{"id":81230,"date":"2016-08-22T22:16:05","date_gmt":"2016-08-22T22:16:05","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=81230"},"modified":"2026-07-02T16:57:07","modified_gmt":"2026-07-02T18:57:07","slug":"narracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/portugues\/narracao","title":{"rendered":"Narra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A\u00a0<strong>Narra\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong>pode ser definida como aquela tipologia em que se relatam fatos, acontecimentos, sejam eles ver\u00eddicos ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Como o pr\u00f3prio nome diz,<strong>\u00a0Narra\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0\u00e9 o ato de narrar, de contar hist\u00f3rias, de relatar fatos e acontecimentos passados, presentes ou futuros.<\/p>\n<p>A\u00a0<b>narra\u00e7\u00e3o<\/b>\u00a0\u00e9 o ato de relatar uma sequ\u00eancia de acontecimentos reais ou fict\u00edcios atrav\u00e9s de um narrador. Essencial na literatura e no audiovisual, ela envolve contar uma hist\u00f3ria, transmitir emo\u00e7\u00f5es e ditar o ritmo para guiar a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico.<\/p>\n<p>Ela serve como ponte entre os acontecimentos de uma hist\u00f3ria e o p\u00fablico, atuando na literatura escrita, nos relatos orais, no cinema e nas apresenta\u00e7\u00f5es teatrais.<\/p>\n<p><strong>Principais caracter\u00edsticas da Narra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Narrador:\u00a0<\/strong>Obviamente uma\u00a0<strong>Narra\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0deve ter um narrador, o que narra os fatos. O narrador pode ser onisciente (em terceira pessoa; sabe tudo sobre os personagens e sobre a hist\u00f3ria) ou personagem (em primeira pessoa; ao mesmo tempo em que narra a hist\u00f3ria, participa dela; n\u00e3o pode prever o que os outros personagens falar\u00e3o ou far\u00e3o).<br \/>\n<strong>Personagem:\u00a0<\/strong>A\u00a0<strong>Narra\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0conta geralmente com um ou mais personagens, seres em torno dos quais se encadeiam os fatos. Esses personagens podem ser pessoas, animais, objetos, etc. Pode-se dizer que um dos aspectos mais importantes da narrativa \u00e9 o conflito, que pode suceder entre dois personagens, entre o personagem e a sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de exist\u00eancia, entre o personagem e ele pr\u00f3prio, etc. Ao personagem principal da narrativa d\u00e1-se o nome de protagonista; ao que entra em conflito com o protagonista, chama-se antagonista.<br \/>\n<strong>Espa\u00e7o:\u00a0<\/strong>\u00c9 o lugar em que ocorre a Narra\u00e7\u00e3o. \u00c9 muito importante situar os personagens em um espa\u00e7o, com o qual podem manter rela\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia importantes para a narrativa. \u00c9 o caso do corti\u00e7o, em O Corti\u00e7o (de Alu\u00edsio Azevedo), por exemplo.<br \/>\n<strong>Tempo:\u00a0<\/strong>Costuma-se situar os personagens tamb\u00e9m em um determinado momento, em um determinado tempo. Esse tempo pode ser cronol\u00f3gico (um minuto, uma hora, uma semana, um ano, etc.) ou psicol\u00f3gico (vivido por meio do flash-back, a mem\u00f3ria do narrador).