{"id":79288,"date":"2016-08-16T18:10:44","date_gmt":"2016-08-16T18:10:44","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=79288"},"modified":"2016-08-16T19:09:13","modified_gmt":"2016-08-16T19:09:13","slug":"historia-das-havaianas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/curiosidades\/historia-das-havaianas","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria das Havaianas"},"content":{"rendered":"<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/hhistor1213.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria das Havaianas\" title=\"Hist\u00f3ria das Havaianas\" \/><strong><br \/>\n      Logotipo das Havaianas<\/strong><\/p>\n<p>As <strong>havaianas<\/strong> que faz tanto sucesso no Brasil, faz muito       sucesso l\u00e1 fora tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Com seus modelos diferentes, despojados, com muita cor parecem trazer a alegria       e o calor do nosso pa\u00eds em um par de sand\u00e1lias. <\/p>\n<p>A novidade agora \u00e9 que a marca lan\u00e7ou no mercado os t\u00eanis havaianas. Tamb\u00e9m       muito colorido e modelos diferentes para todo tipo de gosto. Aparentemente       os t\u00eanis s\u00e3o muito confort\u00e1veis, com alguns modelos estilo sapatilhas.<\/p>\n<p>Os modelos dos t\u00eanis s\u00e3o voltados para o p\u00fablico feminino, s\u00e3o feitos com       solado de borracha como as pr\u00f3prias sand\u00e1lias havaianas e ganham tecido de       lona. <\/p>\n<p>Alguns modelos s\u00e3o fechados outros abertos. Alguns modelos lembram os modelos       dos t\u00eanis all star, tamb\u00e9m em cano alto ou baixo. No Brasil voc\u00ea encontra       os t\u00eanis havaianas nas lojas havaianas ou em grandes lojas de cal\u00e7ados. O       nome da cole\u00e7\u00e3o \u00e9 Soul Havaiana, \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o linda e promete sucesso nos       p\u00e9s das garotas.<\/p>\n<p>Cada modelo acompanha uma criativa miniatura das sand\u00e1lias havaianas, que       pode ser usado como chaveiro ou um pingente que serve de acess\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u00c9 bastante surpreendente lembrar de como come\u00e7ou a hist\u00f3ria das sand\u00e1lias       havaianas. Por volta dos anos 80 era uma sand\u00e1lia voltada para classe dos       trabalhadores de obras e s\u00f3 era confeccionada na cor azul, at\u00e9 a conceituada       modelo Gisele Bundchen, levar a marca para o exterior.<\/p>\n<h4><strong>Como surgiram as sand\u00e1lias Havainas?<\/strong><\/h4>\n<p><strong>1962: O nascimento de Havaianas<\/strong><\/p>\n<p>A primeira Havaianas surgiu em 1962. Foi inspirada\u00a0em uma\u00a0t\u00edpica       sand\u00e1lia japonesa chamada Zori, feita com tiras em tecido e solado de palha       de arroz. Por essa raz\u00e3o, o solado de borracha de Havaianas possui uma textura       que reproduz gr\u00e3os de arroz, um dos muitos detalhes que a torna inconfund\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>1970: A cria\u00e7\u00e3o dos grandes slogans<\/strong><\/p>\n<p>Imaginem, j\u00e1 nessa \u00e9poca tentavam imitar as Havaianas\u0085<\/p>\n<p>O famoso slogan \u0093Havaianas. As leg\u00edtimas\u0094 foi ent\u00e3o lan\u00e7ado.<\/p>\n<p>E basta ouvir a frase \u0093N\u00e3o deformam, n\u00e3o soltam as tiras e n\u00e3o tem cheiro.\u0094       para se lembrar dos comerciais protagonizados pelo comediante Chico Anysio       durante as d\u00e9cadas de 70 e 80. <strong>1980<\/strong> Nesta \u00e9poca, j\u00e1 eram       vendidos mais de 80 milh\u00f5es de pares de Havaianas por ano. As Havaianas eram       t\u00e3o fundamentais na vida do brasileiro que, na d\u00e9cada de 80, foram consideradas       como um dos itens da cesta b\u00e1sica, assim como feij\u00e3o e arroz. <\/p>\n<p><strong>1994<\/strong> &#8211; <strong>\u0093Havaianas. Todo mundo usa.\u0094<\/strong><\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o de Havaianas passa por uma grande transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na TV, pessoas famosas como Malu Mader, Bebeto, Hort\u00eancia e Luana Piovani       mostravam seus p\u00e9s. <\/p>\n<p><strong>Era verdade:<\/strong> todo mundo usava Havaianas.<\/p>\n<p>Nas revistas, a explos\u00e3o de cores e as imagens divertidas dos an\u00fancios de       Havaianas traduziam o alto-astral da marca. <\/p>\n<p><strong>1997<\/strong><\/p>\n<p>A partir do final dos anos 90, Havaianas n\u00e3o parou mais de inventar moda.       S\u00e3o criadas novas estampas, cores e modelos \u0096 at\u00e9 mesmo para os que mal       tinham aprendido a andar\u0085 Como as Havaianas Baby ! <\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/hhistor613.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria das Havaianas\" width=\"309\" height=\"309\" title=\"Hist\u00f3ria das Havaianas\" \/><\/p>\n<p><strong>1998<\/strong><\/p>\n<p>Para a Copa do Mundo de 98, foi lan\u00e7ado um novo modelo de Havaianas, com       uma pequena bandeira do Brasil na tira. Essa sand\u00e1lia logo se tornou objeto       de desejo no exterior e motivo de orgulho para os brasileiros. A Copa de 98       n\u00e3o ficou com a gente, mas as Havaianas Brasil s\u00e3o nossas para sempre. <\/p>\n<p><strong>2000<\/strong> <\/p>\n<p>As Havaianas se tornam mania internacional. Hava\u00ed, Austr\u00e1lia, Fran\u00e7a e n\u00e3o       para por a\u00ed. Estrangeiros compram no Brasil e levam para seus pa\u00edses. Viram       assunto nas p\u00e1ginas das grandes revistas e jornais do mundo, e conquistam       algumas das vitrines mais concorridas do planeta. Hoje, podem ser encontradas       em mais de 60 pa\u00edses. <\/p>\n<p><strong>2003<\/strong><\/p>\n<p>E o Oscar vai para\u0085<\/p>\n<p>Desde 2003, Havaianas participa do Oscar, presenteando cada um dos indicados       com sand\u00e1lias exclusivas. <\/p>\n<p><strong>2004<\/strong> <\/p>\n<p>Diamantes s\u00e3o eternos, Havaianas tamb\u00e9m. <\/p>\n<p>Em 2004, foi lan\u00e7ada uma edi\u00e7\u00e3o especial de sand\u00e1lias assinada pela joalheria       H.Stern, com acabamento em ouro 18K e diamantes. Uma sand\u00e1lia que \u00e9 uma j\u00f3ia.<\/p>\n<p><strong>2006<\/strong><\/p>\n<p><strong>Slim<\/strong><\/p>\n<p>As Havaianas Slim vieram para agradar ainda mais as mulheres. Com tiras mais       finas e delicadas, ca\u00edram no gosto do nosso p\u00fablico mais exigente e j\u00e1 s\u00e3o       um \u00edcone da marca.<\/p>\n<p><strong>2007: Casa Pr\u00f3pria em NY<\/strong><\/p>\n<p>S\u00edmbolo do alto-astral brasileiro em qualquer parte do mundo, Havaianas finca       definitivamente sua bandeira nos EUA em 2007. \u00c9 o in\u00edcio da segunda fase da       expans\u00e3o internacional da marca. <\/p>\n<p><strong>2008<\/strong><\/p>\n<p>Em acelerado ritmo de expans\u00e3o internacional, Havaianas passa a atuar diretamente       na Europa em 2008. O local escolhido para abrigar o escrit\u00f3rio pr\u00f3prio da       marca e uma equipe de diversas nacionalidades e culturas \u00e9 Madri. Ol\u00e9!.. <\/p>\n<p><strong>2009<\/strong><\/p>\n<p>O ano come\u00e7a com um grande acontecimento na hist\u00f3ria da marca, a abertura       do Espa\u00e7o Havaianas em S\u00e3o Paulo. <\/p>\n<p><strong>Uma loja que re\u00fane tudo com que os apaixonados por Havaianas sempre       sonharam:<\/strong> linha completa de sand\u00e1lias, produtos exclusivos para o       mercado internacional, customiza\u00e7\u00e3o e novos produtos. O Espa\u00e7o Havaianas transmite       todo o astral e a magia da marca, mas \u00e9 imposs\u00edvel descrever em palavras\u0085       V\u00e1 conhecer com seus pr\u00f3prios olhos!<\/p>\n<p>Fonte:  www.portalangels.com\/br.havaianas.com<\/p>\n<h6>Hist\u00f3ria das Havaianas<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>A <strong>hist\u00f3ria da Alpargatas<\/strong> come\u00e7ou na Argentina em 1883, com       o engenheiro escoc\u00eas Robert Fraser e o espanhol Juan Echegaray.<\/p>\n<p>Controlada pelo grupo Camargo Corr\u00eaa, que det\u00e9m 44,1% do capital total \u0096       67% das a\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias e 20% das preferenciais \u0096 a S\u00e3o Paulo Alpargatas       \u00e9 um complexo de seis f\u00e1bricas de cal\u00e7ados e tecidos no Brasil que emprega       13 mil pessoas. A companhia tem 10% do mercado de cal\u00e7ados esportivos no Pa\u00eds.       Em 2007 sua receita bruta foi de R$ 1,6 bilh\u00e3o; de janeiro a setembro de 2008,       as vendas atingiram R$ 1,32 bilh\u00e3o, contra R$ 1,10 bilh\u00e3o nos primeiros nove       meses de 2007. As opera\u00e7\u00f5es internacionais, representaram 9% do faturamento       total da companhia e 15,5% do volume de vendas de cal\u00e7ados. <\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da Alpargatas come\u00e7ou na Argentina em 1883, com o engenheiro escoc\u00eas       Robert Fraser e o espanhol Juan Echegaray. Esse \u00faltimo teve a id\u00e9ia de produzir       uma sapatilha r\u00fastica e barata \u0096 de lona com solado de juta \u0096 semelhante       \u00e0s usadas pelos camponeses de seu pa\u00eds. Depois de abrir uma filial do Uruguai       (1890), os dois s\u00f3cios se instalaram no Brasil, em 1907, comprando uma importadora       de tecidos, a Edward Asworth e Cia. O carro-chefe de vendas eram as alpargatas       \u0096 com o Rueda da marca original devidamente traduzido para Roda. Os distribuidores       da produ\u00e7\u00e3o da empresa eram os atacadistas da rua Paula Souza, ent\u00e3o importante       centro do ramo da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O opera\u00e7\u00e3o brasileira ganhou import\u00e2ncia depois da II Guerra Mundial. A matriz       argentina entrou em rota de colis\u00e3o com Juan Domingo Per\u00f3n, logo no in\u00edcio       do primeiro mandato dele como presidente do pa\u00eds(1946\/1952) e o centro de       decis\u00f5es foi transferido para o Brasil.<\/p>\n<p>Nos anos que se seguiram a administra\u00e7\u00e3o foi marcada por passos cautelosos,       mas seguros e sempre de acordo com as oportunidades. O algod\u00e3ozinho em pe\u00e7as,       por exemplo, cabia num pa\u00eds no qual mais da metade da popula\u00e7\u00e3o ainda vivia       no campo \u0096 situa\u00e7\u00e3o que perdurou at\u00e9 a d\u00e9cada de 1960. Os encerados de       lona para caminh\u00f5es \u0096 que se popularizariam sob a marca &#8220;Locomotiva&#8221;       \u0096 foram lan\u00e7ados quando os primeiros caminh\u00f5es come\u00e7avam a chegar ao       Pa\u00eds impulsionando o transporte rodovi\u00e1rio de cargas.<\/p>\n<h4><strong>Havaianas, unanimidade<\/strong><\/h4>\n<p>No final da d\u00e9cada de 1950, as Alpargatas Roda j\u00e1 n\u00e3o eram bem aceitas em       um Pa\u00eds acelerava a urbaniza\u00e7\u00e3o e a empresa percebeu que seu primeiro e longo       ciclo de vida estava encerrado. Sua primeira reinven\u00e7\u00e3o data de 1959, quando       lan\u00e7ou uma de suas marcas mais bem sucedida, longeva j\u00e1 de meio s\u00e9culo, a       dos cal\u00e7ados Conga. Popular como a alpargata, tinha a diferen\u00e7a de vir com       solado de borracha \u0096 oriundo de uma f\u00e1brica pr\u00f3pria de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos       (SP). <\/p>\n<p>Na mesma \u00e9poca a companhia passou a ter confec\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria \u0096 extens\u00e3o       natural para quem firmara reputa\u00e7\u00e3o como fabricante de tecidos.<\/p>\n<p>Pressentindo oportunidade no ent\u00e3o nascente mercado de jeans, lan\u00e7ou cal\u00e7as       com marca pr\u00f3pria \u0096 Rancheiro, Far West, Rodeio e Topeka \u0096 que utilizavam       o brim Coringa, muito bem aceito por ser o primeiro de seu g\u00eanero sanforizado,       isto \u00e9, pr\u00e9-encolhido.<\/p>\n<p><strong>Acertou no geral mas errou no particular: <\/strong>as cal\u00e7as n\u00e3o       foram bem aceitas porque seguiam padr\u00e3o de modelagem americano e n\u00e3o combinavam       com a constitui\u00e7\u00e3o f\u00edsica dos brasileiros. O engano seria corrigido em 1972,       com o lan\u00e7amento da linha Us Top, de cal\u00e7as e jaquetas jeans \u0096 essa sim       um sucesso de vendas \u0096 que seria ampliada, dez anos depois, com camisas,       depois de a Alpargatas ter assumido um projeto inacabado de uma camisaria       do Nordeste.<\/p>\n<p>Nessa sua reinven\u00e7\u00e3o, a Alpargatas lapidou o que se tornaria a j\u00f3ia da coroa,       a sand\u00e1lia Havaianas, uma cria\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, sem similar. Lan\u00e7ada em 1962, tornou-se       uma unanimidade. Tanto que em 1980 uma pantry check \u0096 pesquisa na resid\u00eancia       dos consumidores relacionando os artigos possu\u00eddos \u0096 revelou que havia       pelo menos um par delas nas resid\u00eancias do Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo.       Outro segmento importante, o dos artigos esportivos, seria ocupado nos anos       de 1970, com o lan\u00e7amento da marca Topper (1975) e a compra da Rainha, tradicional       fabricante de t\u00eanis (1979).