{"id":80298,"date":"2016-08-18T12:29:49","date_gmt":"2016-08-18T12:29:49","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=80298"},"modified":"2021-02-22T09:25:48","modified_gmt":"2021-02-22T11:25:48","slug":"glandulas-endocrinas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/biologia\/corpo-humano\/glandulas-endocrinas","title":{"rendered":"Gl\u00e2ndulas End\u00f3crinas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Gl\u00e2ndulas End\u00f3crinas &#8211; Defini\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u00d3rg\u00e3o que produz horm\u00f4nios que s\u00e3o liberados diretamente no sangue e chegam aos tecidos e \u00f3rg\u00e3os de todo o corpo.<\/p>\n<p>As\u00a0<strong>gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas<\/strong>\u00a0ajudam a controlar muitas fun\u00e7\u00f5es do corpo, incluindo crescimento e desenvolvimento, metabolismo e fertilidade.<\/p>\n<p>As gl\u00e2ndulas que constituem o sistema end\u00f3crino produzem mensageiros qu\u00edmicos chamados horm\u00f4nios que viajam pelo sangue para outras partes do corpo.<\/p>\n<p><strong>Alguns exemplos de gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas s\u00e3o:<\/strong>\u00a0as gl\u00e2ndulas pituit\u00e1ria, tire\u00f3ide, paratire\u00f3ide, timo e adrenais..<\/p>\n<p>Existem outras gl\u00e2ndulas que cont\u00eam tecido end\u00f3crino e secretam horm\u00f4nios, incluindo o p\u00e2ncreas, ov\u00e1rios e test\u00edculos.<\/p>\n<p>Os sistemas end\u00f3crino e nervoso trabalham juntos. O c\u00e9rebro envia instru\u00e7\u00f5es ao sistema end\u00f3crino. Em troca, ele recebe feedback constante das gl\u00e2ndulas.<\/p>\n<p>Os dois sistemas juntos s\u00e3o chamados de sistema neuroend\u00f3crino.<\/p>\n<p><strong>Gl\u00e2ndulas End\u00f3crinas &#8211; O que s\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 no organismo algumas<strong>\u00a0gl\u00e2ndulas\u00a0<\/strong>das quais a fun\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para a vida.<\/p>\n<p>S\u00e3o conhecidas pelo nome de\u00a0<strong>\u201cgl\u00e2ndulas end\u00f3crinas\u201d<\/strong>\u00a0ou de secre\u00e7\u00e3o interna, porque as subst\u00e2ncias por elas elaboradas passam diretamente para o sangue.<\/p>\n<p>Estas gl\u00e2ndulas n\u00e3o t\u00eam, portanto, um ducto excretor, mas s\u00e3o os pr\u00f3prios vasos sang\u00fc\u00edneos que, capilarizando-se nelas, recolhem as secre\u00e7\u00f5es. As gl\u00e2ndulas de secre\u00e7\u00e3o interna ou end\u00f3crinas distinguem-se, assim, nitidamente, das gl\u00e2ndulas de secre\u00e7\u00e3o externa, ditas ex\u00f3crinas; estas \u00faltimas s\u00e3o, na verdade, dotadas de um ducto excretor e compreendem as gl\u00e2ndulas do aparelho digestivo, como as gl\u00e2ndulas salivares, o p\u00e2ncreas, as gl\u00e2ndulas do est\u00f4mago e do intestino etc.<\/p>\n<p><strong>As gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas secretam subst\u00e2ncias particulares que provocam no organismo fun\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas de alta import\u00e2ncia:<\/strong>\u00a0os horm\u00f4nios.<\/p>\n<p>As principais gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas do organismo s\u00e3o o p\u00e2ncreas, a tire\u00f3ide, as paratire\u00f3ides, as c\u00e1psulas supra-renais, a hip\u00f3fise, as g\u00f4nadas.<\/p>\n<p>As atividades das diferentes partes do corpo est\u00e3o integradas pelo sistema nervoso e os horm\u00f4nios do sistema end\u00f3crino.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Gl\u00e2ndulas End\u00f3crinas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/glandu1.jpg\" alt=\"Gl\u00e2ndulas End\u00f3crinas\" \/><strong><br \/>\nGl\u00e2ndulas End\u00f3crinas<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Gl\u00e2ndulas End\u00f3crinas<\/strong><\/p>\n<p>As gl\u00e2ndulas do sistema end\u00f3crino secretam horm\u00f4nios que difundem ou s\u00e3o transportados pela corrente circulat\u00f3ria a outras c\u00e9lulas do organismo, regulando suas necessidades.<\/p>\n<p>As gl\u00e2ndulas de secre\u00e7\u00e3o interna desempenham papel primordial na manuten\u00e7\u00e3o da const\u00e2ncia da concentra\u00e7\u00e3o de glucose, s\u00f3dio pot\u00e1ssico, c\u00e1lcio, fosfato e \u00e1gua no sangue e l\u00edquidos extracelulares.<\/p>\n<p>A secre\u00e7\u00e3o se verifica mediante gl\u00e2ndulas diferenciadas, as quais podem ser ex\u00f3crinas (de secre\u00e7\u00e3o externa) ou end\u00f3crinas (de secre\u00e7\u00e3o interna).<\/p>\n<p>Chamamos\u00a0<strong>gl\u00e2ndulas ex\u00f3crinas<\/strong>\u00a0as que s\u00e3o providas de um conduto pelo qual vertem ao exterior o produto de sua atividade secretora, tais como o f\u00edgado, as gl\u00e2ndulas salivares e as sudor\u00edparas. E as gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas s\u00e3o aquelas que carecem de um conduto excretor e portanto vertem diretamente no sangue seu conte\u00fado, como por exemplo, a tir\u00f3ide, o timo, etc. Existem al\u00e9m disso, as mistas que produzem secre\u00e7\u00f5es internas e externas, como ocorre com o p\u00e2ncreas (que produz suco pancre\u00e1tico e insulina) e o f\u00edgado.<\/p>\n<p>As\u00a0<strong>gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas<\/strong>\u00a0t\u00eam muita import\u00e2ncia, pois s\u00e3o capazes de elaborar complexas subst\u00e2ncias com os ingredientes que extraem do sangue e da linfa.<\/p>\n<p>Estes compostos, os horm\u00f4nios, possuem qualidades altamente espec\u00edficas. Cada gl\u00e2ndula end\u00f3crina fabrica seu produto ou produtos caracter\u00edsticos dotados de propriedades f\u00edsicas, fisiol\u00f3gicas ou farmacol\u00f3gicas especiais.<\/p>\n<p><strong>Horm\u00f4nio:<\/strong>\u00a0\u00e9 uma subst\u00e2ncia secretada por c\u00e9lulas de uma parte do corpo que passa a outra parte, onde atua pouca concentra\u00e7\u00e3o regulando o crescimento ou a atividade das c\u00e9lulas.<\/p>\n<p><strong>No sistema end\u00f3crino distinguimos 3 partes:\u00a0<\/strong>c\u00e9lula secret\u00f3ria, mecanismo de transporte e c\u00e9lula branca, cada uma caracterizada por sua maior ou menor especifica\u00e7\u00e3o. Geralmente cada horm\u00f4nio \u00e9 sintetizado por um tipo espec\u00edfico de c\u00e9lulas.<\/p>\n<p><strong>Os horm\u00f4nios podem ser divididos em<\/strong>:<\/p>\n<p><strong>Glandulares:<\/strong>\u00a0s\u00e3o elaborados pelas gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas e vertidos por estas diretamente ao sangue, que as distribui a todos os \u00f3rg\u00e3os, onde logo exercem suas fun\u00e7\u00f5es. Subdividem-se em dois grupos, conforme realizam uma a\u00e7\u00e3o excitante ou moderadora sobre a fun\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os sobre os quais influem.<\/p>\n<p><strong>Tissulares ou aglandulares:<\/strong>\u00a0<strong>s\u00e3o formados em \u00f3rg\u00e3os distintos e sem correla\u00e7\u00e3o nem interdepend\u00eancia entre eles:\u00a0<\/strong>sua a\u00e7\u00e3o \u00e9 exclusivamente local e a exercem no \u00f3rg\u00e3o em que se formam ou nos territ\u00f3rios vizinhos.<\/p>\n<p><strong>Sob o aspecto qu\u00edmico, os horm\u00f4nios podem dividir-se em duas grandes classes:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>a) Horm\u00f4nios esteroides:\u00a0<\/strong>aos quais pertencem as corticosupra-renais e sexuais.<strong><br \/>\nb) Horm\u00f4nios prot\u00e9icos:<\/strong>\u00a0(verdadeiras prote\u00ednas) ou amino\u00e1cidos (mais ou menos modificados), as quais pertencem os horm\u00f4nios tiroideas, hipofis\u00e1rias, pancre\u00e1ticas e paratir\u00f3ides.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>As caracter\u00edsticas f\u00edsico-qu\u00edmicas dos horm\u00f4nios s\u00e3o:<\/strong>\u00a0facilidade de solubilidade nos l\u00edquidos org\u00e2nicos, difusibilidade nos tecidos e resist\u00eancia ao calor.<\/p>\n<p>A modalidade da secre\u00e7\u00e3o hormonal por parte das\u00a0<strong>gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas<\/strong>\u00a0n\u00e3o \u00e9 todavia bem conhecida, j\u00e1 que falta saber, com exatid\u00e3o, se produz de maneira cont\u00ednua ou \u00e9 armazenada na gl\u00e2ndula e derramada na circula\u00e7\u00e3o no momento de sua utiliza\u00e7\u00e3o, ou se produz unicamente quando \u00e9 necess\u00e1rio utiliz\u00e1-la, ou se uma pequena parte \u00e9 posta continuamente em circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>As principais gl\u00e2ndulas s\u00e3o: A gl\u00e2ndula pituit\u00e1ria ou hip\u00f3fise, \u00e9 um pequeno corp\u00fasculo situado no esfen\u00f3ide (este \u00e9 um osso que se encontra bem perto do<\/strong>\u00a0<strong>centro da cabe\u00e7a):<\/strong>\u00a0divide-se numa por\u00e7\u00e3o anterior, adeno-hip\u00f3fise, numa parte intermedi\u00e1ria e em outra posterior ou neuro-hip\u00f3fise, cada uma das quais produz os seguintes horm\u00f4nios.