{"id":75650,"date":"2016-08-05T18:08:46","date_gmt":"2016-08-05T18:08:46","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=75650"},"modified":"2019-01-11T12:14:20","modified_gmt":"2019-01-11T14:14:20","slug":"historia-do-plastico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/curiosidades\/historia-do-plastico","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Pl\u00e1stico"},"content":{"rendered":"<p>Tudo come\u00e7ou por volta de 1860 quando o ingl\u00eas Alexandre Pakers iniciou seus estudos com o nitrato de celulosa, um tipo de resina que ganhou o nome de &#8220;Parkesina&#8221;.<\/p>\n<p>O material era utilizado em estado s\u00f3lido e tinha como caracter\u00edsticas principais flexibilidade, resist\u00eancia a \u00e1gua, cor opaca e f\u00e1cil pintura.<\/p>\n<p>Em 1862, ocasi\u00e3o da Exposi\u00e7\u00e3o Internacional de Londres, Pakers apresentou as primeiras amostras do que podemos considerar o antecessor da mat\u00e9ria-pl\u00e1stica, ponto central de uma grande fam\u00edlia de pol\u00edmeros que nos dias de hoje cont\u00e9m centenas de componentes.<\/p>\n<p>No mesmo ano, o tip\u00f3grafo americano John Wesle Hyatt (1837 &#8211; 1920) soube de um concurso em Albany, no estado de Nova York (EUA), lan\u00e7ado pela empresa Phelan and Collander, que produzia bolas de bilhar. Quem fosse capaz de desenvolver um material que pudesse substituir o marfim, que estava ficando raro na fabrica\u00e7\u00e3o das bolas de bilhar, ganharia dez mil d\u00f3lares. A partir disso, Hyatt come\u00e7ou a pesquisa do marfim artificial ou qualquer novo material que pudesse satisfazer as expectativas da empresa.<\/p>\n<p>Hyatt obteve sucesso em 1870, aperfei\u00e7oando a celul\u00f3ide &#8211; uma vers\u00e3o comercial do nitrato de celulosa com adi\u00e7\u00e3o de piroxilina, c\u00e2nfora, \u00e1lcool, polpa de papel e serragem. Nasceu, ent\u00e3o, a primeira mat\u00e9ria pl\u00e1stica artificial. Neste mesmo ano foi inaugurada a primeira f\u00e1brica da nova mat\u00e9ria-prima, batizada de Albany Dental Plate Company, nome que prov\u00e9m do fato da celul\u00f3ide ter sido utilizada primeiramente por dentistas.<\/p>\n<p>Tr\u00eas anos mais tarde (1872), a Dental Plate Company mudou para Celluloid Manufacturing Company. Esta foi a primeira vez que o nome celul\u00f3ide foi registrado.<\/p>\n<p>Por sua facilidade de trabalho, a celul\u00f3ide foi um sucesso e nos anos posteriores acabou definindo a nomenclatura das mat\u00e9rias pl\u00e1sticas que eram criadas a partir da celul\u00f3ide.<\/p>\n<p>Em 1920, Hermann Staudinger iniciou seus estudos te\u00f3ricos de estrutura e propriedade dos pol\u00edmeros naturais (celulosa e isoprene) e sint\u00e9ticos. Staudinger mostrou que os pol\u00edmeros s\u00e3o constitu\u00eddos de mol\u00e9culas em forma de longas cadeias formadas a partir de mol\u00e9culas menores, por meio da polimeriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Anteriormente, se acreditava que os<strong> pl\u00e1sticos<\/strong> eram compostos de an\u00e9is de mol\u00e9culas ligados. Por\u00e9m, as teorias de Staudinger n\u00e3o foram bem aceitas por todos os cientistas e a discuss\u00e3o continuou durante os anos 20.<\/p>\n<p>Por volta dos anos 30 nasceu o poliestireno, que tem como material base o eteno e o benzeno. Mas sua produ\u00e7\u00e3o comercial s\u00f3 foi iniciada em 1936, na Alemanha.<\/p>\n<p>Em 1949 foi inaugurada a primeira f\u00e1brica de poliestireno, a Bakol S.A, em S\u00e3o Paulo. Logo foi iniciada a produ\u00e7\u00e3o comercial do poliestireno de alto impacto.<\/p>\n<p>No in\u00edcio dos anos 60, F.H. Lambert desenvolveu o processo para moldagem de poliestireno expandido. O pl\u00e1stico substitui com vantagens uma s\u00e9rie de mat\u00e9rias-primas utilizadas pelo homem h\u00e1 milhares de anos, como vidro, madeira, algod\u00e3o, celulose e metais. Al\u00e9m disso, ao substituir mat\u00e9rias-primas de origem animal, como couro, l\u00e3 e marfim, possibilitou o acesso a bens de consumo pela popula\u00e7\u00e3o de baixa renda.<\/p>\n<p>Depois da descoberta do poliestireno, polietileno, PVC, poliamidas (Nylon) e poli\u00e9ster, o conhecimento dos mecanismos de polimeriza\u00e7\u00e3o contribuiu, nos \u00faltimos anos, para o nascimento de outros materiais pl\u00e1sticos com caracter\u00edsticas f\u00edsico-mec\u00e2nicas e de alta resist\u00eancia ao calor, os chamados tecnopol\u00edmeros ou pol\u00edmeros para engenharia.<\/p>\n<p>A partir de 1945, as mat\u00e9rias-primas pl\u00e1sticas entraram com tudo na casa das pessoas, independentemente de condi\u00e7\u00e3o social. Foi um fen\u00f4meno, pois, na \u00e9poca, o a\u00e7o predominava.<\/p>\n<p>A substitui\u00e7\u00e3o progressiva dos materiais tradicionais pelas novas subst\u00e2ncias sint\u00e9ticas mudou o conceito de forma, ergonomia e utilidade dos objetos que o homem estava acostumado a manusear em seu dia-a-dia.<\/p>\n<p>Com a introdu\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico no mercado mundial novas demandas foram surgindo, como produtos descart\u00e1veis, artigos para o lazer, eletroeletr\u00f4nicos entre outros. No setor de eletrodom\u00e9sticos, por exemplo, a utiliza\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico est\u00e1 em constante crescimento e evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos dias de hoje, o pl\u00e1stico \u00e9 considerado essencial para o progresso da humanidade. O aperfei\u00e7oamento das tecnologias de transforma\u00e7\u00e3o viaja na mesma intensidade da hist\u00f3ria dos pol\u00edmeros.<\/p>\n<h4>Os prim\u00f3rdios do pl\u00e1stico<\/h4>\n<p>Em toda a hist\u00f3ria da humanidade percebe-se que a &#8216;necessidade&#8217; \u00e9 a mola que impulsiona o homem a criar solu\u00e7\u00f5es e fazer novas descobertas, com o pl\u00e1stico tamb\u00e9m foi assim.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Pl\u00e1stico\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/histor11.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Pl\u00e1stico\" \/><\/p>\n<p>Primeiramente, foi Alexander Parkes que em 1862 descobriu um material org\u00e2nico derivado da celulose, chamada de parkesina em refer\u00eancia ao seu descobridor, que quando aquecido podia ser moldado e permanecia desta forma quando esfriava. A necessidade de substituir a borracha que at\u00e9 ent\u00e3o era a mat\u00e9ria prima de muitos produtos fez com que a parkesina fosse descoberta, mas o seu custo elevado de produ\u00e7\u00e3o desestimulou os investidores.<\/p>\n<p>O segundo, foi o tip\u00f3grafo americano John Wesley Hyatt que tentando receber o pr\u00eamio de dez mil d\u00f3lares, oferecido pela empresa Phelan and Collander para substituir o marfim na fabrica\u00e7\u00e3o de bolas de bilhar, esporte t\u00e3o popular que j\u00e1 amea\u00e7ava a popula\u00e7\u00e3o de elefantes, tornando-se necess\u00e1rio a substitui\u00e7\u00e3o do mesmo. Com este objetivo em vista, Hyatt descobriu acidentalmente que um material a base de nitrato de celulose tornava-se um filme s\u00f3lido e flex\u00edvel, estava ent\u00e3o descoberta a Celul\u00f3ide ( originada de fibras de algod\u00e3o com certos \u00e1cidos). Por ser altamente vol\u00e1til, Hyatt percebeu que poderiam explodir com o choque entre si quando usada em bolas de bilhar, e adicionou c\u00e2nfora chegando a formula\u00e7\u00e3o final da Celul\u00f3ide que foi registrada no dia 12 de julho de 1870. Jonh W. Hyatt e seu irm\u00e3o Isiah foram homens inovadores e descobridores de v\u00e1rios inventos que resultaram em mais de 200 patentes e em 1914 ganhou a Medalha de Perkin, mas seu nome ficou registrado na hist\u00f3ria como o primeiro fabricante de material pl\u00e1stico.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Pl\u00e1stico\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/histor12.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Pl\u00e1stico\" width=\"489\" height=\"267\" \/><\/p>\n<p><strong>Finalmente, devemos citar o terceiro e mais importante homem que participou na descoberta e consolida\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico em nosso mundo, que foi :<\/strong> Leo Hendrik<\/p>\n<p>Baekeland o criador da baquelita em 1909. Baekeland ap\u00f3s ter ganho dinheiro com a venda do Velox, um papel de impress\u00e3o fotogr\u00e1fico que podia ser usado sob a luz artificial \u00e0 Eastman Kodak, dedicou-se a desenvolver um aparato que permitia o controle para variar o calor e a press\u00e3o da combina\u00e7\u00e3o de \u00e1cido carb\u00f3lico ( fenol ) com formalde\u00eddo, que era o grande desafio da \u00e9poca para se fabricar uma resina pl\u00e1stica. Com este feito ele criou a primeira resina totalmente sint\u00e9tica, a Baquelita.<\/p>\n<p>Este material foi empregado para substituir in\u00fameros materiais naturais provenientes de animais, como marfim, cascos de tartarugas, madeira, etc , fabricando-se pentes, manivelas de facas, bot\u00f5es, bolas de bilhar, materiais el\u00e9tricos, j\u00f3ias e em produtos fabricados at\u00e9 hoje com ela.<\/p>\n<p>Existiram v\u00e1rias descobertas nesta \u00e9poca e em partes diferentes do mundo quase que simultaneamente de homens que buscavam novos materiais sint\u00e9ticos, mas estes tr\u00eas homens traduzem o que de mais importante surgiu para a evolu\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico como o conhecemos hoje.<\/p>\n<p><strong>Para mostrar esta evolu\u00e7\u00e3o acompanhe a cronologia abaixo:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>1835-<\/strong> Regnault apresenta o mon\u00f4mero de cloreto de vinil.<strong><br \/>\n1838-<\/strong> \u00c9 descoberto o nitrato de celulose.<strong><br \/>\n1839-<\/strong> Charles Goodyear descobre o processo de vulcaniza\u00e7\u00e3o da borracha.<strong><br \/>\n1865-<\/strong> \u00c9 descoberto o acetato de celulose.<strong><br \/>\n1870-<\/strong> Irm\u00e3o Hyatt patenteiam a celul\u00f3ide.<strong><br \/>\n1884-<\/strong> Hilaire Chardonnet inventa a primeira fibra sint\u00e9tica, a rayon de viscose.<strong><br \/>\n1905-<\/strong> Brandenburg inventa a celofane.<strong><br \/>\n1909-<\/strong> Leo Baekeland descobre a baquelita.<strong><br \/>\n1922-<\/strong> Hermann Staudinger sintetiza a borracha.<strong><br \/>\n1928-<\/strong> Ziegler come\u00e7a a estudar a qu\u00edmica org\u00e2nica princ\u00edpio da descoberta do PE e PP.