{"id":81227,"date":"2016-08-22T22:16:04","date_gmt":"2016-08-22T22:16:04","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=81227"},"modified":"2026-07-03T09:38:33","modified_gmt":"2026-07-03T11:38:33","slug":"hifen","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/portugues\/hifen","title":{"rendered":"H\u00edfen"},"content":{"rendered":"<p>Palavras com\u00a0<b>h\u00edfen<\/b>\u00a0s\u00e3o duas ou mais palavras unidas por um h\u00edfen (-) para funcionar como um \u00fanico conceito, n\u00famero ou adjetivo. Esse sinal de pontua\u00e7\u00e3o conecta as palavras para evitar confus\u00e3o, esclarecer o significado e garantir a legibilidade.<\/p>\n<p>O\u00a0<b>uso do h\u00edfen<\/b>\u00a0pode ser complicado, mas domin\u00e1-lo tornar\u00e1 sua escrita mais clara, profissional e f\u00e1cil de ler. Seja ao escrever um livro ou uma tese, criar conte\u00fado para sites ou elaborar materiais de marketing, o uso correto do h\u00edfen garante que seus documentos fiquem bem-acabados e livres de erros.<\/p>\n<p>O\u00a0<b>uso do h\u00edfen\u00a0<\/b>ajuda a conferir precis\u00e3o \u00e0 sua escrita.<\/p>\n<p><strong>1) Casos gerais<\/strong><\/p>\n<p>Usa-se o\u00a0<strong>h\u00edfen<\/strong>\u00a0para unir os elementos que formam as palavras compostas ou derivadas.<br \/>\n<b>Ex :\u00a0<\/b>Guarda \u2013 comida, anti \u2013 higi\u00eanico.<\/p>\n<p>Usa-se o h\u00edfen para ligar pronomes obl\u00edquos \u00e1tonos a verbos.<br \/>\n<b>Ex :<\/b>\u00a0Disseram \u2013 lhe, lev\u00e1 \u2013 la.<\/p>\n<p>Separar palavras no final de linhas.<br \/>\n<b>Ex:\u00a0<\/b>Foi contando a Dona-Benta.<\/p>\n<p><strong>2) Palavras compostas<\/strong><\/p>\n<p><strong>Substantivos compostos<\/strong><\/p>\n<p>Emprega-se o h\u00edfen para unir os elementos dos substantivos compostos em que se mant\u00e9m a no\u00e7\u00e3o de composi\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<b>Ex :\u00a0<\/b>guarda-chuva<\/p>\n<p><strong>Adjetivos compostos<\/strong><\/p>\n<p>Emprega-se o h\u00edfen para unir os elementos dos adjetivos compostos.<br \/>\n<b>Ex : l<\/b>uso-brasileiros.<\/p>\n<p><strong>3) Sufixos<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 empregado quando o 1\u00ba elemento da palavra terminar em vogal acentuada graficamente ou quando a pron\u00fancia exigir.<br \/>\n<b>Ex:<\/b>\u00a0capim-a\u00e7u, capim-mirim, maracuj\u00e1-a\u00e7u.<\/p>\n<p><strong>4) Prefixos<\/strong><\/p>\n<p>Em princ\u00edpio, os prefixos devem sempre liga-se diretamente ao radical<\/p>\n<p><b>Ex:<\/b><\/p>\n<p>Co + eficiente = Coeficiente<br \/>\nSuper + agudo = Superagudo<br \/>\nSem + fim = Sem-fim<br \/>\nAl\u00e9m + fronteira = Al\u00e9m-fronteira<\/p>\n<p><strong>5) Casos especiais<\/strong><\/p>\n<p>Palavras derivadas de nomes pr\u00f3prios compostos, que indicam lugar<br \/>\n<b>Ex :<\/b>\u00a0Cabo-verdiano.<\/p>\n<p>Para indicar paralelismo ou simetria<\/p>\n<p><b>Ex:\u00a0<\/b>Brasil-Inglaterra.<\/p>\n<p>Para indicar id\u00e9ia de oposi\u00e7\u00e3o \u2013\u00a0<strong>ex<\/strong>: Jogo Santos-S\u00e3o Paulo.<br \/>\nNas datas.\u00a0<b>Ex:<\/b>\u00a025-04-85.<\/p>\n<p>Express\u00f5es com a palavra n\u00e3o, sem fun\u00e7\u00e3o de adv\u00e9rbio, e sim em prefixo, indicando nega\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<b>Ex:\u00a0<\/b>N\u00e3o-agress\u00e3o.<\/p>\n<p><b>H\u00edfen \u2013 Palavras<\/b><\/p>\n<p>S\u00f3 se ligam por\u00a0<strong>h\u00edfen<\/strong>\u00a0os elementos das palavras compostas em que se mant\u00e9m a no\u00e7\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, os elementos das palavras compostas que mant\u00eam a sua independ\u00eancia fon\u00e9tica, conservando cada um a sua pr\u00f3pria acentua\u00e7\u00e3o, por\u00e9m formando o conjunto perfeita unidade de sentido.<\/p>\n<p><b>Dentro d\u00easse princ\u00edpio, deve-se empregar o h\u00edfen nos seguintes casos:<\/b><\/p>\n<p><b>1.\u00ba \u2013 Nas palavras compostas em que os elementos, com a sua acentua\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, n\u00e3o conservam, considerados isoladamente, a sua significa\u00e7\u00e3o, mas o conjunto constitui uma unidade sem\u00e2ntica:<\/b>\u00a0\u00e1gua-marinha, arco-\u00edris, galinha-d&#8217;\u00e1gua, couve-flor, guarda-p\u00f3, p\u00e9de- meia (mealheiro; pec\u00falio), p\u00e1ra-choque, porta-chap\u00e9us, etc.<\/p>\n<p><b>OBSERVA\u00c7\u00c3O 1.\u00aa<\/b>\u00a0&#8211;\u00a0<strong>Incluem-se nesta norma os compostos em que figuram elementos fon\u00e8ticamente reduzidos<\/strong>: bel-prazer, \u00e9s-sueste, mal-pecado, su-sueste, etc.<br \/>\n<b>OBSERVA\u00c7\u00c3O 2.\u00aa &#8211;<\/b>\u00a0O antigo artigo el, sem embargo de haver perdido o seu primitivo sentido e n\u00e3o ter vida \u00e0 parte na l\u00edngua, une-se por h\u00edfen ao substantivo rei, por ter este elemento evid\u00eancia sem\u00e2ntica.<br \/>\n<b>OBSERVA\u00c7\u00c3O 3.\u00aa &#8211;<\/b>\u00a0<strong>Quando se perde a no\u00e7\u00e3o do composto, quase sempre em raz\u00e3o de um dos elementos n\u00e3o ter vida pr\u00f3pria na l\u00edngua, n\u00e3o se escreve com h\u00edfen, mas aglutinadamente<\/strong>: abrolhos, bancarrota, fidalgo, vinagre, etc.<br \/>\n<b>OBSERVA\u00c7\u00c3O 4.\u00aa<\/b>\u00a0&#8211; Como as locu\u00e7\u00f5es n\u00e3o t\u00eam unidade de sentido, os seus elementos n\u00e3o devem ser unidos por h\u00edfen, seja qual for a categoria gramatical a que elas perten\u00e7am. Assim, escreve-se, v.g., v\u00f3s outros (locu\u00e7\u00e3o pronominal), a desoras (locu\u00e7\u00e3o adverbial), a fim de (locu\u00e7\u00e3o prepositiva), contanto que (locu\u00e7\u00e3o conjuntiva), porque essas combina\u00e7\u00f5es vocabulares n\u00e3o s\u00e3o verdadeiros compostos, n\u00e3o formam perfeitas unidades sem\u00e2nticas.\u00a0<strong>Quando por\u00e9m as locu\u00e7\u00f5es se tornam unidades fon\u00e9ticas, devem ser escritas numa s\u00f3 palavra<\/strong>: acerca (adv.), afinal, apesar, debaixo, decerto, defronte, depressa, devagar, deveras, resv\u00e9s, etc.<br \/>\n<b>OBSERVA\u00c7\u00c3O 5.\u00aa &#8211;<\/b>\u00a0<strong>As formas verbais com pronomes encl\u00edticos ou mesocl\u00edticos e os voc\u00e1bulos compostos cujos elementos s\u00e3o ligados por h\u00edfen conservam seus acentos gr\u00e1ficos<\/strong>: am\u00e1-lo-\u00e1, am\u00e1rreis-me, am\u00e1sseis-vos, dev\u00ea-lo-\u00eda, f\u00e1-la-emos, p\u00f4-las-\u00edamos, possu\u00ed-las, prov\u00eam-lhes, ret\u00eam-nas; \u00e1gua-de-col\u00f4nia, p\u00e3o-de-l\u00f3, p\u00e1ra-s\u00f3is, pesa-pap\u00e9is, etc.<\/p>\n<p><b>2.\u00ba \u2013 Nas formas verbais com pronomes encl\u00edticos ou mesocl\u00edticos:<\/b>\u00a0am\u00e1-lo (amas e lo), am\u00e1-lo (amar e lo), d\u00ea-se-lhe, f\u00e1lo- \u00e1, oferec\u00ea-la-ia, rep\u00f4-lo-eis, serenou-se-te, traz-me, vedou-te, etc.<\/p>\n<p><b>3.\u00ba \u2013 Nos voc\u00e1bulos formados pelos prefixos que representam formas adjetivas, com anglo, greco, hist\u00f3rico, \u00ednfero, latino, lusitano, luso, p\u00f3stero, s\u00fapero, etc.:<\/b>\u00a0anglo-brasileiro, greco-romano, hist\u00f3ricogeogr\u00e1fico, \u00ednfero-anterior, latino-americano, lusitano-castelhano, luso-brasileiro, p\u00f3stero-palatal, s\u00fapero-posterior, etc.