{"id":81501,"date":"2016-08-23T16:59:18","date_gmt":"2016-08-23T16:59:18","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=81501"},"modified":"2026-06-25T08:46:18","modified_gmt":"2026-06-25T10:46:18","slug":"modos-verbais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/portugues\/modos-verbais","title":{"rendered":"Modos Verbais"},"content":{"rendered":"<p>Os\u00a0<b>modos verbais<\/b>\u00a0referem-se \u00e0 maneira ou atitude com que um verbo \u00e9 expresso. Eles ajudam o falante a indicar se uma frase \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o factual, uma ordem, uma pergunta, um desejo ou uma situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica.<\/p>\n<p><b>Na l\u00edngua portuguesa, existem tr\u00eas modos principais:<\/b>\u00a0indicativo (certeza), subjuntivo (d\u00favida\/hip\u00f3tese) e imperativo (ordem\/pedido).<\/p>\n<p>Cada um desses modos tem uma maneira particular de conjugar o verbo.<\/p>\n<p>Isto \u00e9, o mesmo verbo \u00e9 conjugado de forma diferente e de acordo com determinadas regras de acordo com a forma verbal estiver.<\/p>\n<p>Por exemplo, cada modalidade tem certas verbais tempos.<\/p>\n<p>Ambas as vezes como os modos s\u00e3o chamados como os acidentes gramaticais do verbo.<\/p>\n<p><strong>O verbo indicativo<\/strong><\/p>\n<p>O\u00a0<strong>verbo indicativo<\/strong>\u00a0\u00e9 caracterizada por concreto expressa e a\u00e7\u00e3o real. Por isso, tem muitas vezes definida como a maneira que tenta descrever o mundo real.<\/p>\n<p><strong>Por exemplo, a frase:\u00a0<\/strong>Pedro estudou cada noite, falando de uma pessoa que exer\u00e7a uma atividade espec\u00edfica e um tempo espec\u00edfico.<\/p>\n<p><strong>No entanto, se a senten\u00e7a \u00e9 modificada para que ele esteja no modo subjuntivo, que seria escrito como segue:\u00a0<\/strong>Pedro deve estudar todas as noites.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma grande diferen\u00e7a entre as duas frases, uma vez que o primeiro dos estados indicativos um fato, enquanto a ora\u00e7\u00e3o modo subjuntivo expressa um desejo, uma a\u00e7\u00e3o que ocorre em um momento particular.<\/p>\n<p><strong>O indicativo tem os seguintes tempos:\u00a0<\/strong>presente, pret\u00e9rito perfeito, pret\u00e9rito imperfeito, futuro e simples condicional.<\/p>\n<p><strong>Subjuntivo do modo verbo<\/strong><\/p>\n<p>O modo subjuntivo do verbo expressa uma possibilidade, uma a\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica.<\/p>\n<p>Por exemplo, a ora\u00e7\u00e3o Todos esperavam para agir corretamente.<\/p>\n<p>Nessa declara\u00e7\u00e3o, o verbo expressa um ato de a\u00e7\u00e3o n\u00e3o realizado ainda, porque \u00e9 uma express\u00e3o do desejo que enuncia ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O modo subjuntivo em espanhol tem tr\u00eas tempos b\u00e1sicos:<\/strong>\u00a0presente, passado e futuro.<\/p>\n<p><strong>Modo imperativo do verbo<\/strong><\/p>\n<p>Verbos conjugados no modo imperativo servir para expressar qualquer ordem, para avisar, amea\u00e7ar ou mendigar.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:\u00a0<\/strong>Estudo se voc\u00ea n\u00e3o vai falhar!<\/p>\n<p><b>Modos Verbais \u2013 Tipos<\/b><\/p>\n<p><strong>S\u00e3o 3 os MODOS DO VERBO:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.\u00a0<\/strong>Indicativo<br \/>\n<strong>2.<\/strong>\u00a0Subjuntivo<br \/>\n<strong>3.<\/strong>\u00a0Imperativo<\/p>\n<p><strong>MODO INDICATIVO:<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 aquele que expressa UM FATO CONCRETO, REAL, REALIZ\u00c1VEL, seja NO PASSADO, NO PRESENTE ou NO FUTURO.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:\u00a0<\/strong>\u201cEU ASSISTO \u00c0S AULAS \u00c0 TARDE\u201d.<\/p>\n<p>Para esse\/essa aluno (a) matriculado no turno vespertino, o ato de assistir \u00e0s aulas nesse turno \u00c9 UM FATO CONCRETO, REAL,ainda que, de vez em quando, ele\/ela venha a faltar a alguma das aulas)<\/p>\n<p>(Neste exemplo, trata-se de um FATO QUE OCORRE \u00a0N O \u00a0 \u00a0P R E S E N T E)<\/p>\n<p>\u201cEU ASSISTI \u00c1 AULA ONTEM \u00c1 TARDE\u201d<\/p>\n<p>Aqui, temos uma A\u00c7\u00c3O J\u00c1 OCORRIDA, NO PASSADO. Portanto, UM FATO REAL, CONCRETO)<\/p>\n<p>\u201cEU ASSISTIREI \u00c0 AULA DE F\u00cdSICA AMANH\u00c3 \u00c0 NOITE\u201d<\/p>\n<p>(Aqui, temos uma A\u00c7\u00c3O AINDA N\u00c3O REALIZADA, mas que, SE N\u00c3O HOUVER ALGUM IMPREVISTO MAIOR, ELA \u00a0O \u00a0CORRER\u00c1).<\/p>\n<p><strong>IMPORTANTE: Fazem parte do modo indicativo de um verbo:<\/strong><\/p>\n<p>O indicativo presente, os pret\u00e9ritos (perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito), os futuros (do presente e do pret\u00e9rito).<\/p>\n<p><strong>MODO SUBJUNTIVO:<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 aquele que EXPRESSA A\u00c7\u00c3O DUVIDOSA, INCERTA, porque depende de determinados fatores para que ocorra.