{"id":89765,"date":"2016-12-20T10:14:42","date_gmt":"2016-12-20T12:14:42","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=89765"},"modified":"2021-09-27T12:47:13","modified_gmt":"2021-09-27T14:47:13","slug":"crise-migratoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/historia\/historia-geral\/crise-migratoria","title":{"rendered":"Crise Migrat\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><strong>Crise Migrat\u00f3ria &#8211; Defini\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Fragilidade, conflito e desastre s\u00e3o os principais motivos do deslocamento for\u00e7ado. Conflitos n\u00e3o resolvidos e fragilidade em curso em muitos pa\u00edses, juntamente com a falta de solu\u00e7\u00f5es ao longo dos anos, levaram ao deslocamento prolongado de um n\u00famero crescente de refugiados e pessoas deslocadas internamente.<\/p>\n<p>O deslocamento \u00e9 prejudicial para as perspectivas de emprego e subsist\u00eancia das pessoas. Uma s\u00e9rie de fatores, como as condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas do pa\u00eds anfitri\u00e3o, a legisla\u00e7\u00e3o e as pol\u00edticas em torno da prote\u00e7\u00e3o dos refugiados e o direito ao trabalho, bem como outras quest\u00f5es pr\u00e1ticas, medeiam a capacidade das pessoas de acessar o mercado de trabalho e empregos decentes.<\/p>\n<p>Nos pa\u00edses de acolhimento, os trabalhadores migrantes e refugiados s\u00e3o suscet\u00edveis a d\u00e9ficits de trabalho decente, visto que muitas vezes se concentram em empregos informais de baixa qualifica\u00e7\u00e3o ou em setores pouco regulamentados, caracterizados por condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias.<\/p>\n<p>Situa\u00e7\u00f5es de fragilidade ou crise nos pa\u00edses anfitri\u00f5es tamb\u00e9m podem influenciar as experi\u00eancias dos refugiados e trabalhadores migrantes, aumentando potencialmente o tratamento discriminat\u00f3rio. \u00c0s vezes, isso pode levar \u00e0 perda injustificada do emprego ou \u00e0 expuls\u00e3o, independentemente do status legal dos migrantes.<\/p>\n<p><strong>Crise Migrat\u00f3ria na Europa &#8211; O que foi<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-157386 \" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Crise-11.jpg\" alt=\"\" width=\"586\" height=\"292\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Crise-11.jpg 660w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Crise-11-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 586px) 100vw, 586px\" \/><strong>Crise Migrat\u00f3ria na Europa<\/strong><\/p>\n<p>O encerramento das fronteiras e um acordo marco 2016 com a Turquia levou a um decl\u00ednio significativo nas chegadas de migrantes e requerentes de asilo por via mar\u00edtima para a Gr\u00e9cia em compara\u00e7\u00e3o a 2015, enquanto a migra\u00e7\u00e3o de barco a partir do Norte de \u00c1frica para a It\u00e1lia manteve o ritmo com os anos anteriores.<\/p>\n<p>Em meados de setembro, mais de 290.000 pessoas tinham feito a travessia desde o in\u00edcio de 2016, enquanto mais de 3.200 morreram ou desapareceram na tentativa. pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o conseguiram desencadear uma a\u00e7\u00e3o coletiva a partilhar a responsabilidade equitativa dos requerentes de asilo ou criar canais seguros e legais para a Europa.