<\/p>\n<h4><strong>Compra da matriz<\/strong><\/h4>\n<p>Logo depois do Plano Real, que redesenharia os padr\u00f5es de consumo de massa       no Brasil, a Alpargatas precisou se reinventar pela segunda vez. Em 1997,       ao cravar um preju\u00edzo de cerca de R$ 90 milh\u00f5es em valores da \u00e9poca, passou       por profunda cirurgia, desfazendo-se de opera\u00e7\u00f5es deficit\u00e1rias e reduzindo       sua for\u00e7a de trabalho, de 23 mil para 10 mil empregados. Ap\u00f3s a turbul\u00eancia,       mudou a cultura fabril, orientada para a produ\u00e7\u00e3o, e se voltou ao cliente,       revisou o modelo de neg\u00f3cios e reposicionou a marca.<\/p>\n<p>&#8220;Investimos pesado em marketing a constru\u00e7\u00e3o da imagem de Havaianas&#8221;,       conta o gerente de Rela\u00e7\u00f5es com Investidores, Jos\u00e9 S\u00e1lvio Ferreira Moraes.       Deu certo, tanto que a empresa chama de &#8220;fase de crescimento&#8221; esse       per\u00edodo de 1997 a 2002. Foi nesse per\u00edodo que a marca Havaianas ganhou mundo       e se transformou em \u00edcone da moda pop, adotada por celebridades de v\u00e1rias       artes. <\/p>\n<p>Na cr\u00f4nica mais recente, o fato mais importante para a companhia ocorreu       no final de outubro do ano passado, quando as rela\u00e7\u00f5es entre os dois ramos       da Alpargatas mudaram de rumo. Com a arova\u00e7\u00e3o do Comisi\u00f3n Nacional de Defensa       de la Competencia da Argentina (CNDC) \u00f3rg\u00e3o fiscalizador da concorr\u00eancia,       similar ao CADE brasileiro a S\u00e3o Paulo Alpargatas assumiu o controle da Alpargatas       Argentina, sua antiga matriz, com a aquisi\u00e7\u00e3o de 60,17% do controle.<\/p>\n<p>Com essa aquisi\u00e7\u00e3o vieram 11 f\u00e1bricas \u0096 uma delas no Uruguai, com cinco       mil funcion\u00e1rios \u0096 a nova Alpargatas tornou-se l\u00edder do setor de cal\u00e7ados       na Am\u00e9rica do Sul, com 19 mil funcion\u00e1rios, 150 mil pontos-de-venda e atua\u00e7\u00e3o       em 80 pa\u00edses. Segundo os dados de 2007, o faturamento das duas companhias       \u00e9 de R$ 2,1 bilh\u00f5es (R$ 406,4 milh\u00f5es da Argentina) e a produ\u00e7\u00e3o anual de       250 milh\u00f5es de pares de cal\u00e7ados e sand\u00e1lias (11 milh\u00f5es de pares da Argentina).     <\/p>\n<p><strong>Ana Greghi<\/strong><\/p>\n<p>Fonte:  economiainterativa.com.br<\/p>\n<h6>Hist\u00f3ria das Havaianas<\/h6>\n<p>Desde 1962, ano em que a marca surgiu, as <strong>Havaianas<\/strong> v\u00eam       se consolidando no mercado mundial com os seus modelos arrojados e modernos       de sand\u00e1lias e chinelos voltados para todo o tipo de p\u00fablico. <\/p>\n<p>Os cal\u00e7ados femininos <strong>Havaianas<\/strong> viraram febre em muitos       pa\u00edses da Europa e Am\u00e9rica, sendo considerados cal\u00e7ados de luxo em muitos       lugares do globo. <\/p>\n<p>Conhe\u00e7a abaixo os modelos que fazem mais sucesso no Brasil e no mundo. <\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/hhistor712.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria das Havaianas\" width=\"339\" height=\"189\" title=\"Hist\u00f3ria das Havaianas\" \/><\/p>\n<p>Dentre os cal\u00e7ados femininos Havaianas que mais fazem sucesso, vale a pena       citar os modelos da linha Havaianas Special Collection, os quais contam, atrav\u00e9s       do artesanato e da hist\u00f3ria do Rio de Janeiro, um pouco da cultura do Brasil.       A pe\u00e7a Havaianas Slim Nature Mesh cont\u00e9m detalhes artesanais riqu\u00edssimos,       feitos com palhas de buriti, al\u00e9m de apresentar o logo da marca metalizado.<\/p>\n<p>Outros modelos tradicionais como as Havaianas Olho Grego e Havaianas Surf       foram personalizados com pedrarias e estampas diferenciadas e \u00fanicas. Confira       toda a cole\u00e7\u00e3o no site e veja as novidades da esta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/hhistor811.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria das Havaianas\" width=\"289\" height=\"178\" title=\"Hist\u00f3ria das Havaianas\" \/><\/p>\n<p>Os cal\u00e7ados femininos Havaianas s\u00e3o inconfund\u00edveis e est\u00e3o sempre alinhados       com a moda vigente. No site oficial da marca \u00e9 poss\u00edvel encontrar todos os       modelos da marca, al\u00e9m de link para acesso \u00e0 loja virtual, a qual disp\u00f5e de       toda seguran\u00e7a e conforto aos seus clientes.<\/p>\n<p>Os modelos de chinelos e sand\u00e1lias est\u00e3o separados por filtros diversos,       como cor, tamanho e modelo, sempre visando facilitar o encontro da pe\u00e7a perfeita,       ideal para quem quer agilizar o processo de aquisi\u00e7\u00e3o. Confira tamb\u00e9m as vantagens       de comprar online para economizar e ficar por dentro da moda! <\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/hhistor910.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria das Havaianas\" width=\"315\" height=\"179\" title=\"Hist\u00f3ria das Havaianas\" \/><\/p>\n<p>A empresa Havaianas come\u00e7ou sua hist\u00f3ria no ano de 1962, desenhando seu primeiro       modelo de chinelo inspirado em uma antiga sand\u00e1lia japonesa, a qual era feita       com o material proveniente do arroz, al\u00e9m de tiras e o solado emborrachado.       Desde ent\u00e3o, as havaianas se consolidou pelo mundo, encantando a todos com       o seu design distinto e inconfund\u00edvel, al\u00e9m de desfrutar de mas de 80% do       mercado nacional de sand\u00e1lias e chinelos. <\/p>\n<p>Fonte:  www.calcados-femininos.com<\/p>\n<h6>Hist\u00f3ria das Havaianas<\/h6>\n<p>Ao falar em sand\u00e1lias ou tradicionalmente falando em chinelos o primeiro       nome que pensamos s\u00e3o nas<strong> havaianas<\/strong>, pois est\u00e3o conosco h\u00e1       d\u00e9cadas e seu sucesso vem crescendo a cada dia com as novas gera\u00e7\u00f5es de apaixonados       por sand\u00e1lias havaianas.<\/p>\n<p>Hoje vamos nos ater na historia desta sand\u00e1lia que nos acompanha desde 1962       e n\u00e3o est\u00e1 nenhum pouco ultrapassado, e sim com muito para nos oferecer. <\/p>\n<p><strong>Vamos \u00e0 hist\u00f3ria <\/strong><\/p>\n<p>As<strong> sand\u00e1lias havaianas<\/strong> surgiram no ano de 1962 inspiradas       na Zori, uma t\u00edpica sand\u00e1lia japonesa desenvolvida com tiras de tecido e solado       de palha de arroz, da\u00ed a explica\u00e7\u00e3o para que as havaianas possuam no solado       de todos os seus modelos o desenho de v\u00e1rios gr\u00e3os de\u00a0 arroz em alto       relevo (j\u00e1 tinha observado antes?), um detalhes que faz das sand\u00e1lias havaianas       inconfund\u00edvel e \u00fanica.<\/p>\n<p>O tempo foi passando e em 1980 \u00e0s sand\u00e1lias havaianas eram t\u00e3o solicitadas       na vida dos brasileiros que a mesma passou a ser considerado produto da cesta       b\u00e1sica, assim como o arroz e feij\u00e3o, d\u00e1 para acreditar no tremendo sucesso       destas sand\u00e1lias! Em 1997 as sand\u00e1lias havaianas entram para o mundo da moda       de uma vez, e n\u00e3o param de lan\u00e7ar sucesso ap\u00f3s sucesso, com in\u00fameras propagandas       de celebridades e suas havaianas e \u00e9 criado o slogam \u0096 Havaianas \u0096       Todo mundo usa! E tamb\u00e9m os modelos de havaianas foram ampliados para todas       as idades como as sand\u00e1lias havaianas baby.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/hhistor1011.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria das Havaianas\" width=\"281\" height=\"237\" title=\"Hist\u00f3ria das Havaianas\" \/><br \/>\n      Sand\u00e1lias Havaianas<\/strong><\/p>\n<p>O sucesso n\u00e3o parou e no decorrer dos anos as havaianas ganharam edi\u00e7\u00e3o especial       para a copa do mundo, premia\u00e7\u00e3o do Oscar, uma parceria com a famosa joalheria       H.Stern que desenvolveram uma havaiana em ouro 18 quilates e diamantes \u0096       uma j\u00f3ia de sand\u00e1lia. As mu7lheres ganharam\u00a0 a vers\u00e3o havaianas Slim       com toques femininos e hoje as havaianas ganharam asas e est\u00e3o presente em       mais de 60 pa\u00edses.<\/p>\n<h4>Hist\u00f3ria \u0096 constru\u00e7\u00e3o dos valores da marca<\/h4>\n<p><strong>Havainas<\/strong> \u00e9 uma marca brasileira de chinelos de borracha       produzidas pela S\u00e3o Paulo Alpargatas, uma empresa do Grupo Camargo Corr\u00eaa.     <\/p>\n<p>A primeira <strong>Havaianas<\/strong> surgiu em 1962. Foi inspirada numa       t\u00edpica sand\u00e1lia japonesa chamada Zori, feita com tiras em tecido e solado       de palha de arroz, que s\u00e3o usadas com kimono. Por esta raz\u00e3o, o solado de       borracha de Havaianas possui uma textura que reproduz gr\u00e3os de arroz. <\/p>\n<p><strong>O primeiro modelo \u00e9 o mais tradicional:<\/strong> branco com tiras       e laterais da base azuis. Era t\u00e3o simples a id\u00e9ia da nova sand\u00e1lia que sua       fama se espalhou feito rastilho de p\u00f3lvora. Em menos de um ano, a S\u00e3o Paulo       Alpargatas fabricava mais de mil pares por dia, o que levou ao aparecimento       das imita\u00e7\u00f5es. A concorr\u00eancia bem que tentou, mas n\u00e3o contava com a qualidade       das \u0093leg\u00edtimas\u0094, as \u00fanicas que \u0093n\u00e3o deformam, n\u00e3o t\u00eam cheiro       e n\u00e3o soltam as tiras\u0094.<\/p>\n<p>O grande p\u00fablico das Havaianas foi, durante trinta anos, uma classe financeiramente       desfavorecida que a comprava em mercados de bairro. Assim, as Havaianas ficaram       conhecidas como \u0093chinelo de pobre\u0094. Tentando mudar esta id\u00e9ia, a       companhia lan\u00e7a em 1991 o modelo Havaianas Sky, com cores fortes e calcanhar       mais alto, dando a id\u00e9ia de que pertencia a um p\u00fablico de classe mais alta.       Seu pre\u00e7o tamb\u00e9m \u00e9 mais elevado que o das tradicionais. Para levar o lan\u00e7amento       ao p\u00fablico alvo, foram veiculadas propagandas de grande porte estreladas por       artistas famosos. Em seguida a distribui\u00e7\u00e3o foi organizada de acordo com o       p\u00fablico alvo, ou seja, as sand\u00e1lias come\u00e7aram a ser vendidas em lugares onde       as classes A e B frequentavam. Tamb\u00e9m foi criado um display vertical para       facilitar a escolha do produto e do n\u00famero. Este display substituiu as antigas       bancadas com pares espalhados.<\/p>\n<p>A mania de virar a parte branca das Havaianas para baixo, deixando a colorida       para cima, formava uma sand\u00e1lia que parecia ser de uma \u00fanica cor. Esta foi       a inspira\u00e7\u00e3o para o lan\u00e7amento das Havaianas Top criadas em 1993.<\/p>\n<p>\u0093Havaianas. Todo mundo usa.\u0094 Em 1994, \u00e9poca em que a marca estava       em crise, a comunica\u00e7\u00e3o das Havaianas passa por uma grande transforma\u00e7\u00e3o.       Na TV, pessoas famosas como Malu Mader, Bebeto, Hort\u00eancia e Luana Piovani       mostravam seus p\u00e9s. Era verdade: todo mundo usava Havaianas. \u0093Todo mundo       usa\u0094 poderia soar como um exagero comum em publicidade. Mas quando voc\u00ea       tem um produto que est\u00e1 nos p\u00e9s de 2 em cada 3 brasileiros, com mais de 80%       de share de mercado, isto passa a ser um retrato bem fiel da realidade. E       nas revistas, a explos\u00e3o de cores e as imagens divertidas dos an\u00fancios de       Havaianas traduziam o alto-astral da marca. Outra curiosidade \u00e9 que o primeiro       merchandising da TV brasileira foi o das Havaianas. A marca patrocinava o       programa de humor Fam\u00edlia Trapo, que contava com nomes como J\u00f4 Soares e Golias,       e aparecia em alguns epis\u00f3dios.<\/p>\n<p>De 1994 a 2000 o produto foi aos poucos \u0093sofisticado\u0094 pela empresa       em campanhas e em muitos lan\u00e7amentos. As havaianas se tornam mania internacional.     <\/p>\n<p>Estrangeiros compram no Brasil e levam para seus pa\u00edses. Viram assuntos nas       p\u00e1ginas de grandes jornais e revistas do mundo, e conquistam algumas das vitrines       mais concorridas do planeta. Outro fator que culminou no sucesso da marca       no exterior foi quando, em 2003, foram produzidos modelos sofisticados com       os rubis, para os indicados ao Oscar e colocados em embalagens especiais com       a foto de cada um imitando um espelho. Os cal\u00e7ados foram entregues aos indicados       no dia seguinte \u00e0 premia\u00e7\u00e3o do Oscar.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, o lucro gerado pela exporta\u00e7\u00e3o das Havaianas quadruplicou       e os pa\u00edses que mais compram s\u00e3o Estados Unidos e Finl\u00e2ndia, podendo ser encontradas       em mais de 60 pa\u00edses.<\/p>\n<p>O ano de 2009 come\u00e7ou com um grande acontecimento na hist\u00f3ria da marca, a       abertura do espa\u00e7o Havaianas em S\u00e3o Paulo. Uma loja que re\u00fane a linha completa       de sand\u00e1lias (as Tradicionais; a Top, as Havaianas Brasil, lan\u00e7adas durante       a Copa do Mundo de 98; a Surf; a Fashion; a Fashion Cristal; a Kids; a Clubes;       a Floral; a Alamoana; a Mil\u00eanio etc), produtos exclusivos para o mercado internacional,       customiza\u00e7\u00e3o e novos produtos. O Espa\u00e7o Havaianas transmite todo astral e       energia da marca.