{"id":81385,"date":"2016-08-23T16:02:55","date_gmt":"2016-08-23T16:02:55","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=81385"},"modified":"2026-06-09T15:28:59","modified_gmt":"2026-06-09T17:28:59","slug":"crase","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/portugues\/crase","title":{"rendered":"Crase"},"content":{"rendered":"<p><b>Crase \u2013 Defini\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>A palavra\u00a0<strong>crase\u00a0<\/strong>designa a contra\u00e7\u00e3o de duas vogais id\u00eanticas .<\/p>\n<p><b>\u00c0 gram\u00e1tica normativa interessa , sobretudo , a fus\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o a com:<\/b><\/p>\n<p><b>1- o artigo feminino definido a ( ou as ):<\/b><\/p>\n<p>O direito a a vida \u00e9 inquestion\u00e1vel \u2013 O direito \u00e0 vida \u00e9 inquestion\u00e1vel .<\/p>\n<p><b>2- o pronome demonstrativo a ( ou as ) :<\/b><\/p>\n<p>Referi-me a a ( = aquela ) que chegou mais cedo .<br \/>\nReferi-me \u00e0 que chegou mais cedo .<\/p>\n<p><b>3- os pronomes demonstrativos aquele(s) , aquela(s) , aquilo:<\/b><\/p>\n<p>Visavas a aquele cargo? \u2013 Visavas \u00e0quele cargo?<\/p>\n<p><b>4- o a dos pronomes relativos a qual e as quais:<\/b><\/p>\n<p>Era ruim a pe\u00e7a a a qual fizeste refer\u00eancia .<br \/>\nEra ruim a pe\u00e7a \u00e0 qual fizeste refer\u00eancia .<br \/>\nNesses casos , a ocorr\u00eancia do fen\u00f4meno da fus\u00e3o dessas vogais \u00e9 indicado<br \/>\nsempre pelo acento grave ( ) . Seu emprego depende , pois , da verifica\u00e7\u00e3o<br \/>\nda ocorr\u00eancia dessas vogais ( preposi\u00e7\u00e3o + artigo , preposi\u00e7\u00e3o + pronome )<br \/>\nno contexto sint\u00e1tico . Como obrigatoriamente\u00a0o primeiro a \u00e9 preposi\u00e7\u00e3o ,<br \/>\nexigida quase sempre por um verbo ou um nome , a crase \u00e9 um fato gramatical<br \/>\nestreitamente relacionado \u00e0 reg\u00eancia verbal e nominal.<\/p>\n<p><b>Crase \u2013 O que \u00e9<\/b><\/p>\n<p>A\u00a0<b>crase<\/b>\u00a0\u00e9 a fus\u00e3o de duas vogais id\u00eanticas, especificamente a preposi\u00e7\u00e3o &#8220;a&#8221; e o artigo definido feminino &#8220;a(s)&#8221;. Ocorre quando um termo exige a preposi\u00e7\u00e3o e o seguinte aceita o artigo. Esse fen\u00f4meno gramatical \u00e9 representado na escrita pelo acento grave (\u00e0, \u00e0s) para evitar a repeti\u00e7\u00e3o inc\u00f4moda de &#8220;a a&#8221;.<\/p>\n<p>Um outro assunto que preocupa s\u00e3o as falhas no uso da\u00a0<strong>crase<\/strong>.<\/p>\n<p><b>Vamos a ele:<\/b><\/p>\n<p><strong>A crase indica a fus\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o a com artigo a:<\/strong>\u00a0Jo\u00e3o voltou \u00e0 (a preposi\u00e7\u00e3o + a artigo) cidade natal. \/ Os documentos foram apresentados \u00e0s (a prep. + as art.) autoridades.<\/p>\n<p><strong>Dessa forma, n\u00e3o existe crase antes de palavra masculina:<\/strong>\u00a0Vou a p\u00e9. \/ Andou a cavalo.<\/p>\n<p>Existe uma \u00fanica exce\u00e7\u00e3o, explicada mais adiante.<\/p>\n<p><b>Crase \u2013 Origem<\/b><\/p>\n<p><strong>A palavra crase (do grego Kr\u00e1sis = mistura, fus\u00e3o) designa:\u00a0<\/strong>Em gram\u00e1tica hist\u00f3rica, a contra\u00e7\u00e3o de duas vogais iguais.<\/p>\n<p><strong>Por exemplo:<\/strong>\u00a0door(de dolore)=dor; pee(de pede)=p\u00e9; maa(de mala)=m\u00e1. Neste sentido, a crase foi um fen\u00f4meno constante na evolu\u00e7\u00e3o do portugu\u00eas arcaico para o moderno.<\/p>\n<p><strong>Em gram\u00e1tica normativa, a contra\u00e7\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o A com:<\/strong>\u00a0o artigo A ou AS = Fomos \u00e0 cidade assistir \u00e0s festas. o pronome A ou AS = Irei \u00e0 loja do centro. o A inicial dos pronomes AQUELE(S), AQUELA(S), AQUILO = Referiu-se \u00e0quele fato.<\/p>\n<p><strong>USO OBRIGAT\u00d3RIO<\/strong><\/p>\n<p><b>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fus\u00e3o de A + A, observaremos preliminarmente:<\/b><\/p>\n<p>que o primeiro A \u00e9 sempre preposi\u00e7\u00e3o<br \/>\nque o segundo A ser\u00e1 um artigo ou um pronome demonstrativo<br \/>\nque a raz\u00e3o da crase \u00e9 a de evitar-se um hiato<br \/>\nque o acento assinalador da contra\u00e7\u00e3o \u00e9 grave (`)<\/p>\n<p><b>Condi\u00e7\u00f5es para o uso da crase. Voc\u00ea usar\u00e1 o acento grave em A e AS, se forem satisfeitas as tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es seguintes:<\/b><\/p>\n<p>Deve tratar-se de substantivo feminino, mesmo oculto.<br \/>\nDeve depender de outra palavra que exija a preposi\u00e7\u00e3o A.<br \/>\nA palavra regida deve admitir o artigo A.<\/p>\n<p>A crase \u00e9 obrigat\u00f3ria nas locu\u00e7\u00f5es adverbiais, prepositivas e conjuntivas formadas de palavras femininas = \u00e0s pressas, \u00e0 custa de, \u00e0 medida que.<\/p>\n<p>A crase \u00e9 obrigat\u00f3ria, tamb\u00e9m, quando preceder adjetivos que funcionam como substantivos = Todos levaram conforto \u00e0s pobres. Nota = em muitos casos, o substantivo estar\u00e1 subentendido e o adjetivo concordar com ele.<\/p>\n<p><strong>Por exemplo:<\/strong>\u00a0Vieram as alunas e o diretor fez louvores \u00e0s (alunas) obedientes.<\/p>\n<p><strong>USO PROIBIDO DA CRASE<\/strong><\/p>\n<p><b>N\u00e3o se usa acento grave diante de:<\/b><\/p>\n<p><b>palavras masculinas<\/b>\u00a0= Pintou o quadro a \u00f3leo. Falaram a respeito de voc\u00ea.\u00a0<strong>Nota = escreve-se<\/strong>: sapatos \u00e0 Lu\u00eds XV, estilo \u00e0 Coelho Neto, porque nessa express\u00f5es se subentendem as palavras moda ou maneira, que s\u00e3o femininas.<br \/>\n<strong>palavras femininas n\u00e3o-determinadas, isto \u00e9, n\u00e3o precedidas de artigo =\u00a0<\/strong>Isto cheira a tolice. Nota = neste caso, tais palavras s\u00e3o tomadas em se00000ntido geral, indeterminado.<br \/>\n<b>verbos<\/b>\u00a0= Estou disposto a colaborar. Levou-os a passear.<br \/>\n<b>esta e essa<\/b>\u00a0= Cheguei a essa conclus\u00e3o.<br \/>\n<b>pronomes indefinidos<\/b>\u00a0= Escreveu a toda pressa. N\u00e3o deu valor a nada.<br \/>\n<b>pronomes pessoais e de tratamento<\/b>\u00a0= Escrevi a voc\u00ea. Falei a ela. Nota = quando o voc\u00e1bulo dona \u00e9 substantivado ocorre crase.<strong>\u00a0Por exemplo<\/strong>: Falei \u00e0 dona de meu apartamento.<br \/>\n<b>pronomes interrogativos\u00a0<\/b>= A quem haverei de recorrer?<br \/>\n<b>artigos indefinidos\u00a0<\/b>= Fomos a uma aldeia.<br \/>\n<strong>nomes pr\u00f3prios que repelem o artigo =\u00a0<\/strong>Fui a Lisboa(Vim de Lisboa). Rezo a Nossa Senhora. Nota = haver\u00e1 crase toda vez que o substantivo for determinado pelo artigo.\u00a0<strong>Por exemplo<\/strong>: Fui \u00e0 Bahia(Vim da Bahia).<br \/>\n<b>locu\u00e7\u00f5es de palavras femininas repetidas<\/b>\u00a0= Gota a gota. Frente a frente.<\/p>\n<p><strong>PARTICULARIDADES IMPORTANTES<\/strong><\/p>\n<p><b>A crase e os numerais:<\/b><\/p>\n<p>Ocorrer\u00e1 crase com os numerais que acompanharem palavras femininas, por imposi\u00e7\u00e3o da reg\u00eancia = Tens direito \u00e0 quarta parte do lucro.<br \/>\nQuanto ao cardinal UMA, s\u00f3 vem precedido de crase quando acompanha a palavra HORA = Daqui a uma hora irei ao mercado.<br \/>\nUsa-se crase com a locu\u00e7\u00e3o adverbial \u00c0 UMA = Todos responderam \u00e0 uma (juntamente).<\/p>\n<p><b>A crase e a palavra &#8220;casa&#8221;:<\/b><\/p>\n<p>N\u00e3o haver\u00e1 crase quando a palavra casa significar resid\u00eancia da pessoa = Voltei a casa cedo.<br \/>\nHaver\u00e1 crase quando a palavra casa estiver modificada por um adjunto e tamb\u00e9m quando significar estabelecimento comercial, pois nestes casos antepomos o artigo = Fiz uma visita \u00e0 velha casa. Fui \u00e0 Casa Dias.<\/p>\n<p><b>A crase e a palavra &#8220;dist\u00e2ncia&#8221;:<\/b><\/p>\n<p>N\u00e3o haver\u00e1 crase quando a palavra dist\u00e2ncia estiver indeterminada = O livro foi atirado a dist\u00e2ncia.<br \/>\nHaver\u00e1 crase quando a palavra dist\u00e2ncia estiver determinada em metros = Estava \u00e0 dist\u00e2ncia de cem metros.<\/p>\n<p><b>A crase e os possessivos:\u00a0<\/b>uso da crase diante dos pronomes possessivos \u00e9 facultativo = Obede\u00e7o a minha m\u00e3e. Obede\u00e7o \u00e0 minha m\u00e3e.