{"id":80708,"date":"2016-08-18T14:17:47","date_gmt":"2016-08-18T14:17:47","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=80708"},"modified":"2021-03-26T09:53:45","modified_gmt":"2021-03-26T11:53:45","slug":"sistema-reprodutor-feminino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/biologia\/corpo-humano\/sistema-reprodutor-feminino","title":{"rendered":"Sistema Reprodutor Feminino"},"content":{"rendered":"<p><strong>Sistema Reprodutor Feminino &#8211; Defini\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>A maioria das esp\u00e9cies tem dois sexos:<\/strong>\u00a0macho e f\u00eamea.<\/p>\n<p>Cada sexo tem seu pr\u00f3prio sistema reprodutivo \u00fanico. Eles s\u00e3o diferentes em forma e estrutura, mas ambos s\u00e3o projetados especificamente para produzir, nutrir e transportar o \u00f3vulo ou esperma.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do homem, a mulher humana tem um sistema reprodutor localizado inteiramente na pelve (que \u00e9 a parte mais baixa do abd\u00f4men). A parte externa dos \u00f3rg\u00e3os reprodutivos femininos \u00e9 chamada de vulva, o que significa cobertura. Localizada entre as pernas, a vulva cobre a abertura para o canal do \u00f3rg\u00e3o sexual feminino e outros \u00f3rg\u00e3os reprodutivos localizados dentro do corpo.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>sistema reprodutor feminino<\/strong>\u00a0\u00e9 composto de \u00f3rg\u00e3os internos e estruturas externas. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 possibilitar a reprodu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>A matura\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 o processo pelo qual esse sistema passa para cumprir seu papel no processo de gravidez e nascimento.<\/p>\n<p><strong>Sistema Reprodutor Feminino &#8211; O que \u00e9<\/strong><\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Sistema reprodutor feminino<\/strong>\u00a0consiste nos ov\u00e1rios e tubas uterinas ( ovidutos ) bilateriais, um \u00fatero normalmente bic\u00f3rneo, c\u00e9rvix, \u00f3rg\u00e3o genital feminino, vest\u00edbulo, vulva e gl\u00e2ndulas associadas.<\/p>\n<p>.Ele est\u00e1 vinculado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e transporte de \u00f3vulos, ao transporte dos espermatoz\u00f3ides \u00e0 fertiliza\u00e7\u00e3o e \u00e0 acomoda\u00e7\u00e3o do concepto at\u00e9 o nascimento.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>sistema reprodutivo feminino<\/strong>\u00a0\u00e9 imaturo no nascimento e se desenvolve at\u00e9 a maturidade na puberdade para poder produzir gametas.<\/p>\n<p>Os \u00f3rg\u00e3os sexuais internos s\u00e3o o \u00fatero e as trompas de Fal\u00f3pio e os ov\u00e1rios. O \u00fatero \u00a0acomoda o embri\u00e3o que se desenvolve no feto.<\/p>\n<p>O \u00fatero tamb\u00e9m produz \u00a0secre\u00e7\u00f5es uterinas que ajudam o tr\u00e2nsito de esperma para as trompas de Fal\u00f3pio. Os ov\u00e1rios produzem os \u00f3vulos.<\/p>\n<p>Os \u00f3rg\u00e3os sexuais externos tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidos como \u00f3rg\u00e3os genitais e estes s\u00e3o os \u00f3rg\u00e3os da vulva, incluindo os l\u00e1bios, o clit\u00f3ris e a abertura canal do \u00f3rg\u00e3o sexual feminino.<\/p>\n<p>O org\u00e3 reprodutor feminino est\u00e1 ligada ao \u00fatero no colo do \u00fatero.<\/p>\n<p>Em certos intervalos, os ov\u00e1rios liberam um \u00f3vulo, que passa pela trompa de Fal\u00f3pio para o \u00fatero. Se, neste tr\u00e2nsito, encontrar-se com esperma, um \u00fanico esperma pode entrar e mesclar com o ovo, fertilizando -o.