{"id":87217,"date":"2016-09-13T15:54:41","date_gmt":"2016-09-13T15:54:41","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=87217"},"modified":"2016-09-13T16:23:03","modified_gmt":"2016-09-13T16:23:03","slug":"engenharia-genetica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/profissoes\/engenharia-genetica","title":{"rendered":"Engenharia Gen\u00e9tica"},"content":{"rendered":"<p><strong>Engenharia Gen\u00e9tica<\/strong> \u00e9 o termo usado para descrever algumas       t\u00e9cnicas modernas em biologia molecular que v\u00eam revolucionado o antigo processo       da biotecnologia.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 biotecnologia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Biotecnologia<\/strong> envolve manipula\u00e7\u00e3o do processo biol\u00f3gico       natural de microorganismos, plantas e animais. <\/p>\n<p><strong>O homem tem se utilizado da biotecnologia h\u00e1 centenas de anos: <\/strong>feitio       de p\u00e3o, cerveja e queijo por exemplo. Entretanto, as modernas t\u00e9cnicas da       biologia molecular, em particular a engenharia gen\u00e9tica, t\u00eam apresentado novas       possibilidades, principalmente a n\u00edvel industrial.<\/p>\n<p><strong>A tecnologia da engenharia gen\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p>Todas as c\u00e9lulas vivas s\u00e3o controladas pelas suas caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas,       que s\u00e3o transmitidas de uma gera\u00e7\u00e3o a outra. Essas instru\u00e7\u00f5es g\u00eanicas s\u00e3o       dadas por um sistema de c\u00f3digos baseados numa subst\u00e2ncia chamada DNA ( \u00e1cido       desoxirribonucleico) que cont\u00e9m mensagens intr\u00ednsecas a sua estrutura qu\u00edmica.<\/p>\n<p>A engenharia gen\u00e9tica, de uma maneira geral, envolve a manipula\u00e7\u00e3o dos genes       e a consequente cria\u00e7\u00e3o de in\u00fameras combina\u00e7\u00f5es entre genes de organismos       diferentes. Os primeiros experimentos envolveram a manipula\u00e7\u00e3o do material       gen\u00e9tico em animais e plantas com a transfer\u00eancia (transfec\u00e7\u00e3o) dos mesmos       para microorganismos tais como leveduras e bact\u00e9rias, que crescem facilmente       em grandes quantidades. Produtos que primariamente eram obtidos em pequenas       quantidades originados de animais plantas, hoje podem ser produzidos em grandes       escala atrav\u00e9s desses organismos recombinantes.<\/p>\n<p><strong>Outros benef\u00edcios tamb\u00e9m foram obtidos com as t\u00e9cnicas da engenharia       gen\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p>A inser\u00e7\u00e3o de genes de uma determinada esp\u00e9cie em outra n\u00e3o correlacionada,       pode vir a melhora esta \u00faltima, que passa a apresentar determinadas caracter\u00edsticas       outrora n\u00e3o existentes.<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o de vacinas, melhora de caracter\u00edsticas agr\u00f4nomicas de plantas e       da qualidade dos animais de corte, por exemplo, perfazem um quadro das melhoras       trazidas com a utiliza\u00e7\u00e3o da tecnologia do DNA recombinante ou da chamada       engenharia gen\u00e9tica.<\/p>\n<p><strong>O c\u00f3digo gen\u00e9tico<\/strong><\/p>\n<p>Antes do cientistas poderem se utilizar das t\u00e9cnicas do DNA recombinante,       eles precisaram decifrar o c\u00f3digo gen\u00e9tico. Descobriram que o DNA se constitui       numa mol\u00e9cula formada por uma dupla fita em espiral, formando uma h\u00e9lice (fig-1).       Cada gene \u00e9 um segmento da fita de DNA que transcreve ou decodifica uma determinada       prote\u00edna. Existem 20 amino\u00e1cidos diferentes que formam as prote\u00ednas. O tamanho       das prote\u00ednas, bem como a ordem dos amino\u00e1cidos que as formam, variam enormemente.       Se imaginarmos que em m\u00e9dia uma prote\u00edna cont\u00e9m 100 amino\u00e1cidos, existem 10020       possibilidades distintas (1,27 x 10130 prote\u00ednas).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/engenharia-genetica-03.jpg\" alt=\"Engenharia Gen\u00e9tica\" width=\"400\" height=\"334\" title=\"Engenharia Gen\u00e9tica\" \/><strong><br \/>\n      C\u00f3digo Gen\u00e9tico<\/strong><\/p>\n<p>O c\u00f3digo gen\u00e9tico dado pela dupla fita de DNA \u00e9 traduzido em sequ\u00eancias de       amino\u00e1cidos codificando as prote\u00ednas. Esse passo (DNA \u00ae prote\u00ednas) exige um       intermedi\u00e1rio que \u00e9 dado pela mol\u00e9cula de RNA mensageiro ( mRNA), mol\u00e9cula       similar ao DNA, mas que se constitui de uma \u00fanica fita helicoidal e com composi\u00e7\u00e3o       distinta.<\/p>\n<p>O corpo humano processa cerca de 60.000 tipos de prote\u00ednas, tendo cada uma       diferente e espec\u00edfica fun\u00e7\u00e3o. Esta fun\u00e7\u00e3o pode ser fisiol\u00f3gica ou estrutural.       A prote\u00edna hemoglobina, por exemplo, carrega oxig\u00eanio no sangue. O col\u00e1geno       \u00e9 uma prote\u00edna estrutural encontrada em diversas partes do nosso organismo       incluindo nariz e os lobos das orelhas. Actina e miosina interagem para dar       os movimentos musculares. A insulina controla o teor de a\u00e7\u00facar no sangue e       no interior das c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>Assim, para se poder trabalhar com a chamada engenharia gen\u00e9tica, controlando       as caracter\u00edsticas das prote\u00ednas a serem produzidas nos organismos, foi de       import\u00e2ncia crucial o conhecimento do c\u00f3digo gen\u00e9tico.