{"id":77024,"date":"2016-08-12T12:27:03","date_gmt":"2016-08-12T12:27:03","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=77024"},"modified":"2016-08-12T12:43:41","modified_gmt":"2016-08-12T12:43:41","slug":"adolescencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/temas-transversais\/adolescencia","title":{"rendered":"Adolesc\u00eancia"},"content":{"rendered":"<h4>Desenvolvimento do adolescente<\/h4>\n<p><strong>Uma transi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) identifica a adolesc\u00eancia como o per\u00edodo       de crescimento e desenvolvimento humano que ocorre depois da inf\u00e2ncia e antes       da idade adulta, entre as idades de 10 aos 19. Ele representa uma das transi\u00e7\u00f5es       cr\u00edticas no tempo de vida e \u00e9 caracterizado por um ritmo enorme no crescimento       e transforma\u00e7\u00e3o que \u00e9 apenas a segunda a de inf\u00e2ncia. Os processos biol\u00f3gicos       conduzir muitos aspectos deste crescimento e desenvolvimento, com o in\u00edcio       da puberdade marca a passagem da inf\u00e2ncia para a adolesc\u00eancia. Os determinantes       biol\u00f3gicos da adolesc\u00eancia s\u00e3o bastante universal, no entanto, as caracter\u00edsticas       da dura\u00e7\u00e3o e da defini\u00e7\u00e3o deste per\u00edodo pode variar ao longo do tempo, as       culturas e situa\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas. Este per\u00edodo tem visto muitas mudan\u00e7as       ao longo do s\u00e9culo passado, ou seja, o in\u00edcio mais precoce da puberdade, depois,       idade do casamento, a urbaniza\u00e7\u00e3o, a comunica\u00e7\u00e3o global e mudan\u00e7a de atitudes       e comportamentos sexuais.<\/p>\n<p><strong>Experi\u00eancias de desenvolvimento chave<\/strong><\/p>\n<p>O processo da adolesc\u00eancia \u00e9 um per\u00edodo de prepara\u00e7\u00e3o para a vida adulta,       durante o qual ocorrem tempo v\u00e1rias experi\u00eancias de desenvolvimento chave.       Al\u00e9m de matura\u00e7\u00e3o f\u00edsica e sexual, essas experi\u00eancias incluem o movimento       para a independ\u00eancia social e econ\u00f4mica e desenvolvimento da identidade, a       aquisi\u00e7\u00e3o das compet\u00eancias necess\u00e1rias para a realiza\u00e7\u00e3o de relacionamentos       adultos e pap\u00e9is, e da capacidade de racioc\u00ednio abstrato. Enquanto que a adolesc\u00eancia       \u00e9 um momento de enorme potencial de crescimento e, tamb\u00e9m \u00e9 um momento de       risco consider\u00e1vel, durante o qual contextos sociais exercem influ\u00eancias poderosas.<br \/>\n      As press\u00f5es para se envolver em comportamentos de alto risco.<\/p>\n<p>Muitos adolescentes enfrentam press\u00f5es ao uso de \u00e1lcool, cigarros ou outras       drogas e para iniciar as rela\u00e7\u00f5es sexuais em idades mais precoces, colocando-se       em risco elevado de les\u00f5es intencionais e n\u00e3o intencionais, gravidezes indesejadas       e infec\u00e7\u00f5es de doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis (DSTs), incluindo o da imunodefici\u00eancia       humana imunodefici\u00eancia humana (VIH). Muitos tamb\u00e9m experimentar uma grande       variedade de ajustes e problemas de sa\u00fade mental. Padr\u00f5es de comportamento       que s\u00e3o estabelecidas durante este processo, tais como o uso de drogas ou       n\u00e3o uso e tomada de risco sexual ou de prote\u00e7\u00e3o, pode ter efeitos positivos       e negativos duradouros sobre o futuro da sa\u00fade e bem-estar. Como resultado,       durante este processo, os adultos t\u00eam a oportunidade \u00fanica de influenciar       os jovens.<\/p>\n<p>Adolescentes s\u00e3o diferentes, tanto de crian\u00e7as e de adultos. Especificamente,       os adolescentes n\u00e3o s\u00e3o plenamente capazes de compreender conceitos complexos,       ou a rela\u00e7\u00e3o entre o comportamento e as consequ\u00eancias, ou o grau de controle       que t\u00eam ou podem ter sobre a tomada de decis\u00f5es de sa\u00fade, incluindo as relacionadas       ao comportamento sexual. Esta incapacidade pode torn\u00e1-los particularmente       vulner\u00e1veis ??\u00e0 explora\u00e7\u00e3o sexual e comportamentos de alto risco. Leis, costumes       e pr\u00e1ticas podem tamb\u00e9m afetar os adolescentes de forma diferente do que os       adultos. Por exemplo, as leis e pol\u00edticas muitas vezes restringir o acesso       dos adolescentes \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e aos servi\u00e7os de sa\u00fade reprodutiva, especialmente       quando eles s\u00e3o casados. Al\u00e9m disso, mesmo quando os servi\u00e7os n\u00e3o existem,       atitudes fornecedor sobre adolescentes fazendo sexo muitas vezes representam       uma barreira significativa \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de tais servi\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>Fam\u00edlia e comunidade s\u00e3o suportes fundamentais<\/strong><\/p>\n<p>Adolescentes dependem de suas fam\u00edlias, os seus, comunidades, escolas, servi\u00e7os       de sa\u00fade e seus locais de trabalho para aprender uma ampla gama de habilidades       importantes que podem ajud\u00e1-los a lidar com as press\u00f5es que eles enfrentam       e fazer a transi\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia para a idade adulta com sucesso. Os pais,       membros da comunidade, prestadores de servi\u00e7os e institui\u00e7\u00f5es sociais t\u00eam       a responsabilidade de promover o desenvolvimento tanto do adolescente e de       ajustamento e de intervir de forma eficaz quando surgem problemas. <\/p>\n<p>Fonte:  www.who.int<\/p>\n<h6>Adolesc\u00eancia<\/h6>\n<p><b>A puberdade<\/b> \u00e9 o in\u00edcio da adolesc\u00eancia. Mas quando \u00e9 a puberdade,       exatamente? As mudan\u00e7as hormonais come\u00e7ar t\u00e3o cedo quanto 8 anos de idade.<\/p>\n<p>Mas as mudan\u00e7as f\u00edsicas n\u00e3o costumam fazer-se conhecido por v\u00e1rios anos mais       tarde. <\/p>\n<p>Nas sociedades ocidentais modernas, costumamos dizer que a puberdade come\u00e7a       entre 11 e 12 anos para as meninas e entre 12 e 13 para os meninos.<\/p>\n<p>95% de todas as raparigas come\u00e7ar\u00e1 algures entre 8 1\/2 e 13, e 95% dos adolescentes       um ano ou mais, entre 9 1\/2 e 15. <\/p>\n<p>O primeiro sinal claro da puberdade para as meninas \u00e9 o in\u00edcio do desenvolvimento       dos seios, por volta de 12 anos de idade. H\u00e1 tamb\u00e9m um estir\u00e3o de crescimento       global que se inicia cerca de 10 1\/2, os picos a 12, e come\u00e7a a diminuir de       cerca de 14. Mas a marca principal da puberdade \u00e9 <b>a menarca<\/b> (pronuncia-MEN-ark-ee),       do primeiro per\u00edodo. Nas sociedades ocidentais modernas, tende a acontecer       entre os dias 12 e 13. <\/p>\n<p>Curiosamente, em 1890, primeiro per\u00edodo de uma menina tende a ocorrer em       14 ou 15 anos. Em 1840, muitas vezes come\u00e7ou t\u00e3o tarde como 17!<\/p>\n<p>Pensa-se que estas varia\u00e7\u00f5es foram principalmente devido a diferen\u00e7as na       alimenta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, observe que a idade m\u00e9dia em que uma mulher se casa       hoje \u00e9 de cerca de 25. Em 1890, foi em torno de 22. Na Idade M\u00e9dia, poderia       ser t\u00e3o jovem quanto 12 ou 14. (Lembre-se que Romeu e Julieta eram apenas       16!) <\/p>\n<p>O primeiro sinal da puberdade nos meninos \u00e9 o in\u00edcio do crescimento dos test\u00edculos       em torno da idade de 13 anos, eo crescimento do \u00f3rg\u00e3o reprodutor       masculino em torno de 14.<\/p>\n<p>O surto de crescimento para os meninos tende a come\u00e7ar em 12 1\/2, o pico       aos 14 anos, e diminui em 16 &#8211; da\u00ed a vis\u00e3o comum das meninas elevando-se sobre       os seus parceiros em bailes de escola! <\/p>\n<p>O surto de crescimento mencionado \u00e9 de cerca de 8 a 10 cm (3 a 4 cent\u00edmetros)       de altura por ano para meninas e meninos &#8211; semelhante \u00e0 taxa de crescimento       de volta quando eles eram apenas 2 anos de idade! Com este surto, h\u00e1 uma perda       significativa de gordura em meninos, principalmente nos membros, o que representa       o olhar comum &#8220;varapau&#8221; entre os adolescentes. As meninas tamb\u00e9m       podem perder a gordura, mas n\u00e3o t\u00e3o drasticamente como meninos.<\/p>\n<p>Uma infeliz tend\u00eancia hoje, no entanto, \u00e9 o aparecimento da obesidade na       adolesc\u00eancia devido ao alto teor de gordura, a\u00e7\u00facar elevado dieta muitos adolescentes       adotar. <\/p>\n<p><strong>A adolesc\u00eancia \u00e9 definitivamente um momento de aumento da for\u00e7a:<\/strong>       Um menino de 14 anos tem 14 vezes as c\u00e9lulas musculares de um menino de 5       anos de idade.<\/p>\n<p>A menina de 14 anos tem 10 vezes as c\u00e9lulas musculares de uma menina de 5       anos. <\/p>\n<p>Psicologicamente, a adolesc\u00eancia \u00e9 um tempo muito ocupado. <\/p>\n<p><strong>Tornando-se um adulto sexual envolve uma s\u00e9rie de coisas que podem       muito bem ter ra\u00edzes instintivas:<\/strong> Os meninos competem entre si pela       aten\u00e7\u00e3o por shows de capacidade f\u00edsica e os atos de ousadia, muitas vezes       beirando a loucura, as meninas competem pela aten\u00e7\u00e3o dos meninos, mais comumente       por tentativa para melhorar a sua apar\u00eancia. Diferentes culturas t\u00eam diferentes       detalhes, mas o padr\u00e3o \u00e9 bastante universal.<\/p>\n<p>A \u00fanica coisa mais importante parece ser <b>a aceita\u00e7\u00e3o social.<\/b> Se voc\u00ea       n\u00e3o tem um c\u00edrculo de amigos, no mundo adolescente, voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 nada.<\/p>\n<p>Para muitos adolescentes, se o seu isolamento \u00e9 devido a uma mudan\u00e7a da fam\u00edlia       ou inibi\u00e7\u00e3o social, anomalias f\u00edsicas ou n\u00e3o cumprimento das normas locais       de atrac\u00e7\u00e3o, n\u00e3o ser aceito \u00e9 uma causa de depress\u00e3o e \u00e0s vezes suic\u00eddio.     <\/p>\n<p><strong>Eu acredito que esta resposta \u00e9 muito prov\u00e1vel que n\u00f3s herdamos de       nossos ancestrais pr\u00e9-humanos muito sociais:<\/strong> No grupo, e voc\u00ea pode       muito bem estar morto. <\/p>\n<p><strong>Na adolesc\u00eancia mais tarde, duas coisas dominar a mente de um adolescente:<\/strong>       encontrar um namorado ou namorada e encontrar uma maneira de ganhar a vida.<\/p>\n<p>A maneira como essas necessidades s\u00e3o expressas podem variar de tentar fazer       sexo com quem voc\u00ea vai ter e fazer, empr\u00e9stimo ou roubar dinheiro suficiente       para fazer uma boa exibi\u00e7\u00e3o, a um esfor\u00e7o s\u00e9rio para criar as bases para uma       parceria ao longo da vida baseada no amor e na forma\u00e7\u00e3o para uma carreira       financeiramente e pessoalmente gratificante.