<strong><br \/>\n1929-<\/strong> A empresa Dunlop cria a primeira borracha de espuma.<strong><br \/>\n1931-<\/strong> J. A Hansbeke desenvolve o neoprene.<strong><br \/>\n1933-<\/strong> Primeiros produtos injetados com Poliestireno.<strong><br \/>\n1938-<\/strong> Come\u00e7a produ\u00e7\u00e3o comercial de Poliestireno.<strong><br \/>\n1938-<\/strong> Roy Plunkett descobre o PTFE.<strong><br \/>\n1939-<\/strong> ICI patenteia a clora\u00e7\u00e3o do Polietileno.<strong><br \/>\n1940-<\/strong> O PMMA come\u00e7a a ser utilizado na avia\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\n1948-<\/strong> George deMestral inventa o Velcro.<strong><br \/>\n1950- <\/strong>O Poliestireno de alto impacto come\u00e7a a ser produzido comercialmente.<strong><br \/>\n1952-<\/strong> Come\u00e7a aparecer os primeiros produzidos fabricados em PVC.<strong><br \/>\n1953-<\/strong> O Polietileno de alta densidade come\u00e7a a ser produzido comercialmente.<strong><br \/>\n1954-<\/strong> O Polipropileno come\u00e7a a ser desenvolvido com o uso de catalisadores de Ziegler-Natta.<strong><br \/>\n1958-<\/strong> O Policarbonato come\u00e7a a ser produzido.<strong><br \/>\n1963-<\/strong> Ziegler e Natta ganham o Pr\u00eamio Nobel de Qu\u00edmica.<\/p><\/blockquote>\n<p>A partir de ent\u00e3o, a evolu\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico tomou o rumo das pesquisas de mat\u00e9rias pl\u00e1sticas feitas pela grandes companhias, voltadas para as novas tecnologias de transforma\u00e7\u00e3o em diversas \u00e1reas como a ind\u00fastria espacial, utiliza\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico que jamais os percursores poderiam imaginar.<\/p>\n<p><strong>Defini\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Como o pl\u00e1stico invadiu o mundo, nos setores da informa\u00e7\u00e3o h\u00e1 alguns termos cuja significa\u00e7\u00e3o nem sempre \u00e9 bastante conhecida. Comecemos pela defini\u00e7\u00e3o do que \u00e9 pl\u00e1stico.<\/p>\n<p><strong>Pl\u00e1stico<\/strong> \u00e9 a denomina\u00e7\u00e3o de uma numerosa e prol\u00edfica fam\u00edlia de materiais sint\u00e9ticos formados por grandes mol\u00e9culas. S\u00e3o materiais \u0093amolec\u00edveis\u0094 por calor ou solventes e, neste estado, facilmente mold\u00e1veis. Ali\u00e1s, o voc\u00e1bulo \u0093pl\u00e1stico\u0094 indica a relativa facilidade de levar-se tais materiais ao estado pl\u00e1stico. Podem receber aditivos, como estabilizadores, que lhes conferem resist\u00eancia a \u00e1cidos, calor e raios solares, e tamb\u00e9m pigmentos, que lhes d\u00e3o as cores e tonalidades desejadas.<\/p>\n<p>A express\u00e3o \u0093resina sint\u00e9tica\u0094 aparece geralmente associada a pl\u00e1sticos.<\/p>\n<p>Faz supor que a resina sint\u00e9tica, elaborada pelos qu\u00edmicos nos laborat\u00f3rios, \u00e9 a reprodu\u00e7\u00e3o servil de uma resina natural. No entanto, as resinas sint\u00e9ticas que d\u00e3o origem \u00e0 maioria dos pl\u00e1sticos, geralmente n\u00e3o s\u00e3o produtos artificiais que copiam com exatid\u00e3o a estrutura qu\u00edmica das resinas encontradas na natureza. Ao contr\u00e1rio, s\u00e3o resinas que n\u00e3o existem na natureza, mas, sim, foram criadas pelo homem ap\u00f3s observa\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias das mais diversas.<\/p>\n<p>Assim, h\u00e1 pl\u00e1sticos que tem como mat\u00e9ria-prima uma resina sint\u00e9tica proveniente, por sua vez, de outras subst\u00e2ncias que, combinadas, lhe deram origem. E tamb\u00e9m h\u00e1 pl\u00e1sticos que n\u00e3o procedem de resinas sint\u00e9ticas, mas, sim, de subst\u00e2ncias naturais, como \u00e9 o caso, por exemplo, da celulose (subst\u00e2ncia proveniente de vegetais) e da case\u00edna (prote\u00edna encontrada no leite).<\/p>\n<h4>Mon\u00f4meros e Pol\u00edmeros<\/h4>\n<p>Na produ\u00e7\u00e3o de resinas sint\u00e9ticas entram compostos qu\u00edmicos, como o fenol, formalde\u00eddo, ur\u00e9ia, melamina, acetato de vinilo, etileno e outros, conhecidos como mon\u00f4meros, isto \u00e9, s\u00e3o constitu\u00eddos de mol\u00e9culas simples. Toma-se um destes materiais monom\u00e9ricos, ou uma sele\u00e7\u00e3o de dois ou mais deles, e faz-se com que as suas mol\u00e9culas se combinem para formar mol\u00e9culas maiores (macromol\u00e9culas), constitu\u00eddas, portanto, de grande n\u00famero de pequenas mol\u00e9culas combinadas.<\/p>\n<p>Essa combina\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas de mon\u00f4meros \u00e9 chamada de polimeriza\u00e7\u00e3o e as subst\u00e2ncias decorrentes de tal combina\u00e7\u00e3o s\u00e3o chamadas de pol\u00edmeros.<\/p>\n<p>Portanto, polimeriza\u00e7\u00e3o \u0096 palavra muito encontrada nas publica\u00e7\u00f5es de nossos dias \u0096 \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o qu\u00edmica em que as mol\u00e9culas iguais ou os conjuntos de mol\u00e9culas se ligam, formando cadeias compridas ou redes sem que sua estrutura molecular se altere. O produto destas liga\u00e7\u00f5es \u00e9 uma nova subst\u00e2ncia com propriedades espec\u00edficas, que podem ser fixadas de antem\u00e3o.<\/p>\n<p>Exemplifiquemos com o etileno. O etileno \u00e9 um g\u00e1s que se desprende da nafta, durante o processo de fracionamento, na ind\u00fastria petroqu\u00edmica. As mol\u00e9culas do etileno se contentam com apenas seis \u00e1tomos \u0096 dois de carbono e quatro de hidrog\u00eanio \u0096 o que lhes atribui um peso at\u00f4mico de apenas 28. Com a polimeriza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, as mol\u00e9culas em miniatura do etileno se agigantam e se tornam macromol\u00e9culas, e o etileno, por sua vez, transforma-se em polietileno, material s\u00f3lido, com um peso molecular de 60.000.<\/p>\n<p>Os pol\u00edmeros s\u00e3o a base de grande n\u00famero de mat\u00e9rias pl\u00e1sticas. De uma forma geral, quanto maiores as mol\u00e9culas dos pol\u00edmeros, melhores as propriedades f\u00edsicas dos pl\u00e1sticos que produzem.<\/p>\n<p><strong>Citamos alguns mon\u00f4meros e, dentro de par\u00eanteses, os pol\u00edmeros que eles formam:<\/strong> fenol, formalde\u00eddo (resina de fenol formalde\u00eddo), ureia, formalde\u00eddo (resina de ureia formalde\u00eddo), acetato de vinilo (acetato de polivinilo), etileno (polietileno). Dessa forma, o polietileno \u00e9 um pol\u00edmero do etileno (g\u00e1s extra\u00eddo do petr\u00f3leo). O poliestireno \u00e9 um pol\u00edmero extra\u00eddo do estireno (por sua vez, um l\u00edquido incolor que pode vir da rea\u00e7\u00e3o do benzeno com o etileno, na presen\u00e7a de um catalisador, o cloreto de alum\u00ednio). O polipropileno \u00e9 um termopl\u00e1stico obtido pela polimeriza\u00e7\u00e3o do g\u00e1s propileno, este extra\u00eddo do petr\u00f3leo. Isto, quanto a mat\u00e9rias-primas pl\u00e1sticas.<\/p>\n<h4>As Categorias<\/h4>\n<p><strong>Quanto aos pl\u00e1sticos, classificam-se em duas categorias:<\/strong> os termopl\u00e1sticos, que, sob press\u00e3o e calor, passam por uma transforma\u00e7\u00e3o f\u00edsica, n\u00e3o sofrem muta\u00e7\u00e3o em sua estrutura qu\u00edmica, e se tornam revers\u00edveis, isto \u00e9, podem ser reaproveitados em novas moldagens; e termoest\u00e1veis ou termofixos, quando sofrem uma transforma\u00e7\u00e3o qu\u00edmica sob efeito de calor e press\u00e3o, tornam-se irrevers\u00edveis, n\u00e3o podendo ser reaproveitados. Pertencem \u00e0 primeira categoria os derivados de celulose, PVC r\u00edgido e n\u00e3o r\u00edgido, polietileno de alta e baixa densidade, polipropileno, poliestireno, policarbonato, \u0093nylon\u0094 e outros.<\/p>\n<p>E pertencem \u00e0 categoria dos termoest\u00e1veis os pl\u00e1sticos fen\u00f3licos, ur\u00e9icos, o poli\u00e9ster e a melamina.<\/p>\n<p>Os artigos pl\u00e1sticos s\u00e3o produzidos em m\u00e1quinas de inje\u00e7\u00e3o (arm\u00e1rios, assentos sanit\u00e1rios, gaveteiros, garrafeiras), de extrus\u00e3o (chapas, laminados, tubos), de sopro (frascos, brinquedos), de compress\u00e3o (tamb\u00e9m assentos, pratos, x\u00edcaras), de calandragem (chapas planas transformadas em onduladas).<\/p>\n<h4>O Mundo do Pl\u00e1stico<\/h4>\n<p>N\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o que j\u00e1 se convencionou chamar ao nosso tempo de Era do Pl\u00e1stico. Surgido h\u00e1 um s\u00e9culo e meio, o pl\u00e1stico evoluiu da posi\u00e7\u00e3o de suced\u00e2neo \u00e0 de mat\u00e9ria-prima essencial para um sem n\u00famero de especifica\u00e7\u00f5es, e a cada nova necessidade da vida moderna logo emerge das provetas um material sint\u00e9tico mais racional, mais abundante, mais uniforme, mais econ\u00f4mico. A ci\u00eancia e a t\u00e9cnica trouxeram \u00e0 luz segredos da natureza escondidos no mundo das rea\u00e7\u00f5es macrocelulares, e esta epopeia de descobrimentos ainda est\u00e1 longe de chegar ao seu ep\u00edlogo.<\/p>\n<p>Raros foram os materiais tradicionais que n\u00e3o sentiram a competi\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico ou mesmo n\u00e3o perderam sua lideran\u00e7a. A borracha sint\u00e9tica substituiu o cautchu; as fibras de \u0093nylon\u0094 e outras competem com o algod\u00e3o, a seda, a l\u00e3 e o couro; a baquelite, a galalite, o polop\u00e1s, o poliestireno, o polipropileno e outros tantos ocupam a posi\u00e7\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o indisputada da pedra, da madeira e do ferro; a melamina concorre com a lou\u00e7a e a cer\u00e2mica; o PVC, o poli\u00e9ster e o policarbonato substituem o vidro. Vers\u00e1til e numeroso, o pl\u00e1stico aparece em todos os campos das atividades dos nossos dias e n\u00e3o h\u00e1 quem possa prognosticar as fronteiras das suas perspectivas.<\/p>\n<p>J\u00e1 hoje n\u00e3o existe atividade em que o pl\u00e1stico n\u00e3o tenha seu lugar, \u00e0s vezes modesto, mas em geral priorit\u00e1rio. Ele \u00e9 rem\u00e9dio e adorno, estrutura e revestimento, brinquedo e ferramenta. O pl\u00e1stico, que come\u00e7ou copiando a natureza, terminou por arrancar-lhe os seus segredos e super\u00e1-la, ampliando assim o dom\u00ednio do homem sobre o mundo que habita e ainda abrindo-lhe caminhos para a pr\u00f3pria conquista do espa\u00e7o.<\/p>\n<h4>Cronologia<\/h4>\n<p>Reaumur, f\u00edsico e naturalista franc\u00eas, que viveu entre l683 e 1757, criador de um term\u00f4metro que leva o seu nome e autor de uma monografia sobre \u0093a arte de converter o ferro fundido em a\u00e7o\u0094 previu com bastante anteced\u00eancia que uma dia se fariam, nos laborat\u00f3rios, s\u00ednteses dos materiais encontrados na natureza. E assim foi, realmente.