<\/p>\n<p><b>A crase e a palavra &#8220;at\u00e9&#8221;:\u00a0<\/b>Ap\u00f3s a palavra at\u00e9 o uso da crase \u00e9 facultativo = Fui com ela at\u00e9 a(\u00e0) porta.<\/p>\n<p><b>A crase e os relativos:<\/b><\/p>\n<p>Haver\u00e1 crase antes dos pronomes relativos que e qual, sempre que se referirem a nomes femininos que os antecedem = Ali est\u00e1 a mestra de meus filhos, \u00e0 qual devo agradecimentos.<\/p>\n<p><b>Crase \u2013 Palavra<\/b><\/p>\n<p>A palavra\u00a0<strong>crase<\/strong>\u00a0prov\u00e9m do grego (kr\u00e2sis) e significa\u00a0<strong>mistura<\/strong>.<\/p>\n<p>Na l\u00edngua portuguesa,\u00a0<strong>crase \u00e9 a fus\u00e3o de duas vogais id\u00eanticas<\/strong>, mas essa denomina\u00e7\u00e3o visa a especificar principalmente a contra\u00e7\u00e3o ou fus\u00e3o da\u00a0<strong>preposi\u00e7\u00e3o a\u00a0<\/strong>com os artigos\u00a0<strong>definidos femininos\u00a0<\/strong>(<strong>a, as<\/strong>) ou com os\u00a0<strong>pronomes demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo, aquiloutro, aqueloutro<\/strong>\u00a0.<\/p>\n<p><b>Para saber se ocorre ou n\u00e3o a crase, basta seguir tr\u00eas regras b\u00e1sicas:<\/b><\/p>\n<p><b>01)\u00a0<\/b>S\u00f3 ocorre crase diante de palavras femininas, portanto nunca use o acento grave indicativo de crase diante de palavras que n\u00e3o sejam femininas.<\/p>\n<p><b>Ex.<\/b>\u00a0O sol estava a pino. Sem crase, pois pino n\u00e3o \u00e9 palavra feminina.<br \/>\nEla recorreu a mim. Sem crase, pois mim n\u00e3o \u00e9 palavra feminina.<br \/>\nEstou disposto a ajudar voc\u00ea. Sem crase, pois ajudar n\u00e3o \u00e9 palavra feminina.<\/p>\n<p><b>02)\u00a0<\/b>Se a preposi\u00e7\u00e3o a vier de um verbo que indica destino (ir, vir, voltar, chegar, cair, comparecer, dirigir-se\u2026), troque este verbo por outro que indique proced\u00eancia (vir, voltar, chegar\u2026); se, diante do que indicar proced\u00eancia, surgir da, diante do que indicar destino, ocorrer\u00e1 crase; caso contr\u00e1rio, n\u00e3o ocorrer\u00e1 crase.<\/p>\n<p><b>Ex.\u00a0<\/b>Vou a Porto Alegre. Sem crase, pois Venho de Porto Alegre.<br \/>\nVou \u00e0 Bahia. Com crase, pois Venho da Bahia.<br \/>\n<b>Obs.:\u00a0<\/b>N\u00e3o se esque\u00e7a do que foi estudado em Artigo.<\/p>\n<p><b>03)\u00a0<\/b>Se n\u00e3o houver verbo indicando movimento, troca-se a palavra feminina por outra masculina; se, diante da masculina, surgir ao, diante da feminina, ocorrer\u00e1 crase; caso contr\u00e1rio, n\u00e3o ocorrer\u00e1 crase.<\/p>\n<p><b>Ex.\u00a0<\/b>Assisti \u00e0 pe\u00e7a. Com crase, pois Assisti ao filme.<br \/>\nPaguei \u00e0 cabeleireira. Com crase, pois Paguei ao cabeleireiro.<br \/>\nRespeito as regras. Sem crase, pois Respeito os regulamentos.<\/p>\n<p align=\"left\"><b>Casos especiais<\/b><\/p>\n<p><b>01)\u00a0<\/b>Diante das palavras moda e maneira, das express\u00f5es adverbiais \u00e0 moda de e \u00e0 maneira de, mesmo que as palavras moda e maneira fiquem subentendidas, ocorre crase.<\/p>\n<p><b>Ex.<\/b>\u00a0Fizemos um churrasco \u00e0 ga\u00facha.<br \/>\nComemos bife \u00e0 milanesa, frango \u00e0 passarinho e espaguete \u00e0 bolonhesa.<br \/>\nJo\u00e3ozinho usa cabelos \u00e0 Pr\u00edncipe Valente.<\/p>\n<p><b>02)<\/b>\u00a0Nos adjuntos adverbiais de modo, de lugar e de tempo femininos, ocorre crase.<\/p>\n<p><b>Ex.<\/b>\u00a0\u00e0 tarde, \u00e0 noite, \u00e0s pressas, \u00e0s escondidas, \u00e0s escuras, \u00e0s tontas, \u00e0 direita, \u00e0 esquerda, \u00e0 vontade, \u00e0 revelia \u2026<\/p>\n<p><b>03)\u00a0<\/b>Nas locu\u00e7\u00f5es prepositivas e conjuntivas femininas ocorre crase.<\/p>\n<p><b>Ex.<\/b>\u00a0\u00e0 maneira de, \u00e0 moda de, \u00e0s custas de, \u00e0 procura de, \u00e0 espera de, \u00e0 medida que, \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que\u2026<\/p>\n<p><b>04)<\/b>\u00a0Diante da palavra dist\u00e2ncia, s\u00f3 ocorrer\u00e1 crase, se houver a forma\u00e7\u00e3o de locu\u00e7\u00e3o prepositiva, ou seja, se n\u00e3o houver a preposi\u00e7\u00e3o de, n\u00e3o ocorrer\u00e1 crase.<\/p>\n<blockquote><p><b>Ex.\u00a0<\/b>Reconheci-o a dist\u00e2ncia.<br \/>\nReconheci-o \u00e0 dist\u00e2ncia de duzentos metros.<\/p><\/blockquote>\n<p><b>05)\u00a0<\/b>Diante do pronome relativo que ou da preposi\u00e7\u00e3o de, quando for fus\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o a com o pronome demonstrativo a, as (= aquela, aquelas).<\/p>\n<p><b>Ex.\u00a0<\/b>Essa roupa \u00e9 igual \u00e0 que comprei ontem.<br \/>\nSua voz \u00e9 igual \u00e0 de um primo meu.<\/p>\n<p><b>06)\u00a0<\/b>Diante dos pronomes relativos a qual, as quais, quando o verbo da ora\u00e7\u00e3o subordinada adjetiva exigir a preposi\u00e7\u00e3o a, ocorre crase.<\/p>\n<p><b>Ex.\u00a0<\/b>A cena \u00e0 qual assisti foi chocante. (quem assiste assiste a algo)<\/p>\n<p><b>07)\u00a0<\/b>Quando o a estiver no singular, diante de uma palavra no plural, n\u00e3o ocorre crase.<\/p>\n<p><b>Ex.<\/b>\u00a0Referi-me a todas as alunas, sem exce\u00e7\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o gosto de ir a festas desacompanhado.<\/p>\n<p><b>08)\u00a0<\/b>Nos adjuntos adverbiais de meio ou instrumento, a n\u00e3o ser que cause ambig\u00fcidade.<\/p>\n<p><b>Ex.<\/b>\u00a0Preencheu o formul\u00e1rio a caneta.<br \/>\nPaguei a vista minhas compras.<br \/>\n<b>Nota:<\/b>\u00a0Modernamente, alguns gram\u00e1ticos est\u00e3o admitindo crase diante de adjuntos adverbias de meio, mesmo n\u00e3o ocorrendo ambig\u00fcidade.<\/p>\n<p><b>09)\u00a0<\/b>Diante de pronomes possessivos femininos, \u00e9 facultativo o uso do artigo, ent\u00e3o, quando houver a preposi\u00e7\u00e3o a, ser\u00e1 facultativa a ocorr\u00eancia de crase.<\/p>\n<p><b>Ex.<\/b>\u00a0Referi-me a sua professora.<br \/>\nReferi-me \u00e0 sua professora.<\/p>\n<p><b>10)\u00a0<\/b>Ap\u00f3s a preposi\u00e7\u00e3o at\u00e9, \u00e9 facultativo o uso da preposi\u00e7\u00e3o a, quando esta for necess\u00e1ria ao elemento anterior ao\u00a0<b>at\u00e9<\/b>, portanto, caso haja substantivo feminino \u00e0 frente, a ocorr\u00eancia de crase ser\u00e1 facultativa.<\/p>\n<p><b>Ex. Fui at\u00e9 a secretaria<\/b>\u00a0ou\u00a0<b>Fui at\u00e9 \u00e0 secretaria<\/b>, pois\u00a0<b>quem vai, vai a algum lugar<\/b>.<\/p>\n<p><b>11) A palavra CASA:<\/b><\/p>\n<p>A palavra casa s\u00f3 ter\u00e1 artigo, se estiver especificada, portanto s\u00f3 ocorrer\u00e1 crase diante da palavra casa nesse caso.<\/p>\n<p><b>Ex.\u00a0<\/b>Cheguei a casa antes de todos.<br \/>\nCheguei \u00e0 casa de Ronaldo antes de todos.<\/p>\n<p><b>12) A palavra TERRA:<\/b><\/p>\n<p>Significando planeta, \u00e9 substantivo pr\u00f3prio e tem artigo, conseq\u00fcentemente, quando houver a preposi\u00e7\u00e3o a, ocorrer\u00e1 a crase; significando ch\u00e3o firme, solo, s\u00f3 tem artigo, quando estiver especificada, portanto s\u00f3 nesse caso poder\u00e1 ocorrer a crase.<\/p>\n<p><b>Ex.\u00a0<\/b>Os astronautas voltaram \u00e0 Terra.<br \/>\nOs marinheiros voltaram a terra.<br \/>\nIrei \u00e0 terra de meus av\u00f3s.<\/p>\n<p><b>Crase \u2013 Uso<\/b><\/p>\n<p>A\u00a0<b>crase\u00a0<\/b>consiste na \u201cfus\u00e3o\u201d de dois fonemas voc\u00e1licos iguais (a + a).<\/p>\n<p><strong>Por crase<\/strong>\u00a0entende-se a fus\u00e3o de duas vogais id\u00eanticas.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>crase<\/strong>\u00a0\u00e9 representada pelo acento grave = (\u00e0) = que se coloca sobre o \u201ca\u201d. ( = \u00e0).<\/p>\n<p>S\u00f3 se usa\u00a0<strong>crase<\/strong>\u00a0antes de nome feminino determinado, e regido da preposi\u00e7\u00e3o \u201c-a\u201d. S\u00f3 pode ser feminino determinado.<\/p>\n<p><strong>A CRASE SE D\u00c1 EM<\/strong><\/p>\n<p>Contra\u00e7\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o a com o artigo feminino \u201ca\u201d.<br \/>\nContra\u00e7\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o a com o pronome demonstrativo \u201ca\u201d.<br \/>\nContra\u00e7\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o a com o \u201ca\u201d que inicia os demonstrativos aqueles, aquela, aquilo, aquelas.