{"id":77168,"date":"2016-08-15T13:41:56","date_gmt":"2016-08-15T13:41:56","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=77168"},"modified":"2016-08-15T13:46:11","modified_gmt":"2016-08-15T13:46:11","slug":"extincao-dos-dinossauros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/biologia\/dinossauros\/extincao-dos-dinossauros","title":{"rendered":"Extin\u00e7\u00e3o dos Dinossauros"},"content":{"rendered":"<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>Sessenta e cinco milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, o \u00faltimo dos dinossauros n\u00e3o-avi\u00e1rios      foram extintos. <\/p>\n<p>O mesmo aconteceu com os mosassauros gigantes e plesiossauros nos mares e      os pterossauros nos c\u00e9us.<\/p>\n<p>Pl\u00e2ncton, a base da cadeia alimentar do oceano, levou um golpe duro. <\/p>\n<p>Muitas fam\u00edlias de braqui\u00f3podes e esponjas do mar desapareceu. Os restantes      amonites duros descascadas desapareceram. <\/p>\n<p>Diversidade Tubar\u00e3o murcho. <\/p>\n<p>A maioria vegeta\u00e7\u00e3o murcha. Ao todo, mais de metade das esp\u00e9cies do mundo      foram destru\u00eddos. <\/p>\n<p><strong>O que causou essa extin\u00e7\u00e3o em massa que marca o fim do Cret\u00e1ceo e      in\u00edcio do Paleogene? <\/strong><\/p>\n<p>Os cientistas ainda t\u00eam de encontrar uma resposta.<\/p>\n<p>A \u00fanica que n\u00e3o deve explicar por que esses animais morreram enquanto a maioria      dos mam\u00edferos, tartarugas, crocodilos, salamandras, r\u00e3s e sobreviveu.<\/p>\n<p>Os P\u00e1ssaros escaparam. Assim fez carac\u00f3is, bivalves, estrelas do mar (estrela      do mar), e ouri\u00e7os do mar.<\/p>\n<p>Mesmo plantas resistentes, capazes de resistir a extremos clim\u00e1ticos sa\u00edram      ilesas. <\/p>\n<p><strong>Os cientistas tendem a amontoar em torno de uma das duas hip\u00f3teses      que podem explicar a extin\u00e7\u00e3o do Cret\u00e1ceo:<\/strong> um impacto extraterrestre,      como um aster\u00f3ide ou cometa, ou um ataque massivo de vulcanismo. De qualquer      cen\u00e1rio teria sufocado os c\u00e9us com detritos que esfomeado da Terra da energia      do sol, jogando uma chave na fotoss\u00edntese e envio de destrui\u00e7\u00e3o cima e para      baixo da cadeia alimentar. Uma vez que a poeira baixou, gases de efeito estufa      na atmosfera bloqueadas teria causado a temperatura a subir, um balan\u00e7o do      clima r\u00e1pida para derrubar grande parte da vida que sobreviveram \u00e0 escurid\u00e3o      prolongada. <\/p>\n<p><strong>Aster\u00f3ide ou vulc\u00f5es?<\/strong> <\/p>\n<p>A <strong>teoria do impacto extraterrestres<\/strong> decorre da descoberta      de que uma camada de rocha datada precisamente para o evento de extin\u00e7\u00e3o \u00e9      rica em ir\u00eddio de metal. Esta camada \u00e9 encontrada em todo o mundo, na terra      e nos oceanos. <\/p>\n<p>Iridium \u00e9 raro na Terra, mas \u00e9 encontrado em meteoritos na mesma concentra\u00e7\u00e3o      que nesta camada.<\/p>\n<p>Isso levou os cientistas a postular que o ir\u00eddio foi espalhada em todo o      mundo quando um cometa ou aster\u00f3ide atingiu a Terra em algum lugar e depois      vaporizado.<\/p>\n<p>A 110 milhas (\u00e0 escala de 180 km) a grande cratera esculpida naen\u00ednsula mexicana      de Yucat\u00e1n, chamada Chicxulub, j\u00e1 foi encontrado e datado de 65 milh\u00f5es de      anos. Muitos cientistas acreditam que a precipita\u00e7\u00e3o a partir do impacto matou      os dinossauros. <\/p>\n<p>Mas n\u00facleo da Terra tamb\u00e9m \u00e9 rica em ir\u00eddio, eo n\u00facleo \u00e9 a fonte de magma      que alguns cientistas dizem que vomitou em vastas, fluxos por inunda\u00e7\u00e3o que      se acumulavam mais de 1,5 milhas (2,4 quil\u00f4metros) de espessura mais de 1      milh\u00e3o milhas quadradas (2,6 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados ) da \u00cdndia.<\/p>\n<p>Esta luta de <strong>vulcanismo<\/strong> tamb\u00e9m foi datado de cerca de 65      milh\u00f5es de anos atr\u00e1s e teria se espalhado o ir\u00eddio em todo o mundo, juntamente      com-bloqueando a luz solar poeira e fuligem e gases de efeito estufa. <\/p>\n<p>Ambas as hip\u00f3teses t\u00eam m\u00e9rito. <\/p>\n<p>Alguns cientistas acreditam que tanto pode ter contribu\u00eddo para a extin\u00e7\u00e3o,      e outros sugerem a verdadeira causa foi uma mudan\u00e7a mais gradual em mudan\u00e7a      do n\u00edvel do mar e clima.<\/p>\n<p>Independentemente do que causou a extin\u00e7\u00e3o, que marcou o fim do reinado de      terror Tyrannosaurus rex e abriu a porta para os mam\u00edferos para diversificar      e evoluir rapidamente em nichos rec\u00e9m-inaugurado<\/p>\n<h4>Dinossauros e os Processos de Extin\u00e7\u00e3o em Massa <\/h4>\n<p>A liga\u00e7\u00e3o entre os dinossauros e a Astronomia existe quando falamos dos processos      de extin\u00e7\u00e3o em massa que j\u00e1 ocorreram tantas vezes no nosso planeta. <\/p>\n<p>Durante a exist\u00eancia da Terra v\u00e1rios fen\u00f4menos t\u00eam provocado ciclos de extin\u00e7\u00e3o      da vida e violentas transforma\u00e7\u00f5es no nosso planeta. Os ge\u00f3logos e geof\u00edsicos      que estudam estes fen\u00f4menos t\u00eam proposto v\u00e1rias teorias para explicar o que      deve ter acontecido. Algumas envolvem processos catastr\u00f3ficos ocorridos no      cen\u00e1rio da Astronomia. <\/p>\n<p><strong>Aster\u00f3ides colidindo com a Terra:<\/strong> Meteoritos<\/p>\n<p>Existem alguns aster\u00f3ides que t\u00eam \u00f3rbitas situadas fora do cintur\u00e3o de aster\u00f3ides.      