{"id":89575,"date":"2016-12-20T07:45:47","date_gmt":"2016-12-20T09:45:47","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=89575"},"modified":"2021-08-31T12:03:13","modified_gmt":"2021-08-31T14:03:13","slug":"anarquismo-na-franca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/historia\/historia-geral\/anarquismo-na-franca","title":{"rendered":"Anarquismo na Fran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><strong>Anarquismo na Fran\u00e7a &#8211; O que foi<\/strong><\/p>\n<p>Uma das figuras mais importantes do anarquismo na Fran\u00e7a foi\u00a0<strong>Koenigsten<\/strong>, por\u00e9m sua import\u00e2ncia n\u00e3o esta ligada \u00e0s bombas que produziu e sim \u00e0 sua morte.<\/p>\n<p>Mas, ele n\u00e3o foi o pai do \u201cterror anarquista\u201d. Foi nesta mesma Fran\u00e7a que os disc\u00edpulos de Proudhon realizaram a primeira Internacional; onde se desenvolveu primeiramente o\u00a0<strong>anarco-sindicalismo<\/strong>; o individualismo anarquista e onde o terrorismo chegou \u00e0s mais sinistras propor\u00e7\u00f5es. Foi l\u00e1 tamb\u00e9m que os poeta, escritores e pintores se influenciaram pela doutrina an\u00e1rquica no glorioso fim de s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Na metade do s\u00e9culo passado se desenvolveram na Fran\u00e7a v\u00e1rias correntes anarquistas. Entre essas, est\u00e3o a de\u00a0<strong>Ernest Coeurderoy<\/strong>, caracterizada pelo abuso da viol\u00eancia e a de\u00a0<strong>Joseph D\u00e9jacque<\/strong>\u00a0( um dos precursores da \u201cpropaganda pela a\u00e7\u00e3o\u201d).<\/p>\n<p>Mas, at\u00e9 o final de 1870, o que prevaleceu na Fran\u00e7a foi a doutrina mutualista.<\/p>\n<p><strong>Esta, perdeu a sua influ\u00eancia para as id\u00e9ias coletivistas atrav\u00e9s destes Bakuninistas:<\/strong>\u00a0Elis\u00e9e Reclus, Ben\u00f4ite Malon, Albert Richard e outros.<\/p>\n<p>\u00c9 interessante notar que a comuna de Paris n\u00e3o foi nem anarquista e nem Marxista, mesclando-se com todas as correntes pol\u00edticas de sua \u00e9poca. Com sua queda em 1871 a Internacional dos anarquistas foi considerada subversiva, tendo que se tornar clandestina, o que provocou o ex\u00edlio de todos os libert\u00e1rios o ano de 1879 ( um pouco depois da unifica\u00e7\u00e3o de diversos grupos) foi o da anistia aos participantes da Comuna, houve a reestrutura\u00e7\u00e3o das diversas correntes politicas e o conseq\u00fcente aumento das diverg\u00eancias.<\/p>\n<p>Em 1881, um movimento explicitamente an\u00e1rquico come\u00e7ou a se difundir e propagar na Fran\u00e7a. O prestigio do anarquismo na \u00e9poca foi causado mais pela grandeza dos intelectuais adeptos a ele do que aos seus atos.<\/p>\n<p>De 1881 a 1894 o povo franc\u00eas sofreu na pele a viol\u00eancia politica que unificou uma pequena minoria dos anarquistas mas casou muito tumulto e agita\u00e7\u00e3o. Esta viol\u00eancia \u00e9 creditada \u00e0 influencia de um sinistro delegado, Louis Andrielx, e de um agente belga, \u00c9gdi Spilleux.<\/p>\n<p><strong>Na primavera de 1884, houve o primeiro atentado anarquista:<\/strong>\u00a0um jardineiro, Louis Chav\u00e9s, matou a madre superiora que o hospedara em um convento.<\/p>\n<p><strong>Uma pequena organiza\u00e7\u00e3o chamada Banda Negra executou em Montceu-les-Mines, uma s\u00e9rie de atos anti religiosos:<\/strong>\u00a0inc\u00eandios em capelas, escolas e vilarejos.<\/p>\n<p>Eles foram presos mas nada se provo contra eles. Isto fez com que o governo franc\u00eas, em 1883, promovesse em Lyon o famoso processo contra 65 libert\u00e1rios.