{"id":88579,"date":"2016-12-15T09:11:54","date_gmt":"2016-12-15T11:11:54","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?p=88579"},"modified":"2022-02-15T17:02:29","modified_gmt":"2022-02-15T19:02:29","slug":"hidrografia-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-humanas\/geografia\/hidrografia-do-brasil","title":{"rendered":"Hidrografia do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil tem uma das maiores <strong>redes hidrogr\u00e1ficas do mundo<\/strong>, com rios que apresentam grande extens\u00e3o, largura e profundidade.<\/p>\n<div id=\"corpo\">\n<p>A maior parte nasce em regi\u00f5es pouco elevadas, com exce\u00e7\u00e3o do Amazonas e de alguns afluentes, que t\u00eam origem na cordilheira dos Andes. O predom\u00ednio de rios de planalto permite bom aproveitamento hidrel\u00e9trico. J\u00e1 os rios de plan\u00edcie, em menor n\u00famero, s\u00e3o muito utilizados para a navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O transporte hidrovi\u00e1rio passa a ser utilizado em maior escala no Brasil nos anos 90. At\u00e9 ent\u00e3o estava relegado a segundo plano, j\u00e1 que o rodovi\u00e1rio \u00e9 mais flex\u00edvel e mais r\u00e1pido. Para que um rio se torne uma hidrovia s\u00e3o necess\u00e1rias algumas obras de engenharia, que permitem ou ampliam sua navegabilidade, como a dragagem (retirada de terra do fundo), o balizamento (demarca\u00e7\u00e3o de canais de navega\u00e7\u00e3o) e a sinaliza\u00e7\u00e3o para as embarca\u00e7\u00f5es. Alguns dos projetos hidrovi\u00e1rios, no entanto, causam impacto no meio ambiente quando necessitam de obras de drenagem e retifica\u00e7\u00e3o de rios em \u00e1reas como parques, reservas, pantanais, mangues e florestas.<\/p>\n<p>Para gerenciar os recursos h\u00eddricos do pa\u00eds \u00e9 institu\u00edda a Pol\u00edtica Nacional de Recursos H\u00eddricos, pela Lei Federal 9.433, de 1997. A lei estabelece a cobran\u00e7a de taxas das ind\u00fastrias, empresas agropecu\u00e1rias e mineradoras que usem diretamente a \u00e1gua proveniente dos rios. Os recursos devem ser gerenciados pelos Comit\u00eas de Bacias Hidrogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p><strong>As principais bacias hidrogr\u00e1ficas brasileiras s\u00e3o: <\/strong>a Amaz\u00f4nica, do S\u00e3o Francisco, Tocantins-Araguaia, do Prata e do Atl\u00e2ntico Sul.<\/p>\n<p><strong>Bacia Amaz\u00f4nica \u2013<\/strong> A maior bacia hidrogr\u00e1fica do mundo \u00e9 a Amaz\u00f4nica, com 7.050.000 quil\u00f4metros quadrados, dos quais 3.904.392,8 est\u00e3o em terras brasileiras. Seu rio principal nasce no Peru, no lago Lauricocha, com o nome de Vilcanota, e recebe posteriormente as denomina\u00e7\u00f5es de Ucaiali, Urubamba e Mara\u00f1\u00f3n. Quando entra no Brasil passa a se chamar Solim\u00f5es, at\u00e9 o encontro com o rio Negro, pr\u00f3ximo de Manaus. Desse ponto at\u00e9 a foz recebe o nome de Amazonas. Atravessando os vales andinos e a floresta Amaz\u00f4nica at\u00e9 desembocar no oceano Atl\u00e2ntico, percorre 6.868 quil\u00f4metros, sendo o maior em extens\u00e3o e tamb\u00e9m em vaz\u00e3o de \u00e1gua (100 mil metros c\u00fabicos por segundo) do planeta. Sua largura m\u00e9dia \u00e9 de 5 quil\u00f4metros, alcan\u00e7ando 50 quil\u00f4metros em alguns trechos. Com cerca de 7 mil afluentes, conta ainda com grande n\u00famero de cursos d\u2019\u00e1gua menores e canais fluviais criados pelos processos de cheia e vazante \u2013 igarap\u00e9s, paran\u00e1-mirins e furos.