<\/p>\n<p><strong>A m\u00f3lecula de DNA<\/strong><\/p>\n<p>A mol\u00e9cula de DNA cont\u00e9m subunidades chamadas nucleot\u00eddeos. Cada nucleot\u00eddeo       \u00e9 formado por um a\u00e7\u00facar (desoxirribose), um componente fosfato e uma das quatro       diferentes bases, dadas pelas purinas [ adenina (A) e guanina (G)], e pelas       pirimidinas [ citosina (C) e timina (T)] (Fig. 2 e 3). Cientistas descobriram       que o DNA \u00e9 formado por duas fitas de nucleot\u00eddeos complementares, que s\u00e3o       ligadas por pontes de hidrog\u00eanio (a base A pareia-se com T; a base C pareia-se       com G). A estrutura total do DNA assemelha-se a uma escada. O corrim\u00e3o \u00e9 estruturado       pelo a\u00e7\u00facar e pelos grupos fosfatos; os degraus s\u00e3o estruturados pelas bases.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/engenharia-genetica-04.jpg\" alt=\"Engenharia Gen\u00e9tica\" width=\"169\" height=\"300\" title=\"Engenharia Gen\u00e9tica\" \/><br \/>\n<strong>Fig. 2 &#8211; Dentro das c\u00e9lulas cada sequ\u00eancia de tr\u00eas bases na fita do       DNA h\u00e1 a decodifica\u00e7\u00e3o de um dos 20 amino\u00e1cidos. <br \/>\n      A uni\u00e3o desses amino\u00e1cidos perfaz uma prote\u00edna.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A tradu\u00e7\u00e3o do c\u00f3digo<\/strong><\/p>\n<p>Para se obter uma prote\u00edna a partir da sequ\u00eancia de DNA, as fitas se separam       e a maquinaria celular faz c\u00f3pias de partes relevantes do DNA na forma da       simples fita do RNA mensageiro (mRNA) (Fig.4). Este mRNA move-se pelas &#8220;f\u00e1bricas&#8221;       da c\u00e9lula chamado ribossomo. Nos ribossomos o mRNA serve como &#8220;molde&#8221;       para a produ\u00e7\u00e3o das prote\u00ednas. Essas prote\u00ednas s\u00e3o traduzidas de acordo com       a sequ\u00eancia de bases no mRNA, sendo os amino\u00e1cidos adicionados a prote\u00edna       um a um. Esses amino\u00e1cidos s\u00e3o alinhados sobre o mRNA. Neste ponto torna-se       importante o chamado RNA transportador ( tRNA), que auxilia de maneira espec\u00edfica       o transporte de um determinado amino\u00e1cido para uma sequ\u00eancia espec\u00edfica do       mRNA.<\/p>\n<p>Estudiosos t\u00eam conhecimentos detalhados da sequ\u00eancia de amino\u00e1cidos de muitas       prote\u00ednas. Hoje, conhecem-se as sequ\u00eancia de bases no DNA que transcrevem       determinados amino\u00e1cidos, podendo-se identificar os genes nos cromossomos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/engenharia-genetica-05.jpg\" alt=\"Engenharia Gen\u00e9tica\" width=\"350\" height=\"293\" title=\"Engenharia Gen\u00e9tica\" \/><\/p>\n<p><strong>A tecnologia do DNA recombinante<\/strong><\/p>\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o dos genes n\u00e3o \u00e9 tudo. O pr\u00f3ximo passo nessa tecnologia faz-se       pela c\u00f3pia dos mesmos e a sua inser\u00e7\u00e3o em outras c\u00e9lulas. Essas c\u00e9luas podem       ser bact\u00e9rias ou outros microorganismos que crescem facilmente; ou c\u00e9lulas       de plantas e animais, onde o determinado gene inserido traduz uma prote\u00edna       requerida pelo organismo.<\/p>\n<p>Para esse trabalho, os cientistas se utilizam de novas t\u00e9cnicas bioqu\u00edmicas,       usando enzimas que quebram a fita de DNA em pontos espec\u00edficos. Com isso o       DNA pode ser manipulado, pois o fragmento quebrado pode ser inserido em outra       fita de DNA (em outro organismo, por exemplo, que tamb\u00e9m tenha sofrido a quebra       do seu DNA). A inser\u00e7\u00e3o de genes dentro de diferentes organismos pode ser       feito facilmente com a utiliza\u00e7\u00e3o de plasm\u00eddios bacterianos _ pequenos c\u00edrculos       de DNA que s\u00e3o muito menores que o cromoss\u00f4mo bacteriano. Alguns desses plasm\u00eddios       podem pasar facilmente de uma c\u00e9lula para a outra. Esses plasm\u00eddios s\u00e3o capazes       de sintetizar a prote\u00edna desejada, mediante a inser\u00e7\u00e3o de uma sequ\u00eancia espec\u00edfica       de DNA. <\/p>\n<p><strong>Exemplos da utiliza\u00e7\u00e3o da engenharia gen\u00e9tica podem ser dados na       produ\u00e7\u00e3o de:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Melhora da qualidade das vacinas contra as doen\u00e7as;<br \/>\n        Produtos humanos puros e em quantidades comerciais como a insulina e o horm\u00f4nio         de crescimento;<br \/>\n        Produ\u00e7\u00e3o de antibi\u00f3ticos por meios mais econ\u00f4micos ou outrora n\u00e3o existentes;<br \/>\n        Plantas mais resitentes a pesticidas, doen\u00e7as e a insetos;<br \/>\n        Plantas com melhora em sua qualidade nutricional.<br \/>\n        Animais e Plantas transg\u00eanicas<br \/>\n        Animais e plantas transg\u00eanicas resultam de experimentos de engenharia gen\u00e9tica         nos quais o material gen\u00e9tico \u00e9 movido de um organismo a outro, visando         a obten\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas espec\u00edficas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Em programas tradicionais de cruzamentos, esp\u00e9cies diferentes n\u00e3o se cruzam       entre si. Com essas t\u00e9cnicas transg\u00eanicas, materiais g\u00eanicos de esp\u00e9cies divergentes       podem ser incorporados por uma outra esp\u00e9cie de modo eficaz. O organismo transg\u00eanico       apresenta caracter\u00edsticas imposs\u00edveis de serem obtidas por t\u00e9cnicas de cruzamento       tradicionais. Por exemplo, genes produtores de insulina humana podem ser transfectados       em bact\u00e9ria E. coli. Essa bact\u00e9ria passa a produzir grandes quantidades de       insulina humana que pode ser utilizada com fins medicinais.