{"id":89498,"date":"2016-12-19T17:21:48","date_gmt":"2016-12-19T19:21:48","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=89498"},"modified":"2019-04-12T14:44:29","modified_gmt":"2019-04-12T16:44:29","slug":"alface","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/alimentacao\/alimentos\/alface","title":{"rendered":"Alface"},"content":{"rendered":"<h4>Hist\u00f3ria e Origem<\/h4>\n<p>A alface \u00e9 um dos nossos legumes mais antigos.<\/p>\n<p>\u00c9 nativa do Mediterr\u00e2neo e Oriente Pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Foi cultivada na China, no s\u00e9culo V.<\/p>\n<p>A Alface foi cultivada em jardins reais de reis persas (Ir\u00e3) h\u00e1 mais de 2000 anos atr\u00e1s. Crist\u00f3v\u00e3o Colombo trouxe alface para as Bahamas em 1494.<\/p>\n<p>Crist\u00f3v\u00e3o Colombo e outros exploradores europeus trouxeram sementes de alface para o Novo Mundo.<\/p>\n<p>Na verdade, a palavra &#8220;alface&#8221; \u00e9 derivado da raiz da palavra latina &#8220;lac&#8221;, que significa &#8220;leite&#8221;, referindo-se ao suco leitoso encontrada em alface maduro caules.<\/p>\n<p>Origin\u00e1ria da Asia e trazida para o pa\u00eds pelos portugueses, no s\u00e9culo.XVI, a alface, Lactuca sativa I., \u00e9 a hortali\u00e7a folhosa de maior consumo no Brasil.<\/p>\n<h4>Propriedades Nutricionais<\/h4>\n<p>A alface \u00e9 um alimento rico em betacaroteno (provitamina A), vitaminas C, E e do complexo B.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 rica em fibras e apresenta boas quantidades dos minerais c\u00e1lcio, f\u00f3sforo, pot\u00e1ssio e ferro.<\/p>\n<h4>Valor Cal\u00f3rico<\/h4>\n<p>100 gramas de alface fornecem 16 calorias.<\/p>\n<h4>Propriedades Medicinais<\/h4>\n<p>Por possuir um principio ativo, que \u00e9 um calmante muito eficaz, a alface \u00e9 um alimento indicado para pessoas que t\u00eam ins\u00f4nia ou as que s\u00e3o muito tensas e agitadas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ajuda a tratar e prevenir anemia (se temperada com gotas de lim\u00e3o, melhora ainda mais a absor\u00e7\u00e3o de ferro) e combate os radicais livres produzidos em excesso pelo organismo, protegendo-o de diversas doen\u00e7as como o c\u00e2ncer, por exemplo<\/p>\n<h4>Tipos de Alface<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89513 size-full\" title=\"Alface\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface14.jpg\" alt=\"Alface\" width=\"310\" height=\"241\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface14.jpg 310w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface14-300x233.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 310px) 100vw, 310px\" \/><br \/>\nAlface<\/strong><\/p>\n<p>A salada verde geralmente faz parte de uma refei\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e, mesmo que se utilize muitas outras verduras, a alface \u00e9 definitivamente o ingrediente mais popular.<\/p>\n<p>Alguns tipos de alface tem quantidades razo\u00e1veis de folato, betacaroteno, vitamina C, c\u00e1lcio, ferro e pot\u00e1ssio, mas as quantidades variam variam de um tipo para o outro.<\/p>\n<p>Na medicina popular, a alface \u00e9 considerada um \u00f3timo calmante e rem\u00e9dio contra a ins\u00f4nia. O per\u00edodo de colheita \u00e9 de maio a novembro. Ao comprar a verdura, d\u00ea prefer\u00eancia para as de folhas limpas e brilhantes. Cuide tamb\u00e9m para que n\u00e3o haja marcas de picadas de insetos.<\/p>\n<p><strong>Tipos mais conhecidos de alfaces:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Alface americana: <\/strong>Alface crespa de cabe\u00e7a compacta. Seu valor nutritivo \u00e9 inferior ao de outras variedades de alfaces e folhas.<strong><br \/>\nAlface-de-cordeiro:<\/strong> Tem folhas pequenas e delicadas. Esta verdura, muito valorizada, pode ser encontrada em delicatessens.