{"id":81167,"date":"2016-08-22T22:16:39","date_gmt":"2016-08-22T22:16:39","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=81167"},"modified":"2026-06-09T15:12:07","modified_gmt":"2026-06-09T17:12:07","slug":"carta-argumentativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/portugues\/carta-argumentativa","title":{"rendered":"Carta Argumentativa"},"content":{"rendered":"<p>Uma\u00a0<b>carta argumentativa\u00a0<\/b>\u00e9 um documento formal elaborado para convencer o leitor a adotar sua posi\u00e7\u00e3o sobre um assunto espec\u00edfico. Ela combina a estrutura clara de uma reda\u00e7\u00e3o argumentativa com a abordagem direta e objetiva da correspond\u00eancia profissional.<\/p>\n<p><b>Caracter\u00edsticas do texto argumentativo\/persuasivo<\/b><\/p>\n<p>Al\u00e9m de uma disserta\u00e7\u00e3o, alguns vestibulares apresentam uma op\u00e7\u00e3o de carta argumentativa. Outros, colocam somente a carta ou tamb\u00e9m uma carta, quando pedem mais de um tipo de texto.<\/p>\n<p>Assim, \u00e9 importante que o vestibulando tamb\u00e9m aprenda sobre a carta e a exercite. O que diferencia a proposta da\u00a0<strong>carta argumentativa<\/strong>\u00a0da proposta de disserta\u00e7\u00e3o \u00e9 o tipo de argumenta\u00e7\u00e3o que caracteriza cada um desses tipos de texto.<\/p>\n<p>O texto dissertativo \u00e9 dirigido a um interlocutor gen\u00e9rico, universal. Por outro lado, a proposta de carta argumentativa pressup\u00f5e um interlocutor espec\u00edfico para quem a argumenta\u00e7\u00e3o dever\u00e1 estar orientada. Essa diferen\u00e7a de interlocutores deve necessariamente levar a uma organiza\u00e7\u00e3o argumentativa diferente, nos dois casos. At\u00e9 porque, na carta argumentativa, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 freq\u00fcentemente a de persuadir um interlocutor espec\u00edfico (convenc\u00ea-lo do ponto de vista defendido por quem escreve a carta ou demov\u00ea-lo do ponto de vista por ele defendido e que o autor da carta considera equivocado).<\/p>\n<p>\u00c9 importante justificar por que se solicita que a argumenta\u00e7\u00e3o seja feita em forma de carta. Acredite, essa \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica feita em seu pr\u00f3prio benef\u00edcio.<\/p>\n<p>O pressuposto \u00e9 o de que, se \u00e9 definido previamente quem \u00e9 seu interlocutor sobre um determinado assunto, voc\u00ea tem melhores condi\u00e7\u00f5es de fundamentar sua argumenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vamos tentar exemplificar, mais ou menos concretamente, algumas situa\u00e7\u00f5es argumentativas diferentes, para que fique claro que tipo de fundamento est\u00e1 por tr\u00e1s desta proposta da Unicamp. Imagine-se um defensor ardoroso da legaliza\u00e7\u00e3o do aborto.<\/p>\n<p><strong>Perceba que sua estrat\u00e9gia argumentativa seria necessariamente diferente se fosse solicitado a:<\/strong><\/p>\n<p>Escrever uma disserta\u00e7\u00e3o sobre o assunto, portanto, escrever para o nosso \u201cleitor universal\u201d;<br \/>\nEscrever ao Papa, para demonstrar a necessidade de a Igreja Cat\u00f3lica, em alguns casos, rever sua postura frente ao aborto;<br \/>\nEscrever a um congressista, procurando persuadi-lo a apresentar um anteprojeto para a legaliza\u00e7\u00e3o do aborto no Brasil;<br \/>\nEscrever ao Roberto Carlos, procurando persuadi-lo a incluir em seu LP de final de ano uma m\u00fasica em favor da descrimina\u00e7\u00e3o do aborto<\/p>\n<p>Voc\u00ea n\u00e3o concorda conosco? N\u00e3o fica mais f\u00e1cil decidir que argumentos utilizar, conhecendo o interlocutor? \u00c9 por isso que \u00e9 t\u00e3o importante que voc\u00ea, durante a elabora\u00e7\u00e3o do seu projeto de texto, procure representar da melhor maneira poss\u00edvel o seu interlocutor, uma vez conhecido.<\/p>\n<p>Embora o foco desta proposta seja um determinado tipo de argumenta\u00e7\u00e3o, o fato de que o contexto criado para este exerc\u00edcio \u00e9 o de uma carta implica tamb\u00e9m algumas expectativas quanto \u00e0 forma do seu texto.