{"id":75633,"date":"2016-08-05T18:07:57","date_gmt":"2016-08-05T18:07:57","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=75633"},"modified":"2016-08-05T18:20:00","modified_gmt":"2016-08-05T18:20:00","slug":"historia-da-propaganda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/curiosidades\/historia-da-propaganda","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Propaganda"},"content":{"rendered":"<p>A <strong>Hist\u00f3ria da Propaganda Brasileira <\/strong>surgiu bem antes dos nossos atuais reclames, mesmo porque nos registros que datam de meados de 1800, data marco da hist\u00f3ria da propaganda brasileira, a m\u00eddia televis\u00e3o n\u00e3o existia. Desde a sua origem at\u00e9 os dias de hoje a propaganda passou por importantes e grandes mudan\u00e7as acompanhando as necessidades mercadol\u00f3gicas que revolucionaram o mercado publicit\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Uma vis\u00e3o do projeto<\/strong><\/p>\n<p>Pero Vaz de Caminha e sua carta ao Rei D. Manuel, o Venturoso, de Portugal. Assim nascia a propaganda brasileira e, por parte do Brasil e dos brasileiros, um exerc\u00edcio permanente de marketing para escapar ao destino que Cabral lhe reservou: ser col\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>De nossos \u00edndios<\/strong><\/p>\n<p>Que pintavam papagaios para vend\u00ea-los como araras, lesando o &#8220;consumidor&#8221; europeu, desprotegido de c\u00f3digos ou leis &#8211; at\u00e9 nossos camel\u00f4s &#8211; que &#8220;correm atr\u00e1s&#8221; de novidades e oportunidades, vale tudo quando se trata de &#8220;vender&#8221; uma id\u00e9ia ou produto. Ou seja: no Brasil, a propaganda est\u00e1 no sangue. Mascates, ambulantes e tropeiros foram os primeiros vendedores, pioneiros das vendas por telefone, cat\u00e1logos e Internet. Com chuva e sol, calor, subindo rios e montanhas, atravessando matas, de barco ou em lombo de mula, a mercadoria era entregue nas m\u00e3os do fregu\u00eas. Naquela \u00e9poca ningu\u00e9m era cliente, era fregu\u00eas mesmo.<\/p>\n<p>O sistema, eficiente, prosseguiu at\u00e9 a d\u00e9cada de 50. Por meios de transporte mais modernos, bolsas, tecidos importados, coisas da China e da Ilha da Madeira eram levados aos lares brasileiros onde donas-de-casa, as maiores consumidoras do Pa\u00eds, compravam em sistema de credi\u00e1rio em que valia a honra e a palavra. Nada de SPC. No Brasil colonial, a propaganda de boca mostrou ser t\u00e3o eficaz quanto panfletos colados nos postes ou nas portas, que faziam a gl\u00f3ria ou a ru\u00edna de qualquer um. E \u00e9 com Tiradentes, com seus panfletos, seus cartazes e seus &#8220;santinhos&#8221; que o Brasil conhece a primeira campanha pol\u00edtica para a Independ\u00eancia.<\/p>\n<p>Sem a for\u00e7a da TV, do r\u00e1dio, sem &#8220;marqueteiros&#8221; e sem saber o que era Comunica\u00e7\u00e3o, Tiradentes e suas id\u00e9ias chegaram a todos os lares brasileiros. No final, o Brasil levou a melhor: o pol\u00edtico foi enforcado mas o Pa\u00eds se tornou independente. Com a vinda de D. Jo\u00e3o VI em 1808 e a cria\u00e7\u00e3o da Imprensa R\u00e9gia, a col\u00f4nia vira Reino e &#8220;civiliza-se&#8221;. Enfim, o jornal. Oficial, \u00e9 verdade, porque o primeiro foi criado em Londres por Hip\u00f3lito da Costa, em 1806. Clandestino, de oposi\u00e7\u00e3o, o &#8220;Correio Braziliense&#8221; com &#8220;z&#8221; mesmo foi proibido de circular no Brasil. S\u00f3 com a cria\u00e7\u00e3o da Imprensa R\u00e9gia \u00e9 que surge a &#8220;Gazeta do Rio&#8221;, ainda em 1808. E depois dela, os an\u00fancios.<br \/>\nJornal, classificados, ag\u00eancia de propaganda. Este trio poderoso entra em cena em 1891, com a cria\u00e7\u00e3o da &#8220;Empresa de Publicidade e Com\u00e9rcio&#8221;. Os an\u00fancios eram uma esp\u00e9cie de classificados de maior tamanho. E os grandes anunciantes, os rem\u00e9dios, fortificantes e elixires, prometendo vigor e o bem estar das senhoras.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo, o R\u00e1dio revoluciona a vida brasileira. O r\u00e1dio trouxe os jingles, a imagina\u00e7\u00e3o e o sonho para a vida brasileira. Ouvir &#8220;Jer\u00f4nimo, Her\u00f3i do Sert\u00e3o&#8221; ou o &#8220;Direito de Nascer&#8221; pelo r\u00e1dio foram experi\u00eancias, segundo nossos av\u00f3s, fascinantes. E a voz l\u00e2nguida da mocinha, que todos imaginavam linda, loura e usando Pond&#8217;s? Estamos no in\u00edcio dos anos 50, \u00e9poca da R\u00e1dio Nacional, dos programas de audit\u00f3rio, das disputas de Emilinha e Marlene e dos F\u00e3s-clubes organizados, apelidadas pelos cariocas de &#8220;macacas de audit\u00f3rio&#8221;.<\/p>\n<p>Nos anos dourados, em que uma entre dez estrelas do cinema usavam Lux, a IAS, house-agency da Sydney Ross era a maior ag\u00eancia do Pa\u00eds. Antes da cria\u00e7\u00e3o do outdoor, a m\u00eddia era feita em jornais, revistas, no r\u00e1dio e nos bondes. Os cartazetes colocados nas laterais internas dos bondes foram extremamente criativos.<\/p>\n<p><strong>Uma prova<\/strong><\/p>\n<p>&#8221; Veja ilustre passageiro o belo tipo faceiro que est\u00e1 ao seu lado.<\/p>\n<p>No entanto, acredite, quase morreu de bronquite. Salvou-o o Rhum Creosotado.&#8221;<\/p>\n<p>Outra m\u00eddia importante eram as revistas, sendo que a maior delas foi &#8220;O Cruzeiro&#8221;, que chegou a vender 700.000 exemplares.<\/p>\n<p>A Segunda Guerra acabou com a festa. Elvis Presley j\u00e1 n\u00e3o era o mesmo depois que se alistou no ex\u00e9rcito, mas o rock e a Coca-Cola faziam parte da vida de milhares de jovens de topete, rabo de cavalo, sapato bicolor e meia soquete no mundo inteiro. No Brasil, 1950 marca a chegada da televis\u00e3o que, como o r\u00e1dio, revoluciona a vida brasileira. A TV Tupi apresentava &#8220;Espet\u00e1culos Tonelux&#8221; e a garota-propaganda era Neide Aparecida.<\/p>\n<p>A Xuxa da \u00e9poca era a vedete Virg\u00ednia Lane em programa infantil, no qual sa\u00eda de dentro de uma \u00e1rvore vestida de coelho e cantando: &#8220;Eu sou o coelhinho da Phillips &#8230;&#8221;<\/p>\n<p>Com o videotape, muda a televis\u00e3o, mudam os comerciais, muda a propaganda. A &#8220;Idade da Inoc\u00eancia&#8221; ou Anos Dourados, como eram chamados os anos 50, foram varridos pela p\u00edlula anticoncepcional, pela revolu\u00e7\u00e3o sexual, pela guerra do Vietn\u00e3, pelos hippies, maio de 68 e pela contra-cultura. Esses sim, para quem viveu, foram os anos dourados. Sem Aids, sem medo de engravidar, sem len\u00e7o nem documento.<\/p>\n<p>O que veio em seguida, no Brasil, n\u00e3o teve gra\u00e7a nem glamour. Os &#8220;Anos de Chumbo&#8221;, como foram chamados os 20 de ditadura, marcaram at\u00e9 hoje a vida do brasileiro.O grande anunciante era o governo. Don e Ravel cantavam &#8220;Ningu\u00e9m Segura Este Pa\u00eds&#8221;. Os carros circulavam com o adesivo &#8220;Brasil. Ame-o ou Deixe-o&#8221;, um recado bem claro para quem n\u00e3o se enquadrava no esquema da \u00e9poca. \u00c9poca do boom da Bolsa e seus rapazes de gravatas largas, boom da classe m\u00e9dia, \u00e9poca do milagre brasileiro.<\/p>\n<p>Nos anos 70, entretanto, deu-se tamb\u00e9m o boom das telecomunica\u00e7\u00f5es e da Comunica\u00e7\u00e3o, profissionalizando um mercado criativo mas amador. As r\u00e1dio FM conquistam um p\u00fablico impressionante. Via Embratel, a TV a cores muda mais uma vez a propaganda. Na m\u00eddia impressa, o off-set e rotogravura abrem caminho para o padr\u00e3o de qualidade na propaganda.<\/p>\n<p>At\u00e9 o final dos anos 80, a propaganda brasileira passa por v\u00e1rias transforma\u00e7\u00f5es: as duplas de cria\u00e7\u00e3o que surgiram nos anos 70 passaram a trabalhar em equipe, numa esp\u00e9cie de ag\u00eancia sem paredes, que integrou M\u00eddia, Planejamento e Cria\u00e7\u00e3o. O fim das grandes campanhas institucionais governamentais e a retra\u00e7\u00e3o do mercado definiram o perfil da nova ag\u00eancia de propaganda: a full service. Nesta d\u00e9cada, o Brasil come\u00e7a a marcar presen\u00e7a nos festivais publicit\u00e1rios internacionais. A propaganda se auto-regulamenta, com base na \u00e9tica e no respeito ao consumidor, mais exigente e cr\u00edtico.<\/p>\n<p>A partir do final dos anos 80, a propaganda \u00e9 bombardeada por todos os lados. E divide sua import\u00e2ncia com o Merchandasing, a Promo\u00e7\u00e3o, e Assessorias de Comunica\u00e7\u00e3o. Por outro lado, os bureaus se firmam no mercado: bureaus gr\u00e1ficos e bureaus de m\u00eddia. A Internet conquista seu espa\u00e7o como m\u00eddia. As TVs por assinatura tiram o espectador dos canais abertos. Com a computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, efeitos especiais substituem a falta de id\u00e9ias. \u00c9 o fim? N\u00e3o. Apenas o come\u00e7o de uma nova etapa.<\/p>\n<p>Cinco s\u00e9culos de propaganda s\u00e3o cinco s\u00e9culos de Brasil. Um registro de nossos produtos, h\u00e1bitos e comportamento. Um registro da moda, da pol\u00edtica e da economia. Cinco s\u00e9culos de hist\u00f3ria e sonhos, refletidos em panfletos, cartazes, jingles, an\u00fancios e comerciais. Cinco s\u00e9culos de id\u00e9ias, bord\u00f5es e personagens que invadem o cotidiano. E que contam, a seu modo, a vida e a Hist\u00f3ria do povo brasileiro.<\/p>\n<p><strong>Per\u00edodo de 1800 \u00e0 1930<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 o ano de 1900, as propagandas no Brasil baseavam-se em temas como compra e venda de m\u00f3veis e at\u00e9 de escravos. Alguns nomes daqueles anos ainda nos s\u00e3o familiares, como os P\u00f3s da P\u00e9rsia, o B\u00e1lsamo Maravilhoso, Ung\u00fcento Santo, o \u00d3leo de F\u00edgado Bacalhau, o Licor de Alcatr\u00e3o e a Magn\u00e9sia Fluida. Textos, que eram feitos por poetas como Olavo Bilac, eram muito extensos, mas pouco a pouco foram sendo reduzidos e tornaram-se mais objetivos. Um outro h\u00e1bito da \u00e9poca era a utiliza\u00e7\u00e3o de pol\u00edticos em muitas propagandas. Desde o in\u00edcio do s\u00e9culo, como atualmente, as \u00faltimas capas das revistas eram muito concorridas.<\/p>\n<p>O primeiro an\u00fancio em um jornal foi publicado na Gazeta do Rio de Janeiro no ano de 1808, era sobre a venda de uma casa e o estilo de anunciar usado foi parecido dos que ecoam nos preg\u00f5es, o de quem quiser e quem quer comprar , lembrando at\u00e9 os vendedores ambulantes dos nossos dias.<\/p>\n<p>Aparece em 1821 um novo jornal carioca chamado de O Di\u00e1rio do Rio de Janeiro, que se apresentava como jornal de an\u00fancios, pois havia a necessidade dos an\u00fancios nos jornais, para que se facilitasse as transa\u00e7\u00f5es comerciais da \u00e9poca.<\/p>\n<p>No come\u00e7o do s\u00e9culo, surgem as revistas, que se diferencia do jornal, pois este surgiu pela luta pol\u00edtica, e a revista surge com a finalidade de promover an\u00fancios. Algumas revistas como Vida Paulista e Arara, pequenas, foram revistas publicadas em S\u00e3o Paulo durante anos que se mantiveram gra\u00e7as a anunciantes locais.<\/p>\n<p>Vida Paulista era um seman\u00e1rio ilustrado, sua p\u00e1gina central era dedicada a caricaturas, havia tamb\u00e9m notas sociais, t\u00f3picos pol\u00edticos e sonetos em seu conte\u00fado, seu padr\u00e3o t\u00e9cnico em sete cores, nitidamente impresso era um atestado valioso do progresso das artes gr\u00e1ficas em S\u00e3o Paulo. Isso fez com que no Rio de Janeiro o jornal O Malho aumentasse a sua tabela de pre\u00e7os fundamentando que levava preju\u00edzos, pois o aumento tecnol\u00f3gico utilizado na edi\u00e7\u00e3o dos jornais e revistas necessitava de um acompanhamento por parte dos pre\u00e7os. Enquanto a revista Arara tinha como caracter\u00edstica seu formato pouco menor que um tabl\u00f3ide, com cores vivas de desenhos chamativos e an\u00fancios de p\u00e1gina inteira sempre nas duas primeiras e nas duas \u00faltimas, a pen\u00faltima dividida em v\u00e1rios, de tamanho menor em classificados.O tipo de propaganda forte no Brasil no come\u00e7o do s\u00e9culo eram as sobre rem\u00e9dios. Com formato em preto e branco e de tamanho menor, an\u00fancios de diversos rem\u00e9dios para combater a s\u00edfilis como outras doen\u00e7as, se avolumavam em revistas, da\u00ed a frase que diz: Brasil: um vasto hospital .<\/p>\n<p>No princ\u00edpio do s\u00e9culo, uma antiga moda de colocar pol\u00edticos em an\u00fancios come\u00e7ou. Faziam deles caricaturas, criavam di\u00e1logos, com muito humor e com uma certa alegria, pois a propaganda da \u00e9poca n\u00e3o era agressiva, ia mais ara o lado irreverente e ing\u00eanuo, tudo bem imprevisto, sem d\u00favida, mas acima de tudo liberal. Exemplos como o do presidente da rep\u00fablica com seus ministros saindo de uma loja qualquer, vestidos de quimono, dizendo que acabaram de fazer compras fabulosas. Outro exemplo \u00e9 o do Bar\u00e3o de Rio Branco falando de produtos aliment\u00edcios.Estes an\u00fancios eram vistos sempre de maneira positiva, am\u00e1vel, mostrando sempre um feitio pessoal que devia ser muito ao gosto do p\u00fablico. Era por serem personalidades conhecidas dos leitores e simp\u00e1ticos aos leitores que a propaganda os utilizava.<\/p>\n<p>A partir de 1900, com o surgimento da Revista Semana, inicia-se uma nova fase com uma linguagem menos agressiva, atualidades e preocupa\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias. Tamb\u00e9m surgiram as revistas Arara e Vida Paulista, que se mantinham atrav\u00e9s das propagandas. Muitos nomes tornaram-se conhecidos nesta \u00e9poca pelos an\u00fancios em grande escala: Drogaria J. Amarante, Charutaria do Com\u00e9rcio, Vinho Baruel, Antarctica, Loteria S\u00e3o Paulo e tamb\u00e9m a Papelaria Duprat, o Polytheama, a Chapelaria Alberto e a Leiteria Mandaqui. Al\u00e9m das pe\u00e7as publicit\u00e1rias coloridas mostrando vinhos, cabeleiras posti\u00e7as, corpetes, cigarros e teatros de variedades, an\u00fancios de rem\u00e9dios avolumavam-se cada vez mais.<\/p>\n<p>Em 1913 ou 1914, nasce a primeira agencia de publicidade, na verdade n\u00e3o foi uma agencia desde o come\u00e7o, era uma firma que evolui no sentido da publicidade e logo se transforma em agencia. Segundo J\u00falio Cosi, nos come\u00e7os da Ecl\u00e9tica os jornais eram quase os mesmos de hoje, mas extremamente pobres em publicidade .<\/p>\n<p>Na \u00e9poca da Primeira Guerra Mundial havia cinco agencias funcionando em S\u00e3o Paulo: a Ecl\u00e9tica, A Pettinati, a Edan\u00e9e, a de Valentim Haris e a de Pedro Didier e Ant\u00f4nio Vaudagnoti. Folheando jornais de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro nos anos de conflito europeu, n\u00e3o se notava grandes mudan\u00e7as. Eram os mesmos an\u00fancios de sempre que prevaleciam, na maioria das vezes de rem\u00e9dios, com algum avan\u00e7o na visualiza\u00e7\u00e3o, mas sempre com o mesmo padr\u00e3o de mensagem.<\/p>\n<p>A Bayer foi a pioneira em fazer sucessivas campanhas, todas compostas de muitas pe\u00e7as. An\u00fancios com t\u00edtulos imaginosos, de sabor institucional, ou de um paralelismo ing\u00eanuo, ou ainda fortemente agressivos. Foram feitos para diferentes produtos s\u00e9ries e mais s\u00e9ries de an\u00fancios. Na medida em que eram lan\u00e7ados novos produtos, a propaganda da empresa mais e mais se avolumava. Sempre interessante sempre indicativa dos v\u00e1rios est\u00e1gios pelos quais foi passando a publicidade. N\u00e3o h\u00e1 registro de quem a fazia. Mas pode-se supor um cliente com departamento organizado, atuante, que mobilizava os recursos da \u00e9poca: desenhista, redator, tip\u00f3grafo, agente. E com tais resultados.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1920, v\u00e1rios temas foram abordados, em 22, propagandas sobre sabonete mostravam com nitidez a preocupa\u00e7\u00e3o com a beleza e a est\u00e9tica. Em 1926 fica mais expl\u00edcito esse lado de preocupa\u00e7\u00e3o com a est\u00e9tica com os primeiros an\u00fancios sobre moda. Neste mesmo ano, pode-se perceber a presen\u00e7a cada vez mais acentuada das empresas norte-americanas. Com a vinda das marcas, tamb\u00e9m chegavam ao pa\u00eds a t\u00e9cnica norte-americana de propaganda comercial, neste ano a GM tem seu pr\u00f3prio departamento de propaganda com funcion\u00e1rios. Ao longo do tempo essa pequena oficina de publicidade da GM soube compreender as necessidades crescentes, procurou aparelhar-se, aumentar em efici\u00eancia e perfei\u00e7\u00e3o. Investiu, foi ajudada. \u00c9 a atual gr\u00e1fica Lanzara.<\/p>\n<p>O departamento de propaganda da General Motors desempenhou um papel muito importante. E ele n\u00e3o ter\u00e1 sido menor \u00e0quela altura, no que se diz respeito ao lado de ensino, de escola, numa dire\u00e7\u00e3o muito clara. Tanto que antes de terminar a d\u00e9cada, com a vinda para o Brasil da primeira ag\u00eancia norte-americana, a Ayer logo substitu\u00edda pela Thompson, os profissionais do departamento da GM se repartiram por essas duas empresas e formaram os seus n\u00facleos iniciais.<\/p>\n<p>O que dizer ent\u00e3o de as virtudes de o menino Jeca Tatu de Monteiro Lobato, serem usadas para divulgar as caracter\u00edsticas da Ankilostomina e do Biot\u00f4nico Fontoura. Um menino fraco e doente que se transforma gra\u00e7as a rem\u00e9dios eficazes personagem de propaganda.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7a da amizade de Monteiro Lobato com Candido Fontoura, quando o escritor doente \u00e9 indicado pelo industrial a toma o Biot\u00f4nico. Tomou e se deu bem. Como retribui\u00e7\u00e3o, escreveu o livrinho que em 1941 chegava a 10 milh\u00f5es de exemplares.<\/p>\n<p>Essa amizade levou o escritor a outras incurs\u00f5es no campo da publicidade. Mais tarde foi Monteiro Lobato que desenvolveu um novo rotulo para o Biot\u00f4nico, hoje ligeiramente modificado. Hoje o que Monteiro Lobato fez de propaganda \u00e9 um patrim\u00f4nio dos Laborat\u00f3rios Fontoura. Mas duas coisas o escritor conseguiu. Uma foi aumentar as vendas do Biot\u00f4nico, da Ankilostomina, do Maleitosan. Outra foi ensinar que o amarel\u00e3o, a anquilostomose, era uma doen\u00e7a f\u00e1cil de ser evitada e de se curar.<\/p>\n<p><strong>Per\u00edodo de 1930 \u00e0 1940<\/strong><\/p>\n<p>A crise de 1929 e as Revolu\u00e7\u00f5es de 1930 e 1932 foram acontecimentos que segundo J\u00falio Cosi n\u00e3o s\u00f3 abalaram a economia e a vida do pa\u00eds, mas que tamb\u00e9m paralisaram a propaganda totalmente, bem na passagem do per\u00edodo de especializa\u00e7\u00e3o (come\u00e7o das ag\u00eancias), para a importa\u00e7\u00e3o de modelos mais evolu\u00eddos. A propaganda no Brasil, come\u00e7ou antes das necessidades do mercado e antecipou-se ao per\u00edodo que eclodiram as t\u00e9cnicas e a industrializa\u00e7\u00e3o A Revolu\u00e7\u00e3o de 1932 foi a implantadora da industria no pa\u00eds foram palavras de Aldo Xavier, publicit\u00e1rio que esclarece este per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o.Antes dessas como\u00e7\u00f5es, as tentativas resultavam sempre em falhas. Mas em ecos de Modernismo que trabalhava o publico. E com o aparecimento de uma industria nacional, em um quadro amplo de evolu\u00e7\u00e3o, a propaganda se desenvolveu mais rapidamente. Com isso, investimentos diversos come\u00e7aram. Como por exemplo, a cria\u00e7\u00e3o da primeira clicheria comercial, organizada por brasileiros uma representa\u00e7\u00e3o de agencia norte-americana, a GM, atrav\u00e9s de seu departamento, assinou um contrato com pain\u00e9is de estrada no valor de cinco mil contos e os cinemas exibiam propagandas com slides, coloridos em l\u00e2minas de vidro. Como esses, in\u00fameros investimentos foram feitos a partir destes acontecimentos que influenciaram no desenvolvimento da publicidade.<\/p>\n<p>Neste mesmo per\u00edodo, instalava-se no Brasil o primeiro escrit\u00f3rio da J.Walter Thompson, vindo para servir a conta da General Motors, fazendo ent\u00e3o que seu departamento de propaganda fechasse. Entre os dispensados, estavam Francisco Teixeira Orlandi e Aldo Xavier da Silva que mais tarde abriram a Empresa Nacional de Propaganda, pequena, mas moderna. Pois aplicariam t\u00e9cnicas e m\u00e9todos norte-americanos aprendidos na GM. Come\u00e7aram por um cliente de peso, a Perfumaria Gessy.<\/p>\n<p>Em sua apresenta\u00e7\u00e3o ao cliente, mostraram como era de fundamental import\u00e2ncia a an\u00e1lise de mercado como ponto de partida, al\u00e9m de afirmar a import\u00e2ncia de abranger o setor consumidor, retalhista e atacadista, tamb\u00e9m exibiram layout dos an\u00fancios a serem preparados para o sabonete e desenharam uma intensa competi\u00e7\u00e3o com a concorr\u00eancia estrangeira.