{"id":89238,"date":"2016-12-16T16:06:56","date_gmt":"2016-12-16T18:06:56","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=89238"},"modified":"2016-12-19T10:53:55","modified_gmt":"2016-12-19T12:53:55","slug":"gravidez-de-alto-risco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/biologia\/gravidez-de-alto-risco","title":{"rendered":"Gravidez de Alto Risco"},"content":{"rendered":"<p><strong>Gravidez de Alto Risco<\/strong> s\u00e3o fatores que oferecem risco para a m\u00e3e e\/ou para o feto.<\/p>\n<p><strong>Dentre eles podemos citar: <\/strong>Pr\u00e9 Eclampsia, Incompet\u00eancia \u00cdstmo-Cervical, Retardo de Crescimento Intra-Uterino, Sofrimento Fetal, Diabetes, Endocrinopatias, etc.<\/p>\n<p>Uma <strong>gravidez de alto risco<\/strong> \u00e9 uma gravidez na qual o risco de doen\u00e7a ou de morte antes ou ap\u00f3s o parto \u00e9 maior que o habitual, tanto para a m\u00e3e quanto para o concepto.<\/p>\n<p>Para identificar uma gravidez de alto risco, o m\u00e9dico avalia a gestante para determinar se ela apresenta condi\u00e7\u00f5es ou caracter\u00edsticas que a tornam (ou o seu feto) mais propensa a adoecer ou a morrer durante a gesta\u00e7\u00e3o (fatores de risco).<\/p>\n<p>Os fatores de risco podem ser classificados de acordo com o grau de risco.<\/p>\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o de uma gravidez de alto risco assegura que a gestante que mais precisa de cuidados m\u00e9dicos realmente os receba.<\/p>\n<p>A mulher com uma <strong>gravidez de alto risco<\/strong> pode ser encaminhada a um centro de atendimento perinatal. O termo perinatal refere-se a eventos que ocorrem imediatamente antes, durante ou ap\u00f3s o parto. Geralmente, esses centros est\u00e3o ligados a um servi\u00e7o obst\u00e9trico e a uma unidade de terapia intensiva neonatal, para prover o mais alto n\u00edvel de cuidados para a gestante e seu filho.<\/p>\n<p>Freq\u00fcentemente, o m\u00e9dico encaminha sua paciente gr\u00e1vida a um centro de atendimento perinatal antes do parto porque a aten\u00e7\u00e3o precoce reduz bastante a probabilidade do concepto adoecer ou morrer. A gestante tamb\u00e9m \u00e9 encaminhada a um centro de atendimento perinatal durante o trabalho de parto quando ocorrem problemas inesperados.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o mais comum para o encaminhamento a um desses centros \u00e9 o risco de parto prematuro (antes da 37\u00aa semana), o qual ocorre freq\u00fcentemente quando as membranas cheias de l\u00edquido que cont\u00eam o feto rompem antes dele estar pronto para nascer (ruptura prematura das membranas). O tratamento em um centro de atendimento perinatal pode reduzir a probabilidade do concepto nascer prematuramente.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, uma mulher gr\u00e1vida morre (mortalidade materna) em 6 de cada 100.000 nascimentos. A principal causa de morte s\u00e3o os acidentes automobil\u00edsticos ou outros traumatismos.<\/p>\n<p><strong>A segunda causa principal est\u00e1 relacionada a v\u00e1rios problemas associados \u00e0 gesta\u00e7\u00e3o e ao parto<\/strong>: embolia pulmonar (co\u00e1gulos sang\u00fc\u00edneos que se desprendem e v\u00e3o aos pulm\u00f5es), complica\u00e7\u00f5es da anestesia, hemorragia, infec\u00e7\u00e3o e complica\u00e7\u00f5es da hipertens\u00e3o arterial.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, o concepto morre antes, durante ou ap\u00f3s o nascimento (mortalidade perinatal) em 16 de cada 1.000 partos. Pouco mais da metade dessas mortes \u00e9 representada por natimortos. O restante das mortes \u00e9 constitu\u00edda por lactentes com at\u00e9 28 dias de vida. A principal causa s\u00e3o os defeitos cong\u00eanitos, seguidos pela prematuridade. Alguns fatores de risco est\u00e3o presentes antes da mulher engravidar. Outros desenvolvem-se durante a gravidez.<\/p>\n<p><strong>Fatores de Risco Antes da Gravidez<\/strong><\/p>\n<p>Antes de engravidar, uma mulher pode apresentar caracter\u00edsticas ou condi\u00e7\u00f5es que aumentam o risco durante a gesta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, quando uma mulher teve algum problema em uma gesta\u00e7\u00e3o, o risco dela vir a apresent\u00e1-lo novamente nas gesta\u00e7\u00f5es subseq\u00fcentes aumenta.<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas da M\u00e3e<\/strong><\/p>\n<p>A idade da mulher afeta o risco da gravidez. As meninas com 15 anos ou menos apresentam maior risco de pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia (uma doen\u00e7a na qual a mulher apresenta hipertens\u00e3o arterial, presen\u00e7a de prote\u00ednas na urina e reten\u00e7\u00e3o l\u00edquida durante a gravidez) e de ecl\u00e2mpsia (crises convulsivas decorrentes da pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia). Elas tamb\u00e9m apresentam uma maior probabilidade de dar \u00e0 luz a um concepto com baixo peso ou subnutrido.