{"id":81237,"date":"2016-08-22T22:16:06","date_gmt":"2016-08-22T22:16:06","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=81237"},"modified":"2026-07-03T10:27:44","modified_gmt":"2026-07-03T12:27:44","slug":"tipologia-textual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/portugues\/tipologia-textual","title":{"rendered":"Tipologia Textual"},"content":{"rendered":"<p><b>Tipologia Textual \u2013 O que \u00e9<\/b><\/p>\n<p>Tudo o que se escreve recebe o nome gen\u00e9rico de\u00a0<strong>reda\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0ou\u00a0<strong>composi\u00e7\u00e3o textual.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Basicamente, existem tr\u00eas tipos de reda\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0narra\u00e7\u00e3o (base em fatos), descri\u00e7\u00e3o (base em caracteriza\u00e7\u00e3o) e disserta\u00e7\u00e3o (base em argumenta\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Cada um desses tipos redacionais mant\u00e9m suas peculiaridades e caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p>A\u00a0<b>Tipologia textual\u00a0<\/b>\u00e9 a classifica\u00e7\u00e3o dos textos de acordo com sua estrutura, conte\u00fado e inten\u00e7\u00e3o comunicativa. Diferente dos g\u00eaneros textuais (que s\u00e3o infinitos e mudam com o tempo), as tipologias s\u00e3o fixas e limitadas, baseando-se em tra\u00e7os lingu\u00edsticos predominantes.<\/p>\n<p>A\u00a0<b>tipologia textual<\/b>\u00a0\u00e9 o estudo de como agrupamos e classificamos diferentes tipos de textos com base em sua finalidade, estrutura e estilo de linguagem. Ela nos ajuda a entender como um texto \u00e9 escrito e por que ele \u00e9 usado.<\/p>\n<p><b>Para fazer um breve resumo, pode-se considerar as proposi\u00e7\u00f5es a seguir:<\/b><\/p>\n<p><strong>Narra\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Modalidade textual em que se conta um fato, fict\u00edcio ou n\u00e3o, que ocorreu num determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Estamos cercados de narra\u00e7\u00f5es desde que nos contam hist\u00f3rias infantis como Chapeuzinho Vermelho ou Bela Adormecida, at\u00e9 as picantes piadas do cotidiano.<br \/>\n<b>Exemplos:\u00a0<\/b>Numa tarde de primavera, a mo\u00e7a caminhava a passos largos em dire\u00e7\u00e3o ao convento. L\u00e1 estariam a sua espera o irm\u00e3o e a tia Dalva, a quem muito estimava. O problema era seu atraso e o medo de n\u00e3o mais ser esperada\u2026<\/p>\n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Tipo de texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A classe de palavras mais utilizada nessa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 o adjetivo, por sua fun\u00e7\u00e3o caracterizadora. Numa abordagem mais abstrata, pode-se at\u00e9 descrever sensa\u00e7\u00f5es ou sentimentos.<br \/>\n<b>Exemplos:\u00a0<\/b>Seu rosto era claro e estava iluminado pelos belos olhos azuis e contentes. Aquele sorriso aberto recepcionava com simpatia a qualquer sauda\u00e7\u00e3o, ainda que as bochechas corassem ao menor elogio. Assim era aquele rostinho de menina-mo\u00e7a da ador\u00e1vel Dorinha.<br \/>\n<strong>Observa\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Normalmente, narra\u00e7\u00e3o e descri\u00e7\u00e3o mesclam-se nos textos; sendo dif\u00edcil, muitas vezes, encontrar textos exclusivamente descritivos.<\/p>\n<p><strong>Disserta\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Estilo de texto com posicionamentos pessoais e exposi\u00e7\u00e3o de id\u00e9ias. Tem por base a argumenta\u00e7\u00e3o, apresentada de forma l\u00f3gica e coerente a fim de defender um ponto de vista. \u00c9 a modalidade mais exigida nos concursos em geral, por promover uma esp\u00e9cie de \ufffdraio-X\ufffd do candidato no tocante a suas opini\u00f5es. Nesse sentido, exige dos candidatos mais cuidado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s coloca\u00e7\u00f5es, pois tamb\u00e9m revela um pouco de seu temperamento, numa esp\u00e9cie de psicot\u00e9cnico.