<br \/>\n<strong>Enredo:\u00a0<\/strong>\u00c9 a seq\u00fc\u00eancia dos acontecimentos que comp\u00f5em a Narra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Narra\u00e7\u00e3o \u2013 Objetivo<\/b><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Narra\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/narracao.png\" alt=\"Narra\u00e7\u00e3o\" \/><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Narra\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong>tem por objetivo contar uma hist\u00f3ria real, fict\u00edcia ou mesclando dados reais e imagin\u00e1rios.<\/p>\n<p>Baseia-se numa evolu\u00e7\u00e3o de acontecimentos, mesmo que n\u00e3o mantenham rela\u00e7\u00e3o de linearidade com o tempo real.<\/p>\n<p>Sendo assim, est\u00e1 pautada em verbos de a\u00e7\u00e3o e conectores temporais.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>narrativa<\/strong>\u00a0pode estar em 1\u00aa ou 3\u00aa pessoa, dependendo do papel que o narrador assuma em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Numa\u00a0<strong>narrativa<\/strong>\u00a0em 1\u00aa pessoa, o narrador participa ativamente dos fatos narrados, mesmo que n\u00e3o seja a personagem principal (narrador = personagem).<\/p>\n<p>J\u00e1 a\u00a0<strong>narrativa<\/strong>\u00a0em 3\u00aa pessoa traz o narrador como um observador dos fatos que pode at\u00e9 mesmo apresentar pensamentos de personagens do texto (narrador = observador).<\/p>\n<p>O bom autor toma partido das duas op\u00e7\u00f5es de posicionamento para o narrador, a fim de criar uma hist\u00f3ria mais ou menor parcial, comprometida.<\/p>\n<p>Por exemplo, Machado de Assis, ao escrever Dom Casmurro, optou pela narrativa em 1\u00aa pessoa justamente para apresentar-nos os fatos segundo um ponto de vista interno, portanto mais parcial e subjetivo.<\/p>\n<p><strong>Narra\u00e7\u00e3o objetiva X Narra\u00e7\u00e3o subjetiva<\/strong><\/p>\n<p><strong>Objetiva \u2013\u00a0<\/strong>apenas informa os fatos, sem se deixar envolver emocionalmente com o que est\u00e1 noticiado. \u00c9 de cunho impessoal e direto.<br \/>\n<strong>Subjetiva \u2013<\/strong>\u00a0leva-se em conta as emo\u00e7\u00f5es, os sentimentos envolvidos na hist\u00f3ria. S\u00e3o ressaltados os efeitos psicol\u00f3gicos que os acontecimentos desencadeiam nos personagens.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>O fato de um narrador de 1\u00aa pessoa envolver-se emocionalmente com mais facilidade na hist\u00f3ria, n\u00e3o significa que a Narra\u00e7\u00e3o subjetiva requeira sempre um narrador em 1\u00aa pessoa ou vice-versa.<\/p>\n<p><strong>Elementos b\u00e1sicos da narrativa:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fato \u2013\u00a0<\/strong>o que se vai narrar (O qu\u00ea ?)<br \/>\n<strong>Tempo \u2013<\/strong>\u00a0quando o fato ocorreu (Quando ?)<br \/>\n<strong>Lugar \u2013<\/strong>\u00a0onde o fato se deu (Onde ?)<br \/>\n<strong>Personagens \u2013<\/strong>\u00a0quem participou ou observou o ocorrido (Com quem ?)<br \/>\n<strong>Causa \u2013\u00a0<\/strong>motivo que determinou a ocorr\u00eancia (Por qu\u00ea ?)<br \/>\n<strong>Modo \u2013\u00a0<\/strong>como se deu o fato (Como ?)<\/p>\n<p>Conseq\u00fc\u00eancias (Geralmente provoca determinado desfecho)<\/p>\n<p><strong>A modalidade narrativa de texto pode constituir-se de diferentes maneiras:<\/strong>\u00a0piada, pe\u00e7a teatral, cr\u00f4nica, novela, conto, f\u00e1bula etc.