{"id":76288,"date":"2016-08-10T18:26:57","date_gmt":"2016-08-10T18:26:57","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=76288"},"modified":"2022-06-27T11:24:35","modified_gmt":"2022-06-27T13:24:35","slug":"caipora-ou-curupira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/artes-e-cultura\/folclore\/caipora-ou-curupira","title":{"rendered":"Caipora ou Curupira"},"content":{"rendered":"<p><strong>Caipora \u2013 O Guardi\u00e3o das Matas<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil est\u00e1 repleto de lendas e hist\u00f3rias que povoam o folclore brasileiro.<\/p>\n<p>Grande parte destas lendas dizem respeito \u00e0 entidades sobrenaturais que povoam as matas e florestas, protegendo-os contra a a\u00e7\u00e3o de ca\u00e7adores.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>lenda da Caipora<\/strong>\u00a0\u00e9, provavelmente, a mais conhecida do Brasil. Na maior parte do pais ela \u00e9 conhecida como\u00a0<strong>Caipora.<\/strong><\/p>\n<p>Em algumas regi\u00f5es do Norte e Nordeste ela \u00e9 conhecida como\u00a0<strong>Caapora ou Curupira<\/strong>. Apresentaremos a seguir algumas hist\u00f3rias relacionadas \u00e0 esta lenda encontradas em v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>A Caipora \u2013 Lenda Amaz\u00f4nica<\/strong><\/p>\n<p>Havia um homem que era muito amigo de ca\u00e7ar. O maior prazer de sua vida era passar dias inteiros no mato, passarinhando, fazendo esperas, armando la\u00e7os e arapucas. De uma feita, estava ele de tocaia no alto de uma \u00e1rvore, quando viu aproximar-se uma vara de porcos-do-mato. Com a sua espingardinha derrubou uns quantos. No momento, por\u00e9m, em que se preparava para descer, satisfeit\u00edssimo com a ca\u00e7ada que acabava de fazer, ouviu ao longe os assobios do Caipora, dono, sem d\u00favida dos porcos que matara.<\/p>\n<p>O nosso amigo encolheu-se todo em cima do jirau que armara l\u00e1 na forquilha da \u00e1rvore, para esperar a ca\u00e7a, e ficou quietinho, como toucinho no sal. Da\u00ed a pouco apareceu o Caipora.<\/p>\n<p><strong>Era um molequinho, do qual s\u00f3 se via uma banda, preto como o capeta, peludo como um macaco, montado num porco magro, muito ossudo, empunhando um ferr\u00e3o, gritando que nem um danado, numa voz muito fanhosa:<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Ecou ! Ecou ! Ecou!<\/p>\n<p><strong>Dando com os porcos mortos, estirados no ch\u00e3o come\u00e7ou a ferro\u00e1-los com for\u00e7a, dizendo:<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Levantem-se, levantem-se, pregui\u00e7osos! Est\u00e3o dormindo?<\/p>\n<p>Eles levantaram-se depressa e l\u00e1 se foram embora, roncando. O \u00faltimo que ficou estendido, o maior de todos, custou mais a se levantar. O Caipora enfureceu-se. Ferreou-o com tanta sust\u00e2ncia, que quebrou a ponta do ferr\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Foi ent\u00e3o que o porco se levantou ligeiro e saiu desesperado pelo mato a fora, no rumo dos outros. Guinchou o Caipora:<\/strong><\/p>\n<p>Ah! Voc\u00ea esta fazendo manha tamb\u00e9m? Deixe estar que voc\u00ea me paga. Por sua causa tenho que ir amanh\u00e3 na casa do ferreiro pra consertar o meu ferr\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>E l\u00e1 se foi embora, com sua voz fanhosa esgani\u00e7ada:<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Ecou ! Ecou ! Ecou !