<br \/>\n<b>Exemplos:\u00a0<\/b>Tem havido muitos debates em torno da inefici\u00eancia do sistema educacional do Brasil. Ainda n\u00e3o se definiu, entretanto, uma a\u00e7\u00e3o nacional de reestrutura do processo educativo, desde a base ao ensino superior.<\/p>\n<p><b>Tipologia Textual \u2013 Caracter\u00edsticas<\/b><\/p>\n<p><strong>1\u00ba. NARRA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o ato de se contar um fato, criar uma hist\u00f3ria e, para cri\u00e1-la, h\u00e1 a necessidade de descrevermos locais, personagens, detalhes, objetos etc. N\u00e3o h\u00e1 narra\u00e7\u00e3o que n\u00e3o apresente alguns aspectos descritivos.<\/p>\n<p><b>Partes de uma boa narra\u00e7\u00e3o:<\/b><\/p>\n<p><strong>A .<\/strong>\u00a0Apresenta\u00e7\u00e3o do tempo ( cronol\u00f3gico ou f\u00edsico ); local; personagem<br \/>\n<strong>B .<\/strong>\u00a0Desenvolvimento do fato ou enredo.<br \/>\n<strong>C .<\/strong>\u00a0Conclus\u00e3o ( ponto alto dos fatos )<\/p>\n<p>Na narra\u00e7\u00e3o h\u00e1 sempre algu\u00e9m que conta o fato, conhecido como NARRADOR.<\/p>\n<p><strong>ELEMENTOS DA NARRATIVA<\/strong><\/p>\n<p><strong>A . NARRADOR<\/strong><\/p>\n<p><strong>A.\u00a0<\/strong>participante ( = 1\u00aa. Pessoa ) b) simples observador do fato narrado ( = 3\u00aa. Pessoa )<\/p>\n<p><strong>B . FOCO NARRATIVO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Maneira como o narrador se situa em rela\u00e7\u00e3o ao que est\u00e1 sendo narrado:<\/strong>\u00a01\u00aa. Pessoa ( eu \/ n\u00f3s ), ou se distancia dela e escreve na 3\u00aa. Pessoa . ( utiliza\u00e7\u00e3o do \u00edndice de indetermina\u00e7\u00e3o do sujeito \ufffd \ufffdse\ufffd )<\/p>\n<p><strong>C . ENREDO OU A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A seq\u00fc\u00eancia dos fatos ou acontecimentos<\/p>\n<p><strong>D . PERSONAGEM OU PERSONAGENS<\/strong><\/p>\n<p>Pessoas que atuam na narrativa, al\u00e9m do narrador.<\/p>\n<p><strong>E . TEMPO<\/strong><\/p>\n<p><strong>A extens\u00e3o de tempo cronol\u00f3gico ou psicol\u00f3gico em que tudo acontece:\u00a0<\/strong>horas, dias, meses, anos ou at\u00e9 minutos.<\/p>\n<p><strong>F . ESPA\u00c7O GEOGR\u00c1FICO<\/strong><\/p>\n<p><strong>O local onde os fatos ou as cenas acontecem:<\/strong>\u2013 o campo, a cidade, a casa, a vila, a estrada, a praia, a rua etc.<\/p>\n<p><b>OBSERVA\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Na narrativa sempre h\u00e1 um CL\u00cdMAX ( parte alta, emotiva do texto, onde o leitor dever\u00e1 entender e aplicar a complica\u00e7\u00e3o dos fatos narrados ).<\/p>\n<p><strong>2\u00ba. DESCRI\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Ao contarmos uma hist\u00f3ria, muitas vezes precisamos descrever uma pessoa, um ser, um objeto, uma cena ou at\u00e9 um lugar, teremos, ent\u00e3o, uma esp\u00e9cie de retrato feito com palavras.<\/p>\n<p>Numa descri\u00e7\u00e3o podemos encontrar aspectos f\u00edsicos ( = externos, que s\u00e3o vistos pelo observador ) e aspectos ps\u00edquicos ( = internos, que n\u00e3o s\u00e3o vistos pelo observador, mas podem ser sentidos ou percebidos ), principalmente quando se trata de pessoas.<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o pode ser SUBJETIVA &#8211; apresenta as caracter\u00edsticas externas, mas detalha com mais profundidade as caracter\u00edsticas psicol\u00f3gicas da pessoa, personagem ou animal que se est\u00e1 descrevendo.