{"id":88769,"date":"2016-12-15T16:26:41","date_gmt":"2016-12-15T18:26:41","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=88769"},"modified":"2022-03-10T18:33:35","modified_gmt":"2022-03-10T20:33:35","slug":"mesosfera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-humanas\/geografia\/mesosfera","title":{"rendered":"Mesosfera"},"content":{"rendered":"<p>A partir dos 50 km de altura, onde est\u00e1 a estratopausa, a temperatura volta a ser o nosso conhecido &#8220;quanto mais alto, mais frio&#8221;. O perfil de temperatura se modifica novamente e passa a diminuir com a altura at\u00e9 os 80 km, quando chega a -90 \u00b0C. \u00c9 a mesosfera, a camada de ar dos meteoros.<\/p>\n<p>Na<strong> mesosfera<\/strong> a queda de temperatura passa a ocorrer em virtude da baixa concentra\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas e da diminui\u00e7\u00e3o do calor oriundo da camada de oz\u00f4nio, que ficou pra baixo. Apesar da baixa concentra\u00e7\u00e3o, o ar presente na mesosfera \u00e9 suficiente para oferecer resist\u00eancia a objetos que entrem em nossa atmosfera.<\/p>\n<p>O calor gerado pela resist\u00eancia do ar a diversas rochas que colidem com a Terra faz com que os objetos sejam incendiados e d\u00eaem origem ao que \u00e9 conhecido como estrelas cadentes. Esses fen\u00f4menos s\u00e3o chamados de meteoros e as rochas de meteor\u00f3ides.<\/p>\n<p>A maiorias dos meteror\u00f3ides \u00e9 um pouco maior que um gr\u00e3o de areia, mas alguns podem chegar ao tamanho de casas ou ainda maiores. Dependendo do tamanho, essas rochas podem chegar \u00e0 superf\u00edcie, quando s\u00e3o chamados de meteoritos. Muitos meteoritos chegam \u00e0 superf\u00edcie da Terra com freq\u00fc\u00eancia sem que nos darmos conta disso, pois s\u00e3o em sua grande maioria min\u00fasculos, mas grandes meteoritos podem causar enormes danos ao planeta e \u00e0 vida, como j\u00e1 ocorreu no passado do nosso planeta &#8211; e que pode ocorrer no futuro.<\/p>\n<p>O \u00f4nibus espacial Columbia incendiou-se ao reentrar na atmosfera. Na verdade, ele j\u00e1 estava h\u00e1 um certo tempo na atmosfera quando ocorreu a explos\u00e3o, mas foi justamente ao se aproximar da base da mesosfera, a 60 km de altura, que o calor gerado se tornou insuport\u00e1vel para a estrutura, danificada em seu isolamento t\u00e9rmico, e causou a explos\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim como a maioria dos corpos que chegam na Terra, o Columbia foi queimado na mesosfera, se transformando em um triste meteoro que nos faz refletir sobre os limites do homem perante a natureza.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-88770 size-full\" title=\"Mesosfera\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/mesosf3.jpg\" alt=\"Mesosfera\" width=\"340\" height=\"242\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/mesosf3.jpg 340w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/mesosf3-300x214.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><br \/>\n<b>O \u00f4nibus espacial Columbia desintegra-se na atmosfera durante sua reentrada na atmosfera, em fevereiro de 2003.<\/b><\/p>\n<p>Acima dos 80 km de altura est\u00e1 a \u00faltima camada de ar da atmosfera, a termosfera. A temperatura volta a crescer com a altura, podendo atingir os 1000 \u00b0C ou mais. Na termosfera o ar \u00e9 t\u00e3o rarefeito que o conceito familiar de temperatura como agita\u00e7\u00e3o at\u00f4mico\/molecular n\u00e3o se aplica. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer onde est\u00e1 o limite da termosfera, e por conseguinte, o limite da atmosfera.