{"id":89481,"date":"2016-12-19T16:47:16","date_gmt":"2016-12-19T18:47:16","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=89481"},"modified":"2018-05-18T10:37:25","modified_gmt":"2018-05-18T12:37:25","slug":"acido-araquidonico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/quimica\/acido-araquidonico","title":{"rendered":"\u00c1cido Araquid\u00f4nico"},"content":{"rendered":"<h4>\u00c1cido Araquid\u00f4nico &#8211; O que \u00e9<\/h4>\n<p><strong>O \u00c1cido Araquid\u00f4nico (AA) \u00e9 um \u00e1cido gordo da classe omega-6, e \u00e9 o principal \u00e1cido gordo de interesse quando se refere a um omega-3:<\/strong> 6 raz\u00e3o (em rela\u00e7\u00e3o aos \u00e1cidos gordos de \u00f3leo de peixe).<\/p>\n<p>\u00c9 pr\u00f3-inflamat\u00f3rio e de suporte imunol\u00f3gico.<\/p>\n<p>O <strong>\u00e1cido araquid\u00f4nico<\/strong> \u00e9 essencial para o seu c\u00e9rebro, f\u00edgado e \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<h4>\u00c1cido Araquid\u00f4nico &#8211; Defini\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>O <strong>\u00e1cido araquid\u00f4nico<\/strong> \u00e9 um tipo de \u00e1cido gordo \u00f4mega-6 que est\u00e1 envolvido na inflama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c0 semelhan\u00e7a de outros \u00e1cidos graxos \u00f4mega-6, o <strong>\u00e1cido araquid\u00f4nico<\/strong> \u00e9 essencial para a sua sa\u00fade.<\/p>\n<p>Os \u00e1cidos graxos \u00f4mega-6 ajudam a manter a fun\u00e7\u00e3o cerebral e regular o crescimento.<\/p>\n<p>Comer uma dieta que tem uma combina\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos \u00f4mega-6 e \u00f4mega-3 v\u00e3o diminuir o risco de desenvolver doen\u00e7as card\u00edacas.<\/p>\n<p>O <strong>\u00e1cido araquid\u00f4nico<\/strong>, em particular, ajudam a regular a atividade neuronal.<\/p>\n<p><strong>\u00c1cido araquid\u00f3nico e eicosan\u00f3ides<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eicosan\u00f3ides<\/strong>, derivados do \u00e1cido araquid\u00f4nico, s\u00e3o formados quando as c\u00e9lulas s\u00e3o danificadas ou est\u00e3o sob amea\u00e7a de danos.<\/p>\n<p>Este est\u00edmulo ativa as enzimas que transformam o \u00e1cido araquid\u00f4nico em eicosan\u00f3ides tais como prostaglandinas, tromboxano e leucotrienos.<\/p>\n<h4><strong>Forma\u00e7\u00e3o do \u00e1cido araquid\u00f4nico<\/strong><\/h4>\n<p>Os fosfolip\u00eddios de membrana s\u00e3o quebrados pela fosfolipase A2 formando lisofosfolip\u00eddios e \u00e1cido araquid\u00f4nico.<\/p>\n<p>O <strong>\u00e1cido araquid\u00f4nico <\/strong>produz prostaglandinas, tromboxanos e prostaciclinas pela via da Cicloxigenase e leucotrienos pela via da Lipoxigenase. Os cortic\u00f3ides agem bloqueando a fosfolipase A2 impedindo a forma\u00e7\u00e3o de \u00e1cido araquid\u00f4nico. O \u00e1cido acetilsalicilico (AAS) age bloqueando a via da cicloxigenase.<\/p>\n<p><strong>Metab\u00f3litos do \u00e1cido araquid\u00f4nico (eicosan\u00f3ides)<\/strong><\/p>\n<p>O <strong>\u00e1cido araquid\u00f4nico (AA)<\/strong> \u00e9 um \u00e1cido graxo presente de forma esterificada nas membranas das c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>Os eicosan\u00f3ides s\u00e3o produzidos pelas vias da ciclooxigenase e lipoxigenase que, s\u00e3o sistema enzim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Estas vias s\u00e3o capazes de degradar o <strong>\u00e1cido araquid\u00f4nico<\/strong> formando diferentes agentes que s\u00e3o importantes mediadores qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>Os produtos da via lipoxigenase s\u00e3o os leucotrienos enquanto que os da via ciclooxigenase s\u00e3o prostaglandinas e tromboxano A2.<\/p>\n<p>As prostaglandinas provocam vasodilata\u00e7\u00e3o, inibi\u00e7\u00e3o de agrega\u00e7\u00e3o plaquet\u00e1ria e dor. O tromboxano A2 tem como fun\u00e7\u00f5es vasoconstric\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o da agraga\u00e7\u00e3o plaquet\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>S\u00edntese de Prostaglandinas<\/strong><\/p>\n<p>As prostaglandinas s\u00e3o produtos originados do \u00e1cido araquid\u00f4nico, o qual \u00e9 obtido da dieta ou \u00e9 derivado do \u00e1cido linol\u00e9ico diet\u00e9tico.<\/p>\n<p>O <strong>\u00e1cido araquid\u00f4nico<\/strong> \u00e9 um \u00e1cido graxo insaturado com 20 \u00e1tomos de carbono e quatro liga\u00e7\u00f5es duplas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89483 size-full\" title=\"Estrutura qu\u00edmica do \u00e1cido araquid\u00f4nico\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-03.jpg\" alt=\"Estrutura qu\u00edmica do \u00e1cido araquid\u00f4nico\" width=\"338\" height=\"123\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-03.jpg 338w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-03-300x109.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 338px) 100vw, 338px\" \/><br \/>\nEstrutura qu\u00edmica do \u00e1cido araquid\u00f4nico<\/strong><\/p>\n<p>Este \u00e1cido, ap\u00f3s ingest\u00e3o, circula no plasma ligado \u00e0s prote\u00ednas plasm\u00e1ticas ou na forma livre.<\/p>\n<p><strong>Nas c\u00e9lulas, o \u00e1cido araquid\u00f4nico \u00e9 esterificado \u00e0 fosfolip\u00eddios de membranas ou a outros lip\u00eddios complexos, e desta forma ficar\u00e1 ligado \u00e0 cadeia do glicerol na posi\u00e7\u00e3o do sn: <\/strong>2.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s algum est\u00edmulo, seja f\u00edsico, qu\u00edmico ou hormonal, o \u00e1cido araquid\u00f4nico ser\u00e1 mobilizado da membrana pela a\u00e7\u00e3o de fosfolipases A2, as quais sofrem ativa\u00e7\u00e3o direta pelo est\u00edmulo, ou s\u00e3o ativadas por concentra\u00e7\u00f5es citos\u00f3licas aumentadas de Ca+2. Acredita-se que est\u00edmulos f\u00edsicos, ao alterarem a membrana celular produzam um influxo de Ca+2, que ativa a fosfolipase A2 (PLA2).<\/p>\n<p>Existem diversas fosfolipases, por\u00e9m a PLA2 citos\u00f3lica tipo IV, por ter maior afinidade pelo \u00e1cido araquid\u00f4nico, \u00e9 a principal enzima envolvida na libera\u00e7\u00e3o deste substrato.<\/p>\n<p><strong>A PLA2 hidrolisa a liga\u00e7\u00e3o \u00e9ster sn: <\/strong>2 dos fosfolip\u00eddios da membrana e catalisa a libera\u00e7\u00e3o do \u00e1cido araquid\u00f4nico.<\/p>\n<p><strong>Ap\u00f3s a libera\u00e7\u00e3o, este \u00e1cido poder\u00e1 ser metabolizado por um dos v\u00e1rios sistemas de enzimas, como:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>1) <\/strong>o das ciclooxigenases, que catalisa a forma\u00e7\u00e3o de prostaglandinas; <strong><br \/>\n2) <\/strong>o das lipoxigenases, que formam os leucotrienos; ou, <strong><br \/>\n3)<\/strong> o das isoenzimas citocromo P450, que produzem \u00e1cidos epoxieicosatrien\u00f3ico.<\/p><\/blockquote>\n<p>Tais produtos oxigenados s\u00e3o denominados eicosan\u00f3ides devido possu\u00edrem 20 carbonos.<\/p>\n<p><strong>O que s\u00e3o eicosan\u00f3ides?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eicosan\u00f3ides<\/strong> s\u00e3o mediadores inflamat\u00f3rios (que modulam a resposta inflamat\u00f3ria) de origem lip\u00eddica, sintetizados a partir dos \u00e1cidos graxos \u00f4mega-6, como o \u00e1cido araquid\u00f4nico (AA), ou dos \u00e1cidos graxos \u00f4mega-3, como os \u00e1cidos eicosapentan\u00f3ico (EPA) e docosahexaen\u00f3ico (DHA).