<\/p>\n<p>O final da adolesc\u00eancia \u00e9 muito mais uma coisa social como uma coisa fisiol\u00f3gica,       por isso \u00e9 muito dif\u00edcil dizer quando isso \u00e9, mas em culturas ocidentais,       geralmente pensamos de 18 como uma marca conveniente. Mas, com trabalho e       fam\u00edlia adiada enquanto eles s\u00e3o hoje em dia, muitas das tarefas tradicionais       de adolescentes continuam bem na d\u00e9cada de 20. <\/p>\n<p>Porque o adolescente est\u00e1 em processo de romper com seus pais, muitas vezes       h\u00e1 conflito entre eles. Idealmente, os adolescentes reconhecem seus pais sabedoria       e educadamente sair de casa, enquanto o pai confiar os seus filhos para tomar       suas pr\u00f3prias decis\u00f5es e deix\u00e1-los ir. Infelizmente, muitas vezes n\u00e3o funciona       dessa maneira. \u00c9 quase como se a natureza est\u00e1 nos tornando t\u00e3o repugnante       para o outro que estamos absolutamente ansioso para ir nossos caminhos separados.     <\/p>\n<p>Estes conflitos entre pais e filhos adolescentes voltar muitas gera\u00e7\u00f5es.       S\u00f3crates e outros fil\u00f3sofos gregos reclamaram esta pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de pregui\u00e7osos       mimados, assim como escritores do renascimento e de todos os s\u00e9culos. <\/p>\n<p><strong>Aqui est\u00e1 uma par\u00e1frase de uma tal reclama\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Onde voc\u00ea foi?&#8221; <br \/>\n        &#8220;Eu n\u00e3o fui a lugar nenhum.&#8221; <br \/>\n        &#8220;Se voc\u00ea n\u00e3o ir a qualquer lugar, por que voc\u00ea ocioso dizer? V\u00e1 para         a escola &#8230; N\u00e3o vaguear na rua &#8230;. N\u00e3o fique aproximadamente na pra\u00e7a         p\u00fablica ou passear sobre o boulevard &#8230;. Voc\u00ea que vagam na pra\u00e7a p\u00fablica,         voc\u00ea poderia alcan\u00e7ar o sucesso? &#8230; Porque meu cora\u00e7\u00e3o tivesse sido saciado         com o cansa\u00e7o de voc\u00eas, eu fiquei longe de voc\u00ea e n\u00e3o atenderam os seus         medos e resmungos &#8230;. Por causa de seus clamores &#8230; Eu estava com raiva         de voc\u00ea &#8230;. Porque voc\u00ea n\u00e3o olha para sua humanidade, o meu cora\u00e7\u00e3o foi         levado como que por um vento mal. seus resmungos ter colocado um fim para         mim, que me levou ao ponto da morte. &#8221; <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Este \u00e9 um peda\u00e7o de uma conversa entre um jovem sum\u00e9ria e seu pai, registrado       em escrita cuneiforme cerca de 3 ou 4 mil anos atr\u00e1s. (Da SN Kramer, <b>Os       sum\u00e9rios,<\/b> University of Chicago Press, 1963). Engra\u00e7ado, eu poderia jurar       que ouvi essa conversa s\u00f3 no outro dia! <\/p>\n<p><strong>C. George Boeree <\/strong><\/p>\n<p>Fonte:  webspace.ship.edu<\/p>\n<h6>Adolesc\u00eancia<\/h6>\n<p>De acordo com Aberastury (1986), o essencial da <b>adolesc\u00eancia<\/b> \u00e9 a necessidade       de entrar no mundo do adulto.<\/p>\n<p>A ansiedade provocada pelas mudan\u00e7as corporais, de acordo com o mesmo autor,       leva o adolescente a entrar em contato com seu mundo interno, fugindo desta       forma, do mundo exterior. A crise provocada pelas mudan\u00e7as da <b>adolesc\u00eancia<\/b>       ser\u00e1 determinada pelas caracter\u00edsticas do mundo interior.<\/p>\n<p>Sendo assim, o choque e a dist\u00e2ncia entre o mundo interno e realidade exterior       determinar\u00e3o a dura\u00e7\u00e3o e a qualidade de sua crise emocional. <\/p>\n<p>Nesta fase de <b>adolesc\u00eancia<\/b>, est\u00e1 presente o desejo de se tornar adulto       em sua totalidade, por\u00e9m a presen\u00e7a dos sentimentos de rivalidade e invalidez       em rela\u00e7\u00e3o a este adulto, classificar\u00e3o quais caracter\u00edsticas o adolescente       ter\u00e1 como modelo.<\/p>\n<p>De acordo com, Os\u00f3rio (1992), <b>adolesc\u00eancia<\/b> \u00e9 uma etapa evolutiva peculiar       ao ser humano. Nela culmina todo o processo maturativo biopsicossocial do       indiv\u00edduo. Por isto, n\u00e3o podemos compreender a <b>adolesc\u00eancia<\/b> estudando       separadamente os aspectos biol\u00f3gicos, psicol\u00f3gicos, sociais ou culturais.       Eles s\u00e3o indissoci\u00e1veis. <\/p>\n<p>A <b>adolesc\u00eancia<\/b> deixou de ser considerada uma mera passagem da inf\u00e2ncia       para a idade adulta, com mudan\u00e7as f\u00edsicas, aparecimento das caracter\u00edsticas       sexuais e mudan\u00e7as de temperamento, e passou a ser considerada como momento       crucial do desenvolvimento do indiv\u00edduo, marcando a aquisi\u00e7\u00e3o da imagem corporal       e a estrutura\u00e7\u00e3o da personalidade.<\/p>\n<p>O in\u00edcio da <b>adolesc\u00eancia<\/b> n\u00e3o pode ser determinado, pois varia de acordo       com o ambiente s\u00f3cio-cultural do indiv\u00edduo. Por\u00e9m, est\u00e1 relacionado com a       puberdade, quando ocorrem as modifica\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas juntamente com as mudan\u00e7as       psicossociais, ocorrendo em m\u00e9dia, dos 12 aos 15 anos.<\/p>\n<p><strong>Segundo Os\u00f3rio (1992), esta fase \u00e9 caracterizada pelos seguintes       fatores:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>1. <\/strong>Redefini\u00e7\u00e3o da imagem corporal, consubstancial na perda         do corpo infantil e da conseq\u00fcente aquisi\u00e7\u00e3o do corpo adulto (em particular,         dos caracteres sexuais secund\u00e1rios)<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Culmina\u00e7\u00e3o do processo de separa\u00e7\u00e3o\/individualiza\u00e7\u00e3o         e substitui\u00e7\u00e3o do vinculo de depend\u00eancia simbi\u00f3tica com os pais da inf\u00e2ncia         por rela\u00e7\u00f5es objetais de autonomia plena<\/p>\n<p><strong>3. <\/strong>Elabora\u00e7\u00e3o de lutos referentes \u00e0 perda da condi\u00e7\u00e3o         infantil<\/p>\n<p><strong>4. <\/strong>Estabelecimento de uma escala de valores ou c\u00f3digo         de \u00e9tica pr\u00f3prio<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> Busca de pautas de identifica\u00e7\u00e3o no grupo de iguais<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> Estabelecimento de um padr\u00e3o de luta\/fuga no relacionamento         com a gera\u00e7\u00e3o precedente<\/p>\n<p><strong>7.<\/strong> Aceita\u00e7\u00e3o t\u00e1cita dos ritos de inicia\u00e7\u00e3o como condi\u00e7\u00e3o         de ingresso ao status adulto<\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> Assun\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es ou pap\u00e9is sexuais auto-outorgados,         ou seja, consoante inclina\u00e7\u00f5es pessoais independentemente das expectativas         familiares e eventualmente (homossexuais) at\u00e9 mesmo das imposi\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas         do g\u00eanero a que pertence. (p.12).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>E ainda, imagem corporal \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o condensada das experi\u00eancias       passadas e presentes, reais ou fantasiadas, do corpo do indiv\u00edduo. Ela involucra       aspectos conscientes e inconscientes.<\/p>\n<p><strong>A estrutura da imagem corporal \u00e9 determinada por:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Percep\u00e7\u00e3o subjetiva da apar\u00eancia e habilidade \u00e0 fun\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Fatores psicol\u00f3gicos internalizados<\/p>\n<p>Fatores sociol\u00f3gicos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00c0 medida que o corpo vai se transformando e adquirindo os contornos definitivos       do adulto, o adolescente vai gradualmente plasmando a imagem corporal definitiva       de seu sexo. Como na sua mente h\u00e1 uma esp\u00e9cie de prot\u00f3tipo idealizado dessa       imagem corporal, ocorre um conflito entre a imagem fantasiada desse modelo       idealizado e a imagem real do seu corpo em transforma\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 a raiz das       ansiedades do adolescente com respeito a seus atributos f\u00edsicos e a desejada       capacidade de atrair o sexo oposto.<\/p>\n<p><strong>Ainda, de acordo com Herbert (1987), na adolesc\u00eancia, a intera\u00e7\u00e3o       pais\/filhos \u00e9 um fator muito importante, pois \u00e9 nesta rela\u00e7\u00e3o que o adolescente       vai tentar encontrar seu lugar no mundo e buscar sua liberdade psicol\u00f3gica,       buscando tamb\u00e9m: <\/strong><\/p>\n<p>A liberdade de ser uma pessoa por si mesmo, ter os pr\u00f3prios pensamentos e       sentimentos, determinar os pr\u00f3prios valores e planejar o pr\u00f3prio futuro no       n\u00edvel existencial mais amplo.<\/p>\n<p><strong>Vanessa M\u00fcller<\/strong><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>ABERASTURY, A. e col. O mundo do adolescente. In: Adolesc\u00eancia. Trad. Ruth       Cabral. 4. ed. Porto Alegre. Artes M\u00e9dicas. 1986.<br \/>\n      HERBERT, M. A natureza da adolesc\u00eancia. In: Convivendo com adolescentes. Rio       de Janeiro. Beltrand Brasil. 1987.<br \/>\n      OS\u00d3RIO, L.C. O que \u00e9 adolesc\u00eancia, afinal? In: Adolescente Hoje. 2a. Ed. Porto       Alegre. Artes M\u00e9dicas. 1992.<\/p>\n<p>Fonte:  www.psicologiamooca.com.br<\/p>\n<h6>Adolesc\u00eancia<\/h6>\n<p><strong>ADOLESC\u00caNCIA: uma concep\u00e7\u00e3o cr\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Discutindo a concep\u00e7\u00e3o de adolesc\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>A adolesc\u00eancia tem sido vista na Psicologia como uma fase do desenvolvimento       que apresenta caracter\u00edsticas muito especiais, tais como rebeldia, crise de       identidade, conflito geracional, tend\u00eancia grupal, necessidade de fantasiar,       evolu\u00e7\u00e3o sexual manifesta e outras mais. Apesar de admitirmos que estas caracter\u00edsticas       s\u00e3o vis\u00edveis na maior parte de nossos jovens, entendemos que a Psicologia,       ao desenvolver sua concep\u00e7\u00e3o sobre a adolesc\u00eancia, tem naturalizado este fen\u00f4meno,       ou seja, a Psicologia n\u00e3o tem apresentado a adolesc\u00eancia como tendo sido produzida       socialmente, no decorrer da hist\u00f3ria das sociedades ocidentais.