<\/p>\n<p>Mais de 60 por cento dos que tomaram a perigosa viagem provenientes de pa\u00edses que s\u00e3o v\u00edtimas de guerra ou de viol\u00eancia generalizada, ou ter governos repressivos, como a S\u00edria, Eritreia, Som\u00e1lia, Afeganist\u00e3o e Iraque. A UE continua a enfatizar a preven\u00e7\u00e3o de desvios e de luta contra o contrabando de mais de uma abordagem coordenada com base no acesso \u00e0 prote\u00e7\u00e3o e respeito pelos direitos humanos, nomeadamente atrav\u00e9s da coopera\u00e7\u00e3o problem\u00e1tica com a Turquia e outros pa\u00edses de tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>A UE deve apoiar robustas opera\u00e7\u00f5es de busca e salvamento no Mediterr\u00e2neo e expandir os canais seguros e legais para a UE. Aumento da reinstala\u00e7\u00e3o direta dos pa\u00edses que fazem fronteira com a S\u00edria, nomeadamente L\u00edbano, Jord\u00e2nia e Turquia e outros pa\u00edses produtores de refugiados iria beneficiar as pessoas que procuram asilo e permitir uma melhor triagem e habilita\u00e7\u00e3o protegendo assim a seguran\u00e7a nacional.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses da UE devem assegurar a responsabilidade mais equitativa partilha dos requerentes de asilo, e aplicar regras comuns da UE sobre as condi\u00e7\u00f5es de acolhimento e procedimentos de asilo.<\/p>\n<p><strong>Crise Migrat\u00f3ria na Europa &#8211; Fronteira<\/strong><\/p>\n<p>Mais de um milh\u00e3o de migrantes e refugiados atravessaram a fronteira para a Europa em 2015, o que provocou uma crise que os pa\u00edses lutado para lidar com o fluxo, e criar divis\u00e3o na UE sobre a melhor forma de lidar com as pessoas reinstala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A grande maioria chegou por mar, mas alguns imigrantes fizeram o seu caminho sobre a terra, principalmente atrav\u00e9s da Turquia e Alb\u00e2nia.<\/p>\n<p>Desde a Segunda Guerra Mundial, a Europa n\u00e3o vivia uma onda migrat\u00f3ria e consequente crise humanit\u00e1ria t\u00e3o grande. \u00c9 um contingente enorme de pessoas oriundas majoritariamente da \u00c1frica e do Oriente M\u00e9dio, e em menor n\u00famero da \u00c1sia, solicitando asilo, fugindo de guerras, conflitos, fome, intoler\u00e2ncia religiosa, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas intensas, viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, entre outras realidades insuport\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>De quais pa\u00edses s\u00e3o migrantes?<\/strong><\/p>\n<p>O conflito na S\u00edria continua a ser, de longe, o maior motor de migra\u00e7\u00e3o. Mas a viol\u00eancia em curso no Afeganist\u00e3o e no Iraque, os abusos na Eritreia, bem como a pobreza no Kosovo, tamb\u00e9m est\u00e3o levando as pessoas a procurar novas vidas em outro lugar.<\/p>\n<p>Embora nem todos os que chegam na Europa escolham reivindicar asilo, muitos o fazem. A Alemanha recebeu o maior n\u00famero de novos pedidos de asilo em 2015, com mais de 476.000.<\/p>\n<p>A Hungria passou para o segundo lugar para os pedidos de asilo, uma vez que mais migrantes fizeram a viagem por terra atrav\u00e9s da Gr\u00e9cia e dos Balc\u00e3s Ocidentais.<\/p>\n<p><strong>Como os migrantes chegam \u00e0 Europa?<\/strong><\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es (OIM) estima que mais de 1.011.700 migrantes chegaram por via mar\u00edtima em 2015 e quase 34.900 por terra.<\/p>\n<p>Isso se compara a 280 mil chegadas por terra e mar para todo o ano de 2014. Os n\u00fameros n\u00e3o incluem aqueles que entraram sem ser detectados.<\/p>\n<p>A for\u00e7a fronteira externa da UE, a Frontex, monitora as diferentes rotas migrantes usar e n\u00fameros que chegam nas fronteiras da Europa e colocar a figura de cruzar para a Europa em 2015, mais de 1,8 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A maior parte aqueles que se dirigem para a Gr\u00e9cia tomar a relativamente curta viagem de Turquia para as ilhas de Kos, Chios, Lesvos e Samos \u2013 muitas vezes em botes de borracha fr\u00e1geis ou pequenos barcos de madeira.<\/p>\n<p><strong>Como a viagem \u00e9 perigosa<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a OIM, mais de 3.770 migrantes teriam morrido tentando atravessar o Mediterr\u00e2neo em 2015.