{"id":8489,"date":"2015-11-30T16:28:00","date_gmt":"2015-11-30T16:28:00","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=8489"},"modified":"2015-11-30T16:48:39","modified_gmt":"2015-11-30T16:48:39","slug":"arte-e-mitologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/artes-e-cultura\/arte\/arte-e-mitologia","title":{"rendered":"Arte e Mitologia"},"content":{"rendered":"<p class=\"ads-cima\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se o que desejas fosse bom e sincero<br \/>\nTeus olhos n\u00e3o se envergonhariam<br \/>\nMas expressariam francamente um simples desejo.<br \/>\n(Safo, s\u00e9c. VII a. C.)<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o sei&#8230; Talvez algum dia<br \/>\nPoderei reviver<br \/>\nO esplendor dos grandes amores&#8230;<br \/>\nQue me seja ao menos ent\u00e3o<br \/>\nPermitido viver,<br \/>\nNuma doce ilus\u00e3o,<\/p>\n<p>No tempo em que a nudez humana<br \/>\n\u0097 a mais perfeita forma que se possa conhecer<br \/>\nE at\u00e9 conceber,<br \/>\nQue acredito ser<br \/>\nA imagem de Deus \u0097<\/p>\n<p>Poderei descobrir-me nos bra\u00e7os da amada,<br \/>\nDe uma cortes\u00e3 sagrada;<br \/>\nO tempo em que o amor mais sensual,<br \/>\nQuase sempre casual,<br \/>\nO divino amor de onde vim,<\/p>\n<p>Era sem mancha, sem pecado;<br \/>\nSeja-me permitido esquecer<br \/>\nVinte s\u00e9culos de dissimula\u00e7\u00f5es e hipocrisias,<br \/>\nRessurgir do p\u00e2ntano \u00e0 fonte cristalina,<\/p>\n<p>Voltar \u00e0 beleza original,<br \/>\nTornar a construir o Grande Templo<br \/>\nAo som das liras encantadas<\/p>\n<p>E consagrar com entusiasmo<br \/>\nAos santu\u00e1rios da verdadeira f\u00e9<br \/>\nMeu cora\u00e7\u00e3o sempre arrebatado<br \/>\nPela imortal Afrodite.<\/p>\n<h4>As Idades da Humanidade<\/h4>\n<p>Os primeiros homens criados pelos deuses formavam uma gera\u00e7\u00e3o de ouro. Enquanto Crono (Saturno) reinava no c\u00e9u, eles viviam sem preocupa\u00e7\u00f5es. Eram muito parecidos com os deuses, sem os sofrimentos do trabalho e sem problemas.<\/p>\n<p>A terra lhes oferecia todos os seus frutos em quantidade, nos f\u00e9rteis campos pastavam rebanhos espl\u00eandidos, e as atividades do dia eram feitas com tranq\u00fcilidade. Tamb\u00e9m n\u00e3o conheciam os problemas causados pelo envelhecimento e, chegada a hora de morrer, simplesmente adormeciam num sono suave.<\/p>\n<p>Quando, por determina\u00e7\u00e3o do destino, essa gera\u00e7\u00e3o desapareceu, eles se transformaram em devotos deuses protetores que, ocultos em neblina espessa, vagavam pela terra. Eram eles os doadores de tudo o que h\u00e1 de bom, protetores da justi\u00e7a e vingadores de todas as transgress\u00f5es.<\/p>\n<p>Em seguida, os imortais criaram uma segunda gera\u00e7\u00e3o de homens, de prata, mas esta n\u00e3o se assemelhava \u00e0 primeira nem quanto \u00e0 forma do corpo, nem quanto \u00e0 mentalidade.<\/p>\n<p>Por cem anos as crian\u00e7as cresciam, ainda imaturas, sobe os cuidados maternos, em casa dos pais, e quando chegavam \u00e0 adolesc\u00eancia s\u00f3 lhes restava pouco tempo de vida. Atos irracionais precipitaram esta segunda humanidade na mis\u00e9ria, pois os homens n\u00e3o eram capazes de moderar as suas paix\u00f5es e, arrogantes, cometiam crimes uns contra os outros.<\/p>\n<p>Os altares dos deuses tamb\u00e9m j\u00e1 n\u00e3o eram honrados com agrad\u00e1veis oferendas. Por isso Zeus retirou essa gera\u00e7\u00e3o da terra, pois n\u00e3o lhe agradava a sua falta de respeito para com os imortais.<\/p>\n<p>Ainda assim, esses seres humanos tinham tantas qualidades que, depois de terminada sua vida terrena, receberam a honra de poder vagar pela terra como d\u00e1imones (divindades) mortais.<\/p>\n<p><strong>E ent\u00e3o Zeus pai criou uma terceira gera\u00e7\u00e3o de homens, de bronze. Esta tamb\u00e9m n\u00e3o se assemelhava \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de prata:<\/strong> eram cru\u00e9is, violentos, s\u00f3 conheciam a guerra e s\u00f3 pensavam em prejudicar os outros. Desprezavam os frutos da terra e alimentavam-se s\u00f3 da carne de animais.<\/p>\n<p>Sua teimosia era intoc\u00e1vel, seus corpos gigantescos. Suas armas eram de bronze, suas moradias eram de bronze, com o bronze cultivavam os campos, pois ainda n\u00e3o existia o ferro. Brigavam uns com os outros, mas, embora fossem grandes e terr\u00edveis nada podiam fazer contra a morte e, partindo da clara luz do sol, desciam para a terr\u00edvel escurid\u00e3o das profundezas.<\/p>\n<p>Depois que essa gera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m submergiu no seio da terra, criou Zeus uma quarta gera\u00e7\u00e3o, que deveria habitar na terra f\u00e9rtil. Era mais nobre e mais justa do que a anterior, a gera\u00e7\u00e3o dos her\u00f3is divinos, que o mundo conhecera tamb\u00e9m como semideuses.<\/p>\n<p>Mas encontraram o seu fim no conflito e na guerra. Uns tombaram diante dos sete port\u00f5es de Tebas, onde lutavam pelo reino do rei \u00c9dipo, outros nos campos que circundam Tr\u00f3ia, aonde chegaram em grande n\u00famero por causa da bela Helena.<\/p>\n<p>Quando terminaram, com lutas e sofrimentos, sua vida sobre a terra, Zeus pai designou-lhes como moradia as Ilhas dos Bem-aventurados, que se encontram no Oceano, \u00e0s margens do \u00c9ter. Ali levam uma vida feliz, sem preocupa\u00e7\u00f5es, e o solo f\u00e9rtil lhes fornece, tr\u00eas vezes por ano, frutas doces como mel.<\/p>\n<p>&#8220;Ah&#8221;, suspira o antigo poeta Hes\u00edodo, que narra o mito das idades da humanidade, &#8220;quisera eu n\u00e3o ser um membro da quinta gera\u00e7\u00e3o de homens, que surgiu agora, quisera eu ter morrido antes ou nascido mais tarde! Pois esta gera\u00e7\u00e3o \u00e9 a do ferro! Totalmente arruinados estes homens n\u00e3o t\u00eam sossego de dia ou de noite, cheios de queixas e de problemas, e os deuses sempre lhes enviam novas e devoradoras preocupa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por\u00e9m eles mesmos s\u00e3o a causa dos seus piores males. O pai \u00e9 inimigo do filho, assim como o filho o \u00e9 do pai. O h\u00f3spede odeia o amigo que o hospeda, o companheiro odeia o companheiro, e tamb\u00e9m entre os irm\u00e3os j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1, como antes um amor cordial.<\/p>\n<p>Nem mesmo os cabelos grisalhos dos pais s\u00e3o respeitados, e freq\u00fcentemente eles s\u00e3o obrigados a suportar maus tratos. Homens cru\u00e9is! N\u00e3o pensam nos ju\u00edzos dos deuses quando recusam aos velhos pais a gratid\u00e3o pelos cuidados que lhes prestaram? Em toda parte prevalece o direito da for\u00e7a, e os homens s\u00f3 pensam em como fazer para destruir as cidades de seus vizinhos.<\/p>\n<p>O correto, o justo e o bom n\u00e3o s\u00e3o considerados, s\u00f3 o que engana \u00e9 estimado. Justi\u00e7a e modera\u00e7\u00e3o n\u00e3o valem mais nada, o mau pode ferir o nobre, dizer palavras enganosas e cal\u00fanias, jurar em falso. \u00c9 por isto que esses homens s\u00e3o t\u00e3o infelizes.