{"id":81409,"date":"2016-08-23T16:02:41","date_gmt":"2016-08-23T16:02:41","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=81409"},"modified":"2026-06-25T08:51:56","modified_gmt":"2026-06-25T10:51:56","slug":"vicios-de-linguagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/portugues\/vicios-de-linguagem","title":{"rendered":"V\u00edcios de Linguagem"},"content":{"rendered":"<p><b>V\u00edcios de Linguagem \u2013 O que \u00e9<\/b><\/p>\n<p>Os\u00a0<b>v\u00edcios de linguagem<\/b>\u00a0s\u00e3o erros, desvios das regras gramaticais padr\u00e3o ou escolhas de palavras inadequadas que dificultam uma comunica\u00e7\u00e3o clara e eficaz.<\/p>\n<p>Consiste na repeti\u00e7\u00e3o de uma id\u00e9ia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido. \u00c9 o mesmo que redund\u00e2ncia, pleonasmo. O exemplo cl\u00e1ssico \u00e9 o famoso &#8220;subir para cima&#8221; ou &#8220;descer para baixo&#8221;.<\/p>\n<p>Chama-se\u00a0<strong>v\u00edcio de linguagem<\/strong>\u00a0ao modo de falar ou escrever que contraria as normas de uma l\u00edngua.<\/p>\n<p>A infra\u00e7\u00e3o \u00e0 norma s\u00f3 recebe o nome de\u00a0<strong>v\u00edcio<\/strong>\u00a0quando se torna frequente e habitual na express\u00e3o de um indiv\u00edduo ou de um grupo<\/p>\n<p><strong>V\u00edcios de linguagem\u00a0<\/strong>s\u00e3o palavras ou constru\u00e7\u00f5es que deturpam, desvirtuam ou dificultam a manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento, seja pelo desconhecimento das normas cultas, seja pelo descuido do emissor.<\/p>\n<p><b>V\u00edcios de Linguagem \u2013 Gram\u00e1tica<\/b><\/p>\n<p>A gram\u00e1tica \u00e9 um conjunto de regras que estabelecem um determinado uso da l\u00edngua, denominado norma culta ou l\u00edngua padr\u00e3o. Acontece que as normas estabelecidas pela gram\u00e1tica normativa nem sempre s\u00e3o obedecidas pelo falante. Quando o falante se desvia do padr\u00e3o para alcan\u00e7ar uma maior expressividade, ocorre a figura de linguagem. Quando o desvio se d\u00e1 pelo n\u00e3o-conhecimento da norma culta, temos os chamados v\u00edcios de linguagem.<\/p>\n<p><strong>Os v\u00edcios de linguagem s\u00e3o<\/strong>: barbarismo, anfibologia, cacofonia, eco, arca\u00edsmo, vulgarismo, estrangeirismo, solecismo, obscuridade, hiato, colis\u00e3o, neologismo, preciosismo, pleonasmo.<\/p>\n<p><strong>BARBARISMO<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o v\u00edcio de linguagem que consiste em usar uma palavra errada quanto \u00e0 grafia, pron\u00fancia, significa\u00e7\u00e3o, flex\u00e3o ou forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 o emprego de voc\u00e1bulos, express\u00f5es e constru\u2021\u00f5es alheias ao idioma. Os estrangeirismos que entram no idioma por um processo natural de assimila\u00e7\u00e3o de cultura assumem aspecto de sentimento pol\u00edtico-patri\u00f3tico que, aos olhos dos puristas extremados, trazem o selo da subservi\u00eancia e da degrada\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Esquecem-se de que a l\u00edngua, como produto social, registra, em tais estrangeirismos, os contatos de povos. Este tipo de patriotismo lingu\u00edstico (Leo Spitzer lhe dava pejorativamente o nome de \u201cpatriotite\u201d) \u00e9 antigo e revela reflexos de antigas dissens\u00f5es hist\u00f3ricas. Br\u00e9al lembra que os fil\u00f3logos gregos que baniam os voc\u00e1bulos turcos do l\u00e9xico continuavam, \u00e0 sua moda, a guerra da independ\u00eancia. Entre n\u00f3s o rep\u00fadio ao francesismo ou galicismo nasceu da repulsa, ali\u00e1s, justa, dos portugueses aos excessos dos soldados de Juno quando Napole\u00e3o ordenou a invas\u00e3o de Portugal.<\/p>\n<p>O que se deve combater \u00e9 o excesso de importa\u00e7\u00e3o de l\u00ednguas estrangeiras, mormente aquela desnecess\u00e1ria por se encontrarem no vern\u00e1culo voc\u00e1bulos equivalentes.<\/p>\n<p><strong>Assim sendo, divide-se em:\u00a0<\/strong>gr\u00e1fico, orto\u00e9pico, pros\u00f3dico, sem\u00e2ntico, morfol\u00f3gico e m\u00f3rfico.