{"id":76303,"date":"2016-08-10T18:27:03","date_gmt":"2016-08-10T18:27:03","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=76303"},"modified":"2022-06-27T12:10:11","modified_gmt":"2022-06-27T14:10:11","slug":"lobisomem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/artes-e-cultura\/folclore\/lobisomem","title":{"rendered":"Lobisomem"},"content":{"rendered":"<p>Caboclo opilado, extremamente descorado, ressequido e de sombrio aspecto, produto do s\u00e9timo parto, \u00e0s sextas-feiras, \u00e0 meia-noite, procura os galinheiros, onde se esponja nas fezes e se alimenta das mesmas, metamorfoseando-se em um grande c\u00e3o de enormes orelhas pendentes, que estralam no calor da carreira na qual sai o desgra\u00e7ado para percorrer sete bairros antes do nascer do sol, em cumprimento ao seu triste fad\u00e1rio.<\/p>\n<p>Se mulher, transforma-se em uma bruxa ou uma grande e bravia porca acompanhada de sete leit\u00f5es e sai, estrada afora, a atacar os retardat\u00e1rios forasteiros. Quem for ferido das agudas presas do duende, ter\u00e1 o mesmo fad\u00e1rio; quem, por\u00e9m, a ferir derramando-lhe o sangue por\u00e1 fim a sua triste sina.<\/p>\n<p>Narra a lenda que sendo uma mulher casada com um\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>, s\u00f3 lhe soube a sina quando, certa noite, despertou sobressaltada com um enorme c\u00e3o dentro do quarto.<\/p>\n<p>Gritou apavorada para o marido que julgava a dormir e o c\u00e3o, enfurecido, atacou-a esfacelando-lhe a dentadas, a saia de baeta vermelha que vestia.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 seguinte, ao surpreender entre os dentes do marido filamentos de l\u00e3 de sua saia, compreendeu horrorizada o desgra\u00e7ado destino, abandonou-o e levou o resto da vida a penitenciar-se do tempo em que coabitou com o horr\u00edvel duende.<\/p>\n<p><strong>Vers\u00e3o 2<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um homem comum, mas nas noites de sexta-feira, quando a Lua brilha em todo esplendor, calma e serena, transforma-se e corre pelos campos, uivando lugubremente, invade galinheiros, devora c\u00e3es e suga o sangue das crian\u00e7as que encontra pelo caminho. Ao romper da aurora \u00e9 novamente um homem comum.<\/p>\n<p>Diz a lenda nordestina, que se um casal tem sete filhos homens, o \u00faltimo vira\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0ou, se forem sete mulheres e o oitavo homem este ser\u00e1 o\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>.<\/p>\n<p>No Sul, acreditam que o filho gerado da uni\u00e3o il\u00edcita entre parentes \u00e9 que vira\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0e no Centro-Oeste, diz a crendice qe se trata do indiv\u00edduo atacado de amarel\u00e3o.<\/p>\n<p>Para quebrar o encantamento, \u00e9 necess\u00e1rio atacar o\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0e cortar-lhe uma das patas, ele vira imediatamente no homem que \u00e9, embora aleijado nunca mais se transformar\u00e1 se a ferida for untada com cera de vela que ardeu durante tr\u00eas missas dominicais ou durante a missa do galo, na meia-noite do Natal.<\/p>\n<p><strong>Vers\u00e3o 3<\/strong><\/p>\n<p>Aparece em noites de lua cheia. Corre pelas ruas ou estradas desertas as altas horas da noite uivando e no seu encal\u00e7o uma matilha de cachorros segue latindo de modo infernal.<\/p>\n<p>Ao passar por uma encruzilhada ele se despoja no ch\u00e3o e uiva de modo aterrador.<\/p>\n<p>Diz a lenda que o\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0\u00e9 um homem comum e que nas noites de lua cheia, transforma-se em meio lobo e meio homem.<\/p>\n<p>Invade galinheiros, devora c\u00e3es e bebe sangue das crian\u00e7as que encontrar pelo caminho.<\/p>\n<p>De acordo com a lenda, mais comum no Nordeste, se um casal tem sete filhos homens, o \u00faltimo vira\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0ou, se forem sete mulheres e o oitavo homem, este tamb\u00e9m ser\u00e1\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>.<\/p>\n<p>Outras tradi\u00e7\u00f5es dizem que filho que nasce da uni\u00e3o entre parentes ou de mulher casada amancebada com padre.<\/p>\n<p><strong>Lobisomem &#8211; Origem<\/strong><\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0\u00e9 um ser lend\u00e1rio, com origem em tradi\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias, segundo as quais, um homem pode se transformar em lobo ou em algo semelhante a um lobo, em noites de lua cheia, s\u00f3 voltando \u00e0 forma humana, novamente, quando o galo canta. Geralmente aparecem como personagens de jogos de RPG (jogo).