{"id":91222,"date":"2016-12-28T14:15:20","date_gmt":"2016-12-28T16:15:20","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=91222"},"modified":"2016-12-28T14:15:20","modified_gmt":"2016-12-28T16:15:20","slug":"corrosao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/quimica\/corrosao","title":{"rendered":"Corros\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Os preju\u00edzos decorrentes da corros\u00e3o atingem somas astron\u00f4micas no mundo todo, inclu\u00eddas as perdas de materiais, os lucros cessantes e o custo da preven\u00e7\u00e3o. As perdas mais graves, no entanto, se contam em vidas humanas e se devem a acidentes ocasionados por falhas de materiais met\u00e1licos.<\/p>\n<p>Corros\u00e3o \u00e9 a deteriora\u00e7\u00e3o de um material met\u00e1lico por a\u00e7\u00e3o qu\u00edmica ou eletroqu\u00edmica do meio ambiente. Com exce\u00e7\u00e3o de alguns metais nobres, que podem ocorrer no estado elementar, os metais s\u00e3o geralmente encontrados na natureza sob a forma de compostos, sendo comum a ocorr\u00eancia de \u00f3xidos e sulfetos met\u00e1licos. Como os compostos t\u00eam conte\u00fado de energia inferior ao dos metais, s\u00e3o relativamente mais est\u00e1veis. Logo, os metais tendem a reagir espontaneamente com os l\u00edquidos ou gases do meio ambiente: o ferro se enferruja no ar e na \u00e1gua e objetos de prata escurecem quando expostos ao ar.<\/p>\n<p>De certo ponto de vista, a corros\u00e3o pode ser considerada o inverso do processo metal\u00fargico. Este transforma o min\u00e9rio de ferro &#8212; \u00f3xido de ferro &#8212; no metal ferro. Este, no entanto, na atmosfera ambiente tende a oxidar-se, voltando \u00e0 condi\u00e7\u00e3o inicial de \u00f3xido. Essa oxida\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m chamada corros\u00e3o.<\/p>\n<p>Corros\u00e3o e eros\u00e3o s\u00e3o processos que n\u00e3o devem ser confundidos. O \u00faltimo termo se aplica a desgaste n\u00e3o eletroqu\u00edmico, ou a desgaste de materiais n\u00e3o-met\u00e1licos. Eros\u00e3o \u00e9, portanto, o desgaste de metais ou outros materiais pela a\u00e7\u00e3o abrasiva de fluidos (g\u00e1s ou l\u00edquido) em movimento, usualmente acelerado pela presen\u00e7a de part\u00edculas s\u00f3lidas em suspens\u00e3o.<\/p>\n<p>Os problemas de destrui\u00e7\u00e3o de materiais met\u00e1licos s\u00e3o freq\u00fcentes e de certa relev\u00e2ncia nas mais variadas atividades, como por exemplo: (1) nas ind\u00fastrias qu\u00edmica, petrol\u00edfera, naval, automobil\u00edstica e de constru\u00e7\u00e3o; (2) nos meios de transporte a\u00e9reos, ferrovi\u00e1rios, mar\u00edtimos e rodovi\u00e1rios; (3) na odontologia, que emprega materiais met\u00e1licos que ficam em contato com a saliva e alimentos corrosivos; (4) na medicina, mais especialmente na \u00e1rea da ortopedia, que emprega materiais met\u00e1licos para facilitar a consolida\u00e7\u00e3o de fraturas, ficando esses materiais em contato com o soro fisiol\u00f3gico, solu\u00e7\u00e3o que cont\u00e9m cloreto de s\u00f3dio e pode ser considerada como meio corrosivo para determinados materiais met\u00e1licos.<\/p>\n<p>As diferentes formas de destrui\u00e7\u00e3o provocadas pela corros\u00e3o podem ser enquadradas nas seguintes categorias: (1) corros\u00e3o uniforme, em que h\u00e1 perda regular ou uniforme da espessura do material; (2) corros\u00e3o alveolar e por pite, ou puntiforme, formas de corros\u00e3o que ocorrem em pequenas \u00e1reas; os alv\u00e9olos s\u00e3o cavidades na superf\u00edcie met\u00e1lica, de fundo arredondado e profundidade menor que seu di\u00e2metro, enquanto os pites t\u00eam as mesmas caracter\u00edsticas dos alv\u00e9olos, mas com profundidade maior que o di\u00e2metro; (3) corros\u00e3o intragranular ou intercristalina, localizada nos contornos dos gr\u00e3os de um metal ou liga; (4) corros\u00e3o intragranular, ou transgranular, que ocorre entre os gr\u00e3os de um metal ou liga; (5) corros\u00e3o filiforme, mais freq\u00fcente sob as pel\u00edculas de tintas ou outros revestimentos, em meios \u00famidos, e caracterizada pelo aspecto de filamentos que toma o produto da corros\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Agentes de corros\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os meios mais intensamente corrosivos s\u00e3o a atmosfera, \u00e1guas pot\u00e1veis, \u00e1gua de rios e estu\u00e1rios, \u00e1gua do mar, solo, produtos qu\u00edmicos, alimentos e subst\u00e2ncias fundidas. A a\u00e7\u00e3o corrosiva da atmosfera \u00e9 influenciada principalmente pela poeira, gases e umidade relativa, sendo de import\u00e2ncia particular o SO2 (di\u00f3xido de enxofre) resultante da queima de carv\u00e3o, \u00f3leo e gasolina, que cont\u00e9m enxofre. O di\u00f3xido de enxofre \u00e9 oxidado a SO3 (tri\u00f3xido de enxofre) que, com a umidade do ar, forma H2SO4 (\u00e1cido sulf\u00farico), tornando a atmosfera bem mais agressiva. Por esse motivo, as atmosferas industriais s\u00e3o mais corrosivas que as rurais. Outro fator importante para a a\u00e7\u00e3o corrosiva da atmosfera \u00e9 a umidade. Em atmosfera de umidade relativa inferior a sessenta por cento, a corros\u00e3o \u00e9 praticamente nula.