<\/p>\n<h4>Campanhas Publicit\u00e1rias<\/h4>\n<p>Campanhas publicit\u00e1rias de sucesso marcaram a hist\u00f3ria das Havaianas. Quem       primeiro apresentou o produto, por muitos anos, foi Chico Anysio com o slogan       \u0093N\u00e3o deforma, n\u00e3o tem cheiro, n\u00e3o solta as tiras\u0094. Na d\u00e9cada de       90, voltou em um dos an\u00fancios do lan\u00e7amento das havaianas Top proclamando       \u0093Isso \u00e9 amor antigo\u0094. A simbiose entre o produto e o artista foi       t\u00e3o grande que houve um tempo em que se acreditava ser ele o dono da empresa.       Saiu Chico Anysio e entrou Thereza Collor. \u0093Todo mundo usa Havaianas\u0094       era o tema da campanha, que foi ao ar logo depois com o ator Luis Fernando       Guimar\u00e3es. Ele flagrava personalidades como Vera Fisher, Malu Mader, Bebeto       e Maur\u00edcio Mattar usando as sand\u00e1lias. Na TV, a popularidade de Carolina Ferraz       caiu ao tirar suas havaianas. Cristiana Oliveira ia tirando as pe\u00e7as de sua       indument\u00e1ria para descobrir o respons\u00e1vel pelos miligramas a mais que a balan\u00e7a,       quebrada, n\u00e3o acusava. <\/p>\n<p>Em outro filme uma f\u00e3 quase descobre F\u00e1bio Assun\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ado na praia atrav\u00e9s       de suas sand\u00e1lias. Pouco depois, um garoto beijava as sand\u00e1lias de Rodrigo       Santoro pensando serem de Luana Piovani, outro pedia as havaianas da D\u00e9borah       Secco para fazer traves de gol. Marcos Palmeira, Ra\u00ed, Pop\u00f3, Luma de Oliveira       e Reinaldo Gianechini tamb\u00e9m apareceram nas telinhas em divertidas situa\u00e7\u00f5es       relacionadas ao produto. <\/p>\n<p><strong>Uma coisa \u00e9 certa:<\/strong> objeto de desejo, as havaianas t\u00eam glamour,       personalidade e estilo.<\/p>\n<p>Fonte:  www.tudo10.org\/compublicidade.wordpress.com<\/p>\n<h6>Hist\u00f3ria das Havaianas<\/h6>\n<p>Consideradas a mais simples resposta \u00e0 necessidade de proteger os p\u00e9s, as       sand\u00e1lias percorreram os s\u00e9culos sob as mais diferentes formas. <\/p>\n<p>Sua simplicidade as faz perfeitas para os pa\u00edses de clima quente, sendo incorporada       nas culturas do Mediterr\u00e2neo e de alguns pa\u00edses da \u00c1sia. Trocar os sapatos       que se est\u00e1 usando por sand\u00e1lias, antes de entrar em casa, \u00e9 um costume no       Jap\u00e3o que demonstra respeito e humildade.<\/p>\n<p>Tudo leva a crer que foi a Zori, sand\u00e1lia japonesa, a fonte de inspira\u00e7\u00e3o       para a cria\u00e7\u00e3o das sand\u00e1lias <strong>Havaianas<\/strong> em 14 de junho de       1962.<\/p>\n<p><strong>Mas a vers\u00e3o nacional trazia um diferencial:<\/strong> eram feitas       de borracha. Um produto natural, 100% nacional e que garantia cal\u00e7ados dur\u00e1veis       e confort\u00e1veis. A sand\u00e1lia apareceu como alternativa de cal\u00e7ado confort\u00e1vel       e barato. O nome remetia ao para\u00edso da \u00e9poca, o Hava\u00ed, onde os milion\u00e1rios       e famosos americanos iam passar as f\u00e9rias na praia, sob o sol escaldante e       num clima glamuroso. Exatamente dois anos depois, j\u00e1 fazendo sucesso, a dire\u00e7\u00e3o       da S\u00e3o Paulo Alpargatas resolveu entrar com pedido de patente de modelo indutrial       n.5891, sob o t\u00edtulo &#8220;Novo modelo de palmilha com forquilha&#8221;. O       pedido chegou ao Departamento Nacional da Propriedade Industrial do Minist\u00e9rio       da Ind\u00fastria e do Com\u00e9rcio em 13 de agosto de 1964. O aval definitivo veio       em 1966, concedendo o uso exclusivo pela S\u00e3o Paulo Alpargatas S\/A pelo prazo       de tr\u00eas anos contados da data da concess\u00e3o da patente. O relat\u00f3rio descritivo       refere-se a pluralidade de frisos de forma el\u00edptica uniformemente distribu\u00eddos       em toda a superf\u00edcie da palmilha, e a ornamenta\u00e7\u00e3o da forquilha por duas gregas       de dire\u00e7\u00f5es paralelas, formadas cada uma, por frisos em linha quebrada, entrela\u00e7adas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/hhistor1115.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria das Havaianas\" width=\"207\" height=\"171\" title=\"Hist\u00f3ria das Havaianas\" \/><br \/>\n      Sand\u00e1lias Havaianas<\/strong><\/p>\n<p>Era t\u00e3o simples a id\u00e9ia da nova sand\u00e1lia que sua fama se espalhou feito rastilho       de p\u00f3lvora. Em menos de um ano, a S\u00e3o Paulo Alpargatas fabricava mais de mil       pares por dia, o que levou ao aparecimento das imita\u00e7\u00f5es, mas &#8220;leg\u00edtimas,       s\u00f3 as havaianas&#8221; (slogan criado pela ag\u00eancia JW Thompson), as \u00fanicas       que &#8220;n\u00e3o deformam, n\u00e3o t\u00eam cheiro e n\u00e3o soltam as tiras&#8221;. As c\u00f3pias,       de qualidade inferior, eram citadas pelos comerciais da marca como c\u00f3pias       &#8220;fajutas&#8221;, e o novo termo acabou parando no Dicion\u00e1rio Aur\u00e9lio como       sin\u00f4nimo de produto de m\u00e1 qualidade. Quando o primeiro par saiu da f\u00e1brica       da S\u00e3o Paulo Alpargatas, em junho de 1962, a id\u00e9ia era vender um produto inovador.       Os comerciais mostravam uma mulher de mai\u00f4 \u00e0 beira da piscina, com Havaianas       nos p\u00e9s. Ao longo dos anos, o cal\u00e7ado n\u00e3o mudou de cara nem de cor. <\/p>\n<p><strong>Resultado:<\/strong> perdeu o charme e passou a carregar a fama de       ser dirigido a pessoas pouco exigentes. &#8220;Elas se transformaram em artigo       popular. Se algu\u00e9m possu\u00eda um par, n\u00e3o tinha coragem de sair de casa com ele&#8221;,       lembra Carlos Miranda, analista da Ernst &amp; Young. De t\u00e3o b\u00e1sico, o item       chegou a fazer parte da cesta com pre\u00e7os regulados pelo extinto Conselho Interministerial       de Pre\u00e7os (CIP), nos anos 70 e 80. <\/p>\n<p>Como produto de massa e, portanto, de baixa margem de lucro, as Havaianas       foram perdendo o encanto at\u00e9 para o fabricante. Nem o dom\u00ednio de 90% do mercado       de sand\u00e1lias de borracha garantia rentabilidade adequada. &#8220;Mesmo a classe       popular foi deixando de compr\u00e1-las, porque n\u00e3o havia prest\u00edgio em usar a marca&#8221;,       explica Paulo Lalli, diretor das Alpargatas. A virada veio em 1994, depois       da forte concorr\u00eancia dos chinelos de PVC, liderados pelo modelo Rider, da       Grendene. Investiu-se no design das Havaianas e a linha foi diversificada       com a cria\u00e7\u00e3o do modelo monocrom\u00e1tico, batizado de Havaianas Top. Inspirado       na mania dos surfistas de virar as solas das sand\u00e1lias, foi anunciado por       personalidades do esporte e da televis\u00e3o. No primeiro ano, foram comercializadas       300 mil unidades das novas sand\u00e1lias. Hoje elas respondem por 30% das vendas,       algo em torno de 36 milh\u00f5es de pares. A margem de lucro da Alpargatas com       o produto deu um salto. Os novos modelos disputam agora meio a meio a responsabilidade       pela receita total.<\/p>\n<p>A cada segundo s\u00e3o vendidos tr\u00eas pares de sand\u00e1lias Havaianas no Brasil.       S\u00e3o quase 200 pares por minuto, 12.000 por hora e, nessa progress\u00e3o, dever\u00e3o       ser 105 milh\u00f5es neste ano, pelas proje\u00e7\u00f5es da S\u00e3o Paulo Alpargatas. A empresa       j\u00e1 fabricou e vendeu mais de 2,2 bilh\u00f5es de pares desde que elas foram lan\u00e7adas,       em 1962. Revistas de moda, como Elle e Cosmopolitan, n\u00e3o cansam de sugerir       as tais \u0093flip-flops\u0094 \u00e0s suas leitoras, numa verdadeira febre. O       que os americanos acabam de descobrir os brasileiros conhecem h\u00e1 40 anos como       Havaianas. O destaque mais recente aconteceu no in\u00edcio do m\u00eas, quando os chinelos       chegaram \u00e0 capa do Wall Street Journal, um dos mais respeitados jornais americanos.       \u0093Agora existe uma marca global de sand\u00e1lias: Havaianas\u0094, disse Carlos       Roza, gerente geral de exporta\u00e7\u00f5es. Ao contr\u00e1rio do que ocorreu no Brasil,       onde as Havaianas passaram de um produto das classes D e E para a gl\u00f3ria das       passarelas, no mercado externo elas j\u00e1 surgem como artigo de luxo. Na Europa,       chegam a custar US$ 20 o par. Descontando impostos e frete, ainda assim o       pre\u00e7o fica muito acima dos US$ 3 que os chinelos custam, em m\u00e9dia, no Brasil.       &#8220;Elas precisam custar caro, sen\u00e3o as consumidoras da Galeries Lafayette,       na Fran\u00e7a, n\u00e3o compram&#8221;, diz Roza.<\/p>\n<p>Fonte:  www.redetec.org.br<\/p>\n<h6>Hist\u00f3ria das Havaianas<\/h6>\n<h4>An\u00e1lise da Constru\u00e7\u00e3o Identit\u00e1ria das Havaianas<\/h4>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O intuito do presente trabalho \u00e9 a an\u00e1lise da constru\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria das       sand\u00e1lias <strong>Havaianas<\/strong> a partir das campanhas publicit\u00e1rias       televisivas, tendo como base sete comerciais de diferentes \u00e9pocas e contextos,       tentando perceber as mudan\u00e7as sofridas pela marca e seu direcionamento ao       publico consumidor. Procurando estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o com os conceitos de       identidade, cultura mundo e cultura local.<\/p>\n<p>Esta an\u00e1lise \u00e9 dividida em cinco partes. Na primeira um apanhado te\u00f3rico       que fundamentou tanto a apresenta\u00e7\u00e3o expositiva quanto esta an\u00e1lise, trazendo       os conceitos vistos em sala de aula que ajudaram a compreender a constru\u00e7\u00e3o       da identidade das Havaianas.<\/p>\n<p>Na segunda parte, uma apresenta\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica da hist\u00f3ria das <strong>Havaianas<\/strong>,       subdividida pelos anos que houveram marcos de maior representabilidade. Na       terceira parte foram analisados os eventos da hist\u00f3ria das Havaianas e seu       contexto; No cap\u00edtulo seguinte \u00e9 feito uma an\u00e1lise dos corpus (as pe\u00e7as publicit\u00e1rias).     <\/p>\n<p>Logo depois, \u00e9 feita uma an\u00e1lise comparativa com suas concorrentes de mercado.     <\/p>\n<p>Na sexta parte temos uma an\u00e1lise do discurso das <strong>Havaianas<\/strong>       e as altera\u00e7\u00f5es ao longo dos anos e por \u00faltimo, a conclus\u00e3o deste trabalho.<\/p>\n<p><strong>Objetivo Geral<\/strong><\/p>\n<p>Analisar a constru\u00e7\u00e3o da identidade das Havaianas atrav\u00e9s das campanhas publicit\u00e1rias       televisivas.<\/p>\n<p><strong>Objetivos Espec\u00edficos<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Entender a rela\u00e7\u00e3o da cultura mundo e cultura local presentes no processo         da constru\u00e7\u00e3o da identidade das havaianas.<br \/>\n        Observar como se estabeleceu a hegemonia da marca no cen\u00e1rio mundial.<br \/>\n        Analisar como se deu a apropria\u00e7\u00e3o dos s\u00edmbolos nacionais referente a &#8220;brasilidade&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Objeto<\/strong><\/p>\n<p>Temos como objeto de estudo, as <strong>Havaianas<\/strong> enquanto produto       midi\u00e1tico, na medida em que atrav\u00e9s deste ve\u00edculo o seu discurso foi constru\u00eddo       e sua hegemonia refor\u00e7ada.<\/p>\n<p><strong>Corpus<\/strong><\/p>\n<p>Partindo de uma an\u00e1lise cronol\u00f3gica desde o surgimento das <strong>Havaianas<\/strong>       at\u00e9 os dias atuais, utilizaremos como corpus, sete v\u00eddeos publicit\u00e1rios de       maior representabilidade dentro de suas campanhas e seus per\u00edodos de veicula\u00e7\u00e3o.       Chegamos a essa representabilidade atrav\u00e9s de declara\u00e7\u00f5es feitas por meio       do site oficial da empresa, pelo diretor de neg\u00f3cios Paulo Lalli e por depoimentos       do publicit\u00e1rio respons\u00e1vel pelas campanhas, Marcello Serpa.<\/p>\n<p><strong>FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O TE\u00d3RICA<\/strong><\/p>\n<p>As <strong>Havaianas<\/strong> \u00e9 uma marca da S\u00e3o Paulo Alpargatas S.A., fundada       em S\u00e3o Paulo no dia 03 de abril de 1907. Uma empresa multinacional com 17       f\u00e1bricas de cal\u00e7ados e tecidos no Brasil, Argentina e Uruguai. Possui subsidi\u00e1rias       nos Estados Unidos e no Chile, emprega, diretamente 18.255 funcion\u00e1rios nesses       pa\u00edses. A empresa j\u00e1 fabricou e vendeu mais de 2,2 bilh\u00f5es de pares desde       que elas foram lan\u00e7adas, em 1962. <\/p>\n<p>Atualmente, tem como miss\u00e3o desenvolver e comercializar produtos inovadores,       de alto valor percebido, com qualidade, rentabilidade, classe mundial e cria\u00e7\u00e3o       de valor para os acionistas, funcion\u00e1rios, fornecedores e clientes, atuando       com responsabilidade social e ambiental. A sua vis\u00e3o \u00e9 ser uma empresa global       de marcas desejadas em artigos esportivos, cal\u00e7ados e t\u00eaxteis industriais.       Atrav\u00e9s deste contexto, podemos perceber que as Havaianas desde o seu surgimento       apresentou-se como produto hegem\u00f4nico no mercado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s similares,       tendo maior n\u00famero de vendas e consequentemente maior aceitabilidade perante       os consumidores.