<\/p>\n<p>Tais lendas s\u00e3o muito antigas e encontram a sua raiz na mitologia grega.<\/p>\n<p>Segundo a lenda, para matar um\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0\u00e9 preciso acert\u00e1-lo com artefatos feitos de prata.<\/p>\n<p><strong>Lenda brasileira<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil existem muitas vers\u00f5es dessa lenda, variando de acordo com a regi\u00e3o. Uma vers\u00e3o diz que a s\u00e9tima crian\u00e7a em uma sequ\u00eancia de filhos do mesmo sexo tornar-se-\u00e1 um\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>.<\/p>\n<p>Outra vers\u00e3o diz o mesmo de um menino nascido ap\u00f3s uma sucess\u00e3o de sete mulheres.<\/p>\n<p>Outra, ainda, diz que o s\u00e9timo filho homem de um s\u00e9timo filho homem se tornar\u00e1 a fera.<\/p>\n<p>Em algumas regi\u00f5es, o\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0se transforma \u00e0 meia noite de sexta-feira, em uma encruzilhada. Como o nome diz, \u00e9 metade lobo, metade homem. Depois de transformado, sai a noite procurando sangue, matando ferozmente tudo que se move. Antes do amanhecer, ele procura a mesma encruzilhada para voltar a ser homem.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Lobisomen\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/lobisomen2.jpg\" alt=\"Lobisomen\" width=\"240\" height=\"310\" border=\"0\" \/><br \/>\n<strong>Desenho de um Lobisomem, por Lucas Cranach em 1512 <\/strong><\/p>\n<p>Em algumas localidades diz-se que eles t\u00eam prefer\u00eancia por beb\u00eas n\u00e3o batizados. O que faz com que as fam\u00edlias batizem suas crian\u00e7as o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.<\/p>\n<p>J\u00e1 em outras diz-se que ele se transforma se espojando onde um jumento se espojou e dizendo algumas palavras do livro de S\u00e3o Cipriano e assim podendo sair transformado comendo porcarias at\u00e9 que quase se amanhe\u00e7a retornando ao local em que se transformou para voltar a ser homem novamente.<\/p>\n<p>No interior do estado de Rond\u00f4nia, o\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0ap\u00f3s se transformar, tem de atravessar correndo sete cemit\u00e9rios at\u00e9 o amanhecer para voltar a ser humano. Caso contr\u00e1rio ficara em forma de besta at\u00e9 a morte.<\/p>\n<p>A lenda do\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0\u00e9 muito conhecida no folclore brasileiro, e assim como em todo o mundo, os lobisomens s\u00e3o temidos por quem acredita em sua lenda.<\/p>\n<p>Algumas pessoas dizem que al\u00e9m da prata o fogo tamb\u00e9m mata um\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>. Outras acreditam que eles se transformam totalmente em lobos e n\u00e3o 1\/2 lobo 1\/2 homem\u2026mudam de forma a hora que querem e sabem o que est\u00e3o fazendo quando se transformam.<\/p>\n<p><strong>Lenda Portuguesa<\/strong><\/p>\n<p>Em Portugal, mais concretamente no interior Beir\u00e3o, existe uma vers\u00e3o algo peculiar que se desvia da tradicional lenda do\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>. \u00c9 referido que uma pessoa que pade\u00e7a desse mal ou estado de esp\u00edrito, sai pela noite fora, tendo de percorrer sete castelos e voltar ao s\u00edtio de onde saiu ainda antes do amanhecer. Diz-se que se transforma nos restos dos animais que apanhar no seu caminho, ou somente no primeiro rasto que encontrar. Enquanto o\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0estava fora fazendo a sua jornada, a \u00fanica maneira de o libertar desse mal era colocar a roupa da pessoa do avesso.<\/p>\n<p>Pensava-se que quando a pessoa a vestisse, o mal desapareceria, porque a sina era quebrada.<\/p>\n<p><strong>Referia-se que existiam muitos lobisomens pela zona do Gavi\u00e3o ( Distrito de Portalegre, regi\u00e3o Alentejo e subregi\u00e3o do Alto Alentejo), e quando se questionava acerca da raz\u00e3o da exist\u00eancia de tal coisa, as respostas eram algo un\u00e2nimes:<\/strong>\u00a0\u201cAs palavras dos batizados eram outras..\u201d e mencionava-se as raz\u00f5es j\u00e1 ditas na lenda brasileira. Por vezes, quando as pessoas vinham de uma festa ou conv\u00edvio, ou simplesmente vinha da horta, a p\u00e9 ou de carro\u00e7a, e estamos a falar \u00e1 30 ou 40 anos atr\u00e1s (ou mais), n\u00e3o raras vezes era ouvido um som repetitivo, como um trov\u00e3o constantemente a rombar, de longe e associava-se isso aos lobisomens.