<\/p>\n<p>Por exemplo, \u00e9 necess\u00e1rio estabelecer e manter a interlocu\u00e7\u00e3o, usar uma linguagem compat\u00edvel com o interlocutor (por exemplo, n\u00e3o se dirigir ao Papa com um jovial E a\u00ed, Santidade, tudo em cima?, muito menos despedir-se de t\u00e3o beat\u00edfica figura com P\u00f4, cara, tu \u00e9 do mal!).<\/p>\n<p><strong>Mas que fique bem claro:<\/strong>\u00a0no cumprimento da proposta em que \u00e9 exigida uma carta argumentativa, n\u00e3o basta dar ao texto a organiza\u00e7\u00e3o de uma carta, mesmo que a interlocu\u00e7\u00e3o seja natural e coerentemente mantida; \u00e9 necess\u00e1rio argumentar.<\/p>\n<p><b>A estrutura de uma carta argumentativa<\/b><\/p>\n<p>A forma de trat\u00e1-lo vai depender do grau de intimidade existente. A l\u00edngua portuguesa disp\u00f5e dos pronomes de tratamento para estabelecer esse tipo de rela\u00e7\u00e3o entre interlocutores.<\/p>\n<p>O essencial \u00e9 mostrar respeito pelo interlocutor, seja ele quem for. Na falta de um pronome ou express\u00e3o espec\u00edfica para dirigir-se a ele, recorra ao tradicional \u201csenhor\u201d \u201csenhora\u201d ou Vossa Senhoria.<\/p>\n<p>O texto dissertativo \u00e9 dirigido a um interlocutor gen\u00e9rico, universal. A proposta de carta argumentativa pressup\u00f5e um interlocutor espec\u00edfico para quem a argumenta\u00e7\u00e3o dever\u00e1 estar orientada. Essa diferen\u00e7a de interlocutores deve necessariamente levar a uma organiza\u00e7\u00e3o argumentativa diferente, nos dois casos.<\/p>\n<p>At\u00e9 porque, na carta argumentativa, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 freq\u00fcentemente a de persuadir um interlocutor espec\u00edfico (convenc\u00ea-lo do ponto de vista defendido por quem escreve a carta ou demov\u00ea-lo do ponto de vista por ele defendido e que o autor da carta considera equivocado).<\/p>\n<p><strong>Mas que fique bem claro<\/strong>: no cumprimento da proposta em que \u00e9 exigida uma carta argumentativa, n\u00e3o basta dar ao texto a organiza\u00e7\u00e3o de uma carta, mesmo que a interlocu\u00e7\u00e3o seja natural e coerentemente mantida; \u00e9 necess\u00e1rio argumentar.<\/p>\n<p><strong>Exemplo de carta argumentativa<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, 29 de novembro 1992.<br \/>\nPrezado Sr. E.B.M.<\/p>\n<p>Em seu artigo publicado pelo jornal Folha de S\u00e3o Paulo a 1.\u00ba de setembro, deparei com sua opini\u00e3o expressa no Painel do Leitor. Respeitosamente, li-a e percebendo equ\u00edvocos em suas opini\u00f5es quanto \u00e0 veracidade dos motivos que colocaram milhares de jovens na rua, de maneira organizada e c\u00edvica, tento elucidar-lhe os fatos.<\/p>\n<p>Nosso pa\u00eds, o senhor bem sabe, viveu muitos anos sob o regime militar ditatorial. Toda e qualquer manifesta\u00e7\u00e3o que discordasse dos par\u00e2metros ideol\u00f3gicos do governo era simplesmente proibida. Hoje, ao contr\u00e1rio daquela \u00e9poca, as pessoas conquistaram a liberdade de express\u00e3o e o pa\u00eds vive o auge da democracia.<\/p>\n<p>Assim, perante essa liberdade o Brasil evoluiu. Atravessamos um per\u00edodo de crises econ\u00f4micas, mas as pessoas passaram a se interessar de maneira mais acentuada pelo seu cotidiano diante da pr\u00f3pria liberdade existente. Dessa forma, deparamos com uma popula\u00e7\u00e3o ideologicamente mais madura.<\/p>\n<p>Em sua carta enviada \u00e0 Folha de S\u00e3o Paulo, o senhor assegura que a juventude \u00e9 absolutamente imatura e incapaz de perceber a profundidade dos acontecimentos que a envolvem. Asseguro que tal opini\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a mais justa. N\u00f3s j\u00e1 fomos jovens e sabemos perfeitamente que \u00e9 uma \u00e9poca de transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mudamos nossos conceitos, nossos desejos e nossa vis\u00e3o de mundo. Mesmo assim, determinados valores que assumimos como corretos persistem em nossas vidas de forma direta ou n\u00e3o. N\u00e3o sei se o senhor tem filhos, mas