas se achamos alguma coisa agrad\u00e1vel depende de n\u00f3s e n\u00e3o da coisa em si. Algumas pessoas gostam de doces, outras de coisas apetitosas. Ent\u00e3o, mesmo que n\u00e3o possamos dizer que uma substancia causa depend\u00eancia psicol\u00f3gica, poderemos observar que muitas mais pessoas gostam de doces do que de outras coisas apetitosas. Ent\u00e3o as hip\u00f3teses de que algu\u00e9m que nunca tenha experimentado qualquer coisa doce, goste de doces ap\u00f3s provar \u00e9 maior. Para sermos capazes de examinar as bases deste fen\u00f4meno iremos dar um olhar mais aproximado nos efeitos dos psicof\u00e1rmacos classificados como viciantes.<\/p>\n<p>Quando abordamos os centros subcorticais, prestamos alguma aten\u00e7\u00e3o ao <b>n\u00facleo accumbens<\/b>. J\u00e1 t\u00ednhamos referido anteriormente que este grupo de c\u00e9lulas funciona como uma esp\u00e9cie de centro de recompensa e puni\u00e7\u00e3o. As experi\u00eancias em animais deram-nos uma indica\u00e7\u00e3o sobre a extens\u00e3o da capacidade viciadora. Os animais s\u00e3o equipados com uma infus\u00e3o permanentemente implantada, cuja administra\u00e7\u00e3o podem controlar pelo premir de um bot\u00e3o. Se a substancia tiver propriedades viciantes, os animais procedem \u00e0 sua administra\u00e7\u00e3o num grau crescente. Este \u00e9 chamado o comportamento de auto-inje\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O comportamento dos animais (geralmente ratos ou macacos) neste caso, pode n\u00e3o ser considerado como id\u00eantico aos humanos, se bem que este seja frequentemente o caso com os v\u00edcios.<\/p>\n<p><strong>As poss\u00edveis diferen\u00e7as, s\u00e3o em primeiro lugar devido a estas experi\u00eancias com animais serem sempre em isolamento:<\/strong> n\u00e3o existe intera\u00e7\u00e3o social, de modo que nenhum outro estimulo recompensador pode ser recebido. Existe pouco mais do que administrar uma recompensa qu\u00edmica. Aproveitemos a situa\u00e7\u00e3o para pensar tamb\u00e9m sobre o uso de drogas pelas popula\u00e7\u00f5es prisionais. Quando o ambiente tamb\u00e9m oferece outros est\u00edmulos recompensantes, a recompensa qu\u00edmica \u00e9 menos importante.<\/p>\n<p>A segunda diferen\u00e7a, \u00e9 que os humanos tem um report\u00f3rio muito mais complicado de padr\u00f5es de comportamento, por outras palavras o c\u00f3rtex humano permite muito mais possibilidades de modificar o comportamento. O comportamento de depend\u00eancia psicol\u00f3gica nos humanos est\u00e1 presente apenas quando nem o ambiente interno (<strong>exemplo:<\/strong> no caso de dist\u00farbios psicol\u00f3gicos) nem o ambiente externo (situa\u00e7\u00e3o social e familiar) oferecem est\u00edmulos recompensadores suficientes. Apenas assim observamos a ocorr\u00eancia de depend\u00eancia psicol\u00f3gica. A depend\u00eancia psicol\u00f3gica nos seres humanos n\u00e3o provem necessariamente de substancias que estimulam o sistema de recompensa. Os seres humanos tamb\u00e9m podem ficar psicologicamente dependentes de outras atividades recompensadoras. O melhor exemplo desta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 o jogo. A excita\u00e7\u00e3o que o jogo invoca \u00e9 para alguns uma recompensa, e conduz \u00e0 &#8220;febre do jogo&#8221;. De uma forma similar, fala-se da bulimia, ou da sua ant\u00edtese, a anorexia.<\/p>\n<p>Isto, claro est\u00e1 n\u00e3o diminui o fato de algumas substancias estimularem o centro de recompensa humanos, mais do que outras, e desta forma evocando mais rapidamente o comportamento dependente.