<\/p>\n<p>Surgiu ent\u00e3o um problema, Orlandi e Xavier frisaram em sua apresenta\u00e7\u00e3o que a qualidade do produto era um fator essencial para o sucesso de sua publicidade. Iria melhorar os produtos e s\u00f3 ent\u00e3o pensar em propaganda, pois n\u00e3o confiariam sua conta a qualquer outra agencia. O tempo passou e a Empresa Nacional da Propaganda que n\u00e3o podia esperar muito tempo, por n\u00e3o disponibilizar de uma grande verba teve que fechar suas portas. Dois anos depois, a propaganda Gessy foi entregue \u00e0 Ayer, onde os mesmos Orlandi e Xavier estavam trabalhando.<\/p>\n<p>A primeira fase da propaganda no R\u00e1dio foi marcada pelo pioneiro Sangirardi Jr., essa se destacou pelos programas de grandes dimens\u00f5es, musicais, locutores, programas de audit\u00f3rio, r\u00e1dionovelas com grandes recordes de audi\u00eancia, uma \u00e9poca onde milhares de pessoas ouviam r\u00e1dio e se identificavam com locutores, m\u00fasicas e os personagens das r\u00e1dionovelas.<\/p>\n<p>Os grandes programas como: Caixinha de perguntas, Hora do Calouro, Balan\u00e7a mas n\u00e3o Cai, o programa de Ot\u00e1vio Gabus Mendes, um dos primeiro grandes programas de audit\u00f3rio, onde o p\u00fablico participava, dava opini\u00f5es e o grande Cassino do Chacrinha com Abelardo Barbosa, que mais tarde vira a ser um grande sucesso na TV, eram pratos cheios para as propagandas.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, os anunciantes eram lojas de departamentos, restaurantes, lanchonetes, xaropes, a ag\u00eancia Ecl\u00e9tica criava seus grandes an\u00fancios, e seu inovador lan\u00e7amento os an\u00fancios classificados, isso at\u00e9 a chegada da ag\u00eancia N.W. Ayer, com o intuito de trabalhar na cria\u00e7\u00e3o publicit\u00e1ria para a Ford no Brasil e conseguir a publicidade do caf\u00e9 brasileiro para os E.U.A., instalando-se em S\u00e3o Paulo onde ficava os escrit\u00f3rios centrais da Ford e mais futuramente no Rio de Janeiro conforme sua expans\u00e3o.<\/p>\n<p>A Ayer foi uma grande e inovadora ag\u00eancia, destacando-se no r\u00e1dio, segundo Sangirardi Jr., seguia a princ\u00edpios da mais rigorosa \u00e9tica, controles r\u00edgidos nas finan\u00e7as, descontos para pagamentos \u00e0 vista, a equipe de trabalho, entre outros fatos, fazendo com que a ag\u00eancia tivesse como clientes, al\u00e9m da Ford, algumas das maiores empresas do Brasil como: a Gessy, General Eletric, a Light, o Departamento Nacional do Caf\u00e9, entre outras.<\/p>\n<p><strong>Per\u00edodo de 1940 \u00e0 1950<\/strong><\/p>\n<p>Em 1939, com o inicio da 2.\u00aa Guerra Mundial, homens ligados ao mundo dos neg\u00f3cios falaram a revista Propaganda o que eles achavam da situa\u00e7\u00e3o brasileira diante a guerra. Eles n\u00e3o se preocupavam, a guerra n\u00e3o traria modifica\u00e7\u00f5es ponder\u00e1veis, segundo Adolfo Milani. Apenas Alcindo Brito mostrou-se cauteloso, sua preocupa\u00e7\u00e3o estava certa &#8230; a fogueira da Europa afetaria em parte os neg\u00f3cios no Brasil .<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 40 as atividades publicit\u00e1rias foram as mais turbulentas, problemas surgiram, o decr\u00e9scimo violento no movimento de an\u00fancios, segundo Armando Almeida o per\u00edodo de 1941 a 1945, foram anos de guerra tamb\u00e9m para a propaganda, guerra das trocas comerciais. J\u00e1 o per\u00edodo de 1945 \u00e1 1950, o pa\u00eds procurando corrigir as falhas no desenvolvimento econ\u00f4mico e social p\u00f3s-guerra.<\/p>\n<p>Nesse mesmo per\u00edodo, as radionovelas Manh\u00e3 de Sol de Oduvaldo Viana, S\u00edtio do Pica-pau Amarelo de Edgar Cavalheiro, os radioteatros como o grande Em busca da Felicidade e os programas de audit\u00f3rio estavam em evid\u00eancia.<\/p>\n<p>Os produtos anunciados viravam brindes para o audit\u00f3rio, centenas de produtos eram anunciados por artistas e apresentadores, as vitrines se sofisticavam para atrair mais ainda os consumidores. Grandes empresas e os grandes an\u00fancios se multiplicavam, como por exemplo, a Coca-Cola.<\/p>\n<p>A guerra influenciava muito na propaganda, imagens e os textos ligados a bombas, destrui\u00e7\u00e3o e logicamente com humor, como por exemplo o rem\u00e9dio Piralgina que dizia: &#8211; Piralgina destr\u00f3i qualquer dor. , ainda neste an\u00fancio imagens de bombas caiam sobre a palavra dor . Houveram tamb\u00e9m grandes mudan\u00e7as, evolu\u00e7\u00f5es, novos g\u00eaneros de se fazer propaganda, os slogans, jingles, promo\u00e7\u00f5es, credi\u00e1rio, entre outros, sem falar nos profissionais que se dedicavam diretamente e exclusivamente a determinadas empresas. O credi\u00e1rio por sua vez, foi a grande atra\u00e7\u00e3o do momento , facilidades de pagamento, tudo para agradar os consumidores.<br \/>\nOs slogans tamb\u00e9m tiveram destaques nesta \u00e9poca, a R\u00e1dio Nacional, veiculava boa parte, pois era a de maior audi\u00eancia, tinha as grandes produ\u00e7\u00f5es da \u00e9poca, as radionovelas e os programas de audit\u00f3rio, com essa grande extens\u00e3o do slogan, em 1948, Jos\u00e9 Scatena fundou a R\u00e1dio de Grava\u00e7\u00f5es Especializadas (RGE), para grava\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de spots e slogans.<\/p>\n<p>Esse per\u00edodo p\u00f3s-guerra, com tantos trabalhos e o mercado publicit\u00e1rio crescendo, fez com que algumas ag\u00eancias trabalhassem por 23 horas, muito trabalho, ac\u00famulos, especula\u00e7\u00f5es, trabalhos parecidos (chupadas), n\u00e3o havia tempo para pensar, para pesquisas.<\/p>\n<p>Esse crescimento espantoso fez o mercado publicit\u00e1rio e seus profissionais tivessem necessidades de organiza\u00e7\u00e3o, disciplina e conceitos. Nasciam em 1949 os conv\u00eanios entre ag\u00eancias de propaganda, juntamente com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Propaganda (ABA) e o Conselho Nacional de Imprensa (CNI) tempos mais tarde surgia a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ag\u00eancias de Propaganda (Abap).<\/p>\n<p>Em 1950, o Brasil recebe a sua primeira emissora de TV, a Rede de Televis\u00e3o Tupi de S\u00e3o Paulo, pioneira na Am\u00e9rica Latina e sob o trabalho de Assis Chateaubriant. Al\u00e9m de ser o marco para o pa\u00eds era tamb\u00e9m o marco para a Publicidade Brasileira, a TV trouxe ao Brasil a evolu\u00e7\u00e3o na arte de vender.<\/p>\n<p>Com a chegada da TV, inicia-se a discuss\u00e3o sobre estrat\u00e9gias de marketing como propaganda, promo\u00e7\u00e3o e pesquisa de mercado para atingir as metas de vendas dos fabricantes, foi uma virada para as Ag\u00eancias e todo o mercado publicit\u00e1rio brasileiro.<\/p>\n<p>Os gigantes do R\u00e1dio foram levados a TV, locutores viravam apresentadores com os programas de audit\u00f3rio, e surgindo tamb\u00e9m as garotas propagandas.<\/p>\n<p><strong>Per\u00edodo de 1950 \u00e0 1960<\/strong><\/p>\n<p>Em 1950 \u00e9 inaugurada a primeira emissora de Televis\u00e3o Brasileira e tamb\u00e9m a primeira da Am\u00e9rica Latina, a TV Tupi (canal 4) em S\u00e3o Paulo. A iniciativa foi de Assis Chateaubriant, um homem de muito talento e vis\u00e3o.<\/p>\n<p>Estamos adiantados em rela\u00e7\u00e3o a nossos vizinhos sul-americanos, j\u00e1 existiam tecnologias mais avan\u00e7adas que a nossa, pois o ano de inaugura\u00e7\u00e3o da TV Tupi, os Estados Unidos autorizavam o funcionamento da televis\u00e3o em cores.<\/p>\n<p>No que se diz respeito ao desenvolvimento de nossas industrias e bens de consumo, come\u00e7amos ent\u00e3o uma nova era eletr\u00f4nica, era em que import\u00e1vamos filmes em latas, as ag\u00eancias McCann Erikson e a J.W. Thompson, trazem o know-how , criando, redirigindo e produzindo programas, devido \u00e0 falta de profissionais experientes em televis\u00e3o, produz\u00edamos ligeiros programas, comerciais ao vivo, eles adaptavam o modelo estrangeiro ao modelo brasileiro, mas tamb\u00e9m era em que as demonstradoras (garotos-propagandas), ganhavam seu espa\u00e7o anunciando produtos, tinham muito prestigio, e mais sucesso do que muitos locutores do r\u00e1dio, as que mais se destacaram foram Idalina de Oliveira, Meire Nogueira, Wilma Chandler, Odete Lara e Maria Rosa.<\/p>\n<p>Infelizmente a gl\u00f3ria desses apresentadores foi muito breve, a decad\u00eancia muito r\u00e1pida. Isso aconteceu por in\u00fameros motivos. Diziam apenas plataformas de texto, somente faladas, que muitas vezes eram simples estrat\u00e9gias de proposi\u00e7\u00f5es de venda enquanto alisavam carinhosamente o produto.<\/p>\n<p>N\u00e3o existia lado criativo, s\u00f3 se mostrava raz\u00e3o de compra. Al\u00e9m de muitas vezes na demonstra\u00e7\u00e3o do produto algum imprevisto ocorria e como os comerciais eram feitos ao vivo, as apresentadoras geralmente n\u00e3o sabiam como reagir a tal situa\u00e7\u00e3o levantando todo um trabalho de convencimento do p\u00fablico sobre o produto os outros produtos, tudo ent\u00e3o ia por \u00e1gua abaixo.<\/p>\n<p>Come\u00e7ou ent\u00e3o o que foi chamado de estilo transamaz\u00f4nico, um estilo de an\u00fancios longos que existe at\u00e9 hoje, havia uma preocupa\u00e7\u00e3o de que quanto mais se falava, mais se convencia o p\u00fablico, mas falar demais nem sempre \u00e9 seguro, pois as pessoas perdem tempo em ler com aten\u00e7\u00e3o um an\u00fancio na rua enquanto est\u00e1 passando, an\u00fancios devem ser breves e que chamem aten\u00e7\u00e3o, mesmo nesta \u00e9poca achava-se an\u00fancios curtos, r\u00e1pidos no entendimento, interessantes, esses sempre existiram, e quanto menor e mais interessante for, \u00e9 sempre bem vindo.<\/p>\n<p>Fundou-se em 1951, pela necessidade de formar profissionais da \u00e1rea, a primeira Escola Superior de Propaganda. Com professores escolhidos entre os profissionais mais qualificados e empenhados a orientar e visar o lado pr\u00e1tico. Com tudo isso, a escola formou incont\u00e1veis publicit\u00e1rios. Sendo que grande parte deles foram aproveitados por ag\u00eancias e ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, que hoje est\u00e3o nos altos escal\u00f5es da publicidade.<\/p>\n<p>A Escola Superior de Propaganda foi o sinal da maturidade da profiss\u00e3o no Brasil. Surgir em S\u00e3o Paulo foi importante, pois as iniciativas no campo da publicidade ainda estavam com o Rio de Janeiro e tamb\u00e9m importante por diversifica\u00e7\u00e3o das industrias.<\/p>\n<p>Com a populariza\u00e7\u00e3o dos eletrodom\u00e9sticos, como a GE, Walita, entre outras, n\u00e3o existiam profissionais que dessem conta de tantos trabalhos. Os bons em cria\u00e7\u00e3o eram poucos, ent\u00e3o tinham que trabalhar horas ap\u00f3s o t\u00e9rmino do expediente. Muitas vezes, v\u00e1rias ag\u00eancias utilizavam o mesmo redator, outra competi\u00e7\u00e3o, 15 ag\u00eancias em que 13 apresentavam layout do mesmo artista. Mesmo na pol\u00edtica, o mesmo publicit\u00e1rio fazia a campanha de v\u00e1rios e principais candidatos.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos deixar de retratar as industrias automobil\u00edsticas, Volkswagen, Ford, Jeep, Chevrolet, entre outras, que levantaram uma concorr\u00eancia muito forte, tamb\u00e9m fazendo com que publicit\u00e1rios do Rio de Janeiro migrassem para S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Um grupo de S\u00e3o Paulo, em 1956 lan\u00e7a a Revista Propaganda, que tratava de assuntos ligados a Publicidade e Propaganda e tamb\u00e9m o futuro do Brasil, promo\u00e7\u00f5es, verba de propaganda, as perspectivas do ano e os destaques. A revista nascia sob o signo do profissionalismo e acima de tudo assinada por grandes nomes da propaganda brasileira.<\/p>\n<p>Com tanto crescimento, ficava dif\u00edcil saber quais das propagandas eram boas, tinham qualidade, eram muitos an\u00fancios bons, outros ruins, mas eram ma\u00e7antes, comuns.At\u00e9 a Kolynos lan\u00e7ar um an\u00fancio que dizia: Ah!&#8230; gente din\u00e2mica prefere Kolynos .A diferen\u00e7a dos outros an\u00fancios de creme dental estava clara, at\u00e9 ent\u00e3o os an\u00fancios de creme dental travam de assuntos repetitivos, c\u00e1ries, mau-h\u00e1lito, dentes brancos.<\/p>\n<p>A Kolynos quebrou paradigmas, incorporou a refresc\u00e2ncia com a express\u00e3o Ah!&#8230; , foi curta, direta e extremamente criativa, causando muita pol\u00eamica nos concorrentes.<\/p>\n<p>A propaganda na Televis\u00e3o iniciou-se praticamente do zero , em 1951, os comerciais de 30 segundos custavam 120 cruzeiros antigos, mesmo assim os anunciantes eram poucos, geralmente tinham p\u00fablicos restritos, como a Casa Cl\u00f4 e Persianas Columbia, como a TV era um aparelho muito caro, somente pessoas com alto poder aquisitivo tinham, pessoas da alta sociedade paulista. Apesar de n\u00e3o produzirmos aparelhos de TV, n\u00e3o termos p\u00fablico e o mercado publicit\u00e1rio ainda ser jovem, Chateaubriand vendeu um ano de espa\u00e7o publicit\u00e1rio de televis\u00e3o para as empresas: Sul Am\u00e9rica Seguros, Antarctica, Moinho Santista e empresas Pignatari (Prata Wolf), s\u00f3 viram para TV anos mais tarde, quando ela se popularizou.<\/p>\n<p>O rep\u00f3rter fundador do Di\u00e1rios Associados, da TV Tupi, a frente de O Jornal do Rio de Janeiro, dono cadeia de jornais e emissoras de r\u00e1dio, e mais tarde o homem de propaganda, Assis Chateaubriant foi o criador do primeiro departamento de propaganda de um jornal no Brasil. Analisava os outros jornais e os anunciantes destes, procurava e questionava os respons\u00e1veis pelo departamento o porque aqueles anunciantes n\u00e3o anunciavam em seu jornal. \u00c0s vezes ia at\u00e9 as ag\u00eancias e procurar saber o mesmo, chegava at\u00e9 a ditar a reda\u00e7\u00e3o de an\u00fancios.<\/p>\n<p>Durante a Campanha Nacional de Avia\u00e7\u00e3o, ele procurava novos doadores, isso lhe era muito importante, pois estava diretamente ligado ao mundo.Tudo para ele era ligado a promo\u00e7\u00e3o, como a Campanha da Crian\u00e7a, para a implanta\u00e7\u00e3o de centenas de Postos de Puericultura em todo o pa\u00eds. A Festa de Coberville, a promo\u00e7\u00e3o do Algod\u00e3o em benef\u00edcio da economia algodoeira nordestina, aqueles que ajudavam, tinham destaque na publicidade. Com esse empenho ele tamb\u00e9m conduziu a campanha para a constru\u00e7\u00e3o do MASP Museu de Artes de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Seu trabalho era extenso, trabalhou em v\u00e1rias segmenta\u00e7\u00f5es e mais tarde novas esta\u00e7\u00f5es de sua rede de televis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Per\u00edodo de 1960 \u00e0 1970<\/strong><\/p>\n<p>Foram muitos os acontecimentos que marcaram a propaganda brasileira na d\u00e9cada de 60, alguns deles influenciaram bastante sua estrutura e fez da propaganda o que ela \u00e9 hoje. Neste breve relat\u00f3rio mostraremos alguns destes fatos para que se tenha uma id\u00e9ia das mudan\u00e7as ocorridas e das novas tend\u00eancias que viriam.<\/p>\n<p>Nesta \u00e9poca, ag\u00eancias norte-americanas ditaram as normas de cria\u00e7\u00e3o. Algumas ag\u00eancias brasileiras seguiram. Em certos casos, a ag\u00eancia projetava um tom individual em diferentes campanhas, colocando a sua marca pessoal acima dos produtos e de seus clientes. Veio ent\u00e3o a \u00e9poca mais japonesa (copiar, diminuir, baratear) que foi muito positiva, pois resultou em uma melhoria expressiva do ponto de vista de padr\u00e3o criativo. Talvez com todas essas influ\u00eancias, fazendo um balan\u00e7o, pode-se dizer que tenha sido o marco de uma renova\u00e7\u00e3o de approach e linguagem, que se refletiu por esses \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Com a inaugura\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, acreditava-se muito em uma descentraliza\u00e7\u00e3o imediata e, enfim, na cria\u00e7\u00e3o de um mercado nacional. Varias ag\u00eancias com escrit\u00f3rios completos foram para Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, e ficaram esperando o mercado deslanchar. Mas isso n\u00e3o aconteceu. Seus clientes, que normalmente estavam centralizados no Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, pouco exigiam no plano regional. A conseq\u00fc\u00eancia disso foi o fechamento de v\u00e1rios escrit\u00f3rios, que tiveram que compor sociedades com ag\u00eancias locais, ou adotar o crit\u00e9rio de representa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Houve uma fus\u00e3o de ag\u00eancias, mesmo as de certo porte que uniram for\u00e7as para ter uma presen\u00e7a maior, para melhores condi\u00e7\u00f5es de concorr\u00eancia. Ou para resolver problemas que seriam dif\u00edceis de resolver quando sozinhas. Ou ent\u00e3o at\u00e9 para ceder a press\u00f5es governamentais que queriam a redu\u00e7\u00e3o de empresas em todas as \u00e1reas. Ao mesmo tempo, ag\u00eancias estrangeiras adquiriam interesses minorit\u00e1rios em ag\u00eancias brasileiras. Tudo indicativo de uma tend\u00eancia. Errado. Tudo pela necessidade crescente de um grande n\u00famero de ag\u00eancias, para assist\u00eancias e conex\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>Foi tamb\u00e9m o tempo em que floresciam pequenas ag\u00eancias, \u00e0 base de equipes criativas. Este aparecimento foi crescendo e fluindo de uma certa forma atrav\u00e9s de repetidas experi\u00eancias. Que chegou at\u00e9 uma empresa monstro que evoluiu de est\u00fadio para ag\u00eancia \u00e9 m\u00e9dia no tamanho e grande no que faz. Essas ag\u00eancias se dirigem mais a um mercado que valoriza mais o produto criativo do que um servi\u00e7o global. As concorrentes as observaram, mesmo as maiores, com algum respeito, mas sem carinho algum.<\/p>\n<p>A profiss\u00e3o ganha a universidade, tem seu reconhecimento em n\u00edvel superior, uma certa aura de sofistica\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s quase 20 anos com uma orienta\u00e7\u00e3o mais t\u00e9cnica e formativa, as faculdades de comunica\u00e7\u00f5es se iniciam fazendo mais informa\u00e7\u00e3o a cultura. Ainda n\u00e3o existiam curr\u00edculos definidos, os est\u00e1gios em ag\u00eancias ou em departamentos de publicidade eram quase imposs\u00edveis, as primeiras turmas de comunicadores ainda n\u00e3o haviam feito cola\u00e7\u00e3o de grau. Mas existiam dezenas de escolas funcionando, preparando gente para um mercado que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grande.<\/p>\n<p>Muitos foram os fatos que fizeram o rumo da publicidade no pa\u00eds, mas um entre tr\u00eas publicit\u00e1rios que contribuiu muito para o avan\u00e7o da propaganda no Brasil na d\u00e9cada de 60 foi Roberto Duailibi que se classifica na quarta gera\u00e7\u00e3o de publicit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Ele conta que estava destinado a ser m\u00e9dico, porque seu pai, como todo farmac\u00eautico que se preza, sonhava ter um filho formado em medicina. Mas o que ele gostava mesmo de fazer era desenhar e escrever. Com nove anos de idade escreveu e desenhou uma hist\u00f3ria em quadrinhos completa; mas nunca foi publicada. Seu come\u00e7o em publicidade foi na Colgate-Palmolive, entre 1953 e 1954. Naquele tempo Roberto ganhava 250 cruzeiros velhos e disse \u00e0 sua namorada que quando passasse a ganhar 750, ele se casaria.<\/p>\n<p>Por ter voca\u00e7\u00e3o de publicit\u00e1rio, Roberto Duailibi resolveu entrar para a escola superior de propaganda. Da turma que se formou em primeiro lugar, Duailibi ficou em terceiro. Diz que dois profissionais tiveram muita influ\u00eancia sobre sua carreira: Jos\u00e9 Kfouri e Alfredo Carmo.<\/p>\n<p>Na Colgate-Palmolive recebeu um convite para ser redator da CIN, uma ag\u00eancia pequenininha que estava come\u00e7ando. De l\u00e1 foi para a McCann-Erickson, onde ficou apenas 24 dias. Nesta \u00e9poca, j\u00e1 estava ganhando 750 cruzeiros velhos, mas n\u00e3o dava para casar, pois n\u00e3o davam nem pra comprar um par de sapatos.<\/p>\n<p>Depois de 24 dias na McCann, voltou para a CIN, onde trabalhou com \u00canio Mainardi. A carreira de Roberto Duailibi foi dura, assim como tamb\u00e9m foi dura a carreira da publicidade, at\u00e9 chegar ao que ela \u00e9 hoje. Come\u00e7ou no tempo em que Modess era considerado o mais imoral dos produtos; n\u00e3o havia dono de farm\u00e1cia que ousasse exp\u00f4-lo em uma vitrine ou aceitar um cartaz sobre ele. A propaganda realmente come\u00e7ou s\u00e9ria no pa\u00eds apenas quando se iniciou a fabrica\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis aqui, antes n\u00e3o havia produ\u00e7\u00f5es. Era inexistente o conceito de marketing como hoje se predomina, talvez por n\u00e3o haver muita coisa a ser vendida. A propaganda n\u00e3o era considerada indispens\u00e1vel, n\u00e3o se realizavam pesquisas motivacionais. Apenas com a vinda dos autom\u00f3veis em 1958, \u00e9 que veio o dinheiro, que criou tudo, inclusive o talento. O dinheiro atraiu os melhores, isso acontece n\u00e3o s\u00f3 na propaganda, segundo Roberto Duaibili, mas em qualquer setor.