{"id":81069,"date":"2016-08-22T21:37:58","date_gmt":"2016-08-22T21:37:58","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=81069"},"modified":"2026-06-11T16:05:22","modified_gmt":"2026-06-11T18:05:22","slug":"morfologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/portugues\/morfologia","title":{"rendered":"Morfologia"},"content":{"rendered":"<p><b>Morfologia \u2013 O que \u00e9<\/b><\/p>\n<p>No sentido exato seria o estudo da forma.<\/p>\n<p>Em portugu\u00eas por exemplo, a parte de morfologia estuda a estrutura das palavras.<\/p>\n<p><strong>Morfologia<\/strong>\u00a0significa, com base nos seus elementos de origem, o &#8220;estudo da forma&#8221;. Mas o que tal defini\u00e7\u00e3o nos diz acerca de o que vem a ser morfologia? N\u00e3o muito, como veremos.<\/p>\n<p>Primeiramente, o termo\u00a0<strong>forma<\/strong>\u00a0pode ser tomado, num sentido amplo, como sin\u00f4nimo de plano da express\u00e3o, em oposi\u00e7\u00e3o a plano do conte\u00fado.<\/p>\n<p><strong>Nesse caso, a forma compreende dois n\u00edveis de realiza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>os sons, destitu\u00eddos de significado, mas que se combinam e formam unidades com significado; e as palavras, as quais por sua vez, t\u00eam regras pr\u00f3prias de combina\u00e7\u00e3o para a composi\u00e7\u00e3o de unidades maiores.<\/p>\n<p>Mas a palavra n\u00e3o precisa ser interpretada, necessariamente, como a unidade fundamental para representar a correla\u00e7\u00e3o entre o plano da express\u00e3o e o do conte\u00fado. Podemos atribuir esse papel ao morfema. Temos aqui, por conseguinte, duas unidades distintas como poss\u00edveis centros de interesse de nossos estudos de morfologia.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a no tocante \u00e0 unidade em que centra o estudo morfol\u00f3gico &#8211; o morfema ou a palavra &#8211; redunda de maneiras tamb\u00e9m diferentes de focalizar a morfologia. De modo muito geral, e correndo o risco de uma simplifica\u00e7\u00e3o exagerada, podemos dizer que a no\u00e7\u00e3o de morfema est\u00e1 relacionada com o estudo das t\u00e9cnicas de segmenta\u00e7\u00e3o de palavras em suas unidades constitutivas m\u00ednimas, ao passo que os estudos que privilegiam a no\u00e7\u00e3o de palavra preocupam-se com o &#8220;modo pelo qual estrutura das palavras reflete suas rela\u00e7\u00e3o com outras palavras em constru\u00e7\u00f5es maiores, como a sentena, e com o vocabul\u00e1rio total da l\u00edngua&#8221; (Anderson, 1992: 7; 1988: 146).<\/p>\n<p>Um segundo problema com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 defini\u00e7\u00e3o tomada do \u00e9timo, e mesmo com rela\u00e7\u00e3o a defini\u00e7\u00f5es que possamos extrair de dicion\u00e1rios, \u00e9 serem elas vagas. Ao definirmos morfologia como o ramo da gram\u00e1tica que estuda a estrutura das palavras, por exemplo, n\u00e3o fazemos refer\u00eancia ao tipo de interesse que temos nos dados, tampouco ao tipo de dados que nos interessam.<\/p>\n<p><strong>Morfologia \u00e9 um termo que n\u00e3o tem a mesma realidade de uma pedra ou de uma \u00e1rvore:<\/strong>\u00a0pressup\u00f5e determinado modo de se conceber o que sejam linguagem e l\u00edngua, e somente como parte desse quadro mais amplo &#8211; isto \u00e9, de uma teoria &#8211; \u00e9 que podemos compreender que tipo de estudo est\u00e1 sendo levado em conta. At\u00e9 mesmo se precisamos de ter na gram\u00e1tica algo que chamemos morfologia.<\/p>\n<p>Um indiv\u00edduo que sabe sua l\u00edngua \u00e9 aquele que alcan\u00e7ou o est\u00e1gio (relativamente) est\u00e1vel da faculdade da linguagem. Esse est\u00e1gio est\u00e1vel \u00e9 tamb\u00e9m chamado<strong>\u00a0conhecimento lingu\u00edstico<\/strong>. Ao se focalizar uma l\u00edngua como conhecimento lingu\u00edstico, passa-se tamb\u00e9m a conceb\u00ea-la como um fen\u00f4meno individual e n\u00e3o social.<\/p>\n<p>A compet\u00eancia gramatical, ou conhecimento da gram\u00e1tica, ou sistema computacional, ou l\u00edngua-I \u00e9 exclusivamente humano. \u00c9 ele que permite ao indiv\u00edduo criar e compreender um n\u00famero infinito de frases de sua l\u00edngua.