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>SE N\u00c3O CHOVER, iremos \u00e0 aula.<br \/>\n(<b>Ou seja<\/b>: nossa ida \u00e0 aula est\u00e1 condicionada ao detalhe de N\u00c3O CHOVER)<\/p>\n<p>QUANDO EU FOR RICO, TODOS ME ADULAR\u00c3O<\/p>\n<p>(<b>Ou seja:\u00a0<\/b>a \u00fanica chance de eu vir a ser \u201cadulado\u201d \u00e9 eu vir a ser rico. S\u00d3 NAQUELA OPORTUNIDADE)<\/p>\n<p>SE EU FOSSE BONITO, teria todas as mulheres aos meus p\u00e9s.<br \/>\n(<b>Ou seja:\u00a0<\/b>\u00a0\u00e9 improv\u00e1vel que eu tenha todas as mulheres aos meus p\u00e9s. Isso s\u00f3 seria poss\u00edvel SE EU FOSSE BONITO).<\/p>\n<p>Conforme p\u00f4de ser confirmado pelos tr\u00eas exemplos acima (em que os verbos no trecho em mai\u00fasculo pertencem ao MODO SUBJUNTIVO), o MODO SUBJUNTIVO \u00c9 SIN\u00d4NIMO DE ALGO INSEGURO, INCERTO.<\/p>\n<p><strong>Fazem parte do MODO SUBJUNTIVO:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Subjuntivo presente (cuja conjuga\u00e7\u00e3o \u00e9 iniciada pela conjun\u00e7\u00e3o \u201cque\u201d:<\/strong>\u00a0que eu seja, que tu sejas\u2026)<br \/>\nImperfeito do subjuntivo<br \/>\nFuturo do subjuntivo<br \/>\nInfinitivo pessoal<\/p>\n<p><strong>MODO \u00a0 IMPERATIVO<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 aquele que exprime uma DETERMINA\u00c7\u00c3O a ser cumprida ou um pedido (na realidade, todo pedido, num modo imperativo, \u00c9 UMA ORDEM, apenas \u201cdisfar\u00e7ada\u201d \u00a0 de pedido, apenas porque emprega as express\u00f5es \u201cpor favor\u201d, \u201cpor gentileza\u201d, etc.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cFa\u00e7a-se a luz !\u201d (uma ordem, uma determina\u00e7\u00e3o divina a ser \u2013 e foi \u2013 cumprida)<br \/>\n\u201cPOR FAVOR, apresente-se o pr\u00f3ximo candidato\u201d (um \u201cpedido\u201d, por causa do emprego da express\u00e3o \u201cpor favor\u201d.<\/p>\n<p>Mas, independente de ser PEDIDO ou ORDEM, nos dois exemplos acima, temos o emprego do MODO IMPERATIVO.<br \/>\n(a \u00a0respeito da conjuga\u00e7\u00e3o do modo imperativo \u2013 nas formas afirmativa e negativa \u2013 , esse assunto foi objeto de um encontro individual anterior.<\/p>\n<p><b>TEMPOS E MODOS VERBAIS. SEUS USOS GERAIS E ESPECIAIS\u00a0 \u00a0 \u00a0<\/b><\/p>\n<p><strong>Tempos Simples do Indicativo<\/strong><\/p>\n<p><strong>O verbo se refere a um processo no tempo. Pode ser simples (isto \u00e9, absoluto, n\u00e3o acompanhado de outro verbo, n\u00e3o formando locu\u00e7\u00e3o) ou composto (h\u00e1 uma locu\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>O auxiliar TER e HAVER + o partic\u00edpio do verbo principal).<\/p>\n<p>Os tempos simples do indicativo podem estar no presente, no pret\u00e9rito ou no futuro, conforme exprima um fato no momento (espero), antes (esperei) ou depois (esperarei) da fala.<\/p>\n<p><strong>O presente tem uma \u00fanica forma. J\u00e1 o pret\u00e9rito tem o perfeito ( fato iniciado e totalmente conclu\u00eddo no passado<\/strong>:\u00a0<b>Ele FOI embora), o imperfeito ( fato n\u00e3o conclu\u00eddo, indicando uma continuidade no passado<\/b>:\u00a0<b>Ele IA embora), e o mais-que-perfeito (fato iniciado e conclu\u00eddo num passado, anterior ao passado perfeito<\/b>:<\/p>\n<p>Ele foi; ela FORA antes).\u00a0<b>O futuro, por sua vez, tem o futuro do presente (o fato ocorrer\u00e1 depois de fala<\/b>: Ele IR\u00c1 amanh\u00e3) e o futuro do pret\u00e9rito (um evento futuro relacionado com outro do passado ( Eu IRIA, se ela fosse. Voc\u00ea n\u00e3o foi, dizendo que a irm\u00e3 IRIA).<\/p>\n<p><strong>Usos Especiais dos Tempos Simples do Indicativo:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)\u00a0<\/strong><b>O presente pode substituir o pret\u00e9rito perfeito. Trata-se do presente hist\u00f3rico<\/b>: Em 399 aC., S\u00f3crates MORRE (morreu).\u00a0<b>Ou o futuro do presente<\/b>: No ano que vem, ele se ELEGE (eleger\u00e1).<br \/>\n<strong>b) O imperfeito pode ser usado no lugar do futuro do pret\u00e9rito<\/strong>: MORRIA (morreria) muita gente, se n\u00e3o existissem os antibi\u00f3ticos.<br \/>\n<strong>c)<\/strong>\u00a0<strong>O mais-que-perfeito pode substituir o futuro do pret\u00e9rito e o imperfeito do subjuntivo<\/strong>: Ela LUTARA mais, n\u00e3o FORA o des\u00e2nimo.<b>\u00a0E em ora\u00e7\u00f5es optativas (expressam desejos)<\/b>: QUISERA eu n\u00e3o ter problemas!<br \/>\n<strong>d)\u00a0<\/strong>O futuro do presente pode indicar d\u00favida (o vereador TER\u00c1 uns dois mil votos) ou ser usado como imperativo ( n\u00e3o ROUBAR\u00c1S)<br \/>\n<strong>e) O futuro do pret\u00e9rito pode indicar um &#8220;presente polido&#8221;<\/strong>: Voc\u00ea me DARIA um copo d\ufffd\u00e1gua?<\/p>\n<p><strong>Modos Verbais (indicativo, subjuntivo, imperativo).<\/strong><\/p>\n<p><strong>O indicativo exprime certeza de quem fala<\/strong>: Gosto de Campina Grande.<br \/>\n<strong>O subjuntivo indica d\u00favida e imprecis\u00e3o<\/strong>: Oxal\u00e1 voc\u00ea goste de Campina Grande.