<\/p>\n<p>Frente a um est\u00edmulo antig\u00eanico, AA, EPA e DHA s\u00e3o mobilizados da membrana de c\u00e9lulas imunes pela enzima fosfolipase A2. Esses \u00e1cidos graxos competem entre si pelas mesmas vias enzim\u00e1ticas (cicloxigenase e lipoxigenase) para a forma\u00e7\u00e3o dos eicosan\u00f3ides.<\/p>\n<p>O <strong>\u00e1cido araquid\u00f4nico<\/strong> \u00e9 precursor de eicosan\u00f3ides como a prostaglandina E2 (PGE2), leucotrieno B4 (LTB4), tromboxano 2 (TX2) e fator de agrega\u00e7\u00e3o de plaquetas (PAF). Esses mediadores apresentam maior potencial inflamat\u00f3rio quando comparados com os eicosan\u00f3ides sintetizados a partir dos \u00e1cidos graxos n-3, como a prostaglandina E3 (PGE3), leucotrieno B5 (LTB5) e tromboxano 3 (TX3).<\/p>\n<h4>\u00c1cido Araquid\u00f4nico &#8211; Inflama\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma rea\u00e7\u00e3o caracterizada por rea\u00e7\u00e3ode vasos sangu\u00edneos, levando ao ac\u00famulo de fluidos e leuc\u00f3citos com objetivos de destruir, diluir e isolar os agentes lesivos. Os participantes s\u00e3o parede vascular, c\u00e9lulas do vaso sangu\u00edneo (inflamat\u00f3rias), mast\u00f3citos, fibroblastos e macr\u00f3fagos residentes no tecido conjuntivo, proteoglicana, fibras col\u00e1genas e el\u00e1sticas e membrana basal. As altera\u00e7\u00f5es inflamat\u00f3rias se d\u00e3o por mediadores qu\u00edmicos.<\/p>\n<p><strong>Inflama\u00e7\u00e3o aguda<\/strong><\/p>\n<p><strong>Seus tr\u00eas maiores componentes s\u00e3o:<\/strong> altera\u00e7\u00f5es do calibre e fluxo, aumento de permeabilidade e migra\u00e7\u00e3o de leuc\u00f3citos.<\/p>\n<p>Os seus sinais cardiais s\u00e3o dor, calor, rubor e tumor. O aumento da permeabilidade causado pela inflama\u00e7\u00e3o permite o extravazamento de um l\u00edquido rico em prote\u00ednas para o interst\u00edcio.Este fato, gera o ac\u00famulo de l\u00edquido no interst\u00edcio promovendo edema (tumor). Al\u00e9m disso, ocorre vasodilata\u00e7\u00e3o a qual leva ao aumento do fluxo sangu\u00edneo caracterizando o calor e o rubor.<\/p>\n<p><strong>1. Altera\u00e7\u00f5es no calibre e fluxo vascular<\/strong><\/p>\n<p>Primeiramente ocorre vasoconstric\u00e7\u00e3o transit\u00f3ria e, ent\u00e3o, vasodilata\u00e7\u00e3o provocada pela libera\u00e7\u00e3o de histamina pelos mast\u00f3citos, quando estimulados pelo agente lesivo. O aumento de permeabilidade leva ao edema. Com isso,aumenta a concentra\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas vermelhas dentro do vaso , o que promove o aumento da viscosidade sangu\u00ednea. Como consequ\u00eancia disso,h\u00e1 lentifica\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o (estase) e, depois, margina\u00e7\u00e3o leucocit\u00e1ria.<\/p>\n<p>As hem\u00e1cias t\u00eam fluxo axial e os leuc\u00f3citos, fluxo mais marginal. Com a estase, os leuc\u00f3citos tendem ainda mais a fazer margina\u00e7\u00e3o leucocit\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>2. Permeabilidade vascular aumentada<\/strong><\/p>\n<p>Ela ocorre por a\u00e7\u00e3o da histamina, bradicinina, citocina,etc. Alguns dos seus resultados s\u00e3o perda de prote\u00ednas plam\u00e1ticas e forma\u00e7\u00e3o de edema.<\/p>\n<p>Em condi\u00e7\u00f5es normais temos aumento da press\u00e3o hidrost\u00e1tica arterial e da press\u00e3o coloidosm\u00f3tica venular. J\u00e1 na inflama\u00e7\u00e3o aguda, h\u00e1 aumento da press\u00e3o hidrost\u00e1tica e redu\u00e7\u00e3o da press\u00e3o coloidosm\u00f3tica. Isso leva \u00e0 sa\u00edda de l\u00edquidos com forma\u00e7\u00e3o de edema. Vale a pena lembrar que a inflama\u00e7\u00e3o aguda gera les\u00e3o endotelial por gerar descontinuidadeda parede vascular.<\/p>\n<p><strong>Mecanismos de extravazamento<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Forma\u00e7\u00e3o de fendas no endot\u00e9lio pelo mecanismo de contra\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas endoteliais. Ela ocorre principalmente em v\u00eanulas e os principais mediadores s\u00e3o histamina e leucotrienos.<br \/>\nReorganiza\u00e7\u00e3o do citoesqueleto levando ao afastamento de c\u00e9lulas endoteliais formando fendas (altera\u00e7\u00e3o estrutural). Ela ocorre, principalmente, em v\u00eanulas e capilares, \u00e9 provocada por citocinas e por hip\u00f3xia.<br \/>\nLes\u00e3o direta da c\u00e9lula endotelial promovendo forma\u00e7\u00e3o de fendas. Ela caracteriza-se pelo principal mecanismo presente na queimadura.<br \/>\nLes\u00e3o mediada por leuc\u00f3citos atrav\u00e9s de seus gr\u00e2nulos lesivos liberados no endot\u00e9lio. Ela ocorre em v\u00eanulas, capilares glomerulares e pulmonares. Trata-se de um mecanismo tardio pois depende de quimiotaxia e atividade leucocit\u00e1ria.<br \/>\nTranscitose aumentada. Nessa, organelas citoplasm\u00e1ticas, principalmente vac\u00faolos citoplam\u00e1ticos, ficam aglomeradas formando canais que levam \u00e0 sa\u00edda dos prote\u00ednas. Tal processo ocorre em v\u00eanulas e os mediadores envolvidos s\u00e3o os fatores de crescimento do endot\u00e9lio vascular (VEGF)<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>3. Eventos celulares (migra\u00e7\u00e3o de leuc\u00f3citos)<\/strong><\/p>\n<p>Tais eventos acontecem por altera\u00e7\u00f5es do l\u00famem, diapedese e quimiotaxia. No l\u00famem ocorre margina\u00e7\u00e3o, rolamento (ades\u00e3o frouxa), ades\u00e3o (ader\u00eancia firme) e, finalmente, libera\u00e7\u00e3o de colagenases que degradam membrana basal quando a c\u00e9lula inflamat\u00f3ria alcan\u00e7a a regi\u00e3o entre endot\u00e9lio e membrana basal. Atrav\u00e9s desses eventos, tais c\u00e9lulas chegam ao interst\u00edcio.<\/p>\n<p>Os processos citados anteriormente ocorrem por a\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas de ades\u00e3o presentes no leuc\u00f3cito e no entot\u00e9lio que se encaixam de maneira complementar.<\/p>\n<p><strong>As mol\u00e9culas de ades\u00e3o s\u00e3o representadas por quatro fam\u00edlias:<\/strong> selectinas (principalmente no endot\u00e9lio) E, P e L,imunoglobulinas, integrinas e glicoprote\u00ednas.<\/p>\n<p><strong>Selectinas: <\/strong>Ligam-se a mol\u00e9culas de a\u00e7\u00facar. Essas,por sua vez, unem-se a a ligantes espec\u00edficos, imunoglobulinas. O aumento de ader\u00eancia entre leuc\u00f3cito e endot\u00e9lio gerado pelas selestinas \u00e9 importante no fen\u00f4meno de rolamento.<\/p>\n<p><strong>Integrinas:<\/strong> Est\u00e3o presentes, principalmente, nos leuc\u00f3citos. Com uma ativa\u00e7\u00e3o endotelial, libera-se mol\u00e9culas que aumentam a express\u00e3o de integrinas dos leuc\u00f3citos. Tais mol\u00e9culas de ades\u00e3o promovem ader\u00eancia maior do leuc\u00f3cito ao endot\u00e9lio, fen\u00f4meno chamado ades\u00e3o. Elas ligam-se aos ICAMs e VCAMs, que s\u00e3o elementos das imunoglobulinas.