<\/p>\n<p>As deusas do pudor e do respeito, que at\u00e9 ent\u00e3o ainda podiam ser vistas sobre a terra, agora cobrem entristecidas os belos corpos com roupas brancas e abandonam a humanidade, fugindo para reunir-se aos deuses eternos. Aos mortais s\u00f3 resta a mis\u00e9ria desesperada, e n\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a de salva\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<h4>Arte Grega e Romana<\/h4>\n<p>A exist\u00eancia ou n\u00e3o de uma arte pr\u00f3pria italiana ou romano-etrusca antes da invas\u00e3o do helenismo \u00e9 um assunto controvertido, mas o m\u00e9rito das obras remanescentes que lhe podem ser atribu\u00eddas n\u00e3o \u00e9 grande. Por outro lado a arte grega, cuja inspira\u00e7\u00e3o exauriu-se e cuja express\u00e3o tornou-se convencional, encontrou uma juventude renovada e temas novos em solo romano e na hist\u00f3ria romana.<\/p>\n<p>A escultura romana atingiu a sua perfei\u00e7\u00e3o m\u00e1xima nos s\u00e9culos I-II d. C., e mostra o que tem de melhor em retratos e bustos, onde demonstrou grande for\u00e7a para expressar o car\u00e1ter, e em baixos-relevos, cujos assuntos s\u00e3o predominantemente hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Belos exemplos destes \u00faltimos podem ser vistos nas esculturas da Ara Pacis da \u00e9poca de Augusto e, em est\u00e1gios posteriores de desenvolvimento, no arco de Tito e no friso e na coluna de Trajano; mas a amplitude e a grandeza da tratamento s\u00e3o \u00e0s vezes prejudicadas pela superposi\u00e7\u00e3o excessiva de figuras e pela aten\u00e7\u00e3o meticulosa aos detalhes.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m muitos exemplos de decora\u00e7\u00e3o de altares mediante o uso de convolutos e fest\u00f5es de folhagens e flores. Embora os artistas, pelo menos no primeiro per\u00edodo, possam ter sido principalmente gregos, a arte era nova.<\/p>\n<p>Os romanos usavam a pintura principalmente para decorar as paredes internas das casas. Os temas desses afrescos, dos quais muitos exemplos foram achados em Herculano e Pomp\u00e9ia, eram principalmente cenas da mitologia grega, ou figuras isoladas como Orfeu ou um Centauro, e com menor freq\u00fc\u00eancia paisagens, naturezas-mortas ou cenas contempor\u00e2neas. Muitas delas mostram grande beleza de colorido, tra\u00e7o e express\u00e3o.<\/p>\n<p>A arquitetura romana era ainda mais diferenciada, sendo marcada principalmente pelo desenvolvimento do arco, da ab\u00f3bada e da c\u00fapula. Ela produziu os planos de grandes edif\u00edcios p\u00fablicos, nos quais se basearam nossas concep\u00e7\u00f5es modernas; esses edif\u00edcios eram not\u00e1veis pela unidade de concep\u00e7\u00e3o, solidez de constru\u00e7\u00e3o e grandiosidade de decora\u00e7\u00e3o, embora a \u00faltima care\u00e7a \u00e0s vezes de gosto.<\/p>\n<p>A alvenaria compunha-se de pedra aparelhada, ou de concreto, ou de tijolo. V\u00ea-se a arquitetura no que ela tem de melhor em edif\u00edcios como o Panteon, mandado construir por Agripa em 27 a. C. (conservado com muitas altera\u00e7\u00f5es), o grandioso Coliseu, ou no plano dos Banhos de Caracala; al\u00e9m disso havia grandes aquedutos, pontes, teatros, etc., cujos remanescentes ainda podem ser vistos em todas as partes do antigo imp\u00e9rio romano.<\/p>\n<p>Deve-se tamb\u00e9m mencionar a arte da grava\u00e7\u00e3o em gemas, que se popularizou em Roma no \u00faltimo s\u00e9culo da rep\u00fablica e se desenvolveu ainda mais na \u00e9poca imperial, tanto sob a forma de entalhe, onde ele \u00e9 gravado em relevo.<\/p>\n<p>Usavam-se gemas gravadas como an\u00e9is-sinetes, e os exemplos remanescentes incluem retratos de C\u00e9sar, de Pompeu, de C\u00edcero e de Tib\u00e9rio.<\/p>\n<p>H\u00e1 exemplos em dimens\u00f5es maiores no espl\u00eandido retrato de Augusto conservado atualmente no Museu Brit\u00e2nico, na Gemma Augustea em Viena representando Augusto, Tib\u00e9rio, Germ\u00e2nico e um grupo de divindades, com uma cena militar abaixo, e no grande camafeu em Paris representando Tib\u00e9rio, L\u00edvia e Germ\u00e2nico juntamente com v\u00e1rias figuras simb\u00f3licas. Os gravadores de gemas eram provavelmente gregos ou artistas vindos do Oriente helen\u00edstico; o mais famoso deles chamava-se Dioscorides.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Arte e Mitologia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/arte-e-mitologia-4.jpg\" alt=\"Arte e Mitologia\" width=\"406\" height=\"163\" \/><\/p>\n<h4>Mitologia Grega e Romana<\/h4>\n<p><strong>De onde vieram as lendas da mitologia? T\u00eam algum fundamento na verdade? Ou s\u00e3o apenas sonhos da imagina\u00e7\u00e3o? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Os fil\u00f3sofos apresentaram sobre o assunto v\u00e1rias teorias: <\/strong><\/p>\n<p><strong>1. Teoria B\u00edblica<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com esta teoria, todas as lendas mitol\u00f3gicas t\u00eam sua origem nas narrativas das Escrituras, embora os fatos tenham sido distorcidos e alterados.<\/p>\n<p>Assim, Deucali\u00e3o \u00e9 apenas um outro nome de No\u00e9, H\u00e9rcules de Sans\u00e3o, \u00c1rion de Jonas etc.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Sir Walter Raleigh, em sua Hist\u00f3ria do Mundo, diz: <\/strong>&#8220;Jubal, Tubal e Tubal Caim s\u00e3o Merc\u00fario, Vulcano e Apolo, inventores do Pastoreio, da Fundi\u00e7\u00e3o e da m\u00fasica.<\/p>\n<p>O Drag\u00e3o que guarda os pomos de ouro era a serpente que enganou Eva. A torre de Nemrod foi a tentativa dos Gigantes contra o C\u00e9u.&#8221; H\u00e1, sem d\u00favida, muitas coincid\u00eancias curiosas como estas, mas a teoria n\u00e3o pode ser exagerada at\u00e9 o ponto de explicar a maior parte das lendas, sem se cair no contra-senso.<\/p>\n<p><strong>2. Teoria Hist\u00f3rica<\/strong><\/p>\n<p>Por essa teoria, todas as personagens mencionadas na mitologia foram seres humanos reais e as lendas e tradi\u00e7\u00f5es fabulosas a elas relativas s\u00e3o apenas acr\u00e9scimos e embelezamentos, surgidos em \u00e9pocas posteriores.<\/p>\n<p>Assim, a hist\u00f3ria de \u00c9olo, rei e deus dos ventos, teria surgido do fato de \u00c9olo ser o governante de alguma ilha do Mar Tirreno, onde reinou com justi\u00e7a e piedade e ensinou aos habitantes o uso da navega\u00e7\u00e3o a vela e como predizer, pelos sinais atmosf\u00e9ricos, as mudan\u00e7as do tempo e dos ventos.<\/p>\n<p>Cadmo, que, segundo a lenda, semeou a terra com dentes de drag\u00e3o, dos quais nasceu uma safra de homens armados, foi, na realidade, um emigrante vindo da Fen\u00edcia, que levou \u00e0 Gr\u00e9cia o conhecimento das letras do alfabeto, ensinando-o aos naturais daquele pa\u00eds.<\/p>\n<p>Desses conhecimentos rudimentares, nasceu a civiliza\u00e7\u00e3o, que os poetas se mostraram sempre inclinados a apresentar como a decad\u00eancia do estado primitivo do homem, a Idade do Ouro, em que imperavam a inoc\u00eancia e a simplicidade.<\/p>\n<p><strong>3. Teoria Aleg\u00f3rica<\/strong><\/p>\n<p>Segundo essa teoria, todos os mitos da Antig\u00fcidade eram aleg\u00f3ricos e simb\u00f3licos, contendo alguma verdade moral, religiosa ou filos\u00f3fica, ou algum fato hist\u00f3rico, sob a forma de alegoria, mas que, com o decorrer do tempo, passaram a ser entendidos literalmente. Assim, Saturno, que devora os pr\u00f3prios filhos, \u00e9 a mesma divindade que os gregos chamavam de Cronos (Tempo), que, pode-se dizer, na verdade destr\u00f3i tudo que ele pr\u00f3prio cria. A hist\u00f3ria de Io \u00e9 interpretada de maneira semelhante. Io \u00e9 a lua e Argos, o c\u00e9u estrelado, que se mant\u00e9m desperto para velar por ela.