<\/p>\n<p>Localizada em uma regi\u00e3o de plan\u00edcie, a bacia Amaz\u00f4nica tem cerca de 23 mil quil\u00f4metros de rios naveg\u00e1veis, que possibilitam o desenvolvimento do transporte hidrovi\u00e1rio. A navega\u00e7\u00e3o \u00e9 especialmente importante nos grandes afluentes do Amazonas, como o Madeira, o Xingu, o Tapaj\u00f3s, o Negro, o Trombetas e o Jari, entre outros.<\/p>\n<p><strong>Bacia do S\u00e3o Francisco \u2013<\/strong> Possui uma \u00e1rea de 645.067,2 quil\u00f4metros quadrados de extens\u00e3o e seu principal rio \u00e9 o S\u00e3o Francisco. O Velho Chico, como \u00e9 conhecido, nasce em Minas Gerais, na serra da Canastra. Percorre Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe at\u00e9 a foz, na divisa destes dois \u00faltimos estados, totalizando 3.160 quil\u00f4metros de percurso. \u00c9 o maior rio totalmente brasileiro. Atravessa o semi-\u00e1rido nordestino e torna-se fundamental na economia da regi\u00e3o ao permitir a atividade agr\u00edcola em suas margens e oferecer condi\u00e7\u00f5es para a irriga\u00e7\u00e3o artificial de \u00e1reas mais distantes. Tem afluentes permanentes, como os rios Cariranha, Pardo, Grande e Velhas, e afluentes tempor\u00e1rios, como os rios das R\u00e3s, Paramirim e Jacar\u00e9. Seu maior trecho naveg\u00e1vel se encontra entre as cidades de Pirapora (MG) e Juazeiro (BA), com extens\u00e3o de 1.371 quil\u00f4metros. O potencial hidrel\u00e9trico do S\u00e3o Francisco \u00e9 aproveitado, principalmente, pelas usinas de Xing\u00f3 e Paulo Afonso.<\/p>\n<p><strong>Bacia do Tocantins-Araguaia \u2013 <\/strong>\u00c9 a maior bacia localizada inteiramente em territ\u00f3rio brasileiro, com 813.674,1 quil\u00f4metros quadrados. O rio Tocantins nasce em Goi\u00e1s, no encontro dos rios Alma e Maranh\u00e3o, e percorre 2.640 quil\u00f4metros at\u00e9 desembocar na foz do Amazonas. Seu trecho naveg\u00e1vel, de 1,9 mil quil\u00f4metros, se encontra entre Bel\u00e9m (PA) e Peixe (GO), e parte de seu potencial hidrel\u00e9trico \u00e9 aproveitado pela Hidrel\u00e9trica de Tucuru\u00ed. O rio Araguaia nasce em Mato Grosso, na fronteira com Goi\u00e1s, e une-se ao Tocantins no extremo norte desse estado.<\/p>\n<p><strong>Bacia do Prata \u2013<\/strong> O rio da Prata tem origem no encontro dos rios Paran\u00e1, Uruguai e Paraguai, na fronteira entre a Argentina e o Uruguai. Esses rios s\u00e3o os principais formadores dessa bacia, que possui 1.397.905,5 quil\u00f4metros quadrados \u2013 a segunda maior do pa\u00eds \u2013 e se estende por Brasil, Uruguai, Bol\u00edvia, Paraguai e Argentina.<\/p>\n<p>O Paran\u00e1, com 2.940 quil\u00f4metros, nasce na jun\u00e7\u00e3o dos rios Parana\u00edba e Grande, na divisa entre Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e S\u00e3o Paulo. Apresenta o maior aproveitamento hidrel\u00e9trico do Brasil, abrigando, por exemplo, a Usina de Itaipu. Seus afluentes, como o Tiet\u00ea e o Paranapanema, tamb\u00e9m t\u00eam grande potencial para gera\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n<p>Utilizado em larga escala para a navega\u00e7\u00e3o, o rio Paraguai tem origem na serra do Arapor\u00e9, a 100 quil\u00f4metros de Cuiab\u00e1 (MT), atravessa o pantanal mato-grossense, cruza o territ\u00f3rio paraguaio e des\u00e1gua no rio Paran\u00e1, j\u00e1 na Argentina. Sua extens\u00e3o \u00e9 de 2.078 quil\u00f4metros, dos quais 1,4 mil est\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>O rio Uruguai, que nasce na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, na conflu\u00eancia dos rios Canoas e Pelotas, possui cerca de 1,5 mil quil\u00f4metros de extens\u00e3o, dos quais 625 correspondem ao trecho naveg\u00e1vel, entre S\u00e3o Borja e Uruguaiana (RS). Em outros trechos tem potencial hidrel\u00e9trico.