<\/p>\n<p>Uma quest\u00e3o que pode ainda ser colocada \u00e9 se o &#8220;v\u00edcio&#8221; usa e conhece os s\u00edmbolos lingu\u00edsticos. De acordo com Lindesmith conhece, e por exemplo, os chimpanz\u00e9s n\u00e3o conseguem ficar viciados. Consideramos os chimpanz\u00e9s que demonstram ansiedade de forma semelhante aos doentes que, n\u00e3o sabendo que lhes \u00e9 administrada morfina, demonstram ansiedade, mas sim dirigidos para a atenua\u00e7\u00e3o da dor ou ainda mais diretamente para a administra\u00e7\u00e3o da inje\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dizemos, em contraste com Spraggs que considera os dois como exemplos de vicio, que eles n\u00e3o s\u00e3o viciados.<\/p>\n<p><strong>Desvios<\/strong><\/p>\n<p><strong>Um aspecto totalmente diferente, o dos padr\u00f5es e o transpor desses padr\u00f5es \u00e9, de qualquer maneira, tamb\u00e9m claro:<\/strong> quanto mais o comportamento se desvia dos padr\u00f5es locais, mais facilmente se tende a ser definido como um vicio.<\/p>\n<p>Esta normaliza\u00e7\u00e3o social \u00e9 qualificante se os padr\u00f5es de comportamento prevalentes condenam o uso de uma substancia.<\/p>\n<p>O comportamento dos toxicodependentes (junkies), \u00e9 corretamente condenado. Mas ser\u00e1 que isto tem a ver com as &#8220;drogas&#8221; ou com uma situa\u00e7\u00e3o especial de depend\u00eancia, uma situa\u00e7\u00e3o em que o objeto de depend\u00eancia \u00e9 &#8220;escasso&#8221;?<\/p>\n<p>Como vimos mais acima, o comportamento que chamamos de &#8220;viciado&#8221;, \u00e9 o comportamento que apenas surge como resultado se, a substancia causa depend\u00eancia f\u00edsica, e por conseguinte \u00e9 <b>necess\u00e1ria<\/b>; diminui o stress, e por conseguinte \u00e9 <b>agrad\u00e1vel<\/b> e \u00e9 tamb\u00e9m proibida, e portanto <b>escassa<\/b>, este comportamento torna-se o padr\u00e3o dos comportamentos toxicodependentes.<\/p>\n<p>O mesmo perfil pode ser aplicado a todas as outras substancias psicoativas, quer sejam legais como o \u00e1lcool e o tabaco, ou semi-legais como os tranquilizantes e os hipn\u00f3ticos, ou ainda ilegais como as substancias que apressadamente classificamos como drogas. Todas estas substancias causam os seus efeitos pela interfer\u00eancia, de uma forma ou de outra, com o mecanismo de transfer\u00eancia de est\u00edmulos entre as c\u00e9lulas nervosas. Os efeitos diferentes s\u00e3o devidos a diferen\u00e7as na atividade dos neurotransmissores envolvidos e as suas diferentes propriedades.<\/p>\n<p>Pelo uso da palavra &#8220;v\u00edcio&#8221;, obtemos um cocktail vari\u00e1vel de conceitos de depend\u00eancia f\u00edsica, depend\u00eancia psicol\u00f3gica e &#8220;problemas&#8221;, o grau no qual, o resultado ultimo, do comportamento gerado se desvia dos nossos padr\u00f5es. Com isto deixamos o conceito de depend\u00eancia e debru\u00e7amo-nos sobre o conceito de &#8220;desvio&#8221; anteriormente mencionado. Em rela\u00e7\u00e3o a cada fator, no comportamento humano visualizamos uma divis\u00e3o; de acordo com Gauss, a curva em forma de sino (curva de gauss). No meio temos o padr\u00e3o prevalente. N\u00e3o interessa qual \u00e9. De ambos os lados temos desvios. O primeiro desvio deste padr\u00e3o n\u00e3o tem qualquer significado. O segundo j\u00e1 merece um coment\u00e1rio, &#8220;oh \u00e9 a sua maneira de ser&#8221;. Desviante mas nada de s\u00e9rio. Ser\u00e1 apenas quando se passa o segundo desvio do padr\u00e3o que se torna dif\u00edcil. N\u00f3s temos diferentes m\u00e9todos de lidar com o assunto.