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Roberto, a propaganda ainda tem muito de evoluir, e num certo sentido, acha que iremos atingir uma sinceridade enorme, vamos poder dizer as coisas como s\u00e3o e n\u00e3o deixar que os preconceitos criem uma barreira entre n\u00f3s e a realidade. Em publicidade, e na sociedade em geral, as coisas que impedem as pessoas de se mostrarem como realmente s\u00e3o tendem a desaparecer em um curto espa\u00e7o de tempo.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de 3 \u00cdcones<\/strong><\/p>\n<h2><strong>LEITE MO\u00c7A NESTL\u00c9<\/strong><\/h2>\n<p>Em meados do s\u00e9culo XIX, Henri Nestl\u00e9, um qu\u00edmico de naturalidade alem\u00e3 residente na pequena Vevey, na Su\u00ed\u00e7a, que tinha como uma de suas preocupa\u00e7\u00f5es permanentes a alimenta\u00e7\u00e3o infantil, criou uma farinha \u00e0 base de leite e cereais, a Farinha L\u00e1ctea Nestl\u00e9.<\/p>\n<p><strong>A hist\u00f3ria do leite condensado<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Propaganda\" src=\"Hist\u00f31.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Propaganda\" width=\"194\" height=\"221\" \/><\/p>\n<p>O ano era 1867 e, com o sucesso do produto, Henri Nestl\u00e9 come\u00e7ou uma transforma\u00e7\u00e3o de grande envergadura, aproveitando aquele per\u00edodo para expandir seu neg\u00f3cio e aprimorar-se como empres\u00e1rio e comerciante. Quase simultaneamente ao in\u00edcio da fabrica\u00e7\u00e3o da Farinha L\u00e1ctea, o americano George H. Page, da Anglo Swiss Condensed Milk Co., iniciou, em Cham, tamb\u00e9m na Su\u00ed\u00e7a, a fabrica\u00e7\u00e3o de leite condensado, utilizando o leite abundante e de boa qualidade produzido no pa\u00eds. Em 1878, a Anglo Swiss passou tamb\u00e9m a fabricar uma farinha infantil. A Sociedade Nestl\u00e9, por sua vez, iniciou a fabrica\u00e7\u00e3o de leite condensado logo a seguir. Essa concorr\u00eancia entre as duas empresas terminaria em 1905, numa fus\u00e3o que deu origem \u00e0 Nestl\u00e9 and Anglo Swiss Condensed Milk Co. A partir de ent\u00e3o, a Empresa jamais abandonaria sua voca\u00e7\u00e3o pela alimenta\u00e7\u00e3o e pelo desenvolvimento, realizando novas fus\u00f5es e incorpora\u00e7\u00f5es que a transformaram na maior ind\u00fastria aliment\u00edcia do mundo e na maior especialista mundial em nutri\u00e7\u00e3o, marcando presen\u00e7a hoje com 500 f\u00e1bricas nos cinco continentes.<\/p>\n<p><strong>A chegada ao Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Os primeiros carregamentos de leite condensado chegaram ao Brasil no final do s\u00e9culo XIX, juntamente com a Farinha L\u00e1ctea Nestl\u00e9. Inicialmente usado apenas como bebida (reconstitu\u00eddo com \u00e1gua), o leite condensado era um produto que podia ser armazenado por um longo tempo, caracter\u00edstica fundamental em per\u00edodos de escassez de leite.<\/p>\n<p>Tempos depois, ap\u00f3s campanhas de reposicionamento do produto, o leite condensado chegou \u00e0 cozinha, como ingrediente para o preparo de doces. O alimento ganhou ent\u00e3o uma for\u00e7a extraordin\u00e1ria entre as donas-de-casa e se transformou em presen\u00e7a indispens\u00e1vel nos lares brasileiros.<\/p>\n<p>Em 1921, com a constru\u00e7\u00e3o de sua primeira unidade industrial em Araras, no interior paulista, a Nestl\u00e9 iniciou no Brasil a produ\u00e7\u00e3o do leite condensado, mais tarde conhecido como Leite Mo\u00e7a. A qualidade e a versatilidade do produto geraram, desde seu lan\u00e7amento, uma forte rela\u00e7\u00e3o de fidelidade entre a Nestl\u00e9 e a dona-de-casa. Por isso, em pouco tempo o Brasil se converteu no maior mercado mundial de leite condensado a\u00e7ucarado, posi\u00e7\u00e3o que mant\u00e9m at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p><strong>A hist\u00f3ria da marca<\/strong><\/p>\n<p>A jovem com trajes t\u00edpicos que aparece no r\u00f3tulo da embalagem \u00e9 uma camponesa su\u00ed\u00e7a do s\u00e9culo XIX. Naquela \u00e9poca, o leite condensado mais popular da Su\u00ed\u00e7a tinha a marca &#8220;La Laiti\u00e8re&#8221;, que significa &#8220;vendedora de leite&#8221;. Quando esse leite foi exportado para outras pa\u00edses, procurou-se um nome equivalente na l\u00edngua de cada regi\u00e3o para onde o produto foi levado, nome sempre associado \u00e0 figura da camponesa t\u00edpica, com seus baldes de leite. Em espanhol, por exemplo, foi adotada a marca &#8220;La Lechera&#8221;. No Brasil, quando o produto come\u00e7ou a ser importado, em 1890, adotou-se inicialmente, por falta de um equivalente adequado em portugu\u00eas, o nome ingl\u00eas &#8220;Milkmaid&#8221;, tradu\u00e7\u00e3o de &#8220;La Laiti\u00e8re&#8221;. Mas as pessoas tinham dificuldade para pronunciar esse nome e passaram a chamar o produto de &#8220;esse leite da mo\u00e7a&#8221;, referindo-se \u00e0 ilustra\u00e7\u00e3o da camponesa. Assim, quando a Nestl\u00e9 iniciou a produ\u00e7\u00e3o do leite condensado no Pa\u00eds, em 1921, optou pela solu\u00e7\u00e3o l\u00f3gica de utilizar uma designa\u00e7\u00e3o criada espontaneamente pelos consumidores. Foi assim que surgiu a tradicional marca Leite Mo\u00e7a.<\/p>\n<p>Leite Mo\u00e7a \u00e9 a marca que mais investe em marketing na categoria Leite Condensado, atrav\u00e9s de comunica\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o de produtos e marketing de relacionamento.<\/p>\n<p><strong>Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ao longo dos anos, campanhas de comunica\u00e7\u00e3o como Bateu -Tomou, Baticum e Uma Doce Can\u00e7\u00e3o, obtiveram grande sucesso e \u00f3tima repercuss\u00e3o junto ao consumidor.<\/p>\n<p><strong>Inova\u00e7\u00e3o e Renova\u00e7\u00e3o de Produtos<\/strong><\/p>\n<p>Lan\u00e7amento de novos produtos como Mo\u00e7a Morango, Mo\u00e7a Chocolate e a linha Mocinha.<\/p>\n<p><strong>Marketing de Relacionamento<\/strong><\/p>\n<p>Um trabalho que merece destaque \u00e9 o Marketing de Relacionamento desenvolvido atrav\u00e9s do nosso Servi\u00e7o ao Consumidor, onde, entre outras atividades, deliciosas receitas criadas e testadas na Cozinha Experimental Nestl\u00e9 ganham o formato de livros e folhetos que s\u00e3o regularmente distribu\u00eddos a um mailing sempre atualizado de consumidores, loucos para preparar maravilhas com Leite Mo\u00e7a!<\/p>\n<p><strong>Mercado<\/strong><\/p>\n<p>Para manter a lideran\u00e7a em um mercado cada vez mais competitivo, a Nestl\u00e9 \u00e9 a empresa que mais investe em marketing, nesta categoria, al\u00e9m de estar constantemente inovando e renovando seus produtos, oferecendo o mais completo leque de op\u00e7\u00f5es ao consumidor, na categoria Condensados.<\/p>\n<p><strong>P\u00fablico-alvo<\/strong><\/p>\n<p>O p\u00fablico-alvo de Leite Mo\u00e7a \u00e9 feminino, composto principalmente por donas-de-casa que preparam doces e sobremesas para a fam\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>Pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m das pesquisas de imagem de marca, a \u00e1rea de Marketing do Leite Mo\u00e7a recorre a uma pesquisa anual para avaliar os h\u00e1bitos, o perfil do consumidor e a freq\u00fc\u00eancia de consumo. Outra pesquisa mede mensalmente o \u00edndice de penetra\u00e7\u00e3o do produto nos lares. E um terceiro estudo, realizado a cada bimestre, afere a participa\u00e7\u00e3o da Nestl\u00e9 no mercado. O \u00edndice de recorda\u00e7\u00e3o das campanhas que chegam \u00e0 m\u00eddia e seu impacto s\u00e3o avaliados pelo Day After Recall Test (DART).<\/p>\n<p><strong>Imagem<\/strong><\/p>\n<p>A marca Mo\u00e7a \u00e9 uma das mais queridas pelo consumidor, n\u00e3o s\u00f3 por sua tradi\u00e7\u00e3o, qualidade e confian\u00e7a, como pela associa\u00e7\u00e3o com momentos muito felizes ligados \u00e0 inf\u00e2ncia, \u00e0 fam\u00edlia, \u00e0s festas de anivers\u00e1rio e muitas outras ocasi\u00f5es prazerosas.<\/p>\n<p><strong>Diferencial de marca<\/strong><\/p>\n<p>Os principais diferenciais da marca Mo\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos seus concorrentes s\u00e3o a garantia da qualidade associada \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o da marca, ao aval da Nestl\u00e9, al\u00e9m da imagem muito positiva descrita no item anterior.<\/p>\n<p><strong>Estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A marca Mo\u00e7a sempre foi pioneira na divulga\u00e7\u00e3o do leite condensado como ingrediente &#8211; base para o preparo dos mais diversos doces e sobremesas, contribuindo muito para o desenvolvimento da categoria. Deu nome inclusive a um doce cl\u00e1ssico da cultura culin\u00e1ria brasileira: o Pudim de Leite Mo\u00e7a. A campanha atual de Leite Mo\u00e7a mostra um paralelo entre a evolu\u00e7\u00e3o da mulher e a evolu\u00e7\u00e3o do produto, mostrando o quanto a marca \u00e9 companheira da mulher brasileira, fazendo parte da sua hist\u00f3ria de vida.<\/p>\n<h2>FERRARI<\/h2>\n<p>Conhecendo a hist\u00f3ria da marca do cavalino rampante , ou cavalinho empinado, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil entender a fidelidade da impressionante torcida mundial da Ferrari. A paix\u00e3o que a mant\u00e9m \u00e9 a mesma que permeia a hist\u00f3ria de um dos s\u00edmbolos mais famosos do mundo. Transformada em determina\u00e7\u00e3o, essa paix\u00e3o tornou poss\u00edvel a Enzo Ferrari realizar seu sonho de construir carros vitoriosos. Ele teve a capacidade de uni-la ao seu pr\u00f3prio talento &#8211; inclusive para marketing &#8211; e \u00e0 sabedoria de aglutinar em torno de si profissionais altamente competentes em suas respectivas \u00e1reas. O primeiro autom\u00f3vel chamado Ferrari foi uma 125S. Estreou com vit\u00f3ria no Grande Pr\u00eamio de Roma, disputado em torno das Termas de Caracalla, em 25 de maio de 1947, pilotado por Franco Cortese.<\/p>\n<p>Mas, na verdade, a hist\u00f3ria da Ferrari come\u00e7ou muito antes. O gosto de Enzo Ferrari por autom\u00f3veis surgiu na inf\u00e2ncia, quando j\u00e1 freq\u00fcentava corridas de carro, levado pelo pai.<\/p>\n<p>Nas primeiras d\u00e9cadas deste s\u00e9culo, as ind\u00fastrias as realizavam em profus\u00e3o, j\u00e1 as explorando como instrumento de marketing. Nascido em 1898, Enzo come\u00e7ou a trabalhar na Alfa Romeo no in\u00edcio dos anos 20 deste s\u00e9culo. Foi mec\u00e2nico, piloto de teste e de provas, e depois, diretor da equipe esportiva. Em 1929 fez o que a Hist\u00f3ria consagrou como seu grande golpe de mestre: criou a Scuderia Ferrari, a primeira equipe de automobilismo independente das f\u00e1bricas, mas vinculada \u00e0 Alfa Romeo. Em 1939, Enzo Ferrari deixou essa ind\u00fastria italiana e passou a 2\u00aa Guerra Mundial fabricando equipamentos agr\u00edcolas e at\u00e9 carros (dois Auto Avio Costruzioni, em 1940). Mas n\u00e3o podia colocar seu nome em nenhum autom\u00f3vel, em decorr\u00eancia de contrato que assinara com a Alfa Romeo. S\u00f3 em 1946, ap\u00f3s o fim da Guerra, ele construiu o primeiro carro com seu nome: a Ferrari 125S. E espantou o mundo por gerar em instala\u00e7\u00f5es toscas, mas com uma equipe competente e entusiasmada, um motor t\u00e3o poderoso como o V12 que a equipava, algo muito avan\u00e7ado para a \u00e9poca e mesmo na contemporaneidade. Desde ent\u00e3o, a Ferrari obteve mais de cinco mil vit\u00f3rias em provas automobil\u00edsticas.<\/p>\n<p>Atualmente, participa da F\u00f3rmula 1 (F1) &#8211; onde vem conquistando os melhores resultados desde 1997, seja na pontua\u00e7\u00e3o por pilotos ou na de construtores. Tamb\u00e9m promove, na Europa, Estados Unidos (EUA) e Am\u00e9rica Latina o campeonato Ferrari Challenger, disputado por Ferraris 355. Nos EUA, participa do World Sportscar Championship,com prot\u00f3tipos Ferrari 333.<\/p>\n<p>Alguns dos autom\u00f3veis Ferrari foram desenhados pelo Studio Pininfarina, um antigo parceiro e s\u00e3o feitos sob encomenda na f\u00e1brica de Maranello, distrito da cidade de Modena, regi\u00e3o da Emilia Romagna. Cada um leva, em m\u00e9dia, 45 dias para ficar pronto. A produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 2500 a 2800 carros por ano cresceu, em 1997, para 3581 unidades. Em 1969, a Fiat adquiriu parte das a\u00e7\u00f5es da Ferrari. Em julho de 1997, a Ferrari comprou metade das a\u00e7\u00f5es da marca de autom\u00f3veis Maserati do grupo Fiat &#8211; ao qual ela pr\u00f3pria hoje pertence &#8211; e assumiu o comando dessa ind\u00fastria. Luca di Montezemollo, sucessor de Enzo Ferrari no comando da F\u00f3rmula 1 nos anos 70, hoje \u00e9 o presidente da Ferrari e da Maserati. Mas as duas empresas mant\u00eam equipes e instala\u00e7\u00f5es distintas. Atualmente, a linha de autom\u00f3veis da Ferrari \u00e9 composta pelos modelos 550 Maranello; 456M nas vers\u00f5es GT e GTA, o \u00fanico com quatro lugares da marca; e 355F1, com c\u00e2mbio similar ao utilizado nos carros de F1, em bot\u00f5es no verso do volante, nas vers\u00f5es Berlineta (fechada), GTS (Targa, com teto solar) e Spider (convers\u00edvel com capota).<\/p>\n<p>O Comendattori Enzo Ferrari fundou, em 1940, o que \u00e9 hoje reconhecida como a marca de maior prest\u00edgio entre fabricantes de esportivos mundiais. A Ferrari come\u00e7ou fazendo modelos de corrida e tamb\u00e9m de rua, contando com a colabora\u00e7\u00e3o de designers como Farina, Ghia e Touring para conceber as carrocerias dos seus carros.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 70 a Ferrari acumulou muitas vit\u00f3rias em Le Mans e nas F\u00f3rmulas 1 e 2. Na F\u00f3rmula 1 ressurgiu das cinzas em 97, quando Schumacher conquistou o vice campeonato pilotando o carro vermelho. Hoje, a marca do cavalinho faz parte do grupo FIAT, que det\u00eam 50% de suas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2>BOM BRIL: MARCA OU EMPRESA?<\/h2>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Propaganda\" src=\"Hist\u00f32.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Propaganda\" width=\"94\" height=\"69\" \/><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da Bombril se confunde com a hist\u00f3ria da marca Bom Bril. Nada de surpreendente a\u00ed, afinal, \u00e9 natural que a maioria dos brasileiros desconhe\u00e7am as transforma\u00e7\u00f5es por que passa uma empresa. Ali\u00e1s, muitos podem at\u00e9 n\u00e3o identificar exatamente o que \u00e9 l\u00e3 de a\u00e7o, mas \u00e9 praticamente imposs\u00edvel que algu\u00e9m n\u00e3o saiba o que \u00e9 Bom Bril!<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria come\u00e7a em 1948, quando o empres\u00e1rio Roberto Sampaio Ferreira fundou a Abrasivos Bombril S.A., dedicada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de esponjas de l\u00e3 de a\u00e7o. A empresa foi pioneira no desenvolvimento de tecnologia pr\u00f3pria e, outro fator decisivo para seu sucesso, na constru\u00e7\u00e3o de uma imagem junto aos consumidores.<\/p>\n<p>Uma marca forte, o tradicional logotipo vermelho, promo\u00e7\u00f5es, programas de r\u00e1dio e televis\u00e3o, foi assim que a marca Bom Bril se transformou em refer\u00eancia no mercado. Desde seus primeiros anos at\u00e9 hoje, ningu\u00e9m comprou ou compra esponjas de l\u00e3 de a\u00e7o. As pessoas compram Bom Bril, a marca que tomou conta de toda a categoria de produto.<\/p>\n<p>Em 1978, dois anos depois da inaugura\u00e7\u00e3o da grande unidade industrial na Via Anchieta em S\u00e3o Bernardo, S\u00e3o Paulo, a Bombril j\u00e1 produzia mensalmente 3.600 toneladas de esponjas de l\u00e3 de a\u00e7o, 2\/3 da produ\u00e7\u00e3o mundial! Nessa \u00e9poca, o sucesso de Bom Bril e suas 1001 Utilidades j\u00e1 havia criado condi\u00e7\u00f5es para que a Bombril expandisse suas atividades e diversificasse sua linha de produtos, entrando para o segmento de produtos qu\u00edmicos de limpeza.<\/p>\n<p>Surgiram o detergente l\u00edquido Limpol, o desinfetante Pinho Bril e o amaciante Mon Bijou. Isso tudo \u00e9 acompanhado por uma grande expans\u00e3o f\u00edsica da empresa que, entre 1982 e 1987, inaugurou mais tr\u00eas unidades fabris em diferentes estados brasileiros. Sapon\u00e1ceos, detergentes, desinfetantes, amaciantes, um grande leque de itens transformou a Bombril num grande complexo de produ\u00e7\u00e3o orientado por uma miss\u00e3o muito simples: facilitar o dia-a-dia em milh\u00f5es de lares brasileiros. E s\u00e3o milh\u00f5es mesmo! Afinal, uma caracter\u00edstica que sempre distinguiu a Bombril foi sua voca\u00e7\u00e3o para atender as necessidades de todos os brasileiros!<\/p>\n<p>Fonte: www.acontecendoaqui.com.br<\/p>\n<h6>Hist\u00f3ria da Propaganda<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O percurso da propaganda no Brasil acompanhou o desenvolvimento dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Os an\u00fancios surgem essencialmente para vender produtos, preservar o espa\u00e7o das marcas tradicionais e introduzir novas, destacando a sua utilidade e gerando uma necessidade real ou imagin\u00e1ria de adquiri-lo. Precisa chegar \u00e1 um p\u00fablico, n\u00e3o s\u00f3 numeroso, mas tamb\u00e9m receptivo \u00e1 sua mensagem ,para isso, utiliza os meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E os meios de comunica\u00e7\u00e3o, vendem produtos, ao mesmo tempo em que vendem seus espa\u00e7os para a veicula\u00e7\u00e3o desta, para adquirir recursos para a sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Assim a propaganda seleciona seus ve\u00edculos, escolhe os hor\u00e1rios e cria suas mensagens.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Propaganda\" src=\"Hist\u00f33.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Propaganda\" width=\"350\" height=\"307\" \/><\/p>\n<p><strong>1500 1930 V\u00eddeo clipe das nossas ra\u00edzes<\/strong><\/p>\n<p>Tivemos os an\u00fancios afixados em locais p\u00fablicos entre eles se destacando os avisos de sacristia . Tivemos os precursores que hoje chamamos de gr\u00e1fica urbana ensaiando pelas fachadas de lojas e outros com\u00e9rcios as nossas marcas iniciais.<\/p>\n<p>Estamos em 1800, era do tempo do Pr\u00edncipe Regente, fugido para o Rio de Janeiro por nobre e resulta determina\u00e7\u00e3o de sua Corte. A cidade contava com 60 mil habitantes. Abriu-se o porto, para s\u00f3 naquele ano receber 90 navios. Fundou-se um jornal, que dava in\u00edcio \u00e0 imprensa brasileira. E nele, a Gazeta do Rio de Janeiro publicava o primeiro an\u00fancio, que era de m\u00f3veis.<\/p>\n<p>\u00c9poca de quem quer comprar , do quem vai querer, que naturalmente se incorporaram \u00e0 nossa publicidade ess\u00eancia popular da mensagem de vendas. Em 1808, surgiu o nosso primeiro jornal ( A Gazeta do Rio de Janeiro), e nele o nosso primeiro an\u00fancio.<\/p>\n<p>Nesse clima de euforia, surge o primeiro an\u00fancio de escravos. Os avisos descrevem os negros fugidos ou vendidos. O primeiro deles, foi publicado em 1809, informando que: Em 20 de agosto do ano pr\u00f3ximo passado, fugiu um escravo preto, por nome Mateus, com os sinais seguintes; rosto grande e redondo, com dois talhos, um por cima da sobrancelha esquerda e outro nas costas; olhos pequenos, estatura ordin\u00e1ria; m\u00e3os grandes, dedos grossos e curtos, p\u00e9s grandes e corpo grosso.<\/p>\n<p>Em 1821, o Di\u00e1rio do Rio de Janeiro se apresenta como jornal do an\u00fancio.<\/p>\n<p>\u00c9 o momento em que surgem os caf\u00e9s, as livrarias, em que proliferam os pasquins. Os de pol\u00edtica, os de novela, petas graciosas e artigos de ca\u00e7oada . O com\u00e9rcio se alarga, variado, heterog\u00eaneo, a publicidade mercurial d\u00e1 conta de vasos para jardins, urin\u00f3is em todos os tamanhos, copiadores de m\u00fasica, ou colch\u00f5es de clina vegetal e ora\u00e7\u00f5es contra a peste. Ao fim da primavera metade do s\u00e9culo, a rua do Ouvidor est\u00e1 movimentada: tem dezenas e dezenas de ourives, sapateiros, relojoeiros, tipografias, fabricantes de carruagens, casas de modas, retratistas e floristas, somando mais de tr\u00eas centenas de estabelecimentos. O natal se comemora com an\u00fancios de arranjos para pres\u00e9pios figuras, chafarizes, p\u00e1ssaros, arbustos, ou simples aluguel de enfeites.