<\/p>\n<p><strong>Bacia do Atl\u00e2ntico Sul \u2013<\/strong> \u00c9 composta de v\u00e1rias pequenas e m\u00e9dias bacias costeiras formadas por rios que des\u00e1guam no oceano Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p>O trecho Norte\u2013Nordeste engloba rios localizados ao norte da bacia Amaz\u00f4nica e aqueles situados entre a foz do rio Tocantins e a do rio S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>Entre eles est\u00e1 o Parna\u00edba, que, ao desembocar na divisa do Piau\u00ed com o Maranh\u00e3o, forma o \u00fanico delta oce\u00e2nico das Am\u00e9ricas. Entre a foz do S\u00e3o Francisco e a divisa de Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo est\u00e3o as bacias do trecho Leste, no qual se destaca o rio Para\u00edba do Sul. A partir dessa \u00e1rea come\u00e7am as bacias do Sudeste-Sul. Seu rio mais importante \u00e9 o Itaja\u00ed, no estado de Santa Catarina.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159747 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/rio-300x286.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"286\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/rio-300x286.png 300w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/rio.png 630w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Hidrografia &#8211; O que \u00e9<\/strong><\/p>\n<p><strong>Hidrografia<\/strong> \u00e9 a ci\u00eancia que pesquisa e mapeia todas as \u00e1guas do planeta Terra.<\/p>\n<p>Conhecer a hidrografia de uma regi\u00e3o significa estudar o ciclo da \u00e1gua que prov\u00e9m da atmosfera ou do subsolo. O vapor de \u00e1gua da atmosfera precipita-se ao se condensar.<\/p>\n<p><strong>Ao entrar em contato com a superf\u00edcie, a \u00e1gua pode seguir tr\u00eas caminhos:<\/strong> escorrer, infiltrar-se no solo ou evaporar. Na evapora\u00e7\u00e3o, ela retorna \u00e0 atmosfera na forma de vapor. A \u00e1gua que se infiltra no solo e a que escorre, pela lei da gravidade, dirigem-se \u00e0s depress\u00f5es ou partes mais baixas do terreno, formando rios, lagos e mares.<\/p>\n<p>O volume global de \u00e1gua da Terra \u00e9 estimado em 1,42 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos e abrange oceanos, mares, geleiras, \u00e1guas do subsolo, lagos, \u00e1gua da atmosfera e rios. A \u00e1gua \u00e9 formada por um \u00e1tomo de oxig\u00eanio e dois \u00e1tomos de hidrog\u00eanio. A \u00e1gua possui a forma angular e, em seu estado natural mais comum, \u00e9 um l\u00edquido transparente, sem sabor e sem cheiro, mas que assume a cor azul-esverdeada em lugares profundos.<\/p>\n<p>Os pontos mais altos do terreno cumprem o papel de divisores de \u00e1guas entre dois rios (interfl\u00favio). Entre os divisores, forma-se uma rede de capta\u00e7\u00e3o na qual toda a \u00e1gua converge para o mesmo ponto, a chamada vertente (n\u00e3o confundir com nascente). Nela se encontram as bacias hidrogr\u00e1ficas com seus rios principais, seus afluentes e subafluentes. Se a drenagem dirige-se ao oceano, \u00e9 denominada exorr\u00e9ica; se a \u00e1gua fica retida no interior do continente, por exemplo, num lago ou num deserto, a drenagem \u00e9 endorr\u00e9ica (em grego exo significa \u2018fora\u2019 e endo, \u2018dentro\u2019).