<\/p>\n<p>Na descri\u00e7\u00e3o OBJETIVA predomina a reprodu\u00e7\u00e3o fiel de um objeto, pessoa, cena, personagem ou animal segundo a percep\u00e7\u00e3o individual de quem escreve, destacando-se com exatid\u00e3o e precis\u00e3o vocabular todos os detalhes observados.<\/p>\n<p>Observe alguns detalhes descritivos no texto euclidiano na parte O HOMEM, em OS SERT\u00d5ES- Euclides da Cunha &#8211; p\u00e1gs. 96 &#8211; 97 e 98 &#8211; Ediouro<\/p>\n<p>\ufffd Canudos, velha fazenda de gado \u00e0 beira do Vaza-Barris, era, em 1890, uma tapera de cerca de cinq\u00fcenta capuabas de pau-a-pique.<\/p>\n<p><strong>Feitas de pau-a-pique e divididas em tr\u00eas compartimentos min\u00fasculos, as casas eram par\u00f3dia grosseira da antiga morada romana:\u00a0<\/strong>um vest\u00edbulo ex\u00edguo, um \u00e1trio servindo ao mesmo tempo de cozinha, sala de jantar e de recep\u00e7\u00e3o, e uma alcova lateral, furna escur\u00edssima mal revelada por uma porta estreita e baixa. Cobertas de camadas espessas de vinte cent\u00edmetros, de barro, sobre ramos de i\u00e7o, lembravam as choupanas dos gauleses de C\u00e9sar. Tra\u00edam a fase transit\u00f3ria entre a caverna primitiva e a casa. Se as edifica\u00e7\u00f5es em suas modalidades evolutivas objetivam a personalidade humana, o casebre de teto de argila dos jagun\u00e7os equiparado ao wigwam dos peles-vermelhas sugeria paralelo deplor\u00e1vel. O mesmo desconforto e, sobretudo, a mesma pobreza repugnante, traduzindo de certo modo, mais do que a mis\u00e9ria do homem, a decrepitude da ra\u00e7a.<\/p>\n<p><b>Emoldurava-o uma natureza morta:\u00a0<\/b>paisagens tristes; colinas nuas, uniformes, prolongando-se, ondeantes, at\u00e9 \u00e0s serranias distantes, sem uma nesga de mato; rasgadas de lascas de talcoxisto, mal revestidas, em raros pontos, de acervos de brom\u00e9lias, encimadas, noutros, pelos cactos esguios e solit\u00e1rios. O monte da Favela, ao sul, empolava-se mais alto, tendo no sop\u00e9, fronteiro \u00e0 pra\u00e7a, alguns p\u00e9s de quixabeiras, agrupados em horto selvagem. A meia encosta via-se solit\u00e1ria, em ru\u00ednas, a antiga casa da fazenda\u2026<\/p>\n<p><strong>3\u00ba. DISSERTA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um texto que se caracteriza pela defesa ou ataque a uma id\u00e9ia, a um ponto de vista ou a um questionamento sobre um determinado assunto. O autor do texto dissertativo trabalha com argumentos, com fatos, com dados, o quais utiliza para refor\u00e7ar ou justificar o desenvolvimento de suas id\u00e9ias.<\/p>\n<p>Consideramos a DISSERTA\u00c7\u00c3O como a discuss\u00e3o ou a explana\u00e7\u00e3o organizada de um problema, assunto ou tema.<\/p>\n<p><strong>Para obter-se uma exposi\u00e7\u00e3o clara, objetiva, ordenada e organizada, uma disserta\u00e7\u00e3o pode ser dividida em tr\u00eas partes:\u00a0<\/strong>INTRODU\u00c7\u00c3O, DESENVOLVIMENTO OU ARGUMENTA\u00c7\u00c3O E CONCLUS\u00c3O.<\/p>\n<p>Num texto dissertativo o autor opina, explica, mostra, aponta, tenta convencer o leitor sobre o tema que est\u00e1 expondo e at\u00e9 interpreta suas id\u00e9ias, defendendo-as com argumenta\u00e7\u00f5es que fazem do leitor um analista em potencial sobre o texto apresentado. O leitor torna-se um observador analista de um texto.<\/p>\n<p>No texto dissertativo n\u00e3o se criam personagens, nem di\u00e1logos; o que interessa \u00e9 a realidade, \u00e9 a discuss\u00e3o dos fatos ou da quest\u00e3o, \u00e9 a opini\u00e3o individual sobre um assunto, tema ou problema apresentado para ser defendido ou atacado atrav\u00e9s da escrita, sempre argumentando com pr\u00f3s e contras.