<\/p>\n<p>Enquanto tudo isso acontecia no Rio, lan\u00e7ava no Recife o Di\u00e1rio de Pernambuco, o mais antigo jornal em circula\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Depois, surgiram os almanaques.<\/p>\n<p>As formas de propaganda come\u00e7avam a variar, mas o sentido da mensagem continuava o mesmo. Observa-se que n\u00e3o havia a preocupa\u00e7\u00e3o com o texto, e, e, boa parte, os an\u00fancios n\u00e3o tinham t\u00edtulo, ou dava simplesmente a men\u00e7\u00e3o do produto: charutos, fazenda, peixe, fog\u00e3o, melancias. Ap\u00f3s o nome da mercadoria e o nome do an\u00fancio, os t\u00edtulos mais freq\u00fcentes eram: aten\u00e7\u00e3o, muita aten\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>A partir de meados do s\u00e9culo passado, os classificados v\u00e3o mudando. Ganham vinhetas \u00e0 guisa de ilustra\u00e7\u00e3o, crescem no tamanho, no espacejamento necess\u00e1rio \u00e0 composi\u00e7\u00e3o de qualidades ou versos de metro mais longo, a rima entra em nossa propaganda com uma const\u00e2ncia que se iria tornar definitiva.<\/p>\n<p>Por volta de 1875, surgiram os primeiros an\u00fancios ilustrados.<\/p>\n<p>Em 1898, h\u00e1 o aparecimento de O Merc\u00fario , primeiro como jornal trimestral, depois di\u00e1rio, dando in\u00edcio a propaganda comercial.<\/p>\n<p>Chega-se ent\u00e3o em 1900, quase cem anos, come\u00e7ando com os classificados at\u00e9 grande an\u00fancios com ilustra\u00e7\u00f5es, muda a t\u00f4nica da imprensa para as revistas. A primeira revista a ser lan\u00e7ada nesse ano, foi a Revista da Semana . Dois anos depois saiu o Malho, e logo vieram a Fon-Fon, A Careta, e muitas outras.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que seja mais significativo o aparecimento de revistas menores, como por exemplo Vida Paulista (1903) e Arara (1904). Foram revistas publicadas em S\u00e3o Paulo, durante anos, e que se mantiveram gra\u00e7as a anunciantes locais. Elas v\u00eam testemunhar a exist\u00eancia de um neg\u00f3cio de propaganda, de um germe de organiza\u00e7\u00e3o em que avulta a figura do agenciador de an\u00fancios.<\/p>\n<p>Ao que tudo indica, os poetas foram os nossos free- lancers de reda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 quando aparecem as revistas. Nossa primeira ag\u00eancia, a paulista Castaldi &amp; Bennaton \u00e9 de 1913 ou 1914, e logo, se transforma em A Ecl\u00e9tica.<\/p>\n<p>Finda a guerra, t\u00ednhamos cinco ag\u00eancias funcionando em S\u00e3o Paulo: A Ecl\u00e9tica, a Pettinati, a Edan\u00e9e, a de Valentim Harris, e a de Pedro Didier e Ant\u00f4nio Vaudagnoti.<\/p>\n<p>Os anos 20 s\u00e3o chamados alegres. Qualifica\u00e7\u00e3o importada, sem d\u00favida, mas, ainda que predominassem os an\u00fancios de rem\u00e9dios, tivemos tamb\u00e9m um saldo positivo. As grandes empresas se firmam como clientes, novas marcas se acrescentam, em ritmo acelerado, ao nosso j\u00e1 expressivo panorama publicit\u00e1rio.<\/p>\n<p>A propaganda impressa crescia, na multiplica\u00e7\u00e3o de jornais e revistas. Surgia O Cruzeiro, a bem dizer fechando a d\u00e9cada, mas apontando para 25 anos de prefer\u00eancia nacional. Os cartazes e pain\u00e9is ao ar livre ganhavam espa\u00e7o, proliferando, tanto quanto os spots e jingles j\u00e1 familiares, pois todos se reuniam em torno dos grandes aparelhos receptores, para ouvir uma verdadeira revista no ar.<\/p>\n<p>A revista Vida Paulista, tinha uma p\u00e1gina central dedicada a caricaturas, notas sociais, t\u00f3picos pol\u00edticos, sonetos e muitos an\u00fancios.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1906, O Malho aumentava a sua tabela de pre\u00e7os, devido a enorme tiragem, chegando a atingir \u00e0 casa dos 40 mil.<\/p>\n<p>A revista Arara, era viva em cores e desenhos chamativos. An\u00fancios de p\u00e1gina inteira.<\/p>\n<p>Se a Vida Paulista, que \u00e9 uma edi\u00e7\u00e3o semanal ilustrada de A Not\u00edcia, vai no seu terceiro ano basicamente com recursos locais, o Cri-Cri, seman\u00e1rio de atualidades, alia ao paulista o anunciante nacional. Em 1908, alguns dos seus n\u00fameros d\u00e3o bem esse quadro. Temos em um campo os an\u00fancios regionais, e em outro os que falam de todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Com os seus coloridos an\u00fancios, as revistas do in\u00edcio do s\u00e9culo davam um ar de euforia.<\/p>\n<p>Em 1910, surge uma revista em S\u00e3o Paulo (um novo seman\u00e1rio ilustrado), com o nome de a Lua, trazendo no seu expediente Paulic\u00e9ia, Lua Nova, Janeiro, 1910 , dando bem o quadro da \u00e9poca e do est\u00e1gio alcan\u00e7ado pela nossa propaganda.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Lira esteve em S\u00e3o Paulo, a neg\u00f3cios de propaganda dos famosos preparados Bromil e Sa\u00fade da Mulher, mais conhecido pelo nome de Homem-Reclame, devido \u00e0 sua formid\u00e1vel tenacidade de propagandista invenc\u00edvel. Feita a programa\u00e7\u00e3o do Sr. Jos\u00e9 Lyra, v\u00eam as capas de Bromil, que cura a tosse em 24 horas , e da sa\u00fade da mulher, infal\u00edvel nas mol\u00e9stias das senhoras . O conhecido propagandista Jos\u00e9 Lyra, da conceituada firma Daudt &amp; Lagunilha, bateu o recorde no Brasil, da propaganda por meio de an\u00fancios afixados.<\/p>\n<p>Antes de 1913, n\u00e3o havia no Brasil organiza\u00e7\u00e3o especializada em distribuir an\u00fancios para jornais. Seria essa quase que certamente, a fun\u00e7\u00e3o principal dos pequenos escrit\u00f3rios pioneiros. A primeira firma que pode merecer a classifica\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia de publicidade, instalou-se em S\u00e3o Paulo entre 1913 e 1914: Castaldi &amp; Bennaton, propriet\u00e1ria da ecl\u00e9tica.<\/p>\n<p>Em 1918, com a entrada de J\u00falio Cosi para a Ecl\u00e9tica, os jornais eram quase os mesmos de hoje, mas tremendamente pobres em publicidade.<\/p>\n<p>Folheando jornais do Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo, nesses anos de conflito europeu, ainda n\u00e3o se notam grandes mudan\u00e7as. S\u00e3o os mesmos an\u00fancios, n\u00e3o se notando grandes mundan\u00e7as.<\/p>\n<p>As revistas no entanto, j\u00e1 mostraram uma certa evolu\u00e7\u00e3o, sendo uma publica\u00e7\u00e3o de texto, com relativamente poucos an\u00fancios. H\u00e1 contos, curiosidades, as \u00faltimas tend\u00eancias da moda e p\u00e1ginas em cores.<\/p>\n<p>A Bayer fez sucessivas campanhas , todas compostas de muitas pe\u00e7as. An\u00fancios ilustrados, quase sempre com um desenho de ineg\u00e1vel bom gosto. S\u00e9ries e mais s\u00e9ries para diferentes para diferentes produtos. Em 1920, encontrou-se nada menos do que 23 an\u00fancios. Esse esfor\u00e7o apreci\u00e1vel, inclusive sob o ponto de vista da produ\u00e7\u00e3o, continua anos afora.<\/p>\n<p>O ano de 1921, nos traz uma campanha da Bayer, muito curiosa em que se destacam tr\u00eas an\u00fancios: N\u00e3o h\u00e1 nada que possa derreter a neve eterna dos Andes, n\u00e3o h\u00e1 nada que possa substituir os comprimidos Bayer de aspirina , As pir\u00e2mides do Egito s\u00e3o \u00fanicas e insuper\u00e1veis, os comprimidos Bayer de aspirina s\u00e3o \u00fanicos e insubstitu\u00edveis e Como a b\u00fassola marca o caminho seguro a quem navega, os comprimidos Bayer de aspirina&#8230; .<\/p>\n<p>J\u00e1 em 1922, marca o aparecimento de Helmitol. Em 1923 acontece o lan\u00e7amento de Cafiaspirina, contra dor e mal-estar.<\/p>\n<p>Na medida em que eram lan\u00e7ados novos produtos, a propaganda da empresa mais e mais se avolumava. Sempre interessante, sempre indicativa dos v\u00e1rios est\u00e1gios pelos quais foram passando a publicidade.<\/p>\n<p>Com a vinda de novas marcas, chegava tamb\u00e9m ao Brasil, a t\u00e9cnica norte-americana de propaganda comercial, como a General Motors.<\/p>\n<p>Em 1926, tinha a GM um departamento de propaganda com funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em 1927, um ano particularmente favor\u00e1vel \u00e0s vendas, a divis\u00e3o de publicidade foi se ampliando e chegou a contar com 34 pessoas.<\/p>\n<p>Infelizmente, houve a crise de 29, a revolu\u00e7\u00e3o de 30. Revolu\u00e7\u00e3o de 1932. Em curto espa\u00e7o de tempo, repetidas como\u00e7\u00f5es sacudiram profundamente a economia e a vida do pa\u00eds. Foram ocasi\u00f5es em que a propaganda paralisou totalmente.Ajustes de mercado. N\u00f3s, como todo o mundo, sentimos as conseq\u00fc\u00eancias, s\u00f3 que ningu\u00e9m se suicidou, e recebemos em 29 o gerente da Ayer, a primeira ag\u00eancia norte-americana no Brasil, a propaganda antecipo-se \u00e0s necessidades do mercado. querendo naturalmente atender aos interesses dos seus clientes aqui. E por for\u00e7a de retra\u00e7\u00f5es, revoltas e recuos, em 30 a Ayer virou Thompson. E com tudo o que fora semeado, e germinaram, as ag\u00eancias multinacionais entraram e colheram. Ensinando, mas pela sua cartilha. Desenvolvendo, sem d\u00favida, mas sempre numa dire\u00e7\u00e3o. Para o bem, para mal, come\u00e7ando uma nova \u00e9poca. Dif\u00edcil de entender naquela altura, mas hoje perfeitamente delineada.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o de 1932 foi praticamente a implantadora da nossa ind\u00fastria. Entretanto, os ecos do modernismo vinham trabalhando o p\u00fablico, no sentido da valoriza\u00e7\u00e3o do que era autenticamente brasileiro.<\/p>\n<p>A propaganda continua desempenhando o seu papel de espelho.<\/p>\n<p>A r\u00e1dio seria a t\u00f4nica dos anos 30. Quando Roquete Pinto fundou a R\u00e1dio Sociedade do Rio de Janeiro, que mais tarde se mudaria em R\u00e1dio Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 havia emissoras funcionando em S\u00e3o Paulo, no Rio e Recife, como iniciativa profissional organizada. Ap\u00f3s tr\u00eas anos, existiam no Rio, 50 mil receptores e, em S\u00e3o Paulo, tr\u00eas transmissores de r\u00e1dio. A Sociedade R\u00e1dio Cultura fazia circular um livreto: A propaganda comercial pelo R\u00e1dio .<\/p>\n<p>Seu esquema inicial foi notici\u00e1rio e m\u00fasica. De in\u00edcio, n\u00e3o houve patroc\u00ednio de programas, e a propaganda era pouca.<\/p>\n<p>A partir de 1933. tudo se transformou. Apareceram os spots, os programas associados a marcas. Na r\u00e1dio Cultura de S\u00e3o Paulo, houve a iniciativa de um corretor de an\u00fancios.<\/p>\n<p>Em 1935, a r\u00e1dio Cruzeiro do Sul lan\u00e7ava o primeiro programa de perguntas e respostas.<\/p>\n<p>Em 1936, j\u00e1 na sua inaugura\u00e7\u00e3o, a r\u00e1dio Nacional transmitia um Fla X Flu e fazia os primeiros ensaios radioteatro. Come\u00e7ava a \u00e9poca dos locutores.<\/p>\n<p>Em novembro de 1937, foi lan\u00e7ada a revista propaganda. Entre an\u00fancios que ela publicava na edi\u00e7\u00e3o inaugural, tr\u00eas chamavam a aten\u00e7\u00e3o. Um convida anunciar na Central do Brasil, a base s\u00f3lida de uma propaganda . Outro \u00e9 de Infante &amp; Cia, a maior organiza\u00e7\u00e3o para an\u00fancios no Brasil e o terceiro mostra a import\u00e2ncia de uma ag\u00eancia, a Standard Propaganda, dando a sua lista de clientes.<\/p>\n<p><strong>Guerra com slogan Paz no credi\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio a 2\u00aa Guerra Mundial n\u00e3o assustou muito. As novelas estavam principiando, estavam pegando, e as not\u00edcias doa r\u00e1dios vinham de longe. Houve quem se preocupasse. A revista Propaganda foi ouvir homens ligados ao mundo dos neg\u00f3cios sobre a situa\u00e7\u00e3o brasileira face \u00e0 guerra. E certamente ficou tranq\u00fcilizada.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o das atividades publicit\u00e1rias na d\u00e9cada de 40, foi das mais conturbadas. Mesmo hoje, quando se analisa o comportamento da propaganda nos dez anos que v\u00e3o de 1941 a 1950, tem-se dificuldades para situar. Ao lado de um decr\u00e9scimo violento no movimento de an\u00fancios, provocado pela anormalidade trazida pela guerra das trocas comerciais, observa-se um redobrado empenho de ampliar os horizontes da propaganda.<\/p>\n<p>De 1941 a 1945 s\u00e3o anos de guerra, com a coletividade voltada para o esfor\u00e7o b\u00e9lico. De 1945 a 1950 s\u00e3o os anos de transi\u00e7\u00e3o da guerra para a paz, com o pa\u00eds procurando superar, o mais rapidamente poss\u00edvel, as limita\u00e7\u00f5es da produ\u00e7\u00e3o civil e cuidando, de corrigir as falhas estruturais limitativas de nosso desenvolvimento.<\/p>\n<p><strong>O r\u00e1dio continuava.<\/strong><\/p>\n<p>O tema da guerra entrava na propaganda. Um exemplar de 1942 da revista publicidade, trazia uma p\u00e1gina de an\u00fancios ingleses, onde havia soldados, defesa passiva, caricaturas de l\u00edderes nazistas. Esse tom, espraiaria-se pelos jornais. E de modo geral, as palavras e ilustra\u00e7\u00f5es da \u00e9poca, conduziam o conflito, sua presen\u00e7a e aos seus motivos.<\/p>\n<p>Os locutores brigavam com a pron\u00fancia dos nomes estrangeiros. As novelas ainda eram gravadas em discos de vidro e no de acetato.<\/p>\n<p>Nesse quadro mais para o tumultuado, um com\u00e9rcio ia avultando. Era o das casas especializadas de roupas, fazendo boas vitrines, fazendo propaganda no r\u00e1dio, nos jornais, fazendo freq\u00fcentes promo\u00e7\u00f5es, utilizando profissionais que se dedicavam exclusivamente \u00e1 publicidade, dirigindo-se a um p\u00fablico espec\u00edfico definido.<\/p>\n<p>Aproveitando o Natal, Carnaval, as festas de junho, chegando a lan\u00e7as depois de 1948 o Dia das M\u00e3es. Iniciando em seguida o credi\u00e1rio, com o que alargaram ainda mais suas atividades de propaganda. Tempo de slogans e desfiles.<\/p>\n<p>Novelas como Ren\u00fancia, C\u00e9u cor-de-rosa e Helena eram as grandes atra\u00e7\u00f5es da R\u00e1dio Nacional do RJ, que estava em todas. Era not\u00edcia, radioteatro, programas de audit\u00f3rio e grandes cantores.<\/p>\n<p>O credi\u00e1rio abria caminhos novos para eletrodom\u00e9sticos, roupas ou livros.<\/p>\n<p>Havia concorr\u00eancia, \u00e9 certo. Mas a competi\u00e7\u00e3o n\u00e3o se exercia t\u00e3o amplamente, era de alguns setores bem marcados.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 40, v\u00ea surgir os primeiros esfor\u00e7os no sentido de disciplinar eticamente a propaganda. J\u00e1 em 1942, consolida a propaganda de m\u00e9dicos, cirurgi\u00f5es-dentistas, massagistas, enfermeiras, entre outras.<\/p>\n<p>Em fevereiro de 1949, nasceu o conv\u00eanio entre as principais ag\u00eancias de propaganda, de fixa\u00e7\u00e3o de normas padr\u00e3o para o seu funcionamento. Desse conv\u00eanio sairia, tempos mais tarde, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ag\u00eancias de Propaganda (Abap).<\/p>\n<p><strong>Os alegres anos 50<\/strong><\/p>\n<p>Em 1950, foi inaugurada em S\u00e3o Paulo a TV Tupi (canal 4), sendo a primeira emissora de televis\u00e3o brasileira, tamb\u00e9m da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>A garota propaganda foi um dos primeiros mitos criados pela publicidade no Brasil, fazendo comerciais ao vivo.<\/p>\n<p>Os cremes dentais escreviam longamente: Livre-se do ponto negativo da sua personalidade! Remova o amarelo de seus dentes com creme dental Eucalol.<\/p>\n<p>Os sabonetes tamb\u00e9m escreviam demais. M\u00e9dicos aprovam: com sabonete Palmolive, duas entre tr\u00eas mulheres podem ter a c\u00fatis mais linda em 14 dias .<\/p>\n<p>Uma das primeiras indica\u00e7\u00f5es de que alguma coisa estava acontecendo, ou germinando, em s\u00e3o Paulo, foi a Escola Superior de Propaganda. Ela surgiu na necessidade de formar profissionais. Fundada em 1951, com uma orienta\u00e7\u00e3o visando mais o lado pr\u00e1tico, ela seguiu desde o come\u00e7o a velha teoria do quem ensina e quem faz. Os publicit\u00e1rios que a escola formou, s\u00e3o incont\u00e1veis. Em 80%, o aproveitamento de seus antigos alunos, por clientes, ag\u00eancias e ve\u00edculos, muitos deles est\u00e3o nos altos escal\u00f5es da publicidade. \u00c9 tamb\u00e9m significativo que tenha surgido em S\u00e3o Paulo, quando as iniciativas no campo da publicidade ainda estavam no Rio. Principiava a diversifica\u00e7\u00e3o da nossa ind\u00fastria, muito seria exigido dos homens de propaganda.<\/p>\n<p>Uma nova revista que sa\u00eda: Manchete. E se explicando: Manchete quer ser uma revista de primeiro planos. O m\u00e1ximo que o homem da rua costuma dizer do interessante de um assunto \u00e9 que saiu em manchete . Enquanto isso, continuavam as revistas Fon-Fon, O Malho, a Carioca. Mas as velhas revistas estavam com os dias contados. E nas revistas novas, apareciam produtos como Nescaf\u00e9: O caf\u00e9 \u00e9 feito na x\u00edcara , Em tr\u00eas tempos, voc\u00ea faz o caf\u00e9.<\/p>\n<p>Os bons em cria\u00e7\u00e3o eram poucos e raros.<\/p>\n<p>Supermercados. An\u00fancios luminosos. Mudan\u00e7a de clientes para S\u00e3o Paulo. Novas t\u00e9cnicas de venda, mais credi\u00e1rio, mais promo\u00e7\u00f5es. Uma grande preocupa\u00e7\u00e3o com o mercado. Se a propaganda ainda n\u00e3o se transformara, isso j\u00e1 era motivo de inquieta\u00e7\u00e3o. E com a vis\u00e3o dessa necessidade de mudar, de um debate mais amplo em torno de nossos principais problemas, surgia a id\u00e9ia de orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica. A velha Publicidade &amp; Neg\u00f3cios, cumprira a sua finalidade, afastara-se para outros objetivos, n\u00e3o se preocupava mais em auxiliar as perspectivas do ano.<\/p>\n<p>O come\u00e7o de um editorial, assinado por Edmur de Castro Cotti, dava o tom de nova publica\u00e7\u00e3o: Essa revista nasce sob o signo de profissionalismo .<\/p>\n<p>Tiveram assim uma ind\u00fastria automobil\u00edstica; uma pr\u00e9via ind\u00fastria de autope\u00e7as e acess\u00f3rios. E o cora\u00e7\u00e3o do publicit\u00e1rio alegrou-se com tantos e t\u00e3o grandes clientes.<\/p>\n<p>Em 1950 quando a Tv Tupi levou ao ar os primeiros programas, anunciante grandes era coisa que n\u00e3o tinha. N\u00e3o havia firmas especializadas em filmes e jingles.<\/p>\n<p>Os primeiros anunciantes foram Persianas Col\u00fambia e a casa Cl\u00f4. Os comerciais era, ao vivo ou com slides. Naquele tempo, as garotas-propaganda eram os funcion\u00e1rios de maior prest\u00edgio em uma esta\u00e7\u00e3o de TV.<\/p>\n<p>\u00c9 interessante observar que no Brasil, a televis\u00e3o veio do r\u00e1dio, enquanto em outros pa\u00edses, ela come\u00e7ava com os homens de cinema e teatro. Depois a propaganda veio evoluindo, se adaptando, perdendo v\u00edcios e ficou s\u00f3 com as qualidades que havia herdado.<\/p>\n<p><strong>1960-1970 O Brasil na aldeia global<\/strong><\/p>\n<p><strong>O quadro geral<\/strong><\/p>\n<p>\u00canfase na criatividade. A partir da\u00ed, algumas conseq\u00fc\u00eancias not\u00e1veis: integra\u00e7\u00e3o dos setores criativos nas ag\u00eancias, preponder\u00e2ncia do homem de conceito, em particular aquele que pode realizar as id\u00e9ias nos formatos das diferentes m\u00eddias, import\u00e2ncia crescente do pessoal de cria\u00e7\u00e3o, e a correspondente perda de subst\u00e2ncia do contato, entre outros.<\/p>\n<p>Algumas ag\u00eancias norte-americanas ditaram a norma da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Maior import\u00e2ncia das ag\u00eancias brasileiras.<\/p>\n<p>Permuta de profissionais entre ag\u00eancias, clientes e ve\u00edculos, em larga escala. Apareceu o tipo do homem propaganda, ou de comunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Vida, paix\u00e3o e morte dos escrit\u00f3rios regionais de grandes ag\u00eancias.<\/p>\n<p>Funda\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Anunciantes (ABA). De in\u00edcio, funcionou pouco, mas de repente engrenou, mais para a representativa.<\/p>\n<p>Fus\u00e3o de ag\u00eancias. Pequenas ag\u00eancias , uniram for\u00e7as para uma presen\u00e7a maior, para melhores condi\u00e7\u00f5es de concorr\u00eancia.<\/p>\n<p>Lan\u00e7amento de uma rede nacional de telecomunica\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s da Embratel, como patroc\u00ednio de grandes transmiss\u00f5es de TV.<\/p>\n<p>Sele\u00e7\u00e3o das revistas especializadas.<\/p>\n<p>Florescimento de pequenas ag\u00eancias, \u00e0 base de equipes criativas.<\/p>\n<p>Mudan\u00e7a no sistema de remunera\u00e7\u00e3o das ag\u00eancias.<\/p>\n<p>Manuten\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o das house agencies, como a IAS (Sydney Ross), a Promo (Philips), a Supar (Arno), entre outras.<\/p>\n<p>Realiza\u00e7\u00e3o do 2\u00ba Congresso Brasileiro de propaganda.<\/p>\n<p>Cria\u00e7\u00e3o, oficializa\u00e7\u00e3o e multiplica\u00e7\u00e3o do ensino de comunica\u00e7\u00f5es em que se inclui o de propaganda.<\/p>\n<p>Amplia-se o jornalismo especializado.