<\/p>\n<p><b>OBSERVA\u00c7\u00c3O &#8211;<\/b>\u00a0<strong>Ainda que esses elementos prefixais sejam redu\u00e7\u00f5es de adjetivos, n\u00e3o perdem a sua individualidade morfol\u00f3gica, e, por isso, devem unir-se por h\u00edfen, como sucede com austro (=austr\u00edaco), d\u00f3lico (=dolicoc\u00e9falo), euro (=europeu), tel\u00e9grafo (=tel\u00e9grafico), etc.<\/strong>: austro-h\u00fangaro, d\u00f3lico-louro, euro-africano, tel\u00e9grafo-postal, etc.<\/p>\n<p><b>4.\u00ba \u2013 Nos voc\u00e1bulos formados por sufixos que representam formas adjetivas como a\u00e7u, gua\u00e7u e mirim, quando o exige a pron\u00fancia e quando o primeiro elemento acaba em vogal acentuada gr\u00e0ficamente:\u00a0<\/b>and\u00e1-a\u00e7u, amor\u00e9-gua\u00e7u, anaj\u00e1-mirim, capim-a\u00e7\u00fa, etc.<\/p>\n<p><b>5.\u00ba \u2013 Nos voc\u00e1bulos formados pelos prefixos:<\/b><\/p>\n<p><b>a)<\/b>\u00a0<strong>auto, contra, extra, infra, intra, neo, proto, pseudo, semi e ultra, quando se lhes seguem palavras come\u00e7adas por vogal, h, r ous<\/strong>: auto-educa\u00e7\u00e3o, contra-almirante, extra-oficial, infrahep\u00e1tico, intra-ocular, neo-republicano, proto-revolucion\u00e1rio, pseudo-revela\u00e7\u00e3o, semi-selvagem, ultra-sens\u00edvel, etc.<\/p>\n<p><b>OBSERVA\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p><strong>a)\u00a0<\/strong>A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o a esta regra \u00e9 a palavra extraordin\u00e1rio, que j\u00e1 est\u00e1 consagrada pelo uso.<b><br \/>\nb)\u00a0<\/b><strong>ante, anti, arqui e s\u00f4bre, quando seguidos de palavras iniciadas porh, r ou s<\/strong>: ante-hist\u00f3rico, anti-higi\u00eanico, arqui-rabino, sobre-saia, etc.<b><br \/>\nc)<\/b>\u00a0<strong>supra, quando se lhe segue palavra encetada por vogal, r ous<\/strong>: supra-auxiliar, supra-renal, supra-sens\u00edvel, etc.<b><br \/>\nd)<\/b>\u00a0<strong>super, quando seguido de palavra principiada por h ou r<\/strong>: super-homem, super-requintado, etc.<b><br \/>\ne)\u00a0<\/b><strong>ab, ad, ob, sob e sub, quando seguidos de elementos iniciados porr<\/strong>: ab-rogar, ad-renal, ob-rept\u00edcio, sob-roda, sub-reino, etc.<b><br \/>\nf)\u00a0<\/b><strong>pan e mal, quando se lhes segue palavra come\u00e7ada por vogal ouh<\/strong>: pan-asi\u00e1tico, pan-helenismo, mal-educado, mal-humorado, etc.<b><br \/>\ng)<\/b>\u00a0<strong>bem, quando a palavra que lhe segue tem vida aut\u00f4noma na l\u00edngua ou quando a pron\u00fancia o requer<\/strong>: bem-ditoso, bem-aventuran\u00e7a, etc.<b><br \/>\nh)\u00a0<\/b><strong>sem, sota, soto, vice, vizo, ex (com o sentido de cessamento ou estado anterior), etc.<\/strong>: sem-cerim\u00f4nia, sota-pil\u00f4to, sota-ministro, vice-reitor, vizo-rei, ex-diretor, etc.<b><br \/>\ni)<\/b>\u00a0<strong>p\u00f3s, pr\u00e9, e pr\u00f3, que t\u00eam acento pr\u00f3prio, por causa da evid\u00eancia dos seus significados e da sua pronuncia\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio dos seus hom\u00f3grafos inacentuados, que, por diversificados foneticamente, se aglutinam com o segundo elemento<\/strong>: p\u00f3s-meridiano, pr\u00e9-escolar, pr\u00f3-brit\u00e2nico; mas pospor, preanunciar, proc\u00f4nsul, etc.<\/p>\n<p><b>H\u00edfen \u2013 Uso<\/b><\/p>\n<p>O\u00a0<strong>h\u00edfen<\/strong>\u00a0\u00e9 usado com v\u00e1rios fins em nossa ortografia, geralmente, sugerindo a id\u00e9ia de uni\u00e3o Sem\u00e2ntica. O h\u00edfen une duas palavras formando um conjunto sem espa\u00e7os. Vejamos quais s\u00e3o esses usos.<\/p>\n<p><strong>Pronome \u00e1tono posterior:\u00a0<\/strong>Quando o verbo \u00e9 seguido de pronome \u00e1tono, usa-se h\u00edfen entre os dois.<\/p>\n<p><b>Por exemplo:<\/b><\/p>\n<p>Fa\u00e7a-me, fa\u00e7a-te, fa\u00e7a-o, fa\u00e7a-a, fa\u00e7a-os, fa\u00e7a-as, fa\u00e7am-lhe, fa\u00e7am-no, fa\u00e7am-na, fa\u00e7am-nos, fa\u00e7am-nas, fa\u00e7am-vos, fa\u00e7am-lhes.<br \/>\nUsa-se dois h\u00edfens quando ap\u00f3s o verbo temos dois Pronomes \u00e1tonos seguidos.<\/p>\n<p><b>Exemplo:<\/b><\/p>\n<p>Dava-se-lhe.<br \/>\nO h\u00edfen tamb\u00e9m \u00e9 empregado quando o pronome se interp\u00f5e entre os morfemas do verbo, o que ocorre nos tempos Indicativo futuro e Indicativo passado posterior.<\/p>\n<p><b>Exemplos:<\/b><\/p>\n<p>Fa-lo-ei, Dir-lhe-ia, Ver-me-iam.<br \/>\nNos enunciados em que ocorre a Palavra eis seguida por pronome \u00e1tono, tamb\u00e9m se emprega h\u00edfen.<\/p>\n<p><b>Exemplos:\u00a0<\/b>Eis-me, Ei-lo.<\/p>\n<p><strong>Locu\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Em muitos casos, usa-se o h\u00edfen entre as palavras de uma locu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Por exemplo:<\/strong>\u00a0\u00e1gua-marinha, arco-\u00edris e couve-flor. Em nossa escrita, representamos as locu\u00e7\u00f5es de v\u00e1rias formas. Em alguns casos, escrevemos as palavras da locu\u00e7\u00e3o separadas, em outros, escrevemo-las juntas e, finalmente, h\u00e1 os casos em que colocamos h\u00edfen entre elas. Infelizmente n\u00e3o h\u00e1 uma regra que nos permita dizer qual \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o correta para cada locu\u00e7\u00e3o. Somente o conv\u00edvio com a l\u00edngua escrita nos dar\u00e1 a flu\u00eancia na representa\u00e7\u00e3o das locu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Afixos e h\u00edfen<\/strong><\/p>\n<p>Alguns afixos s\u00e3o representados em nossa escrita separados do restante da Palavra por um h\u00edfen.<\/p>\n<p><strong>Por exemplo:<\/strong>\u00a0anglo-sax\u00e3o, a\u00e7a\u00ed-mirim e extra-oficial. Existem algumas regras que nos ajudam a decidir quando usar h\u00edfen para isolar afixos, embora n\u00e3o sejam regras simples. O conv\u00edvio com o idioma escrito, nesse caso, costuma ser mais eficaz que a memoriza\u00e7\u00e3o das regras, mas vejamos quais s\u00e3o elas.<\/p>\n<p>O prefixo tem caracter\u00edstica adjetiva. Isso \u00e9 especialmente comum com prefixos que indicam nacionalidade, posi\u00e7\u00e3o relativa ou \u00e1rea do conhecimento.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:\u00a0<\/strong>luso-brasileiro, sino-sovi\u00e9tico, austro-h\u00fangaro, \u00ednfero-anterior, econ\u00f4mico-financeiro, s\u00f3cio-ling\u00fc\u00edstico.<\/p>\n<p>O sufixo \u00e9 de origem tupi-guarani e tem fun\u00e7\u00e3o adjetiva como a\u00e7u, gua\u00e7u e mirim.<\/p>\n<p><strong>Usa-se h\u00edfen em alguns casos como<\/strong>: and\u00e1-a\u00e7u, amor\u00e9-gua\u00e7u, anaj\u00e1-mirim, capim-a\u00e7\u00fa.<\/p>\n<p><strong>Com os prefixos auto, contra, extra, infra, intra, neo, proto, pseudo, semi e ultra, se na seq\u00fc\u00eancia vier Vogal, h, r ou s<\/strong>:<\/p>\n<p><strong>Exemplos:\u00a0<\/strong>auto-educa\u00e7\u00e3o, contra-almirante, extra-oficial, infra-hep\u00e1tico, intra-ocular, neo-republicano, proto-revolucion\u00e1rio, pseudo-revela\u00e7\u00e3o, semi-selvagem, ultra-sens\u00edvel, etc.