<\/p>\n<p><strong>Uma narrativa pode trazer falas de personagens entremeadas aos acontecimentos, faz-se uso dos chamados discursos:\u00a0<\/strong>direto, indireto ou indireto livre.<\/p>\n<p>No discurso direto, o narrador transcreve as palavras da pr\u00f3pria personagem.<\/p>\n<p><strong>Para tanto, recomenda-se o uso de algumas nota\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas que marquem tais falas<\/strong>: travess\u00e3o, dois pontos, aspas. Mais modernamente alguns autores n\u00e3o fazem uso desses recursos.<\/p>\n<p>O discurso indireto apresenta as palavras das personagens atrav\u00e9s do narrador que reproduz uma s\u00edntese do que ouviu, podendo suprimir ou modificar o que achar necess\u00e1rio. A estrutura\u00e7\u00e3o desse discurso n\u00e3o carece de marca\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas especiais, uma vez que sempre \u00e9 o narrador que det\u00e9m a palavra. Usualmente, a estrutura traz verbo discendi (elocu\u00e7\u00e3o) e ora\u00e7\u00e3o subordinada substantiva com verbo num tempo passado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fala da personagem.<\/p>\n<p>Quanto ao discurso indireto livre, \u00e9 usado como uma estrutura bastante informal de colocar frases soltas, sem identifica\u00e7\u00e3o de quem a proferiu, em meio ao texto.<\/p>\n<p>Trazem, muitas vezes, um pensamento do personagem ou do narrador, um ju\u00edzo de valor ou opini\u00e3o, um questionamento referente a algo mencionado no texto ou algo parecido. Esse tipo de discurso \u00e9 o mais usado atualmente, sobretudo em cr\u00f4nicas de jornal, hist\u00f3rias infantis e pequenos contos.<\/p>\n<p><b>Narra\u00e7\u00e3o \u2013 O que \u00e9<\/b><\/p>\n<p><b>Narra\u00e7\u00e3o<\/b>\u00a0\u00e9 um relato organizado de acontecimentos reais ou imagin\u00e1veis.<\/p>\n<p>Deve-se destacar o movimento dos fatos, mantendo aceso o interesse do leitor, expor os acontecimentos com rapidez, relatando-se apenas o que \u00e9 significativo.<\/p>\n<p><b>A Narra\u00e7\u00e3o envolve:<\/b><\/p>\n<p><b>Quem?<\/b>\u00a0Personagens<br \/>\n<b>Qu\u00ea?\u00a0<\/b>Atos, enredo<br \/>\n<b>Quando?\u00a0<\/b>A \u00e9poca em que ocorreram os acontecimentos<br \/>\n<b>Onde?<\/b>\u00a0O lugar da ocorr\u00eancia<br \/>\n<b>Como?<\/b>\u00a0O modo como se desenvolveram os acontecimentos<br \/>\n<b>Por qu\u00ea?<\/b>\u00a0A causa dos acontecimentos.<\/p>\n<p>Na\u00a0<strong>Narra\u00e7\u00e3o<\/strong>, deve-se evitar que os acontecimentos se amontoem, sem nenhum significado.<\/p>\n<p>For\u00e7a-se selecionar fatos relevantes, evitando-se, quando poss\u00edvel, detalhes planos, as s\u00e9ries de adjetivos.<\/p>\n<p>Recomenda-se o uso preferencialmente de substantivos.<\/p>\n<p><b>Narra\u00e7\u00e3o \u2013 Narrativa<\/b><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>narrativa<\/strong>\u00a0\u00e9 uma forma de composi\u00e7\u00e3o na qual h\u00e1 um desenrolar de fatos reais ou imagin\u00e1rios, que envolvem personagens e que ocorrem num tempo e num espa\u00e7o. Narrar \u00e9, pois, representar fatos reais ou fict\u00edcios utilizando signos verbais e n\u00e3o verbais.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 alguns tipos de narrativa:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1- uma piada:\u00a0<\/strong>Manuel recebeu um telefonema do gerente do banco. \u2013 Seu Manuel, estou lhe telefonando para avisar que a sua duplicata venceu . \u2013 E quem pegou em segundo lugar ?