<\/p>\n<p><strong>PeCAM:<\/strong> mol\u00e9cula de ades\u00e3o no endot\u00e9lio e no leuc\u00f3cito. Elas promovem ader\u00eancia do leuc\u00f3cito do vaso e sua transmigra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>4. Mecanismos de a\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas de ades\u00e3o\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Redistribui\u00e7\u00e3o da mol\u00e9cula das mol\u00e9culas de ades\u00e3o (P-selectinas)<br \/>\nProduz est\u00edmulo inflamat\u00f3rio o qual induz produ\u00e7\u00e3o de citocinas.Essas induzem a forma\u00e7\u00e3o de mais mol\u00e9culas de ades\u00e3o<br \/>\nO est\u00edmulo inflamat\u00f3rio gerado por elas induzem a altera\u00e7\u00e3o de sua forma, aumentando mais sua avidez pela c\u00e9lula endotelial.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>5. Quimiotaxia<\/strong><\/p>\n<p>Trata-se de locomo\u00e7\u00e3o orientada ao longo do gradiente qu\u00edmico.Existem quimiotaxinas end\u00f3genas e ex\u00f3genas. As end\u00f3genas s\u00e3o representadas por componentes do sistema complemento (C3a, C5a), metab\u00f3litos do \u00e1cido araquid\u00f4nico (eicosan\u00f3ides) e citocinas produzidas pos macr\u00f3fagos e leuc\u00f3citos e que agem nos leuc\u00f3citos. As principais quimiotaxinas ex\u00f3genas s\u00e3o produtos bacterianos.<\/p>\n<p><strong>6. Mecanismos de a\u00e7\u00e3o da quimiotaxia\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Ela ocorre atrav\u00e9s da liga\u00e7\u00e3o do est\u00edmulo quimiot\u00e1tico a receptores espec\u00edficos dos leuc\u00f3citos. No citoplasma do neutr\u00f3filo temos filamentos de actina e miosina.<\/p>\n<p>O c\u00e1lcio promove polimeriza\u00e7\u00e3o da actina e da miosina provocando,assim, emiss\u00e3o de pseud\u00f3podes. Ao mesmo tempo, na outra extremidade da c\u00e9lula, h\u00e1 despolimeriza\u00e7\u00e3o. Esses dois fatores associados levam \u00e0 locomo\u00e7\u00e3o. A posi\u00e7\u00e3o do neutr\u00f3filo depende do padr\u00e3o de receptor de membrana e da concentra\u00e7\u00e3o de quimiocina presente no meio.<\/p>\n<p><strong>Quando o neutr\u00f3filo chega no local da les\u00e3o, ocorre a ativa\u00e7\u00e3o leucocit\u00e1ria a qual se d\u00e1 por<\/strong>:<\/p>\n<blockquote><p>Produ\u00e7\u00e3o de metab\u00f3litos do \u00e1cido araquid\u00f4nico<br \/>\nDegranula\u00e7\u00e3o e secre\u00e7\u00e3o de enzimas lisoss\u00f4micas<br \/>\nAtividade da explos\u00e3o oxidativa (pos radicais livres)<br \/>\nModula\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas de ades\u00e3o<strong><br \/>\nPotencia\u00e7\u00e3o (&#8220;priming&#8221;):<\/strong> Este acontece quando h\u00e1 um mediador que n\u00e3o \u00e9 capaz de gerar reposta pela c\u00e9lula. Ent\u00e3o, um outro mediador faz com que a c\u00e9lula responda \u00e0quele mediador inicial.Isto ocorre por soma de efeitos.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>7. Fagocitose (mecanismos)\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>A) <\/strong>Reconhecimento do agente lesivo pelo leuc\u00f3cito atrav\u00e9s das opsoninas pelo f\u00eanomeno da opsoniza\u00e7\u00e3o,ou seja, facilita\u00e7\u00e3o da fagocitose. Como exemplo de opsonimas temos C3 e Fc de IgG, as quais t\u00eam receptores correspondentes na superf\u00edcie do leuc\u00f3cito.<strong><br \/>\nB) <\/strong>Liga\u00e7\u00e3o do agente lesivo \u00e0 c\u00e9lula<strong><br \/>\nC) <\/strong>Forma\u00e7\u00e3o de prolongamentos citoplasm\u00e1ticos em torno do agente lesivo, fen\u00f4meno conhecido como engolfamento<strong><br \/>\nD) <\/strong>Forma\u00e7\u00e3o do fagolisossoma<strong><br \/>\nE) <\/strong>Morte da part\u00edcula<\/p><\/blockquote>\n<p>A inflama\u00e7\u00e3o \u00e9 potencialmente danosa para o organismo se o lisossoma degranular seus componentes fora do fagossoma.A morte dos agentes lesivos se d\u00e1 principalmente por a\u00e7\u00e3o de radicais livres e dentre eles, o super\u00f3xido \u00e9 o mais importante. Em condi\u00e7\u00f5es normais n\u00e3o h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o de radicais livres pois n\u00e3o ocorre encontro de componentes citoplasm\u00e1ticos e de membrana.<\/p>\n<p>O sistema mieloperoxidase com a ajuda do cloro e do per\u00f3xido de hidrog\u00eanio \u00e9 o principal componente na morte dos agentes lesivos. A morte do microorganismo e les\u00e3o tecidual d\u00e1-se, al\u00e9m de pelo radical livre, por enzimas lisossomais e metab\u00f3litos do \u00e1cido araquid\u00f4nico. Os modos de libera\u00e7\u00e3o de enzimas para o extracelular s\u00e3o representados por regurgita\u00e7\u00e3o (engolfamento incompleto), fagocitose frustrada (ocorre em superf\u00edcies lisas), fagocitose de superf\u00edcie (onde o leuc\u00f3cito empurra a part\u00edcula contra uma superf\u00edcie dificultando a forma\u00e7\u00e3o do fagolisossoma), libera\u00e7\u00e3o citot\u00f3xica (nela ocorre morte do leuc\u00f3cito junto com a part\u00edcula liberando enzimas lisossomais) e exocitose.<\/p>\n<p><strong>8. Mediadores qu\u00edmicos\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Eles originam-se no plasma oe de c\u00e9lulas, ligam-se a receptores espec\u00edficos na c\u00e9lula alvo e podem estimular a libera\u00e7\u00e3o de outros mediadores. Eles, tamb\u00e9m, possuem vida curta, t\u00eam efeitos em um ou diversos alvos ou ainda, efeitos diferentes em c\u00e9lulas,tambem, diferentes e, finalmente, tem potencial de causar efeitos danosos.<\/p>\n<p><strong>Grupos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. Aminas vaso-ativas<\/strong><\/p>\n<p>Elas est\u00e3o em estoques pr\u00e9-formados. As mais importantes s\u00e3o histamina e serotonina.<\/p>\n<p>A histamina encontra-se em mast\u00f3citos e \u00e9 liberada na fase imediata ou inicial da inflama\u00e7\u00e3o provocando vasodilata\u00e7\u00e3o e aumento de permeabilidade. J\u00e1 a serotonina encontra-se no interior de plaquetas e promove aumento da permeabilidade.<\/p>\n<p><strong>2. Proteases plasm\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>Estas s\u00e3o compostas pos componentes do sistema complemento, sistema cinina e do sistema de coagula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como exemplo dos componentes do sistema complemento temos C3a e C5a. Suas principais a\u00e7\u00f5es s\u00e3o aumento de permeabilidade, vasodilata\u00e7\u00e3o, est\u00edmulo de produ\u00e7\u00e3o de metab\u00f3litos do \u00e1cido araquid\u00f4nico, ades\u00e3o leucocit\u00e1ria, quimiotaxia e opsoniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O sistema cinina \u00e9 composto, basicamente, pela bradicinina. Suas a\u00e7\u00f5es principais s\u00e3o aumento de permeabilidade, contra\u00e7\u00e3o de musculo liso, vasodilata\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de dor.<\/p>\n<p>Um outro sistema de protease plasm\u00e1tica relacionado corresponde ao sistema de coagula\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 ativado a partir do fator de Hagemam (XII). Como alguns dos participantes desse sistema temos a trombina e o fator Xa. A trombina leva \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de fibrinopept\u00eddeos cujas fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o aumento de permeabilidade vascular, quimiotaxia, ades\u00e3o leucocit\u00e1ria e prolifera\u00e7\u00e3o fibrobl\u00e1stica. Por outro lado, o fator Xa promove al\u00e9m de aumento de permeabilidade, exsuda\u00e7\u00e3o leucocit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Finalmente, o \u00faltimo sistema de protease plasm\u00e1tica relacionado \u00e9 o sistema fibrinol\u00edtico cujo principal componente \u00e9 a plasmina. Essa lisa co\u00e1gulos de fibrina e cliva C3. Os produtos da degrada\u00e7\u00e3o da fibrina aumentam a permeabilidade vascular. Uma outra fun\u00e7\u00e3o \u00e9 a ativa\u00e7\u00e3o do fator XII.