<\/p>\n<p><strong>Por\u00e7\u00e3o anterior: Na adeno-hip\u00f3fise se separam os horm\u00f4nios<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>a) somatrotofina ou horm\u00f4nio do crescimento:\u00a0<\/strong>Estimula\u00e7\u00e3o corporal ao exercer sua a\u00e7\u00e3o sobre os cart\u00edlagos de crescimento dos ossos; modifica o metabolismo de gorduras, prote\u00ednas e hidratos de carbono.<strong><br \/>\nb) adrenocorticotr\u00f3pico (ACTH):\u00a0<\/strong>Estimula a secre\u00e7\u00e3o dos horm\u00f4nios c\u00f3rticosupra-renais.<strong><br \/>\nc) horm\u00f4nio fol\u00edculo estimulante (FSH):\u00a0<\/strong>Estimula a forma\u00e7\u00e3o do fol\u00edculo de Graaf do ov\u00e1rio e dos t\u00fabulos semin\u00edferos do test\u00edculo.<strong><br \/>\nd) horm\u00f4nio luteinizante:\u00a0<\/strong>Regula a produ\u00e7\u00e3o e libera\u00e7\u00e3o de estrogeneos e progesterona pelo ov\u00e1rio e de testosterona pelo test\u00edculo.<strong><br \/>\ne) prolactina:\u00a0<\/strong>Mant\u00e9m a secre\u00e7\u00e3o de estrog\u00eaneos e progesterona;, estimula a secre\u00e7\u00e3o do leite atrav\u00e9s das mamas.<strong><br \/>\nf) Tirotrofina:\u00a0<\/strong>Estimula a tir\u00f3ides e a forma\u00e7\u00e3o de tiroxina.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Por\u00e7\u00e3o interm\u00e9dia<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Intermedina ou estimuladora de melanocitos (MSH):\u00a0<\/strong>Regula a distribui\u00e7\u00e3o dos pigmentos.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>L\u00f3bulo posterior:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>a) occitocina:\u00a0<\/strong>Atua a n\u00edvel do \u00fatero favorecendo as contra\u00e7\u00f5es no momento do parto e a n\u00edvel mam\u00e1rio facilitando a secre\u00e7\u00e3o do leite.<strong><br \/>\nb) vasopresina:\u00a0<\/strong>Estimula a contra\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos lisos; a\u00e7\u00e3o antidiur\u00e9tica sobre os t\u00fabulos dos rins. A extirpa\u00e7\u00e3o desta gl\u00e2ndula e a diminui\u00e7\u00e3o da libera\u00e7\u00e3o destes horm\u00f4nios produzem o nanismo, e sua hipertrofia, o gigantismo; de seu l\u00f3bulo posterior se extrai a pituitina, que exerce sua a\u00e7\u00e3o sobre a tens\u00e3o sang\u00fc\u00ednea; e a gl\u00e2ndula pineal ou ep\u00edfise (que n\u00e3o se extrai da hip\u00f3fise por ser uma gl\u00e2ndula independente) situada sobre o terceiro ventr\u00edculo e em frente os tuv\u00e9rculos quadrig\u00eaminos, e que se extirpado numa crian\u00e7a, lhe provoca madureza corporal precoce, e um desenvolvimento intelectual antecipado (crian\u00e7as prod\u00edgio).<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>P\u00c2NCREAS<\/strong><\/p>\n<p>O p\u00e2ncreas produz o horm\u00f4nio insulina, que regula o n\u00edvel de glicose no sangue. Em certas condi\u00e7\u00f5es, por exemplo, quando se ingere muito a\u00e7\u00facar, o n\u00edvel de glicose no sangue aumenta muito.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o o p\u00e2ncreas libera insulina no sangue. Esse horm\u00f4nio aumenta a absor\u00e7\u00e3o de glicose nas c\u00e9lulas. Assim, o excesso de glicose \u00e9 retirado do sangue e o n\u00edvel desse a\u00e7\u00facar volta ao normal.<\/p>\n<p>Quando o p\u00e2ncreas produz uma quantidade insuficiente de insulina, surge uma do en\u00e7a conhecida como diabetes.<\/p>\n<p><strong>Nesse caso, o excesso de glicose permanece no sangue<\/strong>: \u00e9 a hiperglicemia, constatada pela presen\u00e7a de glicose na urina.<\/p>\n<p>A incapacidade das c\u00e9lulas em absorver adequadamente a glicose do sangue provoca alguns sintomas como a sensa\u00e7\u00e3o de fraqueza muscular e fome.<\/p>\n<p>O p\u00e2ncreas n\u00e3o \u00e9 somente uma gl\u00e2ndula, end\u00f3crina, pois este \u00f3rg\u00e3o constitui uma gl\u00e2ndula de secre\u00e7\u00e3o externa; produz, na verdade, o suco pancre\u00e1tico, que serve para digerir os alimentos e que \u00e9 lan\u00e7ado no duodeno por um ducto que percorre o p\u00e2ncreas em toda a sua extens\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Num corte do p\u00e2ncreas, contudo, notam-se \u201cilhas\u201d de subst\u00e2ncia formada de c\u00e9lulas diversas das do resto da gl\u00e2ndula<\/strong>: s\u00e3o as ilhotas de Langerhans, que s\u00e3o dotadas, justamente, de urna fun\u00e7\u00e3o end\u00f3crina.<\/p>\n<p><strong>As ilhotas de Langerhans produzem um horm\u00f4nio:<\/strong>\u00a0a insulina, da qual a fun\u00e7\u00e3o \u00e9 permitir a utiliza\u00e7\u00e3o dos a\u00e7\u00facares por parte dos tecidos e em particular dos m\u00fasculos, para cuja atividade o a\u00e7\u00facar \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p><strong>Quando acontece faltar a insulina, os a\u00e7\u00facares n\u00e3o podem ser utilizados pelos m\u00fasculos e ficam no sangue:<\/strong>\u00a0\u00e9 a diabete. Esta mol\u00e9stia \u00e9 causada, na verdade, pela hiperglicemia, isto \u00e9, pela presen\u00e7a no sangue dos a\u00e7\u00facares em propor\u00e7\u00e3o superior \u00e0 normal, um por mil.<\/p>\n<p>Aumentando o a\u00e7\u00facar no sangue, a um certo ponto, o rim n\u00e3o consegue mais reter esse a\u00e7\u00facar, que passa, em grande quantidade atrav\u00e9s dos glom\u00e9rulos e aparece, portanto, na urina.<\/p>\n<p>A estrutura do p\u00e2ncreas assemelha-se \u00e0 das gl\u00e2ndulas salivares, diferente apenas em certas particularidades e na sua textura, mais solta e suave. N\u00e3o est\u00e1 fechado em uma c\u00e1psula propriamente dita, mas \u00e9 cercado por tecido areolar, que penetra no seu interior e mant\u00e9m conectados os v\u00e1rios l\u00f3bulos que comp\u00f5e o \u00f3rg\u00e3o. Cada l\u00f3bulo consiste de uma ramifica\u00e7\u00e3o final do duto principal, terminando em sacos de fundo cego, tubulares e convolutos.<\/p>\n<p>Esses alv\u00e9olos s\u00e3o quase que completamente formados por c\u00e9lulas secretoras, sendo muito dif\u00edcil a visualiza\u00e7\u00e3o de suas luzes. Essas c\u00e9lulas s\u00e3o chamadas, em alguns animais, de c\u00e9lulas centro-acinares de Langherhan.<\/p>\n<p><strong>As c\u00e9lulas secretoras verdadeiras do p\u00e2ncreas que delimitam a parede do alv\u00e9olo s\u00e3o muito caracter\u00edsticas, colunares e apresentam duas zonas:<\/strong>\u00a0uma externa, clara e finamente estriada pr\u00f3xima \u00e0 membrana basal, e uma interna, granular, pr\u00f3xima ao l\u00famen.<\/p>\n<p>Durante atividade, a zona granular ocupa a maior parte da c\u00e9lula, o contr\u00e1rio acontecendo em c\u00e9lulas em repouso. Entre os alv\u00e9olos, o tecido conectivo apresenta c\u00e9lulas que s\u00e3o denominadas c\u00e9lulas inter-alveolares.<\/p>\n<p><strong>Vasculariza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Suprimento arterial do p\u00e2ncreas<\/strong><\/p>\n<p>As art\u00e9rias do p\u00e2ncreas derivam das art\u00e9rias espl\u00eanica e pancreatoduodenal. At\u00e9 dez pequenos ramos da art\u00e9ria espl\u00eanica suprem o corpo e a cauda do p\u00e2ncreas.<\/p>\n<p>As art\u00e9rias pancreatoduodenais superiores anterior e posterior, provenientes da art\u00e9ria gastroduodenal, e as art\u00e9rias pancreatoduodenais inferiores anterior e posterior, provenientes da art\u00e9ria mesent\u00e9rica superior, suprem a cabe\u00e7a do p\u00e2ncreas. As art\u00e9rias pancreatoduodenais anastomosam-se amplamente. O sulco entre a parte anterior da cabe\u00e7a do p\u00e2ncreas e o duodeno aloja a arcada pancreatoduodenal anterior, ao passo que o sulco correspondente entre a parte posterior da cabe\u00e7a e o duodeno aloja a arcada pancreatoduodenal posterior.<\/p>\n<p><strong>Drenagem venosa do p\u00e2ncreas<\/strong><\/p>\n<p>As veias pancre\u00e1ticas drenam para as veias porta, espl\u00eanica e mesent\u00e9rica superior, mas a maioria delas desemboca na veia espl\u00eanica.<\/p>\n<p><strong>Drenagem linf\u00e1tica do p\u00e2ncreas<\/strong><\/p>\n<p>Os vasos linf\u00e1ticos do p\u00e2ncreas acompanham os vasos sang\u00fc\u00edneos. A maior parte deles termina nos nodos pancreatoespl\u00eanicos, que se situam ao longo da art\u00e9ria espl\u00eanica na borda superior do p\u00e2ncreas, mas alguns vasos terminam nos linfonodos pil\u00f3ricos. Os vasos eferentes desses nodos drenam para os linfonodos cel\u00edacos, hep\u00e1ticos e mesent\u00e9ricos superiores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Gl\u00e2ndulas End\u00f3crinas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/glandu2.jpg\" alt=\"Gl\u00e2ndulas End\u00f3crinas\" \/><br \/>\n<strong>Principais gl\u00e2ndulas do sistema end\u00f3crino <\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Principais gl\u00e2ndulas do sistema end\u00f3crino<\/strong><\/p>\n<p>As\u00a0<strong>gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas<\/strong>, tamb\u00e9m chamadas de gl\u00e2ndulas de secre\u00e7\u00e3o interna produzem horm\u00f4nios, que s\u00e3o distribu\u00eddos por todo o organismo atrav\u00e9s da corrente sangu\u00ednea.