<strong>\u00a0Exce\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>extraordin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Com os prefixos ante, anti, arqui e sobre, quando seguidos por h, r ou s:<\/p>\n<p><strong>Exemplos:\u00a0<\/strong>ante-hist\u00f3rico, anti-higi\u00eanico, arqui-rabino, sobre-saia, etc.<\/p>\n<p><b>Com o prefixo supra, quando seguido de Vogal, r ou s:<\/b><\/p>\n<p><strong>Exemplos:\u00a0<\/strong>supra-auxiliar, supra-renal, supra-sens\u00edvel, etc.<\/p>\n<p><strong>Com o prefixo super, quando seguido por h ou r<\/strong>:<\/p>\n<p><strong>Exemplos:\u00a0<\/strong>super-homem, super-requintado, etc.<\/p>\n<p>Com os prefixos ab, ad, ob, sob e sub, quando seguidos por r.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:\u00a0<\/strong>ab-rogar, ad-renal, ob-rept\u00edcio, sob-roda, sub-reino, etc.<\/p>\n<p><strong>Com os prefixos pan e mal, quando seguidos por Vogal ou h:<\/strong>\u00a0pan-asi\u00e1tico, pan-helenismo, mal-educado, mal-humorado, etc.<\/p>\n<p><strong>Com o prefixo bem, em alguns casos como<\/strong>: bem-ditoso, bem-aventuran\u00e7a, etc.<\/p>\n<p>Com os prefixos sem, sota, soto, vice, vizo, ex.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:\u00a0<\/strong>sem-cerim\u00f4nia, sota-piloto, sota-ministro, vice-reitor, vizo-rei, ex-diretor, etc.<\/p>\n<p><strong>Com os prefixos p\u00f3s, pr\u00e9, e pr\u00f3, em alguns casos como<\/strong>: p\u00f3s-meridiano, pr\u00e9-escolar e pr\u00f3-brit\u00e2nico.<\/p>\n<p><strong>Agrupamentos sem\u00e2nticos<\/strong><\/p>\n<p>Quando o redator quiser passar a id\u00e9ia de que um conjunto de palavras forma um bloco sem\u00e2ntico coeso, pode interpor h\u00edfens entre as palavras do conjunto.<\/p>\n<p>Trata-se de um uso ret\u00f3rico do h\u00edfen.<\/p>\n<p><strong>Exemplo:\u00a0<\/strong>Desejo-lhe um futuro mais-que-perfeito.<\/p>\n<p><strong>P\u00f3los sem\u00e2nticos<\/strong><\/p>\n<p>Quando duas palavras no plano sem\u00e2ntico constituem p\u00f3los sem\u00e2nticos, cada uma delas em extremos opostos da significa\u00e7\u00e3o, podemos usar h\u00edfen entre elas com o fim ret\u00f3rico de enfatizar essa polaridade.<\/p>\n<p><b>Exemplos:<\/b><\/p>\n<p>Dicotomia l\u00edngua-fala.<br \/>\nPercurso Rio-S\u00e3oPaulo.<\/p>\n<p><strong>Hifeniza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Hifeniza\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0\u00e9 a pr\u00e1tica de dividir uma Palavra escrita em duas partes para aproveitar melhor o espa\u00e7o no final da linha tipogr\u00e1fica. Uma parte da Palavra fica no final da linha e o restante vai para o in\u00edcio da linha seguinte. Quando fazemos a hifeniza\u00e7\u00e3o de uma Palavra, temos que usar h\u00edfen no final da linha, ap\u00f3s a primeira parte da Palavra. Com isso, indicamos que n\u00e3o se trata de uma Palavra completa e que o complemento encontra-se no in\u00edcio da linha seguinte.<\/p>\n<p><b>H\u00edfen \u2013 Prefixos e Radicais<\/b><\/p>\n<p>Os prefixos e os radicais\u00a0<b>proto, auto, semi, supra, extra, pseudo, infra, neo, intra, contra e ultra<\/b>\u00a0ser\u00e3o grafados com h\u00edfen quando forem usados antes de\u00a0<b>H \u2013 R \u2013 S<\/b>\u00a0e\u00a0<b>Vogal<\/b>.<\/p>\n<p><b>Por exemplo:\u00a0<\/b>proto-hist\u00f3rico, protogal\u00e1xia, auto-retrato, autocolante, semi-reta, semib\u00e1rbaro, supra-hep\u00e1tico, supracitado, extra-oficial, extracelular, pseudo-s\u00e1bio, pseudocaule, infra-escrito, infracitado, neo-humanismo, neobarroco, intra-ocular, intracard\u00edaco, contra-ataque, contra-senso, contradeclarar, ultra-realismo, ultrab\u00e1sico. (<strong>Exce\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Extraordin\u00e1rio)<\/p>\n<p><b>Ante, anti, sobre<\/b>\u00a0e\u00a0<b>arqui<\/b>\u00a0ter\u00e3o h\u00edfen antes de\u00a0<b>H \u2013 R\u00a0<\/b>e\u00a0<b>S<\/b>.<\/p>\n<p><b>Por exemplo<\/b><\/p>\n<p>ante-sala, antebra\u00e7o, anti-reum\u00e1tico, antiabortivo, sobre-humano, sobreexcelente, arqui-rival, arquiav\u00f4. (<strong>Exce\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0sobressair, sobressalente, sobressaltar)<\/p>\n<p><b>Super, hiper<\/b>\u00a0e\u00a0<b>inter<\/b>: antes de\u00a0<b>H\u00a0<\/b>e\u00a0<b>R<\/b>.<\/p>\n<p><b>Por exemplo:<\/b><\/p>\n<p>super-homem, superabundante, hiper-hidrose, hiperacidez, inter-regional, interacad\u00eamico.<\/p>\n<p><b>Pan e mal<\/b>. Antes de\u00a0<b>H\u00a0<\/b>e\u00a0<b>Vogal<\/b>.<\/p>\n<p><b>Por exemplo:<\/b><\/p>\n<p>Pan-americano, pancrom\u00e1tico, mal-humorado, malquerer (mal-querido, por\u00e9m).<\/p>\n<p><b>Circum<\/b>: antes de\u00a0<b>Vogal<\/b>.<\/p>\n<p><b>Por exemplo<\/b><\/p>\n<p>Circum-adjacente, circumpolar.<\/p>\n<p><b>sem, pr\u00e9, p\u00e1ra, co, gr\u00e3o, bem e al\u00e9m<\/b>, sempre: sem-vergonha, sem-cerim\u00f4nia, pr\u00e9-vestibular, pr\u00e9-adolescente, p\u00e1ra-choque, p\u00e1ra-quedas, p\u00e1ra-quedista, co-autor, co-editor, gr\u00e3o-mestre,gr\u00e3o-duque, bem-ajambrado, bem-vindo, al\u00e9m-t\u00famulo, al\u00e9m-pa\u00eds. (<strong>Exce\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0predefinir, predeterminado, predispor, predizer, preexistir.)<br \/>\n<b>ad, ab, ob<\/b>\u00a0e\u00a0<b>sob\u00a0<\/b>: antes de\u00a0<b>R<\/b>: ad-rogar, adjunto, ab-rogar, ablocar, ob-rep\u00e7\u00e3o, sob-roda, sobpor.<br \/>\n<b>sub<\/b>: antes de\u00a0<b>R\u00a0<\/b>e de\u00a0<b>B.<\/b>\u00a0<b>Obs:<\/b>\u00a0Antes de\u00a0<b>H<\/b>\u00a0\u00e9\u00a0<b>facultativo<\/b>: sub-reitor, subchefe, sub-bibliotec\u00e1rio. Sub-humano ou subumano.<br \/>\n<b>aqu\u00e9m, ex, p\u00f3s, pr\u00f3, gr\u00e3 e\u00a0<\/b>rec\u00e9m:\u00a0<b>sempre<\/b>: aqu\u00e9m-fronteiras, ex-namorado, p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, pr\u00f3-paz, gr\u00e3-duquesa, rec\u00e9m-casado.<\/p>\n<p><strong>Usa-se o h\u00edfen<\/strong><\/p>\n<p><b>1. nas palavras compostas em que os elementos da composi\u00e7\u00e3o t\u00eam acentua\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e formam uma unidade significativa:<\/b>\u00a0guarda-roupa, beija-flor, bem-te-vi;<br \/>\n<b>2. com a part\u00edcula denotativa eis seguida de pronome pessoal \u00e1tono:\u00a0<\/b>eis-me, eis-vos, eis-nos, ei-lo (com a queda do s);<br \/>\n<b>3. nos adjetivos compostos:\u00a0<\/b>surdo-mudo, afro-brasileiro, sino-luso-brasileiro;<br \/>\n<b>4. nos voc\u00e1bulos formados pelos sufixos A\u00e7u, gua\u00e7u e mirim, se o primeiro elemento terminar com uma vogal acentuada graficamente ou for anasalada<\/b>: sabi\u00e1-a\u00e7u, acar\u00e1-gua\u00e7u, capim-a\u00e7u;<br \/>\n<b>5. em voc\u00e1bulos formados por prefixos que t\u00eam acentua\u00e7\u00e3o<\/b>: pr\u00e9-hist\u00f3ria, p\u00f3s-operat\u00f3rio, pr\u00f3-socialista;<br \/>\n<b>6. com os prefixos do quadro abaixo (mas observe que haver\u00e1 h\u00edfen diante de determinadas letras):<\/b><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"500\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td align=\"center\" width=\"140\"><b>Prefixos<\/b><\/td>\n<td