<\/p>\n<p>O equivalente correspondente entre os homens \u00e9 o sistema reprodutor masculino.<\/p>\n<p>A fertiliza\u00e7\u00e3o geralmente ocorre nas trompas de Fal\u00f3pio e marca o in\u00edcio da embriog\u00eanese. O zigoto, ent\u00e3o, dividi ao longo de gera\u00e7\u00f5es de c\u00e9lulas suficientes para formar um blast\u00f3cito, que implanta -se na parede do \u00fatero. Isso come\u00e7a o per\u00edodo de gesta\u00e7\u00e3o e o embri\u00e3o continuar\u00e1 a se desenvolver. Quando o feto desenvolveu o suficiente para sobreviver fora do \u00fatero, o colo do \u00fatero se dilata e as contra\u00e7\u00f5es do \u00fatero propulsam o rec\u00e9m nascido atrav\u00e9s do canal de parto.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as diferentes partes do sistema reprodutor feminino?<\/strong><\/p>\n<p>O\u00a0<strong>sistema reprodutivo feminino<\/strong>\u00a0inclui v\u00e1rias partes que permitem \u00e0 mulher conceber, carregar e dar \u00e0 luz filhos. A vulva, os grandes l\u00e1bios e os pequenos l\u00e1bios e o canal do \u00f3rg\u00e3o sexual feminino s\u00e3o as partes mais externas do sistema, enquanto o colo do \u00fatero, o \u00fatero e as trompas de fal\u00f3pio constituem a maior parte do sistema reprodutor feminino.<\/p>\n<p>Os ov\u00e1rios tamb\u00e9m desempenham um papel importante, embora tamb\u00e9m sejam considerados parte do sistema end\u00f3crino.<\/p>\n<p>Por ser a parte mais externa do sistema reprodutor feminino, a vulva costuma ser erroneamente chamada de canal do \u00f3rg\u00e3o sexual feminino. A vulva serve de cobertura para o resto do sistema e para o clit\u00f3ris, uma termina\u00e7\u00e3o nervosa sens\u00edvel.<\/p>\n<p>Os pequenos l\u00e1bios, pequenas dobras de pele em cada lado da vulva, e os grandes l\u00e1bios, dobras maiores de pele que circundam toda a \u00e1rea externa, ajudam a proteger a entrada do canal do \u00f3rg\u00e3o sexual feminino.<\/p>\n<p>Localizada dentro do corpo de uma mulher, o canal do \u00f3rg\u00e3o sexual feminino \u00e9 frequentemente chamada de canal de parto.<\/p>\n<p>Tem a forma de um cilindro e \u00e9 capaz de se expandir o suficiente para acomodar a cabe\u00e7a de um rec\u00e9m-nascido.<\/p>\n<p>O canal do \u00f3rg\u00e3o sexual feminino tamb\u00e9m atua como passagem para o esperma. Ele se estende entre a abertura da vulva e vai at\u00e9 o colo do \u00fatero.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima parte do sistema reprodutor feminino \u00e9 o colo do \u00fatero. Ele conecta o canal do \u00f3rg\u00e3o sexual feminino e o \u00fatero e tem uma abertura extremamente pequena no ponto em que se conecta com o \u00fatero.<\/p>\n<p>Esta abertura permite que os espermatozoides entrem enquanto mant\u00e9m um feto em crescimento dentro. Uma vez que o colo do \u00fatero come\u00e7a a se abrir, geralmente conhecido como dilata\u00e7\u00e3o, ele pode se tornar largo o suficiente para permitir que a crian\u00e7a passe para o canal do \u00f3rg\u00e3o sexual feminino.<\/p>\n<p>O \u00fatero \u00e9 um dos m\u00fasculos lisos mais fortes do corpo feminino. Quando uma mulher n\u00e3o est\u00e1 gr\u00e1vida, \u00e9 do tamanho de uma p\u00eara. Mesmo assim, essa parte do sistema reprodutor feminino \u00e9 capaz de se expandir o suficiente para acomodar um beb\u00ea a termo. O revestimento interno do \u00fatero permite que um \u00f3vulo se implante ap\u00f3s a fertiliza\u00e7\u00e3o. Se fertilizado, o \u00f3vulo normalmente come\u00e7a a se formar em um feto; se n\u00e3o for fertilizado, o \u00fatero desprende o revestimento que envolve o \u00f3vulo e o pr\u00f3prio \u00f3vulo, resultando na menstrua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos dois cantos superiores do \u00fatero est\u00e3o as trompas de Fal\u00f3pio. Eles atuam em conjunto com os ov\u00e1rios para permitir a passagem dos \u00f3vulos para o \u00fatero para implanta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As trompas s\u00e3o muito finas e cont\u00eam milh\u00f5es de min\u00fasculos p\u00ealos que ajudam a empurrar um \u00f3vulo dos ov\u00e1rios para o \u00fatero.