<\/p>\n<p>Os horm\u00f4nios t\u00eam a responsabilidade de controlar a ordem e a harmonia do organismo. Eles regulam a qu\u00edmica corporal, o preparo do corpo para a atividade f\u00edsica e sua rea\u00e7\u00e3o \u00e0 fome, estresse, infec\u00e7\u00e3o e enfermidades.<\/p>\n<p><strong>Rela\u00e7\u00e3o Hipot\u00e1lamo-Hipofise<\/strong><\/p>\n<p>Hipot\u00e1lamo e hip\u00f3fise formam uma unidade que exerce controle sobre v\u00e1rias gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas como tamb\u00e9m desempenha uma s\u00e9rie de atividades fisiol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>C\u00e9lulas nervosas e gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas encontram-se envolvidas na comunica\u00e7\u00e3o c\u00e9lula a c\u00e9lula atrav\u00e9s da secre\u00e7\u00e3o de mensageiros qu\u00edmicos (neurotransmissores ou horm\u00f4nios) e atrav\u00e9s atividade el\u00e9trica.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre o hipot\u00e1lamo e a hip\u00f3fise foi reconhecida inicialmente por Galeno. Ele observou que o prolongamento ventral do hipot\u00e1lamo em forma de funil, termina numa massa glandular envolvida por um rico aporte sangu\u00edneo.<\/p>\n<p>No hipot\u00e1lamo encontramos neur\u00f4nios especializados em secretar horm\u00f4nios (neur\u00f4nios pepitid\u00e9rgicos).<\/p>\n<p><strong>Os produtos de secre\u00e7\u00e3o desses neur\u00f4nios pepitid\u00e9rgicos s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Pept\u00eddeos liberadores ou inibidores dos v\u00e1rios horm\u00f4nios da adeno hip\u00f3fise.<br \/>\n<strong>Pept\u00eddeos neuro-hipofis\u00e1rios:<\/strong>\u00a0Vasopressina (AVP).<br \/>\nOcitocina.<\/p><\/blockquote>\n<p>Os neur\u00f4nios hipotal\u00e2micos que se relacionam com a neuro hip\u00f3fise constituem o trato hipot\u00e1lamo-neuro-hipofis\u00e1rio.<\/p>\n<p>E os neur\u00f4nios que se relacionam com a adeno hip\u00f3fise constituem o sistema parvicelular ou t\u00fabero infundibular.<\/p>\n<p>Fazem parte desse sistema neur\u00f4nios curtos cujos corpos celulares se encontram distribu\u00eddos em algumas regi\u00f5es do hipot\u00e1lamo.e os ax\u00f4nios convergem para uma \u00e1rea hipot\u00e1lamica denominada emin\u00eancia mediana onde os v\u00e1rios horm\u00f4nios s\u00e3o secretados. Devido a exist\u00eancia de um sistema vascular altamente especializado (sistema porta hipot\u00e1lamo-hipofis\u00e1rio) entre a adeno-hip\u00f3fise e a emin\u00eancia mediana, os horm\u00f4nios hipotal\u00e2micos atingem a adeno-hip\u00f3fise em altas concentra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Horm\u00f4nios Hipotal\u00e2micos:\u00a0<\/strong>Horm\u00f4nios secretados na circula\u00e7\u00e3o porta-hipofis\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Hipofisiotr\u00f3ficos:\u00a0<\/strong>Estes horm\u00f4nios s\u00e3o respons\u00e1veis pela regula\u00e7\u00e3o da s\u00edntese e libera\u00e7\u00e3o dos horm\u00f4nios adeno hipofis\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Os principais horm\u00f4nios hipofisiotr\u00f3ficos s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>TRH<\/strong>, Respons\u00e1vel pela libera\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio tireotr\u00f3fico e prolactina.<strong><br \/>\nGNRH<\/strong>, Respons\u00e1vel pela libera\u00e7\u00e3o dos horm\u00f4nios gonadotr\u00f3ficos, FSH e LH.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>GHRIH, Inibe a s\u00edntese e libera\u00e7\u00e3o dos seguintes horm\u00f4nios:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>1. GH<\/strong>, horm\u00f4nio de crescimento.<strong><br \/>\n2. TSH<\/strong>, horm\u00f4nio tireotr\u00f3fico.<strong><br \/>\n3. CRH<\/strong>, horm\u00f4nio liberador de ACTH (Corticotrofina).<strong><br \/>\nGHRH<\/strong>, Respons\u00e1vel pela libera\u00e7\u00e3o de GH<strong><br \/>\nCRH<\/strong>, Respons\u00e1vel pela libera\u00e7\u00e3o de ACTH (Adrenocorticotr\u00f3fico)<strong><br \/>\nLHRH<\/strong>, Respons\u00e1vel pela libera\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio luteinizante.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Hip\u00f3fise ou Pituit\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>A hip\u00f3fise (ou pituit\u00e1ria), \u00e9 uma gl\u00e2ndula do tamanho de uma ervilha, de forma ov\u00f3ide com di\u00e2metro aproximado de 1cm e localiza-se numa pequena cavidade do osso esfen\u00f3ide (cela turca) na parte central da base do cr\u00e2nio (entre os olhos). A hip\u00f3fise secreta uma s\u00e9rie de horm\u00f4nios que dirigem fun\u00e7\u00f5es vitais diversas tais como crescimento, desenvolvimento sexual, volume urin\u00e1rio etc.<\/p>\n<p>As gl\u00e2ndulas adrenais e a tire\u00f3ide s\u00e3o diretamente governadas pela hip\u00f3fise. A hip\u00f3fise possui sensores capazes de regular a atividade da maior parte das outras gl\u00e2ndulas de nosso corpo.<\/p>\n<p>Esta ligada ao hipot\u00e1lamo atrav\u00e9s de um ped\u00fanculo fino denominado trato hipofis\u00e1rio, imediatamente atr\u00e1s do quiasma \u00f3ptico.<\/p>\n<p>A hip\u00f3fise dos mam\u00edferos \u00e9 constitu\u00edda de duas por\u00e7\u00f5es ou l\u00f3bos \u2013 o lobo anterior ou adeno-hip\u00f3fise e o lobo posterior ou neuro-hip\u00f3fise. A primeira por\u00e7\u00e3o origina-se a partir do epit\u00e9lio do c\u00e9u da boca.<\/p>\n<p>A por\u00e7\u00e3o posterior tem origem no sistema nervoso e n\u00e3o produz horm\u00f4nios \u2013 apenas armazena e lan\u00e7a na circula\u00e7\u00e3o os horm\u00f4nios produzidos pelo Hipot\u00e1lamo<\/p>\n<p><strong>ADENO HIP\u00d3FISE<\/strong><\/p>\n<p><strong>E constitu\u00edda por 5 tipos de c\u00e9lulas fenotipicamente distintas que s\u00e3o respons\u00e1veis pela secre\u00e7\u00e3o dos seguintes horm\u00f4nios:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Samatotrofina (GH) \u2013<\/strong>\u00a0Horm\u00f4nio do crescimento.<strong><br \/>\nHorm\u00f4nio tireotr\u00f3fico (TSH) \u2013<\/strong>\u00a0Estimula a gl\u00e2ndula tire\u00f3ide.<strong><br \/>\nHorm\u00f4nio adrenocorticotr\u00f3fico (ACTH) \u2013<\/strong>\u00a0Age sobre o c\u00f3rtex das gl\u00e2ndulas supra-renais.<strong><br \/>\nHorm\u00f4nio fol\u00edculo-estimulante (FSH) \u2013<\/strong>\u00a0Age sobre a matura\u00e7\u00e3o dos fol\u00edculos ovarianos e dos espermatoz\u00f3ides.<strong><br \/>\nHorm\u00f4nio luteinizante (LH) \u2013<\/strong>\u00a0Estimulante das c\u00e9lulas intersticiais do ov\u00e1rio e do test\u00edculo; provoca a ovula\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o do corpo amarelo.<strong><br \/>\nHorm\u00f4nio lactog\u00eanico (LTH) ou prolactina\u00a0<\/strong>\u2013 Interfere no desenvolvimento das mamas, na mulher e na produ\u00e7\u00e3o de leite.<\/p><\/blockquote>\n<p>Os horm\u00f4nios designados pelas siglas FSH e LH podem ser reunidos sob a designa\u00e7\u00e3o geral de gonadotrofinas.<\/p>\n<p>Todos os horm\u00f4nios ADRENOHIPOFISARIOS s\u00e3o proteicos.<\/p>\n<p><strong>HORM\u00d4NIOS GONADOTROPICOS ( HORM\u00d4NIO LUTEINIZANTE (LH) E HORM\u00d4NIO FOL\u00cdCULO ESTIMULANTE (FSH)<\/strong><\/p>\n<p>Esses horm\u00f4nios tem a fun\u00e7\u00e3o de regular o desenvolvimento, crescimento e matura\u00e7\u00e3o puberal, os processos de reprodu\u00e7\u00e3o e a secre\u00e7\u00e3o dos horm\u00f4nios ester\u00f3ides sexuais das gonadas dos sexos.<\/p>\n<p>Ambos os horm\u00f4nios est\u00e3o presentes entre a 10\u00aa e 12\u00aa semanas da vida fetal mas nenhum deles \u00e9 necess\u00e1rio p\/ o desenvolvimento intra uterino inicial das g\u00f4nadas ou p\/ as etapas iniciais da diferencia\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Nas mulheres os dep\u00f3sitos de LH e FSH s\u00e3o mais altos antes da ovula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>SECRE\u00c7\u00c3O DE LH E FSH<\/strong><\/p>\n<p>A regula\u00e7\u00e3o incorpora elementos puls\u00e1teis, peri\u00f3dicos, divinos, c\u00edclicos e relacionados ao est\u00e1gio da vida. A regula\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente em homens e mulheres.