<\/p>\n<p><strong>Gr\u00e1ficos: hontem, proesa, conssessiva, aza, por:<\/strong>\u00a0ontem, proeza, concessiva e asa.<strong><br \/>\nOrto\u00e9picos:<\/strong>\u00a0<strong>interesse, carramanch\u00e3o, subcistir, por<\/strong>: interesse, caramanch\u00e3o, subsistir.<strong><br \/>\nPros\u00f3dicos:<\/strong>\u00a0<strong>pegada, r\u00fabrica, fil\u00e2ntropo, por<\/strong>: pegada, rubrica, filantropo.<strong><br \/>\nSem\u00e2nticos:<\/strong>\u00a0Tr\u00e1fico (por tr\u00e1fego) ind\u00edgena (como sin\u00f4nimo de \u00edndio, em vez de aut\u00f3ctone).<strong><br \/>\nMorfol\u00f3gicos:<\/strong>\u00a0<strong>cidad\u00f5es, uma telefonema, proporam, reavi, deteu, por<\/strong>: cidad\u00e3os, um telefonema, propuseram, reouve, deteve.<strong><br \/>\nM\u00f3rficos:<\/strong>\u00a0<strong>antidiluviano, filmeteca, monolinear, por<\/strong>: antediluviano, filmoteca, unlinear.<\/p>\n<p><strong>OBS.:\u00a0<\/strong>Diversos autores consideram barbarismo palavras, express\u00f5es e constru\u00e7\u00f5es estrangeiras, mas, nesta apostila, elas ser\u00e3o consideradas \u201cestrangeirismos.\u201d<\/p>\n<p><strong>AMBIG\u00dcIDADE OU ANFIBOLOGIA:\u00a0<\/strong>\u00c9 o v\u00edcio de l\u00ednguagem que consiste em usar diversas palavras na frase de maneira a causar duplo sentido na sua interpreta\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>Exemplo:\u00a0<\/strong>N\u00e3o se convence, enfim, o pai, o filho, amado. O chefe discutiu com o empregado e estragou seu dia. (nos dois casos, n\u00e3o se sabe qual dos dois \u00e9 autor, ou paciente).<\/p>\n<p><strong>CAC\u00d3FATO OU CACOFONIA<\/strong><\/p>\n<p>V\u00edcio de linguagem caracterizado pelo encontro ou repeti\u00e7\u00e3o de fonemas ou s\u00edlabas que produzem efeito desagrad\u00e1vel ao ouvido.<\/p>\n<p>Palavra de origem grega que significa \u201cmau som\u201d, RESULTANTE DA aproxima\u00e7\u00e3o das s\u00edlabas finais de uma palavra com as iniciais de outra, formando uma terceira de \u201csom desagrad\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p><strong>Constituem cacofonias:<\/strong><\/p>\n<p><strong>A coli: Ex.<\/strong>: Meu Deus n\u00e3o seja j\u00e1.<br \/>\n<strong>O eco:<\/strong>\u00a0<strong>Ex.:<\/strong>\u00a0Vicente mente consantemente.<br \/>\n<strong>o hia: Ex.:<\/strong>\u00a0Ela iria \u00e0 aula hoje, se n\u00e3o chovesse<br \/>\n<strong>O cac\u00f3fato:<\/strong>\u00a0<strong>Ex.:\u00a0<\/strong><b>Tem uma m\u00e3o machucada:\u00a0<\/b>A alitera\u00e7\u00e3o \u2013\u00a0<b>Ex.<\/b>: Pede o Papa paz ao povo. O ant\u00f4nimo \u00e9 a \u201ceufonia\u201d.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Durante a Olimp\u00edada de Atlanta, um rep\u00f3rter afirmou com muita \u00eanfase<\/strong>: \u201cAt\u00e9 hoje, o atletismo era o esporte que havia dado mais medalhas para o Brasil.\u201d<br \/>\n<strong>Na transmiss\u00e3o do jogo Brasil x Cor\u00e9ia, ouviu-se<\/strong>: \u201cFl\u00e1vio Concei\u00e7\u00e3o pediu a bola e Cafu deu.\u201d<\/p>\n<p><strong>Cac\u00f3fatos mais conhecidos:\u00a0<\/strong>\u201cUma prima minha\u2026\u201d, \u201cNa boca dela\u2026\u201d, \u201cNa vez passada\u2026\u201d, \u201cEu vi ela\u2026\u201d, \u201cTeu time nunca ganha\u201d, entre outros.<\/p>\n<p>Segundo o gram\u00e1tico e fil\u00f3logo Napole\u00e3o Mendes de Almeida \u201cS\u00f3 haver\u00e1 cacofonia quando a palavra produzida for torpe, obscena ou rid\u00edcula. \u00c9 infundado o exagerado escr\u00fapulo de quem diz haver cac\u00f3fato em \u2018por cada\u2019, \u2018ela tinha\u2019 e \u2018s\u00f3 linha\u2019.\u201d No mesmo caso podemos incluir \u201cuma m\u00e3o\u201d e \u201cj\u00e1 tinha\u201d.<\/p>\n<p>No meio empresarial, corre uma hist\u00f3ria muito curiosa.<\/p>\n<p><strong>Dizem que uma engenheira qu\u00edmica, durante visita a uma ind\u00fastria, recebeu a seguinte pergunta<\/strong>: \u201cQue a senhora faria se este problema ocorresse em sua f\u00e1brica?\u201d<\/p>\n<p><strong>Ela respondeu secamente:\u00a0<\/strong>\u201cEu mandaria um qu\u00edmico meu.