<\/p>\n<p><strong>Uma parte do conhecimento que temos acerca das palavras de nossa l\u00edngua est\u00e1 representada sob o r\u00f3tulo morfologia<\/strong>: \u00e9 o que pode ser captado como generaliza\u00e7\u00f5es acerca da estrutura das palavras. O que \u00e9 imprevis\u00edvel ser\u00e1 tratado sob o r\u00f3tulo\u00a0<em>l\u00e9xico<\/em>.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Morfologia<\/strong>\u00a0\u00e9 o ponto de maior controv\u00e9rsia no estudo de linguagem natural. Especialistas se debatem tomando posi\u00e7\u00f5es que v\u00e3o desde aquelas que consideram a Morfologia como o principal componente do estudo gramatical, at\u00e9 aquelas que desconsideram totalmente o n\u00edvel morfol\u00f3gico na constru\u00e7\u00e3o de uma teoria da gram\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Frequentemente definida como o componente da Gram\u00e1tica que trata da estrutura interna das palavras, nos conduz \u00e0 interroga\u00e7\u00e3o<\/strong>: o que \u00e9 uma palavra?.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia de palavras \u00e9 assumida como uma realidade pela maioria de n\u00f3s, ling\u00fcistas ou n\u00e3o. No entanto, n\u00e3o \u00e9 simples definir o que \u00e9 uma palavra. Na lingu\u00edstica, como em qualquer ci\u00eancia, um dos problemas b\u00e1sicos \u00e9 identificar crit\u00e9rios para definirmos as unidades b\u00e1sicas de estudo.<\/p>\n<p>Palavra \u00e9 a unidade m\u00ednima que pode ocorrer livremente. Uma vez assumida essa defini\u00e7\u00e3o de palavra, podemos distinguir v\u00e1rios elementos que carregam exatamente o mesmo significado, mas que n\u00e3o t\u00eam o mesmo status gramatical. Assim, um pronome cl\u00edtico, como lhe, embora possa carregar o mesmo significado que um pronome, n\u00e3o pode ser caracterizado como uma palavra, uma vez que n\u00e3o atinge os crit\u00e9rios sint\u00e1ticos anteriormente definidos. Por exemplo, o pronome cl\u00edtico o &#8220;terceira pessoa singular masculino&#8221; (Maria o viu na feira) n\u00e3o pode ocorrer como resposta a uma pergunta e n\u00e3o pode servir como sujeito de uma senten\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9, portanto, uma palavra. Mas o pronome ele, embora carregue o mesmo significado, isto \u00e9, &#8220;terceira pessoa singular masculino&#8221;, qualifica-se como uma palavra, pois pode ocorrer isoladamente e em v\u00e1rias posi\u00e7\u00f5es sint\u00e1ticas. No portugu\u00eas brasileiro vern\u00e1culo, ele ocorre em qualquer posi\u00e7\u00e3o argumental (Ele me viu, Eu vi ele, Jos\u00e9 deu um livro para ele).<\/p>\n<p>Uma vez definido o que \u00e9 uma palavra, temos definida a unidade m\u00e1xima da morfologia.<\/p>\n<p><b>O que seria a unidade m\u00ednima deste componente da Gram\u00e1tica?<\/b><\/p>\n<p>As unidades m\u00ednimas da Morfologia s\u00e3o os elementos que comp\u00f5em uma palavra. A Morfologia tem seus pr\u00f3prios elementos m\u00ednimos. O conhecimento desses elementos \u00e9 o que nos permite entender o significado de palavras que nunca ouvimos antes.<\/p>\n<p><strong>Ao nos depararmos com uma palavra como nacionaliza\u00e7\u00e3o, mesmo sem nunca termos ouvido esta palavra, podemos descobrir o que ela significa se soubermos o significado de na\u00e7\u00e3o, &#8220;p\u00e1tria&#8221;, e o significado dos elementos que derivam novas palavras em portugu\u00eas<\/strong>: al, &#8220;elemento que transforma um substantivo em adjetivo&#8221;, izar, &#8220;elemento que transforma um adjetivo em verbo&#8221; e \u00e7\u00e3o, &#8220;elemento que transforma verbo em substantivo&#8221;.