<\/p>\n<p><b>Exemplo:<\/b><\/p>\n<p><b>1)<\/b>\u00a0Irei \u00e0 escola-Irei \u00e0quela escola<br \/>\n<b>2)<\/b>\u00a0Irei a a escola-Irei a + aquela escola<\/p>\n<p>O verbo ir pede a preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d e o substantivo \u201cescola\u201d pede o artigo feminino \u201ca\u201d. A + a = \u00e0 Irei \u00e0 escola<\/p>\n<p><b>Exemplo:<\/b><\/p>\n<p><b>1) Falei \u00e0 de saia branca =<\/b><\/p>\n<p><b>1.1)<\/b>\u00a0Falei a ( = aquela) de saia branca.<\/p>\n<p><b>2) Dei um livro \u00e0quele rapaz =<\/b><\/p>\n<p><b>2.2)<\/b>\u00a0Deu um livro a aquele rapaz.<\/p>\n<p><b>3) Levamos conforto \u00e0quela menina =<\/b><\/p>\n<p><strong>3.3)\u00a0<\/strong>Levamos conforto a aquela menina.<\/p>\n<p><b>4) Refiro-me \u00e0quilo que\u2026 =<\/b><\/p>\n<p><strong>4.4)<\/strong>\u00a0Refiro-me a aquilo que\u2026<\/p>\n<p><b>Para que haja crase \u00e9 necess\u00e1rio que se observe o seguinte:<\/b><\/p>\n<p>A palavra seja feminina acompanhada de artigo feminino definido \u201ca\u201d. \u2013 O verbo exige a preposi\u00e7\u00e3o e o substantivo, o artigo.<\/p>\n<p>Que a palavra que antecede o substantivo exija a preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d por for\u00e7a de sua reg\u00eancia.<\/p>\n<p><b>Ocorre crase nos seguintes casos:<\/b><\/p>\n<p>Diante de palavra feminina, clara ou oculta, que n\u00e3o repele o artigo.<\/p>\n<p><strong>Como sabermos se a palavra feminina repele ou n\u00e3o, o artigo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Basta construi-lo em ora\u00e7\u00f5es em que apare\u00e7a regidos das preposi\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0\u201cde\u201d, \u201cem\u201d e \u201cpor\u201d. Se tivermos meras preposi\u00e7\u00f5es, o nome dispensa artigo.<\/p>\n<p><b>Exemplo<\/b><\/p>\n<p><b>1)\u00a0<\/b>Vou a Copacabana<b><br \/>\n2)\u00a0<\/b><strong>Vou a Vit\u00f3ria Substituo o verbo ir ( = vou) por<\/strong>: venho, passo, moro<b><br \/>\n3)<\/b>\u00a0Venho de Vit\u00f3ria.<b><br \/>\n4)\u00a0<\/b>Passo por Vit\u00f3ria.<b><br \/>\n5)\u00a0<\/b>Moro em Vit\u00f3ria.<\/p>\n<p><b>Ent\u00e3o:<\/b><\/p>\n<p><b>1) Vou a Copacabana.<\/b><\/p>\n<p><b>2) Vou a Vit\u00f3ria.\u00a0<\/b>O \u201ca\u201d \u00e9 mera preposi\u00e7\u00e3o e as palavras Copacabana e Vit\u00f3ria repelem o artigo, por isso n\u00e3o se usa crase.<\/p>\n<p><strong>Por\u00e9m, se houver necessidade de usar, respectivamente<\/strong>: da ( = de + a); na ( = em + a); pela ( = por + a), a palavra feminina tem o artigo feminino definido \u201ca\u201d,\u00a0<strong>ent\u00e3o haver\u00e1 crase:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Exemplo:<\/strong><\/p>\n<p><b>1)\u00a0<\/b>Vou \u00e0 Bahia<b><br \/>\n2)\u00a0<\/b>Venho da Bahia<b><br \/>\n3)\u00a0<\/b>Moro na Bahia<b><br \/>\n4)\u00a0<\/b>Passa pela Bahia. Houve contra\u00e7\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o de + a = da, em + a = na, por + a = pela por isso \u201ca\u201d da Bahia \u00e9 craseado.<\/p>\n<p>Vou \u00e0 Bahia.<\/p>\n<p>Outra regra pr\u00e1tica para sabermos se o substantivo exige ou n\u00e3o, o artigo feminino definido \u201ca\u201d.<\/p>\n<p>Emprega-se a crase sempre que, substituindo-se o voc\u00e1bulo feminino por um masculino, aparece a contra\u00e7\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d com o artigo \u201co\u201d = ao antes do nome masculino.<\/p>\n<p><strong>Eu vou a cidade Posso dizer<\/strong>: Eu vou ao Munic\u00edpio Logo na ora\u00e7\u00e3o: Eu vou a cidade, O \u201ca\u201d da cidade deve ser craseado.<\/p>\n<p>Se o nome feminino repelir o artigo, pode exigi-lo quando determinado por um adjunto.<\/p>\n<p><b>Exemplos<\/b><\/p>\n<p><strong>1)\u00a0<\/strong>Eu vou a Roma<strong><br \/>\n2)<\/strong>\u00a0<strong>A palavra Roma repele o artigo feminino, por\u00e9m se eu disser<\/strong>:<strong><br \/>\n3)<\/strong>\u00a0Eu vou a Roma dos C\u00e9sares A palavra Roma, agora, est\u00e1 determinada, ent\u00e3o, craseia-se o \u201ca\u201d de Roma. Eu vou \u00e0 Roma dos C\u00e9sares<\/p>\n<p><b>Outro exemplo:<\/b><\/p>\n<p><strong>1)<\/strong>\u00a0Eu vou a Copacabana.<strong><br \/>\n2)<\/strong>\u00a0Eu vou \u00e0 Copacabana de minha inf\u00e2ncia<strong><br \/>\n3)\u00a0<\/strong>Ele foi a Minas<strong><br \/>\n4)\u00a0<\/strong>Ele foi \u00e0 Minas de Tiradentes.<\/p>\n<p><strong>Podemos usar o seguinte meio mnem\u00f4nico para o uso da crase<\/strong>: Se vou a E venho d\u00e1<\/p>\n<p>Eu craseio o \u00e0<\/p>\n<p><b>Exemplos<\/b><\/p>\n<blockquote><p><strong>1)\u00a0<\/strong>Vou a festa<strong><br \/>\n2)<\/strong>\u00a0Venho da festa Ent\u00e3o eu craseio o \u201ca\u201d da festa. Vou \u00e0 festa Se eu vou a E venho d\u00ea Crasear o a Para qu\u00ea ?<\/p><\/blockquote>\n<p><b>Exemplos<\/b><\/p>\n<p><strong>1)<\/strong>\u00a0Vou a s\u00e3o Paulo.<strong><br \/>\n2)<\/strong>\u00a0<strong>Venho de S\u00e3o Paulo. A palavra S\u00e3o Paulo repele o artigo, ent\u00e3o o \u201ca\u201d antes da palavra S\u00e3o Paulo \u00e9 mera preposi\u00e7\u00e3o, logo<\/strong>: N\u00e3o se usa crase.<\/p>\n<p><b>OBSERVA\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Se venho-\u201cda\u201d-\u00e9 \u201ca\u201d (com crase).<br \/>\nSe venho-\u201cde\u201d-\u00e9 \u201ca\u201d (sem crase).<br \/>\nVou \u00e0 Gr\u00e9cia-Venho da Gr\u00e9cia<br \/>\nVou a Santa Catarina-Venho de Santa Catarina<\/p>\n<p><strong>USA-SE A CRASE<\/strong><\/p>\n<p>Nos objetos indiretos<br \/>\nNos adjuntos adverbiais<\/p>\n<p>(<strong>NOTA \u2013<\/strong>\u00a0N\u00e3o se usa crase com palavra que funciona como Sujeito).<\/p>\n<p><b>Exemplo:<\/b>\u00a0&#8220;A menina saiu&#8221;<\/p>\n<p>Objeto direto<br \/>\nAdjunto adnominal<br \/>\nPara evitar ambig\u00fcidade<br \/>\nDiante de locu\u00e7\u00f5es constitu\u00eddas de feminino plural.<br \/>\nDiante de locu\u00e7\u00f5es constitu\u00eddas do substantivo feminino singular<br \/>\nA conjun\u00e7\u00e3o subordinada adv. proporcional<\/p>\n<h4>A crase e os pronomes relativos<\/h4>\n<p>A\u00a0<strong>crase<\/strong>\u00a0n\u00e3o deve ser empregada junto aos pronomes relativos QUE, QUEM e CUJO(A).<\/p>\n<p>Nas ora\u00e7\u00f5es em que aparece um termo regido pela preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d acompanhado dos pronomes relativos acima apontados, n\u00e3o se verifica a contra\u00e7\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o e o artigo, portanto o acento grave indicativo da crase n\u00e3o \u00e9 admitido.<\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>Havia qualquer problema com a tomada \u00e0 que ligaram o aparelho. [Inadequado]<br \/>\nHavia qualquer problema com a tomada a que ligaram o aparelho. [Adequado]<\/p>\n<p>[termo regente: ligar a] [termo regido: (a) tomada]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Era geniosa a funcion\u00e1ria \u00e0 quem se reportava. [Inadequado]<br \/>\nEra geniosa a funcion\u00e1ria a quem se reportava. [Adequado] [termo regente: reportar-se a] [termo regido: (a) funcion\u00e1ria]<\/p>\n<p>A mulher, \u00e0 cuja filia\u00e7\u00e3o se unira, esgotava-se em l\u00e1grimas. [Inadequado]<br \/>\nA mulher, a cuja filia\u00e7\u00e3o se unira, esgotava-se em l\u00e1grimas. [Adequado]<\/p>\n<p>\u2026[termo regente: unir-se a]<\/p>\n<p>\u2026[termo regido: (a) filia\u00e7\u00e3o]<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>crase<\/strong>\u00a0e os nomes no plural<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>crase<\/strong>\u00a0n\u00e3o deve ser empregada junto a nomes apresentados na forma plural.<\/p>\n<p>Nas ora\u00e7\u00f5es em que aparecem um termo regido pela preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d acompanhado de nomes no plural, n\u00e3o se verifica a contra\u00e7\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o e o artigo, portanto o acento grave indicativo da crase n\u00e3o \u00e9 admitido.<\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>Sempre que lembrava, dava contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 piadas grosseiras. [Inadequado]<br \/>\nSempre que lembrava, dava contribui\u00e7\u00f5es a piadas grosseiras. [Adequado]<\/p>\n<p>.[termo regente: dar (contribui\u00e7\u00f5es) a]<\/p>\n<p>.[termo regido: piadas]<\/p>\n<p>Quem ganhasse concorria \u00e0 revistas em quadrinhos. [Inadequado]<br \/>\nQuem ganhasse concorria a revistas em quadrinhos. [Adequado] [termo regente: concorrer a]<\/p>\n<p>.