<\/p>\n<p>A secre\u00e7\u00e3o de LH quanto FSH \u00e9 estimulada principalmente por horm\u00f4nio liberador da gonadotropina (GnRN) ou horm\u00f4nio liberador do horm\u00f4nio luteinizante (LHRH)<\/p>\n<p>Esse acarreta aumento muito maior na secre\u00e7\u00e3o de LH do que na de FSH. A dopamina inibe a secre\u00e7\u00e3o de LH.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de melatonina inibe a libera\u00e7\u00e3o de gonadotropinas e \u00e9 suprida pela luz e estimulada pela escurid\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora os n\u00edveis de melatonina e da secre\u00e7\u00e3o de gonadotropinas estejam inversamente relacionados nos seres humanos, o papel da melotonina na regula\u00e7\u00e3o da reprodu\u00e7\u00e3o humana ainda n\u00e3o foi estabelecido de maneira conclusiva.<\/p>\n<p>O estresse \u00e9 tamb\u00e9m influ\u00eancia bem caracterizada sobre as fun\u00e7\u00f5es da reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o menstrual nas mulheres e a produ\u00e7\u00e3o de espermatoz\u00f3ides nos homens s\u00e3o perdidas comumente durante o estresse f\u00edsico ou ps\u00edquico prolongado.<\/p>\n<p>Esses efeitos podem ser mediados pelo CRH que inibe a libera\u00e7\u00e3o de GnRH.<\/p>\n<p>Outra influencia interessante \u00e9 representada pelos feromonios que s\u00e3o excitatores ou inibidores qu\u00edmicos veiculados pelo ar ou \u00e1gua. Ap\u00f3s a percep\u00e7\u00e3o desses sinais qu\u00edmicos pelo sentido do olfato, conex\u00f5es do bulbo olfativo p o hipot\u00e1lamo transferem provavelmente sinais reprodutivos provenientes do meio ambiente e de outros indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Pessoas sem g\u00f4nadas e mulheres p\u00f3s menopausa exibem picos ainda acentuados de LH. A secre\u00e7\u00e3o puls\u00e1til de LH \u00e9 amortecida em crian\u00e7as mas aumenta bruscamente a medida que a puberdade chega.<\/p>\n<p>No inicio esses pulsos de amplitude mais alta aumentam apenas a noite coincidindo com a redu\u00e7\u00e3o moderada de melatonina. Durante o inicio da puberdade o LH aumenta a noite. Esse padr\u00e3o diurno dura 1 ou 2 anos.<\/p>\n<p>Mas nas mulheres \u00e9 uma natureza c\u00edclica mensal. O ciclo menstrual resulta da intera\u00e7\u00e3o complexa entre a unidade neur\u00f4nio GnRH- gonadotrofo e nas modifica\u00e7\u00f5es seq\u00fcenciais na secre\u00e7\u00e3o dos ester\u00f3ides ovarianos.<\/p>\n<p>Muitas mulheres s\u00e3o est\u00e9reis porque a regula\u00e7\u00e3o hipotal\u00e2mica desordenada deixa de produzir ovula\u00e7\u00e3o e fun\u00e7\u00e3o adequadas dos gonadotr\u00f3ficos hipofis\u00e1rios.<\/p>\n<p>Os ciclos menstruais normais e a ovula\u00e7\u00e3o somente poder\u00e3o ser restaurados se for administrado GnRH ex\u00f3geno a essas mulheres, em pulsos que reproduzem o momento, a amplitude e a freq\u00fc\u00eancia do gerador hipotal\u00e2mico normal. O mesmo vale para espermatog\u00eanese em homens est\u00e9reis.<\/p>\n<p>As t\u00e9cnicas de reposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o utilizadas em mulheres com endometriose e menstrua\u00e7\u00f5es doloridas, ou para inibir o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata no homem.<\/p>\n<p><strong>REGULA\u00c7\u00c3O POR FEEDBACK DAS GONADOTROPINAS<\/strong><\/p>\n<p>A secre\u00e7\u00e3o de LH e FSH \u00e9 regulada por produtos gon\u00e1dicos.<\/p>\n<p>O mecanismo regulador b\u00e1sico da secre\u00e7\u00e3o de LH e FSH \u00e9 o feedback negativo.<\/p>\n<p>Quando as gonadas tornam-se funcionalmente inativas ou s\u00e3o removidas cirurgicamente haver\u00e1 eleva7\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis plasm\u00e1ticos de FSH e LH. O FSH aumenta em geral mais que LH.<\/p>\n<p>Os horm\u00f4nios ester\u00f3ides gon\u00e1dicos, testosterona em homens e estradiol em mulheres s\u00e3o os mais importantes desses sinais de feedback negativo. O estrog\u00eanio principal estradiol inibe a libera\u00e7\u00e3o de LH.<\/p>\n<p>S\u00e3o alterados tanto a amplitude quanto a freq\u00fc\u00eancia dos pulsos de LH essas altera\u00e7\u00f5es indicam os locais hipofis\u00e1rio e hipotal\u00e2mico do feedback positivo.<\/p>\n<p><strong>Feedback positivo \u00e9 simult\u00e2neo:<\/strong><\/p>\n<p>Mulheres gon\u00e1dicas com defici\u00eancia de estradiol recebem terapia de reposi\u00e7\u00e3o inicial com estradiol os n\u00edveis basais de LH e FSH (elevados) acabam declinando (Feedback negativo) ap\u00f3s 7 dias de tratamento.<\/p>\n<p>A capacidade de responder as doses repetitivas subsequentes de GnRH na verdade aumenta (feedback positivo).<\/p>\n<p>Progesterona modula a libera\u00e7\u00e3o de LH pode aumentar os efeitos do feedback + ( e atenuar) do estradiol sobre a responsabilidade do GnRH.<\/p>\n<p>Contraceptivos orais utilizam efeitos de feedback do estradiol, assim como da progesterona para interferir com os per\u00edodos normais e quantidade de secre\u00e7\u00e3o de LH e FSH.<\/p>\n<p>A estimula\u00e7\u00e3o delicadamente balanceada dos ov\u00e1rios pelas duas gonadotropinas \u00e9 perdida e a ovula\u00e7\u00e3o \u00e9 evitada.<\/p>\n<p>As mensura\u00e7\u00f5es do LH urin\u00e1rio feitas em casa pelas mulheres podem ajuda-las a prever a ovula\u00e7\u00e3o e ajudam na concep\u00e7\u00e3o. A mensura\u00e7\u00e3o pode do HCG (gonadotropina) da gravidez pode detectar precocemente a gravidez.<\/p>\n<p><strong>PROLACTINA<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Horm\u00f4nio proteico; participa da estimula\u00e7\u00e3o do desenvolvimento das mamas e na produ\u00e7\u00e3o de leite.<br \/>\nQuando a mulher est\u00e1 no per\u00edodo gestacional, tal horm\u00f4nio aumenta\u2026<br \/>\nExistem fatores que estimulam e inibem a secre\u00e7\u00e3o de prolactina.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Um dos fatores que estimulam a secre\u00e7\u00e3o \u00e9:<\/strong>\u00a0durante o per\u00edodo de lacta\u00e7\u00e3o (devido ao grande aumento de estrog\u00eanio-por estimular as c\u00e9lulas produtoras de prolactina.).<\/p>\n<p>Se a m\u00e3e n\u00e3o amamentar o beb\u00ea, depois do parto; o n\u00edvel de prolactina volta ao normal em um prazo de 3 a 6 semanas. Ent\u00e3o podemos observar que o fator de amamenta\u00e7\u00e3o (ou qualquer outra estimula\u00e7\u00e3o do mamilo), tamb\u00e9m mant\u00eam os n\u00edveis de prolactina aumentados (principalmente, durante as primeiras 8 a 12 semanas ap\u00f3s o parto.).<\/p>\n<p>Como outros horm\u00f4nios, a secre\u00e7\u00e3o de prolactina aumenta a noite. O primeiro pico aparece dentro de 60 a 90 min. Ap\u00f3s o in\u00edcio do sono. O estresses incluindo anestesia, cirurgia, hipoglicemia induzida pela insulina, medo e tens\u00e3o mental, provocam a libera\u00e7\u00e3o de prolactina, (fatores desconhecidos).<\/p>\n<p>A inibi\u00e7\u00e3o da prolactina \u00e9 por parte do hipot\u00e1lamo. A dopamina (apesar de n\u00e3o ser um pept\u00eddeo hipotal\u00e2mico) inibe fortemente a prolactina; tanto quando gerada no c\u00e9rebro ou quando aplicada no tecido hipofis\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Tal inibi\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00fatil para finalidade terap\u00eautica, por exemplo:<\/strong>\u00a0a hipersecre\u00e7\u00e3o patol\u00f3gica de prolactina, proveniente de tumores, \u00e9 suprimida prontamente pelos agonistas da dopamina.<\/p>\n<p>Esses efeitos podem at\u00e9 reduzir as dimens\u00f5es (encolher) esses tumores.<\/p>\n<p>A prolactina inibe sua pr\u00f3pria secre\u00e7\u00e3o, via feedback; aumentando diretamente a s\u00edntese e a libera\u00e7\u00e3o da dopamina.<\/p>\n<p>Efeitos biol\u00f3gicos da prolactina, s\u00e3o que al\u00e9m de estimular o desenvolvimento original do tecido mam\u00e1rio e de sua hiperplasia durante a gravidez; al\u00e9m de ser o principal horm\u00f4nio pela lactog\u00eanese.<\/p>\n<p>Antes e ap\u00f3s a puberdade, a prolactina, juntamente com estrog\u00eanios, progesterona, cortisol, estimula a prolifera\u00e7\u00e3o e a ramifica\u00e7\u00e3o dos ductos na mama feminina. Durante a gravidez, a prolactina, juntamente com estrog\u00eanios e progesterona, \u00e9 respons\u00e1vel pelo desenvolvimento dos lobos dos alv\u00e9olos, dentro dos quais ocorre a produ\u00e7\u00e3o de leite. Finalmente, ap\u00f3s o parto, a prolactina, juntamente com insulina e cortisol, estimula a s\u00edntese e a secre\u00e7\u00e3o de leite.<\/p>\n<p>Nas mulheres, a defici\u00eancia de prolactina, causado pela destrui\u00e7\u00e3o da hip\u00f3fise anterior, resulta na incapacidade de produzir leite. O excesso de prolactina resulta de disfun\u00e7\u00e3o hipotal\u00e2mica ou de tumores hipofis\u00e1rios.<\/p>\n<p>Nas mulheres, a hipersecre\u00e7\u00e3o de prolactina, provoca infertilidade e at\u00e9 mesmo, desaparecimento completo da menstrua\u00e7\u00e3o. Mesmo freq\u00fcentemente, ocorre lacta\u00e7\u00e3o sem qualquer associa\u00e7\u00e3o com a gravidez.