<\/p>\n<p>Tal hegemonia pode ser entendida, a partir do conceito gramsciniano, como       um processo ativo e consensual que inclui e logo ultrapassa dois outros conceitos,       o de cultura como todo um processo social e o de ideologia enquanto uma express\u00e3o       ou proje\u00e7\u00e3o de um determinado interesse de classes.<\/p>\n<blockquote>\n<p>A hegemonia vai alem da &#8220;cultura&#8221; como antes a definimos, em         sua insist\u00eancia em relacionar &#8220;todo processo social&#8221; com distribui\u00e7\u00f5es         espec\u00edficas de poder e influ\u00eancia [&#8230;] \u00c9 nesse justo reconhecimento da         totalidade do processo que o conceito de &#8220;hegemonia&#8221; vai al\u00e9m         da &#8220;ideologia&#8221;. Decisivo n\u00e3o \u00e9 apenas o sistema consciente de         id\u00e9ias e cren\u00e7as, mas todo o processo social vivido, organizado praticamente         por significados e valores espec\u00edficos e dominantes. (WILLIAMS, 1979 apud         GRAMSCI, 1927, p 111)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ao fugir do conceito marxista de ideologia que sob uma perspectiva resultava,       constantemente, em reprodu\u00e7\u00e3o social. A inclus\u00e3o, principalmente, do conceito       de hegemonia de Antonio Gramsci consentiu enxergar um movimento mais din\u00e2mico       e complexo na sociedade, admitindo tanto a reprodu\u00e7\u00e3o do sistema de domina\u00e7\u00e3o       quanto a resist\u00eancia a esse mesmo sistema.<\/p>\n<p>Este conceito de hegemonia cooperou de forma fundamental para compreender       a necessidade da manuten\u00e7\u00e3o da lideran\u00e7a no mercado e a aceita\u00e7\u00e3o de seu p\u00fablico,       j\u00e1 que pensa o processo de domina\u00e7\u00e3o como um processo onde h\u00e1 uma classe que       hegemoniza as classes inferiores, na medida em que representa interesses que       tamb\u00e9m reconhece como seus. <\/p>\n<p>A hegemonia \u00e9 aqui entendida como um processo vivido pelos sujeitos sociais.       Este novo enfoque faz com que a comunica\u00e7\u00e3o assuma &#8220;o sentido de pr\u00e1ticas       sociais&#8221;, tornando-se indispens\u00e1vel para analisar a constru\u00e7\u00e3o da identidade       das havaianas e suas transforma\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<blockquote>\n<p>Elas podem ser entendidas enquanto pr\u00e1ticas coletivas quando se fala do         sentido que a comunica\u00e7\u00e3o assume para os sujeitos. Assim, trata-se da comunica\u00e7\u00e3o         nas ruas, nas casas, nas pra\u00e7as, nas festas, nos bairros, nas escolas, nas         fam\u00edlias; entre mulheres, jovens, ind\u00edgenas, trabalhadores rurais, dom\u00e9sticas,         etc. Mas, tamb\u00e9m, as pr\u00e1ticas podem assumir o sentido de produ\u00e7\u00e3o cultural.         Pr\u00e1ticas culturais que expressam valores e significados promovidos por institui\u00e7\u00f5es,         corpora\u00e7\u00f5es, intelectuais, a publicidade e os meios de comunica\u00e7\u00e3o em geral         (ESCOSTEGUY, 2001, p. 99).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ao prestar aten\u00e7\u00e3o ao elemento cultural nos processos sociais contempor\u00e2neos,       podemos olhar a publicidade por uma nova \u00f3tica, j\u00e1 que na produ\u00e7\u00e3o das campanhas       os publicit\u00e1rios apropriam-se de elementos culturais, agregando novos significados       e os relacionam com aquilo que est\u00e1 sendo anunciado. O p\u00fablico, por sua vez,       no momento da recep\u00e7\u00e3o, reconstr\u00f3i esses significados atrav\u00e9s de suas interpreta\u00e7\u00f5es,       suas matrizes culturais e confrontando com outros discursos.<\/p>\n<p>Nas campanhas publicit\u00e1rias televisivas das sand\u00e1lias Havaianas, identificamos       elementos da identidade e da cultura brasileira. Os elementos s\u00e3o apropriados       n\u00e3o somente pela sua import\u00e2ncia mercadol\u00f3gica, mas tamb\u00e9m exerce fun\u00e7\u00e3o social,       cultural e simb\u00f3lica. Reconhecer que, al\u00e9m de ter sua finalidade comercial,       a publicidade vende ideologia, &#8220;estere\u00f3tipos&#8221; e &#8220;preconceitos&#8221;       e, ainda &#8220;forja-se um discurso que colabora na constru\u00e7\u00e3o de uma vers\u00e3o       hegem\u00f4nica da realidade, legitimando uma dada configura\u00e7\u00e3o de for\u00e7as no interior       da sociedade&#8221;.<\/p>\n<p>Os comercias das Havaianas, logo depois do reposicionamento da marca em 1994,       traz muitas refer\u00eancias ao Brasil e \u00e0 identidade nacional brasileira. Nele       encontramos as cores da bandeira nacional, a cultura, as festas, o esporte,       a natureza, o &#8220;jeitinho brasileiro&#8221;, a fauna e flora abundantes,       entre outros.<\/p>\n<p>O reposicionamento da marca \u00e9 influenciado atrav\u00e9s de uma moda praia e da       moda dos surfistas de virar a as solas das sand\u00e1lias, ele foi anunciado por       personalidades do esporte e da televis\u00e3o colaborando significativamente para       o sucesso da marca. &#8220;As identidades locais ou nacionais ainda cabem nas       ind\u00fastrias culturais com exig\u00eancias de alta rentabilidade financeira&#8221;.       (CANCLINI, 2005, p170)<\/p>\n<p>Os atores na praia, caminhando na orla e cal\u00e7ando Havaianas revelam, sobretudo,       um costume e h\u00e1bito do brasileiro (principalmente carioca) de aproveitar a       vida tomando sol, caminhando na areia ou cal\u00e7adas, conversando com amigos       e cal\u00e7ando havaianas, <\/p>\n<blockquote>\n<p>Estudar o modo como est\u00e3o sendo produzidas as rela\u00e7\u00f5es de continuidade,         ruptura e hibridiza\u00e7\u00e3o entre sistemas locais e globais, tradicionais e ultramodernos,         do desenvolvimento cultural, \u00e9 hoje, um dos maiores desafios para repensar         a identidade e a cidadania. N\u00e3o apenas co-produ\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m conflitos         pela co &#8211; exist\u00eancia de etnias e nacionalidades nos cen\u00e1rios de trabalho         e consumo; da\u00ed as categorias de hegemonia e resist\u00eancia continuarem sendo         \u00fateis. Por\u00e9m, a complexidade dos matizes destas intera\u00e7\u00f5es demanda tamb\u00e9m         um estudo das identidades como processos de negocia\u00e7\u00e3o, na medida em que         s\u00e3o h\u00edbridas, d\u00facteis e multiculturais. (CANCLINI, 2005, p175)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Este tema est\u00e1 ligado a quest\u00f5es de identidade, cultura, hist\u00f3ria e representa\u00e7\u00e3o.       A no\u00e7\u00e3o de &#8220;brasilidade&#8221; \u00e9 um pressuposto para inserir o Brasil       num contexto de globaliza\u00e7\u00e3o. Dentro deste discurso podemos dizer que uma       na\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode existir quando os indiv\u00edduos que a comp\u00f5e se imaginam como integrantes       desta, e isso s\u00f3 pode acontecer quando eles se identificam com os elementos       que s\u00e3o tidos como caracter\u00edsticos dessa na\u00e7\u00e3o. Assim, compreender quais s\u00e3o       as chaves de uma identidade nacional n\u00e3o \u00e9 importante somente para se entender       como essa na\u00e7\u00e3o \u00e9 vista por aqueles que est\u00e3o de fora, mas tamb\u00e9m s\u00e3o fundamentais       para se perceber quais s\u00e3o os v\u00ednculos que mant\u00eam a na\u00e7\u00e3o unida.<\/p>\n<p>Hall (2003) distingue a exist\u00eancia de tr\u00eas hist\u00f3ricas formas de conceber       a identidade. A primeira refere-se ao sujeito do Iluminismo, um indiv\u00edduo       visto como centrado, unificado e detentor de capacidade de raz\u00e3o e a\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>J\u00e1 o sujeito sociol\u00f3gico construiria sua identidade a partir da intera\u00e7\u00e3o       entre o &#8220;eu&#8221; e a &#8220;sociedade&#8221;, mas n\u00e3o de modo auto-suficiente:<\/strong>       o modo para compreender o seu comportamento d\u00e1-se pelas rela\u00e7\u00f5es culturais.<\/p>\n<p>E por \u00faltimo apresenta a id\u00e9ia de um sujeito p\u00f3s-moderno, um indiv\u00edduo fragmentado,       descentralizado, que se desloca permanentemente. N\u00e3o se deve pensar em uma       identidade \u00fanica e, sim, em m\u00faltiplas, num contexto no qual cada uma pode       entrar em atrito com a outra. Isso teria se elevado pelo impacto da globaliza\u00e7\u00e3o       e sua nova forma de estabelecer \u0096 ou destruir \u0096 rela\u00e7\u00f5es que, anteriormente,       eram s\u00f3lidas e est\u00e1veis \u0096 mas que depois passam a fluir e deslocar-se       cada vez mais rapidamente. <\/p>\n<p>Stuart Hall diz que &#8220;as identidades nacionais n\u00e3o s\u00e3o coisas com as       quais n\u00f3s nascemos, mas s\u00e3o formadas e transformadas no interior da representa\u00e7\u00e3o&#8221;       (HALL, 2006, p 48).<\/p>\n<p>Constituir uma identidade nacional, \u00fanica, que atinge a todos da mesma forma,       n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, sen\u00e3o no discurso. Falar em um s\u00f3 povo \u00e9 um discurso ideol\u00f3gico,       visto que n\u00e3o existe homogeneidade na pr\u00e1tica; isso n\u00e3o ocorre e nunca ocorreu.       N\u00e3o existe uma \u00fanica comunidade agregadora. Na verdade, o que se percebe \u00e9       a emers\u00e3o de comunidades com suas subdivis\u00f5es \u0096 &#8220;tribos&#8221;, &#8220;guetos&#8221;,       grupos- que tentam manifestar sua cultura dentro e fora dos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o       \u0096 e que, a partir da diversidade estabelecem conex\u00f5es e consensos m\u00ednimos.<\/p>\n<p>A cultura nacional funciona, portanto, como um sistema de representa\u00e7\u00e3o que       pode ser significado e re-significado ao longo dos acontecimentos sociais.       Que fun\u00e7\u00e3o teria a publicidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 identidade cultural nacional?       Ela pode ser concebida como o que Hall (2004, p52), a partir de Bhabha, denomina       &#8220;narrativa da na\u00e7\u00e3o&#8221;, isto \u00e9, uma das v\u00e1rias produ\u00e7\u00f5es culturais       \u0096 hist\u00f3ria, literatura nacional, cultura popular, entre outras \u0096       que fornecem &#8220;uma s\u00e9rie de est\u00f3rias, imagens, panoramas, cen\u00e1rios, eventos       hist\u00f3ricos, s\u00edmbolos e rituais nacionais que simbolizam ou representam as       experi\u00eancias partilhadas, as perdas, os triunfos e os desastres que d\u00e3o sentido       \u00e0 na\u00e7\u00e3o&#8221;. <\/p>\n<p>Tomar o que a publicidade diz como verdade \u00e9 acreditar numa falta de autenticidade.       O brasileiro levaria a s\u00e9rio isto, e, assumiria as m\u00e1scaras sociais e culturais       que s\u00e3o impostas pelo exterior e que ditaria quem ele \u00e9 e como ele \u00e9. O povo       brasileiro perdeu a liga\u00e7\u00e3o e a refer\u00eancia cr\u00edtica com a realidade?<\/p>\n<p><strong>Eles imaginam ser aquilo que lhes \u00e9 mostrado a partir do que vem       de fora:<\/strong> sambistas, jogadores de futebol e belas mulheres; todos       felizes, bonitos, sadios, extremamente soci\u00e1veis e sem maiores problemas ou       preocupa\u00e7\u00f5es. Este seria o triunfo do simulacro midi\u00e1tico.<\/p>\n<p>Adotar uma significa\u00e7\u00e3o que venha de fora para lhe conferir personalidade       acabar com os riscos e o constrangimento de mostrar, sem a ilus\u00e3o das m\u00e1scaras,       quem verdadeiramente \u00e9 e como pensa, vive, percebe, interage e transforma       a sua realidade. Ent\u00e3o, tem-se aqui, mais que uma simples preposi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica,       um desafio a ser transformado por aqueles que querem reconhecer o Brasil e       os brasileiros a partir de seus an\u00fancios publicit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Entretanto, \u00e9 baseado nessa &#8220;brasilidade&#8221; e no desejo dos &#8220;gringos&#8221;       de ser brasileiro ou de usufruir o &#8220;modo de vida&#8221; do brasileiro;       \u00e9 que as Havaianas tentam se configurar como um h\u00e1bito cultural brasileiro,       assumindo um lugar de fala de um produto nacional &#8211; mesmo sendo um produto       de uma f\u00e1brica, originalmente, argentina &#8211; e exportar-se dentro da l\u00f3gica       da globaliza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Atualmente as Havaianas est\u00e3o inseridas no contexto internacional com grande       sucesso perante a popula\u00e7\u00e3o brasileira e os estrangeiros.