<strong><br \/>\nAlface de folha solta:<\/strong> Inclui alfaces de ramos ou folhas verdes ou orxas, assim como outros tipos que n\u00e3o formam cabe\u00e7as.<strong><br \/>\nAlface lisa:<\/strong> A mais consumida, com folhas soltas, macias e sabor suave.<strong><br \/>\nAlface romana: <\/strong>Tem folhas verdes-escuras, longas e crespas que formam uma cabe\u00e7a de folhas soltas. \u00c9 utilizada em receitas de saladas como a salada Caesar.<\/p><\/blockquote>\n<h4>ALFACE: A HORTALI\u00c7A DA GLOBALIZA\u00c7\u00c3O<\/h4>\n<p>Vivemos a era da globaliza\u00e7\u00e3o. E h\u00e1, certamente, entre os alimentos, alguns entre os quais t\u00eam um maior destaque na esfera mundial, sendo por isso mesmo pass\u00edveis de identifica\u00e7\u00e3o como sendo os alimentos mais caracter\u00edsticos desse fen\u00f4meno de mundializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O alface \u00e9, nesse sentido, um desses alimentos e responde, enquanto hortali\u00e7a, como o g\u00eanero aliment\u00edcio dessa natureza espec\u00edfica que apresenta mais caracter\u00edsticas relacionadas a globaliza\u00e7\u00e3o. Historicamente consumido desde as civiliza\u00e7\u00f5es da Antiguidade, o alface em suas mais populares variedades \u00e9 o tema desse artigo que tem como objetivo desvendar o seu uso, a sua hist\u00f3ria, o seu consumo e as raz\u00f5es de seu sucesso em todo o mundo.<\/p>\n<p>Entre as variedades mais comuns dessa hortali\u00e7a mundialmente conhecida e consumida encontram-se a romana e a americana, as quais descreveremos mais atentamente nas pr\u00f3ximas linhas ao lado de outras variedades. Chamo a aten\u00e7\u00e3o para a nomenclatura desses dois tipos de alface no intuito de revelar que, at\u00e9 mesmo a hist\u00f3ria e a geografia referendam a presen\u00e7a desse alimento mundialmente. O que quero dizer com isso? Que ao assumir variedades que s\u00e3o denominadas a partir de dois diferentes continentes, j\u00e1 podemos perceber tratar-se de um alimento globalizado. As matrizes geogr\u00e1ficas associadas aos nomes dessas variedades as colocam em voga na Europa e na Am\u00e9rica e nos induzem a pensar em trocas mercantis e culturais que permitiram seu deslocamento para as outras regi\u00f5es do mundo.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, h\u00e1 tamb\u00e9m a considera\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter hist\u00f3rico a partir dos paralelos que podemos tra\u00e7ar entre os imp\u00e9rios romano e norte-americano e os processos de imposi\u00e7\u00e3o cultural desenvolvidos pelos mesmos que levaram seus h\u00e1bitos, artes, vestu\u00e1rios, l\u00ednguas, habita\u00e7\u00f5es, ve\u00edculos, estruturas de trabalho, gastronomias (e alimentos, evidentemente) para muito al\u00e9m de suas fronteiras originais.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a da alface no card\u00e1pio de povos de todos os cantos do mundo aproxima esse alimento da id\u00e9ia de imperialismo exercido pelos romanos na Antiguidade e pelos norte-americanos no mundo contempor\u00e2neo. N\u00e3o queremos com essa compara\u00e7\u00e3o desvalorizar ou antipatizar aos olhos do grande p\u00fablico essa t\u00e3o popular base de saladas consumidas mundialmente. Pretendemos apenas destacar que, independentemente da a\u00e7\u00e3o desses povos, a alface realmente ganhou o mundo e conquistou os povos e locais por onde passou, tornando-se soberana em card\u00e1pios e culturas t\u00e3o d\u00edspares quanto as orientais e as ocidentais.