<\/p>\n<p>Em homens, o excesso de prolactina resulta em menor secre\u00e7\u00e3o de testosterona e menor produz de espermatoz\u00f3ide\u2026<\/p>\n<p><strong>HORM\u00d4NIO TIREOTR\u00d3FICO<\/strong><\/p>\n<p>Na 13 semana de gesta\u00e7\u00e3o surge as c\u00e9lulas produtoras de TSH, sendo encontradas na \u00e1rea \u00e2ntero-medial da gl\u00e2ndula. Nessa mesma \u00e9poca a tire\u00f3ide fetal come\u00e7a a secretar horm\u00f4nio tire\u00f3ideo.<\/p>\n<p>O TSH \u00e9 um horm\u00f4nio tire\u00f3ideo-estimulante, glicoproteico e sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 regular o crescimento e o metabolismo da tire\u00f3ide e a secre\u00e7\u00e3o de seus horm\u00f4nios, Tiroxina(T4) e Tridotironina (T3).<\/p>\n<p>O TSH \u00e9 formado por duas subunidades, uma \u00d1 e a outra \u00d2. O TRH hipotal\u00e2mico estimula a transi\u00e7\u00e3o dos genes de ambas subunidades do TSH e o horm\u00f4nio tire\u00f3ideo a suprime.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso o TRH e o horm\u00f4nio tire\u00f3ideo modulam o processo de glicosila\u00e7\u00e3o, de forma a aumentar ou reduzir a atividade biol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>SECRE\u00c7\u00c3O DO TSH<\/strong><\/p>\n<p>A secre\u00e7\u00e3o do TSH \u00e9 regulada reciprocramente, o TRH acelera a secre\u00e7\u00e3o, emnquanto o horm\u00f4nio tire\u00f3ideo reduz o r\u00edtmo por feedback negativo sobre a hip\u00f3fise, atrav\u00e9s dos h\u00f4rmonios T3 e T4 da tire\u00f3ide, bloqueando a a\u00e7\u00e3o do h\u00f4rmonio de libera\u00e7\u00e3o da tire\u00f3ide (TRH). A dopamina e a somatostatina tamb\u00e9m inibem a secre\u00e7\u00e3o do TSH.<\/p>\n<p>O TRH \u00e9 um tripepit\u00eddeo (Piroglutamina-histidina-prolinaamida). Sua s\u00edntese \u00e9 no hipot\u00e1lamo e seu armazenamento \u00e9 feito na emin\u00eancia mediana e alcan\u00e7a sua c\u00e9lulas-alvo atrav\u00e9s da veia porta hipofis\u00e1ria.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a administra\u00e7\u00e3o venosa do TRH, os n\u00edveis plasm\u00e1ticos de TSH aumentam por at\u00e9 dez vezes e retomam em dire\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis basais em 60 minutos.<\/p>\n<p><strong>Exemplo:<\/strong>\u00a0Com inje\u00e7\u00f5es repetidas de TRH, a resposta do TSH diminui com o passar do tempo, pois a estimula\u00e7\u00e3o da tire\u00f3ide leva a produ\u00e7\u00e3o de T3 e T4.<\/p>\n<p>Demonstrando assim a regula\u00e7\u00e3o por feedback negativo da secre\u00e7\u00e3o de TSH. Mas pequenos aumentos na concentra\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nio teire\u00f3ideo, faz com que ocorra o bloqueio da a\u00e7\u00e3o estimulante de TRH, suprindo a secre\u00e7\u00e3o de TSH. J\u00e1 pequenas redu\u00e7\u00f5es na concentra\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio tire\u00f3ideo aprimoram a responsividade do TSH ao TRH.<\/p>\n<p>Por causa do feedback negativo, nos indiv\u00edduos que sofrem de doen\u00e7a da tire\u00f3ide, resultando da defici\u00eancia do horm\u00f4nio tire\u00f3ideo (hipotireoidismo), as a\u00e7\u00f5es do TRH s\u00e3o relativamente descontroladas (irrestritas).<\/p>\n<p>Como resultado, esse indiv\u00edduo apresenta alt\u00edssimos n\u00edveis plasm\u00e1ticos de TSH e hiperplasia dos tireotrofos.<\/p>\n<p>A normaliza\u00e7\u00e3o do TSH plasm\u00e1tico \u00e9 o indicador mais \u00fatil do horm\u00f4nio tire\u00f3ideo da terapia de reposi\u00e7\u00e3o \u00e9 correta.<\/p>\n<p><strong>A secre\u00e7\u00e3o de TSH e a produ\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio tire\u00f3ideo ocorre em duas circunst\u00e2ncias:<\/strong>\u00a0Jejum e exposi\u00e7\u00e3o ao frio, a responsividade do TSH ao TRH diminui durente o jejum, ajudando o indiv\u00edduo em jejum a adaptar-se \u00e0 aus\u00eancia de ingest\u00e3o energ\u00e9tica. Em animais, a secre\u00e7\u00e3o do TSH \u00e9 aumentada pela exposi\u00e7\u00e3o ao frio. Em humanos \u00e9 dif\u00edcil demonstrar, j\u00e1 que TSH aumenta a temog\u00eanese por estimula\u00e7\u00e3o da tire\u00f3ide, sendo uma resposta l\u00f3gica ao frio.<\/p>\n<p>O TSH \u00e9 secretado com ligeira varia\u00e7\u00e3o diurna e n\u00edveis mais altos durante a noite.<\/p>\n<p>O cortisol (horm\u00f4nio do c\u00f3rtex supra-renal) reduz tanto a secre\u00e7\u00e3o do TRH, quanto de TSH e o horm\u00f4nio de crescimento (GH) tamb\u00e9m reduz a secre\u00e7\u00e3o de TSH.<\/p>\n<p>A hiperestimula\u00e7\u00e3o do TSH decorrente da defici\u00eancia da tire\u00f3ide, tanto a subunidade \u00d1 quanto a \u00d2 circulam em quantidades elevadas. Pacientes que parecem ter tumores hipofis\u00e1rios n\u00e3o funcionantes, tem altos n\u00edveis plasm\u00e1ticos da unidade alfa.<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00d5ES DO TSH<\/strong><\/p>\n<p>O TSH exerce a\u00e7\u00f5es importantes sobre a tire\u00f3ide, promovendo o crescimento e diferencia\u00e7\u00e3o da gl\u00e2ndula e estimulando a secre\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio tire\u00f3ideo.<\/p>\n<p>Indiv\u00edduos que n\u00e3o produzem o horm\u00f4nio TSH sofrem da doen\u00e7a chamada cretinismo.<\/p>\n<p><strong>HORM\u00d4NIO ADENOCORTICOTR\u00d3FICO (ACTH)<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um horm\u00f4nio polipept\u00eddico da hip\u00f3fise anterior, cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 regular o crescimento e a secre\u00e7\u00e3o do c\u00f3rtex supra-renal. Onde o horm\u00f4nio mais importante da sua gl\u00e2ndula-alvo \u00e9 o cortisol.<\/p>\n<p>Essas c\u00e9lulas s\u00e3o encontradas na parte distal do lobo anterior. Os orticotrofos formam 20% da popula\u00e7\u00e3o da hip\u00f3fise anterior.<\/p>\n<p>No feto humano a s\u00edntese e a secre\u00e7\u00e3o de ACTH come\u00e7am com dez a doze semanas de gesta\u00e7\u00e3o, antes do surgimento do c\u00f3rtex supra-renal.<\/p>\n<p><strong>S\u00cdNTESE DE ACTH<\/strong><\/p>\n<p>A s\u00edntese de ACTH ilustra o princ\u00edpio de que o produto gen\u00e9tico prim\u00e1rio na s\u00edntese de horm\u00f4nios pept\u00eddicos podem produzir v\u00e1rias mol\u00e9culas biologicamente ativas.<\/p>\n<p>O processo seq\u00fcencial desse produto gen\u00e9tico prim\u00e1rio no homem, d\u00e1 origem ao ACTH.<\/p>\n<p>Em lugares extra-hipofis\u00e1rios (c\u00e9rebro, hipot\u00e1lamo, medula supra-renal), as mol\u00e9culas do horm\u00f4nio melan\u00f3cito estimulante (MSH) e o ACTH s\u00e3o produzidos a partir da pro-opiomelanocortina e pode desempenhar diferentes fun\u00e7\u00f5es sinalizadoras.<\/p>\n<p><strong>SECRE\u00c7\u00c3O DO ACTH<\/strong><\/p>\n<p>A regula\u00e7\u00e3o da secre\u00e7\u00e3o do ACTH, est\u00e1 entre os mais complexos de todos os padr\u00f5es de regula\u00e7\u00e3o dos horm\u00f4nios hipofis\u00e1rios. O horm\u00f4nio exibe r\u00edtmo circadiano (noite e dia), explos\u00f5es c\u00edclicas e controle por feedback e responde a grande variedade de est\u00edmulos.<\/p>\n<p>O CRH hipotal\u00e2mico \u00e9 um mediador final importante dos fluxos reguladores, \u00e9 um pept\u00eddeo que se origina em pequenas c\u00e9lulas do n\u00facleo paraventricular. Esteestimula a s\u00edntese e a libera\u00e7\u00e3o por exocitose, do ACTH e de seus produtos da pro-opiomelanocortina.<\/p>\n<p>O CRH causa ativa\u00e7\u00e3o central, pois seus receptores s\u00e3o encontrados em todo o enc\u00e9falo e na medula espinhal, aumentando a atividade do sistema nervosa simp\u00e1tico e elevando a press\u00e3o arterial.<\/p>\n<p>Em contraste o CRH reduz a fun\u00e7\u00e3o reprodutora por diminuir a s\u00edntese de horm\u00f4nio liberador de gonadotropina (GnRH) e inibir comportamento sexual. Ele tamb\u00e9m reduz a atividade alimentares crescimento, j\u00e1 nas c\u00e9lulas imunes o CRH estimula a libera\u00e7\u00e3o de citocinas e exacerba suas atividades sobre as c\u00e9lulas-alvo.<\/p>\n<p>A secre\u00e7\u00e3o do ACTH exibe um acentuado padr\u00e3o diurno, ocorrendo um grande pico de 2 a 4 horas antes de despertar e pouco antes do indiv\u00edduo adormecer cai para zero.<\/p>\n<p>A inibi\u00e7\u00e3o da secre\u00e7\u00e3o de ACTH por feedback negativo \u00e9 produzido pelo cortisol. O cortisol suprime a secre\u00e7\u00e3o de ACTH, no n\u00edvel hipofis\u00e1rio bloqueando a a\u00e7\u00e3o estimuladora do CRH e reduzindo a s\u00edntese de ACTH ao bloquear a libera\u00e7\u00e3o hipotal\u00e2mica do CRH.<\/p>\n<p>A hipersecre\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma de cortisol resulta em atrofia funcional do eixo CRH \u2013 ACTH \u2013 supra-renal, causando algumas enfermidades depressivas.