<\/p>\n<p>A parte final do sistema reprodutor feminino s\u00e3o os ov\u00e1rios. Um \u00e9 conectado a cada trompa de Fal\u00f3pio e \u00e9 usado para produzir, segurar e liberar \u00f3vulos para fertiliza\u00e7\u00e3o. Os ov\u00e1rios, embora sejam parte do sistema reprodutor feminino, tamb\u00e9m fazem parte do sistema end\u00f3crino, pois criam estrog\u00eanio e progesterona.<\/p>\n<p><strong>Como funciona o sistema reprodutor feminino?<\/strong><\/p>\n<p>O\u00a0<strong>sistema reprodutor feminino<\/strong>\u00a0oferece v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os ov\u00e1rios produzem os \u00f3vulos, chamados \u00f3vulos ou ov\u00f3citos. Os o\u00f3citos s\u00e3o ent\u00e3o transportados para a trompa de Fal\u00f3pio, onde a fertiliza\u00e7\u00e3o por um espermatoz\u00f3ide pode ocorrer.<\/p>\n<p>O \u00f3vulo fertilizado ent\u00e3o se move para o \u00fatero, onde o revestimento uterino engrossou em resposta aos horm\u00f4nios normais do ciclo reprodutivo.<\/p>\n<p>Uma vez no \u00fatero, o \u00f3vulo fertilizado pode se implantar no revestimento uterino espessado e continuar a se desenvolver. Se a implanta\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorrer, o revestimento uterino \u00e9 eliminado como fluxo menstrual.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o sistema reprodutivo feminino produz horm\u00f4nios sexuais femininos que mant\u00eam o ciclo reprodutivo.<\/p>\n<p>Durante a menopausa, o sistema reprodutor feminino gradualmente para de produzir os horm\u00f4nios femininos necess\u00e1rios para o funcionamento do ciclo reprodutivo. Nesse ponto, os ciclos menstruais podem se tornar irregulares e, eventualmente, parar. Um ano ap\u00f3s o t\u00e9rmino dos ciclos menstruais, a mulher \u00e9 considerada menopausa.<\/p>\n<p><strong>Fisiologia do Sistema Reprodutor<\/strong><\/p>\n<p><strong>Formado pelas seguintes estruturas:<\/strong>\u00a0Cretal genital, \u00fatero, 2 tubas uterinas e 2 ov\u00e1rios, ligados ao \u00fatero, de cada lado, atrav\u00e9s de ligamentos ovarianos.<\/p>\n<p>Externamente, ao redor da abertura da genit\u00e1lia, temos 2 l\u00e1bios de cada lado e, anteriormente, um pequeno tecido er\u00e9til chamado \u00f3rg\u00e3o genital feminino. Esta regi\u00e3o externa \u00e9 conhecida como vulva.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Sistema Reprodutor Feminino\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/sistem441.jpg\" alt=\"Sistema Reprodutor Feminino\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Sistema Reprodutor Feminino<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">A fun\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>aparelho reprodutor feminino<\/strong>\u00a0\u00e9 receber os gametas masculinos durante o ato sexual, propiciar as condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 fecunda\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, a uni\u00e3o de um espermatoz\u00f3ide com um \u00f3vulo (gameta feminino) formando um zigoto e, ocorrendo de fato uma fecunda\u00e7\u00e3o, possibilitar, durante v\u00e1rios meses, o desenvolvimento do embri\u00e3o e do feto at\u00e9 que este novo ser esteja em condi\u00e7\u00f5es de viver fora do corpo de sua m\u00e3e. Ainda assim, mesmo ap\u00f3s o nascimento, durante v\u00e1rios meses, a alimenta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica da crian\u00e7a depende de nutrientes produzidos por sua pr\u00f3pria m\u00e3e (leite materno). O desenvolvimento das mamas, para que a produ\u00e7\u00e3o de leite seja poss\u00edvel, tamb\u00e9m depende de horm\u00f4nios produzidos pelas g\u00f4nadas femininas.