<\/p>\n<p>Os materiais met\u00e1licos em contato com a \u00e1gua tendem a sofrer corros\u00e3o, que vai depender das v\u00e1rias subst\u00e2ncias que possam contamin\u00e1-la. Nesse processo de corros\u00e3o devem ser considerados, tamb\u00e9m, o pH, a velocidade de escoamento e a temperatura da \u00e1gua. Entre os agentes corrosivos naturais, a \u00e1gua do mar \u00e9 um dos mais en\u00e9rgicos, pois cont\u00e9m concentra\u00e7\u00f5es relativamente elevadas de sais e funciona como eletr\u00f3lito forte, ocasionando um processo r\u00e1pido de corros\u00e3o.<\/p>\n<p>O comportamento do solo como meio corrosivo \u00e9 de grande import\u00e2ncia, levando-se em considera\u00e7\u00e3o as enormes extens\u00f5es de oleodutos, gasodutos, aquedutos e cabos telef\u00f4nicos enterrados, que exigem um controle rigoroso de manuten\u00e7\u00e3o para evitar corros\u00e3o acelerada. Os fatores que mais influenciam a a\u00e7\u00e3o corrosiva dos solos s\u00e3o: porosidade, resistividade el\u00e9trica, sais dissolvidos, umidade, corrente de fuga, pH e bact\u00e9rias.<\/p>\n<p>Nos equipamentos usados em processos qu\u00edmicos \u00e9 indispens\u00e1vel considerar a agressividade dos produtos qu\u00edmicos utilizados, que n\u00e3o s\u00f3 ocasionam desgastes do material met\u00e1lico dos equipamentos como tamb\u00e9m contamina\u00e7\u00e3o dos produtos. O efeito corrosivo dos alimentos depende da forma\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis sais met\u00e1licos t\u00f3xicos. Assim, recipientes de chumbo n\u00e3o devem ser usados na prepara\u00e7\u00e3o de bebidas e alimentos, pois estes podem atac\u00e1-lo, formando sais de chumbo, altamente t\u00f3xicos.<\/p>\n<p>Os metais apresentam diferentes susceptibilidades \u00e0 corros\u00e3o. Assim, estruturas met\u00e1licas de ferro s\u00e3o facilmente corro\u00eddas quando colocadas em orla mar\u00edtima ou em atmosferas industriais; o zinco e o alum\u00ednio apresentam maior resist\u00eancia, que \u00e9 excelente no ouro e na platina.<\/p>\n<p><strong>Prote\u00e7\u00e3o contra a corros\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O conhecimento do mecanismo das rea\u00e7\u00f5es envolvidas nos processos corrosivos \u00e9 pr\u00e9-requisito para o controle efetivo dessas rea\u00e7\u00f5es. O pr\u00f3prio mecanismo da corros\u00e3o pode sugerir modos de combate ao processo corrosivo. Os m\u00e9todos pr\u00e1ticos adotados para diminuir a taxa de corros\u00e3o dos materiais met\u00e1licos consistem em modifica\u00e7\u00f5es nos meios corrosivos e nas propriedades dos metais; emprego de revestimentos protetores (met\u00e1licos e n\u00e3o-met\u00e1licos); prote\u00e7\u00e3o cat\u00f3dica e an\u00f3dica.<\/p>\n<p>Os inibidores de corros\u00e3o s\u00e3o subst\u00e2ncias que adicionadas ao meio corrosivo, mesmo em pequenas quantidades, reduzem a taxa de corros\u00e3o. Entre os numerosos inibidores podem ser citados os nitritos, cromatos, tiour\u00e9ia e aminas. \u00c0s vezes se procura modificar as propriedades do metal, escolhendo uma liga com caracter\u00edsticas tais que o efeito do meio corrosivo se reduza. Assim, a adi\u00e7\u00e3o de cromo aos a\u00e7os inoxid\u00e1veis propicia a forma\u00e7\u00e3o de uma camada de Cr2O3 (\u00f3xido de cromo) que protege o a\u00e7o. Costuma-se tamb\u00e9m adicionar, em a\u00e7os especiais, n\u00edquel, ni\u00f3bio, tit\u00e2nio ou molibd\u00eanio, para prote\u00e7\u00e3o contra diferentes tipos de corros\u00e3o. Adiciona-se cerca de 0,2% de cobre aos a\u00e7os doces para aumentar sua resist\u00eancia \u00e0 corros\u00e3o atmosf\u00e9rica.<\/p>\n<p>Nos processos de prote\u00e7\u00e3o por emprego de revestimentos, intercala-se uma camada protetora entre o metal e o meio corrosivo. Os revestimentos podem ser: (1) met\u00e1licos, nos quais se utilizam o zinco (processo de galvaniza\u00e7\u00e3o), o cromo (cromagem), o n\u00edquel (niquelagem), o alum\u00ednio, o c\u00e1dmio, o chumbo e outros; (2) n\u00e3o-met\u00e1licos inorg\u00e2nicos, que s\u00e3o os revestimentos formados por rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas entre o material met\u00e1lico e o meio corrosivo, como a anodiza\u00e7\u00e3o, que consiste na forma\u00e7\u00e3o de Al2O3 (\u00f3xido de alum\u00ednio), de grande ader\u00eancia; (3) n\u00e3o-met\u00e1licos org\u00e2nicos, como tintas, vernizes etc.