<\/p>\n<p><strong>De qualquer modo, todos esses m\u00e9todos tem de satisfazer uma condi\u00e7\u00e3o:<\/strong> tem de ser livres de comportamentos amea\u00e7adores. Afinal, a sociedade n\u00e3o \u00e9 apenas um numeroso grupo de indiv\u00edduos, n\u00e3o sociedade \u00e9 definida como um grupo de pessoas que mais ou menos concordam entre elas sobre algumas coisas. E das coisas em que n\u00f3s concordamos mais ou menos ser\u00e3o os valores e as regras de comportamento, os nossos padr\u00f5es baseados nesses valores.<\/p>\n<p>Um desvio extremo a esses padr\u00f5es \u00e9 essencialmente amea\u00e7ador para a sociedade. Deste modo, temos de evitar o perigo.<\/p>\n<p><strong>O que atualmente \u00e9 feito considerando este comportamento como patol\u00f3gico<\/strong>: foram assim criadas as doen\u00e7as do \u00e2mbito da droga, sendo um toxicodependente um doente. Esta postura, tomada pelo mundo da medicina neste final de s\u00e9culo \u00e9 neste aspecto altamente instrumental.<\/p>\n<p><strong>A Droga<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Droga<\/strong> \u00e9 toda e qualquer subst\u00e2ncia que atua no nosso c\u00e9rebro de forma a alterar nosso comportamento, humor, pensamento e percep\u00e7\u00e3o da realidade. s\u00e3o subst\u00e2ncias psicoativas, pois ativam mecanismos qu\u00edmicos, ps\u00edquicos, em nossa mente, podendo nos trazer algum tipo de prazer, ou al\u00edvio de desprazer, imediatamente. s\u00e3o capazes portanto, de nos seduzir a busca de tal sensa\u00e7\u00e3o mais uma vez, mais outra, e mais uma. quando menos se imagina, podemos estar dependendo de tais subst\u00e2ncias para nos sentirmos normais, tanto f\u00edsica, como psicologicamente.<\/p>\n<p>Existem as drogas l\u00edcitas que s\u00e3o aquelas legalmente produzidas e comercializadas (\u00e1lcool, tabaco, medicamentos, inalantes, solventes), sendo que a comercializa\u00e7\u00e3o de alguns medicamentos \u00e9 controlada, pois h\u00e1 risco de causar depend\u00eancia f\u00edsica\/ps\u00edquica. E tamb\u00e9m as drogas Il\u00edcitas, que s\u00e3o aquelas subst\u00e2ncias cuja comercializa\u00e7\u00e3o \u00e9 proibida por provocar alt\u00edssimo risco de causar depend\u00eancia f\u00edsica e\/ou ps\u00edquica (coca\u00edna, maconha, crack, etc).<\/p>\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o das Drogas segundo sua Origem<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Drogas usadas em estado natural: maconha, solventes (ou vol\u00e1teis):<\/strong> Os solventes ou vol\u00e1teis apesar de serem industrializados, s\u00e3o usados sem nenhum procedimento a mais. <strong><br \/>\nDrogas semi-industrializadas: <\/strong>s\u00e3o assim chamadas porque o seu preparo utiliza processos muito simples, com tecnologia rudimentar e no pr\u00f3prio local onde s\u00e3o colhidas as folhas do vegetal que tem o princ\u00edpio ativo. <strong>Exemplo<\/strong>: coca\u00edna, Santo Daime, etc. <strong><br \/>\nDrogas industrializadas: <\/strong>s\u00e3o as que exigem tecnologia apropriada para a sua obten\u00e7\u00e3o. <strong>Exemplo<\/strong>: LSD-25, morfina, entre as il\u00edcitas e todas as drogas l\u00edcitas (destinadas a uso m\u00e9dico). <strong>Exemplo<\/strong>: barbit\u00faricos, anfetaminas, etc. <strong><br \/>\nDrogas projetadas: <\/strong>s\u00e3o as drogas resultantes dos laborat\u00f3rios de pesquisa do narcotr\u00e1fico. <strong>Exemplo<\/strong>: speed-ball (mistura de coca\u00edna com hero\u00edna), \u00eaxtase ou MDMA.