<\/p>\n<p>Diga-se de passagem, que a alface n\u00e3o \u00e9 origin\u00e1ria da It\u00e1lia ou dos Estados Unidos e que a compara\u00e7\u00e3o com os imp\u00e9rios oriundos dessas localidades \u00e9 apenas uma considera\u00e7\u00e3o quanto ao alcance e \u201csubmiss\u00e3o\u201d de novos povos e paladares ao charme dessa hortali\u00e7a. Vale ressaltar que, diferentemente dos imp\u00e9rios mencionados, a alface n\u00e3o se estabeleceu atrav\u00e9s da for\u00e7a ou da acultura\u00e7\u00e3o, e sim a partir de suas propriedades naturais que a fizeram reconhecidamente valorosa para a diet\u00e9tica e nutri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como estava dizendo, de acordo com os estudiosos da hist\u00f3ria da alimenta\u00e7\u00e3o, as origens da alface remontam \u00e0 \u00cdndia e ao Egito, de onde se deslocaram para outras partes do mundo, como as civiliza\u00e7\u00f5es da Antiguidade Cl\u00e1ssica, Gr\u00e9cia e Roma. Foram justamente esses povos, a partir de suas a\u00e7\u00f5es comerciais, culturais e b\u00e9licas, que levaram essa cultura agr\u00edcola a expandir suas \u00e1reas de fomento e produ\u00e7\u00e3o e estabelecer-se como alimento globalizado.<\/p>\n<blockquote><p>No Egito, todas as hortas produziam cebola, alho-por\u00f3 e alho; a alface, s vezes muito grande, era consagrada, devido \u00e0 sua forma, ao deus Min, protetor da agricultura e da fertilidade. (BRESCIANI, 1998)<\/p><\/blockquote>\n<p>Heran\u00e7a romana repassada ao mundo medieval a partir de suas pr\u00e1ticas imperialistas, a alface faz parte de uma pr\u00e1tica regular entre os camponeses do medievo que lhes garantia a complementa\u00e7\u00e3o fundamental de sua dieta alimentar, a produ\u00e7\u00e3o de leguminosas e verduras em hortas. Garantida em sua produtividade pela utiliza\u00e7\u00e3o de esterco humano e animal e salvaguardada das tributa\u00e7\u00f5es dos senhores feudais, a produ\u00e7\u00e3o nas hortas dava aos servos medievais a alface, os nabos, o alho, as couves, a acelga, o repolho,&#8230;<\/p>\n<p>Essa pr\u00e1tica de horticultura n\u00e3o se deteve nem mesmo diante de ferrenhas oposi\u00e7\u00f5es religiosas, como as que deram origem ao cristianismo ortodoxo baseado em Biz\u00e2ncio ap\u00f3s a parti\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio romano em ocidental e oriental. As regras que pautavam a organiza\u00e7\u00e3o e o funcionamento de Biz\u00e2ncio previam listas de plantas que deveriam ser produzidas regularmente nos arredores da cidade e que inclu\u00edam desde a cenoura, o feij\u00e3o, o br\u00f3colis, a beterraba ou a menta at\u00e9 a alface, a chic\u00f3ria e o agri\u00e3o. Os \u00e1rabes igualmente aderiram ao consumo da alface, que acompanhava a carne em algumas produ\u00e7\u00f5es locais e era comida em guisados. Para os judeus, por sua vez, esse alimento simboliza a alegria e compunha, juntamente com o aipo, uma salada temperada a base de vinagre no que eles celebravam como \u00e1gape pascal.<\/p>\n<p>A Idade M\u00e9dia relegou a alface, por\u00e9m, ao status de alimento de popula\u00e7\u00f5es pobres. Durante a \u201cgrande noite\u201d de mil anos que se abateu sobre a Europa ap\u00f3s a queda do Imp\u00e9rio Romano do Ocidente, segundo alguns historiadores, as hortali\u00e7as foram sendo extirpadas dos card\u00e1pios dos senhores e, com o Renascimento Comercial e Urbano, tamb\u00e9m os citadinos fizeram pouco caso desses recursos alimentares.<\/p>\n<p>A Modernidade que traz de al\u00e9m-mar uma s\u00e9rie de novos produtos para o contexto mercantil europeu (e que, em contrapartida, tamb\u00e9m leva para os outros continentes as produ\u00e7\u00f5es caracteristicamente europ\u00e9ias) tamb\u00e9m resgata do ostracismo ou do anonimato esses alimentos da terra, extra\u00eddos das pequenas hortas dom\u00e9sticas, dando-lhes novamente reconhecimento, valor e dignidade entre os consumidores do velho mundo e permitindo-lhes a viagem de transposi\u00e7\u00e3o das dist\u00e2ncias que os separavam dos demais mundos ent\u00e3o identificados. A alface entra nessa hist\u00f3ria e cruza os sete mares para sua consagra\u00e7\u00e3o definitiva, ganhando os espa\u00e7os que ainda n\u00e3o havia conquistado.