<\/p>\n<p><strong>Como funcionam as t\u00e9cnicas transg\u00eanicas<\/strong><\/p>\n<p>Embora o c\u00f3digo gen\u00e9tico seja o mesmo em todos os organismos, o mecanismo       que regula a ativa\u00e7\u00e3o dos genes \u00e9 diferencial. Um gene de uma bact\u00e9ria n\u00e3o       trabalhar\u00e1 de maneira correta caso seja introduzido em uma planta sem as devidas       modifica\u00e7\u00f5es. Assim , a engenharia gen\u00e9tica constr\u00f3i em primeiro lugar um       transgene. Este contitui-se num segmento de DNA contendo o gene de interesse       e um material extra que serve como regulador do funcionamento deste transgene       num novo organismo.<\/p>\n<p><strong>Preparo de um transgene: <\/strong>a ativa\u00e7\u00e3o dos genes \u00e9 controlada       por segmentos especiais de DNA, tamb\u00e9m localizados nos cromossomos. Estas       regi\u00f5es s\u00e3o chamadas de regi\u00f5es promotoras. Quando se cria um transgene, \u00e9       comum ter que substituir a sequ\u00eancia promotora do gene a ser transferido para       outro organismo. No lugar dessa sequ\u00eancia promotora que foi extirpada, coloca-se       uma outra sequ\u00eancia capaz de regular e comandar a correta express\u00e3o desse       gene no organismo que receber\u00e1 o transgene.<\/p>\n<p><strong>Animais transg\u00eanicos: <\/strong>c\u00f3pias de um transgene s\u00e3o usualmente       injetadas diretamente dentro de um ovo fertilizado, o qual \u00e9 implantado diretamente       no trato reprodutivo da f\u00eamea. Entretanto, h\u00e1 dificuldades em se controlar       com precis\u00e3o o local, ao longo do cromossomo, onde ocorrer\u00e1 a insers\u00e3o desse       transgene. Isso pode causar varia\u00e7\u00e3o na maneira de express\u00e3o do transgene,       podendo inclusive destruir um gene j\u00e1 presente no organismo. Percebe-se que       este processo \u00e9 trabalhoso e pouco eficiente. Menos de 5% de todos os embri\u00f5es       manipulados apresentam sucessos. Novos m\u00e9todos vem sendo estudados.<\/p>\n<p><strong>Plantas transg\u00eanicas:<\/strong> todas as c\u00e9lulas de uma planta apresentam       a capacidade de se desenvolver numa planta (s\u00e3o conhecidas como c\u00e9lulas totipotentes).       Assim, a inser\u00e7\u00e3o dos trangenes \u00e9 relativamente simples. O transgene pode       ser introduzido dentro de uma \u00fanica c\u00e9lula atrav\u00e9s de uma variedade de t\u00e9cnicas       f\u00edsicas e biol\u00f3gicas, incluindo bact\u00e9rias ou derivados que carregam novos       genes dentro das c\u00e9lulas. Isso acaba por regenerar uma planta transg\u00eanica.       T\u00e9cnicas de culturas de tecido permitem que estas c\u00e9lulas transformadas sejam       propagadas de forma a permitir o desenvolvimento de plantas transg\u00eanicas<\/p>\n<p><strong>Como n\u00f3s podemos usar as t\u00e9cnicas transg\u00eanicas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Melhora da qualidade de vida<\/strong><\/p>\n<p>O principal uso dessa tecnologia faz-se pela altera\u00e7\u00e3o de animais e plantas       que podem crescer mais e com melhores quantidades. A utiliza\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas       transg\u00eanicas permite a altera\u00e7\u00e3o da bioqu\u00edmica e do pr\u00f3prio balan\u00e7o hormonal       do organismo transg\u00eanico. Hoje muitos criadores de animais, por exemplo, disp\u00f5es       de ra\u00e7as maiores e mais resitentes \u00e0 doen\u00e7as gra\u00e7as a essas t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p><strong>Melhoramento de plantas<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente as t\u00e9cnicas de utiliza\u00e7\u00e3o de transgenes v\u00eam sendo amplamente difundidas.       Assim um n\u00famero crescente de plantas tolerantes a herbicidas e \u00e0 determinadas       pragas tem sido encontradas.<\/p>\n<p>Uma nova variedade de algod\u00e3o, por exemplo, foi desenvolvido a partir da       utiliza\u00e7\u00e3o de um gene oriundo da bact\u00e9ria Bacillus thuringensis, que produz       uma prote\u00edna extremamente t\u00f3xica a certos insetos e vermes, mas n\u00e3o a animais       a ao homem. Essa planta transg\u00eanica ajudou na redu\u00e7\u00e3o do uso de pesticidas       qu\u00edmicos na produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Tecnologias com uso de transgenes vem sendo utilizadas tamb\u00e9m para       alterar importantes caracter\u00edsticas agron\u00f4micas das plantas<\/strong>: o valor       nutricional, teor de \u00f3leo e at\u00e9 mesmo o fotoper\u00eddo (n\u00famero de horas m\u00ednimo       que uma planta deve estar em contato com a luz para florescer).<\/p>\n<p><strong>A utilidade dos produtos transg\u00eanicos<\/strong><\/p>\n<p>Com t\u00e9cnicas similares \u00e0quela da produ\u00e7\u00e3o de insulina humana em bact\u00e9rias,       muitos produtos com utilidade biofarmac\u00eauticas podem ser produzidos nesses       animais e plantas transg\u00eanicas. Por exemplo, pesquisadores desenvolveram vacas       e ovelhas que produzem quantidade consider\u00e1vel de medicamentos em seus leites.       O custo dessas drogas \u00e9 muito menor do que os produzidos pelas t\u00e9cnicas convencionais.<\/p>\n<p>A tecnologia transg\u00eanica \u00e9 tamb\u00e9m uma extens\u00e3o das pr\u00e1ticas agr\u00edcolas utilizadas       h\u00e1 s\u00e9culos. Programas de cruzamentos cl\u00e1ssicos visando a obten\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie       melhorada sempre foram praticados. Em outras palavras, a partir de uma esp\u00e9cie       vegetal qualquer e realizando o cruzamento entre um grupo de indiv\u00edduos obteremos       a prole chamada de F1. Dentre os indiv\u00edduos da prole, escolheremos os melhores       que ser\u00e3o cruzados entre si, originando a prole F2. Sucessivos cruzamentos       a partir dos melhores indiv\u00edduos obtidos em cada prole ser\u00e3o feitos.