Alguns t\u00eam \u00f3rbitas que cruzam a \u00f3rbita da Terra e alguns acabam penetrando      na nossa atmosfera, quando s\u00e3o chamados de meteoros, entrando em combust\u00e3o      devido \u00e0 fric\u00e7\u00e3o com a atmosfera terrestre e sendo destru\u00eddos antes que causem      algum tipo de cat\u00e1strofe. No entanto, alguns conseguem colidir com a superf\u00edcie      da Terra. Um grande aster\u00f3ide poderia sobreviver a este atrito atrav\u00e9s da      atmosfera e colidir com a superf\u00edcie do nosso planeta. Quando isto acontece,      chamamos este objeto de meteorito. O resultado desta colis\u00e3o varia de acordo      com o tamanho do objeto que cai. Muitos simplesmente passam despercebidos.      Outros s\u00e3o capazes de criar enormes crateras de impactos. Conhecemos v\u00e1rias      destas crateras na superf\u00edcie da Terra.<\/p>\n<p><strong>O que aconteceu?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 65 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, no final do per\u00edodo Cret\u00e1ceo, uma grande parte      das fam\u00edlias de plantas e animais foram, subitamente, extintos na Terra. O      que aconteceu? Hoje, paleont\u00f3logos realizam escava\u00e7\u00f5es que comprovam que um      processo repentino destruiu grande parte da vida na Terra. Algo aconteceu      de modo s\u00fabito. N\u00e3o foi apenas um fato isolado que determinou que grandes      esp\u00e9cies de animais e de plantes terminassem abruptamente o seu ciclo de vida.      Foi o fato e todas as conseq\u00fc\u00eancias geradas por ele que determinaram a extin\u00e7\u00e3o      de todos os animais terrestres com mais de 25 quilogramas, bem como v\u00e1rios      outros organismos menores. Esta extin\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies \u00e9 conhecida como extin\u00e7\u00e3o      Cret\u00e1ceo-Terci\u00e1rio ou Extin\u00e7\u00e3o K-T. Por que K-T? A letra &#8220;K&#8221; \u00e9 a      inicial da palavra alem\u00e3 &#8220;Kreide&#8221; que significa &#8220;giz&#8221;,      e descreve a camada sediment\u00e1ria de calc\u00e1reo proveniente daquela \u00e9poca, enquanto      que a letra &#8220;T&#8221; representa &#8220;terci\u00e1rio&#8221;, o per\u00edodo geol\u00f3gico      seguinte. A extin\u00e7\u00e3o K-T eliminou os dinossauros, pterossauros, plessiossauros,      mossassauros, algumas fam\u00edlias de p\u00e1ssaros e mam\u00edferos marsupiais, mais da      metade dos grupos de planctons, v\u00e1rias fam\u00edlias de peixes, esponjas, etc.      Mas afinal, o que pode ter causado uma devasta\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande? Uma das teorias      propostas est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 Astronomia.<\/p>\n<p><strong>A Teoria de Alvarez do Impacto do Aster\u00f3ide<\/strong><\/p>\n<p>Existem v\u00e1rias teorias sobre porque a extin\u00e7\u00e3o K-T ocorreu. Uma delas, amplamente      aceita, foi proposta, em 1980, pelo f\u00edsico Luis Alvarez, da University da      California, Berkeley, e seu filho, o ge\u00f3logo Walter Alvarez. Em 1980 Alvarez      encontrou uma camada de ir\u00eddio em sedimentos que datavam da \u00e9poca do final      da extin\u00e7\u00e3o doCret\u00e1ceo.<\/p>\n<p>A fotografia, obtida por Walter Alvarez, mostra um estrato nos montes Apeninos,      na It\u00e1lia, em que podemos ver a camada de ir\u00eddio. Ela \u00e9 a faixa de cor escura      que est\u00e1 no centro da imagem. O seu tamanho \u00e9 bastante estreito, como pode      ser visto a partir da compara\u00e7\u00e3o com a moeda de 1\/4 de d\u00f3lar que foi colocada      sobre ela. O fato not\u00e1vel \u00e9 que a faixa de ir\u00eddio est\u00e1 situada entre uma placa      de pedra calc\u00e1rea branca, situada abaixo dela, e que prov\u00e9m da era Mesozoica      e a faixa de pedra calc\u00e1rea acinzentada, acima da camada de ir\u00eddio, que prov\u00e9m      do in\u00edcio da era Cenoz\u00f3ica. O ir\u00eddio \u00e9 raro na Terra mas existe concentrado      em meteoros e cometas. Isto levou Alvarez a propor uma teoria onde um enorme      meteorito, com um di\u00e2metro poss\u00edvel entre 6 a 15 km, teria colidido com a      Terra h\u00e1 cerca de 65 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. O ir\u00eddio encontrado seria res\u00edduo      deste aster\u00f3ide.<\/p>\n<p><strong>Uma terr\u00edvel sequ\u00eancia de eventos<\/strong><\/p>\n<p>Vejamos o que aconteceu naquele fat\u00eddico dia.<\/p>\n<p>Um aster\u00f3ide com um di\u00e2metro entre 6 e 15 km se aproxima da Terra. Infelizmente      nosso planeta estava no caminho e naquela \u00e9poca n\u00e3o havia diretores de cinema      de &#8220;hollywood&#8221; para destruir o invasor. O impacto \u00e9 inevit\u00e1vel.      Por se tratar de um aster\u00f3ide que est\u00e1 na rota da Terra ele passa a ser designado      de meteor\u00f3ide. N\u00e3o que isto fa\u00e7a qualquer diferen\u00e7a para o planeta, mas \u00e9      desta forma que a Astronomia classifica estes objetos.