<\/p>\n<p><strong>2- uma not\u00edcia de jornal:\u00a0<\/strong>\u201cA poda indiscriminada de \u00e1rvores em algumas localidades de Ja\u00fa , durante o ver\u00e3o, tem contribu\u00eddo para elevar em at\u00e9 5 graus a temperatura nas cal\u00e7adas. \ufffd<b>\u00a0(Com\u00e9rcio do Jahu \u2013 23-1-97)<\/b><\/p>\n<p><strong>3- um texto liter\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p><strong>A galinha Cocoric\u00f3 estava h\u00e1 dias chocando seu ovo, quando ouviu um barulhinho:<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Chegou a hora ! Meu filho vai nascer! A casca do ovo foi se partindo e uma fr\u00e1gil criaturinha come\u00e7ou a dar sinal de vida. Cocoric\u00f3 n\u00e3o cansava de admirar a sua cria, que, toda desengon\u00e7ada , tentava equilibrar-se sobre suas cambaleantes perninhas. Passadas algumas horas, l\u00e1 estava o pintinho amarelinho, fofinho, aconchegado sob as penas de Cocoric\u00f3.<br \/>\n\u2013 Voc\u00ea vai se chamar Uto !<\/p>\n<p><strong>4- Uma hist\u00f3ria em quadrinhos:\u00a0<\/strong>Utiliza ao mesmo tempo o c\u00f3digo verbal e o n\u00e3o verbal e o contexto extra-ling\u00fc\u00edstico \u00e9 important\u00edssimo para a compreens\u00e3o da linguagem.<\/p>\n<p><strong>5- Uma letra de m\u00fasica:\u00a0<\/strong>&#8220;Era uma casa Muito engra\u00e7ada N\u00e3o tinha teto N\u00e3o tinha nada Ningu\u00e9m podia Entrar nela n\u00e3o Porque na casa N\u00e3o tinha ch\u00e3o &#8221; ( Vinicius de Moraes)<\/p>\n<p><strong>6- um poema<\/strong><\/p>\n<p>Sonhe alto, sempre e mais Fa\u00e7a a cada dia a vida Na medida do seu sonho. Sonhe e, ao m\u00ednimo gesto, Seu ser inteiro empreste, Sua marca em tudo ponha Que o Homem n\u00e3o \u00e9 alto Nem baixo e se faz\u2026 Da estatura do que sonha ! (Elcio Fernandes)<\/p>\n<p>Para que a narrativa tenha qualidades, o assunto deve ser relatado de forma original e despertar no leitor interesse pelo desenrolar da hist\u00f3ria. A linguagem deve ser clara, simples, correta e a hist\u00f3ria deve parecer real, ser veross\u00edmil, isto \u00e9, deve dar a impress\u00e3o de que ela pode ter acontecido.<\/p>\n<p><strong>Exemplo:<\/strong>\u00a0Era noite de inverno, uma daquelas n\u00e3o muito frias, a ocasi\u00e3o ideal para ouvir uma boa m\u00fasica. Pensando nisso, o casal se arrumou e foi ao teatro para ouvir o concerto da Banda.<\/p>\n<p>O teatro estava quase lotado e percebia-se a presen\u00e7a de v\u00e1rias crian\u00e7as andando ruidosamente pelos corredores.<\/p>\n<p>\u2013 Ih, pensou a mulher \u2013 crian\u00e7a pequena e concerto \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o que raramente d\u00e1 certo \u2026 Ali\u00e1s, nunca d\u00e1 certo.<\/p>\n<p>Mas ficou quieta, n\u00e3o comentou nada com o marido. Poderia parecer chata, implicante. Afinal, os tempos mudaram e talvez as crian\u00e7as tamb\u00e9m; elas est\u00e3o t\u00e3o \ufffdadultificadas\ufffd que, quem sabe, podem at\u00e9 apreciar um bom concerto\u2026 Ser\u00e1 ?<\/p>\n<p>O castigo veio a cavalo , pois mal ela e o marido acomodaram-se nas primeiras poltronas de uma fileira, sentaram-se justamente atr\u00e1s deles, um rapaz com a esposa, seu filhinho de uns quatro anos e um senhor de idade, o av\u00f4.