\u201d A resposta causou constrangimento. Todos disfar\u00e7aram e continuaram a reuni\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>L\u00e1 pelas tantas, nova pergunta:<\/strong>\u00a0\u201cE neste caso?\u201d<\/p>\n<p><strong>Nova resposta:\u00a0<\/strong>\u201cEu mandaria um outro qu\u00edmico meu.\u201d<\/p>\n<p><strong>Foram tantos \u201cqu\u00edmico meu\u201d que um diretor mais preocupado perguntou:<\/strong>\u00a0\u201cMas\u2026foi a f\u00e1brica toda?\u201d Ela deve ter voltado para casa sem saber o porqu\u00ea de tanto sucesso.<\/p>\n<p><strong>REDUND\u00c2NCIA<\/strong><\/p>\n<p>Palavra ou express\u00e3o desnecess\u00e1ria, por indicar id\u00e9ia que j\u00e1 faz parte de outra passagem do texto.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea sabe o que significa \u201celo\u201d? Al\u00e9m de sin\u00f4nimo de argola, figurativamente elo pode significar \u201cliga\u00e7\u00e3o, uni\u00e3o\u201d. Ent\u00e3o \u201celo de liga\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 outro bel\u00edssimo caso de redund\u00e2ncia. Basta dizer que alguma coisa funciona como elo, e n\u00e3o que funciona como \u201celo de liga\u00e7\u00e3o\u201d.<br \/>\nO mesmo racioc\u00ednio se aplica em casos como o de \u201ccriar mil novos empregos\u201d. Pura redund\u00e2ncia. Basta dizer \u201ccriar mil empregos\u201d.<br \/>\nSe \u00e9 consenso, \u00e9 geral. \u00c9 redundante dizer \u201cH\u00e1 consenso geral em rela\u00e7\u00e3o a isso\u201d. Basta dizer que h\u00e1 consenso.<br \/>\nPrefiro mais \u00e9 errado. A for\u00e7a do prefixo (pre) dispensa o adv\u00e9rbio (mais).\u00a0<strong>Diga sempre<\/strong>: prefiro sair sozinha; prefiro comer carne branca. Nada mais!<\/p>\n<p><strong>Outros exemplos de redund\u00e2ncia:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cAcabamento final\u201d (O acabamento vem no fim mesmo)<br \/>\n\u201cCriar novas teorias\u201d (O que se cria \u00e9 necessariamente novo)<br \/>\n\u201cDerradeira \u00faltima esperan\u00e7a\u201d (Derradeira \u00e9 sin\u00f4nimo de \u00faltima)<br \/>\n\u201cEle vai escrever a sua pr\u00f3pria autobiografia\u201d (Autobiografia \u00e9 a biografia de si mesmo)<br \/>\n\u201cHouve contatos bilaterais entre as duas partes\u201d (<b>Basta<\/b>: \u201cbilaterais<br \/>\nentre as partes\u201d)<br \/>\n\u201cO n\u00edvel escolar dos alunos est\u00e1 se degenerando para pior\u201d (\u00c9 imposs\u00edvel degenerar para melhor)<br \/>\n\u201cO concurso foi antecipado para antes da data marcada\u201d (Ser\u00e1 que d\u00e1 para antecipar para depois?)<br \/>\n\u201cGanhe inteiramente gr\u00e1tis\u201d (Se ganhar s\u00f3 pode ser gr\u00e1tis, imagine inteiramente gr\u00e1tis. Parece que algu\u00e9m pode ganhar alguma coisa parcialmente gr\u00e1tis)<br \/>\n\u201cPor decis\u00e3o un\u00e2nime de toda a diretoria\u201d (Boa foi a decis\u00e3o un\u00e2nime s\u00f3 da metade da diretoria!)<br \/>\n\u201cO juiz deferiu favoravelmente\u201d (Se n\u00e3o fosse favoravelmente, o juiz tinha indeferido)<br \/>\n\u201cN\u00e3o perca neste fim de ano, as previs\u00f5es para o futuro\u201d (Ainda estamos para ver as previs\u00f5es para o passado!)<\/p>\n<p><strong>ECO<\/strong><\/p>\n<p>Esp\u00e9cie de cacofonia que consiste na sequ\u00eancia de sons voc\u00e1licos, id\u00eanticos, ou na proximidade de palavras que t\u00eam a mesma termina\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m se chama asson\u00e2ncia.\u00a0<strong>Ex.<\/strong>: \u00c9 poss\u00edvel a aprova\u00e7\u00e3o da transa\u00e7\u00e3o sem concis\u00e3o e sem associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na poesia, a \u201crima\u201d \u00e9 uma forma normal de eco. S\u00e3o expressivas as repeti\u00e7\u00f5es voc\u00e1licas a curto intervalo que visam \u00e0 musicalidade ou \u00e0 imita\u00e7\u00e3o de sons da natureza (harmonia imitativa); \u201cT\u00edbios flautins fin\u00edssimos gritavam\u201d (Bilac).<\/p>\n<p><strong>ARCA\u00cdSMO<\/strong><\/p>\n<p>Palavras, express\u00f5es, constru\u00e7\u00f5es ou maneira de dizer que deixaram de ser usadas ou passaram a ter emprego diverso.