eu invejo a concep\u00e7\u00e3o que os meus assumem perante in\u00fameros acontecimentos. S\u00e3o adolescentes, que se interessam pelos fatos pol\u00edticos e se preocupam com o destino da na\u00e7\u00e3o, pois est\u00e3o cientes de que num futuro pr\u00f3ximo ser\u00e3o as lideran\u00e7as do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Outro aspecto relevante em sua carta \u00e9 o de dizer que a juventude, generalizadamente \u00e9 indisciplinada. Tal opini\u00e3o n\u00e3o condiz com a verdade. Nas manifesta\u00e7\u00f5es pr\u00f3 \u201cimpeachment que invadiram o pa\u00eds visando a queda do Presidente Collor, n\u00e3o se viram agress\u00f5es, interven\u00e7\u00f5es policiais ou outras formas de viol\u00eancia. Fica, portanto, claro, que a manifesta\u00e7\u00e3o dos chamados caras-pintadas n\u00e3o \u00e9 vazia. Conscientes de que uma postura pouco organizada n\u00e3o lhes daria credibilidade, os jovens manifestaram-se honrosamente. Com isso, frente ao vergonhoso papel do pr\u00f3prio Presidente da Rep\u00fablica, Fernando Collor de Mello, a juventude demonstrou um grau de maturidade e percep\u00e7\u00e3o maior que o do pr\u00f3prio chefe de estado.<\/p>\n<p>Vemos, com isso, que os jovens visam ao bem do pa\u00eds e o seu processo de conscientiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o se deu de uma hora para outra. Assim, dizer que a juventude \u00e9 motivada pelo esp\u00edrito da \u00e9poca, visando ao hedonismo \u00e9 err\u00f4neo. Nossos jovens, senhor E.B.M., s\u00e3o reflexos da liberdade existente no pa\u00eds e a sua evolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-ideol\u00f3gica. Sem mais, despe\u00e7ome.<\/p>\n<p><strong>K.C.M. de M.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Esta carta est\u00e1 extensa porque era proposta da Unicamp, que cobra textos com extens\u00e3o de at\u00e9 60 linhas.<\/p>\n<p><strong>PROPOSTA DE REDA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>TEMA C<\/strong><\/p>\n<p>Periodicamente, ao longo da hist\u00f3ria, pensadores t\u00eam afirmado que a humanidade chegou a um ponto definitivo (o \u201cfim da hist\u00f3ria\u201d). O artigo abaixo, parcialmente adaptado, que Denis Lerrer Rosenfield publicou no jornal \u201cFolha de S. Pauloe, sobretudo, que tenham armas qu\u00edmicas e biol\u00f3gicas. (\u2026)<\/p>\n<p>Talvez o mundo, no futuro, mostre que o problema da democracia passa pela influ\u00eancia que pa\u00edses, empresas, sindicatos e meios de comunica\u00e7\u00e3o venham a exercer sobre a opini\u00e3o p\u00fablica americana \u2013 que pode, ela sim, mudar os rumos do imp\u00e9rio. N\u00e3o esque\u00e7amos que a Guerra do Vietn\u00e3 terminou devido \u00e0 influ\u00eancia decisiva da opini\u00e3o p\u00fablica americana sobre o centro de decis\u00f5es pol\u00edticas. Os pa\u00edses dever\u00e3o se organizar para atuar sobre a opini\u00e3o p\u00fablica americana.<\/p>\n<p>Se essa descri\u00e7\u00e3o dos fatos \u00e9 verdadeira, nenhuma pol\u00edtica futura poder\u00e1 ser baseada em um confronto direto com os EUA ou em um questionamento dos princ\u00edpios que regem essa na\u00e7\u00e3o. A autonomia, do ponto de vista econ\u00f4mico, social, militar e pol\u00edtico, pertence ao passado. Poderemos ter nostalgia dela, mas seu adeus \u00e9 definitivo. O que n\u00e3o significa, evidentemente, que tenhamos de acatar tudo o que de l\u00e1 vier; \u00e9 imperativo reconhecer, por\u00e9m, que a realidade mudou e que embates radicais est\u00e3o fadados ao fracasso.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca do Imp\u00e9rio Romano, o general C\u00e9sar ou os imperadores subsequentes n\u00e3o estavam preocupados com o que se passava na G\u00e1lia. Seus ex\u00e9rcitos vitoriosos exerciam uma superioridade inconteste. Era mais sensato negociar com eles do que enfrent\u00e1-los. Se uma G\u00e1lia moderna achar que pode deixar de honrar contratos, burlar a democracia, fazer os outros de bobos, mudando seu discurso a cada dia ou cada m\u00eas, sua pol\u00edtica se tornar\u00e1 imediatamente inexequ\u00edvel.