<\/p>\n<p>Utiliza\u00e7\u00e3o crescente de personalidades do show business em propaganda, n\u00e3o mais como testemunhos, mas sim como personagens de an\u00fancios e comerciais (Chacrinha, J\u00f4 Soares, Chcico Anysio, Golias, Hebe Camargo, Wilson Simonal e outros).<\/p>\n<p>Explos\u00e3o moderada das comunica\u00e7\u00f5es, explos\u00e3o da palavra comunica\u00e7\u00e3o , que entrou na moda, que se transformou em cursos (oficiais e livres, reconhecidos ou n\u00e3o), que se ativou na boca dos jovens levando-os a um est\u00e1gio: a sociedade de consumo.<\/p>\n<p>Tr\u00eas profissionais contribu\u00edram muito para o avan\u00e7o da propaganda criativa no Brasil, nas d\u00e9cadas de 60 e 70: Or\u00edgenes Lessa, Caio Aur\u00e9lio Domingues e Roberto Duailibi.<\/p>\n<p><strong>1970 1980 Loucura estamos a\u00ed<\/strong><\/p>\n<p>A d\u00e9cada de 70 andou r\u00e1pido. Mudou o rumo, t\u00e3o crist\u00e3o e pacientemente tra\u00e7ado por nossos antepassados. Parece que de repente a d\u00e9cada passou o mundo \u00e0s m\u00e3os dos jovens, que se entusiasmaram na autoria de novidades e podiam ser divididos em dois grupos: os que estavam preocupados em se descobrir (tomando drogas), e os que estavam engajados na luta.<\/p>\n<p>Foi o per\u00edodo em que uma parte da cultura virou voz da realidade. Era a arte engajada , que falava o que n\u00e3o podia dizer, a todos quanto pudessem ouvir.<\/p>\n<p>O teatro brasileiro em 1970, viu a estr\u00e9ia de O Balc\u00e3o, pe\u00e7a de Jean Genet. O cen\u00e1rio tinha andaimes de 20 metros de altura. O texto propunha uma mistura entre imagina\u00e7\u00e3o, fantasia e realidade. Mas a mensagem era clara: todo poder \u00e9 uma forma de opress\u00e3o. Era tudo encena\u00e7\u00e3o para enganar a vig\u00edlia dos censores.<\/p>\n<p>Durante os graves anos que imperou a censura no Brasil, muita coisa ruim aconteceu \u00e0 imprensa brasileira. Muitas reportagens foram mutiladas, muitas not\u00edcias impedidas de sair, muitas investiga\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas truncadas, muitas gr\u00e1ficas empasteladas, muitos profissionais presos, torturados e mortos, muita coisa ruim aconteceu \u00e0 imprensa brasileira.<\/p>\n<p>Dois jornais cariocas deixaram de circular, fechados pela ditadura. O fruto dessa restri\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-ideol\u00f3gica, nasceu e desenvolveu-se nos anos 70, uma divertida, combativa, competente e resistente forma de fazer imprensa e jornalismo no pa\u00eds : os jornais nanicos , chamados assim por dois motivos b\u00e1sicos: primeiro porque surgiram da iniciativa independente de grupos de profissionais, pol\u00edticos e \u00e0s vezes at\u00e9 de alguns pequenos e m\u00e9dios empres\u00e1rios, segundo, porque eram editados em meia folha, em tamanho e formato tabl\u00f3ide, correspondentes \u00e0 metade de um jornal normal.<\/p>\n<p>Apesar da censura, foi na d\u00e9cada de 70 que proliferaram as chamadas revistas masculinas.<\/p>\n<p>Na pequena ou grande imprensa, democraticamente, falar de gays podia dar cadeia.<\/p>\n<p>Em dezembro de 1977, a revista Isto \u00c9 sairia com uma reportagem pol\u00eamica, que resultaria em um processo contra nove jornalistas envolvidos em sua elabora\u00e7\u00e3o, com t\u00edtulo: Os gays saem \u00e0 luz . Os jornalistas foram denunciados pela Divis\u00e3o comandada pelo general Moacir e enquadrados na Lei n\u00ba 5.250, a Lei da Imprensa.<\/p>\n<p>Os investimentos em propaganda v\u00e3o experimentar igualmente um lento e gradual crescimento na d\u00e9cada. Na segunda metade dos anos 70 ( de 1976 a 1981), por exemplo, a publicidade vai representar algo pr\u00f3ximo dos 0,90% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.<\/p>\n<p>No fant\u00e1stico mundo \u00e1 parte da TV brasileira, a Rede Globo exercia j\u00e1 uma lideran\u00e7a absoluta, de mercado de audi\u00eancia; um de seus pratos-fortes era a telenovela.<\/p>\n<p>Os criativos do final da d\u00e9cada de 70 se reuniram e realizaram o primeiro Encontro Nacional de Cria\u00e7\u00e3o, onde os profissionais de cria\u00e7\u00e3o reproduziram com louvor, o discurso dogm\u00e1tico e politizado da \u00e9poca. Defenderam a maior representatividade da categoria.<\/p>\n<p>Um dos temas mais mobilizados da d\u00e9cada para a propaganda e, certamente, do 3\u00ba Congresso, foi a institui\u00e7\u00e3o que se convencionou chamar de C\u00f3digo brasileiro de Auto-Regulamenta\u00e7\u00e3o Publicit\u00e1ria, um documento que tinha por objetivo oficial, normatizar eticamente a atividade publicit\u00e1ria, evitando abusos das mensagens de propaganda contra a sociedade e o consumidor.<\/p>\n<p>Entre profissionais de cria\u00e7\u00e3o, como seria de esperar, houve s\u00e9rias resist\u00eancias ao C\u00f3digo. Num per\u00edodo em que a censura oficial mutilava id\u00e9ias, cren\u00e7as e cabe\u00e7as, o documento tinha, para eles, um jeitinho menos de auto-regulamenta\u00e7\u00e3o e mais de autocensura.<\/p>\n<p>Outro tema quente foi o da regulamenta\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o de publicit\u00e1rio. Os publicit\u00e1rios queriam ser reconhecidos, institucionalmente, como profissionais, co regras normativas da profissionais, etc.<\/p>\n<p>Na verdade, quando a regulamenta\u00e7\u00e3o esteve o mais pr\u00f3ximo de ser verdade, muitos anos depois, os pr\u00f3prios publicit\u00e1rios resolveram recuar: todas aquelas regrinhas necess\u00e1rias para o ex\u00e9rcito efetivo e reconhecido de qualquer profiss\u00e3o, foram todas rejeitadas pela categoria, na pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>No 3\u00ba Congresso, embora muitos desejassem abertamente a discuss\u00e3o do tema, a regulamenta\u00e7\u00e3o acabou ficando mais nos bastidores do que na cena aberta. No final dessa Congresso, havia exulta\u00e7\u00e3o dos organizadores, ,entusiasmo das lideran\u00e7as e descontentamento de alguns viscerais.<\/p>\n<p>Apesar da \u00e2nsia por democratiza\u00e7\u00e3o brotar por todos os poros do pa\u00eds na \u00e9poca, a censura ainda seria um bom tempo, notadamente na imprensa. No caso da propaganda, ela buscava estender suas garras atrav\u00e9s do projeto do senador Jos\u00e9 Lindoso, que defendia a censura pr\u00e9via \u00e0s pe\u00e7as publicit\u00e1rias, e, todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>A maior revista brasileira de todos os tempos, nasceu com o AI-5.<\/p>\n<p>O primeiro n\u00famero da revista traria como ilustra\u00e7\u00e3o de capa a foice e o martelo, s\u00edmbolo m\u00e1ximo do consumismo. Era uma afronta, e vendeu 700 mil exemplares.<\/p>\n<p>Em setembro de 1978, Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Oliveira Sobrinho, o Boni, fez um discurso que colocaria um pouco da sua vis\u00e3o de homem de TV e estrategista de comunica\u00e7\u00e3o, sobre a situa\u00e7\u00e3o do meio, no Brasil e no mundo.<\/p>\n<p>Enfim, os anos 70 foram os anos doentes da ditadura mais descalabrada que o Brasil j\u00e1 teve.<\/p>\n<p>As ag\u00eancias de propaganda de modernizaram e criaram, enquanto setor, uma vasta rede de entidades e associa\u00e7\u00f5es, que ao longo destes dez anos passados discutiriam a atividade como nuca se discutiu antes.<\/p>\n<p>O marketing dos fabricantes e anunciantes n\u00e3o experimentou, como ocorreria nos anos 80, grandes evolu\u00e7\u00f5es. Ali\u00e1s, os anos 70, serviriam mais para fixar o conceito, do que faze-lo avan\u00e7ar.<\/p>\n<p>Foi nesse per\u00edodo que se descobriu definitivamente, que marketing \u00e9 indispens\u00e1vel para qualquer desenvolvimento mercadol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Ao final da d\u00e9cada, os ve\u00edculos come\u00e7aram a descobrir o que seria a grande sacada dos anos 80 a a febre dos 90: a segmenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>1980 1990 A d\u00e9cada da maturidade<\/strong><\/p>\n<p>A d\u00e9cada de 80 n\u00e3o traria novas revolu\u00e7\u00f5es dos costumes, nem seria uma d\u00e9cada de rompimento com nossos antepassados, seus dogmas, seus valores, como foram nos anos 70.<\/p>\n<p>Em compensa\u00e7\u00e3o, seria a d\u00e9cada da mais r\u00e1pida, radical, definitiva transforma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-pol\u00edtica internacional de que se teve not\u00edcia no s\u00e9culo.<\/p>\n<p>A d\u00e9cada de 80 foi tamb\u00e9m a \u00e9poca da grana. Ser rico deixou de ser pecado. Os yuppies, gera\u00e7\u00e3o de jovens executivos e empreendedores em busca indiscriminada de fama e dinheiro, deram o tom na administra\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios. Assim, grandes fortunas n\u00e3o pararam de crescer e aparecer.<\/p>\n<p>Em contrapartida, A Aids foi a doen\u00e7a da d\u00e9cada, e foi diagnosticada em 1981.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 80, os militares foram, definitivamente, afastados do poder no Brasil. Ainda no in\u00edcio, enfiaram a m\u00e3o forte onde puderam. Houve o incidente Riocentro (1981), quando militares me roupas civis, fora, destro\u00e7ados por uma bomba interior de um Puma. As investiga\u00e7\u00f5es n\u00e3o levaram a nada, n\u00e3o prenderam ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, a propaganda, enquanto setor, marcou passo. Em raros momentos, o faturamento publicit\u00e1rio conseguiu bater expressivamente a gira galopante da infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo. Mas muita coisa rolou por baixo dessa ponte, a qual demoraram dez anos para atravessar.<\/p>\n<p>O come\u00e7o dos anos 80 seria tamb\u00e9m o in\u00edcio do amadurecimento do mercado editorial brasileiro, em termos mercadol\u00f3gicos. Come\u00e7aria a\u00ed, o fen\u00f4meno da segmenta\u00e7\u00e3o, e uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as editoriais.<\/p>\n<p>A revista Pop, j\u00e1 francamente segmentada, dirigida ao p\u00fablico jovem e trazendo mat\u00e9rias de rock e m\u00fasica, passaria a incluir reportagens sobre esportes, comportamentos, etc.<\/p>\n<p>As revistas masculinas de maior circula\u00e7\u00e3o (Playboy, Ele &amp; Ela e Status)inclu\u00edam artigos, reportagens e dicas de boa mesa, etc.<\/p>\n<p>Em 1980, a revista Isto \u00c9 fez 4 aninhos, passando pela reformula\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica. Tamb\u00e9m foi nesse ano, que a televis\u00e3o brasileira completou 30 anos, comemorando a fal\u00eancia da TV Tupi, primeira emissora do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A Tv brasileira, neste in\u00edcio de d\u00e9cada, era fundamentalmente divers\u00e3o. Havia vencido a tese de que a tv n\u00e3o era ve\u00edculo s\u00e9rio para a utiliza\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica.<\/p>\n<p>Na verdade, a tv brasileira sempre esteve estruturada com pesos variando de \u00e9poca, em dois pilares b\u00e1sicos: entretenimento e jornalismo.<\/p>\n<p>Um dos sintomas claros da evolu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da Tv naqueles tempos foi a entrada definitiva de todas as emissoras na era da linguagem visual eletr\u00f4nica. Num processo liderado pela globo, a Tv brasileira sofisticou suas vinhetas, chamadas, apresenta\u00e7\u00f5es de programa e quadros dentro de seus programas.<\/p>\n<p>Muita gente j\u00e1 tinha ouvido falar no Brasil de marketing direto. Mas ele come\u00e7ou oficialmente a existir no Brasil, quando o Grupo Ogilvy &amp; Mather aporou aqui com a divis\u00e3o Direct Response, no in\u00edcio dos anos 80, depois de comprar a maior empresa brasileira do setor, a Consuma, que tinha uma boa equipe de profissionais, especializados na t\u00e9cnica desconhecida.<\/p>\n<p>Foi s\u00f3 o come\u00e7o, para a empresa e para o marketing direto brasileiro, de um grande neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>O marketing tira a gravata e o palet\u00f3, mete uma botina e enfia o p\u00e9 na terra, uma terra em que se plantando, tudo d\u00e1.<\/p>\n<p>O campo brasileiro, j\u00e1 h\u00e1 algum tempo, havia deixado de ser apenas lugar de gentinha simples, morando em casa de ch\u00e3o, sem conforto, sem televis\u00e3o.<\/p>\n<p>Algumas regi\u00f5es do interior do Brasil j\u00e1 eram e seriam dali para a frente verdadeiras ilhas de muita prosperidade, num pa\u00eds onde o caos econ\u00f4mico explodia com toda a sua exuber\u00e2ncia, e sem d\u00f3, nos centros urbanos.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da d\u00e9cada de 80, uma das novas express\u00f5es mais em voga nos meios publicit\u00e1rios era o rec\u00e9m-brotado marketing rural . Era o mesmo de sempre, s\u00f3 que aplicado \u00e1s condi\u00e7\u00f5es de chuva e clima do campo produtor. Tinha sotaque, seus pr\u00f3prios ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, programas de r\u00e1dio, Tv e seu jeito de criar e produzir propagandas. Tentava, enfim, falar a l\u00edngua simples de um consumidor\/produtor.<\/p>\n<p>No dia 19 de agosto de 1981, direto de Bras\u00edlia, foi implantado o Sistema Brasileiro de Televis\u00e3o (SBT). Transmitiu seu pr\u00f3prio nascimento, para nada menos que 85% dos domic\u00edlios com TV no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Colocando no ar a programa\u00e7\u00e3o de perfil popular, o SBT chegava debaixo do nariz torcido da concorr\u00eancia, do desprezo dos cr\u00edticos de TV e do desd\u00e9m da m\u00eddia especializada em comunica\u00e7\u00e3o. Mas nada disso adiantou. O SBT chegava tamb\u00e9m sob o mais acalorado e franco entusiasmo das eternas coleguinhas de trabalho , do maior animador de programas da hist\u00f3ria da televis\u00e3o brasileira. Novos t\u00e9cnicos e profissionais da \u00e1rea art\u00edstica iriam ser contratados, para formar um casting e uma equipe de trabalho das melhores da Tv. O jornalismo da rede de fortalecia muito , no final e in\u00edcio da d\u00e9cada de 90, para ter na figura de seu anchor man, Boris Casoy, um dos nomes mais respeit\u00e1veis da televis\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A entrada do SBT no palco da Tv brasileira foi um show.<\/p>\n<p>Em 1922, comemora-se o anivers\u00e1rio da primeira transmiss\u00e3o radiof\u00f4nica feita no Brasil.<\/p>\n<p>Em maio de 1982, foi realizado no Brasil o 28\u00ba Congresso Mundial de Propaganda. Por cinco dias, o pa\u00eds foi a sede da propaganda internacional.<\/p>\n<p>Nos dizeres da Carta de S\u00e3o Paulo, documento oficial emitido ap\u00f3s o 28 \u00ba Congresso, os participantes definiam que propaganda \u00e9 uma for\u00e7a que estimula o ser humano a participar dos frutos do desenvolvimento e do progresso .<\/p>\n<p>Ao completar 40 anos de servi\u00e7os prestados \u00e0 arte e \u00e0 t\u00e9cnica de fazer perguntas, o Ibope (neste mesmo ano), era o mais respeitado instituto de pesquisas de audi\u00eancia . Assim, outros institutos surgiram na sua trilha pioneira. Foi neste ano tamb\u00e9m, que o primeiro sat\u00e9lite de telecomunica\u00e7\u00e3o foi ao ar, e aparentemente ningu\u00e9m deu import\u00e2ncia ao fato. Saiu nos jornais mas n\u00e3o repercutiu o que merecia.<\/p>\n<p>O Brasilat possibilitou que a transmiss\u00e3o dos sinais de Tv fosse feita n\u00e3o mais por link terrestre de microondas, mas em rede efetiva, real time , e de ponta a ponta do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A pioneira a utilizar o Brasilat foi a rede Bandeirantes. No ano seguinte, 1983, entrou a Globo.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 1985, todas as emissoras do pa\u00eds estavam plugadas no nosso sat\u00e9lite dom\u00e9stico, que al\u00e9m de fazer maravilhas pela comercializa\u00e7\u00e3o nacional das Tv s levava \u00e0 casa do telespectador imagens de qualidade muito superior.<\/p>\n<p>Em 1987, acontece os primeiros preparativos e as primeiras discuss\u00f5es em torna da cautelosa pauta de assuntos, que mobilizaria o Congresso e o pa\u00eds em 1988, em torno das reformas constitucionais. Em 1987, censura era tema quente em todas as rodas intelectuais do pa\u00eds. No meio publicit\u00e1rio n\u00e3o era diferente. A nova Constitui\u00e7\u00e3o, em gest\u00e3o, precisava proibir o que se proibia.<\/p>\n<p>Em 1988, o pa\u00eds passou a ser regido por uma nova Constitui\u00e7\u00e3o, aprovada em plen\u00e1rio pelo Congresso Nacional, por vota\u00e7\u00e3o direta. A nova legisla\u00e7\u00e3o inclu\u00eda algumas restri\u00e7\u00f5es \u00e0 propaganda, que deveria ser regulamentadas por leis complementares, a serem votadas posteriormente.<\/p>\n<p>No fim de 1988, os jornais brasileiros filiados \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Jornais (ANJ) inuficaram a mancha de seu espa\u00e7o editorial, fazendo com que as colunas de todos os maiores di\u00e1rios brasileiros passassem a ter 33 cm.<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Rego Monteiro, ex-Vice-Presidente do Jornal do Brasil e, em 1989, Diretor Executivo do Di\u00e1rio Catarinense, um dos profissionais mais experientes e competentes do mercado jornal\u00edstico, afirmava na \u00e9poca: H\u00e1 um claro avan\u00e7o no Brasil da import\u00e2ncia dos classificados no composto da receita dos jornais. Entre mar\u00e7o e abril deste mesmo ano, a Folha de S\u00e3o Paulo lan\u00e7aria tr\u00eas novos suplementos: Folha D, Letras e Ci\u00eancia. Assim, completava a sua semana, com um suplemento por dia (os outros: Agrofolha, Inform\u00e1tica e Turismo).<\/p>\n<p>A d\u00e9cada de 80 seria chamada de a d\u00e9cada da consolida\u00e7\u00e3o do marketing no Brasil. Os anos 80 veriam a sofistica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de planejamento, vendas, distribui\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>1990 &#8211; 1995 O in\u00edcio da era virtual<\/strong><\/p>\n<p>Os anos 90 tem in\u00edcio em ritmo acelerado de Internet, o mundo interligado por uma rede an\u00e1rquica, e sem dono, de computadores e surfistas cyber-espaciais.<\/p>\n<p>A fantasia dos quadrinho, vira realidade. Realidade on-line, adrenalinada e virtual.<\/p>\n<p>Se comparar \u00e0s d\u00e9cadas de 60 e 70, pode-se dizer, sem medo de errar, que n\u00e3o h\u00e1 cultura no Brasil dos anos 90. N\u00e3o h\u00e1 cinema, n\u00e3o h\u00e1 teatro, as artes pl\u00e1sticas gravitavam em torno de seu pr\u00f3prio umbigo e de dilemas formais onde tudo podia.<\/p>\n<p>Em janeiro de 1990, num levantamento feito por Meio &amp; Mensagem, alguns dos mais destacados profissionais e executivos do mercado publicit\u00e1rio brasileiro emitiram suas opini\u00f5es sobre como seria o d\u00e9cada que se iniciava.<\/p>\n<p>O ent\u00e3o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Marketing Direto (Abemd), Nelson Grunenberg, acreditava que haveria crescimento nas vendas casadas envolvendo marketing direto. Confiava tamb\u00e9m que o telemarketing seria mais utilizado. Entendia, enfim, que o Brasil ainda engatinhava no setor e que tudo melhoraria. Depois do susto Collor, acabou acertando.<\/p>\n<p>As grandes e \u00f3bvias tend\u00eancias dos anos 90, na \u00e1rea de m\u00eddia como j\u00e1 se sabia h\u00e1 anos seriam, no entender dos pesquisadores por M&amp;M, a segmenta\u00e7\u00e3o e o aprimoramento tecnol\u00f3gico dos ve\u00edculos.<\/p>\n<p>Outra tend\u00eancia \u00f3bvia: nos anos 90, haveria o lan\u00e7amento de mais novos produtos do que a m\u00e9dia at\u00e9 ali.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1990, o Governo Federal suspendeu todas as campanhas publicit\u00e1rias em veicula\u00e7\u00e3o, congelou seus investimentos e centralizou o controle de verbas nas m\u00e3os do secret\u00e1rio particular do presidente, Cl\u00e1udio Vieira. Ou seja, cerca de US$ 300 milh\u00f5es a US$ 500 milh\u00f5es sumiram do mercado. Em mar\u00e7o, a propaganda parou.<\/p>\n<p>Das redes de Tv, a que menos sofreu com o impacto Collor, foi a Globo. SBT e Bandeirantes reestruturaram-se internamente, reduziram a jornada total de suas programa\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m tiveram de demitir.<\/p>\n<p><strong>O setor de r\u00e1dio sofreu como todos.<\/strong><\/p>\n<p>No ano seguinte, chamado popularmente de Plano Collor 2, congelou novamente os pre\u00e7os no in\u00edcio de 1991, congelamento que estenderia at\u00e9 setembro.<\/p>\n<p>Em 1991, apesar dos pesares, boas coisas aconteceram. Um dos fatos tecnologicamente do ano foi o in\u00edcio das transmiss\u00f5es de r\u00e1dio com o uso de sat\u00e9lite. As tr\u00eas redes l\u00edderes nesse processo, eram a bandeirantes, Cidade e Transam\u00e9rica. A Cinem\u00eddia, nasceu nesse mesmo ano, da cabe\u00e7a e imagina\u00e7\u00e3o do ent\u00e3o Superintendente Comercial do SBT, Rubens Carvalho.