<\/p>\n<p>No mesmo ano, Louis Michel e Emile Pouget lideraram mais ou menos 500 manifestantes contra as a\u00e7\u00f5es ilegais do governo contra os anarquistas.<\/p>\n<p>Apesar de terem sido presos os dois e todos os condenados de Lyon receberam a anistia, devido \u00e0 indigna\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>Foi por conta de Ravachol que mais uma fase violenta teve in\u00edcio:<\/strong>\u00a0de 1892 \u00e0 1984 foram cometidos onze atentados \u00e0 dinamite, que resultaram em nove mortos.<\/p>\n<p>O ministro presidente da S\u00e9rvia sofreu um atentado e o presidente foi apunhalado e morto. O pa\u00eds inteiro estava amedrontado e os instrumentos de a\u00e7\u00e3o utilizados pelo governo acabaram com a imprensa libert\u00e1ria, processaram os l\u00edderes e dissolveram os grupos aut\u00f4nomos.<\/p>\n<p>Em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 isto o comunismo-an\u00e1rquico criou escolas libert\u00e1rias e comunidades rurais anarquistas, que resistiram at\u00e9 a metade deste s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Somente em 1920 os anarquistas tentaram se reunir, criando a Uni\u00e3o dos Anarquistas Franceses (UAF), o que reagrupou os diversos grupos previamente separados. Novas amarguras e divis\u00f5es ainda estariam por vir, como o fascismo e o nazismo. Os russos exilados na Fran\u00e7a tentaram fundar uma Plataforma de Organiza\u00e7\u00e3o Geral dos Anarquistas. A UAF foi o palco dessas tentativas.<\/p>\n<p>Eles queriam basicamente unificar os anarco-sindicalistas, anarco-comunistas e os individualistas. De 1926 at\u00e9 os dias de hoje o anarquismo na Fran\u00e7a sofreu v\u00e1rias divis\u00f5es que criaram siglas e mais siglas ou pequenos grupos.<\/p>\n<p>A principal manifesta\u00e7\u00e3o moderna anarquista contra o poder autorit\u00e1rio foi a revolta estudantil em maio de 1968 e, em junho de 1977, em Toulon, o congresso reativou a FAF.<\/p>\n<p>Um\u00a0<strong>movimento pol\u00edtico<\/strong>\u00a0que se op\u00f5e a pr\u00e1ticas autorit\u00e1rias e princ\u00edpios hier\u00e1rquicos, o anarquismo na Fran\u00e7a v\u00ea figuras famosas como Bakunin, Kropotkine ou Pelloutier coexistirem em sua hist\u00f3ria e um conjunto de correntes ideol\u00f3gicas \u00e0s vezes inspiradas por ideias do cristianismo ou sindicalismo revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ele tenta conciliar a recusa do poder governamental e a necessidade de se estruturar. Essa estrutura\u00e7\u00e3o resulta na cria\u00e7\u00e3o de muitas organiza\u00e7\u00f5es e peri\u00f3dicos libert\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Origem<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>hist\u00f3ria do anarquismo na Fran\u00e7a<\/strong>\u00a0come\u00e7a em 1840, com a publica\u00e7\u00e3o do livro\u00a0<strong>O que \u00e9 propriedade?<\/strong>\u00a0ou Pesquisa sobre o princ\u00edpio de Direito e Governo escrita por Pierre-Joseph Proudhon, que foi o primeiro a afirmar explicitamente ser um \u201canarquista\u201d.<\/p>\n<p>Em 1841, L&#8217;Humanitaire de Gabriel Charavay foi \u201co primeiro corpo comunista libert\u00e1rio e o \u00fanico na Fran\u00e7a em quarenta anos\u201d, segundo o historiador Max Nettlau.<\/p>\n<p>Em 1850, Anselme Bellegarrigue publicou L&#8217;Anarchie, jornal da ordem. Para o Dr. Sharif Gemie, este jornal constitui o primeiro manifesto anarquista do mundo.