<\/p>\n<p>A maioria morreu na travessia do norte da \u00c1frica para a It\u00e1lia, e mais de 800 morreram na travessia do Egeu da Turquia para a Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>Os meses do ver\u00e3o s\u00e3o geralmente quando a maioria de mortes ocorrem porque \u00e9 o tempo o mais ocupado para os emigrantes que tentam alcan\u00e7ar Europa.<\/p>\n<p>Mas em 2015, o m\u00eas mais mortal para os migrantes foi abril, que viu um barco transportando cerca de 800 pessoas virar no mar ao largo da L\u00edbia.<\/p>\n<p>Acredita-se que a superlota\u00e7\u00e3o tenha sido uma das raz\u00f5es para o desastre.<\/p>\n<p><strong>Quais os pa\u00edses europeus mais afetados?<\/strong><\/p>\n<p>Embora a Alemanha tenha recebido o maior n\u00famero de pedidos de asilo em 2015, a Hungria teve a maior propor\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua popula\u00e7\u00e3o, apesar de ter fechado a fronteira com a Cro\u00e1cia na tentativa de parar o fluxo em outubro. Cerca de 1.800 refugiados por 100.000 habitantes da Hungria pediram asilo em 2015.<\/p>\n<p>Su\u00e9cia seguiu logo atr\u00e1s com 1.667 por 100.000.<\/p>\n<p>A cifra para a Alemanha foi 587 e para o Reino Unido foi de 60 pedidos para cada 100.000 habitantes. A m\u00e9dia da UE foi de 260.<\/p>\n<p><strong>Como a Europa respondeu?<\/strong><\/p>\n<p><strong>As tens\u00f5es na UE t\u00eam vindo a aumentar por causa da carga desproporcional enfrentado por alguns pa\u00edses, particularmente os pa\u00edses onde a maioria dos migrantes foram chegando<\/strong>: Gr\u00e9cia, It\u00e1lia e Hungria.<\/p>\n<p>Em Setembro, os ministros da UE votaram por maioria para deslocar 160.000 refugiados para toda a UE, mas por agora o plano s\u00f3 se aplica aos que est\u00e3o na It\u00e1lia e na Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>Outros 54.000 foram transferidos da Hungria, mas o governo h\u00fangaro rejeitou este plano e receber\u00e1 mais migrantes da It\u00e1lia e da Gr\u00e9cia como parte do plano de deslocaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Reino Unido optou por abandonar qualquer plano para um sistema de quotas, mas, de acordo com dados do Home Office, 1.000 refugiados s\u00edrios foram reassentados no \u00e2mbito do plano de deslocaliza\u00e7\u00e3o de pessoas vulner\u00e1veis em 2015. O primeiro-ministro David Cameron disse que o Reino Unido vai aceitar at\u00e9 20.000 refugiados da S\u00edria Nos pr\u00f3ximos cinco anos.<\/p>\n<p><strong>Quantos pedidos de asilo s\u00e3o aprovados?<\/strong><\/p>\n<p>Embora um grande n\u00famero foram a pedir asilo, o n\u00famero de pessoas que est\u00e1 sendo dado asilo \u00e9 muito menor.<\/p>\n<p>Em 2015, os pa\u00edses da UE ofereceram asilo a 292.540 refugiados. No mesmo ano, mais de um milh\u00e3o de migrantes solicitaram asilo \u2013 embora a aplica\u00e7\u00e3o de um pedido de asilo possa ser um processo moroso, que muitos dos que receberam o estatuto de refugiado podem ter aplicado nos anos anteriores.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Foi usado o termo migrante para se referir a todas as pessoas em movimento que ainda t\u00eam de concluir o processo legal de pedir asilo. Este grupo inclui pessoas que fogem de pa\u00edses devastados pela guerra como a S\u00edria, que provavelmente receber\u00e3o o estatuto de refugiado, bem como pessoas que procuram emprego e vidas melhores, que os governos provavelmente ir\u00e3o governar s\u00e3o migrantes econ\u00f4micos.