<\/p>\n<p><strong>As fabulosas peregrina\u00e7\u00f5es de Io representam as cont\u00ednuas revolu\u00e7\u00f5es da lua, que tamb\u00e9m sugeriram a Milton a mesma id\u00e9ia: <\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Contemplas l\u00e1 no alto a lua errante<br \/>\nDo apogeu, pouco a pouco aproximar-se,<br \/>\nComo algu\u00e9m que tivesse se perdido<br \/>\nNas vastid\u00f5es do c\u00e9u, sem rumo andando. <b>(Il Penseroso)<\/b><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>4. Teoria F\u00edsica<\/strong><\/p>\n<p>Para esta teoria. Os elementos ar, fogo e \u00e1gua foram, originalmente, objeto de adora\u00e7\u00e3o religiosa, e as principais divindades eram personifica\u00e7\u00f5es das for\u00e7as da natureza. Foi f\u00e1cil a transi\u00e7\u00e3o da personifica\u00e7\u00e3o dos elementos para a id\u00e9ia de seres sobrenaturais dirigindo e governando os diferentes objetos da natureza.<\/p>\n<p>Os gregos, cuja imagina\u00e7\u00e3o era muito viva, povoaram toda a natureza de seres invis\u00edveis, e supuseram que todos os objetos, desde o sol e o mar at\u00e9 a menor fonte ou riacho, estavam entregues aos cuidados de alguma divindade particular.<\/p>\n<p>Todas as teorias acima mencionadas s\u00e3o verdadeiras at\u00e9 certo ponto. Seria, portanto, mais correto dizer-se que a mitologia de uma na\u00e7\u00e3o vem de todas aquelas fontes combinadas, e n\u00e3o de uma s\u00f3 em particular. Podemos acrescentar, tamb\u00e9m, que h\u00e1 muitos mitos originados pelo desejo de todos de explicar fen\u00f4menos naturais que n\u00e3o podem compreender e que n\u00e3o poucos surgiram do desejo semelhante de explicar a origem de nomes de lugares e pessoas.<\/p>\n<h4>Est\u00e1tuas dos Deuses<\/h4>\n<p>Apresentar adequadamente aos olhos as id\u00e9ias destinadas a serem levadas ao esp\u00edrito sob o nome das diversas divindades era tarefa que exigia o exerc\u00edcio das mais elevadas potencialidades do g\u00eanio e da arte.<\/p>\n<p>Das muitas tentativas, quatro se tornaram as mais c\u00e9lebres, sendo as duas primeiras conhecidas apenas pela descri\u00e7\u00e3o dos antigos e as outras ainda existindo e representando realmente obras-primas da escultura.<\/p>\n<p><strong>Est\u00e1tua de J\u00fapiter Ol\u00edmpico<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Arte e Mitologia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/arte-e-mitologia-5.jpg\" alt=\"Arte e Mitologia\" width=\"214\" height=\"341\" \/><strong><br \/>\nEst\u00e1tua de J\u00fapiter Ol\u00edmpico<\/strong><\/p>\n<p>Obra de F\u00eddias, era considerada como a mais perfeita realiza\u00e7\u00e3o da escultura grega. Tinha dimens\u00f5es colossais e era o que os antigos chamavam &#8220;criselefantina&#8221;, isto \u00e9, composta de marfim e de ouro, sendo as partes representando a carne feitas de marfim montado sobre uma base de madeira ou pedra, ao passo que as vetes e outros ornamentos eram feitos de ouro.<\/p>\n<p>A altura da est\u00e1tua era de quarenta p\u00e9s e ficava sobre um pedestal de doze p\u00e9s de altura. O deus era representado sentado em seu trono. Estava coroado com um ramo de oliveira e tinha na m\u00e3o direita um cetro e na esquerda uma est\u00e1tua da Vit\u00f3ria. O trono era de cedro, adornado de ouro e pedras preciosas.<\/p>\n<p>A id\u00e9ia que o autor procurava apresentar era a da divindade suprema da na\u00e7\u00e3o hel\u00eanica, entronizada como vencedora em um estado de perfeita majestade e repouso, e governando com um aceno de cabe\u00e7a o mundo subjugado.<\/p>\n<p><b>F\u00eddias revelou que tomara a id\u00e9ia de Homero, na seguinte passagem da Hinda, Il\u00edada, Livro I:<\/b><\/p>\n<blockquote><p>Calou-se, e inclina a majestosa fronte<br \/>\nQue sombreiam os cabelos anelados<br \/>\nE todo o Olimpo treme ante o seu gesto.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Minerva do Partenon<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Arte e Mitologia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/arte-e-mitologia-6.jpg\" alt=\"Arte e Mitologia\" width=\"197\" height=\"289\" \/><br \/>\nMinerva deusa romana<\/strong><\/p>\n<p>Era tamb\u00e9m obra de F\u00eddias e ficava no Partenon o templo de Minerva em Atenas. A deusa era representada de p\u00e9, com a lan\u00e7a em uma das m\u00e3os e a imagem da Vit\u00f3ria na outra. Seu elmo, profusamente decorado, era encimado por uma esfinge.<\/p>\n<p>A est\u00e1tua tinha quarenta p\u00e9s de altura e, como a de J\u00fapiter, era feita de marfim e de ouro. Os olhos eram de m\u00e1rmore e, provavelmente, pintados, para representar a \u00edris e a pupila. O Partenon, onde ficava essa est\u00e1tua, tamb\u00e9m foi constru\u00eddo sob a orienta\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o de F\u00eddias. Sua parte externa era ornada de esculturas, muitas delas de F\u00eddias. Os m\u00e1rmores de Elgin, atualmente no Museu Brit\u00e2nico, fazem parte delas.<\/p>\n<p>Tanto J\u00fapiter como Minerva de F\u00eddias est\u00e3o perdidos, mas h\u00e1 bons motivos para acreditar que temos em diversos bustos e est\u00e1tuas, ainda existentes, a concep\u00e7\u00e3o do artista sobre a fisionomia de ambos.<\/p>\n<p>Ela se caracteriza pela beleza grave e digna, livre de qualquer express\u00e3o transit\u00f3ria, que, em linguagem art\u00edstica, se chama repouso.<\/p>\n<p><strong>V\u00eanus de M\u00e9dici<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte e Mitologia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/arte-e-mitologia-7.jpg\" alt=\"Arte e Mitologia\" width=\"94\" height=\"272\" \/><strong><br \/>\nV\u00eanus de M\u00e9dici<\/strong><\/p>\n<p>A V\u00eanus de M\u00e9dici \u00e9 assim chamada por ter pertencido aos pr\u00edncipes daquele nome, em Roma, quando despertou pela primeira vez a aten\u00e7\u00e3o, h\u00e1 cerca de duzentos anos. Uma inscri\u00e7\u00e3o em sua base revela que \u00e9 obra de Cle\u00f4menes, escultor ateniense de 200 a. C., mas a autenticidade da inscri\u00e7\u00e3o \u00e9 duvidosa.<\/p>\n<p>Existe uma vers\u00e3o segundo a qual o artista foi encarregado de apresentar a perfei\u00e7\u00e3o da beleza feminina e para que pudesse executar a tarefa foram postas \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o as mais belas mulheres da cidade.<\/p>\n<p><b>Sobre isso Thomson aludes em seu &#8220;Summer&#8221;:<\/b><\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Assim de p\u00e9 a est\u00e1tua que encanta o mundo;<br \/>\nNos revela todo o seu esplendor,<br \/>\nMisturado \u00e0s belezas da exuberante Gr\u00e9cia.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p><b>Byron fala dessa est\u00e1tua. Referido-se ao Museu de Floren\u00e7a, ele diz:<\/b><\/p>\n<blockquote><p>&#8220;L\u00e1, tamb\u00e9m, a deusa ama, e preenche<br \/>\nO ar ao redor com beleza;&#8221; etc.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Apolo do Belvedere<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte e Mitologia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/arte-e-mitologia-8.jpg\" alt=\"Arte e Mitologia\" width=\"167\" height=\"258\" \/><br \/>\nApolo do Belvedere<\/strong><\/p>\n<p>O mais apreciado de todos os remanescentes da antiga escultura grega \u00e9 a est\u00e1tua de Apolo, chamada do Belvedere, nome do apartamento do pal\u00e1cio do Papa em Roma, onde ela foi colocada. O artista \u00e9 desconhecido. Sup\u00f5e-se que se trata de uma obra-de-arte romana, aproximadamente do primeiro s\u00e9culo de nossa era.