<br \/>\n<strong>O Imperativo exprime ordem, convite ou conselho:\u00a0<\/strong>Fala devagar! Bebe \u00e1gua! Beba \u00e1gua!. N\u00e3o comas sem mastigar bem! N\u00e3o bebas \u00e1gua suja! Traz a caneta! N\u00e3o tragas o cachorro, traga o gato!<\/p>\n<p><strong>NOTA:<\/strong>\u00a0<strong>O infinitivo impessoal pode funcionar como imperativo<\/strong>: N\u00e3o FALAR alto aqui! N\u00e3o JOGAR lixo no ch\u00e3o!<\/p>\n<p><strong>O sistema verbal<\/strong><\/p>\n<p><strong>O sistema verbal latino possui as seguintes caracter\u00edsticas:<\/strong><\/p>\n<p><b>1. Pessoa<\/b>: as formas verbais do latim indicam a pessoa que fala, se a primeira (eu, n\u00f3s), a segunda (tu, v\u00f3s) ou a terceira (ele\/ela, eles\/elas), sem que necessariamente exijam a presen\u00e7a do pronome para indicar qual seja. Assim, se dizemos em portugu\u00eas &#8220;amas&#8221;, sabemos que se trata da segunda pessoa (tu amas).\u00a0<strong>Em latim ocorre o mesmo<\/strong>: &#8220;amas&#8221; significa &#8220;tu amas&#8221;, ou simplesmente &#8220;amas&#8221;.<br \/>\n<b>2. N\u00famero<\/b>:\u00a0<strong>as formas verbais latinas indicam se o sujeito \u00e9 singular ou plural<\/strong>: &#8220;amas&#8221; (tu amas, singular); &#8220;amatis&#8221; (v\u00f3s amais, plural).<br \/>\n<b>3. Tempo<\/b>: as formas verbais latinas indicam se a a\u00e7\u00e3o se d\u00e1 no passado, no presente ou no futuro. Mas como existe a preocupa\u00e7\u00e3o de se distinguir se a a\u00e7\u00e3o foi completada ou se est\u00e1 em curso no momento pedido, o latim, como em portugu\u00eas, vai dividir seus tempos passado e futuro.\u00a0<strong>Note as diferen\u00e7as<\/strong>: &#8220;amavi&#8221;, eu amei; &#8220;amabam&#8221;, eu amava; &#8220;am\u00e0veram&#8221;, eu amara (ou eu havia amado).<br \/>\n<b>4. Voz<\/b>:\u00a0<strong>as formas verbais latinas distinguem dois tipos de voz<\/strong>: a ativa indica que o sujeito realiza a a\u00e7\u00e3o, e a passiva indica que o sujeito de alguma forma recebe a a\u00e7\u00e3o.\u00a0<strong>Note<\/strong>: &#8220;amo&#8221;, eu amo; &#8220;amor&#8221;(pronuncie \u00e1mor), eu sou amado.<\/p>\n<p><b>Modo<\/b>: as formas verbais latinas distinguem tr\u00eas modos verbais. Por modo entendemos a maneira como o sujeito concebe a a\u00e7\u00e3o verbal. O modo indicativo \u00e9 o modo do fatual, e \u00e9 usado para se fazer afirma\u00e7\u00f5es e perguntas; o modo subjuntivo \u00e9 usado para expressar id\u00e9ia, inten\u00e7\u00e3o, desejo, potencialidade ou suposi\u00e7\u00e3o; e o modo imperativo \u00e9 usado em ordens.<\/p>\n<p><b>Os tempos do indicativo<\/b><\/p>\n<p>O indicativo quase n\u00e3o apresentar\u00e1 problemas na tradu\u00e7\u00e3o, e a cada um de seus tempos podemos atribuir uma forma equivalente em portugu\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Os tempos s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><b>1. Presente<\/b>:\u00a0<strong>&#8220;amat&#8221;, traduzido em portugu\u00eas pelo presente simples<\/strong>: &#8220;ele ama&#8221; (e \u00e0s vezes por &#8220;ele est\u00e1 amando&#8221;, j\u00e1 que o latim n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o entre a forma simples e a progressiva)<br \/>\n<b>2. Imperfeito<\/b>:<strong>\u00a0&#8220;amabat&#8221;, traduzido em portugu\u00eas pelo pret\u00e9rito imperfeito<\/strong>: &#8220;ele amava&#8221; (e \u00e0s vezes por &#8220;ele estava amando&#8221;)<br \/>\n<b>3. Futuro<\/b>:\u00a0<strong>&#8220;am\u00e0bit&#8221;, traduzido em portugu\u00eas pelo futuro do presente simples<\/strong>: &#8220;ele amar\u00e1&#8221; (e \u00e0s vezes por &#8220;ele estar\u00e1 amando&#8221;)<br \/>\n<b>4. Perfeito<\/b>:\u00a0<strong>&#8220;am\u00e0vit&#8221;, traduzido em portugu\u00eas pelo pret\u00e9rito perfeito<\/strong>: &#8220;ele amou&#8221; (e \u00e0s vezes por &#8220;ele tem amado&#8221;)<br \/>\n<b>5. Mais-que-perfeito<\/b>: &#8220;am\u00e0verat&#8221;, traduzido em portugu\u00eas pelo pret\u00e9rito mais-que -perfeito simples, &#8220;ele amara&#8221;, ou pelo composto, &#8220;ele havia amado&#8221;.<br \/>\n<b>6. Futuro perfeito<\/b>:\u00a0<strong>&#8220;am\u00e0verit&#8221;, traduzido em portugu\u00eas pelo futuro do presente composto<\/strong>: &#8220;ele ter\u00e1 amado&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Ser\u00e3o chamados de tempos prim\u00e1rios os seguintes<\/strong>:\u00a0<strong>presente, futuro e futuro perfeito; ser\u00e3o chamados de tempos secund\u00e1rios os seguintes<\/strong>: imperfeito, perfeito e mais-que-perfeito. Quando o perfeito representar uma a\u00e7\u00e3o come\u00e7ada no passado e que perdura no presente (chamado de perfeito l\u00f3gico), ele ser\u00e1 considerado tempo prim\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Por ora, basta saber o seguinte:<\/strong>\u00a0o presente e os futuros s\u00e3o prim\u00e1rios, e todos os passados secund\u00e1rios.