<\/p>\n<p>Assim, ao adicionarmos na\u00e7\u00e3o e al, criamos o adjetivo nacional e, ao adicionarmos izar, temos o verbo nacionalizar. Finalmente, ao somarmos \u00e7\u00e3o com nacionalizar, formamos o nome (ou substantivo, segundo a terminologia da gram\u00e1tica tradicional) nacionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A palavra nacionaliza\u00e7\u00e3o significa ato de nacionalizar. Seu significado \u00e9 derivado do significado das partes que comp\u00f5em esta palavra. Os elementos que carregam significado dentro de uma palavra s\u00e3o rotulados de morfemas e s\u00e3o estes a unidade m\u00ednima da morfologia. Apesar de muitas pessoas afirmarem que a palavra \u00e9 a unidade m\u00ednima que carrega significado, o morfema que o \u00e9.<\/p>\n<p>Para o estruturalismo, uma das preocupa\u00e7\u00f5es da Lingu\u00edstica \u00e9 tentar explicar como reconhecemos palavras que nunca ouvimos antes e como podemos criar palavras que nunca foram proferidas antes. A resposta \u00e9 que nosso conhecimento dos morfemas da l\u00edngua \u00e9 o que nos d\u00e1 esta capacidade. Assim, o problema central da Lingu\u00edstica para o quadro te\u00f3rico estruturalista \u00e9 identificar os morfemas que comp\u00f5em cada l\u00edngua falada no mundo; a Morfologia, portanto, \u00e9 de crucial import\u00e2ncia para o estruturalismo.<\/p>\n<p>A palavra havia sido o fundamento da gram\u00e1tica tradicional. Mas como definir essa unidade? Despojada da representa\u00e7\u00e3o escrita &#8211; vista como &#8220;meramente um dispositivo externo&#8221; (Bloomfield, 1933:294) que reproduziria imperfeitamente a fala de uma comunidade (id.: 293), a delimita\u00e7\u00e3o da palavra tornava-se dif\u00edcil.<\/p>\n<p>N\u00e3o coincidia, na maioria das vezes, com um elemento m\u00ednimo de som e significado, e sua caracter\u00edstica distintiva passava a ser a possibilidade de ser enunciada em isolado. Nada de muito interessante.<\/p>\n<p>Os problemas com a no\u00e7\u00e3o de palavra apontada pelos estruturalistas decorriam, em grande parte, de a definirem como uma\u00a0<strong>forma<\/strong>, i.e., como &#8220;um tra\u00e7o vocal recorrente que tem significado&#8221; (Bloomfield, 1926: 27). Isto implicava haver a necessidade da utiliza\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios fonol\u00f3gicos indissociados de crit\u00e9rios gramaticais para a sua depreens\u00e3o. Fonologicamente uma sequ\u00eancia como deixei-me, por exemplo, \u00e9 uma palavra, uma vez que me equivale a uma s\u00edlaba \u00e1tona em rela\u00e7\u00e3o ao verbo e n\u00e3o pode, sozinho, funcionar como enunciado.<\/p>\n<p><strong>Gramaticalmente, por\u00e9m, deixe-me equivale a duas palavras<\/strong>: me \u00e9 um pronome em fun\u00e7\u00e3o de objeto e pode ser mudado de posi\u00e7\u00e3o para antes do verbo, o que n\u00e3o acontece com simples s\u00edlabas.<\/p>\n<p>Para evitar que enunciados diferentes pudessem ser segmentados de maneiras diversas e que no\u00e7\u00f5es oriundas dos estudos tradicionais fossem associadas \u00e0 an\u00e1lise gram\u00e1tica, a lingu\u00edstica do s\u00e9culo XX retirou da no\u00e7\u00e3o de palavra, em favor da no\u00e7\u00e3o de morfema, a \u00eanfase que tinha nos s\u00e9culos anteriores. O morfema tornou-se a unidade b\u00e1sica da gram\u00e1tica e, por conseguinte, da morfologia &#8211; agora transformada em\u00a0<strong>morfologia baseada em morfemas<\/strong>. Desse modo, a morfologia da maior parte do s\u00e9culo XX passou a ser a an\u00e1lise sintagm\u00e1tica dos voc\u00e1bulos.<\/p>\n<p>Tal mudan\u00e7a correspondeu \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de um modelo de an\u00e1lise gramatical diferente daquele herdado da tradi\u00e7\u00e3o greco-latina. O estruturalismo norte-americano estabeleceu um m\u00e9todo para identificar que partes espec\u00edficas do material fonol\u00f3gico de uma forma complexa expressavam as diferentes partes de um significado tamb\u00e9m complexo. As unidades som e significado assim depreendidas eram os\u00a0<strong>elementos m\u00ednimos<\/strong>\u00a0ou\u00a0<strong>itens<\/strong>\u00a0da an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Cada morfema \u00e9 um \u00e1tomo de som e significado, isto \u00e9, um signo m\u00ednimo. Segundo tal perspectiva, a morfologia \u00e9 o estudo desses \u00e1tomos (a alomorfia) e das combina\u00e7\u00f5es em que podem ocorrer (a morfot\u00e1tica) &#8211; i.e., a <strong>morfologia<\/strong>\u00a0\u00e9 o estudo dos morfemas e de seus arranjos.