<\/p>\n<p>Consumida em larga escala em praticamente todo o mundo, no Brasil n\u00e3o poderia ser diferente. Calcula-se que aproximadamente 40% do total investido pelos brasileiros na compra de verduras destinem-se a aquisi\u00e7\u00e3o da alface, tornando-a a hortali\u00e7a mais consumida em nosso pa\u00eds. Somente no estado de S\u00e3o Paulo s\u00e3o produzidas mais de 130 mil toneladas de alface por ano. E a produ\u00e7\u00e3o tem se realizado de diferentes formas (hidroponia, produ\u00e7\u00e3o em estufa e cultivo org\u00e2nico), o que aumenta a produtividade e oferece resultados mais satisfat\u00f3rios e saud\u00e1veis aos consumidores finais.<\/p>\n<p>A Lactuca Sativa (nome cient\u00edfico) \u00e9 um vegetal composto de 95% de \u00e1gua, vitaminas A e E, complexo B e tamb\u00e9m de minerais (c\u00e1lcio, f\u00f3sforo, pot\u00e1ssio e ferro). Pode ser encontrada nas variedades americana (verde-clara, com folhas mais fechadas, firmes e rijas), romana (verde-clara, com folhas estreitas e lisas, com o miolo macio), crespa (verde-clara ou marrom esverdeada, com folhas abertas e frisadas nas pontas) e repolhuda (verde-escurecidas, com miolo firme e amarelado).<\/p>\n<p>A alface tamb\u00e9m pode ser utilizada para a produ\u00e7\u00e3o de cosm\u00e9ticos, em tratamentos de rejuvenescimento da pele e possui qualidades hipn\u00f3ticas e sedativas que a fazem ser usada como calmante e no combate \u00e0 ins\u00f4nia.<\/p>\n<p>Seu aproveitamento na alimenta\u00e7\u00e3o humana est\u00e1 normalmente associado \u00e0s saladas, mas tamb\u00e9m podem ser consumidas refogadas, em sandu\u00edches, caldos e sopas ou ainda em cozidos. Quando consumidas in natura, as folhas da alface devem antes ficar de molho, para sua purifica\u00e7\u00e3o e limpeza, numa solu\u00e7\u00e3o composta por vinagre e \u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o Lu\u00eds de Almeida Machado<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89511 size-full\" title=\"Alface\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface12.jpg\" alt=\"Alface\" width=\"439\" height=\"324\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface12.jpg 439w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface12-300x221.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 439px) 100vw, 439px\" \/><br \/>\nAlface<\/strong><\/p>\n<h4>Classifica\u00e7\u00e3o Bot\u00e2nica<\/h4>\n<p>A <strong>alface<\/strong> cultivada, Lactuca sativa, faz parte da Fam\u00edlia das Asteraceae e da Tribo das Lactuceae. O g\u00eanero Lactuca compreende por volta de 100 esp\u00e9cies conhecidas.<\/p>\n<p>Geralmente os bot\u00e2nicos consideram que Lactuca sativa \u00e9 sa\u00edda da esp\u00e9cie selvagem Lactuca serriola. Existe uma enorme variabilidade no seio de Lactuca sativa.<\/p>\n<p><strong>Geralmente s\u00e3o determinados quatro tipos em fun\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>1. Lactuca sativa capitata:<\/strong> \u00c9 a <strong>alface<\/strong> de pomo que se subdivide em alface repolhudas e em alface manteiga. A alface manteiga se caracteriza por uma folhagem lisa e pouco recortada. A alface repolhuda se caracteriza por uma folhagem quebradi\u00e7a, mais ou menos recortada, cuja cor varia do amarelo-verde das alfaces chamadas \u201ceurop\u00e9ias\u201d ao verde muito escuro das alfaces chamadas \u201camericanas\u201d de tipo iceberg.<strong><br \/>\n2. Lactuca sativa longifolia:<\/strong> \u00c9 a <strong>alface<\/strong> romana cujas folhas s\u00e3o alongadas e cuja forma \u00e9 oblonga.<strong><br \/>\n3. Lactuca sativa crispa:<\/strong> \u00c9 a <strong>alface<\/strong> chamada \u201cpara cortar\u201d ou crespa que geralmente n\u00e3o forma cora\u00e7\u00e3o e cujas certas variedades t\u00eam folhas muito frisadas.<strong><br \/>\n4. Lactuca sativa angustana ou cracoviensis:<\/strong> \u00c9 a <strong>alface<\/strong> aspargo cujo atrativo culin\u00e1rio principal reside na haste carnuda, mais particularmente na \u00c1sia.