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, nenhum psic\u00f3logo negar\u00e1 que h\u00e1 fortes influ\u00eancias sociais sobre       a adolesc\u00eancia. Mas &#8220;o social&#8221; sempre aparece como uma moldura que       d\u00e1 forma e express\u00e3o ao fen\u00f4meno inevit\u00e1vel da adolesc\u00eancia. Ou seja, entendemos       que \u00e9 bastante diferente aceitarmos que a sociedade e a cultura influenciam       a adolesc\u00eancia e concebermos que a adolesc\u00eancia \u00e9 constitu\u00edda socialmente.       Na primeira vis\u00e3o, h\u00e1 uma naturaliza\u00e7\u00e3o do desenvolvimento humano e a adolesc\u00eancia       \u00e9 vista como uma fase inevit\u00e1vel, pela qual todos os jovens dever\u00e3o passar.       O que muda s\u00e3o apenas as suas formas de express\u00e3o.<\/p>\n<p>Temos buscado uma sa\u00edda te\u00f3rica que supere esta vis\u00e3o naturalizante da adolesc\u00eancia,       presente na Psicologia em geral; uma sa\u00edda que supere a vis\u00e3o que temos denominado       de vis\u00e3o liberal de homem. <\/p>\n<p><strong>Para sermos mais did\u00e1ticos, apresento as duas vis\u00f5es b\u00e1sicas aqui       citadas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>A VIS\u00c3O LIBERAL:<\/strong> <strong>nesta vis\u00e3o, o HOMEM est\u00e1 concebido       a partir da id\u00e9ia de natureza humana:<\/strong> um homem aprior\u00edstico que tem       seu desenvolvimento previsto pela sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de homem. Este desenvolvimento       pode ser facilitado ou dificultado pelo meio externo, social e cultural. Um       homem livre, dotado de potencialidades. <\/p>\n<p>Na rela\u00e7\u00e3o <strong>HOMEM\/SOCIEDADE<\/strong>, encontramos a vis\u00e3o de que a       sociedade \u00e9 sempre algo externo e independente dele e que est\u00e1 organizada       para facilitar e contribuir com o desenvolvimento humano, mas que, em geral,       a organiza\u00e7\u00e3o social \u00e9 algo que tem dificultado e prejudicado o total desenvolvimento       das potencialidades humanas. Os outros, enquanto indiv\u00edduos isolados, com       os quais se entra em rela\u00e7\u00e3o (uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima e afetiva) s\u00e3o importantes       colaboradores no desenvolvimento das potencialidades. No geral e no sentido       amplo, a sociedade \u00e9 vista como contr\u00e1ria ao desenvolvimento natural da humanidade       contida em cada homem. <\/p>\n<p>O <strong>FEN\u00d4MENO PSICOL\u00d3GICO<\/strong> nestas concep\u00e7\u00f5es aparece como algo       dado; algo que o homem j\u00e1 possui aprioristicamente; algo que pertence \u00e0 natureza       humana. Esse fen\u00f4meno \u00e9 visto como pertencendo ao mundo interno; \u00e9 privado       e \u00edntimo. O fen\u00f4meno \u00e9, al\u00e9m disso, a ess\u00eancia do homem; refere-se ao eu,       a um &#8220;verdadeiro eu&#8221;. \u00c9 o que h\u00e1 de mais individual e particular       no homem. O fen\u00f4meno psicol\u00f3gico mant\u00e9m, no entanto, uma rela\u00e7\u00e3o com o mundo       externo, que estimula ou impede, ajuda ou dificulta seu desenvolvimento. As       vezes, o fen\u00f4meno psicol\u00f3gico \u00e9 visto como produto ou como resultado de processos       internos e rela\u00e7\u00f5es com o mundo externo, que o configuram de determinada maneira;       essas vis\u00f5es n\u00e3o escapam da vis\u00e3o aprior\u00edstica do fen\u00f4meno. <\/p>\n<p>Quanto \u00e0 concep\u00e7\u00e3o da <strong>PR\u00c1TICA PSICOL\u00d3GICA<\/strong>, temos na vis\u00e3o       liberal, defini\u00e7\u00f5es centradas na id\u00e9ia da doen\u00e7a, da cura, sendo a pr\u00e1tica       vista como conjunto de a\u00e7\u00f5es que visam \u00e0 corre\u00e7\u00e3o ou o tratamento de dist\u00farbios.       A vis\u00e3o \u00e9 sempre adaptativa e t\u00e9cnica. <\/p>\n<p>A <strong>SA\u00daDE PSICOL\u00d3GICA<\/strong> \u00e9 vista como um conjunto de condi\u00e7\u00f5es       apresentadas pelo indiv\u00edduo que lhe permite a adapta\u00e7\u00e3o ao seu meio social       e f\u00edsico. S\u00e3o caracter\u00edsticas de seu comportamento, ou s\u00e3o capacidades, ou       \u00e9 um estado em que o indiv\u00edduo se encontra, ou ainda condi\u00e7\u00f5es de seu aparelho       ps\u00edquico que lhe permitem comportar-se e estar no mundo social de forma adaptada.       S\u00e3o vis\u00f5es \u0093morais\u0094 ou \u0093m\u00e9dicas\u0094 da sa\u00fade. Estas vis\u00f5es       t\u00eam sido respons\u00e1veis pelo ocultamento das determina\u00e7\u00f5es sociais da subjetividade       e de fen\u00f4menos como a adolesc\u00eancia. Entendemos que \u00e9 preciso abandonar as       vis\u00f5es naturalizantes, principalmente pelo fato de que elas geram propostas       de trabalho que aceitam a realidade social como imut\u00e1vel e que n\u00e3o v\u00eaem nas       quest\u00f5es da Psicologia determina\u00e7\u00f5es que s\u00e3o sociais.<\/p>\n<p><strong>A VIS\u00c3O S\u00d3CIO-HIST\u00d3RICA<\/strong> \u00e9 aquela que entendemos como a que       permite a supera\u00e7\u00e3o desta vis\u00e3o liberal. <\/p>\n<p>Nesta, o <strong>HOMEM<\/strong> \u00e9 hist\u00f3rico, isto \u00e9, um ser constitu\u00eddo no       seu movimento; constitu\u00eddo ao longo do tempo, pelas rela\u00e7\u00f5es sociais, pelas       condi\u00e7\u00f5es sociais e culturais engendradas pela humanidade. Um ser, portanto,       em permanente movimento; um ser que tem caracter\u00edsticas forjadas pelo seu       tempo, pelas condi\u00e7\u00f5es de sua sociedade, pelas rela\u00e7\u00f5es que est\u00e3o sendo vividas.       O homem \u00e9 visto a partir da id\u00e9ia de condi\u00e7\u00e3o humana e n\u00e3o de natureza humana.       A condi\u00e7\u00e3o humana se refere ao fato de o homem construir as formas de satisfa\u00e7\u00e3o       de suas necessidades e ao fato de fazer isso com os outros homens, e \u00e9 das       formas que constr\u00f3i e da maneira como faz isso com os outros homens que tem       as condi\u00e7\u00f5es para se constituir. <\/p>\n<p><strong>A RELA\u00c7\u00c3O INDIV\u00cdDUO\/SOCIEDADE<\/strong> \u00e9 vista como uma rela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica,       na qual um constitui o outro. O homem se constr\u00f3i ao construir sua realidade.     <\/p>\n<p><strong>O FEN\u00d4MENO PSICOL\u00d3GICO<\/strong>, nesta vis\u00e3o, \u00e9 coerente com essa       vis\u00e3o de homem e \u00e9 tamb\u00e9m hist\u00f3rica. O fen\u00f4meno psicol\u00f3gico surge e se constitui       a partir das suas rela\u00e7\u00f5es com seu mundo f\u00edsico e social. \u00c9 na atividade sobre       o mundo e na viv\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es sociais que acompanham essa atividade que       o homem se constr\u00f3i. Todos os elementos internos, do mundo psicol\u00f3gico, s\u00e3o       forjados nessas rela\u00e7\u00f5es. No conjunto social, atrav\u00e9s fundamentalmente de       media\u00e7\u00f5es como a linguagem, a homem vai desenvolvendo sua consci\u00eancia, sua       forma de significar o mundo; este conjunto psicol\u00f3gico de significa\u00e7\u00f5es &#8211;       sentidos pessoais &#8211; orienta o homem nas suas a\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>A concep\u00e7\u00e3o de <strong>PR\u00c1TICA PROFISSIONAL<\/strong>, coerente com esta vis\u00e3o       de homem, pensa a interven\u00e7\u00e3o fundamentalmente na linha da promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade.       Reflex\u00f5es sobre a realidade e a\u00e7\u00f5es e projetos coletivos s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas       para a sa\u00fade do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p><strong>SA\u00daDE PSICOL\u00d3GICA <\/strong>\u00e9 vista como possibilidade de transforma\u00e7\u00e3o       da realidade. Sa\u00fade \u00e9 capacidade de enfrentamento e suas possibilidades est\u00e3o       diretamente relacionadas ao meio social, \u00e0s condi\u00e7\u00f5es oferecidas pelo meio       social.<\/p>\n<p>Essa vis\u00e3o gera uma concep\u00e7\u00e3o de adolesc\u00eancia diferente da vis\u00e3o liberal.       A vis\u00e3o s\u00f3cio-hist\u00f3rica \u00e9 aquela \u00e0 qual buscamos dar nossa contribui\u00e7\u00e3o, por       considerarmos que avan\u00e7a e faz avan\u00e7ar a Psicologia.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>1\u00ba. <\/strong>porque vincula o desenvolvimento do homem \u00e0 sociedade,         vinculando tamb\u00e9m a Psicologia ao desenvolvimento social. Ao falarmos do         desenvolvimento humano e da adolesc\u00eancia n\u00e3o poderemos nos furtar a falar         e compreender a sociedade. Entendemos, assim, que para compreender o homem         \u00e9 necess\u00e1rio compreender a sociedade.<\/p>\n<p><strong>2\u00ba. <\/strong>porque \u0093despatologizamos\u0094 o desenvolvimento         humano e o tornamos hist\u00f3rico. Passamos a compreender que as formas que         assumimos como identidades, personalidades e subjetividades s\u00e3o constru\u00eddas         historicamente pela humanidade. A sociedade, constru\u00edda por n\u00f3s mesmos,         nos d\u00e1 os limites e as possibilidades de \u0093sermos\u0094.<\/p>\n<p><strong>3\u00ba. <\/strong>porque deixamos de ser t\u00e3o moralistas ou prescritivos         de uma suposta normalidade. Aquilo que \u00e9 normal em nossa sociedade \u00e9 porque         interessou aos homens valorizar, mas n\u00e3o \u00e9 nem natural, nem eterno. Tudo,         no psiquismo humano, pode ser diferente. Os modelos de normalidade e de         sa\u00fade precisam ser considerados historicamente.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>E a Adolesc\u00eancia? Para darmos uma no\u00e7\u00e3o de nossa conceitua\u00e7\u00e3o de       adolesc\u00eancia, responderemos brevemente a tr\u00eas quest\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A adolesc\u00eancia existe?<\/p>\n<p>H\u00e1 caracter\u00edsticas naturais na adolesc\u00eancia?<\/p>\n<p>O que \u00e9 a adolesc\u00eancia?<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A adolesc\u00eancia existe?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, existe, mas \u00e9 criada historicamente pelo homem, enquanto representa\u00e7\u00e3o       e enquanto fato social e psicol\u00f3gico. \u00c9 constitu\u00edda como significado na cultura,       na linguagem que permeia as rela\u00e7\u00f5es sociais. <\/p>\n<p><strong>Fatos sociais surgem nas rela\u00e7\u00f5es e os homens atribuem significados       a esses fatos: <\/strong>definem, criam conceitos que representam esses fatos;       s\u00e3o marcas corporais, s\u00e3o necessidades que surgem. s\u00e3o novas formas de vida       decorrentes de condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas, s\u00e3o descobertas       cient\u00edficas, s\u00e3o instrumentos que trazem novas habilidades e capacidades para       o homem&#8230; Quando definimos a adolesc\u00eancia como isto ou aquilo, estamos constituindo       significa\u00e7\u00f5es (interpretando a realidade), a partir de realidades sociais,       significa\u00e7\u00f5es estas que ser\u00e3o refer\u00eancias para a constitui\u00e7\u00e3o dos sujeitos.