<\/p>\n<p>A dezenas de milhares de quil\u00f4metros existem mol\u00e9culas de g\u00e1s presas pelos campos gravitacional e magn\u00e9tico da Terra. Essas part\u00edculas giram junto com o planeta e podem ser consideradas parte da atmosfera. Para efeitos pr\u00e1ticos, considera-se que a partir dos 100-200 km de altura tempos o in\u00edcio do espa\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Na pr\u00e1tica, este \u00e9 o tamanho da atmosfera:<\/strong> a Terra tem uma cobertura de ar, com mais de 100 km de altura.<\/p>\n<p>A <strong>mesosfera<\/strong>, camada superior da atmosfera localizada entre 80 quil\u00f4metros e 100 quil\u00f4metros de altura, pode ser uma das chaves para os pesquisadores entenderem melhor as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais.<\/p>\n<p><b>Uma das teorias defende a ideia\u00a0de que, quando o ar das partes mais pr\u00f3ximas do solo \u00e9 aquecido, l\u00e1 no alto, quase na borda do espa\u00e7o, ocorre exatamente o contr\u00e1rio:<\/b> o frio seria cada vez mais intenso.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que estudar as camadas superiores da atmosfera n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil, principalmente em rela\u00e7\u00e3o aos procedimentos metodol\u00f3gicos. O ar rarefeito impede os voos de avi\u00f5es tradicionais. Os bal\u00f5es normalmente utilizados em pesquisas na atmosfera mais pr\u00f3xima n\u00e3o conseguem chegar at\u00e9 l\u00e1 com total seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Para resolver o problema, pesquisadores brit\u00e2nicos da Universidade de Bath e da Base Anglo-Sax\u00f4nica da Ant\u00e1rtica resolveram se guiar pela pr\u00f3pria natureza.<\/p>\n<p>Est\u00e1 sendo montado pr\u00f3ximo ao Polo Sul, um grande radar, que ter\u00e1 seis antenas de dois metros de altura cada e ocupar\u00e1 o espa\u00e7o de um campo de futebol.<\/p>\n<p>Tudo para observar, e medir, a temperatura e os ventos que atravessam a mesosfera por meio dos meteoros.<\/p>\n<p>Os corpos celestes que entram na atmosfera da Terra funcionar\u00e3o como verdadeiros bal\u00f5es. A partir dos radares localizados na Ant\u00e1rtica ser\u00e1 poss\u00edvel, por frequ\u00eancias de r\u00e1dio, saber o deslocamento dos corpos e tamb\u00e9m medir a temperatura na mesosfera. Como milhares de meteoros s\u00e3o detectados todos os dias, ser\u00e1 poss\u00edvel reunir um bom n\u00famero de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A mesosfera \u00e9 considerada uma regi\u00e3o fundamental para as pesquisas sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais. Por causa da alta sensibilidade daquela zona atmosf\u00e9rica a altera\u00e7\u00f5es das condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, imagina-se que ali qualquer impacto provocado pelas mudan\u00e7as globais teria consequ\u00eancias muito maiores do que outras regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Os primeiros resultados obtidos pelo radar brit\u00e2nico parecem promissores. Aproximadamente 5 mil meteoros foram detectados por dia. As temperaturas registradas at\u00e9 agora est\u00e3o por volta de menos 130 graus cent\u00edgrados. Isso, inclusive, ocorreu no meio do ver\u00e3o ant\u00e1rtico.<\/p>\n<p>A partir do final da estratosfera, encontra-se a <strong>mesosfera<\/strong> que se estende at\u00e9 80 K de altitude.<\/p>\n<p>Nesta camada, a temperatura \u00e9 muito baixa, atingindo -120\u00baC.<\/p>\n<p>\u00c9 nesta camada que se realizam as pesquisas meteorol\u00f3gicas.<\/p>\n<h4>Mesosfera (50 &#8211; 80\/85 km)<\/h4>\n<p>Na <strong>mesosfera<\/strong> a temperatura diminui com a altitude, esta \u00e9 a camada atmosf\u00e9rica onde h\u00e1 uma substancial queda de temperatura chegando at\u00e9 a -90\u00ba C no seu topo, est\u00e1 situada entre a estratopausa em sua parte inferior e mesopausa em sua parte superior, entre 50 a 85 km de altitude.<\/p>\n<p>\u00c9 na <strong>mesosfera<\/strong> que se d\u00e1 a combust\u00e3o dos meteoritos.