{"id":81021,"date":"2016-08-22T21:19:53","date_gmt":"2016-08-22T21:19:53","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=81021"},"modified":"2026-06-02T17:28:13","modified_gmt":"2026-06-02T19:28:13","slug":"acordo-ortografico-da-lingua-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/linguagens-e-codigos\/portugues\/acordo-ortografico-da-lingua-portuguesa","title":{"rendered":"Acordo Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa"},"content":{"rendered":"<p>Academia das Ci\u00eancias de Lisboa, Academia Brasileira de Letras e delega\u00e7\u00f5es de Angola, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Mo\u00e7ambique e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, com a ades\u00e3o da delega\u00e7\u00e3o de observadores da Galiza, constitui um passo importante para a defesa da unidade essencial da l\u00edngua portuguesa e para o seu prest\u00edgio internacional, considerando que o texto do acordo que ora se aprova resulta de um aprofundado debate nos Pa\u00edses signat\u00e1rios.<\/p>\n<p>A Rep\u00fablica Popular de Angola,<br \/>\nA Rep\u00fablica Federativa do Brasil,<br \/>\nA Rep\u00fablica de Cabo Verde,<br \/>\nA Rep\u00fablica da Guin\u00e9-Bissau,<br \/>\nA Rep\u00fablica de Mo\u00e7ambique,<br \/>\nA Rep\u00fablica Portuguesa,<\/p>\n<p><strong>A Rep\u00fablica Democr\u00e1tica de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, acordam no seguinte:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Artigo 1\u00ba &#8211;<\/strong>\u00a0\u00c9 aprovado o Acordo Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa, que consta como anexo I ao presente instrumento de aprova\u00e7\u00e3o, sob a designa\u00e7\u00e3o de Acordo Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa (1990) e vai acompanhado da respectiva rota explicativa, que consta como anexo II ao mesmo instrumento de aprova\u00e7\u00e3o, sob a designa\u00e7\u00e3o de Nota Explicativa do Acordo Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa (1990).<\/p>\n<p><strong>Artigo 2\u00ba &#8211;<\/strong>\u00a0Os Estados signat\u00e1rios tomar\u00e3o, atrav\u00e9s das institui\u00e7\u00f5es e \u00f3rg\u00e3os competentes, as provid\u00eancias necess\u00e1rias com vista \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o, at\u00e9 1 de Janeiro de 1993, de um vocabul\u00e1rio ortogr\u00e1fico comum da l\u00edngua portuguesa, t\u00e3o completo quanto desej\u00e1vel e t\u00e3o normalizador quanto poss\u00edvel, no que se refere \u00e0s terminologias cient\u00edficas e t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p><strong>Artigo 3\u00ba &#8211;<\/strong>\u00a0O Acordo Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa entrar\u00e1 em vigor em 1 de Janeiro de 1994, ap\u00f3s depositados os instrumentos de ratifica\u00e7\u00e3o de todos os Estados junto do Governo da Rep\u00fablica Portuguesa.<\/p>\n<p><strong>Artigo 4\u00ba &#8211;\u00a0<\/strong>Os Estados signat\u00e1rios adaptar\u00e3o as medidas que entenderem adequadas ao efectivo respeito da data da entrada em vigor estabelecida no artigo 3\u00ba.<br \/>\nEm f\u00e9 do que, os abaixo assinados, devidamente credenciados para o efeito, aprovam o presente acordo, redigido em l\u00edngua portuguesa, em sete exemplares, todos igualmente aut\u00eanticos.<\/p>\n<p>Assinado em Lisboa, em 16 de Dezembro de 1990.<br \/>\nPELA REP\u00daBLICA POPULAR DE ANGOLA,<br \/>\nJos\u00e9 Mateus de Adelino Peixoto, Secret\u00e1rio de Estado da Cultura<br \/>\nPELA REP\u00daBLICA FEDERATIVA DO BRASIL,<br \/>\nCarlos Alberto Comes Chiarelli, Ministro da Educa\u00e7\u00e3o<br \/>\nPELA REP\u00daBLICA DE CABO VERDE,<br \/>\nDavid Hopffer Almada, Ministro da Informa\u00e7\u00e3o, Cultura e Desportos<br \/>\nPELA REP\u00daBLICA DA GUIN\u00c9-BISSAU,<br \/>\nAlexandre Brito Ribeiro Furtado, Secret\u00e1rio de Estado da Cultura<br \/>\nPELA REP\u00daBLICA DE MO\u00c7AMBIQUE,<br \/>\nLuis Bernardo Honwana, Ministro da Cultura<br \/>\nPELA REP\u00daBLICA PORTUGUESA,<br \/>\nPedro Miguel de Santana Lopes, Secret\u00e1rio de Estado da Cultura<br \/>\nPELA REP\u00daBLICA DEMOCR\u00c1TICA DE S\u00c3O TOM\u00c9 E PR\u00cdNCIPE,<br \/>\nLigia Silva Gra\u00e7a do Esp\u00edrito Santo Costa, Ministra da Educa\u00e7\u00e3o e Cultura<\/p>\n<p><strong>Anexo 1<\/strong><\/p>\n<p><strong>Acordo Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa (1990)<\/strong><\/p>\n<p><strong>BASE I &#8211; Do alfabeto e dos nomes pr\u00f3prios estrangeiros e seus derivados<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba)<\/strong>\u00a0<strong>O alfabeto da l\u00edngua portuguesa \u00e9 formado por vinte e seis letras, cada uma delas com uma forma min\u00fascula e outra mai\u00fascula:<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"50%\">\n<tbody>\n<tr>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">a A (\u00e1)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">j J (jota)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">s S (esse)<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">b B (b\u00ea)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">k K (capa ou c\u00e1)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">t T (t\u00ea)<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">c C (c\u00ea)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">l L (ele)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">u U (u)<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">d D (d\u00ea)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">m M (eme)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">v V (v\u00ea)<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">e E (\u00e9)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">n N (ene)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">w W (d\u00e1blio)<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">f F (efe)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">o O (o)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">x X (xis)<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">g G (g\u00ea ou gu\u00ea)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">p P (p\u00ea)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">y Y (\u00edpsilon)<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">h H (ag\u00e1)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">q Q (qu\u00ea)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">z Z (z\u00ea)<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">i I (i)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\">r R (erre)<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFFF\"><\/th>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>Obs.:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.<\/strong>\u00a0<strong>Al\u00e9m destas letras, usam-se o \u00e7 (c\u00ea cedilhado) e os seguintes d\u00edgrafos: rr<\/strong>\u00a0(erre duplo),\u00a0<strong>ss<\/strong>\u00a0(esse duplo),\u00a0<strong>ch<\/strong>\u00a0(c\u00ea-ag\u00e1),<strong>\u00a0lh<\/strong>\u00a0(ele-ag\u00e1),<strong>\u00a0nh<\/strong>\u00a0(ene-ag\u00e1),\u00a0<strong>gu<\/strong>\u00a0(gu\u00ea-u) e\u00a0<strong>qu<\/strong>\u00a0(qu\u00ea-u).<\/p>\n<p><strong>2.\u00a0<\/strong>Os nomes das letras acima sugeridos n\u00e3o excluem outras formas de as designar.<\/p>\n<p><strong>2\u00ba)<\/strong>\u00a0<strong>As letras k, w e y usam-se nos seguintes casos especiais:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) Em antrop\u00f3nimos\/antrop\u00f4nimos origin\u00e1rios de outras l\u00ednguas e seus derivados<\/strong>: Franklin, ftankliniano; Kant, kantistno; Darwin, darwinismo; Wagner, wagneriano; Byron, byroniano; Taylor, taylorista;<strong><br \/>\nb) Em top\u00f3nimos\/top\u00f4nimos origin\u00e1rios de outras l\u00ednguas e seus derivados:\u00a0<\/strong>Kwanza; Kuwait, kuwaitiano; Malawi, malawiano;<strong><br \/>\nc)<\/strong>\u00a0<strong>Em siglas, s\u00edmbolos e mesmo em palavras adotadas como unidades de medida de curso internacional<\/strong>: TWA, KLM; K-pot\u00e1ssio (de kalium), W-oeste (West); kg-quilograma, km-quil\u00f3metro, kW-kilowatt, yd-jarda (yard); Watt.<\/p>\n<p><strong>3\u00ba)<\/strong>\u00a0<strong>Em congru\u00eancia com o n\u00famero anterior, mant\u00e9m-se nos voc\u00e1bulos derivados eruditamente de nomes pr\u00f3prios estrangeiros quaisquer combina\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas ou sinais diacr\u00edticos n\u00e3o peculiares \u00e0 nossa escrita que figurem nesses nomes:\u00a0<\/strong>comtista, de Comte; garrettiano, de Garrett; jeffers\u00f3nia\/jeffers\u00f4nia, de Jefferson; m\u00fclleriano, de M\u00fcller; shakesperiano, de Shakespeare.<\/p>\n<p>Os voc\u00e1bulos autorizados registrar\u00e3o grafias alternativas admiss\u00edveis, em casos de divulga\u00e7\u00e3o de certas palavras de tal tipo de origem (a exemplo de f\u00facsia\/f\u00fachsia e derivados, bungav\u00edlia\/bunganv\u00edlea\/bougainv\u00edllea).<\/p>\n<p><strong>4\u00ba) Os d\u00edgrafos finais de origem hebraica ch, ph e th podem conservar-se em formas onom\u00e1sticas da tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica, como Baruch, Loth, Moloch, Ziph, ou ent\u00e3o simplificar-se:<\/strong>\u00a0Baruc, Lot, Moloc, Zif.\u00a0<strong>Se qualquer um destes d\u00edgrafos, em formas do mesmo tipo, \u00e9 invariavelmente mudo, elimina-se:<\/strong>\u00a0Jos\u00e9, Nazar\u00e9, em vez de Joseph, Nazareth; e se algum deles, por for\u00e7a do uso, permite adapta\u00e7\u00e3o, substitui-se, recebendo uma adi\u00e7\u00e3o voc\u00e1lica: Judite, em vez de Judith.<\/p>\n<p><strong>5\u00ba)<\/strong>\u00a0As consoantes finais grafadas b, c, d, g e h mant\u00eam-se, quer sejam mudas, quer proferidas, nas formas onom\u00e1sticas em que o uso as consagrou, nomeadamente antrop\u00f3nimos\/antrop\u00f4nimos e top\u00f3nimos\/top\u00f4nimos da tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica; Jacob, Job, Moab, Isaac; David, Gad; Gog, Magog; Bensabat, Josafat.<\/p>\n<p><strong>Integram-se tamb\u00e9m nesta forma<\/strong>: Cid, em que o d \u00e9 sempre pronunciado; Madrid e Valhadolid, em que o d ora \u00e9 pronunciado, ora n\u00e3o; e Calcem ou Calicut, em que o t se encontra nas mesmas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Nada impede, entretanto, que dos antrop\u00f3nimos\/antrop\u00f4nimos em apre\u00e7o sejam usados sem a consoante final<\/strong>: J\u00f3, Davi e Jac\u00f3.<\/p>\n<p><strong>6\u00ba<\/strong>) Recomenda-se que os top\u00f3nimos\/top\u00f4nimos de l\u00ednguas estrangeiras se substituam, tanto quanto poss\u00edvel, por formas vern\u00e1culas, quando estas sejam antigas e ainda vivas em portugu\u00eas ou quando entrem, ou possam entrar, no uso corrente.<\/p>\n<p><strong>Exemplo:\u00a0<\/strong>Anvers, substituindo por Antu\u00e9rpia; Cherbourg, por Cherburgo; Garonne, por Garona; Gen\u00e8ve, por Genebra; Justland, por Jutl\u00e2ndia; Milano, por Mil\u00e3o; M\u00fcnchen, por Muniche; Torino, por Turim; Z\u00fcrich, por Zurique etc.<\/p>\n<p><strong>BASE II &#8211; Do H inicial e final<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba) O h inicial emprega-se:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)<\/strong>\u00a0<strong>Por for\u00e7a da etimologia<\/strong>: haver, h\u00e9lice, hera, hoje, hora, homem, humor.<strong><br \/>\nb) Em virtude da ado\u00e7\u00e3o convencional<\/strong>: h\u00e3?, hem?, hum!.