<\/p>\n<p>De todos os m\u00e9todos aplicados no combate \u00e0 corros\u00e3o, o mais universalmente difundido \u00e9 o baseado em revestimentos org\u00e2nicos, de mais f\u00e1cil aplica\u00e7\u00e3o e, na maioria das vezes, o mais econ\u00f4mico. Destacam-se as tintas que cont\u00eam pigmentos anticorrosivos, como, por exemplo, zarc\u00e3o, zinco e cromato de zinco, e tamb\u00e9m aquelas em que s\u00e3o usadas resinas alqu\u00eddicas, fen\u00f3licas, vin\u00edlicas, poliuretanas e ep\u00f3xi.<\/p>\n<p>A prote\u00e7\u00e3o cat\u00f3dica \u00e9 a t\u00e9cnica de combate \u00e0 corros\u00e3o que consiste em reduzir o potencial do material met\u00e1lico a um valor que impede a rea\u00e7\u00e3o de oxida\u00e7\u00e3o do metal. Pode ser galv\u00e2nica, em que os chamados \u00e2nodos de sacrif\u00edcio, de magn\u00e9sio, zinco ou alum\u00ednio, s\u00e3o atacados em lugar da estrutura protegida; ou por corrente impressa, em que se utiliza uma fonte externa de corrente cont\u00ednua, como um retificador, e empregam-se \u00e2nodos auxiliares que podem ser inertes e funcionar apenas como condutores. Esses sistemas s\u00e3o recomend\u00e1veis para prote\u00e7\u00e3o de cascos de navios, oleodutos, gasodutos etc.<\/p>\n<p>A prote\u00e7\u00e3o an\u00f3dica se baseia na forma\u00e7\u00e3o de uma pel\u00edcula protetora, nos materiais met\u00e1licos, por aplica\u00e7\u00e3o de correntes an\u00f3dicas externas. O m\u00e9todo se recomenda para materiais met\u00e1licos como o n\u00edquel, cromo e tit\u00e2nio.<\/p>\n<p><strong>Fonte: <\/strong>biomania.com<\/p>\n<h6>Corros\u00e3o<\/h6>\n<p>A corros\u00e3o \u00e9 um tipo de deteriora\u00e7\u00e3o que pode ser facilmente encontrada em obras met\u00e1licas.<\/p>\n<p>O a\u00e7o oxida quando em contato com gases nocivos ou umidade, necessitando por isso de cuidados para prolongar sua durabilidade.<\/p>\n<p>A corros\u00e3o \u00e9 um processo de deteriora\u00e7\u00e3o do material que produz altera\u00e7\u00f5es prejudiciais e indesej\u00e1veis nos elementos estruturais. Sendo o produto da corros\u00e3o um elemento diferente do material original, a liga acaba perdendo suas qualidades essenciais, tais como resist\u00eancia mec\u00e2nica, elasticidade, ductilidade, est\u00e9tica, etc.<\/p>\n<p>Em certos casos quando a corros\u00e3o est\u00e1 em n\u00edveis elevados, torna-se impratic\u00e1vel sua remo\u00e7\u00e3o, sendo portanto a preven\u00e7\u00e3o e controle as melhores formas de evitar problemas.<\/p>\n<p>Mais comum e facilmente control\u00e1vel, consiste em uma camada vis\u00edvel de \u00f3xido de ferro pouco aderente que se forma em toda a extens\u00e3o do perfil. \u00c9 caracterizada pela perda uniforme de massa e conseq\u00fcente diminui\u00e7\u00e3o da sec\u00e7\u00e3o transversal da pe\u00e7a.<\/p>\n<p>Esse tipo de corros\u00e3o ocorre devido \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o direta do a\u00e7o carbono a um ambiente agressivo e \u00e0 falta de um sistema protetor. Comumente, o sistema protetor pode se romper durante o transporte ou manuseio da pe\u00e7a, devendo ser rapidamente reparado, antes que ocorra a forma\u00e7\u00e3o de pilhas de a\u00e7\u00e3o local ou aera\u00e7\u00e3o diferencial.<\/p>\n<p><strong>Cuidados em Projetos<\/strong><\/p>\n<p>Corros\u00e3o em uma coluna de a\u00e7o (CASTRO)<\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o e Controle: <\/strong>Dependendo do grau de deteriora\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a, pode-se apenas realizar uma limpeza superficial com jato de areia e renovar a pintura antiga. Em corros\u00f5es avan\u00e7adas, deve-se optar pelo refor\u00e7o ou substitui\u00e7\u00e3o dos elementos danificados.<\/p>\n<p>Em qualquer caso \u00e9 preciso a limpeza adequada da superf\u00edcie danificada.<br \/>\nA corros\u00e3o uniforme pode ser evitada com a inspe\u00e7\u00e3o regular da estrutura e com o uso de ligas especiais como o a\u00e7o inoxid\u00e1vel. Sua localiza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das mais simplificadas e permite que problemas sejam evitados quando se existe servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o preventiva.<\/p>\n<p><strong>Corros\u00e3o uniforme em coluna met\u00e1lica (CASTRO)<\/strong><\/p>\n<p>Esse tipo de corros\u00e3o ocorre devido a forma\u00e7\u00e3o de uma pilha eletrol\u00edtica quando utilizados metais diferentes. As pe\u00e7as met\u00e1licas podem se comportar como eletrodos e promover os efeitos qu\u00edmicos de oxida\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil encontrar esse tipo de contato em constru\u00e7\u00f5es. A galvaniza\u00e7\u00e3o de parafusos, porcas e arruelas; torres met\u00e1licas de transmiss\u00e3o de energia que s\u00e3o inteiramente constitu\u00eddas de elementos galvanizados, esquadrias de alum\u00ednio encostadas indevidamente na estrutura e diversos outros casos decorrentes da inadequa\u00e7\u00e3o de projetos.