<\/p><\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89505 size-full\" title=\"Alface repolhuda\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface6.jpg\" alt=\"Alface repolhuda\" width=\"385\" height=\"285\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface6.jpg 385w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface6-300x222.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><br \/>\nAlface repolhuda<\/strong><\/p>\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>Na mitologia Grega, a hist\u00f3ria de amor entre a deusa Afrodite e o jovem Adonis teve um fim dram\u00e1tico quando esse \u00faltimo foi morto por um porco selvagem no jardim das alfaces no qual ele estava escondido.<\/p>\n<p>Nessa mitologia, a alface foi assim simbolicamente relacionada a um aspecto de morte e ainda por cima, a um aspecto de impot\u00eancia masculina (no cora\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria de Adonis).<\/p>\n<p>Entretanto, essas diversas conota\u00e7\u00f5es mitol\u00f3gicas n\u00e3o parecem ter tido muita influ\u00eancia sobre o povo Romano, pois desde a \u00e9poca do Imperador Domitien, do ano 81 ao ano 96, era costume das elites servir alface como entrada, antes do prato principal, com rabanetes e outros legumes crus. Essa pr\u00e1tica ainda perdura em algumas regi\u00f5es ou em certos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca Romana, a alface j\u00e1 era rica de todo um conte\u00fado cultural, medical, religioso e aliment\u00edcio, \u00e9 claro. Ela foi cultivada pelos antigos Eg\u00edpcios e n\u00f3s temos representa\u00e7\u00f5es em certos t\u00famulos que datam de quase 2700 anos antes de Cristo.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89506 size-full\" title=\"Alface para cortar: Devil's tongue\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface7.jpg\" alt=\"Alface para cortar: Devil's tongue\" width=\"343\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface7.jpg 343w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface7-300x222.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 343px) 100vw, 343px\" \/><br \/>\nAlface para cortar: Devil&#8217;s tongue<\/strong><\/p>\n<p><strong>Uma das representa\u00e7\u00f5es \u00e9 vis\u00edvel no Museu Eg\u00edpcio de Berlim:<\/strong> \u00e9 uma <strong>alface<\/strong> com quase 90 cm de altura. Os Eg\u00edpcios desenvolveram a cultura dessas alfaces que agora chamamos \u201cRomanas\u201d, pois os romanos adotaram o \u2018savoir-faire\u2019 dos Eg\u00edpcios nesse tipo de alface. Segundo Pline e Columelle, os Romanos no in\u00edcio da era crist\u00e3 cultivavam tamb\u00e9m alfaces de pomo e frisadas.<\/p>\n<p><strong>Os Romanos s\u00f3 consumiam as jovens alfaces cruas:<\/strong> eles cozinhavam as alfaces chegadas \u00e0 maturidade ou ent\u00e3o colocavam um molho com \u00f3leo e vinagre quente diretamente sobre as folhas. Eles exaltavam o gosto da alface com um tempero de r\u00facula. Parece que na Fran\u00e7a, por volta dos anos 1500, somente algumas variedades de alfaces eram conhecidas. Rabelais, o escritor, trouxe um certo n\u00famero de variedades de N\u00e1polis por volta de 1535.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89507 size-full\" title=\"Alface com pomo: Forellenschuss\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface8.jpg\" alt=\"Alface com pomo: Forellenschuss\" width=\"416\" height=\"310\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface8.jpg 416w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface8-300x224.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 416px) 100vw, 416px\" \/><br \/>\nAlface com pomo: Forellenschuss<\/strong><\/p>\n<p>As <strong>alfaces Romanas <\/strong>foram sem d\u00favida trazidas para a Fran\u00e7a pelos papas em Avignon. A primeira men\u00e7\u00e3o desse tipo de alface se encontra no Tratado de Agricultura de Crescenzi, agr\u00f4nomo italiano do s\u00e9culo 13.