<\/p>\n<p>O meteor\u00f3ide entra na atmosfera da Terra e, para a Astronomia, passa a ser      um meteoro. Sua velocidade \u00e9 enorme, provocando um gigantesco deslocamento      de ar e violento estrondo s\u00f4nico. Ele est\u00e1 completamente incandescente devido      ao atrito com as m\u00f3leculas do ar. Ao deslocar-se pela atmosfera o meteoro      espalha res\u00edduos incandescentes durante toda a sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p>Sua passagem pela atmosfera \u00e9 muito r\u00e1pida. Logo ele colide com a superf\u00edcie      da Terra. Para a Astronomia ele passa a ser um meteorito. Para a vida que      existe na Terra, ele passa a ser uma cat\u00e1strofe. O impacto \u00e9 enorme. Ele penetra      na crosta da Terra e o impacto da colis\u00e3o produz uma enorme onda s\u00edsmica que      varre todo o planeta. Poeira e fragmentos de espalhamento s\u00e3o lan\u00e7ados na      atmosfera. Os res\u00edduos incandescentes do meteorito e o superaquecimento do      ar na regi\u00e3o provocam enormes inc\u00eandios. Uma violent\u00edssima onda de choque      varre a superf\u00edcie do planeta como se ele estivesse sofrendo a explos\u00e3o simult\u00e2nea      de v\u00e1rias bombas nucleares. O calor gerado pelo impacto \u00e9 transportado por      esta onda explosiva e incinera todas as formas de vida que estiverem no seu      caminho. O deslocamento de ar provoca enormes tempestades com ventos supers\u00f4nicos      destruindo tudo a seu alcance. Quando a queda ocorre no mar, enormes tsunamis,      ondas com quil\u00f4metros de altura, varrem os oceanos.<\/p>\n<p>A colis\u00e3o provoca uma grande onda s\u00edsmica que percorre o interior do planeta.      Seus reflexos s\u00e3o sentidos no lado oposto \u00e0quele onde houve a colis\u00e3o. Estas      ondas d\u00e3o origem a erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas por todo o planeta. Enormes quantidades      de fuligem e mat\u00e9ria vulc\u00e2nica s\u00e3o lan\u00e7ados na atmosfera. O planeta se transforma      em um caos. O material vulc\u00e2nico, principalmente enxofre, lan\u00e7ado na atmosfera      provoca mudan\u00e7as qu\u00edmicas nesta. H\u00e1 uma crescente concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1cido sulf\u00farico,      \u00e1cido n\u00edtrico e compostos de fluoretos.<\/p>\n<p>A poeira e os res\u00edduos lan\u00e7ados na atmosfera permanecem em suspens\u00e3o por      bastante tempo. O enxofre ao reagir com elementos da atmosfera e produzir      \u00e1cido sulf\u00farico, cria um n\u00e9voa densa que se espalha por todo o planeta. Esta      n\u00e9voa bloqueia a luz do Sol por meses seguidos. H\u00e1 uma queda abrupta, em cerca      de 10 a 17o C, da temperatura em todo o planeta.<\/p>\n<p>Os organismos que n\u00e3o conseguem se adaptar \u00e0s s\u00fabitas mudan\u00e7as de luminosidade      e temperatura logo morrem. Como a energia das plantas \u00e9 proveniente do Sol      elas s\u00e3o as primeiras a serem afetadas pelas mudan\u00e7as no clima. V\u00e1rias fam\u00edlias      de fitoplanctons e plantas s\u00e3o logo s\u00e3o exterminadas e, conseq\u00fcentemente,      os n\u00edveis de oxig\u00eanio na Terra diminuem, dramaticamente. Os organismos que      s\u00e3o incapazes de lidar com estes n\u00edveis baixos de oxig\u00eanio s\u00e3o sufocados e      morrem. A cadeia alimentar sofre severas consequ\u00eancias. As plantas s\u00e3o as      primeiras a desaparecer e os animais herb\u00edvoros que se alimentavam delas logo      morrem de fome. <\/p>\n<p>No topo da cadeia alimentar os animais carn\u00edvoros, tendo perdido suas presas,      passam a se devorar e, finalmente, morrem. Suas enormes carcassas forneceram      alimento durante algum tempo para os animais menores.<\/p>\n<p>Este quadro dram\u00e1tico deve durar bastante tempo. O suficiente para que as      esp\u00e9cies existentes desapare\u00e7am.<\/p>\n<p><strong>Em que lugar o meteorito caiu?<\/strong><\/p>\n<p>Existem v\u00e1rias crateras de impacto sobre a superf\u00edcie da Terra. No entanto,      o impacto ocorrido a 65 milh\u00f5es de anos e que deu origem a esta grande trag\u00e9dia      deveria ser uma cratera muito especial. Embora tenha havido grande procura,      nada havia sobre a superf\u00edcie da Terra que justificasse um impacto desta ordem.    <\/p>\n<p>Finalmente ela foi encontrada, sob a superf\u00edcie do mar. Esta cratera, chamada      Chicxulub, est\u00e1 na ponta da pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n, no Golfo do M\u00e9xico. Ela      tem 180 km de largura e 1600 metros de profundidade. Os estudos feitos no      local datam esta cratera em 65 milh\u00f5es de anos, o que coincide com o per\u00edodo      de extin\u00e7\u00e3o em massa que estamos comentando. Grandes quantidades de enxofre      foram encontradas no solo de Chicxulub dando cr\u00e9dito \u00e0 hip\u00f3tese de que o \u00e1cido      sulf\u00farico disperso na atmosfera ocasionou chuvas \u00e1cidas naquele local. Al\u00e9m      disso, por toda a regi\u00e3o do Golfo do M\u00e9xico h\u00e1 ind\u00edcios de tsunamis do per\u00edodo      K-T.