<\/p>\n<p><strong>Canclini olha todo o processo de forma\u00e7\u00e3o do P\u00f3s-Moderno:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Assim como noutros tempos as identidades eram objetos de encena\u00e7\u00e3o em museus         nacionais, na segunda metade do nosso s\u00e9culo a transnacionalizac\u00e3o econ\u00f4mica         e mesmo, o car\u00e1ter espec\u00edfico das \u00faltimas tecnologias da comunica\u00e7\u00e3o (desde         a televis\u00e3o at\u00e9 os sat\u00e9lites e as redes \u00f3pticas), colocam no papel principal         as culturas mundo, exibidas como espet\u00e1culo multim\u00eddia (&#8230;)acentuou-se         a transnacionaliza\u00e7\u00e3o eliminando aspectos nacionais e regionais. Promove-se         um mercado de escala mundial. (CANCLINI, 2005, p168)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A identidade das havaianas vem sendo constru\u00edda a partir de processos de       negocia\u00e7\u00e3o com os mercados de diversos pa\u00edses ao qual ela se insere. A variedade       de modelos e de cores existente Baby Estampas, Baby Pets, Brasil, Brasil Infantil,       Butterfly, Cartunistas, Flash Hop, Flash Way, Flash Way Etnics, Floral, Flowers,       Hibisco, etc procuram dialogar com os diferentes ninchos de mercado sendo       remodelados a partir de matrizes globais.<\/p>\n<p><strong>RETROSPECTO DAS HAVAIANAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>1907:<\/strong> As alpargatas, cal\u00e7ado simples e barato utilizados       nas colheitas de caf\u00e9, chegam ao Brasil e ganham uma f\u00e1brica, no bairro da       Mooca, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>1962:<\/strong> <strong>Inspirada nas sand\u00e1lias de dedo japonesas       Zori, a f\u00e1brica come\u00e7a a produzir sua vers\u00e3o brasileira, por\u00e9m, com um grande       diferencial<\/strong>: a borracha. Nascia neste ano, um produto natural, nacional,       dur\u00e1vel, confort\u00e1vel e muito barato \u0096 Assim foi anunciado. <\/p>\n<p>As Havaianas, como eram chamadas, fizeram tanto sucesso que todo mundo come\u00e7ou       a copiar. Tr\u00eas anos ap\u00f3s seu lan\u00e7amento, 1.000 pares de Havaianas j\u00e1 eram       vendidos por dia. Elas eram encontradas em lojas de bairro e pequenos estabelecimentos.<\/p>\n<p><strong>1970: <\/strong>Uma campanha publicit\u00e1ria estrelada pelo comediante       Chico Anysio aparece para aclamar as Havaianas como &#8220;as leg\u00edtimas&#8221;,       uma forma encontrada para tentar frear a grande quantidade de imita\u00e7\u00f5es que       come\u00e7aram a surgir. A concorr\u00eancia bem que tentou, mas n\u00e3o contava com a qualidade       das &#8220;leg\u00edtimas&#8221;, as \u00fanicas que &#8220;n\u00e3o deformam, n\u00e3o t\u00eam cheiro       e n\u00e3o soltam as tiras&#8221; \u0096 campanha de 1970.<\/p>\n<p><strong>1994: Para sair da crise causada pela queda das vendas e da rentabilidade,       a marca Havaianas lan\u00e7a um linha de sand\u00e1lias monocrom\u00e1ticas:<\/strong> as       Havaianas Top.<\/p>\n<p>Acompanhado por um conjunto de a\u00e7\u00f5es de marketing bem estruturado, o lan\u00e7amento       visa ganha os p\u00e9s das classes mais altas da popula\u00e7\u00e3o, fazendo deste um grande       marco na hist\u00f3ria das Havaianas.<\/p>\n<p><strong>1996:<\/strong> Uma nova campanha publicit\u00e1ria faz uma metamorfose       na marca e consagra as Havaianas como um &#8220;produto elegante e \u00fanico&#8221;       \u0096 anuncio impresso em revista de grande circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>2001 a 2005: <\/strong>As Havaianas estampam as p\u00e1ginas de grandes       revistas internacionais e se tornam uma mania mundial. Transformam-se em \u00edcone       fashion, v\u00e3o para os p\u00e9s de Meryl Streep, Nicole Kidman, Paul Newman, Jack       Nicholson e outras estrelas do cinema, na cerim\u00f4nia de entrega do Oscar. Na       ocasi\u00e3o a empresa desenvolveu um modelo sofisticado, decorado com cristais       austr\u00edacos Swarovski e guardado em caixas especiais com o nome dos atores,       imitando os s\u00edmbolos estampados na cal\u00e7ada da fama de Hollywood.<\/p>\n<p>Neste mesmo per\u00edodo a Alpargatas adere ao n\u00edvel 1 da Bovespa, em busca das       melhores pr\u00e1ticas de governan\u00e7a corporativa, e lan\u00e7a o TOP 6, maior programa       de desenvolvimento gerencial da hist\u00f3ria da companhia.<\/p>\n<p>Hoje em dia as Havaianas \u00e9 um dos cases mais pesquisados e analisados nas       \u00e1reas de marketing, administra\u00e7\u00e3o, publicidade e propaganda. Pesquisas relacionadas       \u00e0 propaganda com artistas (Luis Fernando Guimar\u00e3es, Malu Mader, Murilo Rosa,       Rodrigo Santoro, D\u00e9borah Secco, Reinaldo Gianechini, entre outros), do reposicionamento       da marca e do aumento do portf\u00f3lio. Tudo isso foi resultado de uma mudan\u00e7a       profunda no mix de marketing da marca que superou a sua categoria e virou       artigo de moda. <\/p>\n<p>O que mant\u00e9m a \u00e1urea de um simples chinelo vivo \u00e9 o fato de ter se transformado       em uma grande marca, declara Rui Porto, diretor de m\u00eddia e comunica\u00e7\u00e3o das       Havaianas. O produto em si sofreu algumas mudan\u00e7as, mas o principal fator       de sucesso foi a reestrutura\u00e7\u00e3o da marca.<\/p>\n<p>Atualmente s\u00e3o fabricados cinco pares de Havaianas por segundo, ou seja,       105 milh\u00f5es de pares por ano, na f\u00e1brica da Alpargatas, localizada na cidade       de Campina Grande \u0096 Para\u00edba, as Havaianas s\u00e3o vendidas em 80 pa\u00edses dos       cincos continentes e no exterior a sand\u00e1lia \u00e9 chamada de flip flop Havaianas.<\/p>\n<p><strong>AS HAVAIANAS E A SUA HIST\u00d3RIA<\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da Alpargatas tem inicio na Argentina no ano de 1883, \u00a0fundada       pelo o engenheiro escoc\u00eas Robert Fraser e o espanhol Juan Echegaray, que teve       a id\u00e9ia de fabricar uma sapatilha r\u00fastica e barata, semelhante \u00e0s usadas pelos       camponeses de seu pa\u00eds. Logo depois de abrir uma filial do Uruguai (1890),       os dois s\u00f3cios vieram se instalar aqui no Brasil, em 1907, comprando uma importadora       de tecidos, a Edward Asworth e Cia. O principal produto e carro-chefe de vendas       eram as alpargatas &#8211; com o Rueda da marca original devidamente traduzido para       Roda. Os distribuidores da produ\u00e7\u00e3o da empresa eram os atacadistas da rua       Paula Souza, importante centro do ramo da cidade de S\u00e3o Paulo da \u00e9poca.<\/p>\n<p>A f\u00e1brica brasileira adiquiriu maior import\u00e2ncia depois da Segunda Grande       Guerra Mundial. A matriz argentina teve v\u00e1rios atritos, com o ent\u00e3o presidente       (1946\/1952), Juan Domingo Per\u00f3n, e assim, o centro de decis\u00f5es foi transferido       para o Brasil.<\/p>\n<p>Foi em 1907, com o nome original de F\u00e1brica Brasileira de Alpargatas e Cal\u00e7ados       que a f\u00e1brica foi fundada, pelo escoc\u00eas Robert Fraser em associa\u00e7\u00e3o com uma       ind\u00fastria inglesa.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o teve iniciou no distrito da Capital paulista da Mooca, j\u00e1 em 1909       a empresa, com o nome de S\u00e3o Paulo Alpargatas Company S.A., encontrava o sucesso       na venda de seus produtos gra\u00e7as a utiliza\u00e7\u00e3o das sand\u00e1lias e lonas na produ\u00e7\u00e3o       cafeeira.<\/p>\n<p>Superando in\u00fameras dificuldades ao longo dos cem anos, a companhia tornou-se       uma das maiores ind\u00fastrias cal\u00e7adistas do Brasil. Hoje a empresa \u00e9 controlada       pelo Grupo Camargo Corr\u00eaa. As Havaianas s\u00e3o produzidas na cidade de Campina       Grande, no estado da Para\u00edba, pela ind\u00fastria Alpargatas. Na f\u00e1brica que se       localiza nessa cidade, s\u00e3o produzidos cinco pares de sand\u00e1lias por segundo,       o que gera uma produ\u00e7\u00e3o anual em torno de 105 milh\u00f5es de pares.<\/p>\n<p>As sand\u00e1lias brasileiras receberam nome baseadas em um para\u00edso de famosos       encontrado nos Estados Unidos (Hava\u00ed) e nos modelos de uma sand\u00e1lia japonesa       chamada Zori, sand\u00e1lias japonesas feitas de palha de arroz ou madeira lascada       e que s\u00e3o usadas com os quimonos.<\/p>\n<p>Desde o seu aparecimento, as Havaianas evolu\u00edram dos modelos simples de chinelo       de enfiar no dedo, que continuam a ser um sucesso de vendas, para designes       mais elaborados com aplica\u00e7\u00f5es variadas ou inspirados na bandeira do Brasil.       Recentemente foi lan\u00e7ado um modelo que inclui um salto alto.<\/p>\n<p>Entretanto, no in\u00edcio da d\u00e9cada de noventa as sand\u00e1lias Havaianas foi afetada       por uma crise, reduziu drasticamente o seu quadro de funcion\u00e1rios, suas unidades       fabris e escrit\u00f3rios. As sand\u00e1lias Havaianas eram tradicionalmente classificadas       como &#8220;chinelo de pobre&#8221; e possu\u00edam sua comercializa\u00e7\u00e3o limitada       aos atacadistas, lojas populares e supermercados. As sand\u00e1lias Havaianas,       com seu \u00fanico modelo, buscavam volume de neg\u00f3cios em um mercado de baixo pre\u00e7o.     <\/p>\n<p>A marca Havaianas no ano de 1993 demonstrava vendas em queda desde 1988,       com uma \u00fanica linha de produtos durante 32 anos. O tratamento corporativo       era de commodity, com todo foco na redu\u00e7\u00e3o de custos de produ\u00e7\u00e3o, com conseq\u00fcente       decl\u00ednio da rentabilidade da marca e associa\u00e7\u00e3o da imagem do produto com as       camadas mais pobres da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 1994 com o objetivo de recuperar o valor simb\u00f3lico agregado a marca, as       Havaianas lan\u00e7aram a campanha do &#8220;isto \u00e9 amor antigo&#8221;, protagonizada       pelos artistas Renato Arag\u00e3o, Chico An\u00edsio e Tom Jobim, difundida com objetivo       de resgatar o prest\u00edgio da sand\u00e1lia como um produto que faz parte da vida       cotidiana dos brasileiros. Contudo, esta campanha n\u00e3o foi o suficiente para       suscitar no consumidor o desejo de uso, levando em conta o fato de que o consumo       n\u00e3o deve se restringir apenas ao ato de compra, mas ampliado para o conceito       de consumo cultural empregado por Canclini que o define como &#8220;conjunto       de processos socioculturais em que se realizam a apropria\u00e7\u00e3o e os usos dos       produtos&#8221;. E \u00e9 claro que isso inclui uma s\u00e9rie de fatores, como; cren\u00e7as,       percep\u00e7\u00f5es, desejos, valores, atitudes etc.<\/p>\n<p>Entendendo a no\u00e7\u00e3o do conceito de consumo cultural aplicada a mudan\u00e7a da       moeda vigente (Plano Real) e suas exig\u00eancias de transforma\u00e7\u00f5es no paradigma       do mercado financeiro, acabaram por redesenhar os padr\u00f5es de consumo de massa       no Brasil. A Alpargatas realizou modica\u00e7\u00f5es que tinha como foco a produ\u00e7\u00e3o       e voltou-se para o cliente, revisou o modelo de neg\u00f3cios, reposicionou a marca       e reestruturou o seu discurso cujo slogan &#8220;todo mundo usa&#8221;, remete       a id\u00e9ia de que &#8220;todos&#8221; \u00a0principalmente as celebridades usam       as Havaianas, sugerindo assim um ideal de consumo burgu\u00eas comprovando a segmenta\u00e7\u00e3o       atrav\u00e9s da inser\u00e7\u00e3o das Havaianas na rotina das personalidades midi\u00e1ticas,       modificando assim, sua l\u00f3gica de endere\u00e7amento.<\/p>\n<p>Esse reposicionamento se d\u00e1 em 1994, depois da forte concorr\u00eancia dos chinelos       de PVC, liderados pelo modelo Rider, da Grendene. A Grendene S. A. \u00e9 uma empresa       brasileira de fabrica\u00e7\u00e3o de cal\u00e7ados feitos em PVC e <strong>EVA<\/strong>e       foi fundada em Farroupilha, no Rio Grande do Sul, em 25 de fevereiro de 1971.     <\/p>\n<p>Atualmente sua a sede da empresa fica em Sobral, Cear\u00e1. Sua primeira linha       de produtos foi a confec\u00e7\u00e3o de embalagens pl\u00e1sticas para garraf\u00f5es de vinho.       Foi pioneira na utiliza\u00e7\u00e3o da poliamida (nylon) como mat\u00e9ria-prima para a       fabrica\u00e7\u00e3o de solados e saltos para cal\u00e7ados.<\/p>\n<p>Em 1979 lan\u00e7ou a cole\u00e7\u00e3o de sand\u00e1lias pl\u00e1sticas com a marca &#8220;Melissa&#8221;,       no estilo aranha, inspirada nos cal\u00e7ados utilizados por pescadores franceses       e 1986 ocorreu o lan\u00e7amento das sand\u00e1lias &#8220;Rider&#8221;, direcionado para       o p\u00fablico masculino.<\/p>\n<p>Investiu-se no design das Havaianas e a linha foi diversificada com a cria\u00e7\u00e3o       do modelo monocrom\u00e1tico, batizado de Havaianas Top. Inspirado na mania dos       surfistas de virar as solas das sand\u00e1lias, ele foi anunciado por personalidades       do esporte e da televis\u00e3o.<\/p>\n<p>As Havaianas buscam construir sua identidade se posicionando como um objeto       de desejo, se validando como um produto singular consumido por uma classe       mais alta que projeta esse mesmo desejo de consumo na classe mais baixa. <\/p>\n<p>O sucesso das Havaianas por todo o mundo se d\u00e1 a partir de 1994, com uma       estrat\u00e9gia de marketing bem sucedida, que remodela o produto e redireciona       o posicionamento para p\u00fablicos com maior poder aquisitivo, tornando-se \u00edcone       fashion, primeiro no Brasil, e a seguir, mundo afora.