<\/p>\n<p>Contudo, se, mesmo assim, esse povo decidir eleger um Asterix, conv\u00e9m lembrar que foi perdida para sempre a f\u00f3rmula da po\u00e7\u00e3o m\u00e1gica e suas \u00faltimas gotas se evaporaram no tempo.<\/p>\n<p>Escreva uma carta, dirigida ao EDITOR do jornal, PARA SER PUBLICADA. Ap\u00f3s identificar a tese central do texto de Rosenfield<\/p>\n<p><strong>a)\u00a0<\/strong>caso concorde com o ponto de vista do autor, apresente outros argumentos e fatos que o reforcem;<strong><br \/>\nb)<\/strong>\u00a0caso discorde do ponto de vista do autor, apresente argumentos e fatos que o contradigam.<\/p>\n<p>Ao assinar a carta, use iniciais apenas, de forma a n\u00e3o se identificar.<\/p>\n<p><strong>Para realizar essa tarefa, al\u00e9m do texto acima, considere tamb\u00e9m os que se seguem:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.<\/strong>\u00a0Ao ver um cordeiro \u00e0 beira do riacho, o lobo quis devor\u00e1 \u2013 lo. Mas precisava de uma boa raz\u00e3o. Apesar de estar na parte superior do rio, acusou-o de sujar a \u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>O cordeiro se defendeu:<\/strong><\/p>\n<p>Como eu iria sujar a \u00e1gua, se ela est\u00e1 vindo da\u00ed de cima, onde tu est\u00e1s?<\/p>\n<p>Sim, mas no ano passado insultaste meu pai, replicou o lobo.<\/p>\n<p>No ano passado, eu nem era nascido\u2026<\/p>\n<p><strong>Mas o lobo n\u00e3o se calou:<\/strong><\/p>\n<p>Podes defender-te quanto quiseres, que n\u00e3o deixarei de te devorar. (Adaptado de Esopo, \u201cF\u00e1bulas\u201d. Porto Alegre, LP&amp;M.).<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong>\u00a0Ent\u00e3o saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, da altura de seis c\u00f4vados e um palmo. (\u2026) Todos os israelitas, vendo aquele homem, fugiam diante dele (\u2026).\u00a0<strong>Davi disse a Saul:<\/strong>\u00a0\u201c\u2026 teu servo ir\u00e1, e pelejar\u00e1 contra ele\u201d. (\u2026) Davi meteu a m\u00e3o no alforje, e tomou dali uma pedra e com a funda lha atirou, e feriu o filisteu na testa, e ele caiu com o rosto em terra. E assim prevaleceu Davi contra Golias, com uma funda e uma pedra. (Adaptado de \u201cI Samuel\u201d, 17, 4-50.)<br \/>\n<strong>3.<\/strong>\u00a0Os homens fazem sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, mas n\u00e3o a fazem como querem; n\u00e3o a fazem sob circunst\u00e2ncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. (Karl Marx, \u201cO 18 Brum\u00e1rio de Lu\u00eds Bonaparte\u201d\u2026 Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1977).<\/p>\n<p><b>Carta Argumentativa \u2013 Como Fazer<\/b><\/p>\n<p><strong>Por acaso voc\u00ea sabe escrever uma carta argumentativa?<\/strong><\/p>\n<p>Caso n\u00e3o saiba, fique tranquilo. \u00c9 algo bem simples e ao final deste texto explicativo voc\u00ea j\u00e1 ir\u00e1 estar apto a escrever uma delas. Antigamente a carta era algo muito mais utilizado. Hoje me dia com o advento da internet e com a possibilidade de nos comunicarmos via email, a carta tem ca\u00eddo um pouco em desuso. Ainda mais com todo o incentivo que tem havido no sentido de economizar papel para protegermos nosso planeta. Apesar disto, diversas empresas continuam fazendo uso da carta.<\/p>\n<p>A carta \u00e9 um documento que se insere dentro dos g\u00eaneros textuais. Ela tem como uma das principais caracter\u00edsticas o seu fator argumentativo. Algumas universidades tem pedido em seus exames vestibulares para os concorrentes elaborarem uma carta argumentativa. Apesar do medo que isto pode causar em um primeiro momento, a carta argumentativa \u00e9 bem mais f\u00e1cil de se escrever do uma disserta\u00e7\u00e3o, por exemplo. Inclusive, voc\u00ea j\u00e1 deve ter escrito uma carta argumentativa algum dia de sua vida sem nem mesmo saber.