<\/p>\n<p><strong>Na l\u00edngua viva contempor\u00e2nea<\/strong>: asinha (por depressa), assi (por assim) entonces (por ent\u00e3o), vosmec\u00ea (por voc\u00ea), geolho (por joelho), arreio (o qual perdeu a significa\u00e7\u00e3o antiga de enfeite), catar (perdeu a significa\u00e7\u00e3o antiga de olhar), faria-te um favor (n\u00e3o se coloca mais o pronome pessoal \u00e1tono depois de forma verbal do futuro do indicativo), etc.<\/p>\n<p><strong>VULGARISMO<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o uso lingu\u00edstico popular em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0s doutrinas da linguagem culta da mesma regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O vulgarismo pode ser fon\u00e9tico, morfol\u00f3gico e sint\u00e1tico.<\/p>\n<p><strong>Fon\u00e9tico:<\/strong><\/p>\n<p><strong>A queda dos erres finais<\/strong>: anda, com\u00ea, etc. A vocaliza\u00e7\u00e3o do \u201cL\u201d final nas s\u00edlabas.<br \/>\n<strong>Ex.:<\/strong>\u00a0mel = meu , sal = sa\u00fa etc.<\/p>\n<p>A monotonga\u00e7\u00e3o dos ditongos.<br \/>\n<strong>Ex.:\u00a0<\/strong>estoura = est\u00f3ra, roubar = robar.<\/p>\n<p>A intercala\u00e7\u00e3o de uma vogal para desfazer um grupo consonantal.<br \/>\n<strong>Ex.:\u00a0<\/strong>advogado = adevogado, r\u00edtmo = r\u00edtimo, psicologia = pissicologia.<\/p>\n<p><strong>Morfol\u00f3gico e sint\u00e1tico:<\/strong><\/p>\n<p>Temos a simplifica\u00e7\u00e3o das flex\u00f5es nominais e verbais.<strong>\u00a0Ex.:\u00a0<\/strong>Os aluno, dois quilo, os hom\u00ea brigou.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o emprego dos pronomes pessoais do caso reto em lugar do obl\u00edquo.<strong>\u00a0Ex.:<\/strong>\u00a0vi ela, olha eu, \u00f3 gente, etc.<\/p>\n<p><strong>ESTRANGEIRISMO<\/strong><\/p>\n<p>Todo e qualquer emprego de palavras, express\u00f5es e constru\u00e7\u00f5es estrangeiras em nosso idioma recebe denomina\u00e7\u00e3o de estrangeirismo.<\/p>\n<p><strong>Classificam-se em:\u00a0<\/strong>francesismo, italianismo, espanholismo, anglicismo (ingl\u00eas), germanismo (alem\u00e3o), eslavismo (russo, pola\u00e7o, etc.), arabismo, hebra\u00edsmo, grecismo, latinismo, tupinismo (tupi-guarani), americanismo (l\u00ednguas da Am\u00e9rica) etc\u2026<\/p>\n<p><strong>O estrangeirismo pode ser morfol\u00f3gico ou sint\u00e1tico:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Estrangeirismos morfol\u00f3gicos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Francesismo:<\/strong>\u00a0abajur, chefe, carn\u00ea, matin\u00ea etc\u2026<strong><br \/>\nItalianismos:<\/strong>\u00a0ravioli, pizza, cicerone, minestra, madona etc\u2026<strong><br \/>\nEspanholismos:\u00a0<\/strong>camarilha, guitarra, quadrilha etc\u2026<strong><br \/>\nAnglicanismos:\u00a0<\/strong>futebol, telex, bofe, ringue, sandu\u00edche breque.<strong><br \/>\nGermanismos:\u00a0<\/strong>chope, cerveja, g\u00e1s, touca etc\u2026<strong><br \/>\nEslavismos:\u00a0<\/strong>gravata, estepe etc\u2026<strong><br \/>\nArabismos:\u00a0<\/strong>alface, tarimba, a\u00e7ougue, bazar etc\u2026<strong><br \/>\nHebra\u00edsmos:<\/strong>\u00a0am\u00e9m, s\u00e1bado etc\u2026<strong><br \/>\nGrecismos:<\/strong>\u00a0batismo, farm\u00e1cia, o limpo, bispo etc\u2026<strong><br \/>\nLatinismos:\u00a0<\/strong>index, bis, memorandum, quo vadis etc\u2026<strong><br \/>\nTupinismos:<\/strong>\u00a0mirim, pipoca, peteca, caipira etc\u2026<strong><br \/>\nAmericanismos:\u00a0<\/strong>canoa, chocolate, mate, mandioca etc\u2026<strong><br \/>\nOrientalismos:\u00a0<\/strong>ch\u00e1, x\u00edcara, pagode, kamikaze etc\u2026<strong><br \/>\nAfricanismos:\u00a0<\/strong>macumba, fuxicar, cochilar, samba etc\u2026<\/p>\n<p><strong>Estrangeirismos Sint\u00e1ticos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>Saltar aos olhos (francesismo);<br \/>\nPedro \u00e9 mais velho de mim. (italianismo);<br \/>\nO jogo resultou admir\u00e1vel. (espanholismo);<br \/>\nPorcentagem (anglicanismo), guerra fria (anglicanismo) etc\u2026<\/p>\n<p><strong>SOLECISMOS<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o os erros que atentam contra as normas de concord\u00e2ncia, de reg\u00eancia ou de coloca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Coloca\u00e7\u00e3o inadequada de algum termo, contrariando as regras da norma culta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sintaxe (parte da gram\u00e1tica que trata da disposi\u00e7\u00e3o das palavras na frase e das frases no per\u00edodo).