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Drogas Estimulantes<\/strong><\/p>\n<p><strong>S\u00e3o aquelas em que a pessoa fica alerta, atenta, dando aos usu\u00e1rios a impress\u00e3o de serem mais fortes, din\u00e2micos ou potentes, de renderem mais no trabalho, de tornarem-se mais corajosos, aumentando a atividade cerebral, agindo como estimulante do Sistema Nervoso Central, causando altera\u00e7\u00f5es no funcionamento do organismo tais como:<\/strong> aumento dos batimentos card\u00edacos, respira\u00e7\u00e3o, press\u00e3o sang\u00fc\u00ednea, temperatura corporal, perda do apetite e do sono.<\/p>\n<p><strong>Drogas Depressoras<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o aquelas subst\u00e2ncias que deprimem a atividade geral do c\u00e9rebro, causam certo relaxamento, em que a pessoa sente-se mais \u00e0 vontade, mais calma.<\/p>\n<p>Estas drogas, quando utilizadas d\u00e3o prazer porque afastam a sensa\u00e7\u00f5es desagrad\u00e1veis, reduzem a ins\u00f4nia, a ansiedade e a depress\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Com o uso cr\u00f4nico prolongado, causam efeitos f\u00edsicos e\/ou ps\u00edquicos: <\/strong>a fala fica arrastada, o pensamento e a mem\u00f3ria prejudicados, podem ocorrer irritabilidade, altera\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas de humor, com o indiv\u00edduo indo do riso ao choro, de um momento para o outro, e com doses altas levam a convuls\u00f5es, depress\u00e3o respirat\u00f3ria e do c\u00e9rebro, podendo at\u00e9 causar a morte.<\/p>\n<p><strong>Drogas Perturbadoras<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o subst\u00e2ncias que produzem distor\u00e7\u00f5es, desvios ou anormalidades na atividade cerebral (funcionamento do Sistema Nervoso Central), tamb\u00e9m chamadas psicod\u00e9licas. Com elas o c\u00e9rebro funciona desordenadamente, &#8220;perturbando&#8221; a transmiss\u00e3o de mensagens nervosas at\u00e9 a consci\u00eancia. As distor\u00e7\u00f5es de formas e cores s\u00e3o tidas em certas \u00e9pocas como meio de entrar em contato com o sobrenatural.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, as alucina\u00e7\u00f5es correspondem a sintomas semelhantes a de problemas mentais graves.<\/p>\n<p><strong>As Drogas mais consumidas e seus principais efeitos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Drogas Perturbadoras do SNC<\/strong><\/p>\n<p><strong>MACONHA:<\/strong><\/p>\n<p>Origem asi\u00e1tica (cannabis sativa). \u00c9 habitualmente fumada.<\/p>\n<blockquote><p><strong>EFEITOS PS\u00cdQUICOS:<\/strong> Sonol\u00eancia, altera\u00e7\u00f5es na percep\u00e7\u00e3o, alucina\u00e7\u00f5es, dificuldades para concentra\u00e7\u00e3o, compuls\u00e3o, s\u00edndrome amotivacional, preju\u00edzos de mem\u00f3ria e aten\u00e7\u00e3o. <strong><br \/>\nEFEITOS F\u00cdSICOS:<\/strong> Conjuntivite cr\u00f4nica, relativa impot\u00eancia sexual, ins\u00f4nia, taquicardia, sede e n\u00e1useas, boca seca. Produz acentuada depend\u00eancia psicol\u00f3gica e leve depend\u00eancia f\u00edsica.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>LSD-25:<\/strong><\/p>\n<p>Derivado do \u00e1cido lis\u00e9rgico (produto biol\u00f3gico encontrado no fungo do centeio). Habitualmente administrado por via oral.<\/p>\n<blockquote><p><strong>EFEITOS PS\u00cdQUICOS: <\/strong>Altera\u00e7\u00f5es visuais e t\u00e1teis, despersonaliza\u00e7\u00e3o, assemelhando-se a rea\u00e7\u00f5es esquizofr\u00eanicas agudas, alucina\u00e7\u00f5es profundas. S\u00e3o comuns suic\u00eddios involunt\u00e1rios (o indiv\u00edduo pensa que pode voar). <strong><br \/>\nEFEITOS F\u00cdSICOS: <\/strong>Midr\u00edase acentuada (aumento da pupila), taquicardia, tremores, dores pelo corpo. Em caso de overdose, a morte ocorre por parada respirat\u00f3ria. Produz moderada depend\u00eancia ps\u00edquica. Geralmente n\u00e3o ocorre depend\u00eancia f\u00edsica ou s\u00edndrome de abstin\u00eancia.