<\/p>\n<p>As mulheres com 35 anos ou mais apresentam maior probabilidade de desenvolver hipertens\u00e3o arterial, diabetes ou fibromas (tumores n\u00e3o cancerosos) no \u00fatero e de apresentar problemas durante o trabalho de parto. O risco de gerar um filho com uma anomalia cromoss\u00f4mica (p.ex., s\u00edndrome de Down) aumenta acentuadamente ap\u00f3s os 35 anos. Quando uma gestante com mais idade demonstra preocupa\u00e7\u00e3o sobre a possibilidade de anomalias, uma bi\u00f3psia do vilo cori\u00f4nico ou uma amniocentese pode ser realizada para se realizar a an\u00e1lise cromoss\u00f4mica do feto.<\/p>\n<p>Uma mulher que pesa menos de 45 quilos sem estar gr\u00e1vida apresenta uma maior probabilidade de gerar um concepto menor que o esperado em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de semanas de gesta\u00e7\u00e3o (pequeno para a idade gestacional). Se o seu ganho de peso for inferior a 7 quilos durante a gravidez, o risco dela ter um concepto pequeno para a idade gestacional aumenta aproximadamente 30%.<\/p>\n<p>Por outro lado, a mulher obesa apresenta um maior risco de gerar um concepto muito grande. A obesidade tamb\u00e9m aumenta o risco de diabetes e de hipertens\u00e3o arterial durante a gravidez. Uma mulher com uma altura inferior a 1,60 metro apresenta uma maior probabilidade de ter uma pelve pequena. O seu risco de trabalho prematuro e de dar \u00e0 luz a um concepto anormalmente pequeno por retardo de crescimento intrauterino tamb\u00e9m \u00e9 maior que o usual.<\/p>\n<p><strong>Rec\u00e9m-nascidos Pequenos<\/strong><\/p>\n<p>Um rec\u00e9m-nascido prematuro \u00e9 aquele que nasce antes de 37\u00aa semana de gravidez.<\/p>\n<p>Um rec\u00e9m-nascido de baixo peso ao nascer (abaixo do peso) \u00e9 qualquer rec\u00e9m-nascido que pesa 2,5 quilos ou menos ao nascer.<\/p>\n<p>Um rec\u00e9m-nascido pequeno para a idade gestacional \u00e9 aquele incomumente pequeno para o n\u00famero de semanas de gesta\u00e7\u00e3o. Este termo refere-se ao peso e n\u00e3o ao comprimento do rec\u00e9m-nascido.<\/p>\n<p>Um rec\u00e9m-nascido com retardo de crescimento \u00e9 aquele cujo crescimento intra-uterino foi comprometido. Esse termo refere-se ao peso e ao comprimento do rec\u00e9m-nascido. Um rec\u00e9m-nascido pode apresentar retardo de crescimento e\/ou ser pequeno para a idade gestacional.<\/p>\n<p><strong>Eventos em Gesta\u00e7\u00f5es Anteriores<\/strong><\/p>\n<p>Uma mulher que sofreu tr\u00eas abortos espont\u00e2neos consecutivos nos tr\u00eas primeiros meses de gesta\u00e7\u00e3o apresenta uma probabilidade de aproximadamente 35% de sofrer um outro. A probabilidade de aborto tamb\u00e9m \u00e9 maior para uma mulher que deu \u00e0 luz a um natimorto entre o 4\u00ba e o 8\u00ba m\u00eas de gesta\u00e7\u00e3o ou que teve um trabalho de parto prematuro em uma gesta\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n<p>Antes de tentar engravidar novamente, a mulher que sofreu um aborto espont\u00e2neo pode desejar que seja investigado se ela apresenta anomalias cromoss\u00f4micas ou hormonais, defeitos estruturais no \u00fatero ou no colo do \u00fatero, dist\u00farbios do tecido conjuntivo (p.ex., l\u00fapus eritematoso sist\u00eamico) ou uma rea\u00e7\u00e3o imune em rela\u00e7\u00e3o ao feto, geralmente incompatibilidade de Rh.<\/p>\n<p>Quando a causa do aborto espont\u00e2neo \u00e9 detectada, a condi\u00e7\u00e3o pode ser trat\u00e1vel. O fato de uma mulher dar \u00e0 luz a um natimorto ou a morte de um rec\u00e9m-nascido pode ser decorrente de anomalias cromoss\u00f4micas do concepto ou de doen\u00e7as da m\u00e3e (p.ex., diabetes, doen\u00e7as renais ou vasculares cr\u00f4nicas [de longa dura\u00e7\u00e3o] ou doen\u00e7as do tecido conjuntivo [como o l\u00fapus eritematoso sist\u00eamico]).<\/p>\n<p>Quanto maior o n\u00famero de parto prematuro, maior o risco dele ocorrer nas gesta\u00e7\u00f5es posteriores. Uma mulher que deu \u00e0 luz a um concepto com menos de 1,5 quilo apresenta uma chance de 50% de ter um parto prematuro na gesta\u00e7\u00e3o seguinte. Uma mulher que deu \u00e0 luz um concepto com retardo de crescimento intrauterino pode apresentar o mesmo problema novamente.<\/p>\n<p>Ela \u00e9 submetida a uma investiga\u00e7\u00e3o de causas que podem prejudicar o crescimento do feto (p.ex., hipertens\u00e3o arterial, doen\u00e7a renal, ganho de peso inadequado, infec\u00e7\u00e3o, tabagismo e uso abusivo de \u00e1lcool). Quando uma mulher d\u00e1 \u00e0 luz a um concepto com mais de 4,5 quilos ao nascer, ela pode ser diab\u00e9tica.<\/p>\n<p>O risco de aborto espont\u00e2neo ou de morte da gestante ou do concepto aumenta quando ela apresenta diabetes durante a gesta\u00e7\u00e3o. A investiga\u00e7\u00e3o do diabetes \u00e9 realizada atrav\u00e9s da mensura\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar no sangue (glicose) entre a 20\u00aa e a 28\u00aa semana de gesta\u00e7\u00e3o. Uma mulher que teve seis ou mais gesta\u00e7\u00f5es apresenta uma maior probabilidade de ter contra\u00e7\u00f5es fracas durante o trabalho de parto e sangramento ap\u00f3s o parto em decorr\u00eancia do enfraquecimento da musculatura uterina.