[termo regido: revistas]<\/p>\n<p>Observe que esses nomes no plural n\u00e3o s\u00e3o determinados, porque a id\u00e9ia indicada \u00e9 de uma express\u00e3o gen\u00e9rica. Ao contr\u00e1rio, se os nomes no plural regidos pela preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d s\u00e3o determinados (ou seja: especificados), o acento grave indicativo da crase deve ser empregado.<\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>A freq\u00fc\u00eancia dos alunos as aulas \u00e9 facultativa. [Inadequado]<br \/>\nA freq\u00fc\u00eancia dos alunos \u00e0s aulas \u00e9 facultativa. [Adequado] [termo regente: freq\u00fc\u00eancia a] [termo regido: as aulas]<\/p>\n<p><strong>A crase e palavras repetidas<\/strong><\/p>\n<p><strong>A crase n\u00e3o deve ser empregada entre palavras repetidas.<\/strong><\/p>\n<p>Nas ora\u00e7\u00f5es em que aparecem palavras repetidas ligadas pelo \u201ca\u201d, n\u00e3o se verifica a contra\u00e7\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o e o artigo, portanto o acento grave indicativo da crase n\u00e3o \u00e9 admitido. Isso se d\u00e1 porque esse \u201ca\u201d presente entre as palavras repetidas \u00e9 uma preposi\u00e7\u00e3o somente, e n\u00e3o uma fus\u00e3o de preposi\u00e7\u00e3o e artigo (crase).<\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>O manual explica passo \u00e0 passo os procedimentos com a ferramenta. [Inadequado]<br \/>\nO manual explica passo a passo os procedimentos com a ferramenta. [Adequado]<\/p>\n<p>Finalmente encontr\u00e1vamos frente \u00e0 frente na vota\u00e7\u00e3o. [Inadequado]<br \/>\nFinalmente encontr\u00e1vamos frente a frente na vota\u00e7\u00e3o. [Adequado]<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o exemplos de express\u00f5es ligadas pela preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d:<\/strong><\/p>\n<p>passo a passo\u2026<br \/>\nfrente a frente\u2026<br \/>\ngota a gota\u2026<br \/>\nponto a ponto\u2026<br \/>\nde mais a mais\u2026<\/p>\n<p><strong>A crase e as locu\u00e7\u00f5es conjuncionais<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>crase<\/strong>\u00a0deve ser empregada junto a algumas locu\u00e7\u00f5es conjuncionais.<\/p>\n<p>Nas ora\u00e7\u00f5es em que aparecem um termo regido pela preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d acompanhado de locu\u00e7\u00f5es conjuncionais, o acento grave indicativo da crase \u00e9 obrigat\u00f3rio. Isso, por\u00e9m, s\u00f3 se d\u00e1 se a palavra seguinte \u00e0 locu\u00e7\u00e3o for feminina e puder vir acompanhada por determinantes (artigo, por exemplo).<\/p>\n<p>Na L\u00edngua Portuguesa somente duas locu\u00e7\u00f5es conjuncionais se enquadram nesse emprego da crase.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o elas:<\/strong>\u00a0\u00e0 medida que e \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que.<\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>A dose do rem\u00e9dio diminuir\u00e1 a medida que o problema seja reduzido . [Inadequado]<br \/>\nA dose do rem\u00e9dio diminuir\u00e1 \u00e0 medida que o problema seja reduzido. [Adequado]<\/p>\n<p>O medo aumentava a propor\u00e7\u00e3o que a noite ca\u00eda. [Inadequado]<br \/>\nO medo aumentava \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que a noite ca\u00eda. [Adequado]<\/p>\n<p>Observe que as palavras femininas que podem ser determinadas participam da locu\u00e7\u00e3o conjuncional; ou seja, s\u00e3o as palavras \u201c(a) medida\u201d e \u201c(a) propor\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>A crase e as preposi\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A crase n\u00e3o deve ser emprega da junto a algumas preposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Dois casos, no entanto, devem ser observados quanto ao emprego da crase. Trata-se das preposi\u00e7\u00f5es \u201ca\u201d e \u201cat\u00e9\u201d empregadas antes de palavra feminina. Essas \u00fanicas exce\u00e7\u00f5es se devem ao fato de ambas indicarem, al\u00e9m de outras, a no\u00e7\u00e3o de movimento. Por isso, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d torna-se obrigat\u00f3rio o emprego da crase, j\u00e1 que haver\u00e1 a fus\u00e3o entre a preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d e o artigo \u201ca\u201d (ou a simples possibilidade de emprego desse artigo). J\u00e1 a preposi\u00e7\u00e3o \u201cat\u00e9\u201d admitir\u00e1 a crase somente se a id\u00e9ia expressa apontar para movimento.<\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>A entrada ser\u00e1 permitida mediante \u00e0 entrega da passagem. [Inadequado]<br \/>\nA entrada ser\u00e1 permitida mediante a entrega da passagem. [Adequado]<\/p>\n<p>Desde \u00e0 assembl\u00e9ia os oper\u00e1rios clamavam por greve. [Inadequado]<br \/>\nDesde a assembl\u00e9ia os oper\u00e1rios clamavam por greve. [Adequado]<\/p>\n<p>Os m\u00e9dicos eram chamados a sala de cirurgia. [Inadequado]<br \/>\nOs m\u00e9dicos eram chamados \u00e0 sala de cirurgia. [Adequado]<\/p>\n<p>\u2026[termo regente: chamar a \/ \u201ca\u201d = preposi\u00e7\u00e3o indicativa de movimento]<\/p>\n<p>\u2026[termo regido: (a) sala \/ \u201ca\u201d = artigo]<\/p>\n<p>\u2026[sala: palavra feminina]<\/p>\n<p>Os escravos eram levados vagarosamente at\u00e9 a senzala.<br \/>\nOs escravos eram levados vagarosamente at\u00e9 \u00e0 senzala.<\/p>\n<p>\u2026[termo regente: levar a \/ \u201ca\u201d = preposi\u00e7\u00e3o indicativa de movimento]<\/p>\n<p>\u2026[termo regido: (a) senzala \/ \u201ca\u201d = artigo]<\/p>\n<p>\u2026[senzala: palavra feminina]<\/p>\n<p>Observe que n\u00e3o foi apontado no exemplo (4) o uso inadequado e adequado das ocorr\u00eancias de crase. Isso se d\u00e1 porque atualmente no Brasil o emprego da crase diante da preposi\u00e7\u00e3o \u201cat\u00e9\u201d \u00e9 facultativo.<\/p>\n<p><strong>A crase e os artigos<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>crase<\/strong>\u00a0n\u00e3o deve ser empregada junto a artigos, exceto junto ao artigo \u201ca\u201d.<\/p>\n<p>Os artigos (o, a, um, uma e suas flex\u00f5es) s\u00e3o palavras que determinam um nome; por isso serem chamados de determinantes. Eles podem ser apresentados na forma de contra\u00e7\u00e3o, sendo a crase uma dessas formas. Isto \u00e9, a crase \u00e9 a contra\u00e7\u00e3o, numa \u00fanica palavra, entre o artigo definido feminino \u201ca\u201d e a preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d.<\/p>\n<p>Antecedendo um artigo indefinido (um, uma, uns, umas) a crase n\u00e3o \u00e9 admitida, uma vez que a palavra seguinte \u00e0 preposi\u00e7\u00e3o, mesmo que feminina, j\u00e1 est\u00e1 acompanhada de um determinante.<\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>A homenagem est\u00e1 sendo entregue a a pesquisadora neste momento. [Inadequado]<br \/>\nA homenagem est\u00e1 sendo entregue \u00e0 pesquisadora neste momento. [Adequado]<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode se dirigir \u00e0 uma sala ao teu lado esquerdo. [Inadequado]<br \/>\nVoc\u00ea pode se dirigir a uma sala ao teu lado esquerdo. [Adequado]<\/p>\n<p>Quando o termo \u201cuma\u201d \u00e9 associada \u00e0 palavra hora, ele funciona como um numeral e, nesse caso, deve-se empregar a crase.<\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>Os ingressos esgotaram-se a uma hora do espet\u00e1culo. [Inadequado]<br \/>\nOs ingresso esgotaram-se \u00e0 uma hora do espet\u00e1culo. [Adequado]<\/p>\n<p><strong>A crase e os verbos<\/strong><\/p>\n<p>A crase n\u00e3o deve ser empregada junto a verbos.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno da\u00a0<strong>crase<\/strong>\u00a0existe quando h\u00e1 uma fus\u00e3o (ou contra\u00e7\u00e3o) entre a preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d e o artigo definido feminino \u201ca\u201d. Logo, se a palavra seguinte \u00e0 preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d for um verbo, o acento grave indicativo da crase n\u00e3o \u00e9 admitido.<\/p>\n<p>Os verbos s\u00e3o palavras que n\u00e3o admitem determinantes (artigo, por exemplo). Como a condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica da exist\u00eancia da crase \u00e9 a refer\u00eancia (mesmo que impl\u00edcita) do artigo definido feminino, diante de verbos a crase se torna absurda.