<\/p>\n<p><strong>3.Metab\u00f3litos do \u00e1cido araquid\u00f4nico (eicosan\u00f3ides)<\/strong><\/p>\n<p>O \u00e1cido araquid\u00f4nico (AA) \u00e9 um \u00e1cido graxo presente de forma esterificada nas membranas das c\u00e9lulas. Os eicosan\u00f3ides s\u00e3o produzidos pelas vias da ciclooxigenase e lipoxigenase que, s\u00e3o sistema enzim\u00e1ticos. Estas vias s\u00e3o capazes de degradar o \u00e1cido araquid\u00f4nico formando diferentes agentes que s\u00e3o importantes mediadores qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>Os produtos da via lipoxigenase s\u00e3o os leucotrienos enquanto que os da via ciclooxigenase s\u00e3o prostaglandinas e tromboxano A2. As prostaglandinas provocam vasodilata\u00e7\u00e3o, inibi\u00e7\u00e3o de agrega\u00e7\u00e3o plaquet\u00e1ria e dor. O tromboxano A2 tem como fun\u00e7\u00f5es vasoconstric\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o da agraga\u00e7\u00e3o plaquet\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>4.Fator ativador plaquet\u00e1rio (PAF)<\/strong><\/p>\n<p>Trata-se de um fosfolip\u00eddeo derivado de membrana de plaquetas, bas\u00f3filos, mast\u00f3citos, macrofagos e c\u00e9lulas endoteliais.<\/p>\n<p><strong>Os principais efeitos s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Ativa\u00e7\u00e3o e agrega\u00e7\u00e3o plaquet\u00e1ria<br \/>\nVasoconstric\u00e7\u00e3o e broncoconstric\u00e7\u00e3o quando em altas concentra\u00e7\u00f5es<br \/>\nVasodilata\u00e7\u00e3o e aumento da permeabilidade quando em baixas concentra\u00e7\u00f5es<br \/>\nAdes\u00e3o leucocit\u00e1ria<br \/>\nQuimiotaxia<br \/>\nDegranula\u00e7\u00e3o<br \/>\nExplos\u00e3o oxidativa<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>5.Quimiocinas e citocina<\/strong>s<\/p>\n<p>S\u00e3o prote\u00ednas produzidas por linf\u00f3citos, macr\u00f3fagos, endot\u00e9lio, c\u00e9lulas epiteliais e do tecido conjuntivo. Seus nomes s\u00e3o dados de acordo com a c\u00e9lula produtora. Por exemplo, citocina produzida por mon\u00f3citos chamam monocinas e assim por diante.<\/p>\n<p><strong>Elas s\u00e3o diviidas basicamente em 5 classes funcionais:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Citocinas que regulam fun\u00e7\u00e3o leucocit\u00e1ria<br \/>\nCitocinas envolvidas na imunidade natural<br \/>\nCitocinas que ativam c\u00e9lulas inflamat\u00f3rias<br \/>\nQuimiocinas<br \/>\nCitocinas que estimulam a hematopoiese.<\/p><\/blockquote>\n<p>Na inflama\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o que mais nos interessa nesta se\u00e7\u00e3o, as citocinas mais importantes s\u00e3o fator de necrose tumoral e interleucina 1. Suas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o vasodilata\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00f5es de fase aguda, ou seja, altera\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas da inflama\u00e7\u00e3o como febre, sudorese, anorexia, perda de pesada etc.<\/p>\n<p><strong>6.\u00d3xido n\u00edtrico (NO)<\/strong><\/p>\n<p>Trata-se de um g\u00e1s sol\u00favel produzido por c\u00e9lulas endoteliais, macr\u00f3fagos e neur\u00f4nios espec\u00edficos. Ele tem a\u00e7\u00e3o par\u00e1crina, ou seja, age em c\u00e9lulas pr\u00f3ximas ao local de sua produ\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o NO possui vida m\u00e9dia curta e relaciona-se \u00e0 enzima NO-sintetase, que est\u00e1 presente em c\u00e9lulas endoteliais e em macr\u00f3fagos. Um est\u00edmulo inflamat\u00f3rio induz produ\u00e7\u00e3o e libera\u00e7\u00e3o de tal enzima pela c\u00e9lula. A consequ\u00eancia disso \u00e9 a libera\u00e7\u00e3o de NO.<\/p>\n<p>Suas a\u00e7\u00f5es principais referem-se ao relaxamento do endot\u00e9lio (vasodilata\u00e7\u00e3o) e degrada\u00e7\u00e3o de microorganismos.<\/p>\n<p><strong>7.Radicais livres do Oxig\u00eanio<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eles s\u00e3o produzidos por neutr\u00f3filos quando existem os seguintes est\u00edmulos:<\/strong> exposi\u00e7\u00e3o a agentes quimiot\u00e1ticos, imunocomplexos e a\u00e7\u00e3o de macr\u00f3fagos.<\/p>\n<p>Seus principais representantes s\u00e3o super\u00f3xido, per\u00f3xido de hidrog\u00eanio e anion hidroxila.<\/p>\n<p>Pequenos n\u00edveis de radicais livres aumentam a express\u00e3o da quimiocina, da citocina e de mol\u00e9culas de ades\u00e3o. Por outro lado, altos n\u00edveis provocam dano epitelial, ativa\u00e7\u00e3o de proteases e les\u00e3o de outros tipos de c\u00e9lulas causando les\u00e3o tissular.<\/p>\n<p><strong>8.Constituintes lisossomais dos leuc\u00f3citos<\/strong><\/p>\n<p>Eles correspondem aos gr\u00e2nulos espec\u00edficos e azur\u00f3filos e causam degrada\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias e debris, potencia\u00e7\u00e3o dos efeitos inflamat\u00f3rios (por se tratarem de proteases) e les\u00e3o tecidual.<\/p>\n<p><strong>9.Neuropept\u00eddeos<\/strong><\/p>\n<p>Eles t\u00eam a\u00e7\u00e3o inicial. Seu principal representante \u00e9 a subst\u00e2ncia P.<\/p>\n<p><strong>Suas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o: <\/strong>aumento da permeabilidade vascular, transmiss\u00e3o dos sinais de dor, junto com a bradicinina, regula\u00e7\u00e3o da press\u00e3o sangu\u00ednea e est\u00edmulo da atividade secret\u00f3ria de c\u00e9lulas endoteliais e imunol\u00f3gicas, acarretando suas a\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas.<\/p>\n<h4>\u00c1cido Araquid\u00f4nico &#8211; Eicosan\u00f3ides<\/h4>\n<p><strong>Resumo<\/strong><\/p>\n<p>Os eicosan\u00f3ides comp\u00f5em uma fam\u00edlia de subst\u00e2ncias end\u00f3genas de bioss\u00edntese comum, a partir de \u00e1cidos graxos essenciais, com importante perfil farmacol\u00f3gico. Englobam as prostaglandinas, tromboxanas e leucotrienos, al\u00e9m das prostaciclinas. Nesta revis\u00e3o s\u00e3o descritos alguns aspectos da atividade biol\u00f3gica desta fam\u00edlia, enfatizando-se as prostaglandinas modificadas da s\u00e9rie des\u00f3xi-11-prostaglandinas e os progressos observados na compreens\u00e3o do mecanismo de forma\u00e7\u00e3o dessa classe, assim como aqueles referentes \u00e0s propriedades biol\u00f3gicas. A estrat\u00e9gia desenvolvida para a defini\u00e7\u00e3o de an\u00e1logos de maior import\u00e2ncia terap\u00eautica \u00e9 considerada.<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Desde o isolamento das primeiras prostaglandinas (PG), prostaglandinas E1 (PGE1) e prostaglandina F2 (PGF2) da gl\u00e2ndula seminal de carneiro, decorreram aproximadamente 25 anos. Nesse tempo o conhecimento cient\u00edfico sobre estas subst\u00e2ncias de enorme significado biol\u00f3gico n\u00e3o tem cessado de evoluir, sendo hoje estimado em cerca de 70 o n\u00famero de representantes.<\/p>\n<p>Desde a \u00e9poca de sua descoberta sabia-se que as prostaglandinas propriamente ditas (PG) possu\u00edam uma conforma\u00e7\u00e3o, dita \u201cgrampo de cabelo\u201d, entre as cadeias carb\u00f4nicas que substituem o anel ciclopent\u00e2nico funcionalizado, sendo esta categoria de subst\u00e2ncias relacionadas com o esqueleto de \u00e1cido prostan\u00f3ico.