<\/p>\n<p><strong>Rios: <\/strong>S\u00e3o cursos naturais de \u00e1gua que se deslocam de n\u00edveis mais altos (nascentes) at\u00e9 n\u00edveis mais baixos( a foz ou desembocadura). A foz pode ser em delta ou estu\u00e1rio. Os rios podem ser perenes quando desembocam, escoam o ano todo, ou tempor\u00e1rios, quando escoam nas esta\u00e7\u00f5es de chuva e secam no per\u00edodo de estiagem. Em seu curso, as \u00e1guas dos rios transportam quase sempre uma grande quantidade de detritos.Se as \u00e1guas correm calmas, os detritos depositam-se no fundo do rio, mas, quando as \u00e1guas se lan\u00e7am em um mar de \u00e1guas impetuosas, os detritos se acumulam perto da foz e se espalham em todas as dire\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>H\u00e1 um grande relacionamento entre os seres que vivem nos rios e os que vivem nas margens ou proximidades dos cursos de \u00e1gua. As folhas das plantas e os insetos que caem na \u00e1gua servem de alimenta\u00e7\u00e3o para muitos animais. Tudo isso representa uma incessante entrada e sa\u00edda de mat\u00e9ria org\u00e2nica do curso de \u00e1gua.<\/p>\n<p>A densidade de rios de uma bacia relaciona-se ao clima da regi\u00e3o. Na Amaz\u00f4nia, onde os \u00edndices pluviom\u00e9tricos s\u00e3o muito altos, existem muitos rios perenes e caudalosos, ou seja, que nunca secam e possuem um grande volume de \u00e1gua em seus leitos. Em \u00e1reas de clima \u00e1rido ou semi-\u00e1rido, os rios muitas vezes s\u00e3o tempor\u00e1rios, secando no per\u00edodo em que n\u00e3o chove. Se um rio atravessa um deserto \u00e1rido e \u00e9 perene isso significa que ele nasce em uma \u00e1rea chuvosa e a capta\u00e7\u00e3o da \u00e1gua ocorre fora do deserto. O rio Nilo, por exemplo, nasce no lago Vit\u00f3ria, na regi\u00e3o equatorial africana, por isso consegue atravessar o deserto do Saara.<\/p>\n<p>As nascentes dos rios s\u00e3o os locais em que o n\u00edvel hidrost\u00e1tico ou len\u00e7ol fre\u00e1tico atinge a superf\u00edcie. Em per\u00edodos de estiagem prolongada, elas chegam a secar, enquanto em \u00e9pocas chuvosas o volume da \u00e1gua aumenta, o que demonstra que a \u00e1gua das nascentes \u00e9 \u00e1gua da chuva que se infiltra no solo. Essa varia\u00e7\u00e3o na quantidade de \u00e1gua no leito do rio ao longo do ano recebe o nome de regime. Se as cheias dependem exclusivamente da chuva, o regime \u00e9 pluvial; caso dependam do derretimento da neve, \u00e9 nival; e se dependem de geleiras \u00e9 glacial. Muitos rios apresentam um regime misto ou complexo, como no Jap\u00e3o, onde os rios s\u00e3o alimentados pela chuva e pelo derretimento da neve das montanhas.<\/p>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 notou que os rios ou riachos que descem serras possuem um curso retil\u00edneo? Isso acontece porque eles t\u00eam uma grande velocidade de escoamento, cujo limite m\u00e1ximo \u00e9 encontrado nas cachoeiras. Em \u00e1reas de declive acentuado, os rios tendem a transpor ou erodir rapidamente os obst\u00e1culos. J\u00e1 os rios de topografia plana, devido \u00e0 baixa velocidade de escoamento s\u00e3o me\u00e2ndricos. Os meandros, portanto, s\u00e3o as curvas de rios que correm em \u00e1reas planas, desviando-se dos obst\u00e1culos que aparecem em seu curso.