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m pode ter um trabalho de parto r\u00e1pido, o qual aumenta o risco de uma hemorragia vaginal grave. Al\u00e9m disso, ela apresenta uma maior probabilidade de ter placenta pr\u00e9via (placenta localizada anormalmente na por\u00e7\u00e3o inferior do \u00fatero). Este dist\u00farbio pode provocar sangramento e, como a placenta pode obstruir o colo do \u00fatero, a cesariana \u00e9 geralmente necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Quando uma mulher d\u00e1 \u00e0 luz um concepto com doen\u00e7a hemol\u00edtica, o pr\u00f3ximo filho corre o risco de apresentar a mesma doen\u00e7a e a gravidade da doen\u00e7a do filho anterior prev\u00ea a sua gravidade no seguinte. A doen\u00e7a hemol\u00edtica ocorre quando uma gestante cujo sangue \u00e9 Rh negativo gera um feto cujo sangue \u00e9 Rh positivo (incompatibilidade de Rh) e a m\u00e3e produz anticorpos contra o sangue do feto (sensibiliza\u00e7\u00e3o do Rh). Esses anticorpos destr\u00f3em os eritr\u00f3citos (gl\u00f3bulos vermelhos, hem\u00e1cias) do feto.<\/p>\n<p>Nesses casos, o sangue de ambos os genitores \u00e9 testado. Quando o pai possui dois genes para sangue Rh positivo, todos os filhos ter\u00e3o sangue Rh positivo. Quando ele tem apenas um gene para sangue Rh positivo, os filhos apresentam uma probabilidade de 50% de ter sangue Rh positivo. Esta informa\u00e7\u00e3o ajuda o m\u00e9dico a tratar a m\u00e3e e o feto nas gesta\u00e7\u00f5es posteriores.<\/p>\n<p>Geralmente, n\u00e3o ocorrem problemas na primeira gesta\u00e7\u00e3o de um concepto cujo sangue \u00e9 Rh positivo, mas o contato entre o sangue da m\u00e3e e o do concepto no momento do parto induz o organismo materno a produzir anticorpos anti-Rh. Conseq\u00fcentemente, os filhos subseq\u00fcentes correm o risco de apresentar a doen\u00e7a hemol\u00edtica.<\/p>\n<p>No entanto, ap\u00f3s o parto de um concepto com sangue Rh positivo de uma m\u00e3e cujo sangue \u00e9 Rh negativo, geralmente \u00e9 realizada a administra\u00e7\u00e3o de imunoglobulina Rh0(D) \u00e0 m\u00e3e. Essa imunoglobulina destr\u00f3i os anticorpos anti-Rh. Por essa raz\u00e3o, a doen\u00e7a hemol\u00edtica \u00e9 rara nos rec\u00e9m-nascidos.<\/p>\n<p>Uma mulher que teve pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia ou ecl\u00e2mpsia pode apresentar a doen\u00e7a novamente, sobretudo quando ela apresenta hipertens\u00e3o arterial cr\u00f4nica sem estar gr\u00e1vida. Quando uma mulher gera um filho com dist\u00farbios gen\u00e9ticos ou defeitos cong\u00eanitos, \u00e9 realizado o estudo gen\u00e9tico do rec\u00e9m-nascido (mesmo quando natimorto) e de ambos os genitores antes de uma outra gravidez ser tentada.<\/p>\n<p>Quando a mulher engravida novamente, exames como a ultra-sonografia, a bi\u00f3psia do vilo cori\u00f4nico e a amniocentese s\u00e3o realizados para ajudar na determina\u00e7\u00e3o da probabilidade de recorr\u00eancia das anomalias.<\/p>\n<p><strong>Defeitos Estruturais<\/strong><\/p>\n<p>Os defeitos estruturais nos \u00f3rg\u00e3os reprodutivos da mulher (p.ex., \u00fatero bicorno ou colo de \u00fatero incompetente [colo de \u00fatero fraco que n\u00e3o consegue suportar o feto em desenvolvimento]) aumentam o risco de aborto espont\u00e2neo. Pode ser necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de uma cirurgia diagn\u00f3stica, de uma ultra-sonografia ou de radiografias para se detectar esses defeitos.<\/p>\n<p>Quando uma mulher sofre abortos espont\u00e2neos repetidos, os exames devem ser realizados antes que ela engravide novamente. Os fibromas (tumores n\u00e3o cancerosos) do \u00fatero, mais comuns em mulheres mais velhas, podem aumentar o risco de trabalho de parto prematuro, de problemas durante o trabalho de parto, de apresenta\u00e7\u00e3o anormal do feto, de localiza\u00e7\u00e3o anormal da placenta (placenta pr\u00e9via) e de abortos espont\u00e2neos repetidos.<\/p>\n<p><strong>Problemas M\u00e9dicos<\/strong><\/p>\n<p>Em uma mulher gr\u00e1vida, certas condi\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas podem colocar em risco tanto ela como o feto. As doen\u00e7as mais importantes s\u00e3o a hipertens\u00e3o arterial cr\u00f4nica, as doen\u00e7as renais, o diabetes, as doen\u00e7as card\u00edacas graves, a doen\u00e7a da c\u00e9lula falciforme, as doen\u00e7as da tire\u00f3ide, o l\u00fapus eritematoso sist\u00eamico (l\u00fapus) e os dist\u00farbios da coagula\u00e7\u00e3o sang\u00fc\u00ednea.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria Familiar<\/strong><\/p>\n<p>Uma hist\u00f3ria de retardo mental ou de outros dist\u00farbios heredit\u00e1rios na fam\u00edlia da m\u00e3e ou do pai aumenta a probabilidade do filho apresentar o mesmo dist\u00farbio. A tend\u00eancia a ter g\u00eameos tamb\u00e9m ocorre em certas fam\u00edlias.