<\/p>\n<p><strong>PARTES DA DISSERTA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>I. INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O autor apresenta o assunto que vai discutir, d\u00e1 a id\u00e9ia inicial.<\/p>\n<p><strong>II. DESENVOLVIMENTO OU ARGUMENTA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a parte em que o autor desenvolve um ponto de vista, sempre argumentando, citando exemplos, fornecendo dados; \u00e9 o posicionamento do autor frente ao tema, os porqu\u00eas, os pr\u00f3s e os contras.<\/p>\n<p><strong>III. CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a parte em que o autor d\u00e1 um fecho coerente com o desenvolvimento e com os argumentos apresentados. Em geral, retoma-se a id\u00e9ia apresentada na introdu\u00e7\u00e3o com mais \u00eanfase, indicando conclus\u00e3o.<\/p>\n<p><b>OBSERVA\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>O texto dissertativo requer uma linguagem s\u00e9ria, exata, sem rodeios, porque o leitor tem que ser convencido pela for\u00e7a dos argumentos apresentados pelo autor, por isso deve ser impessoal.<\/p>\n<p>Cada par\u00e1grafo que comp\u00f5e um ou mais per\u00edodos de uma disserta\u00e7\u00e3o deve ser claro, preciso, ligado aos outros com COES\u00c3O , atrav\u00e9s de conjun\u00e7\u00f5es ( = conectivos) que forma\u00e7\u00e3o a cadeia fluente do discurso.<\/p>\n<p><strong>Disserta\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0\u00e9 a discuss\u00e3o organizada de um problema. Ningu\u00e9m tem condi\u00e7\u00f5es de discutir, nem muito menos de discutir organizadamente, sem antes ter obtido informa\u00e7\u00f5es, sem antes ter analisado, sem antes ter formado uma opini\u00e3o sobre o assunto, por isso devemos ler muito sobre temas variados para podermos criar uma disserta\u00e7\u00e3o perfeita.<\/p>\n<p><b>Tipologia Textual \u2013 Tipo<\/b><\/p>\n<p><strong>Texto Liter\u00e1rio:<\/strong>\u00a0expressa a opini\u00e3o pessoal do autor que tamb\u00e9m \u00e9 transmitida atrav\u00e9s de figuras, impregnado de subjetivismo.\u00a0<strong>Ex:\u00a0<\/strong>um romance, um conto, uma poesia\u2026 (Conota\u00e7\u00e3o, Fifurado, Subjetivo, Pessoal).<br \/>\n<strong>Texto n\u00e3o-liter\u00e1rio:<\/strong>\u00a0preocupa-se em transmitir uma mensagem da forma mais clara e objetiva poss\u00edvel.\u00a0<strong>Ex<\/strong>: uma not\u00edcia de jornal, uma bula de medicamento. (Denota\u00e7\u00e3o, Claro, Objetivo, Informativo).<\/p>\n<p><strong>1. texto Liter\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Expressa a opini\u00e3o pessoal do autor que tamb\u00e9m \u00e9 transmitida atrav\u00e9s de figuras, impregnado de subjetivismo.<\/p>\n<p><b>Exemplos:<\/b><\/p>\n<p>um romance<br \/>\num conto<br \/>\numa poesia<\/p>\n<p><strong>2. texto n\u00e3o-liter\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Preocupa-se em transmitir uma mensagem da forma mais clara e objetiva poss\u00edvel.<\/p>\n<p><b>Exemplos:<\/b><\/p>\n<p>uma not\u00edcia de jorna<br \/>\numa bula de medicamento<\/p>\n<p><strong>TIPOS DE COMPOSI\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. Descri\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Descrever \u00e9 representar verbalmente um objeto, uma pessoal, um lugar, mediante a indica\u00e7\u00e3o de aspectos caracter\u00edsticos, de pormenores individualizantes.<\/p>\n<p>Requer observa\u00e7\u00e3o cuidadosa, para tornar aquilo que vai ser descrito um modelo inconfund\u00edvel. N\u00e3o se trata de enumerar uma s\u00e9rie de elementos, mas de captar os tra\u00e7os capazes de transmitir uma impress\u00e3o aut\u00eantica. Descrever \u00e9 mais que apontar, \u00e9 muito mais que fotografar. \u00c9 pintar, \u00e9 criar. Por isso, imp\u00f5e-se o uso de palavras espec\u00edficas, exatas.