<\/p>\n<p>Trinta e oito anunciantes, de janeiro de 1991 a fevereiro de 1992, com verbas anuais acima de US$ 1 milh\u00e3o, haviam mudado de ag\u00eancia. A sa\u00edda de grandes contas para ag\u00eancias de porte m\u00e9dio, mais \u00e1geis e mais criativas, foi a grande t\u00f4nica do troca troca.<\/p>\n<p>A confer\u00eancia internacional de ecologia realizada no Brasil em 1992, a ECO 92, foi um dos mais importantes eventos da \u00e1rea, nesta primeira metade da d\u00e9cada. Vieram ao Brasil centenas de l\u00edderes mundiais, dezenas de institui\u00e7\u00f5es oficiais e outro tanto de ONGs internacionais, para discutir o estado de abandono e violenta\u00e7\u00e3o em que vivia nosso Planetinha.<\/p>\n<p>Para o mercado publicit\u00e1rio, a realiza\u00e7\u00e3o do evento e a discuss\u00e3o, na m\u00eddia de massa e em todo bar de esquina, dos temas conexos \u00e0 ecologia, levaram \u00e0 ativa\u00e7\u00e3o de alguns neg\u00f3cios com cara, cheiro, gosto de postura ecol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Para muitos, 92 foi o ano das fal\u00eancias. Para outros, o ano das fus\u00f5es entre empresas, para outros, ainda, o ano das demiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Em abril de 1993, o pa\u00eds votou plebiscitariamente , se continuaria presidencialista, se queria a implanta\u00e7\u00e3o do parlamentarismo ou se queria a volta da monarquia. Continuamos presidencialistas, mas as campanhas por cada um dos sistemas pol\u00edticos em disputa envolveram o pa\u00eds.<\/p>\n<p>As campanhas expressavam os anseios e as doutrinas de cada sistema.<\/p>\n<p>Os parlamentaristas se diziam defensores de um sistema mais evolu\u00eddo e usavam o caso Collor a seu favor.<\/p>\n<p>Os presidencialistas apontavam para as falhas do parlamentarismo, que se pretendia implantar aqui.<\/p>\n<p>Os monarquistas exibiam o sucesso do sistema em pa\u00edses como Holanda, Jap\u00e3o, Inglaterra, Su\u00e9cia, B\u00e9lgica, Espanha e Canad\u00e1.<\/p>\n<p>Em 1994, nos sagramos, tetracampe\u00f5es mundiais de futebol.<\/p>\n<p>Os neg\u00f3cios tamb\u00e9m balan\u00e7aram a rede do sucesso. Quem investiu na copa, se deu bem.<\/p>\n<p>A Fischer, Justus foi uma das ag\u00eancias mais ativas do evento. No acompanhamento in loco de seu cliente Brahma, transferiu sua equipe de cria\u00e7\u00e3o para os EUA, e l\u00e1 trabalhou em comerciais de oportunidade, ao sabor de resultados e acontecimentos locais (tudo ancorado em J\u00f4 Soares). Contratou tamb\u00e9m, praticamente o time inteiro da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol, para estrelar pe\u00e7as institucionais da campanha.<\/p>\n<p>Em 1995, a eterna briga mercadol\u00f3gica entre a Pepsi e Coca-Cola andava quente.<\/p>\n<p>A Pepsi havia detonado sua campanha do relan\u00e7amento no Brasil, em grande estilo, ironizando a Coca.<\/p>\n<p>A Coca reponde com um filme da McCann\/Rio, no qual uma m\u00e1quina de xerox fant\u00e1stica, \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, que copia tudo, n\u00e3o consegue copiar uma Coca-Cola. O apresentador da m\u00e1quina admite: Copiar Coca-Cola n\u00e3o d\u00e1 .<\/p>\n<p>Neste mesmo ano, cresce o n\u00famero geral de leitores de jornais e revistas em todo pa\u00eds.<\/p>\n<p>A Tv Globo faz 30 anos, ainda esbanjando lideran\u00e7a.<\/p>\n<p>Chega-se ao t\u00e9rmino da primeira metade doa anos 90, com o Plano Real, do presidente Fernando Henrique Cardoso, em marcha apesar das cr\u00edticas, dos erros e por m\u00e9ritos pr\u00f3prios em fun\u00e7\u00e3o dos acertos.<\/p>\n<p>Os empres\u00e1rios do setor publicit\u00e1rio e de fora dele reclamando em coro das altas taxas de juros, que dever\u00e3o ainda perdurar pelo ano de 1996 inteiro. E a<\/p>\n<p>propaganda seguia registrando \u00edndices de crescimento.<\/p>\n<p>Os intelectuais e a propaganda<\/p>\n<p>Intelectual diz respeito ao intelecto; do entendimento; que tem dotes de esp\u00edrito; pessoa que tem gosto predominante pelas coisas do esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Propaganda-coisas que devem ser propagadas. Propaga\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios, id\u00e9ias conhecimentos ou teoria.<\/p>\n<p>Publicidade j\u00e1 \u00e9 a arte de exercer uma a\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica sobre o p\u00fablico com fins comerciais ou pol\u00edticos; propaganda; ag\u00eancia de publicidade. Cartaz, an\u00fancio, texto, etc., com car\u00e1ter publicit\u00e1rio .<\/p>\n<p>Intelectual e propaganda, portanto, se resumem em defini\u00e7\u00f5es amplas.<\/p>\n<p>Como se sabe, in\u00fameros s\u00e3o os componentes intelectuais ou art\u00edsticos de hoje chamada t\u00e9cnica, mas tamb\u00e9m arte publicit\u00e1ria. Todas as formas de linguagem se combinam para a comunica\u00e7\u00e3o, ou para a mensagem publicit\u00e1ria, seja ela de venda ou n\u00e3o. A cor, o desenho, a palavra, a m\u00fasica, o som, a foto; desses elementos os ve\u00edculos se aproveitam, cada qual com sua t\u00e9cnica e forma de express\u00e3o.<\/p>\n<p>Intelectuais s\u00e3o ainda aqueles que, dentro das ag\u00eancias, escrevem para jingles de r\u00e1dio ou roteiros para televis\u00e3o.<\/p>\n<p>Gilberto Martins, embora n\u00e3o sendo de ag\u00eancia, no jingles de r\u00e1dio foi o mais expressivo e o mais f\u00e9rtil, entre as d\u00e9cadas de 45 e 60, quando um jingle bem bolado fazia o sucesso de venda de um produto, exatamente como o que fez Gilberto Martins para Detefon.<\/p>\n<p>Intelectuais foram muitos profissionais especializados em Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas e Pesquisa.<\/p>\n<p>Mesmo antes de surgir a primeira ag\u00eancia brasileira, a Empresa de Publicidade e Com\u00e9rcio, fundada em 1891, o texto de propaganda j\u00e1 era elaborado, digamos assim, por escritores e poetas que eram chamados para a reda\u00e7\u00e3o de an\u00fancios de venda, em geral para o com\u00e9rcio de varejista, hot\u00e9is e rem\u00e9dios, mas o verdadeiro redator de propaganda ainda estava longe. E era mesmo imposs\u00edvel, na \u00e9poca, defini-lo como profissional. A propaganda n\u00e3o tinha os meios de comunica\u00e7\u00e3o atuais, nem essas poderosas ag\u00eancias multinacionais. Tudo se limitava ao jornal s\u00e3o contratados artistas ou maestros ou um compositor, de fama internacional, em campanhas institucionais ou de venda. Tom Jobim, por exemplo, foi explorado para vender Coca- Cola. Como a batuta do maestro Diogo Pacheco, que fez um comercial para Chevrolet. Acrescentam-se ainda alguns temas de Roberto Carlos, sobre os quais a Petrobr\u00e1s montou toda uma campanha.<\/p>\n<p>As ag\u00eancias estrangeiras trouxeram modernidade, as nacionais aprenderam depressa<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 30 era freq\u00fcente encontrar na porta de entrada das ind\u00fastrias e nos escrit\u00f3rios das casas comerciais uma tabuleta dizendo mais ou menos Esmola e Propaganda s\u00f3 aos s\u00e1bados das 9:00 hs \u00e0s 11:00 hs .<\/p>\n<p>Isto d\u00e1 uma id\u00e9ia do ramo naquela \u00e9poca, embora j\u00e1 existisse v\u00e1rias ag\u00eancias nacionais.<\/p>\n<p>Jornais e revistas eram os ve\u00edculos principais do pa\u00eds, vindo longe, em utiliza\u00e7\u00e3o, pain\u00e9is pintados.<\/p>\n<p>Comparado com o que se produzia na Europa, principalmente na Inglaterra, Fran\u00e7a e Alemanha, as id\u00e9ias e a produ\u00e7\u00e3o dos an\u00fancios n\u00e3o tinham layout e as ilustra\u00e7\u00f5es eram prim\u00e1rias, pode- se dizer.<\/p>\n<p>Nesse ambiente, n\u00e3o foi dif\u00edcil \u00e0s ag\u00eancias estrangeiras trazerem modernidade ao setor que aqui aportaram.<\/p>\n<p>As ag\u00eancias estrangeiras trouxeram profissionalismo nessa fase. Esperava- se que pelo menos o gerente, com experi\u00eancia no mercado americano e geralmente capaz em um ou mais ramos ou produtos, trouxesse boa contribui\u00e7\u00e3o, quer no MKT, na cria\u00e7\u00e3o, no planejamento. Isto aconteceu.<\/p>\n<p>Paralelamente, esses homens, conhecendo o pessoal da matriz e tendo acesso a experi\u00eancias e casos acontecidos no mercado americano, importavam periodicamente informa\u00e7\u00f5es e um Know- how atualizado, de grande valor e oportunidade na solu\u00e7\u00e3o de problemas em situa\u00e7\u00f5es id\u00eanticas em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>O ensaio da propaganda no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Na pr\u00e9- hist\u00f3ria publicit\u00e1ria do Brasil n\u00e3o se ensinava propaganda. Aprendia- se. Uma esp\u00e9cie de gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de publicit\u00e1rios deve ter ocorrido em 1824 quando um franc\u00eas, de nome Pierre Plancher, instituiu o sistema de an\u00fancios classificados em suas duas publica\u00e7\u00f5es cariocas.<\/p>\n<p>O que se pode logo perceber \u00e9 a forte influ\u00eancia francesa nessas primeiras manifesta\u00e7\u00f5es publicit\u00e1rias ind\u00edgenas.<\/p>\n<p><strong>O know- how do titio Rico<\/strong><\/p>\n<p>O ensaio da propaganda atrav\u00e9s do exemplo recebeu em 1926 uma contribui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica: instala- se no Brasil o departamento de propaganda da General Motors. Foi esta entidade que trouxe para c\u00e1 toda a experi\u00eancia do competitivo mercado americano da propaganda. Veio com ela uma nova escola de pensamento publicit\u00e1rio, usando express\u00f5es estranhas como layout, copywriter, slogan, marketresear, headline, caption e tantas outras. A t\u00e9cnica da propaganda comercial, j\u00e1 fartamente desenvolvida por Tio Sam , atingia finalmente o Brasil. O departamento de propaganda da General Motors constituiu-se no cadinho onde foram forjados aut\u00eanticos valores da nossa classe que mais tarde vieram servir de embasamento para todo o ensino publicit\u00e1rio que seria institu\u00eddo no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A propaganda brasileira deve \u00e0 General Motors um preito de gratid\u00e3o por haver ensinado a brasileiros capazes as modernas t\u00e9cnicas que serviram de base a todo o nosso desenvolvimento publicit\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>As exig\u00eancias do marketing<\/strong><\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o mais not\u00e1vel ocorrida nos \u00faltimos anos no mundo dos neg\u00f3cios no Brasil foi a conscientiza\u00e7\u00e3o do nosso empresariado da necessidade de contar com uma estrutura de marketing em suas organiza\u00e7\u00f5es. A presen\u00e7a de um publicit\u00e1rio com mentalidade de marketing na alta dire\u00e7\u00e3o da empresa passou a ser fator desej\u00e1vel, pois n\u00e3o s\u00f3 trazia m\u00e9todos promocionais mais atualizados como seria o elo ideal entre a empresa e suas ag\u00eancias de propaganda ou em certos casos, a c\u00e9lula mater de um departamento pr\u00f3prio que, \u00e0s vezes, redundava numa house, ou seja, uma ag\u00eancia fechada, servindo exclusivamente a empresa. Abriu-se, assim, um novo mercado para os formandos dos cursos de propaganda que levassem consigo uma boa bagagem mercadol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Sobre o colunismo publicit\u00e1rio e as publica\u00e7\u00f5es especializadas no r\u00e1dio e na televis\u00e3o<\/p>\n<p>Segundo a revista Propaganda era comum, ao final dos anos trinta que emissoras de r\u00e1dio da ent\u00e3o capital federal abrissem espa\u00e7o para que publicit\u00e1rios difundissem as t\u00e9cnicas de propaganda. H\u00e1 informa\u00e7\u00f5es, igualmente, de que nos anos 50 a R\u00e1dio Gazeta, de S\u00e3o Paulo, levou ao ar um programa espec\u00edfico sobre o assunto.<\/p>\n<p><strong>A evolu\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do Brasil e a contribui\u00e7\u00e3o da propaganda<\/strong><\/p>\n<p>Que papel a propaganda desempenhou nesta acelera\u00e7\u00e3o de nosso crescimento? E que papel desempenhar dever\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos?<\/p>\n<p>N\u00e3o queremos estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito entre o desenvolvimento da propaganda em nosso pa\u00eds e o crescimento do mercado brasileiro. Mas dir\u00edamos que a economia e as comunica\u00e7\u00f5es s\u00e3o partes org\u00e2nicas da sociedade e nenhuma delas pode se desenvolver sem um desenvolvimento correspondente da outra. A hist\u00f3ria t\u00edpica do desenvolvimento das comunica\u00e7\u00f5es \u00e9 uma cadeia de intera\u00e7\u00f5es, na qual a educa\u00e7\u00e3o, a ind\u00fastria, a urbaniza\u00e7\u00e3o, a renda nacional, a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e os meios de comunica\u00e7\u00e3o em massa avan\u00e7am juntos, estimulando-se mutuamente .<\/p>\n<p>A propaganda agressiva e inteligente de um produto ou servi\u00e7o, enquanto serve ao interesse pr\u00f3prio do produtor atrav\u00e9s do aumento de vendas lucrativas, ao mesmo tempo contribui de maneira importante para a economia nacional, educando um maior n\u00famero dce pessoas, levando-as a um n\u00edvel de vida mais alto. Isto leva a n\u00edveis mais elevados de consumo e, conseq\u00fcentemente, de produ\u00e7\u00e3o e de riqueza.<\/p>\n<p>Sem a for\u00e7a educacional da propaganda \u00e9 pouco prov\u00e1vel que as id\u00e9ias e os anseios do consumidor, relativas ao seu padr\u00e3o de vida, mudem com suficiente rapidez, para servir de apoio ao crescimento produtivo potencial.<\/p>\n<p>As grandes e constantes inova\u00e7\u00f5es da tecnologia no terreno dos bens dur\u00e1veis e dos bens de consumo s\u00f3 poder\u00e3o ser incorporados t\u00e3o rapidamente aos h\u00e1bitos de milh\u00f5es de consumidores gra\u00e7as \u00e0 propaganda.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da propaganda criaram-se grandes mercados, sem os quais n\u00e3o seria poss\u00edvel o consumo em larga escala, a produ\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie, o desenvolvimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p><strong>Os nossos anunciantes da propaganda<\/strong><\/p>\n<p>Neg\u00f3cios de sucesso explosivo geralmente devem seu \u00eaxito a nascerem no momento certo, pegando carona com as macro-tend\u00eancias. Este processo pode se dar por estrat\u00e9gica ou feliz coincid\u00eancia, mas costuma ser determinante no progresso das pessoas e das empresas.<\/p>\n<p><strong>As House- Agencies n\u00e3o s\u00e3o um fen\u00f4meno novo<\/strong><\/p>\n<p>O fato de um anunciante verticalizar sua organiza\u00e7\u00e3o provendo-se de servi\u00e7os pr\u00f3prios na \u00e1rea de propaganda, ou de empres\u00e1rios de outros setores diversificarem sua atua\u00e7\u00e3o, entrando no mercado de ag\u00eancia, n\u00e3o significa amea\u00e7a \u00e0 ag\u00eancia independente ou uma subleva\u00e7\u00e3o do anunciante .<\/p>\n<p>O fato de algumas grandes organiza\u00e7\u00f5es varejistas terem suas pr\u00f3prias ag\u00eancias reflete mais o n\u00edvel de concentra\u00e7\u00e3o existente em nossa economia, o que coloca nas m\u00e3os destas organiza\u00e7\u00f5es verbas de porte muito grande em face das dimens\u00f5es do mercado publicit\u00e1rio brasileiro, somado \u00e0 busca de agilidade, do que uma tend\u00eancia do anunciante inclinar-se pela house agency.<\/p>\n<p>Marketing no Brasil: evolu\u00e7\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o atual, tend\u00eancias<\/p>\n<p>Marketing \u00e9 o conjunto de esfor\u00e7os realizados para criar (ou conquistar) e manter clientes satisfeitos e lucrativos.<\/p>\n<p>J\u00e1 se fazia Marketing no tempo do Brasil Col\u00f4nia, exemplo os comerciantes da Bahia, Recife e Rio de Janeiro, que importavam, anunciavam e vendiam artigos europeus destinados aos ricos da \u00e9poca, procuravam justamente conquistar e manter clientes satisfeitos e lucrativos, mas ainda n\u00e3o era o tipo de marketing citado acima.<\/p>\n<p>As diversas etapas do processo n\u00e3o eram integradas em fun\u00e7\u00e3o de um objetivo \u00fanico. E o comerciante n\u00e3o se orientava pelas expectativas de seus clientes em potencial, mas sim pelo que as f\u00e1bricas europ\u00e9ias estavam dispostas a fornecer-lhe.<\/p>\n<p>A responsabilidade de um gerente de Marketing n\u00e3o se resume em coordenar as atividades comerciais, cabe-lhe, tamb\u00e9m, garantir a demanda pelos produtos ou servi\u00e7os de sua empresa, promovendo-os e competindo contra os concorrentes.<\/p>\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n<p>Existe uma velha defini\u00e7\u00e3o de mercado que os praticantes do Marketing t\u00eam certo pudor de discutir em p\u00fablico e que \u00e9 mais ou menos esta:<\/p>\n<p>mercado \u00e9 gente com dinheiro no bolso e vontade de gastar .<\/p>\n<p>Ao marketing compete fazer as pessoas tirarem o dinheiro do bolso, ou seja, cabe ao marketing a venda, atrav\u00e9s das diversas armas que utiliza entre as quais se inclui a propaganda.<\/p>\n<p>O desenvolvimento da pesquisa de propaganda no Brasil<\/p>\n<p>Pode-se dividir a hist\u00f3ria da pesquisa de propaganda no Brasil em 3 etapas distintas:<\/p>\n<p>A etapa pioneira compreende alguns estudos esparsos realizados num per\u00edodo rom\u00e2ntico; n\u00e3o havia muito campo para a pesquisa de mercado e de propaganda. A demanda era limitad\u00edssima e os profissionais contavam-se nos dedos.<\/p>\n<blockquote><p>A etapa de desenvolvimento acompanha o grande crescimento da propaganda nos anos 50 e 60. nesse per\u00edodo, desenvolveu-se a primeira gera\u00e7\u00e3o de profissionais brasileiros voltada para a pesquisa de mercado e propaganda. O interesse pela mat\u00e9ria era ainda pequeno e limitado e reduzido n\u00famero de ag\u00eancias e clientes. Nesse per\u00edodo, predominam os estudos de apoio \u00e0 cria\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, estudos com os objetivos de descoberta de temas e mensagens de campanha. E t\u00eam in\u00edcio os estudos de pr\u00e9-avalia\u00e7\u00e3o de an\u00fancios, que vieram a ser conhecidos como pr\u00e9-testes.<\/p>\n<p>A \u00faltima etapa \u00e9 o per\u00edodo de florescimento da pesquisa de propaganda, de desenvolvimento de novas t\u00e9cnicas e de aperfei\u00e7oamento de um n\u00famero significativo de profissionais capazes e criativos.<\/p><\/blockquote>\n<p>Neste per\u00edodo, al\u00e9m do continuado interesse por pesquisa de pr\u00e9-avalia\u00e7\u00e3o, desenvolveu-se a pesquisa de p\u00f3s-avalia\u00e7\u00e3o, a que se d\u00e1 o nome de p\u00f3s-testes, derivada, como a anterior, da terminologia norte-americana.<\/p>\n<p><strong>A criatividade no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da propaganda no Brasil \u00e9 a hist\u00f3ria de seus diversos momentos de cria\u00e7\u00e3o. Desde os primeiros an\u00fancios em jornais, a linguagem publicit\u00e1ria (texto e ilustra\u00e7\u00e3o) refletia, em primeiro lugar, as sempre presentes car\u00eancias art\u00edsticas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em meados de 1808, a cria\u00e7\u00e3o refletia as tens\u00f5es da sociedade, sua simplicidade de pensar, seus preconceitos contra a pr\u00e1tica do com\u00e9rcio que, ali\u00e1s, ainda n\u00e3o desapareceram e at\u00e9 hoje se refletem no discurso de origem rural de alguns partidos.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o buscava uma mensagem que se surpreende primeiro e vendesse em seguida.<\/p>\n<p>Os primeiros publicit\u00e1rios sistematizaram a oferta de servi\u00e7os, com enormes dificuldades, ainda encaram o espa\u00e7o vendido como mais importante que a mensagem.<\/p>\n<p>A propaganda assumia uma cara nova, inclusive porque agora, competindo com a televis\u00e3o, o texto tinha de ser ainda mais persuasivo, mais interessante.<\/p>\n<p>Uma express\u00e3o sem o over-acting um movimento; um gesto, substitu\u00edssem dezenas de palavras, mas a compreens\u00e3o era ainda mais profunda sobre o significativo da mensagem.<\/p>\n<p><strong>Arte e propaganda<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, a conviv\u00eancia da propaganda com a arte (ou vise-versa) seguiu na evolu\u00e7\u00e3o que teve muito a ver com o pr\u00f3prio desenvolvimento dos meios de comunica\u00e7\u00e3o que, por sua vez, acompanhou o processo de transforma\u00e7\u00e3o do pa\u00eds de n\u00e3o essencialmente agr\u00edcola para um regime de acelerada industrializa\u00e7\u00e3o, inclusive com a chegada das primeiras empresas multinacionais ao Brasil, h\u00e1 cerca de 60 anos.