align=\"center\" width=\"164\"><b>Diante de<\/b><\/td>\n<td align=\"center\" width=\"158\"><b>Exemplos:<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">auto, contra, extra, intra, infra, neo, proto, pseudo, semi, supra, ultra<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">vogal, h, r e s<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">auto-escola, contra-ordem, extra-oficial, intra-renal, infra-som, neo-republicano, proto-revolucion\u00e1rio, pseudo-revela\u00e7\u00e3o, semi-selvagem, supra-humano, ultra-som<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">ante, anti, arqui, sobre, hiper, inter, super<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">h, r e s<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">ante-hist\u00f3rico, anti-r\u00e1bico, ante-sala, anti-higi\u00eanico, arqui-rabino, sobre-solar, hiper-sens\u00edvel, inter-regional, super-homem, sub-ra\u00e7a<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" height=\"43\">sub<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">b e r<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">sub-bosque, sub-regi\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">circum, pan, mal<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">vogal e h<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">circum-adjacente, pan-americano, mal-educado, mal-humorado<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">ad, ab, sob<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">r<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">ad-renal, ab-rogar, sob-roda<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">al\u00e9m, aqu\u00e9m, rec\u00e9m, sem, sota, soto, vice, ex ( = anterioridade)<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">qualquer palavra<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">al\u00e9m-mar, aqu\u00e9m-mar, rec\u00e9m-casado, sem-terras, soto-capit\u00e3o, ex-aluno<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><b>Observa\u00e7\u00f5es<\/b><\/p>\n<p><b>a)<\/b>\u00a0Fugindo \u00e0 regra, a palavra extraordin\u00e1rio escreve-se sem h\u00edfen.<b><br \/>\nb)<\/b>\u00a0Nos compostos com o prefixo bem, usa-se h\u00edfen quando o segundo elemento tem vida aut\u00f4noma ou quando a pron\u00fancia assim o exigir.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:\u00a0<\/strong>Bem-vindo, bem-estar, bem-aventurado, etc.<\/p>\n<p><b>c)\u00a0<\/b>O prefixo sobre apresenta algumas exce\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><b>Exemplos:\u00a0<\/b>Sobressair, sobressalto, sobressalente, etc.<\/p>\n<p><b>d)\u00a0<\/b>O prefixo co \u00e9 seguido de h\u00edfen quando tem o sentido de \u201ca par\u201d ou \u201cjuntamente\u201d e o segundo elemento tem vida aut\u00f4noma.<\/p>\n<p><b>Exemplos:<\/b><\/p>\n<p>Co-aluno, co-autor, co-propriet\u00e1rio.<br \/>\nExistem, no entanto, in\u00fameras composi\u00e7\u00f5es consagradas pelo uso em que n\u00e3o se usa o h\u00edfen.<\/p>\n<p><b>Exemplos:\u00a0<\/b>Coexistir, colateral, correla\u00e7\u00e3o, coabitar, coadjuvante, etc.<\/p>\n<p><b>RELA\u00c7\u00c3O DOS PREFIXOS MAIS USADOS<\/b><\/p>\n<p>AUTO, CONTRA, EXTRA, INFRA, INTRA, NEO, PROTO, PSEUDO, SEMI, SUPRA, ULTRA.<\/p>\n<p>Estes prefixos exigem\u00a0<strong>h\u00edfen<\/strong>\u00a0quando se juntam a palavras iniciadas por vogal, h, r e s.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong>\u00a0auto-an\u00e1lise, auto-escola, auto-estima, auto-retrato, auto-suficiente, contra-almirante, contra-ataque, contra-reforma, contra-regra, contra-senso, extra-humano, extra-oficial, extra-regimental, extra-secular, infra-estrutura, infra-renal, infra-social, intra-ocular, intra-uterino, intra-regional, intra-setorial, neo-humanista, neo-republicano, proto-hist\u00f3ria, proto-revolucion\u00e1rio, pseudo-her\u00f3i, pseudo-revolucion\u00e1rio, pseudo-s\u00e1bio, semi-analfabeto, semi-reta, semi-selvagem, supra-hep\u00e1tico, supra-renal, supra-sumo, ultra-especial, ultra-humano, ultra-realismo, ultra-rom\u00e2ntico, ultra-sens\u00edvel, ultra-som\u2026<\/p>\n<p><strong>Exce\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0\u201cextraordin\u00e1rio\u201d n\u00e3o leva h\u00edfen.<\/p>\n<p><strong>ANTI, ANTE, ARQUI, SOBRE<\/strong><\/p>\n<p>Estes prefixos devem ser ligados por h\u00edfen a palavras iniciadas por h, r ou s.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong>\u00a0anti-her\u00f3i, anti-higi\u00eanico, anti-r\u00e1bico, anti-s\u00e9ptico, anti-social, ante-hist\u00f3rico, ante-rep\u00fablica, ante-sala, arqui-rabino, arqui-rival, arqui-sacerdote, sobre-humano, sobre-saia, sobre-ser, sobre-sinal\u2026<\/p>\n<p><strong>INTER, HIPER, SUPER<\/strong><\/p>\n<p>Estes prefixos s\u00f3 exigem h\u00edfen quando se juntam a palavras que come\u00e7am por h e r.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong>\u00a0inter-humano, inter-regional, hiper-raivoso, hiper-hidrose, super-homem, super-r\u00e1pido, super-requintado\u2026<\/p>\n<p><strong>SUB<\/strong><\/p>\n<p>Este prefixo s\u00f3 exige h\u00edfen quando se associa a palavra que come\u00e7a por b ou r.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong>\u00a0sub-base, sub-bibliotec\u00e1rio, sub-regi\u00e3o, sub-ramo, sub-reino.<\/p>\n<p><strong>ATEN\u00c7\u00c3O PARA: bi, tri, tetra, penta, hexa\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Palavras com estes elementos n\u00e3o devem levar hifen.<br \/>\n<strong>Exemplos:<\/strong>\u00a0bicampe\u00e3o, bimensal, bimestral, bienal, tridimensional, trimestral, tri\u00eanio, tetracampe\u00e3o, tetrapl\u00e9gico, pentacampe\u00e3o, pent\u00e1gono\u2026<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o se deve usar o h\u00edfen ap\u00f3s os elementos \u201chidro, socio, micro, macro, multi, mini, mega e tele\u201d. Estes elementos sempre se juntam sem h\u00edfen \u00e0 palavra agregada. Se esta come\u00e7ar com \u201cr\u201d ou com \u201cs\u201d, teremos \u201crr\u201d ou \u201css\u201d.<br \/>\n<strong>Exemplos:\u00a0<\/strong>hidrossanit\u00e1ria, sociopol\u00edtico, microempresa, miniss\u00e9rie, minissaia, macrorregi\u00e3o, megaempresa, megashow, multim\u00eddia, multirracial, multissecular, telespectador, teleduca\u00e7\u00e3o, telecomunica\u00e7\u00e3o, telessala, telessexo, telessena\u2026<\/p>\n<p><strong>Em rela\u00e7\u00e3o ao prefixo \u201chidro\u201d, em alguns casos, h\u00e1 duas formas poss\u00edveis:\u00a0<\/strong>\u201cHidroavi\u00e3o\u201d e \u201chidravi\u00e3o\u201d; \u201chidroenergia\u201d e \u201chidrenergia\u201d; por exemplo, s\u00e3o formas registradas pelo \u201cVocabul\u00e1rio Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa\u201d, da ABL.<\/p>\n<p>Quando se junta o elemento \u201cmini\u201d a palavras que come\u00e7am por \u201ch\u201d, o \u201cFormul\u00e1rio Ortogr\u00e1fico\u201d n\u00e3o disciplina com clareza esse caso. Com exce\u00e7\u00e3o do \u201cHouaiss\u201d, os demais dicion\u00e1rios tamb\u00e9m n\u00e3o tocam no assunto.