<\/p>\n<p>Por volta de 1840, Keller, modesto produtor de linho caseiro em Hainichen, na Sax\u00f4nia, e seu amigo Heinrich Volker, igualmente humilde fabricante de papel cuja mat\u00e9ria-prima eram os trapos recolhidos nas redondezas, partiram de caro\u00e7os de cereja reduzidos a p\u00f3 e criaram o papel de polpa de madeira. Era, na realidade, a primeira realiza\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, pr\u00e1tica e com aproveitamento em larga escala da celulose, atr\u00e1s da qual viriam os mais potentes explosivos, os filmes fotogr\u00e1ficos, o \u0093rayon\u0094, os pl\u00e1sticos sint\u00e9ticos, as lacas e os vernizes.<\/p>\n<p>A celulose \u00e9 o material de que s\u00e3o formadas as paredes das c\u00e9lulas de todos os vegetais. \u00c9 insol\u00favel na \u00e1gua, no \u00e1lcool, no \u00e9ter e em todos os solventes habituais de laborat\u00f3rio, mas se dissolve no \u00e1cido sulf\u00farico , numa solu\u00e7\u00e3o amoniacal de \u00f3xido de cobre, e depois de tratada com soda c\u00e1ustica, no bissulfeto de carbono.<\/p>\n<p>Quimicamente \u00e9 um hidrato de carbono, parente do a\u00e7\u00facar e do amido e reagindo como um \u00e1lcool.<\/p>\n<p><strong>Em forma quase pura, \u00e9 extra\u00edda das fibras do algod\u00e3o, mas qualquer vegetal a cont\u00e9m: <\/strong>folhas de capim, cascas de \u00e1rvores, baga\u00e7o de cana.<\/p>\n<p>Estruturalmente, a celulose \u00e9 uma dessas mol\u00e9culas encadeadas e polimerizadas, como a borracha natural.<\/p>\n<p>A d\u00e9cada de 1840-50 foi rica de importantes descobertas sobre a celulose. John Mercer, estampador de Blackburn, na Inglaterra, mergulhando panos de algod\u00e3o num banho de soda c\u00e1ustica, criou o algod\u00e3o mercerizado, mais suave ao tacto e mais f\u00e1cil de tingir. Assim, o algod\u00e3o mercerizado foi a primeira das numerosas fibras t\u00eaxteis naturais modificadas pelo homem.<\/p>\n<p>Em 1846, o qu\u00edmico Christian Sch\u00f6nbein, professor na Universidade de Basil\u00e9ia, tratou o algod\u00e3o com \u00e1cido n\u00edtrico e produziu a nitrocelulose, ou o chamado algod\u00e3o-p\u00f3lvora. Tal descoberta, por\u00e9m, ou se perdeu ou n\u00e3o foi devidamente patenteada, e sua autoria \u00e9 geralmente atribu\u00edda ao ingl\u00eas Alexander Parker, em 1861.<\/p>\n<p>Naquele mesmo ano de 1846, o pintor Louis Nicolas M\u00e9nard, desejando obter uma subst\u00e2ncia para revestir suas telas paisag\u00edsticas de Brabizon, dissolveu o algod\u00e3o-p\u00f3lvora numa mistura de \u00e1lcool e \u00e9ter obtendo uma pel\u00edcula de celulose lisa, dura e l\u00edmpida. Tinha descoberto o col\u00f3dio, b\u00e1sico para as lacas e vernizes e hoje t\u00e3o largamente usado&#8230;<\/p>\n<h4>O Pl\u00e1stico no Mundo<\/h4>\n<p>Uma das caracter\u00edsticas mais impressionantes da nossa \u00e9poca \u00e9 o que se pode chamar de converg\u00eancia entre a ci\u00eancia e a tecnologia, ou seja, a dist\u00e2ncia no tempo entre uma descoberta cient\u00edfica e a sua aplica\u00e7\u00e3o tem sido cada vez mais reduzida. Dezenas de anos, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, medeavam entre uma descoberta e sua utiliza\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. Assim, o aproveitamento do pl\u00e1stico, que at\u00e9 a II Guerra Mundial foi lento, acelerou-se vertiginosamente no quarto de s\u00e9culo seguinte.<\/p>\n<p>Um exemplo desse desenvolvimento, inicialmente em ritmo vagaroso, pode ser aquilatado atrav\u00e9s da import\u00e2ncia que ganharam no mercado norte-americano algumas das primeiras resinas sint\u00e9ticas. Um desses materiais, o PVC (\u0093Poly Vinil Chloryde\u0094), ou cloreto de polivinilo, lan\u00e7ado em 1928, demorou 21 anos, at\u00e9 1949, para chegar a um faturamento de US$100 milh\u00f5es e mais 15 anos para triplicar esse faturamento (em 1964, US$277 milh\u00f5es). O estireno, lan\u00e7ado em 1937, demorou apenas 14 anos para quase quadruplicar essa import\u00e2ncia (em 1964, US$362 milh\u00f5es). E, finalmente, para s\u00f3 citar mais um exemplo, o polietileno, lan\u00e7ado em 1941, demorou 13 anos para chegar a US$100 milh\u00f5es e apenas 10 anos para quase quintuplicar esse n\u00edvel (em 1964, US$471 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>Embora criado h\u00e1 um s\u00e9culo e meio, o pl\u00e1stico somente alcan\u00e7ou desenvolvimento em escala industrial nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, ou seja, mais acentuadamente no ap\u00f3s-guerra, como dissemos.<\/p>\n<p>Deve-se assinalar que, dentre os v\u00e1rios fatores que contribu\u00edram para aquele desenvolvimento, acelerado nestes \u00faltimos vinte e cinco anos, figura prioritariamente o aprofundamento da teoria da qu\u00edmica macromolecular, novos m\u00e9todos de pesquisa, an\u00e1lise e ensaio, que permitiram a formula\u00e7\u00e3o das tarefas do qu\u00edmico com muito maior precis\u00e3o, e tamb\u00e9m o progresso na constru\u00e7\u00e3o de equipamentos de transforma\u00e7\u00e3o que, por sua vez, possibilitaram a produ\u00e7\u00e3o racional de grandes quantidades de produtos uniformes.<\/p>\n<p>Em mat\u00e9ria de equipamentos, a ind\u00fastria dos pl\u00e1sticos est\u00e1 bastante adiantada, podendo-se at\u00e9 dizer que o chamado obsoletismo neste setor ocorre de ano para ano. Eles existem em n\u00famero crescente, de v\u00e1rias proced\u00eancias, altamente sofisticados. Prensas e injetores moldam, em alguns segundos, pe\u00e7as de grandes dimens\u00f5es, complexas e com muitos quilos de peso. Al\u00e9m do progresso puramente tecnol\u00f3gico, \u00e9 not\u00e1vel o aperfei\u00e7oamento dos controles eletr\u00f4nicos e de computadores. As injetoras mais modernas s\u00e3o equipadas com sistema de autoajustagem, sele\u00e7\u00e3o e controle de qualidade, orientados por unidades de computadores.<\/p>\n<h4>O Pl\u00e1stico na Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>Essa verdadeira revolu\u00e7\u00e3o \u0096 a cria\u00e7\u00e3o de novas mat\u00e9rias-primas \u0096 filha t\u00e3o leg\u00edtima da Revolu\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica, n\u00e3o detonou t\u00e3o revolucionariamente como se poderia supor. Ao contr\u00e1rio, principiou timidamente e caminhou passo a passo, \u00e0s vezes retrocedendo, at\u00e9 o instante em que, de fato, p\u00f4de eclodir e, a\u00ed, sim, adquiriu car\u00e1ter revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>At\u00e9 meados do s\u00e9culo XIX, existia uma separa\u00e7\u00e3o intranspon\u00edvel entre a natureza org\u00e2nica e a inorg\u00e2nica. As leis gerais da energia e, at\u00e9 certo ponto, o princ\u00edpio da evolu\u00e7\u00e3o de Darwin, come\u00e7aram a unificar ambos os reinos aos olhos dos estudiosos. Em 1828, Friedrich Woehler, eminente mestre de Gotingue, conseguiu efetivamente, dispensando rins de animais, obter ur\u00e9ia, partindo de mat\u00e9ria inorg\u00e2nicas. Tal descoberta, pelo menos em teoria, p\u00f4s por terra, definitivamente, o div\u00f3rcio at\u00e9 ent\u00e3o existente entre os corpos vivos e os minerais.<\/p>\n<p>Mas as comunica\u00e7\u00f5es n\u00e3o eram f\u00e1ceis como as de hoje, n\u00e3o reinava ainda uma mentalidade cient\u00edfica imune aos preconceitos e, principalmente, n\u00e3o existiam laborat\u00f3rios de pesquisa, nem o instrumental adequado, nem m\u00e9todos, nem muito menos uma vis\u00e3o bastante l\u00facida dos fen\u00f4menos qu\u00edmicos e f\u00edsicos. O que existia era alguma pesquisa nas universidades (Alemanha, Fran\u00e7a e Inglaterra), mas muitas descobertas se perderam, ou n\u00e3o foram entendidas, ou ent\u00e3o demoraram a vir a p\u00fablico, permanecendo como simples curiosidade. Para que serve isto, afinal?<\/p>\n<p>Um exemplo. Quando, segundo o Livro do \u00caxodo, Mois\u00e9s tirou os judeus do Egito e levou-os para o deserto, faltou alimento. Mas, certa manh\u00e3, apareceu sobre as plantas e o solo algo parecido ao orvalho e que se podia colher e comer antes que o sol o derretesse. Era o \u0093man\u00e1\u0094 \u0096 \u0093o p\u00e3o que o senhor vos deu para comer\u0094 \u0096 na explica\u00e7\u00e3o de Mois\u00e9s ao seu povo.<\/p>\n<p>Que coisa era esse man\u00e1 t\u00e3o mencionado na tradi\u00e7\u00e3o mediterr\u00e2nea, onde h\u00e1 tra\u00e7os vivos da passagem do \u00e1rabe? \u0096 quis saber, em 1806, o qu\u00edmico franc\u00eas Joseph Louis Proust, ent\u00e3o a servi\u00e7o do rei Carlos IV da Espanha. Pesquisou e descobriu que 60% do man\u00e1, uma goma natural, um composto, consistem em \u00e1lcool (manitol), branco e cristalino, levemente adocicado ao paladar e sol\u00favel na \u00e1gua.<\/p>\n<p>O man\u00e1 ainda hoje continua a ser colhido nos desertos da Ar\u00e1bia e, sintetizado, figura em xaropes e laxativos. Mas, naquele distante 1806, serviu apenas para dar maior renome a Proust, sem nenhuma conseq\u00fc\u00eancia para a economia espanhola nem para a ci\u00eancia em geral. Dois s\u00e9culos antes, Proust teria pago essa heresia com a morte numa fogueira da Inquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dadas essas condi\u00e7\u00f5es \u00e9 que se registram tantos \u0093achados\u0094 casuais. O pesquisador, procurando um resultado, dava com outro, \u00e0s vezes de maior valor, e desistia. S\u00f3 a pesquisa sistem\u00e1tica, levada a cabo por c\u00e9rebros privilegiados ou temperamentos muito teimosos \u00e9 que permitiu, com o tempo, j\u00e1 na \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo IXX e na primeira do s\u00e9culo XX, abrir caminho para a comunh\u00e3o da f\u00edsica, da qu\u00edmica e da matem\u00e1tica, cujas fronteiras entre si j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o bastante definidas, e que juntas formam o fundamento de todas as outras ci\u00eancias naturais.<\/p>\n<p>Foi, por exemplo, o que aconteceu com o precoce alem\u00e3ozinho Adolf von Baeyer que, aos 13 anos de idade, em 1848, realizando uma tarefa a pedido do seu mestre de qu\u00edmica em Heidelbergue, apanhou uma mancheia de anil natural e, muito simplesmente, separou dele o seu ingrediente corante ativo, a indigotina. Nem por isso mereceu elogios. S\u00f3 22 anos mais tarde, Baeyer, superando-se, realizou uma s\u00edntese do complexo p\u00f3 azul, extraindo-o do alcatr\u00e3o. Mas foi preciso esperar at\u00e9 1897 para que a sua s\u00edntese do \u00edndigo entrasse na luta dos corantes travada entre a Alemanha e a Inglaterra.