<\/p>\n<p><strong>2\u00ba) O h inicial suprime-se:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) Quando, apesar da etimologia, a sua supress\u00e3o est\u00e1 inteiramente consagrada pelo uso<\/strong>: erva, em vez de herva; e, portanto, erva\u00e7al, ervan\u00e1rio, ervoso (em contraste com herb\u00e1ceo, herban\u00e1rio, herboso, formas de origem erudita);<strong><br \/>\nb)<\/strong>\u00a0<strong>Quando, por via de composi\u00e7\u00e3o, passa a interior e o elemento em que figura se aglutina ao precedente<\/strong>: biebdomad\u00e1rio, desarmonia, desumano, exaurir, in\u00e1bil, lobisomem, reabilitar, reaver.<\/p>\n<p><strong>3\u00ba) O h inicial mant\u00e9m-se<\/strong>,\u00a0<strong>no entanto, quando, numa palavra composta, pertence a um elemento que est\u00e1 ligado ao anterior por meio de h\u00edfen<\/strong>: anti-higi\u00e9nico\/anti-higi\u00eanico, contra-haste, pr\u00e9-hist\u00f3ria, sobre-humano.<\/p>\n<p><strong>4\u00ba) O h final emprega-se<\/strong>\u00a0<strong>em interjei\u00e7\u00f5es<\/strong>: ah! oh!<\/p>\n<p><strong>BASE III &#8211; Da homofonia de certos grafemas conson\u00e2nticos<\/strong><\/p>\n<p>Dada a homofonia existente entre certos grafemas conson\u00e2nticos, torna-se necess\u00e1rio diferen\u00e7ar os seus empregos, que fundamentalmente se regulam pela hist\u00f3ria das palavras. \u00c9 certo que a variedade das condi\u00e7\u00f5es em que se fixam na escrita os grafemas conson\u00e2nticos hom\u00f3fomos nem sempre permite f\u00e1cil diferencia\u00e7\u00e3o dos casos em que se deve empregar uma letra e daqueles em que, diversamente, se deve empregar outra, ou outras, a representar o mesmo som.<\/p>\n<p><strong>Nesta conformidade, importa notar, principalmente, os seguintes casos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba) Distin\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica entre ch e x:<\/strong><\/p>\n<p>achar, archote, bucha, capacho, capucho, chamar, chave, Chico, chiste, chorar, colch\u00e3o, colchete, endecha, estrebucha, facho, ficha, flecha, frincha, gancho, inchar, macho, mancha, murchar, nicho, pachorra, pecha, pechincha, penacho, rachar, sachar, tacho; ameixa, anexim, baixei, baixo, bexiga, bruxa, coaxar, coxia, debuxo, deixar, eixo, elixir, enxofre, faixa, feixe, madeixa, mexer, oxal\u00e1, praxe, puxar, rouxinol, vexar, xadrez, xarope, xenofobia, xerife, x\u00edcara.<\/p>\n<p><strong>2\u00ba) Distin\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica entre g, com valor de fricativa palatal, e j:<\/strong><\/p>\n<p>ad\u00e1gio, alfageme, \u00c1lgebra, algema, algeroz, Alg\u00e9s, algibebe, algibeira, \u00e1lgido, almargem, Alvorge, Argel, estrangeiro, falange, ferrugem, frigir, gelosia, gengiva, gergelim, geringon\u00e7a, Gibraltar, ginete, ginja, girafa, g\u00edria, herege, rel\u00f3gio, sege, T\u00e2nger, virgem; adjetivo, ajeitar, ajeru (nome de planta indiana e de uma esp\u00e9cie de papagaio), canjer\u00ea, canjica, enjeitar, granjear, hoje, intrujice, jecoral, jejum, jeira, jeito, Jeov\u00e1, jenipapo, jequiri, jequitib\u00e1, Jeremias, Jeric\u00f3, jerimum, Jer\u00f3nimo, Jesus, jiboia, jiquipanga, jiquir\u00f3, jiquitaia, jirau, jiriti, jitirana, laranjeira, lojista, majestade, majestoso, manjerico, manjerona, mucuj\u00ea, paj\u00e9, pegajento, rejeitar, sujeito, trejeito.<\/p>\n<p><strong>3\u00ba) Distin\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica entre as letras s, ss, c, \u00e7 e x, que representam sibilantes surdas:<\/strong><\/p>\n<p>\u00e2nsia, ascens\u00e3o, aspers\u00e3o, cansar, convers\u00e3o, esconso, farsa, ganso, imenso, mans\u00e3o, mansarda, manso, pretens\u00e3o, remanso, seara, seda, Seia, Sert\u00e3, Sernancelhe, serralheiro, Singapura, Sintra, sisa, tarso, terso, valsa; abadessa, acossar, amassar, arremessar, Asseiceira, asseio, atravessar, benesse, Cassilda, codesso (identicamente Codessal ou Codassal, Codesseda, Codessoso, etc.), crasso, devassar, dossel, egresso, endossar, escasso, fosso, gesso, molosso, mossa, obsess\u00e3o, p\u00eassego, possesso, remessa, sossegar, ac\u00e9m, acervo, alicerce, cebola, cereal, Cernache, cetim, Cinf\u00e3es, Esc\u00f3cia, Macedo, obcecar, percevejo; a\u00e7afate, a\u00e7orda, a\u00e7\u00facar, alma\u00e7o, aten\u00e7\u00e3o, ber\u00e7o, Bu\u00e7aco, ca\u00e7anje, ca\u00e7ula, cara\u00e7a, dan\u00e7ar, E\u00e7a, engui\u00e7o, Gon\u00e7alves, inser\u00e7\u00e3o, lingui\u00e7a, ma\u00e7ada, Ma\u00e7\u00e3o, ma\u00e7ar, Mo\u00e7ambique, Mon\u00e7\u00e3o, mu\u00e7ulmano, mur\u00e7a, nega\u00e7a, pan\u00e7a, pe\u00e7a, qui\u00e7aba, qui\u00e7a\u00e7a, qui\u00e7ama, qui\u00e7amba, Sei\u00e7a (grafia que pretere as err\u00f3neas\/err\u00f4neas Cei\u00e7a e Ceissa), Sei\u00e7al, Su\u00ed\u00e7a, ter\u00e7o; aux\u00edlio, Maximiliano, Maximino, m\u00e1ximo, pr\u00f3ximo, sintaxe.<\/p>\n<p><strong>4\u00ba) Distin\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica entre s de fim de s\u00edlaba (inicial ou interior) e x e z com id\u00eantico valor f\u00f3nico\/f\u00f4nico<\/strong>: adestrar, Calisto, escusar, esdr\u00faxulo, esgotar, esplanada, espl\u00eandido, espont\u00e2neo, espremer, esquisito, estender, Estremadura, Estremoz, inesgot\u00e1vel; extens\u00e3o, explicar, extraordin\u00e1rio, inextric\u00e1vel, inexperto, sextante, t\u00eaxtil; capazmente, infelizmente, velozmente.<\/p>\n<p><strong>De acordo com esta distin\u00e7\u00e3o conv\u00e9m notar dois casos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)<\/strong>\u00a0<strong>Em final de s\u00edlaba que n\u00e3o seja final de palavra, o x = s muda para s sempre que est\u00e1 precedido de i ou u<\/strong>: justapor, justalinear, misto, sistino (cf. Capela Sistina), Sisto, em vez de juxtapor, juxtalinear, mixto, sixtina, Sixto.<strong><br \/>\nb) S\u00f3 nos adv\u00e9rbios em -mente se admite z, com valor id\u00eantico ao de s, em final de s\u00edlaba seguida de outra consoante (cf. capazmente, etc.); de contr\u00e1rio, o s toma sempre o lugar do z<\/strong>: Biscaia, e n\u00e3o Bizcaia.<\/p>\n<p><strong>5\u00ba) Distin\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica entre s final de palavra e x e z com id\u00eantico valor f\u00f3nico\/f\u00f4nico:<\/strong><\/p>\n<p>aguarr\u00e1s, ali\u00e1s, anis, ap\u00f3s, atr\u00e1s, atrav\u00e9s, Avis, Br\u00e1s, Dinis, Garc\u00eas, g\u00e1s, Ger\u00eas, In\u00eas, \u00edris, Jesus, jus, l\u00e1pis, Lu\u00eds, pa\u00eds, portugu\u00eas, Queir\u00f3s, quis, retr\u00f3s, rev\u00e9s, Tom\u00e1s, Vald\u00eas; c\u00e1lix, F\u00e9lix, F\u00e9nix, flux; assaz, arroz, avestruz, dez, diz, fez (substantivo e forma do verbo fazer), fiz, Forjaz, Galaaz, giz, jaez, matiz, petiz, Queluz, Romariz, [Arcos de] Valdevez, Vaz. A prop\u00f3sito, deve observar-se que \u00e9 inadmiss\u00edvel z final equivalente a s em palavra n\u00e3o ox\u00edtona: C\u00e1dis, e n\u00e3o C\u00e1diz.<\/p>\n<p><strong>6\u00ba) Distin\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica entre as letras interiores s, x e z, que representam sibilantes sonoras:<\/strong><\/p>\n<p>aceso, analisar, anestesia, artes\u00e3o, asa, asilo, Baltasar, besouro, besuntar, blusa, brasa, bras\u00e3o, Brasil, brisa, [Marco de] Canaveses, coliseu, defesa, duquesa, Elisa, empresa, Ermesinde, Esposende, frenesi ou frenesim, frisar, guisa, improviso, jusante, liso, lousa, Lous\u00e3, Luso (nome de lugar, hom\u00f3nimo\/hom\u00f4nimo de Luso, nome mitol\u00f3gico), Matosinhos, Meneses, narciso, Nisa, obs\u00e9quio, ousar, pesquisa, portuguesa, presa, raso, represa, Resende, sacerdotisa, Sesimbra, Sousa, surpresa, tisana, transe, tr\u00e2nsito, vaso; exalar, exemplo, exibir, exorbitar, exuberante, inexato, inexor\u00e1vel; abalizado, alfazema, Arcozelo, autorizar, azar, azedo, azo, azorrague, baliza, bazar, beleza, buzina, b\u00fazio, comezinho, deslizar, deslize, Ezequiel, fuzileiro, Galiza, guizo, helenizar, lambuzar, lez\u00edria, Mouzinho, proeza, saz\u00e3o, urze, vazar, Veneza, Vizela, Vouzela.<\/p>\n<p><strong>Base ase ase ase IV<\/strong><\/p>\n<p><strong>Das sequ\u00eancias conson\u00e2nticas<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba) O c, com valor de oclusiva velar,\u00a0<\/strong>das sequ\u00eancias interiores cc (segundo c com valor de sibilante), c\u00e7 e ct, e o p das sequ\u00eancias interiores pc (c com valor de sibilante), p\u00e7 e pt, ora se conservam, ora se eliminam.<\/p>\n<p><strong>Assim:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) Conservam-se nos casos em que s\u00e3o invariavelmente proferidos nas pron\u00fancias cultas da l\u00edngua<\/strong>: compacto, convic\u00e7\u00e3o, convicto, fic\u00e7\u00e3o, friccionar, pacto, pictural; adepto, apto, d\u00edptico, erup\u00e7\u00e3o, eucalipto, inepto, n\u00fapcias, rapto.<strong><br \/>\nb)<\/strong>\u00a0<strong>Eliminam-se nos casos em que s\u00e3o invariavelmente mudos nas pron\u00fancias cultas da l\u00edngua<\/strong>: a\u00e7\u00e3o, acionar, afetivo, afli\u00e7\u00e3o, aflito, ato, cole\u00e7\u00e3o, coletivo, dire\u00e7\u00e3o, diretor, exato, obje\u00e7\u00e3o; ado\u00e7\u00e3o, adotar, batizar, Egito, \u00f3timo.<strong><br \/>\nc)<\/strong>\u00a0<strong>Conservam-se ou eliminam-se, facultativamente, quando se proferem numa pron\u00fancia culta, quer geral, quer restritamente, ou ent\u00e3o quando oscilam entre a prola\u00e7\u00e3o e o emudecimento<\/strong>: aspecto e aspeto, cacto e cato, caracteres e carateres, dic\u00e7\u00e3o e di\u00e7\u00e3o; facto e fato, sector e setor, ceptro e cetro, concep\u00e7\u00e3o e conce\u00e7\u00e3o, corrupto e corruto, recep\u00e7\u00e3o e rece\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\nd)<\/strong>\u00a0<strong>Quando, nas sequ\u00eancias interiores mpc, mp\u00e7 e mpt se eliminar o p de acordo com o determinado nos par\u00e1grafos precedentes, o m passa a n, escrevendo-se, respetivamente, nc, n\u00e7 e nt<\/strong>: assumpcionista e assuncionista; assump\u00e7\u00e3o e assun\u00e7\u00e3o; assumpt\u00edvel e assunt\u00edvel; perempt\u00f3rio e perent\u00f3rio, sumptuoso e suntuoso, sumptuosidade e suntuosidade.<\/p>\n<p><strong>2\u00ba) Conservam-se ou eliminam-se, facultativamente, quando se proferem numa pron\u00fancia culta, quer geral, quer restritamente, ou ent\u00e3o quando oscilam entre a prola\u00e7\u00e3o e o emudecimento:<\/strong><\/p>\n<p>o b da sequ\u00eancia bd, em s\u00fabdito; o b da sequ\u00eancia bt, em subtil e seus derivados; o g da sequ\u00eancia gd, em am\u00edgdala, amigdal\u00e1cea, amigdalar, amigdalato, amigdalite, amigdaloide, amigdalopatia, amigdalotomia; o m da sequ\u00eancia mn, em amnistia, amnistiar, indemne, indemnidade, indemnizar, omn\u00edmodo, omnipotente, omnisciente, etc.; o t da sequ\u00eancia tm, em aritm\u00e9tica e aritm\u00e9tico.<\/p>\n<p><strong>Base ase ase ase V<\/strong><\/p>\n<p><strong>Das vogais \u00e1tonas<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba)\u00a0<\/strong>O emprego do e e do i, assim como o do o e do u em s\u00edlaba \u00e1tona, regula-se fundamentalmente pela etimologia e por particularidades da hist\u00f3ria das palavras.<\/p>\n<p><strong>Assim, se estabelecem variad\u00edssimas grafias:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) Com e e i:<\/strong>\u00a0amea\u00e7a, amealhar, antecipar, arrepiar, balnear, boreal, campe\u00e3o, cardeal (prelado, ave, planta; diferente de cardial = \ufffdrelativo \u00e0 c\u00e1rdia\ufffd), Cear\u00e1, c\u00f4dea, enseada, enteado, Floreal, janeanes, l\u00eandea, Leonardo, Leonel, Leonor, Leopoldo, Leote, linear, me\u00e3o, melhor, nomear, peanha, quase (em vez de qu\u00e1si), real, semear, semelhante, v\u00e1rzea; ameixial, Ameixieira, amial, amieiro, arrieiro, artilharia, capit\u00e2nia, cordial (adjetivo e substantivo), corno\/a, cr\u00e2nio, criar, diante, diminuir, Dinis, ferregial, Filinto, Filipe (e identicamente Filipa, Filipinas, etc.), freixial, giesta, Idanha, igual, imiscuir-se, inigual\u00e1vel, lampi\u00e3o, limiar, Lumiar, lumieiro, p\u00e1tio, pior, tigela, tijolo, Vimieiro, Vimioso.