<\/p>\n<p><strong>OV\u00c1RIOS<\/strong><\/p>\n<p>Os dois ov\u00e1rios apresentam em seu estroma desde o nascimento, aproximadamente, 300.000 fol\u00edculos imaturos denominados fol\u00edculos prim\u00e1rios. Cada fol\u00edculo prim\u00e1rio apresenta, em seu interior, um \u00f3vulo ainda imaturo denominado o\u00f3cito prim\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>A partir da puberdade, sob influ\u00eancia de horm\u00f4nios hipofis\u00e1rios (FSH), a cada m\u00eas, aproximadamente, alguns (apenas alguns) dos centenas de milhares de fol\u00edculos passam por modifica\u00e7\u00f5es suscessivas a cada dia, passando por diversas fases:<\/strong>\u00a0fol\u00edculos prim\u00e1rios \u2013 fol\u00edculos em crescimento \u2013 fol\u00edculos veliculares \u2013 fol\u00edculos maturos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Sistema Reprodutor Feminino\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/sistem45.jpg\" alt=\"Sistema Reprodutor Feminino\" \/><\/p>\n<p>Os fol\u00edculos, durante o crescimento, produzem uma consider\u00e1vel quantidade do horm\u00f4nio estrog\u00eanio.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s alguns dias de constante crescimento os diversos fol\u00edculos atingem um grau m\u00e1ximo de desenvolvimento e passam a ser denominados fol\u00edculos maturos.<\/p>\n<p>Supostamente devido a uma alta quantidade de estrog\u00eanio produzido pelos diversos fol\u00edculos maturos, a adenohip\u00f3fise passa a secretar, subitamente, uma grande quantidade do horm\u00f4nio LH (Horm\u00f4nio Luteinizante).<\/p>\n<p>Este fen\u00f4meno, de aumento s\u00fabito na secre\u00e7\u00e3o do LH \u00e9 conhecido como \u201cpulso do LH\u201d.<\/p>\n<p><strong>O pulso do LH \u00e9 um dos mais importantes fatores respons\u00e1veis pela ovula\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Um dos diversos fol\u00edculos maturos encontrados nos ov\u00e1rios, de repente, sob influ\u00eancia da alta concentra\u00e7\u00e3o de LH, rompe-se e libera o \u00f3vulo para fora do ov\u00e1rio. A partir deste momento, todos os demais fol\u00edculos maturos passam, imediatamente, a entrar num processo de degenera\u00e7\u00e3o, deixando de produzir estrog\u00eanio. Os fol\u00edculos, degenerando-se, transformam-se em tecido fibroso e gorduroso denominado corpo albicans. J\u00e1 o fol\u00edculo que ovulou, sob influ\u00eancia do LH, n\u00e3o se degenera imediatamente. Durante aproximadamente 2 semanas sobrevive na forma de um corpo amarelado conhecido como corpo l\u00fateo. Durante estas 2 semanas, na forma de corpo l\u00fateo, produz grande quantidade de estrog\u00eanio e progesterona.<\/p>\n<p>Passado este per\u00edodo, com a queda constante do LH, tamb\u00e9m se degenera transformando-se em corpo albicans.<\/p>\n<p>Com a degenera\u00e7\u00e3o do corpo l\u00fateo caem significativamente os n\u00edveis dos horm\u00f4nio estrog\u00eanio e progesterona, que estavam sendo produzidos pelo mesmo. A queda dos n\u00edveis destes 2 horm\u00f4nios faz com que a hip\u00f3fise novamente passe a secretar quantidades crescentes de FSH. O FSH promove, ent\u00e3o, nos ov\u00e1rios o desenvolvimento de novos fol\u00edculos at\u00e9 ent\u00e3o prim\u00e1rios.