<\/p>\n<p>Friedrich Woehler e m ais alguns poucos homens foram fundamentais para chegarmos \u00e0 compreens\u00e3o dos fen\u00f4menos f\u00edsico-q\u00edmicos. Um deles \u00e9 outro alem\u00e3o, Emil Fischer, que viveu entre 1852 e 1919. Ocupou a cadeira de qu\u00edmica em v\u00e1rias universidades de sua p\u00e1tria e, em Berlim, j\u00e1 no fim do s\u00e9culo, como diretor do Instituto de Qu\u00edmica, criou uma famosa escola de pesquisadores. Fischer \u00e9 um dos maiores nomes da qu\u00edmica org\u00e2nica sint\u00e9tica, pois n\u00e3o apenas formou toda uma gera\u00e7\u00e3o de pesquisadores, como ainda realizou importantes trabalhos sobre corantes e compostos do grupo ur\u00e9ico, dedicando-se tamb\u00e9m \u00e0 s\u00edntese de a\u00e7\u00facares, prote\u00ednas, \u00e1cidos, mat\u00e9rias tanantes, graxas e fermentos. Foi um dos pioneiros da qu\u00edmica dos \u00e9steres. Pr\u00eamio Nobel de Qu\u00edmica em 1902. Observe-se que o Nobel foi criado em 1901 e j\u00e1 na segunda vez em que foi atribu\u00eddo, distinguiu um dos pioneiros do pl\u00e1stico.<\/p>\n<p>O grande qu\u00edmico franc\u00eas Marcellin Berthelot, professor do Col\u00e9gio de Fran\u00e7a e que chegou a senador, ministro da Instru\u00e7\u00e3o P\u00fablica e do Exterior, consagrou boa parte da sua vida, nos \u00faltimos trinta anos do s\u00e9culo IXX, a pesquisas de qu\u00edmica org\u00e2nica, detendo-se particularmente no estudo dos \u00e9steres e da reprodu\u00e7\u00e3o, em laborat\u00f3rio, dos compostos qu\u00edmicos existentes nos seres vivos. Berthelot realizou grande n\u00famero de s\u00ednteses, como as do \u00e1lcool, metano e acetileno, e inventou v\u00e1rios aparelhos, um dos quais, o calor\u00edmetro de precis\u00e3o, foi na sua esp\u00e9cie um dos primeiros a figurar no instrumental da nova tecnologia que surgia. Berthelot veio por isso a ser chamado o pai da termo-qu\u00edmica \u0096 a parte da qu\u00edmica que considera o calor o fator integrante das rea\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas ainda se estava em pleno reino do empirismo. J\u00e1 se produzira um material sint\u00e9tico, o celul\u00f3ide, n\u00e3o se sabendo, por\u00e9m, exatamente, do que e como ele se formara. Somente mais tarde, com os misteriosos raios X \u00e9 que se sairia da atmosfera do mist\u00e9rio para a compreens\u00e3o do fen\u00f4meno.<\/p>\n<h4>Fio Sint\u00e9tico<\/h4>\n<p>Em 1850, Charles George, su\u00ed\u00e7o, esteve a ponto de criar a primeira fibra sint\u00e9tica. Um s\u00e9culo antes, Cochot e Louis Bon, na Fran\u00e7a, chegaram a enrolar fios cont\u00ednuos de \u0093seda de aranha\u0094, realmente extra\u00eddos da gosma produzida por esse aracn\u00eddeo e, com ele, fabricaram luvas e meias com razo\u00e1vel resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Audemars, revendo tal experi\u00eancia, ferveu a casca interior da amoreira na soda e adicionou-lhe sab\u00e3o, tratando depois a mistura com cal dissolvida em \u00e1cido n\u00edtrico, \u00e1lcool e \u00e9ter, \u00e0 qual juntou, finalmente, uma solu\u00e7\u00e3o de borracha. Assim, obteve um fio ininterrupto, que n\u00e3o se sabe ter chegado ao mercado.<\/p>\n<p><strong>Em 1880, quando preparava chapas fotogr\u00e1ficas revestidas de col\u00f3dio, o conde Hilaire de Chardonnet, em Besan\u00e7on, produziu a primeira fibra sint\u00e9tica que patenteou com esta explica\u00e7\u00e3o, em 1884<\/strong>: \u0093&#8230;une mati\u00e8re artificielle ressemblant \u00e0 la soje\u0094. Naquela cidade mesmo instalou sua pr\u00f3pria f\u00e1brica de t\u00eaxteis e, na Exposi\u00e7\u00e3o de Paris de 1889, apresentou a \u0093seda Chardonnet\u0094 com enorme \u00eaxito.<\/p>\n<h4>Afinal, o \u0093Nylon\u0094<\/h4>\n<p>Infelizmente, a seda Chardonnet, extra\u00edda da nitrocelulose, era facilmente inflam\u00e1vel e levou a resultados desastrosos. Pouco mais tarde, os ingleses Charles F. Cross e Ernest J. Bevan, submetendo a branca e fi\u00e1vel celulose alcalina ao bissulfato de carbono, obtiveram a viscose. Esta mesma viscose sofreu posteriormente novos tratamentos, como, por exemplo, sua transforma\u00e7\u00e3o em acetato de celulose, e ent\u00e3o surgiram no mercado v\u00e1rios tipos de \u0093rayons\u0094 sob marcas diferentes.<\/p>\n<p>Por volta de 1930, os qu\u00edmicos alem\u00e3es conseguiram dominar a polimeriza\u00e7\u00e3o industrial e, extraindo a acetona do PVC, produziram uma massa de fia\u00e7\u00e3o que, pressionada numa tubeira, solidificava-se em fios e fibras. Chamou-se a essa fibra PC, que possu\u00eda muitas vantagens, como as de ser insens\u00edvel a \u00e1cidos, \u00e1gua e agentes de putrefa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Infelizmente, n\u00e3o podia servir para vestidos e costumes:<\/strong> a simples lavagem em \u00e1gua quente e o ferro de passar representavam para ela \u0093perigo de vida\u0094.<\/p>\n<p>O criador da fibra inteiramente sint\u00e9tica \u0096 liberta da celulose \u0096 foi o Dr. Fritz Klatte que, j\u00e1 em 1913, na f\u00e1brica de Griesheim, conseguiu produzir em escala industrial o cloreto de vinilo, ent\u00e3o s\u00f3 conhecido como preparado de laborat\u00f3rio. No entanto, por essa \u00e9poca, n\u00e3o se sabia como levar o cloreto de vinilo ao estado s\u00f3lido, de polimeriz\u00e1-lo de forma racional. Quase nada se sabia sobre subst\u00e2ncias altamente pol\u00edmeras.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o final para toda a ind\u00fastria sint\u00e9tica de fios foi dada por um jovem e brilhante qu\u00edmico norte-americano, Wallace Hume Carothers que, com seu auxiliar John Hill, em 1929, nos laborat\u00f3rios da Du Pont, criou o \u0093nylon\u0094, material que n\u00e3o cont\u00e9m a menor parcela de celulose. O \u0093nylon\u0094 pertence \u00e0 fam\u00edlia dos termoest\u00e1veis \u0096 as poliamidas \u0096 em cuja composi\u00e7\u00e3o entram, a grosso modo o fenol, \u00e1cido n\u00edtrico, \u00f3leo de r\u00edcino e soda c\u00e1ustica. Era algo absolutamente novo, virgem. Os mais s\u00f3brios cientistas saudaram o \u0093nylon\u0094 de Carothers \u0093como a mais importante descoberta qu\u00edmica desde o processo de Fritz Haber para extrair nitrog\u00eanio do ar\u0094. A fibra come\u00e7ou a ser vendida \u00e0s f\u00e1bricas de meias em maio de 1940.<\/p>\n<p>Quatro anos antes, nos mesmo laborat\u00f3rios, Carothers, admir\u00e1vel arquiteto de mol\u00e9culas, criara um produto muito semelhante \u00e0 borracha natural, o isopreno. A nova mol\u00e9cula foi o cloropreno, devido ao cloreto que continha, em substitui\u00e7\u00e3o ao hidrog\u00eanio do isopreno. Atribui-se a Carothers, por causa do cloropreno e do \u0093nylon\u0094, a consolida\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de polimeriza\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, o processo de enganchar uma mol\u00e9cula a outra, soldagem molecular que se produz atrav\u00e9s de calor e press\u00e3o, na presen\u00e7a dos mais diversos catalisadores.<\/p>\n<h4>Case\u00edna<\/h4>\n<p>J\u00e1 em 1871, o ilustre qu\u00edmico Adolf von Baeyer, famoso pela s\u00edntese do anil, investigara as rea\u00e7\u00f5es de diferentes fen\u00f3is e alde\u00eddos, membros de dois grupos que cont\u00eam os nossos conhecidos desinfetantes, mas as abandonara, pois formavam subst\u00e2ncias alcatroadas que endureciam em massas resinosas insol\u00faveis. Em torno de 1890, o Dr. Adolf Spitteler, de Hamburgo, vertendo alde\u00eddo f\u00f3rmico na coalhada do leite, obteve um \u0093quadro negro\u0094 de cor branca que lhe fora encomendado. Era o primeiro pl\u00e1stico derivado da case\u00edna, que logo teve imediato aproveitamento na ind\u00fastria de bot\u00f5es.<\/p>\n<h4>Enfim, o verdadeiro pl\u00e1stico<\/h4>\n<p>As resinas fen\u00f3licas \u0096 ou fenopl\u00e1sticos \u0096 constituem a primeira fam\u00edlia, na genealogia das resinas sint\u00e9ticas.<\/p>\n<p>Por volta de 1870, Leo Hendrik Baekeland, qu\u00edmico e f\u00edsico belga laureado em quatro universidades de seu pa\u00eds, que chegou aos Estados Unidos no come\u00e7o do nosso s\u00e9culo, criou um papel fotogr\u00e1fico chamado \u0093Velox\u0094, sens\u00edvel \u00e0 luz artificial, e cujos direitos vendeu, por um milh\u00e3o de d\u00f3lares, a George Eastman, criador da Kodak.<\/p>\n<p>Ora, al\u00e9m de cientista, Baekeland, como vimos, tinha muito tino comercial. Leu e releu tudo quanto havia sobre fen\u00f3is e alde\u00eddos. Estava convencido de que o caminho para se descobrir uma goma-laca sint\u00e9tica, com possibilidades comerciais, era a rea\u00e7\u00e3o do fenol e do alde\u00eddo f\u00f3rmico, ambos abundantes e baratos.<\/p>\n<p>Repetiu todas as experi\u00eancias j\u00e1 conhecidas, com os mesmos resultados desastrosos, formando subst\u00e2ncias alcotroadas, sujas e intrat\u00e1veis, resistentes a todos os sol\u00faveis. Baekeland sabia que todo o segredo se resumia em interromper no instante exato a polimeriza\u00e7\u00e3o (processo pelo qual as pequenas mol\u00e9culas se engancham como \u0093clips\u0094 umas nas outras para formar uma mol\u00e9cula gigante, como j\u00e1 explicamos). Tentou todos os solventes poss\u00edveis, juntou \u00e0 miscela \u00e1cidos e \u00e1lcalis, mas ora obtinha um produto p\u00e9treo, ora uma massa esponjosa&#8230;<\/p>\n<p>Um dia, deu-lhe um \u0093estalo\u0094. Bem, se o fenol e o alde\u00eddo f\u00f3rmico geravam uma subst\u00e2ncia t\u00e3o rija, por que n\u00e3o pesquisar essa virtude, que lhe vinha parecendo um defeito? Deixou de pensar na goma-laca e p\u00f4s-se a pesquisar uma resina que pudesse ser fundida e modelada, que fosse imut\u00e1vel no contorno e na subst\u00e2ncia, enfim, um material que pudesse substituir o marfim dos elefantes nas bolas de bilhar!<\/p>\n<p>Agora, ao inv\u00e9s de empregar meios de retardar a polimeriza\u00e7\u00e3o, Baekeland buscou como apress\u00e1-la. Lan\u00e7ou m\u00e3o do calor. Numa autoclave, a 200 graus C, obteve, afinal, uma massa esf\u00e9rica, cor de \u00e2mbar, cuja superf\u00edcie j\u00e1 era uma impress\u00e3o exata, em negativo, do fundo da autoclave, inclusive as junturas e as cabe\u00e7as dos parafusos. Estava criada a baquelite \u0096 oriunda do seu nome \u0096 que, posteriormente, bastante aperfei\u00e7oada, deu origem a objetos dos mais diversos, inclusive as sonhadas bolas de bilhar. A baquelite foi o primeiro pl\u00e1stico real e inteiramente sint\u00e9tico.