<\/p>\n<p>Os anarquistas participam da Comuna de Paris. A repress\u00e3o custou 25.000 vidas e decapitou o movimento revolucion\u00e1rio na Fran\u00e7a. A Revolu\u00e7\u00e3o Social, o primeiro jornal anarquista ap\u00f3s a Comuna, foi publicado em 1880, mas foi criado pela pol\u00edcia.<\/p>\n<p><strong>Per\u00edodo de insurrei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A partir de 1881, a a\u00e7\u00e3o direta \u00e9 promovida e favorecida dentro do movimento anarquista. Entre 1882 e 1885, a cidade de Montceau-les-Mines foi o epicentro da agita\u00e7\u00e3o anarquista e os ataques foram perpetuados por v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es que se autodenominavam Black Bands.<\/p>\n<p>Mas foi em 1892 que come\u00e7ou o verdadeiro per\u00edodo de ataques, com o objetivo de desestabilizar o poder atacando diretamente seus detentores. Foi uma s\u00e9rie de atentados perpetrados por Fran\u00e7ois Ko\u00ebnigstein, conhecido como \u201cRavachol\u201d, em 11 de mar\u00e7o de 1892, que desencadeou a onda de terrorismo anarquista. Ele ser\u00e1 condenado \u00e0 morte e guilhotinado em Montbrison em 11 de julho de 1892 por ter explodido as casas de dois juristas parisienses, bem como um quartel.<\/p>\n<p><strong>Antes de morrer, ele grita:<\/strong>\u00a0&#8220;Viva a anarquia&#8221;.<\/p>\n<p>Em 9 de dezembro de 1893, Auguste Vaillant, lan\u00e7a da tribuna para a C\u00e2mara dos Deputados uma bomba carregada de pregos que vai ferir algu\u00e9m; durante o julgamento, ele justificar\u00e1 seu ato pelo desejo de vingar Ravachol. Ele foi executado em 4 de fevereiro de 1894. Em 24 de junho de 1894, o Presidente da Rep\u00fablica Sadi Carnot foi assassinado em Lyon por um jovem anarquista italiano, Sante Geronimo Caserio.<\/p>\n<p>Nos dias 11 e 15 de dezembro de 1893 e 28 de julho de 1894, uma s\u00e9rie de leis foi aprovada reprimindo urgentemente o movimento anarquista e proibindo-o de qualquer tipo de propaganda.<\/p>\n<p>Os anarquistas ent\u00e3o se apoderam da palavra libert\u00e1rio &#8211; neologismo criado em 1857 por Joseph D\u00e9jacque &#8211; para se identificar e continuar suas atividades editoriais. Essas leis &#8220;anti-anarquistas&#8221; n\u00e3o foram revogadas at\u00e9 1992.<\/p>\n<p><strong>In\u00edcio do s\u00e9culo 20<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em outubro de 1906, o 9\u00ba congresso da Confedera\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho definiu na Carta de Amiens esta teoria do sindicalismo revolucion\u00e1rio<\/strong>: \u201cno trabalho de protesto di\u00e1rio, o sindicalismo continua a coordenar os esfor\u00e7os dos trabalhadores; aumentar o bem-estar dos trabalhadores fazendo melhorias imediatas; [&#8230;]<strong>\u00a0Mas essa tarefa \u00e9 apenas uma das faces do trabalho do sindicalismo<\/strong>: por um lado ele se prepara para a emancipa\u00e7\u00e3o plena, que s\u00f3 pode ser alcan\u00e7ada por meio da expropria\u00e7\u00e3o capitalista, e por outro lado, defende a greve geral como meio de a\u00e7\u00e3o e considera que o sindicato, hoje um grupo de resist\u00eancia, ser\u00e1, no futuro, o grupo de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o, a base da reorganiza\u00e7\u00e3o social. &#8221;<\/p>\n<p>Cria\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o Anarquista Judaica de Paris em 29 de maio de 1909.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o da Alian\u00e7a Comunista-Anarquista foi anunciada no Le Libertaire de 22 de maio de 1910. As estruturas que eram muito frouxas n\u00e3o permitiram que a Alian\u00e7a Comunista-Anarquista perdurasse.