<\/p>\n<p>\u00c9 uma figura de p\u00e9, em m\u00e1rmore, com mais de sete p\u00e9s de altura, nua, com exce\u00e7\u00e3o de um manto preso em torno do pesco\u00e7o e que cai sobre o bra\u00e7o esquerdo estendido. Sup\u00f5e-se que representa o deus no momento em que acabara de lan\u00e7ar a seta para matar o monstro P\u00edton.<\/p>\n<p>A divindade vitoriosa est\u00e1 dando um passo para diante. O bra\u00e7o esquerdo, que parece ter sustentado o arco, est\u00e1 estendido e a cabe\u00e7a voltada para a mesma dire\u00e7\u00e3o. No que diz respeito \u00e0 atitude e \u00e0 propor\u00e7\u00e3o, \u00e9 inexced\u00edvel a graciosa majestade da figura.<\/p>\n<p>O efeito \u00e9 completado pela fisionomia, onde a perfei\u00e7\u00e3o da beleza juvenil e divina reflete a consci\u00eancia de um deus triunfante.<\/p>\n<p><strong>Diana \u00e0 la Biche<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte e Mitologia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/arte-e-mitologia-9.jpg\" alt=\"Arte e Mitologia\" width=\"202\" height=\"305\" \/><strong><br \/>\nDiana \u00e0 la Biche<\/strong><\/p>\n<p>A Diana da Cor\u00e7a, no Museu do Louvre, pode ser considerada como a contraparte do Apolo do Belvedere. Sua atitude assemelha-se muito \u00e0 de Apolo, os tamanhos se correspondem e tamb\u00e9m o estilo da execu\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma obra do maior valor, embora de modo algum igual ao Apolo.<\/p>\n<p>A atitude \u00e9 a de um movimento r\u00e1pido e decidido; a fisionomia, a de uma ca\u00e7adora na excita\u00e7\u00e3o da ca\u00e7a. O bra\u00e7o esquerdo est\u00e1 estendido sobre a cabe\u00e7a da cor\u00e7a, que caminha a seu lado, enquanto o bra\u00e7o direito se move para tr\u00e1s sobre o ombro, a fim de tirar uma seta da aljava.<\/p>\n<h4>Os Poetas da Mitologia<\/h4>\n<p><strong>Homero<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte e Mitologia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/arte-e-mitologia-10.jpg\" alt=\"Arte e Mitologia\" width=\"225\" height=\"292\" \/><strong><br \/>\nHomero<\/strong><\/p>\n<p><b>Homero<\/b>, autor da &#8220;Il\u00edada&#8221; e da &#8220;Odiss\u00e9ia&#8221; \u00e9 um personagem quase t\u00e3o m\u00edtico quanto os her\u00f3is que celebra. A vers\u00e3o tradicional \u00e9 que ele era um menestrel errante, cego e velho, que viajava de um lugar para outro, cantando seus versos ao som da harpa, nas cortes dos pr\u00edncipes ou nas cabanas dos camponeses, e vivendo do que lhe davam voluntariamente os ouvintes.<\/p>\n<p><strong>Lord Byron o chama de &#8220;o velho cego da rochosa ilha de Sio&#8221; e um bem conhecido epigrama alude \u00e0 incerteza quanto \u00e0 sua terra natal:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>De ser ber\u00e7o de Homero a gl\u00f3ria rara<br \/>\nSete cidades disputaram em v\u00e3o.<br \/>\nCidades onde Homero mendigara<br \/>\nUm peda\u00e7o de p\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p>Essas cidades eram Esmirna, Sio, Rodes, Colofon, Salamina, Argos e Atenas.<\/p>\n<p>Eruditos modernos p\u00f5em em d\u00favida o fato de os poemas de Homero serem obras da mesma pessoa, em vista da dificuldade de se acreditar que poemas t\u00e3o grandes pudessem ser da \u00e9poca em que se sup\u00f5e terem sido escritos, \u00e9poca essa anterior \u00e0s mais antigas inscri\u00e7\u00f5es ou moedas existentes e quando os materiais capazes de conter t\u00e3o longas produ\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o existiam.<\/p>\n<p>Por outro lado, indaga-se como poemas t\u00e3o longos poderiam ter chegado at\u00e9 n\u00f3s, vindos de uma \u00e9poca em que s\u00f3 poderiam ter sido conservados pela mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Esta \u00faltima d\u00favida \u00e9 explicada pelo fato de que havia, ent\u00e3o, um corpo de profissionais, chamados rapsodos, que recitavam os poemas de outros e tinham por encargo decorar e declamar, a troco de pagamento, as lendas nacionais e patri\u00f3ticas.<\/p>\n<p>Atualmente, a opini\u00e3o da maioria dos eruditos parece ser a de que o esbo\u00e7o e grande parte da estrutura dos poemas pertencem a Homero, mas que h\u00e1 muitos acr\u00e9scimos feitos por outras m\u00e3os.<\/p>\n<p>Segundo Her\u00f3doto, Homero viveu cerca de oito s\u00e9culos e meio antes de Cristo.<\/p>\n<p><strong>Virg\u00edlio<\/strong><\/p>\n<p>Virg\u00edlio, tamb\u00e9m chamado pelo seu sobrenome de Mar\u00e3o, autor de &#8220;Eneida&#8221;, foi um dos grandes poetas que tornaram o reinado do imperador romano Augusto t\u00e3o c\u00e9lebre. Virg\u00edlio nasceu em M\u00e2ntua, no ano de 70 a. C.<\/p>\n<p>Seu grande poema \u00e9 considerado inferior apenas aos de Homero, no mais elevado g\u00eanero de composi\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, o \u00e9pico. Virg\u00edlio \u00e9 muito inferior a Homero em originalidade e inven\u00e7\u00e3o, mas superior em corre\u00e7\u00e3o e eleg\u00e2ncia. Para os cr\u00edticos de origem inglesa, somente Milton, entre os poetas modernos, parece digno de ser classificado entre aqueles ilustres antigos.<\/p>\n<p>Seu poema Para\u00edso Perdido \u00e9 igual sob muitos aspectos, e superior, em alguns a qualquer uma das grandes obras da Antig\u00fcidade.<\/p>\n<p><strong>Ov\u00eddio<\/strong><\/p>\n<p>Freq\u00fcentemente chamado pelo seu outro nome de Nas\u00e3o. Ov\u00eddio nasceu em 43 a. C. Foi educado para a vida p\u00fablica e exerceu alguns cargos importantes, mas a poesia era o que lhe interessava e resolveu a ela dedicar-se. Assim, procurou a companhia dos poetas contempor\u00e2neos, tendo travado conhecimento com Hor\u00e1cio e mesmo com Virg\u00edlio, embora este \u00faltimo tivesse morrido quando Ov\u00eddio ainda era demasiadamente jovem e obscuro para que houvesse amizade entre os dois.<\/p>\n<p>Ov\u00eddio viveu em Roma gozando fartamente a vida, gra\u00e7as a uma renda razo\u00e1vel. Desfrutava a intimidade da fam\u00edlia de Augusto e dos seus, e sup\u00f5e-se que alguma ofensa grave cometida contra algum membro da fam\u00edlia imperial foi a causa de um acontecimento que p\u00f4s fim \u00e0 felicidade do poeta e amargurou a \u00faltima parte de sua vida.<\/p>\n<p>Quando contava cinq\u00fcenta anos de idade, Ov\u00eddio foi banido de Roma, recebendo ordem de ir viver em Tomi, \u00e0 margem do Mar Negro.<\/p>\n<p>Ali, entre um povo b\u00e1rbaro e sujeito a um clima severo, o poeta, que estava acostumado aos prazeres de uma luxuosa capital e ao conv\u00edvio dos mais ilustres de seus contempor\u00e2neos, passou os \u00faltimos dez anos de sua vida devorado pelo sofrimento e pela ansiedade.<\/p>\n<p>Seu \u00fanico consolo no ex\u00edlio foi enviar cartas, escritas em forma de poesia, \u00e0 esposa e aos amigos. Embora esses poemas (&#8220;Os Tristes&#8221; e as &#8220;Cartas do Ponto&#8221;) n\u00e3o falassem em outra coisa a n\u00e3o ser nas m\u00e1goas do poeta, seu bom gosto e a habilidosa inven\u00e7\u00e3o livraram-nos da pecha de tedioso e s\u00e3o lidos com prazer e mesmo com simpatia.<\/p>\n<p>As duas grandes obras de Ov\u00eddio s\u00e3o as &#8220;Metamorfoses&#8221; e os &#8220;Fastos&#8221;. S\u00e3o ambos poemas mitol\u00f3gicos.<\/p>\n<p><strong>Um escritor moderno assim caracteriza esses poemas:<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;A rica mitologia da Gr\u00e9cia ofereceu a Ov\u00eddio, como ainda pode oferecer ao poeta, ao pintor e ao escritor, os materiais para a sua arte.