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Morfologia e<\/strong>studa tamb\u00e9m as classes gramaticais sem se preocupar com o sentido das palavras quando inseridas no contexto da frase (sintaxe).<\/p>\n<p>Mas como \u00e9 estudo da forma, pode ser realizada em tudo que se refira a esta atividade (n\u00e3o s\u00f3 em portugu\u00eas) em todas as \u00e1reas do conhecimento, como estudo da forma de minerais, etc\u2026<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Morfologia<\/strong>\u00a0\u00e9 o estudo da palavra dentro da nossa l\u00edngua.<\/p>\n<p>Numa linguagem bem simples pode-se dizer que a\u00a0<strong>Morfologia<\/strong>\u00a0tem por objeto ou objetivo de estudo, as palavras dentro da nossa L\u00edngua, as quais s\u00e3o agrupadas em classes gramaticais ou classes de palavras.<\/p>\n<p><strong>Elas s\u00e3o agrupadas em dez classes, denominadas classe de palavras ou classes gramaticais:<\/strong><\/p>\n<p>Substantivo<br \/>\nArtigo<br \/>\nAdjetivo<br \/>\nNumeral<br \/>\nPronome<br \/>\nVerbo<br \/>\nAdv\u00e9rbio<br \/>\nPreposi\u00e7\u00e3o<br \/>\nConjun\u00e7\u00e3o<br \/>\nInterjei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A palavra morfologia vem do grego Morph\u00ea = figura + logias = estudo), que trata das palavras:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)\u00a0<\/strong>quanto \u00e0 sua estrutura e forma\u00e7\u00e3o;<strong><br \/>\nb)<\/strong>\u00a0Quanto \u00e0s suas flex\u00f5es;<strong><br \/>\nc)<\/strong>\u00a0Quanto \u00e0 sua classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Os elementos da morfologia<\/b><\/p>\n<p>O\u00a0<b>radical<\/b>\u00a0\u00e9 a forma m\u00ednima que indica o sentido b\u00e1sico de uma palavra. Alguns voc\u00e1bulos s\u00e3o constitu\u00eddos apenas por radical (l\u00e1pis, mar, hoje).<\/p>\n<p><strong>Os radicais permitem a forma\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias de palavras:\u00a0<\/strong><b>menin<\/b>-o,\u00a0<b>menin<\/b>-a;\u00a0<b>menin<\/b>-ada,\u00a0<b>menin<\/b>-inho,\u00a0<b>menin<\/b>-ona.<\/p>\n<p><strong>A vogal tem\u00e1tica \u00e9 a vogal que, em alguns casos, une-se ao radical, preparando-o para receber as desin\u00eancias<\/strong>: com-<b>e<\/b>-r.<\/p>\n<p>O\u00a0<b>tema<\/b>\u00a0\u00e9 o acr\u00e9scimo da vogal tem\u00e1tica ao radical, pois na l\u00edngua portuguesa \u00e9 imposs\u00edvel a liga\u00e7\u00e3o do radical\u00a0<b>com<\/b>, com a desin\u00eancia\u00a0<b>r<\/b>, por isso \u00e9 necess\u00e1rio o uso do tema\u00a0<b>e<\/b>.<\/p>\n<p>As\u00a0<strong>desin\u00eancias<\/strong>\u00a0est\u00e3o apoiadas ao radical para marcar as flex\u00f5es gramaticais.<\/p>\n<p><strong>Podem ser nominais ou verbais<\/strong>:<\/p>\n<p>As nominais indicam flex\u00f5es de g\u00eanero e n\u00famero dos nomes (gat-a e gato-s).<br \/>\nJ\u00e1 as verbais indicam tempo e modo (modo-temporais \/ fal-\u00e1-<b>sse<\/b>-mos) ou pessoa e n\u00famero (n\u00famero-pessoais \/ fal-\u00e1-sse-<b>mos<\/b>) dos verbos.<\/p>\n<p>Os\u00a0<b>afixos<\/b>\u00a0s\u00e3o morfemas derivacionais (gramaticais) agregados ao radical para formar palavras novas. Os afixos da l\u00edngua portuguesa s\u00e3o o prefixo, colocado antes do radical (<b>in<\/b>feliz) e o sufixo, colocado depois do radical (feliz<b>mente<\/b>)<\/p>\n<p>A\u00a0<b>vogal e consoante de liga\u00e7\u00e3o<\/b>\u00a0s\u00e3o elementos m\u00f3rficos insignificativos que surgem para facilitar ou at\u00e9 possibilitar a pron\u00fancia de determinadas constru\u00e7\u00f5es (silv-\u00ed-cola, pe-z-inho, pobre-t-\u00e3o, rat-i-cida, rod-o-via)<\/p>\n<p>J\u00e1 os\u00a0<b>alomorfes<\/b>\u00a0s\u00e3o as varia\u00e7\u00f5es que os morfemas sofrem (amaria \u2013 amar\u00edeis; feliz \u2013 felicidade).