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 caracter\u00edsticas naturais na adolesc\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o. A adolesc\u00eancia n\u00e3o \u00e9 um per\u00edodo natural do desenvolvimento. \u00c9 um momento       significado, interpretado pelo homem. H\u00e1 marcas que a sociedade destaca e       significa. Mudan\u00e7as no corpo e desenvolvimento cognitivo s\u00e3o marcas que a       sociedade destacou. Muitas outras coisas podem estar acontecendo nesta \u00e9poca       da vida no indiv\u00edduo e n\u00f3s n\u00e3o destacamos. Assim como essas mesmas coisas       podem estar acontecendo em outros per\u00edodos da vida (por exemplo na menopausa)       e n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o marcamos.<\/p>\n<p>Reconhecemos, no entanto, que h\u00e1 um corpo se desenvolvendo e que tem suas       caracter\u00edsticas pr\u00f3prias. Mas nenhum elemento biol\u00f3gico ou fisiol\u00f3gico tem       express\u00e3o direta na subjetividade (subjetivo aqui entendido como tudo que       se constitui num plano est\u00e1vel interno). Como afirma Gonzalez sobre a elemento       biol\u00f3gico e gen\u00e9tico do desenvolvimento, que nunca \u0093&#8230;vai linearmente       converter-se numa subjetividade, porque passa pela media\u00e7\u00e3o de outros elementos       muito complexos.\u0094 (Gonzalez,1997). As caracter\u00edsticas fisiol\u00f3gicas aparecem       e s\u00e3o significadas pelas pessoas adultas e pela sociedade. A menina que tem       seus seios se desenvolvendo n\u00e3o os v\u00ea, sente e significa como possibilidade       de amamentar seus filhos no futuro. Com certeza, em algum tempo ou cultura,       isso j\u00e1 foi assim. Hoje, os seios tomam as meninas sedutoras e sensuais. Esse       \u00e9 o significado atribu\u00eddo em nosso tempo. A for\u00e7a muscular dos meninos j\u00e1       foi significada como possibilidade de trabalhar, guerrear e ca\u00e7ar. Hoje \u00e9       beleza, sensualidade e masculinidade.<\/p>\n<p>Da mesma forma, o jovem n\u00e3o \u00e9 algo \u0093por natureza\u0094. S\u00e3o caracter\u00edsticas       que surgem nas rela\u00e7\u00f5es sociais, em um processo onde o jovem se coloca inteiro,       com suas caracter\u00edsticas pessoais e seu corpo. Como parceiro social est\u00e1 ali,       com suas caracter\u00edsticas, que s\u00e3o interpretadas nessas rela\u00e7\u00f5es; tem, ent\u00e3o,       o modelo para sua constru\u00e7\u00e3o pessoal. \u00c9 importante frisar que o subjetivo       n\u00e3o \u00e9 igual ao social; h\u00e1 um trabalho de constru\u00e7\u00e3o realizado pelo indiv\u00edduo       e h\u00e1 um mundo ps\u00edquico de origem social, mas que possui uma din\u00e2mica e uma       estrutura pr\u00f3prias. Este mundo ps\u00edquico est\u00e1 constitu\u00eddo por configura\u00e7\u00f5es       pessoais, onde significa\u00e7\u00f5es e afetos se mesclam para dar um sentido \u00e0s experi\u00eancias       do indiv\u00edduo. Os elementos deste mundo ps\u00edquico v\u00eam do mundo social (atividades       do homem e linguagem), mas n\u00e3o s\u00e3o id\u00eanticos.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 a adolesc\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Temos que refazer a quest\u00e3o e perguntar:<\/strong> Como se constituiu       historicamente este per\u00edodo do desenvolvimento? Isto porque para a teoria       s\u00f3cio-hist\u00f3rica s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel compreender qualquer fato a partir de sua inser\u00e7\u00e3o       na totalidade onde este fato foi produzido, totalidade essa que a constitui       e lhe d\u00e1 sentido.<\/p>\n<p>Assim, a adolesc\u00eancia deve ser compreendida nesta inser\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante       perceber que esta totalidade social \u00e9 constitutiva da adolesc\u00eancia, ou seja,       sem estas condi\u00e7\u00f5es sociais a adolesc\u00eancia n\u00e3o existiria ou n\u00e3o seria esta       da qual falamos. N\u00e3o estamos nos referindo, portanto, a condi\u00e7\u00f5es sociais       que facilitam, contribuem ou dificultam o desenvolvimento de determinadas       caracter\u00edsticas do jovem; estamos falando de condi\u00e7\u00f5es sociais que constroem       uma determinada adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>E como teria sido constru\u00edda a adolesc\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p>Ad\u00e9lia Cl\u00edmaco (1991) nos ensinou que, na sociedade moderna, o trabalho,       com sua sofistica\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, passou a exigir um tempo prolongado de forma\u00e7\u00e3o,       adquirida na escola. Al\u00e9m disso, o desemprego cr\u00f4nico\/estrutural da sociedade       capitalista trouxe a exig\u00eancia de retardar o ingresso dos jovens no mercado       e aumentar os requisitos para este ingresso.<\/p>\n<p>A ci\u00eancia, por outro lado, resolveu muitos problemas do homem e ele teve       a sua vida prolongada, o que trouxe desafios para a sociedade, em termos de       mercado de trabalho e formas de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Estavam dadas as condi\u00e7\u00f5es para que se mantivessem as crian\u00e7as mais tempo       sob a tutela dos pais, sem ingressar no mercado de trabalho. Mant\u00ea-las na       escola foi a solu\u00e7\u00e3o. A extens\u00e3o do per\u00edodo escolar e o conseq\u00fcente distanciamento       dos pais e da fam\u00edlia e a aproxima\u00e7\u00e3o de um grupo de iguais foram as conseq\u00fc\u00eancias       destas exig\u00eancias sociais. A sociedade ent\u00e3o assiste \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um novo       grupo social com padr\u00e3o coletivo de comportamento \u0096 a juventude\/a adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>Outro fator importante em nossa breve an\u00e1lise hist\u00f3rica \u00e9 que a adolesc\u00eancia       pode ser entendida tamb\u00e9m como forma de justificativa da burguesia para manter       seus filhos longe do trabalho.<\/p>\n<p>A Adolesc\u00eancia se refere, assim, a esse per\u00edodo de lat\u00eancia social constitu\u00edda       a partir da sociedade capitalista gerada por quest\u00f5es de ingresso no mercado       de trabalho e extens\u00e3o do per\u00edodo escolar, da necessidade do preparo t\u00e9cnico       e da necessidade de justificar o distanciamento do trabalho de um determinado       grupo social.<\/p>\n<p>Essas quest\u00f5es sociais e hist\u00f3ricas v\u00e3o constituindo uma fase de afastamento       do trabalho e preparo para a vida adulta. As marcas do corpo, as possibilidades       na rela\u00e7\u00e3o com os adultos v\u00e3o sendo pin\u00e7adas para a constru\u00e7\u00e3o das significa\u00e7\u00f5es.       Para essa constru\u00e7\u00e3o, \u00e9 b\u00e1sica a contradi\u00e7\u00e3o que se configura nesta viv\u00eancia       entre as necessidades dos jovens e condi\u00e7\u00f5es pessoais de satisfa\u00e7\u00e3o e as possibilidades       sociais de satisfa\u00e7\u00e3o delas. \u00c9 dessa rela\u00e7\u00e3o e de sua viv\u00eancia enquanto contradi\u00e7\u00e3o       que se retirar\u00e1 grande parte das significa\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em a adolesc\u00eancia.       A rebeldia, a morat\u00f3ria, a instabilidade, a busca da identidade e os conflitos.       Essas caracter\u00edsticas, t\u00e3o bem anotadas pela Psicologia, ao contr\u00e1rio da naturaliza\u00e7\u00e3o       que se fez delas, s\u00e3o hist\u00f3ricas, isto \u00e9, foram geradas como caracter\u00edsticas       desta adolesc\u00eancia que a\u00ed est\u00e1. Por exemplo, a oposi\u00e7\u00e3o aos pais. Esta \u00e9 uma       caracter\u00edstica bem marcada da adolesc\u00eancia em nosso meio social. <\/p>\n<p>Ao inv\u00e9s de aceit\u00e1-la como natural, devemos buscar sua g\u00eanese nas rela\u00e7\u00f5es       sociais e entend\u00ea-la como resposta do jovem \u00e0 contradi\u00e7\u00e3o vivida. Ele est\u00e1       forte, grande, capaz de sobreviver e transformar o mundo na dire\u00e7\u00e3o das necessidades       pessoais e sociais. Seu corpo j\u00e1 lhe permite esta condi\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 apto inclusive       para procriar. No entanto, as condi\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o restritivas. Depende ainda       dos pais, n\u00e3o trabalha, n\u00e3o \u00e9 independente e por isso est\u00e1 ainda sob as ordens       e autoridade de seus pais. Esta contradi\u00e7\u00e3o vivida por alguns jovens, com       certeza, \u00e9 um dos determinantes da caracter\u00edstica da rebeldia na juventude.       Interessante registrar que a caracter\u00edstica parece se soltar de sua condi\u00e7\u00e3o       de origem e tomar-se modelo para a juventude. E isto acontece.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o importante, antes de terminarmos, \u00e9 se a adolesc\u00eancia acontece       para todos os jovens de um grupo social onde haja a adolesc\u00eancia como fen\u00f4meno       social. Ou seja, em nossa sociedade, todos os jovens passam obrigatoriamente       pela adolesc\u00eancia? Aqui, para n\u00e3o correr o risco de ser simplista, dado que       n\u00e3o fizemos estudos nesta dire\u00e7\u00e3o, gostaria de responder que sim e que n\u00e3o.       N\u00e3o, porque, na vis\u00e3o s\u00f3cio-hist\u00f3rica, nada acontece obrigatoriamente. Isto       seria naturalizar o fen\u00f4meno. A adolesc\u00eancia acontecer\u00e1 quando as condi\u00e7\u00f5es       sociais para seu surgimento estiverem dadas. Ent\u00e3o, \u00e9 absolutamente poss\u00edvel       que tenhamos v\u00e1rios jovens que n\u00e3o vivem a experi\u00eancia da adolesc\u00eancia. E       responderia tamb\u00e9m que sim. Sim, mas n\u00e3o obrigatoriamente. Sim, porque os       meios de comunica\u00e7\u00e3o, em nossa sociedade, espalham o modelo da adolesc\u00eancia       dominante (\u00e9 importante lembrar que a adolesc\u00eancia \u00e9 um fen\u00f4meno t\u00edpico dos       jovens das classes altas), que ser\u00e1 modelo de identifica\u00e7\u00e3o para aqueles que       est\u00e3o naquela idade, daquele tamanho, acontecendo com seu corpo aquilo que       est\u00e1 acontecendo com o corpo do outro; ele pode ainda se identificar com a       condi\u00e7\u00e3o social do outro, com as rela\u00e7\u00f5es vividas etc. Seus pais podem ter       lido sobre o fen\u00f4meno da adolesc\u00eancia e estar esperando que ela aconte\u00e7a e       este \u00e9 um importante fator na g\u00eanese da adolesc\u00eancia. E a\u00ed vai surgindo a       adolesc\u00eancia, mas claro que \u0093adaptada\u0094 \u00e0 realidade social vivida       por aquele grupo. Ent\u00e3o, ela poder\u00e1 ter roupas parecidas, mas sua m\u00fasica poder\u00e1       ser outra, seus h\u00e1bitos e rituais poder\u00e3o ser outros, seus problemas diferentes.     <\/p>\n<p><strong>Registre-se aqui a import\u00e2ncia de se perceber estas diferen\u00e7as para       que n\u00e3o continuemos fazendo o que fazemos:<\/strong> construir projetos e interven\u00e7\u00f5es       profissionais com jovens de grupos sociais desprivilegiados socialmente com       os modelos e vis\u00f5es de adolesc\u00eancia das camadas m\u00e9dias e altas. E fazemos       isto porque pensamos que a adolesc\u00eancia \u00e9 natural, portanto igual para todos.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso superar estas vis\u00f5es liberais e entender-se a adolesc\u00eancia como       constitu\u00edda socialmente a partir de necessidades sociais e econ\u00f4micas dos       grupos sociais e olhar e compreender suas caracter\u00edsticas como caracter\u00edsticas       que v\u00e3o se constituindo no processo. Cada jovem se constituir\u00e1 em rela\u00e7\u00f5es       que d\u00e3o por suposto esta passagem e esperam encontrar no jovem aquelas caracter\u00edsticas.       Os modelos estar\u00e3o sendo transmitidos nas rela\u00e7\u00f5es sociais, atrav\u00e9s dos meios       de comunica\u00e7\u00e3o, na literatura e atrav\u00e9s das li\u00e7\u00f5es dadas pela psicologia.       N\u00f3s, psic\u00f3logos, somos tamb\u00e9m construtores privilegiados dos modelos de adolesc\u00eancia,       pois nossas teorias v\u00e3o definindo e divulgando como \u00e9 \u0093ser jovem\u0094.       Os pais v\u00e3o se comportando, assim que os sinais do corpo aparecem, como pais       sofredores de filhos \u0093aborrecentes\u0094. A sociedade, por outro lado,       o tolerar\u00e1. Todos ser\u00e3o pacientes com o adolescente, porque todos sabem que       &#8220;passa&#8221;. E o jovem, frente a esses modelos, frente \u00e0s mudan\u00e7as que       seu corpo vai apresentando, seguir\u00e1 convicto de que agora \u00e9 a hora de ser       rebelde.<\/p>\n<p>Infelizmente, as teorias psicol\u00f3gicas, que fizeram uma boa descri\u00e7\u00e3o do emp\u00edrico       da adolesc\u00eancia, erraram, a nosso ver, quando a naturalizaram, universalizaram       e patologizaram, ao inv\u00e9s de entend\u00ea-la como hist\u00f3rica, pois ocultam assim       as condi\u00e7\u00f5es sociais geradoras da adolesc\u00eancia, tornando-se ideol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>A adolesc\u00eancia \u00e9 um momento rico no desenvolvimento das pessoas. Nada possui       de patol\u00f3gico ou doentio. A adolesc\u00eancia, ao contr\u00e1rio da doen\u00e7a mental, \u00e9       caracterizada pelo aumento do v\u00ednculo do sujeito com a realidade. Vis\u00f5es negativas       da adolesc\u00eancia s\u00f3 t\u00eam servido para desvalorizar as contribui\u00e7\u00f5es sociais       e pol\u00edticas da juventude. Conceber a adolesc\u00eancia de outra forma significa       revolucionar nossas teorias e nossas pr\u00e1ticas com os jovens. E isto tem sido       muito dif\u00edcil!<\/p>\n<p><strong>Ana Merc\u00eas Bahia Bock<\/strong><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>GONZALEZ, F.R. Respeito \u00e0 pluralidade cient\u00edfica, em Jornal do CRP, do Conselho       Regional de Psicologia &#8211; 6\u00aa. regi\u00e3o, set\/out, 1997, (3-5)<br \/>\n      CL\u00cdMACO, Ad\u00e9l\u00eda A S. Repensando as concep\u00e7\u00f5es de adolesc\u00eancia. Tese de doutorado,       1991, PUCSP<\/p>\n<p>Fonte:  projetoenvolver.files.wordpress.com<\/p>\n<h6>Adolesc\u00eancia<\/h6>\n<p><strong>Adolesc\u00eancia <\/strong>\u00e9 uma etapa intermedi\u00e1ria do desenvolvimento       humano, entre a inf\u00e2ncia e a fase adulta. Este per\u00edodo \u00e9 marcado por diversas       transforma\u00e7\u00f5es corporais, hormonais e at\u00e9 mesmo comportamentais. N\u00e3o se pode       definir com exatid\u00e3o o in\u00edcio e fim da adolesc\u00eancia (ela varia de pessoa para       pessoa), por\u00e9m, na maioria dos indiv\u00edduos, ela ocorre entre os 10 e 20 anos       de idade (per\u00edodo definido pela OMS) <\/p>\n<p><strong>Puberdade <\/strong><\/p>\n<p>A puberdade \u00e9 a fase inicial da adolesc\u00eancia, caracterizada pelas transforma\u00e7\u00f5es       f\u00edsicas e biol\u00f3gicas no corpo dos meninos e meninas. \u00c9 durante a puberdade       (entre 10 e 13 anos entre as meninas e 12 e 14 entre os meninos) que ocorre       o desenvolvimento dos \u00f3rg\u00e3os sexuais.<\/p>\n<p><strong>Horm\u00f4nios e comportamento <\/strong><\/p>\n<p>Durante a adolesc\u00eancia ocorrem significativas mudan\u00e7as hormonais no corpo.       Al\u00e9m de favorecer o aparecimento de acnes, estes horm\u00f4nios acabam influenciando       diretamente no comportamento dos adolescentes. Nesta fase, os adolescentes       podem variar muito e rapidamente em rela\u00e7\u00e3o ao humor e comportamento. <\/p>\n<p>Agressividade, tristeza, felicidade, agita\u00e7\u00e3o, pregui\u00e7a s\u00e3o comuns entre       muitos adolescentes neste per\u00edodo. <\/p>\n<p><strong>Adolesc\u00eancia fases de mudan\u00e7as e transforma\u00e7\u00f5es que ocorrem em diversos       n\u00edveis:<\/strong> <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Desenvolvimento f\u00edsico &#8211;<\/strong> mudan\u00e7a no aspecto f\u00edsico e na         maneira de se perceber. Tamanho do corpo, \u00e0s vezes desproporcional, mudan\u00e7a         no timbre de voz.<\/p>\n<p><strong>Desenvolvimento Intelectual: <\/strong>come\u00e7am os questionamentos         para com o que at\u00e9 bem pouco tempo eram verdades absolutas<\/p>\n<p><strong>Amplia\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es interpessoais:<\/strong> o adolescente amplia         o v\u00ednculo familiar. O mundo alarga-se, entram a partir da\u00ed em contato maior         com as exig\u00eancias da sociedade<\/p>\n<p><strong>Aproxima\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es fundamentais:<\/strong> Preocupa\u00e7\u00e3o gradativa         e crescente com decis\u00f5es fundamentais sobre profiss\u00e3o, valores, comportamento         sexual, brotam muitas incertezas.. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte:  www.cifa.org.br<\/p>\n<h6>Adolesc\u00eancia<\/h6>\n<p><strong>As Influ\u00eancias Hormonais nas Mudan\u00e7as Corporais<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adolesc\u00eancia<\/strong> \u00e9 uma etapa intermedi\u00e1ria do desenvolvimento       humano, entre a inf\u00e2ncia e a fase adulta. Este per\u00edodo \u00e9 marcado por diversas       transforma\u00e7\u00f5es corporais, hormonais e at\u00e9 mesmo comportamentais. N\u00e3o se pode       definir com exatid\u00e3o o in\u00edcio e fim da adolesc\u00eancia (ela varia de pessoa para       pessoa), por\u00e9m, na maioria dos indiv\u00edduos, ela ocorre entre os 10 e 20 anos       de idade (per\u00edodo definido pela OMS \u0096 Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade).<\/p>\n<p><strong>Adolesc\u00eancia e puberdade<\/strong><\/p>\n<p>Muitas pessoas confundem adolesc\u00eancia com puberdade. A puberdade \u00e9 a fase       inicial da adolesc\u00eancia, caracterizada pelas transforma\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e biol\u00f3gicas       no corpo dos meninos e meninas. \u00c9 durante a puberdade (entre 10 e 13 anos       entre as meninas e 12 e 14 entre os meninos) que ocorre o desenvolvimento       dos \u00f3rg\u00e3os sexuais. Estes ficam preparados para a reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Durante a puberdade, os meninos passam pelas seguintes mudan\u00e7as corporais       e biol\u00f3gicas:<\/strong> aparecimento de p\u00ealos pubianos, crescimento do \u00f3rg\u00e3o       reprodutor masculino e test\u00edculos, engrossamento da voz, crescimento corporal,       surgimento do pomo-de-ad\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Entre as meninas, as mudan\u00e7as mais importantes s\u00e3o:<\/strong> come\u00e7o       da menstrua\u00e7\u00e3o (a primeira \u00e9 chamada de menarca), desenvolvimento das gl\u00e2ndulas       mam\u00e1rias, aparecimento de p\u00ealos na regi\u00e3o pubiana e axilas e crescimento da       regi\u00e3o da bacia.<\/p>\n<p><strong>Crescimento F\u00edsico<\/strong><\/p>\n<p>Durante a adolesc\u00eancia o corpo do indiv\u00edduo cresce continuamente at\u00e9 a idade       de 16 a 19 anos, quando a estatura adulta \u00e9 alcan\u00e7ada &#8211; os rapazes atingem       a estatura adulta em m\u00e9dia dois anos mais tarde do que as mo\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Tal crescimento, no entanto, n\u00e3o se d\u00e1 de maneira cont\u00ednua:<\/strong>       aproximadamente aos 14-15 anos os rapazes &#8211; as mo\u00e7as dois anos antes &#8211; t\u00eam       um &#8220;salto no crescimento&#8221;, ou seja eles crescem em um ano mais do       que nos anos anteriores e nos seguintes. Depois desse salto, a velocidade       do crescimento diminue marcadamente at\u00e9 o indiv\u00edduo atingir sua altura final.       Paralelamente ao crescimento f\u00edsico h\u00e1 um aumento no peso, que, no entanto,       \u00e9 dependente da alimenta\u00e7\u00e3o e da forma de vida.<\/p>\n<p>As diferentes partes do corpo tamb\u00e9m crescem com velocidades diferentes.       De maneira geral os membros superiores (bra\u00e7os) e inferiores (pernas) e a       cabe\u00e7a crescem mais rapidamente que o resto do corpo, atingindo seu tamanho       final mais cedo. Isso leva a uma despropor\u00e7\u00e3o vis\u00edvel com rela\u00e7\u00e3o ao tronco,       que cresce mais devagar. Essa despropor\u00e7\u00e3o \u00e9 observ\u00e1vel tamb\u00e9m nos movimentos       por vezes desajeitados, t\u00edpicos da adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>At\u00e9 a idade de 11 anos, meninos e meninas t\u00eam aproximadamente a mesma for\u00e7a       muscular. O crescimento muscular dos rapazes \u00e9, no entanto, maior, o que explica       a maior for\u00e7a f\u00edsica m\u00e9dia dos homens na idade adulta.<\/p>\n<p>Apesar das muitas diferen\u00e7as individuais no crescimento e no desenvolvimento       sexual, o processo de amadurecimento sexual apresenta certa sequ\u00eancia, comum       tanto aos rapazes como \u00e0s mo\u00e7as. Para as mo\u00e7as, no entanto, esse processo       tem in\u00edcio, em m\u00e9dia, dois anos mais cedo do que nos rapazes.