<\/p>\n<p><strong>2. Narra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um relato organizado de acontecimentos reais ou imagin\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o seus elementos constitutivos:<\/strong>\u00a0personagens, circunst\u00e2ncias, a\u00e7\u00e3o; o seu n\u00facleo \u00e9 o incidente, o epis\u00f3dio, e o que a distingue da descri\u00e7\u00e3o \u00e9 a presen\u00e7a de personagens atuantes, que est\u00e3o quase sempre em conflito.<\/p>\n<p><b>A Narra\u00e7\u00e3o envolve:<\/b><\/p>\n<p><b>I.\u00a0<\/b>Quem? Personagem;<br \/>\n<b>II.\u00a0<\/b>Qu\u00ea? Fatos, enredo;<br \/>\n<b>III.\u00a0<\/b>Quando? A \u00e9poca em que ocorreram os acontecimentos;<br \/>\n<b>IV.\u00a0<\/b>Onde? O lugar da ocorr\u00eancia;<br \/>\n<b>V.\u00a0<\/b>Como? O modo como se desenvolveram os acontecimentos;<br \/>\n<b>VI.\u00a0<\/b>Por qu\u00ea? A causa dos acontecimentos.<\/p>\n<p><strong>3. Disserta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Dissertar \u00e9 apresentar id\u00e9ias, analis\u00e1-las, \u00e9 estabelecer um ponto de vista baseado em argumentos l\u00f3gicos; \u00e9 estabelecer rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito. Aqui n\u00e3o basta expor, narrar ou descrever, \u00e9 necess\u00e1rio explanar e explicar. O racioc\u00ednio \u00e9 que deve imperar neste tipo de composi\u00e7\u00e3o, e quanto maior a fundamenta\u00e7\u00e3o argumentativa, mais brilhante ser\u00e1 o desempenho.<\/p>\n<p><b>Tipologia Textual \u2013 Caracter\u00edsticas<\/b><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>NARRA\u00c7\u00c3O<\/strong>\u00a0trabalha com figuras, termos concretos para criar as personagens e faz\u00ea-las agir em determinados lugares. Focaliza as transforma\u00e7\u00f5es de estado, pois marca temporalmente essas a\u00e7\u00f5es, numa rela\u00e7\u00e3o de anterioridade e posterioridade, respons\u00e1vel pela causalidade. \u00c9 a exterioriza\u00e7\u00e3o de um fato, acontecimento por meio de formas verbais que denotam a\u00e7\u00f5es continuadas. Nas estruturas narrativas, fica subentendida a ideia de a\u00e7\u00e3o, de acontecimento.<\/p>\n<p><strong>CARACTER\u00cdSTICAS PR\u00d3PRIAS DA TIPOLOGIA NARRATIVA:<\/strong><\/p>\n<p><strong>FOCO<\/strong>\u00a0em\u00a0<strong>a\u00e7\u00f5es<\/strong>\u00a0que acontecem numa\u00a0<strong>rela\u00e7\u00e3o de causa e consequ\u00eancia<\/strong>;<br \/>\n<strong>FOCO<\/strong>\u00a0em figuras (<strong>elementos concretos<\/strong>\u00a0para criar as personagens e faz\u00ea-las agir em determinados lugares.);<br \/>\n<strong>FOCO<\/strong>\u00a0nas transforma\u00e7\u00f5es de estado; pois\u00a0<strong>marca temporalmente essas a\u00e7\u00f5es<\/strong>, numa rela\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>anterioridade e posterioridade, respons\u00e1vel pela causalidade<\/strong>;<br \/>\nO\u00a0<strong>fator causalidade<\/strong>\u00a0n\u00e3o permite a mudan\u00e7a ou invers\u00e3o dos segmentos lingu\u00edsticos formadores do texto sem que se altere o seu sentido;<br \/>\n<strong>FOCO<\/strong>\u00a0na progress\u00e3o de acontecimentos (<strong>ideias<\/strong>) que se desenrolam no tempo;<br \/>\nO\u00a0<strong>FOCO<\/strong>\u00a0do texto narrativo \u00e9\u00a0<strong>relatar o modo<\/strong>\u00a0como se desenrolou um acontecimento, nas suas v\u00e1rias etapas.