<\/p>\n<h4>A fam\u00edlia come\u00e7a a crescer<\/h4>\n<p>Como todas as fam\u00edlias prol\u00edficas, a dos pl\u00e1sticos n\u00e3o tardou a crescer. Fa\u00e7amos, embora por alto, a biografia de alguns dos seus descendentes.<\/p>\n<p>O acr\u00edlico pertence ao grupo das resinas chamadas metacr\u00edlicas, cujos pol\u00edmeros derivam do \u00e1cido acr\u00edlico. \u00c9 um material termopl\u00e1stico. A sua descoberta, os primeiros estudos te\u00f3ricos, aplica\u00e7\u00f5es e primeiras realiza\u00e7\u00f5es no campo industrial est\u00e3o ligados ao nome do Dr. Otto Roehm, cuja tese de doutoramento, na Universidade de Tubingem, em 1901, j\u00e1 teve por tema o acr\u00edlico. Somente em 1930, entretanto, o acr\u00edlico come\u00e7ou a ser industrializado na Inglaterra e na Alemanha.<\/p>\n<p>Arthur D. Little, que n\u00e3o era um especialista, mas um erudito e um homem rico, em 1893, nos Estados Unidos, j\u00e1 fabricava folhas de acetato de celulose. Mais tarde, associando-se a William H. Walker, grande mestre de qu\u00edmica industrial, produziu uma pel\u00edcula de acetato n\u00e3o inflam\u00e1vel, cuja patente foi vendida a George Eastman.<\/p>\n<p>Em 1910, igualmente, os irm\u00e3os Camille e Henry Dreyfus, trabalhando com acetato de celulose de baixa inflamabilidade, j\u00e1 forneciam filmes \u00e0 Path\u00e9 Fr\u00e9res, uma da pioneiras do cinema. Nesta mesma \u00e9poca, o qu\u00edmico su\u00ed\u00e7o Jacques Edwin Brandenberger criava o celofane, que s\u00f3 muitos dec\u00eanios mais tarde viria a ter larga utiliza\u00e7\u00e3o como material de embalagem.<\/p>\n<p>O poliestireno aparece na literatura cient\u00edfica por volta de 1839, quando o professor P. L. Simon, da Academia Berlinense de Arquitetura, o obteve casualmente por polimeriza\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea do estireno exposto \u00e0 luz solar. Por quase um s\u00e9culo, n\u00e3o passou o poliestireno de um exerc\u00edcio acad\u00eamico. N\u00e3o se sabia sequer interpretar a sua s\u00edntese, e somente em 1845 os qu\u00edmicos Blyche e Hoffman lograram explicar o processo de polimeriza\u00e7\u00e3o que dava como resultado aquele material.<\/p>\n<p>Finalmente, em 1869, Marcellin Berthelot produziu o estireno mon\u00f4mero partindo do etilbenzeno. Antes disso, o estireno era obtido do estoraque, uma resina odor\u00edfera vegetal vinda da \u00c1sia Menor. Dufraisse e Mureau, em 1922, descobriram os agentes inibidores da polimeriza\u00e7\u00e3o, indispens\u00e1veis para a conserva\u00e7\u00e3o do mon\u00f4mero em estado l\u00edquido. Entre 1900 e 1911, o poliestireno j\u00e1 era indicado para substituir objetos ent\u00e3o fabricados com celul\u00f3ide, madeira ou ebanite. A sua verdadeira fase industrial, por\u00e9m, s\u00f3 se iniciou em 1935, quando alem\u00e3es e americanos passaram a produzi-lo em larga escala.<\/p>\n<p>O cloreto de polivinillo, ou PVC, se obt\u00e9m atrav\u00e9s da polimeriza\u00e7\u00e3o do cloreto de vinilo. Este mon\u00f4mero foi sintetizado pela primeira vez em 1835, pelo qu\u00edmico franc\u00eas Regnault, que n\u00e3o lhe deu import\u00e2ncia. Foi o qu\u00edmico Baumann, em 1872, quem p\u00f4s em destaque a tend\u00eancia do cloreto de vinilo a polimerizar-se sob a a\u00e7\u00e3o da luz solar, transformando-se num termopl\u00e1stico. Estas descobertas, por\u00e9m, n\u00e3o levaram o PVC a ser industrializado.<\/p>\n<p><strong>Na f\u00e1brica de Griesheim, ligada a Hoechst, na Alemanha, Fritz Klatte, retornando as experi\u00eancia de Baeyer e outros, exp\u00f4s garraf\u00f5es de \u00e9ster vin\u00edlico l\u00edquido \u00e0 luz solar e obteve uma polimeriza\u00e7\u00e3o natural:<\/strong> uma massa sint\u00e9tica, patenteada em 1913 como \u0093Mowilit\u0094. Submetida a solventes e a evapora\u00e7\u00f5es, servia esse material para esmaltes, filmes, fios, etc. Era o acetato de polivinilo, PVA, que viria mais tarde a encontrar tantas aplica\u00e7\u00f5es no mundo moderno. Foi o mesmo qu\u00edmico quem descobriu, pela mesma \u00e9poca, a s\u00edntese do cloreto de vinilo, partindo do \u00e1cido clor\u00eddrico gasoso e do acetileno em presen\u00e7a de cloretos met\u00e1licos como catalisadores. A produ\u00e7\u00e3o, em escala industrial, de ambos os materiais s\u00f3 come\u00e7ou em 1933.<\/p>\n<p>Os ingleses E. W. Fawcett e R. Gibson foram os primeiros a descobrir tra\u00e7os de polietileno sob a forma de um p\u00f3 branco. A ICI (Imperial Chemical Industries) o patenteou em 1937. Tratava-se de polietileno de baixa densidade. O de alta densidade foi criado pelo Prof. Ziegler, trabalhando para a Philips Petroleum, patente de 1954.<\/p>\n<p>O policarbonato da fam\u00edlia dos poli\u00e9steres, tem por pai o Dr. Hermann Schnell, da Bayer alem\u00e3. Por \u00e9steres, conhecem-se em qu\u00edmica, os produtos de rea\u00e7\u00e3o dos \u00e1lcoois e \u00e1cidos. S\u00e3o muito freq\u00fcentes. As gorduras assimiladas pelo nosso organismo figuram entre os \u00e9steres, isto \u00e9, os \u00e9steres da glicerina.<\/p>\n<p>O precursor do policarbonato foi o qu\u00edmico austr\u00edaco Alfred Einhorn que, num trabalho puramente acad\u00eamico, fez uma comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica a respeito em 1898. Em 1902, nova comunica\u00e7\u00e3o, agora dos qu\u00edmicos Bischoff e Von Hedenstrom. Carothers, de quem falaremos adiante, pouco mais tarde tamb\u00e9m estudou a mat\u00e9ria. Partiu, em suas experi\u00eancias, das resinas poli\u00e9steres, mas caiu num campo imprevisto, o das poliamidas. O policarbonato passou a ser industrializado em 1956.<\/p>\n<p>O polipropileno, termopl\u00e1stico que parte do propileno polimerizado, \u00e9 um dos sint\u00e9ticos mais recentes. \u00c9 o primeiro produzido industrialmente no mundo mediante o chamado processo de polimeriza\u00e7\u00e3o estereoespec\u00edfica., descoberto e realizado na Polit\u00e9cnica de Mil\u00e3o pelo Professor Giulio Natta que, com Karl Ziegler, qu\u00edmico de M\u00fclheim, mereceu o Pr\u00eamio Nobel de Qu\u00edmica de 1963. Ambos foram distinguidos por aquela l\u00e1urea pelas suas descobertas no campo da qu\u00edmica e da tecnologia dos pol\u00edmetros de \u00edndice elevado. E se relacionam com m\u00e9todos fundamentais que permitem edificar macromol\u00e9culas org\u00e2nicas por polimeriza\u00e7\u00e3o catal\u00edtica, a partir de carbonetos simples n\u00e3o saturados.<\/p>\n<p>Muitos outros sint\u00e9ticos foram em seguida ou ao mesmo tempo criados e comercializados.<\/p>\n<p><strong>Pela sua import\u00e2ncia, registramos mais este, com as datas em que passaram a ser industrializados em larga escala:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Melamina, 1935<br \/>\nSilicone, 1941<br \/>\nABS, 1946<br \/>\nEpoxy, 1947<br \/>\nPoliuretana, 1952<br \/>\nPoliacetal, 1953.<\/p><\/blockquote>\n<h4>Celul\u00f3ide<\/h4>\n<p>As primeira not\u00edcias que se tem a respeito da cria\u00e7\u00e3o do celul\u00f3ide, que s\u00f3 parcialmente \u00e9 um material sint\u00e9tico, nos v\u00eam da Fran\u00e7a, de estudos levados a cabo por H. Braconnete, em 1833. Registram-se tamb\u00e9m as experi\u00eancias de Sch\u00f6nbein, na Alemanha em 1845. Mas quem patenteou o novo artigo, em 1865, resguardando os solventes e plastificantes da chamada nitrocelulose, foi um impressor de Albany, Nova York, de nome John Wesley Hyatt, que com sua descoberta ganhou a medalha \u0093Perkin\u0094, conferida pela \u0093British Society of Chemical Industry\u0094.<\/p>\n<p>Hyatt e seu irm\u00e3o Isa\u00edas obtiveram o celul\u00f3ide produzindo um caldo de duas partes de nitrato de celulose e uma parte de c\u00e2nfora, gelatinizando depois a mistura sob press\u00e3o, na presen\u00e7a de solventes. Dizem os pesquisadores, comentando tal descoberta, n\u00e3o compreender com Hyatt e o irm\u00e3o sobreviveram \u00e0s experi\u00eancias a que submeteram a nitrocelulose. Alexander Parker, Daniel Spill e outros, mais conscientes da explosividade da mistura, n\u00e3o se atreveram a faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Da\u00ed Hyatt, que n\u00e3o era um qu\u00edmico, vir a tornar-se o pai da celul\u00f3ide \u0096 um sint\u00e9tico mesti\u00e7ado, digamos assim \u0096 e tamb\u00e9m o pioneiro da sua industrializa\u00e7\u00e3o em larga escala.<\/p>\n<p>Por que o fizera? Para ganhar um pr\u00eamio ent\u00e3o institu\u00eddo nos Estados Unidos, de 10 mil d\u00f3lares, para quem inventasse uma subst\u00e2ncia capaz de substituir o marfim dos elefantes para bolas de bilhar. Hyatt n\u00e3o ganhou o pr\u00eamio, mas ganhou muito mais com a produ\u00e7\u00e3o do celul\u00f3ide \u0096 o arauto da Era Pl\u00e1stica.<\/p>\n<h4>Moldagem de Produtos Pl\u00e1sticos<\/h4>\n<p><strong>Os produtos pl\u00e1sticos podem ser moldados em v\u00e1rios processos fabris, sendo:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Processos mec\u00e2nicos de moldagem, onde as diversas resinas polim\u00e9ricas em formato de gr\u00e2nulos, mat\u00e9ria-prima, depois de aquecidas podem ser processadas pelos m\u00e9todos de :<\/strong><\/p>\n<p><strong>Extrus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A mat\u00e9ria-prima amolecida \u00e9 expulsa atrav\u00e9s de uma matriz instalada no equipamento denominada extrusora, produzindo um produto que conserva a sua forma ao longo de sua extens\u00e3o. Os produtos flex\u00edveis, como embalagens, sacolas, sacos e bobinas tamb\u00e9m conhecidos como filme, ap\u00f3s o processo de extrus\u00e3o, podem ser gravados sendo modelados o produto final com soldas e cortes. Os produtos r\u00edgidos ou semi-r\u00edgidos, como tubos, perfis, mangueiras e chapas, tem o mesmo processo, havendo mudan\u00e7a da mat\u00e9ria-prima e matriz.<\/p>\n<p><strong>Inje\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A mat\u00e9ria-prima amolecida pelo calor e sob press\u00e3o \u00e9 injetada atrav\u00e9s de pequenos orif\u00edcios do molde, modelo do produto a ser fabricado, instalado num equipamento denominado injetora. O produto, depois de resfriado suficiente para manter a forma e medidas necess\u00e1rias, \u00e9 extra\u00eddo do molde.