<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>Me esqueci (<b>em lugar de<\/b>: Esqueci-me).<br \/>\nN\u00e3o falou-me sobre o assunto (<b>em lugar de<\/b>: N\u00e3o me falou sobre o assunto)<br \/>\nEu lhe abracei (<b>por<\/b>: Eu o abracei)<br \/>\nA gente vamos (<b>por<\/b>: A gente vai)<br \/>\nTu fostes (<b>por<\/b>: Tu foste)<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Solecimos de reg\u00eancia:<\/strong><\/p>\n<p>Ontem assistimos o filme (<b>por<\/b>: Ontem assistimos ao filme).<br \/>\nCheguei no Brasil em 1923 (<b>por:<\/b>\u00a0Cheguei ao Brasil em 1923).<br \/>\nPedro visava o posto de chefe (<b>correto:<\/b>\u00a0Pedro visava ao posto de chefe).<\/p>\n<p><strong>Solecismo de concord\u00e2ncia:<\/strong><\/p>\n<p>Haviam muitas pessoas na festa (<b>correto<\/b>: Havia muitas pessoas na festa)<br \/>\nO pessoal j\u00e1 sa\u00edram? (<b>correto<\/b>: O pessoal j\u00e1 saiu?).<\/p>\n<p><strong>Solecismo de coloca\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>Foi Jo\u00e3o quem avisou-me (<b>correto<\/b>: Foi Jo\u00e3o quem me avisou).<br \/>\nMe empresta o l\u00e1pis (<b>Correto:<\/b>\u00a0Empresta-me o l\u00e1pis).<\/p>\n<p><strong>OBSCURIDADE<\/strong><\/p>\n<p>V\u00edcio de linguagem que consiste em construir a frase de tal modo que o sentido se torne obscuro, embara\u00e7ado, inintelig\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Em um texto, as principais causas da obscuridade s\u00e3o:\u00a0<\/strong>o abuso do arca\u00edsmo e o neologismo, o provincianismo, o estrangeirismo, a elipse, a s\u00ednquise (hip\u00e9rbato vicioso), o par\u00eantese extenso, o ac\u00famulo de ora\u00e7\u00f5es intercaladas (ou incidentes) as circunlocu\u00e7\u00f5es, a extens\u00e3o exagerada da frase, as palavras rebuscadas, as constru\u00e7\u00f5es intrincadas e a m\u00e1 pontua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Ex.:<\/strong>\u00a0Foi evitada uma efus\u00e3o de sangue in\u00fatil (Em vez de efus\u00e3o in\u00fatil de sangue).<\/p>\n<p><strong>NEOLOGISMO<\/strong><\/p>\n<p>Palavra, express\u00e3o ou constru\u00e7\u00e3o recentemente criadas ou introduzidas na l\u00edngua.<\/p>\n<p><strong>Costumam-se classificar os neologismos em:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Extr\u00ednsecos:\u00a0<\/strong>que compreendem os estrangeirismos.<strong><br \/>\nIntr\u00ednsecos:<\/strong>\u00a0(ou vern\u00e1culos), que s\u00e3o formados com os recursos da pr\u00f3pria l\u00edngua. Podem ser de origem culta ou popular.<\/p>\n<p><strong>Os neologismos de origem culta subdividem-se em:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Cient\u00edficos ou t\u00e9cnicos:\u00a0<\/strong>aeromo\u00e7a, penicilina, telespectador, tax\u00edmetro (<b>redu\u00e7\u00e3o<\/b>: t\u00e1xi), fonem\u00e1tica, televis\u00e3o, comunista, etc\u2026<strong><br \/>\nLiter\u00e1rios ou art\u00edsticos:\u00a0<\/strong>olhicer\u00faleo, sesquiorelhal, paredro (= pessoa importante, pr\u00f3cer), vesperal, festival, recital, concretismo, modernismo etc\u2026<\/p>\n<p><strong>OBS.:<\/strong>\u00a0Os neologismos populares s\u00e3o constitu\u00eddos pelos termos de g\u00edria. \u201cManjar\u201d (entender, saber do assunto), \u201ca pampa\u201d, legal (excelente), Zico, biruta, transa, psicod\u00e9lico etc\u2026<\/p>\n<p><strong>PRECIOSISMO<\/strong><\/p>\n<p>Express\u00e3o rebuscada. Usa-se com preju\u00edzo da naturalidade do estilo. \u00c9 o que o povo chama de \u201cfalar dif\u00edcil\u201d, \u201cestar gastando\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ex.:<\/strong> \u201cO fulvo e voluptoso Raj\u00e1 celeste derramar\u00e1 al\u00e9m os fugitivos esplendores da sua magnific\u00eancia astral e rendilhara d&#8217;alto e de leve as nuvens da delicadeza, arquitetural, decorativa, dos estilos manuelinos.