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Drogas Estimulantes do SNC<\/strong><\/p>\n<p><strong>COCA\u00cdNA:<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o principal alcal\u00f3ide extra\u00eddo das folhas do arbusto Erythroxylon coca, origin\u00e1rio do Peru e Bol\u00edvia. \u00c9 um p\u00f3 branco, cristalino, de sabor amargo, deixando a boca anestesiada (anest\u00e9sico local). Poderoso estimulante do SNC. Pode ser ingerido, aspirado ou injetado.<\/p>\n<blockquote><p><strong>EFEITOS PS\u00cdQUICOS: <\/strong>Altamente estimulante, tagarelice, id\u00e9ias de grandeza, id\u00e9ias paran\u00f3ides, del\u00edrios persecut\u00f3rios, alucina\u00e7\u00f5es visuais, auditivas e t\u00e1teis. <strong><br \/>\nEFEITOS F\u00cdSICOS: <\/strong>Hiperatividade, ins\u00f4nia, perda de apetite , pupilas dilatadas, acelera\u00e7\u00e3o do pulso e aumento da press\u00e3o arterial e taquicardia, perda de sensa\u00e7\u00e3o de cansa\u00e7o e aumento da resist\u00eancia f\u00edsica. A coca\u00edna provoca apenas depend\u00eancia psicol\u00f3gica.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>CRACK:<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a base livre da coca\u00edna, desenvolvida na d\u00e9cada de 70, e que visava tornar a coca\u00edna fum\u00e1vel. Entra no corpo diretamente atrav\u00e9s dos pulm\u00f5es, atingindo o c\u00e9rebro mais depressa do que quando aspirada, desequilibrando a qu\u00edmica cerebral mais rapidamente, e deixando o equil\u00edbrio hormonal do c\u00e9rebro em desordem. Droga altamente estimulante, cuja forma de administra\u00e7\u00e3o \u00e9 feita fumando-se as pedrinhas em cachimbos (geralmente improvisados).<\/p>\n<blockquote><p><strong>EFEITOS PS\u00cdQUICOS: <\/strong>Altamente estimulante, intensa tagarelice, id\u00e9ias paran\u00f3ides, del\u00edrios. Persecut\u00f3rios intensos, alucina\u00e7\u00f5es, agressividade. <strong><br \/>\nEFEITOS F\u00cdSICOS:<\/strong> Ins\u00f4nia, inapet\u00eancia, dilata\u00e7\u00e3o de pupilas, aumento da press\u00e3o arterial, taquicardia, chegando \u00e0 convuls\u00e3o. Provoca depend\u00eancia psicol\u00f3gica.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>ANFETAMINAS:<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o drogas sint\u00e9ticas, fabricadas em laborat\u00f3rio (conhecidas como &#8220;bolinhas&#8221; ou &#8220;rebites&#8221;). Muito usadas para emagrecer (moderadores de apetite), e tamb\u00e9m para manter as pessoas acordadas por longos per\u00edodos, com efeitos muito semelhantes aos da coca\u00edna.<\/p>\n<blockquote><p><strong>EFEITOS PS\u00cdQUICOS:<\/strong> Excitabilidade, alucina\u00e7\u00f5es, del\u00edrios (psicose anfetam\u00ednica), sensa\u00e7\u00e3o de for\u00e7a, chegando at\u00e9 a mudan\u00e7as de personalidade.<strong><br \/>\nEFEITOS F\u00cdSICOS:<\/strong> Inapet\u00eancia, nervosismo, ins\u00f4nia, agressividade, aumento da press\u00e3o sang\u00fc\u00ednea, midr\u00edase (dilata\u00e7\u00e3o da pupila), taquicardia. O uso de anfetaminas causa depend\u00eancia f\u00edsica e psicol\u00f3gica, raz\u00e3o pela qual estes medicamentos exigem severo controle m\u00e9dico.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>NICOTINA:<\/strong><\/p>\n<p>Subst\u00e2ncia de efeito estimulante, encontrada no tabaco (cigarros). Produz intensa depend\u00eancia f\u00edsica e psicol\u00f3gica, al\u00e9m de graves doen\u00e7as como bronquite cr\u00f4nica, enfisema pulmonar e diversos tipos de c\u00e2ncer. Esta droga ocasiona depend\u00eancia muito acentuada, o que torna bastante dif\u00edcil parar de fumar.