<\/p>\n<p>\u2013 \u00d4 m\u00e3e, quanta pol\u00edcia l\u00e1 no palco ! Por qu\u00ea ? \u2013 \u00c9 que a banda \u00e9 da pol\u00edcia ! \u2013 \u00d4 m\u00e3e, o que que aquele &#8221; \u00f3mi&#8221; com aquela baciona vai fazer ? \u2013 Aquilo n\u00e3o \u00e9 uma baciona. \u00c9 um instrumento. Ele vai tocar ! Aquilo \u00e9 o &#8220;baxotuba&#8221;. \u2013 O qu\u00ea ? ! E aqueles &#8220;\u00f3mis&#8221; segurando aqueles bambus ? \u2013 N\u00e3o \u00e9 bambu ! Tamb\u00e9m \u00e9 um instrumento. Fique quietinho que quando a banda come\u00e7ar a tocar, voc\u00ea vai ver.<\/p>\n<p>Um passo preparat\u00f3rio para a produ\u00e7\u00e3o de texto narrativos, \u00e9 , sem d\u00favida, a elabora\u00e7\u00e3o de falas em bal\u00f5es, dando seq\u00fc\u00eancia.<\/p>\n<p><b>Exerc\u00edcios<\/b>\u00a0-Recortar uma tira de uma hist\u00f3ria em quadrinhos, retirando-se delas todas as falas dos bal\u00f5es. Colocar outras falas, dando seq\u00fc\u00eancia.<\/p>\n<p><b>Os principais elementos de uma narrativa s\u00e3o:<\/b><\/p>\n<p><strong>1- o enredo ou a trama<\/strong><\/p>\n<p>Formado pelos fatos que se desenrolam durante a narrativa.<\/p>\n<p><strong>Toda hist\u00f3ria tem uma introdu\u00e7\u00e3o, na qual o autor apresenta a id\u00e9ia principal, os personagens e o cen\u00e1rio; um desenvolvimento , no qual o autor detalha a id\u00e9ia principal e h\u00e1 dois momentos distintos no desenvolvimento<\/strong>: a complica\u00e7\u00e3o ( t\u00eam in\u00edcios os conflitos entre os personagens) e o cl\u00edmax ( ponto culminante ) e um desfecho, que \u00e9 a conclus\u00e3o da narrativa.<\/p>\n<p><b>Exerc\u00edcios \u2013\u00a0<\/b>O rapaz varou a noite inteira conversando com os amigos pela Internet. O pai , quando acordou \u00e0s 6 horas, percebeu a porta do escrit\u00f3rio fechada e a luz acesa . O filho ainda estava no computador e n\u00e3o havia ido dormir . Sem que este percebesse, trancou a porta por fora . Meia hora depois\u2026<\/p>\n<p><b>a-\u00a0<\/b>Desenvolva a id\u00e9ia acima, colocando uma complica\u00e7\u00e3o, um cl\u00edmax e um desfecho.<b><br \/>\nb-\u00a0<\/b><strong>Reescreva a Narra\u00e7\u00e3o, invertendo a ordem<\/strong>: coloque primeiro o desfecho e depois o restante da narrativa.<b><br \/>\nc-\u00a0<\/b>Reescreva novamente a Narra\u00e7\u00e3o, agora colocando o cl\u00edmax como primeiro par\u00e1grafo.<\/p>\n<p><strong>2- o tempo<\/strong><\/p>\n<p><b>Cronol\u00f3gico ou exterior \u2013\u00a0<\/b>\u00e9 marcado pelo rel\u00f3gio. \u00c9 o espa\u00e7o de tempo em que os acontecimentos desenrolam e os personagens realizam suas a\u00e7\u00f5es; psicol\u00f3gico ou interior, n\u00e3o pode ser medido como o tempo cronol\u00f3gico, pois refere-se \u00e0 viv\u00eancia dos personagens, ao seu mundo interior.<\/p>\n<p><b>Exerc\u00edcios \u2013<\/b>\u00a0Na porta da igreja, a mo\u00e7a pegou o carro, bateu a porta e saiu acelerando.<\/p>\n<p><b>Imagine as seguintes situa\u00e7\u00f5es:<\/b><\/p>\n<p><b>a-\u00a0<\/b>A cena se passa em 1930. Narre o fato que gerou essa a\u00e7\u00e3o e a rea\u00e7\u00e3o das pessoas que assistiram ao fato.<b><br \/>\nb-<\/b>\u00a0A cena se passa em 1998. Narre o fato que gerou essa a\u00e7\u00e3o e a rea\u00e7\u00e3o das pessoas que assistiram ao fato.