<\/p>\n<p><strong>Fatores de Risco Durante a Gesta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Uma mulher gr\u00e1vida de baixo risco pode sofrer uma altera\u00e7\u00e3o que aumenta o seu risco. Ela pode ser exposta a terat\u00f3genos (agentes que podem produzir defeitos cong\u00eanitos), como a radia\u00e7\u00e3o, certas subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, drogas, medicamentos e infec\u00e7\u00f5es, ou ela pode apresentar uma doen\u00e7a ou uma complica\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 gravidez.<\/p>\n<p><strong>Exposi\u00e7\u00e3o a Drogas ou Infec\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>As drogas que sabidamente produzem defeitos cong\u00eanitos quando utilizadas durante a gravidez incluem o \u00e1lcool, fenito\u00edna, drogas que neutralizam a a\u00e7\u00e3o do \u00e1cido f\u00f3lico (p.ex., triantereno ou trimetoprim), l\u00edtio, estreptomicina, tetraciclina, talidomida e warfarina. As infec\u00e7\u00f5es que podem causar defeitos cong\u00eanitos incluem o herpes simples, a hepatite viral, a gripe, a parotidite (caxumba), a rub\u00e9ola, a varicela (catapora), a s\u00edfilis, a listeriose, a toxoplasmose e as infec\u00e7\u00f5es causadas pelo coxsackiev\u00edrus ou pelo citomegalov\u00edrus.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da gesta\u00e7\u00e3o, o m\u00e9dico pergunta \u00e0 gestante se ela fez uso de alguma dessas drogas ou se ela teve alguma dessas infec\u00e7\u00f5es ap\u00f3s haver engravidado. \u00c9 particularmente preocupante como o tabagismo, o consumo de \u00e1lcool e o uso abusivo de drogas durante a gesta\u00e7\u00e3o afetam a sa\u00fade e o desenvolvimento do feto.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, o tabagismo \u00e9 o v\u00edcio mais comum entre as mulheres gr\u00e1vidas. Apesar da informa\u00e7\u00e3o crescente sobre os perigos para a sa\u00fade acarretados pelo tabagismo, a porcentagem de mulheres adultas que fumam ou que vivem com algu\u00e9m que fuma reduziu apenas discretamente em 20 anos e a porcentagem de mulheres tabagistas inveteradas vem aumentando.<\/p>\n<p>A porcentagem de meninas adolescentes tabagistas aumentou substancialmente e \u00e9 superior \u00e0 de adolescentes do sexo masculino que fumam. Embora o tabagismo cause malef\u00edcios tanto para a m\u00e3e como para o feto, apenas aproximadamente 20% das mulheres tabagistas deixam de fumar durante a gravidez. O efeito mais freq\u00fcente do tabagismo sobre o concepto \u00e9 o baixo peso ao nascimento. Quanto mais a mulher fuma durante a gravidez, menor dever\u00e1 ser o peso do concepto.<\/p>\n<p>O efeito parece ser maior entre as tabagistas de longa data, as quais apresentam uma maior probabilidade de gerar conceptos menores e de baixo peso. As mulheres gr\u00e1vidas tabagistas tamb\u00e9m t\u00eam uma maior probabilidade de apresentar complica\u00e7\u00f5es placent\u00e1rias, ruptura prematura das membranas, trabalho de parto prematura e infec\u00e7\u00f5es uterinas. A mulher gr\u00e1vida n\u00e3o tabagista deve evitar a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 fuma\u00e7a do cigarro porque ela pode afetar o feto de maneira similar.<\/p>\n<p>Os defeitos cong\u00eanitos do cora\u00e7\u00e3o, do c\u00e9rebro e da face s\u00e3o mais comuns em filhos de tabagistas que em filhos de n\u00e3o tabagistas. O consumo de cigarros por parte da m\u00e3e pode aumentar o risco da s\u00edndrome da morte s\u00fabita do lactente. Al\u00e9m disso, os filhos de m\u00e3es tabagistas apresentam defici\u00eancias discretas mas mensur\u00e1veis de crescimento f\u00edsico, de desenvolvimento intelectual e comportamental.<\/p>\n<p>Acredita-se que esses efeitos sejam causados pelo mon\u00f3xido de carbono (o qual pode reduzir o aporte de oxig\u00eanio aos tecidos do corpo) e pela nicotina (a qual estimula a libera\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios que promovem a constri\u00e7\u00e3o dos vasos que levam o sangue \u00e0 placenta e ao \u00fatero). O consumo de \u00e1lcool durante a gesta\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal causa conhecida de defeitos cong\u00eanitos.<\/p>\n<p>A s\u00edndrome do alcoolismo fetal, uma das principais conseq\u00fc\u00eancias do consumo de \u00e1lcool durante a gravidez, \u00e9 diagnosticada em 2,2 de cada 1.000 nascimentos vivos. Este dist\u00farbio inclui o retardo do crescimento antes ou ap\u00f3s o nascimento; defeitos faciais; microcefalia (cabe\u00e7a pequena), provavelmente causada por um crescimento subnormal do c\u00e9rebro; e desenvolvimento comportamental anormal.