<\/p>\n<p>Fonte:  www.educacional.com.br<\/p>\n<h6>Adolesc\u00eancia<\/h6>\n<p><strong>O que \u00e9 a adolesc\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p>A <strong>adolesc\u00eancia<\/strong> \u00e9 o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o entre a inf\u00e2ncia       e a idade adulta, aproximadamente, entre os doze e os vinte anos. <\/p>\n<p><strong>\u00c9 um per\u00edodo de r\u00e1pidas mudan\u00e7as:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>No corpo<\/p>\n<p>Nas emo\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Nas atitudes<\/p>\n<p>No campo intelectual<\/p>\n<p>Nas rela\u00e7\u00f5es; com a fam\u00edlia e com os colegas; e<\/p>\n<p>Na liberdade e responsabilidade.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A adolesc\u00eancia \u00e9 uma fase da vida muito importante, embora, muitas vezes,       confusa e cheia de tens\u00f5es necessitando, por isso, de muita compreens\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante gera\u00e7\u00f5es, as fam\u00edlias t\u00eam-se visto perturbadas pelo isolamento, pelos       comportamentos impulsivos e pela relut\u00e2ncia de alguns adolescentes perante       o assumir de responsabilidades.<\/p>\n<p>Atualmente, a adolesc\u00eancia \u00e9 ainda mais dif\u00edcil devido \u00e0 mudan\u00e7a de valores       familiares, \u00e0 confus\u00e3o na expectativa dos pap\u00e9is a desempenhar, \u00e0 toxicodepend\u00eancia       e \u00e0s modifica\u00e7\u00f5es dos comportamentos sexuais. No entanto, os pais e os adolescentes       que t\u00eam consci\u00eancia destas mudan\u00e7as est\u00e3o mais aptos a aceit\u00e1-las e a resolver       alguns problemas que se lhes apresentem.<\/p>\n<p>Fonte:  www.prof2000.pt<\/p>\n<h6>Adolesc\u00eancia<\/h6>\n<p>A <strong>adolesc\u00eancia<\/strong> \u00e9 uma fase caracterizada por mudan\u00e7as, pelo       conflito. O adolescente n\u00e3o sabe direito quem ele \u00e9. Percebe que deixa de       ser crian\u00e7a, mas n\u00e3o sabe bem o que est\u00e1 se tornando, pois ainda n\u00e3o \u00e9 um       adulto. \u00c9 uma fase de experimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O termo adolescente vem do latim adolescere, significa alimentar, denotando       essa necessidade de precisar descobrir o mundo. Outra origem para o termo       significa &#8220;crescer com dor&#8221;. H\u00e1 muitos anos se sabe que \u00e9 uma fase       de diferencia\u00e7\u00e3o, em que o jovem abandona a mundo infantil e come\u00e7a adentrar       no mundo adulto. Nem o pr\u00f3prio adolescente sabe direito quem ele \u00e9. Ficam       perdidos nessa transi\u00e7\u00e3o do mundo infantil de brincadeiras, jogos, lazer,       poucas responsabilidades e uma crescente atra\u00e7\u00e3o pelo mundo adulto.<\/p>\n<p>Pensando no aspecto f\u00edsico, muitos jovens se angustiam com as mudan\u00e7as sofridas,       mudan\u00e7as essas ocorridas entre 12 a 18 anos, fase da puberdade, como aumento       do tecido, gorduroso, muscular e \u00f3sseo, surgimento dos pelos pubianos, aumento       de apetite e sono. As mudan\u00e7as psicoemocionais ocorrem paralelamente \u00e0s mudan\u00e7as       f\u00edsicas.<\/p>\n<p>Tudo para um adolescente tem tamanhos exagerados; sem problemas s\u00e3o \u00fanicos       e insol\u00faveis e geralmente incompreendidos pelos adultos. Os adolescentes,       seja qual for sua cria\u00e7\u00e3o ou origem, tendem a ser mais &#8220;dram\u00e1ticos&#8221;       ou sens\u00edveis aos est\u00edmulos externos. Uma simples bronca, um n\u00e3o \u00e9 suficiente       para &#8220;batidas de porta&#8221;, gritos, declara\u00e7\u00e3o de \u00f3dio, reclus\u00e3o. Ao       mesmo tempo, em poucos minutos, pode tornar-se alegre, carinhoso, brincalh\u00e3o.       Logicamente essas altera\u00e7\u00f5es variam de indiv\u00edduo para indiv\u00edduo; cada adolescente       vai apresentar suas caracter\u00edsticas, alguns com mudan\u00e7as bem significativas       e dr\u00e1sticas, outros com mudan\u00e7as mais lentas e discretas.<\/p>\n<p>O importante \u00e9 que o profissional que vai atuar como esse jovem, compreenda       essas mudan\u00e7as do organismo e o reflexo delas no humor do adolescente.<\/p>\n<p><strong>Marta Regina Monteiro de Souza <\/strong><\/p>\n<p>Fonte:  www.portaleducacao.com.br<\/p>\n<h6>Adolesc\u00eancia<\/h6>\n<p><strong>O que \u00e9 um adolescente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>O adolescente \u00e9 uma ex-crian\u00e7a ou um quase-adulto?       O adolescente \u00e9 uma crian\u00e7a velha ou homem jovem? <\/strong><\/p>\n<p>No sentido hist\u00f3rico da quest\u00e3o, a adolesc\u00eancia \u00e9 uma das do       que se chamou de \u0093idades da vida\u0094, -ou uma das \u0093idades do homem\u0094.     <\/p>\n<p>Inf\u00e2ncia, puerilidade, juventude, adolesc\u00eancia, velhice, senilidade       s\u00e3o os significantes com que o homem marcou as fases em que classicamente       dividiu sua vida. <\/p>\n<p>Esta maneira de sistematizar as \u0093idades do homem\u0094       pertencia a um sistema de descri\u00e7\u00e3o que remonta aos fil\u00f3sofos j\u00f4nicos, sendo       uma divis\u00e3o arbitr\u00e1ria que foi usada como uma forma de conceber a biologia.     <\/p>\n<p>No s\u00e9culo XVI a juventude, que era como se designava o tempo       que se seguia a inf\u00e2ncia e antecedia a velhice, era uma idade que aparecia       significando a for\u00e7a e o apogeu da vida e n\u00e3o havia lugar para a adolesc\u00eancia.     <\/p>\n<p>Philippe Ari\u00e8s, no seu livro \u0093Hist\u00f3ria social da crianca       e da fam\u00edlia\u0094, nos informa que at\u00e9 o s\u00e9culo XVIII n\u00e3o havia um lugar       para a adolesc\u00eancia, pois esta era confundida com a inf\u00e2ncia. <\/p>\n<p>Ainda segundo este autor, o primeiro adolescente moderno teria       sido Siegfried, da \u00f3pera de Wagner, que foi quem pela primeira vez exprimiu       o ideal da adolesc\u00eancia, que era concebido como uma mistura de pureza, de       for\u00e7a f\u00edsica, de naturismo, de espontaneidade e de alegria de viver, valores       estes que configuraram o imagin\u00e1rio em torno do adolescente como uma figura       idealizada de acordo com as caracter\u00edsticas do nascente movimento rom\u00e2ntico.     <\/p>\n<p>Caracter\u00edsticas estas que fariam do adolescente o her\u00f3i do       s\u00e9culo XX, s\u00e9culo que segundo Ari\u00e8s \u00e9 o s\u00e9culo da adolesc\u00eancia, assim como       o s\u00e9culo XVII foi o da juventude e o s\u00e9culo XIX o da inf\u00e2ncia. <\/p>\n<p>Estas diferentes manifesta\u00e7\u00f5es da mentalidade humana seriam,       ainda segundo Ari\u00e8s, uma rea\u00e7\u00e3o da sociedade diante da dura\u00e7\u00e3o cada vez maior       da vida. <\/p>\n<p>A adolesc\u00eancia teria aparecido como deposit\u00e1ria de valores       novos, que seriam os capazes de reavivar uma sociedade velha e esclerosada.     <\/p>\n<p>Para o psicanalista, o adolescente \u00e9 tomado no sentido em que       Freud abordou a quest\u00e3o, e que foi o de entender a adolesc\u00eancia como consequ\u00eancia       de um momento fisiol\u00f3gico, momento este no qual a sexualidade se torna genitalmente       poss\u00edvel. <\/p>\n<p>Ou seja, para Freud, como a sexualidade existe desde a inf\u00e2ncia,o       que caracteriza a adolesc\u00eancia \u00e9 que a sexualidade se torna genitalmemte poss\u00edvel,       o que conflita com o fato de que, o ser humano, para poder viver dentro da       cultura, tenha que adequar seus impulsos sexuais \u00e0s normas sociais estabelecidas.     <\/p>\n<p><strong>\u00c9 esta ent\u00e3o, para Freud, a quest\u00e3o \u00e0 que o adolescente       se depara:<\/strong> De que adiantaria ent\u00e3o a sexualidade ser fisiologicamente       poss\u00edvel, se ela \u00e9 socialmente dificultada sen\u00e3o impedida? <\/p>\n<p>Depois de Freud a no\u00e7\u00e3o de sexualidade deixou de ser vista       apenas como uma fun\u00e7\u00e3o genital e foi ampliada a todas as produ\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas       humanas. <\/p>\n<p>Da\u00ed que, para o psicanalista, o adolescente, igual a todo os       seres falantes, sexualiza todas suas atividades, por\u00e9m ele o faz com um estilo       pr\u00f3prio ao seu momento, pr\u00f3prio \u00e0 sua maneira de lidar com o mal-estar num       mundo que eles n\u00e3o constru\u00edram, e ao qual s\u00e3o chamados a participar, no entanto,       sem poder opinar. <\/p>\n<p>O lugar mesmo que os adolescentes ocupam, e que decorre da       inven\u00e7\u00e3o da adolesc\u00eancia como uma das \u0093idades da vida\u0094, foi feita       por adultos. Da mesma maneira como foi a inven\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia. <\/p>\n<p>Os adultos precisam marcar diferen\u00e7as, precisaram inventar       \u0093ritos de passagens\u0094, para desta forma organizar a experi\u00eancia de       seus futuros sucessores, e para continuar a manter o poder sobre a crian\u00e7a,       e sobre o adolescente. <\/p>\n<p>Os investigadores da alma humana, valendo-se de metodologias       psicol\u00f3gicas, psiqui\u00e1tricas ou psicanal\u00edticas, associaram essa idade da vida       chamada de adolesc\u00eancia com a id\u00e9ia de \u0093crise psiquica\u0094. <\/p>\n<p>Da\u00ed que as caracter\u00edsticas das produ\u00e7\u00f5es dos adolescentes,       serem muitas vezes vistas por estes profissionais como produ\u00e7\u00f5es bizarras,       como sintomas, mesmo que sejam amenamente chamados de \u0093 sintomas de inscri\u00e7\u00e3o\u0094,       ou de \u0093ritos de passagens\u0094, e citam como exemplo a linguagem pr\u00f3pria       a esta idade, ou as particularidades de sua roupa , fatos estes interpretados       como sendo o desejo do adolescente de encontrar um lugar pr\u00f3prio na sociedade,       como sendo sua necessidade de estabelecer uma identifica\u00e7\u00e3o, o que ele faz       procurando ou inventando lugares onde se sinta aceito. <\/p>\n<p><strong>Seguindo este modelo, talvez n\u00e3o seja exagerado dizer,       que a adolesc\u00eancia para os psicanalistas tamb\u00e9m seja o que representa para       eles poder falar dos adolescentes, pois quando fazem isto muitas vezes se       permitem falar como desejariam, pois formalmente estariam apenas mimetizando       este \u0093outro incompleto\u0094, que \u00e9 como no discurso cient\u00edfico \u00e9 visto       o adolescente:<\/strong> incompleto, porque na vis\u00e3o do adulto, ao adolescente       falta ascender ao Bem supremo que \u00e9 ser adulto. <\/p>\n<p><strong>Ser\u00e1 que a adolesc\u00eancia ent\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um efeito de discurso?       <\/strong><\/p>\n<p>O adolescente \u00e9 um discurso sobre o futuro. O adolescente \u00e9       uma pergunta sobre o futuro adulto que ele quer ser, o adolescente \u00e9 uma pergunta       sobre o futuro adulto que ele n\u00e3o quer ser. <\/p>\n<p>O adolescente \u00e9 uma pergunta sobre a crian\u00e7a que ele foi e       n\u00e3o quer ser mais, o adolescente \u00e9 uma pergunta sobre a crian\u00e7a que ele quer       continuar a ser e j\u00e1 n\u00e3o \u00e9. <\/p>\n<p>Por isto o adolescente aponta sempre para o moderno. Moderno       como \u00e9 a falta de ideais no mundo de hoje, moderno como \u00e9 a atual globaliza\u00e7\u00e3o       do mal-estar. <\/p>\n<p>Moderno como s\u00e3o os novos costumes sexuais, moderno como \u00e9       a nova \u00e9tica econ\u00f4mica. <\/p>\n<p>Moderno como s\u00e3o as fantasias de fim de mundo, moderno como       \u00e9 sua nega\u00e7\u00e3o pela ci\u00eancia. <\/p>\n<p>E ao mesmo tempo que tudo isto, o adolescente continua antigo       como a contradi\u00e7\u00e3o que atinge seus desejos, continua antigo como a ambival\u00eancia       de seus atos, continua antigo como a impossibilidade que \u00e9 inerente a todo       ser humano. <\/p>\n<p>Ali\u00e1s o adolescente de hoje n\u00e3o \u00e9 antigo nem moderno, ele \u00e9       a pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o de p\u00f3s-moderno, pois a adolesc\u00eancia, ela mesma, foi uma       inven\u00e7\u00e3o da modernidade. <\/p>\n<p>E dizer que a adolesc\u00eancia \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o equivale a coloc\u00e1-la       na esfera da fun\u00e7\u00e3o paterna. A adolesc\u00eancia \u00e9 um tempo, um lugar, estabelecido       por um outro, que n\u00e3o ele adolescente. <\/p>\n<p>Por isto a adolesc\u00eancia \u00e9 vista pelos psicanalistas como uma       crise do pai, do pai que funciona como lei e que \u00e9 o que faz nascer o conflito       das gera\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>E se n\u00f3s analistas, na atualidade estamos diagnosticando um       decl\u00ednio da fun\u00e7\u00e3o paterna, estar\u00edamos apontando a um fim da adolesc\u00eancia       ou estar\u00edamos apontando a sua impossibilidade no mundo atual? <\/p>\n<p>Se \u00e9 necess\u00e1rio um Pai que encarne a lei para que o adolescente       exista, tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio a transgress\u00e3o a esta lei, o que \u00e9 efeito da l\u00f3gica       que coloca a transgress\u00e3o na origem da lei. <\/p>\n<p>Se existe na modernidade a falta do Pai, que \u00e9 ser adolescente       nestes novos tempos? <\/p>\n<p>Haver\u00e1 uma lei que interdite os efeitos dos horm\u00f4nios? <\/p>\n<p><strong>A cl\u00ednica do adolescente moderno est\u00e1 diante de nossos       olhos:<\/strong> drogas, tatuagens, piercing, esportes radicais, etc. <\/p>\n<p>Ser\u00e3o estes os modos de subjetiva\u00e7\u00e3o modernos que apontam uma       nova condi\u00e7\u00e3o dos adolescentes? <\/p>\n<p>Qual o efeito na adolesc\u00eancia de hoje que tem o decl\u00ednio da       fun\u00e7\u00e3o paterna? <\/p>\n<p>Os horm\u00f4nios sem d\u00favida ignoram o fim de mil\u00eanio e os efeitos       da nova economia. Os horm\u00f4nios ignoram as modifica\u00e7\u00f5es dos costumes e continuam       mudando as crian\u00e7as em adultos. <\/p>\n<p>Por\u00e9m o contexto cultural que produz o caldo do simb\u00f3lico no       qual os horm\u00f4nios vem a luz, condicionam o tipo de sofrimento que a carne       paga para viver em sociedade. <\/p>\n<p>Estamos aqui para discutir qual \u00e9 este pre\u00e7o. <\/p>\n<p>E n\u00f3s, analistas, queremos aprender com a ex-crian\u00e7a, futuro       adulto, como compreender nossa condi\u00e7\u00e3o humana. <\/p>\n<p><strong>M\u00e1rcio Peter de Souza Leite<\/strong><\/p>\n<p>Fonte:  www.marciopeter.com.br<\/p>\n<h6>Adolesc\u00eancia<\/h6>\n<p><strong>Afinal, o que \u00e9 a adolesc\u00eancia? <\/strong><\/p>\n<p>A palavra <strong>adolesc\u00eancia<\/strong> vem do Latim adolescere que significa       \u0093crescer\u0094. \u00c9 uma passagem entre a inf\u00e2ncia e a idade adulta, na       qual h\u00e1 muitas transforma\u00e7\u00f5es tanto f\u00edsicas como psicol\u00f3gicas. \u00c9 basicamente       um processo psicol\u00f3gico e social que gera diferentes caracter\u00edsticas conforme       o ambiente social, econ\u00f4mico e cultural em que o adolescente vive.<\/p>\n<p><strong>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) considera a adolesc\u00eancia como       constitu\u00edda em duas fases:<\/strong> a primeira, dos 10 aos 16 anos, e, a segunda,       dos 16 aos 20 anos.<\/p>\n<p>Pode-se encontrar ainda a defini\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Psicologia que       diz que adolesc\u00eancia \u00e9 o per\u00edodo que se estende da terceira inf\u00e2ncia at\u00e9 a       idade adulta e \u00e9 caracterizado por intensos processos de conflitos e constantes       esfor\u00e7os de autoafirma\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>\u00c9 nessa fase, inclusive, que o jovem passa a entender os valores sociais       e a interagir com a sociedade.<\/p>\n<p>De todo modo, falar de adolesc\u00eancia \u00e9 falar do per\u00edodo em que os jovens,       ap\u00f3s diversas experi\u00eancias que lhe proporcionaram refletir e at\u00e9 mesmo amadurecer       ideias e comportamentos, passam a construir sua identidade, seus pontos de       refer\u00eancia, escolhem seu caminho profissional e seu projeto de vida.<\/p>\n<p>Trata-se de uma fase que necessita de muita aten\u00e7\u00e3o, principalmente quando       se trata de conflitos e decis\u00f5es, valores e necessidades. Por isso, a import\u00e2ncia       e a necessidade de modelos que sirvam de exemplos aos adolescentes para eles       mesmos conseguirem formar suas caracter\u00edsticas pessoais na idade adulta. E       esses modelos, na maioria das vezes, surgem dos pr\u00f3prios pais e familiares.<\/p>\n<p><strong>Alessandra Matiko Alves Bosso <\/strong><\/p>\n<p>Fonte:  www.vidamental.com.br<\/p>\n<h6>Adolesc\u00eancia<\/h6>\n<p><strong>Incr\u00edvel Adolesc\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p><strong>Conta-se que um adolescente fez o seguinte coment\u00e1rio:<\/strong> \u0093Em       casa discordo dos meus pais para defender minha gera\u00e7\u00e3o; na escola defendo       meus pais. \u0096 Estou sempre em oposi\u00e7\u00e3o.\u0094<\/p>\n<p>Quando se fala em adolesc\u00eancia, a primeira id\u00e9ia que surge, em geral, \u00e9 a       imagem de um jovem exc\u00eantrico, em oposi\u00e7\u00e3o ou ao contr\u00e1rio, em retraimento.<br \/>\n      Vamos entender um pouco mais sobre este per\u00edodo de desenvolvimento.<\/p>\n<p>A adolesc\u00eancia pode ser classificada em Puberdade, Fase intermedi\u00e1ria e Final,       e \u00e9 um processo que se estende em torno dos doze aos vinte e dois anos de       idade, coincidindo com o cessar do crescimento f\u00edsico.<\/p>\n<table border=\"0\">\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">1\u00aa adolesc\u00eancia (Puberdade)<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">Entre 11 e 14 an os (meninas) \u0096 entre 12 e meio             e 16 anos (meninos)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">Intermed\u00ed\u00e1ria<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">15 aos 18 anos<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">Final<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">19 a 22 anos<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p>O per\u00edodo de adolesc\u00eancia \u00e9 caracterizado por um conjunto de transforma\u00e7\u00f5es       biopsicosociais (mudan\u00e7as f\u00edsicas, hormonais, emocionais e cognitivas).<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da hist\u00f3ria podemos constatar como nossos s\u00e1bios demonstravam considera\u00e7\u00e3o       \u00e0s caracter\u00edsticas de cada faixa et\u00e1ria, seja orientando (ver \u00c9tica dos Pais       \u0096 \u0093Pirkei Avot\u0094) nos conte\u00fados a serem estudados, na responsabilidade       frente ao cumprimento da Halach\u00e1 (Lei Judaica), etc.<\/p>\n<p>O hist\u00f3rico anterior do adolescente, sua inf\u00e2ncia, determinam basicamente       o que vai ocorrer nesta fase da vida. O adolescente que durante a inf\u00e2ncia       manteve um v\u00ednculo e relacionamento adequado com os pais (afeto, seguran\u00e7a,       limites e valores) tende a apresentar uma adolesc\u00eancia mais tranquila.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar como \u00e9 beneficiado o menino que na sua inf\u00e2ncia vive       e continua mantendo uma intimidade respeitosa com seu pai (sentimento de respeito       e aceita\u00e7\u00e3o incondicional \u0096 sentimento de conforto para dividir os pr\u00f3prios       problemas e dificuldades com os pais).<\/p>\n<p><strong>Um adesivo muito expressivo nos ajuda a entender este processo:<\/strong>       \u0093Adote seu filho antes que um marginal o fa\u00e7a\u0094.<\/p>\n<p><strong>Durante a transi\u00e7\u00e3o da adolesc\u00eancia o jovem \u00e9 vulner\u00e1vel \u00e0s influ\u00eancias       internas e externas:<\/strong> sociais, \u00e9ticas, morais, etc. e \u00e9 de grande       valor o v\u00ednculo com o pr\u00f3prio lar, o que evita maiores riscos, al\u00e9m de favorecer       a seguran\u00e7a emocional.<\/p>\n<p><strong>O desenvolvimento da adolesc\u00eancia \u00e9 fascinante:<\/strong> concomitante       com a matura\u00e7\u00e3o corporal e sexual, percebe-se uma maior auto-consci\u00eancia e       reorganiza\u00e7\u00e3o da personalidade.<\/p>\n<p>Percebe-se nesta fase um interesse e \u00eanfase nos processos de amizade. O jovem       se prepara tamb\u00e9m para a vida adulta assumindo muitas vezes responsabilidades       sociais e at\u00e9 econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>A sociedade americana considera a adolesc\u00eancia um per\u00edodo dif\u00edcil, de busca       do grupo, da busca pela pr\u00f3pria identidade (Quem sou? Quem quero ser?).<\/p>\n<p>O adolescente demonstra instabilidade; de um lado volta-se de maneira infantii       para si e de outro mostra-se altru\u00edsta fazendo questionamentos sobre o comportamento       dos outros.<\/p>\n<p>O jovem demonstra maior sensibilidade e irritabilidade, e Dr. Benjamin Spock       aponta como caracter\u00edsticas presentes durante a adolesc\u00eancia a rivalidade       com pais (de intensidade variada); problemas de disciplina e contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Diversas tarefas de desenvolvimento pertencem principalmente \u00e0s fases       intermedi\u00e1ria e final da adolesc\u00eancia:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Aceitar o f\u00edsico adulto e suas caracter\u00edsticas pessoais;<br \/>\n        Desenvolver independ\u00eancia emocional dos pais e figuras de autoridade;<br \/>\n        Desenvolver per\u00edcia na comunica\u00e7\u00e3o inter-pessoal;<br \/>\n        Realizar relacionamento com colegas e outras pessoas, tanto individualmente         como no grupo;<br \/>\n        Aceitar-se e confiar nas pr\u00f3prias habilidades e possibilidades;<br \/>\n        Fortalecer o auto-controle em base de uma escala de valores e princ\u00edpios;<br \/>\n        Ter modelos humanos para identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Neste processo de reorganiza\u00e7\u00e3o de personalidade e ajustamento, torna-se       muito dif\u00edcil para o jovem o fracasso, a cr\u00edtica, a falta de reconhecimento       e aceita\u00e7\u00e3o (real ou imagin\u00e1ria).