<\/p>\n<p>As Havaianas Tradicionais tinham h\u00e1 muito tempo a fama de oferecer uma \u00f3tima       rela\u00e7\u00e3o custo\u0096benef\u00edcio a seus consumidores. Em 1997, a Alpargatas se       empenhou em fazer com que o valor percebido das Havaianas Top adquirisse a       mesma reputa\u00e7\u00e3o. Se as Havaianas Tradicionais eram muito baratas para os consumidores       de renda mais baixa, as Havaianas Top (e os outros modelos mais sofisticados       que surgiriam) tamb\u00e9m era para os usu\u00e1rios de classe m\u00e9dia.<\/p>\n<p><strong>Para transmitir essa id\u00e9ia, a Alpargatas potencializou o que j\u00e1 vinha       aprendendo em duas frentes:<\/strong> produto e comunica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>De propriet\u00e1rio uma \u00fanica linha de produtos durante 32 anos, a marca Havaianas       passou a possuir mais de 25 linhas entre 1997 e hoje, direcionadas a diferentes       segmentos do mercado de renda mais elevada, com pre\u00e7o at\u00e9 seis vezes superior       ao das Havaianas Tradicionais. Sua gama de cores ficou cada vez mais forte,       surgiram estampas e foram elaborados novos formatos.<\/p>\n<p>N\u00e3o seria f\u00e1cil praticar tanta inova\u00e7\u00e3o se a Alpargatas n\u00e3o decidisse se       tornar uma companhia de marcas, mudando de uma estrutura baseada em fun\u00e7\u00f5es       para outra organizada em unidades de neg\u00f3cios. Em 1997, portanto, as Havaianas       se transformaram em uma unidade de neg\u00f3cios independente, com 3,2 mil dos       11 mil funcion\u00e1rios da Alpargatas. Isso alinhou as \u00e1reas de marketing, vendas,       desenvolvimento de produtos e f\u00e1brica, conferindo velocidade a todas as iniciativas       relativas ao produto. <\/p>\n<p>Outra altera\u00e7\u00e3o relevante aconteceu na f\u00e1brica, localizada na cidade de Campina       Grande, na Para\u00edba, que deixou de ser orientada para a produ\u00e7\u00e3o e passou a       orientar-se para o mercado. Novos equipamentos (alguns feitos por encomenda)       foram adquiridos para que os lotes pudessem ser menores e o processo mais       \u00e1gil, e os funcion\u00e1rios receberam orienta\u00e7\u00e3o para se adaptar as novas mudan\u00e7as.     <\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia de distribui\u00e7\u00e3o ganhou cuidado especial. Al\u00e9m da marca ganhar       distribuidores regionais quase exclusivos, que lhe dispensam maior aten\u00e7\u00e3o,       a distribui\u00e7\u00e3o dos lan\u00e7amentos mereceu tratamento diferenciado. Afinal, apesar       da segmenta\u00e7\u00e3o, as Havaianas n\u00e3o deveriam restringir-se aos canais de venda       mais sofisticados; os canais populares continuavam sendo importantes. <\/p>\n<p>&#8220;Criamos a estrat\u00e9gia de lan\u00e7ar os novos modelos nos canais formadores       de opini\u00e3o e, quando eles estivessem bem conhecidos, n\u00f3s os colocar\u00edamos tamb\u00e9m       nos atacadistas. Precisamos ter bastante disciplina para dizer &#8220;n\u00e3o&#8221;       aos canais de massa, mas hoje todos entendem que isso funciona melhor&#8221;,       explica Paulo Lalli, diretor de neg\u00f3cios da S\u00e3o Paulo Alpargatas. <\/p>\n<p><strong>O intervalo de coloca\u00e7\u00e3o entre os canais est\u00e1 encurtando \u00e0 medida       que o ciclo das sand\u00e1lias fica mais r\u00e1pido:<\/strong> enquanto as Havaianas       Top levaram tr\u00eas anos para passar do canal sofisticado ao de massa, as Havaianas       Trekking, por exemplo, fizeram a transi\u00e7\u00e3o em apenas um ano.<\/p>\n<h4>Pisando em solo estrangeiro<\/h4>\n<p>Foi a partir de 1998 que surge a tentativa de naturaliza\u00e7\u00e3o das Havaianas       como produto brasileiro, aproveitando o embalo da copa, a euforia brasileira       pelo sonho do penta.<\/p>\n<p>Em 1998 ela j\u00e1 vem da campanha vitoriosa de 1994 onde consegue superar a       crise e manter a hegemonia, apesar de ter sido abalada, ela consegue recuperar       o prest\u00edgio da marca com a campanha &#8220;todo mundo usa&#8221;, mantendo sua       hegemonia e volume de vendas. A partir da\u00ed, surge a grande tentativa de expandir       o mercado para fora do pa\u00eds. <\/p>\n<p>\u00c9 V\u00e1lido ressaltar que nesse per\u00edodo o mundo estava ansioso pela copa do       mundo e existia uma expectativa pelo in\u00edcio da copa aqui no Brasil, a euforia       do povo brasileiro pelo sonho da conquista do penta. Com o sucesso do Brasil       na copa de 94 a sele\u00e7\u00e3o brasileira se elevou ao t\u00edtulo de n\u00famero um no ranking       da FIFA e a trouxe de volta na d\u00e9cada de 90 como um s\u00edmbolo brasileiro que       deu certo.<\/p>\n<p>Este foi um jogo de marketing empregado por v\u00e1rias empresas, mas que no caso       das havaianas foi eficaz pelo fato dela se apropriar como um s\u00edmbolo brasileiro.     <\/p>\n<p>\u00c9 v\u00e1lido enfatizar que o objetivo das havaianas nesse per\u00edodo era exportar       a marca havaianas enquanto produto brasileiro.<\/p>\n<p>Brasil e futebol s\u00e3o uma das principais paix\u00f5es brasileiras nesse per\u00edodo,       as havaianas partem desse pressuposto para a constru\u00e7\u00e3o do seu discurso. <\/p>\n<p>Hoje, norte-americanos, ingleses e australianos sabem dizer qual \u00e9 a marca       de suas flip-flops, the Brazilian &#8220;ra-VYAH-nas&#8221;. A exporta\u00e7\u00e3o, que       se come\u00e7ou em 1994 para poucos pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, cresceu a partir       de 1998, como conta a diretora de exporta\u00e7\u00e3o \u00c2ngela Hirata, com a abordagem       de exportar a marca. <\/p>\n<p>Atualmente, as sand\u00e1lias est\u00e3o muito bem disseminadas em lojas e butiques       de &amp;lsquoalto n\u00edvel&amp;rsquo no exterior \u0096 onde n\u00e3o s\u00e3o encontradas       em supermercados e ou armarinhos. Seu pre\u00e7o m\u00e9dio gira entre 25 e 30 euros       na Europa e entre US$ 10 e US$ 15 nos EUA, valor significativamente superior       ao do modelo mais caro da marca no Brasil, as Havaianas High, aqui custam       cerca de R$ 35. <\/p>\n<p>Na verdade, as Havaianas souberam ocupar um espa\u00e7o que estava vazio no mercado       mundial. <\/p>\n<p><strong>Como declarou Rui Porto, diretor de comunica\u00e7\u00e3o e m\u00eddia da S\u00e3o Paulo       Alpargatas, ao Wall Street Journal:<\/strong> &#8220;N\u00e3o havia uma marca global       de sand\u00e1lias. <\/p>\n<p><strong>Agora h\u00e1: <\/strong>Havaianas&#8221;. <\/p>\n<p><strong>Essa &#8220;ocupa\u00e7\u00e3o&#8221; se baseia em quatro pilares, segundo Paulo       Lalli:<\/strong> pessoas, promo\u00e7\u00e3o de eventos, assessoria de imprensa e projetos       especiais com as lojas.<\/p>\n<p><strong>Leia-se &#8220;pessoas&#8221; de dois modos: <\/strong>refere-se tanto       \u00e0 equipe interna, que sabe mostrar o alto valor agregado das sand\u00e1lias no       exterior, como aos distribuidores em cada pa\u00eds.<\/p>\n<p>Teve de haver muito aprendizado no que se refere aos distribuidores. Em um       primeiro momento, os distribuidores eram selecionados por seu conhecimento       do varejo local \u0096 n\u00e3o funcionou t\u00e3o bem. Ent\u00e3o, eles passaram a ser escolhidos       por sua vis\u00e3o de marketing, sua capacidade de assessoria de imprensa e seu       relacionamento com os formadores de opini\u00e3o locais. O resultado n\u00e3o poderia       ser melhor.<\/p>\n<p>Por exemplo, em 2003, a distribui\u00e7\u00e3o de Havaianas nos principais pr\u00eamios       mundiais do cinema e da m\u00fasica, o Oscar e o Grammy, s\u00f3 foi poss\u00edvel porque       o revendedor norte-americano das sand\u00e1lias tinha acesso aos produtores dos       eventos. Do mesmo modo, os editoriais de moda das Havaianas na revista Elle       francesa e na Cosmopolitan norte-americana foram fruto do esfor\u00e7o da assessoria       de imprensa dos distribuidores daqueles pa\u00edses. E as vitrines de Havaianas       que ocuparam por quatro semanas a loja Au Printemps, de Paris, n\u00e3o foram um       aluguel pago pela Alpargatas, mas um projeto especial em parceria arquitetado       pelo distribuidor franc\u00eas, que sabia que a famosa loja procurava uma forma       diferente de sinalizar a chegada da primavera.<\/p>\n<p>A globaliza\u00e7\u00e3o \u00e9, sem d\u00favida, uma das raz\u00f5es do caminho para sucesso e o       futuro da marca Havaianas. A meta da unidade de neg\u00f3cios \u00e9 que, nos pr\u00f3ximos       cinco anos, as exporta\u00e7\u00f5es respondam por 15% do faturamento total, e este       deve continuar crescendo em ritmo acelerado (os n\u00fameros n\u00e3o s\u00e3o divulgados,       contudo). &#8220;O est\u00e1gio agora \u00e9 o de manter o posicionamento alcan\u00e7ado pela       marca no exterior e aumentar o volume de vendas&#8221;, diz Lalli.<\/p>\n<p>Outra op\u00e7\u00e3o promissora \u00e9 o da customiza\u00e7\u00e3o em massa, que oferece exclusividade,       e maior valor agregado, ao consumidor. A empresa j\u00e1 tem boas experi\u00eancias       em customiza\u00e7\u00e3o. Por exemplo, ela fabrica Havaianas com design exclusivo para       butiques \u0096como a renomada Daslu, em S\u00e3o Paulo, e a Samantha, de Malibu       \u0096 que chegam a ser vendidas a mais de US$ 100 o par. Tamb\u00e9m produziu       sand\u00e1lias sob medida para o Morumbi Shopping, de S\u00e3o Paulo, como promo\u00e7\u00e3o       de Natal para quem acumulasse mais de R$ 200 em compras; sa\u00edram mais de 200       mil pares. E a Alpargatas fabrica pares sob medida para casamentos, a partir       de 300 pares; os noivos presenteiam os convidados com as sand\u00e1lias para que       estes possam dan\u00e7ar \u00e0 vontade.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 como a empresa far\u00e1 a customiza\u00e7\u00e3o de modo mais rotineiro, massivo       e com menores custos. <\/p>\n<p><strong>Um ensaio nesse campo foi o evento &#8220;Monte suas Havaianas&#8221;       em 2003, que durou um m\u00eas:<\/strong> foram instalados quiosques em lojas de       centros comerciais do Recife e Rio de Janeiro onde as consumidoras podiam       criar a(s) sand\u00e1lia(s) que melhor complementava(m) seu guarda-roupa. Montar       par por par fica muito caro? &#8220;Caro \u00e9 o que n\u00e3o vende&#8221;, responde       Lalli. O desafio para customizar em massa, analisa o executivo, \u00e9 quebrar       mais um paradigma \u0096 e, dessa vez, n\u00e3o da empresa, mas de todo o setor       cal\u00e7adista.<\/p>\n<h4>Havaianas \u0096 Pop<\/h4>\n<p>O novo programa de gerenciamento da marca Havaianas gerou grande valor para       os acionistas da S\u00e3o Paulo Alpargatas. Fez com que as a\u00e7\u00f5es da empresa registrassem       uma valoriza\u00e7\u00e3o nominal de 553% na Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo entre 30       de setembro de 1997 e 30 de setembro de 2004 \u0096 e de 325% se descontada       a infla\u00e7\u00e3o. Provavelmente tamb\u00e9m representou um empurr\u00e3o a mais para que o       poderoso grupo Camargo Corr\u00eaa adquirisse o controle da companhia.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que, algum tempo atr\u00e1s, ningu\u00e9m diria que as Havaianas se tornariam       um fen\u00f4meno da cultura pop mundial. Elemento que est\u00e1 presente em tend\u00eancias       da moda, j\u00e1 que pudemos observar que todas as modelos de um desfile do estilista       Jean-Paul Gaultier em Paris teriam Havaianas nos p\u00e9s. <\/p>\n<p><strong>AN\u00c1LISE INTERNA<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio da d\u00e9cada de 60, a Alpargatas lan\u00e7avam no mercado as sand\u00e1lias       Havaianas, um produto feito de borracha e 100% nacional. Naquela \u00e9poca, segundo       defini\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria fabricante, era &#8220;a mais simples resposta \u00e0 necessidade       de proteger os p\u00e9s&#8221;.<\/p>\n<p>A partir da an\u00e1lise das campanhas das sand\u00e1lias Havaianas, foi notada uma       mudan\u00e7a no tom do discurso. Por isso, foi esta an\u00e1lise atrav\u00e9s de sete comerciais       veiculados em emissoras de televis\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o nacional no per\u00edodo de       1972 a 2009, para ajudar a compreender essas altera\u00e7\u00f5es feitas ao longo dos       anos.<\/p>\n<h4>A Grande Sand\u00e1lia<\/h4>\n<p><strong>Estrutura da Campanha<\/strong><\/p>\n<p>O Titulo &#8220;Havaianas uma grande sand\u00e1lia&#8221; refere-se a qualidade       do produto como grande diferencial. O texto descritivo apresenta a sand\u00e1lia       e suas caracter\u00edsticas, juntamente, com a frase &#8220;n\u00e3o deformam, n\u00e3o soltam       as tiras e n\u00e3o tem cheiro&#8221;. Garante que as Havaianas d\u00e3o conforto que       os p\u00e9s exigem. Fica claro que n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de gosto ou status, pois quem       exige n\u00e3o \u00e9 o consumidor e sim os p\u00e9s dele. <\/p>\n<p><strong>Elementos n\u00e3o-verbais<\/strong><\/p>\n<p>O elemento visual que se destaca neste comercial \u00e9 uma sand\u00e1lia gigante,       onde os figurantes v\u00e3o transitar durante a pe\u00e7a publicit\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Elementos verbais<\/strong><\/p>\n<p>Um das fun\u00e7\u00f5es de linguagem utilizada \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o referencial, focalizando       o indicativo (As Havaianas \u00e9 o melhor lar para seu p\u00e9).