<\/p>\n<p><b>Exerc\u00edcio \u2013<\/b>\u00a0Lembre-se de uma experi\u00eancia que j\u00e1 tenha vivido e que durou poucos minutos, por exemplo, um acidente ou um incidente. Conte-o quebrando a ordem cronol\u00f3gica dos fatos, introduzindo sentimentos, conflitos, reflex\u00f5es, recorda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>3- o espa\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>Onde os acontecimentos se desenrolam.<\/p>\n<p><b>Exerc\u00edcios \u2013<\/b>\u00a0O c\u00e9u se fechou em nuvens negras, rel\u00e2mpagos iluminavam tudo.Come\u00e7ou a chover forte.<\/p>\n<p><b>a-<\/b>\u00a0A cena ocorre no Nordeste, depois de 6 meses sem chuva. Descreva o ambiente e a rea\u00e7\u00e3o das pessoas diante do fato.<b><br \/>\nb-<\/b>\u00a0A cena ocorre no Sul, onde chove sem parar h\u00e1 15 dias. Descreva o ambiente e a rea\u00e7\u00e3o das pessoas diante do fato.<\/p>\n<p><strong>4- os personagens<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o os seres envolvidos nos fatos e que formam o enredo da hist\u00f3ria. Eles falam, pensam, agem, sentem , t\u00eam emo\u00e7\u00f5es. Qualquer coisa pode ser transformada em personagem de uma narrativa .Os personagens podem ser pessoas, animais, seres inanimados, seres que s\u00f3 existem na crendice popular, seres abstratos ou id\u00e9ias e outros. O protagonista \u00e9 o personagem principal, aquele no qual se centraliza a narrativa. Pode haver mais de um na Narra\u00e7\u00e3o. O antagonista \u00e9 o personagem que se op\u00f5e ao principal. H\u00e1 ainda os personagens secund\u00e1rios, que s\u00e3o os que participam dos fatos, mas n\u00e3o se constituem o centro de interesse da Narra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Exerc\u00edcios<\/b><\/p>\n<p><b>a-\u00a0<\/b><strong>Um grande mist\u00e9rio acaba de ser desvendado<\/strong>: descobriram quem roubou o banco. Narre um pequeno texto em que voc\u00ea \u00e9 o protagonista.<b><br \/>\nb-<\/b>\u00a0Usando o mesmo fato narrado acima, narre um pequeno texto em que voc\u00ea \u00e9 o antagonista .<b><br \/>\nc-\u00a0<\/b>Agora voc\u00ea \u00e9 apenas um personagem secund\u00e1rio da a\u00e7\u00e3o acima. Narre-a .<b><br \/>\nd-<\/b>\u00a0<strong>Ouviu-se a seguinte not\u00edcia<\/strong>: &#8221; O Rei Le\u00e3o escolher\u00e1 seu mensageiro-m\u00f3r entre os animais da Floresta. Aquele que apresentar o melhor plano de trabalho, ser\u00e1 o vencedor.&#8221;<\/p>\n<p>Voc\u00ea \u00e9 uma tartaruga. Narre como pretende ser a escolhida. Exalte suas qualidades.<\/p>\n<p>Voc\u00ea \u00e9 uma lebre. Narre como pretende ser a escolhida. Exalte suas qualidades.<\/p>\n<p>Voc\u00ea \u00e9 um beija-flor. Narre como pretende ser o escolhido. Exalte suas qualidades.<\/p>\n<p>A fala dos personagens pode ser feita em discurso direto ( com di\u00e1logos e verbos de elocu\u00e7\u00e3o \u2013 o pr\u00f3prio personagem fala ) e em discurso indireto (o autor conta com suas pr\u00f3prias palavras o que o personagem diria.)<\/p>\n<p><b>Exemplo de discurso direto<\/b><\/p>\n<p>\u2013 Voc\u00ea sabe que o seu irm\u00e3o chegou ?<\/p>\n<p><b>Exemplo de discurso indireto<\/b><\/p>\n<p>Ele perguntou se ele sabia que o seu irm\u00e3o havia chegado . H\u00e1 ainda o discurso indireto livre , que mescla o discurso direto com o indireto, dando a impress\u00e3o que o narrador e o personagem falam em un\u00edssono. N\u00e3o h\u00e1 presen\u00e7a de verbos de elocu\u00e7\u00e3o, de travess\u00f5es, dois pontos, nem de ora\u00e7\u00f5es subordinadas substantivas pr\u00f3prias do discurso indireto.