<\/p>\n<p><strong>Lagos: <\/strong>S\u00e3o depress\u00f5es do solo cheias de \u00e1gua e podem ou n\u00e3o possuir liga\u00e7\u00e3o com o mar. Alguns ficam no interior de bacias fechadas. Outros, por sua grande extens\u00e3o e \u00e1gua salgada, s\u00e3o chamados de mares. Os LAGOS, por influ\u00edrem sobre a umidade do ar, t\u00eam a\u00e7\u00e3o reguladora do clima, assim como os mares. Na vizinhan\u00e7a dos lagos, o clima \u00e9 sempre mais ameno e temperado que nas outras regi\u00f5es. A maioria dos lagos n\u00e3o tem \u00e1rea maior de 300 km quadrados, quase todos se situam acima do n\u00edvel do mar.<\/p>\n<p>Em regi\u00f5es de estrutura geol\u00f3gica antiga, como no territ\u00f3rio brasileiro, elas j\u00e1 foram preenchidas por sedimentos e tornaram-se bacias sedimentares. As depress\u00f5es podem ter origem no movimento das placas tect\u00f4nicas, no vulcanismo ou no movimento das geleiras. Ao fim de um per\u00edodo de glacia\u00e7\u00e3o, as depress\u00f5es cavadas pelas geleiras s\u00e3o preenchidas pelas \u00e1guas da chuva e dos rios que a ela se dirigem, formando lagos, como no Canad\u00e1 e na Escandin\u00e1via.<\/p>\n<p>A rede de drenagem, constitu\u00edda por rios e lagos, sempre \u00e9 muito importante para a pr\u00e1tica da irriga\u00e7\u00e3o na agricultura. Os rios que apresentam desn\u00edvel ao longo de seu curso possuem energia potencial que pode ser aproveitada para a produ\u00e7\u00e3o de hidroeletricidade, mas a navega\u00e7\u00e3o depende da constru\u00e7\u00e3o de eclusas.<\/p>\n<p>Os lagos e os rios que correm em \u00e1reas planas s\u00e3o facilmente naveg\u00e1veis, desde que n\u00e3o se formem bancos de areia em seu leito (fato comum em regi\u00f5es onde o solo fica exposto \u00e0 a\u00e7\u00e3o da eros\u00e3o) e n\u00e3o ocorra grande diminui\u00e7\u00e3o do n\u00edvel das \u00e1guas, o que pode impedir a navega\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es com maior calado (parte da embarca\u00e7\u00e3o que fica abaixo do n\u00edvel da \u00e1gua).<\/p>\n<p>Os oceanos e mares ocupam 71% da \u00e1rea do globo. As \u00e1guas continentais possuem um volume total de 38 milh\u00f5es de km c\u00fabicos, cerca de 2,7% da \u00e1gua do planeta. A \u00e1gua doce congelada ( geleiras e calotas polares ) corresponde a 77,2% das \u00e1guas continentais; a \u00e1gua doce armazenada no subsolo ( len\u00e7ois fre\u00e1ticos e po\u00e7os ), 22,4%; a \u00e1gua dos p\u00e2ntanos e lagos, 0,35%; a \u00e1gua da atmosfera, 0,04% e a \u00e1gua dos rios, 0,01% . A \u00e1gua dos mares e oceanos, em compara\u00e7\u00e3o com a \u00e1gua doce, possui grande quantidade de sais. A maior salinidade \u00e9 a do Mar Vermelho.Em se tratando de densidade, a da \u00e1gua do mar \u00e9 maior que a da \u00e1gua pura. Quanto \u00e0 \u00e1gua doce,cuja principal fonte \u00e9 a chuva, \u00e9 quase pura, pois cont\u00e9m um pequena quantidade de oxig\u00eanio e de di\u00f3xido de carbono.<\/p>\n<p><strong>Oceano:<\/strong> Vasta extens\u00e3o de \u00e1gua salgada que cobre a maior parte da Terra e envolve os continentes. O oceano Pac\u00edfico \u00e9 o maior deles, seguido do Atl\u00e2ntico e do \u00cdndico.<\/p>\n<p>Os oceanos s\u00e3o importantes fontes de recursos para a humanidade. Eles apresentam reservas de minerais, al\u00e9m de petr\u00f3leo, g\u00e1s natural, enxofre e pot\u00e1ssio no interior das rochas.