<\/p>\n<p><strong>Existiram outras extin\u00e7\u00f5es em massa na hist\u00f3ria do nosso planeta?<\/strong><\/p>\n<p>Conhecemos hoje pelo menos 10 eventos de extin\u00e7\u00e3o em massa no nosso planeta.    <\/p>\n<p><strong>Vamos listar os maiores eventos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Final do per\u00edodo Ordoviciano<\/strong>: h\u00e1, aproximadamente, 435        milh\u00f5es de anos atr\u00e1s<\/p>\n<p><strong>Perto do final do per\u00edodo Devoniano:<\/strong> h\u00e1, aproximadamente,        357 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s<\/p>\n<p><strong>Final do per\u00edodo Permiano: <\/strong>h\u00e1 250 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Existem duas hip\u00f3tese para esta extin\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>Acredita-se que esta extin\u00e7\u00e3o em massa est\u00e1 associada a enormes erup\u00e7\u00f5es      vulc\u00e2nicas que teriam ocorrido na regi\u00e3o que hoje conhecemos como Sib\u00e9ria.      Estas erup\u00e7\u00f5es teriam durado cerca de 800000 anos, o que \u00e9 um per\u00edodo bastante      pequeno dentro dos padr\u00f5es de tempo geol\u00f3gicos. As erup\u00e7\u00f5es lan\u00e7aram poeira      e part\u00edculas em suspens\u00e3o na atmosfera que bloquearam a luz solar, causando      um esfriamento global. Como conseq\u00fc\u00eancia da queda de temperatura a \u00e1gua do      mar ficou aprisionada como gelo nas calotas polares. O n\u00edvel dos oceanos e      mares interiores baixou significantemente, eliminando ou modificando os habitats      mar\u00edtimos.<\/p>\n<p>Outra possibilidade \u00e9 que uma supernova tenha explodido muito pr\u00f3xima ao      Sistema Solar, banhando a Terra com a sua radia\u00e7\u00e3o e provocando a destrui\u00e7\u00e3o      da camada de oz\u00f4nio que a protege. Isto seria suficiente para eliminar a vida      sobre a Terra.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Perto do final do per\u00edodo Tri\u00e1ssico:<\/strong> h\u00e1198 milh\u00f5es de        anos atr\u00e1s<\/p>\n<p><strong>Final do per\u00edodo Cret\u00e1ceo:<\/strong> h\u00e1 65 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s<\/p>\n<p><strong>Perto do final do per\u00edodo Eocenico: <\/strong>h\u00e1, aproximadamente,        54 milh\u00f5es de anos<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Embora nos choque a extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros no evento do per\u00edodo Cret\u00e1ceo      esta n\u00e3o foi a pior devasta\u00e7\u00e3o sofrida pelo nosso planeta. A mais devastadora      de todas as extin\u00e7\u00f5es em massa foi aquela que ocorreu durante o per\u00edodo Permiano,      quando acreditamos que 95% das esp\u00e9cies marinhas e 8 das 27 ordens de insetos      que existiam foram dizimadas. A extin\u00e7\u00e3o do per\u00edodo Cret\u00e1ceo \u00e9 a melhor conhecida      e nela os dinossauros, v\u00e1rios outros animais e plantas e at\u00e9 cerca de 75%      de todas as esp\u00e9cies marinhas foram extintas.<\/p>\n<p><strong>Existem outras hip\u00f3tese sobre a extin\u00e7\u00e3o em massa no per\u00edodo Cret\u00e1ceo      ou a queda de um aster\u00f3ide \u00e9 a \u00fanica explica\u00e7\u00e3o plaus\u00edvel?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1, na verdade uma outra hip\u00f3tese. Embora o cen\u00e1rio geral da extin\u00e7\u00e3o em      massa seja o mesmo existe a possibilidade de que a causa possa ser outra.      Uma possibilidade \u00e9 que os respons\u00e1veis sejam as imensas erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas      que criaram os fluxos de lava do chamado &#8220;Decan Traps&#8221; na regi\u00e3o      que hoje \u00e9 conhecida como a \u00cdndia. Uma outra possibilidade \u00e9 que tenha havido      a queda do meteorito e que as ondas de choque provenientes deste impacto tenham      se propagado atrav\u00e9s da Terra e convergido no ant\u00edpodo, sacudindo a crosta      do planeta e iniciando os eventos vulc\u00e2nicos. A diferen\u00e7a \u00e9 que na teoria      de Alvarez um grande meteorito provoca a cat\u00e1strofe e os outros fatos s\u00e3o      coadjuvantes \u00e0 queda deste corpo celeste. Nesta outra teoria o impacto do      meteorito \u00e9 o coadjuvante, servindo apenas para disparar a seq\u00fc\u00eancia de eventos      que ser\u00e3o, eles sim, os fatores principais no processo de exclus\u00e3o da vida.      Neste segundo caso, a queda do meteorito poderia at\u00e9 ser um acidente local      mas certas condi\u00e7\u00f5es especiais da queda \u00e9 que disparam o processo de erup\u00e7\u00e3o      vulc\u00e2nica que elimina a vida do planeta.<\/p>\n<p>No final do Cret\u00e1cio, \u00e0 65 milh\u00f5es de anos, n\u00e3o s\u00f3 desapareceram os dinossauros      completamente, mas tamb\u00e9m repteis voadores como por exemplo os pterosauros,      e os repteis marinhos ichthyosauros e plesiosauros. De fato, entre 60 a 80      % dos animais de todas as esp\u00e9cies, incluindo muitas formas marinhas desapareceram.      