<\/p>\n<p><strong>Crise Migrat\u00f3ria na Europa<\/strong>\u00a0&#8211;\u00a0<strong>O que foi<\/strong><\/p>\n<p>Desde 2015, cenas de imigrantes chegando amontoados dentro de embarca\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias em busca de uma nova vida em portos europeus vem sendo exibidas rotineiramente em notici\u00e1rios do mundo inteiro, assim como os tr\u00e1gicos relatos dos que morreram na travessia ou sofreram atrocidades nas m\u00e3os das quadrilhas que os veem como lucrativas mercadorias. A atual quest\u00e3o migrat\u00f3ria na Europa, parte de um processo ainda em curso, \u00e9 um tema que permite uma abordagem multidisciplinar dentro da \u00e1rea de Ci\u00eancias Humanas, e para o qual o material jornal\u00edstico dispon\u00edvel \u00e9 uma das principais fontes de an\u00e1lise, junto \u00e0s estat\u00edsticas elaboradas por institui\u00e7\u00f5es de ajuda humanit\u00e1ria e \u00f3rg\u00e3os governamentais de pa\u00edses que recebem esses imigrantes. Um assunto atual, ligado diretamente \u00e0 quest\u00e3o dos direitos humanos e aos desdobramentos da globaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>CRISE HUMANIT\u00c1RIA<\/strong><\/p>\n<p>\u201cCrise migrat\u00f3ria na Europa\u201d, \u201cCrise do Mediterr\u00e2neo\u201d e \u201cCrise dos refugiados na Europa\u201d s\u00e3o nomes atribu\u00eddos \u00e0 situa\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria cr\u00edtica, que culminou em 2015, pelo aumento descontrolado do fluxo de refugiados, migrantes econ\u00f4micos (pessoas que emigram de seus pa\u00edses em busca melhores condi\u00e7\u00f5es materiais de vida) e migrantes em condi\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade, que utilizam as rotas de imigra\u00e7\u00e3o ilegal que d\u00e3o acesso \u00e0 Uni\u00e3o Europeia. Considera-se que esta \u00e9 a pior crise dessa natureza enfrentada pela Europa depois da II Guerra Mundial.<\/p>\n<p>A ONU define como migrantes internacionais pessoas que tenham vivido por mais de um ano fora de seus pa\u00edses de origem. Refugiados s\u00e3o pessoas que, em virtude de temores fundamentados de sofrer persegui\u00e7\u00e3o motivada por ra\u00e7a, religi\u00e3o, nacionalidade, pertencimento a um determinado grupo social ou opini\u00f5es pol\u00edticas, t\u00eam direito ao asilo pol\u00edtico.<\/p>\n<p><strong>FLUXOS MIGRAT\u00d3RIOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-157387 size-full\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Crise-12.jpg\" alt=\"\" width=\"444\" height=\"301\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Crise-12.jpg 444w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Crise-12-300x203.jpg 300w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Crise-12-110x75.jpg 110w\" sizes=\"(max-width: 444px) 100vw, 444px\" \/><strong>Crise Migrat\u00f3ria na Europa<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dos imigrantes que cruzaram o Mar Mediterr\u00e2neo para ingressar na Uni\u00e3o Europeia entre janeiro e setembro de 2015, a maioria era oriunda dos seguintes pa\u00edses<\/strong>: S\u00edria, Afeganist\u00e3o, Eritr\u00e9ia, Nig\u00e9ria, Paquist\u00e3o e Iraque (dados do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados-ACNUR). It\u00e1lia e Gr\u00e9cia s\u00e3o os principais pontos de chegada e transito rumo a outros destinos da Europa Central e do Norte.<\/p>\n<p>Embora a migra\u00e7\u00e3o por raz\u00f5es econ\u00f4micas tamb\u00e9m precise ser considerada, o principal fator a impulsionar tais fluxos migrat\u00f3rios s\u00e3o conflitos armados de natureza pol\u00edtica, \u00e9tnica e religiosa.<\/p>\n<p>A S\u00edria, pa\u00eds de origem da maioria dos imigrantes, vive uma guerra civil desde 2011. A conex\u00e3o entre conflitos armados e migra\u00e7\u00f5es \u00e9 fundamental para a compreens\u00e3o da din\u00e2mica do processo.<\/p>\n<p><strong>Por isso, devemos mencionar as seguintes conjunturas<\/strong>: Guerra do Afeganist\u00e3o; Insurg\u00eancia no Magreb (desde 2002); Insurg\u00eancia Isl\u00e2mica na Nig\u00e9ria (desde 2002); Invas\u00e3o do Iraque (2003); Guerra do Iraque (2003-2011); A Guerrilha no Iraque (2003-2011); Insurg\u00eancia Iraquiana ap\u00f3s a retirada das tropas dos EUA (desde 2011); Insurg\u00eancia da Al-Qaeda no I\u00eamen (desde 2003); Guerra no Noroeste do Paquist\u00e3o (desde 2004); Guerra Civil na Som\u00e1lia e outros conflitos na regi\u00e3o conhecida como Chifre da \u00c1frica (que compreende os territ\u00f3rios da Eti\u00f3pia, Eritr\u00e9ia, Djbuti e Som\u00e1lia); Guerra Civil no Sud\u00e3o; Primavera \u00c1rabe (2010-2013); Guerra, interven\u00e7\u00e3o militar e Insurg\u00eancia Miliciana na L\u00edbia (desde 2011); Guerra Civil no Sud\u00e3o do Sul (desde 2013); a j\u00e1 mencionada Guerra da S\u00edria; Segunda Guerra Civil da L\u00edbia e a Guerra contra o Estado Isl\u00e2mico (desde 2014).