<\/p>\n<p><strong>Morfologia \u2013\u00a0<\/strong><b>Gram\u00e1tica<\/b><\/p>\n<p><strong>Morfologia<\/strong>\u00a0\u00e9 a parte da Gram\u00e1tica que estuda a estrutura das palavras, sua forma\u00e7\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>ESTRUTURA<\/strong>\u00a0<b>diz respeito aos elementos que constituem a palavra:<\/b>\u00a0o radical ou raiz, afixos, desin\u00eancias\u2026<br \/>\nA\u00a0<strong>FORMA\u00c7\u00c3O<\/strong>\u00a0<b>engloba as \u201cformas\u201d como podemos criar palavras<\/b>: derivando, prefixando, reduzindo\u2026<br \/>\nA\u00a0<strong>CLASSIFICA\u00c7\u00c3O<\/strong>\u00a0das Palavras \u00e9 importante para diferenciarmos as diversas possibilidades de descrever nossas as ideias, taduzidas em coisas (Substantivos), caracter\u00edsticas (Adjetivos), a\u00e7\u00f5es (Verbo)\u2026<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>MORFOLOGIA<\/strong>\u00a0estuda as palavras isoladamente (An\u00e1lise Prim\u00e1ria), e n\u00e3o em sua participa\u00e7\u00e3o na frase ou per\u00edodo (An\u00e1lise Referencial), como na Sintaxe.<\/p>\n<p>Iniciaremos nosso curso de Morfologia pela \u201cEstrutura da Palavras\u201d, estudando seus elementos essenciais, seus adere\u00e7os e demais \u201cpedacinhos\u201d que compor\u00e3o a palavra.<\/p>\n<p><strong>Morfologia \u2013 Estrutura das Palavras<\/strong><\/p>\n<p><strong>Imaginemos o seguinte:<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Uma \u201ccasa\u201d.<\/p>\n<p><strong>Para \u201cser\u201d uma casa, deve conter<\/strong>: funda\u00e7\u00e3o, paredes, piso, teto.<\/p>\n<p><strong>Ou seja<\/strong>:<b>\u00a0A Estrutura da \u201ccasa\u201d s\u00e3o seus elementos essenciais:<\/b>\u00a0funda\u00e7\u00e3o, paredes etc.<\/p>\n<p>Assim tamb\u00e9m, as PALAVRAS possuem elementos que comp\u00f5em sua ESTRUTURA.<\/p>\n<p>Cada \u201celementozinho\u201d da palavra \u00e9 chamado de MORFEMA ou menores unidades formadoras de cada palavra.<\/p>\n<p><strong>Observe:<\/strong><\/p>\n<p>GATINHAS<\/p>\n<p><strong>Vamos desmembrar a palavra em seus elementos ou Morfemas:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cGat\u201d inh a s<\/p>\n<p><strong>Gat \u2013 Este Morfema nos indica o \u201cque \u00e9\u201d a palavra, ou seja, a palavra nasce deste elemento:<\/strong>\u00a0<strong>falmos de um ser que \u00e9 da fam\u00edlia dos gatos, como:\u00a0<\/strong>gato, gata, gat\u00e3o, gatinha, gatinhos\u2026<\/p>\n<p>Perceba que esta \u201cparte\u201d da palavra \u00e9 sua origem, sua estrutura prim\u00e1ria, como a \u201cfunda\u00e7\u00e3o\u201d da casa, que determinar\u00e1 \u201ccomo\u201d ser\u00e1 esta casa, pois em cima da \u201cfunda\u00e7\u00e3o\u201d ou RAIZ \u00e9 que ser\u00e1 edificada a CASA ou PALAVRA.<\/p>\n<p>Chamamos este este Morfema, que \u00e9 essencial a todas as palavras, de RADICAL ou RAIZ.<\/p>\n<p><strong>Vejamos outro elemento:<\/strong><\/p>\n<p>Gat \u201cinh\u201d a s<\/p>\n<p><strong>inh \u2013 Esta parte da palavra nos indica que se trata de um diminutivo, que temos uma \u201ccoisa\u201d em seu estado \u201cmenor\u201d, \u201cpequeno\u201d, como em<\/strong>: padr\u201dinh\u201do, amig\u201dinh\u201das\u2026<\/p>\n<p>Este \u00e9 um Morfema de diminutivo.<\/p>\n<p><strong>Outro Morfema:<\/strong><\/p>\n<p>Gat inh \u201ca\u201d s<\/p>\n<p><strong>a \u2013 O Morfema \u201ca\u201d determina o g\u00eanero da \u201ccoisa\u201d, neste caso indica que o GAT \u00e9 feminino<\/strong>: GAT\u201dA\u201d.<\/p>\n<p>Os termos que determinam g\u00eanero, n\u00famero, entre outras caracter\u00edsticas s\u00e3o chamados de DESIN\u00caNCIAS.<\/p>\n<p><strong>Temos ent\u00e3o:\u00a0<\/strong>\u201ca\u201d \u2013 Desin\u00eancia de G\u00eanero (feminino).<\/p>\n<p><strong>Como a palavra \u201cgatinhas\u201d \u00e9 um NOME ou SUBSTANTIVO, chamamos a desin\u00eancia \u201ca\u201d de<\/strong>: Desin\u00eancia \u201cNominal\u201d de G\u00eanero.<\/p>\n<p><strong>Observe:<\/strong><\/p>\n<p>Gat inh a \u201cs\u201d<\/p>\n<p><strong>s \u2013 O termo \u201cs\u201d indica que se trata de \u201cmais de uma coisa\u201d, ou seja, descreve o n\u00famero desta \u201ccoisa\u201d, no caso<\/strong>: plural.<\/p>\n<p><strong>Temos ent\u00e3o:\u00a0<\/strong>\u201cs\u201d = Desin\u00eancia Nominal de N\u00famero.