<strong><br \/>\nb) Com o e u:\u00a0<\/strong>abolir, Alpendorada, assolar, borboleta, cobi\u00e7a, consoada, consoar, costume, d\u00edscolo, \u00eambolo, engolir, ep\u00edstola, esbafonir-se, esboroar, far\u00e2ndola, femoral, Freixoeira, gir\u00e2ndola, goela, jocoso, m\u00e1goa, n\u00e9voa, n\u00f3doa, \u00f3bolo, P\u00e1scoa, Pascoal, Pascoela, polir, Rodolfo, t\u00e1voa, tavoada, t\u00e1vola, t\u00f4mbola, veio (substantivo e forma do verbo vir); a\u00e7ular, \u00e1gua, aluvi\u00e3o, arcuense, assumir, bulir, cam\u00e2ndulas, curtir, curtume, embutir, entupir, f\u00e9mur\/f\u00eamur, fistula, gl\u00e2ndula, \u00ednsua, jucundo, l\u00e9gua, Luanda, lucubra\u00e7\u00e3o, lugar, mangual, Manuel, m\u00edngua, Nicar\u00e1gua, pontual, r\u00e9gua, t\u00e1bua, tabuada, tabuleta, tr\u00e9gua, vitualha.<\/p>\n<p><strong>2\u00ba) Sendo muito variadas as condi\u00e7\u00f5es etimol\u00f3gicas e hist\u00f3rico-fon\u00e9ticas<\/strong>\u00a0em que se fixam graficamente e e i ou o e u em s\u00edlaba \u00e1tona, \u00e9 evidente que s\u00f3 a consulta dos vocabul\u00e1rios ou dicion\u00e1rios pode indicar, muitas vezes, se deve empregar-se e ou i, se o ou u. H\u00e1, todavia, alguns casos em que o uso dessas vogais pode ser facilmente sistematizado.<\/p>\n<p><strong>Conv\u00e9m fixar os seguintes:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)<\/strong>\u00a0Escrevem-se com e, e n\u00e3o com i, antes da s\u00edlaba t\u00f3nica\/t\u00f4nica, os substantivos e adjetivos que procedem de substantivos terminados em -elo e -eia, ou com eles est\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o direta.\u00a0<strong>Assim se regulam<\/strong>: alde\u00e3o, aldeola, aldeota por aldeia; areal, areeiro, areento, Areosa por areia; aveal por aveia; baleal por baleia; cadeado por cadeia; candeeiro por candeia; centeeira e centeeino por centeio; colmeal e colmeeiro por colmeia; correada e correame por correia.<strong><br \/>\nb)<\/strong>\u00a0<strong>Escrevem-se igualmente com e, antes de vogal ou ditongo da s\u00edlaba t\u00f3nica\/t\u00f4nica, os derivados de palavras que terminam em e acentuado (o qual pode representar um antigo hiato<\/strong>: ea, ee): gale\u00e3o, galeota, galeote, de gal\u00e9; coreano, de Coreia; daomeano, de Daom\u00e9; guineense, de Guin\u00e9; poleame e poleeiro, de pol\u00e9.<strong><br \/>\nc)<\/strong>\u00a0Escrevem-se com i, e n\u00e3o com e, antes da s\u00edlaba t\u00f3nica\/t\u00f4nica, os adjetivos e substantivos derivados em que entram os sufixos mistos de forma\u00e7\u00e3o vern\u00e1cula -iano e -iense, os quais s\u00e3o o resultado da combina\u00e7\u00e3o dos sufixos -ano e -ense com um i de origem anal\u00f3gica (baseado em palavras onde -ano e -ense est\u00e3o precedidos de i pertencente ao tema: horaciano, italiano, duniense, flaviense, etc.): a\u00e7oriano, acriano (de Acre), camoniano, goisiano (relativo a Dami\u00e3o de G\u00f3is), siniense (de Sines), sofocliano, torniano, torniense (de Torre(s)).<strong><br \/>\nd)<\/strong>\u00a0Uniformizam-se com as termina\u00e7\u00f5es -io e -ia (\u00e1tonas), em vez de -co e -ea, os substantivos que constituem varia\u00e7\u00f5es, obtidas por amplia\u00e7\u00e3o, de outros substantivos terminados em vogal; c\u00famio (popular), de cume; h\u00e1stia, de haste; r\u00e9stia, do antigo neste, v\u00e9stia, de veste.<strong><br \/>\ne)<\/strong>\u00a0Os verbos em -ear podem distinguir-se praticamente, grande n\u00famero de vezes, dos verbos em -ian, quer pela forma\u00e7\u00e3o, quer pela conjuga\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o ao mesmo tempo.\u00a0<strong>Est\u00e3o no primeiro caso todos os verbos que se prendem a substantivos em -elo ou -eia (sejam formados em portugu\u00eas ou venham j\u00e1 do latim); assim se regulam<\/strong>: aldear, por aldeia; alhear, por alheio; cear por ceia; encadear por cadeia; pean, por pela; etc. Est\u00e3o no segundo caso todos os verbos que t\u00eam normalmente flex\u00f5es rizot\u00f3nicas\/rizot\u00f4nicas em -eio, -eias, etc.: clarear, delinear, devanear, falsear, granjear, guerrear, hastear, nomear, semear, etc. Existem, no entanto, verbos em -iar, ligados a substantivos com as termina\u00e7\u00f5es \u00e1tonas -ia ou -io, que admitem variantes na conjuga\u00e7\u00e3o: negoceio ou negocio (cf. neg\u00f3cio); premeio ou premio (cf. pr\u00e9mio\/pr\u00eamio); etc.<strong><br \/>\nf) N\u00e3o \u00e9 l\u00edcito o emprego do u final \u00e1tono em palavras de origem latina. Escreve-se, por isso<\/strong>: moto, em vez de m\u00f3tu (por exemplo, na express\u00e3o de moto pr\u00f3prio); tribo, em vez de tribu.<strong><br \/>\ng)<\/strong>\u00a0<strong>Os verbos em -oar distinguem-se praticamente dos verbos em -uar pela sua conjuga\u00e7\u00e3o nas formas rizot\u00f3nicas\/rizot\u00f4nicas, que t\u00eam sempre o na s\u00edlaba acentuada<\/strong>: aben\u00e7oar com o, como aben\u00e7oo, aben\u00e7oas, etc.; destoar, com o, como destoo, destoas, etc.; mas acentuar, com u, como acentuo, acentuas, etc.<\/p>\n<p><strong>Base ase ase ase VI &#8211; Das vogais nasais<\/strong><\/p>\n<p><strong>Na representa\u00e7\u00e3o das vogais nasais devem observar-se os seguintes preceitos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba)<\/strong>\u00a0<strong>Quando uma vogal nasal ocorre em fim de palavra, ou em fim de elemento seguido de h\u00edfen, representa-se a nasalidade pelo til, se essa vogal \u00e9 de timbre a; por m, se possui qualquer outro timbre e termina a palavra; e por n se \u00e9 de timbre diverso de a e est\u00e1 seguida de s<\/strong>: af\u00e3, gr\u00e3, Gr\u00e3-Bretanha, l\u00e3, \u00f3rf\u00e3, s\u00e3-braseiro (forma dialetal; o mesmo que s\u00e3o-brasense = de S. Br\u00e1s de Alportel); clarim, tom, vacum, flautins, semitons, zunzuns.<\/p>\n<p><strong>2\u00ba)<\/strong>\u00a0<strong>Os voc\u00e1bulos terminados em -\u00e3 transmitem esta representa\u00e7\u00e3o do a nasal aos adv\u00e9rbios em -mente que deles se formem, assim como a derivados em que entrem sufixos iniciados por z<\/strong>: enist\u00e3mente, irm\u00e3mente, s\u00e3mente; l\u00e3zudo, ma\u00e7\u00e3zita, manh\u00e3zinha, rom\u00e3zeira.<\/p>\n<p><strong>Base ase ase ase VII &#8211; Dos ditongos<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba) Os ditongos orais<\/strong>,\u00a0<strong>que tanto podem ser t\u00f3nicos\/t\u00f4nicos como \u00e1tonos, distribuem- -se por dois grupos gr\u00e1ficos principais, conforme o segundo elemento do ditongo \u00e9 representado por i ou u<\/strong>: ai, ei, \u00e9i, ui; au, eu, \u00e9u, iu, ou: bra\u00e7ais, caixote, deveis, eirado, farn\u00e9is (mas farneizinhos), goivo, goivan, len\u00e7\u00f3is (mas len\u00e7oizinhos), tafuis, uivar, cacau, cacaueiro, deu, endeusar, ilh\u00e9u (mas ilheuzito), mediu, passou, regougar.<\/p>\n<p><strong>Obs.:<\/strong>\u00a0<strong>Admitem-se, todavia, excecionalmente, \u00e0 parte destes dois grupos, os ditongos grafados ae (= \u00e2i ou ai) e ao (\u00e2u ou au):<\/strong>\u00a0o primeiro, representado nos antrop\u00f3nimos\/antrop\u00f4nimos Caetano e Caetana, assim como nos respectivos derivados e compostos (caetaninha, s\u00e3o-caetano, etc.); o segundo, representado nas combina\u00e7\u00f5es da preposi\u00e7\u00e3o a com as formas masculinas do artigo ou pronome demonstrativo o, ou seja, ao e aos.<\/p>\n<p><strong>2\u00ba) Cumpre fixar, a prop\u00f3sito dos ditongos orais, os seguintes preceitos particulares:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)<\/strong>\u00a0<strong>\u00c9 o ditongo grafado ui, e n\u00e3o a sequ\u00eancia voc\u00e1lica grafada ue, que se emprega nas formas de 2a e 3a pessoas do singular do presente do indicativo e igualmente na da 2a pessoa do singular do imperativo dos verbos em -um<\/strong>: constituis, influi, retribui. Harmonizam-se, portanto, essas formas com todos os casos de ditongo grafado ui de s\u00edlaba final ou fim de palavra (azuis, fui, Guardafui, Rui, etc.); e ficam assim em paralelo gr\u00e1fico-fon\u00e9tico com as formas de 2a e 3a pessoas do singular do presente do indicativo e de 2a pessoa do singular do imperativo dos verbos em -air e em -oer: atrais, cai, sai; m\u00f3is, rem\u00f3i, s\u00f3i.<strong><br \/>\nb)\u00a0<\/strong>\u00c9 o ditongo grafado ui que representa sempre, em palavras de origem latina, a uni\u00e3o de um ii a um i \u00e1tono seguinte. N\u00e3o divergem, portanto, formas como fluido de formas como gratuito. E isso n\u00e3o impede que nos derivados de formas daquele tipo as vogais grafadas ii e i se separem: flu\u00eddico, fluidez (u-i).<strong><br \/>\nc)<\/strong>\u00a0Al\u00e9m dos ditongos orais propriamente ditos, os quais s\u00e3o todos decrescentes, admite-se, como \u00e9 sabido, a exist\u00eancia de ditongos crescentes. Podem considerar-se no n\u00famero deles as sequ\u00eancias voc\u00e1licas p\u00f3s-t\u00f3nicas\/p\u00f3s-t\u00f4nicas, tais as que se representam graficamente por ea, co, ia, ie, lo, oa, ua, ue, uo: \u00e1urea, \u00e1ureo, cal\u00fania, esp\u00e9cie, ex\u00edmio, m\u00e1goa, m\u00edngua, t\u00e9nue\/t\u00eanue, tr\u00edduo.<\/p>\n<p><strong>3\u00ba) Os ditongos nasais<\/strong>,\u00a0<strong>que na sua maioria tanto podem ser t\u00f3nicos\/t\u00f4nicos como \u00e1tonos, pertencem graficamente a dois tipos fundamentais<\/strong>: ditongos representados por vogal com til e semivogal; ditongos representados por uma vogal seguida da consoante nasal m.<\/p>\n<p><strong>Eis a indica\u00e7\u00e3o de uns e outros:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) Os ditongos representados por vogal com til e semivogal s\u00e3o quatro, considerando-se apenas a l\u00edngua padr\u00e3o contempor\u00e2nea<\/strong>: \u00e3e (usado em voc\u00e1bulos ox\u00edtonos e derivados), \u00e3i (usado em voc\u00e1bulos anox\u00edtonos e derivados), \u00e3o e \u00f5e.\u00a0<strong>Exemplos<\/strong>: c\u00e3es, Guimar\u00e3es, m\u00e3e, m\u00e3ezinha; c\u00e3ibas, c\u00e3ibeiro, c\u00e3ibra, z\u00e3ibo; m\u00e3o, m\u00e3ozinha, n\u00e3o, qu\u00e3o, s\u00f3t\u00e3o, sot\u00e3ozinho, t\u00e3o; Cam\u00f5es, ora\u00e7\u00f5es, ora\u00e7\u00f5ezinhas, p\u00f5e, rep\u00f5es. Ao lado de tais ditongos pode, por exemplo, colocar-se o ditongo \u00fci; mas este, embora se exemplifique numa forma popular como rui = ruim, representa-se sem o til nas formas muito e mui, por obedi\u00eancia \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\nb)<\/strong>\u00a0<strong>Os ditongos representados por uma vogal seguida da consoante nasal m s\u00e3o dois<\/strong>: am e em.<\/p>\n<p><strong>Divergem, por\u00e9m, nos seus empregos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>i)<\/strong>\u00a0<strong>am (sempre \u00e1tono) s\u00f3 se emprega em flex\u00f5es verbais<\/strong>: amam, deviam, escreveram, puseram;<strong><br \/>\nii)<\/strong>\u00a0<strong>em (t\u00f3nico\/t\u00f4nico ou \u00e1tono) emprega-se em palavras de categorias morfol\u00f3gicas diversas, incluindo flex\u00f5es verbais, e pode apresentar variantes gr\u00e1ficas determinadas pela posi\u00e7\u00e3o, pela acentua\u00e7\u00e3o ou, simultaneamente, pela posi\u00e7\u00e3o e pela acentua\u00e7\u00e3o<\/strong>: bem, Bembom, Bemposta, cem, devem, nem, quem, sem, tem, virgem; Bencanta, Benfeito, Benfica, benquisto, bens, enfim, enquanto, homenzarr\u00e3o, homenzinho, nuvenzinha, tens, virgens, am\u00e9m (varia\u00e7\u00e3o do \u00e1men), armaz\u00e9m, conv\u00e9m, mant\u00e9m, ningu\u00e9m, por\u00e9m, Santar\u00e9m, tamb\u00e9m; conv\u00eam, mant\u00eam, t\u00eam (3as pessoas do plural); armaz\u00e9ns, desd\u00e9ns, conv\u00e9ns, ret\u00e9ns; Belenzada, vintenzinho.