<\/p>\n<p>A secre\u00e7\u00e3o doACTH responde mais caracteristicamente aos est\u00edmulos estressantes, com uma resposta que \u00e9 essencial para sobrevida.<\/p>\n<p><strong>Exemplo<\/strong>: Em uma cirurgia abdominal extensa ou dist\u00farbio psiqui\u00e1trico grave, a hipersecre\u00e7\u00e3o de ACTH, induzida pelo estresse, subjulga comportamentalmente o feedback negativo e n\u00e3o poder\u00e1 suprida sequer quando o c\u00f3rtex supra-renal secretar cortisol em seu n\u00edvel m\u00e1ximo.<\/p>\n<p>O estresse \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que induz a secre\u00e7\u00e3o do CRH e ativa o sistema nervoso simp\u00e1tico.<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DO ACTH<\/strong><\/p>\n<p>O ACTH estimula o crescimento de zonas espec\u00edficas do c\u00f3rtex supra-renal, assim como a s\u00edntese e a secre\u00e7\u00e3o de cortisol e de outros horm\u00f4nios ester\u00f3ides.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre o ACTH e o sistema imune \u00e9 que os receptores de ACTH e sua secre\u00e7\u00e3o ocorrem nos linf\u00f3citos, que liberam citocinas que ir\u00e3o estimular a libera\u00e7\u00e3o de ACTH pelos corticotrofos.<\/p>\n<p>Por causa de sua seq\u00fc\u00eancia de MSH, o ACTH exacerba a pigmenta\u00e7\u00e3o da pele, pois o MSH atua sobre os melan\u00f3citos, estimulaando tamb\u00e9m a enzima chave na s\u00edntese de melanina (tirosinase) e a transfer\u00eancia de melanina dos melan\u00f3citos para as c\u00e9lulas epid\u00e9rmicas (queratin\u00f3citos), acarretando o escurecimento da pele. Essa hiperpigmenta\u00e7\u00e3o caracteriza doen\u00e7as, onde ocorre enormes aumentos de secre\u00e7\u00e3o de ACTH, resultando em feedback negativo quando o c\u00f3rtex supra-renal \u00e9 destru\u00eddo (doen\u00e7a de Addison, ou insufici\u00eancia adrenocortical prim\u00e1ria) ou em virtude da produ\u00e7\u00e3o oct\u00f3pica de ACTH por c\u00e9lulas malignas da crista neural.<\/p>\n<p><strong>HORM\u00d4NIO DO CRESCIMENTO (GH)<\/strong><\/p>\n<p>O GH estimula o crescimento e o desenvolvimento som\u00e1ticos p\u00f3s-natais e ajuda a manter a massa corporal magra e massa \u00f3ssea normais em adultos. Tamb\u00e9m exerce v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es sobre o metabolismo das prote\u00ednas, carboidratos e lip\u00eddeos.<\/p>\n<p>O horm\u00f4nio do crescimento \u00e9 uma prote\u00edna constitu\u00edda por 191 amino\u00e1cidos, formando uma cadeia simples polipept\u00eddica, contendo duas pontes de dissulfeto.<\/p>\n<p>Este horm\u00f4nio origina-se nos somatotrofos da adeno-hip\u00f3fise e \u00e9 armazenado em gr\u00e2nulos densos.<\/p>\n<p>Os somatotrofos constituem 40 a 50% da gl\u00e2ndula adulta. Tamb\u00e9m podem formar tumores que secretam excesso de GH, produzindo uma doen\u00e7a chamada acromegalia.<\/p>\n<p>O gene do GH transcreve um RNA mensageiro que orienta a s\u00edntese de um pr\u00e9-horm\u00f4nio. Ent\u00e3o, um pept\u00eddeo sinalizador \u00e9 removido e o horm\u00f4nio, j\u00e1 na sua forma final, \u00e9 armazenado nos gr\u00e2nulos.<\/p>\n<p><strong>S\u00cdNTESE DE GH<\/strong><\/p>\n<p>A s\u00edntese do GH \u00e9 controlada por alguns fatores, que podem aument\u00e1-la ou inibila. O horm\u00f4nio liberador do horm\u00f4nio do crescimento (GHRH) \u00e9 um horm\u00f4nio hipotal\u00e2mico que aumenta a produ\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio do crescimento, j\u00e1 a somatostatina, \u00e9 um horm\u00f4nio, tamb\u00e9m hipotal\u00e2mico, que inibe a forma\u00e7\u00e3o do GH, de forma n\u00e3o competitiva. Existem ainda o h. tire\u00f3ideo e o cortisol que induzem a s\u00edntese do GH.<\/p>\n<p><strong>SECRE\u00c7\u00c3O DE GH<\/strong><\/p>\n<p>A secre\u00e7\u00e3o do GH ocorre sob v\u00e1rias influ\u00eancias diferentes. Uma queda brusca nos n\u00edveis plasm\u00e1ticos de um dos principais substratos produtores de energia, glicose ou \u00e1cidos graxos livres, provoca aumento no produ\u00e7\u00e3o do GH. J\u00e1 uma refei\u00e7\u00e3o rica em carboidratos ou uma carga de glicose pura, acarreta uma redu\u00e7\u00e3o imediata no n\u00edvel plasm\u00e1tico de GH.<\/p>\n<p>A ingest\u00e3o de uma dieta rica em prote\u00ednas eleva os n\u00edveis plasm\u00e1ticos de GH; por outro lado o jejum total de prote\u00edna tamb\u00e9m estimula a secre\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Exerc\u00edcio, retiradas de sangue, febre, traumatismo e grandes anestesias, s\u00e3o estimuladores r\u00e1pidos da secre\u00e7\u00e3o do GH.<\/p>\n<p>Os neurotransmissores dopamina, norepinefrina, acetilcolina e serotonina aceleram a secre\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio atrav\u00e9s da estimula\u00e7\u00e3o da libera\u00e7\u00e3o do GHRH.<\/p>\n<p>A secre\u00e7\u00e3o do GH \u00e9 maior em mulheres, tendo seu n\u00edvel mais alto antes da ovula\u00e7\u00e3o. Isso ocorre devido ao efeito estimulante do estradiol sobre o horm\u00f4nio do crescimento.<\/p>\n<p><strong>Secre\u00e7\u00e3o do GH de acordo com a idade:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Crian\u00e7as\u2014\u2014<\/strong>\u2013 aumentado ligeiramente<br \/>\n<strong>Puberdade\u2014\u2014\u2014\u2013<\/strong>\u00a0grande aumento<br \/>\n<strong>Ap\u00f3s a puberdade\u2014\u00a0<\/strong>decl\u00ednio at\u00e9 os n\u00edveis que vigoram na fase adulta<br \/>\n<strong>Envelhecimento\u2014\u2014\u2014-<\/strong>\u00a0grande redu\u00e7\u00e3o em resposta ao GHRH<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>A\u00c7\u00d5ES DO GH<\/strong><\/p>\n<p>A aus\u00eancia deste horm\u00f4nio causa um retardo no crescimento dos seres humanos.<\/p>\n<p>O principal efeito do GH \u00e9 a estimula\u00e7\u00e3o do crescimento linear, este resulta da a\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio no disco epifis\u00e1rio. O metabolismo das c\u00e9lulas formadoras da cartilagem (condr\u00f3citos) \u00e9 estimulado.<\/p>\n<p>O GH estimula tamb\u00e9m a prolifera\u00e7\u00e3o dos condr\u00f3citos, bem como sua s\u00edntese de DNA, RNA e prote\u00ednas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m facilita a s\u00edntese proteica, por aumentar a capta\u00e7\u00e3o celular de amino\u00e1cidos.<\/p>\n<p>A massa total do osso e seu conte\u00fado mineral s\u00e3o aumentadas pelo GH.<\/p>\n<p>Os \u00f3rg\u00e3os vicerais, as gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas, o m\u00fasculo esquel\u00e9tico, o cora\u00e7\u00e3o, a pele e o tec conjuntivo sofrem hipertrofia e hiperplasia em resposta ao horm\u00f4nio do crescimento.<\/p>\n<p><strong>DEFICI\u00caNCIA DE GH<\/strong><\/p>\n<p>A defici\u00eancia do horm\u00f4nio de crescimento em crian\u00e7as causa um retardo no crescimento e caso n\u00e3o seja tratada leva ao nanismo. Em adultos, os sintomas da defici\u00eancia de horm\u00f4nio de crescimento n\u00e3o s\u00e3o \u00f3bvios e nem todos os adultos deficientes do horm\u00f4nio ser\u00e3o sintom\u00e1ticos. Entretanto, alguns adultos reclamam de letargia e diminui\u00e7\u00e3o da energia para as atividades di\u00e1rias. Eles tamb\u00e9m possuem uma diminui\u00e7\u00e3o da massa magra (muscular) e aumento da massa gordurosa.<\/p>\n<p>Estas altera\u00e7\u00f5es podem ser corrigidas com o uso do horm\u00f4nio do crescimento sint\u00e9tico.<\/p>\n<p>O tratamento de reposi\u00e7\u00e3o com GH acarreta reten\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio, aumento da massa corporal magra, melhor desempenho muscular, diminui\u00e7\u00e3o da massa adiposa e sensa\u00e7\u00e3o de bem estar.<\/p>\n<p><strong>HIPERSECRE\u00c7\u00c3O DE GH<\/strong><\/p>\n<p>A hipersecre\u00e7\u00e3o persistente resulta de tumores hipofis\u00e1rios e produz uma s\u00edndrome \u00edmpar denominada acromegalia. Se esta come\u00e7a antes da puberdade completada, o indiv\u00edduo atinge alturas muito elevadas, com longas extremidades superiores e inferiores.<\/p>\n<p><strong>Se ocorrer ap\u00f3s a puberdade, apenas o crescimento peri\u00f3stico \u00e9 aumentado, causando deformidades como:\u00a0<\/strong>dedos, artelhos m\u00e3os e p\u00e9s alargados, cristas \u00f3sseas proeminentes acima dos olhos e mand\u00edbula proeminente.<\/p>\n<p>A \u00edngua \u00e9 aumentada e a pele fica mais espessa; j\u00e1 a gordura subcut\u00e2nea \u00e9 escassa.<\/p>\n<p><strong>Sinais e Sintomas:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Espessamento das partes moles-palmas das m\u00e3os, solas dos p\u00e9s.