<\/p>\n<p>Alguns anos ap\u00f3s, a fam\u00edlia de subst\u00e2ncias oriundas na cadeia biossint\u00e9tica do \u00e1cido araquid\u00f4nico (AA) apresentou outros componentes ac\u00edclicos ou bic\u00edclicos. A descoberta da prostaciclina (PGI2), com uma unidade bic\u00edclica do tipo 2-oxabiciclo[ 3.3.0] octano funcionalizado, da tromboxana A2(TXA2), com um anel ox\u00e2nico, e dos leucotrienos (LT), levou o Professor Corey a sugerir o termo eicosan\u00f3ides para o conjunto de subst\u00e2ncias c\u00edclicas ou n\u00e3o, bioformadas na cadeia biossint\u00e9tica do AA, tamb\u00e9m denominada cascata do \u00e1cido araquid\u00f4nico.<\/p>\n<p>Esta terminologia \u00e9 atualmente adotada para denominar todos os metab\u00f3litos do AA, tanto aqueles bioformados por a\u00e7\u00e3o de lipoxigenases (LD), como aqueles originados por a\u00e7\u00e3o da cicloxigenase (CO).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89484 size-full\" title=\"\u00c1cido Prostan\u00f3ico\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-04.jpg\" alt=\"\u00c1cido Prostan\u00f3ico\" width=\"322\" height=\"115\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-04.jpg 322w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-04-300x107.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 322px) 100vw, 322px\" \/><br \/>\n<strong>\u00c1cido Prostan\u00f3ico<\/strong><\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RICO<\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria das PG remonta a 1920, quando, na Universidade de Berkeley, Calif\u00f3rnia, estudavase a ovula\u00e7\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o da vitamina E neste fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>Deste estudo resultou o conceito de \u00e1cido graxo essencial (AGE), sendo o \u00e1cido g- linolen\u00eaico e o \u00e1cido araquid\u00f4nico classificados como tal, o que permitiu relacionar, posteriormente, os AGE com as prostaglandinas.<\/p>\n<p>A descoberta das PG deveu-se aos trabalhos de dois pesquisadores nova-iorquinos, LIEB e KURZROKZ que, em 1930, descreveram que o \u00fatero humano reagia a inje\u00e7\u00f5es de l\u00edquido seminal, por meio de contra\u00e7\u00f5es ou dilata\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 1937, GOLDBLATT e VON EULER mostraram, em trabalhos independentes, que extratos do plasma seminal humano, ou de gl\u00e2ndulas vesiculares de carneiro, abaixavam a tens\u00e3o arterial e produziam tamb\u00e9m contra\u00e7\u00f5es musculares na musculatura lisa. VON EULER concluiu que o principio ativo destes extratos era uma subst\u00e2ncia lipossol\u00favel de propriedades \u00e1cidas, que ele denominou prostaglandina, por acreditar que era biossintetizada pela pr\u00f3stata.<\/p>\n<p>Em 1949 BERGSTR\u00d6M, publicou o primeiro de uma s\u00e9rie de artigos sobre a estrutura destes compostos. Passou-se uma d\u00e9cada at\u00e9 que em 1962 BERGSTR\u00d6M, SJ\u00d6VALL, SAMUELSSON e RYHAGE conseguiram elucidar a estrutura qu\u00edmica de duas PG denominadas PGE2 e PGF2a, devido \u00e0 diferen\u00e7a de solubilidade destes compostos quanto particionados entre \u00e9ter (E) e uma solu\u00e7\u00e3o tamp\u00e3o de fosfato (F).<\/p>\n<p>A confirma\u00e7\u00e3o definitiva de suas estruturas assim como a determina\u00e7\u00e3o da estereoqu\u00edmica s\u00e3o devidas aos trabalhos de ABRAHAMSON, com o emprego da difra\u00e7\u00e3o de raios-x .<\/p>\n<p>Em 1966, BEAL, BABOCK e LINCOLN descreveram a primeira s\u00edntese total de um derivado prostranoidal, o \u00e9ster et\u00edlico da diidro PGE1 um metab\u00f3lito natural da PGE1 (Fig. 1).<\/p>\n<p>Os trabalhos de s\u00edntese total de PG desenvolveram-se desde ent\u00e3o gra\u00e7as as in\u00fameras contribui\u00e7\u00f5es do grupo sob a dire\u00e7\u00e3o do Professor COREY.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89485 size-full\" title=\"Ester et\u00edlico da diidro PGE2\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-05.jpg\" alt=\"Ester et\u00edlico da diidro PGE2\" width=\"355\" height=\"175\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-05.jpg 355w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-05-300x148.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 355px) 100vw, 355px\" \/><br \/>\n<strong>Ester et\u00edlico da diidro PGE2<\/strong><\/p>\n<p><strong>NOMENCLATURA DE PROSTAGLANDINAS.<\/strong><\/p>\n<p>As PG possuem o esqueleto b\u00e1sico do \u00e1cido prostan\u00f3ico. S\u00e3o compostos com 20 \u00e1tomos de carbono possuindo como unidade estrutural um ciclopentano substitu\u00eddo por duas cadeias laterais vizinhas de sete e oito \u00e1tomos de carbono, de configura\u00e7\u00e3o relativa trans. A cadeia lateral de sete \u00e1tomos de carbono possui uma fun\u00e7\u00e3o \u00e1cido carbox\u00edlico em C-1, tendo orienta\u00e7\u00e3o a no ciclopentano. A cadeia lateral de 8 \u00e1tomos tem orienta\u00e7\u00e3o b, e \u00e9 chamada por autores anglosax\u00f5es como cadeia-w . Todas PG possuem uma fun\u00e7\u00e3o oxigenada em C-9; quando esta fun\u00e7\u00e3o \u00e9 um grupo hidroxila ela tem configura\u00e7\u00e3o absoluta (S), representada pela orienta\u00e7\u00e3o a. As primeiras s\u00e9ries de PG diferenciam-se entre si pela natureza desta fun\u00e7\u00e3o em C-9, pela presen\u00e7a de um grupo hidroxila suplementar em C-11 e pela posi\u00e7\u00e3o da dupla liga\u00e7\u00e3o endoc\u00edclica.<\/p>\n<p>As PG possuem como caracter\u00edstica comum uma insatura\u00e7\u00e3o de configura\u00e7\u00e3o trans entre os carbonos 13 e 14, um grupamento hidroxila em C- 15 de configura\u00e7\u00e3o absoluta (S), representada pela orienta\u00e7\u00e3o a. Na nomenclatura das PG utilizam-se letras, de acordo com as fun\u00e7\u00f5es em C-9 e C-11 e posi\u00e7\u00e3o de liga dupla endoc\u00edclica; o n\u00famero de liga\u00e7\u00f5es duplas \u00e9 indicado como \u00edndice (Fig. 2).<\/p>\n<p><strong>OCORR\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n<p>As PG est\u00e3o presentes em uma grande variedade de tecidos de diferentes esp\u00e9cies de mam\u00edferos. A PFG2a foi isolada do tecido pulmonar de carneiro e do homem. A concentra\u00e7\u00e3o de PG foi estimada em torno de 0,3 mg\/g de tecido, estando presentes em maiores concentra\u00e7\u00f5es nas gl\u00e2ndulas vesiculares do carneiro e no plasma seminal humano.<\/p>\n<p>A Tabela 1 resume algumas fontes de PG. A PGA2 ocorre em ppb em cebolas, entretanto, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma men\u00e7\u00e3o na literatura relatando a ocorr\u00eancia de PG em plantas superiores. BOHLMANN e col. descreveram recentemente o isolamento e a elucida\u00e7\u00e3o estrutural de \u00e1cidos graxos ciclopent\u00e2nicos aparentados \u00e0s PG, de Choromolarna morri.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89486 size-full\" title=\"Nomenclatura das Prostaglandinas.\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-06.jpg\" alt=\"Nomenclatura das Prostaglandinas.\" width=\"400\" height=\"370\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-06.jpg 400w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-06-300x278.