<\/p>\n<p><strong>Base ase ase ase VIII &#8211; Da acentua\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica das palavras ox\u00edtonas<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba) Acentuam-se com acento agudo:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)<\/strong>\u00a0<strong>As palavras ox\u00edtonas terminadas nas vogais t\u00f3nicas\/t\u00f4nicas abertas grafadas -a, -e ou -o, seguidas ou n\u00e3o de -s<\/strong>: est\u00e1, est\u00e1s, j\u00e1, ol\u00e1; at\u00e9, \u00e9, \u00e9s, ol\u00e9, pontap\u00e9(s); av\u00f3(s), domin\u00f3(s), palet\u00f3(s), s\u00f3(s).<\/p>\n<p><strong>Obs.: Em algumas (poucas) palavras ox\u00edtonas terminadas em -e t\u00f3nico\/t\u00f4nico, geralmente provenientes do franc\u00eas, esta vogal, por ser articulada nas pron\u00fancias cultas ora como aberta ora como fechada, admite tanto o acento agudo como o acento circunflexo<\/strong>: beb\u00e9 ou beb\u00ea, bid\u00e9 ou bid\u00ea, canap\u00e9 ou canap\u00ea, carat\u00e9 ou carat\u00ea, croch\u00e9 ou croch\u00ea, guich\u00e9 ou guich\u00ea, matin\u00e9 ou matin\u00ea, nen\u00e9 ou nen\u00ea, ponj\u00e9 ou ponj\u00ea, pur\u00e9 ou pur\u00ea, rap\u00e9 ou rap\u00ea.<\/p>\n<p>O mesmo se verifica com formas como coc\u00f3 e coc\u00f4, r\u00e9 (letra do alfabeto grego) e r\u00e9. S\u00e3o igualmente admitidas formas como jud\u00f4, a par de judo, e metr\u00f4, a par de metro.<\/p>\n<p><strong>b)<\/strong>\u00a0<strong>As formas verbais ox\u00edtonas, quando, conjugadas com os pronomes cl\u00edticos lo(s) ou la(s), ficam a terminar na vogal t\u00f3nica\/t\u00f4nica aberta grafada -a, ap\u00f3s a assimila\u00e7\u00e3o e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z<\/strong>: ador\u00e1-lo(s) (de adorar-lo(s)), d\u00e1-la(s) (de dar-la(s) ou d\u00e1(s)-la(s) ou d\u00e1(s)-la(s)), f\u00e1-lo(s) (de faz-lo(s)), f\u00e1-lo(s)-\u00e1s (de far-lo(s)-\u00e1s), habita-la(s)-iam (de habitar-la(s)-iam), tra-la(s)-\u00e1 (de trar-la(s)-\u00e1).<\/p>\n<p><strong>c) As palavras ox\u00edtonas com mais de uma s\u00edlaba terminadas no ditongo nasal (presente do indicativo etc.) ou -ens<\/strong>: ac\u00e9m, det\u00e9m, det\u00e9ns, entret\u00e9m, entret\u00e9ns, har\u00e9m, har\u00e9ns, por\u00e9m, prov\u00e9m, prov\u00e9ns, tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>d)<\/strong>\u00a0<strong>As palavras ox\u00edtonas com os ditongos abertos grafados -\u00e9i, \u00e9u ou \u00f3i, podendo estes dois \u00faltimos ser seguidos ou n\u00e3o de -s<\/strong>: an\u00e9is, bat\u00e9is, fi\u00e9is, pap\u00e9is; c\u00e9u(s), chap\u00e9u(s), ilh\u00e9u(s), v\u00e9u(s); corr\u00f3i (de corroer), her\u00f3i(s), rem\u00f3i (de remoer), s\u00f3is.<\/p>\n<p><strong>2\u00ba) Acentuam-se com acento circunflexo:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)<\/strong>\u00a0<strong>As palavras ox\u00edtonas terminadas nas vogais t\u00f3nicas\/t\u00f4nicas fechadas que se grafam -e ou -o, seguidas ou n\u00e3o de -s<\/strong>: cort\u00eas, d\u00ea, d\u00eas (de dar), l\u00ea, l\u00eas (de ler), portugu\u00eas, voc\u00ea(s); av\u00f4(s), p\u00f4s (de p\u00f4r), rob\u00f4(s).<strong><br \/>\nb)<\/strong>\u00a0<strong>As formas verbais ox\u00edtonas, quando conjugadas com os pronomes cl\u00edticos -lo(s) ou -la(s), ficam a terminar nas vogais t\u00f3nicas\/t\u00f4nicas fechadas que se grafam -e ou -o, ap\u00f3s a assimila\u00e7\u00e3o e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z<\/strong>: det\u00ea-lo(s) (de deter-lo(s)), faz\u00ea-la(s) (de fazer-la(s)), f\u00ea-lo(s) (de fez-lo(s)), v\u00ea-la(s) (de ver-la(s)), comp\u00f4-la(s) (de compor-la(s)), rep\u00f4-la(s) (de repor-la(s)), p\u00f4-la(s) (de por-la(s) ou p\u00f4s-la(s)).<\/p>\n<p><strong>3\u00ba) Prescinde-se de acento gr\u00e1fico<\/strong>\u00a0para distinguir palavras ox\u00edtonas hom\u00f3grafas, mas heterof\u00f3nicas\/heterof\u00f4nicas, do tipo de cor (\u00f4), substantivo, e cor (\u00f3), elemento da locu\u00e7\u00e3o de cor; colher (\u00ea), verbo, e colher (\u00e9), substantivo. Excetua-se a forma verbal p\u00f4r, para a distinguir da preposi\u00e7\u00e3o por.<\/p>\n<p><strong>Base ase ase ase IX<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da acentua\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica das palavras parox\u00edtonas<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba) As palavras parox\u00edtonas<\/strong>\u00a0<strong>n\u00e3o s\u00e3o em geral acentuadas graficamente<\/strong>: enjoo, grave, homem, mesa, Tejo, vejo, velho, voo; avan\u00e7o, floresta; aben\u00e7oo, angolano, brasileiro; descobrimento, graficamente, mo\u00e7ambicano.<\/p>\n<p><strong>2\u00ba) Recebem, no entanto, acento agudo:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)<\/strong>\u00a0<strong>As palavras parox\u00edtonas que apresentam, na s\u00edlaba t\u00f3nica\/t\u00f4nica, as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em -l, -n, -r, -x e -ps, assim como, salvo raras exce\u00e7\u00f5es, as respectivas formas do plural, algumas das quais passam a proparox\u00edtonas<\/strong>: am\u00e1vel (pl. am\u00e1veis), An\u00edbal, d\u00f3cil (pl. d\u00f3ceis), d\u00factil (pl. d\u00facteis), f\u00f3ssil (pl. f\u00f3sseis), r\u00e9ptil (pl. r\u00e9pteis; var. reptil, pl. reptis); c\u00e1rmen (pl. c\u00e1rmenes ou carmens; var. carme, pl. carmes); d\u00f3lmen (pl. d\u00f3lmenes ou dolmens), \u00e9den (pl. \u00e9denes ou edens), l\u00edquen (pl. l\u00edquenes), l\u00famen (pl. l\u00famenes ou l\u00famens); a\u00e7\u00facar (pl. a\u00e7\u00facares), alm\u00edscar (pl. alm\u00edscares), cad\u00e1ver (pl. cad\u00e1veres), car\u00e1ter ou car\u00e1cter (mas pl. carateres ou caracteres), \u00edmpar (pl. \u00edmpares); \u00c1jax, c\u00f3rtex (pl. c\u00f3rtex; var. c\u00f3rtice, pl. c\u00f3rtices), \u00edndex (pl. \u00edndex; var. \u00edndice, pl. \u00edndices), t\u00f3rax (pl. t\u00f3rax ou t\u00f3raxes; var. torace, pl. toraces); b\u00edceps (pl. b\u00edceps; var. bic\u00edpite, pl. bic\u00edpites), f\u00f3rceps (pl. f\u00f3rceps; var. f\u00f3rcipe, pl. f\u00f3rcipes).<\/p>\n<p><strong>Obs.:<\/strong>\u00a0<strong>Muito poucas palavras deste tipo, com as vogais t\u00f3nicas\/t\u00f4nicas grafadas e e o em fim de s\u00edlaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscila\u00e7\u00e3o de timbre nas pron\u00fancias cultas da l\u00edngua e, por conseguinte, tamb\u00e9m de acento gr\u00e1fico (agudo ou circunflexo)<\/strong>: s\u00e9men e s\u00eamen, x\u00e9non e x\u00eanon; f\u00eamure e f\u00e9mur, v\u00f3mer e v\u00f4mer; F\u00e9nix e F\u00eanix, \u00f3nix e \u00f4nix.<\/p>\n<p><strong>b)<\/strong>\u00a0<strong>As palavras parox\u00edtonas que apresentam, na s\u00edlaba t\u00f3nica\/t\u00f4nica, as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em -\u00e3(s), -\u00e3o(s), -ei(s), -i(s), -um, -uns ou -us<\/strong>: \u00f3rf\u00e3 (pl. \u00f3rf\u00e3s), ac\u00f3rd\u00e3o (pl. ac\u00f3rd\u00e3os), \u00f3rg\u00e3o (pl. \u00f3rg\u00e3os), s\u00f3t\u00e3o (pl. s\u00f3t\u00e3os); h\u00f3quei, j\u00f3quei (pl. j\u00f3queis), am\u00e1veis (pl. de am\u00e1vel), f\u00e1ceis (pl. de f\u00e1cil), f\u00f3sseis (pl. de f\u00f3ssil), am\u00e1reis (de amar), amaveis (id.), cantar\u00edeis (de cantar), fiz\u00e9reis (de fazer), fiz\u00e9sseis (id.); berib\u00e9ri (pl. berib\u00e9ris), b\u00edlis (sg. e pl.), \u00edris (sg. e pl.), j\u00fari (di. j\u00faris), o\u00e1sis (sg. e pl.); \u00e1lbum (di. \u00e1lbuns), f\u00f3rum (di. f\u00f3runs); h\u00famus (sg. e pl.), v\u00edrus (sg. e pl.).<\/p>\n<p><strong>Obs.:<\/strong>\u00a0<strong>Muito poucas parox\u00edtonas deste tipo, com as vogais t\u00f3nicas\/t\u00f4nicas grafadas e e o em fim de s\u00edlaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscila\u00e7\u00e3o de timbre nas pron\u00fancias cultas da l\u00edngua, o qual \u00e9 assinalado com acento agudo, se aberto, ou circunflexo, se fechado<\/strong>: p\u00f3nei e p\u00f4nei; g\u00f3nis e g\u00f4nis; p\u00e9nis e p\u00eanis, t\u00e9nis e t\u00eanis; b\u00f3nus e b\u00f4nus, \u00f3nus e \u00f4nus, t\u00f3nus e t\u00f4nus, V\u00e9nus e V\u00eanus.<\/p>\n<p><strong>3\u00ba) N\u00e3o se acentuam graficamente<\/strong>\u00a0<strong>os ditongos representados por ei e oi da s\u00edlaba t\u00f3nica\/t\u00f4nica das palavras parox\u00edtonas, dado que existe oscila\u00e7\u00e3o em muitos casos entre o fechamento e a abertura na sua articula\u00e7\u00e3o<\/strong>: assembleia, boleia, ideia, tal como aldeia, baleia, cadeia, cheia, meia; coreico, epopeico, onomatopeico, proteico; alcaloide, apoio (do verbo apoiar), tal como apoio (subst.), Azoia, hoia, boina, comboio (subst.), tal como comboio, comboias, etc. (do verbo comboiar), dezoito, estroina, heroico, introito, jiboia, moina, paranoico, zoina.<\/p>\n<p><strong>4\u00ba) \u00c9 facultativo assinalar com acento agudo<\/strong>\u00a0as formas verbais de pret\u00e9rito perfeito do indicativo, do tipo am\u00e1mos, louv\u00e1mos, para as distinguir das correspondentes formas do presente do indicativo (amamos, louvamos), j\u00e1 que o timbre da vogal t\u00f3nica\/t\u00f4nica \u00e9 aberto naquele caso em certas variantes do portugu\u00eas.<\/p>\n<p><strong>5\u00ba) Recebem acento circunflexo:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)<\/strong>\u00a0<strong>As palavras parox\u00edtonas que cont\u00eam, na s\u00edlaba t\u00f3nica\/t\u00f4nica, as vogais fechadas com a grafia a, e, o e que terminam em -l, -n, -r, ou -x, assim como as respectivas formas do plural, algumas das quais se tornam proparox\u00edtonas<\/strong>: c\u00f4nsul (pl. c\u00f4nsules), p\u00eansil (pl. p\u00eanseis), t\u00eaxtil (pl. t\u00eaxteis); c\u00e2non, var. c\u00e2none (pl. c\u00e2nones), pl\u00e2ncton (pl. pl\u00e2nctons); Almod\u00f4var, alj\u00f4far (pl. alj\u00f4fares), \u00e2mbar (pl. \u00e2mbares), C\u00e2ncer, T\u00e2nger; b\u00f4mbax (sg. e pl.), b\u00f4mbix, var. b\u00f4mbice (pl. b\u00f4mbices).<\/p>\n<p><strong>b)<\/strong>\u00a0<strong>As palavras parox\u00edtonas que cont\u00eam, na s\u00edlaba t\u00f3nica\/t\u00f4nica, as vogais fechadas com a grafia a, e, o e que terminam em -\u00e3o(s), -eis, -i(s) ou -us<\/strong>: b\u00ean\u00e7\u00e3o(s), c\u00f4v\u00e3o(s), Est\u00eav\u00e3o, z\u00e2ng\u00e3o(s); dev\u00eareis (de dever), escrev\u00easseis (de escrever), f\u00f4reis (de ser e ir), f\u00f4sseis (id.), p\u00eanseis (pl. de p\u00eansil), t\u00eaxteis (pl. de t\u00eaxtil); d\u00e2ndi(s), M\u00eanfis; \u00e2nus.<\/p>\n<p><strong>c)<\/strong>\u00a0<strong>As formas verbais t\u00eam e v\u00eam, 3as pessoas do plural do presente do indicativo de ter e vir, que s\u00e3o foneticamente parox\u00edtonas (respectivamente \/ t\u00e3j\u00e3j \/, \/ v\u00e3j\u00e3j \/ ou \/ t\u00ea\u00eaj \/, \/ v\u00ea\u00eaj \/ ou ainda \/ t\u00eaj\u00eaj \/, \/ v\u00eaj\u00eaj \/; cf. as antigas grafias preteridas, t\u00eaem, v\u00eaem, a fim de se distinguirem de tem e vem, 3as pessoas do singular do presente do indicativo ou 2as pessoas do singular do imperativo; e tamb\u00e9m as correspondentes formas compostas, tais como<\/strong>: abst\u00eam (cf. abst\u00e9m), adv\u00eam (cf. adv\u00e9m), cont\u00eam (cf. cont\u00e9m), conv\u00eam (cf. conv\u00e9m), desconv\u00eam (cf. desconv\u00e9m), det\u00eam (cf. detem), entretem (cf. entret\u00e9m), interv\u00eam (cf. interv\u00e9m), mant\u00eam (cf. mant\u00e9m), obt\u00eam (cf. obt\u00e9m), prov\u00eam (cf. prov\u00e9m), sobrev\u00eam (cf. sobrev\u00e9m).<\/p>\n<p><strong>Obs.:\u00a0<\/strong>Tamb\u00e9m neste caso s\u00e3o preteridas as antigas grafias det\u00eaem, interv\u00eaem, mant\u00eaem, prov\u00eaem, etc.