<\/p>\n<p><strong>Vamos entender melhor:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Gatinhas<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"500\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"116\">Gat<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"116\">inh<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"121\">a<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"114\">s<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\">RAIZ<\/td>\n<td align=\"center\">DIMINUTIVO<\/td>\n<td align=\"center\">G\u00caNERO<\/td>\n<td align=\"center\">N\u00daMERO<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\">A coisa em si)<\/td>\n<td align=\"center\">(Tamanho)<\/td>\n<td align=\"center\">(Feminino)<\/td>\n<td align=\"center\">(Plural)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\">Gato<\/td>\n<td align=\"center\">Gatinho<\/td>\n<td align=\"center\">Gatinha<\/td>\n<td align=\"center\">Gatinhas<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Perceba que a Forma\u00e7\u00e3o da palavra obedece uma sequ\u00eancia l\u00f3gica em que vamos \u201ccriando a palavra\u201d, modificando-a, e a transformando naquilo que desejamos expressar.<\/p>\n<p><strong>Uma \u00fanica palavra pode trazer muitas informa\u00e7\u00f5es como<\/strong>: a coisa em si, seu tamanho, seu g\u00eanero, seu n\u00famero, seu modo, seu tempo\u2026<\/p>\n<p>O emprego da \u201cpalavra certa\u201d indica o dom\u00ednio da l\u00edngua por parte do escritor, cabendo a ele escolher as palavras que compor\u00e3o seu texto, dando a ele a qualidade, a precis\u00e3o, ou o estilo que deseje mostrar ao seu leitor.<\/p>\n<p><strong>Observe:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO Doutor usou uma aparelinho esquisito, com dois fios que saim do seu ouvido e se juntavam e viravam um \u00fanico fio que terminava com uma esp\u00e9cie de disco de metal, que colocou em meu peito para ouvir por dentro de mim.\u201d (Texto excessivamente descritivo, para compensar um vocabul\u00e1rio reduzido.)<\/p>\n<p><strong>ou:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO doutor auscultou meu peito com um estetosc\u00f3pio.\u201d (Texto sint\u00e9tico, diz tudo em poucas palavras.)<\/p>\n<p>Cada um dos textos n\u00e3o \u00e9 \u201ccerto\u201d, nem errado. Cape ao escritor conhecer as possibilidades e aplic\u00e1-las em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. Num grupo de m\u00e9dicos, o Texto 1 seria desapropriado.<\/p>\n<p><strong>Continuemos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Estruturas das Palavras:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Radical (ou Raiz)<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o elemento estrutural \u201cprimeiro\u201d de qualquer palavra, seu alicerce.<\/p>\n<p>Uma mesma RAIZ ou RADICAL, por ser o \u201celemento primeiro\u201d, gera v\u00e1rias palavras, criando assim, sua Fam\u00edlia de Palavras, todas elas apresentando a mesma origem, a mesma \u201cfunda\u00e7\u00e3o\u201d, o mesmo RADICAL.<\/p>\n<p><strong>Casa \u2013 Radical:\u00a0<\/strong>CAS<br \/>\n<strong>Fam\u00edlia:\u00a0<\/strong>CASa, CASebres, CASar\u00e3o, CASinha\u2026<\/p>\n<p><strong>Afixos<\/strong>\u00a0<strong>(ou N\u00e3o-Fixos\u2026)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Afixos\u00a0<\/strong>s\u00e3o elementos secund\u00e1rios que se unem ao radical, acrescentando-lhe uma caracter\u00edstica. Um afixo traz uma ideia que se insere ao radical criando uma no\u00e7\u00e3o mais ampla.<\/p>\n<p>Um \u201cAfixo\u201d que conhecemos bastante, \u201cMENTE\u201d, adere-se a um Radical, dando-lhe uma caracter\u00edstica de MODO.<\/p>\n<p>Calmo \u2013 Calmamente.<\/p>\n<p>O Afixo \u201cmente\u201d se uniu ao Radical \u201ccalm\u201d transformando-o em um Adv\u00e9rbio de Modo.<\/p>\n<p>Quando colocamos um AFIXO antes do radical, chamamos PREFIXO.<br \/>\nQuando colocamos um AFIXO depois do radical, chamamos SUFIXO.