<\/p>\n<p>Passado muito tempo, quando n\u00e3o se ouviam mais nem gritos nem os assobios do Caipora, o homem desceu depressa, correndo at\u00e9 em casa.<br \/>\nNo outro dia, logo cedinho, botou-se para a tenda do ferreiro, o \u00fanico que havia por aquelas redondezas. Conversa vai, conversa vem, quando, l\u00e1 para um peda\u00e7o do dia, com o sol j\u00e1 bem alto, chegou \u00e0 porta da tenda um caboclo baixote, entroncado de corpo, com o chap\u00e9u de couro de s\u00e1bado sobre os olhos.<\/p>\n<p><strong>Foi chegando, e dirigindo-se ao ferreiro:<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Bom dia, meu amo. Voc\u00ea me conserta aqui este ferr\u00e3o? Estou com muita pressa\u2026<\/p>\n<p>\u2013 Ih caboclo, depressa \u00e9 que n\u00e3o pode ser, pois n\u00e3o tem quem toque o fole. Estou aqui at\u00e9 o ponto dest\u2019hora sem trabalhar por via disto mesmo!<\/p>\n<p><strong>Saltou mais que depressa o ca\u00e7ador, que maldara logo ser o caboclo o Caipora da v\u00e9spera, o qual se desencantara para vir a casa do ferreiro, como prometera:<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Eu toco, seu mestre.<br \/>\n\u2013 E voc\u00ea sabe?<br \/>\n\u2013 Sempre arranjo um tiquinho. Tanto mais qu\u2019isso n\u00e3o tem saben\u00e7a.<\/p>\n<p>O ferreiro acendeu a forja, mandando o ca\u00e7ador tocar o fole.<\/p>\n<p><strong>O homem, ent\u00e3o, p\u00f4s-se a toc\u00e1- lo devagar, dizendo compassadamente<\/strong>:<\/p>\n<p>\u2013 Quem anda no mato<br \/>\nV\u00ea muita coisa\u2026<\/p>\n<p><strong>Depois de algum tempo, o cabloco avan\u00e7ou para ele, empurrou-o brutalmente para uma banda e disse:<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Sai daqui, que voc\u00ea n\u00e3o sabe tocar. D\u00e1 c\u00e1 isso\u2026<\/p>\n<p><strong>Come\u00e7ou a tocar o fole depressa, dizendo<\/strong>:<\/p>\n<p>\u2013 Quem anda no mato,<br \/>\nQue v\u00ea muita coisa,<br \/>\nTamb\u00e9m cala a boca,<br \/>\nTamb\u00e9m cala a boca.<\/p>\n<p>O ca\u00e7ador a\u00ed foi-se escafedendo devagarzinho, e abriu o chambre. Nunca mais atirou em porcos-do-mato, nem deu com a l\u00edngua nos dentes a respeito do que vira.* * *<\/p>\n<p>Uma vez, contam que ele, o manata, o Caipora chef\u00e3o, encarnou numa on\u00e7a pintada, que ficou azarando numa ponte que dava passagem para uma cidade e ali multava os roceiros que l\u00e1 iam vender farinha e mais comest\u00edveis, leit\u00f5es e frangos. Todo o mundo, vindo \u00e0 noite, tinha medo de passar naquela ponte.<\/p>\n<p>A\u00ed chamaram um benzed\u00f4 mestre e curad\u00f4 de quebranto, para dar jeito no lugar. Ele arranjou duas galinhas pretas, nanicas esporudas peou-as com palhas de milhos catete, p\u00f4s numa manguara e foi passar pela ponte.<\/p>\n<p>O bicho investiu nele em p\u00e9 e urrando como uma vaca parida. O cabra negou o corpo, puxou de uma garrucha picapau, que trazia, e pregou um perdigoto, rezado e fundido em Sexta-feira da Paix\u00e3o, bem no rumo do bucho do atacante. Este gemeu, esperneou, estrebuchou e faleceu.<\/p>\n<p>Era de noite. No dia seguinte, muito cedo, quando o carimbamba foi ver o que era, deparou com uma pintada macota, esticada, de banda, com a boca ensang\u00fcentada, e isto foi uma fufuta na cidade.<\/p>\n<p>Toda gente queria ver o tampadinha de sarna na mesma hora e teve um suspenso que durou at\u00e9 o casamento dela com um turco das Ar\u00e1bias.