<\/p>\n<p><strong>6\u00ba)<\/strong>\u00a0<strong>Assinalam-se com acento circunflexo<\/strong>:<\/p>\n<p><strong>a)<\/strong>\u00a0Obrigatoriamente, p\u00f4de (3a pessoa do singular do pret\u00e9rito perfeito do indicativo), no que se distingue da correspondente forma do presente do indicativo (pode).<strong><br \/>\nb)<\/strong>\u00a0Facultativamente, d\u00eamos (1a pessoa do plural do presente do conjuntivo), para se distinguir da correspondente forma do pret\u00e9rito perfeito do indicativo (demos); f\u00f4rma (substantivo), distinta de forma (substantivo; 3a pessoa do singular do presente do indicativo ou 2a pessoa do singular do imperativo do verbo formar).<\/p>\n<p><strong>7\u00ba)<\/strong>\u00a0<strong>Prescinde-se de acento circunflexo nas formas verbais parox\u00edtonas que cont\u00eam um e t\u00f3nico\/t\u00f4nico oral fechado em hiato com a termina\u00e7\u00e3o -em da 3a pessoa do plural do presente do indicativo ou do conjuntivo, conforme os casos<\/strong>: creem, deem (conj.), descreem, desdeem (conj.), leem, preveem, redeem (conj.), releem, reveem, tresleem, veem.<\/p>\n<p><strong>8\u00ba)\u00a0<\/strong>Prescinde-se igualmente do acento circunflexo para assinalar a vogal t\u00f3nica\/t\u00f4nica fechada com a grafia o em palavras parox\u00edtonas como enjoo, substantivo e flex\u00e3o de enjoar, povoo, flex\u00e3o de povoar, voo, substantivo e flex\u00e3o de voar, etc.<\/p>\n<p><strong>9\u00ba)<\/strong>\u00a0Prescinde-se, quer do acento agudo, quer do circunflexo, para distinguir palavras parox\u00edtonas que, tendo respectivamente vogal t\u00f3nica\/t\u00f4nica aberta ou fechada, s\u00e3o hom\u00f3grafas de palavras procl\u00edticas.\u00a0<strong>Assim, deixam de se distinguir pelo acento gr\u00e1fico<\/strong>: para (\u00e1), flex\u00e3o de parar, e para, preposi\u00e7\u00e3o; pela(s) (\u00e9), substantivo e flex\u00e3o de pelar, e pela(s), combina\u00e7\u00e3o de per e la(s); pelo (\u00e9), flex\u00e3o de pelar, pelo(s) (\u00e9), substantivo ou combina\u00e7\u00e3o de per e lo(s); polo(s) (\u00f3), substantivo, e polo(s), combina\u00e7\u00e3o antiga e popular de por e lo(s); etc.<\/p>\n<p><strong>10\u00ba)<\/strong>\u00a0Prescinde-se igualmente de acento gr\u00e1fico para distinguir parox\u00edtonas hom\u00f3grafas heterof\u00f3nicas\/heterof\u00f4nicas do tipo de acerto (\u00ea), substantivo, e acerto (\u00e9), flex\u00e3o de acertar; acordo (\u00f4), substantivo, e acordo (\u00f3), flex\u00e3o de acordar; cerca (\u00ea), substantivo, adv\u00e9rbio e elemento da locu\u00e7\u00e3o prepositiva cerca de, e cerca (\u00e9), flex\u00e3o de cercar; coro (\u00f3), substantivo, e flex\u00e3o de corar; deste (\u00ea), contrac\u00e7\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o de com o demonstrativo este, e deste (\u00e9), flex\u00e3o de dar; fora (\u00f4), flex\u00e3o de ser e ir, e fora (\u00f3), adv\u00e9rbio, interjei\u00e7\u00e3o e substantivo; piloto (\u00f4), substantivo, e piloto (\u00f3), flex\u00e3o de pilotar, etc.<\/p>\n<p><strong>Base X &#8211; Da acentua\u00e7\u00e3o das vogais t\u00f3nicas\/t\u00f4nicas grafadas I e U das palavras ox\u00edtonas e parox\u00edtonas<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba) As vogais t\u00f3nicas\/t\u00f4nicas grafadas i e u das palavras ox\u00edtonas e parox\u00edtonas levam acento agudo quando antecedidas de uma vogal com que n\u00e3o formam ditongo e desde de que n\u00e3o constituam s\u00edlaba com a eventual consoante seguinte, excetuando o caso de s<\/strong>: ada\u00eds (pl. de adail), a\u00ed, atra\u00ed (de atrair), ba\u00fa, ca\u00eds (de cair), Esa\u00fa, jacu\u00ed, Lu\u00eds, pa\u00eds, etc.; ala\u00fade, ami\u00fade, Ara\u00fajo, Ata\u00edde, atraiam (de atrair), atra\u00edsse (id.) ba\u00eda, bala\u00fastre, cafe\u00edna, ci\u00fame, ego\u00edsmo, fa\u00edsca, fa\u00falha, gra\u00fado, influ\u00edste (de influir), ju\u00edzes, Lu\u00edsa, mi\u00fado, para\u00edso, ra\u00edzes, reca\u00edda, ru\u00edna, sa\u00edda, sandu\u00edche, etc.<\/p>\n<p><strong>2\u00ba)<\/strong>\u00a0<strong>As vogais t\u00f3nicas\/t\u00f4nicas grafadas i e u das palavras ox\u00edtonas e parox\u00edtonas n\u00e3o levam acento agudo quando, antecedidas de vogal com que n\u00e3o formam ditongo, constituem s\u00edlaba com a consoante seguinte, como \u00e9 o caso de nh, l, m, n, r e z<\/strong>: bainha, moinho, rainha; adail, paul, Raul; Aboim, Coimbra, ruim; ainda, constituinte, oriundo, ruins, triunfo; atrair, demiurgo, influir, influirmos; juiz, raiz; etc.<\/p>\n<p><strong>3\u00ba)<\/strong>\u00a0<strong>Em conformidade com as regras anteriores leva acento agudo a vogal t\u00f3nica\/t\u00f4nica grafada i das formas ox\u00edtonas terminadas em r dos verbos em -air e -uir, quando estas se combinam com as formas pronominais cl\u00edticas -lo(s), -la(s), que levam \u00e0 assimila\u00e7\u00e3o e perda daquele -r<\/strong>: atra\u00ed-lo(s) (de atrair-lo(s)); atra\u00ed-lo(s)-ia (de atrair-lo(s)-ia); possu\u00ed-la(s) (de possuir-la(s)); possu\u00ed-la(s)-ia (de possuir-la(s)-ia).<\/p>\n<p><strong>4\u00ba)<\/strong>\u00a0<strong>Prescinde-se do acento agudo nas vogais t\u00f3nicas\/t\u00f4nicas grafadas i e u das palavras parox\u00edtonas, quando elas est\u00e3o precedidas de ditongo<\/strong>: baiuca, boiuno, cauila (var. cauira), cheiinho (de cheio), saiinha (de saia).<\/p>\n<p><strong>5\u00ba)<\/strong>\u00a0<strong>Levam, por\u00e9m, acento agudo as vogais t\u00f3nicas\/t\u00f4nicas grafadas i e u quando, precedidas de ditongo, pertencem a palavras ox\u00edtonas e est\u00e3o em posi\u00e7\u00e3o final ou seguidas de s<\/strong>: Piau\u00ed, tei\u00fa, tei\u00fas, tuiui\u00fa, tuiui\u00fas.<\/p>\n<p><strong>Obs.:<\/strong>\u00a0<strong>Se, neste caso, a consoante final for diferente de s, tais vogais dispensam o acento agudo<\/strong>: cauim.<\/p>\n<p><strong>6\u00ba)<\/strong>\u00a0<strong>Prescinde-se do acento agudo nos ditongos t\u00f3nicos\/t\u00f4nicos grafados iu e ui, quando precedidos de vogal<\/strong>: distraiu, instruiu, pauis (pl. de paul).<\/p>\n<p><strong>7\u00ba) Os verbos aguir e redarguir prescindem do acento agudo na vogal t\u00f3nica\/t\u00f4nica grafada u nas formas rizot\u00f3nicas\/rizot\u00f4nicas<\/strong>: arguo, arguis, argui, arguem; argua, arguas, argua, arguam. Os verbos do tipo de aguar, apaniguar, apaziguar, apropinquar, averiguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir e afins, por oferecerem dois paradigmas, ou t\u00eam as formas rizot\u00f3nicas\/rizot\u00f4nicas igualmente acentuadas no u mas sem marca gr\u00e1fica (a exemplo de averiguo, averiguas, averigua, averiguam; averigue, averigues, averigue, averiguem; enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxague, enxaguem, etc.; delinquo, delinquis, delinqui, delinquem; mas delinquimos, delinquis) ou t\u00eam as formas rizot\u00f3nicas\/rizot\u00f4nicas acentuadas f\u00f3nica\/f\u00f4nica e graficamente nas vogais a ou i radicais (a exemplo de aver\u00edguo, aver\u00edguas, aver\u00edgua, aver\u00edguam; aver\u00edgue, aver\u00edgues, aver\u00edgue, aver\u00edguem; enx\u00e1guo, enx\u00e1guas, enx\u00e1gua, enx\u00e1guam; enx\u00e1gue, enx\u00e1gues, enx\u00e1gue, enx\u00e1guem; del\u00ednquo, del\u00ednques, del\u00ednque, del\u00ednquem; del\u00ednqua, del\u00ednquas, del\u00ednqua, del\u00ednquam).<\/p>\n<p><strong>Obs.:<\/strong>\u00a0Em conex\u00e3o com os casos acima referidos, registre-se que os verbos em -ingir (atingir, cingir, constringir, infringir, tingir, etc.) e os verbos em -inguir sem prola\u00e7\u00e3o do u (distinguir, extinguir, etc.) t\u00eam grafias absolutamente regulares (atinjo, atinja, atinge, atingimos, etc.; distingo, distinga, distingue, distinguimos, etc.).<\/p>\n<p><strong>Base XI &#8211; Da acentua\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica das palavras proparox\u00edtonas<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba) Levam acento agudo:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) As palavras proparox\u00edtonas que apresentam na s\u00edlaba t\u00f3nica\/t\u00f4nica as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral come\u00e7ado por vogal aberta<\/strong>: \u00e1rabe, c\u00e1ustico, Cle\u00f3patra, esqu\u00e1lido, ex\u00e9rcito, hidr\u00e1ulico, l\u00edquido, m\u00edope, m\u00fasico, pl\u00e1stico, pros\u00e9lito, p\u00fablico, r\u00fastico, t\u00e9trico, \u00faltimo;<strong><br \/>\nb) As chamadas proparox\u00edtonas aparentes, isto \u00e9, que apresentam na s\u00edlaba t\u00f3nica\/t\u00f4nica as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral come\u00e7ado por vogal aberta, e que terminam por sequ\u00eancias voc\u00e1licas p\u00f3s-t\u00f3nicas\/p\u00f3s-t\u00f4nicas praticamente consideradas como ditongos crescentes (-ea, -eo, -ia, -ie, -io, -oa, -ua, -uo, etc.)<\/strong>: \u00e1lea, n\u00e1usea; et\u00e9reo, n\u00edveo; enciclop\u00e9dia, gl\u00f3ria; barb\u00e1rie, s\u00e9rie; l\u00edrio, pr\u00e9lio; m\u00e1goa, n\u00f3doa; ex\u00edgua, l\u00edngua; ex\u00edguo, v\u00e1cuo.<\/p>\n<p><strong>2\u00ba) Levam acento circunflexo:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)<\/strong>\u00a0<strong>As palavras proparox\u00edtonas que apresentam na s\u00edlaba t\u00f3nica\/t\u00f4nica vogal fechada ou ditongo com a vogal b\u00e1sica fechada<\/strong>: anacre\u00f4ntico, br\u00eatema, c\u00e2nfora, c\u00f4mputo, dev\u00earamos (de dever), din\u00e2mico, \u00eambolo, exc\u00eantrico, f\u00f4ssemos (de ser e ir), Gr\u00e2ndola, hermen\u00eautica, l\u00e2mpada, l\u00f4strego, l\u00f4brego, n\u00easpera, pl\u00eaiade, s\u00f4frego, son\u00e2mbulo, tr\u00f4pego;<strong><br \/>\nb)<\/strong>\u00a0<strong>As chamadas proparox\u00edtonas aparentes, isto \u00e9, que apresentam vogais fechadas na s\u00edlaba t\u00f3nica\/t\u00f4nica, e terminam por sequ\u00eancias voc\u00e1licas p\u00f3s-t\u00f3nicas\/p\u00f3s- -t\u00f4nicas praticamente consideradas como ditongos crescentes<\/strong>: am\u00eandoa, arg\u00eanteo, c\u00f4dea, Isl\u00e2ndia, M\u00e2ntua, ser\u00f4dio.<\/p>\n<p><strong>3\u00ba) Levam acento agudo ou acento circunflexo<\/strong>\u00a0<strong>as palavras proparox\u00edtonas, reais ou aparentes, cujas vogais t\u00f3nicas\/t\u00f4nicas grafadas e ou o est\u00e3o em final de s\u00edlaba e s\u00e3o seguidas das consoantes nasais grafadas m ou n, conforme o seu timbre \u00e9, respectivamente, aberto ou fechado nas pron\u00fancias cultas da l\u00edngua<\/strong>: acad\u00e9mico\/acad\u00eamico, anat\u00f3mico\/anat\u00f4mico, c\u00e9nico\/c\u00eanico, c\u00f3modo\/c\u00f4modo, fen\u00f3meno\/ fen\u00f4meno, g\u00e9nero\/g\u00eanero, top\u00f3nimo\/top\u00f4nimo; Amaz\u00f3nia\/Amaz\u00f4nia, Ant\u00f3nio\/Ant\u00f4nio, blasf\u00e9mia\/blasf\u00eamia, f\u00e9mea\/f\u00eamea, g\u00e9meo\/g\u00eameo, g\u00e9nio\/g\u00eanio, t\u00e9nue\/t\u00eanue.<\/p>\n<p><strong>Base XII &#8211; Do emprego do acento grave<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba) Emprega-se o acento grave:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)<\/strong>\u00a0<strong>Na contra\u00e7\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o a com as formas femininas do artigo ou pronome demonstrativo o<\/strong>: \u00e0 (de a+a), \u00e0s (de a+as);<strong><br \/>\nb) Na contra\u00e7\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o a com os demonstrativos aquele, aquela, aqueles, aquelas e aquilo ou ainda da mesma preposi\u00e7\u00e3o com os compostos aqueloutro e suas flex\u00f5es<\/strong>: \u00e0quele(s), \u00e0quela(s), \u00e0quilo; \u00e0queloutro(s), \u00e0queloutra(s).