<\/p>\n<p><strong>Ter\u00e7a corro\u00edda (CASTRO)<\/strong><\/p>\n<p>Preven\u00e7\u00e3o e Controle: Ela \u00e9 evitada atrav\u00e9s do isolamento dos metais ou da utiliza\u00e7\u00e3o de ligas com valores pr\u00f3ximos na s\u00e9rie galv\u00e2nica. Uma forma muito utilizada \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o cat\u00f3dica, que consiste em fazer com que os elementos estruturais se comportem como c\u00e1todos de uma pilha eletrol\u00edtica com o uso de metais de sacrif\u00edcio. Dessa forma, a estrutura funcionar\u00e1 como agente oxidante e receber\u00e1 corrente el\u00e9trica do meio, n\u00e3o perdendo el\u00e9trons para outros metais.<\/p>\n<p><strong>Contato bi-met\u00e1lico a\u00e7o-alum\u00ednio (CASTRO)<\/strong><\/p>\n<p>Outra forma de ataque \u00e0s superf\u00edcies, essa corros\u00e3o forma laminas de material oxidado e se espalha por debaixo dele at\u00e9 camadas mais profundas. O combate a essa flocula\u00e7\u00e3o \u00e9 feito normalmente com tratamento t\u00e9rmico.<\/p>\n<p><strong>Laminas de material corro\u00eddo<\/strong><\/p>\n<p>Ocorre em locais turbulentos onde o meio corrosivo se encontra em alta velocidade aumentando o grau de oxida\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as. \u00c9 poss\u00edvel encontrar esse problema em locais que contenham esgotos em movimento, despejo de produtos qu\u00edmicos (ind\u00fastrias) ou a\u00e7\u00e3o direta de \u00e1gua do mar (portos, pontes e embarca\u00e7\u00f5es). Ela pode ser diminu\u00edda por revestimentos resistentes, prote\u00e7\u00e3o cat\u00f3dica, redu\u00e7\u00e3o do meio agressivo e materiais resistentes \u00e0 corros\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse problema \u00e9 resultante da soma de tens\u00e3o de tra\u00e7\u00e3o e um meio corrosivo. Essa tens\u00e3o pode ser proveniente de encruamento, solda, tratamento t\u00e9rmico, cargas, etc. Normalmente, regi\u00f5es tencionadas funcionam como \u00e2nodos em rela\u00e7\u00e3o ao resto do elemento e tendem a concentrar a cess\u00e3o de el\u00e9trons. Com o tempo surgem microfissuras que podem acarretar um rompimento brusco da pe\u00e7a antes da percep\u00e7\u00e3o do problema.<\/p>\n<p>Altamente destrutivo, esse tipo de corros\u00e3o gera perfura\u00e7\u00f5es em pe\u00e7as sem uma perda not\u00e1vel de massa e peso da estrutura.<\/p>\n<p>Pode ser dif\u00edcil de se detectar quando em est\u00e1gios iniciais, pois na superf\u00edcie a degrada\u00e7\u00e3o \u00e9 pequena se comparada \u00e0 profundidade que pode atingir. Ela ocorre normalmente em locais expostos \u00e0 meios aquosos, salinos ou com drenagem insuficiente.<\/p>\n<p>Pode ser ocasionada pela deposi\u00e7\u00e3o concentrada de material nocivo ao a\u00e7o, por pilha de aera\u00e7\u00e3o diferencial ou por pequenos furos que possam permitir a infiltra\u00e7\u00e3o e o alojamento de subst\u00e2ncias l\u00edquidas na pe\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Pontos com corros\u00e3o avan\u00e7ada (CASTRO)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o e Controle:<\/strong> Para se evitar esse ataque, as pe\u00e7as n\u00e3o devem acumular subst\u00e2ncias na superf\u00edcie e todos os dep\u00f3sitos encontrados devem ser removidos durante as manuten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o deve ser realizada com base no estado em que o processo corrosivo se encontra. Deve-se efetuar a limpeza no local e se a estrutura n\u00e3o estiver comprometida, pode-se cobrir o furo aplicando sobre ele um selante especial.<br \/>\n\u00c9 importante a experi\u00eancia do fiscal devido a possibilidade de se necessitar de uma interven\u00e7\u00e3o mais complexa, com refor\u00e7o da estrutura ou at\u00e9 mesmo substitui\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Pontos fundos sobre corros\u00e3o uniforme<\/strong><\/p>\n<p><strong>Corros\u00e3o por fresta (CASTRO)<\/strong><\/p>\n<p>Ocorre em locais que duas superf\u00edcies est\u00e3o em contato ou muito pr\u00f3ximas (0,025 a 0,1 mm).<\/p>\n<p>Devido a tens\u00e3o superficial da \u00e1gua, esta se aloja nas fendas dispon\u00edveis e tende a causar pilhas de aera\u00e7\u00e3o diferencial, onde a concentra\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio nas bordas \u00e9 superior \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o da \u00e1rea mais interna da fenda, fazendo dessa uma regi\u00e3o an\u00f3dica. Como conseq\u00fc\u00eancia, o processo de corros\u00e3o se concentra na parte mais profunda da fresta, dificultando o acesso e o diagn\u00f3stico desse problema.