<\/p>\n<p>A ponte ficou livre e desembara\u00e7ada de estrepolias e encantos; por\u00e9m o carimbamba, curad\u00f4 e benzed\u00f4, por castigo, virou lobo e saiu disparado pelo chapad\u00e3o a fora.<\/p>\n<p>\u2026<strong>E o contador concluiu a narrativa dizendo:<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Eu n\u00e3o tenho medo do Caipora nem do Saci, seu companheiro; pois tenho uma simpatia que \u00e9 um porrete. Ali para minh\u00e3zinha eu lavo a cara com urina e dou um n\u00f3 na fralda da camisa.<\/p>\n<p>A mui\u00e9 l\u00e1 em casa fomenta o imbigo com azeite e p\u00f3 de fumo, todos os dias, antes de deitar para durmi.<\/p>\n<p>A Caapora \u2013 Vers\u00e3o Paranaense<\/p>\n<p>O caapora \u00e9 um estranho indiv\u00edduo de basta melena, que tem o corpo coberto de pelo id\u00eantico ao do catetu e o rosto, os olhos e os bigodes semelhantes aos do gato.<\/p>\n<p>\u00c9 de elevada estatura e possui extraordin\u00e1ria for\u00e7a muscular.<\/p>\n<p>Geralmente mora com os seus em covil de fralda de serra e a beira de curso d\u2019\u00e1gua. Alimenta-se exclusivamente de frutas e de mel silvestres.<\/p>\n<p>Tabagista inveterado exibe-se com volumoso pito com canudo de mais de metro. O do sexo masculino anda quase sempre entre catetus, montado no maior deles.<\/p>\n<p>Percorre em tal montaria a mata a fim de verificar se nela n\u00e3o se encontra algum ca\u00e7ador.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que muitos desses b\u00e1rbaros inimigos das aves e dos bichos t\u00eam perecido nas bem afiadas presas dos catetus, que cortam tal qual navalha. Morava outrora no sert\u00e3o da Ribeira, no Paran\u00e1 um jovem roceiro que gostava imensamente de mel de pau.<\/p>\n<p>Numa tarde, resolveu ele ir \u00e1 floresta tirar de mel. Munido de bom machado e quais e porungas, l\u00e1 se foi.<\/p>\n<p>Ao chegar ao local onde se erguia \u00e0 \u00e1rvore que continha o mel, desabou inesperadamente forte aguaceiro com trov\u00f5es e corisco. Corre daqui, corre dali, o jovem logrou abrigar-se sob a \u00e1rvore, que era muito grossa e assaz comprida. A\u00ed ficou a salvo da inoportuna \u00e1gua celeste.<\/p>\n<p>Em dado momento notou que havia algu\u00e9m no lado oposto e sob a capa da mesma \u00e1rvore. Verificando melhor, deu com um individuo peludo que tinha o corpo lambuzado de mel e. Que tremia como vara verde.<\/p>\n<p>A cada trov\u00e3o que ribombava ou corisco que relampejava, fazia sinais misteriosos \u00e0 guisa de persignar-se. Era um caapora.<\/p>\n<p>O roceiro, sem grande esfor\u00e7o mental, compreendeu tudo. O estranho ser se havia regalado com o mel, n\u00e3o lhe deixando nenhum favo. Indignado resolveu vingar-se.<\/p>\n<p>Achava-se atr\u00e1s do senhor da mata e n\u00e3o tinha sido por ele pressentido. Aproveitando-se disso, aproximou-se mais, ergueu o macaco e f\u00ea-lo descer sobre a cabe\u00e7a do tal, visando dividi-la em duas partes.<\/p>\n<p>Qual n\u00e3o foi, por\u00e9m, o seu espanto quando o gume da ferramenta alcan\u00e7ava a cabeleira.<\/p>\n<p><strong>O caapora saiu a correr pela floresta a fora a gritar como um possesso:<\/strong>\u00a0Cana brava! Cana verde! Canjarana!<\/p>\n<p>Pica-paus de mata vigem!<\/p>\n<p>Julgara-se atingido por um raio.