<\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>Aquilo dava \u00e0 entender que realmente havia conflitos em fam\u00edlia. [Inadequado]<br \/>\nAquilo dava a entender que realmente havia conflitos em fam\u00edlia. [Adequado]<\/p>\n<p>O prefeito se prop\u00f4s \u00e0 estudar melhor o assunto. [Inadequado]<br \/>\nO prefeito se prop\u00f4s a estudar melhor o assunto. [Adequado]<\/p>\n<p><strong>A crase e os pronomes de tratamento<\/strong><\/p>\n<p>A crase n\u00e3o deve ser empregada junto a pronomes de tratamento, exceto em alguns casos, como \u201csenhora(s)\u201d.<\/p>\n<p>Nas ora\u00e7\u00f5es em que aparece um termo regido pela preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d acompanhado de pronomes de tratamento, o acento grave indicativo da crase n\u00e3o \u00e9 admitido.<\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>Eu s\u00f3 empresto meu livro \u00e0 voc\u00ea se for realmente necess\u00e1rio. [Inadequado]<br \/>\nEu s\u00f3 empresto meu livro a voc\u00ea se for realmente necess\u00e1rio. [Adequado]<\/p>\n<p>\u2026[termo regente: emprestar (o livro) a]<\/p>\n<p>\u2026[termo regido: voc\u00ea]<\/p>\n<p>Essas homenagens s\u00e3o afetuosamente dedicadas \u00e0 Vossa Excel\u00eancia. [Inadequado]<br \/>\nEssas homenagens s\u00e3o afetuosamente dedicadas a Vossa Excel\u00eancia. [Adequado]<\/p>\n<p>\u2026[termo regente: dedicar a]<\/p>\n<p>\u2026[termo regido: Vossa Excel\u00eancia]<\/p>\n<p>Os pronomes de tratamento em geral n\u00e3o admitem determinantes (artigo, por exemplo). Dessa forma, n\u00e3o \u00e9 apresentada na ora\u00e7\u00e3o a contra\u00e7\u00e3o entre artigo e preposi\u00e7\u00e3o, mas t\u00e3o somente a preposi\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, alguns pronomes de tratamento, admitindo o determinante, exigem o acento grave indicativo da crase quando o termo regente pede a preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o esses pronomes:\u00a0<\/strong>senhora(s), senhorita(s), dona(s), madame(s)<\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>A correspond\u00eancia \u00e9 endere\u00e7ada a madame. [Inadequado]<br \/>\nA correspond\u00eancia \u00e9 endere\u00e7ada \u00e0 madame. [Adequado]<\/p>\n<p>\u2026[termo regente: endere\u00e7ar a]<\/p>\n<p>\u2026[termo regido: (a) madame]<\/p>\n<p>Algu\u00e9m explicou a senhora o funcionamento do programa? [Inadequado]<br \/>\nAlgu\u00e9m explicou \u00e0 senhora o funcionamento do programa? [Adequado]<\/p>\n<p>\u2026[termo regente: explicar (o funcionamento\u2026) a]<\/p>\n<p>\u2026[termo regido: (a) senhora]<\/p>\n<p><strong>A crase e os pronomes indefinidos<\/strong><\/p>\n<p>A crase n\u00e3o deve ser empregada junto a alguns pronomes indefinidos.<\/p>\n<p>Os pronomes indefinidos s\u00e3o aqueles que apresentam, de um modo vago, os seres em terceira pessoa. (ex.: algu\u00e9m falou; qualquer lugar; certas quest\u00f5es\u2026). Tais quais os artigos, os pronomes indefinidos funcionam como determinantes, ou seja, apresentam, mesmo que indeterminadamente, um nome. Desta forma, eles n\u00e3o admitem um artigo antecedendo a palavra a qual acompanham (ex.: a algu\u00e9m falou; um algu\u00e9m falou).<\/p>\n<p>Nas ora\u00e7\u00f5es em que aparece o termo regido pela preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d introduzindo um termo determinado por pronome indefinido, o acento grave indicativo da crase \u00e9 dispensado.<\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>Preocupado com as crian\u00e7as, dirigia-se agora \u00e0 toda escola que conhecia. [Inadequado]<br \/>\nPreocupado com as crian\u00e7as, dirigia-se agora a toda escola que conhecia. [Adequado]<\/p>\n<p>\u2026[termo regente: dirigir-se a]<\/p>\n<p>\u2026[toda: pronome indefinido]<\/p>\n<p>Sempre perguntava \u00e0 outra enfermeira sobre qual o leito que lhe pertencia\u2026 [Inadequado]<br \/>\nSempre perguntava a outra enfermeira sobre qual o leito que lhe pertencia. [Adequado]<\/p>\n<p>\u2026[termo regente: perguntar a]<\/p>\n<p>\u2026[outra: pronome indefinido]<\/p>\n<p>A crase e a conjun\u00e7\u00e3o \u201ccaso\u201d<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno da crase existe quando h\u00e1 uma fus\u00e3o (ou contra\u00e7\u00e3o) entre a preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d e o artigo definido feminino \u201ca\u201d.<\/p>\n<p>A crase n\u00e3o deve ser aplicada ao \u201ca\u201d que segue qualquer conjun\u00e7\u00e3o. Apesar disso, freq\u00fcentemente se observa o emprego da crase depois da conjun\u00e7\u00e3o caso.<\/p>\n<p>Provavelmente, isso se d\u00e1 por analogia a outros termos da l\u00edngua, como as express\u00f5es \u201cdevido \u00e0\u201d\u2026, \u201crelativo \u00e0\u201d que admitem a crase.<\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>Muitos ingressos ir\u00e3o faltar, caso \u00e0 estr\u00e9ia seja adiada. [Inadequado]<br \/>\nMuitos ingressos ir\u00e3o faltar, caso a estr\u00e9ia seja adiada. [Adequado]<\/p>\n<p>Caso \u00e0s promessas sejam falsas, outras revoltas acontecer\u00e3o. [Inadequado]<br \/>\nCaso as promessas sejam falsas, outras revoltas acontecer\u00e3o. [Adequado]<\/p>\n<p>\u00c9 interessante notar, por\u00e9m, que em casos de invers\u00e3o dos termos de uma ora\u00e7\u00e3o que contenha a conjun\u00e7\u00e3o caso, pode-se verificar o \u201ca\u201d craseado ap\u00f3s a conjun\u00e7\u00e3o. Mesmo nesse caso, n\u00e3o se trata de a conjun\u00e7\u00e3o caso reger a preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d, mas sim de invers\u00e3o dos termos, em que um objeto indireto, por exemplo, \u00e9 antecipado na ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Exemplo<\/strong><\/p>\n<p>Caso as ordens eu n\u00e3o me refira, lembrem-me, por favor. [Inadequado]<br \/>\nCaso \u00e0s ordens eu n\u00e3o me refira, lembrem-me, por favor. [Adequado]<\/p>\n<p>\u2026[ordem linear: \u201cCaso eu n\u00e3o me refira \u00e0s ordens\u201d]<\/p>\n<p>\u2026[\u00e0s ordens: objeto indireto de \u201creferir-se\u201d]<\/p>\n<p>A conjun\u00e7\u00e3o caso pode ser substitu\u00edda pela conjun\u00e7\u00e3o \u201cse\u201d, pois ambas t\u00eam valor condicional. Por essa opera\u00e7\u00e3o de substitui\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ter clara a fun\u00e7\u00e3o da palavra caso e, conseq\u00fcentemente, confirmar o emprego inadequado da crase junto a essa palavra.<\/p>\n<p><strong>A crase e as palavras no plural<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>crase<\/strong>\u00a0no singular n\u00e3o deve ser empregada junto a palavras no plural.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno da crase existe quando h\u00e1 uma fus\u00e3o (ou contra\u00e7\u00e3o) entre a preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d e o artigo definido feminino \u201ca\u201d. Logo, se a palavra seguinte \u00e0 preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d for feminina, mas plural, o acento grave indicativo da crase \u00e9 dispensado.<\/p>\n<p>Outra op\u00e7\u00e3o de corretude da constru\u00e7\u00e3o com a crase \u00e9 apresentar a contra\u00e7\u00e3o entre a preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d e o artigo definido feminino plural \u201cas\u201d diante de palavras femininas no plural, resultando na forma \u201c\u00e0s\u201d.<\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>As mudan\u00e7as propostas s\u00e3o pertinentes \u00e0s caderneta de poupan\u00e7a. [Inadequado]<br \/>\nAs mudan\u00e7as propostas s\u00e3o pertinentes a caderneta de poupan\u00e7a. [Adequado]<\/p>\n<p>Na verdade, as hist\u00f3rias de bruxas pertenciam a fantasias infantis. [Inadequado]<br \/>\nNa verdade, as hist\u00f3rias de bruxas pertenciam \u00e0s fantasias infantis. [Adequado]<\/p>\n<p><b>Crase \u2013 Emprego<\/b><\/p>\n<p><strong>Crase<\/strong>\u00a0\u00e9 a fus\u00e3o (ou contra\u00e7\u00e3o) de duas vogais id\u00eanticas numa s\u00f3. Em linguagem escrita, a crase \u00e9 representada pelo acento grave.<\/p>\n<p><b>Exemplo:<\/b>\u00a0Vamos \u00e0 (a prep. + a art.) cidade logo depois do almo\u00e7o.<\/p>\n<p>Observe que o verbo ir requer a preposi\u00e7\u00e3o a e o substantivo cidade pede o artigo a.