<\/p>\n<p><strong>O \u201cHouaiss\u201d registra:\u00a0<\/strong>\u201cNos casos (\u2026) em que o segundo elemento se iniciar por h, sugere-se o uso de h\u00edfen.\u201d \u00c9 o que ocorre com \u201cmini-hospital\u201d, \u201cmini-hotel\u201d, etc.<\/p>\n<p>No caso do elemento \u201csocio\u201d, s\u00f3 usamos h\u00edfen quando ele \u00e9 substantivo (= de associado).\u00a0<strong>Exemplo:\u00a0<\/strong>s\u00f3cio-gerente.<\/p>\n<p><strong>USA-SE O H\u00cdFEN:<\/strong><\/p>\n<p>Continua a ser usado o\u00a0<strong>h\u00edfen<\/strong>\u00a0em casos de composi\u00e7\u00e3o por justaposi\u00e7\u00e3o. Note-se que, nesse caso espec\u00edfico, n\u00e3o entra em quest\u00e3o a deriva\u00e7\u00e3o como processo formador de palavras, com seus prefixos e falsos prefixos &#8211; situa\u00e7\u00e3o que, ali\u00e1s, exige outra compreens\u00e3o -, mas t\u00e3o-somente os termos compostos.<\/p>\n<p><strong>Desse modo, persiste o h\u00edfen em palavras compostas formadas por:<\/strong><\/p>\n<p><strong>substantivo + substantivo:\u00a0<\/strong>pombo-correio; m\u00e9dico-cirurgi\u00e3o; tenente-coronel; decreto-lei; arco-\u00edris; turma-piloto; ano-luz<br \/>\n<strong>substantivo + adjetivo:\u00a0<\/strong>amor-perfeito; guarda-noturno; caj\u00e1-mirim; obra-prima; capit\u00e3o-mor; conta-corrente; erva-doce<br \/>\n<b>adjetivo + adjetivo:<\/b>\u00a0<strong>azul-escuro; russo-americano; pol\u00edtico-socia<br \/>\nadjetivo com forma reduzida + adjetivo:\u00a0<\/strong>\u00edtalo-brasileiro (italiano e brasileiro); hispano-americano (hisp\u00e2nico e americano); luso-brasileiro (lusitano e brasileiro); afro-asi\u00e1tico (africano e asi\u00e1tico); afro-lusitano (africano e lusitano).<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Interessante notar que o composto &#8220;afrodescendente&#8221;, que aparentemente se encaixa na regra deste item, continua do mesmo jeito, sem h\u00edfen. \u00c9 que, nesse caso, a redu\u00e7\u00e3o de &#8220;africano&#8221; (&#8220;afro&#8221;) n\u00e3o indica duas etnias, como em &#8220;afro-asi\u00e1tico&#8221; ou em &#8220;afro-lusitano&#8221;, querendo apenas dizer que certo indiv\u00edduo descende de africano. O termo &#8220;afro&#8221; a\u00ed age adjetivamente. Da mesma forma e pela mesma raz\u00e3o elimina-se o h\u00edfen em \ufffdeurocomunista&#8221; ou em &#8220;francofilia&#8221; (ao contr\u00e1rio de &#8220;euro-africano&#8221; e de &#8220;franco-russo&#8221;, em que aparecem nitidamente duas nacionalidades ou duas etnias).<\/p>\n<p><strong>numeral + substantivo:<\/strong>\u00a0primeiro-ministro; primo-infec\u00e7\u00e3o; segunda-feira.<br \/>\n<strong>verbo + substantivo:<\/strong>\u00a0conta-gotas; guarda-roupa; toca-discos; finca-p\u00e9.<br \/>\n<strong>substantivos unidos por preposi\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0p\u00e9-de-moleque; p\u00e3o-de-l\u00f3; m\u00e3o-de-obra<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>a persist\u00eancia do h\u00edfen \u00e9 necess\u00e1ria, pois serve para fazer a distin\u00e7\u00e3o entre, por exemplo, o doce conhecido como &#8220;p\u00e9-de-moleque&#8221;, resultado lexical de matiz metaf\u00f3rico e j\u00e1 gramaticalizado, e o p\u00e9 de um menino chamado pelas pessoas de moleque, &#8220;p\u00e9 de moleque&#8221;.<\/p>\n<p>Nessa segunda situa\u00e7\u00e3o s\u00e3o permitidas a inclus\u00e3o de termo, como se pode ver em &#8220;p\u00e9\u00a0<strong>grande<\/strong>\u00a0de moleque&#8221;, ou a transforma\u00e7\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o &#8220;de&#8221; em uma contra\u00e7\u00e3o, como em &#8220;p\u00e9\u00a0<strong>daquele\u00a0<\/strong>moleque&#8221; ou &#8220;p\u00e9\u00a0<strong>do<\/strong>\u00a0moleque&#8221;, o que evidencia n\u00e3o se tratar de composto.<\/p>\n<p><strong>verbos ou substantivos repetidos:\u00a0<\/strong>quero-quero; ruge-ruge; ruge-ruge; tico-tico<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es gerais:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00a0<\/strong>Nada mudou em rela\u00e7\u00e3o ao que era, antes do Acordo, nos oito casos acima explicitados.<br \/>\n<strong>2.\u00a0<\/strong>N\u00e3o aparece a\u00ed nenhum prefixo; trata-se s\u00f3 de termos &#8211; de base nominal, adjetival, numeral ou verbal &#8211; formados pelo processo de composi\u00e7\u00e3o por justaposi\u00e7\u00e3o. E a justaposi\u00e7\u00e3o de palavras, sem incluir jamais prefixos ou falsos prefixos, \u00e9 que determina, salvo algumas exce\u00e7\u00f5es, que as palavras do conjunto se separem por h\u00edfen.<br \/>\n<strong>3. Em sua maior parte, as palavras unidas pelo h\u00edfen t\u00eam plena autonomia na l\u00edngua, podendo encontrar-se separadamente em contextos verbais diversos e com sentidos variados<\/strong>: \u00abVou na\u00a0<strong>quinta\u00a0<\/strong>\u00e0 escola, e n\u00e3o no s\u00e1bado\u00bb; \u00abD\u00ea-me a\u00a0<strong>ter\u00e7a<\/strong>\u00a0parte do que arrecadar\u00bb; \u00abO\u00a0<strong>pombo<\/strong>\u00a0voa\u00bb; \u00abO\u00a0<strong>p\u00e3o<\/strong>est\u00e1 bom\u00bb; \u00abA\u00a0<strong>infec\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0durou muito tempo\u00bb; \u00abO\u00a0<strong>americano<\/strong>\u00a0curte muito o Brasil\u00bb; \u00abO\u00a0<strong>guarda<\/strong>\u00a0me parou na rua\u00bb; \u00abEle\u00a0<strong>guarda<\/strong>tudo nos arm\u00e1rios\u00bb; \u00ab<strong>Quero<\/strong>\u00e1gua\u00bb; \u00abA\u00a0<strong>obra<\/strong>que voc\u00ea escreveu \u00e9 sofr\u00edvel\u00bb; \u00abO\u00a0<strong>m\u00e9dico<\/strong>\u00a0\u00e9 bom nos seus diagn\u00f3sticos\u00bb, etc.<br \/>\n<strong>4.\u00a0<\/strong>Chama-se a aten\u00e7\u00e3o, no Acordo, entretanto, que palavras como &#8220;manda-chuva&#8221; e &#8220;p\u00e1ra-quedas&#8221; perderam extraordinariamente o h\u00edfen, passando a grafar-se &#8220;mandachuva&#8221; e &#8220;paraquedas&#8221;. Da mesma forma, as antigas formas &#8220;p\u00e1ra-lama&#8221;, &#8220;p\u00e1ra-choque&#8221; e &#8220;p\u00e1ra-vento&#8221; passaram a &#8220;paralama&#8221;, &#8220;parachoque&#8221; e &#8220;paravento&#8221;. (O conjunto musical, liderado por Herbert Vianna, ter\u00e1 de se ajustar \u00e0 nova regra, passando a grafar &#8220;Paralamas do sucesso&#8221;. Ou, por ser uma marca, j\u00e1 era grafado assim e assim dever\u00e1 se manter, \u00e0 revelia das altera\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas?) Alegam os gram\u00e1ticos que tais compostos perderam a no\u00e7\u00e3o de composi\u00e7\u00e3o.\u00a0<strong>Pode-se, no entanto, perguntar<\/strong>: e por que perderam? E, a ser assim, por que &#8220;guarda-chuva&#8221; ou &#8220;para-brisa&#8221; continuam a ter o h\u00edfen? Trata-se de uma inconsist\u00eancia do Acordo Ortogr\u00e1fico.<br \/>\n<strong>5.