<\/p>\n<p><strong>Caipora ou Curupira &#8211; Mito<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-162998 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Caipor1.jpg\" alt=\"\" width=\"207\" height=\"256\" \/><strong>Caipora ou Curupira<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEste mito que protege nossa fauna e nossa flora, que desorienta o ca\u00e7ador predador, que parte o machado de quem abater \u00e1rvores sem necessidade.<\/p>\n<p>Ele que permite atrav\u00e9s da preserva\u00e7\u00e3o da natureza, que se preserve assim tamb\u00e9m pelo maior tempo poss\u00edvel a esp\u00e9cie humana.<\/p>\n<p>Tendo em vista a preocupa\u00e7\u00e3o da humanidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ecologia, coloca o FEFOL, do qual \u00e9 o Patrono, e sua capital, Ol\u00edmpia, assim como o pr\u00f3prio folclore, em sintonia com o planeta.\u201d<\/p>\n<p>Entidade m\u00edtica de idealiza\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica de proced\u00eancia tupi-guarani (de \u201ccuru\u201d-corruptela de curumim + \u201cpira\u201d = corpo, corpo de menino), com liga\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias ao homem primitivo e de atributos heroicos na prote\u00e7\u00e3o da fauna e da flora.<\/p>\n<p>Tem como principal signo a dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria dos p\u00e9s em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio corpo, o que constitui um artif\u00edcio natural para despistar os ca\u00e7adores, colocando-os numa persegui\u00e7\u00e3o a falsos rastros.<\/p>\n<p>Possui extraordin\u00e1rios poderes e \u00e9 implac\u00e1vel com os ca\u00e7adores que matam pelo puro prazer de faz\u00ea-lo;<\/p>\n<p><b>H\u00e1, entretanto variantes, extremamente divergentes dessas ideias, onde o Curupira (e\/ou Caipora, do tupi-guarani \u201cca\u00e1\u201d, mato, e \u201cpora\u201d, habitante), \u00e9 um ser medonho e perverso<\/b>: \u201co dem\u00f4nio das florestas\u201d; na concep\u00e7\u00e3o pict\u00f3ria, \u201caparece\u201d de v\u00e1rias formas: como um menino de corpo peludo, cabelos avermelhados e dentes verdes; como um curumim; como um duende sem cabelos e com o corpo coberto de pelos verdes; como um an\u00e3o, um caboclinho, etc.<\/p>\n<p>O Curupira tem para n\u00f3s olimpienses uma peculiar import\u00e2ncia por ser o patrono do FEFOL, durante a qual \u00e9 incumbido de governar a cidade ap\u00f3s receber (personificado) das m\u00e3os do prefeito a carta de mandat\u00e1rio e a chave simb\u00f3lica do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>\u00c9 um mito existente em todo o Brasil. \u00c9 um ente fant\u00e1stico, demon\u00edaco, cruel para os que n\u00e3o o atendem. \u00c9 representado ora como mulher un\u00edpede, o Caipora-F\u00eamea, ora como um tapuio encantado,nu, que fuma no cachimbo, este \u00faltimo na \u00e1rea do Maranh\u00e3o a Minas.<\/p>\n<p>Manoel Ambr\u00f3sio d\u00e1 a not\u00edcia, no Nordeste, de um caboclinho com um olho s\u00f3 no meio da testa, descri\u00e7\u00e3o que nos faz lembrar dos ciclopes gregos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m aparece no Paran\u00e1 como um homem peludo que percorre as matas montado num porco-espinho.<\/p>\n<p>No Vale do Para\u00edba, estado de S\u00e3o Paulo, ele \u00e9 descrito como um ca\u00e7ador fa\u00e7anhudo, bastante feio, de pelos verdes e p\u00e9s virados para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Outro nome do Caipora, ou Caapora, \u00e9 Curupira, protetor das \u00e1rvores, chamado assim quando apresenta os p\u00e9s normais.