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 somente a contra\u00e7\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o a com o artigo feminino a ou com o pronome a e o a inicial dos pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo que passa pelo processo da crase. Outras vogais id\u00eanticas s\u00e3o tamb\u00e9m contra\u00eddas, visto ser a crase um processo fonol\u00f3gico.<\/p>\n<p><b>Exemplos:<\/b>\u00a0leer \u2013 ler \/ door \u2013 dor<\/p>\n<p><strong>I. Ocorr\u00eancia da crase<\/strong><\/p>\n<p><b>1. Preposi\u00e7\u00e3o a + artigos a, as:<\/b><\/p>\n<p>Fui \u00e0 feira ontem.<br \/>\nPaulo dedica-se \u00e0s artes marciais.<\/p>\n<p><b>OBSERVA\u00c7\u00d5ES:<\/b><\/p>\n<p><b>a) Quando o nome n\u00e3o admitir artigo, n\u00e3o poder\u00e1 haver crase:<\/b><\/p>\n<p>Vou a Campinas amanh\u00e3.<br \/>\nEstamos viajando em dire\u00e7\u00e3o a Roma.<\/p>\n<p><b>No entanto, se houver um modificador do nome, haver\u00e1 crase:<\/b><\/p>\n<p>Vou \u00e0 Campinas das andorinhas.<br \/>\nEstamos viajando em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Roma das Sete Colinas.<\/p>\n<p><b>b) Ocorre a crase somente se os nomes femininos puderem ser substitu\u00eddos por nomes masculinos, que admitam ao antes deles:<\/b><\/p>\n<p>Vou \u00e0 praia.<br \/>\nVou ao campo.<br \/>\nAs crian\u00e7as foram \u00e0 pra\u00e7a.<br \/>\nAs crian\u00e7as foram ao largo.<br \/>\n<strong>Portanto, n\u00e3o haver\u00e1 crase em<\/strong>:<br \/>\nEla escreveu a reda\u00e7\u00e3o a tinta. (Ela escreveu a reda\u00e7\u00e3o a l\u00e1pis.)<br \/>\nCompramos a TV a vista. (Compramos a TV a prazo.)<\/p>\n<p><b>2. Preposi\u00e7\u00e3o a + pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo:<\/b><\/p>\n<p>Maria referiu-se \u00e0quele cavalheiro de terno cinza.<br \/>\nDepois nos dirigimos \u00e0quelas mulheres da Associa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNunca me reportei \u00e0quilo que voc\u00ea disse.<\/p>\n<p><b>3. Na indica\u00e7\u00e3o de horas:<\/b><\/p>\n<p>Jo\u00e3o se levanta \u00e0s sete horas.<br \/>\nDevemos atrasar o rel\u00f3gio \u00e0 zero hora.<br \/>\nEles chegaram \u00e0 meia-noite.<\/p>\n<p><b>4. Antes de nomes que apresentam a palavra moda (ou maneira) impl\u00edcita:<\/b><\/p>\n<p>Adoro bife \u00e0 milanesa.<br \/>\nEles querem vitela \u00e0 parmigiana.<br \/>\nEle vestiu-se \u00e0 Fidel Castro.<br \/>\nEle cortou o cabelo \u00e0 Nero.<\/p>\n<p><b>5. Em locu\u00e7\u00f5es adverbiais constitu\u00eddas de substantivo feminino plural:<\/b><\/p>\n<p>Pedrinho costuma ir ao cinema \u00e0s escondidas.<br \/>\n\u00c0s vezes preferimos viajar de carro.<br \/>\nEles partiram \u00e0s pressas e n\u00e3o deixaram o novo endere\u00e7o.<\/p>\n<p><b>6. Em locu\u00e7\u00f5es prepositivas e conjuntivas constitu\u00eddas de substantivo feminino:<\/b><\/p>\n<p>Eles vivem \u00e0 custa do Estado.<br \/>\nEstamos todos \u00e0 merc\u00ea dos bandidos.<br \/>\nFica sempre mais frio \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que nos aproximamos do Sul.<br \/>\nSentimos medo \u00e0 medida que crescia o movimento de soldados na pra\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>II. Principais casos em que n\u00e3o ocorre a crase<\/strong><\/p>\n<p><b>1. Diante de substantivo masculino:<\/b><\/p>\n<p>Compramos a TV a prazo.<br \/>\nEle leva tudo a ferro e fogo.<br \/>\nPor favor, fa\u00e7am o exerc\u00edcio a l\u00e1pis.<\/p>\n<p><b>2. Diante de verbo no infinitivo:<\/b><\/p>\n<p>A pobre crian\u00e7a ficou a chorar o dia todo.<br \/>\nQuando os convidados come\u00e7aram a chegar, tudo j\u00e1 estava pronto.<\/p>\n<p><b>3. Diante de nome de cidade:<\/b><\/p>\n<p>Vou a Curitiba visitar uma amiga.<br \/>\nEles chegaram a Londres ontem.<\/p>\n<p><b>4. Diante de pronome que n\u00e3o admite artigo (pessoal, de tratamento, demonstrativo, indefinido e relativo):<\/b><\/p>\n<p>Ele se dirigiu a ela com rudeza.<br \/>\nDirei a Vossa Majestade quais s\u00e3o os nossos planos.<br \/>\nOnde voc\u00ea pensa que vai a esta hora da noite?<br \/>\nDevolva o livro a qualquer pessoa da biblioteca.<br \/>\nTodos os dias agrade\u00e7o a Deus, a quem tudo devo.<\/p>\n<p><b>5. Diante do artigo indefinido uma:<\/b><\/p>\n<p>O policial dirigiu-se a uma senhora vestida de vermelho.<br \/>\nO garoto entregou o envelope a uma funcion\u00e1ria da recep\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><b>6. Em express\u00f5es que apresentam substantivos repetidos:<\/b><\/p>\n<p>Ela ficou cara a cara com o assassino.<br \/>\nEles examinaram tudo de ponta a ponta.<\/p>\n<p><b>7. Diante de palavras no plural, precedidas apenas de preposi\u00e7\u00e3o:<\/b><\/p>\n<p>Nunca me junto a pessoas que falam demais.<br \/>\nEles costumam ir a reuni\u00f5es do Partido Verde.<\/p>\n<p><b>8. Diante de numerais cardinais:<\/b><\/p>\n<p>Ap\u00f3s as enchentes, o n\u00famero de v\u00edtimas chega a trezentos.<br \/>\nDaqui a duas semanas estarei em f\u00e9rias.<\/p>\n<p><b>9. Diante de nomes c\u00e9lebres e nomes de santos:<\/b><\/p>\n<p>O artigo reporta-se a Carlota Joaquina de maneira bastante desrespeitosa.<br \/>\nEla fez uma promessa a Santa Cec\u00edlia.<\/p>\n<p><b>10. Diante da palavra casa, quando esta n\u00e3o apresenta adjunto adnominal:<\/b><\/p>\n<p>Estava frio. Fernando havia voltado a casa para apanhar um agasalho.<br \/>\nAntes de chegar a casa, o malandro limpou a mancha de batom do rosto.<br \/>\n<strong>NOTA: Quando a palavra casa apresentar modificador, haver\u00e1 crase<\/strong>: Vou \u00e0 casa de Pedro.<\/p>\n<p><b>11. Diante da palavra Dona:<\/b><\/p>\n<p>O mensageiro entregou a encomenda a Dona Sebastiana.<br \/>\nFoi s\u00f3 um susto. O macaco nada fez a Dona Maria Helena.<\/p>\n<p><b>12. Diante da palavra terra, como sin\u00f4nimo de terra firme:<\/b><\/p>\n<p>O capit\u00e3o informou que estamos quase chegando a terra.<br \/>\nDepois de dois meses de mar aberto, regressamos finalmente a terra.<\/p>\n<p><strong>III. Ocorr\u00eancia facultativa da crase<\/strong><\/p>\n<p><b>1. antes de nome pr\u00f3prio feminino:<\/b><\/p>\n<p>Entreguei o cheque \u00e0 Paula. OU Entreguei o cheque a Paula.<br \/>\nPaulo dedicou uma can\u00e7\u00e3o \u00e0 Teresinha. OU Paulo dedicou uma can\u00e7\u00e3o a Teresinha.<br \/>\n<strong>NOTA:\u00a0<\/strong>A crase n\u00e3o ocorre quando o falante n\u00e3o usa artigo antes do nome pr\u00f3prio feminino.<\/p>\n<p><b>2. antes do pronome possessivo feminino:<\/b><\/p>\n<p>Ele fez uma cr\u00edtica s\u00e9ria \u00e0 sua m\u00e3e. OU Ele fez uma cr\u00edtica s\u00e9ria a sua m\u00e3e.<br \/>\nConvidei-o a vir \u00e0 minha casa. OU Convidei-o a vir a minha casa.<br \/>\n<strong>NOTA:\u00a0<\/strong>A crase n\u00e3o ocorre quando o falante n\u00e3o usa artigo antes do pronome possessivo.<\/p>\n<p><b>3. depois da preposi\u00e7\u00e3o at\u00e9:<\/b><\/p>\n<p>Vou caminhar at\u00e9 \u00e0 praia. OU Vou caminhar at\u00e9 a praia.<br \/>\nEles trabalharam at\u00e9 \u00e0s tr\u00eas horas. OU Eles trabalharam at\u00e9 as tr\u00eas horas.<br \/>\nEu vou acompanh\u00e1-la at\u00e9 \u00e0 porta do elevador. OU Eu vou acompanh\u00e1-la at\u00e9 a porta do elevador.<br \/>\n<strong>NOTA:\u00a0<\/strong>A preposi\u00e7\u00e3o at\u00e9 pode vir ou n\u00e3o seguida da preposi\u00e7\u00e3o a. Quando o autor dispensar a preposi\u00e7\u00e3o a, n\u00e3o haver\u00e1 crase.<\/p>\n<p><b>Crase \u2013\u00a0<\/b><strong>Regras pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p><strong>Primeira<\/strong><\/p>\n<p>Substitua a palavra antes da qual aparece o a ou as por um termo masculino. Se o a ou as se transformar em ao ou aos, existe crase; do contr\u00e1rio, n\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Nos exemplos j\u00e1 citados:\u00a0<\/strong>Jo\u00e3o voltou ao pa\u00eds natal. \/ Os documentos foram apresentados aos juizes.<\/p>\n<p><strong>Outros exemplos:\u00a0<\/strong>Atentas \u00e0s modifica\u00e7\u00f5es, as mo\u00e7as\u2026 (Atentos aos processos, os mo\u00e7os\u2026) \/ Junto \u00e0 parede (junto ao muro). No caso de nome geogr\u00e1fico ou de lugar, substitua o a ou as por para.<\/p>\n<p><strong>Se o certo for para a, use a crase:<\/strong>\u00a0Foi \u00e0 Fran\u00e7a (foi para a Fran\u00e7a). \/ Ir\u00e3o \u00e0 Col\u00f4mbia (ir\u00e3o para a Col\u00f4mbia). \/ Voltou a Curitiba (voltou para Curitiba), sem crase).