<\/p>\n<p><strong>Sopro<\/strong><\/p>\n<p>A mat\u00e9ria-prima amolecida pelo calor \u00e9 expulsa atrav\u00e9s de uma matriz e ou fieira, formando uma mangueira quando o molde fecha sobre esta mangueira \u00e9 introduzido uma agulha onde o ar \u00e9 soprado, que for\u00e7a o material a ocupar as paredes ocas do molde, sendo moldada ent\u00e3o a pe\u00e7a e ap\u00f3s resfriamento extra\u00edda.<\/p>\n<h4>Inje\u00e7\u00e3o \/ Sopro<\/h4>\n<p><strong>Pr\u00e9-forma<\/strong><\/p>\n<p>\u00e9 um processo conjugado de inje\u00e7\u00e3o e sopro. Desenvolvido para moldar a mat\u00e9ria-prima PET. A resina Pet tem caracter\u00edsticas muito peculiares, onde o produto pode ser moldado em dois processos distintos, sem comprometer suas caracter\u00edsticas de resist\u00eancia e transpar\u00eancia. A mat\u00e9ria-prima Pet \u00e9 injetada mantendo o formato de uma embalagem, sem nenhum ar internamente, denominada preforma. Quando aquecida no segundo processo, dentro do equipamento pr\u00f3prio e especial, o ar \u00e9 soprado internamente tomando o formato do produto final. Este processo \u00e9 para produtos de frascaria, usados em refrigerantes, \u00e1gua mineral. Possui alto \u00edndice de transpar\u00eancia e bom desempenho no envase de gaseificados.<\/p>\n<p><strong>Rotomolagem<\/strong><\/p>\n<p>A mat\u00e9ria-prima flu\u00edda e sob rota\u00e7\u00e3o modela os produtos. Este processo \u00e9 muito utilizado nas resinas elastom\u00e9ricas (emborrachado) para produzir cabe\u00e7as de bonecas, pe\u00e7as ocas, c\u00e2meras de bola, grandes contenair, pe\u00e7as r\u00edgidas de alta complexidade na extra\u00e7\u00e3o do molde.<\/p>\n<p><strong>Fundi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u00e9 um processo para baixa produ\u00e7\u00e3o, quase sempre utilizado prot\u00f3tipos. Consiste em despejar a resina l\u00edquida adicionada a outras subst\u00e2ncias enrijecedotas dentro de um molde. Na fundi\u00e7\u00e3o podem ser utilizadas tanto resinas termopl\u00e1sticas como resinas termorr\u00edgidas, mesmo que termofixas, n\u00e3o \u00e9 empregado aquecimento ou press\u00e3o. Este m\u00e9todo \u00e9 usado para a produ\u00e7\u00e3o de brindes, pequenos adornos, dentre outros.<\/p>\n<p><strong>Termoformagem<\/strong><\/p>\n<p>Moldagem de produtos a partir do aquecimento de uma chapa de resina termopl\u00e1stica, que introduzida no molde fixado em uma prensa e acionado molda o produto. A moldagem pode ser feita com a utiliza\u00e7\u00e3o de ar quente, o qual suga a chapa dentro da cavidade ou aquecimento do molde, moldando a chapa sem utiliza\u00e7\u00e3o de ar. Este processo \u00e9 utilizado na maioria dos produtos de vasilhames descart\u00e1veis, como copos, pratos, etc&#8230;<\/p>\n<p>Existem ainda os processos complementares tipo caladragem com ou sem lamina\u00e7\u00e3o, onde s\u00e3o agregados outros materiais n\u00e3o pl\u00e1sticos como tecidos, metais para produ\u00e7\u00e3o de mancais, isolantes, toalhas de mesa, bem como embalagens de v\u00e1rias camadas com papel, metal e outros.<\/p>\n<p><strong>Lamina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Este processo com superposi\u00e7\u00e3o de materiais como papel, papel\u00e3o, metais, previamente tratados com resina termopl\u00e1stica, forma um \u0093sandu\u00edche\u0094 que \u00e9 prensado com aquecimento, proporcionando a ader\u00eancia total das camadas, resultando em produtos altamente resistentes. Havendo indica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica em ter as espessuras uniformes e ou dimensionalmente controladas utiliza-se o sistema de caladragem, ou seja o estiramento por dois ou mais cilindros.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-140786  aligncenter\" title=\"Hist\u00f3ria do pl\u00e1stico\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/plastico.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do pl\u00e1stico\" width=\"321\" height=\"229\" \/><\/p>\n<p>O americano de origem belga Leo Hendrik Baekeland produziu, em 1909, a primeira subst\u00e2ncia pl\u00e1stica sint\u00e9tica, a baquelita.<\/p>\n<p><strong>Foi o in\u00edcio da ind\u00fastria dos pl\u00e1sticos, que revolucionou a vida cotidiana e criou um dos maiores problemas ambientais do fim do s\u00e9culo XX: <\/strong>a elimina\u00e7\u00e3o do lixo pl\u00e1stico, que n\u00e3o pode ser reciclado e produz gases t\u00f3xicos ao ser incinerado.<\/p>\n<p>Pl\u00e1stico \u00e9 todo composto sint\u00e9tico ou natural que tem como ingrediente principal uma subst\u00e2ncia org\u00e2nica de elevado peso molecular. Em seu estado final \u00e9 s\u00f3lido, mas em determinada fase da fabrica\u00e7\u00e3o pode comportar-se como fluido e adquirir outra forma.<\/p>\n<p>Em geral, os pl\u00e1sticos s\u00e3o materiais sint\u00e9ticos obtidos por meio de fen\u00f4menos de polimeriza\u00e7\u00e3o ou multiplica\u00e7\u00e3o artificial dos \u00e1tomos de carbono nas grandes correntes moleculares dos compostos org\u00e2nicos, derivados do petr\u00f3leo ou de outras subst\u00e2ncias naturais.<\/p>\n<p>O nome pl\u00e1stico vem do grego plastikos, &#8220;male\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<p>Os pol\u00edmeros, mol\u00e9culas b\u00e1sicas dos pl\u00e1sticos, est\u00e3o presentes em estado natural em algumas subst\u00e2ncias vegetais e animais como a borracha, a madeira e o couro. H\u00e1 subst\u00e2ncias, como a celulose, que apesar de terem propriedades pl\u00e1sticas n\u00e3o se enquadram nessa categoria.<\/p>\n<h4>Hist\u00f3rico<\/h4>\n<p>Subst\u00e2ncias el\u00e1sticas extra\u00eddas de resinas naturais, como a da seringueira, j\u00e1 eram conhecidas em certas regi\u00f5es da Am\u00e9rica, Oceania e \u00c1sia em \u00e9pocas primitivas. Das cr\u00f4nicas de viajantes europeus medievais, como Marco Polo, constam relatos sobre a exist\u00eancia dessas subst\u00e2ncias, que foram introduzidas na Europa durante o Renascimento. At\u00e9 o s\u00e9culo XIX o aproveitamento desses materiais foi muito pequeno, mas o desenvolvimento da qu\u00edmica permitiu seu aperfei\u00e7oamento e o melhor aproveitamento de suas propriedades. Em 1862 o ingl\u00eas Alexander Parkes criou a parquesina, o primeiro pl\u00e1stico propriamente dito.<\/p>\n<p><strong>Sete anos mais tarde John Wesley Hyatt descobriu um elemento de capital import\u00e2ncia para o desenvolvimento da ind\u00fastria dos pl\u00e1sticos:<\/strong> a celul\u00f3ide. Tratava-se de um material fabricado a partir da celulose natural tratada com \u00e1cido n\u00edtrico e c\u00e2nfora, subst\u00e2ncia cujos efeitos de plastifica\u00e7\u00e3o foram muito usados em \u00e9pocas posteriores.<\/p>\n<p>A fabrica\u00e7\u00e3o dos<strong> pl\u00e1sticos<\/strong> sint\u00e9ticos teve in\u00edcio com a produ\u00e7\u00e3o da baquelita, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, e registrou um desenvolvimento acelerado a partir da d\u00e9cada de 1920. O progresso da ind\u00fastria acompanhou a evolu\u00e7\u00e3o da qu\u00edmica org\u00e2nica que, principalmente na Alemanha, permitiu o descobrimento de muitas subst\u00e2ncias novas. Hermann Standinger comprovou em 1922 que a borracha se compunha de unidades moleculares repetidas, de grande tamanho, que passaram a ser chamadas de macromol\u00e9culas. Essa comprova\u00e7\u00e3o abriu caminho para a descoberta, antes da metade do s\u00e9culo, dos poliestirenos, do vinil, das borrachas sint\u00e9ticas e das poliuretanas e silicones, todos de amplo uso e obtidos a partir de mat\u00e9rias-primas vegetais e minerais.<\/p>\n<h4>Constitui\u00e7\u00e3o dos pl\u00e1sticos<\/h4>\n<p>O mecanismo qu\u00edmico de forma\u00e7\u00e3o dos pl\u00e1sticos recebe o nome de polimeriza\u00e7\u00e3o e consiste na constru\u00e7\u00e3o de grandes cadeias de carbono, cheias de ramifica\u00e7\u00f5es, nas mol\u00e9culas de certas subst\u00e2ncias org\u00e2nicas. A mol\u00e9cula fundamental do pol\u00edmero, o mon\u00f4mero, se repete um n\u00famero elevado de vezes por meio de processos de condensa\u00e7\u00e3o ou adi\u00e7\u00e3o aplicados sobre o composto. Os pol\u00edmeros de condensa\u00e7\u00e3o s\u00e3o obtidos mediante a s\u00edntese de um conjunto de unidades moleculares, feita pela elimina\u00e7\u00e3o de unidades moleculares, como a \u00e1gua. O mecanismo de adi\u00e7\u00e3o forma macromol\u00e9culas pela uni\u00e3o sucessiva de unidades qu\u00edmicas.<\/p>\n<p>Para que ocorram os processos de polimeriza\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que seja mantida uma temperatura elevada, o que, a princ\u00edpio, se consegue gra\u00e7as ao car\u00e1ter exot\u00e9rmico das rea\u00e7\u00f5es. Esse desprendimento do calor produzido pela din\u00e2mica interna da pr\u00f3pria rea\u00e7\u00e3o alimenta transforma\u00e7\u00f5es em cadeia que diminuem, geralmente de modo espont\u00e2neo e gradual, at\u00e9 cessar por completo. Em algumas ocasi\u00f5es se faz necess\u00e1rio o uso de elementos estabilizadores que impe\u00e7am rea\u00e7\u00f5es descontroladas e explosivas. Uma vez formados, os pol\u00edmeros se mant\u00eam unidos por for\u00e7as de dispers\u00e3o, d\u00e9beis atra\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas entre as mol\u00e9culas e o pr\u00f3prio emaranhado das ramifica\u00e7\u00f5es moleculares.<\/p>\n<h4>Classifica\u00e7\u00e3o e usos<\/h4>\n<p>As numerosas subst\u00e2ncias pl\u00e1sticas existentes, naturais ou artificiais, s\u00e3o classificadas em dois grandes grupos, chamados de termopl\u00e1sticos e termoest\u00e1veis devido a seu comportamento ante as varia\u00e7\u00f5es de temperatura. Materiais termopl\u00e1sticos.<\/p>\n<p>Os materiais termopl\u00e1sticos s\u00e3o subst\u00e2ncias caracterizadas por sua propriedade de mudar de forma sob a a\u00e7\u00e3o do calor, o que permite seu tratamento e moldagem por meios mec\u00e2nicos. Com o resfriamento, esses materiais recuperam sua consist\u00eancia inicial. Entre eles est\u00e3o os derivados da celulose, os pol\u00edmeros de adi\u00e7\u00e3o e os pol\u00edmeros de condensa\u00e7\u00e3o. Os derivados da celulose s\u00e3o obtidos mediante a adi\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias \u00e1cidas ou alcalinas \u00e0 celulose vegetal ou sintetizada. O polietileno, as resinas acr\u00edlicas, o vinil, o poliestireno e os pol\u00edmeros de formalde\u00eddo constituem as principais variedades de pol\u00edmeros de adi\u00e7\u00e3o com propriedades termopl\u00e1sticas. O cloreto de polivinila tem um grande n\u00famero de aplica\u00e7\u00f5es, da fabrica\u00e7\u00e3o de roupas e brinquedos a isolantes el\u00e9tricos e m\u00f3veis.