<\/p>\n<p><b>O infinitivo<\/b><\/p>\n<p>As formas do indicativo s\u00e3o chamadas de finitas, Em latim, &#8220;finis&#8221; significa &#8220;fronteira, limite&#8221;, e podemos pensar que as formas finitas s\u00e3o limitadas por pessoa, n\u00famero, tempo, voz e modo. O infinitivo n\u00e3o \u00e9 limitado por pessoa, n\u00famero e modo, mas o \u00e9 por tempo e voz.<\/p>\n<p>Daremos a seguir a tradu\u00e7\u00e3o &#8220;padr\u00e3o&#8221; para as formas do infinitivo. Nem sempre todo infinitivo que voc\u00ea encontrar nos textos latinos deve ser necessariamente traduzido por uma dessas formas, uma vez que existe uma constru\u00e7\u00e3o muito importante em latim, chamada ora\u00e7\u00e3o infinitiva, onde o significado do infinitivo depende do tempo do verbo principal.<\/p>\n<p><strong>Eis as formas:<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"40%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td width=\"15%\"><\/td>\n<td width=\"40%\"><strong>Ativo<\/strong><\/td>\n<td width=\"40%\"><strong>Passivo<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td rowspan=\"2\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Presente<\/strong><\/td>\n<td><strong>amare<\/strong><\/td>\n<td><strong>amari<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">amar<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">ser amado<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td rowspan=\"2\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Perfeito<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>amavisse<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>amatus esse<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">ter amado<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">ter sido amado<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td rowspan=\"2\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Futuro<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>amaturum esse<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>amatum iri<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">haver de amar<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">haver de ter sido amado (forma rara)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><b>As quatro conjuga\u00e7\u00f5es<\/b><\/p>\n<p><strong>Com exce\u00e7\u00e3o do verbo ser, todos os verbos latinos pertencem a uma das quatro conjuga\u00e7\u00f5es abaixo:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. Primeira<\/strong>: verbos com o presente do infinitivo em\u00a0<b>-\u00e0re:\u00a0<\/b>am\u00e0re<br \/>\n<strong>2.<\/strong>\u00a0<strong>Segunda<\/strong>: verbos com o presente do infinitivo em\u00a0<b>-\u00e8re:\u00a0<\/b>impl\u00e8re<br \/>\n<strong>3. Terceira:\u00a0<\/strong>verbos com o presente do infinitivo em\u00a0<b>-ere:\u00a0<\/b>inc\u00ecpere<br \/>\n<strong>4. Quarta:<\/strong>\u00a0verbos com o presente do infinitivo em\u00a0<b>-\u00ecre:\u00a0<\/b>sent\u00ecre<\/p>\n<p><strong>Uma importante diferen\u00e7a entre a segunda e a terceira conjuga\u00e7\u00f5es<\/strong>: na segunda o pen\u00faltimo\u00a0<b>e\u00a0<\/b>\u00e9 longo, e por isso recebe o acento t\u00f4nico; na terceira, o\u00a0<b>e<\/b>\u00a0\u00e9 sempre breve, e por isso o acento t\u00f4nico recua.<\/p>\n<p><b>E. Os tempos primitivos<\/b><\/p>\n<p>Tempos primitivos s\u00e3o os tempos fundamentais, de que derivam os demais tempos. Com o seu conhecimento, todos os demais tempos podem ser formados.<\/p>\n<p><strong>Por exemplo, o verbo &#8220;amar&#8221; tem os seguintes tempos primitivos<\/strong>:\u00a0<b>amo, amavi, amatum, amare<\/b>, que s\u00e3o, respectivamente, a primeira pessoa do singular do presente do indicativo, &#8220;eu amo&#8221;; a primeira pessoa do singular do perfeito, &#8220;eu amei&#8221;; o supino (veremos seu significado mais \u00e0 frente), &#8220;amado&#8221;; e o infinitivo presente, &#8220;amar&#8221;.<\/p>\n<p>Cada um desses tempos primitivos \u00e9 respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de outros tempos, cujo conjunto formar\u00e1 a conjuga\u00e7\u00e3o completa do verbo.<\/p>\n<p>Costuma-se recomendar que, juntamente com o verbo, sejam aprendidos seus tempos primitivos. Com a pr\u00e1tica, no entanto, isso se tornar\u00e1 autom\u00e1tico, e n\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio por ora que voc\u00ea se preocupe com eles.<\/p>\n<p><strong>Apenas guarde que esse fato<\/strong>: de apenas quatro tempos os outros todos podem ser formados.<\/p>\n<p>Em um dicion\u00e1rio voc\u00ea dever\u00e1 procurar sempre pela primeira pessoa do presente do indicativo, ou seja, em &#8220;amo&#8221;, e nunca em &#8220;amare&#8221;. \u00c9 um costume diferente do nosso, que costumamos sempre procurar o significado de um verbo pelo infinitivo.