Muitas tartarugas, crodolilos e p\u00e1ssaros primitivos tamb\u00e9m desapareceram mas      alguns sobreviveram para aparecer nas formas modernas<\/p>\n<p>Existem numerosas teorias sobre a extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros. Mas durante os      anos de 1980 uma forte evid\u00eancia foi obtida para apoiar a ideia originalmente      proposta por Lu\u00eds Alvarez, que uma cat\u00e1strofe global, causada por um impacto      de um asteroid, cometa ou meteorito foi a respons\u00e1vel. Enormes quantidades      de poeiras foram projetadas para a atmosfera, fazendo com que a Terra arrefecesse      e escurecesse e que os animais de sangue frio como os dinossauros n\u00e3o pudessem      sobreviver. <\/p>\n<p>Suportando a teoria do impacto, cerca de 150 foram descobertas na terra.      Uma das mais espetaculares \u00e9 a Cratera Barringer no Deserto do Arizona, Estados      Unidos da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/extincao-dos-dinossauros-48.jpg\" width=\"321\" height=\"190\" alt=\"Extin\u00e7\u00e3o dos Dinossauros\" title=\"Extin\u00e7\u00e3o dos Dinossauros\" \/><strong><br \/>\n     Cratera Barringer <\/strong><\/p>\n<p>A Cratera Barringer foi formada \u00e1 cerca de 30,000 anos atr\u00e1s( muito nova      para ter a haver com a extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros). Ela tem 7\/10 milhas e 560      p\u00e9s de profundidade, e foi causada por um meteorito de ferro com 200 p\u00e9s de      di\u00e2metro, pesando um milh\u00e3o de toneladas, deve ter atingido a Terra a uma      velocidade de 30,000 milhas por hora e originou uma quantidade de energia      equivalente ao engenho nuclear mais poderoso. Mas ela \u00e9 pequena comparada      com algumas velhas crateras.<\/p>\n<p>O impacto respons\u00e1vel pela extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros deve ter produzido uma      cratera com pelo menos 100 milhas de di\u00e1metro. <\/p>\n<p><strong>O Planeta inteiro mostra 3mm de espessura de rocha no n\u00edvel apropriado(      exatamente a fronteira entre o Cret\u00e1cio e o Terci\u00e1rio), contendo muitas evid\u00eancias      do impacto<\/strong>:<\/p>\n<p>Uma elevada concentra\u00e7\u00e3o do elemento Iridium, que \u00e9 raro nas rochas terrestres      mas comun nos meteoritos. &#8221; Gr\u00e3os de de quartzo, marcas coloridas s\u00e3o      indicadores de um impacto violento. Amino\u00e1cidos raros s\u00e3o prova da origem      extraterrestre. <\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica do Norte os 3 mm de camada fica abaixo cerca de 2cm de espessura,      e \u00e9 46cm mais espessa em lugares perto do Haiti e Cuba, sugerindo que o impacto      se sitou no Mar das Cara\u00edbas. Esta camada cont\u00e9m muito vidro, mm e cm em di\u00e2metro,      que foi prov\u00e1velmente formado durante o impacto. A rocha fundida deve ter      sido ejetada, e deve ter regressado \u00e1 Terra. A composi\u00e7\u00e3o dessas camadas suderem      um impacto no oceano.<\/p>\n<p>Passados poucos anos os ge\u00f3logos descobriram uma cratera submarina com 200      milhas de di\u00e2metro ( A Cratera Chicxulub) , da idade correta mas enterrada      2 Km abaixo de sedimentos, ao largo a da Pen\u00ednsula de Yucatan na Am\u00e9rica Central.    <\/p>\n<p>Existem atualmente duas camadas, a \u00faltima das quais na parte ocidental da      Am\u00e9rica do Norte, sugestionando que existiram dois impactos, poss\u00edvelmente      diferentes partes do cometa que se partiram sob a influ\u00eancia do campo gravitacional      do Sol. Foi estimado que depois da colis\u00e3o que muita poeira foi enviada para      atmosfera e que o planeta ficou completamente na escurid\u00e3o durante um per\u00edodo      de 1 a 3 meses. A fraca luz do sol causou a extin\u00e7\u00e3o de muitas plantas e animais.      Os animais de sangue frio tais como os Dinossauros foram mais afetados do      que os animais de sangue quente os mam\u00edferos.<\/p>\n<p>Os geologistas encontraram que a rocha na Cratera Chicxulub \u00e9 rica em sulf\u00fario.      Eles conclu\u00edram que o iumpacto pode ter produzido um nevoeiro de di\u00f3xido de      sulfurico que pode ter causado a escurid\u00e3o e chuvas \u00e1cidas para mais de uma      d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Durante um grande per\u00edodo de tempo era dificil acreditar nestas espetaculares      colis\u00f5es. Mas as crateras de impacto na maioria dos planetas e na Lua mostram      a realidade. E em 1994 um cometa que se tinha partido em 13 peda\u00e7os chocou      com o Planeta J\u00fapiter. Isto fez com que a possibilidade de um cometa chocar      com um planeta seja uma realidade. Contudo , nem toda as pessoas acreditam      que este g\u00e9nero de cat\u00e1strofe acaba-se com os dinossauros.<\/p>\n<h4>A extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros<\/h4>\n<p>A extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros \u00e9 um dos assuntos de maior pol\u00eamica e debate atualmente.      Existem muitas hip\u00f3teses, mas nenhuma delas \u00e9 100% confi\u00e1vel.<\/p>\n<p>O que se sabe \u00e9 que h\u00e1 65.000.000 de anos cinquenta porcento da vida na Terra      se exting\u00fciu, o que inclui os dinossauros e seus parentes \u00e1quaticos e voadores.    <\/p>\n<p>Existem tr\u00eas teorias mais conhecidas, ou aceitas. Vou explic\u00e1-las, e ao final,      pode-se ver que a causa talvez n\u00e3o foi nem uma, nem outra, e sim todas juntas.