<\/p>\n<p>As resinas acr\u00edlicas s\u00e3o obtidas do \u00e1cido acr\u00edlico e entre elas sobressai o metilmetacrilato, subst\u00e2ncia altamente transparente utilizada nas janelas de aeronaves e cujo uso na fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis e objetos decorativos se difundiu na d\u00e9cada de 1970. Os poliestirenos aparecem em grande variedade e s\u00e3o em geral obtidos por meio da polimeriza\u00e7\u00e3o de uma resina de cor branca. Suas propriedades de dureza, transpar\u00eancia e brilho unidas ao alto poder como isolante el\u00e9trico os transformaram num dos materiais mais \u00fateis na fabrica\u00e7\u00e3o de objetos por inje\u00e7\u00e3o em moldes. J\u00e1 os formalde\u00eddos polimerizados possuem elasticidade e alta resist\u00eancia a impactos, sendo usados na ind\u00fastria automotiva e na constru\u00e7\u00e3o. Entre os pol\u00edmeros de condensa\u00e7\u00e3o se destacam os policarbonatos e as poliamidas, como o n\u00e1ilon, muito usadas na ind\u00fastria t\u00eaxtil. Diferentes tipos de n\u00e1ilon, obtidos por modifica\u00e7\u00f5es externas no comprimento das mol\u00e9culas, s\u00e3o usados tamb\u00e9m em m\u00e1quinas.<\/p>\n<h4>Materiais termoest\u00e1veis<\/h4>\n<p>Os pl\u00e1sticos termoest\u00e1veis se amoldam por aquecimento, mas depois de um certo tempo adquirem uma estrutura peculiar na qual endurecem rapidamente e se convertem em materiais r\u00edgidos que, se aquecidos em excesso, se carbonizam antes de recuperar a maleabilidade. As poliuretanas, reduzidas a l\u00e2minas, s\u00e3o usadas como isolantes t\u00e9rmicos e espumas de recheio em almofadas. Os aminopl\u00e1sticos, como as resinas de ureia, s\u00e3o transparentes e resistem a press\u00f5es externas.<\/p>\n<p>J\u00e1 os pl\u00e1sticos fen\u00f3licos, dos quais a baquelita \u00e9 um dos tipos principais, derivam do fenol ou \u00e1lcool de benzeno. Os poli\u00e9steres s\u00e3o fabricados habitualmente a partir de \u00e1cidos e \u00e1lcoois n\u00e3o saturados e s\u00e3o usados na fabrica\u00e7\u00e3o de tintas, fibras t\u00eaxteis e pel\u00edculas. Quanto aos silicones, cadeias moleculares que usam \u00e1tomos de sil\u00edcio em vez de carbono, s\u00e3o usados na fabrica\u00e7\u00e3o de l\u00e2minas de alta resist\u00eancia mec\u00e2nica e de subst\u00e2ncias diel\u00e9tricas. Devido \u00e0 inocuidade fisiol\u00f3gica, s\u00e3o muito usados em pr\u00f3teses, para substituir elementos do corpo humano.<\/p>\n<h4>Manufatura dos pl\u00e1sticos<\/h4>\n<p>As principais fontes naturais dos pl\u00e1sticos s\u00e3o a celulose, extra\u00edda dos vegetais, o carbono e sobretudo o petr\u00f3leo, o g\u00e1s natural e seus derivados.<\/p>\n<p>Esses materiais s\u00e3o tratados mediante processos de craqueamento, ou ruptura qu\u00edmica das cadeias moleculares de que s\u00e3o formados, na presen\u00e7a de catalisadores.<\/p>\n<p>Posteriormente, s\u00e3o submetidos \u00e0 polimeriza\u00e7\u00e3o e outros processos de transforma\u00e7\u00e3o. Nos processos de tratamento dos pl\u00e1sticos acrescentam-se a sua estrutura determinadas subst\u00e2ncias com a finalidade de manter suas caracter\u00edsticas. Entre elas est\u00e3o corpos plastificantes, que consistem normalmente de \u00e9steres de elevado ponto de ebuli\u00e7\u00e3o e baixa volatilidade, que melhoram sua flexibilidade ao incrustar-se nas correntes moleculares dos pol\u00edmeros. Outros aditivos freq\u00fcentes s\u00e3o os estabilizadores e os antioxidantes cujo uso depende do tipo de pol\u00edmero que se quer obter. Tamb\u00e9m s\u00e3o adicionados corantes de origem mineral ou org\u00e2nica, subst\u00e2ncias anticombust\u00e3o e elementos de recheio e refor\u00e7o das cadeias de pol\u00edmeros.<\/p>\n<p>Existem v\u00e1rios m\u00e9todos de fabrica\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos, tais como a moldagem por aquecimento em molde \u00fanico, os processos de inje\u00e7\u00e3o a v\u00e1cuo, com a\u00e7\u00e3o centr\u00edfuga mediante dispositivos girat\u00f3rios, a termoestabiliza\u00e7\u00e3o em prensas hidr\u00e1ulicas e a extrus\u00e3o. Este \u00faltimo \u00e9 o m\u00e9todo predominante na ind\u00fastria e consiste na fus\u00e3o e compress\u00e3o da subst\u00e2ncia pl\u00e1stica, que \u00e9 introduzida num recipiente capaz de sofrer varia\u00e7\u00f5es de temperatura.<\/p>\n<p>A extrus\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 empregada em l\u00e2minas ou pel\u00edculas para a obten\u00e7\u00e3o de finas camadas de polietileno. O m\u00e9todo de sopro, que consiste na introdu\u00e7\u00e3o de ar sob press\u00e3o entre l\u00e2minas de material termopl\u00e1stico, \u00e9 usado na fabrica\u00e7\u00e3o de corpos ocos.<\/p>\n<h4>Outros usos<\/h4>\n<p>Casas inteiras, feitas de pl\u00e1stico, j\u00e1 foram constru\u00eddas em v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p>No Brasil a primeira foi criada em 1964 por Edgar Duvivier. Os Estados Unidos constru\u00edram, para seu pavilh\u00e3o na Exposi\u00e7\u00e3o de Osaka, no Jap\u00e3o, a maior bolha de pl\u00e1stico infl\u00e1vel do mundo, com 89m de largura e 155m de comprimento. Bolhas menores, feitas de polietileno, vinil ou n\u00e1ilon, podem ser infladas em poucas horas para uso como abrigos ou armaz\u00e9ns. Bolhas pequenas, do mesmo material, podem ser usadas como almofadas e at\u00e9 substituir camas.<\/p>\n<p>Os pl\u00e1sticos s\u00e3o cada vez mais empregados na ind\u00fastria automobil\u00edstica e a empresa alem\u00e3 BMW foi a pioneira na cria\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis com toda a carro\u00e7aria feita de um monobloco de pl\u00e1stico.<\/p>\n<p>A elabora\u00e7\u00e3o dos diversos processos de grava\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de imagem e som s\u00f3 se tornou poss\u00edvel gra\u00e7as ao uso de pl\u00e1sticos.<\/p>\n<p>As fitas de grava\u00e7\u00e3o em \u00e1udio e v\u00eddeo s\u00e3o feitas de polietileno. H\u00e1 discos feitos de vinil e os filmes fotogr\u00e1ficos e cinematogr\u00e1ficos s\u00e3o fabricados em celul\u00f3ide.<\/p>\n<p><strong>O que s\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os pl\u00e1sticos s\u00e3o materiais sint\u00e9ticos produzidos a partir de mat\u00e9rias qu\u00edmicas b\u00e1sicas chamadas mon\u00f4meros.<\/p>\n<p>S\u00e3o formados pela uni\u00e3o de grandes cadeias moleculares, os pol\u00edmeros. Do grego, poli, que significa muitas, e mero, partes. Existem pol\u00edmeros naturais e sint\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Os sint\u00e9ticos s\u00e3o produzidos industrialmente e d\u00e3o origem aos pl\u00e1sticos.<\/p>\n<p>Os pol\u00edmeros naturais podem ser encontrados em plantas e animais.<\/p>\n<p>A madeira, o algod\u00e3o e o l\u00e1tex s\u00e3o alguns deles.<\/p>\n<blockquote><p><strong>1838 &#8211;<\/strong> O franc\u00eas Victor Regnault polimeriza o cloreto de vinila (PVC) com aux\u00edlio de luz solar. <strong><br \/>\n1839 <\/strong>&#8211; O norte-americano Charles Goodyear descobre a vulcaniza\u00e7\u00e3o da borracha natural, possibilitando o uso desse material. <strong><br \/>\n1835-1900 <\/strong>&#8211; S\u00e3o desenvolvidos derivados de celulose como o nitrato de celulose, a celul\u00f3ide, fibras de viscose rayon, entre outros. <strong><br \/>\n1898 <\/strong>&#8211; Os qu\u00edmicos Einhor e Bischoff descobrem, por acaso, o policarbonato, que seria desenvolvido apenas em 1950. <strong><br \/>\n1907 <\/strong>&#8211; O norte-americano Leo Hendrik Baekeland sintetiza resinas de fenol-formalde\u00eddo, que ficariam conhecidas como baquelites. O baquelite \u00e9 o primeiro pl\u00e1stico totalmente sint\u00e9tico que surge em escala comercial. <strong><br \/>\n1920-1950 <\/strong>&#8211; <strong>Neste per\u00edodo, s\u00e3o desenvolvidos os pol\u00edmeros:<\/strong> policloreto de vinila (PVC), polimetacrilato de metila (PMMA), poliestireno (PS), nylon, polietileno, silicone, poliuretano, acrinolitrina butadieno estireno (ABS) e poli\u00e9ster, al\u00e9m de fibras sint\u00e9ticas de poli\u00e9ster e acr\u00edlico, entre outros. <strong><br \/>\n1924 <\/strong>&#8211; S\u00e3o criadas as fibras de acetato de celulose. <strong><br \/>\n1950 <\/strong>&#8211; Os anos 50 s\u00e3o marcados pela populariza\u00e7\u00e3o da tecnologia de pol\u00edmeros e pelo surgimento do polipropileno, espumas de poliuretano, polietileno linear, poliacetais e policarbonatos. <strong><br \/>\n1960 em diante <\/strong>&#8211; Surgem os<strong> pl\u00e1sticos<\/strong> de engenharia, materiais de alto desempenho com diversas aplica\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m s\u00e3o desenvolvidos, a partir da engenharia de macromol\u00e9culas, os elast\u00f4meros termopl\u00e1sticos, al\u00e9m de tanques de combust\u00edvel e sacos de supermercado feitos em polietileno de alta densidade (PEAD), lentes de contato flex\u00edveis e garrafas de polietileno tereftalato (PET).<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Principais tipos de pol\u00edmeros pl\u00e1sticos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>HIPS &#8211;<\/strong> Poliestireno Alto Impacto<br \/>\n<strong>GPPS<\/strong> &#8211; Poliestireno Cristal<br \/>\n<strong>PP &#8211;<\/strong> Polipropileno<br \/>\n<strong>PEAD &#8211;<\/strong> Polietileno de Alta Densidade<br \/>\n<strong>PEBD<\/strong> &#8211; Polietileno de Baixa Densidade<br \/>\n<strong>PET<\/strong> &#8211; Polietileno Tereftalato<br \/>\n<strong>PC &#8211;<\/strong> Policarbonato<br \/>\n<strong>PU<\/strong> &#8211; Poliuretano<br \/>\n<strong>PVC <\/strong>&#8211; Policloreto de Vinila<br \/>\n<strong>ABS<\/strong> &#8211; Acrinolitrina Butadieno Estireno<\/p><\/blockquote>\n<h4>Voc\u00ea sabia?<\/h4>\n<p>As sacolas de pl\u00e1stico podem permanecer mil anos no meio ambiente.<\/p>\n<p>Com a quantidade de petr\u00f3leo necess\u00e1ria para fabricar uma bolsa de pl\u00e1stico, um carro poderia percorrer 115 metros.<\/p>\n<p>Usa-se 70% a menos de energia para reciclar pl\u00e1stico do que para fabricar pl\u00e1stico novo.<\/p>\n<p>Na remota ilha Midway, no Oceano Pac\u00edfico, encontraram-se restos de sacolas de pl\u00e1stico nos es\u00f4fagos de 90% das crias de albatroz.