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><br \/>\n<strong>Nomenclatura das Prostaglandinas.<\/strong><\/p>\n<p>A descoberta de Pg em corais Plexaura homomalla Esper deve-se aos trabalhos de WEINHEIMER e SPRAGGINS.<\/p>\n<p>Estes autores descreveram o isolamento e identifica\u00e7\u00e3o da 15- (R)-PGA2. A elevada concentra\u00e7\u00e3o de PG nesses corais (cerca de 1,5% do peso seco) promoveu essa esp\u00e9cie a condi\u00e7\u00e3o de principal fonte de PG, cobi\u00e7ada por in\u00fameros laborat\u00f3rios universit\u00e1rios e\/ou ind\u00fastrias interessados em pesquisar a utiliza\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de PG e necessitando de quantidades maiores para realizarem ensaios farmacol\u00f3gicos.<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table border=\"0\" width=\"466\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td width=\"256\"><strong>Tecido ou \u00d3rg\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td width=\"207\"><strong>PG<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Gl\u00e2ndula vesicular do carneiro<\/td>\n<td>E<sub>1<\/sub>, E<sub>2<\/sub>, E<sub>2<\/sub>, F<sub>1\u0391<\/sub><sup>16<\/sup><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Plasma seminal humano<\/td>\n<td>E<sub>1<\/sub>, E<sub>2<\/sub>, E<sub>2<\/sub>, F<sub>1\u0391<\/sub><sup>17<\/sup><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Pulm\u00e3o de carneiro<\/td>\n<td>E<sub>2<\/sub>,F<sub>2\u0391<\/sub><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>\u00cdris de carneiro<\/td>\n<td>E<sub>2<\/sub>,F<sub>2<sub>20<\/sub>\u0391<\/sub><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Timo de bezerro<\/td>\n<td>E<sub>1<\/sub><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Cord\u00e3o umbilical humano<\/td>\n<td>E<sub>1<\/sub>, E<sub>2<\/sub>, E<sub>3<\/sub>, F<sub>2\u0391<\/sub><sup>21<\/sup><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Intestino de coelho<\/td>\n<td>E<sub>2<\/sub><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Fluido menstrual<\/td>\n<td>E<sub>2, F<sub>2\u0391<\/sub><sup>23<\/sup><\/sub><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>Tabela 1:<\/strong> Ocorr\u00eancia natural de Prostaglandinas<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89487 size-full\" title=\"Prostaglandinas Prim\u00e1rias\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-08.jpg\" alt=\"Prostaglandinas Prim\u00e1rias\" width=\"416\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-08.jpg 416w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-08-300x204.jpg 300w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-08-110x75.jpg 110w\" sizes=\"(max-width: 416px) 100vw, 416px\" \/><br \/>\n<strong>Prostaglandinas Prim\u00e1rias<\/strong><\/p>\n<p>COREY descreveu a convers\u00e3o de 15-(R)- PGA2 de coral em PGE2.<\/p>\n<p>Empregando o super\u00f3xido de pot\u00e1ssio em dimetil sulf\u00f3xido em presen\u00e7a de \u00e9ter coroa-18, alcan\u00e7ou-se a invers\u00e3o de configura\u00e7\u00e3o em C-15, com elevado rendimento, sem que produtos secund\u00e1rios de elimina\u00e7\u00e3o fossem formados.<\/p>\n<p><strong>BIOSS\u00cdNTESE<\/strong><\/p>\n<p>Os primeiros trabalhos sobre a bioss\u00edntese de PG, datando de 1964, relacionam os \u00e1cidos graxos do organismo com a bioforma\u00e7\u00e3o de PG.<\/p>\n<p>O modelo escolhido para o estudo do sistema enzim\u00e1tico foi \u00e0 gl\u00e2ndula vesicular do carneiro, pois \u00e9 particularmente dota ta de atividade prostaglandina-sintetase.<\/p>\n<p>Os resultados iniciais demonstraram que para a transforma\u00e7\u00e3o do \u00e1cido 8, 11, 14-eicosatrien\u00f3ico em PGE, havia necessidade de um co-fator de redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando a incuba\u00e7\u00e3o do \u00e1cido graxo se fazia em condi\u00e7\u00f5es anaer\u00f3bicas, apenas pequenas quantidades de PG eram obtidas, o que demonstrou a participa\u00e7\u00e3o essencial do oxig\u00eanio neste processo biossint\u00e9tico.<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o da espectrometria de massas permitiu determinar a origem dos \u00e1tomos de oxig\u00eanio das posi\u00e7\u00f5es 9, 11 e 15. Foi demonstrado que esses \u00e1tomos s\u00e3o provenientes do oxig\u00eanio molecular, sendo que aqueles do ciclo originam-se da mesma mol\u00e9cula de oxig\u00eanio, o que sugere a participa\u00e7\u00e3o de um intermedi\u00e1rio c\u00edclico.<\/p>\n<p>O processo atualmente aceito como respons\u00e1vel pela bioconvers\u00e3o do AA, reconhecido como o \u00e1cido graxo essencial mais dispon\u00edvel nos mam\u00edferos em PG, envolve em uma primeira etapa a participa\u00e7\u00e3o de um complexo enzim\u00e1tico denominado de cicloxigenase (CO).<\/p>\n<p>Atualmente, sabe-se que apenas o \u00e1cido livre \u00e9 substrato para esta enzima, embora seja o AA largamente distribu\u00eddo nos tecidos de forma esterificada. Isso significa que, precedente a a\u00e7\u00e3o da CO, h\u00e1 participa\u00e7\u00e3o de uma fosfolipase A2, enzima respons\u00e1vel pela hidr\u00f3lise de posi\u00e7\u00e3o 2 dos glicer\u00eddeos e largamente distribu\u00edda no organismo.<\/p>\n<p>A convers\u00e3o do AA em PGE2 envolve a introdu\u00e7\u00e3o de dois grupamentos hidroxila e um cet\u00f4nico. Incuba\u00e7\u00e3o do AA em atmosfera de oxig\u00eanio (18O2) permitiu esclarecer que, al\u00e9m da participa\u00e7\u00e3o de um intermedi\u00e1rio c\u00edclico, mais tarde evidenciado e caracterizado (PGG2 e PGH2), a primeira etapa do processo consiste numa oxigena\u00e7\u00e3o radicalar, com elimina\u00e7\u00e3o est\u00e9reo espec\u00edfica do \u00e1tomo de hidrog\u00eanio pr\u00f3-S em C-13, enquanto que os \u00e1tomos de hidrog\u00eanio em C-8, C- 11 e C-12 permanecem fixos.<\/p>\n<p>Esses resultados evidenciam a possibilidade de um mecanismo concertado, consistindo na adi\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio em C-9 e C-11 com a forma\u00e7\u00e3o concomitante da nova liga\u00e7\u00e3o Csp3-Csp3 entre C-8 e C-12 ou, alternativamente, a participa\u00e7\u00e3o de um radical peroxila intermedi\u00e1rio em C-11.<\/p>\n<p>Experi\u00eancias realizadas com a utiliza\u00e7\u00e3o de AA marcado com 3H em C-11 e 14C em C-13 permitiram concluir sobre a participa\u00e7\u00e3o desse radical intermedi\u00e1rio, o que sugere para o CO um car\u00e1ter do tipo lipoxigenase.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie intermedi\u00e1ria \u00e9 subseq\u00fcentemente transformada em um endoper\u00f3xido atrav\u00e9s de uma rea\u00e7\u00e3o concertada, que consiste na adi\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio em C-15 seguida de isomeriza\u00e7\u00e3o da liga\u00e7\u00e3o dupla D 13 e forma\u00e7\u00e3o de uma nova liga\u00e7\u00e3o C-C entre C-8 e C-12 com ataque radicalar \u00e0 posi\u00e7\u00e3o 9.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o dos endoper\u00f3xidos PGG2 e PGH2 na bioss\u00edntese foi confirmada pelo isolamento destas subst\u00e2ncias l\u00e1beis, quando da r\u00e1pida incuba\u00e7\u00e3o de AA com a fra\u00e7\u00e3o microssomal de homogenatos de gl\u00e2ndulas seminal de carneiros.