<\/p>\n<p><strong>Base XIII -Da supress\u00e3o dos acentos em palavras derivadas<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba) Nos adv\u00e9rbios<\/strong>\u00a0<strong>em -mente, derivados de adjetivos com acento agudo ou circunflexo, estes s\u00e3o suprimidos<\/strong>: avidamente (de \u00e1vido), debilmente (de d\u00e9bil), facilmente (de f\u00e1cil), habilmente (de h\u00e1bil), ingenuamente (de ing\u00eanuo), lucidamente (de l\u00facido), mamente (de m\u00e1), somente (de s\u00f3), unicamente (de \u00fanico), etc.; candidamente (de c\u00e2ndido), cortesmente (de cort\u00eas), dinamicamente (de din\u00e2mico), espontaneamente (de espont\u00e2neo), portuguesmente (de portugu\u00eas), romanticamente (de rom\u00e2ntico).<\/p>\n<p><strong>2\u00ba) Nas palavras derivadas<\/strong>\u00a0<strong>que cont\u00eam sufixos iniciados por z e cujas formas de base apresentam vogal t\u00f3nica\/t\u00f4nica com acento agudo ou circunflexo, estes s\u00e3o suprimidos<\/strong>: aneizinhos (de an\u00e9is), avozinha (de av\u00f3), bebezito (de beb\u00ea), cafezada (de caf\u00e9), chapeuzinho (de chap\u00e9u), chazeiro (de ch\u00e1), heroizito (de her\u00f3i), ilheuzito (de ilh\u00e9u), mazinha (de m\u00e1), orf\u00e3ozinho (de \u00f3rf\u00e3o), vintenzito (de vint\u00e9m), etc.; avozinho (de av\u00f4), ben\u00e7\u00e3ozinha (de b\u00ean\u00e7\u00e3o), lampadazita (de l\u00e2mpada), pessegozito (de p\u00eassego).<\/p>\n<p><strong>Base XIV &#8211; Do trema<\/strong><\/p>\n<p><strong>O trema, sinal de di\u00e9rese, \u00e9 inteiramente suprimido em palavras portuguesas ou aportuguesadas. Nem sequer se emprega na poesia, mesmo que haja separa\u00e7\u00e3o de duas vogais que normalmente formam ditongo<\/strong>: saudade, e n\u00e3o sa\u00fcdade, ainda que tetrass\u00edlabo; saudar, e n\u00e3o sa\u00fcdar, ainda que triss\u00edlabo; etc.<\/p>\n<p><strong>Em virtude desta supress\u00e3o, abstrai-se de sinal especial, quer para distinguir, em s\u00edlaba \u00e1tona, um i ou um u de uma vogal da s\u00edlaba anterior, quer para distinguir, tamb\u00e9m em s\u00edlaba \u00e1tona, um i ou um u de um ditongo precedente, quer para distinguir, em s\u00edlaba t\u00f3nica\/t\u00f4nica ou \u00e1tona, o u de gu ou de qu de um e ou i seguintes<\/strong>: arruinar, constituiria, depoimento, esmiu\u00e7ar, faiscar, faulhar, oleicultura, paraibano, reuni\u00e3o; abaiucado, auiqui, caiu\u00e1, cauixi, piauiense; aguentar, anguiforme, arguir, bil\u00edngue (ou bilingue), lingueta, linguista, lingu\u00edstico; cinquenta, equestre, frequentar, tranquilo, ubiquidade.<\/p>\n<p><strong>Obs.:<\/strong>\u00a0<strong>Conserva-se, no entanto, o trema, de acordo com a Base I, 3o, em palavras derivadas de nomes pr\u00f3prios estrangeiros<\/strong>: h\u00fcbneriano, de H\u00fcbner, m\u00fclleriano, de M\u00fcller, etc.<\/p>\n<p><strong>Base XV &#8211; Do h\u00edfen em compostos, locu\u00e7\u00f5es e encadeamentos vocabulares<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba) Emprega-se o h\u00edfen nas palavras compostas por justaposi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o cont\u00eam formas de liga\u00e7\u00e3o e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagm\u00e1tica e sem\u00e2ntica e mant\u00eam acento pr\u00f3prio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido<\/strong>: ano-luz, arce-bispo-bispo, arco-\u00edris, decreto-lei, \u00e9s-sueste, m\u00e9dico-cirurgi\u00e3o, rainha-cl\u00e1udia, tenente-coronel, tio-av\u00f4, turma-piloto; alcaide-mor, amor-perfeito, guarda-noturno, mato-grossense, norte-americano, porto-alegrense, sul-africano; afro-asi\u00e1tico,<br \/>\ncifro-luso-brasileiro, azul-escuro, luso-brasileiro, primeiro-ministro, primeiro-sargento, primo-infe\u00e7\u00e3o, segunda-feira; conta-gotas, finca-p\u00e9, guarda-chuva.<\/p>\n<p><strong>Obs.: Certos compostos, em rela\u00e7\u00e3o aos quais se perdeu, em certa medida, a no\u00e7\u00e3o de composi\u00e7\u00e3o, grafam-se aglutinadamente<\/strong>: girassol, madressilva, mandachuva, pontap\u00e9, paraquedas, paraquedista, etc.<\/p>\n<p><strong>2\u00ba) Emprega-se o h\u00edfen nos top\u00f3nimos\/top\u00f4nimos compostos, iniciados pelos adjetivos gr\u00e3, gr\u00e3o ou por forma verbal ou cujos elementos estejam ligados por artigo<\/strong>: Gr\u00e3\u2013Bretanha, Gr\u00e3o-Par\u00e1; Abre-Campo; Passa-Quatro, Quebra-Costas, Quebra-Dentes, Traga-Mouros, Trinca-Fortes; Albergaria-a-Velha, Ba\u00eda de Todos-os-Santos, Entre-os\u2013Rios, Montemor-o-Novo, Tr\u00e1s-os-Montes.<\/p>\n<p><strong>Obs.:<\/strong>\u00a0<strong>Os outros top\u00f3nimos\/top\u00f4nimos compostos escrevem-se com os elementos separados, sem h\u00edfen<\/strong>: Am\u00e9rica do Sul, Belo Horizonte, Cabo Verde, Castelo Branco, Freixo de Espada \u00e0 Cinta, etc. O top\u00f3nimo\/top\u00f4nimo Guin\u00e9-Bissau \u00e9, contudo, uma exce\u00e7\u00e3o consagrada pelo uso.<\/p>\n<p><strong>3\u00ba)<\/strong>\u00a0<strong>Emprega-se o h\u00edfen nas palavras compostas que designam esp\u00e9cies bot\u00e2nicas e zool\u00f3gicas, estejam ou n\u00e3o ligadas por preposi\u00e7\u00e3o ou qualquer outro elemento<\/strong>: ab\u00f3bora-menina, couve-flor, erva-doce, feij\u00e3o-verde; ben\u00e7\u00e3o-de-deus, erva-do-ch\u00e1, ervilha- -de-cheiro, fava-de-santo-in\u00e2cio, bem-me-quer (nome de planta que tamb\u00e9m se d\u00e1 \u00e0 margarida e ao malmequer); andorinha-grande, cobra-capelo, formiga-branca; andorinha-do-mar, cobra-d\ufffd\u00e1gua, lesma-de-conchinha; bem-te-vi (nome de um p\u00e1ssaro).<\/p>\n<p><strong>4\u00ba)\u00a0<\/strong>Emprega-se o h\u00edfen nos compostos com os adv\u00e9rbios bem e mal, quando estes formam com o elemento que se lhes segue uma unidade sintagm\u00e1tica e sem\u00e2ntica e tal elemento come\u00e7a por vogal ou h. No entanto, o adv\u00e9rbio bem, ao contr\u00e1rio de mal, pode n\u00e3o se aglutinar com palavras come\u00e7adas por consoante.<\/p>\n<p><strong>Eis alguns exemplos das v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es<\/strong>: bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado; mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado; bem-criado (cf. malcriado), bem-ditoso (cf. malditoso), bem-falante (cf. malfalante), bem-mandado (cf. malmandado). bem-nascido (cf. malnascido) , bem-soante (cf. malsoante), bem-visto (cf. malvisto).<br \/>\n<strong>Obs.<\/strong>:\u00a0<strong>Em muitos compostos, o adv\u00e9rbio bem aparece aglutinado com o segundo elemento, quer este tenha ou n\u00e3o vida \u00e0 parte<\/strong>: benfazejo, benfeito, benfeitor, benqueren\u00e7a, etc.<\/p>\n<p><strong>5\u00ba)<\/strong>\u00a0<strong>Emprega-se o h\u00edfen nos compostos com os elementos al\u00e9m, aqu\u00e9m, rec\u00e9m e sem<\/strong>: al\u00e9m-Atl\u00e2ntico, al\u00e9m-mar, al\u00e9m-fronteiras; aqu\u00e9m-fiar, aqu\u00e9m-Pireneus; rec\u00e9m-casado, rec\u00e9m-nascido; sem-cerim\u00f4nia, sem-n\u00famero, sem-vergonha.<\/p>\n<p><strong>6\u00ba)<\/strong>\u00a0Nas locu\u00e7\u00f5es de qualquer tipo, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, n\u00e3o se emprega em geral o h\u00edfen, salvo algumas exce\u00e7\u00f5es j\u00e1 consagradas pelo uso (como \u00e9 o caso de \u00e1gua-de-col\u00f3nia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, p\u00e9-de-meia, ao deus-dar\u00e1, \u00e0 queima-roupa).<\/p>\n<p><strong>Sirvam, pois, de exemplo de emprego sem h\u00edfen as seguintes locu\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) Substantivas<\/strong>: c\u00e3o de guarda, fim de semana, sala de jantar;<strong><br \/>\nb)<\/strong>\u00a0<strong>Adjetivas<\/strong>: cor de a\u00e7afr\u00e3o, cor de caf\u00e9 com leite, cor de vinho;<strong><br \/>\nc)<\/strong>\u00a0<strong>Pronominais:<\/strong>\u00a0cada um, ele pr\u00f3prio, n\u00f3s mesmos, quem quer que seja;<strong><br \/>\nd) Adverbiais:<\/strong>\u00a0\u00e0 parte (note-se o substantivo aparte), \u00e0 vontade, de mais (locu\u00e7\u00e3o que se contrap\u00f5e a de menos; note-se demais, adv\u00e9rbio, conjun\u00e7\u00e3o, etc.), depois de amanh\u00e3, em cima, por isso;<strong><br \/>\ne) Prepositivas:<\/strong>\u00a0abaixo de, acerca de, acima de, a fim de, a par de, \u00e0 parte de, apesar de, aquando de, debaixo de, enquanto a, por baixo de, por cima de, quanto a;<strong><br \/>\nf)<\/strong>\u00a0<strong>Conjuncionais:\u00a0<\/strong>afim de que, ao passo que, contanto que, logo que, por conseguinte, visto que.<\/p>\n<p><strong>7\u00ba)<\/strong>\u00a0<strong>Emprega-se o h\u00edfen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando, n\u00e3o propriamente voc\u00e1bulos, mas encadeamentos vocabulares (tipo<\/strong>: a divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade, a ponte Rio-Niter\u00f3i, o percurso Lisboa-Coimbra-Porto, a liga\u00e7\u00e3o Angola-Mo\u00e7ambique, e bem assim nas combina\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas ou ocasionais de top\u00f3nimos\/top\u00f4nimos (<strong>tipo:<\/strong>\u00a0Austria-Hungria, Als\u00e1cia-Lorena, Angola-Brasil, T\u00f3quio-Rio de Janeiro, etc.).<\/p>\n<p><strong>Base XVI &#8211; Do h\u00edfen nas forma\u00e7\u00f5es por prefixa\u00e7\u00e3o, recomposi\u00e7\u00e3o e sufixa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba)<\/strong>\u00a0Nas forma\u00e7\u00f5es com prefixos (como, por exemplo: ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, p\u00f3s-, pr\u00e9-, pr\u00f3-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-, etc.) e em forma\u00e7\u00f5es por recomposi\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, com elementos n\u00e3o aut\u00f4nomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (tais como: aero-, agro-, arqui-, auto-, hio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele-, etc.), s\u00f3 se emprega o h\u00edfen nos seguintes casos:<\/p>\n<p><strong>a) Nas forma\u00e7\u00f5es em que o segundo elemento come\u00e7a por h<\/strong>: anti-higi\u00e9nico\/anti-higi\u00eanico, circum-hospitalar, co-herdeiro, contra-harm\u00f3nico\/contra-harm\u00f4nico, extra-humano, pr\u00e9-hist\u00f3ria, sub-hep\u00e1tico, super-homem, ultra-hiperb\u00f3lico; arqui-hip\u00e9rbole, eletro-higr\u00f3metro, geo-hist\u00f3ria, neo-hel\u00e9nico\/neo-hel\u00eanico, pan-helenismo, semi-hospitalar.<br \/>\n<strong>Obs.<\/strong>:\u00a0<strong>N\u00e3o se usa, no entanto, o h\u00edfen em forma\u00e7\u00f5es que cont\u00eam em geral os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial<\/strong>: desumano, desumidificar, in\u00e1bil, inumano, etc.<strong><br \/>\nb)<\/strong>\u00a0<strong>Nas forma\u00e7\u00f5es em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento<\/strong>: anti-ib\u00e9rico, contra-almirante, infra-axilar,<br \/>\nsupra-auricular; arqui-irmandade, auto-observa\u00e7\u00e3o, eletro-\u00f3tica, micro-onda, semi-interno.<br \/>\n<strong>Obs.:<\/strong>\u00a0<strong>Nas forma\u00e7\u00f5es com o prefixo co-, este aglutina-se em geral com o segundo elemento mesmo quando iniciado por o<\/strong>: coobriga\u00e7\u00e3o, coocupante, coordenar, coopera\u00e7\u00e3o, cooperar, etc.<strong><br \/>\nc)<\/strong>\u00a0<strong>Nas forma\u00e7\u00f5es com os prefixos circum- e pan-, quando o segundo elemento come\u00e7a por vogal, m ou n (al\u00e9m de h, caso j\u00e1 considerado atr\u00e1s na al\u00ednea a)<\/strong>: circum-escolar, circum-murado, circum-navega\u00e7\u00e3o; pan-africano, pan-m\u00e1gico, pan-negritude.<strong><br \/>\nd)<\/strong>\u00a0<strong>Nas forma\u00e7\u00f5es com os prefixos hiper-, inter- e super-, quando combinados com elementos iniciados por r<\/strong>: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.<strong><br \/>\ne) Nas forma\u00e7\u00f5es com os prefixos ex- (com o sentido de estado anterior ou cessamento), sota-, soto-, vice- e vizo-<\/strong>: ex-almirante, ex-diretor, ex-hospedeira, ex-presidente, ex-primeiro-ministro, ex-rei; sota-piloto, soto-mestre, vice-presidente, vice-reitor, vizo-rei.