<\/p>\n<p><strong>Objetivo da carta argumentativa<\/strong><\/p>\n<p>A carta argumentativa deve apresentar um argumento atrav\u00e9s da exposi\u00e7\u00e3o de ideias. Ou seja, a pessoa que est\u00e1 escrevendo a carta precisa convencer algu\u00e9m de algo ou, ao menos, argumentar de forma favor\u00e1vel este algo a algu\u00e9m. Logo, a linguagem utilizada na carta deve ser bastante objetiva, clara e tamb\u00e9m coesa.<\/p>\n<p>O grau de formalidade da carta argumentativa vai variar de acordo com a situa\u00e7\u00e3o. Caso esta esteja sendo enviada ao presidente do Brasil ser\u00e1 necess\u00e1rio bastante formalidade. Caso esteja sendo enviada ao diretor de um col\u00e9gio, por exemplo, pode ser um pouco menos formal. Quem decidir\u00e1 o grau ser\u00e1 voc\u00ea, de acordo com a intimidade que voc\u00ea possui com a pessoa que vai receber a carta. Entendeu?<\/p>\n<p>O esqueleto de uma carta argumentativa pode seguir mais ou menos a linha a seguir. Primeiro data e local de onde a carta est\u00e1 sendo enviada. Depois \u00e9 necess\u00e1rio que se identifique a pessoa que vai receber a carta. Neste caso voc\u00ea pode utilizar diversos vocativos diferentes que v\u00e3o variar de acordo com o grau de intimidade entre voc\u00ea e o destinat\u00e1rio. Ap\u00f3s isto desenvolva o corpo do texto, ou seja, exponha o assunto e d\u00ea seus argumentos. Por fim, escreva uma despedida. Esta tamb\u00e9m varia de acordo com a intimidade. N\u00e3o se esque\u00e7a de assinar sua carta. Espero que voc\u00ea tenha aprendido um pouco sobre a carta argumentativa.<\/p>\n<p><b>Carta Argumentativa \u2013 G\u00eanero<\/b><\/p>\n<p>Entre os g\u00eaneros que permitem que o cidad\u00e3o se manifeste em rela\u00e7\u00e3o aos problemas sociais est\u00e1 a carta argumentativa (carta argumentativa de reclama\u00e7\u00e3o e acarta argumentativa de solicita\u00e7\u00e3o). Ela, ao lado da carta aberta, do abaixo-assinado, do manifesto, entre outros, possui como caracter\u00edstica fundamental a persuas\u00e3o, dada a inten\u00e7\u00e3o de o emissor convencer o interlocutor (normalmente uma pessoa respons\u00e1vel ou uma autoridade) a tomar uma atitude no sentido de solucionar um determinado problema.<\/p>\n<p>Entre os muitos aspectos atribu\u00eddos \u00e0 carta argumentativa, podemos citar o fato de ela estar sempre presente entre as modalidades requisitadas em concursos p\u00fablicos e vestibulares. Assim, partindo desse princ\u00edpio, torna-se imprescind\u00edvel estabelecermos familiaridade com as caracter\u00edsticas que a norteiam, finalidade espec\u00edfica do artigo em quest\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Dessa forma, comecemos por algumas delas:<\/strong><\/p>\n<p>Em se tratando da linguagem nela empregada, normalmente se utiliza o padr\u00e3o formal, no qual o grau de intimidade entre os interlocutores pode variar, dependendo da rela\u00e7\u00e3o que se estabelece entre ambos. No entanto, a clareza, a precis\u00e3o e a objetividade devem ser elementos indispens\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Dado o car\u00e1ter argumentativo da modalidade em quest\u00e3o, pode-se dizer que se assemelha aos demais textos dotados de tal aspecto, mas com uma diferen\u00e7a b\u00e1sica<\/strong>: a interlocu\u00e7\u00e3o, haja vista que essa se d\u00e1 de forma expl\u00edcita, ou seja, algu\u00e9m espec\u00edfico e com poderes de solucionar o problema levantado.<\/p>\n<p><strong>Vejamos, pois, acerca dos aspectos estruturais:<\/strong><\/p>\n<p>Local e data;<br \/>\nIdentifica\u00e7\u00e3o do destinat\u00e1rio;<br \/>\nVocativo (lembrando que se faz necess\u00e1rio o uso adequado do pronome de tratamento, tendo em vista o cargo ocupado pela pessoa em refer\u00eancia);<br \/>\nCorpo do texto &#8211; nesta parte se torna evidente a necessidade de apresentar o objeto de reclama\u00e7\u00e3o ou de solicita\u00e7\u00e3o, somado a argumentos que efetivamente o justifiquem;<br \/>\nExpress\u00e3o de despedida;<br \/>\nAssinatura;<br \/>\nNome do remetente.<\/p>\n<p><b>Carta Argumentativa \u2013 Texto<\/b><\/p>\n<p>Situando-nos diante do contexto que hoje rege de modo contundente as rela\u00e7\u00f5es sociais, determinados meios de comunica\u00e7\u00e3o parecem n\u00e3o se adequar mais aos ditames vigentes.