<\/p>\n<p><strong>Um outro fato interessante \u00e9 que no dicion\u00e1rio voc\u00ea encontrar\u00e1, para o verbo &#8220;amar&#8221;, a enuncia\u00e7\u00e3o de seus tempos primitivos de forma abreviada<\/strong>:\u00a0<b>amo, -as, -avi, -atum, -are<\/b>, de onde voc\u00ea formar\u00e1\u00a0<b>amo, amas\u00a0<\/b>(a segunda pessoal do singular do presente do indicativo, &#8220;tu amas&#8221;, embora n\u00e3o seja um tempo primitivo),\u00a0<b>amavi, amatum, amare.\u00a0<\/b>E assim com todos outros verbos.<\/p>\n<p><b>F. O sistema do presente do indicativo ativo das duas primeiras conjuga\u00e7\u00f5es<\/b><\/p>\n<p><strong>Como vimos na se\u00e7\u00e3o B acima, seis s\u00e3o os tempos do indicativo, que listamos na seguinte ordem<\/strong>: presente, imperfeito, futuro; perfeito, mais-que-perfeito, futuro perfeito.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas primeiros formam o chamado sistema do presente. Todos estes tr\u00eas tempos, o presente, o imperfeito e o futuro, s\u00e3o formados de maneira semelhante. Primeiro, toma-se o infinitivo presente,\u00a0<b>amare<\/b>, e retira-se o\u00a0<b>-re<\/b>\u00a0do final. No que sobra,\u00a0<b>ama-<\/b>,\u00a0<b>adicione:<\/b><\/p>\n<p><strong>1. Para o presente<\/strong>, as termina\u00e7\u00f5es<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"40%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>-o<\/strong><\/td>\n<td><strong>amao,\u00a0<\/strong>que vira<strong>\u00a0amo<\/strong><\/td>\n<td>= eu amo<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>-s<\/strong><\/td>\n<td><strong>amas<\/strong><\/td>\n<td>= tu amas<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>-t e\u00a0<\/strong>forme<\/td>\n<td><strong>amat<\/strong><\/td>\n<td>= ele ama, ela ama<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>-mus<\/strong><\/td>\n<td><strong>amamus<\/strong><\/td>\n<td>= n\u00f3s amamos<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>-tis<\/strong><\/td>\n<td><strong>amatis<\/strong><\/td>\n<td>= v\u00f3s amais<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>-nt<\/strong><\/td>\n<td><strong>amant<\/strong><\/td>\n<td>= eles amam, elas amam<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>2. Para o imperfeito,<\/strong>\u00a0some\u00a0<b>-ba<\/b>, formando\u00a0<b>amaba-, e as termina\u00e7\u00f5es:<\/b><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"40%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>-m<\/strong><\/td>\n<td><strong>amabam<\/strong><\/td>\n<td>= eu amava<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>-s<\/strong><\/td>\n<td><strong>amabas<\/strong><\/td>\n<td>= tu amavas<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>-t e\u00a0<\/strong>forme<\/td>\n<td><strong>amabat<\/strong><\/td>\n<td>= ele amava, ela amava<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>-mus<\/strong><\/td>\n<td><strong>amab\u00e0mus<\/strong><\/td>\n<td>= n\u00f3s am\u00e1vamos<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>-tis<\/strong><\/td>\n<td><strong>amab\u00e0tis<\/strong><\/td>\n<td>= v\u00f3s am\u00e1veis<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>-nt<\/strong><\/td>\n<td><strong>amabant<\/strong><\/td>\n<td>= eles amavam, elas amavam<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Note que a \u00fanica diferen\u00e7a nas termina\u00e7\u00f5es \u00e9 que o\u00a0<b>-o<\/b>\u00a0virou\u00a0<b>-m<\/b>\u00a0na primeira pessoa do singular.<\/p>\n<p><strong>3. Para o futuro<\/strong>, some\u00a0<b>-bi<\/b>, formando\u00a0<b>amabi-<\/b>,<b>\u00a0e as termina\u00e7\u00f5es<\/b>:<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"40%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td width=\"20%\"><strong>-o<\/strong><\/td>\n<td width=\"30%\"><strong>am\u00e0bio,\u00a0<\/strong>que vira\u00a0<strong>am\u00e1bo<\/strong><\/td>\n<td width=\"50%\">= eu amarei<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>-s<\/strong><\/td>\n<td><strong>am\u00e0bis<\/strong><\/td>\n<td>= tu amar\u00e1s<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>-t e\u00a0<\/strong>forme<\/td>\n<td><strong>am\u00e0bit<\/strong><\/td>\n<td>= ele amar\u00e1, ela amar\u00e1<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>-mus<\/strong><\/td>\n<td><strong>amab\u00e0mus<\/strong><\/td>\n<td>= n\u00f3s amaremos<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>-tis<\/strong><\/td>\n<td><strong>amab\u00e0tis<\/strong><\/td>\n<td>= v\u00f3s amareis<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>-nt<\/strong><\/td>\n<td><strong>am\u00e0bunt<\/strong><\/td>\n<td>= eles\/elas amar\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Note que as termina\u00e7\u00f5es s\u00e3o as mesmas do presente. Na terceira pessoa do plural, o\u00a0<b>i<\/b>\u00a0virou\u00a0<b>u<\/b>.<\/p>\n<p><strong>Pare um pouco e note:<\/strong><\/p>\n<p><strong>presente:<\/strong>\u00a0<b>ama-<\/b>\u00a0+ termina\u00e7\u00f5es (na primeira\u00a0<b>amao<\/b>\u00a0vira\u00a0<b>amo<\/b>)<br \/>\n<strong>imperfeito:<\/strong>\u00a0<b>ama-<\/b>\u00a0+\u00a0<b>-ba-<\/b>\u00a0+ termina\u00e7\u00f5es (na primeira acrescente\u00a0<b>-m<\/b>\u00a0e n\u00e3o\u00a0<b>-o<\/b>)<br \/>\n<strong>futuro:<\/strong>\u00a0<b>ama-\u00a0<\/b>+\u00a0<b>-bi-<\/b>\u00a0+ term. (na primeira\u00a0<b>amabio<\/b>\u00a0vira\u00a0<b>amabo<\/b>, e na \u00faltima o\u00a0<b>i\u00a0<\/b>vira<b>\u00a0u<\/b>).