<\/p>\n<p>O jovem busca emancipa\u00e7\u00e3o ao mesmo tempo em que necessita de apoio.<\/p>\n<p>O adolescente tem necessidade de novas experi\u00eancias e atividades e se bem       direcionadas acrescentam ao jovem vontade de viver (escolas e yeshivot devem       favorecer jogos, esportes e programas selecionados para o bem estar dos jovens       e tamb\u00e9m no sentido de prevenir \u0093outras\u0094 buscas por parte dos alunos       e alunas).<\/p>\n<p>Como mencionado anteriormente, o jovem tem necessidade de se sentir seguro       e isto varia com a pr\u00f3pria auto-confian\u00e7a. Em geral, sente-se seguro quando       tem a afei\u00e7\u00e3o dos pais e a a ceita\u00e7\u00e3o do grupo e\/ou do amigo mais pr\u00f3ximo.      <\/p>\n<p>\u00c9 importante para o adolescente participar do grupo, \u0093vestir a camisa\u0094,       sentir \u0093status\u0094, sentir-se adequado na sociedade. A falta de seguran\u00e7a,       rejei\u00e7\u00e3o pelo grupo e a auto-imagem negativa levam o jovem a tens\u00e3o, podendo       gerar ansiedade, retraimento, tend\u00eancia \u00e0 hostilidade, desafio e destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos deixar de mencionar que per\u00edodos dif\u00edceis e situa\u00e7\u00f5es de grande       impacto em crian\u00e7as e jovens (devido a grande sensibilidade), causam por vezes       situa\u00e7\u00f5es de isolamento e sentimentos depressivos.<\/p>\n<p>Educadores devem estar atentos ao \u0093Bullying\u0094 (crian\u00e7as ou jovens       visados e perseguidos por colegas) e trabalhar no sentido de sanar a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Crian\u00e7as e jovens quando incomodados continuamente por colegas necessitam       da interven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o dos educadores.<\/p>\n<p>Durante a inf\u00e2ncia a fonte principal na forma\u00e7\u00e3o de valores \u00e9 a fam\u00edlia,       embora o ambiente social tamb\u00e9m tenha seu papel. <\/p>\n<p>J\u00e1 os adolescents mesmo trazendo a bagagem familiar s\u00e3o mais vulner\u00e1veis       \u00e0s influ\u00eancias externas como m\u00eddia, ambientes que frequentam, figuras carism\u00e1ticas       e colegas.<\/p>\n<p>Da\u00ed a import\u00e2ncia na escolha criteriosa que os respons\u00e1veis devem ter no       sentido de favorecer aos jovens, ambiente e companhias selecionadas.<\/p>\n<p>Por vezes com a boa inten\u00e7\u00e3o de educar, pais e professors se tornam muito       r\u00edgidos e exigentes com os jovens que ent\u00e3o se afastam pela pr\u00f3pria caracter\u00edstica       da idade de n\u00e3o tolerar a sensa\u00e7\u00e3o de serem dominados.<\/p>\n<p>Como preven\u00e7\u00e3o, vale a pena lembrar que a disciplina e os limites, embora       necess\u00e1rios tamb\u00e9m para os jovens, s\u00e3o basicamente tarefas a serem desenvolvidas       por pais e educadores com maior \u00eanfase na inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A atitude frente aos adolescentes deve ser segura, mas com cautela no sentido       de que o jovem n\u00e3o se sinta rebaixado ou desconsiderado. Recomenda-se o di\u00e1logo       amistoso, o reconhecimento dos seus desejos e reivindica\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o necessariamente       precisamos do seu consentimento para disciplinar ou imp\u00f4r algum limite importante.<\/p>\n<p>Como ilustra\u00e7\u00e3o, citamos o pedido de uma jovem solicitando chegar em casa       num hor\u00e1rio que para os pais significa \u0093muito tarde\u0094.<\/p>\n<p>Os pais devem validar os sentimentos (ex.: eu sei que voc\u00ea gosta muito de       ficar mais tempo com suas amigas, mas queremos o seu bem e por tais e tais       motives voc\u00ea deve chegar tal hora), eventualmente negociar algum tempo extra,       mas manter sua posi\u00e7\u00e3o caso estejam seguros das suas exig\u00eancias.<\/p>\n<p>No processo de auto-reorganiza\u00e7\u00e3o da personalidade, o jovem precisa provar       a si mesmo que n\u00e3o \u00e9 mais crian\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Podemos observar como na sabedoria do juda\u00edsmo este processo \u00e9 favorecido       ao jovem menino:<\/strong> <strong>aos treze anos torna-se bar-mitsv\u00e1 e isso       faz com que lhe deleguem responsabildades reais:<\/strong> tem a maioridade       religiosa e participa na vida judaica como adulto, tem papel a desempenhar       na sinagoga, a vestimenta em geral sofre transforma\u00f5es, \u00e9 \u0093pra-valer\u0094.<\/p>\n<p><strong>Em outras palavras:<\/strong> mesmo antes de reivindicar a maioridade,       esta lhe \u00e9 assegurada e se bem direcionado, o processo de transi\u00e7\u00e3o para a       vida adulta lhe \u00e9 favorecido.<\/p>\n<p><strong>O adolescente que numa fase anterior j\u00e1 tem uma moral estabelecida       pela Tor\u00e1, n\u00e3o precisa se auto-afirmar desafiando os pais:<\/strong> os valores       n\u00e3o s\u00e3o uma inven\u00e7\u00e3o dos pais, s\u00e3o uma cria\u00e7\u00e3o Divina.<\/p>\n<p>Os educadores, de maneira geral, mostram a necessidade de instru\u00e7\u00e3o e vivencia       religiosa para aauxiliar o jovem no processo de humaniza\u00e7\u00e3o nesta fase cr\u00edtica       de reorganiza\u00e7\u00e3o dos valores.<\/p>\n<p>Regras claras tanto em casa como nas escolas auxiliam a conviv\u00eancia, n\u00e3o       tornando as exig\u00eancias pessoais.<\/p>\n<p>Faz-se necess\u00e1rio dar \u00eanfase ao assunto da fun\u00e7\u00e3o paterna e fun\u00e7\u00e3o materna       quando tratamos de adolesc\u00eancia. Os jovens devem sentir o apoio dos pais nos       seus momentos de iniciativa e emancipa\u00e7\u00e3o (coisas simples como a mudan\u00e7a do       penteado da menina ou a troca de livros na estante, mesmo que aos olhos dos       pais n\u00e3o parecem ideais, mas n\u00e3o implicam em valores ou preju\u00edzos, devem ser       motivo de apoio e n\u00e3o conflito).<\/p>\n<p>Aquele menino que na inf\u00e2ncia teve seu pai e continua o tendo afetivamente       presente e participante no seu dia-a-dia ter\u00e1 provavelmente desenvolvido uma       saud\u00e1vel identifica\u00e7\u00e3o e um sentimento de seguran\u00e7a maior para viver esta       fase da vida.<\/p>\n<p>A menina que estabeleceu um v\u00ednculo afetivo e de identifica\u00e7\u00e3o com sua m\u00e3e       ter\u00e1 possibilidades de um bom ajuste emocional. Embora tanto para meninos       como para meninas a fun\u00e7\u00e3o paterna e materna na fam\u00edlia s\u00e3o vitais para a       sa\u00fade emocional, destacamos acima especificamente as fun\u00e7\u00f5es paternas vinculadas       aos meninos e a materna \u00e0s meninas, pois s\u00e3o aspectos concernentes ao equil\u00edbrio       nos processos de adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 de grande import\u00e2ncia \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o segura e serena para meninos e meninas       sobre as mudan\u00e7as que v\u00e3o ocorrendo no corpo e a prontid\u00e3o para responder       as suas d\u00favidas e perguntas.<\/p>\n<p>Ambos meninos e meninas devem ser alertados no sentido de proteger a privacidade       do corpo.<\/p>\n<p><strong>Os jovens diferem uns dos outros:<\/strong> alguns podem passar mais       calmamente pela puberdade e adolesc\u00eancia, enquanto outros vivem grandes conflitos.       Se os pais sentem que n\u00e3o est\u00e3o podendo lidar satisfatoriamente com a situa\u00e7\u00e3o,       por vezes, outros adultos pr\u00f3ximos dos jovens conseguem bons resultados se       o jovem se sentir a vontade para estar dividindo com eles seus estados de       esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Em alguns casos, a ajuda de um profissional se faz necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Para finalizar, vale a pena refor\u00e7ar algumas caracter\u00edsticas do adolescente       e a attitude preferencial a ser mantida por pais e educadores.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>1) <\/strong>A tarefa principal do adolescente \u00e9 encontrar a IDENTIDADE         \u0096 da\u00ed a import\u00e2ncia de estar envolvido num ambiente social apropriado         com l\u00edderes positivos e afetivos e com um crit\u00e9rio de valores.<\/p>\n<p><strong>2)<\/strong> O jovem tem grande preocupa\u00e7\u00e3o com sua IMAGEM (n\u00e3o         s\u00f3 apar\u00eancia, mas a id\u00e9ia que fazem dele). Muita cautela deve ser tomada         para que n\u00e3o se sinta inadequado. Deve-se investir e incentivar suas habilidades         e em demonstrar aprova\u00e7\u00e3o e aceita\u00e7\u00e3o genu\u00ednas. Pais e educadores devem         estar atentos a oportunidades para demonstrar admira\u00e7\u00e3o e attitudes positivas,         a iniciativas v\u00e1lidas e manter uma postura respeitosa e af\u00e1vel para com         os jovens.<\/p>\n<p><strong>3)<\/strong> Durante este processo de reorganiza\u00e7\u00e3o de personalidade         o jovem precisa provar a si mesmo e para os outros que n\u00e3o \u00e9 mais crian\u00e7a.         Pais e educadores devem continuar guiando, mas segundo padr\u00f5es j\u00e1 abordados         acima. \u00c9 a busca da AUTONOMIA.<\/p>\n<p><strong>4) Os adolescentes, principalmente em fun\u00e7\u00e3o da grande sensibilidade         tendem a olhar para as suas quest\u00f5es \u0093com lente de aumento\u0094:<\/strong>         uma palavra mais dura, uma espinha na testa, uma atitude criticada, um cumprimento         menos efusivo, uma nota mais baixa, s\u00e3o raz\u00f5es para que se sintam desconfort\u00e1veis.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O oposto \u00e9 extremamente gratificante; uma mnao no ombro, um agradecimento       caloroso, um \u0093como vai\u0094 com interesse podem colocar o jovem num       estado de verdadeiro bem-estar, crescimento e \u0093ABERTURA\u0094 para aquele       que lhe demonstra considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Rebeca Broner <\/strong><\/p>\n<p>Fonte:  www.chabad.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adolesc\u00eancia , Puberdade, 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