<\/p>\n<p>O fracasso organizacional levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de uma Federa\u00e7\u00e3o Anarco-Comunista em 13 de novembro de 1910, ent\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o Anarquista Comunista que realizou um congresso em junho de 1911 que foi a primeira verdadeira organiza\u00e7\u00e3o libert\u00e1ria francesa de \u00e2mbito nacional.<\/p>\n<p>Durante a Primeira Guerra Mundial, certos anarquistas (incluindo Jean Grave e Pierre Kropotkine) se uniram \u00e0 Sagrada Uni\u00e3o e publicaram o Manifesto dos Dezesseis em apoio aos aliados contra a Alemanha.<\/p>\n<p>Em 15 de junho de 1917, o primeiro n\u00famero underground de Le Libertaire apareceu.<\/p>\n<p><strong>Entre duas guerras<\/strong><\/p>\n<p>Em dezembro de 1918, uma Federa\u00e7\u00e3o anarquista foi fundada na regi\u00e3o de Paris que, em 26 de janeiro de 1919, relan\u00e7ou o seman\u00e1rio Le Libertaire.<\/p>\n<p>Em 14 e 15 de novembro de 1920, durante um congresso nacional, v\u00e1rias federa\u00e7\u00f5es regionais, incluindo a Federa\u00e7\u00e3o Anarquista Parisiense, formaram a Uni\u00e3o Anarquista (UA) em bases hostis aos bolcheviques. de dezembro de 1923 marca a primeira edi\u00e7\u00e3o do di\u00e1rio Libertaire.<\/p>\n<p>Em 1922, no Congresso inaugural da Confedera\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho Unit\u00e1rio (CGTU), cis\u00e3o da Confedera\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho.<\/p>\n<p><strong>O termo anarco-sindicalismo \u00e9 lan\u00e7ado por Alexandre Lozovski, secret\u00e1rio-geral do Red Trade Union International (ISR), na tentativa de desacreditar a minoria que reluta em se afiliar ao ISR. 11 de janeiro de 1924<\/strong>: eclodiram incidentes durante uma reuni\u00e3o eleitoral do Partido Comunista Franc\u00eas nas instala\u00e7\u00f5es da CGTU na rue de la Grange-aux-Belles. O servi\u00e7o de ordem comunista atira nos anarquistas, matando duas pessoas.<\/p>\n<p><strong>No dia seguinte, Le Libertaire pediu uma ruptura com a CGTU<\/strong>: ativistas fundaram a Federa\u00e7\u00e3o dos Sindicatos Aut\u00f4nomos, que se dividiu em 1926 na Confedera\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho &#8211; Sindicalista Revolucion\u00e1rio (CGT-SR) enquanto outros ingressaram na CGT.<\/p>\n<p>Russos no ex\u00edlio encontraram-se em Paris em 1925 e fundaram com Nestor Makhno e Piotr Archinov a revista Dielo Trouda (Cause Ouvri\u00e8re) 19.<\/p>\n<p>Em 26 de mar\u00e7o, o Libertaire cessa sua publica\u00e7\u00e3o di\u00e1ria e passa a ser semanal novamente. No ano seguinte, em junho, surgiu o \u201cProjeto de Plataforma Organizacional para uma Uni\u00e3o Geral dos Anarquistas\u201d, mais conhecido como \u201cPlataforma de Archinov\u201d. Voline responde a esta plataforma com seu projeto de \u201cs\u00edntese anarquista\u201d em seu artigo \u201co problema organizacional e a ideia de s\u00edntese\u201d.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Anarquista se transforma em julho, ap\u00f3s seu congresso em Orleans, na Uni\u00e3o Anarquista Comunista (UAC), uma oposi\u00e7\u00e3o crescente se desenvolve entre partid\u00e1rios da plataforma e partid\u00e1rios da S\u00edntese.<\/p>\n<p>Os sindicalistas revolucion\u00e1rios deixaram a CGT e fundaram a Confedera\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho &#8211; Sindicalista Revolucion\u00e1rio com, como secret\u00e1rio, Julien Toublet.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Anarquista Comunista tornou-se principalmente uma plataformista no Congresso de Orleans de 30 de outubro e 1 de novembro de 1927.