<\/p>\n<p>Fa\u00e7a uso desse fato para formar os mesmos tempos da segunda conjuga\u00e7\u00e3o.\u00a0<b>Use o verbo \u00ecmpleo, &#8220;encher&#8221;<\/b>: tome o infinitivo presente,\u00a0<b>impl\u00e8re,\u00a0<\/b>tire o\u00a0<b>-re<\/b>, e com o restante,\u00a0<b>impl\u00e8-,<\/b>\u00a0forme o presente, o imperfeito e o futuro do indicativo. Este \u00e9 seu primeiro exerc\u00edcio. A substitui\u00e7\u00e3o de\u00a0<b>ama-<\/b>\u00a0por\u00a0<b>impl\u00e8-<\/b>, sistematicamente, lhe dar\u00e1 a nova conjuga\u00e7\u00e3o. Note que\u00a0<b>\u00ecmpleo<\/b>\u00a0tem o\u00a0<b>e<\/b>\u00a0breve. Nas demais formas, \u00e9 longo.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 bom guardar a li\u00e7\u00e3o<\/strong>: os tr\u00eas primeiros tempos do indicativo na primeira e na segunda conjuga\u00e7\u00f5es t\u00eam\u00a0<b>termina\u00e7\u00f5es<\/b>\u00a0id\u00eanticas.<\/p>\n<p><b>G. O verbo ser<\/b><\/p>\n<p>O verbo &#8220;ser&#8221;, assim como \u00e9 irregular em portugu\u00eas, o \u00e9 tamb\u00e9m em latim. N\u00e3o nos resta outra alternativa sen\u00e3o decorar suas formas. Fa\u00e7a isso o quanto antes, uma vez que ele \u00e9 dos mais freq\u00fcentes, al\u00e9m de servir de base para uma s\u00e9rie de outros verbos muito importantes dele derivados.<\/p>\n<p><strong>Eis as formas:<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"40%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td colspan=\"2\" align=\"center\"><strong>Presente<\/strong><\/td>\n<td colspan=\"2\" align=\"center\"><strong>Imperfeito<\/strong><\/td>\n<td colspan=\"2\" align=\"center\"><strong>Futuro<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td width=\"18%\"><strong>sum<\/strong><\/td>\n<td width=\"17%\">sou<\/td>\n<td width=\"19%\"><strong>eram<\/strong><\/td>\n<td width=\"14%\">era<\/td>\n<td width=\"14%\">ero<\/td>\n<td width=\"18%\">serei<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>es<\/strong><\/td>\n<td>\u00e9s<\/td>\n<td><strong>eras<\/strong><\/td>\n<td>eras<\/td>\n<td>eris<\/td>\n<td>ser\u00e1s<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>est<\/strong><\/td>\n<td>\u00e9<\/td>\n<td><strong>erat<\/strong><\/td>\n<td>era<\/td>\n<td>erit<\/td>\n<td>ser\u00e1<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>sumus<\/strong><\/td>\n<td>somos<\/td>\n<td><strong>er\u00e0mus<\/strong><\/td>\n<td>\u00e9ramos<\/td>\n<td>\u00e8rimus<\/td>\n<td>seremos<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>estis<\/strong><\/td>\n<td>sois<\/td>\n<td><strong>er\u00e0tis<\/strong><\/td>\n<td>\u00e9reis<\/td>\n<td>\u00e8ritis<\/td>\n<td>sereis<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>sunt<\/strong><\/td>\n<td>s\u00e3o<\/td>\n<td><strong>erant<\/strong><\/td>\n<td>eram<\/td>\n<td>erunt<\/td>\n<td>ser\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Repare a acentua\u00e7\u00e3o de cada forma.<\/p>\n<p><b>H. O sistema nominal<\/b><\/p>\n<p>Substantivos, adjetivos e pronomes em latim sofrem varia\u00e7\u00f5es no fim da palavra, chamadas de flex\u00f5es. Estas servem para mostrar qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o da palavra em quest\u00e3o com as outras da ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em portugu\u00eas, costumamos usar preposi\u00e7\u00f5es para mostrar uma s\u00e9rie de rela\u00e7\u00f5es. Por exemplo, quando dizemos &#8220;casa de Paulo&#8221;, usamos a preposi\u00e7\u00e3o &#8220;de&#8221; para indicar de quem \u00e9 a casa, em uma rela\u00e7\u00e3o de posse, de perten\u00e7a. Dois substantivos foram relacionados pela preposi\u00e7\u00e3o &#8220;de&#8221;.<\/p>\n<p>Em latim isso tamb\u00e9m se d\u00e1. Os Romanos tinham v\u00e1rias preposi\u00e7\u00f5es para indicar variados tipos de rela\u00e7\u00f5es e, al\u00e9m delas, usavam termina\u00e7\u00f5es especiais, no fim de cada substantivo, adjetivo ou pronome, que variavam de acordo com a rela\u00e7\u00e3o que queriam estabelecer.<\/p>\n<p>Cada tipo de rela\u00e7\u00e3o \u00e9 chamada de caso, e h\u00e1 seis casos em latim, que n\u00e3o esgotam de forma alguma todos os tipos de rela\u00e7\u00f5es que podem ser estabelecidas entre as palavras. Na verdade, cada caso poderia ser substitu\u00eddo por uma preposi\u00e7\u00e3o, e vice-versa.<\/p>\n<p><strong>Os casos &#8220;privilegiados&#8221; em latim, com uma termina\u00e7\u00e3o especial, s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><b>1. Nominativo<\/b>:\u00a0<strong>\u00e9 o caso da palavra que desempenha a fun\u00e7\u00e3o de sujeito ou de predicativo:<\/strong><\/p>\n<p><b>Femina<\/b>\u00a0amat.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<b>A mulher<\/b>\u00a0ama.