<br \/>\nCrescimento das m\u00e3os \u2013 aumento tamanho de an\u00e9is<br \/>\nCrescimento dos p\u00e9s \u2013 aumento n\u00famero dos sapatos<br \/>\nDor de cabe\u00e7a<br \/>\nPele oleosa<br \/>\nFace brutalizada<br \/>\nSuor excessivo<br \/>\nFatiga<br \/>\nManchas de pele<br \/>\nS\u00edndrome do t\u00fanel do carpo<br \/>\nAfastamento dos dentes \u2013 restos de alimento freq\u00fcentes entre os dentes<br \/>\nHipertens\u00e3o<br \/>\nDiminui\u00e7\u00e3o da libido<br \/>\nImpot\u00eancia<br \/>\nSecre\u00e7\u00e3o de leite pelos mamilos<br \/>\nModifica\u00e7\u00e3o ou perda da menstrua\u00e7\u00e3o<br \/>\nDesordens de humor<br \/>\nDepress\u00e3o<br \/>\nApn\u00e9ia do sono<br \/>\nProlactinoma (hiperprolactinemia)<\/p><\/blockquote>\n<p>O prolactinoma \u00e9 um tumor da hip\u00f3fise que secreta prolactina (o horm\u00f4nio da lacta\u00e7\u00e3o). O tumor \u00e9 benigno em 99% dos casos. \u00c9 tamb\u00e9m o tumor pituit\u00e1rio mais comum (28% do total).<\/p>\n<p>A causa de sua origem \u00e9 desconhecida.<\/p>\n<p><strong>Sinais e sintomas:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Diminui\u00e7\u00e3o da libido<br \/>\nSecura vaginal, dor \u00e0 rela\u00e7\u00e3o sexual<br \/>\nDist\u00farbios visuais<br \/>\nGanho de peso inexplic\u00e1vel<br \/>\nAltera\u00e7\u00f5es de humor<br \/>\nHipogonadismo em homens<br \/>\nSecre\u00e7\u00e3o de leite pelos mamilos<br \/>\nDor de cabe\u00e7a<br \/>\nModifica\u00e7\u00f5es ou desaparecimento ciclo menstrual<br \/>\nInfertilidade<br \/>\nFraturas ou osteoporose<br \/>\nPuberdade retardada<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Tumores secretores de unidade alfa<\/strong><\/p>\n<p>Estes tumores costumam secretar somente fragmentos dos horm\u00f4nios hipofis\u00e1rios e portanto n\u00e3o possuem uma s\u00edndrome end\u00f3crina de hipersecre\u00e7\u00e3o. A sub-unidade alfa representa metade dos horm\u00f4nios FSH, LH e TSH (cada um deles \u00e9 composto de sub-unidades alfa- e beta).<\/p>\n<p>Boa parte daqueles tumores chamados n\u00e3o-funcionantes secretam sub-unidade alfa mas a maioria deles n\u00e3o secreta quantidades apreci\u00e1veis de FSH, LH ou TSH. No entanto, \u00e9 poss\u00edvel dosar a sub-unidade alfa no sangue. Estes tumores s\u00e3o freq\u00fcentemente agressivos.<\/p>\n<p><strong>S\u00edndrome da sela vazia<\/strong><\/p>\n<p>A s\u00edndrome da sela vazia ocorre quando se detecta por meio de imagens a presen\u00e7a de l\u00edquor no local que deveria ser ocupado pela hip\u00f3fise, dentro da sela t\u00farcica.<\/p>\n<p>A causa mais comum \u00e9 a exist\u00eancia de uma abertura grande no diafragma da sela, uma membrana que recobre a hip\u00f3fise e normalmente impede a entrada do l\u00edquor na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando esta membrana tem uma abertura muito grande, a press\u00e3o do l\u00edquor de cima para baixo causa um achatamento da gl\u00e2ndula hipofis\u00e1ria, na dire\u00e7\u00e3o do fundo da sela t\u00farcica, como que para o fundo de um balde.<\/p>\n<p>Nesta situa\u00e7\u00e3o, a fun\u00e7\u00e3o hipofis\u00e1ria \u00e9 em geral normal mas alguns pacientes relatam dor de cabe\u00e7a, hiperprolactinemia, secre\u00e7\u00e3o de leite pelo mamilo e menstrua\u00e7\u00f5es irregulares.<\/p>\n<p>Alguns pacientes possuem sela vazia decorrente de processos inflamat\u00f3rios locais, como a neurosarcoidose; outros possuem a associa\u00e7\u00e3o de sela vazia e tumores dentro da hip\u00f3fise residual.<\/p>\n<p><strong>Hiposecre\u00e7\u00e3o hipofis\u00e1ria\/Tumores n\u00e3o-secrotores de horm\u00f4nios<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sinais e sintomas:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Dor de cabe\u00e7a<br \/>\nPerda visual<br \/>\nFatiga<br \/>\nLetargia<br \/>\nModifica\u00e7\u00f5es do ciclo menstrual<br \/>\nDiminui\u00e7\u00e3o da libido<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>\u201cEfeito de massa\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Qualquer massa localizada na regi\u00e3o da hip\u00f3fise pode causar sintomas inespec\u00edficos. Estes incluem dor de cabe\u00e7a, n\u00e1useas e v\u00f4mitos, que podem corresponder a um aumento da press\u00e3o intracraniana. Al\u00e9m disto, uma massa nesta regi\u00e3o pode comprimir os nervos que se dirigem aos olhos e causar altera\u00e7\u00f5es da vis\u00e3o (da vis\u00e3o perif\u00e9rica nas fases iniciais).<\/p>\n<p><strong>Sinais e sintomas:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>D\u00e9ficit crescimento e matura\u00e7\u00e3o sexual em crian\u00e7as<br \/>\nFadiga<br \/>\nDiminui\u00e7\u00e3o libido e impot\u00eancia<br \/>\nDor de cabe\u00e7a<br \/>\nDist\u00farbios visuais<br \/>\nPalidez<br \/>\nIntoler\u00e2ncia ao frio<br \/>\nVis\u00e3o dupla<br \/>\nHipopituitarismo<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Hipopituitarismo<\/strong><\/p>\n<p>O hipopituitarismo \u00e9 a aus\u00eancia cong\u00eanita ou adquirida da secre\u00e7\u00e3o dos horm\u00f4nios hipofis\u00e1rios. Muitos casos de hipopituitarismo s\u00e3o causados por tumores da hip\u00f3fise, mas existem v\u00e1rias outras causas.<\/p>\n<p>As defici\u00eancias mais comuns de secre\u00e7\u00e3o da hip\u00f3fise s\u00e3o de horm\u00f4nio de crescimento e das gonadotrofinas (o horm\u00f4nio luteinizante e o horm\u00f4nio estimulante dos fol\u00edculos).<\/p>\n<p>Estas perdas hormonais causar\u00e3o hipogonadismo e infertilidade. O d\u00e9ficit de horm\u00f4nio de crescimento em crian\u00e7as causa retardo no crescimento. Em adulto, causa aumento da massa de gordura e redu\u00e7\u00e3o da massa muscular.<\/p>\n<p><strong>Hipofisite<\/strong><\/p>\n<p>Hipofisite significa \u201cinflama\u00e7\u00e3o da gl\u00e2ndula hip\u00f3fise\u201d. O termo \u00e9 gen\u00e9rico e a inflama\u00e7\u00e3o pode advir de v\u00e1rios tipos de infec\u00e7\u00e3o ou doen\u00e7a autoimune (onde o organismo combate suas pr\u00f3prias c\u00e9lulas).<\/p>\n<p>Se bem que doen\u00e7as granulomatosas como a tuberculose e outras j\u00e1 representaram importante causa de hipofisite, a origem autoimune \u00e9 hoje a mais comum.<\/p>\n<p>Conhecemos muito pouco das raz\u00f5es que predisp\u00f5em certas pessoas \u00e0 hipofisite autoimune (mesmo naquelas portadoras de doen\u00e7as autoimunes como o lupus, a artrite reumat\u00f3ide etc) mas ela \u00e9 certamente mais comum em mulheres, em especial durante a gravidez ou ap\u00f3s a mesma.<\/p>\n<p>O resultado da inflama\u00e7\u00e3o da gl\u00e2ndula \u00e9 em geral uma redu\u00e7\u00e3o na fun\u00e7\u00e3o da mesma (chamada hipopituitarismo), que pode afetar um horm\u00f4nio ou v\u00e1rios deles.<\/p>\n<p>Em mulheres jovens, podem ocorrer aumentos transit\u00f3rios de alguns horm\u00f4nios. Caso a inflama\u00e7\u00e3o seja exclusiva da hip\u00f3fise, ou seja, n\u00e3o afetar outras gl\u00e2ndulas do corpo, a recupera\u00e7\u00e3o total espont\u00e2nea pode ocorrer. No entanto, da mesma maneira como a doen\u00e7a pode desaparecer espontaneamente, ele poder\u00e1 retornar no futuro.<\/p>\n<p><strong>Dist\u00farbios visuais<\/strong><\/p>\n<p>A presen\u00e7a de massas na regi\u00e3o da hip\u00f3fise pode causar compress\u00e3o dos nervos da vis\u00e3o e altera\u00e7\u00f5es visuais. De uma maneira geral, come\u00e7a a ocorrer uma perda progressiva da vis\u00e3o lateral (perif\u00e9rica) de ambos os olhos. Caso n\u00e3o tratada a causa de origem, pode haver evolu\u00e7\u00e3o para cegueira.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>sistema end\u00f3crino<\/strong>\u00a0baseia-se nas gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas. End\u00f3crino significa segregando diretamente para. As hormonas produzidas por estas gl\u00e2ndulas s\u00e3o descarregadas diretamente na corrente sangu\u00ednea, de forma a manter o harmonioso funcionamento do corpo. As gl\u00e2ndulas sexuais masculinas e femininas fazem parte deste sistema.<\/p>\n<p><strong>O que s\u00e3o Gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas<\/strong><\/p>\n<p><strong>Gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas<\/strong>\u00a0s\u00e3o a maior parte das gl\u00e2ndulas existentes no corpo. Consistem em \u00f3rg\u00e3os constitu\u00eddos por tecidos especializados \u2013 semelhantes a pequenas f\u00e1bricas de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas.<\/p>\n<p>Libertam hormonas que s\u00e3o transportadas pela corrente sangu\u00ednea atrav\u00e9s de todo o corpo, por forma a permitir trocas em v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os. As gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas, ou gl\u00e2ndulas que incluem fun\u00e7\u00f5es end\u00f3crinas, s\u00e3o a pituit\u00e1ria, a tir\u00f3ide e a paratir\u00f3ide. o timo, o p\u00e2ncreas, as gl\u00e2ndulas supra-renais, os ov\u00e1rios e os test\u00edculos.