<\/p>\n<p>Mediante tal afirmativa, remetemo-nos ao assunto ora em discuss\u00e3o, ou seja, a carta. Durante muito tempo esse instrumento vigorou como sendo a principal, sen\u00e3o a \u00fanica, alternativa da qual as pessoas dispunham para manterem contato entre si.<\/p>\n<p>Mas como sabemos, a evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 algo essencial \u00e0 nossa viv\u00eancia e, como tal, ela se faz presente a cada dia que passa, permeando os mais diversos setores da esfera social. E para sermos um tanto quanto precisos, ressaltamos o caso dos recursos tecnol\u00f3gicos. Estes, por excel\u00eancia, est\u00e3o gradativamente se entremeando no cotidiano das pessoas e, de certa forma, influenciando-as no que diz respeito ao comportamento adotado.<\/p>\n<p>Diante disso, retomamos sobre a recorr\u00eancia da carta, pois torna-se not\u00f3rio que a mesma cedeu lugar \u00e0s in\u00fameras formas de comunica\u00e7\u00e3o que atualmente norteiam a conviv\u00eancia humana, como \u00e9 o caso do E-Mail, Orkut, MSN, entre tantos outros. Tamanha diversidade surgiu no intuito de dinamizar e ampliar o contato entre os seres e seus semelhantes.<\/p>\n<p>Mediante essa ocorr\u00eancia, ser\u00e1 que devemos abolir a exist\u00eancia e, sobretudo, a utilidade inerente \u00e0 carta? De forma alguma, mesmo em meio a tanta tecnologia, tal recurso comunicativo ainda prevalece, at\u00e9 porque nem todas as pessoas tiveram a oportunidade de compartilhar deste crescente desenvolvimento. N\u00e3o somente por este motivo, mas tamb\u00e9m em virtude de a carta, na qualidade de g\u00eanero textual, compor um dos conte\u00fados requisitados pela maioria dos concursos p\u00fablicos e vestibulares.<\/p>\n<p>Em decorr\u00eancia disso, e principalmente por nos referirmos sobre algo pertencente \u00e0 linguagem escrita &#8211; uma vez que esta constitui-se de elementos espec\u00edficos, \u00e9 que devemos nos conscientizar da import\u00e2ncia de estarmos aptos a comp\u00f4-la de maneira correta.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>carta argumentativa<\/strong>\u00a0\u00e9 um texto que, como a pr\u00f3pria nomenclatura revela, pauta-se por persuadir o interlocutor por meio dos argumentos por ela atribu\u00eddos.<\/p>\n<p>A intencionalidade discursiva \u00e9 retratada por uma reclama\u00e7\u00e3o e\/ou solicita\u00e7\u00e3o por parte do emissor no sentido de convencer o destinat\u00e1rio de forma espec\u00edfica (geralmente na pessoa de uma autoridade ou algu\u00e9m com poder de decis\u00e3o) a fim de que o mesmo possa atender \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o ora realizada.<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 linguagem, esta poder\u00e1 ou n\u00e3o ser totalmente objetiva, mas certamente dever\u00e1 ser clara e coesa.<\/p>\n<p><strong>Carta Argumentativa \u2013 Dicas<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente, alguns vestibulares optam por trazer como prova de reda\u00e7\u00e3o a elabora\u00e7\u00e3o de uma carta argumentativa. Ent\u00e3o o estudante dever\u00e1 elaborar uma carta que tenha &#8220;tese&#8221; (o assunto propriamente dito), argumenta\u00e7\u00e3o (o conjunto de ideias ou fatos que constituem os argumentos que levam ao convencimento ou \u00e0 conclus\u00e3o de algo) e conclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Separamos algumas dicas para que entenda de uma vez por todas a estrutura b\u00e1sica de uma\u00a0<strong>Carta Argumentativa<\/strong>\u00a0e tamb\u00e9m um exemplo.<\/p>\n<p><strong>Estrutura b\u00e1sica de uma Carta Argumentativa:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Cabe\u00e7alho:\u00a0<\/strong>Na margem do par\u00e1grafo, colocam-se a cidade e a data;<br \/>\n<strong>Vocativo:\u00a0<\/strong>Tamb\u00e9m na margem do par\u00e1grafo, define-se o grau de formalidade entre locutor e interlocutor do texto. H\u00e1 a sauda\u00e7\u00e3o e o tratamento dispensados ao interlocutor (Prezado Senhor\u2026, Caro Presidente\u2026, Ilmo. Senhor\u2026 etc.). Usa-se a v\u00edrgula, normalmente.