\u00a0<\/strong>Fato que tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o &#8211; por n\u00e3o ter sido resolvido pelo Acordo &#8211; \u00e9 que convivem, lado a lado, as chamadas locu\u00e7\u00f5es substantivas, adjetivas,\u00a0 adverbiais e prepositivas, \u00e0s vezes com h\u00edfen, \u00e0s vezes sem ele, havendo at\u00e9 desacordo entre os melhores dicionaristas do pa\u00eds. Por exemplo, o dicion\u00e1rio\u00a0<em>Aur\u00e9lio\u00a0<\/em>grafa &#8220;dona-de-casa&#8221;, com hifens, enquanto o\u00a0<em>Houaiss\u00a0<\/em>registra &#8220;dona de casa&#8221;, sem hifens. Dentro desse cap\u00edtulo escrevem-se sem h\u00edfen &#8220;c\u00e3o de guarda&#8221;, &#8220;fim de semana&#8221;, &#8220;caf\u00e9 com leite&#8221;, &#8220;estrada de ferro&#8221;, &#8220;p\u00e3o de mel&#8221;, &#8220;p\u00e3o com manteiga&#8221;, &#8220;sala de jantar&#8221;, &#8220;cor de vinho&#8221;, &#8220;\u00e0 vontade&#8221;, &#8220;acerca de&#8221;, ao passo que se escrevem com h\u00edfen, sem que se saiba exatamente por qu\u00ea, &#8220;\u00e1gua-de-col\u00f4nia&#8221;, &#8220;arco-da-velha&#8221;, &#8220;cor-de-rosa&#8221;, &#8220;mais-que-perfeito&#8221;, &#8220;p\u00e9-de-meia&#8221;, &#8220;ao-deus-dar\u00e1&#8221;, &#8220;\u00e0 queima-roupa&#8221;. O jeito \u00e9, a continuar assim, recorrer \u00e0 velha decoreba como forma de n\u00e3o se enganar ao escrever.<br \/>\n<strong>6.\u00a0<\/strong>Tratando ainda das locu\u00e7\u00f5es, a que mais tem sido alvo de engano \u00e9 a locu\u00e7\u00e3o adjetiva &#8220;\u00e0-toa&#8221;, que sempre tem h\u00edfen para poder diferenciar-se da hom\u00f4nima adverbial &#8220;\u00e0 toa&#8221;, sem h\u00edfen. Em frases\u00a0<em>fig\u00e9s\u00a0<\/em>como &#8220;N\u00e3o \u00e9 \u00e0-toa que\u2026&#8221;, a imprensa nacional e as grandes publica\u00e7\u00f5es brasileiras n\u00e3o t\u00eam usado o h\u00edfen, tratando essa locu\u00e7\u00e3o adjetiva como adverbial.\u00a0<strong>Note-se que, no lugar dessa locu\u00e7\u00e3o, nesse tipo de constru\u00e7\u00e3o, \u00e9 sempre poss\u00edvel usar um adjetivo, e nunca um adv\u00e9rbio<\/strong>: &#8220;N\u00e3o \u00e9\u00a0<em>casual<\/em>\u00a0que\u2026&#8221;, ou &#8220;N\u00e3o \u00e9\u00a0<em>fortuito<\/em>\u00a0que\u2026&#8221;, ou, ainda, &#8220;N\u00e3o \u00e9\u00a0<em>indiferente<\/em>\u00a0que\u2026&#8221;. Sobre essa particularidade os dicionaristas e gram\u00e1ticos t\u00eam-se calado.<\/p>\n<p>Particularmente cheguei a consultar at\u00e9 a Academia Brasileira de Letras, que n\u00e3o soube responder a contento a essa consulta.<\/p>\n<p><strong>O h\u00edfen \u00e9 usado em top\u00f4nimos que:<\/strong><\/p>\n<p><strong>contenham os adjetivos reduzidos gr\u00e3o e gr\u00e3:<\/strong>\u00a0Gr\u00e3o-Par\u00e1; Gr\u00e3-Bretanha<br \/>\n<strong>contenham, como forma inicial, um verbo:\u00a0<\/strong>Passa-Quatro; Quebra-Dentes; Traga-Mouros<br \/>\n<strong>ou, ainda, que contenham, no meio da composi\u00e7\u00e3o, algum artigo:<\/strong>\u00a0Tr\u00e1s-os-Montes; Entre-os-Rios<br \/>\n<strong>ou simplesmente, fora das tr\u00eas regras ditas h\u00e1 pouco, constitua j\u00e1 uma tradi\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Guin\u00e9-Bissau.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Por isso, por n\u00e3o se enquadrarem nas regras enunciadas neste item, \u00e9 que se grafam sem h\u00edfen &#8220;Am\u00e9rica do Sul&#8221;, &#8220;Estados Unidos&#8221;, &#8220;Costa Rica&#8221;, &#8220;Timor Leste&#8221; etc.<\/p>\n<p><strong>O h\u00edfen \u00e9 usado em compostos que nomeiam esp\u00e9cies de plantas (campo da bot\u00e2nica) e de animais (campo da zoologia), estejam ou n\u00e3o os seus componentes unidos por preposi\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>vegetais:<\/strong>\u00a0erva-do-ch\u00e1; couve-flor; ervilha-de-cheiro; ab\u00f3bora-menina; favo-de-santo-in\u00e1cio; bem-me-quer<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0No entanto, escreve-se &#8220;malmequer&#8221;, nome de uma flor &#8211; portanto, do campo da bot\u00e2nica. Isto ocorre, contrariando a regra, talvez porque essa palavra seja formada com o aux\u00edlio do adv\u00e9rbio mal, que, quando funciona como prefixo, restringe o emprego do h\u00edfen a palavras cujo segundo elemento \u00e9 iniciado por vogal ou pela letra h, mas n\u00e3o \u00e0s outras, as demais consoantes. Por contamina\u00e7\u00e3o, a grafia de &#8220;malmequer&#8221; faz perder os hifens.<\/p>\n<p><strong>animais:<\/strong>\u00a0bem-te-vi; andorinha-do-mar; formiga-branca; cobra-d&#8217;\u00e1gua; beija-flor; tigre-dentes-de-sabre<\/p>\n<p><strong>O h\u00edfen \u00e9 usado em quase todos os termos que contenham, como se fosse originalmente um prefixo, o adv\u00e9rbio bem &#8211; principalmente quando o segundo termo se inicia por vogal ou h, mas n\u00e3o s\u00f3 -, e, apenas com essas letras, quando funciona como prefixo o adv\u00e9rbio mal:<\/strong><\/p>\n<p><strong>casos do adv\u00e9rbio &#8220;bem&#8221; como prefixo:<\/strong>\u00a0bem-humorado; bem-estar; bem-afortunado; bem-soante; bem-nascido; bem-ditoso<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Mas, contrariando a regra geral, grafam-se &#8220;benfeitor&#8221;, &#8220;benfeitoria&#8221;, &#8220;benquerer&#8221;, &#8220;benfazejo&#8221;.<\/p>\n<p><strong>casos do adv\u00e9rbio &#8220;mal&#8221; como prefixo:<\/strong>\u00a0mal-afortunado; mal-humorado; mal-educado; mal-assombro<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o 1:<\/strong>\u00a0Com o adv\u00e9rbio bem usado como prefixo, o h\u00edfen ocorre mesmo que a segunda palavra n\u00e3o seja iniciada por vogal ou h (vejam-se os exemplos de &#8220;bem-nascido&#8221; ou &#8220;bem-soante&#8221;, com exce\u00e7\u00e3o feita, por\u00e9m, a &#8220;benfeitoria&#8221;, &#8220;benfeitor&#8221;, &#8220;benfazejo&#8221; e &#8220;benquerer&#8221;); mas, no caso particular do adv\u00e9rbio mal, n\u00e3o ocorre a mesma flexibilidade, raz\u00e3o por que, diante de consoantes, se escrevem &#8220;malnascido&#8221;, &#8220;malmandado&#8221;, &#8220;malsoante&#8221;, &#8220;malsucedido&#8221;, &#8220;malparado&#8221;, &#8220;malvisto&#8221;, &#8220;malcuidado&#8221;, &#8220;malfalante&#8221;, &#8220;malcriado&#8221;, &#8220;malconservado&#8221;, &#8220;malcasado&#8221;, &#8220;malcheiroso&#8221;, &#8220;malcomportado&#8221;, &#8220;malmequer&#8221; etc.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o 2: Quando indica o nome de uma doen\u00e7a, a palavra mal sempre tem h\u00edfen<\/strong>: &#8220;mal-canadense&#8221;, &#8220;mal-de-l\u00e1zaro&#8221;, &#8220;mal-de-luanda&#8221;. &#8220;mal-de-gota&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o 3:<\/strong>\u00a0Registre-se a forma &#8220;mal-limpo&#8221;, que apresenta h\u00edfen por causa da consoante l, que aparece no fim da palavra mal e no in\u00edcio da palavra &#8220;limpo&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Emprega-se sempre o h\u00edfen quando aparecem, na forma\u00e7\u00e3o das palavras, os elementos aqu\u00e9m, al\u00e9m, rec\u00e9m e sem:<\/strong><\/p>\n<p><strong>com o elemento aqu\u00e9m:\u00a0<\/strong>aqu\u00e9m-mar; aqu\u00e9m-Pireneus<br \/>\n<strong>com o elemento al\u00e9m:<\/strong>\u00a0al\u00e9m-mar; al\u00e9m-fronteiras; al\u00e9m-Atl\u00e2ntico<br \/>\n<strong>com a preposi\u00e7\u00e3o sem no papel de prefixo:\u00a0<\/strong>sem-vergonha; sem-teto; sem-cerim\u00f4nia [cerim\u00f4nia].