<\/p>\n<p>Estes novos fol\u00edculos passam a crescer a cada dia, produzindo novamente estrog\u00eanio e, tudo o que foi descrito nos par\u00e1grafos anteriores, passa a acontecer novamente.<\/p>\n<p>Estes eventos repetem-se aproximadamente a cada 28 dias durante toda a vida f\u00e9rtil da mulher. A cada ciclo temos uma fase onde diversos fol\u00edculos se desenvolvem, produzindo estrog\u00eanio.<\/p>\n<p>Ao final desta fase ocorre uma ovula\u00e7\u00e3o. A partir da ovula\u00e7\u00e3o entramos numa outra fase onde predomina a exist\u00eancia de um corpo l\u00fateo, que produz estrog\u00eanio + progesterona.<\/p>\n<p>A cada ovula\u00e7\u00e3o, um \u00f3vulo (ainda na fase de o\u00f3cito secund\u00e1rio) ao ser expulso do ov\u00e1rio, com muita probabilidade, acaba se aderindo a uma das f\u00edmbrias que se encontram na extremidade de cada uma das tubas uterinas. Aos poucos o \u00f3vulo vai se deslocando para o interior da tuba e, desta, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 cavidade uterina.<\/p>\n<p>N\u00e3o ocorrendo a fecunda\u00e7\u00e3o (o que geralmente ocorre), o \u00f3vulo morre antes de atingir a cavidade uterina e o que resta do mesmo \u00e9 expelido durante o fluxo menstrual seguinte.<\/p>\n<p><strong>CICLO ENDOMETRIAL<\/strong><\/p>\n<p><strong>As altera\u00e7\u00f5es c\u00edclicas hormonais descritas acima produzem altera\u00e7\u00f5es bastante significativas no tecido que reveste internamente a cavidade uterina (endom\u00e9trio):<\/strong><\/p>\n<p>Durante a fase de desenvolvimento e crescimento dos diversos fol\u00edculos ovarianos, a cada ciclo, o estrog\u00eanio secretado por tais fol\u00edculos em crescimento estimula a ocorr\u00eancia de uma prolifera\u00e7\u00e3o celular por todo o endom\u00e9trio. As c\u00e9lulas endometriais se proliferam, o endom\u00e9trio torna-se mais expesso, os vasos sangu\u00edneos dilatam-se proporcionando um maior fluxo sangu\u00edneo, as gl\u00e2ndulas endometriais desenvolvem-se tornando-se mais longas e tortuosas. Esta fase dura aproximadamente 11 dias e \u00e9 conhecida como fase proliferativa.<\/p>\n<p>Passada a ovula\u00e7\u00e3o, entramos numa outra fase, caracterizada pela intensa atividade secret\u00f3ria das gl\u00e2ndulas endometriais. A secre\u00e7\u00e3o \u00e9 estimulada pelos altos n\u00edveis de progesterona, al\u00e9m de estrog\u00eanio, ambos sendo secretados pelo corpo l\u00fateo. Esta fase dura aproximadamente 12 dias e \u00e9 conhecida como fase secret\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Como o corpo l\u00fateo tamb\u00e9m se degenera, os n\u00edveis dos horm\u00f4nios estrog\u00eanio e progesterona caem provocando uma degenera\u00e7\u00e3o no endom\u00e9trio:<\/strong>\u00a0os vasos sangu\u00edneos se tornam esp\u00e1sticos, o fluxo sangu\u00edneo se reduz acentuadamente, as c\u00e9lulas endometriais descamam-se, as gl\u00e2ndulas endometriais deixam de secretar e um sangramento constante ocorre fazendo-se fluir atrav\u00e9s do cretal genital. Tal fase, que dura aproximadamente 5 dias, \u00e9 conhecida como fase menstrual.<\/p>\n<p><strong>ESTROG\u00caNIO E PROGESTERONA<\/strong><\/p>\n<p>A partir da puberdade e durante toda a vida f\u00e9rtil da mulher, enquanto fol\u00edculos se desenvolvem, a cada ciclo, em seus ov\u00e1rios verificamos uma significativa produ\u00e7\u00e3o de estrog\u00eanio.<\/p>\n<p>Cada vez que se forma um corpo l\u00fateo, tamb\u00e9m a cada ciclo, al\u00e9m de estrog\u00eanio ocorre tamb\u00e9m produ\u00e7\u00e3o de progesterona.