<\/p>\n<p>Os sintetistas minorit\u00e1rios deixaram a UAC e fundaram a Associa\u00e7\u00e3o de Anarquistas Federalistas (AFA) que iria transmitir o Trait d&#8217;union libertaire ent\u00e3o a Voz Libert\u00e1ria.<\/p>\n<p>Em 1934, a Uni\u00e3o Anarquista Comunista toma a iniciativa de convocar um congresso para alcan\u00e7ar a unidade de todos os anarquistas. O antifascismo deve servir para cimentar essa uni\u00e3o.<\/p>\n<p>O congresso que est\u00e1 sendo realizado em Paris nos dias 20 e 21 de maio decide voltar ao nome de &#8220;Uni\u00e3o Anarquista&#8221; e a AFA aproveita a oportunidade para dissolver e reintegrar a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma Federa\u00e7\u00e3o Comunista Libert\u00e1ria \u00e9 criada a partir de uma divis\u00e3o da UA.<\/p>\n<p><strong>Ma\u00e7ons Anarquistas Espanhois<\/strong><\/p>\n<p>Segundo (Guerra, 2010), a atra\u00e7\u00e3o entre movimentos que poder\u00edamos considerar, ou que se consideram, \u201cheterodoxos\u201d \u00e9 m\u00e1s intenso quan do carecem de um corpo doutrin\u00e1rio \u00fanico ou fechado e da\u00ed arrancaria a vincula\u00e7\u00e3o t\u00e3o intensa que houve entre a Ma\u00e7onaria e o livre pensamento ou o movimento libert\u00e1rio e a Ma\u00e7onaria que come\u00e7ou no s\u00e9culo xix e culminou com a queda do regime republicano e a repress\u00e3o que promoveu ambos o ditador Francisco Franco.<\/p>\n<p><strong>Alguns dos mais importantes Ma\u00e7ons Anarquistas da Espanha s\u00e3o citados abaixo:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Anselmo Lorenzo<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89577 size-full\" title=\"Anselmo Lorenzo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Anarqu1.jpg\" alt=\"Anselmo Lorenzo\" width=\"270\" height=\"349\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Anarqu1.jpg 270w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Anarqu1-232x300.jpg 232w\" sizes=\"(max-width: 270px) 100vw, 270px\" \/><br \/>\n<\/strong><strong>Anselmo Lorenzo<\/strong><\/p>\n<p>Na Catalunha Anselmo Lo renzo e Farga Pellicer iniciaram na loja Hijos del Trabajo. Anselmo Lorenzo nasceu em Toledo no ano de 1841 e faleceu em Barcelona em 1914, \u00e9 tamb\u00e9m chamado \u201co av\u00f4 do anarquismo espanhol\u201d, foi um dos primeiros anarquistas espanh\u00f3is. Foi muito ativo no movimento desde a sua reuni\u00e3o com Giuseppe Fanelli em Madrid em 1868, at\u00e9 a sua morte em 1914.<\/p>\n<p><strong>Farga Pellicer<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89578 size-full\" title=\"Farga Pellicer\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Anarqu2.jpg\" alt=\"Farga Pellicer\" width=\"304\" height=\"337\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Anarqu2.jpg 304w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Anarqu2-271x300.jpg 271w\" sizes=\"(max-width: 304px) 100vw, 304px\" \/><br \/>\n<strong>Farga Pellicer<\/strong><\/p>\n<p>Rafael Farga i Pellicer (Ba rcelona, 1844 \u2013 1890) tamb\u00e9m conhecido pelo pseud\u00f3nimo de Justo Pastor de Pellico, foi um importante sindicalista de la Catalun ha na segunda metade do siglo XIX e tip\u00f3grafo diretor da tipograf\u00eda La Academia.<\/p>\n<p><strong>Francisco Ferrer i Guardia<\/strong><\/p>\n<p>Foi iniciado em 1883 na loja Verdad de Barcelona e recebeu o nome simb\u00f3lico de Zero.Fundador da Escola Moderna.