<\/p>\n<p>Em algumas regi\u00f5es, h\u00e1 fus\u00e3o dos dois duendes, em outras elas coexistem. O mito emigrou do Sul para o Norte, conforme conclus\u00e3o dos estudiosos.<\/p>\n<p>Existe na Argentina o mesmo duende, como um gigante peludo e cabe\u00e7udo. Couto de Magalh\u00e3es aceita a influ\u00eancia platina no nosso Caipora.<\/p>\n<p>Nesse conto brasileiro, o duende vira ao avesso o ca\u00e7ador. Tamb\u00e9m \u00e9 comum, principalmente em Minas e S\u00e3o Paulo, o castigo de matar de c\u00f3cegas aquele que n\u00e3o tem fumo para content\u00e1-lo.<\/p>\n<p>O Caipora, ou Pai-do-Mato, \u00e9 protetor da ca\u00e7a e reina sobre todos os animais.<\/p>\n<p>\u00c9 mau esp\u00edrito. Infelicita os que encontra, quando n\u00e3o lhe d\u00e1 tremendas surras. Deparar o Caipora traz consequ\u00eancias desagrad\u00e1veis.<\/p>\n<p>Por extens\u00e3o, passou a lenda a considerar qualquer encontro com o Caipora como causa de infelicidade. Da\u00ed caiporismo = m\u00e1 sorte.<\/p>\n<p>O Caipora, tamb\u00e9m chamado Curupira e, em algumas regi\u00f5es, Cai\u00e7ara, justificado pelas lendas amer\u00edndias, \u00e9 protetor da ca\u00e7a e guardi\u00e3o dos caminhos. Em maio de 1550, dizia o Padre Anchieta que o Cai\u00e7ara maltratava os \u00edndios nas brenhas, com chicotadas.<\/p>\n<p>Chegava at\u00e9 a mat\u00e1-los, \u00e0 for\u00e7a de maltratos. Os \u00edndios, para apazigu\u00e1-lo, deixavam para ele, nas clareiras, penas de p\u00e1ssaros, redes, esteiras. Segundo Gon\u00e7alves Dias, Curupira \u00e9 o esp\u00edrito mau que habita as florestas.<\/p>\n<p><strong>Descreve-o assim:<\/strong>\u00a0\u2018Veste as fei\u00e7\u00f5es de um \u00edndio an\u00e3o de estatura, com armas proporcionais ao seu tamanho\u2019. Governa os porcos-do-mato e anda com varas deles, barulhando pela floresta.<\/p>\n<p><strong>O mesmo mito \u00e9 encontrado em toda a Am\u00e9rica Espanhola:\u00a0<\/strong>no Paraguai, na Bol\u00edvia, na Venezuela.<\/p>\n<p>Entre os Chipaias, tribo guarani moderna, h\u00e1 a cren\u00e7a no Curupira, como sendo um monstro antrop\u00f3fago, gigantesco, muito simpl\u00f3rio, conforme relato de Artur Ramos, em Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Antropologia Brasileira.<\/p>\n<p>Apesar de serem conhecidos o nome e o mito Curupira, no Vale do Para\u00edba \u00e9 mais encontradi\u00e7o o nome Caipora, usado at\u00e9 para designar gente de cabeleira alvoro\u00e7ada.<\/p>\n<p>L\u00e1, \u00e9 um caboclinho feio pra danar, an\u00e3o de p\u00e9s virados para tr\u00e1s, cabeludo. Viaja montado em um porco-espinho, com a cara virada do lado do rabo da montaria.<\/p>\n<p>Quem vai mato a dentro, tem que se prevenir com fumo de rolo, para lhe oferecer.<\/p>\n<p>Uma varia\u00e7\u00e3o fon\u00e9tica mais recente foi recolhida no estado de S\u00e3o Paulo, e consta do refor\u00e7o do primeiro \u2018r\u2019 brando do nome, para Currupira. Assim se diz em alguns pontos da Serra Quebra-Cangalha, nas alturas de Silveiras e assim foi ouvido em Ol\u00edmpia, cognominada a Capital Nacional do Folclore.<\/p>\n<p><strong>Caipora ou Curupira &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-163000 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/shutterstock_1830337757-scaled-e1651837542887-810x449-300x166.