<\/p>\n<p>O pl\u00e1stico mata cada ano cerca de 1 milh\u00e3o de aves marinhas, 100.000 mam\u00edferos e inumer\u00e1veis peixes.<\/p>\n<p>Em Bangladesh, Taiwan, Austr\u00e1lia, \u00c1frica do Sul e algumas zonas da \u00cdndia, \u00e9 proibido o uso de certo tipo de sacolas de pl\u00e1stico nas lojas.<\/p>\n<p>Na Irlanda e Dinamarca existe um imposto pelo uso de sacolas de pl\u00e1stico, para reduzir seu consumo.<\/p>\n<p>O presidente do Clean Up the World, Ian Kiernan, fundou a campanha ao notar enquanto navegava ao redor do mundo, a quantidade de pl\u00e1stico e res\u00edduos que b\u00f3ia no oceano. Exija que seu supermercado use sacolas biodegrad\u00e1veis que j\u00e1 existe no mercado.<\/p>\n<p>Hoje o pl\u00e1stico faz parte de nossa vida. Observando o ambiente, nota-se que grande parte dos utens\u00edlios &#8211; dos \u00f3culos \u00e0 sola de sapato, do m\u00f3vel de cozinha ao painel do autom\u00f3vel &#8211; \u00e9 feita deste material.<\/p>\n<h4>MAS DE ONDE V\u00caM OS PL\u00c1STICOS?<\/h4>\n<p>O pl\u00e1stico vem das resinas derivadas do petr\u00f3leo e que pode ser moldado de v\u00e1rias formas, sem se quebrar. Pertence ao grupo dos pol\u00edmeros, mol\u00e9culas muito grandes, com caracter\u00edsticas especiais e variadas.<\/p>\n<p>Algumas das raz\u00f5es para tanto sucesso do pl\u00e1stico s\u00e3o sua leveza (o que facilita o transporte), o fato de ser male\u00e1vel e n\u00e3o se estilha\u00e7ar quando se quebra.<\/p>\n<p>As sacolas de pl\u00e1stico podem permanecer mil anos no meio ambiente.<\/p>\n<p>Com a quantidade de petr\u00f3leo necess\u00e1ria para fabricar uma bolsa de pl\u00e1stico, um carro poderia percorrer 115 metros.<\/p>\n<p>Usa-se 70% a menos de energia para reciclar pl\u00e1stico do que para fabricar pl\u00e1stico novo.<\/p>\n<p>Na remota ilha Midway, no Oceano Pac\u00edfico, encontraram-se restos de sacolas de pl\u00e1stico nos es\u00f4fagos de 90% das crias de albatroz.<\/p>\n<p>O pl\u00e1stico mata cada ano cerca de 1 milh\u00e3o de aves marinhas, 100.000 mam\u00edferos e inumer\u00e1veis peixes.<\/p>\n<p>Em Bangladesh, Taiwan, Austr\u00e1lia, \u00c1frica do Sul e algumas zonas da \u00cdndia, \u00e9 proibido o uso de certo tipo de sacolas de pl\u00e1stico nas lojas.<\/p>\n<p>Na Irlanda e Dinamarca existe um imposto pelo uso de sacolas de pl\u00e1stico, para reduzir seu consumo.<\/p>\n<p>O presidente do Clean Up the World, Ian Kiernan, fundou a campanha ao notar enquanto navegava ao redor do mundo, a quantidade de pl\u00e1stico e res\u00edduos que b\u00f3ia no oceano. Exija que seu supermercado use sacolas biodegrad\u00e1veis que j\u00e1 existe no mercado.<\/p>\n<p>Hoje o pl\u00e1stico faz parte de nossa vida. Observando o ambiente, nota-se que grande parte dos utens\u00edlios &#8211; dos \u00f3culos \u00e0 sola de sapato, do m\u00f3vel de cozinha ao painel do autom\u00f3vel &#8211; \u00e9 feita deste material.<\/p>\n<h4>MAS DE ONDE V\u00caM OS PL\u00c1STICOS?<\/h4>\n<p>O pl\u00e1stico vem das resinas derivadas do petr\u00f3leo e que pode ser moldado de v\u00e1rias formas, sem se quebrar. Pertence ao grupo dos pol\u00edmeros, mol\u00e9culas muito grandes, com caracter\u00edsticas especiais e variadas.<\/p>\n<p>Algumas das raz\u00f5es para tanto sucesso do pl\u00e1stico s\u00e3o sua leveza (o que facilita o transporte), o fato de ser male\u00e1vel e n\u00e3o se estilha\u00e7ar quando se quebra.<\/p>\n<h4>TIPOS DE PL\u00c1STICOS<\/h4>\n<p>Existem muitos tipos de pl\u00e1sticos. Os mais r\u00edgidos, os fininhos e f\u00e1ceis de amassar, os transparentes, etc..<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o divididos em dois grupos de acordo com as suas caracter\u00edsticas de fus\u00e3o ou derretimento: <\/strong>termopl\u00e1sticos e termor\u00edgidos.<\/p>\n<p>Os termopl\u00e1sticos s\u00e3o aqueles que amolecem ao serem aquecidos, podendo ser moldados, e quando resfriados ficam s\u00f3lidos e tomam uma nova forma. Esse processo pode ser repetido v\u00e1rias vezes. Correspondem a 80% dos<strong> pl\u00e1sticos<\/strong> consumidos.<\/p>\n<p>Os termor\u00edgidos ou termofixos s\u00e3o aqueles que n\u00e3o derretem e que apesar de n\u00e3o poderem ser mais moldados, podem ser pulverizados e aproveitados como carga ou serem incinerados para recupera\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"80%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<th valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"102\" height=\"20\">\n<p align=\"center\">Tipos<\/p>\n<\/th>\n<th valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"269\" height=\"20\">\n<p align=\"center\">Aplica\u00e7\u00f5es<\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<th colspan=\"2\" bgcolor=\"#FFFFCC\" height=\"34\">\n<h4>TERMOPL\u00c1STICOS<\/h4>\n<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"102\" height=\"75\">1. PET &#8211; Polietileno<br \/>\nTereftalato<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"269\" height=\"75\">Frascos de refrigerantes, produtos farmac\u00eauticos, produtos de limpeza, mantas de impermeabiliza\u00e7\u00e3o e fibras t\u00eaxteis;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"102\" height=\"85\">2. PEAD &#8211; Polietileno<br \/>\nde Alta Densidade<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"269\" height=\"85\">Embalagens para cosm\u00e9ticos, produtos qu\u00edmicos e de limpeza, tubos para l\u00edquidos e g\u00e1s, tanques de combust\u00edvel para ve\u00edculos automotivos;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"102\" height=\"87\">3. PVC &#8211; Policloreto<br \/>\nde Vinila<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"269\" height=\"87\">Frascos de \u00e1gua mineral, tubos e conex\u00f5es, cal\u00e7ados, encapamentos de cabos el\u00e9tricos, equipamentos m\u00e9dico-cir\u00fargicos, esquadrias e revestimentos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"102\" height=\"73\">4. PEDB &#8211; Polietileno<br \/>\nde Baixa Densidade<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"269\" height=\"73\">Embalagens de alimentos, sacos industriais, sacos para lixo, lonas agr\u00edcolas, filmes flex\u00edveis para embalagens e r\u00f3tulos de brinquedos;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"102\" height=\"98\">5. PP &#8211; Polipropileno<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"269\" height=\"98\">Embalagens de massas e biscoitos, potes de margarina, seringas descart\u00e1veis, equipamentos m\u00e9dico-cir\u00fargicos, fibras e fios t\u00eaxteis, utilidades dom\u00e9sticas, autope\u00e7as (p\u00e1ra-choques de carro);<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"102\" height=\"70\">6. PS &#8211; Poliestireno<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"269\" height=\"70\">Copos descart\u00e1veis, placas isolantes, aparelhos de som e tv, embalagens de alimentos, revestimento de geladeiras, material escolar;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"102\" height=\"56\">7. Outros<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"269\" height=\"56\">Pl\u00e1sticos especiais e de engenharia, CDs, eletrodom\u00e9sticos, corpos de computadores,<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"102\" height=\"56\"><strong>TERMORR\u00cdGIDOS:<\/strong><br \/>\nPU &#8211; Poliuretanos,<br \/>\nEVA &#8211; Poliacetato<br \/>\nde Etileno<br \/>\nVinil etc<\/td>\n<td align=\"center\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"269\" height=\"56\">Solados de cal\u00e7ados, interruptores, pe\u00e7as industriais el\u00e9tricas, pe\u00e7as para banheiro, pratos, travessas, cinzeiros, telefones e etc.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h4>A RECICLAGEM &#8230;<\/h4>\n<p><strong>O pl\u00e1stico pode ser reaproveitado de tr\u00eas maneiras:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>RECICLAGEM ENERG\u00c9TICA<\/strong> &#8211; ele \u00e9 queimado liberando um calor muito forte (superior ao do carv\u00e3o e pr\u00f3ximo ao produzido pelo \u00f3leo combust\u00edvel) que \u00e9 aproveitado na forma de energia.<br \/>\n<strong>RECICLAGEM QU\u00cdMICA<\/strong> \u0096 ele \u00e9 &#8220;desmontado&#8221; por aquecimento e a mat\u00e9ria-prima pode ent\u00e3o ser utilizada novamente na ind\u00fastria petroqu\u00edmica. <strong><br \/>\nRECICLAGEM MEC\u00c2NICA <\/strong>&#8211; <strong>no Brasil, \u00e9 a mais utilizada; \u00e9 mais barata e mant\u00e9m uma boa qualidade do produto:<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Para facilitar a separa\u00e7\u00e3o dos materiais<strong> pl\u00e1sticos<\/strong> para a reciclagem, foram estabelecidos c\u00f3digos para diferenciar cada tipo.<\/p>\n<p><strong>Alguns exemplos dos tipos mais utilizados: <\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>PET &#8211; (polietileno tereftalado) &#8211; <\/strong>garrafas de refrigerante, sucos e \u00f3leo de cozinha, Essas embalagens s\u00e3o transparentes e fabricadas em diversas cores.<strong><br \/>\nPEAD &#8211; (polietileno de alta densidade) &#8211; <\/strong>frascos de shampoo e maquiagem, baldes, utens\u00edlios dom\u00e9sticos. <strong><br \/>\nV ou PVC &#8211; (policloreto de vinila) &#8211;<\/strong> tubos e conex\u00f5es de encanamento; alguns frascos de detergente, pastas para material escolar, cal\u00e7ados. \u00c9 mais r\u00edgido, por\u00e9m resistente.<strong><br \/>\nPEBD &#8211; (polietileno de baixa densidade) &#8211; <\/strong>pl\u00e1stico &#8220;filme&#8221; &#8211; sacos pl\u00e1sticos de lixo, brinquedos. S\u00e3o finos e bastante flex\u00edveis.<br \/>\n<strong>PP &#8211; (poliproprileno) &#8211;<\/strong> pl\u00e1sticos &#8220;filme&#8221; de prote\u00e7\u00e3o de alimentos, pe\u00e7as de autom\u00f3veis.<strong><br \/>\nPS \u0096 (poliestireno) &#8211;<\/strong> copos pl\u00e1sticos; sacos de batata. <strong><br \/>\nOUTROS \u0096<\/strong> Utilizados em eletrodom\u00e9sticos, aparelhos telef\u00f4nicos, revestimentos diversos, pisos, etc.<\/p><\/blockquote>\n<p>Fonte: www.innova.ind.br\/www.plasticoscarone.com.br\/www.simpep.com.br\/ www.cafebandeira.com.br\/www.videolar.com.br\/www.recicloteca.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria do Pl\u00e1stico, Brasil, Uso, Mundo, Evolu\u00e7\u00e3o, Classifica\u00e7\u00e3o, Constitui\u00e7\u00e3o, Sacos, Import\u00e2ncia, Produtos, Produ\u00e7\u00e3o, Origem, Hist\u00f3ria do 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