<\/p>\n<p>Em geral, esse problema afeta somente pequenas partes da estrutura, sendo portanto mais perigosa do que a corros\u00e3o uniforme, cujo alarme \u00e9 mais vis\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o e Controle: <\/strong>Se a corros\u00e3o estiver em est\u00e1gio inicial, pode-se recorrer \u00e0 limpeza superficial, secagem do interior da fenda e veda\u00e7\u00e3o com um l\u00edquido selante, aplicando-se posteriormente um revestimento protetor. Se a corros\u00e3o estiver em n\u00edvel avan\u00e7ado, torna-se necess\u00e1rio como nos outros processos o refor\u00e7o ou substitui\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as.<\/p>\n<p>Todos os defeitos que contenham cantos vivos, locais para dep\u00f3sito de solu\u00e7\u00e3o aquosa ou exposi\u00e7\u00e3o do material n\u00e3o protegido, podem vir a apresentar essa corros\u00e3o.<\/p>\n<p>Por seu tamanho diminuto, as ranhuras muitas vezes passam despercebidas em manuten\u00e7\u00f5es e se tornam vis\u00edveis somente quando o material oxidado aflora na superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Riscos, gretas, pontos parafusados entre outros s\u00e3o enquadrados nesse tema e recebem uma solu\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 corros\u00e3o por frestas.<\/p>\n<p><strong>Coluna com ranhura pr\u00f3ximas a base (CASTRO)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o e Controle<\/strong>: \u00c9 importante a limpeza da superf\u00edcie danificada, removendo-se todas as impurezas do local. Por n\u00e3o serem em geral muito degradantes, essas ranhuras podem ser pintadas garantindo a interrup\u00e7\u00e3o da corros\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Corros\u00e3o em canto vivo<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o conhecidos diversos modos de evitar corros\u00f5es, por\u00e9m, para cada tipo existe um m\u00e9todo que melhor se aplica. Em geral, os processos de preven\u00e7\u00e3o exigem investimento financeiro e s\u00e3o realizados com as pe\u00e7as ainda em ambiente industrial. Outros meios, como revestimento, s\u00e3o feitos em obra e tamb\u00e9m garantem a qualidade da pe\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Fonte: <\/strong>www.cesec.ufpr.br<\/p>\n<h6>Corros\u00e3o<\/h6>\n<p><strong>DEFINI\u00c7\u00c3O DE CORROS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Processo inverso da Metalurgia Extrativa, em que o metal retorna ao seu estado original.<\/p>\n<p>Corros\u00e3o \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o ou deteriora\u00e7\u00e3o de um material devido \u00e0 rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica ou eletroqu\u00edmica com seu meio. Corros\u00e3o \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o de um material pela sua intera\u00e7\u00e3o qu\u00edmica ou eletroqu\u00edmica com o meio<\/p>\n<p><strong>ENGENHARIA DE CORROS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Aplica\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia e trabalho para prevenir ou controlar a corros\u00e3o de maneira econ\u00f4mica e segura<br \/>\nPrinc\u00edpios qu\u00edmicos e metal\u00fargicos<br \/>\nPropriedades mec\u00e2nicas dos materiais<br \/>\nNatureza dos meios corrosivos<br \/>\nDisponibilidade de materiais<br \/>\nProcessos de fabrica\u00e7\u00e3o<br \/>\nProjeto<br \/>\nEnsaios de corros\u00e3o<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-91237 size-full\" title=\"Corros\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros17.jpg\" alt=\"Corros\u00e3o\" width=\"400\" height=\"244\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros17.jpg 400w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros17-300x183.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-91238 size-full\" title=\"Corros\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros18.jpg\" alt=\"Corros\u00e3o\" width=\"400\" height=\"158\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros18.jpg 400w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros18-300x119.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p><strong>MEIOS DE CORROS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>Atmosfera<\/strong><\/p>\n<p><strong>Principais Par\u00e2metros:<br \/>\n<\/strong>&#8211; materiais poluentes<br \/>\n&#8211; umidade relativa<br \/>\n&#8211; temperatura<br \/>\n&#8211; intensidade e dire\u00e7\u00e3o dos ventos<br \/>\n&#8211; varia\u00e7\u00f5es de temperatura e umidade<br \/>\n&#8211; chuvas<br \/>\n&#8211; radia\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o:<\/strong><br \/>\n&#8211; Rural<br \/>\n&#8211; Industrial<br \/>\n&#8211; Marinha<br \/>\n&#8211; Urbana<br \/>\n&#8211; Urbana- Industrial<br \/>\n&#8211; outras combina\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p><strong>Meio aquoso<\/strong><br \/>\n<strong>&#8211; \u00c1guas naturais: <\/strong>\u00e1gua