<br \/>\n<b>Femina<\/b>\u00a0est<b>\u00a0regina<\/b>. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<b>A mulher<\/b>\u00a0\u00e9\u00a0<b>uma rainha<\/b>.<\/p>\n<p>Nesses dois casos, a termina\u00e7\u00e3o\u00a0<b>-a<\/b>\u00a0indica o sujeito da primeira frase (<b>Femina<\/b>) e o sujeito e o predicativo da segunda (<b>Femina<\/b>\u00a0e\u00a0<b>regina<\/b>).<\/p>\n<p><strong>Note tamb\u00e9m que essa mesma termina\u00e7\u00e3o indica o singular:\u00a0<\/strong>trata-se de uma mulher, e n\u00e3o de duas ou mais.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode reparar tamb\u00e9m que definido, nem indefinido. Devemos supri-los, segundo o contexto da ora\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma em latim n\u00e3o existe artigo, nem preocupa\u00e7\u00e3o constante na tradu\u00e7\u00e3oindefinido. \u00c9 bom aqui, neste momento, estudar um pouco o uso dos artigos em , saber quando usar o definido ou o portugu\u00eas, para que possamos ter uma id\u00e9ia mais clara de suas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><b>2. Genitivo<\/b>:\u00a0<strong>em geral, o genitivo \u00e9 usado do mesmo jeito que usamos &#8220;de&#8221; em portugu\u00eas<\/strong>:<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"30%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>patria\u00a0<strong>feminae<\/strong><\/td>\n<td>p\u00e1tria\u00a0<strong>da mulher<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>timor\u00a0<strong>aquae<\/strong><\/td>\n<td>medo\u00a0<strong>de \u00e1gua<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>urna\u00a0<strong>pecuniae<\/strong><\/td>\n<td>urna\u00a0<strong>de dinheiro<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><b>3. Acusativo<\/b>: em geral, o acusativo \u00e9 usado para indicar quem ou o qu\u00ea \u00e9 o objeto direto de uma ora\u00e7\u00e3o. Procure saber o que \u00e9 um objeto direto. Al\u00e9m desse uso, o acusativo pode ser usado ap\u00f3s certas preposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"30%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Feminam<\/strong>\u00a0videt<\/td>\n<td>(Ele) v\u00ea\u00a0<strong>a mulher<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Femina in\u00a0<strong>aquam<\/strong>\u00a0ambul\u00e0bit<\/td>\n<td>A mulher andar\u00e1 para dentro da\u00a0<strong>\u00e1gua<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Note que na primeira frase colocamos o pronome &#8220;ele&#8221; dentro de par\u00eanteses. Na verdade, o verbo &#8220;videt&#8221; n\u00e3o indica se quem v\u00ea \u00e9 homem ou mulher, como ocorre em portugu\u00eas. Por isso, tradicionalmente, o suprimos por &#8220;ele&#8221;.<\/p>\n<p>Em latim a liberdade de coloca\u00e7\u00e3o dos termos na ora\u00e7\u00e3o \u00e9 bem mais livre que em portugu\u00eas. Isso \u00e9 garantido pelos casos, impedindo uma palavra se &#8220;perca&#8221; de outra, se colocada em outro lugar, e nem perde sua fun\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica. Note tamb\u00e9m que s\u00e3o equivalentes as ora\u00e7\u00f5es &#8220;<b>Feminam\u00a0<\/b>videt&#8221; e &#8220;Videt\u00a0<b>feminam&#8221;<\/b>. O sujeito e o objeto s\u00e3o sempre os mesmos.<\/p>\n<p><b>4. Dativo<\/b>:\u00a0<strong>esse caso expressa a pessoa ou coisa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qual a id\u00e9ia ou a\u00e7\u00e3o do verbo \u00e9 relevante; \u00e9 tamb\u00e9m o caso do objeto indireto<\/strong>:<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"30%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Aquam\u00a0<strong>feminae<\/strong>\u00a0dat.<\/td>\n<td>Ele d\u00e1 \u00e1guas\u00a0<strong>\u00e0 mulher.<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Bonum\u00a0<strong>puellae<\/strong>\u00a0optat.<\/td>\n<td>Ele deseja o bem\u00a0<strong>\u00e0 menina.<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Se diss\u00e9ssemos apenas &#8220;Aquam dat&#8221;, &#8220;Ele d\u00e1 \u00e1gua&#8221;, ter\u00edamos o direito de perguntar a quem ele d\u00e1 \u00e1gua. \u00c9 justamente o dativo que vem mostrar a quem a a\u00e7\u00e3o se refere.<\/p>\n<p><b>5. Ablativo<\/b>: geralmente expressa no\u00e7\u00f5es que expressamos em portugu\u00eas com as preposi\u00e7\u00f5es &#8220;com&#8221;, &#8220;em&#8221;, &#8220;por&#8221;, com a locu\u00e7\u00e3o &#8220;de onde&#8221;, e outros.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 o caso mais delicado do latim:<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"30%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td width=\"47%\">Cum\u00a0<strong>femina<\/strong>\u00a0ambulat<\/td>\n<td width=\"53%\">Ele anda com a mulher<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Femina est in\u00a0<strong>aqua<\/strong><\/td>\n<td>A mulher est\u00e1 na \u00e1gua<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Nauta feminam\u00a0<strong>taeda<\/strong>\u00a0terret<\/td>\n<td>O marinheiro amedronta a mulher\u00a0<strong>com uma tocha<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>A diferen\u00e7a da termina\u00e7\u00e3o do ablativo com o nominativo est\u00e1 apenas, no singular, na quantidade da vogal final<\/strong>: no ablativo ela \u00e9 sempre longa, o que mostramos com uma macro sobre as vogais (ver Introdu\u00e7\u00e3o). Neste curso, como dito na introdu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o estamos marcando a quantidade das vogais.