<\/p>\n<p>Em 1980, Luiz Alvarez, geof\u00edsico da Universidade da Caif\u00f3rnia, apresentou      a hip\u00f3tese de que os dinossauros foram extintos devido ao impacto de um gigantesco      ater\u00f3ide. Ele formulou essa id\u00e9ia a partir de dados que recolheu em campo.<\/p>\n<p>Ao final da camada geol\u00f3gica do Cret\u00e1ceo e in\u00edcio do terci\u00e1rio existe uma      faixa de 60cm onde n\u00e3o h\u00e1 f\u00f3sseis de dinossauros ou de seus parentes. Isso      indica um desaparecimento repentino. Se sua extin\u00e7\u00e3o tivesse ocorrido lentamente,      devido a mudan\u00e7as ambientais, por exemplo, isso poderia ser visto nos f\u00f3sseis,      onde veria-se que eles escassiariam at\u00e9 n\u00e3o haver mais nenhum. Mas n\u00e3o foi      isso que aconteceu, de acordo com Luiz Alvarez.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 sinais de grandes mudan\u00e7as ambientais. Estudando-se o fundo      do mar, p\u00f4de ser visto que n\u00e3o houve mudan\u00e7as clim\u00e1ticas nos 20.000 anos que      antecederam o fim do Cret\u00e1ceo.<\/p>\n<p>Alvarez descobriu tamb\u00e9m que no mundo todo, na camada geol\u00f3gica do final      do Cret\u00e1ceo, existe 1cm de Ir\u00eddio, elemento abundante em aster\u00f3ides mas escasso      na Terra. <\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o cientistas descobriram que esse excesso s\u00f3 poderia ter vindo      do c\u00e9u<\/strong>: um aster\u00f3ide com entre 6 e 14 quil\u00f4metros de di\u00e2metro. Mas      faltava achar o local de impacto.<\/p>\n<p>Utilizando-se tecnologia de ponta, descobriu-se, atrav\u00e9s de sat\u00e9lite, uma      cratera de 180km de di\u00e2metro na Pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n. Essa cratera essa circunada      por mais outros dois an\u00e9is, de 240 e 300km de di\u00e2metro. <\/p>\n<p><strong>Isso s\u00f3 poderia ser causado por um enorme aster\u00f3ide, e cientistas      descobriram, com incr\u00edvel precis\u00e3o, a idade da cratera<\/strong>: 64,98 milh\u00f5es      de anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>O aster\u00f3ide chocou-se a 72.000km\/h. A for\u00e7a de impacto foi de mais de 10.000      megatons, equivalente a 1 milh\u00e3o de bombas de Hiroshima, e as \u00e1res a menos      de 1000km do local de impacto foram atingidas por ondas de at\u00e9 1km de altura.      O choque levantou 1,5 quatrilh\u00e3o de poeira, vapor d&#8217;\u00e1gua e \u00e1cido sulf\u00farico.      A nuvem encobriu toda a Terra, e impediu a passagem de luz do Sol por dois      anos.<\/p>\n<p>Conclui-se que esse impacto magistral causou profundas mudan\u00e7as ambientais.      Mas apenas 50 a 60% da vida se exting\u00fciu. Por que apenas os dinossauros, os      pterosauros e seus parentes aqu\u00e1ticos desapareceram? \u00c9 claro que houveram      outras esp\u00e9cies, mas aqueles foram os principais. Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>Robert T. Bakker, um dos mais renomados paleont\u00f3logos de todos os tempos      lan\u00e7ou a hip\u00f3tese de que a causa da extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros foi comportamento.    <\/p>\n<p><strong>Suas palavras foram mais ou menos essas:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;H\u00e1 65 milh\u00f5es de anos os dinossauros foram extintos por causa de        um meteoro, certo? Eu acho que n\u00e3o. Se um meteoro cai, impede a passagem        de luz do sol, muda a temperatura global e e inunda v\u00e1rias \u00e1reas, quem teria        mais chances de desaparecer: o dinossauro ou a tartaruga tropical?<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca todos os dinossauros foram extintos, mas a tartaruga tropical        n\u00e3o. E n\u00e3o existe nada mais sens\u00edvel do que uma tartaruga tropical. <\/p>\n<p>Qualquer mudan\u00e7a clim\u00e1tica repentina, qualquer mudan\u00e7a na temperatura da        \u00e1gua a levaria a morte. Agora imagine toda a destrui\u00e7\u00e3o causada pelo meteoro,        e imagine, depois de todos aqueles dinossauros mortos, a tartaruga nadando        calmamente. Imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, voc\u00ea se pergunta, o que causou a grande extin\u00e7\u00e3o? Bem, a minha id\u00e9ia        \u00e9 de que a causa foi comportamento. Os dinossauros dominaram a terra por        mais de 160 milh\u00f5es de anos. Resistiram a outras duas grandes extin\u00e7\u00f5es:        a do final do Tri\u00e1ssico, e a do final do Jur\u00e1ssico. Se adaptaram, se reproduziram        e passaram a ser encontrados em todos os locais do mundo, at\u00e9 na Ant\u00e1rtida.        Eram seres complexos, e de comportamentos complexos. Acho que eles chegaram        a um ponto, ap\u00f3s se adaptarem t\u00e3o bem ao ambiente, que n\u00e3o precisavam mais        se adaptar. E isso causou um desequil\u00edbrio, levando-os a morte.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Outra teoria diz ainda que eles se auto-aniquilaram. A antiga Pang\u00e9ia se      separou em v\u00e1rios outros continentes, atrav\u00e9s da Deriva dos Continentes, e      os dinossauros se encontravam cada vez mais em espa\u00e7os menores, por\u00e9m em maior      n\u00famero. Chegou-se ao ponto de haver herb\u00edvoros com 50 metros de comprimento      e 100 toneladas (Argentinosaurus) e carn\u00edvoros com 14 metros de comprimento      (Gigannotosaurus). Manadas de saur\u00f3podes devastavam a vegeta\u00e7\u00e3o por onde passavam,      e quando n\u00e3o estavam comendo estavam dormindo. Agora imagine dezenas de mandas      com dezenas de saur\u00f3podes cada uma.