<\/p>\n<h4>Nova hip\u00f3tese come\u00e7ou a chamar a aten\u00e7\u00e3o no in\u00edcio da era espacial: seriam as nuvens luminosas causadas talvez por aglomerados de rocha extraterrestre?<\/h4>\n<p><strong>Hilmar Schmundt escreve para &#8220;Der Spiegel&#8221;, da Alemanha:<\/strong><\/p>\n<p>Os cientistas tentam entender a origem das nuvens noturnas luminosas h\u00e1 mais de um s\u00e9culo. Agora um sat\u00e9lite especial poder\u00e1 ser capaz de determinar se essas nuvens s\u00e3o sintomas da mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Quando Otto Jesse apontou seu telesc\u00f3pio para o c\u00e9u em certa noite de junho, em 1885, uma nuvem obstruiu sua vista. Mas em vez de ficar irritado, o astr\u00f4nomo ficou encantado.<\/p>\n<p>Por um bom motivo &#8211; n\u00e3o era uma nuvem comum que bloqueava seu campo de vis\u00e3o. A noite j\u00e1 tinha ca\u00eddo em Berlim, mas a nuvem continuava brilhando, sua luz quase t\u00e3o intensa quanto a da lua cheia.<\/p>\n<p>Jesse percebeu que devia estar localizada na camada externa da atmosfera, na fronteira com o espa\u00e7o exterior, para que ainda pudesse estar recebendo luz do sol.<\/p>\n<p>Jesse, que na \u00e9poca tinha 40 e poucos anos &#8211; as fotos o mostram com uma express\u00e3o austera e uma barba bem aparada &#8211; se sentiu empolgado naquela noite de ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Aparentemente havia mais coisas entre o c\u00e9u e a terra do que as pessoas imaginavam. A pesquisa de nuvens noctilucentes (&#8220;com brilho noturno&#8221;) se tornou a obra de sua vida daquela noite em diante.<\/p>\n<p>As nuvens geralmente aparecem no c\u00e9u noturno nas noites de ver\u00e3o. Elas s\u00e3o vis\u00edveis a olho nu e em alguns casos s\u00e3o t\u00e3o brilhantes que o que est\u00e1 sob sua luz lan\u00e7a uma sombra.<\/p>\n<p><strong>Jesse usou pela primeira vez fotografias para calcular sua altitude:<\/strong> elas estavam a 82 quil\u00f4metros acima do solo &#8211; mais de 10 vezes mais alto do que as nuvens comuns de tempestade.<\/p>\n<p>Mesmo hoje, mais de 120 anos depois, as observa\u00e7\u00f5es do cientista alem\u00e3o s\u00e3o consideradas inovadoras. E at\u00e9 hoje n\u00e3o se sabe como se formam as nuvens noctilucentes \u2013 conhecidas pelos cientistas como NLCs.<\/p>\n<p><strong>Mas neste ano um avan\u00e7o finalmente poder\u00e1 ser obtido:<\/strong> os pesquisadores de NLCs querem usar c\u00e2meras rob\u00f4s e um sat\u00e9lite de vigil\u00e2ncia para finalmente solucionar o mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es para observa\u00e7\u00e3o das NLCs nunca foram mais favor\u00e1veis do que agora. As NLCs est\u00e3o brilhando mais intensamente, elas est\u00e3o sendo vistas com mais freq\u00fc\u00eancia e est\u00e3o aparecendo cada vez mais ao sul.<\/p>\n<p>Elas costumavam ser avistadas principalmente ao norte do paralelo 50, na Su\u00e9cia ou na Esc\u00f3cia. Mas h\u00e1 alguns anos, elas foram avistadas pela primeira vez no Colorado \u2013 no paralelo 40, a mesma latitude do sul da It\u00e1lia.<\/p>\n<p>As NLCs t\u00eam pouco em comum com as Luzes do Norte, tamb\u00e9m conhecidas como auroras boreais. Elas s\u00e3o produzidas n\u00e3o por feixes de part\u00edculas, mas pelo gelo, e n\u00e3o produzem sua pr\u00f3pria luz, apenas refletem a do sol.<\/p>\n<p><b>Alto e seco<\/b><\/p>\n<p>Tudo soa como um fen\u00f4meno meteorol\u00f3gico bem simples, mas \u00e9 extraordinariamente dif\u00edcil de investigar, porque ocorre na regi\u00e3o lim\u00edtrofe de dif\u00edcil acesso entre a Terra e o espa\u00e7o exterior.<\/p>\n<p>A mesosfera, como a regi\u00e3o \u00e9 chamada, fica mais de duas vezes acima da camada de oz\u00f4nio. Ela se situa muito al\u00e9m da estratosfera e pode ser vista da Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional (EEI).