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89579 size-full\" title=\"Anarquismo na Fran\u00e7a\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Anarqu3.jpg\" alt=\"Anarquismo na Fran\u00e7a\" width=\"204\" height=\"327\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Anarqu3.jpg 204w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Anarqu3-187x300.jpg 187w\" sizes=\"(max-width: 204px) 100vw, 204px\" \/><br \/>\n<strong>Francisco Ferrer i Guardia<\/strong><\/p>\n<p>Francisco Ferrer Guardia (10 de Janeiro de 1849 \u2013 13 de Outubro de 1909), foi um pensador anarquista catal\u00e3o, criador da Escola Moderna (1901), um projeto pr\u00e1tico de pedagogia libert\u00e1ria. Ele nasceu em Allela em 14 de Janeiro de 1849 (uma pequena cidade perto de Barcelona), filho de pais cat\u00f3licos, cedo se tornou anticlerical e juntou-se \u00e0 Loja Ma\u00e7\u00f4nica Verdad, de Barcelona.<\/p>\n<p>Apoiou o pronunciamento militar de 1886, que pretendia proclamar a Rep\u00fablica, mas diante do fracasso deste, Ferrer teve de exilar-se em Paris. Sobreviveu ensinando espanhol at\u00e9 1901, e durante este per\u00edodo criou os conceitos educativos que aplicaria em sua Escola Moderna. A Escola Moderna transformou-se em um movimento de car\u00e1ter internacional de apoio dos<\/p>\n<p>trabalhadores a educa\u00e7\u00e3o anti-Estatal e anti-Capitalista. Ferrer desenvolveu o m\u00e9todo racional, enfatizando as ci\u00eancias naturais com certa influ\u00eancia positivista, privilegiando a educa\u00e7\u00e3o integral.<\/p>\n<p>Prop\u00f5e uma metodologia baseada na coopera\u00e7\u00e3o e respeito m\u00fatuo. Sua escola deveria ser frequentada por crian\u00e7as de ambos os sexos para desfrutarem de uma rela\u00e7\u00e3o de igualdade desde cedo.<\/p>\n<p>A concep\u00e7\u00e3o burguesa de castigos, repress\u00e3o, submiss\u00e3o e obedi\u00eancia, deveria ser substitu\u00edda pela teoria libert\u00e1ria, de forma\u00e7\u00e3o do novo homem e da nova mulher. Ferrer considerava que o cientificismo n\u00e3o era um saber neutro. Aqueles que tem o poder se esfor\u00e7am por legitim\u00e1-lo atrav\u00e9s de teses cient\u00edficas. Devido a intoler\u00e2ncia da Igreja, em 1906, Ferrer foi preso sob suspeita de envolvimento no ataque de Mateo Morral, ex-colaborador de curta passagem, como tradutor e bibliotec\u00e1rio da Escola, que perpetrou um atentado frustrado contra o Rei Alfonso XIII, sendo absolvido um ano depois. Entretanto, durante sua estadia na pris\u00e3o a Escola Moderna foi fechada. No ano seguinte, viajou pela Fran\u00e7a e B\u00e9lgica; neste \u00faltimo pa\u00eds, fundou a Liga Internacional para a Educa\u00e7\u00e3o Racional da Inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Em 13 de Outubro de 1909 foi executado na pris\u00e3o de Montjuich durante a lei marcial, acusado de ter sido o instigador da revolta conhecida como a Semana Tr\u00e1gica de Barcelona em 1909.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-89580 size-full aligncenter\" title=\"Execu\u00e7\u00e3o de de Francisco Ferrer i Guardia na pris\u00e3o de Montjuich.\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Anarqu4.jpg\" alt=\"Execu\u00e7\u00e3o de de Francisco Ferrer i Guardia na pris\u00e3o de Montjuich.\" width=\"253\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Anarqu4.jpg 253w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Anarqu4-233x300.jpg 233w\" sizes=\"(max-width: 253px) 100vw, 253px\" \/>Execu\u00e7\u00e3o de de Francisco Ferrer i Guardia na pris\u00e3o de Montjuich.