<\/p>\n<p>Tratamento da mistura incubada por cloreto de estanho II em etanol produziu a PFG2a SAMUELSSON logrou isolar os endoper\u00f3xidos-\u00e1cidos, denominados PGG2 e PGH2 em fun\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a de comportamento cromatogr\u00e1fico destas subst\u00e2ncias, sendo o endoper\u00f3xido PGG2 aquele de menor valor de Rf em radiocromatografia de camada fina.<\/p>\n<p>Os endoper\u00f3xidos PGG2 e PGH2 apresentaram uma meia-vida in vitro da ordem de 5 minutos (37\u00b0C) podendo, entretanto, serem conservados sob atmosfera inerte \u00e0 frio, quando sem solu\u00e7\u00e3o acet\u00f4nica.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s propriedades biol\u00f3gicas, esses prostan\u00f3ides evidenciaram-se t\u00e3o ativos quanto a PGE2 na musculatura lisa do trato gastrintestinal, com um potente efeito constritor na art\u00e9ria umbilical humana e demonstrando importantes propriedades em induzir irreversivelmente a agrega\u00e7\u00e3o de plaquetas humanas.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o de diferentes complexos enzim\u00e1ticos sobre os endoper\u00f3xidos levam a forma\u00e7\u00e3o das diferentes PG prim\u00e1rias (s\u00e9ries E, F e D).<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o das propriedades dos endoper\u00f3xidos de prostaglandinas (PGG2 e PGH2) em induzir agrega\u00e7\u00e3o plaquet\u00e1ria levou a descoberta das tromboxanas (TX).<\/p>\n<p>Estas subst\u00e2ncias mostraram-se extremamente l\u00e1beis, e para caracteriz\u00e1-las foram utilizadas t\u00e9cnicas de marca\u00e7\u00e3o isot\u00f3pica (18O e\/ou 2H &#8211; \u00e1cido araquid\u00f4nico) e incorpora\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies reativas. A vida-m\u00e9dia do TXA2 foi calculada em 30 segundos a 37\u00b0C.<\/p>\n<p>A tromboxana A2 \u00e9 biotransformada em TXB2, um hemi-acetal com um anel de seis membros, que possui importantes propriedades quimiot\u00e1cteis, estando relacionado com o fen\u00f4meno da inflama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta subst\u00e2ncia parece estar envolvida tamb\u00e9m no processo hipercalcemia causada por certos tumores malignos, al\u00e9m do fen\u00f4meno da agrega\u00e7\u00e3o plaquet\u00e1ria.<\/p>\n<p>A pesquisa de compostos capazes de bloquear seletivamente a forma\u00e7\u00e3o do TXA2 ter\u00e1 importante aplica\u00e7\u00e3o no controle das doen\u00e7as cardiovasculares e inflamat\u00f3rias, respons\u00e1veis por cerca de 1 milh\u00e3o de \u00f3bitos\/ano e atingindo cerca de 25 milh\u00f5es de seres humanos.<\/p>\n<p>Em 1976 VANE e col. demonstraram que os tecidos internos das art\u00e9rias ou veias possuem a propriedade de transformarem os endoper\u00f3xidos em um novo prostan\u00f3ide extremamente l\u00e1bil, denominado PGI1. Essa nova subst\u00e2ncia \u00e9 o mais poderoso agente conhecido com propriedades inibidoras de agrega\u00e7\u00e3o plaquet\u00e1ria.<\/p>\n<p>O isolamento de 6-ceto-PGF2a de diferentes tecidos evidencia que a PGI2 tamb\u00e9m pode ser biossintetizada em diferentes \u00f3rg\u00e3os, visto que a 6-ceto-PGF2a \u00e9 produto de biotransforma\u00e7\u00e3o da PGI2.<\/p>\n<p>A estrutura qu\u00edmica da PGI2 foi estabelecida por JOHNSON e col., que propuseram o nome prostaciclina devido a natureza bic\u00edclica deste composto.<\/p>\n<p>Deve-se, entre tanto, a COREY e col. a primeira s\u00edntese de PGI2, embora outros grupos tenham publicado diferentes m\u00e9todos de s\u00edntese quase que simultaneamente.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-89488\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-09.jpg\" alt=\" Prostaciclina (PGI2).\" width=\"224\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-09.jpg 224w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-09-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 224px) 100vw, 224px\" \/><br \/>\n<strong>\u00a0Prostaciclina (PGI2).<\/strong><\/p>\n<p>Em 1979, BORGEAT e SAMUELSSON, demonstram que a partir do \u00e1cido araquid\u00f4nico, via a a\u00e7\u00e3o de uma lipoxigenase (LO) em presen\u00e7a de oxig\u00eanio molecular, origina-se atrav\u00e9s da oxida\u00e7\u00e3o o \u00e1cido 5-hidroper\u00f3xido araquid\u00f4nico (5- HPETE), o qual posteriormente \u00e9 transformado em uma s\u00e9rie de \u00e1cidos hidroxilados denominados, conjuntamente leucotrienos (LT). A bioss\u00edntese dos principais representantes desta classe de subst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>Os produtos bioformados pela a\u00e7\u00e3o da 5- LO, particularmente o LTB4 \u00e9 um potente agente quimiot\u00e1ctil potencializando diversos quadros inflamat\u00f3rios, tanto imuno-dependentes como agudos.<\/p>\n<p>Subst\u00e2ncias com a\u00e7\u00e3o inibidora ao n\u00edvel de 5-LO apresentam, pois, potencial a\u00e7\u00e3o anti-inflamat\u00f3ria, com aplica\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas desej\u00e1veis, incluindo-se quadros asm\u00e1ticos.<\/p>\n<p>LTC<span style=\"font-size: xx-small;\">4<\/span> e LT D<span style=\"font-size: xx-small;\">4<\/span> s\u00e3o conhecidos como sendo os principais compostos causadores da rea\u00e7\u00e3o anafil\u00e1tica, o que sugere que tanto inibidores da 5- LO como antagonistas de LT ter\u00e3o valor terap\u00eautico.<\/p>\n<p><strong>METABOLISMO DAS PROSTAGLANDINAS<\/strong><\/p>\n<p>Os estudos das vias metab\u00f3licas e da velocidade de metaboliza\u00e7\u00e3o das PG foram efetuadas com as PG da s\u00e9rie E e F de mam\u00edfero.<\/p>\n<p>In\u00fameros sistemas in vivo e in vitro foram examinados com a finalidade de identificar os principais metab\u00f3litos. Um m\u00e9todo de dosagem dos diferentes metab\u00f3litos utilizando a cromatografia de g\u00e1s acoplado ao espectr\u00f4metro de massas, com a utiliza\u00e7\u00e3o de derivados deuterados como refer\u00eancias internas, permitiu evidenciar o desaparecimento em 1,5 minutos de 97% da PGE2 injetada por via venosa no homem.<\/p>\n<p>Somente 3% de PGE2 estava presente no sangue, enquanto que 40% dos metab\u00f3litos eram detectados como 15-ceto-13, 14-diidro-PGE2.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-89489 size-full\" title=\"Metabolismo de PG\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-010.jpg\" alt=\"Metabolismo de PG\" width=\"350\" height=\"212\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-010.jpg 350w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/acido-araquidonico-010-300x182.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><br \/>\n<strong>Metabolismo de PG<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>1.<\/strong> Prostaglandina-desidrogenase PGHD <strong><br \/>\n2.<\/strong> Prostaglandina-redutase PGR <strong><br \/>\n3.<\/strong> b-oxida\u00e7\u00e3o <strong><br \/>\n4.<\/strong> w-oxida\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O catabolismo dos prostan\u00f3ides ocorre por oxida\u00e7\u00e3o, reduzindo significativamente sua atividade biol\u00f3gica. A inativa\u00e7\u00e3o de PG \u00e9 r\u00e1pida e extensa, inclusive in situ, conforme demonstrou DAWSON identificando 70% dos prostan\u00f3ides em pulm\u00e3o de cobaia, na forma metabolizada, ap\u00f3s induzir anafilaxia. A principal via catab\u00f3lica envolve um sistema enzim\u00e1tico, largamente distribu\u00eddo, denominado desidrogenase de 15-hidroxi-prostaglandina (PGDH), e uma enzima, tamb\u00e9m sol\u00favel, denominada redutase de prostaglandina (PGR), que ocorrem intracelularmente.