<\/p>\n<p>Com raro bom gosto, simplicidade e emo\u00e7\u00e3o, ele narrou as fabulosas tradi\u00e7\u00f5es das idades primitivas e deu lhes uma apar\u00eancia de realidade que somente a m\u00e3o de um mestre conseguiria. Suas descri\u00e7\u00f5es da natureza s\u00e3o vivas e verdadeiras; escolhe com cuidado o que \u00e9 adequado; rejeita o superficial; e, quando completa sua obra essa n\u00e3o apresenta nem insufici\u00eancia nem redund\u00e2ncia.<\/p>\n<p>As &#8220;Metamorfoses&#8221; s\u00e3o lidas com prazer pelos jovens e relidas com maior prazer ainda pelos mais velhos. O poeta aventurou-se a prever que seu poema lhe sobreviveria e seria lido enquanto o nome de Roma fosse conhecido.&#8221;<\/p>\n<p><b>A previs\u00e3o a que acima se alude \u00e9 contida nos \u00faltimos versos de &#8220;Metamorfoses&#8221;:<\/b><\/p>\n<blockquote><p>Assim eis terminada a minha obra<br \/>\nQue destruir n\u00e3o poder\u00e3o jamais<br \/>\nA ira de Jove, o ferro, o fogo<br \/>\nE a passagem do tempo. Quando o dia<br \/>\nEm que pere\u00e7a a minha vida incerta<br \/>\nChegar, o que em mim h\u00e1 de melhor<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 de perecer. Subindo aos astros<br \/>\nMeu nome por si mesmo viver\u00e1.<br \/>\nEm toda a parte onde o poder de Roma<br \/>\nSe estende sobre as terras submissas,<br \/>\nOs homens me ler\u00e3o, e minha fama<br \/>\nH\u00e1 de viver, por s\u00e9culos e s\u00e9culos,<br \/>\nSe valem dos poetas os press\u00e1gios.<\/p><\/blockquote>\n<h4>Os Deuses Gregos e Romanos<\/h4>\n<p><strong>Os deuses celestes<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte e Mitologia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/arte-e-mitologia-11.jpg\" alt=\"Arte e Mitologia\" width=\"181\" height=\"247\" \/><br \/>\n<b>Zeus (em latim, Jupiter) \u00e9 o mais importante dentre os deuses gregos. <\/b><\/p>\n<p>Em Homero, \u00e9 chamado de &#8220;pai dos deuses e dos homens&#8221;, &#8220;o mais alto dos soberanos&#8221;, &#8220;melhor e mais alto dos deuses&#8221;. Ele \u00e9 o antigo deus celeste do monote\u00edsmo, ao qual foram sendo incorporados, ao longo do tempo, v\u00e1rios atributos. Assim, \u00e9 o deus das intemp\u00e9ries, da chuva, da neve e das tempestades.<\/p>\n<p>Como tal, possui, em Homero, o ep\u00edteto de &#8220;lan\u00e7a-trov\u00e3os&#8221;, &#8220;lan\u00e7a-raios&#8221;, &#8220;reunidor de nuvens&#8221;, &#8220;de escuras nuvens&#8221;. Ele \u00e9 o guardi\u00e3o do direito e da fidelidade, e quem age contra a ordem do direito deve temer o seu \u00f3dio.<\/p>\n<p>Casado com sua irm\u00e3 Hera, n\u00e3o vive em paz e harmonia com ela. Deste seu casamento descendem Ares, Hefesto, Hebe e as il\u00edtias (deusas do parto). Mas Zeus tamb\u00e9m desposou outras deusas, e destes seus outros casamentos h\u00e1 toda uma gera\u00e7\u00e3o de divindades. A deusa Dem\u00e9ter gerou, dele, Pers\u00e9fone; a filha dos tit\u00e3s, Leto, gerou Apolo e \u00c1rtemis; do seu amor \u00e0 deusa arc\u00e1dia Maia nasceu Hermes; com Dione, filha dos tit\u00e3s, teve uma filha, a deusa Afrodite.<\/p>\n<p>Metamorfoseando-se de v\u00e1rias maneiras, Zeus tamb\u00e9m seduziu muitas mulheres mortais, fazendo delas as m\u00e3es de famosos her\u00f3is e semideuses. Isso provocou os ci\u00fames de Hera, que fez com que estas mulheres sentissem o seu \u00f3dio, perseguindo-as em todas as oportunidades.<\/p>\n<p>O mais antigo local de culto a Zeus era Dodona, na regi\u00e3o de Epiro. Ali tamb\u00e9m se encontrava o mais importante or\u00e1culo grego, juntamente com o de Apolo, em Delfos. A partir do ru\u00eddo de um carvalho sagrado, os sacerdotes faziam profecias aos homens que pediam os conselhos de Zeus em diversas oportunidades.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em Ol\u00edmpia, na \u00c9lida, havia um famoso templo de Zeus. E l\u00e1 eram realizados, a cada quatro anos, em honra a este deus, os Jogos Ol\u00edmpicos, uma grande celebra\u00e7\u00e3o esportiva. No templo de Zeus em Ol\u00edmpia encontrava-se a mais famosa escultura representando este deus, feita de marfim e de ouro pelo escultor F\u00eddias.<\/p>\n<p><strong>Esta obra retrata um momento descrito por Homero, quando Zeus promete realizar o pedido da m\u00e3e de Aquiles:<\/strong> &#8220;O filho de Crono falou, e fez um sinal com suas sobrancelhas escuras, e seus cachos ambrosiais oscilaram, caindo sobre a testa do soberano, e ele fez estremecer o grande Olimpo.&#8221;<\/p>\n<p>O deus romano correspondente a Zeus \u00e9 J\u00fapiter. Seu templo mais importante situava-se em Roma, no Capit\u00f3lio. Ali terminavam as famosas paradas triunfais dos marechais vitoriosos, que realizavam oferendas de gratid\u00e3o pela vit\u00f3ria sobre os inimigos, dedicando a J\u00fapiter o butim das guerras.<\/p>\n<p>Hera (em latim, Juno), como esposa e irm\u00e3 de Zeus, \u00e9 a mais alta deusa celeste, e conselheira dele. \u00c9 a protetora da fidelidade conjugal, dos costumes matrimoniais, e protetora das mulheres.<\/p>\n<p>Os romanos a consideraram id\u00eantica a Juno, que possui, como Juno Moneta, um templo ao lado do de J\u00fapiter no Capit\u00f3lio, em Roma. Moneta significa &#8220;a que adverte&#8221;. Ao lado do templo de Juno encontrava-se a oficina onde eram cunhadas as moedas do estado, que mais tarde receberam o nome de &#8220;moneta&#8221; por causa disto. Ainda hoje usamos essa palavra (moeda, monet\u00e1rio).<\/p>\n<p>A ave sagrada de Juno \u00e9 o ganso. Os gansos do templo de Juno no Capit\u00f3lio advertiram os romanos, com o seu grasnar, de uma invas\u00e3o dos g\u00e1lios, motivo pelo qual Juno era honrada como &#8220;a que adverte&#8221;.<\/p>\n<p>Atena (em latim, Minerva), chamada tamb\u00e9m de Palas Atena, \u00e9 na verdade a virginal deusa da cidade de Atenas. Segundo a concep\u00e7\u00e3o de Homero, ela \u00e9 a deusa da sabedoria, o que j\u00e1 fica patente na hist\u00f3ria de seu nascimento.<\/p>\n<p>Da liga\u00e7\u00e3o de Zeus com M\u00e9tis, a deusa da intelig\u00eancia, estava destinado a nascer um filho que superaria as for\u00e7as de seu pai. Para evitar que isto acontecesse, quando M\u00e9tis engravidou pela primeira vez, Zeus a engoliu. Em conseq\u00fc\u00eancia disso, ficou com uma dor de cabe\u00e7a que se tornou t\u00e3o insuport\u00e1vel que ele mandou Hefesto abrir o seu cr\u00e2nio com uma machadada.<\/p>\n<p>Quando isto foi feito, Atena de l\u00e1 saltou, trazendo na m\u00e3o uma lan\u00e7a. Como um pensamento, ela saiu do lugar do pensamento do mais s\u00e1bio entre os deuses.<\/p>\n<p>A lan\u00e7a indica a guerra, mas Atena n\u00e3o \u00e9 uma deusa da terr\u00edvel f\u00faria guerreira, e sim da bem pensada estrat\u00e9gia, que por isto protege homens inteligentes e corajosos. Seu predileto \u00e9 Odisseu.<\/p>\n<p>Enquanto deusa da sabedoria, ela \u00e9 tamb\u00e9m a patrona de artes pac\u00edficas, especialmente das habilidades manuais e art\u00edsticas femininas. Foi ela quem ensinou \u00e0s mulheres a tecer. A ambiciosa Aracne, filha de um produtor de tecidos de p\u00farpura, queria superar Atena em sua arte.<\/p>\n<p>Tomando a forma de uma velha mulher, Atena aconselhou-a n\u00e3o cometer tamanha arrog\u00e2ncia. Mas Aracne n\u00e3o lhe deu ouvidos. Atena ent\u00e3o revelou-se e a desafiou para um concurso. Cada qual teceu um tapete, decorado artisticamente.