<\/p>\n<p><strong>Pode-se igualmente usar a forma voltar de:<\/strong>\u00a0<strong>se o de se transformar em da, h\u00e1 crase, inexistente se o de n\u00e3o se alterar<\/strong>: Retornou \u00e0 Argentina (voltou da Argentina). Foi a Roma (voltou de Roma).<\/p>\n<p><strong>Segunda<\/strong><\/p>\n<p>A combina\u00e7\u00e3o de outras preposi\u00e7\u00f5es com a (para a, na, da, pela e com a, principalmente) indica se o a ou as deve levar crase. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que a frase alternativa tenha o mesmo sentido da original nem que a reg\u00eancia seja correta.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong>\u00a0Emprestou o livro \u00e0 amiga (para a amiga). \/ Chegou \u00e0 Espanha (da Espanha). \/ As visitas vir\u00e3o \u00e0s 6 horas (pelas 6 horas). \/ Estava \u00e0s portas da morte (nas portas). \/ \u00c0 sa\u00edda (na sa\u00edda). \/ \u00c0 falta de (na falta de, com a falta de).<\/p>\n<p><strong>Usa-se a crase ainda:<\/strong><\/p>\n<p><b>1\u00a0<\/b>\u2013\u00a0<strong>Nas formas \u00e0quela, \u00e0quele, \u00e0quelas, \u00e0queles, \u00e0quilo, \u00e0queloutro (e derivados)<\/strong>: Cheguei \u00e0quele (a + aquele) lugar. \/ Vou \u00e0quelas cidades. \/ Referiu-se \u00e0queles livros. \/ N\u00e3o deu import\u00e2ncia \u00e0quilo.<br \/>\n<b>2\u00a0<\/b>\u2013\u00a0<strong>Nas indica\u00e7\u00f5es de horas, desde que determinadas<\/strong>: Chegou \u00e0s 8 horas, \u00e0s 10 horas, \u00e0 1 hora.\u00a0<strong>Zero e meia incluem-se na regra<\/strong>: O aumento entra em vigor \u00e0 zero hora. \/ Veio \u00e0 meia-noite em ponto.\u00a0<strong>A indetermina\u00e7\u00e3o afasta a crase<\/strong>: Ir\u00e1 a uma hora qualquer.<br \/>\n<b>3 \u2013<\/b>\u00a0<strong>Nas locu\u00e7\u00f5es adverbiais, prepositivas e conjuntivas como \u00e0s pressas, \u00e0s vezes, \u00e0 risca, \u00e0 noite, \u00e0 direita, \u00e0 esquerda, \u00e0 frente, \u00e0 maneira de, \u00e0 moda de, \u00e0 procura de, \u00e0 merc\u00ea de, \u00e0 custa de, \u00e0 medida que, \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que, \u00e0 for\u00e7a de, \u00e0 espera de<\/strong>: Saiu \u00e0s pressas. \/ Vive \u00e0 custa do pai. \/ Estava \u00e0 espera do irm\u00e3o. \/ Sua tristeza aumentava \u00e0 medida que os amigos partiam. \/ Serviu o fil\u00e9 \u00e0 moda da casa.<br \/>\n<b>4 \u2013<\/b>\u00a0<strong>Nas locu\u00e7\u00f5es que indicam meio ou instrumento e em outras nas quais a tradi\u00e7\u00e3o ling\u00fc\u00edstica o exija, como \u00e0 bala, \u00e0 faca, \u00e0 m\u00e1quina, \u00e0 chave, \u00e0 vista, \u00e0 venda, \u00e0 toa, \u00e0 tinta, \u00e0 m\u00e3o, \u00e0 navalha, \u00e0 espada, \u00e0 baioneta calada, \u00e0 queima-roupa, \u00e0 fome (matar \u00e0 fome)<\/strong>: Morto \u00e0 bala, \u00e0 faca, \u00e0 navalha. \/ Escrito \u00e0 tinta, \u00e0 m\u00e3o, \u00e0 m\u00e1quina. \/ Pagamento \u00e0 vista. \/ Produto \u00e0 venda. \/ Andava \u00e0 toa.\u00a0<strong>Observa\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Neste caso n\u00e3o se pode usar a regra pr\u00e1tica de substituir a por ao.<br \/>\n<b>5\u00a0<\/b>\u2013\u00a0<strong>Antes dos relativos que, qual e quais, quando o a ou as puderem ser substitu\u00eddos por ao ou aos<\/strong>: Eis a mo\u00e7a \u00e0 qual voc\u00ea se referiu (equivalente: eis o rapaz ao qual voc\u00ea se referiu). \/ Fez alus\u00e3o \u00e0s pesquisas \u00e0s quais nos dedicamos (fez alus\u00e3o aos trabalhos aos quais\u2026). \/ \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 que enfrentamos ontem (\u00e9 um problema semelhante ao que\u2026).<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o se usa a crase antes de:<\/strong><\/p>\n<p><b>1 \u2013 Palavra masculina:\u00a0<\/b>andar a p\u00e9, pagamento a prazo, caminhadas a esmo, cheirar a suor, viajar a cavalo, vestir-se a car\u00e1ter. Exce\u00e7\u00e3o.\u00a0<strong>Existe a crase quando se pode subentender uma palavra feminina, especialmente moda e maneira, ou qualquer outra que determine um nome de empresa ou coisa:\u00a0<\/strong>Salto \u00e0 Lu\u00eds XV (\u00e0 moda de Lu\u00eds XV). \/ Estilo \u00e0 Machado de Assis (\u00e0 maneira de). \/ Referiu-se \u00e0 Apollo (\u00e0 nave Apollo). \/ Dirigiu-se \u00e0 (fragata) Gustavo Barroso. \/ Vou \u00e0 (editora) Melhoramentos. \/ Fez alus\u00e3o \u00e0 (revista) Projeto.<br \/>\n<b>2 \u2013 Nome de cidade:\u00a0<\/b>Chegou a Bras\u00edlia. \/ Ir\u00e3o a Roma este ano. Exce\u00e7\u00e3o.\u00a0<strong>H\u00e1 crase quando se atribui uma qualidade \u00e0 cidade:\u00a0<\/strong>Iremos \u00e0 Roma dos C\u00e9sares. \/ Referiu-se \u00e0 bela Lisboa, \u00e0 Bras\u00edlia das mordomias, \u00e0 Londres do s\u00e9culo 19.<br \/>\n<b>3 \u2013 Verbo:<\/b>\u00a0Passou a ver. \/ Come\u00e7ou a fazer. \/ P\u00f4s-se a falar.<br \/>\n<b>4 \u2013 Substantivos repetidos:<\/b>\u00a0Cara a cara, frente a frente, gota a gota, de ponta a ponta.<br \/>\n<b>5 \u2013 Ela, esta e essa:<\/b>\u00a0Pediram a ela que sa\u00edsse. \/ Cheguei a esta conclus\u00e3o. \/ Dedicou o livro a essa mo\u00e7a.<br \/>\n<b>6 \u2013\u00a0<\/b>Outros pronomes que n\u00e3o admitem artigo, como ningu\u00e9m, algu\u00e9m, toda, cada, tudo, voc\u00ea, alguma, qual, etc.<br \/>\n<b>7 \u2013 Formas de tratamento:<\/b>\u00a0Escreverei a Vossa Excel\u00eancia. \/ Recomendamos a Vossa Senhoria\u2026 \/ Pediram a Vossa Majestade\u2026<br \/>\n<b>8 \u2013 Uma:\u00a0<\/b>Foi a uma festa. Exce\u00e7\u00f5es. Na locu\u00e7\u00e3o \u00e0 uma (ao mesmo tempo) e no caso em que uma designa hora (Sair\u00e1 \u00e0 uma hora).<br \/>\n<b>9 \u2013 Palavra feminina tomada em sentido gen\u00e9rico:\u00a0<\/b>N\u00e3o damos ouvidos a reclama\u00e7\u00f5es. \/ Em respeito a morte em fam\u00edlia, faltou ao servi\u00e7o.\u00a0<strong>Repare<\/strong>: Em respeito a falecimento, e n\u00e3o ao falecimento. \/ N\u00e3o me refiro a mulheres, mas a meninas.<\/p>\n<p><b>Alguns casos s\u00e3o f\u00e1ceis de identificar:<\/b>\u00a0se couber o indefinido uma antes da palavra feminina, n\u00e3o existir\u00e1 crase.\u00a0<strong>Assim<\/strong>: A pena pode ir de (uma) advert\u00eancia a (uma) multa. \/ Igreja reage a (uma) ofensa de candidato em Guarulhos. \/ As reportagens n\u00e3o est\u00e3o necessariamente ligadas a (uma) agenda. \/ Fraude leva a (uma) sonega\u00e7\u00e3o recorde. \/ Empresa atribui goteira a (uma) falha no sistema de refrigera\u00e7\u00e3o. \/ Partido se rende a (uma) pol\u00edtica de alian\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Havendo determina\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, a crase \u00e9 indispens\u00e1vel<\/strong>: Morte de beb\u00eas leva \u00e0 puni\u00e7\u00e3o (ao castigo) de m\u00e9dico. \/ Superintendente admite ter cedido \u00e0 press\u00e3o (ao desejo) dos superiores.<\/p>\n<p><b>10 \u2013 Substantivos no plural que fazem parte de locu\u00e7\u00f5es de modo:<\/b>\u00a0Pegaram-se a dentadas. \/ Agrediram-se a bofetadas. \/ Progrediram a duras penas.<br \/>\n<b>11 \u2013 Nomes de mulheres c\u00e9lebres:\u00a0<\/b>Ele a comparou a Ana N\u00e9ri. \/ Preferia Ingrid Bergman a Greta Garbo.<br \/>\n<b>12 \u2013 Dona e madame:\u00a0<\/b>Deu o dinheiro a dona Maria . \/ J\u00e1 se acostumou a madame Ang\u00e9lica.<strong>\u00a0Exce\u00e7\u00e3o<\/strong>:\u00a0<strong>H\u00e1 crase se o dona ou o madame estiverem particularizados:<\/strong>\u00a0Referia-se \u00e0 Dona Flor dos dois maridos.<br \/>\n<b>13 \u2013 Numerais considerados de forma indeterminada:\u00a0<\/b>O n\u00famero de mortos chegou a dez. \/ Nasceu a 8 de janeiro. \/ Fez uma visita a cinco empresas.<br \/>\n<b>14 \u2013 Dist\u00e2ncia, desde que n\u00e3o determinada:\u00a0<\/b>A pol\u00edcia ficou a dist\u00e2ncia. \/ O navio estava a dist\u00e2ncia.\u00a0<strong>Quando se define a dist\u00e2ncia, existe crase<\/strong>: O navio estava \u00e0 dist\u00e2ncia de 500 metros do cais. \/ A pol\u00edcia ficou \u00e0 dist\u00e2ncia de seis metros dos manifestantes.<br \/>\n<b>15 \u2013 Terra, quando a palavra significa terra firme:\u00a0<\/b>O navio estava chegando a terra. \/ O marinheiro foi a terra. (N\u00e3o h\u00e1 artigo com outras preposi\u00e7\u00f5es: Viajou por terra. \/ Esteve em terra.)\u00a0<strong>Nos demais significados da palavra, usa-se a crase<\/strong>: Voltou \u00e0 terra natal. \/ Os astronautas regressaram \u00e0 Terra.