<\/p>\n<p><strong>Os recursos expressivos de linguagem que foram mais utilizados s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>A met\u00e1fora, que consiste em que h\u00e1 a substitui\u00e7\u00e3o de um termo por outro,       criando-se uma dualidade de significado. No caso, as Havaianas \u00e9 identificada       como uma resid\u00eancia ou lar para os p\u00e9s. <\/p>\n<p>A personifica\u00e7\u00e3o, que consiste na atribui\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas humanas a       seres inanimados ou irracionais. Exige compartimento humano dos p\u00e9s vistos       como pessoa.<\/p>\n<h4>As Leg\u00edtimas<\/h4>\n<p><strong>Estrutura do an\u00fancio<\/strong><\/p>\n<p>O t\u00edtulo &#8220;Fique de olho na marca&#8221;, pede para que seus consumidores       prestem aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se deixem enganar e muito menos aceitar substitui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O slogan &#8220;As Leg\u00edtimas&#8221; continua a refor\u00e7ar a preocupa\u00e7\u00e3o com as       falsifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Elementos n\u00e3o-verbais<\/strong><\/p>\n<p>Dentro da narrativa dos filmes publicit\u00e1rios das Havaianas, desse per\u00edodo,       um dos recursos utilizados para enfatizar a legitimidade \u00e9 a presen\u00e7a de personalidades       em destaque e nessa primeira fase temos como garoto propaganda o ator e comediante       Chico An\u00edsio cujo seu programa televisivo da d\u00e9cada de 60, chamado Fam\u00edlia       Trapo, era patrocinado pelas Alpargatas. Durante mais de 20 anos o comediante       Chico Anysio apresentou as sand\u00e1lias. Conhecido por seus in\u00fameros personagens,       interpreta nessa publicidade espec\u00edfica Seu Pop\u00f3, um senhor ranzinza e exigente       que afirma ter 364 anos e n\u00e3o se contenta com qualquer coisa, escolhido para       protagonizar o filme justamente para reafirmar que se n\u00e3o for as Havaianas       n\u00e3o existe qualidade. O consumidor estaria comprando um produto qualquer.       Al\u00e9m do personagem o pr\u00f3prio Chico An\u00edsio enquanto ator tamb\u00e9m refor\u00e7a a id\u00e9ia       de que s\u00f3 as Havaianas s\u00e3o leg\u00edtimas.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o a constru\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria das Havaianas se baseava a partir da sua       qualidade material que sustentava o valor simb\u00f3lico.<\/p>\n<p><strong>Elementos verbais<\/strong><\/p>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o de linguagem utilizada neste caso \u00e9 a conotativa, externando forte       apelo ao receptor (Fique de olho).<\/p>\n<h4>Todo mundo usa Havaianas<\/h4>\n<p><strong>Estrutura do an\u00fancio<\/strong><\/p>\n<p>O titulo da campanha &#8220;Todo mundo usa Havaianas&#8221; traz ao p\u00fablico       que as sand\u00e1lias Havaianas \u00e9 um produto utilizado por todos, inclusive Malu       Mader.<\/p>\n<p><strong>Elementos n\u00e3o-verbais<\/strong><\/p>\n<p>A dire\u00e7\u00e3o de arte usa um garoto propaganda que acaba sempre por agregar ao       produto, as caracter\u00edsticas de quem o anuncia. Nesta nova campanha temos o       ator Luis Fernando Guimar\u00e3es como rep\u00f3rter que flagrava artistas e personalidades       do esporte usando as Havaianas em sua intimidade. Nesse comercial, especificamente,       a atriz Malu Mader que vem atender a porta da sua casa, depois de uma tentativa       de invas\u00e3o por parte do rep\u00f3rter que implora para que ela mostrasse os p\u00e9s.<\/p>\n<p><strong>Elementos verbais<\/strong><\/p>\n<p>No texto destaca-se o apelo ao fato de todo mundo usa. (&#8220;Eu sempre usei!&#8221;       \u0096 &#8220;Voc\u00ea e todo mundo&#8221;).<\/p>\n<p><strong>AN\u00c1LISE COMPARATIVA<\/strong><\/p>\n<p>No princ\u00edpio, eram as embalagens pl\u00e1sticas, depois os cal\u00e7ados. Foi assim       que os irm\u00e3os Alexandre e Pedro Grendene Bartelle constru\u00edram o imp\u00e9rio Grendene       no ano de 1071.<\/p>\n<p>A empresa nasceu no Rio Grande do Sul no munic\u00edpio de Farroupilha. A simples       f\u00e1brica de embalagens pl\u00e1sticas lentamente foi dando lugar a sede do maior       fabricante de cal\u00e7ados do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os irm\u00e3os Grendene investiram tanto no desenvolvimento tecnol\u00f3gico e unidades       fabris como em numa comunica\u00e7\u00e3o sofisticada. Atualmente s\u00e3o 13 f\u00e1bricas produzindo       mais de uma dezena de modelos, que s\u00e3o exportados para quase todo o mundo.<\/p>\n<p>Com tecnologia de ponta, f\u00e1bricas de Primeiro Mundo e seguindo normas internacionais       de produ\u00e7\u00e3o, a Grendene tem for\u00e7a para atuar nos mercados adulto, adolescente,       infantil e baby. O investimento no parque industrial foi a forma que a empresa       escolheu para ser t\u00e3o diversificada. <\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o da empresa ficou por anos sob o dom\u00ednio da DPZ, aos cuidados       de Washington Olivetto. Quando o publicit\u00e1rio montou sua ag\u00eancia, em 1986       \u0096 a princ\u00edpio w\/GGK, depois W\/Brasil, levou consigo a conta da Grendene,       onde continua at\u00e9 hoje. Uma das estrat\u00e9gias da W\/Brasil \u00e9 a de colocar \u00edcones       brasileiros como garotos propaganda das campanhas nacionais e internacionais       da marca, nomes como Gustavo Kuerten, Gisele B\u00fcndchen e o piloto Ayrton Senna.<\/p>\n<p><strong>AN\u00c1LISE DISCURSIVA<\/strong><\/p>\n<p>O mundo vivenciou nas d\u00e9cadas de 80 e 90 aceleradas mudan\u00e7as econ\u00f4micas e       at\u00e9 mesmo geogr\u00e1ficas, democracia e voto popular no Brasil, impeachment presidencial,       abertura total \u00e0s importa\u00e7\u00f5es, sucessivos planos econ\u00f4micos, mudan\u00e7a de moeda,       combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, mudan\u00e7a de comportamento do consumidor brasileiro.<\/p>\n<p>As empresas e o mundo dos neg\u00f3cios necessitavam acompanhar essa evolu\u00e7\u00e3o       e a S\u00e3o Paulo Alpargatas, fabricante de Havaianas, tentaram se adaptar. Atentos       ao fato que similares chineses e dos pa\u00edses emergentes estariam desembarcando       em breve, a pre\u00e7os muito mais acess\u00edveis (em fun\u00e7\u00e3o especialmente da m\u00e3o-de-obra       mais barata, quase escrava em alguns deles), a empresa decidiu mudar a sua       postura para manter a sobrevida de um produto cujo ciclo de vida j\u00e1 sinalizava       queda, investiu em seu parque industrial e relan\u00e7ou o produto com o nome Havaianas       Top, buscando ampliar seu p\u00fablico consumidor, entre as classes A e B (at\u00e9       ent\u00e3o n\u00e3o desejadas e n\u00e3o trabalhadas pela comunica\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>A empresa investiu de modo significativo na reconstru\u00e7\u00e3o de sua identidade,       para assim, conseguir mudar seu pr\u00f3prio perfil e o p\u00fablico-alvo. E esta renova\u00e7\u00e3o       foi acompanhada por uma mudan\u00e7a no seu pr\u00f3prio discurso publicit\u00e1rio. Este       passou a assumir diferentes sons, passando de uma abordagem t\u00e9cnica e direta       para uma abordagem sensorial e emotiva, ou seja, o discurso passou de voz       denotativa para conotativa.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o discursiva das Havaianas, no seu primeiro momento, era um testemunhal       sobre o produto, onde as caracter\u00edsticas t\u00e9cnicas eram valorizadas ao extremo       (n\u00e3o tem cheiro, n\u00e3o soltam as tiras e n\u00e3o deformam), para uma sensa\u00e7\u00e3o de       status que permite dizer &#8220;todo mundo usa&#8221;, sem exce\u00e7\u00f5es, pois de       cada tr\u00eas brasileiros, dois usaram e quem n\u00e3o a usa, deve estar comprando       um neste exato momento.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de sua comercializa\u00e7\u00e3o, as Havaianas procurava atender as necessidades       das classes C, D e E, que eram seus maiores consumidores. As sand\u00e1lias eram       feitas com baixo custo e eram acess\u00edveis para as camadas com baixo poder aquisitivo       e, deste modo, rejeitada pelas classes mais altas. E ao usar como garoto-propaganda       o humorista Chico Anysio na \u00e9poca, se encaixava perfeitamente nesse meio por       se tratar de uma figura muito popular. Da mesma forma que era o patroc\u00ednio       exclusivo do programa da fam\u00edlia Trapo, tornava facilitava a tomada de conhecimento       sobre o produto.<\/p>\n<p>O valor simb\u00f3lico \u00e9 mais estimado agora no atual discurso, e, surgiu a partir       da estrat\u00e9gia de revitaliza\u00e7\u00e3o da marca em 1994. A propaganda passou a ser       direcionada para um p\u00fablico de classe m\u00e9dia, e come\u00e7ou a utilizar atores famosos       em sua campanha, mostrando que eles tamb\u00e9m utilizavam o produto em situa\u00e7\u00f5es       de lazer ou em suas resid\u00eancias.<\/p>\n<p>A simbiose entre o produto e o artista desde sempre foi grande que houve       um tempo em que se acreditava que Chico Anysio era o dono da empresa. Saiu       Chico e entrou Thereza Collor. &#8220;Todo mundo usa Havaianas&#8221; era o       tema da campanha, que foi ao ar logo depois com o ator Lu\u00eds Fernando Guimar\u00e3es.       Ele flagrava personalidades como Vera Fisher, Malu Mader, Bebeto e Maur\u00edcio       Mattar usando as sand\u00e1lias. Na TV, a popularidade de Carolina Ferraz caiu       ao tirar suas havaianas. Cristiana Oliveira ia tirando as pe\u00e7as de sua indument\u00e1ria       para descobrir o respons\u00e1vel pelos miligramas a mais que a balan\u00e7a, quebrada,       n\u00e3o acusava.<\/p>\n<p>Em outro filme uma f\u00e3 quase descobre F\u00e1bio Assun\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ado na praia atrav\u00e9s       de suas sand\u00e1lias. Pouco depois, um garoto beijava as sand\u00e1lias de Rodrigo       Santoro pensando serem de Luana Piovani, outro pedia as havaianas da D\u00e9borah       Secco para fazer traves de gol. Marcos Palmeira, Ra\u00ed, Pop\u00f3, Luma de Oliveira       e Reinaldo Gianechini tamb\u00e9m apareceram nas pe\u00e7as publicit\u00e1rias em divertidas       situa\u00e7\u00f5es relacionadas ao produto.<\/p>\n<p>Nota-se que a campanha visava ocupar um espa\u00e7o na mente do receptor, ligando       momentos prazerosos, pessoas bonitas, divers\u00e3o e sucesso. Al\u00e9m de atribuir       uma id\u00e9ia de intimidade com seu p\u00fablico, mostrando que o produto se encaixa       bem na vida das pessoas.<\/p>\n<p>Os brasileiros passaram a incorporar as Havaianas no dia-a-dia, e com isso       tornou-se um s\u00edmbolo democr\u00e1tico por ser vista nos p\u00e9s desde uma marcha do       MST, passando por milhares de homens, mulheres e crian\u00e7as. <\/p>\n<p><strong>At\u00e9 socialites, artistas, o presidente da Rep\u00fablica:<\/strong> todos       usam Havaianas, que \u00e9 a cara de pelo menos tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es de brasileiros. A       rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico d\u00e1 uma boa dimens\u00e3o do carisma que a marca Havaianas desenvolveu       entre o povo brasileiro<\/p>\n<p>A revista Marketing de setembro de 2006 apresenta alguns cases de sucesso;       um deles \u00e9 a das Havaianas, cujo t\u00edtulo \u00e9 &#8220;A Cara do Brasil&#8221;. Desde       o come\u00e7o, sendo com Chico Anysio como garoto-propaganda ou a Carolina Ferraz,       as Havaianas mostra a preocupa\u00e7\u00e3o de usar sempre pessoas conhecidas pelos       brasileiros. Al\u00e9m disso, acompanha alguns eventos importantes no pa\u00eds, como       quando lan\u00e7ou Havaianas com uma pequena bandeira do Brasil em uma das tiras,       simbolizando o s\u00edmbolo patri\u00f3tico. Ou ent\u00e3o, lan\u00e7ando tr\u00eas modelos que retratam       animais da fauna brasileira amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outro discurso que as Havaianas utilizam \u00e9 a de artigo de moda, usada principalmente       fora do pa\u00eds, para conquistar cada vez mais o mercado internacional. Ela tamb\u00e9m       associa o produto a personalidades conhecidas nos mercados internacionais,       brasileiras ou n\u00e3o. Outra forma \u00e9 fazendo com que seus pontos de venda incluam       lojas que s\u00e3o sin\u00f4nimos de moda, como Galleries Laffayette, em Paris, e Selfridge&amp;rsquos,       em Londres. Uma das grandes estrat\u00e9gias s\u00e3o as parcerias que as Havaianas       realizaram com renomadas empresas e grifes. Um de seus triunfos foi as Havaianas       H.Stern, com tiras decoradas em ouro e diamantes. A sand\u00e1lia adornada com       cristais Swarovski foi distribu\u00edda em Hollywood aos candidatos do Oscar. Temos       tamb\u00e9m as Havaianas Audi, show room montado na balsa da Audi, em Angra dos       Reis (RJ), onde artistas e personalidades foram presenteados com sand\u00e1lias       dessa s\u00e9rie limitada. Outros projetos especiais foram desenvolvidos para a       marca Mont Blanc e para o Consulado da Espanha.