<strong><br \/>\nf)<\/strong>\u00a0<strong>Nas forma\u00e7\u00f5es com os prefixos t\u00f3nicos\/t\u00f4nicos acentuados graficamente p\u00f3s-, pr\u00e9- e pr\u00f3-, quando o segundo elemento tem vida \u00e0 parte (ao contr\u00e1rio do que acontece com as correspondentes formas \u00e1tonas que se aglutinam com o elemento seguinte)<\/strong>: p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, p\u00f3s-t\u00f3nico\/p\u00f3s-t\u00f4nicos (mas pospor); pr\u00e9-escolar, pr\u00e9-natal (mas prever); pr\u00f3-africano, pr\u00f3-europeu (mas promover).<\/p>\n<p><strong>2\u00ba) N\u00e3o se emprega, pois, o h\u00edfen:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)<\/strong>\u00a0Nas forma\u00e7\u00f5es em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento come\u00e7a por r ou s, devendo estas consoantes duplicar-se, pr\u00e1tica ali\u00e1s j\u00e1 generalizada em palavras deste tipo pertencentes aos dom\u00ednios cient\u00edfico e t\u00e9cnico.\u00a0<strong>Assim<\/strong>: antirreligioso, antissemita, contrarregra, contrassenha, cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, tal como hiorritmo, hiossat\u00e9lite, eletrossiderurgia, microssistema, microrradiografia.<strong><br \/>\nb)<\/strong>\u00a0Nas forma\u00e7\u00f5es em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento come\u00e7a por vogal diferente, pr\u00e1tica esta em geral j\u00e1 adotada tamb\u00e9m para os termos t\u00e9cnicos e cient\u00edficos.\u00a0<strong>Assim<\/strong>: antia\u00e9reo, coeduca\u00e7ao, extraescolar, aeroespacial, autoestrada, autoaprendizagem, agroindustrial, hidroel\u00e9trico, plurianual.<\/p>\n<p><strong>3\u00ba) Nas forma\u00e7\u00f5es por sufixa\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0<strong>apenas se emprega o h\u00edfen nos voc\u00e1bulos terminados por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como -a\u00e7u, -gua\u00e7u e -mirim, quando o primeiro elemento acaba em vogal acentuada graficamente ou quando a pron\u00fancia exige a distin\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica dos dois elementos<\/strong>: amor\u00e9-gua\u00e7u, anaj\u00e1-mirim, and\u00e1-a\u00e7u, capim-a\u00e7u, Cear\u00e1-Mirim.<\/p>\n<p><strong>Base XVII &#8211; Do h\u00edfen na \u00eanclise, na tmese e com o verbo haver<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba) Emprega-se o h\u00edfen na \u00eanclise e na tmese<\/strong>: am\u00e1-lo, d\u00e1-se, deixa-o, partir-lhe; am\u00e1-lo-ei, enviar-lhe-emos.<\/p>\n<p><strong>2\u00ba) N\u00e3o se emprega o h\u00edfen nas liga\u00e7\u00f5es da preposi\u00e7\u00e3o de \u00e0s formas monossil\u00e1bicas do presente do indicativo do verbo haver<\/strong>: hei de, h\u00e1s de, h\u00e3o de, etc.<\/p>\n<p><strong>Obs.:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. Embora estejam consagradas pelo uso as formas verbais quer e requer, dos verbos querer e requerer, em vez de quere e requere, estas \u00faltimas formas conservam-se, no entanto, nos casos de \u00eanclise<\/strong>: quere-o(s), requere-o(s). Nestes contextos, as formas (leg\u00edtimas, ali\u00e1s) qu\u00e9-lo e requ\u00e9-lo s\u00e3o pouco usadas.<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong>\u00a0Usa-se tamb\u00e9m o h\u00edfen nas liga\u00e7\u00f5es de formas pronominais encl\u00edticas ao adv\u00e9rbio eis (eis-me, ei-lo) e ainda nas combina\u00e7\u00f5es de formas pronominais do tipo no-lo, vo-las, quando em pr\u00f3clise (por ex.: esperamos que no-lo comprem).<\/p>\n<p><strong>Base XVIII &#8211; Do ap\u00f3strofo<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba) S\u00e3o os seguintes os casos de emprego do ap\u00f3strofo:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)<\/strong>\u00a0<strong>Faz-se uso do ap\u00f3strofo para cindir graficamente uma contra\u00e7\u00e3o ou aglutina\u00e7\u00e3o vocabular, quando um elemento ou fra\u00e7\u00e3o respectiva pertence propriamente a um conjunto vocabular distinto<\/strong>: d\ufffdOs Lus\u00edadas, d&#8217;Os Sert\u00f5es; n&#8217;Os Lus\u00edadas, n&#8217;Os Sert\u00f5es; pel&#8217; Os Lus\u00edadas, pel&#8217; Os Sert\u00f5es.\u00a0<strong>Nada obsta, contudo, a que estas escritas sejam substitu\u00eddas por empregos de preposi\u00e7\u00f5es \u00edntegras, se o exigir raz\u00e3o especial de clareza, expressividade ou \u00eanfase<\/strong>: de Os Lus\u00edadas, em Os Lus\u00edadas, por Os Lus\u00edadas, etc.<\/p>\n<p><strong>As cis\u00f5es indicadas s\u00e3o an\u00e1logas \u00e0s dissolu\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas que se fazem, embora sem emprego do ap\u00f3strofo, em combina\u00e7\u00f5es da preposi\u00e7\u00e3o a com palavras pertencentes a conjuntos vocabulares imediatos<\/strong>: a A Rel\u00edquia, a Os Lus\u00edadas (exemplos: import\u00e2ncia atribu\u00edda a A Rel\u00edquia; recorro a Os Lus\u00edadas). Em tais casos, como \u00e9 \u00f3bvio, entende-se que a dissolu\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica nunca impede na leitura a combina\u00e7\u00e3o fon\u00e9tica: a A = \u00e0, a Os = aos, etc.<\/p>\n<p><strong>b)<\/strong>\u00a0<strong>Pode cindir-se por meio do ap\u00f3strofo uma contra\u00e7\u00e3o ou aglutina\u00e7\u00e3o vocabular, quando um elemento ou fra\u00e7\u00e3o respectiva \u00e9 forma pronominal e se lhe quer dar realce com o uso de mai\u00fascula<\/strong>: d&#8217;Ele, n&#8217;Ele, d&#8217;Aquele, n&#8217;Aquele, d&#8217;O, n&#8217;O, pel&#8217;O, m&#8217;O, t&#8217;O, lh&#8217;O, casos em que a segunda parte, forma masculina, \u00e9 aplic\u00e1vel a Deus, a Jesus, etc.; d&#8217;Ela, n&#8217;Ela, d&#8217;Aquela, n&#8217;Aquela, d&#8217;A, n&#8217;A, pel&#8217;A, tu&#8217;A, t&#8217;A, lh&#8217;A, casos em que a segunda parte, forma feminina, \u00e9 aplic\u00e1vel \u00e0 m\u00e3e de Jesus, \u00e0 Provid\u00eancia, etc.\u00a0<strong>Exemplos fr\u00e1sicos<\/strong>: confiamos n&#8217;O que nos salvou; esse milagre revelou-m&#8217;O; est\u00e1 n&#8217;Ela a nossa esperan\u00e7a; pugnemos pel&#8217;A que \u00e9 nossa padroeira.<\/p>\n<p><strong>\u00c0 semelhan\u00e7a das cis\u00f5es indicadas, pode dissolver-se graficamente, posto que sem uso do ap\u00f3strofo, uma combina\u00e7\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o a com uma forma pronominal real\u00e7ada pela mai\u00fascula<\/strong>: a O, a Aquele, a Aquela (entendendo-se que a dissolu\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica nunca impede na leitura a combina\u00e7\u00e3o fon\u00e9tica: a O = ao, a Aquela = \u00e0quela, etc.).\u00a0<strong>Exemplos fr\u00e1sicos<\/strong>: a O que tudo pode: a Aquela que nos protege.<\/p>\n<p><strong>c) Emprega-se o ap\u00f3strofo nas liga\u00e7\u00f5es das formas santo e santa a nomes do hagiol\u00f3gio, quando importa representar a elis\u00e3o das vogais finais o e a<\/strong>: Sant&#8217;Ana, Sant&#8217;Iago etc.\u00a0<strong>\u00c9, pois, correto escrever<\/strong>: Cal\u00e7ada de Sant&#8217;Ana. Rua de Sant&#8217;Ana; culto de Sant&#8217;Iago, Ordem de Sant&#8217;Iago. Mas, se as liga\u00e7\u00f5es deste g\u00eanero, como \u00e9 o caso destas mesmas Sant&#8217;Ana e Sant&#8217;Iago, se tornam perfeitas unidades m\u00f3rficas, aglutinam-se os dois elementos: Fulano de Santana, ilh\u00e9u de Santana, Santana de Parna\u00edba; Fulano de Santiago, ilha de Santiago, Santiago do Cac\u00e9m. Em paralelo com a grafia Sant&#8217;Ana e cong\u00e9neres, emprega-se tamb\u00e9m o ap\u00f3strofo nas liga\u00e7\u00f5es de duas formas antropon\u00edmicas, quando \u00e9 necess\u00e1rio indicar que na primeira se elide um o final: Nun&#8217;\u00c1lvares, Pedr&#8217;Eanes.<\/p>\n<p><strong>Note-se que nos casos referidos as escritas com ap\u00f3strofo, indicativas de elis\u00e3o, n\u00e3o impedem, de modo algum, as escritas sem ap\u00f3strofo<\/strong>: Santa Ana, Nuno \u00c1lvares, Pedro \u00c1lvares, etc.<\/p>\n<p><strong>d) Emprega-se o ap\u00f3strofo para assinalar, no interior de certos compostos, a elis\u00e3o do e da preposi\u00e7\u00e3o de, em combina\u00e7\u00e3o com substantivos<\/strong>: horda-d&#8217;\u00e1gua, cobra-d&#8217;\u00e1gua, copo-d&#8217;\u00e1gua, estrela-d&#8217;alva, galinha-d&#8217;\u00e1gua, m\u00e3e-d&#8217;\u00e1gua, pau- -d&#8217;\u00e1gua, pau-d&#8217;alho, pau-d&#8217;arco, pau-d&#8217;\u00f3leo.<\/p>\n<p><strong>2\u00ba) S\u00e3o os seguintes os casos em que n\u00e3o se usa o ap\u00f3strofo:<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel o uso do ap\u00f3strofo nas combina\u00e7\u00f5es das preposi\u00e7\u00f5es de e em com as formas do artigo definido, com formas pronominais diversas e com formas adverbiais (excetuado o que se estabelece nas al\u00edneas 1\u00ba) a) e 1\u00ba) b) ).<\/p>\n<p><strong>Tais combina\u00e7\u00f5es s\u00e3o representadas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) Por uma s\u00f3 forma vocabular, se constituem, de modo fixo, uni\u00f5es perfeitas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>i)<\/strong>\u00a0do, da, dos, das; dele, dela, deles, delas; deste, desta, destes, destas, disto; desse, dessa, desses, dessas, disso; daquele, daquela, daqueles, daquelas, daquilo; destoutro, destoutra, destoutros, destoutras; dessoutro, dessoutra, dessoutros, dessoutras; daqueloutro, daqueloutra, daqueloutros, daqueloutras; daqui; da\u00ed; dali; dacol\u00e1; donde; dantes (= antigamente);<strong><br \/>\nii)<\/strong>\u00a0no, na, nos, nas; nele, nela, neles, nelas; neste, nesta, nestes, nestas, nisto; nesse, nessa, nesses, nessas, nisso; naquele, naquela, naqueles, naquelas, naquilo; nestoutro, nestoutra, nestoutros, nestoutras; nessoutro, nessoutra, nessoutros, nessoutras; naqueloutro, naqueloutra, naqueloutros, naqueloutras; num, numa, nuns, numas; noutro, noutra, noutros, noutras, noutrem; nalgum, nalguma, nalguns, nalgumas, nalgu\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>b)<\/strong>\u00a0<strong>Por uma ou duas formas vocabulares, se n\u00e3o constituem, de modo fixo, uni\u00f5es perfeitas (apesar de serem correntes com esta fei\u00e7\u00e3o em algumas pron\u00fancias)<\/strong>: de um, de uma, de uns, de umas, ou dum, duma, duns, dumas; de algum, de alguma, de alguns, de algumas, de algu\u00e9m, de algo, de algures, de alhures, ou dalgum, dalguma, dalguns, dalgumas, dalgu\u00e9m, dalgo, dalgures, dalhures; de outro, de outra, de outros, de outras, de outrem, de outrora, ou doutro, doutra, doutros, doutras, doutrem, doutrora; de aqu\u00e9m ou daqu\u00e9m; de al\u00e9m ou dal\u00e9m; de entre ou dentre.<\/p>\n<p><strong>De acordo com os exemplos deste \u00faltimo tipo, tanto se admite o uso da locu\u00e7\u00e3o adverbial de ora avante como do adv\u00e9rbio que representa a contra\u00e7\u00e3o dos seus tr\u00eas elementos<\/strong>: doravante.<\/p>\n<p><strong>Obs.:<\/strong>\u00a0<strong>Quando a preposi\u00e7\u00e3o de se combina com as formas articulares ou pronominais o, a, os, as, ou com quaisquer pronomes ou adv\u00e9rbios come\u00e7ados por vogal, mas acontece estarem essas palavras integradas em constru\u00e7\u00f5es de infinitivo, n\u00e3o se emprega o ap\u00f3strofo, nem se funde a preposi\u00e7\u00e3o com a forma imediata, escrevendo-se estas duas separadamente<\/strong>: afim de ele compreender; apesar de o n\u00e3o ter visto; em virtude de os nossos pais serem bondosos; o facto de o conhecer; por causa de aqui estares.<\/p>\n<p><strong>Base XIX &#8211; Das min\u00fasculas e mai\u00fasculas<\/strong><\/p>\n<p><strong>1\u00ba) A letra min\u00fascula inicial \u00e9 usada:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)<\/strong>\u00a0Ordinariamente, em todos os voc\u00e1bulos da l\u00edngua nos usos correntes.