<\/p>\n<p><strong>Por isso, cuidado:\u00a0<\/strong>na primeira conjuga\u00e7\u00e3o o ablativo singular tem o mesmo final do nominativo singular. Isso causar\u00e1 um pouco de confus\u00e3o no come\u00e7o.<\/p>\n<p>Note tamb\u00e9m que a termina\u00e7\u00e3o do genitivo \u00e9 a mesma do dativo!<\/p>\n<p><b>6. Vocativo<\/b>:\u00a0<strong>\u00e9 o caso do chamamento, da evoca\u00e7\u00e3o<\/strong>:<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"26%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Femina<\/strong>, cave!<\/td>\n<td>Cuidado,\u00a0<strong>mulher<\/strong>!<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><b>I. A primeira declina\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Chamamos de declina\u00e7\u00e3o ao conjunto de finais dos seis casos acima, tanto no singular quanto no plural.<\/p>\n<p>Em latim, existem cinco conjuntos diferentes de termina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>As que mostramos acima fazem a primeira declina\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"40%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td><\/td>\n<td><strong>Singular<\/strong><\/td>\n<td><strong>Plural<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>nominativo<\/td>\n<td>f\u00e8min<strong>a<\/strong><\/td>\n<td>f\u00e8min<strong>ae<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>genitivo<\/td>\n<td>f\u00e8min<strong>ae<\/strong><\/td>\n<td>f\u00e8min<strong>\u00e0rum<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>acusativo<\/td>\n<td>f\u00e8min<strong>am<\/strong><\/td>\n<td>f\u00e8min<strong>as<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>dativo<\/td>\n<td>f\u00e8min<strong>ae<\/strong><\/td>\n<td>f\u00e8min<strong>is<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>ablativo<\/td>\n<td>f\u00e8min<strong>a<\/strong><\/td>\n<td>f\u00e8min<strong>is<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>vocativo<\/td>\n<td>f\u00e8min<strong>a<\/strong><\/td>\n<td>f\u00e8min<strong>ae<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Chamamos de radical de uma palavra a parte sobra quando retiramos a termina\u00e7\u00e3o do genitivo singular. Na primeira declina\u00e7\u00e3o o genitivo singular \u00e9 sempre\u00a0<b>-ae<\/b>. Todas as outras quatro t\u00eam termina\u00e7\u00f5es do genitivo singular diferentes umas das outras. Por isso, \u00e9 pelo genitivo que se fica sabendo se uma palavra pertence a essa ou \u00e0quela declina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Todas as palavras s\u00e3o tamb\u00e9m enunciadas no dicion\u00e1rio fazendo men\u00e7\u00e3o de seu genitivo<\/strong>:\u00a0<b>femina, ae;<\/b>\u00a0\u00a0\u00a0<b>aqua, -ae.<\/b>\u00a0Mais \u00e0 frente veremos a utilidade dessa disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Note na primeira declina\u00e7\u00e3o quais s\u00e3o os casos semelhantes, tanto no singular quanto no plural.<\/p>\n<p>Freq\u00fcentemente surgem confus\u00f5es entre eles.<\/p>\n<p><strong>A regra talvez mais importante nesse sentido ser\u00e1 sempre:<\/strong>\u00a0observe o verbo! \u00c9 com o conhecimento do verbo que se determinam facilmente o sujeito, os objetos, e os outros elementos de uma ora\u00e7\u00e3o. \u00c9 em torno do verbo, em verdade, que todos os elementos se organizam. Comece sempre a an\u00e1lise de uma ora\u00e7\u00e3o em latim procurando o verbo. Muitas vezes voc\u00ea poder\u00e1 ser enganado pela ordem das palavras, mas, com a ajuda do verbo, toda d\u00favida pode ser sanada. N\u00e3o se esque\u00e7a de que o latim \u00e9 econ\u00f4mico nos pronomes. Muitas vezes voc\u00ea ter\u00e1 que preencher essa lacuna, principalmente se a ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o vier j\u00e1 acompanhada por uma palavra no nominativo.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Col\u00e9gio S\u00e3o Francisco\/reglasespanol.about.com\/br.geocities.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os\u00a0modos verbais\u00a0referem-se \u00e0 maneira ou atitude com que um verbo \u00e9 expresso. Eles ajudam o falante a indicar se uma frase \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o factual, uma ordem, uma pergunta, um desejo ou uma situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica. Na l\u00edngua portuguesa, existem tr\u00eas modos principais:\u00a0indicativo (certeza), subjuntivo (d\u00favida\/hip\u00f3tese) e imperativo (ordem\/pedido). 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