<\/p>\n<p>Todo esse trabalho busca a obten\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos melhorados. Essa t\u00e9cnica       trabalhosa e demorada de melhoramento vem sendo amplamente auxiliada pelas       modernas t\u00e9cnicas de biologia molecular. Com isso as esp\u00e9cies s\u00e3o melhoradas       com maior especificidade, maior rapidez e flexibilidade, al\u00e9m de um menor       custo.<\/p>\n<h4>NORMAS BRASILEIRAS PARA ENGENHARIA GEN\u00c9TICA<\/h4>\n<p><strong>LEI N\u00ba 8.974, de 05 de janeiro de 1995<\/strong><\/p>\n<p>Regulamenta os incisos II. e V do \u00a7 1\u00ba do art. 225 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal,       estabelece normas para o uso das t\u00e9cnicas de engenharia gen\u00e9tica e libera\u00e7\u00e3o       no meio ambiente de organismos geneticamente modificados, autoriza o Poder       Executivo a criar, no \u00e2mbito da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, a Comiss\u00e3o T\u00e9cnica       Nacional de Biosseguran\u00e7a, e d\u00e1 outras provid\u00eancias<\/p>\n<p><strong>O PRESIDENTE DA REP\u00daBLICA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fa\u00e7o saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte       Lei:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Art. 1\u00ba <\/strong>Esta Lei estabelece normas de seguran\u00e7a e mecanismos       de fiscaliza\u00e7\u00e3o no uso das t\u00e9cnicas de engenharia gen\u00e9tica na constru\u00e7\u00e3o,       cultivo, manipula\u00e7\u00e3o, transporte, comercializa\u00e7\u00e3o, consumo, libera\u00e7\u00e3o e descarte       do organismo geneticamente modificado (OGM), visando a proteger a vida e a       sa\u00fade do homem, dos animais e das plantas, bem como o meio ambiente.<\/p>\n<p><strong>Art. 2\u00ba <\/strong>As atividades e projetos, inclusive os de ensino,       pesquisa cient\u00edfica, desenvolvimento tecnol\u00f3gico e de produ\u00e7\u00e3o industrial       que envolvam OGM no territ\u00f3rio brasileiro, ficam restritos ao \u00e2mbito de entidades       de direito p\u00fablico ou privado, que ser\u00e3o tidas como respons\u00e1veis pela obedi\u00eancia       aos preceitos desta Lei e de sua regulamenta\u00e7\u00e3o, bem como pelos eventuais       efeitos ou consequ\u00eancias advindas de seu descumprimento.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>\u00a7 1\u00ba <\/strong>Para os fins desta Lei consideram-se atividades e         projetos no \u00e2mbito de entidades como sendo aqueles conduzidos em instala\u00e7\u00f5es         pr\u00f3prias ou os desenvolvidos alhures sob a sua responsabilidade t\u00e9cnica         ou cient\u00edfica.<\/p>\n<p><strong>\u00a7 2\u00ba <\/strong>As atividades e projetos de que trata este artigo         s\u00e3o vedados a pessoas f\u00edsicas enquanto agentes aut\u00f4nomos independentes,         mesmo que mantenham v\u00ednculo empregat\u00edcio ou qualquer outro com pessoas jur\u00eddicas.<\/p>\n<p><strong>\u00a7 3\u00ba <\/strong>As organiza\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, nacionais, estrangeiras         ou internacionais, financiadoras ou patrocinadoras de atividades ou de projetos         referidos neste artigo, dever\u00e3o certificar-se da idoneidade t\u00e9cnico-cient\u00edfica         e da plena ades\u00e3o dos entes financiados, patrocinados, conveniados ou contratados         \u00e0s normas e mecanismos de salvaguarda previstos nesta Lei, para o que dever\u00e3o         exigir a apresenta\u00e7\u00e3o do Certificado de Qualidade em Biosseguran\u00e7a de que         trata o art. 6\u00ba, inciso XIX, sob pena de se tornarem co-respons\u00e1veis pelos         eventuais efeitos advindos de seu descumprimento.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Art. 3\u00ba Para os efeitos desta Lei, define-se:<\/strong><\/p>\n<p><strong>I &#8211; organismo &#8211;<\/strong> toda entidade biol\u00f3gica capaz de reproduzir       e\/ou de transferir material gen\u00e9tico, incluindo v\u00edrus, prions e outras classes       que venham a ser conhecidas;<\/p>\n<p><strong>II &#8211; \u00e1cido desoxirribonucl\u00e9ico (ADN), \u00e1cido ribonucl\u00e9ico (ARN) &#8211;       <\/strong>material gen\u00e9tico que cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es determinantes dos caracteres       heredit\u00e1rios transmiss\u00edveis \u00e0 descend\u00eancia;<\/p>\n<p><strong>III &#8211; mol\u00e9culas de ADN\/ARN recombinante &#8211;<\/strong> aquelas manipuladas       fora das c\u00e9lulas vivas, mediante a modifica\u00e7\u00e3o de segmentos de ADN\/ARN natural       ou sint\u00e9tico que possam multiplicar-se em uma c\u00e9lula viva, ou ainda, as mol\u00e9culas       de ADN\/ARN resultantes dessa multiplica\u00e7\u00e3o. Consideram-se, ainda, os segmentos       de ADN\/ARN sint\u00e9ticos equivalentes aos de ADN\/ARN natural;<\/p>\n<p><strong>IV &#8211; organismo geneticamente modificado (OGM) &#8211;<\/strong> organismo       cujo material gen\u00e9tico (ADN\/ARN) tenha sido modificado por qualquer t\u00e9cnica       de engenharia gen\u00e9tica;<\/p>\n<p><strong>V &#8211; engenharia gen\u00e9tica &#8211;<\/strong> atividade de manipula\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas       ADN\/ARN recombinante.