<\/p>\n<p>Evidentemente Atena venceu, por sua habilidade superior. Com isto Aracne ofendeu-se, e mesmo assim n\u00e3o concedeu a fama que a deusa merecia. Enfurecida com a pr\u00f3pria derrota, ela se dependurou em uma corda. Como puni\u00e7\u00e3o, Atena a transformou em aranha.<\/p>\n<p>Atena \u00e9 tamb\u00e9m a inventora da constru\u00e7\u00e3o de navios. Foi sob sua orienta\u00e7\u00e3o que o primeiro navio foi constru\u00eddo, e levou os argonautas a C\u00f3lquida, onde pretendiam apanhar o Velocino de Ouro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disto. Ela tamb\u00e9m inventou a trombeta e a flauta, mas jogou-as fora ao perceber, num espelho d&#8217;\u00e1gua, com que cara ficava ao soprar aquele instrumento.<\/p>\n<p>Como protetora das cidades e dos estados, Atena certa vez brigou com Pos\u00eddon pela posse da regi\u00e3o da \u00c1tica. Zeus ent\u00e3o decidiu que a terra deveria pertencer \u00e0quele de desse o presente mais valioso a seus moradores. Pos\u00eddon, ent\u00e3o, presenteou-os com um cavalo, mas Atena deu-lhes a oliveira, e assim venceu.<\/p>\n<p>O cultivo das oliveiras tornou a \u00c1tica uma das regi\u00f5es mais ricas, pois o \u00f3leo tinha uma grande import\u00e2ncia na Antig\u00fcidade, funcionando n\u00e3o s\u00f3 como alimento mas tamb\u00e9m sendo usado para a ilumina\u00e7\u00e3o e para os cuidados corporais.<\/p>\n<p>Os romanos consideravam Atena id\u00eantica \u00e0 sua deusa Minerva.<\/p>\n<p>Apolo e \u00c1rtemis (em latim, Apollo e Diana). Quando Leto (em latim, Latona), a filha dos tit\u00e3s, sentiu que estava para tornar-se m\u00e3e . ela tivera uma liga\u00e7\u00e3o amorosa com Zeus . , Hera a perseguiu, enciumada, e Leto foi obrigada a vagar, incessantemente, pela terra.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m queria receber a infeliz deusa. Pos\u00eddon, ent\u00e3o, apiedou-se dela, e indicou-lhe a ilha de Delos, que at\u00e9 ent\u00e3o vagava pelos mares, flutuando, e que parou porque ele assim determinou, oferecendo-se como ref\u00fagio. Nesse local Leto deu \u00e0 luz os g\u00eameos Apolo e \u00c1rtemis.<\/p>\n<p>Originalmente, ambos eram divindades da morte. Por meio das setas disparadas de seu arco de prata, Apolo levava a morte aos homens, enquanto \u00c1rtemis matava as mulheres. Segundo se pensava \u00e0 \u00e9poca de Homero, as setas poderiam matar de maneira suave ou cruel.<\/p>\n<p>Era assim que se distinguia a morte natural, n\u00e3o provocada por doen\u00e7as, da morte violenta, ou causada por alguma doen\u00e7a. \u00c1rtemis era representada como uma bela ca\u00e7adora, que vagava pelos vales e montanhas acompanhada pelas ninfas. Foi assim que, com o tempo, \u00c1rtemis tornou-se deusa da ca\u00e7a e dos animais selvagens.<\/p>\n<p>Apolo, tamb\u00e9m conhecido por Febo, era considerado o deus da sabedoria. Como tal, concedia, falando atrav\u00e9s de suas sacerdotisas, as pitonisas, or\u00e1culos a todos aqueles que viessem interrog\u00e1-lo em seu santu\u00e1rio em Delfos. Era dele que os videntes recebiam o dom da profecia, e era tamb\u00e9m ele quem concedia o Dom do canto e da m\u00fasica, uma arte na qual ele mesmo tamb\u00e9m era mestre.<\/p>\n<p>Mais tarde passou a ser considerado como o l\u00edder das musas, e como deus do canto, da poesia e da dan\u00e7a. Tamb\u00e9m era considerado como o deus da sa\u00fade e da salva\u00e7\u00e3o, e seu filho Ascl\u00e9pio era o deus dos m\u00e9dicos e da medicina.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disto, Apolo era honrado como deus da agricultura e da pecu\u00e1ria. Assim como a sua irm\u00e3 \u00c1rtemis, ele tamb\u00e9m era considerado um deus da ca\u00e7a. No per\u00edodo posterior a Homero, a partir do s\u00e9culo V a.C., Apolo foi assimilado tamb\u00e9m ao antigo deus-sol H\u00e9lio.<\/p>\n<p>Um antigo costume \u00e9 derivado do amor de Apolo pela ninfa Dafne. Dafne rejeitou os avan\u00e7os amorosos do deus, e fugiu dele. Quando, depois de longa persegui\u00e7\u00e3o, ele conseguiu alcan\u00e7\u00e1-la, ela suplicou a seu pai, o deus-rio Peneu, que a transformasse num loureiro. Desde ent\u00e3o, o louro \u00e9 sagrado a Apolo, e uma coroa de louros era, na Antig\u00fcidade, o pr\u00eamio nas competi\u00e7\u00f5es art\u00edsticas.<\/p>\n<p>Juntamente com a fus\u00e3o dos deuses Apolo e H\u00e9lio ocorreu a fus\u00e3o de \u00c1rtemis com a antiga deusa-lua Selene. Ela era considerada tamb\u00e9m como uma deusa da magia e da castidade. Act\u00e9on, um belo e jovem ca\u00e7ador, avistou-a, certa vez, tomando banho com as ninfas, e por causa disto foi transformado num veado, e devorado pelos seus pr\u00f3prios c\u00e3es.<\/p>\n<p>A \u00c1rtemis de \u00c9feso, originalmente, nada tinha a ver com \u00c1rtemis. Era uma deusa da fertilidade, da \u00c1sia Menor, que s\u00f3 mais tarde foi igualada a \u00c1rtemis. A rica ben\u00e7\u00e3o das frutas, por ela concedida, foi expressa em est\u00e1tuas em sua homenagem, onde a deusa aparece com vinte seios em vez de apenas dois.<\/p>\n<p>Dentre os romanos, \u00c1rtemis foi igualada \u00e0 antiga deusa dos bosques, Diana.<\/p>\n<p>Ares (em latim, Mars) era considerada filho de Zeus e Hera e, ao contr\u00e1rio de Atena, era o deus das guerras sangrentas e destruidoras. Por isto ele era odiado por todos os deuses. S\u00f3 Afrodite, deusa do amor, foi capaz de enfeiti\u00e7\u00e1-lo.<\/p>\n<p>De sua liga\u00e7\u00e3o amorosa nasceu Eros (Cupido), o pequeno deus do Amor. Ares era honrado, sobretudo, pelos amantes da guerra e pelos povos b\u00e1rbaros. De seu s\u00e9quito fazem parte Deimos, o medo, Fobos, o pavor, e sua irm\u00e3 \u00c9ris, a deusa das disputas.<\/p>\n<p>Mas Ares tamb\u00e9m era considerado como o vingador dos assassinatos. Em Atenas, a sede do antigo tribunal onde eram julgados os crimes de sangue, o Are\u00f3pago (a colina de Ares ou, segundo outra vers\u00e3o, o ref\u00fagio), era dedicado a ele.<\/p>\n<p>Dentre os romanos, ele era o antigo deus Marte. Marte, originalmente, n\u00e3o era apenas um deus da guerra, mas tamb\u00e9m um deus das b\u00ean\u00e7\u00e3os. Em sua honra seus sacerdotes dan\u00e7avam, adornados por armas, pelas ruas de Roma no in\u00edcio do m\u00eas de mar\u00e7o, que era consagrado a ele. Marte era considerado como um dos principais protetores de Roma.<\/p>\n<p>Hefesto (em latim, Vulcanus) era o filho de Zeus e de Hera. Veio ao mundo manco e feio, e por isto foi atirado por Hera do Olimpo ao mar. A nereida T\u00e9tis o abrigou, apiedada, e cuidou dele. Quando cresceu, logo deu mostras de grande habilidade.<\/p>\n<p>Para sua m\u00e3e Hera ele construiu um trono de ouro, enviando-o a ela como presente. E quando ela sentou-se ali, n\u00e3o p\u00f4de mais levantar-se, pois engenhosas correntes a mantinham presa, e ningu\u00e9m foi capaz de solt\u00e1-la. Hefesto ent\u00e3o foi chamado, mas ele nem pensava em ir para l\u00e1.<\/p>\n<p>Foi s\u00f3 Dioniso, o deus do vinho, quem conseguiu engan\u00e1-lo. Deu-lhe vinho para beber, e embriagado e encorajado pela bebida, Hefesto decidiu voltar ao Olimpo. Tornou-se o deus do fogo, e de todas artes e of\u00edcios que fazem uso deste elemento, em particular dos fundidores de bronze.