<\/p>\n<p>Se a comida escasseava, os herb\u00edvoros come\u00e7avam a morrer. Se n\u00e3o haviam herb\u00edvoros,      os carn\u00edvoros morreriam de fome. E isso acabou com todos eles.<\/p>\n<p>Conclui-se que todas essas teorias possuem altos e baixos. Algumas parecem      melhores que outras, mas todas apresentam falhas. Ent\u00e3o, j\u00e1 que algo incomum,      como a extin\u00e7\u00e3o de todos os maiores e melhores seres vivos de todos os tempos,      realmente aconteceu, ent\u00e3o por qu\u00ea n\u00e3o ter como causa outro grande acontecimento:      a infeliz coincid\u00eancia de v\u00e1rias cat\u00e1strofes?<\/p>\n<h4>Teoria<\/h4>\n<p>Nada no Universo \u00e9 eterno. Tudo \u00e9 muito din\u00e2mico, em constante modifica\u00e7\u00e3o.      O Universo foi formado a cerca de 16 bilh\u00f5es de anos; a nossa gal\u00e1xia a 13      bilh\u00f5es e o sistema solar a 4,5 bilh\u00f5es. O Sol \u00e9 uma estrela como centenas      de milhares de outras, contando s\u00f3 as da nossa gal\u00e1xia. As estrelas nascem,      vivem e morrem. O tempo estimado de vida de uma estrela como o Sol \u00e9 de 9      bilh\u00f5es de anos, o que faz com que daqui a outros 4,5 bilh\u00f5es de anos tenhamos      o seu fim, assim como de todo o sistema solar, em uma grande explos\u00e3o que      ejetar\u00e1 g\u00e1s e poeira em todas as dire\u00e7\u00f5es. Se lembramos que o aparecimento      do homem na Terra se deu a poucas centenas de milhares de anos, vemos que      temos ainda muito tempo pela frente, at\u00e9 o fim certo de nosso planeta. Acontece      entretanto que a Terra orbita o Sol em uma regi\u00e3o por onde frequentemente      passam aster\u00f3ides e cometas com tamanhos suficientes para, em uma colis\u00e3o      com nosso planeta, provocar\u00e1 extin\u00e7\u00e3o da vida humana. Poderia uma cat\u00e1strofe      dessa natureza significar o Apocal\u00edpse? Tendo em vista a exibi\u00e7\u00e3o quase que      consecutiva em todo o mundo e particularmente em rede nacional de cinemas      de dois filmes de grande bilheteria que tratam da colis\u00e3o de grandes aster\u00f3ides      e cometas com a Terra (o segundo deles, Armagedon, ainda est\u00e1 em cartaz em      Belo Horizonte); o Observat\u00f3rio Astron\u00f4mico da Serra da Piedade estar\u00e1 abordando      esse tema em uma de suas aulas p\u00fablicas do pr\u00f3ximo s\u00e1bado.<\/p>\n<p><strong>ASTER\u00d3IDES<\/strong><\/p>\n<p>Aster\u00f3ides s\u00e3o objetos sem atmosfera, rochosos e met\u00e1licos que orbitam o      Sol e cujos tamanhos variam de alguns poucos metros at\u00e9 quase 1000 km (o maior      aster\u00f3ide conhecido, Ceres, tem 980 km de di\u00e2metro). S\u00e3o conhecidos dezesseis      aster\u00f3ides com di\u00e2metro superior a 240 km. At\u00e9 hoje foi poss\u00edvel fotografarmos      &#8220;de perto&#8221;, permitindo-nos a visualiza\u00e7\u00e3o de detalhes, apenas tr\u00eas      aster\u00f3ides. A foto acima \u00e9 do aster\u00f3ide Ida e foi obtida pela sonda espacial      Galileo, em agosto de 1993, a apenas 3.000 km de dist\u00e2ncia. \u00c9 n\u00edtidamente      vis\u00edvel o grande n\u00famero de crateras na superf\u00edcie de Ida, devido a impactos      sofridos atrav\u00e9s dos tempos, com corpos menores. Ida tem 56 km de comprimento.      A sonda Galileo encontra-se hoje cumprindo sua fun\u00e7\u00e3o principal que \u00e9 obter      informa\u00e7\u00f5es sobre J\u00fapiter e suas luas. No caminho para J\u00fapiter a sonda Galileo      se aproximou de dois aster\u00f3ides, Ida e Gaspra, e os fotografou. Essas s\u00e3o      as mais ilustrativas fotos at\u00e9 hoje obtidas de aster\u00f3ides. Ida \u00e9 um aster\u00f3ide      do tipo S, formado por silicatos ricos em metais. A maioria dos aster\u00f3ides      conhecidos (75%) s\u00e3o do tipo C, ricos em carbono.<\/p>\n<p><strong>COMETAS<\/strong><\/p>\n<p>Cometas t\u00eam \u00f3rbitas muito el\u00edpticas, que os trazem pr\u00f3ximo ao Sol e os levam      longe no sistema solar. Longe do Sol, cometas s\u00e3o como que imensas pedras      de gelo sujo, formados por uma mistura de material vol\u00e1til (que quando aquecido      passa diretamente do estado s\u00f3lido para o estado gasoso) e gr\u00e3os rochosos      e met\u00e1licos de tamanhos variados. Quando se aproxima do Sol (e consequentemente      da Terra) parte do material que forma o cometa se volatiza, dando origem \u00e0      sua cabeleira e \u00e0 sua cauda. A cabeleira que envolve o n\u00facleo de um cometa      e a sua cauda, empurrada pelo &#8220;vento solar&#8221; no sentido oposto ao      que o Sol se encontra s\u00e3o formadas assim de gases e poeira que se desprendem      desse n\u00facleo (essa pedra de gelo sujo). Mais de 99% da massa de um cometa      est\u00e1 em seu n\u00facleo. At\u00e9 hoje a \u00fanica imagem feita do n\u00facleo de um cometa foi      do Halley, obtida pela sonda Giotto em mar\u00e7o de 1986. Pelo fato dos n\u00facleos      dos cometas quando se aproximam da Terra estarem envoltos em suas cabeleiras,      n\u00e3o nos \u00e9 poss\u00edvel v\u00ea-los. Para fazer a foto acima a sonda Giotto teve que      entrar dentro da cabeleira do Halley. O tamanho do n\u00facleo do Halley foi estimado      em 16x8x8 km. A parte mais clara nessa foto corresponde \u00e0 eje\u00e7\u00e3o de gases      e poeira em regi\u00f5es de sua superf\u00edcie devido ao processo de volatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>COLIS\u00c3O?