<\/p>\n<p><strong>Par\u00e1grafo \u00fanico<\/strong>. <strong>N\u00e3o s\u00e3o considerados como OGM aqueles       resultantes de t\u00e9cnicas que impliquem a introdu\u00e7\u00e3o direta, num organismo,       de material heredit\u00e1rio, desde que n\u00e3o envolvam a utiliza\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas       de ADN\/ARN recombinante ou OGM, tais como:<\/strong> fecunda\u00e7\u00e3o in vitro, conjuga\u00e7\u00e3o,       transdu\u00e7\u00e3o, transforma\u00e7\u00e3o, indu\u00e7\u00e3o polipl\u00f3ide e qualquer outro processo natural;<\/p>\n<p><strong>Art. 4\u00ba Esta Lei n\u00e3o se aplica quando a modifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica for       obtida atrav\u00e9s das seguintes t\u00e9cnicas, desde que n\u00e3o impliquem a utiliza\u00e7\u00e3o       de OGM como receptor ou doador:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>I &#8211;<\/strong> mutag\u00eanese;<strong><br \/>\n        II &#8211;<\/strong> forma\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas som\u00e1ticas de hibridoma animal;<strong><br \/>\n        III &#8211;<\/strong> fus\u00e3o celular, inclusive a de protoplasma, de c\u00e9lulas vegetais,         que possa ser produzida mediante m\u00e9todos tradicionais de cultivo;<strong><br \/>\n        IV &#8211;<\/strong> autoclonagem de organismos n\u00e3o-patog\u00eanicos que se processe         de maneira natural.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Art. 5\u00ba <\/strong>(VETADO)<\/p>\n<p><strong>Art. 6\u00ba<\/strong> (VETADO)<\/p>\n<p><strong>Art. 7\u00ba Caber\u00e1, dentre outras atribui\u00e7\u00f5es, aos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o       do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, do Minist\u00e9rio da Agricultura, do Abastecimento e da       Reforma Agr\u00e1ria e do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e da Amaz\u00f4nia Legal, dentro       do campo de suas compet\u00eancias, observado o parecer t\u00e9cnico conclusivo da CTNBio       e os mecanismos estabelecidos na regulamenta\u00e7\u00e3o desta Lei:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>I &#8211;<\/strong> (VETADO)<strong><br \/>\n        II &#8211; <\/strong>a fiscaliza\u00e7\u00e3o e a monitoriza\u00e7\u00e3o de todas as atividades e         projetos relacionados a OGM do Grupo II;<strong><br \/>\n        III &#8211;<\/strong> a emiss\u00e3o do registro de produtos contendo OGM ou derivados         de OGM a serem comercializados para uso humano, animal ou em plantas, ou         para a libera\u00e7\u00e3o no meio ambiente;<strong><br \/>\n        IV &#8211;<\/strong> a expedi\u00e7\u00e3o de autoriza\u00e7\u00e3o para o funcionamento de laborat\u00f3rio,         institui\u00e7\u00e3o ou empresa que desenvolver\u00e1 atividades relacionadas a OGM;<strong><br \/>\n        V &#8211;<\/strong> a emiss\u00e3o de autoriza\u00e7\u00e3o para a entrada no Pa\u00eds de qualquer         produto contendo OGM ou derivado de OGM;<strong><br \/>\n        VI &#8211; <\/strong>manter cadastro de todas as institui\u00e7\u00f5es e profissionais que         realizem atividades e projetos relacionados a OGM no territ\u00f3rio nacional;<strong><br \/>\n        VII &#8211;<\/strong> encaminhar \u00e0 CTNBio, para emiss\u00e3o de parecer t\u00e9cnico, todos         os processos relativos a projetos e atividades que envolvam OGM;<strong><br \/>\n        VIII &#8211;<\/strong> encaminhar para publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o resultado         dos processos que lhe forem submetidos a julgamento, bem como a conclus\u00e3o         do parecer t\u00e9cnico;<strong><br \/>\n        IX &#8211; <\/strong>aplicar as penalidades de que trata esta Lei nos arts. 11         e 12.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Art. 8\u00ba<\/strong> <strong>\u00c9 vedado, nas atividades relacionadas a       OGM:<\/strong><\/p>\n<p><strong>I &#8211; <\/strong>qualquer manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de organismos vivos ou       o manejo in vitro de ADN\/ARN natural ou recombinante, realizados em desacordo       com as normas previstas nesta Lei;<strong><br \/>\n      II &#8211; <\/strong>a manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de c\u00e9lulas germinais humanas;<strong><br \/>\n      III &#8211;<\/strong> a interven\u00e7\u00e3o em material gen\u00e9tico humano in vivo, exceto para       o tratamento de defeitos gen\u00e9ticos, respeitando-se princ\u00edpios \u00e9ticos, tais       como o princ\u00edpio de autonomia e o princ\u00edpio de benefic\u00eancia, e com a aprova\u00e7\u00e3o       pr\u00e9via da CTNBio;<strong><br \/>\n      IV &#8211;<\/strong> a produ\u00e7\u00e3o, armazenamento ou manipula\u00e7\u00e3o de embri\u00f5es humanos       destinados a servir como material biol\u00f3gico dispon\u00edvel;<strong><br \/>\n      V &#8211;<\/strong> a interven\u00e7\u00e3o in vivo em material gen\u00e9tico de animais, excetuados       os casos em que tais interven\u00e7\u00f5es se constituam em avan\u00e7os significativos       na pesquisa cient\u00edfica e no desenvolvimento tecnol\u00f3gico, respeitando-se princ\u00edpios       \u00e9ticos, tais como o princ\u00edpio da responsabilidade e o princ\u00edpio da prud\u00eancia,       e com aprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da CTNBio;<strong><br \/>\n      VI &#8211;<\/strong> a libera\u00e7\u00e3o ou o descarte no meio ambiente de OGM em desacordo       com as normas estabelecidas pela CTNBio e constantes na regulamenta\u00e7\u00e3o desta       Lei.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>\u00a7 1\u00ba <\/strong>Os produtos contendo OGM, destinados \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o         ou industrializa\u00e7\u00e3o, provenientes de outros pa\u00edses, s\u00f3 poder\u00e3o ser introduzidos         no Brasil ap\u00f3s o parecer pr\u00e9vio conclusivo da CTNBio e a autoriza\u00e7\u00e3o do         \u00f3rg\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o competente, levando-se em considera\u00e7\u00e3o pareceres t\u00e9cnicos         de outros pa\u00edses, quando dispon\u00edveis.