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89581 size-full\" title=\"Trabalhadores de passeata durante a &quot;Semana tr\u00e1gica &quot; em Barcelona\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Anarqu5.jpg\" alt=\"Trabalhadores de passeata durante a &quot;Semana tr\u00e1gica &quot; em Barcelona\" width=\"468\" height=\"307\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Anarqu5.jpg 468w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Anarqu5-300x197.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><br \/>\nTrabalhadores de passeata durante a &#8220;Semana tr\u00e1gica &#8221; em Barcelona<\/strong><\/p>\n<p><strong>Avelino Gonz\u00e1lez:\u00a0<\/strong>Foi diretor do peri\u00f3dico CNT.<\/p>\n<p><strong>Crist\u00f3bal Cano:\u00a0<\/strong>Mestre laico da Escuela Neutra e membro do grupo espec\u00edfico Solidaridad.<\/p>\n<p><strong>Segundo Blanco:\u00a0<\/strong>Chofer do dirigente anarquista e Conselheiro do Conselho Soberano das Ast\u00farias.<\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Caveda Obaya:\u00a0<\/strong>Militante libert\u00e1rio em grupos de a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica d a Federa\u00e7\u00e3o Anarquista Ib\u00e9rica (FAI).<\/p>\n<p><strong>Eleuterio Quintanilla<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89582 size-full\" title=\"Anarquismo na Fran\u00e7a\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Anarqu6.jpg\" alt=\"Anarquismo na Fran\u00e7a\" width=\"126\" height=\"187\" \/><br \/>\n<strong>Eleuterio Quintanilla<\/strong><\/p>\n<p>Nascido en Gij\u00f3n en 1886, adere as fileiras libertarias colaborando com o peri\u00f3dico Solidaridad Obrera en 1909 e um ano mais tarde funda com Ricardo Mella a Acci\u00f3n Libertaria.<\/p>\n<p>Em 1917, \u00e9 iniciado como Ma\u00e7om na Loja Jovellanos n\u00famero 337 de Gij\u00f3n e toma como nome simb\u00f3lico o de Floreal.<\/p>\n<p><strong>Avelino Gonz\u00e1lez Mallada:\u00a0<\/strong>Foi Ma\u00e7om membro da loja Jovellanos, onde utilizava o nome simb\u00f3lico de Panurgo, chegando a obter o grau 4 de Mestre Secreto. Chegou a ser prefeito de Gij\u00f3n.<\/p>\n<p><strong>Avelino Gonz\u00e1lez Garc\u00eda<\/strong><\/p>\n<p>Periodista e diretor del peri\u00f3dico CNT, foi iniciado na Loja Riego n\u00famero 2, ml 21 de mar\u00e7o de 1924, chegando ao grau de Mestre Ma\u00e7om emoutubro de 1927.<\/p>\n<p>Nas Ast\u00farias a atra\u00e7\u00e3o dos anarquistas pela Ma\u00e7onaria s\u00f3 se registra<\/p>\n<p>Durante o primeiro ter\u00e7o do s\u00e9culo XX. Estes libert\u00e1rios v\u00e3o a ocupar assento nas Lojas revestindo-se com o avental Ma\u00e7\u00f4nico, sendo que em muitas ocasi\u00f5es sua transcend\u00eancia iria muito mais alem, prolongando-se ao movimento oper\u00e1rio e tamb\u00e9m ao educativo e social.<\/p>\n<p>Segundo (Guerra, 2010), a atra\u00e7\u00e3o dos anarquistas espanh\u00f3is pela Ma\u00e7onaria se deveu principalmente ao car\u00e1ter anticlerical da Ma\u00e7onaria, fator que em dado momento tornou-se aglutinante, visto que a hierarquia cat\u00f3lica espanhola era muito reacion\u00e1ria e representava a maior opress\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o sobre a classe oper\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/www.maconariaportugal.com\/fr.wikipedia.org<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anarquismo na Fran\u00e7a &#8211; O que foi Uma das figuras mais importantes do anarquismo na Fran\u00e7a foi\u00a0Koenigsten, por\u00e9m sua import\u00e2ncia n\u00e3o esta ligada \u00e0s bombas que produziu e sim \u00e0 sua morte. Mas, ele n\u00e3o foi o pai do \u201cterror anarquista\u201d. 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