<\/p>\n<p>Atualmente tem sido evidenciado que o \u00fanico substrato para a PGR s\u00e3o as 15-ceto-PG, o que significa que esta enzima \u00e9 dependente em substrato da a\u00e7\u00e3o de PGDH. Estudos in vitro t\u00eam demonstrado que, contrariamente ao que previamente acreditava-se, a TXB2 e a PGD2 s\u00e3o sens\u00edveis a PGDH.<\/p>\n<p>Esta enzima inativa todas as prostaglandinas prim\u00e1rias, inclusive a PGI2. A natureza intracelular da PGDH implica na passagem do substrato atrav\u00e9s da membrana celular.<\/p>\n<p>O transporte de PG atrav\u00e9s de membranas apresenta especificidade distinta daquela demonstrada pela enzima, tanto que subst\u00e2ncias sint\u00e9ticas possuindo um grupamento alquila em C-15 ou em C-16 preparadas com o intuito de prolongar a meia-vida in vivo das PG, s\u00e3o transportadas eficientemente atrav\u00e9s das membranas celulares, n\u00e3o sendo, por\u00e9m, substratos para a PGDH, nem conseq\u00fcentemente para a PGR. A diferen\u00e7a na habilidade em transpor a membrana celular \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o para a n\u00e3o metaboliza\u00e7\u00e3o da PGI2 e da PGA2 no pulm\u00e3o, visto que ambas subst\u00e2ncias s\u00e3o substratos da PGDH in vitro.<\/p>\n<p>Tem sido demonstrado que o pulm\u00e3o de mulheres gr\u00e1vidas tem maior atividade em PGDH, retornando aos n\u00edveis normais at\u00e9 o parto. Esta observa\u00e7\u00e3o sugere que a atividade PGDH \u00e9 controlada hormonalmente, o que indica um poss\u00edvel mecanismo para a maior incid\u00eancia de tromboses pulmonares quando do tratamento contraceptivo a base hormonal.<\/p>\n<p>\u00c9 relevante observar o efeito antag\u00f4nico existente entre a PGE2 e a PGF2a ao n\u00edvel dos br\u00f4nquios. Enquanto a primeira apresenta a\u00e7\u00e3o bronco-dilatadora, a segunda tem a\u00e7\u00e3o oposta. Este fato ilustra a import\u00e2ncia do pulm\u00e3o na a\u00e7\u00e3o das PG, demonstrando o enorme grau de especificidade dos receptores de PG neste \u00f3rg\u00e3o, visto que a diferen\u00e7a estrutural entre estas duas PG se d\u00e1 apenas quanto ao grau de oxida\u00e7\u00e3o do carbociclo. <strong>BARREIRO, E. J.<\/strong><\/p>\n<h4>Os eicosan\u00f3ides<\/h4>\n<p>Os eicosan\u00f3ides s\u00e3o sintetizados a partir dos \u00e1cidos graxos essenciais \u00e1cido araquid\u00f4nico <img decoding=\"async\" title=\"\u00c1cido Araquid\u00f4nico\" src=\"http:\/\/old.portalsaofrancisco.com.br\/alfa\/acido-araquidonico\/imagens\/acido-araquidonico-011.jpg\" alt=\"\u00c1cido Araquid\u00f4nico\" \/> 6 e \u00e1cido eicosapentan\u00f3ico (EPA) <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"\u00c1cido Araquid\u00f4nico\" src=\"http:\/\/old.portalsaofrancisco.com.br\/alfa\/acido-araquidonico\/imagens\/acido-araquidonico-011.jpg\" alt=\"\u00c1cido Araquid\u00f4nico\" width=\"20\" height=\"19\" \/>3, estes dois constituem fosfolipideos da bicamada lipidica da membrana celular. S\u00e3o compostos estruturalmente relacionados.<\/p>\n<p><strong>Temos os seguintes eicosan\u00f3ides:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Prostaglandinas<br \/>\nProstaciclinas<br \/>\nTromboxanas<br \/>\nLeucotrienos<\/p><\/blockquote>\n<p>A s\u00edntese destes inicia-se com a libera\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos graxos da bicamada lipidica, esta libera\u00e7\u00e3o ocorre atrav\u00e9s de uma hidr\u00f3lise catalisada pela enzima <strong>fosfolipase<\/strong>, isto ocorre por exemplo em resposta a inflama\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas.<\/p>\n<p><strong>A via de s\u00edntese de eicosan\u00f3ides \u00e9 bidirecional:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>A mesma via sintetiza<\/strong>: prostaglandinas, prostaciclinas e trombaxanas;<br \/>\nOutra via \u00e9 exclusiva na s\u00edntese de leucotrienos.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Os eicosan\u00f3ides n\u00e3o s\u00e3o transportados pela circula\u00e7\u00e3o, exercem seu efeito no local onde s\u00e3o sintetizados e possuem uma curta meia-vida, regulam processos fisiol\u00f3gicos<\/strong>: contra\u00e7\u00e3o muscular, regulam a press\u00e3o arterial, dilata\u00e7\u00e3o dos br\u00f4nquios, contra\u00e7\u00e3o uterina, rea\u00e7\u00e3o inflamat\u00f3ria, manifesta\u00e7\u00e3o da dor e febre, coagula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea e outros.<\/p>\n<p><strong>F\u00e1rmacos anti-inflamat\u00f3rios, analg\u00e9sicos e anti-pir\u00e9ticos interferem no metabolismo dos eicosan\u00f3ides, observe:<\/strong><\/p>\n<p>Corticoster\u00f3ides inibem a enzima fosfolipase, reduzindo assim a disponibilidade de \u00e1cido araquid\u00f4nico e afetando desta forma a s\u00edntese de todos os eicosan\u00f3ides derivados deste \u00e1cido graxo.<\/p>\n<p>Anti-inflamat\u00f3rios n\u00e3o ester\u00f3ides (AINEs) como a Aspirina\u00ae, Indometacina, fenilbutazona, Ibuprofeno, diclofenaco e outros bloqueiam apenas a via de s\u00edntese das prostaglandinas, prostaciclinas e tromboxanas, n\u00e3o atuam sobre os leucotrienos. AINEs inibem a COX (ciclooxigenase) que permite a cicliza\u00e7\u00e3o do \u00e1cido araquid\u00f4nico incorporando um Oxig\u00eanio.<\/p>\n<p>Aspirina\u00ae em doses baixas previne infartos, pois evita a forma\u00e7\u00e3o de trombos e co\u00e1gulos ao impedir a s\u00edntese de tromboxanas, que \u00e9 praticamente o \u00fanico eicosan\u00f3ide relacionado a plaquetas.<\/p>\n<p>Prostaglandinas estimulam contra\u00e7\u00f5es uterinas, utilizada na indu\u00e7\u00e3o de parto normal.<\/p>\n<p>Leucotrienos s\u00e3o mediadores de processos al\u00e9rgicos agudos, agem fazendo constri\u00e7\u00e3o dos br\u00f4nquios, por isso utiliza-se um anti-inflamat\u00f3rio contra asma, a fim de inibir os leucotrienos e impedir esta constri\u00e7\u00e3o, permitindo assim a respira\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Anti-pir\u00e9tico= contra febre, anti-febril.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"\u00c1cido Araquid\u00f4nico\" src=\"http:\/\/old.portalsaofrancisco.com.br\/alfa\/acido-araquidonico\/imagens\/acido-araquidonico-011.jpg\" alt=\"\u00c1cido Araquid\u00f4nico\" width=\"20\" height=\"19\" \/> 6 = \u00f4mega 6<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"\u00c1cido Araquid\u00f4nico\" src=\"http:\/\/old.portalsaofrancisco.com.br\/alfa\/acido-araquidonico\/imagens\/acido-araquidonico-011.jpg\" alt=\"\u00c1cido Araquid\u00f4nico\" width=\"20\" height=\"19\" \/> 3 = \u00f4mega 3<\/p><\/blockquote>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte: <\/span>examine.com\/www.livestrong.com\/www.uff.br\/www.patologiaonline.hpg.ig.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1cido Araquid\u00f4nico &#8211; O que \u00e9 O \u00c1cido Araquid\u00f4nico (AA) \u00e9 um \u00e1cido gordo da classe omega-6, e \u00e9 o principal \u00e1cido gordo de interesse quando se refere a um omega-3: 6 raz\u00e3o (em rela\u00e7\u00e3o aos \u00e1cidos gordos de \u00f3leo de peixe). \u00c9 pr\u00f3-inflamat\u00f3rio e de suporte imunol\u00f3gico. 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