\u201d<\/p>\n<p><strong>OBS.:<\/strong>\u00a0O preciosismo tamb\u00e9m pode ser chamado de PROLEXIDADE.<\/p>\n<p><strong>PLEONASMO<\/strong><\/p>\n<p>Emprego inconsciente ou volunt\u00e1rio de palavras ou express\u00f5es involunt\u00e1rias, desnecess\u00e1rias, por j\u00e1 estar sua significa\u00e7\u00e3o contida em outras da mesma frase.<\/p>\n<p><strong>O pleonasmo, como v\u00edcio de linguagem, cont\u00e9m uma repeti\u00e7\u00e3o in\u00fatil e desnecess\u00e1ria dos elementos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>Voltou a estudar novamente.<br \/>\nEle reincidiu na mesma falta de novo.<br \/>\nPrimeiro subiu para cima, depois em seguida entrou nas nuvens.<br \/>\nO navio naufragou e foi ao fundo. Neste caso, tamb\u00e9m se chama perissologia ou tautologia.<\/p>\n<p><strong>ALGUMAS MANEIRAS DE FALAR OU ESCREVER ERRADO (TAUTOLOGIA)<\/strong><\/p>\n<p>A tautologia \u00e9 um dos v\u00edcios de linguagem que consiste em dizer ou escrever a mesma coisa, por formas diversas, meio parecida com pleonasmo ou redund\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O exemplo cl\u00e1ssico \u00e9 o famoso subir para cima ou descer para baixo. Mas h\u00e1 ainda muitos outros.<\/p>\n<p>Observe a lista abaixo.<\/p>\n<p><strong>Se vir alguma que j\u00e1 usou, procure n\u00e3o utilizar mais:<\/strong><\/p>\n<p>Acabamento final;<br \/>\nQuantia exata;<br \/>\nNos dias 8, 9 e 10, inclusive;<br \/>\nSuper\u00e1vit positivo;<br \/>\nTodos foram un\u00e2nimes;<br \/>\nHabitat natural;<br \/>\nCerteza absoluta;<br \/>\nQuantia exata;<br \/>\nSugiro, conjecturalmente;<br \/>\nNos dias , e inclusive;<br \/>\nComo pr\u00eamio extra;<br \/>\nJuntamente com;<br \/>\nEm car\u00e1ter espor\u00e1dico;<br \/>\nExpressamente proibido;<br \/>\nTerminantemente proibido;<br \/>\nEm duas metades iguais;<br \/>\nDestaque excepcional;<br \/>\nSintomas indicativos;<br \/>\nH\u00e1 anos atr\u00e1s;<br \/>\nVereador da cidade;<br \/>\nOutra alternativa;<br \/>\nDetalhes minuciosos \/ pequenos detalhes;<br \/>\nA raz\u00e3o \u00e9 porque;<br \/>\nInterromper de uma vez;<br \/>\nAnexo (a) junto a carta;<br \/>\nDe sua livre escolha;<br \/>\nSuper\u00e1vit positivo;<br \/>\nVandalismo criminoso;<br \/>\nPalavra de honra;<br \/>\nConviver junto;<br \/>\nExultar de alegria;<br \/>\nEncarar de frente;<br \/>\nComprovadamente certo;<br \/>\nFato real;<br \/>\nMultid\u00e3o de pessoas;<br \/>\nAmanhecer o dia;<br \/>\nCriar novos empregos;<br \/>\nRetornar de novo;<br \/>\nFrequentar constantemente;<br \/>\nEmpr\u00e9stimo tempor\u00e1rio;<br \/>\nCompartilhar conosco;<br \/>\nSurpresa inesperada;<br \/>\nCompletamente vazio;<br \/>\nColocar algo em seu respectivo lugar;<br \/>\nEscolha opcional;<br \/>\nContinua a permanecer;<br \/>\nPassatempo passageiro;<br \/>\nAtr\u00e1s da retaguarda;<br \/>\nPlanejar antecipadamente;<br \/>\nRepetir outra vez \/ de novo;<br \/>\nSentido significativo;<br \/>\nVoltar atr\u00e1s;<br \/>\nAbertura inaugural;<br \/>\nPode possivelmente ocorrer;<br \/>\nA partir de agora;<br \/>\n\u00daltima vers\u00e3o definitiva;<br \/>\nObra-prima principal;<br \/>\nGritar\/ Bradar bem alto;<br \/>\nPropriedade caracter\u00edstica;<br \/>\nComparecer em pessoa;<br \/>\nColaborar com uma ajuda \/ aux\u00edlio;<br \/>\nMatriz cambiante;<br \/>\nCom absoluta corre\u00e7\u00e3o\/ exatid\u00e3o;<br \/>\nDemasiadamente excessivo;<br \/>\nIndividualidade inigual\u00e1vel;<br \/>\nA seu crit\u00e9rio pessoal;<br \/>\nAbusar demais;<br \/>\nPreconceito intolerante;<br \/>\nMedidas extremas de \u00faltimo caso;<br \/>\nDe comum acordo;<br \/>\nInova\u00e7\u00e3o recente;<br \/>\nVelha tradi\u00e7\u00e3o;<br \/>\nBeco sem sa\u00edda;<br \/>\nDiscuss\u00e3o tensa;<br \/>\nImprensa escrita;<br \/>\nSua autobiografia;<br \/>\nSorriso nos l\u00e1bios;<br \/>\nGoteira no teto;<br \/>\nGeneral do Ex\u00e9rcito; (S\u00f3 existem generais no Ex\u00e9rcito)<br \/>\nBrigadeiro da Aeron\u00e1utica; (S\u00f3 existem brigadeiros na Aeron\u00e1utica)<br \/>\nAlmirante da Marinha; (S\u00f3 existem almirantes na Marinha)<br \/>\nManter o mesmo time;<br \/>\nLabaredas de fogo;<br \/>\nEr\u00e1rio p\u00fablico; (Os dicion\u00e1rios ensinam que er\u00e1rio \u00e9 o tesouro p\u00fablico, por isso, basta dizer somente er\u00e1rio)<br \/>\nDespesas com gastos;<br \/>\nMonop\u00f3lio exclusivo;<br \/>\nGanhar gr\u00e1tis;<br \/>\nPa\u00edses do mundo;<br \/>\nVi\u00fava do falecido;<br \/>\nElo de liga\u00e7\u00e3o;<br \/>\nCria\u00e7\u00e3o nova;<br \/>\nExceder em muito;<br \/>\nExpectativas, planos ou perspectivas para o futuro.<\/p>\n<p>Quando o modo de falar ou escrever, contrariando as normas de uma l\u00edngua, torna-se frequente e habitual na express\u00e3o de um indiv\u00edduo ou de um grupo, temos o que chamamos de\u00a0<strong>v\u00edcios de linguagem<\/strong>.<\/p>\n<p><b>Ambiguidade ou anfibologia:<\/b>\u00a0caracteriza-se pelas mensagens de duplo sentido. Pode ocorrer devido \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o inadequada das palavras numa frase.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cAbandonei-o contrariado\u201d<br \/>\n\u201cO guarda deteve o suspeito em sua casa\u201d<\/p>\n<p><b>Barbarismo:<\/b>\u00a0uso de palavras erradas quanto \u00e0 pron\u00fancia, forma ou significa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cmetereologia\u201d em vez de \u201cmeteorologia\u201d (<b>caco\u00e9pia<\/b>: erro de pron\u00fancia)<br \/>\n\u201cr\u00fabrica\u201d em vez de \u201crubrica\u201d (<b>silabada<\/b>: deslocamento do acento t\u00f4nico)<br \/>\n\u201cexcess\u00e3o\u201d em vez de \u201cexce\u00e7\u00e3o\u201d (<b>cacografia<\/b>: erro de grafia)<br \/>\n\u201cnamorar com\u201d em vez de \u201cnamorar\u201d, \u201cbom-tom\u201d em vez de \u201ceduca\u00e7\u00e3o\u201d (<b>estrangeirismo \u2013 obs.<\/b>: quando o voc\u00e1bulo estrangeiro \u00e9 muito necess\u00e1rio, adapta-se \u00e0 pron\u00fancia e \u00e0 grafia do portugu\u00eas, como nas palavras \u201cbife\u201d, \u201cclube\u201d, \u201cabajur\u201d, \u201cgol\u201d, etc).<\/p>\n<p><b>Cac\u00f3fato:<\/b>\u00a0som desagrad\u00e1vel ou palavra inconveniente, rid\u00edcula, obscena, resultante da jun\u00e7\u00e3o de voc\u00e1bulos numa frase.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tenho pretens\u00f5es a cerca dela\u201d<br \/>\n\u201cEla tinha muito dinheiro\u201d<\/p>\n<p><b>Colis\u00e3o:<\/b>\u00a0sequ\u00eancia de sons consonantais iguais, da qual resulta um efeito ac\u00fastico desagrad\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cSe voc\u00ea se sair satisfatiramente bem, seremos salvos\u201d<br \/>\n\u201cFutebol define finalistas do final de semana\u201d<\/p>\n<p><b>Hiato:<\/b>\u00a0\u00e9 o ac\u00famulo de vogais que produz um efeito ac\u00fastico desagrad\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO am\u00e1lgama faz mal\u201d<br \/>\n\u201cAssava a asa da ave\u201d<\/p>\n<p><b>Pleonasmo:<\/b>\u00a0uso de palavras ou express\u00f5es redundantes ou sup\u00e9rfluas, que n\u00e3o acrescentam nada ao que j\u00e1 foi dito.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cSubir para cima \u201c<br \/>\n\u201cMonop\u00f3lio exclusivo\u201d<\/p>\n<p><b>Solecismo:<\/b>\u00a0infra\u00e7\u00e3o \u00e0s normas de sintaxe (concord\u00e2ncia, reg\u00eancia ou coloca\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cHaviam dez alunos na sala\u201d em vez de \u201chavia dez alunos na sala\u201d<br \/>\n\u201cAssisti o filme\u201d em vez de \u201cassisti ao filme\u201d<br \/>\n\u201cMe empresta o guarda-chuva\u201d em vez de \u201cempreste-me o guarda-chuva\u201d<\/p>\n<p><b>Arca\u00edsmo:<\/b>\u00a0emprego de palavras ou constru\u00e7\u00f5es que j\u00e1 ca\u00edram em desuso.