<\/p>\n<p>A altitude elevada tamb\u00e9m explica a luminosidade das nuvens. Elas frequentemente ainda est\u00e3o dentro do alcance do sol quando a noite cai no solo abaixo. \u00c9 apenas durante o dia que as nuvens mesosf\u00e9ricas desaparecem no azul do c\u00e9u.<\/p>\n<p>A zona na qual as NLCs s\u00e3o encontradas \u00e9 cerca de 100 milh\u00f5es de vezes mais seca que o Saara. Elas ainda conseguem se formar devido ao frio extremo dali. As temperaturas na mesosfera podem cair para -140\u00baC -mais frio do que qualquer outro lugar no planeta.<\/p>\n<p>A mesosfera envolve a Terra como uma bola de cristal gelada que emba\u00e7a imediatamente quando se respira sobre ela. Quando o \u00f4nibus espacial viaja para a EEI, por exemplo, a fuma\u00e7a quente de descarga de seus motores congela e cria NLCs artificiais.<\/p>\n<p>Mas estas belezas da noite s\u00e3o caprichosas.<\/p>\n<p>Eles costumam desaparecer t\u00e3o Repentinamente quanto aparecem &#8211; quase da forma como o dramaturgo e poeta <strong>alem\u00e3o Bertolt Brecht descreve uma nuvem em um de seus poemas de amor:<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Havia uma nuvem na qual meus olhos se prolongaram \/ Era bem branca e estava bem acima de n\u00f3s \/ Ent\u00e3o olhei para o alto e descobri que se foi&#8221;.<\/p>\n<p>Assim, quem se interessa por uma NLC precisa de bastante sorte e muita paci\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;At\u00e9 o momento, avist\u00e1-las dependia basicamente de sorte&#8221;, disse o f\u00edsico russo Peter Dalin. Ele deseja mudar isto. Dalin realiza pesquisa em Kiruna, Su\u00e9cia, desde que obteve seu doutorado pelo Instituto de Pesquisa Espacial de Moscou.<\/p>\n<p><b>Fotos em altitude elevada<\/b><\/p>\n<p>Agora ele deseja perseguir as nuvens noturnas como um paparazzo estratosf\u00e9rico. Ele est\u00e1 atualmente construindo um anel de seis c\u00e2meras ao redor do P\u00f3lo Norte &#8211; da Sib\u00e9ria ao Canad\u00e1, via Esc\u00f3cia.<\/p>\n<p>O plano \u00e9 usar c\u00e2meras Canon comuns para tirar uma foto do c\u00e9u a cada minuto, cada uma coordenada por um computador. As fotos ser\u00e3o tiradas por meses &#8211; ao longo de toda a temporada de NLCs, que dura de maio at\u00e9 agosto.<\/p>\n<p>Quatro c\u00e2meras j\u00e1 foram instaladas, e uma delas est\u00e1 at\u00e9 mesmo conectada \u00e0 Internet. &#8220;Desta forma obterei uma esp\u00e9cie de filme&#8221;, espera Dalin.<\/p>\n<p>Sua hip\u00f3tese \u00e9 de que a forma\u00e7\u00e3o de NLCs depende de correntes de ar mais baixas que percorrem todo o Hemisf\u00e9rio Norte e que tamb\u00e9m transportam o calor para a mesosfera.<\/p>\n<p>Quando as correntes enfraquecem, as temperaturas na mesosfera caem ainda mais do que o habitual. A pouca umidade que \u00e9 encontrada l\u00e1 se condensa, podendo ser formadas nuvens de gelo.<\/p>\n<p>Mas mesmo a cabine de fotos hemisf\u00e9rica provavelmente perder\u00e1 muitas NLCs, j\u00e1 que nuvens baixas freq\u00fcentemente obstruem a vis\u00e3o do solo.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o motivo para os astr\u00f4nomos estarem empolgados em ver a conclus\u00e3o do sat\u00e9lite AIM (Aeronomy of Ice in the Mesosphere, Aeronomia do Gelo na Mesosfera) &#8211; que finalmente poder\u00e1 analisar as nuvens pelo outro lado.<\/p>\n<p>No final de abril, o sat\u00e9lite &#8211; que pesa quase 200 quilos e custa quase US$ 120 milh\u00f5es &#8211; se posicionar\u00e1 em seu posto de observa\u00e7\u00e3o a cerca de 600 km acima do solo por dois anos. Os primeiros dados poder\u00e3o estar dispon\u00edveis no final do ano.