<\/p>\n<p>Estes dois horm\u00f4nios s\u00e3o muito importantes no desenvolvimento e no adequado funcionamento do Sistema Reprodutor Feminino.<\/p>\n<p><strong>O estrog\u00eanio, a partir da puberdade, \u00e9 o grande respons\u00e1vel pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais secund\u00e1rios femininos:<\/strong>\u00a0Os ossos longos crescem rapidamente at\u00e9 aos 16 anos, quando perdem a capacidade de crescimento pela calcifica\u00e7\u00e3o dos discos epifis\u00e1rios; os ossos da pelve tamb\u00e9m crescem, alargando o cretal p\u00e9lvico; p\u00ealos pubianos aparecem; a vulva se desenvolve e passa a apresentar os grandes e pequenos l\u00e1bios genitais; a parede genital se torna mais resistente; o pH do aparelho genital se torna mais \u00e1cido devido ao desenvolvimento de bact\u00e9rias sapr\u00f3fitas que passar\u00e3o a habitar esta cavidade; aumenta o volume da genit\u00e1lia, do \u00fatero e das tubas uterinas; as mamas se desenvolvem e, em seu interior, acumulam-se tecido gorduroso e fibroso, al\u00e9m de se desenvolverem c\u00e9lulas produtoras de leite agrupadas em alv\u00e9olos, com ductos dirigidos em dire\u00e7\u00e3o ao mamilo.<\/p>\n<p>A cada ciclo, durante a vida reprodutiva da mulher, as oscila\u00e7\u00f5es de estrog\u00eanio tamb\u00e9m causam modifica\u00e7\u00f5es significativas no endom\u00e9trio, como as descritas acima.<\/p>\n<p>A progesterona, cada vez que \u00e9 secretada, promove uma intensa atividade secret\u00f3ria no endom\u00e9trio, preparando-o a receber um \u00f3vulo fecundado para se implantar no mesmo.<\/p>\n<p>A secre\u00e7\u00e3o endometrial \u00e9 rica em carboidratos, amino\u00e1cidos, gordura e diversos minerais, importantes para a nutri\u00e7\u00e3o embrion\u00e1ria durante a fase inicial da gravidez.<\/p>\n<p><strong>TUBA UTERINA ( OVIDUTO )<\/strong><\/p>\n<p>As tubas uterinas s\u00e3o estruturas tortuosas bilaterais que se estendem da regi\u00e3o do ov\u00e1rio para os cornos uterinos e transportam ovos e espermatoz\u00f3ides.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas segmentos da tuba uterina podem ser distinguidas:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>1 )\u00a0<\/strong>o infund\u00edbulo, um grande orif\u00edcio no formato de um funil;<strong><br \/>\n2 )<\/strong>\u00a0ampola, um segmento de parede delgada que se estende caudalmente do infund\u00edbulo;<strong><br \/>\n3 )\u00a0<\/strong>o istmo, um segmento muscular unido ao \u00fatero.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>\u00daTERO<\/strong><\/p>\n<p>O\u00a0<strong>\u00datero<\/strong>\u00a0\u00e9 o local de implanta\u00e7\u00e3o do concepto. Ele sofre uma seq\u00fc\u00eancia definida de altera\u00e7\u00f5es durante o ciclo estral e reprodutivo. Na maioria das esp\u00e9cies consiste em cornos bilaterais ligados \u00e0s tubas uterinas, e um corpo e um colo ou c\u00e9rvix, que unem \u00e0 \u00f3rg\u00e3o genital feminino.<\/p>\n<p>Nos primatas todo o \u00fatero \u00e9 um \u00fanico tubo, denominado \u00fatero simples.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.rchsd.org\/my.clevelandclinic.org\/www.wisegeek.org\/mclocosta.sites.uol.com.br\/biomania.com\/www.pucrs.campus2.br\/www.scientia.hpg.ig.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sistema Reprodutor Feminino, Aparelho, Fun\u00e7\u00e3o, Ov\u00e1rios, \u00datero, Fisiologia, \u00d3rg\u00e3o, Fecunda\u00e7\u00e3o, Ciclo, Genital, Caracter\u00edsticas, Sistema Reprodutor 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