<strong><br \/>\nb)<\/strong>\u00a0<strong>Nos nomes dos dias, meses, esta\u00e7\u00f5es do ano<\/strong>: segunda-feira; outubro; primavera.<strong><br \/>\nc)<\/strong>\u00a0<strong>Nos bibli\u00f3nimos\/bibli\u00f4nimos (ap\u00f3s o primeiro elemento, que \u00e9 com mai\u00fascula, os demais voc\u00e1bulos, podem ser escritos com min\u00fascula, salvo nos nomes pr\u00f3prios nele contidos, tudo em grifo)<\/strong>: O Senhor do Pa\u00e7o de Nin\u00e3es, O senhor do pa\u00e7o de Nin\u00e3es, Menino de Engenho ou Menino de engenho, \u00c1rvore e Tambor ou \u00c1rvore e tambor.<strong><br \/>\nd)<\/strong>\u00a0Nos usos de fulano, sicrano, beltrano.<strong><br \/>\ne)<\/strong>\u00a0<strong>Nos pontos cardeais (mas n\u00e3o nas suas abreviaturas)<\/strong>: norte, sul (mas: SW-sudoeste).<strong><br \/>\nf) Nos axi\u00f3nimos\/axi\u00f4nimos e hagi\u00f3nimos\/hagi\u00f4nimos (opcionalmente, neste caso, tamb\u00e9m com mai\u00fascula)<\/strong>: senhor doutor Joaquim da Silva, bacharel M\u00e1rio Abrantes, o Cardeal Bembo; santa Filomena (ou Santa Filomena).<strong><br \/>\ng)<\/strong>\u00a0<strong>Nos nomes que designam dom\u00ednios do saber, cursos e disciplinas (opcionalmente, tamb\u00e9m com mai\u00fascula)<\/strong>: portugu\u00eas (ou Portugu\u00eas), matem\u00e1tica (ou Matem\u00e1tica); l\u00ednguas e literaturas modernas (ou L\u00ednguas e Literaturas Modernas).<\/p>\n<p><strong>2\u00ba) A letra mai\u00fascula inicial \u00e9 usada:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)<\/strong>\u00a0<strong>Nos antrop\u00f3nimos\/antrop\u00f4nimos, reais ou fict\u00edcios<\/strong>: Pedro Marques; Branca de Neve, D. Quixote.<strong><br \/>\nb)<\/strong>\u00a0<strong>Nos top\u00f3nimos\/top\u00f4nimos, reais ou fict\u00edcios<\/strong>: Lisboa, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro; Atl\u00e2ntida, Hesp\u00e9ria.<strong><br \/>\nc)<\/strong>\u00a0<strong>Nos nomes de seres antropomorfizados ou mitol\u00f3gicos<\/strong>: Adamastor; Neptuno\/ Netuno.<strong><br \/>\nd)<\/strong>\u00a0<strong>Nos nomes que designam institui\u00e7\u00f5es<\/strong>: Instituto de Pens\u00f5es e Aposentadorias da Previd\u00eancia Social.<strong><br \/>\ne) Nos nomes de festas e festividades<\/strong>: Natal, P\u00e1scoa, Ramad\u00e3o, Todos os Santos.<strong><br \/>\nf)<\/strong>\u00a0<strong>Nos t\u00edtulos de peri\u00f3dicos, que ret\u00eam o it\u00e1lico<\/strong>: O Primeiro de Janeiro, O Estado de S\u00e3o Paulo (ou S. Paulo).<strong><br \/>\ng) Nos pontos cardeais ou equivalentes, quando empregados absolutamente<\/strong>: Nordeste, por nordeste do Brasil, Norte, por norte de Portugal, Meio-Dia, pelo sul da Fran\u00e7a ou de outros pa\u00edses, Ocidente, por ocidente europeu, Oriente, por oriente asi\u00e1tico.<strong><br \/>\nh)<\/strong>\u00a0<strong>Em siglas, s\u00edmbolos ou abreviaturas internacionais ou nacionalmente reguladas com mai\u00fasculas, iniciais ou mediais ou finais ou o todo em mai\u00fasculas<\/strong>: FAO, NATO, ONU; H2O, Sr., V. Ex\u00aa.<strong><br \/>\ni)<\/strong>\u00a0<strong>Opcionalmente, em palavras usadas reverencialmente, aulicamente ou hierarquicamente, em in\u00edcio de versos, em categoriza\u00e7\u00f5es de logradouros p\u00fablicos<\/strong>: (rua ou Rua da Liberdade, largo ou Largo dos Le\u00f5es), de templos (igreja ou Igreja do Bonfim, templo ou Templo do Apostolado Positivista), de edif\u00edcios (pal\u00e1cio ou Pal\u00e1cio da Cultura, edif\u00edcio ou Edif\u00edcio Azevedo Cunha).<\/p>\n<p><strong>Obs.:<\/strong>\u00a0As disposi\u00e7\u00f5es sobre os usos das min\u00fasculas e mai\u00fasculas n\u00e3o obstam a que obras especializadas observem regras pr\u00f3prias, provindas de c\u00f3digos ou normaliza\u00e7\u00f5es espec\u00edficas (terminologias antropol\u00f3gica, geol\u00f3gica, bibliol\u00f3gica, bot\u00e2nica, zool\u00f3gica, etc.), promanadas de entidades cient\u00edficas ou normalizadoras, reconhecidas internacionalmente.<\/p>\n<p><strong>Base XX &#8211; Da divis\u00e3o sil\u00e1bica<\/strong><\/p>\n<p>A divis\u00e3o sil\u00e1bica, que em regra se faz pela soletra\u00e7\u00e3o (a-ba-de, bru-ma, ca-cho, lha-no, ma-lha, ma-nha, m\u00e1-xi-mo, \u00f3-xi-do, ro-xo, te-me-se), e na qual, por isso, se n\u00e3o tem de atender aos elementos constitutivos dos voc\u00e1bulos segundo a etimologia (a-ba-li-e-nar, bi-sa-v\u00f3, de-sa-pa-re-cer, di-s\u00fa-ri-co, e-x\u00e2-ni-me, hi-pe-ra-c\u00fas-ti-co, i-n\u00e1-bil, o-ho-vai, su-bo-cu-lar, su-pe-r\u00e1-ci-do), obedece a v\u00e1rios preceitos particulares, que rigorosamente cumpre seguir, quando se tem de fazer em fim de linha, mediante o emprego do h\u00edfen, a parti\u00e7\u00e3o de uma palavra:<\/p>\n<p><strong>1\u00ba) S\u00e3o indivis\u00edveis no interior de palavra<\/strong>, tal como inicialmente, e formam, portanto, s\u00edlaba para a frente as sucess\u00f5es de duas consoantes que constituem perfeitos grupos, ou sejam (com exce\u00e7\u00e3o apenas de v\u00e1rios compostos cujos prefixos terminam em h, ou d: ab-lega\u00e7\u00e3o, ad-ligar, sub-lunar, etc., em vez de a-blega\u00e7\u00e3o, a-dligar, su-blunar, etc.) aquelas sucess\u00f5es em que a primeira consoante \u00e9 uma labial, uma velar, uma dental ou uma labiodental e a segunda um l ou um r: ablu\u00e7\u00e3o, ce-le-brar, du-plica\u00e7\u00e3o, re-primir; a-clamar, de-creto, de-gluti\u00e7\u00e3o, re-grado; a-tl\u00e9tico, c\u00e1te-dra, per\u00edme-tro; a-fluir, a-fricano, ne-vrose.<\/p>\n<p><strong>2\u00ba) S\u00e3o divis\u00edveis no interior da palavra<\/strong>\u00a0as sucess\u00f5es de duas consoantes que n\u00e3o constituem propriamente grupos e igualmente as sucess\u00f5es de m ou n, com valor de anasalidade, e uma consoante: ab-dicar, Ed-gordo, op-tar, sub-por, ab-soluto, ad-jetivo, af-ta, bet-samita, \u00edp-silon, ob-viar; des-cer, dis-ciplina, flores-cer, nas-cer, res-cis\u00e3o; ac-ne, ad-mir\u00e1vel, Daf-ne, diafrag-ma, drac-ma, \u00e9t-nico, rit-mo, sub-meter, am-n\u00e9sico, interam-nense; bir-reme, cor-roer, pror-rogar; as-segurar, bis-secular, sos-segar; bissex-to, contex-to, ex-citar, atroz-mente, capaz-mente, infeliz-mente; am-bi\u00e7\u00e3o, desen-ganar, en-xame, man-chu, M\u00e2n-lio, etc.<\/p>\n<p><strong>3\u00ba) As sucess\u00f5es de mais de duas consoantes<\/strong>\u00a0ou de m ou n, com o valor de nasalidade, e duas ou mais consoantes s\u00e3o divis\u00edveis por um de dois meios: se nelas entra um dos grupos que s\u00e3o indivis\u00edveis (de acordo com o preceito 1o), esse grupo forma s\u00edlaba para diante, ficando a consoante ou consoantes que o precedem ligadas \u00e0 s\u00edlaba anterior; se nelas n\u00e3o entra nenhum desses grupos, a divis\u00e3o d\u00e1-se sempre antes da \u00faltima consoante. Exemplos dos dois casos: cam-braia, ec-tlipse, em-blema, ex- plicar, in-cluir, ins-cri\u00e7\u00e3o, subs-crever, trans-gredir; abs-ten\u00e7\u00e3o, disp-neia, inters-telar, lamb-dacismo, sols-ticial, Terp-s\u00edcore, tungs-t\u00eanio.<\/p>\n<p><strong>4\u00ba) As vogais consecutivas<\/strong>\u00a0que n\u00e3o pertencem a ditongos decrescentes (as que pertencem a ditongos deste tipo nunca se separam: ai-roso, cadei-ra, insti-tui, ora-\u00e7\u00e3o, sacris-t\u00e3es, traves-s\u00f5es) podem, se a primeira delas n\u00e3o \u00e9 u precedido de g ou q, e mesmo que sejam iguais, separar-se na escrita: ala-\u00fade, \u00e1re-as, co-apeba, co-ordenar, do-er, flu-idez, perdo-as, vo-os. O mesmo se aplica aos casos de contiguidade de ditongos, iguais ou diferentes, ou de ditongos e vogais: cai-ais, ca\u00ed-eis, ensa\u00ed-os, flu-iu.<\/p>\n<p><strong>5\u00ba) Os digramas gu e qu<\/strong>, em que o u se n\u00e3o pronuncia, nunca se separam da vogal ou ditongo imediato (ne-gue, ne-guei; pe-que, pe-quei), do mesmo modo que as combina\u00e7\u00f5es gu e qu em que o u se pronuncia: \u00e1-gua, amb\u00ed-guo, averi-gueis; long\u00edn-quos, lo-quaz, quais-quer.<\/p>\n<p><strong>6\u00ba) Na translinea\u00e7\u00e3o de uma palavra composta\u00a0<\/strong>ou de uma combina\u00e7\u00e3o de palavras em que h\u00e1 um h\u00edfen, ou mais, se a parti\u00e7\u00e3o coincide com o final de um dos elementos ou membros, deve, por clareza gr\u00e1fica, repetir-se o h\u00edfen no in\u00edcio da linha imediata: ex-alferes, seren\u00e1- -los-emos ou seren\u00e1-los- -emos, vice- -almirante.<\/p>\n<p><strong>Base XXI &#8211; Das assinaturas e firmas<\/strong><\/p>\n<p>Para ressalva de direitos, cada qual poder\u00e1 manter a escrita que, por costume ou registro legal, adote na assinatura do seu nome.<\/p>\n<p>Com o mesmo fim, pode manter-se a grafia original de quaisquer firmas comerciais, nomes de sociedades, marcas e t\u00edtulos que estejam inscritos em registro p\u00fablico.<\/p>\n<p><b>Protocolo modificativo ao acordo ortogr\u00e1fico da l\u00edngua portuguesa<\/b><\/p>\n<p>Considerando que at\u00e9 a presente data o Acordo Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa, assinado em Lisboa, em dezembro de 1990, ainda n\u00e3o foi ratificado por todas as partes contratantes;<br \/>\nQue o referido texto original do Acordo estabelecia, em seu artigo 3o, que o referido Acordo entraria em vigor no dia 01 de janeiro de 1994, ap\u00f3s o dep\u00f3sito dos instrumentos de ratifica\u00e7\u00e3o de todos os Estados junto ao Governo da Rep\u00fablica Portuguesa;<br \/>\nQue o artigo 2o do Acordo, por sua vez, previa a elabora\u00e7\u00e3o, at\u00e9 01 de janeiro de 1993, de um vocabul\u00e1rio ortogr\u00e1fico comum da l\u00edngua portuguesa, referente \u00e0s terminologias cient\u00edficas e t\u00e9cnicas;<\/p>\n<p><strong>Decidem as partes dar a seguinte nova reda\u00e7\u00e3o aos dois citados artigos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Art. 2o &#8211;<\/strong> Os Estados signat\u00e1rios tomar\u00e3o, atrav\u00e9s das institui\u00e7\u00f5es e \u00f3rg\u00e3os competentes, as provid\u00eancias necess\u00e1rias com vista \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de um vocabul\u00e1rio ortogr\u00e1fico comum da l\u00edngua portuguesa, t\u00e3o completo quanto desej\u00e1vel e t\u00e3o normalizador quanto poss\u00edvel, no que se refere \u00e0s terminologias cient\u00edficas e t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p><strong>Art. 3o &#8211;\u00a0<\/strong>O Acordo Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa entrar\u00e1 em vigor ap\u00f3s depositados os instrumentos de ratifica\u00e7\u00e3o de todos os Estados junto do Governo da Rep\u00fablica Portuguesa.<\/p>\n<p>Feito na Praia, em 17 de julho de 1998.<\/p>\n<p>Pelo Governo da Rep\u00fablica de Angola<br \/>\nPelo Governo da Rep\u00fablica Federativa do Brasil<br \/>\nPelo Governo da Rep\u00fablica de Cabo Verde<br \/>\nPelo Governo da Rep\u00fablica da Guin\u00e9-Bissau<br \/>\nPelo Governo da Rep\u00fablica de Mo\u00e7ambique<br \/>\nPelo Governo da Rep\u00fablica Portuguesa<br \/>\nPelo Governo da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.portal.mec.gov.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Academia das Ci\u00eancias de Lisboa, Academia Brasileira de Letras e delega\u00e7\u00f5es de Angola, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Mo\u00e7ambique e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, com a ades\u00e3o da delega\u00e7\u00e3o de observadores da Galiza, constitui um passo importante para a defesa da unidade essencial da l\u00edngua portuguesa e para o seu prest\u00edgio internacional, considerando que o texto do 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