<\/p>\n<p>Cultiva-se hoje em dia um grande n\u00famero de variedades cuja determina\u00e7\u00e3o por tipo n\u00e3o \u00e9 muito f\u00e1cil.<\/p>\n<h4>Nutri\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>O aspecto nutricional das <strong>alfaces<\/strong> varia consideravelmente em fun\u00e7\u00e3o dos diferentes tipos. Eis aqui, por exemplo, os resultados de um estudo americano cujos n\u00fameros s\u00e3o dados por 100 gramas de folhas. Para a Vitamina A, s\u00e3o as Romanas e as Alfaces \u201ca cortar\u201d ou crespas que det\u00eam a palma, com 1900 UI (Unidades Internacionais) contra 970 UI para as Alfaces \u201cmanteiga\u201d e somente 330 UI para as Repolhudas.<\/p>\n<p><strong>Para a Vitamina C e o c\u00e1lcio, n\u00f3s temos a mesma ordem de grandeza:<\/strong> para as Romanas e as <strong>Alfaces<\/strong> \u201ca cortar\u201d, 18 mg de Vitamina C e 68 mg de c\u00e1lcio, para as Alfaces \u201cmanteiga\u201d 8 mg de Vitamina C e 35 mg de c\u00e1lcio e para as Repolhudas, somente 6 mg de Vitamina C e 20 mg de c\u00e1lcio.<\/p>\n<p>Quanto ao ferro, s\u00e3o as <strong>Alfaces<\/strong> \u201cmanteiga\u201d que levam, com 2 mg contra 0,5 mg para as Repolhudas e 1,4 mg para as Romanas e as Alfaces \u201ca cortar\u201d ou crespas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89508 size-full\" title=\"Alface romana: Cimarron\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface9.jpg\" alt=\"Alface romana: Cimarron\" width=\"421\" height=\"313\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface9.jpg 421w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface9-300x223.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 421px) 100vw, 421px\" \/><br \/>\nAlface romana: Cimarron<\/strong><\/p>\n<h4>Poliniza\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>A infloresc\u00eancia da alface, que chamamos de cap\u00edtulo, cont\u00e9m aproximadamente 24 floretos. Esses floretos s\u00e3o auto-fecundos. Entretanto, as poliniza\u00e7\u00f5es cruzadas podem se manifestar entre diversas variedades cultivadas por um lado, e entre duas alfaces cultivadas e alfaces selvagens por outro lado.<\/p>\n<p>Assim, Lactuca sativa pode se hibridar naturalmente com Lactuca serriola que \u00e9 encontrada em volta da bacia mediterr\u00e2nea, por exemplo na Arg\u00e9lia, nas Ilhas Can\u00e1rias, e em certas regi\u00f5es da \u00c1sia Ocidental temperada. Encontra-se tamb\u00e9m na \u00cdndia do Norte e no Nepal.<\/p>\n<p>Nas alfaces cultivadas, pudemos observar at\u00e9 8% de hibrida\u00e7\u00f5es naturais entre diferentes variedades. Isso depende muito das variedades e do tipo de flora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, para algumas variedades, as flores ficam abertas durante 30 minutos enquanto que para outras, elas ficam durante muitas horas. A tend\u00eancia \u00e0 alogamia \u00e9 mais elevada quanto mais o clima \u00e9 quente e ensolarado. Nossas experi\u00eancias de produ\u00e7\u00e3o de sementes de alfaces na regi\u00e3o de A\u00efr no norte da Nig\u00e9ria destacaram uma alogamia muito forte com as dezenas de variedades nos jardins.<\/p>\n<p>Em zona temperada, \u00e9 normalmente aconselh\u00e1vel deixar alguns metros entre cada variedade. \u00c9 tamb\u00e9m aconselh\u00e1vel nunca colher sementes de alfaces que foram re-semeadas espontaneamente.<\/p>\n<p>Os amadores querendo produzir sementes de alface podem aumentar as dist\u00e2ncias de isolamento ao m\u00e1ximo, se o espa\u00e7o no jardim o permite.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89509 size-full\" title=\"Porta-sementes de alfaces\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface10.jpg\" alt=\"Porta-sementes de alfaces\" width=\"380\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface10.jpg 380w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface10-300x223.