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"166\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/shutterstock_1830337757-scaled-e1651837542887-810x449-300x166.jpg 300w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/shutterstock_1830337757-scaled-e1651837542887-810x449-768x426.jpg 768w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/shutterstock_1830337757-scaled-e1651837542887-810x449.jpg 810w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><strong>Caipora ou Curupira<\/strong><\/p>\n<p>A lenda da\u00a0<strong>Caipora<\/strong>\u00a0\u00e9 bastante evidenciada em todo o Brasil, est\u00e1 presente desde os Ind\u00edgenas, \u00e9 deles que surgiu este mito. Segundo muitas tribos, principalmente as do Tronco Lingu\u00edstico Tupi-Guarani, a Caipora era um Deus que possu\u00eda como fun\u00e7\u00e3o e dom o Controle e Guarda das Florestas, e tudo que existia nela. Com o contato com outras civiliza\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u2013 ind\u00edgenas, esta divindade foi bastante modificada quanto a sua interpreta\u00e7\u00e3o, passando a ser vista como uma criatura maligna.<\/p>\n<p>Com o passar dos tempos muitas pessoas ainda continuam a relatar sua apari\u00e7\u00e3o, isto se d\u00e1 na maioria das vezes com pessoas no interior de matas, o local onde a caipora habita.<\/p>\n<p><strong>Caipora ou Curupira &#8211; Caracter\u00edsticas<\/strong><\/p>\n<p><strong>As caracter\u00edsticas variam, segundo as pessoas que j\u00e1 viram a Caipora, a impress\u00e3o que se tem dela pode variar dependendo se a Caipora quer perturbar ou ajudar a pessoa:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.\u00a0<\/strong>Muitas pessoas afirma que a Caipora \u00e9 um menino moreno parecido com um indiozinho, olhos e cabelos vermelhos, possui os p\u00e9s virados para tr\u00e1s. Outras pessoas dizem que ele parece com um indiozinho possui uma lan\u00e7a, um cachimbo, j\u00e1 outras pessoas o descreve igual aos modelos anteriores mais apenas um olho.<\/p>\n<p><strong>2.\u00a0<\/strong>A Caipora tem o poder de ressuscitar qualquer animal morto sem sua permiss\u00e3o, para isso apenas fala para que o bicho ressuscite.<\/p>\n<p><strong>3.\u00a0<\/strong>Por ser muito veloz as vezes as pessoas apenas v\u00ea o Caipora em alta velocidade, assemelhando \u2013 se a uma rajada de vento no mato.<\/p>\n<p><strong>4.\u00a0<\/strong>Para entrar numa mata com permiss\u00e3o da Caipora, a pessoa deve levar sempre uma oferenda para ela, como um Peda\u00e7o de Fumo-de-Rolo, um Cachimbo<\/p>\n<p>Segundo a\u00a0<strong>Lenda o Curupira<\/strong>\u00a0\u00e9 um Deus muito parecido com a caipora, com fun\u00e7\u00f5es e dom\u00ednios id\u00eanticos, ou seja as matas. O que difere \u00e9 que o Curupira sempre se apresenta montado no seu Caititu (Porco selvagem),possui uma lan\u00e7a, arco e flechas, n\u00e3o possui os p\u00e9s voltados para tr\u00e1s, utiliza para ressuscitar os bichos mortos sem seu consentimento sua lan\u00e7a, seu arco, ordem verbal e atrav\u00e9s do contato do focinho do Caititu.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.brasilfolclore.hpg.ig.com.br\/www.floresta.ufpr.br\/ifolclore.vilabol.uol.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caipora Ou Curupira, Lendas E Mitos Do Folclore,Personagens, Hist\u00f3ria, Origem, Mito, Caipora Ou Curupira<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[344],"tags":[],"class_list":["post-76288","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-folclore"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site 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