<\/p>\n<p><strong>Desde h\u00e1 alguns anos para c\u00e1 que n\u00e3o se ouve falar de um caso desses, mas ainda perduram na mem\u00f3ria as hist\u00f3rias que nos contavam em pequenos, como a do homem que conversava com os seus amigos no caf\u00e9, e deixa escapar:\u00a0<\/strong>\u201cComo me custa subir a serra da Ladeira de noite, com p\u00e9s de porco\u2026\u201d.<\/p>\n<p><strong>Lobisomem &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-163049 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Lobiso6-216x300.jpg\" alt=\"\" width=\"167\" height=\"231\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Lobiso6-216x300.jpg 216w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Lobiso6.jpg 217w\" sizes=\"(max-width: 167px) 100vw, 167px\" \/><strong>Lobisomem<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a Lenda, o\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0\u00e9 um ser que seria resultado de uma Reza poderosa feita numa noite de sexta feira, de prefer\u00eancia de Lua Cheia num est\u00e1bulo ou cocheira de burro ou cavalo, no qual a pessoa rola no local como se fosse o animal, dizendo a reza e \u00e9 feita como pacto com entidades malignas.<\/p>\n<p>Em algumas Regi\u00f5es a transforma\u00e7\u00e3o em\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0acontece numa noite de sexta-feira sempre meia noite numa encruzilhada, onde repetindo os atos de um cavalo rolando no ch\u00e3o, a pessoa transforma-se.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0seria a fus\u00e3o do lobo com o homem.<\/p>\n<p>Muitas hist\u00f3rias s\u00e3o contadas sobre este ser.<\/p>\n<p>No Brasil \u00e9 comum em todos os Estados, principalmente nas localidades da Zona Rural, onde \u00e9 muito comum as pessoas afirmarem que j\u00e1 o viram, que tamb\u00e9m passa a ser um mist\u00e9rio para quem v\u00ea e quem ouve a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>E segundo a grade maioria das pessoas que relatam encontros ocasionais com estas criaturas afirmam o seguinte:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.\u00a0<\/strong>O\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0\u00e9 assim chamado por ser uma \u201cmistura\u201d de um lobo com um homem.\u00a0<strong>Possui todo seu corpo parecido com um lobo:\u00a0<\/strong>coberto por pelos, unhas grandes, focinho, dentes grandes e rabo, por\u00e9m a estatura \u00e9 de um homem.<\/p>\n<p><strong>2.\u00a0<\/strong>Anda sobre quatro patas(como um lobo, e at\u00e9 uiva), e chega a equilibrar-se sobre duas patas assemelhando-se a postura de um homem.<\/p>\n<p><strong>3.\u00a0<\/strong>Ataca quem encontrar no caminho, muito dif\u00edcil escapar dele pois \u00e9 muito veloz.<\/p>\n<p><strong>4.\u00a0<\/strong>Muito valente, consegue desarmar uma pessoa com um fac\u00e3o, peda\u00e7o de porrete ou algo grande que possa ser utilizado contra ele. Por\u00e9m devido as suas unhas grandes torna-se inofensivo perante armas brancas muito pequenas (facas, punhais, canivetes ), pois n\u00e3o consegue peg\u00e1-la.<\/p>\n<p><strong>5.\u00a0<\/strong>O\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0seria o s\u00e9timo filho homem de um casal (sete \u00e9 um n\u00famero considerado por muitos como um n\u00famero de azar),ou uma pessoa muito esquisita, com costumes estranhos, de caracter\u00edsticas peculiares( uma pessoa que apresente caracter\u00edsticas como barba muito grossa, muito cabelo no corpo, sobrancelhas que se juntam, dentes grandes e etc.)<\/p>\n<p><strong>6.\u00a0<\/strong>Para matar um\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0as pessoas acreditam que qualquer arma \u00e9 capaz do feito, entretanto uma norma deve ser seguida, se a pessoa quiser que o\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>\u00a0morra com a apar\u00eancia de\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>, deve dizer ap\u00f3s a sua morte que matou um bicho, mais se quiser saber a verdadeira identidade do\u00a0<strong>Lobisomem<\/strong>, deve dizer que matou um homem.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.brasilfolclore.hpg.ig.com.br\/ifolclore.vilabol.uol.com.br\/en.wikipedia.org<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lobisomen, Lendas, Mitos, Folclore, Criaturas, Saci, Curupira, Mula-sem-cabe\u00e7a, Hist\u00f3ria, Origem, Contos, Mitologia, Cren\u00e7as, Lobisomen<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[344],"tags":[],"class_list":["post-76303","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-folclore"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Lobisomen, Folclore, Lenda, Mito, Cren\u00e7a, Hist\u00f3ria Lobisomen<\/title>\n<meta name=\"description\" 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