<\/p>\n<p><strong>Corpo do Texto<\/strong><\/p>\n<p>Inicia-se na margem de par\u00e1grafo.<\/p>\n<p><strong>Diferentemente do modo a que o aluno est\u00e1 acostumado, no corpo da carta dissertativa h\u00e1 o espa\u00e7o da argumenta\u00e7\u00e3o:<\/strong> n\u00e3o basta a estrutura, \u00e9 preciso defender a tese, atender \u00e0 proposta, selecionando os argumentos, sem esquecer que h\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o de interlocu\u00e7\u00e3o (nesse caso, h\u00e1 a necessidade do uso da 3\u00aa pessoa sempre, seja no modo verbal &#8211; &#8220;imagine&#8221;, &#8220;veja&#8221;, &#8220;repare&#8221; &#8211; seja na invoca\u00e7\u00e3o, com os pronomes de tratamento &#8211; mantendo o respeito a quem se dirige).<\/p>\n<p>\u00c9 preciso tamb\u00e9m que seja usada a 1\u00aa pessoa. Lembre-se de que o n\u00famero de linhas exigido pela banca deve ser respeitado no Corpo e n\u00e3o na estrutura toda.<\/p>\n<p><strong>Despedida:\u00a0<\/strong>Na margem de par\u00e1grafo, na linha abaixo da que termina o corpo da carta. Mant\u00e9m-se o padr\u00e3o de linguagem definido. O mais comum \u00e9 usar a express\u00e3o &#8220;atenciosamente&#8221;, mas \u00e9 poss\u00edvel escrever uma despedida criativa.<\/p>\n<p><strong>Assinatura:\u00a0<\/strong>Usa-se a margem de par\u00e1grafo, abaixo da despedida. O candidato n\u00e3o pode assinar o nome na reda\u00e7\u00e3o do vestibular, mas h\u00e1 sempre uma indica\u00e7\u00e3o da banca sobre como fechar a carta. H\u00e1 as op\u00e7\u00f5es de usar somente as iniciais do nome do aluno (M.N., por exemplo) ou usar a express\u00e3o &#8220;Um estudante&#8221;, &#8220;Uma estudante&#8221;. \u00c9 importante prestar aten\u00e7\u00e3o ao que a proposta vai solicitar a voc\u00ea.<\/p>\n<p><strong>Exemplo de carta argumentativa:<\/strong><\/p>\n<p>(Nome da cidade e data)<\/p>\n<p>(O vocativo, ou seja, a pessoa a quem \u00e9 endere\u00e7ada a carta)<\/p>\n<p>PREZADOS SENHORES,<\/p>\n<p>Uns amigos me falaram que os senhores est\u00e3o para destruir 45 mil pares de t\u00eanis falsificados com a marca Nike e que, para esse fim, uma m\u00e1quina especial j\u00e1 teria at\u00e9 sido adquirida. A raz\u00e3o desta cartinha \u00e9 um pedido. Um pedido muito urgente.<\/p>\n<p>Antes de qualquer coisa, devo dizer aos senhores que nada tenho contra a destrui\u00e7\u00e3o de t\u00eanis, ou de bonecas Barbie, ou de qualquer coisa que tenha sido pirateada. Afinal, a marca \u00e9 dos senhores, e quem usa essa marca indevidamente sabe que est\u00e1 correndo um risco. Destruam, portanto. Com a m\u00e1quina, sem a m\u00e1quina, destruam. Destruir \u00e9 um direito dos senhores.<\/p>\n<p>Mas, por favor, reservem um par, um \u00fanico par desses t\u00eanis que ser\u00e3o destru\u00eddos para este que vos escreve.<\/p>\n<p><strong>Este pedido \u00e9 motivado por duas raz\u00f5es:<\/strong>\u00a0em primeiro lugar, sou um grande admirador da marca Nike, mesmo falsificada. Ali\u00e1s, estive olhando os t\u00eanis pirateados e devo confessar que n\u00e3o vi grande diferen\u00e7a deles para os verdadeiros.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, e isto \u00e9 o mais importante, sou pobre, pobre e ignorante. Quem est\u00e1 escrevendo esta carta para mim \u00e9 um vizinho, homem bondoso. Ele vai inclusive coloc\u00e1-la no correio, porque eu n\u00e3o tenho dinheiro para o selo.<\/p>\n<p><strong>Nem dinheiro para selo, nem para qualquer outra coisa:<\/strong>\u00a0sou pobre como um rato. Mas a pobreza n\u00e3o impede de sonhar, e eu sempre sonhei com um t\u00eanis Nike. Os senhores n\u00e3o t\u00eam ideia de como isso ser\u00e1 importante para mim. Meus amigos, por exemplo, v\u00e3o me olhar de outra maneira se eu aparecer de Nike.