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"500\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<th colspan=\"3\">Brut<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"3\" align=\"center\">|<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\">em<\/td>\n<td align=\"center\">brut<\/td>\n<td align=\"center\">ecer<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\"><strong>Afixo:\u00a0<\/strong>Prefixo<\/td>\n<td align=\"center\">Radical<\/td>\n<td align=\"center\"><strong>Afixo:\u00a0<\/strong>Sufixo<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>Desin\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p><strong>Desin\u00eancias<\/strong>\u00a0s\u00e3o os \u201celementos\u201d que indicam, nas estrutura da palavra algumas flex\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Temos dois tipos de desin\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Desin\u00eancias Nominais:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Elementos que constituem os nomes<\/strong>: substantivos, adjetivos, pronomes, numerais\u2026 indicando as flex\u00f5es de g\u00eanero (masculino e feminino) e de n\u00famero (singular e plural).<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>gat-o (masculino) gato-s (plural)<br \/>\ngat-a (feminino) gata-s (plural)<\/p>\n<p><strong>Fique atento:\u00a0<\/strong>s\u00f3 podemos falar em \u201cdesin\u00eancias nominais\u201d de \u201cg\u00eaneros\u201d e de \u201cn\u00fameros\u201d em palavras que permitem as duas flex\u00f5es, como nos exemplos observados acima.<\/p>\n<p>Algumas palavras como caderno, tribo, gado etc, n\u00e3o admitem desin\u00eancia nominal de g\u00eanero.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 em pires, p\u00easames, \u00f4nibus n\u00e3o temos desin\u00eancia nominal de n\u00famero pois n\u00e3o admitem as duas flex\u00f5es:<\/strong>\u00a0simpgular e plural.<\/p>\n<p><strong>Desin\u00eancias Verbais: indicam as flex\u00f5es do verbo:<\/strong>\u00a0n\u00famero e pessoa e de modo e tempo.<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>am-o ama-s ama-mos ama-is ama-m \u2013 pessoa e n\u00famero<br \/>\nama-va ama-va-s \u2013 tempo e modo<\/p>\n<p>A desin\u00eancia \u201c-o\u201d, presente em \u201cam-o\u201d, \u00e9 uma desin\u00eancia n\u00famero-pessoal, pois indica que o verbo est\u00e1 na primeira pessoa do singular.<\/p>\n<p><strong>\u201c-va\u201d, de \u201cama-va\u201d, \u00e9 desin\u00eancia modo-temporal<\/strong>: indica uma forma verbal do \u201ctempo\u201d pret\u00e9rito imperfeito do \u201cmodo\u201d indicativo, na 1\u00aa conjuga\u00e7\u00e3o (verbos terminados em \u201car\u201d: amar, cantar, nadar\u2026<\/p>\n<p><strong>Vogal Tem\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vogal Tem\u00e1tica<\/strong>\u00a0\u00e9 a vogal que se une ao radical, preparando-o para receber as desin\u00eancias. A vogal tem\u00e1tica modula a pron\u00facia, deixando a palavra facilemnte \u201cpronunci\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p><strong>Nos verbos, temos tr\u00eas vogais tem\u00e1ticas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vogal tem\u00e1tica \u201cA\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>Caracteriza os verbos da 1\u00aa conjuga\u00e7\u00e3o<\/strong>: cantar, nadar, morar\u2026<\/p>\n<p><strong>Vogal tem\u00e1tica \u201cE\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>Caracteriza os verbos da 2\u00aa conjuga\u00e7\u00e3o<\/strong>: morrer, doer, comer\u2026<\/p>\n<p><strong>Vogal Tem\u00e1tica \u201cI\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>Caracteriza os verbos da 3\u00aa conjuga\u00e7\u00e3o<\/strong>: partir, dormir, sumir\u2026<\/p>\n<p>Outro \u201celemento\u201d que encontramos nas palavras s\u00e3o os TEMAS.<\/p>\n<p>\u201cTema\u201d \u2013 \u00c9 a uni\u00e3o entre um RADICAL + VOGAL TEM\u00c1TICA.<\/p>\n<p><strong>Observe:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Comprar<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"500\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"165\"><strong>Compr<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" width=\"150\"><strong>a<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" width=\"159\"><strong>r<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<td align=\"center\">|<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\">Radical<\/td>\n<td align=\"center\">(Vogal Tem.)