<\/p>\n<p>Construiu o pal\u00e1cio dos deuses no Olimpo, fez a \u00e9gide de Zeus, uma armadura artisticamente elaborada, que depois Atena usou, e o cetro, s\u00edmbolo de seu poder soberano, al\u00e9m de muitas outras obras de arte. Ele criou tamb\u00e9m donzelas de ouro para servi-lo.<\/p>\n<p>Por causa de seu trabalho, ele sempre tinha uma apar\u00eancia robusta, e ainda que mancasse e fosse feio, conquistou como esposa a mais bela das deusas, Afrodite. Mas esta n\u00e3o lhe foi fiel. Inflamada de amor por Ares, uma vez ela foi surpreendida por Hefesto, que envolveu ambos com uma teia de ouro, sem que eles o percebessem, e ent\u00e3o chamou todos os deuses para verem os dois amantes, provocando muita risada.<\/p>\n<p>Sua oficina situava-se no Olimpo, segundo uma vers\u00e3o mais antiga do mito, sob o vulc\u00e3o Etna, onde ele trabalhava juntamente com os seus companheiros, os ciclopes, e forjava os raios para Zeus.<\/p>\n<p>Dentre os romanos, ele corresponde ao deus do fogo Vulcano, de quem uma das atribui\u00e7\u00f5es era proteger as casas e as cidades dos inc\u00eandios.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte e Mitologia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/arte-e-mitologia-12.jpg\" alt=\"Arte e Mitologia\" width=\"132\" height=\"331\" \/><br \/>\n<b>Afrodite (em latim, Venus) era considerada filha de Zeus e da filha de tit\u00e3s, Dione. <\/b><\/p>\n<p>Segundo uma outra vers\u00e3o, ela brotara da espuma do mar, fecundada pelo sangue de Urano quando este foi castrado.<\/p>\n<p>Ela era honrada como deusa do amor e da beleza. Sua atratividade encontrava-se em seu cintur\u00e3o, que uma vez a pr\u00f3pria Hera pediu emprestado para com ele encantar o seu marido. Afrodite era tamb\u00e9m considerada deusa da primavera, dos jardins e das flores.<\/p>\n<p>Certa vez ela se apaixonou por Ad\u00f4nis, o belo filho de um rei. Preocupando-se com a sua vida, ela lhe pediu para n\u00e3o mais ca\u00e7ar, mas Ad\u00f4nis n\u00e3o lhe deu ouvidos. Numa ca\u00e7ada, ele foi morto por um javali, que Ares, enciumado, incitara contra ele.<\/p>\n<p>Quando procurava o seu corpo, Afrodite arranhou-se nos ramos espinhosos da floresta. Das gotas de seu sangue, que ca\u00edram por terra, brotaram as rosas. Do sangue de Ad\u00f4nis morto, ela fez com que brotassem an\u00eamonas, e atrav\u00e9s de seus dolorosos lamentos ela conseguiu de Zeus que ele s\u00f3 passasse uma parte do ano nos \u00cdnferos, podendo alegrar-se com o amor da deusa durante o tempo restante.<\/p>\n<p>Ad\u00f4nis \u00e9 originalmente um dos numerosos deuses orientais que morrem e voltam a nascer. Mais tarde, este mito passou a ser visto como um s\u00edmbolo da morte e do renascimento da natureza.<\/p>\n<p>Afrodite era tamb\u00e9m honrada como deusa dos mares e da navega\u00e7\u00e3o, e invocada para propiciar viagens mar\u00edtimas seguras. Suas servas s\u00e3o as Cari\u00e1tides, as deusas da gra\u00e7a. Dentre os romanos, a deusa V\u00eanus era igualada a Afrodite. Ela era considerada como a m\u00e3e do cl\u00e3 ao qual pertenceu J\u00falio C\u00e9sar.<\/p>\n<p>Hermes (em latim, Mercurius) \u00e9 o filho de Zeus e da divindade arc\u00e1dica Maia. Era considerado mensageiro dos deuses, concedendo a riqueza aos homens, em especial enquanto multiplicador dos rebanhos. Mais tarde ele passou a ser honrado como deus dos caminhos, das ruas e das viagens, como protetor dos comerciantes, mas tamb\u00e9m dos ladr\u00f5es e vigaristas.<\/p>\n<p>J\u00e1 em sua primeira inf\u00e2ncia ele deu provas de grande ast\u00facia. Uma vez ele furtou de seu irm\u00e3o Apolo, que pastoreava os rebanhos dos deuses, cinq\u00fcenta reses, e soube escond\u00ea-las com tanta habilidade que Apolo n\u00e3o foi mais capaz de encontr\u00e1-las.<\/p>\n<p>Embrulhou os seus cascos com folhagens, de maneira que suas pegadas se tornaram indecifr\u00e1veis, e escondeu-as numa caverna, levando-as de marcha-a-r\u00e9, para que as pegadas parecessem levar de dentro para fora. Conseguiu reconciliar-se com seu irm\u00e3o, que as encontrou depois de muito procurar, dando-lhe de presente a lira, que acabara de inventar.<\/p>\n<p>Encontrou uma tartaruga, cuja carapa\u00e7a ele usou como caixa ac\u00fastica, sobre ela colocando sete cordas, feitas das tripas de uma das vacas que ele roubara e abatera.<\/p>\n<p>Hermes tamb\u00e9m era considerado como o deus que concede o sono. Com um bast\u00e3o de ouro, ele fechava e abria os olhos dos seres humanos, e conduzia aos \u00ednferos as almas dos finados.<\/p>\n<p>Nas artes pl\u00e1sticas, era representado como um belo jovem com um chap\u00e9u de viagem, sand\u00e1lias douradas e um bast\u00e3o. Mais tarde, o chap\u00e9u, as sand\u00e1lias e o bast\u00e3o foram decorados com asas.<\/p>\n<p>O romano Merc\u00fario, que corresponde ao grego Hermes, era honrado sobretudo como deus do com\u00e9rcio, o que j\u00e1 \u00e9 indicado pelo seu pr\u00f3prio nome, derivado do latim merx (mercadoria).<\/p>\n<p>H\u00e9stia (em latim, Vesta), a irm\u00e3 de Zeus, era a deusa do fogo dos lares. O local onde era honrada era o fog\u00e3o de cada casa. Assim como o fog\u00e3o constitu\u00eda o ponto central da fam\u00edlia, havia tamb\u00e9m um fog\u00e3o para a comunidade mais ampla de todos os cidad\u00e3os, um fog\u00e3o do estado, que ficava na assembl\u00e9ia de Atenas, onde brilhava uma luz eterna.<\/p>\n<p>Quando uma cidade grega fundava uma col\u00f4nia, os colonos apanhavam o fogo do altar sagrado de H\u00e9stia, para o fog\u00e3o da nova cidade a ser constru\u00edda, e o levavam com eles.<\/p>\n<p>Encontramos a mesma situa\u00e7\u00e3o em Roma, onde a deusa do fogo sagrado se chamava Vesta. No templo de Vesta, em Roma, sacerdotisas chamadas vestais zelavam por um fogo eterno que jamais podia apagar-se.<\/p>\n<p>Este posto apenas era acess\u00edvel a mo\u00e7as nobres, j\u00e1 devotadas a este sacerd\u00f3cio desde a inf\u00e2ncia, e que permaneciam por trinta anos a servi\u00e7o da deusa, per\u00edodo durante o qual precisavam manter a virgindade. Se uma vestal perdesse a virgindade, era enterrada viva.<\/p>\n<p>Se deixasse apagar-se o fogo eterno, era a\u00e7oitada pelo sacerdote superior. O fogo novo era criado atrav\u00e9s do atrito de dois peda\u00e7os de madeira, ou atrav\u00e9s dos raios de sol concentrados por um espelho.<\/p>\n<h4>Os deuses da \u00e1gua<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte e Mitologia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/arte-e-mitologia-13.jpg\" alt=\"Arte e Mitologia\" width=\"161\" height=\"292\" \/><br \/>\n<b>Pos\u00eddon (em latim, Neptunus). <\/b><\/p>\n<p>A Pos\u00eddon, irm\u00e3o de Zeus, coube, na divis\u00e3o do mundo, a soberania sobre a \u00e1gua. Com seu imponente tridente, ele agita as ondas do mar e assim provoca as tempestades, a bordo de sua carruagem de ouro, puxada por cavalos com arreios de ouro.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 capaz de provocar tremores de terra ao agit\u00e1-la com o seu tridente. Em Homero, seu ep\u00edteto \u00e9 &#8220;treme-terra&#8221;. Mas ele n\u00e3o s\u00f3 faz com que maremotos e naufr\u00e1gios recaiam sobre os homens, como tamb\u00e9m envia-lhes bons ventos e boas viagens.<\/p>\n<p>O cavalo, que ele dera de presente \u00e0 \u00c1tica em sua disputa com Atena, era sagrado a ele. Ele tamb\u00e9m era considerado o domador dos cavalos de corrida, e por isto era freq\u00fcentemente honrado como deus-cavaleiro, Em sua honra eram celebrados, no estreito de Corinto, no istmo, os Jogos \u00cdstmicos, cujo ponto alto era uma corrida de quadrigas. O deus marinho dos romanos era Netuno.