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio de 2004 da empresa, o bom desempenho das Havaianas foi       resultado de tr\u00eas estrat\u00e9gias. <\/p>\n<p><strong>Primeiramente a amplia\u00e7\u00e3o da linha com produtos de maior valor agregado,       a explora\u00e7\u00e3o de novas ocasi\u00f5es de consumo:<\/strong> mais do que uma sand\u00e1lia       para uso em f\u00e9rias, na praia e em casa, a Havaianas conquistou novos espa\u00e7os,       como um produto de moda e \u00edcone de comportamento. Outra estrat\u00e9gia pode ser       percebida atrav\u00e9s da Qualidade da comunica\u00e7\u00e3o, a\u00e7\u00f5es promocionais e eventos.     <\/p>\n<p><strong>O posicionamento como produto de moda foi refor\u00e7ado com a presen\u00e7a       nos principais eventos de moda do Brasil:<\/strong> a S\u00e3o Paulo Fashion Week       e a Rio Fashion Week. <\/p>\n<p><strong>Os editoriais de moda, jornais e revistas s\u00e3o un\u00e2nimes: <\/strong>as       Havaianas provocam uma revolu\u00e7\u00e3o na moda e no mercado. Transformaram-se em       \u00edcone, em objeto de desejo, em pe\u00e7a obrigat\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>As <strong>Havaianas<\/strong> chegam na virada do novo mil\u00eanio com lideran\u00e7a       do mercado de sand\u00e1lias de lonas e cal\u00e7ados esportivos, encerrando a d\u00e9cada       de 90 com o n\u00ba record de vendas de mais de 100 milh\u00f5es de pares de Havaianas.       Foi eleita pela revista Exame como uma das 100 melhores empresas para trabalhar       em todo mundo.<\/p>\n<p>Esse contexto demonstra a retomada do prest\u00edgio imag\u00e9tico constru\u00eddo a partir       da apropria\u00e7\u00e3o da marca enquanto s\u00edmbolo brasileiro. Come\u00e7a ent\u00e3o a ser incorporado       dentro das narrativas dos filmes publicit\u00e1rios as representa\u00e7\u00f5es da identidade       da cultura brasileira. S\u00edmbolos naturalizados como brasileiros \u0096 a alegria,       as festas, o esporte, o &#8220;jeitinho brasileiro&#8221; e a natureza s\u00e3o apresentados       nas propagandas em forma de enredo, cen\u00e1rio, figurino e\/ou elementos c\u00eanicos.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s das discuss\u00f5es vistas em sala de aula sobre cultura mundo e cultura       local percebemos que a utiliza\u00e7\u00e3o do discurso da cultura local e a l\u00f3gica       de mercado adotada pelas Havaianas operam dentro do sistema de globaliza\u00e7\u00e3o,       mas se apresenta como cultura local, ou seja, as Havaianas utiliza como estrat\u00e9gia       mercadol\u00f3gica a venda do produto como algo inerente ao Brasil, no entanto,       dentro da l\u00f3gica de venda globalizada.<\/p>\n<p>Podemos entender este processo de consumo globalizado atrav\u00e9s da compra feita       pelos estrangeiros que v\u00eam ao Brasil no intuito de comprar n\u00e3o apenas as Havaianas,       mas o jeito de ser do brasileiro.<\/p>\n<p>Conclu\u00edmos que as havaianas ao longo da sua trajet\u00f3ria reconstruiu a sua       identidade, que primeiramente se baseava na qualidade do produto enquanto       produto material e sua legitimidade por ter sido idealizadora do modelo de       sand\u00e1lia, no entanto, esta constru\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria n\u00e3o se sustentou por muito       tempo exatamente por representar um produto t\u00e3o b\u00e1sico e popular, este \u00faltimo       entendido no sentido depreciativo, de algo demasiadamente comum que perdeu       de forma significativa o seu prest\u00edgio. No segundo momento, houve a reconstru\u00e7\u00e3o       da imagem ampliando o conceito de popular, colocando as Havaianas como um       produto que ultrapassaria as diferen\u00e7as de classes e desigualdades sociais.       Tornando-se um produto popular, porque &#8220;todo mundo usa &#8221; e incorporando       elementos representativos da cultura brasileira. No terceiro e \u00faltimo momento,       as Havaianas agregam outros elementos a sua identidade e se posicionam como       um referencial de moda e multiculturalista, se aliando a outros produtos e       empresas nacionais e internacionais de grande representabilidade no cen\u00e1rio       mundial e, deste modo, refor\u00e7am ainda mais o seu status e prest\u00edgio frente       \u00e0 sociedade contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p><strong>Carmen<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nadja <\/strong><\/p>\n<p><strong>Thiago<\/strong><\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n<p>BEDBURY, Scott; FENICHELL, Stephen. O novo mundo das marcas: 8 princ\u00edpios       para sua marca conquistar lideran\u00e7a. Tradu\u00e7\u00e3o: Cristina Serra. Rio de Janeiro:       Campus, 2002.<br \/>\n      CANCLINI Nestor Garc\u00eda. As identidades com espet\u00e1culo multim\u00eddia in Consumidores       e Cidad\u00e3os: conflitos multiculturais da globaliza\u00e7\u00e3o, Rio de Janeiro, Editora       da UFRJ, 2005.<br \/>\n      ESCOSTEGUY, Ana Carolina. Cartografias dos estudos culturais, uma vers\u00e3o latinoamericana,       Belo Horizonte, Aut\u00eancia, 2001.<br \/>\n      HALL, Stuart. Da Di\u00e1spora: identidades e media\u00e7\u00f5es culturais, Belo Horizonte,       Editora UFMG; Bras\u00edlia, Representa\u00e7\u00e3o da Unesco no Brasil, 2003, p218.<br \/>\n      HAVAIANAS. Site Oficial. \u00a0Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.havaianas.com, Acessado       em 10 de Maio de 2009.<br \/>\n      OBSERVAT\u00d3RIO DA IMPRENSA. Dispon\u00edvel em: http:\/\/observatorio.ultimosegundo.ig.com.br\/artigos.asp?cod=469OPP001       acessado em 20 de Maio de 2009.<br \/>\n      WILLIAMS, Raymond. Marxismo e Literatura (Trad. de Waltensir Dutra), Rio de       Janeiro: Jorge Zahar, [1971]1979, p 142.<br \/>\n      WIKIP\u00c9DIA. Desenvolvido pela Wikimedia Foundation. Apresenta conte\u00fado enciclop\u00e9dico.       Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/pt.wikipedia.org\/w\/index. php?title=Havaianas&amp;oldid=15774252&gt;.       Acesso em: 10 Mai 2009.<\/p>\n<p>Fonte:  docs.google.com<\/p>\n<h6>Hist\u00f3ria das Havaianas<\/h6>\n<p>A <strong>hist\u00f3ria das Alpargatas<\/strong> se inicia com a chegada do escoc\u00eas       Robert Fraser, no ano de 1907, e ao fechar uma sociedade com um grupo ingl\u00eas       construiu a F\u00e1brica Brasileira de Alpargatas e Cal\u00e7ados, localizada na Mooca,       zona leste da capital paulistana.<\/p>\n<p>Bem diferente dos modelos hoje conhecidos, o que era produzido naquela \u00e9poca       era utilizado por trabalhadores na colheita de caf\u00e9, entre os modelos Alpargatas       Roda, Lonas e Encerados.<\/p>\n<p>Dois anos ap\u00f3s a chegada de Fraser ao Brasil a empresa modificou o seu nome       para S\u00e3o Paulo Alpargatas Company S.A. e com o mix da inspira\u00e7\u00e3o nas sand\u00e1lias       japonesas, Zori e material 100% nacional, a borracha, nascia um cal\u00e7ado com       o conceito de conforto e durabilidade. <\/p>\n<p><strong>Seu primeiro modelo n\u00e3o possu\u00eda atrativo algum: <\/strong>branco com       tiras e laterais de base azuis com pre\u00e7os extremamente baratos, fazendo com       que, durante 30 anos, seu grande p\u00fablico fosse a classe financeiramente desfavorecida,       que a comprava em mercados de bairro.\u00a0<\/p>\n<p>Com uma estrat\u00e9gia de pre\u00e7o\u00a0favorecendo o mercado, em menos de um ano       se produzia 13 mil pares por dia, levou-se ao surgimento das imita\u00e7\u00f5es que       foram rebatidas com divulga\u00e7\u00f5es de ser \u0093as leg\u00edtimas\u0094 e \u0093n\u00e3o       deformam, n\u00e3o t\u00eam cheiro e n\u00e3o soltam tiras\u0094.<\/p>\n<p>Foi posicionada por maci\u00e7os investimentos em campanhas publicit\u00e1rias protagonizadas       por artistas e celebridades, transformou-se em objeto de desejo.<\/p>\n<p>Outra mudan\u00e7a foi na exposi\u00e7\u00e3o do produto no ponto de venda. Ao inv\u00e9s das       grandes cestas com pares misturados, definiu-se um display para valorizar       o produto, facilitando a escolha e impulsionando as vendas.Em 1991, para\u00a0modificar       a id\u00e9ia de que as <strong>Havaianas<\/strong> era \u0093chinelo de pobre\u0094       investiu-se em modelos com cores mais fortes e calcanhar mais alto, surgindo       assim o modelo \u0093Havaianas Sky\u0094, sugestionando pertencer a um p\u00fablico       de classe mais alta. A partir disso, foram criados diversos novos modelos,       tra\u00e7ando sua evolu\u00e7\u00e3o de modelos simples de chinelo de enfiar no dedo, que       ainda continuam fazendo sucesso de vendas, para designs mais elaborados com       aplica\u00e7\u00f5es e formatos variados.\u00a0<\/p>\n<h4><strong>Ganhando o Mundo<\/strong><\/h4>\n<p>A decis\u00e3o de explorar a marca no exterior deu-se pelo fato de ser um produto       tipicamente brasileiro, colorido, e sem concorr\u00eancia interna ou externa. E       uma das primeiras medidas para chegar a esses destinos foi reorganizar a rede       de distribuidores no mundo todo. Alguns eventos contribu\u00edram para o sucesso       da marca no exterior, como quando as brasileir\u00edssimas sand\u00e1lias chegaram ao       mercado franc\u00eas em 2001, onde foram vendidos tr\u00eas mil pares. Em 2003, os tradicionais       chinelos de borracha desfilaram nos p\u00e9s de todas as modelos na passarela do       estilista Jean-Paul Gaultier.<\/p>\n<p>Outro evento importante para divulga\u00e7\u00e3o da marca no exterior ocorreu em 2003       quando foram distribu\u00eddas <strong>HAVAIANAS<\/strong> aos indicados ao Oscar.       Dois meses antes da cerim\u00f4nia, a empresa desenvolveu um modelo sofisticado,       decorado com cristais austr\u00edacos Swarovski e guardado em caixas especiais       com o nome dos atores imitando os s\u00edmbolos estampados na cal\u00e7ada da fama de       Hollywood. Paralelamente, a f\u00e1brica entrou em contato com os agentes das 61       celebridades indicadas ao pr\u00eamio &#8211; entre elas, Jack Nicholson, Nicole Kidman       e Ren\u00e9e Zellweger &#8211; para saber que n\u00famero cal\u00e7avam. No dia seguinte \u00e0 premia\u00e7\u00e3o,       todos receberam sua sand\u00e1lia. Iniciativas como essa ajudaram a Alpargatas       a vender 1 milh\u00e3o de pares de <strong>HAVAIANAS<\/strong> aos varejistas americanos       neste ano. Nos \u00faltimos anos, a receita gerada pela exporta\u00e7\u00e3o do produto praticamente       quadruplicou. Os Estados Unidos, Fran\u00e7a e Austr\u00e1lia s\u00e3o os maiores mercados       da marca no exterior.<\/p>\n<p><strong>Loja conceito<\/strong><\/p>\n<p>A primeira loja-conceito (flagship store) no mundo da marca, chamada ESPA\u00c7O       HAVAIANAS, foi inaugurada no dia 23 de janeiro, na badalada rua Oscar Freire,       em S\u00e3o Paulo. Com 300m\u00b2 o luxuoso endere\u00e7o, assinado pelo arquiteto Isay Weinfeld,       \u00e9 decorado com mosaico de clarab\u00f3ias no teto e paisagismo lateral, passando       a impress\u00e3o de se estar numa pra\u00e7a, inclusive com barraca de feira, que remete       \u00e0 origem do chinelo. Os produtos para exporta\u00e7\u00e3o ficam num cont\u00eainer. <\/p>\n<p><strong>Amplo e contempor\u00e2neo, o espa\u00e7o re\u00fane todas as linhas de frente da       marca em setores, com destaques para dois:<\/strong> Barraca de Feira, em homenagem       \u00e0 origem popular das <strong>HAVAIANAS<\/strong> e Customiza\u00e7\u00e3o, com as in\u00fameras       possibilidades de combina\u00e7\u00f5es entre solas, tiras e pins. Existe ainda um corner       com as op\u00e7\u00f5es infantis.\u00a0<\/p>\n<p>O visitante encontrar\u00e1 toda a linha das sand\u00e1lias (s\u00e3o mais de 350 modelos,       inclusive, os destinados apenas \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o), desde a mais simples (que custa       R$ 8,90), at\u00e9 uma customizada com cristais Swarovski, que custa R$ 250. Al\u00e9m       da rec\u00e9m-lan\u00e7ada cole\u00e7\u00e3o de bolsas e tamb\u00e9m toalhas, chaveiros, pins e meias.       O visitante poder\u00e1 tamb\u00e9m conhecer a hist\u00f3ria e evolu\u00e7\u00e3o da marca em um cubo       vidro (onde repousa o primeiro modelo da sand\u00e1lia criado em 1962), ou nas       paredes, onde frases e informa\u00e7\u00f5es explicam a trajet\u00f3ria e o desenvolvimento       da marca ao longo dos seus 47 anos de exist\u00eancia. O visitante pode customizar       as sand\u00e1lias. H\u00e1 uma tela no balc\u00e3o, onde o produto criado \u00e9 fotografado e       assinado, depois \u00e9 arquivado na biblioteca virtual.<\/p>\n<p>Fonte:  www.suafranquia.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria das Havaianas, Sand\u00e1lias, Brasil, Alpargatas, Mundo, Marca, Cal\u00e7ado, Chinelo, Nascimento, P\u00e9s, Uso, Logo, Produtos, Hist\u00f3ria das Havaianas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[342],"tags":[],"class_list":["post-79288","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-curiosidades"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Hist\u00f3ria das Havaianas, Sand\u00e1lias, Brasil Hist\u00f3ria das Havaianas<\/title>\n<meta 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