<\/td>\n<td align=\"center\">(\u201cr\u201d dos Infinitivos)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"3\" align=\"center\">|<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"3\" align=\"center\">Compra<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"3\" align=\"center\">(Radical + Vogal Tem\u00e1tica = TEMA)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>Vogais e Consoantes de Liga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Na L\u00edngua Portuguesa, podemos precisar de algumas vogais e consoantes que se fazem necess\u00e1rios para pronunciarmos algumas palavras, s\u00e3o elementos de liga\u00e7\u00e3o, ou seja:<\/strong>\u00a0s\u00e3o morfemas que aparacen por motivos \u201ceuf\u00f4nicos\u201d \u2013 sonoros, para facilitar a pron\u00fancia de uma determinada palavra.<\/p>\n<p><strong>Exemplo:<\/strong><\/p>\n<p>parisiense (paris= radical, ense= sufixo, vogal de liga\u00e7\u00e3o= i)<\/p>\n<p><strong>Outros exemplos:<\/strong><\/p>\n<p>alv-i-negro, tecn-o-crata, pau-l-eira, cafe-t-eira, inset-i-cida etc.<\/p>\n<p>Bem, estudamos ent\u00e3o os \u201cpedacinhos\u201d, \u201celementos\u201d ou \u201cmorfemas\u201d que comp\u00f5em a estrutura das palavras. Sabemos, portanto criar palavras novas (neologismo), obedecendo um padr\u00e3o lingu\u00edstico.<\/p>\n<p><strong>Vamos criar ent\u00e3o uma nova palavra da fam\u00edlia dos \u201cpregos\u201d, como<\/strong>: prego, preg\u00e3o, pregado\u2026<\/p>\n<p><strong>Radical:\u00a0<\/strong>preg<\/p>\n<p>Vamos inserir um prefixo que indica algo em conjunto \u2013 \u201cco\u201d (Como em \u201cco\u201dligado, \u201cco\u201d-prpriet\u00e1rio, etc\u2026)<\/p>\n<p><strong>Prefixo:\u00a0<\/strong>co<br \/>\n<strong>Temos:\u00a0<\/strong>copreg<\/p>\n<p>Vamos acrescenar uma Vogal Tem\u00e1tica e um morfema de infinitivo (\u201cr\u201d) \u2013 (j\u00e1 indicando que queremos criar um \u201cVERBO\u201d) .<\/p>\n<p><strong>Vogal tem\u00e1tica:<\/strong>\u00a0a<br \/>\n<strong>Morfema de Infinitivo:<\/strong>\u00a0r<\/p>\n<p><strong>Temos:<\/strong><\/p>\n<p>copregar<\/p>\n<p>N\u00f3s \u201ccopregamos\u201d o quadro.<\/p>\n<p><strong>Ou seja:\u00a0<\/strong>N\u00f3s pregamos o quadro conjuntamente.<\/p>\n<p>Agora podemos j\u00e1 sair criando palavras e enriquecendo ainda mais a nossa L\u00edngua.<\/p>\n<p>Alguns Neologismos \u201cpegam\u201d, outros n\u00e3o, em grande parte pela facilidade, clareza e beleza da pron\u00fancia. Acho que \u201ccopregar\u201d n\u00e3o vai \u201cpegar\u201d\u2026 rsrsrsrs.<\/p>\n<p>Agora, vamos nos deliciar com um verdadeiro Show de NEOLOGISMO, neste singular soneto de autoria do nosso companheiro Recantista L\u00facio Monteiro Gama.<\/p>\n<p><strong>PALAVRA E BUSCA<\/strong><\/p>\n<p>Lucificada e bem luzivestida, vem<br \/>\nVirgiluzir teu ser, virginizar-te enfim<br \/>\nUterinar a luz que se apagou no al\u00e9m<br \/>\nIntimostrando a ti e intimivendo a mim!<\/p>\n<p>Criticonstr\u00f3i teu hoje e vem, qual minha amada<br \/>\nRegrissangrar teus ontens menstros em desvida<br \/>\nInfralan\u00e7ar-te ao ch\u00e3o da dor plurissentida<br \/>\nGenitecendo a paz mais pleniaventurada!<\/p>\n<p>Num multic\u00f3rdio gesto, vem, divina amante,<br \/>\nAma-me-te de amor casti\u00e7o e diferente,<br \/>\nInstantizando o eterno e eternizando o instante!<\/p>\n<p>Mortinascendo assim qual quem ubiquifaz-se,<br \/>\nAmbiexistir-nos-emos na infinita Mente<br \/>\nAutora da Palavra que \u00e9 fecunda e nasce \u2013 L\u00facio Monteiro Gama<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Col\u00e9gio S\u00e3o Francisco\/www.graudez.com.br\/brgeocities.com\/www.recantodasletras.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Morfologia \u2013 O que \u00e9 No sentido exato seria o estudo da forma. 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