<\/p>\n<p><strong>Eu direi, naturalmente, que foi presente (n\u00e3o quero que pensem que andei roubando), mas sei que a admira\u00e7\u00e3o deles n\u00e3o diminuir\u00e1:<\/strong>\u00a0afinal, quem pode receber um Nike de presente pode receber muitas outras coisas. Ver\u00e3o que n\u00e3o sou o coitado que pare\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Uma \u00faltima pondera\u00e7\u00e3o<\/strong>: a mim n\u00e3o importa que o t\u00eanis seja falsificado, que ele leve a marca Nike sem ser Nike. Porque, vejam, tudo em minha vida \u00e9 assim.<\/p>\n<p>Moro num barraco que n\u00e3o pode ser chamado de casa, mas, para todos os efeitos, chamo-o de casa.<\/p>\n<p>Uso a camiseta de uma universidade americana, com dizeres em ingl\u00eas, que n\u00e3o entendo, mas nunca estive nem sequer perto da universidade &#8211; \u00e9 uma camiseta que encontrei no lixo. E assim por diante.<\/p>\n<p>Mandem-me, por favor, um t\u00eanis. Pode ser tamanho grande, embora eu tenha p\u00e9 pequeno. N\u00e3o me desagradaria nada fingir que tenho p\u00e9 grande. D\u00e1 \u00e0 pessoa certa import\u00e2ncia. E depois, quanto maior o t\u00eanis, mais vis\u00edvel ele \u00e9. E, como diz o meu vizinho aqui, visibilidade \u00e9 tudo na vida.<\/p>\n<p>Atenciosamente &#8211; (despedida formal)<\/p>\n<p>(O nome do emissor, isto \u00e9, a pessoa que enviou a carta argumentativa)<\/p>\n<p><strong>Carta Argumentativa \u2013 Caracter\u00edstica<\/strong><\/p>\n<p>Estudos anteriores permitiram que conhec\u00eassemos as caracter\u00edsticas referentes \u00e0 carta, que tamb\u00e9m representa um g\u00eanero textual.<\/p>\n<p>Existem diferentes tipos de carta, ou seja, h\u00e1 aquela na qual nos comunicamos com amigos ou familiares a fim de contar-lhes as novidades, como tamb\u00e9m a que escrevemos para um determinado jornal ou revista, elogiando ou fazendo uma cr\u00edtica de forma positiva sobre uma reportagem qualquer, e tamb\u00e9m a que vamos aprender agora, cujo objetivo \u00e9 expor um problema espec\u00edfico e lev\u00e1-lo ao conhecimento de algu\u00e9m que tenha condi\u00e7\u00f5es e autoridade suficientes para solucion\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Estamos falando da chamada\u00a0<strong>carta argumentativa\u00a0<\/strong>que, por pertencer \u00e0 linguagem escrita, comp\u00f5e-se de algumas regras espec\u00edficas. Uma de suas principais caracter\u00edsticas \u00e9 a argumenta\u00e7\u00e3o, mas afinal, o que vem a ser isso?<\/p>\n<p>Quando estamos argumentando, automaticamente tentamos convencer o interlocutor (a pessoa que nos ouve ou que compartilha com aquilo que escrevemos) da nossa opini\u00e3o, de modo a fazer com que ele concorde conosco.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda outro detalhe muito importante a dizer- o fato de que esta modalidade (a carta) \u00e9 bastante exigida nos concursos que fazemos, como tamb\u00e9m quando realizamos as provas relacionadas ao vestibular, Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio, entre outros.<\/p>\n<p><strong>Diante disso, voc\u00ea percebeu o porqu\u00ea da diferen\u00e7a entre as demais, n\u00e3o \u00e9 verdade?<\/strong><\/p>\n<p>Mas para que possamos conhec\u00ea-la melhor, observaremos, a seguir, um exemplo. Imagine que perto de sua casa h\u00e1 um cruzamento sem sinaliza\u00e7\u00e3o e que voc\u00ea esteja querendo solicitar um sem\u00e1foro, na tentativa de evitar que acidentes ocorram. Para isto, dever\u00e1 escrever uma carta endere\u00e7ada ao prefeito de sua cidade de modo a formalizar o pedido. Ent\u00e3o, vamos l\u00e1!<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Col\u00e9gio S\u00e3o Francisco\/www.craprevestibular.com.br\/oqueeh.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma\u00a0carta argumentativa\u00a0\u00e9 um documento formal elaborado para convencer o leitor a adotar sua posi\u00e7\u00e3o sobre um assunto espec\u00edfico. Ela combina a estrutura clara de uma reda\u00e7\u00e3o argumentativa com a abordagem direta e objetiva da correspond\u00eancia profissional. Caracter\u00edsticas do texto argumentativo\/persuasivo Al\u00e9m de uma disserta\u00e7\u00e3o, alguns vestibulares apresentam uma op\u00e7\u00e3o de carta argumentativa. 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