salgada e \u00e1gua doce<br \/>\n&#8211; gases dissolvidos<br \/>\n&#8211; sais dissolvidos<br \/>\n&#8211; material org\u00e2nico<br \/>\n&#8211; bact\u00e9rias e algas<br \/>\n&#8211; s\u00f3lidos em suspens\u00e3o<br \/>\n&#8211; pH e temperatura<br \/>\n&#8211; velocidade da \u00e1gua<\/p>\n<p><strong>Meios l\u00edquidos artificiais: produtos qu\u00edmicos em geral<\/strong><\/p>\n<p><strong>Solos:<\/strong><br \/>\n&#8211; aera\u00e7\u00e3o, umidade e pH<br \/>\n&#8211; microorganismos<br \/>\n&#8211; condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<br \/>\n&#8211; heterogeneidades do solo<br \/>\n&#8211; presen\u00e7a de sais, \u00e1gua e gases<br \/>\n&#8211; resistividade el\u00e9trica<br \/>\n&#8211; correntes de fuga<\/p>\n<p><strong>MECANISMO ELETROQU\u00cdMICO DA CORROS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>C\u00e9lula Eletroqu\u00edmica: <\/strong>C\u00e9lula de Daniell<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-91239 size-full\" title=\"Corros\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros19.jpg\" alt=\"Corros\u00e3o\" width=\"400\" height=\"235\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros19.jpg 400w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros19-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><br \/>\n<strong>Corros\u00e3o: <\/strong>a resist\u00eancia entre os eletrodos \u00e9 nula: c\u00e9lula em curto-circuito<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-91240 size-full\" title=\"Corros\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros20.jpg\" alt=\"Corros\u00e3o\" width=\"400\" height=\"238\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros20.jpg 400w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros20-300x179.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p><strong>Exemplo:<\/strong> rea\u00e7\u00e3o do zinco na presen\u00e7a de \u00e1cido clor\u00eddrico<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Corros\u00e3o\" src=\"http:\/\/old.portalsaofrancisco.com.br\/alfa\/corrosao\/imagens\/corros21.jpg\" alt=\"Corros\u00e3o\" \/><\/p>\n<p>As rea\u00e7\u00f5es an\u00f3dica e cat\u00f3dica s\u00e3o rea\u00e7\u00f5es parciais Ambas rea\u00e7\u00f5es acontecem simultaneamente e \u00e0 mesma velocidade sobre a superf\u00edcie do metal: n\u00e3o h\u00e1 ac\u00famulo de carga el\u00e9trica. Qualquer rea\u00e7\u00e3o que pode ser dividida em dois processos parciais de oxida\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o \u00e9 denominada rea\u00e7\u00e3o eletroqu\u00edmica<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-91242 size-full\" title=\"Corros\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros22.jpg\" alt=\"Corros\u00e3o\" width=\"400\" height=\"236\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros22.jpg 400w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros22-300x177.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p><strong>Metal sofrendo corros\u00e3o consiste:<\/strong><br \/>\nregi\u00e3o que cede eletrons dissolu\u00e7\u00e3o do metal (corros\u00e3o) rea\u00e7\u00e3o an\u00f3dica condutor eletr\u00f4nico regi\u00e3o que consome eletrons rea\u00e7\u00e3o cat\u00f3dica<br \/>\n<strong>condutor i\u00f4nico:<\/strong> eletr\u00f3lito- Teoria de C\u00e9lulas Locais<\/p>\n<p><strong>Fontes de Corros\u00e3o Eletroqu\u00edmica<\/strong><br \/>\n<strong>Heterogeneidades prim\u00e1rias: <\/strong>s\u00e3o inerentes ao material<br \/>\nImpurezas no metal<br \/>\nLigas<br \/>\nV\u00e9rticies e arestas de cristais<br \/>\nPontos de ruptura de filmes protetores<\/p>\n<p><strong>Heterogeneidades secund\u00e1rias:<\/strong> n\u00e3o inerentes ao material<br \/>\nCorrentes el\u00e9tricas de fuga<br \/>\ncontatos bimet\u00e1licos<br \/>\ndiferen\u00e7as no meio corrosivo (aera\u00e7\u00e3o, concentra\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p><strong>CI\u00caNCIA DA SUPERF\u00cdCIE<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ci\u00eancia dos materiais: <\/strong>interpreta as propriedades dos materiais em termos das intera\u00e7\u00f5es entre \u00e1tomos e mol\u00e9culas que constituem o todo do material interpreta\u00e7\u00e3o parcial do comportamento do material.<\/p>\n<p><strong>Ci\u00eancia de Superf\u00edcie:<\/strong> permite explicar falhas inesperadas atrav\u00e9s da associa\u00e7\u00e3o com eventos que se d\u00e3o na superf\u00edcie<br \/>\nassocia\u00e7\u00e3o de um defeito em escala at\u00f4mica na superf\u00edcie causado por uma rea\u00e7\u00e3o de superf\u00edcie e uma tens\u00e3o aplicada ou residual.