<\/p>\n<p><strong>Drogas Depressoras do SNC<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c1LCOOL:<\/strong><\/p>\n<p>\u00c1lcool et\u00edlico, extra\u00eddo da fermenta\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias a\u00e7ucaradas (uva, cana-de-a\u00e7\u00facar, cereais), sendo poderoso depressor do S.N.C.<\/p>\n<blockquote><p><strong>EFEITOS PS\u00cdQUICOS:<\/strong> Dist\u00farbios de personalidade, atitudes impulsivas, desinibi\u00e7\u00e3o social. <strong><br \/>\nEFEITOS F\u00cdSICOS: <\/strong>cirrose hep\u00e1tica, neurite, gastrite, perda de consci\u00eancia (coma alco\u00f3lico). Produz acentuada depend\u00eancia f\u00edsica e ps\u00edquica, e em s\u00edndrome de abstin\u00eancia &#8220;delirium tremens&#8221; e at\u00e9 alucina\u00e7\u00f5es. As depend\u00eancias f\u00edsica e ps\u00edquica s\u00e3o de dif\u00edcil controle, por se tratar de droga &#8220;socialmente aceita&#8221; e por vezes at\u00e9 incentivada.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>INALANTES OU SOLVENTES:<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o produtos qu\u00edmicos (\u00e9ter, clorof\u00f3rmio, acetona, cola), e que s\u00e3o usados por inala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p><strong>EFEITOS PS\u00cdQUICOS:<\/strong> Apar\u00eancia de \u00e9brio, hilaridade, excita\u00e7\u00e3o, incoordena\u00e7\u00e3o motora, perda de equil\u00edbrio.<strong><br \/>\nEFEITOS F\u00cdSICOS:<\/strong> Analgesia, narcose, inconsci\u00eancia, v\u00f4mitos, perturba\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias, vasomotoras e coriza. Provoca depend\u00eancia ps\u00edquica e f\u00edsica.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>CALMANTES E SEDATIVOS (BARBIT\u00daRICOS):<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o usadas para induzir o sono e tranq\u00fcilizar, e seu uso cont\u00ednuo pode levar \u00e0 depend\u00eancia f\u00edsica e ps\u00edquica.<\/p>\n<blockquote><p><strong>EFEITOS PSICOL\u00d3GICOS:<\/strong> Sonol\u00eancia, sensa\u00e7\u00e3o de calma e relaxamento, sensa\u00e7\u00e3o de embriaguez. <strong><br \/>\nEFEITOS F\u00cdSICOS:<\/strong> Afeta a respira\u00e7\u00e3o, o cora\u00e7\u00e3o e a press\u00e3o do sangue, causando dificuldade para se movimentar e sono pesado.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>TRANQ\u00dcILIZANTES OU ANSIOL\u00cdTICOS (BENZODIAZEP\u00cdNICOS):<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o medicamentos usados para controlar a ansiedade e o nervosismo das pessoas.<\/p>\n<blockquote><p><strong>EFEITOS PS\u00cdQUICOS:<\/strong> Tranq\u00fcilidade, relaxamento, indu\u00e7\u00e3o ao sono, redu\u00e7\u00e3o do estado de alerta. <strong><br \/>\nEFEITOS F\u00cdSICOS:<\/strong> Hipotonia muscular (a pessoa fica &#8220;mole&#8221;), dificuldade para andar, diminui\u00e7\u00e3o da press\u00e3o sang\u00fc\u00ednea e dos reflexos psicomotores. Os benzodiazep\u00ednicos causam depend\u00eancia f\u00edsica e psicol\u00f3gica.<\/p><\/blockquote>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte: <\/span>www.wisegeekhealth.com\/www.geocities.com\/www.unisc.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que \u00e9 depend\u00eancia de drogas? Depend\u00eancia de drogas \u00e9 depend\u00eancia de subst\u00e2ncia que \u00e9 a necessidade f\u00edsica e \/ ou psicol\u00f3gica de uma droga. Quando o uso de drogas torna-se o foco da vida de uma pessoa e interfere com a sua capacidade de viver sem a droga, a toxicodepend\u00eancia \u00e9 prov\u00e1vel. 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