<\/p>\n<p><strong>Hormonas<\/strong><\/p>\n<p>Hormonas s\u00e3o mensageiros qu\u00edmicos libertados na corrente sangu\u00ednea pelas gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas. Os seus alvos podem ser outras gl\u00e2ndulas, m\u00fasculos ou \u00f3rg\u00e3os cujas c\u00e9lulas s\u00e3o estimuladas a funcionar.<\/p>\n<p>Os mecanismo de feedback asseguram a regula\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o das hormonas.<\/p>\n<p><strong>Gl\u00e2ndula pituit\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Gl\u00e2ndula pituit\u00e1ria controla a atividade de outras gl\u00e2ndulas. \u00c9 um aglomerado de c\u00e9lulas, com o tamanho de uma ervilha e de cor vermelho-acinzentada, que pende de uma pequena haste que sai da base do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Entre outras fun\u00e7\u00f5es, a gl\u00e2ndula pituit\u00e1ria controla a velocidade de crescimento do corpo, liberta o leite de uma m\u00e3e que est\u00e1 a amamentar e regula as descargas de urina dos rins.<\/p>\n<p><strong>Gl\u00e2ndulas tir\u00f3ide e paratir\u00f3ide<\/strong><\/p>\n<p>Gl\u00e2ndulas tir\u00f3ide e paratir\u00f3ide s\u00e3o gl\u00e2ndulas que est\u00e3o localizadas no pesco\u00e7o, muito perto uma da outra. A gl\u00e2ndula tir\u00f3ide, com forma semelhante \u00e0 de uma borboleta, controla a taxa \u00e0 qual o oxig\u00e9nio e os alimentos s\u00e3o queimados para produzir energia. Segrega a hormona tiroxina. A gl\u00e2ndula paratir\u00f3ide segrega e paratormona, que ajuda a regular os n\u00edveis de c\u00e1lcio.<\/p>\n<p><strong>Timo<\/strong><\/p>\n<p>Timo \u00e9 uma gl\u00e2ndula que se encontra no pesco\u00e7o e tem um tamanho relativamente grande no caso de uma crian\u00e7a, mas encolhe bastante depois da puberdade. A sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 de combater as infec\u00e7\u00f5es, nas primeiras fases da vida, atrav\u00e9s da segrega\u00e7\u00e3o de hormonas protectoras.<\/p>\n<p><strong>P\u00e2ncreas<\/strong><\/p>\n<p>P\u00e2ncreas \u00e9 uma gl\u00e2ndula que tem um papel duplo. Al\u00e9m de libertar enzimas atrav\u00e9s de condutas para o intestino delgado, tamb\u00e9m liberta a hormona insulina para a corrente sangu\u00ednea, atrav\u00e9s de pequenas \u00e1reas de tecido dispersas pelo p\u00e2ncreas e designadas por \u00abilh\u00e9us de Langerhans\u00bb. A insulina controla o processo pelo qual o corpo obt\u00e9m a\u00e7\u00facar dos alimentos para produzir energia.<\/p>\n<p><strong>Gl\u00e2ndulas supra-renais<\/strong><\/p>\n<p>Gl\u00e2ndulas supra-renais s\u00e3o pares de gl\u00e2ndulas localizadas logo acima de cada rim. Cada par liberta dois tipos diferentes de hormonas. A medula supra-renal, que \u00e9 a gl\u00e2ndula interna, produz epinefrina e neropinefrina.<\/p>\n<p>Ambas, muito prontamente, ajudam o corpo a lutar contra qualquer perigo. O cora\u00e7\u00e3o bate mais rapidamente, a respira\u00e7\u00e3o torna-se mais acelerada e o sangue aflui da pele para o c\u00e9rebro e m\u00fasculos.<\/p>\n<p>A gl\u00e2ndula externa, ou c\u00f3rtex supra-renal, tem uma rea\u00e7\u00e3o mais lenta. Liberta uma hormona chamada hidrocortisona. ou cortisol, que reduz a inflama\u00e7\u00e3o e mobiliza as reservas de alimento quando este \u00e9 escasso.<\/p>\n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o sexual:\u00a0<\/strong>Reprodu\u00e7\u00e3o sexual significa a reprodu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie atrav\u00e9s da fertiliza\u00e7\u00e3o de um ovo. A f\u00eamea fornece o \u00f3vulo e o macho fornece o espermatoz\u00f3ide que vai fertiliz\u00e1-lo.<\/p>\n<p><strong>Test\u00edculos:\u00a0<\/strong>Test\u00edculos s\u00e3o as gl\u00e2ndulas sexuais masculinas, localizadas no escroto. Os test\u00edculos s\u00e3o gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas cujas hormonas, gradualmente, modificam um rapaz na puberdade. at\u00e9 ele chegar a homem. Tamb\u00e9m produzem as c\u00e9lulas que constituem o esperma, ou espermatoz\u00f3ides.<\/p>\n<p><strong>Ov\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>Ov\u00e1rios s\u00e3o as gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas sexuais femininas. Os dois ov\u00e1rios est\u00e3o situados de cada lado do \u00fatero. Produzem os \u00f3vulos e segregam hormonas.<\/p>\n<p>Os principais \u00f3rg\u00e3os do\u00a0<strong>sistema end\u00f3crino<\/strong>\u00a0s\u00e3o o hipot\u00e1lamo, a hip\u00f3fise, a tire\u00f3ide, as paratire\u00f3ides, os test\u00edculos e os ov\u00e1rios. Durante a gravidez, a placenta tamb\u00e9m atua como uma gl\u00e2ndula end\u00f3crina al\u00e9m de suas outras fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>O hipot\u00e1lamo secreta v\u00e1rios horm\u00f4nios que estimulam a hip\u00f3fise:<\/strong>\u00a0alguns desencadeiam a libera\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios hipofis\u00e1rios e outros a suprimem. Algumas vezes, a hip\u00f3fise \u00e9 denominada gl\u00e2ndula mestra por controlar muitas fun\u00e7\u00f5es de outras gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas.<\/p>\n<p>Alguns horm\u00f4nios hipofis\u00e1rios produzem efeitos diretos, enquanto outros simplesmente controlam a velocidade com que outros \u00f3rg\u00e3os end\u00f3crinos secretam seus horm\u00f4nios.<\/p>\n<p>A hip\u00f3fise controla a velocidade de secre\u00e7\u00e3o de seus pr\u00f3prios horm\u00f4nios atrav\u00e9s de um circuito de retroalimenta\u00e7\u00e3o (feedback) no qual as concentra\u00e7\u00f5es s\u00e9ricas (sang\u00fc\u00edneas) de outros horm\u00f4nios end\u00f3crinos a estimulam a acelerar ou a alentecer sua fun\u00e7\u00e3o. Nem todas as gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas s\u00e3o controladas pela hip\u00f3fise.<\/p>\n<p><strong>Algumas respondem de modo direto ou indireto \u00e0s concentra\u00e7\u00f5es de subst\u00e2ncias presentes no sangue:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>As c\u00e9lulas pancre\u00e1ticas secretoras de insulina respondem \u00e0 glicose e aos \u00e1cidos graxos.<br \/>\nAs c\u00e9lulas paratireo\u00eddeas respondem ao c\u00e1lcio e ao fosfato.<\/p><\/blockquote>\n<p>A medula adrenal (parte da gl\u00e2ndula adrenal) responde \u00e0 estimula\u00e7\u00e3o direta do sistema nervoso parassimp\u00e1tico. Muitos \u00f3rg\u00e3os secretam horm\u00f4nios ou subst\u00e2ncias similares aos horm\u00f4nios, mas, geralmente, eles n\u00e3o s\u00e3o considerados parte do sistema end\u00f3crino. Alguns desses \u00f3rg\u00e3os produzem subst\u00e2ncias que atuam somente na \u00e1rea pr\u00f3xima de sua libera\u00e7\u00e3o, enquanto outros n\u00e3o secretam seus produtos na corrente sang\u00fc\u00ednea. Por exemplo, o c\u00e9rebro produz muitos horm\u00f4nios cujos efeitos s\u00e3o limitados basicamente ao sistema nervoso.<\/p>\n<p><strong>Gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas e seus horm\u00f4nios<\/strong><\/p>\n<p>O\u00a0<strong>sistema end\u00f3crino<\/strong>\u00a0\u00e9 composto pelas gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas que secretam horm\u00f4nios. Embora existam oito gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas principais espalhadas por todo o corpo, elas ainda s\u00e3o consideradas um sistema porque t\u00eam fun\u00e7\u00f5es semelhantes, mecanismos de influ\u00eancia semelhantes e muitos inter-relacionamentos importantes.<\/p>\n<p>Algumas gl\u00e2ndulas tamb\u00e9m possuem regi\u00f5es n\u00e3o end\u00f3crinas que t\u00eam outras fun\u00e7\u00f5es al\u00e9m da secre\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios. Por exemplo, o p\u00e2ncreas tem uma por\u00e7\u00e3o ex\u00f3crina principal que secreta enzimas digestivas e uma por\u00e7\u00e3o end\u00f3crina que secreta horm\u00f4nios. Os ov\u00e1rios e test\u00edculos secretam horm\u00f4nios e tamb\u00e9m produzem \u00f3vulos e espermatozoides. Alguns \u00f3rg\u00e3os, como est\u00f4mago, intestinos e cora\u00e7\u00e3o, produzem horm\u00f4nios, mas sua fun\u00e7\u00e3o principal n\u00e3o \u00e9 a secre\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.cancer.gov\/www.corpohumano.hpg.ig.com.br\/saboth.sites.uol.com.br\/www.esas10saude.googlepages.com\/training.seer.cancer.govwww.msd-brazil.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sistema End\u00f3crino, Gl\u00e2ndula, \u00d3rg\u00e3o, Fun\u00e7\u00e3o, Horm\u00f4nios, Doen\u00e7a, Anatomia, Caracter\u00edsticas, Atividade, Mecanismos, Quais s\u00e3o, Sistema End\u00f3crino<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[353],"tags":[],"class_list":["post-80298","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-corpo-humano"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- 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