<\/p>\n<p><strong>\u00a7 2\u00ba <\/strong>Os produtos contendo OGM, pertencentes ao Grupo II         conforme definido no Anexo I desta Lei, s\u00f3 poder\u00e3o ser introduzidos no Brasil         ap\u00f3s o parecer pr\u00e9vio conclusivo da CTNBio e a autoriza\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o         competente.<\/p>\n<p><strong>\u00a7 3\u00ba<\/strong> (VETADO)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Art. 9\u00ba <\/strong>Toda entidade que utilizar t\u00e9cnicas e m\u00e9todos de       engenharia gen\u00e9tica dever\u00e1 criar uma Comiss\u00e3o Interna de Biosseguran\u00e7a (CIBio),       al\u00e9m de indicar um t\u00e9cnico principal respons\u00e1vel por cada projeto espec\u00edfico.<\/p>\n<p><strong>Art. 10. Compete \u00e0 Comiss\u00e3o Interna de Biosseguran\u00e7a (CIBio) no \u00e2mbito       de sua Institui\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>I &#8211;<\/strong> manter informados os trabalhadores, de qualquer pessoa         e a coletividade, quando suscet\u00edveis de serem afetados pela atividade, sobre         todas as quest\u00f5es relacionadas com a sa\u00fade e a seguran\u00e7a, bem como sobre         os procedimentos em caso de acidentes;<strong><br \/>\n        II &#8211;<\/strong> estabelecer programas preventivos e de inspe\u00e7\u00e3o para garantir         o funcionamento das instala\u00e7\u00f5es sob sua responsabilidade, dentro dos padr\u00f5es         e normas de biosseguran\u00e7a, definidos pela CTNBio na regulamenta\u00e7\u00e3o desta         Lei;<strong><br \/>\n        III &#8211; <\/strong>encaminhar \u00e0 CTNBio os documentos cuja rela\u00e7\u00e3o ser\u00e1 estabelecida         na regulamenta\u00e7\u00e3o desta Lei, visando a sua an\u00e1lise e a autoriza\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o         competente quando for o caso;<strong><br \/>\n        IV &#8211;<\/strong> manter registro do acompanhamento individual de cada atividade         ou projeto em desenvolvimento envolvendo OGM;<strong><br \/>\n        V &#8211;<\/strong> notificar \u00e0 CTNBio, \u00e0s autoridades de Sa\u00fade P\u00fablica e \u00e0s entidades         de trabalhadores, o resultado de avalia\u00e7\u00f5es de risco a que est\u00e3o submetidas         as pessoas expostas, bem como qualquer acidente ou incidente que possa provocar         a dissemina\u00e7\u00e3o de agente biol\u00f3gico;<strong><br \/>\n        VI &#8211;<\/strong> investigar a ocorr\u00eancia de acidentes e as enfermidades possivelmente         relacionados a OGM, notificando suas conclus\u00f5es e provid\u00eancias \u00e0 CTNBio.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Art. 11.<\/strong> Constitui infra\u00e7\u00e3o, para os efeitos desta Lei,       toda a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o que importe na inobserv\u00e2ncia de preceitos nela estabelecidos,       com exce\u00e7\u00e3o dos \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba e dos incisos de II a VI do art. 8\u00ba, ou na desobedi\u00eancia       \u00e0s determina\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter normativo dos \u00f3rg\u00e3os ou das autoridades administrativas       competentes.<\/p>\n<p><strong>Art. 12.<\/strong> <strong>Fica a CTNBio autorizada a definir valores       de multas a partir de 16.110,80 UFIR, a serem aplicadas pelos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o       referidos no art. 7\u00ba, proporcionalmente ao dano direto ou indireto, nas seguintes       infra\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<p><strong>I &#8211;<\/strong> n\u00e3o obedecer \u00e0s normas e aos padr\u00f5es de biosseguran\u00e7a       vigentes;<strong><br \/>\n      II &#8211; <\/strong>implementar projeto sem providenciar o pr\u00e9vio cadastramento       da entidade dedicada \u00e0 pesquisa e manipula\u00e7\u00e3o de OGM, e de seu respons\u00e1vel       t\u00e9cnico, bem como da CTNBio;<strong><br \/>\n      III &#8211; <\/strong>liberar no meio ambiente qualquer OGM sem aguardar sua pr\u00e9via       aprova\u00e7\u00e3o, mediante publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o;<strong><br \/>\n      IV &#8211; <\/strong>operar os laborat\u00f3rios que manipulam OGM sem observar as normas       de biosseguran\u00e7a estabelecidas na regulamenta\u00e7\u00e3o desta Lei;<strong><br \/>\n      V &#8211;<\/strong> n\u00e3o investigar, ou faz\u00ea-lo de forma incompleta, os acidentes       ocorridos no curso de pesquisas e projetos na \u00e1rea de engenharia gen\u00e9tica,       ou n\u00e3o enviar relat\u00f3rio respectivo \u00e0 autoridade competente no prazo m\u00e1ximo       de 5 (cinco) dias a contar da data de transcorrido o evento;<strong><br \/>\n      VI &#8211; <\/strong>implementar projeto sem manter registro de seu acompanhamento       individual;<strong><br \/>\n      VII &#8211;<\/strong> deixar de notificar, ou faz\u00ea-lo de forma n\u00e3o imediata, \u00e0 CTNBio,       e \u00e0s autoridades da Sa\u00fade P\u00fablica, sobre acidente que possa provocar a dissemina\u00e7\u00e3o       de OGM;<strong><br \/>\n      VIII &#8211;<\/strong> n\u00e3o adotar os meios necess\u00e1rios \u00e0 plena informa\u00e7\u00e3o da CTNBio,       das autoridades da Sa\u00fade P\u00fablica, da coletividade, e dos demais empregados       da institui\u00e7\u00e3o ou empresa, sobre os riscos a que est\u00e3o submetidos, bem como       os procedimentos a serem tomados, no caso de acidentes;<strong><br \/>\n      IX &#8211;<\/strong> qualquer manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de organismo vivo ou manejo in       vitro de ADN\/ARN natural ou recombinante, realizados em desacordo com as normas       previstas nesta Lei e na sua regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>\u00a7 1\u00ba <\/strong>No caso de reincid\u00eancia, a multa ser\u00e1 aplicada em         dobro.