<\/p>\n<p><b>Poeira extraterrestre<\/b><\/p>\n<p>O AIM usar\u00e1 quatro c\u00e2meras para pesquisar a regi\u00e3o do P\u00f3lo Norte. Ele tamb\u00e9m ser\u00e1 equipado com um segundo tipo de instrumento, cujo prop\u00f3sito \u00e9 determinar se as NLCs s\u00e3o de origem celeste ou mais terrenas.<\/p>\n<p>As nuvens normalmente se formam apenas onde h\u00e1 os chamados &#8220;n\u00facleos de condensa\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Estes n\u00facleos geralmente consistem de part\u00edculas de poeira cujo tamanho \u00e9 medido em nan\u00f4metros, como as part\u00edculas da fuma\u00e7a de cigarro. O vapor de \u00e1gua se liga a eles.<\/p>\n<p>Mas de onde vem esta polui\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o de fronteira entre a Terra e o espa\u00e7o &#8211; de cima ou de baixo?<\/p>\n<p>Otto Jesse j\u00e1 sup\u00f4s em 1890 que poeira vulc\u00e2nica poderia ser carregada at\u00e9 o limite da atmosfera. O vulc\u00e3o Krakatoa na Indon\u00e9sia tinha entrado em erup\u00e7\u00e3o dois anos antes de ele avistar uma NLC.<\/p>\n<p>A poeira da erup\u00e7\u00e3o foi carregada at\u00e9 o alto da estratosfera, escurecendo os c\u00e9us e causando safras agr\u00edcolas ruins &#8211; assim como entardeceres espetacularmente coloridos ao redor do mundo.<\/p>\n<p><strong>Nova hip\u00f3tese come\u00e7ou a chamar a aten\u00e7\u00e3o no in\u00edcio da era espacial<\/strong>: seriam as nuvens luminosas causadas talvez por aglomerados de rocha extraterrestre?<\/p>\n<p>Cerca de 100 toneladas de meteoritos chovem na Terra diariamente, com parte deles queimando aproximadamente na altitude das NLCs, onde aparecem como as chamadas estrelas cadentes.<\/p>\n<p>Muita poeira extraterrestre \u00e9 deixada para tr\u00e1s. Um instrumento de medi\u00e7\u00e3o a bordo do sat\u00e9lite AIM, que funciona como um aspirador de p\u00f3, supostamente esclarecer\u00e1 at\u00e9 que ponto esta poeira extraterrestre est\u00e1 ligada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o das nuvens.<\/p>\n<p>Os cientistas est\u00e3o depositando suas esperan\u00e7as no SOFIE, como \u00e9 conhecido o instrumento que talvez seja o mais importante dispositivo de medi\u00e7\u00e3o a bordo do AIM.<\/p>\n<p>Sofie, uma acrossemia para Solar Occultation For Ice Experiment (oculta\u00e7\u00e3o solar para experi\u00eancia com gelo), \u00e9 uma esp\u00e9cie de term\u00f4metro, projetado para responder se mais NLCs est\u00e3o sendo avistadas devido ao aquecimento da Terra.<\/p>\n<p>\u00c9 o que acredita Gary Thomas, um especialista em NLC aposentado da Universidade do Colorado, em Boulder. Ele \u00e9 um dos consultores da miss\u00e3o AIM.<\/p>\n<p><strong>Apesar de parecer paradoxal a princ\u00edpio, o fen\u00f4meno n\u00e3o \u00e9 implaus\u00edvel: <\/strong>\u00e0 medida que mais gases respons\u00e1veis pelo efeito estufa isolam a Terra, provocando o aquecimento das camadas mais baixas da atmosfera, menos calor radia de volta ao espa\u00e7o e a mesosfera se torna mais fria &#8211; condi\u00e7\u00f5es ideais para a forma\u00e7\u00e3o de NLCs.<\/p>\n<p>De fato, medi\u00e7\u00f5es com laser pelo Instituto Leibniz de F\u00edsica Atmosf\u00e9rica da Alemanha indicam que a temperatura na mesosfera caiu mais de 15\u00baC nos \u00faltimos 50 anos.<\/p>\n<p>&#8220;Elas s\u00e3o um belo fen\u00f4meno&#8221;, disse Thomas. &#8220;Mas estas nuvens tamb\u00e9m podem ser sinal de natureza de que estamos perturbando o equil\u00edbrio na atmosfera.&#8221;<\/p>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte: www.silverioortiz.kit.net\/www.mundoverde.com.br\/arvoresdeirati.com\/<\/span>www.jornaldaciencia.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir dos 50 km de altura, onde est\u00e1 a estratopausa, a temperatura volta a ser o nosso conhecido &#8220;quanto mais alto, mais frio&#8221;. 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