<\/p>\n<p>O retardo mental \u00e9 mais comumente resultante da s\u00edndrome do alcoolismo fetal que de qualquer outra causa conhecida. Al\u00e9m disso, o \u00e1lcool pode causar problemas que v\u00e3o desde o aborto espont\u00e2neo at\u00e9 altera\u00e7\u00f5es comportamentais graves no rec\u00e9m-nascido ou na crian\u00e7a em desenvolvimento (p.ex. comportamento anti-social e defici\u00eancia da aten\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Esses problemas podem ocorrer mesmo quando o rec\u00e9m-nascido n\u00e3o apresenta defeitos f\u00edsicos cong\u00eanitos evidentes. O risco de aborto espont\u00e2neo quase dobra quando a gestante consome \u00e1lcool durante a gravidez, especialmente quando ela bebe exageradamente. Freq\u00fcentemente, o peso ao nascimento dos rec\u00e9m-nascidos de m\u00e3es que bebem durante a gravidez \u00e9 inferior ao normal.<\/p>\n<p>Em m\u00e9dia, o peso ao nascimento \u00e9 de aproximadamente 2 quilos para os conceptos expostos ao \u00e1lcool, comparados aos 3,5 quilos do restante dos rec\u00e9m-nascidos. A adi\u00e7\u00e3o a drogas e o uso abusivo de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas s\u00e3o observados cada vez mais em mulheres gr\u00e1vidas. Mais de 5 milh\u00f5es de pessoas nos Estados Unidos, muitas das quais s\u00e3o mulheres em idade f\u00e9rtil, fazem uso regular da marijuana (maconha) ou da coca\u00edna.<\/p>\n<p>Um exame laboratorial sens\u00edvel e barato denominado cromatografia pode ser utilizado para examinar a presen\u00e7a de hero\u00edna, morfina, anfetaminas, barbit\u00faricos, code\u00edna, coca\u00edna, marijuana (maconha), metadona ou fenotiazinas na urina da gestante.<\/p>\n<p>As mulheres que fazem uso de drogas injet\u00e1veis apresentam maior risco de anemia, bacteremia (infec\u00e7\u00e3o do sangue) ou endocardite (infec\u00e7\u00e3o das v\u00e1lvulas card\u00edacas), abcessos cut\u00e2neos, hepatite, flebite, pneumonia, t\u00e9tano e doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, inclusive a AIDS.<\/p>\n<p>Aproximadamente 75% dos rec\u00e9m- nascidos com AIDS s\u00e3o filhos de m\u00e3es que usavam drogas injet\u00e1veis ou eram prostitutas. Essas crian\u00e7as apresentam um maior risco de apresentar outras doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, hepatite e infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 maior a probabilidade de retardo do crescimento intra-uterino e de parto prematuro. Aproximadamente 14% das mulheres gr\u00e1vidas consomem marijuana (maconha) com freq\u00fc\u00eancia variada. O seu principal ingrediente, o tetrahidrocanabinol (THC), pode atravessar a placenta e atingir o feto.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o existam evid\u00eancias de que a marijuana causa defeitos cong\u00eanitos ou retardo do crescimento intrauterino, alguns estudos sugerem que o consumo intenso dessa droga est\u00e1 relacionado a altera\u00e7\u00f5es comportamentais em rec\u00e9m-nascidos. A adi\u00e7\u00e3o \u00e0 coca\u00edna durante a gesta\u00e7\u00e3o causa problemas graves tanto para a m\u00e3e como para o feto e muitas mulheres que fazem uso da coca\u00edna tamb\u00e9m consomem outras drogas, piorando o problema.<\/p>\n<p>A coca\u00edna estimula o sistema nervoso central; tem a\u00e7\u00e3o anest\u00e9sica local; e produz a constri\u00e7\u00e3o dos vasos sang\u00fc\u00edneos, o que pode reduzir o fluxo sang\u00fc\u00edneo de modo que o feto algumas vezes n\u00e3o recebe um aporte suficiente de oxig\u00eanio. A redu\u00e7\u00e3o do suprimento sang\u00fc\u00edneo e do aporte de oxig\u00eanio ao feto pode afetar o crescimento de v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os e, comumente, acarreta defeitos do esqueleto e por\u00e7\u00f5es do intestino anormalmente estreitas.<\/p>\n<p>Os dist\u00farbios do sistema nervoso e comportamentais em rec\u00e9m-nascidos de m\u00e3es que fazem uso de coca\u00edna incluem a hiperatividade, o tremor incontrol\u00e1vel e dist\u00farbios do aprendizado importantes, os quais podem persistir at\u00e9 os 5 anos ou mais.<\/p>\n<p>Quando uma mulher gr\u00e1vida apresenta hipertens\u00e3o arterial grave abrupta ou sangramento devido ao descolamento prematuro da placenta (abruptio placentae) ou quando ela d\u00e1 \u00e0 luz um natimorto sem causa aparente, geralmente \u00e9 realizado um exame de urina para pesquisar a presen\u00e7a de coca\u00edna.<\/p>\n<p>Dentre as mulheres que fazem uso de coca\u00edna durante toda a gesta\u00e7\u00e3o, 19% delas apresenta descolamento prematuro da placenta. Quando uma gestante deixa de usar a coca\u00edna ap\u00f3s os tr\u00eas primeiros meses de gesta\u00e7\u00e3o, os riscos de parto prematuro e de descolamento prematuro da placenta permanecem altos, mas o crescimento do feto provavelmente ser\u00e1 normal.<\/p>\n<p><strong>Problemas M\u00e9dicos<\/strong><\/p>\n<p>Se o diagn\u00f3stico de hipertens\u00e3o arterial \u00e9 estabelecido quando a mulher est\u00e1 gr\u00e1vida, o m\u00e9dico pode ter dificuldade para determinar as causas do aumento da press\u00e3o (p.ex.,gravidez ou outra condi\u00e7\u00e3o). O tratamento da hipertens\u00e3o arterial durante a gravidez \u00e9 problem\u00e1tico. Os benef\u00edcios para a m\u00e3e devem ser pesados contra os riscos potenciais para o feto.