<\/p>\n<p>A din\u00e2mica e a velocidade do trabalho publicit\u00e1rio obrigaram as ag\u00eancias a abrir m\u00e3o gradativamente do artefinalista ou do ilustrador, desestimulando a forma\u00e7\u00e3o de novos artistas nessa especializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A fotografia tomou o lugar desses profissionais e, de algum tempo para c\u00e1, o mercado passou a contar com fot\u00f3grafo de alto n\u00edvel que cada vez mais buscam a especializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre propaganda e arte e com a cultura de um modo geral tende a tornar-se mais estreita e integrada. Um n\u00famero cada vez maior de empresas brasileiras e multinacionais j\u00e1 descobriu que o apoio e o incentivo aos eventos e manifesta\u00e7\u00f5es culturais s\u00e3o uma forma inteligente e criativa de estabelecer uma identidade com o pa\u00eds ou com as comunidades onde atuam e isso vem gerando um grande interesse pelo desenvolvimento de projetos culturais, nos quais as ag\u00eancias t\u00eam efetiva participa\u00e7\u00e3o ao elaborar a diagrama\u00e7\u00e3o de livros de arte, de calend\u00e1rios institucionais com obras de arte de artistas brasileiras e assim por diante.<\/p>\n<p>Se a propaganda criativa envolve, necessariamente, um componente de entertainment, n\u00e3o h\u00e1 porque divorcia-la da pintura da m\u00fasica ou da literatura. Todas essas manifesta\u00e7\u00f5es t\u00eam algo em comum com a publicidade. E esse algo se chama emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o de media, controles e aferi\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Planejar \u00e9 a atividade mais importante do setor de Media. E para desenvolver um bolso plano de Media s\u00e3o necess\u00e1rias diversas ferramentas de trabalho, como servi\u00e7os prestados por diversas empresas existentes no mercado, al\u00e9m dos recursos internos de uma ag\u00eancia que s\u00e3o computadores, m\u00e1quinas e GENTE qualificada para esta fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos prim\u00f3rdios da propaganda, quando estes servi\u00e7os eram quase inexistentes, os profissionais da \u00e1rea se valiam do recurso de planejar com base na sua experi\u00eancia de muitos anos de trabalhos, no conhecimento dos ve\u00edculos que vinham acumulando, nas respostas das vendas dos produtos, na an\u00e1lise desses resultados e com base em algumas poucas pesquisas de comportamento dos consumidores.<\/p>\n<p>As pesquisas do IBOPE e da MARPLAN e a audit\u00f3ria do IVC eram utilizadas por muito poucas ag\u00eancias para clientes mais exigentes, ou pelos profissionais de Media mais conscienciosos, preocupados com a responsabilidade das elevadas verbas que tinham de administrar e com o resultado que o cliente estaria esperando do seu investimento.<\/p>\n<p><strong>Planejamento: um processo de permanente redefini\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As ag\u00eancias de propaganda nacionais ou internacionais que atuavam no Brasil passaram a beneficiar-se indiretamente do grande fluxo de investimentos americanos canalizados para o pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Artes gr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>Os profissionais gr\u00e1ficos na publicidade eram em sua maioria autodidatas, com exce\u00e7\u00e3o de alguns estrangeiros que de alguma forma haviam aprendido em seus pa\u00edses de origem o conhecimento que trouxeram para c\u00e1. Tudo o que havia aqui eram escolas de desenho art\u00edstico, sempre voltada para as artes gr\u00e1ficas, onde era poss\u00edvel aprimorar o dom\u00ednio do desenho da anatomia, da perspectiva e de toda base t\u00e9cnica exigida pela pintura e pela escultura.<\/p>\n<p>O crescimento industrial e a expans\u00e3o do mercado interno das d\u00e9cadas de 30 e 40 propiciaram o surgimento das primeiras ag\u00eancias de propaganda t\u00e9cnicas no Brasil, que acabaram atraindo para os seus quadros de profissionais muitos desses talentos gr\u00e1ficos e criativos.<\/p>\n<h2>A fotografia publicit\u00e1ria<\/h2>\n<p><strong>Fase pioneira<\/strong><\/p>\n<p>A precariedade de recursos t\u00e9cnicos e, sobretudo, a qualidade de impress\u00e3o dos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o retardou a introdu\u00e7\u00e3o da fotografia publicit\u00e1ria no Brasil.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da d\u00e9cada de 30, aceita como fase inicial da propaganda t\u00e9cnica no pa\u00eds, o jornal era o ve\u00edculo predominante, quase se poderia dizer exclusivo. E sua qualidade de impress\u00e3o era extremamente prec\u00e1ria.<\/p>\n<p>Os servi\u00e7os t\u00e9cnicos, na \u00e1rea da fotografia, eram inexistentes. E os pr\u00f3prios fot\u00f3grafos, todos retratistas, resistiam \u00e0 id\u00e9ia de fazer fotografias publicit\u00e1rias, sentindo-se humilhados por serem dirigidos pelos diretores de arte das ag\u00eancias.<\/p>\n<p>Nas ilustra\u00e7\u00f5es dos an\u00fancios predominava o desenho a tra\u00e7o, \u00fanica arte capaz de assegurar um m\u00ednimo de qualidade de impress\u00e3o. A fotografia publicit\u00e1ria era praticamente limitada a fotos de objetos e produtos, porque os brasileiros se constrangiam em posar como modelos.<\/p>\n<p>Quando a reprodu\u00e7\u00e3o dos jornais tornou poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o, ainda que prec\u00e1ria, da fotografia, as ag\u00eancias se valiam de fotografias importadas, escolhidas em cat\u00e1logos com modelos americanos.<\/p>\n<p><strong>Fase moderna<\/strong><\/p>\n<p>A ind\u00fastria gr\u00e1fica aprimorou seus parques industriais, visando \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o em cores. Surgiram os primeiros est\u00fadios fotogr\u00e1ficos e as primeiras estruturas de apoio \u00e0 fotografia, em termos de modelos, produtores e fornecedores.<\/p>\n<p>Novas fontes de luz e equipamentos revolucionaram a qualidade da fotografia, primeiro com o advento da l\u00e2mpada flash convencional e, depois, da l\u00e2mpada eletr\u00f4nica.<\/p>\n<p>Pessoas da sociedade passaram a se interessar pela fotografia, atuando como modelos ou produtoras diletantes. Modelos eram recrutados entre amigos, parentes e at\u00e9 mesmo pessoas colhidas na rua, como ainda hoje \u00e9 feito entre indiv\u00edduos de bom n\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Fase contempor\u00e2nea<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 o per\u00edodo da criatividade.<\/strong><\/p>\n<p>Na \u00e1rea da fotografia isto significou uma liberta\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o do layout. A fotografia tinha que reproduzir fielmente a ilustra\u00e7\u00e3o proposta no layout. O fot\u00f3grafo ficava aprisionado ao esquema imaginado pelo de arte.<\/p>\n<p>Com a transforma\u00e7\u00e3o do conceito de cria\u00e7\u00e3o em publicidade e o advento das equipes de cria\u00e7\u00e3o, em contraposi\u00e7\u00e3o ao velho esquema (redator X layoutman), o fot\u00f3grafo passou a trabalhar integrado com a equipe de cria\u00e7\u00e3o mas, ao mesmo tempo, com liberdade para recriar a ilustra\u00e7\u00e3o imaginada pelo diretor de arte. Da\u00ed resultou uma das mais importantes transforma\u00e7\u00f5es na qualidade da fotografia publicit\u00e1ria, que ganhou em beleza, fluidez e espontaneidade.<\/p>\n<p>Como uma avalia\u00e7\u00e3o global, podemos dizer que a fotografia publicit\u00e1ria no Brasil atingiu um n\u00edvel de qualidade internacional, contribuindo de maneira decisiva para o sucesso est\u00e9tico e comercial das campanhas de propaganda.<\/p>\n<p><strong>Do preg\u00e3o ao jingle<\/strong><\/p>\n<p>Recorrer \u00e0 voz, \u00e0 m\u00fasica e ao canto para vender produtos \u00e9 um recurso muito antigo, heran\u00e7a dos arautos. Entre n\u00f3s, foram os preg\u00f5es dos mascates (cantados e\/ou gritados), os primeiros meios para apregoar mercadorias.<\/p>\n<p>Foram os vendedores ambulantes que esbo\u00e7aram os primeiros slogans e jingles.<\/p>\n<p>A id\u00e9ia de usar frases musicais para atrair compradores n\u00e3o era nova pelo menos desde o s\u00e9culo XIX, pois os vendedores de rua usavam esse mesmo esquema ao gritar suas mensagens sob a forma de preg\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>Maracuj\u00e1 mi\u00fado,<br \/>\nno balaio de iai\u00e1 .<\/p>\n<p>Gengibirra<br \/>\nquando abre<br \/>\nlogo espirra .<\/p>\n<p>Sorvetinho, sorvet\u00e3o,<br \/>\nsorvetinho de lim\u00e3o<br \/>\nquem n\u00e3o tem 200 r\u00e9is<br \/>\nn\u00e3o toma sorvete n\u00e3o .<\/p><\/blockquote>\n<p>Com o r\u00e1dio, a propaganda passa a manifestar-se atrav\u00e9s de cinco diferentes formas; a improvisa\u00e7\u00e3o da mensagem pelo pr\u00f3prio locutor, como sua forma mais rudimentar; a simples leitura do meio; uma forma mais profissionalizada com a introdu\u00e7\u00e3o de testes especiais pr\u00e9-elaboradas por um redator e que eram lidos pelos locutores das emissoras; o texto de locu\u00e7\u00e3o gravado, isto \u00e9, spot e, finalmente, a mensagem musicada simbolizada pelo jingle.<\/p>\n<p>Em setembro de 1950, o pa\u00eds ganha a sua primeira imagem de televis\u00e3o, com a inaugura\u00e7\u00e3o da TV Tupi, em S\u00e3o Paulo. Era o primeiro passo para a substitui\u00e7\u00e3o da mass-media. Rapidamente o Capelinha perde seu lugar nobre, na sala, para a telinha: a imagem prepondera sobre o som. Mesmo em preto e branco. Porque os ouvintes, transformados em telespectadores, passaram a ver os astros e estrelas que at\u00e9 ent\u00e3o apenas ouviam. Locutores, animadores, radioatores e radioatrizes, gal\u00e3s, humoristas, narradores, esportivos, cantores, m\u00fasicos: tudo ao vivo, invadindo casas. Gradativamente, a propaganda radiof\u00f4nica vai perdendo suas verbas para a grande rival. No lugar do spot, o slide; no lugar do jingle, a garota- propaganda, o comercial ao vivo. Mais tarde o comercial perpetuado em filme e em VT.<\/p>\n<p>Um jingle deve conter muito pouca coisa, destaca-se o nome maior n\u00famero de vezes poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Alguns jingles e spots:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Quem gosta de cerveja\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na tosse da mam\u00e3e<br \/>\nbate o p\u00e9, reclama,\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 na bronquite do papai<br \/>\nquero Brahma,\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0na rouquid\u00e3o do vov\u00f4<br \/>\nquero Brahma,\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 e no resfriado da netinha<br \/>\nsentindo-lhe o sabor\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 o rem\u00e9dio \u00e9 um s\u00f3:<br \/>\nsem hesitar proclama\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Grind\u00e9lia de Oliveira Jr .<br \/>\nesta sim, est\u00e1 pra mim<br \/>\n\u00e9 Brahma .<\/p>\n<p>Na sua casa tem mosquito,\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Melhoral, melhoral,<br \/>\nn\u00e3o vou l\u00e1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e9 melhor<br \/>\nNa sua casa tem barata,\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0e n\u00e3o faz mal .<br \/>\nn\u00e3o vou l\u00e1.<br \/>\nNa sua casa tem pulga,\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Paulista vai,<br \/>\nn\u00e3o vou l\u00e1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 carioca vem,<br \/>\nPe\u00e7o licen\u00e7a pra mandar\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 carioca vai,<br \/>\nDetefon no meu lugar .\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 paulista vem .<\/p>\n<p>Volare, cantare,<br \/>\n\u00f4 \u00f4 \u00f4 \u00f4 \u00f4<br \/>\num avi\u00e3o pintado de azul<br \/>\nvoando de norte a sul<br \/>\nVarig, Varig, Varig .<\/p>\n<p><strong>Isso faz bem<\/strong><\/p>\n<p>Coca-cola, coca-cola,\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O chefe da pol\u00edcia<br \/>\noi, me faz um bem.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 pelo telefone<br \/>\nCoca-cola, coca-cola,\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 mandou me dizer<br \/>\nOi, pra mim tamb\u00e9m.\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0que h\u00e1 em toda parte<br \/>\nQue pureza, que sabor,\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 cerveja Fidalga<br \/>\nCoca-cola tem.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Para se beber .<br \/>\nN\u00f3s queremos coca-cola<br \/>\nCoca-cola faz um bem .<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Jovem Pan<\/strong><\/p>\n<p>A R\u00e1dio Panamericana foi inaugurada no dia 3 de maio de 1944. Nesse dia os jornais s\u00f3 traziam not\u00edcias\u00a0sobre o discurso do presidente Get\u00falio Vargas, sobre a Segunda Guerra Mundial e refletiam sobre as comemora\u00e7\u00f5es do dia do trabalho.<\/p>\n<p>Nesta \u00e9poca, os chamados reclames nos jornais paulistanos, eram bastante pitorescos. Um deles recomendava o uso do \u00d3leo Gitana, dizendo que seu est\u00f4mago est\u00e1 de parab\u00e9ns . Uma grande loja da \u00e9poca era a Galeria Paulista de Modas, que ficava na rua Direita, 162-190. A loja tina grandes an\u00fancios em todos os jornais.<\/p>\n<p>No dia 03 de maio de 1994, a Galeria Paulista de Modas oferecia as \u00faltimas novidades de inverno manteaux, costumes, chap\u00e9us, echarpes, cobertores e acolchoados . Lysoform era o antiss\u00e9ptico mais famoso: O pronto socorro de todos os males , dizia o reclame . A Casa Lot\u00e9rica Fasanello, no centro, informava sobre pr\u00eamios da Loteria Federal: 400 mil cruzeiros na quarta, um milh\u00e3o no s\u00e1bado<\/p>\n<p>Um an\u00fancio em O Estado de S\u00e3o Paulo oferecia um Chevrolet 41, com estofamento\u00a0de couro e aparelho de gasog\u00eanio Gohin-Poulenc por CR$ 25 mil. V\u00e1rios an\u00fancios ofereciam aparelhos de gasog\u00eanio. Gasolina era produto raro na \u00e9poca.\u00a0Uma casa de campo a 26 km da S\u00e9 , com tr\u00eas dormit\u00f3rios e avi\u00e1rios para 5 mil cabe\u00e7as, era oferecida por Cr$ 150 mil.<\/p>\n<p>A casa Anglo Brasileira tamb\u00e9m anunciava, dizendo-se sucessora da Mappin Stores . A exemplo da Galeria Paulista de Modas, anunciava pe\u00e7as de vestu\u00e1rio com pre\u00e7os.<\/p>\n<p>O Guaran\u00e1 Champagne da Ant\u00e1rctica era o refrigerante da \u00e9poca. Um an\u00fancio mostrava o di\u00e1logo entre a m\u00e3e e seu filhinho: \u00c9 hora do t\u00f4nico, menino! Resposta: N\u00e3o \u00e9 preciso, mam\u00e3e. J\u00e1 tomei Guaran\u00e1 Champagne Ant\u00e1rctica . Era um tempo de t\u00f4nicos e guaran\u00e1s.<\/p>\n<p>O Xarope S\u00e3o Jo\u00e3o tamb\u00e9m habitava as p\u00e1ginas dos jornais da cidade com seu inesquec\u00edvel\u00a0an\u00fancio que mostrava uma pessoa desesperada sendo amorda\u00e7ada por uma m\u00e3o desconhecida: Larga-me. Deixe-me gritar , dizia o personagem aflito. A solu\u00e7\u00e3o era o Xarope S\u00e3o Jo\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 3 de maio de 1944, dez emissoras de r\u00e1dio funcionavam na cidade de S\u00e3o Paulo: Bandeirantes, Cosmos, Cruzeiro do Sul, Cultura, Difusora, Exc\u00e9lsior, Gazeta, Record, S\u00e3o Paulo e Tupi.<\/p>\n<p>Dia 3 de maio o jornal O Estado de S\u00e3o Paulo trazia um an\u00fancio com 12 fotos que dizia: PRH-7, R\u00e1dio Panamericana, a voz das Am\u00e9ricas no cora\u00e7\u00e3o do Brasil, iniciar\u00e1 hoje, \u00e0s 18 horas, suas transmiss\u00f5es. Sua apresenta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 uma grande festa de arte e beleza, constitu\u00edda por um imponente desfile de interessant\u00edssimos programas, com a participa\u00e7\u00e3o dos seus artistas, orquestras e conjuntos. Sintonizem os 620 quilociclos e acompanhem todo o desenrolar do grande e majestoso desfile inaugural da PRH-7, R\u00e1dio Panamericana.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de 1945, Paulo Machado de Carvalho comprou a R\u00e1dio Panamericana e deixou para o seu filho, Paulo Machado de Carvalho Filho, o Paulinho, tomar conta da r\u00e1dio. Ele tinha 21 anos de idade e j\u00e1 havia trabalhado na R\u00e1dio Record onde exerceu todas as fun\u00e7\u00f5es. Paulinho assumiu e fez algumas mudan\u00e7as como que a r\u00e1dio n\u00e3o poderia continuar fazendo novela e resolveu fazer uma emissora dedicada ao esporte, conselho recebido de seu pai que queria evitar concorr\u00eancias.<\/p>\n<p>Ainda na administra\u00e7\u00e3o de Paulo Machado de Carvalho Filho, a Panamericana mudou suas instala\u00e7\u00f5es para a Rua Riachuelo e passou a utilizar as ondas curtas para dar maior alcance \u00e0s transmiss\u00f5es. A R\u00e1dio Panamericana inovou com o plant\u00e3o esportivo e come\u00e7ou com Narciso Vernize, hoje o homem do tempo da Jovem Pan.<\/p>\n<p>A R\u00e1dio Panamericana apresentava tamb\u00e9m programas musicais como: Ritmos do Brasil, Coisas do Sert\u00e3o, Longe dos olhos, perto do cora\u00e7\u00e3o, Canta per me, Um Samba que passou, etc.<\/p>\n<p><strong>As Primeiras notas da 5a Sinfonia de Beethoven<\/strong><\/p>\n<p>Todas as transmiss\u00f5es da r\u00e1dio eram abertas ao som da 5a Sinfonia de Beethoven.<\/p>\n<p>A transmiss\u00e3o do dia 3 de maio de 1944 come\u00e7ou com a voz de Lafayete Soares de Paula. Ele era um dos encarregados do notici\u00e1rio da Panamericana, lido da reda\u00e7\u00e3o do jornal O Estado de S\u00e3o Paulo, de onde transmitia as \u00faltimas not\u00edcias, sempre respeitando a censura da \u00e9poca.<\/p>\n<p>J\u00falio Cosi (1895-1982) foi um dos fundadores da Panamericana militou em v\u00e1rias \u00e1reas da publicidade, jornalismo e radiodifus\u00e3o.\u00a0Em 1918, fundou a ag\u00eancia de propaganda A Ecl\u00e9tica .\u00a0Em 1939, editou e dirigiu a Revista de Propaganda , de S\u00e3o Paulo, juntamente com o escritor Or\u00edgenes Lessa. Cosi observou que, na \u00e9poca, os ve\u00edculos mais eficientes eram os jornais e revistas.<\/p>\n<p>Havia, tamb\u00e9m, a publicidade outdoor , que era feita de forma improvisada. (&#8230;) Usamos tamb\u00e9m naquela \u00e9poca a mala-direta. A Ecl\u00e9tica fazia esse tipo de propaganda e tinha um aparelhamento, addressograph, para endere\u00e7ar sua pr\u00f3pria mala-direta e a de seus clientes. Posteriormente, surgiu o r\u00e1dio, que foi amplamente utilizado .<\/p>\n<p><strong>As palavras guardadas na mem\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Randal Juliano falou no microfone da Panamericana na sua inaugura\u00e7\u00e3o. Randal lembrou que os reclames, naquele tempo, eram feitos n\u00e3o por gente qualificada, mas pelos pr\u00f3prios anunciantes que chegavam at\u00e9 a escrever os textos.<\/p>\n<p>Os an\u00fancios eram feitos sem no\u00e7\u00e3o de tempo. Ningu\u00e9m tinha id\u00e9ia de quanto custava esse tempo da emissora no ar. Em 1945, Randal Juliano foi para a Record. A Panamericana come\u00e7ava a se transformar na emissora dos esportes .<\/p>\n<p>Randal observa que a Jovem Pan reverteu a id\u00e9ia de que a televis\u00e3o acabaria com o r\u00e1dio. Os donos das emissoras de TV acharam que a era do r\u00e1dio tinha chegado ao fim. Coube a Jovem Pan procurar os novos caminhos, uma nova linguagem, uma nova audi\u00eancia.<\/p>\n<p>Come\u00e7ou com os \u00eddolos da m\u00fasica popular brasileira, buscando\u00a0a juventude. Investiu no jornalismo e tamb\u00e9m no esporte, formando um trip\u00e9 que garantiu sua programa\u00e7\u00e3o. Conquistou, ent\u00e3o, a audi\u00eancia e a qualidade da audi\u00eancia. Quem quer vender uma Mercedes ou uma BMW vai anunciar na Jovem Pan&#8221;, afirma Randal.<\/p>\n<p>Enquanto esperavam para ouvir o notici\u00e1rio guerreiro, o ouvinte da Panamericana ouvia os reclames<\/p>\n<p>Tanto faz no ver\u00e3o\/ como no inverno tamb\u00e9m,\/ nossa transpira\u00e7\u00e3o\/ quase\u00a0um litro cont\u00e9m e, portanto, devia banhar-se com o sabonete Lifebuoy.<\/p>\n<p>Quem gosta de cerveja,\/ bate o p\u00e9, reclama,\/ Quero Brahma,\/ Quero Brahma ; ou ainda<\/p>\n<p>Na tosse da mam\u00e3e,\/ na bronquite do papai,\/ na rouquid\u00e3o do vov\u00f4,\/ e no resfriado da netinha,\/ o rem\u00e9dio \u00e9 um s\u00f3:\/ Grind\u00e9lia de Oliveira J\u00fanior .<\/p>\n<p>Nada mais se vendia, fazia, divulgava sem recorrer ao r\u00e1dio.<\/p>\n<p>T\u00e3o importante a presen\u00e7a do r\u00e1dio na vida nacional, particularmente na vida paulistana que a mina dos comerciais de r\u00e1dio enturgesceu a vida e a economia de pioneiros de atividades fascinantes: a de jinglistas ( na sua casa tem mosquito,\/ n\u00e3o vou l\u00e1.\/ Na sua casa tem barata,\/ n\u00e3o vou l\u00e1&#8230;\/ Pe\u00e7o licen\u00e7a pra mandar\/ Detefon em meu lugar ), de esportistas , de t\u00e9cnicos de est\u00fadios e outras. Come\u00e7ava a assustar. Tanto que em 1946 foi preciso convocar o I Congresso Brasileiro de Radiodifus\u00e3o.<\/p>\n<p>Ele aprovou o C\u00f3digo que tamb\u00e9m estabeleceu par\u00e2metros para a publicidade em mar\u00e9 e em alguns casos dificultou\u00a0o texto gravado afirmando defender a criatividade espont\u00e2nea do locutor.