<\/p>\n<p><b>Exemplo de discurso indireto livre:<\/b><\/p>\n<p>&#8221; Se pudesse economizar durante alguns meses, levantaria a cabe\u00e7a. Forjara planos. Tolice, quem \u00e9 do ch\u00e3o n\u00e3o se trepa.&#8221; ( Graciliano Ramos)<\/p>\n<p><b>Exerc\u00edcios<\/b><\/p>\n<p><b>a-\u00a0<\/b>Escolha uma pessoa que admira ( escritor, pol\u00edtico, artista ) e crie um di\u00e1logo entre voc\u00eas , trocando id\u00e9ias sobre algum fato.<b><br \/>\nb-<\/b>\u00a0Voc\u00ea acorda e seu cachorro est\u00e1 do lado da sua cama. Ele come\u00e7a a falar. Narre o di\u00e1logo entre voc\u00eas dois.<\/p>\n<p><strong>5- o narrador<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 quem relata os fatos.<\/p>\n<p><b>O narrador pode assumir duas posi\u00e7\u00f5es:<\/b><\/p>\n<p><b>a- narrador observador\u00a0<\/b>( narrador de terceira pessoa \u2013 o foco narrativo \u00e9 de terceira pessoa ) \u2013 relata os acontecimentos como observador. Algu\u00e9m est\u00e1 observando o fato e conta o que acontece ou aconteceu. Esse observador pode participar da hist\u00f3ria ou estar fora dela. A narrativa desenvolve-se em terceira pessoa.<\/p>\n<p><strong>Exemplo:<\/strong>\u00a0&#8220;Ele morava numa cidadezinha do interior. Tinha nascido ali, conhecida todo mundo.Era muito dado, dado demais para o gosto da mulher, que estava sempre de olho nos salamaleques que ele vivia fazendo para a mulherada do lugar. \u2013 Puras gentilezas \u2013 dizia ele. Afinal, sou um cavalheiro\u2026<\/p>\n<p>Levantava-se todos os dias na mesma hora, tomava o seu caf\u00e9, pegava a garrafa de \u00e1gua, o panam\u00e1, o cachorro e ia para a fazenda, heran\u00e7a de fam\u00edlia. Mas n\u00e3o era de s\u00f3 ficar dando ordens n\u00e3o. Gostava mesmo era da lida.&#8221;<\/p>\n<p><b>b- narrador personagem<\/b>\u00a0( narrador de primeira pessoa \u2013 o foco narrativo \u00e9 de primeira pessoa ) \u2013 um personagem participante da hist\u00f3ria narra os fatos. V\u00ea os fatos de dentro para fora e a narrativa desenvolve-se em primeira pessoa.<\/p>\n<p><strong>Exemplo: &#8220;<\/strong>Contou-me uma guia em Buenos Aires, que quando se diz que essa cidade \u00e9 a mais europ\u00e9ia das Am\u00e9ricas, muitas pessoas torcem no nariz. Pura dor de cotovelo ! Quem conhece Buenos Aires como eu, sabe que isso \u00e9 verdade.&#8221;<\/p>\n<p>De acordo com o conceito de Narra\u00e7\u00e3o, podem-se narrar tantos fatos reais, que \u00e9 o relato de a\u00e7\u00f5es praticadas pelas pessoas ( livros cient\u00edficos, livros de Hist\u00f3ria, not\u00edcia de jornal) , como fatos fict\u00edcios , com personagens que podem at\u00e9 ser reais, mas que n\u00e3o tem necessariamente compromisso com a realidade.<\/p>\n<p>Neste \u00faltimo caso, o fato pode ser totalmente inventado ou at\u00e9 baseado na realidade, por\u00e9m enriquecido pela imagina\u00e7\u00e3o de quem relata.<\/p>\n<p><b>Narra\u00e7\u00e3o \u2013\u00a0<\/b><strong>Narrar<\/strong><\/p>\n<p><strong>Narrar \u00e9 contar um fato, um epis\u00f3dio; todo discurso em que algo \u00e9 CONTADO possui os seguintes elementos, que fatalmente surgem conforme um fato vai sendo narrado:<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">onde ?<\/p>\n<p class=\"imagem\">|<\/p>\n<p class=\"imagem\">quando? &#8212; <b>FATO<\/b> &#8212; com quem?