<\/p>\n<p><strong>Emprega-se sempre o h\u00edfen &#8211; agora em casos espec\u00edficos de deriva\u00e7\u00e3o prefixal &#8211; quando o segundo termo se inicia ou por vogal id\u00eantica \u00e0 vogal que termina o prefixo ou o falso prefixo ou, ainda, quando o segundo termo se inicia pela letra h:<\/strong><\/p>\n<p><strong>caso de vogais id\u00eanticas:\u00a0<\/strong>micro-ondas; anti-intelectual; contra-almirante; semi-interno; auto-observa\u00e7\u00e3o; infra-axilar; supra-auricular; anti\u2013ib\u00e9rico; arqui-inimigo; eletro-\u00f3tica<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o 1:<\/strong>\u00a0Tal regra n\u00e3o serve nem para o prefixo co- nem para o prefixo re-, aparecendo, assim, da seguinte maneira, as palavras &#8220;coordenar&#8221;, &#8220;coocupante&#8221;, &#8220;coobriga\u00e7\u00e3o&#8221;, &#8220;reeducar&#8221;, &#8220;reelei\u00e7\u00e3o&#8221;, &#8220;reempossado&#8221;, &#8220;reescrita&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o 2:\u00a0<\/strong>N\u00e3o havendo coincid\u00eancia de vogais, em outros casos tamb\u00e9m (vogal mais consoante ou consoante mais consoante), o h\u00edfen desaparece de uma vez por todas dos derivados, como se v\u00ea em &#8220;contracheque&#8221;, &#8220;multiuso&#8221;, &#8220;autoimunidade&#8221;, &#8220;antiplaca&#8221;, &#8220;agroind\u00fastria&#8221;, &#8220;contrap\u00e9&#8221;, &#8220;semi\u00e1rido&#8221;, &#8220;radiopatrulha&#8221;, &#8220;microind\u00fastria&#8221;, &#8220;autope\u00e7as&#8221;, &#8220;hidrogin\u00e1stica&#8221;, &#8220;antiv\u00edrus&#8221;, &#8220;hidroavi\u00e3o&#8221;, &#8220;anticaspa&#8221;, &#8220;anti\u00e1cido&#8221;, &#8220;antiferrugem&#8221;, &#8220;anteprojeto&#8221;, &#8220;autoeducativo&#8221;, &#8220;contragolpe&#8221;, &#8220;seminovo&#8221;, &#8220;radiot\u00e1xi&#8221;, &#8220;megaopera\u00e7\u00e3o&#8221;, &#8220;cardiovascular&#8221;, &#8220;infravermelho&#8221;, &#8220;macroeconomia&#8221;, &#8220;radiovitrola&#8221;, &#8220;seminu&#8221;, &#8220;antimat\u00e9ria&#8221;, &#8220;antigreve&#8221;, &#8220;microempres\u00e1rio&#8221;, &#8220;autoestrada&#8221;, &#8220;autodefesa&#8221;, &#8220;audiovisual&#8221;, &#8220;hiperdesconto&#8221;, &#8220;supermercado&#8221;, &#8220;intercomunicacional&#8221;, &#8220;socioecon\u00f4mico&#8221;, &#8220;sobreloja&#8221; etc.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o 3:\u00a0<\/strong>A palavra &#8220;ensino-aprendizagem&#8221;, que apresenta vogais diferentes no fim de uma palavra e no come\u00e7o da outra (ensino e aprendizagem), n\u00e3o se deixa reger, apesar da apar\u00eancia formal, por essa regra, porque, a\u00ed, em primeir\u00edssimo lugar, n\u00e3o temos prefixo &#8211; primeira condi\u00e7\u00e3o, nem essa palavra \u00e9 um composto da mesma maneira que &#8220;hispano-americano&#8221; ou &#8220;pombo-correio&#8221;. \u00c9 um fen\u00f4meno \u00e0 parte, isolado de todos aqueles que foram comentados at\u00e9 este momento. Note-se que as duas palavras envolvidas &#8211; &#8220;ensino&#8221; e &#8220;aprendizagem&#8221; &#8211; t\u00eam completa autonomia mesmo no conjunto a que pertencem, o que n\u00e3o \u00e9, evidentemente, o caso de &#8220;pombo-correio&#8221;, em que &#8220;correio&#8221; define o tipo de &#8220;pombo&#8221;, qualificando-o como se fosse um adjetivo. Aqui, em &#8220;ensino-aprendizagem&#8221;, trata-se t\u00e3o-somente de uma rela\u00e7\u00e3o entre termos, como acontece com &#8220;estrada Rio-S\u00e3o Paulo&#8221;, sequ\u00eancia nominal em que a cidade de S\u00e3o Paulo n\u00e3o determina a cidade do Rio de Janeiro e vice-versa.\u00a0<strong>Indicia, pois, uma rela\u00e7\u00e3o de trajeto, nas duas dire\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0do Rio para S\u00e3o Paulo, e de S\u00e3o Paulo para o Rio. O mesmo ocorre com &#8220;ensino-aprendizagem&#8221;, em que o ensino leva ou n\u00e3o \u00e0 aprendizagem ou a aprendizagem direciona o tipo de ensino, mas n\u00e3o necessariamente.\u00a0<strong>Antes da reforma ortogr\u00e1fica de 2008, essas cadeias vocabulares eram unidas por travess\u00e3o, e n\u00e3o por h\u00edfen: &#8220;<\/strong>estrada Rio-S\u00e3o Paulo&#8221; e &#8220;processo ensino-aprendizagem&#8221;. Com o Acordo, deu-se, acertadamente, a simplifica\u00e7\u00e3o, com a ado\u00e7\u00e3o do h\u00edfen.<\/p>\n<p><strong>caso do aparecimento do h iniciando o segundo elemento da deriva\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0anti-higi\u00eanico; co-herdeiro; contra-harm\u00f4nico; extra-humano; super-homem; pr\u00e9-hist\u00f3ria; s\u00f3cio-hist\u00f3rico; ultra-hiperb\u00f3lico; geo-hist\u00f3ria; semi-hospitalar; sub-hep\u00e1tico; neo-hel\u00eanico<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Acontece, por\u00e9m, que h\u00e1 palavras cuja raiz come\u00e7a por h e, mesmo assim, aglutinaram-se ao prefixo, eliminado o h etimol\u00f3gico, fazendo perder o h\u00edfen, a ponto de contrariar a regra dominante. \u00c9 o caso de &#8220;desumano&#8221;, &#8220;subumano&#8221;, &#8220;in\u00e1bil&#8221;, &#8220;inumano&#8221;, de larga tradi\u00e7\u00e3o na l\u00edngua.<\/p>\n<p>Emprega-se o h\u00edfen com palavras formadas com os prefixos circum- e pan-, quando a eles se seguem elementos iniciados por vogal, m e n.<\/p>\n<p><strong>com o prefixo circum-:<\/strong>\u00a0circum-escolar; circum-navega\u00e7\u00e3o; circum-murado<br \/>\n<strong>com o prefixo pan-:\u00a0<\/strong>pan-americano; pan-m\u00e1gico; pan-negritude<\/p>\n<p><strong>Emprega-se o h\u00edfen com os prefixos p\u00f3s-, pr\u00e9- e pr\u00f3- com algumas exce\u00e7\u00f5es a essa regra:<\/strong><\/p>\n<p><strong>com o prefixo p\u00f3s-:<\/strong>\u00a0p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o; p\u00f3s-t\u00f4nico.<br \/>\n<strong>com o prefixo pr\u00e9-:\u00a0<\/strong>pr\u00e9-escolar; pr\u00e9-datado; pr\u00e9-natal<br \/>\n<strong>com o prefixo pr\u00f3-:<\/strong>\u00a0pr\u00f3-reitor; pr\u00f3-europeu; pr\u00f3-africano.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Diz a regra que tais prefixos se separam por h\u00edfen da palavra seguinte porque esta tem vida pr\u00f3pria e inconfund\u00edvel. No entanto, ainda se escrevem &#8220;prever&#8221; (&#8220;ver&#8221; tem vida \u00e0 parte), &#8220;pospor&#8221; (idem) e &#8220;promover&#8221; (idem).\u00a0<strong>A explica\u00e7\u00e3o deveria ser outra:<\/strong>\u00a0tais verbos t\u00eam larga tradi\u00e7\u00e3o na l\u00edngua e sempre se escreveram sem h\u00edfen.\u00a0<strong>No caso de &#8220;pr\u00e9-escolar&#8221; ou &#8220;pr\u00f3-reitor&#8221;, por exemplo, tais termos indiciam altern\u00e2ncia de situa\u00e7\u00e3o e distin\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica no caso de simultaneidade:\u00a0<\/strong>existem ao mesmo tempo o &#8220;reitor&#8221; e o &#8220;pr\u00f3-reitor&#8221; e os cargos n\u00e3o se confundem. Da mesma maneira o &#8220;escolar&#8221; e o &#8220;pr\u00e9-escolar&#8221;. H\u00e1 o cheque &#8220;datado&#8221; e o &#8220;pr\u00e9-datado&#8221;, que podem ser emitidos simultaneamente. Mas n\u00e3o se pode, salvo melhor ju\u00edzo, &#8220;ver&#8221; e &#8220;prever&#8221; ao mesmo tempo, ou &#8220;p\u00f4r&#8221; ou &#8220;pospor&#8221; ao mesmo tempo e na mesma situa\u00e7\u00e3o discursiva.