<\/p>\n<p>Demais divindades marinhas. Al\u00e9m de Anfitrite, a mulher de Pos\u00eddon, seu filho Trit\u00e3o, que sopra uma concha marinha, provocando e acalmando os movimentos do mar, e do antigo mar, Nereu, com suas cinq\u00fcenta filhas, as nereidas, os gregos conheciam outras divindades marinhas.<\/p>\n<p>Na ilha de Faros, na costa eg\u00edpcia, Proteu vigiava entre as focas de Anfitrite. Ele possu\u00eda o Dom da profecia, mas s\u00f3 fazia uso deste quando era obrigado, e buscava escapar desta obriga\u00e7\u00e3o metamorfoseando-se de todas as maneiras. Seu nome, at\u00e9 hoje, \u00e9 usado para designar pessoas capazes de se transformarem.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o deus marinho Glauco, com o ep\u00edteto P\u00f4ntios, \u00e9 uma divindade prof\u00e9tica. Segundo o mito, ela era um pescador da Be\u00f3cia, que enlouqueceu por causa de uma erva m\u00e1gica, saltando no mar, onde foi transformado em divindade.<\/p>\n<p>Dentre as divindades aqu\u00e1ticas est\u00e3o tamb\u00e9m os deuses-rios e as ninfas aqu\u00e1ticas. Segundo as id\u00e9ias dos antigos, cada rio era uma divindade masculina. As ninfas eram filhas de Zeus, que viviam n\u00e3o s\u00f3 nas fontes, c\u00f3rregos e rios, mas tamb\u00e9m em bosques, florestas e grutas.<\/p>\n<p>Ainda assim, faz-se uma distin\u00e7\u00e3o entre n\u00e1iades (ninfas da \u00e1gua e das fontes), dr\u00edades (ninfas das \u00e1rvores), or\u00e9ades (ninfas dos morros) etc. Elas eram imaginadas como atraentes donzelas, que possu\u00edam vida muito longa, mas que n\u00e3o eram imortais.<\/p>\n<h4>Os deuses da terra<\/h4>\n<p>Dem\u00e9ter (em latim, Ceres) \u00e9 a deusa da fertilidade, especialmente da agricultura. A Zeus ela deu uma filha, Pers\u00e9fone (em latim, Proserpina). Hades, o deus dos \u00cdnferos, a raptou quando ela brincava num prado, perto de Hena, na ilha da Sic\u00edlia, com as filhas de Oceano, e a levou consigo para o seu reino, onde fez dela a sua esposa.<\/p>\n<p>Lamentado-se, sua m\u00e3e vagou por nove dias e nove noites pela terra, \u00e0 procura de sua filha perdida. Quando, no d\u00e9cimo dia, o deus-sol H\u00e9lio, que tudo v\u00ea, revelou-lhe o que acontecera com Pers\u00e9fone, ela ficou t\u00e3o desolada que fugiu da companhia dos deuses e, tomando a forma de uma mulher, passou a vagar entre os homens, vestida como uma mendiga.<\/p>\n<p>Em El\u00eausis, perto de Atenas, foi reconhecida e recebida com grande hospitalidade. Foi constru\u00eddo um templo em sua homenagem, no qual ela passou a morar. Ela estava enfurecida com Zeus por ele ter permitido que sua pr\u00f3pria filha fosse raptada, e privou a terra de sua fertilidade, de modo que uma grande fome amea\u00e7ava destruir toda a humanidade.<\/p>\n<p>Zeus ent\u00e3o determinou que Pers\u00e9fone passaria dois ter\u00e7os do ano com sua m\u00e3e, e um ter\u00e7o com seu marido, nas profundezas da terra. Enquanto ela permanecia na superf\u00edcie da terra, as flores e frutos apareciam; quando ela deixava a terra, chegava o inverno.<\/p>\n<p>Ao filho do rei de El\u00eausis, Tript\u00f3lemo, ela ensinou a agricultura como prova de gratid\u00e3o pela acolhida que recebera. Em El\u00eausis ambas as divindades eram homenageadas com festivais todos os anos, os mist\u00e9rios de El\u00eausis, onde a hist\u00f3ria dos sofrimentos de Dem\u00e9ter era representada para os iniciados neste ritual religioso.<\/p>\n<p>Os romanos consideravam Dem\u00e9ter id\u00eantica \u00e0 sua deusa da fertilidade, Ceres.<\/p>\n<p>Dioniso (em latim, Bacchus) era o deus do crescimento exuberante e da opul\u00eancia, em particular do vinho. A poesia hom\u00e9rica n\u00e3o lhe faz nenhuma refer\u00eancia. Seu culto s\u00f3 chegou mais tarde \u00e0 Gr\u00e9cia, proveniente da Tr\u00e1cia.<\/p>\n<p>Ele era considerado filho de Zeus e da princesa S\u00eamele, da qual Zeus se aproximara depois de tomar forma humana. Ela pediu que Zeus se mostrasse a ela em sua forma divina, como trov\u00e3o, mais isto fez com que ela fosse despeda\u00e7ada. Seu filho foi criado pelas ninfas.<\/p>\n<p>Quando Dioniso cresceu, passou a vagar pelo mundo, acompanhado de um grande s\u00e9quito de ninfas e s\u00e1tiros, esp\u00edritos da florestas com chifres, rabos e cascos de bodes, para disseminar seus rituais religiosos e o cultivo do vinho.<\/p>\n<p>Dentre os romanos, Dioniso era homenageado sob o nome de Baco.<\/p>\n<p>P\u00e3 (em latim, Faunus) era uma divindade das montanhas e das florestas, considerado como protetor de animais pequenos, pastores e ca\u00e7adores. Era representado como um homem barbudo, com uma cabeleira desarrumada, cascos de bode e chifres.<\/p>\n<p>Durante o dia, em companhia das ninfas, ele percorria os morros e vales, na hora do almo\u00e7o, dormia (a hora de P\u00e3), \u00e0 noite tocava, em sua gruta, a Siringe, a flauta de pastor por ele inventada, que consistia de sete ou oito tubos, justapostos e presos um ao outro por uma faixa.<\/p>\n<p>A ele era atribu\u00eddo o terror s\u00fabito que toma as pessoas ao ouvirem um barulho inesperado em meio ao sil\u00eancio mortal de um dia de ver\u00e3o (terror p\u00e2nico).<\/p>\n<p>Os romanos viam em P\u00e3 o deus da fertilidade, Fauno, visto como o protetor da pecu\u00e1ria e da agricultura.<\/p>\n<h4>Os deuses dos \u00cdnferos<\/h4>\n<p>Hades (em latim, Orcus) \u00e9 o irm\u00e3o de Zeus e Pos\u00eddon. Junto com a sua esposa Pers\u00e9fone (em latim, Proserpina) ele \u00e9 o soberano do reino dos mortos. Como inimigo de tudo o que vive, \u00e9 odiado por deuses e homens. No per\u00edodo p\u00f3s-hom\u00e9rico, o espa\u00e7o subterr\u00e2neo onde se imaginava que ficassem confinadas as almas dos finados tamb\u00e9m era chamado de Hades.<\/p>\n<p>O deus romano dos \u00cdnferos, que corresponde a Hades, \u00e9 Orco.<\/p>\n<p>H\u00e9cate. Originalmente uma deusa dos camponeses, H\u00e9cate era considerada pelos gregos como uma divindade dos fantasmas, que vagava pela noite nas estradas e nos t\u00famulos, acompanhada das almas dos falecidos e dos fantasmas de todos os tipos. Tinha tamb\u00e9m um papel na magia.<\/p>\n<p>Er\u00ednias (em latim, Furien). As Er\u00ednias eram deusas vingadoras, a servi\u00e7o dos deuses dos \u00cdnferos, que puniam todas as injusti\u00e7as, n\u00e3o s\u00f3 nos \u00cdnferos mas tamb\u00e9m no mundo superior. Imaginavam-se essas deusas como mulheres com cabelos de serpente, dentes arreganhados e l\u00ednguas de fora, com cintur\u00f5es de serpente, tochas e chicotes nas m\u00e3os. Para n\u00e3o provoc\u00e1-las, costumava-se cham\u00e1-las de Eum\u00eanides &#8220;as benevolentes&#8221;. Dentre os romanos, eram chamadas de F\u00farias.<\/p>\n<p>As divindades da morte propriamente ditas eram T\u00e2nato, o irm\u00e3o g\u00eameo do deus do sono, Hipnos, e as Keres, deusas da morte violenta.<\/p>\n<p>Fonte: www.starnews2001.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arte e Mitologia, Romana, Gr\u00e9cia, Mitologia, Antiga, Grega, Deuses, Est\u00e1tua, Poetas, Humanidade, Hist\u00f3ria, Arte e Mitologia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-8489","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Arte e Mitologia, Romana, Gr\u00e9cia Arte e Mitologia<\/title>\n<meta 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