<\/p>\n<p><strong>Milan 8 X S\u00e3o Paulo 1<\/strong><\/p>\n<p>Em dezembro de 1947, a revista Publicidade &amp; Neg\u00f3cios informava que no ano anterior a Panamericana irradiara 4770 horas, sendo 1850 de m\u00fasicas, 570 horas faladas e 2350 de propaganda.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o comentava que era o mais alto \u00edndice de publicidade sobre o tempo total de transmiss\u00e3o, de 50%. Os n\u00fameros para essa an\u00e1lise de acordo com a revista foram fornecidos pelo Departamento Estadual de Estat\u00edstica.<\/p>\n<p><strong>TUTA<\/strong><\/p>\n<p>O diretor-presidente da R\u00e1dio Panamericana S.A. Jovem Pan senhor Antonio Augusto Amaral de Carvalho o Tuta, nascido em S\u00e3o Paulo se confessa um homem t\u00edmido e retra\u00eddo e que dificilmente participa de reuni\u00f5es.<\/p>\n<p>Tuta observa que o ouvinte da Jovem Pan \u00e9 exigente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 melhor informa\u00e7\u00e3o, ao jornalismo correto e anal\u00edtico. Ele lembra o perfil do ouvinte conforme pesquisa realizada no m\u00eas de julho de 1994, pelo Data-Folha.<\/p>\n<p>Os ouvintes homens s\u00e3o 62,7%; mulheres 37,3%. A faixa et\u00e1ria dos ouvintes da Jovem Pan \u00e9 a seguinte: de 10 a 19 anos 12%; de 20 a 29 anos 20%; de 30 a 49 anos 43%; 50 anos ou mais 25%. Quanto a escolaridade, o Data-Folha revelou que 52,8% dos ouvintes da Jovem Pan t\u00eam forma\u00e7\u00e3o superior; 29,9%, t\u00eam o 2\u00ba grau completo e 17.3% cursaram o 1\u00ba grau.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s classes sociais, a pesquisa revelou que 53% dos ouvintes da Jovem Pan pertencem \u00e0 classes A e B; 32,8% \u00e0 classe C e 14,2% \u00e0 classes D e E.<\/p>\n<p><strong>A cara de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p><strong>A m\u00fasica abrindo a manh\u00e3 paulistana<\/strong><\/p>\n<p>Caracterizada principalmente pelo compromisso com a informa\u00e7\u00e3o e a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, a Jovem Pan dirige-se a um p\u00fablico seleto, bem situado em termos econ\u00f4micos, sociais e culturais. Equilibrando sua programa\u00e7\u00e3o no jornalismo, no servi\u00e7o, no esporte, ma m\u00fasica e nas informa\u00e7\u00f5es variadas, trabalha numa estrutura bastante din\u00e2mica, com a utiliza\u00e7\u00e3o constante do programete informativo.<\/p>\n<p>Desde seu in\u00edcio como r\u00e1dio de novela, passando pela transforma\u00e7\u00e3o para a emissora dos esportes e a partir de 1966 como Jovem Pan, a Panamericana sempre dedicou espa\u00e7o aos programas musicais de qualidade.<\/p>\n<p>Em\u00a0junho de 1990, a Saldiva &amp; Associados divulgou o resultado de\u00a0uma pesquisa que revelou\u00a0quem na cidade tinha a cara de S\u00e3o Paulo. No que diz respeito \u00e0s emissoras de r\u00e1dio, a Jovem Pan ficou em primeiro lugar, com 75% da indica\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o paulistana. A Jovem Pan foi apontada como sendo a emissora de r\u00e1dio que sintonia tem com os valores, a cultura, os gestos, o gosto e o jeito de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>Um canal de comunica\u00e7\u00e3o entre a popula\u00e7\u00e3o e a cidade<\/strong><\/p>\n<p>A Jovem Pan est\u00e1 atenta a todos os acontecimentos que interferem na vida do cidad\u00e3o.<\/p>\n<p>O Jovem Pan Servi\u00e7os, por exemplo, funciona 24 horas por dia, registrando reclama\u00e7\u00f5es e depoimentos de ouvintes sobre todo tipo de an\u00fancio. O Jovem Pan Servi\u00e7os se transformou num term\u00f4metro do comportamento da cidade. Ele d\u00e1 uma indica\u00e7\u00e3o segura dos principais problemas que a cidade est\u00e1 vivendo. Identificado o problema, a Jovem Pan come\u00e7a atuar com um jornalismo combativo.<\/p>\n<p>O r\u00e1dio faz uma presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o que nenhum outro tipo de ve\u00edculo consegue fazer com precis\u00e3o e agilidade. A grande maioria das pessoas n\u00e3o l\u00ea jornais nem revistas. Da\u00ed o fato de que o r\u00e1dio ter reconquistado seu espa\u00e7o nos meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Num pa\u00eds em desenvolvimento como o Brasil, o r\u00e1dio te papel fundamental a cumprir, que \u00e9 de unir a opini\u00e3o p\u00fablica em torno dos grandes temas nacionais. O r\u00e1dio \u00e9 o elo de liga\u00e7\u00e3o entre a sociedade e os poderes constitu\u00eddos. O r\u00e1dio tem o papel de aglutinar a popula\u00e7\u00e3o em torno dos interesses maiores do pa\u00eds. Dentro desse contexto, a Jovem Pan sempre cumpriu e cumpre o seu papel diante da sociedade.<\/p>\n<p><strong>A Hist\u00f3ria do Outdoor<\/strong><\/p>\n<p>Em agosto de 1929, em S\u00e3o Paulo, surge a primeira empresa de\u00a0outdoor no Brasil, a Publix que est\u00e1 em funcionamento at\u00e9 hoje. Naquela \u00e9poca os outdoors eram pequenos e recortados de forma oval e afixados em postes.<\/p>\n<h2>Ag\u00eancias<\/h2>\n<p><strong>Ecl\u00e9tica, pioneira das ag\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>A Ecl\u00e9tica, nascida da associa\u00e7\u00e3o do jornalista Jo\u00e3o Castaldi com o homem de neg\u00f3cios Jocelyn Bennaton, talvez n\u00e3o tenha sido a primeira ag\u00eancia de publicidade do Brasil, mas a primeira ag\u00eancia organizada em moldes profissionais. A Ecl\u00e9tica chegou a atender as mais importantes contas da \u00e9poca, como a Ford Motor Co. e a Texaco fazendo trabalho pioneiro, elaborando mapas das principais estradas brasileiras com indica\u00e7\u00e3o de todos os postos de gasolina.<\/p>\n<p>Em muitos campos a Ecl\u00e9tica foi pioneira e inovadora. Para Matarazzo , fez propaganda em outdoor .<\/p>\n<p><strong>A Ag\u00eancia Moderna<\/strong><\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Moderna de Publica\u00e7\u00f5es Ltda. foi fundada em 1919 por Fid\u00e9lis Saldanha Botelho, Edgard Saldanha Botelho, Edgard Saldanha Menezes e Aldo Roccato.<\/p>\n<p>S\u00f3 teve o seu nome alterado para Ag\u00eancia Moderna de Publicidade Ltda. em 1969, j\u00e1 sob a dire\u00e7\u00e3o dos irm\u00e3os Celso, Fl\u00e1vio H\u00e9lio e S\u00e9rgio Botelho, filhos de Fid\u00e9lis.<\/p>\n<p><strong>A Ag\u00eancia do Comendador Pettinati<\/strong><\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Pettinatti de Publicidade Ltda. foi fundada em 1920 .<\/p>\n<p>Durante 20 anos encarregou-se da propaganda , em todo territ\u00f3rio nacional, das maiores empresas cinematogr\u00e1ficas americanas.<\/p>\n<p>Em 1929, ao realizar a propaganda eleitoral de J\u00falio Prestes, elegendo-o presidente da Rep\u00fablica, a ag\u00eancia tornou-se pioneira na propaganda pol\u00edtica no Brasil.<\/p>\n<p><strong>A Vinda da Thompson<\/strong><\/p>\n<p>A J.Walter Thonpson instalou-se no Brasil em 1929. Um contrato importante respaldou-lhe o in\u00edcio das atividades: A General Motors desativou a divis\u00e3o de propaganda, deixando a publicidade \u00e0 JWT, tal qual aconteceu em todas os pa\u00edses em que a GM estava instalada.<\/p>\n<p>Os neg\u00f3cios deslancharam, definitivamente com a vinda de Harry Gordom, em 1935 para chefiar a matriz de S\u00e3o Paulo. Como resultado do profissionalismo implantado por Gordom , a ag\u00eancia incorporou importantes contas, entre eles a Kodak, Sul Am\u00e9rica Seguros e Capitaliza\u00e7\u00e3o, Atlantic, Standad Brands, Refina\u00e7\u00f5es de Milho Brasil, Pond s, Coty, Omega, Tissot, Brahma, Cimento Mau\u00e1.<\/p>\n<p><strong>MacCann<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jens Olesen<\/strong><\/p>\n<p><strong>Um menino da Dinamarca<\/strong><\/p>\n<p>Jens Olesen viveu seus primeiros 21 anos na Dinamarca, onde nasceu.<\/p>\n<p>Com a influ\u00eancia familiar, foi conduzido para a carreira diplom\u00e1tica ou financeira, mas quem acabou seguindo esse caminho foi seu irm\u00e3o g\u00eameo.<\/p>\n<p>Quando Jens Olesen terminou o ciclo secund\u00e1rio, entrou na Escola Superior de Economia de Copenhague e, ao longo dos 4 anos da faculdade trabalhou como trainee na Esso dinamarquesa, passando por todos os departamentos da empresa.<\/p>\n<p><strong>Publicit\u00e1rio em Londres<\/strong><\/p>\n<p>Em 1964, ao completar 21 anos, com a ajuda de um velho amigo da fam\u00edlia, Sid Willians; presidente da Coca Cola na Inglaterra, foi convocado para ser trainee numa empresa chamada Erwin Wasey, em Paddington, Londres.<\/p>\n<p>Depois de seis meses come\u00e7ou a ficar um pouco cansado dessa rotina e imaginou que propaganda talvez n\u00e3o fosse bem o seu neg\u00f3cio.<br \/>\nVoltou para a Dinamarca em agosto de 1965, e foi motivado pela m\u00e3e a ir para a Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1966 com uma bolsa de estudos da Scandinavian American Foundation para cursar na Graduate School da Universidade de Columbia.<\/p>\n<p>Estudava marketing\u00a0na faculdade e aprendia sobre o ramo de varejo.<\/p>\n<p>Foi chamado para seguir a carreira de propaganda, n\u00e3o tinha interesse, mas o chamavam para ser trainee na ag\u00eancia McCann Erik-son.<\/p>\n<p><strong>McCann, primeiro tempo<\/strong><\/p>\n<p>Em setembro de 1966 ingressou na McCann Erickson. Trabalhava para Bob Cole e \u00e0s vezes para Jack Limpest, quando Jones chegou e perguntou se ele gostaria de ser trainee e assistente da conta da Coca Cola.<\/p>\n<p>Que sorte ter conhecido Gene Kummel<\/p>\n<p>Conheceu Gene Kummel, que era um famoso publicit\u00e1rio, que fundou a Norman, Craig &amp; Kummel e mais tarde deixou sua pr\u00f3pria empresa para se tornar presidente da Mc Cann Erickson Internacional.<\/p>\n<p><strong>De Paris a S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p>Em dezembro de 1968, ficou sabendo que novo seu posto seria em S\u00e3o Paulo, trabalhando nas contas da Goodyear e da General Motors.<\/p>\n<p><strong>A experi\u00eancia norueguesa<\/strong><\/p>\n<p>A empresa se associou na Noruega a uma ag\u00eancia de propaganda pertencente a Jan Kallevig, e sua fun\u00e7\u00e3o em Oslo era a de representar e defender os interesses da Mc Cann.<\/p>\n<p>Em outubro de 1971, ap\u00f3s um ano na Noruega e tendo conseguido reconquistar a conta da Esso, foi transferido para Copenhague, para assumir novas fun\u00e7\u00f5es na Mac Cann Erickson.<\/p>\n<p><strong>Na Dinamarca, come\u00e7ando do zero<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio de 1972, logo ap\u00f3s o funeral do Rei Frederico, foi chamado para uma conversa com Charles Malong, e foi chamado para ser gerente da Mc Cann Erickson.No final de 1975 deixou a ag\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Chegou em S\u00e3o Paulo em abril de 1976.<\/p>\n<p>Era o gerente da opera\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo, e depois de um ano tamb\u00e9m ficaram sua responsabilidade os escrit\u00f3rios do Rio de Janeiro e de Porto Alegre.<\/p>\n<p>Bob cole havia sido transferido para S\u00e3o Paulo como gerente geral da Mc Cann Brasil, juntos e com a colabora\u00e7\u00e3o de uma equipe jovem, foram em busca de uma nova Mc Cann. Tinham que mudar a imagem deles com os clientes. Trataram ent\u00e3o de consolidar suas rela\u00e7\u00f5es com a General Motors, Nestl\u00e9, Coca Cola, Goodyear, Gillette, L Oreal, O Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Trouxe ao Brasil um novo conceito de planejamento estrat\u00e9gico, fazendo da pesquisa um instrumento di\u00e1rio na rela\u00e7\u00e3o com os clientes, ajudando-os a obter o valor em sua propaganda.<\/p>\n<p><strong>Mc Cann latino-americana, que desafio!<\/strong><\/p>\n<p>Assumiu a Mc Cann latino-americana foi o maior desafio que recebeu da sua empresa. A regi\u00e3o latino-americana nunca tinha sido dirigida de forma integral por nenhum outro executivo da empresa.<\/p>\n<p>Muitas vezes a ag\u00eancia local reportava diretamente \u00e0 Nova York, Miami, Houston at\u00e9, ou \u00e0s vezes existiam dois ou tr\u00eas diretores regionais para a \u00e1rea. Era a primeira vez na hist\u00f3ria da Companhia que um executivo aceitava essa fun\u00e7\u00e3o, com a finalidade de tentar harmonizar as opera\u00e7\u00f5es da Mc Cann Am\u00e9rica Latina\/ Caribe.<\/p>\n<p><strong>Aumentando a responsabilidade<\/strong><\/p>\n<p>Em 1981 seu amigo Mike Ferrier, havia pedido tranfer\u00eancia para a Europa e ele foi convidado a assumir parte de sua \u00e1rea. Em 1982 foi promovido a diretor regional, tamb\u00e9m do Equador, Col\u00f4mbia e Venezuela. Em 1983 a \u00e1rea se estendeu para os pa\u00edses da Am\u00e9rica Central, M\u00e9xico e Rep\u00fablica Dominicana. Em 1985, se estendeu para Trinidad e Tobago, Barbados e Jamaica e em 1988 em Porto Rico.<\/p>\n<p><strong>Sentado no board executivo da Mc Cann Mundial<\/strong><\/p>\n<p>O board executivo da Mc Cann Erickson Mundial \u00e9 formado pelo pessoal-chave da empresa, e as reuni\u00f5es, quatro vezes por ano, se realizavam nos mais diferentes lugares do mundo T\u00f3quio, Rio de Janeiro, Londres, Mil\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante quatro dias faz-se uma revis\u00e3o e an\u00e1lise dos neg\u00f3cios mundiais da empresa, s\u00e3o estabelecidos planos, prioridades, estrat\u00e9gias para os clientes, para as equipes, uma prepara\u00e7\u00e3o para a concorr\u00eancia no futuro.<\/p>\n<p><strong>Altino Jo\u00e3o de Barros<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mc Cann: tudo come\u00e7ou com Sarmento<\/strong><\/p>\n<p>Durante dois anos, entre 1930 e 1932, Altino Jo\u00e3o de Barros passou por dois empregos: como vendedor numa firma de tecidos, e no setor de promo\u00e7\u00e3o da Empresas El\u00e9tricas Brasileiras, de propriedade da American Power. Depois fez uma tentativa de ter sua pr\u00f3pria ag\u00eancia de propaganda, em fins de 1932. Com alguns clientes entre eles, Mesbla, Matte Le\u00e3o e Alfaiataria Guanabara.<\/p>\n<p>Em 1950, Sarmento j\u00e1 havia conseguido transformar a Mc Cann Erickson brasileira na maior ag\u00eancia do pa\u00eds, como resultado dessa expans\u00e3o, em 1954 Sarmento foi nomeado vice-presidente e gerente de \u00e1rea para a Am\u00e9rica do Sul e, em 1959, presidente da Mc Cann Erikson Corp nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Em 1974, Sarmento, voltando \u00e0 ativa, assumiu a presid\u00eancia da Heablein. Depois dirigiu a Coca Cola, em Nova Igua\u00e7u, adquirida pela Companhia Mineira de Refrescos, assumiu a presid\u00eancia da Kaiser no Rio, e depois no Brasil. Armando de Moraes Sarmento veio a falecer em 21 de abril de 1989.<\/p>\n<p><strong>O carregador de clich\u00eas<\/strong><\/p>\n<p>Cursou a Universidade Mau\u00e1, formado em com\u00e9rcio e propaganda, em 1944, cursou o superior de economia na Universidade do Estado de Guanabara, na d\u00e9cada de 60.Seu primeiro chefe foi Manoel Corr\u00eaa.<\/p>\n<p>Na Mc Cann Erickson trabalhava com a Latt-Mayer, uma clicheira na rua do Lavradio, e o Edmilson Alc\u00e2ntara Leite era o meu chefe.<\/p>\n<p>Ficou encarregado da remessa de clich\u00eas para jornais e do arquivo de jornais. O Departamento de M\u00eddia Impressa anunciav em jornais do interior e capitais.<\/p>\n<p>Quando entrou em 1944 na ag\u00eancia Mc Cann Erickson j\u00e1 tinha dez anos de Brasil.<\/p>\n<p>Em 1946, a Mc Cann Erickson conseguiu a conta da Kolynos, e fez ent\u00e3o sua primeira grande negocia\u00e7\u00e3o de m\u00eddia.<\/p>\n<p>Nas d\u00e9cadas de 40, 50 e at\u00e9 mesmo de 60, a Mc Cann Erickson tinha em S\u00e3o Paulo, pain\u00e9is em estradas de rodagem, com mensagens da General Motors, Goodyear, Esso.<\/p>\n<p>O planejamento funcionava com o chefe de grupo e o contato redigiam o documento Instru\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas para o preparo do plano . Essas instru\u00e7\u00f5es eram submetidas \u00e0 Comiss\u00e3o Consultiva que as aprovava e as encaminhava aos diversos departamentos respons\u00e1veis pela execu\u00e7\u00e3o. Conclu\u00edda a campanha, esta voltada \u00e0 Comiss\u00e3o Consultora. Depois da discuss\u00e3o, o plano era aprovado ou reformulado pela Comiss\u00e3o Consultiva para ent\u00e3o chegar ao cliente.<\/p>\n<p><strong>Os Bloch e a Manchete<\/strong><\/p>\n<p>O relacionamento da Mc Cann Erickson com os Bloch data da d\u00e9cada de 50. A revista Manchete, nasceu na Mc Cann Erickson, pois os Bloch j\u00e1 tinham uma gr\u00e1fica.<\/p>\n<p>Se sentia culpado de os Bloch terem entrado no neg\u00f3cio da televis\u00e3o, junto com Jaquito e Oscar colaboradores de manter a Manchete no n\u00edvel de uma grande emissora de televis\u00e3o.<\/p>\n<p>Jens Olesen e Altino Jo\u00e3o de Barros ao longo dos 50 anos da Mc Cann no Brasil. Altino, hoje vice-presidente executivo, relata desde os anos 40, quando entrou para a ag\u00eancia como office-boy. Olesen, de um promissor estagi\u00e1rio a presidente nos anos 70.<\/p>\n<p><strong>A Grant<\/strong><\/p>\n<p>A Grant An\u00fancios, que se instalou entre n\u00f3s em 1939, e mais tarde adotou a redundante raz\u00e3o social de Grant Advertising Publicidade, atuou no Brasil durante 36 anos, grande parte dos quais se manteve em posi\u00e7\u00e3o exepcional n ranking das ag\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>A Ag\u00eancia de Bastos Tigre<\/strong><\/p>\n<p>Na publicidade, Bastos Tigre destacou-se pelo Tratamento humor\u00edstico dado \u00e0s mensagens e na cria\u00e7\u00e3o de numerosos Slogans muito inspirados, verdadeiros achados, como o Se \u00e9 Bayer \u00e9 Bom , adotado no mundo inteiro.<\/p>\n<p><strong>A Norton<\/strong><\/p>\n<p>A Norton Publicidade S.A iniciou suas opera\u00e7\u00f5es em 1946, um ano ap\u00f3s o fim da Segunda Guerra Mundial, em uma \u00e9poca em que o mercado publicit\u00e1rio brasileiro era praticamente monopolizado pelas ag\u00eancias multinacionais.<\/p>\n<p>Talvez por isso, desde o in\u00edcio caracterizou-se como uma ag\u00eancia genuinamente nacional, buscando estender-se por todo o territ\u00f3rio brasileiro. Chegou em 1974, a possuir 11 escrit\u00f3rios em todo o pa\u00eds, todos estes, possu\u00edam estruturas completas, com atendimento, cria\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e m\u00eddia.<\/p>\n<p><strong>A Alc\u00e2ntara Machado<\/strong><\/p>\n<p>Caio Alc\u00e2ntara Machado iniciou-se em publicidade como s\u00f3cio de M\u00e1rio Rodrigues na Arcar Propaganda, de onde sairia para fundar a Alc\u00e2ntara Machado, pouco depois, levaria seu irm\u00e3o Jos\u00e9 Alc\u00e2ntara Machado para associar-se com ele.<\/p>\n<p>A partir de 1973, a ag\u00eancia incorporou \u00e0 sua raz\u00e3o social o sobrenome do propulsor de seu desenvolvimento, passando a chamar- se Alc\u00e2ntara Machado, Perscinoto Publicidade.<\/p>\n<p>Em 1988, com a aquisi\u00e7\u00e3o de 19,9% das a\u00e7\u00f5es da Alc\u00e2ntara Machado,Perscinoto (Almap) pela BBDO Worldwide, a ag\u00eancia integrou-se ao grupo Omnicon passou a operar com a denomina\u00e7\u00e3o de Almap\/BBDO.<\/p>\n<p><strong>A DPZ<\/strong><\/p>\n<p>Constitu\u00edda por 3 profissionais de cria\u00e7\u00e3o Roberto Duailib, Francesc Petit e Jos\u00e9 Zaragoza e um dos mais completos conhecedores de artes gr\u00e1ficas no pa\u00eds, Ronald Persidetti, a DPZ nasceu em 1968 e em pouco tempo se consagrara nacional e internacionalmente dando nova dimens\u00e3o \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o visual no Brasil, especialmente em trabalhos realizados para as maiores ag\u00eancias brasileiras, inclusive a Thompson por ocasi\u00e3o do lan\u00e7amento do Ford Galaxie.<\/p>\n<p><strong>A Ficher &amp; Justus<\/strong><\/p>\n<p>A Ficher &amp; Justus nasceu em julho de 1978, com o nome de ficher &amp; Gabus Mendes, tendo como s\u00f3cios Eduardo Ficher, Greg\u00f3rio Ficher (pai de Eduardo) e Luiz Ot\u00e1vio Gabus Mendes.<\/p>\n<p>Em abril de 1981, com a sa\u00edda de Gabus Mendes, a ag\u00eancia teve sua raz\u00e3o social alterada para\u00a0Ficher &amp; Associados. Em 1982, com o ingresso de Roberto Luiz Justus na sociedade, a raz\u00e3o social foi novamente alterada, desta vez para Ficher &amp; Justus comunica\u00e7\u00e3o Ltda.<\/p>\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n<p>V\u00c1RIOS &#8211; A Hist\u00f3ria da Propaganda no Brasil Ed Ibraco<br \/>\n\u00c1LVARO A DE FARIA 50 anos de Jovem Pan Ed Malteze<br \/>\nJ OLISEN &amp; A J BARROS Mac Cann 50 anos em 2 Siciliano<br \/>\nR RAMOS &amp; PYR MARCONDES M&amp;M 200 anos de Propaganda no Brasil<br \/>\nSANDRA L\u00daCIA LOPES LIMA Hist\u00f3ria da Comunica\u00e7\u00e3o Ed Pl\u00eaiade<\/p>\n<p>Fonte: www..innovadora.hpg.ig.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria da Propaganda, Origem, Publicidade, Marketing, Comunica\u00e7\u00e3o, Slogns, Semi\u00f3tica, Brasil, Mundo, Leis, An\u00fancios, O que \u00e9,  Import\u00e2ncia da Hist\u00f3ria da 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