<\/p>\n<p><strong>ROTAS DO MEDITERR\u00c2NEO<\/strong><\/p>\n<p>Entre 2007 e 2011, um grande n\u00famero de imigrantes e refugiados vindos do Oriente M\u00e9dio e da \u00c1frica cruzaram a fronteira entre Turquia e Gr\u00e9cia, o que levou o governo grego e a Ag\u00eancia Europeia para Coopera\u00e7\u00e3o Operativa nas Fronteiras Exteriores (FRONTEX) a refor\u00e7arem o controle na regi\u00e3o. Em 2012 foi erguida uma cerca, de 4 metros de altura e 10,3 KM de extens\u00e3o ao longo da fronteira terrestre entre os dois pa\u00edses, fato que, somado ao maior patrulhamento na \u00e1rea, explica porque tantos se arriscam em travessias pelo Mar Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n<p>Porta de entrada para imigrantes vindos principalmente da S\u00edria, Afeganist\u00e3o, Paquist\u00e3o e Bangladesh, a fronteira mar\u00edtima da Gr\u00e9cia com a Turquia, no Mar Egeu, \u00e9 hoje o principal ponto de acesso \u00e0 Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Mais de 870 mil imigrantes chegaram \u00e0s Ilhas Gregas em 2015 (dados da FRONTEX). Tamb\u00e9m existe a possibilidade de viajar da Turquia diretamente \u00e0 It\u00e1lia. Diversas redes criminosas atuam nessa rota, organizando as viagens, fornecendo informa\u00e7\u00f5es sobre pedidos de asilo e vendendo documentos falsos. Em muitos casos, o pre\u00e7o cobrado pelos traficantes \u00e9 muito alto para os imigrantes (sobretudo paquistaneses e afeg\u00e3os), que acabam fazendo a travessia por conta pr\u00f3pria, em prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es. Embora dist\u00e2ncia entre a costa da Turquia e a Gr\u00e9cia possa ser pequena (7,5 KM, no caso da Ilha de Lesbos), as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas inst\u00e1veis, somadas \u00e0 superlota\u00e7\u00e3o e falta de estrutura das embarca\u00e7\u00f5es fazem com que o n\u00famero de mortes durante a travessia seja elevado.<\/p>\n<p>H\u00e1 alguns anos, a travessia da \u00c1frica Subsaariana at\u00e9 a Europa podia levar meses, at\u00e9 anos, com os migrantes que por ela passavam sendo expostos a roubos, trabalho for\u00e7ado, estupros e tortura.<\/p>\n<p>Hoje \u00e9 poss\u00edvel percorrer o mesmo trajeto em at\u00e9 duas semanas, mas os riscos para os que o fazem continuam extremos.<\/p>\n<p>Em 2015, a rota que liga a L\u00edbia \u00e0 Uni\u00e3o Europeia foi majoritariamente utilizada por migrantes oriundos de pa\u00edses da regi\u00e3o do Chifre da \u00c1frica e diversas outras na\u00e7\u00f5es da \u00c1frica Subsaariana.<\/p>\n<p>Diferentes percursos s\u00e3o usados pelos migrantes at\u00e9 chegarem a L\u00edbia, sendo todos os trechos controlados por diversos grupos criminosos. A travessia do Deserto do Saara \u00e9 um ponto cr\u00edtico.<\/p>\n<p><strong>A UNI\u00c3O EUROPEIA DIANTE DA CRISE<\/strong><\/p>\n<p>A ONU e diversas entidades de defesa dos Direitos Humanos v\u00eam criticando a postura da Uni\u00e3o Europeia diante da crise, acusando v\u00e1rios governos dos pa\u00edses membros de ina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma das reivindica\u00e7\u00f5es centrais \u00e9 assegurar aos solicitantes de asilo e refugiados um espa\u00e7o de prote\u00e7\u00e3o, e que o princ\u00edpio da n\u00e3o deporta\u00e7\u00e3o seja cumprido.