<\/p>\n<p><strong>\u00a7 2\u00ba<\/strong> No caso de infra\u00e7\u00e3o continuada, caracterizada pela         perman\u00eancia da a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o inicialmente punida, ser\u00e1 a respectiva penalidade         aplicada diariamente at\u00e9 cessar sua causa, sem preju\u00edzo da autoridade competente,         podendo paralisar a atividade imediatamente e\/ou interditar o laborat\u00f3rio         ou a institui\u00e7\u00e3o ou empresa respons\u00e1vel.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Art. 13. Constituem crimes:<\/strong><\/p>\n<p><strong>I &#8211;<\/strong> a manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de c\u00e9lulas germinais humanas;<\/p>\n<p><strong>II &#8211; <\/strong>a interven\u00e7\u00e3o em material gen\u00e9tico humano in vivo,       exceto para o tratamento de defeitos gen\u00e9ticos, respeitando-se princ\u00edpios       \u00e9ticos tais como o princ\u00edpio de autonomia e o princ\u00edpio de benefic\u00eancia, e       com a aprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da CTNBio;<\/p>\n<p><strong>Pena &#8211; <\/strong>deten\u00e7\u00e3o de tr\u00eas meses a um ano.<\/p>\n<p><strong>\u00a7 1\u00ba Se resultar em:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>a)<\/strong> incapacidade para as ocupa\u00e7\u00f5es habituais por mais de         trinta dias;<strong><br \/>\n        b)<\/strong> perigo de vida;<strong><br \/>\n        c)<\/strong> debilidade permanente de membro, sentido ou fun\u00e7\u00e3o;<strong><br \/>\n        d) <\/strong>acelera\u00e7\u00e3o de parto;<strong><br \/>\n        Pena &#8211;<\/strong> reclus\u00e3o de um a cinco anos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>\u00a7 2\u00ba Se resultar em:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>a) <\/strong>incapacidade permanente para o trabalho;<strong><br \/>\n        b) <\/strong>enfermidade incur\u00e1vel;<strong><br \/>\n        c) <\/strong>perda ou inutiliza\u00e7\u00e3o de membro, sentido ou fun\u00e7\u00e3o;<strong><br \/>\n        d) <\/strong>deformidade permanente;<strong><br \/>\n        e) <\/strong>aborto;<strong><br \/>\n        Pena &#8211;<\/strong> reclus\u00e3o de dois a oito anos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>\u00a7 3\u00ba <\/strong>Se resultar em morte;<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Pena &#8211; <\/strong>reclus\u00e3o de seis a vinte anos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>III &#8211; <\/strong>a produ\u00e7\u00e3o, armazenamento ou manipula\u00e7\u00e3o de embri\u00f5es       humanos destinados a servirem como material biol\u00f3gico dispon\u00edvel;<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Pena &#8211;<\/strong> reclus\u00e3o de seis a vinte anos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>IV &#8211; <\/strong>a interven\u00e7\u00e3o in vivo em material gen\u00e9tico de animais,       excetuados os casos em que tais interven\u00e7\u00f5es se constituam em avan\u00e7os significativos       na pesquisa cient\u00edfica e no desenvolvimento tecnol\u00f3gico, respeitando-se princ\u00edpios       \u00e9ticos, tais como o princ\u00edpio da responsabilidade e o princ\u00edpio da prud\u00eancia,       e com aprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da CTNBio;<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Pena &#8211;<\/strong> reclus\u00e3o de tr\u00eas meses a um ano;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>V &#8211; <\/strong>a libera\u00e7\u00e3o ou o descarte no meio ambiente de OGM em       desacordo com as normas estabelecidas pela CTNBio e constantes na regulamenta\u00e7\u00e3o       desta Lei.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Pena &#8211;<\/strong> reclus\u00e3o de um a tr\u00eas anos;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>\u00a7 1\u00ba Se resultar em:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>a)<\/strong> les\u00f5es corporais leves;<strong><br \/>\n        b)<\/strong> perigo de vida;<strong><br \/>\n        c)<\/strong> debilidade permanente de membro, sentido ou fun\u00e7\u00e3o;<strong><br \/>\n        d)<\/strong> acelera\u00e7\u00e3o de parto;<strong><br \/>\n        e) <\/strong>dano \u00e0 propriedade alheia;<strong><br \/>\n        f) <\/strong>dano ao meio ambiente;<strong><br \/>\n        Pena &#8211;<\/strong> reclus\u00e3o de dois a cinco anos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>\u00a7 2\u00ba Se resultar em:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>a) <\/strong>incapacidade permanente para o trabalho;<strong><br \/>\n        b) <\/strong>enfermidade incur\u00e1vel;<strong><br \/>\n        c)<\/strong> perda ou inutiliza\u00e7\u00e3o de membro, sentido ou fun\u00e7\u00e3o;<strong><br \/>\n        d)<\/strong> deformidade permanente;<strong><br \/>\n        e) <\/strong>aborto;<strong><br \/>\n        f) <\/strong>inutiliza\u00e7\u00e3o da propriedade alheia;<strong><br \/>\n        g)<\/strong> dano grave ao meio ambiente;<strong><br \/>\n        Pena &#8211;<\/strong> reclus\u00e3o de dois a oito anos;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>\u00a7 