<\/p>\n<p><strong>Emprega-se o h\u00edfen com os prefixos hiper-, inter- e super-, se a eles se seguirem palavras iniciadas pela consoante r:<\/strong><\/p>\n<p><strong>com o prefixo hiper-:<\/strong>\u00a0hiper-requintado<br \/>\n<strong>com o prefixo inter-:<\/strong>\u00a0inter-racial<br \/>\n<strong>com o prefixo super-:\u00a0<\/strong>super-revista<\/p>\n<p><strong>Emprega-se sempre h\u00edfen com o sufixo ex-, desde que o sentido seja o de estado anterior:<\/strong><\/p>\n<p>\u00e9 o caso de ex-marido; ex-diretor; ex-presidente; ex-primeiro-ministro.<br \/>\nmas n\u00e3o se deve confundir com exterior, explicar ou excomungar (no primeiro e segundo exemplos h\u00e1 a ideia de movimento para fora e o prefixo est\u00e1 devidamente incorporado \u00e0 raiz dessas palavras, enquanto no terceiro n\u00e3o aparece a ideia de uma situa\u00e7\u00e3o anterior, mas sim aquela que passa a ser, projetivamente)<\/p>\n<p><strong>Os sufixos de origem tupi-guarani como &#8220;a\u00e7u, -gua\u00e7u e &#8220;mirim separam-se por h\u00edfen da palavra que os precede desde que esta termine por vogal acentuada graficamente ou, mesmo sem o acento diacr\u00edtico, a palavra tenha uma pron\u00fancia que exija a distin\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a tais sufixos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>com o sufixo &#8220;a\u00e7u:\u00a0<\/strong>and\u00e1-a\u00e7u; capim-a\u00e7u; jacar\u00e9-a\u00e7u.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Note-se que se deve pronunciar, em &#8220;capim-a\u00e7u&#8221;, a palavra &#8220;capim&#8221; sem fazer a passagem do som nasal para o sufixo (o que daria &#8220;capima\u00e7u&#8221;, de som estranho, chegando at\u00e9 a dificultar a decodifica\u00e7\u00e3o imediata do composto e seu significado). Da\u00ed, pois, o h\u00edfen, a mostrar que n\u00e3o se deve pronunciar fazendo a liga\u00e7\u00e3o fon\u00e9tica entre os elementos do composto.<\/p>\n<p><strong>com o sufixo &#8220;gua\u00e7u:\u00a0<\/strong>amor\u00e9-gua\u00e7u<br \/>\n<strong>com o sufixo &#8220;mirim:\u00a0<\/strong>anaj\u00e1-mirim; Cear\u00e1-Mirim; Paran\u00e1-mirim<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0N\u00e3o se usa h\u00edfen em &#8220;leitor mirim&#8221;, por exemplo, porque nem &#8220;leitor&#8221; termina por vogal acentuada graficamente (caso de &#8220;anaj\u00e1-mirim&#8221;) nem h\u00e1 o risco de ocorrer liga\u00e7\u00e3o fon\u00e9tica entre &#8220;leitor&#8221; e &#8220;mirim&#8221; (como em &#8220;capim-a\u00e7u&#8221;), que s\u00e3o as duas restri\u00e7\u00f5es da presente regra.<\/p>\n<p><strong>N\u00c3O SE USA O H\u00cdFEN<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nos casos em que o prefixo termina por vogal e a palavra que se segue come\u00e7a pelas consoantes r ou s, tais consoantes se dobram:<\/strong><\/p>\n<p><strong>vogal + consoante r:<\/strong>\u00a0autorretrato; antirreligioso; Contrarreforma; contrarregra; biorritmo; microrradiografia; radiorrel\u00f3gio; autorradiografia; arquirrival; antirracional; contrarraz\u00e3o; antirracial; alvirrubro; antirrevolucion\u00e1rio; anterrosto; suprarrenal<br \/>\n<strong>vogal + consoante s:<\/strong>\u00a0antissocial; autosservi\u00e7o; minissaia; autossuficiente; antissemita; antiss\u00e9ptico; extrassensorial; pseudossufixo; pseudossigla; multisservi\u00e7o; contrassenso; autossugestion\u00e1vel; entressafra; ultrassonografia<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o se usa o h\u00edfen tamb\u00e9m quando o prefixo ou o falso prefixo do composto terminam por uma vogal e o outro elemento come\u00e7a por vogal diferente ou quando o segundo elemento se inicia com consoante ap\u00f3s uma vogal e, ainda, quando tanto o fim do prefixo quanto o in\u00edcio do radical da palavra s\u00e3o consoantes:<\/strong><\/p>\n<p><strong>vogal + outra vogal:<\/strong>\u00a0antia\u00e9reo; infraestrutura; extraescolar; radioamador; hidroel\u00e9trica; autoinstru\u00e7\u00e3o; intrauterino; neoimpressionista; intraocular; megaestrela;<br \/>\n<strong>vogal + consoante:\u00a0<\/strong>inframencionado; hidromassagem; multivitaminado; cardiopulmonar; antiterrorista<br \/>\n<strong>consoante + consoante:<\/strong>\u00a0intermunicipal; hiperdesconto; supermercado<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o 1:\u00a0<\/strong>Ao que consta, este item (consoante + consoante) est\u00e1 restrito aos prefixos inter-, hiper- e super-.<br \/>\n<strong>Observa\u00e7\u00e3o 2:<\/strong>\u00a0Este caso se encontra na Observa\u00e7\u00e3o 2, com ampla exemplifica\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>Observa\u00e7\u00e3o 3:\u00a0<\/strong>No nome do movimento religioso cat\u00f3lico Contrarreforma, como em outras ocorr\u00eancias em que aparece o &#8220;prefixo&#8221; preposicional &#8220;contra-&#8220;, h\u00e1 que se refletir bastante se, nesses casos, se trata mesmo de termo derivado e n\u00e3o de um composto por justaposi\u00e7\u00e3o. Primeiro, porque a palavra preposi\u00e7\u00e3o &#8220;contra&#8221; se acha na l\u00edngua muitas vezes usada de forma independente, substantivando-se e assumindo a flex\u00e3o de n\u00famero do substantivo (como em &#8220;Os contras da Nicar\u00e1gua&#8221;); segundo, porque assume valor de raiz, tem matiz sem\u00e2ntico, n\u00e3o tendo, pois, o esvaziamento de sentido peculiar a outras preposi\u00e7\u00f5es, como a preposi\u00e7\u00e3o &#8220;a&#8221; ou a &#8220;de&#8221;. Por falta, pois, de melhor reflex\u00e3o sobre esse t\u00f3pico, \u00e9 de pensar se o melhor &#8221; por se poder considerar tal forma\u00e7\u00e3o um caso de composi\u00e7\u00e3o &#8221; n\u00e3o seria grafar &#8220;Contra-Reforma&#8221;, tal como era antes do Acordo Ortogr\u00e1fico, assim como, tamb\u00e9m, &#8220;contra-regra&#8221;, e n\u00e3o &#8220;contrarregra&#8221;, como prev\u00ea o Acordo, que julga tais palavras, as mencionadas aqui, formas derivadas.<\/p>\n<p><strong>\u00daltima observa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0O Acordo exige que, na translinea\u00e7\u00e3o, se deve repetir o h\u00edfen no come\u00e7o da outra linha, por amor \u00e0 clareza, indicando, assim, que o h\u00edfen colocado no fim da linha realmente existe, faz parte de um composto ou de um termo derivado, e n\u00e3o surgiu ocasionalmente por causa de eventual separa\u00e7\u00e3o sil\u00e1bica em fim de linha.<\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Col\u00e9gio S\u00e3o Francisco\/www.trabalhonota10.com\/www.portrasdasletras.com.br\/www.academia.org.br\/ciberduvidas.iscte-iul.pt<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Palavras com\u00a0h\u00edfen\u00a0s\u00e3o duas ou mais palavras unidas por um h\u00edfen (-) para funcionar como um \u00fanico conceito, n\u00famero ou adjetivo. 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