<\/p>\n<p>Entre os minerais, s\u00e3o encontrados diamantes, areia, conchas de ostras, cascalho e fosforita.<\/p>\n<p><strong>Mares: <\/strong>S\u00e3o diferentes dos oceanos pela dimens\u00e3o e posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. S\u00e3o considerados partes dos oceanos, localizando-se entre limites continentais.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o menos profundos, variam a salinidade, densidade, temperatura e transpar\u00eancia das \u00e1guas. O mar \u00e9 salgado porque em suas \u00e1guas h\u00e1 predom\u00ednio de cloreto de s\u00f3dio, o sal de cozinha e tamb\u00e9m de cloreto de magn\u00e9sio. A salinidade \u00e9 calculada em gramas por litro de \u00e1gua e varia de 30 a 40 gramas por litro. A salinidade \u00e9 mais elevada nos mares de zonas quentes, tropicais e equatoriais, onde o calor provoca maior evapora\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o de minerais. A cor do mar varia entre azul e outras cores, como o verde e o cinza escuro. As causas dessas varia\u00e7\u00f5es se devem ao reflexo do c\u00e9u, \u00e0 temperatura das \u00e1guas, ou ainda, \u00e0 presen\u00e7a de sedimentos coloridos ou subst\u00e2ncias no fundo do mar. As ondas do mar s\u00e3o causadas pelo vento e a velocidade delas varia muito, dependendo sempre da velocidade e intensidade dos ventos.<\/p>\n<h4>Import\u00e2ncia da \u00e1gua dos rios<\/h4>\n<blockquote><p>\u00c9 um dos principais agentes modeladores do relevo terrestre<br \/>\n\u00c9 um recurso natural b\u00e1sico na alimenta\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es<br \/>\nAbastecimento de \u00e1gua<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o de hidroeletricidade<br \/>\nNavega\u00e7\u00e3o fluvial<\/p><\/blockquote>\n<h4><strong>Bacias hidrogr\u00e1ficas do Brasil<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Principais:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Amaz\u00f4nica<br \/>\nTocantins Araguaia<br \/>\nS\u00e3o Francisco<br \/>\nPlatina ( formada pelas bacias Paraguaia, Paran\u00e1ica e Uruguaia).<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Secund\u00e1rias:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Norte-Nordeste<br \/>\nDo Leste<br \/>\nSul-Sudeste.<\/p><\/blockquote>\n<h4><strong>Bacia Amaz\u00f4nica <\/strong><\/h4>\n<blockquote><p>Maior bacia do planeta<br \/>\nPa\u00edses \u2013 Brasil, Venezuela, Col\u00f4mbia, Bol\u00edvia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru e Suriname<br \/>\nDenomina\u00e7\u00f5es do Amaz\u00f4nas- Apurimac, Ucayali, Solim\u00f5es e Amaz\u00f4nas.<br \/>\nEscoamento de 108 m\u00b3\/s.<br \/>\nTrecho de 20.000 km para navega\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<h4>Rio Amazonas<\/h4>\n<p>Caracter\u00edsticas do rio Amaz\u00f4nas1.807.199<\/p>\n<blockquote><p>Maior rio do mundo<br \/>\nRio perene<br \/>\nPossui regime misto ( pluvial e nival)<br \/>\nPossui foz mista ( em Delta e em Estu\u00e1rio ).<\/p><\/blockquote>\n<p><b>Principais afluentes do rio Amazonas:<\/b><\/p>\n<p><strong>Margem esquerda:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Xing\u00fa<br \/>\nMadeira<br \/>\nTapaj\u00f3s<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Margem direita:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Trombetas<br \/>\nNegro<br \/>\nJupur\u00e1<\/p><\/blockquote>\n<h4>Principais hidroel\u00e9tricas<\/h4>\n<blockquote><p>Balbina \u2013 rio Uatum\u00e3 (AM)<br \/>\nSamuel \u2013 rio Jameri (RO)<br \/>\nCuru\u00e1-Uma \u2013 rio Curu\u00e1-Uma (PA).