<\/p>\n<p><strong>INTERFACES<\/strong><\/p>\n<p><strong>Metal:<\/strong> \u00e9 constitu\u00eddo de part\u00edculas carregadas positivas e negativas balanceadas entre si &#8211; condutor eletr\u00f4nico<\/p>\n<p><strong>Filme de umidade: <\/strong>mol\u00e9culas de \u00e1gua, oxig\u00eanio e hidrog\u00eanio &#8211; condutor i\u00f4nico<\/p>\n<p>Interface entre um condutor eletr\u00f4nico e um condutor i\u00f4nico<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-91243 size-full\" title=\"Corros\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros23.jpg\" alt=\"Corros\u00e3o\" width=\"400\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros23.jpg 400w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros23-300x212.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p>Independentemente da forma como ocorre, sempre que h\u00e1 uma interface, ocorre o carregamento de ambos os lados desta interface, e o desenvolvimento de uma diferen\u00e7a de potencial atrav\u00e9s da INTERFASE. Esse carregamento ocorre antes que as cargas nas duas fases sejam iguais em magnitude mas de sinais opostos.<\/p>\n<p>Todas as interfaces s\u00e3o eletrificadas e as superf\u00edcies t\u00eam excesso de carga. Esse excesso de carga \u00e9 que afeta as propriedades de superf\u00edcie dos materiais fazendo-as desviar daquelas determinadas para o material como um todo.<\/p>\n<p>Eletroqu\u00edmica \u00e9 a ci\u00eancia que estuda as conseq\u00fc\u00eancias da transfer\u00eancia de cargas el\u00e9tricas de uma fase para outra<\/p>\n<p>A ci\u00eancia eletroqu\u00edmica estuda, principalmente, a situa\u00e7\u00e3o superficial, particularmente aquelas resultantes das propriedades el\u00e9tricas da interfase.<\/p>\n<p><strong>ELETROQU\u00cdMICA B\u00c1SICA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sistema Eletroqu\u00edmico<\/strong><br \/>\n&#8211; um condutor eletr\u00f4nico em contato com um condutor i\u00f4nico (eletr\u00f3lito) que consiste de ions em movimento<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-91244 size-full\" title=\"Corros\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros24.jpg\" alt=\"Corros\u00e3o\" width=\"400\" height=\"83\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros24.jpg 400w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros24-300x62.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p><strong>\u00c1gua: <\/strong>estruturalmente \u00e9 descrita como uma forma quebrada e xpandida do ret\u00edculo do gelo, havendo um grau consider\u00e1vel de ordem a curta-dist\u00e2ncia, caracterizada por liga\u00e7\u00f5es tetra\u00e9dricas.<br \/>\nMol\u00e9culas que formam o ret\u00edculo + mol\u00e9culas livres que se movimentam livremente<br \/>\nA mol\u00e9cula de \u00e1gua \u00e9 polar &#8211; dipolo el\u00e9trico<\/p>\n<p><strong>O que acontece na presen\u00e7a de ions?<\/strong><\/p>\n<p>Ions orientam dipolos<br \/>\nConsiderando o ion como uma carga pontual e as mol\u00e9culas de solvente como dipolos el\u00e9tricos = intera\u00e7\u00e3o ion-solvente<\/p>\n<p>Passa a existir uma entidade ion-solvente que se movimenta como uma entidade cin\u00e9tica \u00fanica<\/p>\n<p>O ion e seu env\u00f3lucro de mol\u00e9culas de \u00e1gua s\u00e3o uma entidade cin\u00e9tica \u00fanica<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-91245 size-full\" title=\"Corros\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros25.jpg\" alt=\"Corros\u00e3o\" width=\"323\" height=\"295\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros25.jpg 323w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros25-300x274.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 323px) 100vw, 323px\" \/><\/p>\n<p><strong>O que acontece a determinada dist\u00e2ncia do ion?<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. Regi\u00e3o prim\u00e1ria:<\/strong> regi\u00e3o pr\u00f3xima ao ion no qual o campo i\u00f4nico tenta alinhar os dipolos das mol\u00e9culas de \u00e1gua<\/p>\n<p><strong>2. <\/strong>Na regi\u00e3o distante do ion mant\u00e9m-se o ret\u00edculo da \u00e1gua<\/p>\n<p><strong>3. Regi\u00e3o secund\u00e1ria:<\/strong> regi\u00e3o intermedi\u00e1ria, onde a orienta\u00e7\u00e3o depende da dist\u00e2ncia com rela\u00e7\u00e3o ao ion.<\/p>\n<p>Essas intera\u00e7\u00f5es geram a energia de solvata\u00e7\u00e3o, ou seja, a energia de liga\u00e7\u00e3o entre ion e solvente:<\/p>\n<p><strong>1. <\/strong>Se o ion est\u00e1 fortemente ligado ao solvente n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil a rea\u00e7\u00e3o de troca de carga<br \/>\n<strong><br \/>\n2. <\/strong>Se o ion est\u00e1 fracamente ligado ao solvente a troca de carga ser\u00e1 facilitada.