<br \/>\n<b>16 \u2013 Casa, considerada como o lugar onde se mora:\u00a0<\/b>Voltou a casa. \/ Chegou cedo a casa. (Veio de casa, voltou para casa, sem artigo.)\u00a0<strong>Se a palavra estiver determinada, existe crase<\/strong>: Voltou \u00e0 casa dos pais. \/ Iremos \u00e0 Casa da Moeda. \/ Fez uma visita \u00e0 Casa Branca.<\/p>\n<p><strong>Uso facultativo<\/strong><\/p>\n<p><b>1 \u2013 Antes do possessivo:<\/b>\u00a0Levou a encomenda a sua (ou \u00e0 sua) tia. \/ N\u00e3o fez men\u00e7\u00e3o a nossa empresa (ou \u00e0 nossa empresa). Na maior parte dos casos, a crase d\u00e1 clareza a este tipo de ora\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<b>2 \u2013 Antes de nomes de mulheres:<\/b>\u00a0Declarou-se a Joana (ou \u00e0 Joana). Em geral, se a pessoa for \u00edntima de quem fala, usa-se a crase; caso contr\u00e1rio, n\u00e3o.<br \/>\n<b>3 \u2013 Com at\u00e9:<\/b>\u00a0Foi at\u00e9 a porta (ou at\u00e9 \u00e0). \/ At\u00e9 a volta (ou at\u00e9 \u00e0). No Estado, por\u00e9m, escreva at\u00e9 a, sem crase.<\/p>\n<p><strong>DIST\u00c2NCIA: Desde que n\u00e3o se determine qual \u00e9, n\u00e3o tem crase<\/strong>: \u201cA pol\u00edcia ficou a dist\u00e2ncia\u201d, \u201cO navio estava a dist\u00e2ncia\u201d.\u00a0<strong>Quando se define a dist\u00e2ncia, entra a crase<\/strong>: \u201cO navio estava \u00e0 dist\u00e2ncia de 500 metros do cais.\u201d<br \/>\n<strong>TERRA:\u00a0<\/strong>Quando a palavra significa terra firme n\u00e3o h\u00e1 crase: \u201cO navio estava chegando a terra firme\u201d, \u201cO marinheiro foi a terra\u201d.\u00a0<strong>Nos demais casos, usa-se \u00e0 crase<\/strong>: \u201cEle estava chegando \u00e0 terra natal\u201d.<br \/>\n<strong>CASA: Quando \u00e9 considerada como lugar onde se mora, n\u00e3o tem crase<\/strong>: \u201cVoltou a casa\u201d, \u201cChegou cedo a casa\u201d.\u00a0<strong>Nos demais casos, h\u00e1 crase<\/strong>: \u201cEle voltou \u00e0 casa dos pais\u201d, \u201cKennedy fez uma visita \u00e0 Casa<\/p>\n<p><strong>Crase Proibida<\/strong><\/p>\n<p><b>a \u2013 antes de palavras masculinas:<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplo =\u00a0<\/strong>Irei a p\u00e9 e voc\u00ea ir\u00e1 a cavalo .<\/p>\n<p><b>b \u2013 antes de palavras femininas que , empregadas num sentido gen\u00e9rico , n\u00e3o admitam artigo:\u00a0<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplo =\u00a0<\/strong>N\u00e3o vou a festa , nem a recep\u00e7\u00e3o .<\/p>\n<p><b>c \u2013 entre palavras repetidas femininas ou masculinas:<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplo =<\/strong>\u00a0Encontrou-se face a face com o inimigo .<\/p>\n<p>Ela sangrava gota a gota .<\/p>\n<p><b>d \u2013 antes de verbos , j\u00e1 que n\u00e3o admitem artigo:<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplo =<\/strong>\u00a0Come\u00e7aremos a estudar hoje \u00e0 tarde .<\/p>\n<p><b>e \u2013 antes de pronomes , visto que em geral n\u00e3o admitem artigo:<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplo =<\/strong>\u00a0Referiram-se a voc\u00ea , a ela e a mim .<\/p>\n<p><b>f \u2013 antes da palavra CASA na acep\u00e7\u00e3o de domic\u00edlio pr\u00f3prio , a pr\u00f3prio casa de quem \u00e9 mencionado na\u00a0frase:<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplo =<\/strong>\u00a0Depois do trabalho , foi a casa antes de ir \u00e0 escola .<\/p>\n<p><strong>Mas:\u00a0<\/strong>Depois do trabalho , foi \u00e0 casa da namorada antes de ir \u00e0 escola .<\/p>\n<p><b>g \u2013 antes da palavra TERRA no sentido de ch\u00e3o firme ( em oposi\u00e7\u00e3o\u00a0 \u00e0 express\u00e3o a bordo de ):<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplo =\u00a0<\/strong>Encantados , os turistas desceram a terra .<br \/>\n<strong>Mas =<\/strong>\u00a0Os astronautas regressaram \u00e0 Terra .<\/p>\n<p><b>h \u2013 antes da palavra DIST\u00c2NCIA desde que n\u00e3o-especificada na locu\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia:<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplo =\u00a0<\/strong>Sempre permaneci a dist\u00e2ncia .<\/p>\n<p><strong>Mas:<\/strong>\u00a0Mantenha-se \u00e0 dist\u00e2ncia de cinco metros.<\/p>\n<p><b>i \u2013 se o a estiver no singular e a palavra seguinte for feminina ou masculina no plural , ele \u00e9 preposi\u00e7\u00e3o e n\u00e3o \u00e9 , pois , acentuado:<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplo =\u00a0<\/strong>Chegamos a terr\u00edveis conclus\u00f5es .<\/p>\n<p><strong>Mas:<\/strong>\u00a0Chegamos \u00e0s terr\u00edveis conclus\u00f5es .<\/p>\n<p><strong>CRASE FACULTATIVA<\/strong><\/p>\n<p><b>O uso do acento \u00e9 optativo basicamente em tr\u00eas casos:\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>a) ap\u00f3s a preposi\u00e7\u00e3o at\u00e9:\u00a0<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplo =\u00a0<\/strong>Fomos at\u00e9 a escola .- Fomos at\u00e9 \u00e0 escola .<\/p>\n<p><b>b) antes de pronomes possessivos femininos .\u00a0<\/b>= Como \u00e9 facultativo o uso do artigo antes desses pronomes , a ocorr\u00eancia da crase tamb\u00e9m \u00e9 facultativa .<\/p>\n<p><strong>Exemplo =\u00a0<\/strong>Retornaremos a minha casa . \u2013 Retornaremos \u00e0 minha casa .<\/p>\n<p><b>c) antes de nomes pr\u00f3prios femininos<\/b>\u00a0. Neste caso , \u00e9 o artigo definido que pode ou n\u00e3o ser anteposto a tais substantivos .<\/p>\n<p><b>Exemplo =<\/b>\u00a0Entregarei tudo a ( para ) Juliana . = Entregarei tudo \u00e0 ( para a ) Juliana .<\/p>\n<p><strong>Contudo , n\u00e3o se deve usar artigo ( e portanto acento grave ) antes do nome de pessoas c\u00e9lebres e de santos:\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Exemplo =\u00a0<\/strong>Entregarei tudo a Nossa Senhora . \u2013<\/p>\n<p>Era uma refer\u00eancia a Mary Stuart .<\/p>\n<p><strong>Crase Obrigat\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>( Regra Geral e Casos Particulares )<\/p>\n<p><b>a) preposi\u00e7\u00e3o a e artigo a (as) :\u00a0<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplo =\u00a0<\/strong>Resistiremos \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o .<\/p>\n<p><b>b) preposi\u00e7\u00e3o a e pronome demonstrativo a(s) = aquela(s) :\u00a0<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplo =\u00a0<\/strong>Minha sugest\u00e3o \u00e9 semelhante ( = \u00e0quela ) que voc\u00ea deu .<\/p>\n<p><b>c) preposi\u00e7\u00e3o a e pronomes demonstrativos aquele(s) , aquela(s) , aquilo :\u00a0<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplo =<\/strong>\u00a0Renderemos homenagem \u00e0quele que nos guiou at\u00e9 aqui .<\/p>\n<p><b>d) preposi\u00e7\u00e3o a e pronomes relativos a qual , as quais :\u00a0<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplo =\u00a0<\/strong>Chegaram as mulheres \u00e0s quais voc\u00ea deve agradar . ( agradar a ) .<\/p>\n<p><b>e) quando impl\u00edcitas as express\u00f5es \u00e0 moda de , \u00e0 maneira de , mesmo antes de palavras masculinas :\u00a0<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplo =<\/strong>\u00a0Usava cabelos \u00e0 Djavan . ( Usava cabelos \u00e0 moda de Djavan ) .<\/p>\n<p><b>f) nas express\u00f5es com indica\u00e7\u00e3o de hora especificada .\u00a0<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplo =<\/strong>\u00a0Chegaremos \u00e0 uma hora , n\u00e3o \u00e0s duas .<br \/>\n<strong>Mas =<\/strong>\u00a0Sairemos daqui a uma hora ( = falta uma hora para a sa\u00edda ) .<\/p>\n<p><b>g) nas locu\u00e7\u00f5es adverbiais , conjuntivas e prepositivas cujo n\u00facleo seja palavra feminina :<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplo =<\/strong>\u00a0\u00c0 tarde e \u00e0 noite aquela casa ficava \u00e0s moscas .<\/p>\n<p>Tudo ocorreu \u00e0s avessas .<\/p>\n<p><strong>Mas =<\/strong>\u00a0Estou a fim de ficar com ela .<\/p>\n<p>Tudo convergia a favor dele.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Col\u00e9gio S\u00e3o Francisco\/Centro Educacional Columbia\/www.profabeatriz.hpg.ig.com.br\/www.enaol.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crase \u2013 Defini\u00e7\u00e3o A palavra\u00a0crase\u00a0designa a contra\u00e7\u00e3o 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