<\/p>\n<p>Contudo, no final da gesta\u00e7\u00e3o, a hipertens\u00e3o arterial pode indicar uma grave amea\u00e7a \u00e0 m\u00e3e e ao feto e deve ser tratada imediatamente. Quando uma mulher gr\u00e1vida teve uma infec\u00e7\u00e3o de bexiga no passado, \u00e9 realizado um exame de urina no in\u00edcio da gravidez. Quando \u00e9 detectada a presen\u00e7a de bact\u00e9rias, o m\u00e9dico prescreve antibi\u00f3ticos para tentar evitar uma infec\u00e7\u00e3o renal, a qual est\u00e1 relacionada ao trabalho de parto prematuro e \u00e0 ruptura prematura das membranas.<\/p>\n<p>As infec\u00e7\u00f5es bacterianas vaginais durante a gesta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m podem acarretar o trabalho de parto prematuro ou a ruptura prematura das membranas. O tratamento da infec\u00e7\u00e3o com antibi\u00f3ticos reduz a probabilidade de ocorr\u00eancia desses problemas.<\/p>\n<p>Uma doen\u00e7a que causa febre alta (temperatura superior a 39o C) nos tr\u00eas primeiros meses de gesta\u00e7\u00e3o aumenta a probabilidade de aborto espont\u00e2neo e de defeitos do sistema nervoso do concepto. A febre no final da gesta\u00e7\u00e3o aumenta a probabilidade de trabalho de parto prematuro.<\/p>\n<p>A cirurgia de emerg\u00eancia durante a gesta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m aumenta este risco. Muitos dist\u00farbios (p.ex., apendicite, crise de ves\u00edcula biliar e obstru\u00e7\u00e3o intestinal) s\u00e3o dif\u00edceis de serem diagnosticados por causa das altera\u00e7\u00f5es normais que ocorrem no abd\u00f4men durante a gravidez. No momento em que um desses dist\u00farbios \u00e9 diagnosticado, ele pode estar em um est\u00e1gio avan\u00e7ado, aumentando o risco de doen\u00e7a e mesmo de morte da gestante.<\/p>\n<h4><strong>Complica\u00e7\u00f5es da Gravidez<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Incompatibilidade de Rh<\/strong><\/p>\n<p>A m\u00e3e e o feto podem ter tipos sang\u00fc\u00edneos incompat\u00edveis. O mais comum \u00e9 a incompatibilidade de Rh, o qual pode causar a doen\u00e7a hemol\u00edtica do rec\u00e9m-nascido. Esta doen\u00e7a ocorre somente quando a m\u00e3e (sangue Rh negativo) e o pai, (sangue Rh positivo) geram um feto com sangue Rh positivo e a m\u00e3e produz anticorpos contra o sangue do feto.<\/p>\n<p>Quando o sangue da gestante \u00e9 Rh negativo, a pesquisa de anticorpos contra o sangue do feto \u00e9 realizada a cada 2 meses. O risco de produ\u00e7\u00e3o desses anticorpos aumenta ap\u00f3s qualquer epis\u00f3dio de sangramento no qual pode ocorrer a mistura do sangue da m\u00e3e com o sangue do feto, ap\u00f3s uma amniocentese ou uma bi\u00f3psia do vilo cori\u00f4nico e nas primeiras 72 horas ap\u00f3s o parto se o rec\u00e9m- nascido possuir sangue Rh positivo.<\/p>\n<p>Nessas ocasi\u00f5es e na 28a semana de gesta\u00e7\u00e3o, a m\u00e3e recebe imunoglobulina Rh0(D), a qual combina com os anticorpos e, a seguir, os destr\u00f3i.<\/p>\n<p><strong>Sangramento<\/strong><\/p>\n<p>As causas mais comuns de sangramento nos tr\u00eas \u00faltimos meses de gesta\u00e7\u00e3o s\u00e3o a localiza\u00e7\u00e3o anormal da placenta, o descolamento prematuro da placenta do \u00fatero e uma doen\u00e7a vaginal ou do colo do \u00fatero (p.ex., infec\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Considera-se que todas as mulheres que apresentam sangramento durante esse per\u00edodo apresentam risco de abortar, de apresentar um sangramento excessivo (hemorragia) ou de morrer durante o trabalho de parto ou durante o per\u00edodo expulsivo. A ultra-sonografia, o exame do colo do \u00fatero e um exame de Papanicolaou ajudam a determinar a causa do sangramento.<\/p>\n<p><strong>Problemas do L\u00edquido Amni\u00f3tico<\/strong><\/p>\n<p>O excesso de l\u00edquido amni\u00f3tico nas membranas que envolvem o feto provoca a dilata\u00e7\u00e3o do \u00fatero e exerce press\u00e3o sobre o diafragma materno. Esta complica\u00e7\u00e3o pode acarretar graves problemas respirat\u00f3rios na m\u00e3e ou desencadear um trabalho de parto prematuro.<\/p>\n<p>O excesso de l\u00edquido amni\u00f3tico tende a ocorrer quando a gestante apresenta um diabetes n\u00e3o controlado, quando h\u00e1 mais de um feto presente (gravidez m\u00faltipla), quando a m\u00e3e e o feto possuem tipos sang\u00fc\u00edneos incompat\u00edveis ou quando o concepto apresenta defeitos cong\u00eanitos, especialmente obstru\u00e7\u00e3o do es\u00f4fago ou defeitos do sistema nervoso.<\/p>\n<p>Em aproximadamente 50% dos casos, a causa \u00e9 desconhecida. Existe uma tend\u00eancia a haver uma quantidade escassa de l\u00edquido amni\u00f3tico quando o concepto apresenta defeitos cong\u00eanitos do sistema urin\u00e1rio, retardo do crescimento ou morre.<\/p>\n<p><strong>Trabalho de Parto Prematuro<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho de parto prematuro \u00e9 mais prov\u00e1vel quando a m\u00e3e apresenta defeitos estruturais no \u00fatero ou no colo do \u00fatero, sangramento, estresse mental ou f\u00edsico, gravidez m\u00faltipla ou quando ela apresenta uma cirurgia uterina pr\u00e9via.