<\/p>\n<p>Entre os epis\u00f3dios que mais geraram cr\u00edticas podemos citar o fechamento da fronteira com a Turquia por parte da Bulg\u00e1ria. O objetivo da medida era frear a entrada crescente de refugiados, em sua maioria S\u00edrios, que pediam asilo nesse pa\u00eds membro da Uni\u00e3o Europeia. O ACNUR questionou a decis\u00e3o da Bulg\u00e1ria, j\u00e1 que o fechamento da fronteira obrigaria os refugiados a empreender travessias mais perigosas, nas quais ficariam expostos \u00e0 a\u00e7\u00e3o das redes de tr\u00e1fico internacional de pessoas.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 foi exposto, It\u00e1lia e Gr\u00e9cia s\u00e3o os pr\u00edncipes pa\u00edses de entrada dos imigrantes na Uni\u00e3o Europeia. Uma das medidas adotadas pelo bloco, com o objetivo de amenizar o impacto nesses pa\u00edses, foi a cria\u00e7\u00e3o de cotas de redistribui\u00e7\u00e3o de refugiados, ou seja, um n\u00famero m\u00ednimo de refugiados (j\u00e1 em territ\u00f3rio da U.E.) que cada pa\u00eds do bloco deveria acolher.<\/p>\n<p>As cotas s\u00e3o estabelecidas com base nas especificidades demogr\u00e1ficas e estruturais de cada na\u00e7\u00e3o e a n\u00e3o ado\u00e7\u00e3o das mesmas prev\u00ea a aplica\u00e7\u00e3o de multas.<\/p>\n<p>Nos debates que precederam o estabelecimento dessa medida, a oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 sua implementa\u00e7\u00e3o por parte de pa\u00edses do Leste Europeu reacendeu as discuss\u00f5es acerca dos limites da integra\u00e7\u00e3o europeia, assim como levou ao questionamento do Acordo de Schengen e a Conven\u00e7\u00e3o de Dublin.<\/p>\n<p>O Acordo de Schengen \u00e9 uma conven\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses europeus sobre uma pol\u00edtica de abertura das fronteiras e livre circula\u00e7\u00e3o de pessoas entre os pa\u00edses signat\u00e1rios. Um total de 30 pa\u00edses, incluindo todos os integrantes da Uni\u00e3o Europeia (exceto Irlanda e Reino Unido) e tr\u00eas pa\u00edses que n\u00e3o s\u00e3o membros da U.E. (Isl\u00e2ndia, Noruega e Su\u00ed\u00e7a), assinaram o acordo.<\/p>\n<p>J\u00e1 a conven\u00e7\u00e3o de Dublin estabelece que se uma pessoa que tenha apresentado uma solicita\u00e7\u00e3o de asilo a um pa\u00eds membro da U.E. atravessa ilegalmente a fronteira de outro pa\u00eds membro, dever\u00e1 ser devolvida ao pa\u00eds ao qual solicitou asilo.<\/p>\n<p>A Alemanha, que no in\u00edcio da crise apresentou uma pol\u00edtica de \u201cportas abertas\u201d aos refugiados, \u00e9 um caso emblem\u00e1tico dos impactos pol\u00edtico-sociais internos da crise, j\u00e1 que a referida pol\u00edtica provocou uma profunda divis\u00e3o na sociedade alem\u00e3 e mesmo dentro do partido da Chanceler Angela Merkel.<\/p>\n<p>De fato, o tema da imigra\u00e7\u00e3o ocupa hoje um lugar central nas discuss\u00f5es pol\u00edticas dos pa\u00edses membros do bloco. Em v\u00e1rios desses pa\u00edses, partidos nacionalistas de extrema direita sustentam a ret\u00f3rica de que a imigra\u00e7\u00e3o \u00e9 um fator de degrada\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e cultural, uma ret\u00f3rica dirigida sobretudo aos imigrantes de origem \u00e1rabe (sobretudo mu\u00e7ulmanos).<\/p>\n<p>A atual crise parece colocar em xeque o pr\u00f3prio Tratado de Lisboa, (equivalente \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia), que postula \u201c(\u2026) o respeito \u00e0 dignidade humana, liberdade, democracia, Estado de Direito e respeito aos direitos humanos, inclu\u00eddos os direitos das pessoas pertencentes a minorias. \u201d<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.hrw.org\/www.bbc.com\/europeanpost.co\/conteudoenematualizado.com.br\/www.ilo.org<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crise Migrat\u00f3ria &#8211; Defini\u00e7\u00e3o Fragilidade, conflito e desastre s\u00e3o os principais motivos do deslocamento for\u00e7ado. 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