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>DESCRI\u00c7\u00c3O<\/strong>\u00a0focaliza estados e n\u00e3o, a\u00e7\u00f5es. Serve para caracterizar seres sens\u00edveis, isto \u00e9, que podem ser apreendidos pelos \u00f3rg\u00e3os dos sentidos (<strong>vis\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o, olfato, tato e paladar<\/strong>). Como n\u00e3o h\u00e1 temporalidade, descreve-se o que existe em um dado momento da realidade (presente ou passada), por isso seus elementos n\u00e3o mant\u00eam rela\u00e7\u00e3o de anterioridade e posterioridade. N\u00e3o existindo a causalidade, pode-se mudar ou inverter a ordem dos elementos do texto sem alterar seu sentido. \u00c9 um retrato (foto) do referente (assunto). O objetivo desse tipo de texto \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o dos tra\u00e7os mais particulares do objeto em quest\u00e3o, a imagem.<\/p>\n<p><strong>CARACTER\u00cdSTICAS PR\u00d3PRIAS DA TIPOLOGIA DESCRITIVA:<\/strong><\/p>\n<p>O\u00a0<strong>FOCO<\/strong>\u00a0est\u00e1 em estados e n\u00e3o em a\u00e7\u00f5es;<br \/>\nAs qualidades dos\u00a0<strong>objetos\u00a0<\/strong>s\u00e3o da\u00a0<strong>ordem do sensorial<\/strong>\u00a0(tato, vis\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o, olfato, paladar). Dessa maneira, o texto descritivo convida o leitor a construir o objeto at\u00e9\u00a0<strong>compor o conjunto da figura<\/strong>, numa esp\u00e9cie de constru\u00e7\u00e3o de um quadro;<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 temporalidade, logo os elementos desse tipo de texto n\u00e3o mant\u00eam rela\u00e7\u00e3o de anterioridade e posterioridade;<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 a ideia da causalidade;<br \/>\nA ordem dos eventos no texto \u00e9 livre, logo h\u00e1 simultaneidade dos fatos ou dos eventos<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>DISSERTA\u00c7\u00c3O\u00a0<\/strong>trabalha com ideias, por isso \u00e9 tem\u00e1tico e n\u00e3o, figurativo. Como seu objetivo \u00e9 defender um ponto de vista, argumentar em defesa de uma tese, opera, predominantemente, com palavras abstratas. As afirma\u00e7\u00f5es estabelecem rela\u00e7\u00f5es de causa, consequ\u00eancia, condi\u00e7\u00e3o, concess\u00e3o, tempo, etc., por isso n\u00e3o se pode alterar a ordem do texto. Estabelece-se um racioc\u00ednio que sup\u00f5e uma organiza\u00e7\u00e3o do pensamento e, para chegar \u00e0 conclus\u00e3o que se deseja, h\u00e1 de haver uma ordem de ideias, a que denominamos progressividade. \u00c9 uma disposi\u00e7\u00e3o organizada de ideias a respeito de um tema (exterioriza\u00e7\u00e3o de reflex\u00f5es de maneira impessoal), no qual o autor defende sua tese por meio de argumentos colocados em progress\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Para efeito did\u00e1tico, podem distinguir-se dois tipos de textos dissertativos:<\/strong>\u00a0os\u00a0<strong>expositivos<\/strong>\u00a0e os\u00a0<strong>argumentativos<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>CARACTER\u00cdSTICAS PR\u00d3PRIAS DA TIPOLOGIA DISSERTATIVA:<\/strong><\/p>\n<p>Trabalha com ideias, por isso \u00e9 tem\u00e1tico e n\u00e3o, figurativo;<br \/>\nOpera, predominantemente, com palavras abstratas;<br \/>\nA\u00a0<strong>fun\u00e7\u00e3o da linguagem<\/strong>\u00a0predominante \u00e9 a\u00a0<strong>referencial<\/strong>;<br \/>\nNo texto dissertativo, predomina o presente atemporal, ou seja, as formas verbais n\u00e3o se restringem a um momento;<br \/>\nTexto constru\u00eddo para tecer\u00a0<strong>coment\u00e1rios gerais<\/strong>\u00a0sobre um dado assunto.<br \/>\nApresenta uma constru\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica gradativa.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Col\u00e9gio S\u00e3o Francisco\/www.graudez.com.br\/www.casaeuclidiana.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tipologia Textual \u2013 O que \u00e9 Tudo o que se escreve recebe o nome gen\u00e9rico de\u00a0reda\u00e7\u00e3o\u00a0ou\u00a0composi\u00e7\u00e3o textual. 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