3\u00ba <\/strong>Se resultar em morte;<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Pena &#8211;<\/strong> reclus\u00e3o de seis a vinte anos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>\u00a7 4\u00ba Se a libera\u00e7\u00e3o, o descarte no meio ambiente ou a introdu\u00e7\u00e3o       no meio de OGM for culposo:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Pena &#8211;<\/strong> reclus\u00e3o de um a dois anos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>\u00a7 5\u00ba<\/strong> Se a libera\u00e7\u00e3o, o descarte no meio ambiente ou a introdu\u00e7\u00e3o       no Pa\u00eds de OGM for culposa, a pena ser\u00e1 aumentada de um ter\u00e7o se o crime resultar       de inobserv\u00e2ncia de regra t\u00e9cnica de profiss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a7 6\u00ba<\/strong> O Minist\u00e9rio P\u00fablico da Uni\u00e3o e dos Estados ter\u00e1 legitimidade       para propor a\u00e7\u00e3o de responsabilidade civil e criminal por danos causados ao       homem, aos animais, \u00e0s plantas e ao meio ambiente, em face do descumprimento       desta Lei.<\/p>\n<p><strong>Art. 14.<\/strong> Sem obstar a aplica\u00e7\u00e3o das penas previstas nesta       Lei, \u00e9 o autor obrigado, independentemente da exist\u00eancia de culpa, a indenizar       ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por       sua atividade.<\/p>\n<p><strong>Disposi\u00e7\u00f5es Gerais e Transit\u00f3rias<\/strong><\/p>\n<p><strong>Art. 15.<\/strong> Esta Lei ser\u00e1 regulamentada no prazo de 90 (noventa)       dias a contar da data de sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Art. 16<\/strong>. As entidades que estiverem desenvolvendo atividades       reguladas por esta Lei na data de sua publica\u00e7\u00e3o, dever\u00e3o adequar-se \u00e0s suas       disposi\u00e7\u00f5es no prazo de cento e vinte dias, contados da publica\u00e7\u00e3o do decreto       que a regulamentar, bem como apresentar relat\u00f3rio circunstanciado dos produtos       existentes, pesquisas ou projetos em andamento envolvendo OGM.<\/p>\n<p><strong>Par\u00e1grafo \u00fanico<\/strong>. Verificada a exist\u00eancia de riscos graves       para a sa\u00fade do homem ou dos animais, para as plantas ou para o meio ambiente,       a CTNBio determinar\u00e1 a paralisa\u00e7\u00e3o imediata da atividade.<\/p>\n<p><strong>Art. 17. <\/strong>Esta Lei entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Art. 18. <\/strong>Revogam-se as disposi\u00e7\u00f5es em contr\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>ANEXO I<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para efeitos desta Lei, os organismos geneticamente modificados classificam-se       da seguinte maneira:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Grupo I: compreende os organismos que preenchem os seguintes crit\u00e9rios:<\/strong><\/p>\n<p><strong>A. Organismo receptor ou parental<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>n\u00e3o-patog\u00eanico;<\/p>\n<p>isento de agentes advent\u00edcios;<\/p>\n<p>com amplo hist\u00f3rico documentado de utiliza\u00e7\u00e3o segura, ou a incorpora\u00e7\u00e3o         de barreiras biol\u00f3gicas que, sem interferir no crescimento \u00f3timo em reator         ou fermentador, permita uma sobreviv\u00eancia e multiplica\u00e7\u00e3o limitadas, sem         efeitos negativos para o meio ambiente.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>B. Vetor\/inserto<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>deve ser adequadamente caracterizado e desprovido de sequ\u00eancias nocivas         conhecidas;<\/p>\n<p>deve ser de tamanho limitado, no que for poss\u00edvel, \u00e0s sequ\u00eancias gen\u00e9ticas         necess\u00e1rias para realizar a fun\u00e7\u00e3o projetada;<\/p>\n<p>n\u00e3o deve incrementar a estabilidade do organismo modificado no meio ambiente;<\/p>\n<p>deve ser escassamente mobiliz\u00e1vel;<\/p>\n<p>n\u00e3o deve transmitir nenhum marcador de resist\u00eancia a organismos que, de         acordo com os conhecimentos dispon\u00edveis, n\u00e3o o adquira de forma natural.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>C. Organismos geneticamente modificados<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>n\u00e3o-patog\u00eanicos;<\/p>\n<p>que ofere\u00e7am a mesma seguran\u00e7a que o organismo receptor ou parental no         reator ou fermentador, mas com sobreviv\u00eancia e\/ou multiplica\u00e7\u00e3o limitadas,         sem efeitos negativos para o meio ambiente.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>D. Outros organismos geneticamente modificados que poderiam incluir-se       no Grupo I, desde que reunam as condi\u00e7\u00f5es estipuladas no item C anterior<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>microorganismos constru\u00eddos inteiramente a partir de um \u00fanico receptor         procari\u00f3tico (incluindo plasm\u00eddeos e v\u00edrus end\u00f3genos) ou de um \u00fanico receptor         eucari\u00f3tico (incluindo seus cloroplastos, mitoc\u00f4ndrias e plasm\u00eddeos, mas         excluindo os v\u00edrus) e organismos compostos inteiramente por sequ\u00eancias gen\u00e9ticas         de diferentes esp\u00e9cies que troquem tais sequ\u00eancias mediante processos fisiol\u00f3gicos         conhecidos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Grupo II: <\/strong>todos aqueles n\u00e3o inclu\u00eddos no Grupo I.<\/p>\n<p>Fonte:  www.consulteme.com.br\/www.cbmeg.unicamp.br\/www.lei.adv.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Engenharia Gen\u00e9tica, Biotecnologia, O que \u00e9, 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