<\/p>\n<p>O trabalho de parto prematuro freq\u00fcentemente ocorre quando o feto encontra-se em posi\u00e7\u00e3o anormal (p.ex., apresenta\u00e7\u00e3o de n\u00e1degas), quando a placenta descola prematuramente do \u00fatero, quando a m\u00e3e \u00e9 hipertensa ou quando existe uma quantidade excessiva de l\u00edquido amni\u00f3tico envolvendo o feto.<\/p>\n<p>A pneumonia, a infec\u00e7\u00e3o renal e a apendicite tamb\u00e9m podem desencadear um trabalho de parto prematuro. Aproximadamente 30% das mulheres que t\u00eam trabalho de parto prematuro apresentam infec\u00e7\u00f5es uterinas apesar das membranas n\u00e3o terem rompido. N\u00e3o est\u00e1 esclarecido se os antibi\u00f3ticos s\u00e3o eficazes.<\/p>\n<p><strong>Gravidez M\u00faltipla<\/strong><\/p>\n<p>A presen\u00e7a de mais de um feto no \u00fatero tamb\u00e9m aumenta a probabilidade de defeitos cong\u00eanitos e de problemas no trabalho de parto e no per\u00edodo expulsivo.<\/p>\n<p><strong>Gravidez P\u00f3s-Termo<\/strong><\/p>\n<p>Em uma gesta\u00e7\u00e3o que dura mais de 42 semanas (p\u00f3s-termo), a morte do concepto \u00e9 3 vezes mais prov\u00e1vel que na gesta\u00e7\u00e3o normal a termo. O m\u00e9dico utiliza a monitoriza\u00e7\u00e3o card\u00edaca eletr\u00f4nica e a ultrasonografia para controlar o feto.<\/p>\n<h4 class=\"negrito\">Pontua\u00e7\u00e3o de Uma Gravidez de Alto Risco<\/h4>\n<p class=\"negrito\"><strong>Uma pontua\u00e7\u00e3o de 10 ou mais indica um alto risco:<\/strong><\/p>\n<div align=\"center\">\n<table border=\"0\" width=\"362\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td width=\"258\"><strong>Fatores de Risco<\/strong><\/td>\n<td width=\"101\"><strong>Pontua\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td colspan=\"2\" align=\"center\"><b>Antes da Gravidez<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Caracter\u00edsticas da m\u00e3e Idade: <\/strong>35 anos ou mais ou 15 anos ou menos<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Peso inferior a 45 quilos, ou superior a 90 quilos<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><b>Eventos numa gravidez anterior<\/b>Natimorto<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Morte do rec\u00e9m-nascido<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Beb\u00ea prematuro<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Concepto pequeno para a idade gestacional (menor que o esperado em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de semanas de gesta\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Transfus\u00e3o de sangue para o feto por doen\u00e7a hemol\u00edtica<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Parto p\u00f3s-termo (ap\u00f3s a 42\u00aa semana)<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Abortos espont\u00e2neos repetidos<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Concepto grande (mais de 4,5 quilos)<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Seis ou mais gesta\u00e7\u00f5es completas<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Hist\u00f3ria de ecl\u00e2mpsia (crises convulsivas durante a gravidez)<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Cesariana<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Epilepsia ou paralisia cerebral na m\u00e3e<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Hist\u00f3ria de pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia press\u00e3o arterial elevada, prote\u00edna na urina e ac\u00famulo de l\u00edquido durante a gravidez)<\/td>\n<td>1<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Beb\u00ea de gravidez anterior com defeitos de nascen\u00e7a<\/td>\n<td>1<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><b>Defeitos estruturais<\/b> \u00datero bicorno<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Colo do \u00fatero incompetente<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Pelve pequena<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Problemas m\u00e9dicos Hipertens\u00e3o arterial cr\u00f4nica (de longa dura\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Doen\u00e7a renal moderada ou grave<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Doen\u00e7a card\u00edaca grave<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Diabetes insulino-dependente<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Doen\u00e7a da c\u00e9lula falciforme<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Resultados anormais de um exame de Papanicolau<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Doen\u00e7a card\u00edaca moderada<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Doen\u00e7as da tire\u00f3ide<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Hist\u00f3ria de tuberculose<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Doen\u00e7a pulmonar (p.ex., asma)<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Resultados positivos de exames de sangue para a s\u00edfilis ou para o v\u00edrus da imunodefici\u00eancia