<\/p>\n<p>Intera\u00e7\u00e3o ion-ion: depende fortemente da concentra\u00e7\u00e3o dos ions em solu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>1<\/strong>. Para solu\u00e7\u00f5es dilu\u00eddas a intera\u00e7\u00e3o \u00e9 do tipo eletrost\u00e1tica<br \/>\n<strong><br \/>\n2. <\/strong>Para maiores concentra\u00e7\u00f5es, os ions aproximam-se uns dos outros podendo ocorrer a sobreposi\u00e7\u00e3o das camadas de solvata\u00e7\u00e3o: intera\u00e7\u00f5es do tipo eletrost\u00e1tica e do tipo ion-dipolo<\/p>\n<p><strong>Transporte de ion em solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> Se houver uma diferen\u00e7a de concentra\u00e7\u00e3o de ions em regi\u00f5es distintas do eletr\u00f3lito: gradiente de concentra\u00e7\u00e3o, produzindo um fluxo de ions = difus\u00e3o<br \/>\nNum sistema eletroqu\u00edmico: se um eletrodo est\u00e1 doando eletrons a c\u00e1tions met\u00e1licos existir\u00e1 um gradiente de concentra\u00e7\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o do eletrodo. A difus\u00e3o ocorre em dire\u00e7\u00e3o ao eletrodo<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Se houver diferen\u00e7as no potencial eletrost\u00e1tico em v\u00e1rios pontos do eletr\u00f3lito, o campo el\u00e9trico gerado produz um fluxo de cargas na dire\u00e7\u00e3o do campo = condu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>campo el\u00e9trico = diferen\u00e7a de potencial atrav\u00e9s da solu\u00e7\u00e3o<br \/>\ndist\u00e2ncia entre os eletrodos<\/p>\n<p><strong>Resultante:<\/strong> a velocidade de chegada dos ions a um eletrodo ir\u00e1 depender do gradiente de concentra\u00e7\u00e3o e do campo el\u00e9trico na solu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Difus\u00e3o: <\/strong>predominante na regi\u00e3o pr\u00f3xima \u00e0 interface<\/p>\n<p><strong>Condu\u00e7\u00e3o:<\/strong> predominante na regi\u00e3o intermedi\u00e1ria entre os eletrodos, onde n\u00e3o h\u00e1 gradiente de concentra\u00e7\u00e3o.<br \/>\n&#8211; os \u00e2nions movem-se mais rapidamente que os c\u00e1tions<br \/>\n&#8211; para a densidade de corrente total carregada pelos ions d\u00e1-se o nome de i, onde<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Corros\u00e3o\" src=\"http:\/\/old.portalsaofrancisco.com.br\/alfa\/corrosao\/imagens\/corros26.jpg\" alt=\"Corros\u00e3o\" \/><\/p>\n<p>Para cada eletron doado em um eletrodo deve-se ter um ion recebendo eletron no outro: correntes iguais<\/p>\n<p>Fazer com que as correntes sejam iguais em cada eletrodo \u00e9 papel da difus\u00e3o. Os gradientes de concentra\u00e7\u00e3o nos eletrodos ir\u00e3o se ajustar de forma que a corrente seja igual nos dois.<\/p>\n<p><strong>A DUPLA CAMADA EL\u00c9TRICA<\/strong><\/p>\n<p>As propriedades da regi\u00e3o de fronteira eletrodo\/eletr\u00f3lito s\u00e3o anisotr\u00f3picas, e dependem da dist\u00e2ncia entre as fases.<br \/>\nOcorre uma orienta\u00e7\u00e3o preferencial dos dipolos do solvente e excesso de carga na superf\u00edcie do eletrodo, em decorr\u00eancia da orienta\u00e7\u00e3o existente no eletr\u00f3lito.<br \/>\n<strong>Resultado:<\/strong> separa\u00e7\u00e3o de cargas atrav\u00e9s da interface eletrodo\/eletr\u00f3lito, embora a interfase seja eletricamente neutra.<br \/>\nEm decorr\u00eancia da separa\u00e7\u00e3o de cargas aparece uma diferen\u00e7a de potencial atrav\u00e9s da fronteira eletrodo\/eletr\u00f3lito<\/p>\n<p><strong>ddp =<\/strong> 1V<br \/>\n<strong>Dimens\u00e3o da interfase = <\/strong>10 angstrons<\/p>\n<p>Gradiente de potencial =\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-91236 alignnone\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros27.jpg\" alt=\"corros27\" width=\"113\" height=\"28\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros27.jpg 113w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/corros27-110x28.jpg 110w\" sizes=\"(max-width: 113px) 100vw, 113px\" \/>\u00a0ess\u00eancia da eletroqu\u00edmica<\/p>\n<p><strong>Dupla camada el\u00e9trica:<\/strong> descreve o arranjo das cargas e a orienta\u00e7\u00e3o dos dipolos que constituem a interfase na fronteira = interface eletrificada<\/p>\n<p>Para os processos corrosivos a influ\u00eancia da dupla camada recai sobre a velocidade com que esses processos ocorrem. A velocidade de corros\u00e3o depende parcialmente da estrutura da dupla camada, isto \u00e9, do campo el\u00e9trico atrav\u00e9s da interfase. Sendo assim, a dupla camada influencia a estabilidade das superf\u00edcies met\u00e1licas e como conseq\u00fc\u00eancia a resist\u00eancia mec\u00e2nica desses materiais.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> www.fem.unicamp.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os preju\u00edzos decorrentes da corros\u00e3o atingem somas astron\u00f4micas no mundo todo, inclu\u00eddas as perdas de materiais, os lucros cessantes e o custo da preven\u00e7\u00e3o. As perdas mais graves, no entanto, se contam em vidas humanas e se devem a acidentes ocasionados por falhas de materiais met\u00e1licos. 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