<\/p><\/blockquote>\n<h4>Usina de Balbina<\/h4>\n<p><strong>Bacia do Tocantins-Araguaia<\/strong><\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edstica da bacia do Tocantins-Araguaia<\/strong>:<\/p>\n<blockquote><p>Possui 1.900 km<br \/>\nApresenta o escoamento de gr\u00e3os ( com destaque para soja).<br \/>\nAbastecimento hidroel\u00e9trico de Grande Caraj\u00e1s<br \/>\nDestaque para a usina de Tucuru\u00ed.<br \/>\nPossui a maior ilha fluvial do mundo \u2013 Ilha do Bananal ( rio Araguaia ).<\/p><\/blockquote>\n<h4>Desvantagens da constru\u00e7\u00e3o de Tucuru\u00ed<\/h4>\n<blockquote><p>Deslocamento do povo a Gavi\u00e3o para a reserva M\u00e3e Maria.<br \/>\nComprometimento da flora e fauna aqu\u00e1tica.<br \/>\nElevados custos de manuten\u00e7\u00e3o.<br \/>\nGrande endividamento econ\u00f4mico.<\/p><\/blockquote>\n<h4>Bacia platina<\/h4>\n<p>\u00c9 formada pelas Bacias do Paran\u00e1, do Paraguai e do Uruguai.<\/p>\n<h4>Bacia do Paran\u00e1<\/h4>\n<blockquote><p>Formada pela jun\u00e7\u00e3o dos rios Grande e Parana\u00edba.<br \/>\n\u00c9 aproveitada tanto para a navega\u00e7\u00e3o quanto para a produ\u00e7\u00e3o de energia hidroel\u00e9trica.<br \/>\nPrincipais eclusas \u2013 Jupi\u00e1 e Tr\u00eas Irm\u00e3os.<br \/>\nDestaque para a hidrovia \u2013 Tiet\u00ea-Paran\u00e1.<\/p><\/blockquote>\n<h4>Hidrovia Tiet\u00ea-Paran\u00e1<\/h4>\n<blockquote><p>Integra\u00e7\u00e3o dos estados MG, SP, MS, PR, SC e GO<br \/>\nLiga a regi\u00e3o de Anhebi ( Sorocaba SP), at\u00e9 Foz do Igua\u00e7u.<br \/>\nPossibilita maior integra\u00e7\u00e3o do Brasil com os pa\u00edses do Mercosul.<\/p><\/blockquote>\n<h4>Principais usinas hidroel\u00e9tricas<\/h4>\n<blockquote><p>Itaip\u00fa<br \/>\nPorto Primavera<br \/>\nMarimbondo<br \/>\nFurnas<\/p><\/blockquote>\n<h4>Bacia do Paraguai<\/h4>\n<blockquote><p>Drena uma grande \u00e1rea de plan\u00edcie<br \/>\nPa\u00edses \u2013 Bol\u00edvia, Paraguai, Argentina e Brasil.<br \/>\nO rio Paraguai nasce na chapada dos Perecis (MT).<br \/>\nPrincipais afluentes \u2013 rio Cuiab\u00e1, rio Taquar\u00ed e rio Miranda.<br \/>\nPrincipais atividades econ\u00f4micas \u2013 pecu\u00e1ria bovina, expans\u00e3o da soja e escoamento do mangan\u00eas.<\/p><\/blockquote>\n<h4>Bacia do Uruguai<\/h4>\n<blockquote><p>O rio Uruguai \u00e9 formado pela jun\u00e7\u00e3o dos rios Canoas (SC) e Pelotas (RS)<br \/>\nDes\u00e1gua no estu\u00e1rio da Prata<br \/>\nAlto curso \u2013 pequena produ\u00e7\u00e3o de hidroeletricidade. (16% do seu potencial)<br \/>\nBaixo curso \u2013 rizicultura de inunda\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><span class=\"fonte\">Fonte:\u00a0<\/span>geocities.com\/www.joel.pro.br\/files.humanidades.net.br<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil tem uma das maiores redes hidrogr\u00e1ficas do mundo, com rios que apresentam grande extens\u00e3o, largura e profundidade. A maior parte nasce em regi\u00f5es pouco elevadas, com exce\u00e7\u00e3o do Amazonas e de alguns afluentes, que t\u00eam origem na cordilheira dos Andes. O predom\u00ednio de rios de planalto permite bom aproveitamento hidrel\u00e9trico. 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