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cOs dias de nojo passaram\u201d em vez de \u201cos dias de luto passaram\u201d<br \/>\n\u201cTrabalho feito de muita gente\u201d em vez de \u201ctrabalho feito por muita gente\u201d<\/p>\n<p><b>V\u00edcios de Linguagem \u2013 Resumo<\/b><\/p>\n<p>O emprego indevido de determinadas palavras ou express\u00f5es, de maneira a provocar interpreta\u00e7\u00f5es equivocadas, erros gramaticais ou sons desagrad\u00e1veis, \u00e9 chamado de\u00a0<strong>vicio de linguagem<\/strong>.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"80%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Ambiguidade ou anfibologia<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Cacofonia ou cac\u00f3fato<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Barbarismo<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Estrangeirismo<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Pleonasmo vicioso<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Arca\u00edsmo<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Colis\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Solecismo<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Eco<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Hiato<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Preciosismo ou rebuscamento<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Conceito<\/strong><\/td>\n<td>Falta de clareza que acarreta duplo sentido na frase.<\/td>\n<td>Uni\u00e3o de 2 palavras, formando uma terceira de sentido inconivente.<\/td>\n<td>Pronuncia e\/ou grafia incorretas de uma palavra ou express\u00e3o.<\/td>\n<td>Palavra ou express\u00e3o estrangeira empregadas mesmo havendo termo correspondente na l\u00edngua portuguesa<\/td>\n<td>Repeti\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria de um termo ou express\u00e3o<\/td>\n<td>Palavra ou express\u00e3o j\u00e1 ultrapassada<\/td>\n<td>Efeito sonoro desagrad\u00e1vel criado pela repeti\u00e7\u00e3o de fonema.<\/td>\n<td>Erro de sintaxe, seja de concord\u00e2ncia, de reg\u00eancia ou de coloca\u00e7\u00e3o.<\/td>\n<td>Repeti\u00e7\u00e3o da ultima silaba<\/td>\n<td>Repeti\u00e7\u00e3o de vogais<\/td>\n<td>Usar palavras dif\u00edceis comprometendo o significado<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Exemplo<\/strong><\/td>\n<td>Luciana e Carlos foram a festa e\u00a0 levaram sua irm\u00e3. ( a irm\u00e3 de quem?)<\/td>\n<td>Deu vinte reais por cada CD.&nbsp;<\/p>\n<p>Mande-me j\u00e1 a procura\u00e7\u00e3o assinada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td>R\u00fabrica em vez de rubrica.&nbsp;<\/p>\n<p>Mendingo em vez de mendigo.<\/td>\n<td>Menu(card\u00e1pio)&nbsp;<\/p>\n<p>Chofer(motorista)<\/p>\n<p>Drinque(bebida)<\/p>\n<p>Gafe( disparate)<\/td>\n<td>Subir para cima&nbsp;<\/p>\n<p>Grande maioria<\/p>\n<p>Hoje em dia<\/td>\n<td>Frecha&nbsp;<\/p>\n<p>( flecha)<\/p>\n<p>Fremosa<\/p>\n<p>( formosa)<\/p>\n<p>Vosmece<\/p>\n<p>(voc\u00ea)<\/td>\n<td>O rato roeu a roupa do rei de Roma.&nbsp;<\/p>\n<p>Sem cessar, s\u00f3 sei sofrer por voc\u00ea.<\/td>\n<td>Recebe-se formul\u00e1rios. (recebem-se)&nbsp;<\/p>\n<p>Me traga o jornal.(traga-me)<\/td>\n<td>Seu andar e seu falar faziam-nos sonhar.<\/td>\n<td>A plateia homenageia o cantor com faixas cheias de palavras apaixonadas.<\/td>\n<td>Seu gesto altru\u00edsta e empreendedor ensombrece a exist\u00eancia dos demais mortais.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Col\u00e9gio S\u00e3o Francisco\/intervox.nce.ufrj.br\/br.geocities.com\/www.pesquisasnota10.hpg.ig.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>V\u00edcios de Linguagem \u2013 O que \u00e9 Os\u00a0v\u00edcios de linguagem\u00a0s\u00e3o erros, desvios das regras gramaticais padr\u00e3o ou escolhas de palavras inadequadas que dificultam uma comunica\u00e7\u00e3o clara e eficaz. Consiste na repeti\u00e7\u00e3o de uma id\u00e9ia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido. \u00c9 o mesmo que redund\u00e2ncia, pleonasmo. 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