<\/strong><\/p>\n<p>Basta olharmos o grande n\u00famero de crateras que encontramos na superf\u00edcie      da Terra, algumas delas com quil\u00f4metros de di\u00e2metro, oriundas de colis\u00f5es      de aster\u00f3ides e cometas com nosso planeta, para reconhecermos a possibilidade      de cat\u00e1strofes provenientes de tais colis\u00f5es. A extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros,      por exemplo, \u00e9 creditada \u00e1 colis\u00e3o com a Terra de um aster\u00f3ide de aproximadamente      10 km de di\u00e2metro. Esse aster\u00f3ide haveria ca\u00eddo na regi\u00e3o do golfo do M\u00e9xico      a 65 milh\u00f5es de anos e em sua queda levantou uma nuvem de poeira t\u00e3o grande      que se espalhou por toda a atmosfera e ficou suspensa durante s\u00e9culos, mudando      o clima do planeta e diminuindo sensivelmente a vegeta\u00e7\u00e3o existente, levando      gradativamente os dinossauros \u00e0 extin\u00e7\u00e3o. Em 1908 um aster\u00f3ide de aproximadamente      50 metros de di\u00e2metro haveria &#8220;explodido&#8221; no ar sobre o rio Tunguska,      na Sib\u00e9ria, devastando mais de 2.000 quil\u00f4metros quadrados de densa floresta.      Para um corpo colidir com a Terra \u00e9 necess\u00e1rio que ele passe por onde a Terra      passa, ou seja, \u00e9 necess\u00e1rio que a sua \u00f3rbita cruze a \u00f3rbita da Terra. <\/p>\n<p>Estimamos que existam cerca de 2.000 aster\u00f3ides e cometas cujas \u00f3rbitas cruzam      a \u00f3rbita da Terra; desses apenas 200 s\u00e3o conhecidos e constantemente monitorados.      Com toda seguran\u00e7a podemos afirmar que nenhum dos objetos conhecidos colidir\u00e1      com a Terra, pelo menos nos pr\u00f3ximos 100 anos. Resta contudo a possibilidade      de virmos a descobrir um objeto em rota de colis\u00e3o com nosso planeta, para      daqui, digamos, algumas poucas dezenas de anos.<\/p>\n<h4>Probabilidades e Consequ\u00eancias<\/h4>\n<p><strong>O n\u00famero de corpos do sistema solar diminui muito \u00e0 medida que seus      tamanhos aumentam; ou seja:<\/strong> existem muitos corpos pequenos, por\u00e9m      poucos corpos grandes. Isso faz com que a probabilidade de colis\u00f5es com nosso      planeta diminua com o aumento do tamanho dos corpos. Entretanto, devido \u00e0      grande velocidade desses corpos, mesmo um cometa ou aster\u00f3ide &#8220;pequeno&#8221;      que cair na Terra, poder\u00e1 liberar uma quantidade muito grande de energia.      Objetos de 10 a 30 metros de di\u00e2metro, colidindo com a Terra, seriam capazes      de liberar uma energia de 3 a 1.000 megatons (equivalente a centenas de bombas      de Hiroshima). <\/p>\n<p>Estimamos que a frequ\u00eancia de colis\u00f5es de corpos dessa faixa de tamanho com      a Terra deva ser de 1 a 100 anos. Objetos de 30 a 200 metros de di\u00e2metro liberariam      uma energia de 1.000 a 10.000 megatons e devem cair na Terra com uma frequ\u00eancia      de 100 a 10.000 anos. O aster\u00f3ide que caiu em Tunguska no in\u00edcio do s\u00e9culo      se encontra nessa faixa de tamanho.<\/p>\n<p>Objetos de 200 metros a 2 quil\u00f4metros de di\u00e2metro liberariam uma energia      de 10.000 a 100.000 megatons e devem cair na Terra com uma frequ\u00eancia de 10.000      a 1 milh\u00e3o de anos. Seriam capazes de devastar \u00e1reas equivalentes a um continente.      Objetos de 2 a 10 quil\u00f4metros de di\u00e2metro liberariam uma energia de 100 mil      a 1 milh\u00e3o de megatons e devem cair na Terra com uma frequ\u00eancia de 1 milh\u00e3o      a 100 milh\u00f5es de anos. O aster\u00f3ide que provocou a extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros      se encontra dentro dessa faixa de tamanho.<\/p>\n<p>Objetos com mais de 10 quil\u00f4metros de di\u00e2metro seriam capazes de extinguir      a vida em nosso planeta e devem cair na Terra com uma frequ\u00eancia de 100 milh\u00f5es      a 1 bilh\u00e3o de anos. A imagem acima \u00e9 uma simula\u00e7\u00e3o da colis\u00e3o de um desses      aster\u00f3ides com a Terra.<\/p>\n<p>Fonte:  science.nationalgeographic.com\/www.on.br\/www.geocities.com\/www.observatorio.ufmg.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Extin\u00e7\u00e3o dos Dinossauros, Processo, Hist\u00f3ria, Terra, Esp\u00e9cies, Teoria, Causa, Meteoros, Aster\u00f3ide, Per\u00edodo, Hip\u00f3tese, Fim, Extin\u00e7\u00e3o dos Dinossauros<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[349],"tags":[],"class_list":["post-77168","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dinossauros"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Extin\u00e7\u00e3o dos Dinossauros, Processo, 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