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 380px) 100vw, 380px\" \/><br \/>\nPorta-sementes de alfaces<\/strong><\/p>\n<p>A <strong>alface<\/strong> \u00e9 uma folha que tem quantidades razo\u00e1veis de vitamina A, Niacina, C e tamb\u00e9m os minerais C\u00e1lcio, F\u00f3sforo e Ferro.<\/p>\n<p>A vitamina A \u00e9 um elemento importante para o bom funcionamento dos \u00f3rg\u00e3os da vis\u00e3o, conserva a sa\u00fade da pele e das mucosas; a vitamina Niacina evita problemas de pele, do aparelho digestivo e do sistema nervoso; e a vitamina C d\u00e1 resist\u00eancia aos vasos sangu\u00edneos, evita a fragilidade dos ossos e m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o dos dentes, age contra infec\u00e7\u00f5es e ajuda a cicatrizar os ferimentos.<\/p>\n<p>O C\u00e1lcio e o F\u00f3sforo participam da forma\u00e7\u00e3o dos ossos e dentes, ajudam na coagula\u00e7\u00e3o do sangue e na constru\u00e7\u00e3o muscular, e o Ferro contribui para a forma\u00e7\u00e3o do sangue.<\/p>\n<p>Entre as muitas propriedades a <strong>alface<\/strong> \u00e9 tamb\u00e9m considerada como \u00f3timo calmante e rem\u00e9dio contra ins\u00f4nia.<\/p>\n<p>Em casos de inflama\u00e7\u00e3o e incha\u00e7os, faz-se aplica\u00e7\u00f5es t\u00f3picas de cataplasmas quentes de <strong>alface<\/strong>.<\/p>\n<p>Para compra, deve-se dar prefer\u00eancia \u00e0s de folhas limpas, de cor brilhante e sem marcas de picadas de insetos; e para conserva\u00e7\u00e3o, conv\u00e9m retirar as folhas machucadas e murchas e guard\u00e1-la na geladeira, embrulhada em saco pl\u00e1stico, onde conserva-se por 5 a 7 dias.<\/p>\n<p>Seu per\u00edodo de safra \u00e9 de maio a novembro.<\/p>\n<p>Cem gramas de <strong>alface<\/strong> fornecem 15 calorias.<\/p>\n<h6><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<p>Lactuca sativa L.<\/p>\n<p><strong>Nome em ingl\u00eas: <\/strong>lettuce.<\/p>\n<p><strong>Origem: <\/strong>\u00c1sia.<\/p>\n<p><strong>Valor aliment\u00edcio: <\/strong>Vitaminas A e C, c\u00e1lcio, f\u00f3sforo e ferro.<\/p>\n<p><strong>Clima: Ameno ( existem cultivares de inverno e ver\u00e3o). pH do solo:<\/strong> 5,8 a 6,7.<\/p>\n<h4>Cultivares<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89502 size-full\" title=\"Alface\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface3.jpg\" alt=\"Alface\" width=\"395\" height=\"312\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface3.jpg 395w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/aalface3-300x237.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 395px) 100vw, 395px\" \/><br \/>\nAlface<\/strong><\/p>\n<p><strong>Popularmente, podem ser divididos em 3 grupos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>a) alface tipo americana: <\/strong>Salinas, Tain\u00e1, Great Lakes, etc.<br \/>\n<strong>b) alface tipo crespa:<\/strong> Brisa, Grand Rapids, Vanessa, Ver\u00f4nica,etc.<br \/>\n<strong>c) alface tipo lisa:<\/strong> Elisa, \u00c1urea, Aurora, Floresta, Regina, etc.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>\u00c9poca de plantio: <\/strong>De fevereiro a agosto (cultivares de inverno) e ano todo (cultivares e ver\u00e3o).<\/p>\n<p><strong>Semeadura:<\/strong> Pode-se utilizar a semeadura direta em canteiro definitivo, por\u00e9m o mais indicado \u00e9 em sementeira, para transplante posterior.<\/p>\n<p><strong>Principais pragas e doen\u00e7as:<\/strong> Lagarta-rosca, pulg\u00e3o, trips, podrid\u00e3o-de-esclerot\u00ednia e septoriose.<\/p>\n<p><strong>Colheita:<\/strong> De 50 a 80 dias.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0www.geocities.com\/www.maputo.co.mz\/www.artigocientifico.com.br\/www2.petrobras.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria e Origem A alface \u00e9 um dos nossos legumes mais antigos. \u00c9 nativa do Mediterr\u00e2neo e Oriente Pr\u00f3ximo. 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