humana (HIV)<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Hist\u00f3ria de infec\u00e7\u00e3o da bexiga<\/td>\n<td>1<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Hist\u00f3ria familiar de diabetes<\/td>\n<td>1<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td colspan=\"2\" align=\"center\"><b>Durante a Gravidez<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><b>Exposi\u00e7\u00e3o a drogas e infec\u00e7\u00f5es<\/b> Uso de drogas ou \u00e1lcool<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Doen\u00e7a viral, rub\u00e9ola<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Gripe (grave)<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Tabagismo<\/td>\n<td>1<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><b>Complica\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas<\/b> Pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia moderada ou grave<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia leve<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Infec\u00e7\u00e3o renal<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Diabetes da gravidez (diabetes gestacional) controlada atrav\u00e9s da dieta<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><b>Complica\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas<\/b> Anemia grave<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Infec\u00e7\u00e3o da bexiga<\/td>\n<td>1<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Anemia leve<\/td>\n<td>1<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><b>Complica\u00e7\u00f5es da gesta\u00e7\u00e3o M\u00e3e<\/b>: Placenta pr\u00e9via (localiza\u00e7\u00e3o anormal da placenta)<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Descolamento prematuro da placenta ( abruptio placentae)<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Escassez ou excesso de l\u00edquido amni\u00f3tico em torno do feto<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Infec\u00e7\u00e3o da placenta<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Ruptura de \u00fatero<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Parto p\u00f3s-termo (ap\u00f3s a 42\u00aa semana ou com um atraso superior a duas semanas)<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Sensibiliza\u00e7\u00e3o do Rh ao sangue do feto<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Sangramento vaginal<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Trabalho de parto prematuro<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Ruptura de membranas (rompimento da bolsa) mais de 12 horas antes do parto<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Interrup\u00e7\u00e3o da dilata\u00e7\u00e3o do colo do \u00fatero<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Trabalho de parto que dura mais de vinte horas<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Esfor\u00e7o de expuls\u00e3o superior a 2 horas<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Complica\u00e7\u00f5es da gesta\u00e7\u00e3o Trabalho de parto r\u00e1pido (inferior a tr\u00eas horas)<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Cesariana<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Trabalho de parto induzido por raz\u00f5es m\u00e9dicas<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Trabalho de parto induzido por op\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>1<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Concepto:<\/strong> L\u00edquido amni\u00f3tico contaminado por mec\u00f4nio (verde-escuro)<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Apresenta\u00e7\u00e3o anormal (p.ex., de n\u00e1degas)<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Parto de n\u00e1degas, assistido durante todo o parto<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Gesta\u00e7\u00e3o m\u00faltipla (particularmente trig\u00eameos ou mais conceptos)<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Frequ\u00eancia card\u00edaca lenta ou muito r\u00e1pida<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Sa\u00edda do cord\u00e3o umbilical antes do concepto (prolapso de cord\u00e3o)<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Peso inferior a 2,4 quilos ao nascimento<\/td>\n<td>10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>L\u00edquido amni\u00f3tico contaminado por mec\u00f4nio (verde-claro)<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Necessidade de uso de f\u00f3rceps ou de extrator a v\u00e1cuo<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Parto de n\u00e1degas, parcialmente assistido ou n\u00e3o assistido<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Anestsesia geral da m\u00e3e durante o parto<\/td>\n<td>5<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte: <\/span>www.msd-brazil.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gravidez de Alto Risco s\u00e3o fatores que oferecem risco para a m\u00e3e e\/ou para o feto. 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