<\/p>\n<p class=\"imagem\">|<\/p>\n<p class=\"imagem\">como?<\/p>\n<p>A representa\u00e7\u00e3o acima quer dizer que, todas as vezes que uma hist\u00f3ria \u00e9 contada (\u00e9 NARRADA), o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e com quem ocorreu o epis\u00f3dio.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 por isso que numa Narra\u00e7\u00e3o predomina a A\u00c7\u00c3O:<\/strong>\u00a0o texto narrativo \u00e9 um conjunto de a\u00e7\u00f5es; assim sendo, maioria dos VERBOS que comp\u00f5em esse tipo de texto s\u00e3o os VERBOS DE A\u00c7\u00c3O. O conjunto de a\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em o texto narrativo, ou seja, a hist\u00f3ria que \u00e9 contada nesse tipo de texto, recebe o nome de ENREDO.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es contidas no texto narrativo s\u00e3o praticadas pelas PERSONAGENS, que s\u00e3o justamente as pessoas envolvidas no epis\u00f3dio que est\u00e1 sendo contado (\u201ccom quem?\u201d do quadro acima). As personagens s\u00e3o identificadas (=nomeadas) no texto narrativo pelos SUBSTANTIVOS PR\u00d3PRIOS.<\/p>\n<p>Quando o narrador conta um epis\u00f3dio, \u00e0s vezes( mesmo sem querer) ele acaba contando \u201conde\u201d (=em que lugar) as a\u00e7\u00f5es do enredo foram realizadas pelas personagens. O lugar onde ocorre uma a\u00e7\u00e3o ou a\u00e7\u00f5es \u00e9 chamado de ESPA\u00c7O, representado no texto pelos ADV\u00c9RBIOS DE LUGAR.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de contar onde , o narrador tamb\u00e9m pode esclarecer \u201cquando\u201d ocorreram as a\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria. Esse elemento da narrativa \u00e9 o TEMPO, representado no texto narrativo atrav\u00e9s dos tempos verbais, mas principalmente pelos ADV\u00c9RBIOS DE TEMPO.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 o tempo que ordena as a\u00e7\u00f5es no texto narrativo:<\/strong>\u00a0\u00e9 ele que indica ao leitor \u201ccomo\u201d o fato narrado aconteceu. A hist\u00f3ria contada, por isso, passa por uma INTRODU\u00c7\u00c3O (parte inicial da hist\u00f3ria, tamb\u00e9m chamada de pr\u00f3logo), pelo DESENVOLVIMENTO do enredo (\u00e9 a hist\u00f3ria propriamente dita, o meio, o \u201cmiolo\u201d da narrativa, tamb\u00e9m chamada de trama) e termina com a CONCLUS\u00c3O da hist\u00f3ria (\u00e9 o final ou ep\u00edlogo).\u00a0<b>Aquele que conta a hist\u00f3ria \u00e9 o NARRADOR, que pode ser PESSOAL (narra em 1a pessoa : EU\u2026) ou IMPESSOAL (narra em 3a. pessoa: ELE\u2026).<\/b><\/p>\n<p><strong>Assim, o texto narrativo \u00e9 sempre estruturado por verbos de a\u00e7\u00e3o, por adv\u00e9rbios de tempo, por adv\u00e9rbios de lugar e pelos substantivos que nomeiam as personagens, que s\u00e3o os agentes do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as a\u00e7\u00f5es expressas pelos verbos, formando uma rede:<\/strong>\u00a0a pr\u00f3pria hist\u00f3ria contada.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Portal S\u00e3o Francisco\/www.graudez.com.br\/www.lanavision.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0Narra\u00e7\u00e3o\u00a0pode ser definida como aquela tipologia em que se relatam fatos, acontecimentos, sejam eles ver\u00eddicos ou n\u00e3o. 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