{"id":75206,"date":"2016-08-04T14:52:46","date_gmt":"2016-08-04T14:52:46","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=75206"},"modified":"2026-07-24T17:09:15","modified_gmt":"2026-07-24T19:09:15","slug":"foco-automatico-das-maquina-fotograficas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/curiosidades\/foco-automatico-das-maquina-fotograficas","title":{"rendered":"Foco Autom\u00e1tico das M\u00e1quina Fotogr\u00e1ficas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O\u00a0<b>Foco Autom\u00e1tico das M\u00e1quina Fotogr\u00e1ficas<\/b>\u00a0 faz as lentes da c\u00e2mera se ajustarem sozinhas para obter imagens n\u00edtidas. A c\u00e2mera mede a dist\u00e2ncia do assunto e usa pequenos motores para mover as lentes. Isso garante que a foto n\u00e3o saia borrada, seja de perto ou de longe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem basicamente dois sistemas. O primeiro \u00e9 o usado por c\u00e2meras do tipo reflex. Apertando levemente o bot\u00e3o disparador, alguns fachos de luz entram na m\u00e1quina e, depois de rebatidos, atingem um sensor. Esse envia as informa\u00e7\u00f5es para um microprocessador dentro da m\u00e1quina, que calcula a dist\u00e2ncia e ajusta o foco por meio de um pequeno motor que regula a lente na posi\u00e7\u00e3o adequada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo sistema \u00e9 aquele que envia raios de luz infravermelha, usado em geral por m\u00e1quinas compactas, totalmente autom\u00e1ticas. Na frente do corpo da c\u00e2mera, h\u00e1 um dispositivo que emite os raios. Eles batem no objeto focalizado e voltam para um sensor localizado logo abaixo do emissor infravermelho. Com base nos reflexos, a m\u00e1quina calcula a dist\u00e2ncia do objeto e ajusta o foco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos dois sistemas h\u00e1 uma limita\u00e7\u00e3o. \u201cA c\u00e2mera s\u00f3 vai focar o que estiver no centro da lente\u201d, afirma o engenheiro eletr\u00f4nico Rudolf Reimerink, da Kodak, em S\u00e3o Paulo. Tudo o que estiver na frente ou atr\u00e1s ficar\u00e1 desfocado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Ajustando o foco no anel da objetiva x rack focus<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O efeito rack focus consiste em mudar rapidamente o foco de um elemento da cena para outro, para chamar a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, como em uma sala com pessoas conversando ao fundo (local onde est\u00e1 inicialmente o foco) e um telefone em primeiro plano (desfocado). Quanto o telefone toca, o foco muda das pessoas para ele. C\u00e2meras profissionais possuem foco manual verdadeiro, enquanto c\u00e2meras do segmento semi-profissional costumam ter foco manual acionado eletricamente (servo motor) e c\u00e2meras do segmento consumidor todas tem foco deste tipo (servo). Para reconhecer se a objetiva possui foco manual verdadeiro, basta tentar girar o anel de foco por diversas voltas. Se ele parar de girar em determinado ponto (como um volante de dire\u00e7\u00e3o, que d\u00e1 determinadas voltas para um dos lados e p\u00e1ra), trata-se de foco manual verdadeiro. Se ele no entanto girar indefinidamente, isso significa que \u00e9 um anel de comando para os servo motores, e o que est\u00e1 ocorrendo \u00e9 o que ocorre com a tecla PgDn do micro por exemplo, onde uma vez chegado no limite da p\u00e1gina a tecla ainda pode se acionada indefinidamente, por\u00e9m sem efeito algum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>\u00c1rea dispon\u00edvel para desfoque de imagem<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 mais f\u00e1cil desfocar propositadamente objetos e pessoas no espa\u00e7o localizado entre a objetiva da c\u00e2mera e estes elementos de cena, do que na faixa existente atr\u00e1s dos mesmos, em dire\u00e7\u00e3o ao fundo da cena. Isso deve-se ao fato da distribui\u00e7\u00e3o da \u00e1rea no campo focal ser 1\/3 + 2\/3, ou seja, ao focar a objetiva em determinado ponto da cena, um determinado trecho \u00e0 frente e para tr\u00e1s desse ponto tamb\u00e9m estar\u00e1 em foco (para o olho humano), a chamada \u00e1rea de profundidade de campo.<b>\u00a0Mas esse ponto n\u00e3o divide igualmente essa \u00e1rea<\/b>: entre a lente a os objetos\/pessoas, o trecho em foco corresponde a 1\/3 do trecho total (sendo, portanto, 2\/3 o restante, para tr\u00e1s desses elementos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Desfocar o fundo<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem algumas maneiras de fazer com que o fundo da imagem fique fora de foco, concentrando o foco no primeiro plano. Uma delas \u00e9 aumentar a abertura do diafragma manualmente, quando a c\u00e2mera permite este controle direto. Neste caso, quando isto \u00e9 feito, aumentar\u00e1 a quantidade de luz que entra pela objetiva e o sistema de exposi\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica da c\u00e2mera aumentar\u00e1 a velocidade do obturador para compensar esta quantidade extra de luz. Uma op\u00e7\u00e3o \u00e9 acrescentar um filtro do tipo ND (Neutral Density) \u00e0 objetiva, reduzindo a quantidade de luz entrante (foco e filtro ND).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a c\u00e2mera n\u00e3o possuir controle manual direto sobre a abertura do diafragma, pode ser tentado o aumento da velocidade do obturador \u2013 controle este presente na maioria das c\u00e2meras \u2013 que produzir\u00e1 o mesmo efeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>A outra alternativa para se desfocar o fundo \u00e9 simplesmente mover a c\u00e2mera para mais pr\u00f3ximo do objeto a ser focalizado<\/b>: quanto menor esta dist\u00e2ncia, mais desfocado ficar\u00e1 o fundo atr\u00e1s do mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Facilitando a focaliza\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mecanismo de foco autom\u00e1tico pode ser entendido como um sistema que armazena a imagem vista atrav\u00e9s das lentes, efetua um deslocamento m\u00ednimo no foco das mesmas, armazena novamente a imagem (em outro local) e a seguir compara as duas. Este tipo de sistema \u00e9 chamado passivo, pois um microprocessador analisa as duas imagens em busca da que estiver melhor focalizada. Sistemas ativos, existentes em m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas, emitem raios de luz infravermelha em dire\u00e7\u00e3o aos elementos da cena e medem o tempo que os mesmos demoram para voltar \u00e0 c\u00e2mera, calculando assim a dist\u00e2ncia e podendo efetuar o ajuste no foco das lentes. No sistema passivo, o microprocessador simula o julgamento do olho humano. Sabemos que uma imagem est\u00e1 perfeitamente em foco quando seus contornos s\u00e3o n\u00edtidos e n\u00e3o borrados, esfuma\u00e7ados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Na imagem de um poste preto com uma parede branca ao fundo, se o mesmo estiver focalizado haver\u00e1 um contraste bem definido na imagem<\/b>: uma linha vertical divide a imagem, preta para um lado (poste), branca para outro (parede). Se no entanto estiver desfocado, n\u00e3o haver\u00e1 uma linha divis\u00f3ria: o preto vai-se tornando cinza escuro, depois claro e depois branco, ou seja, o contorno \u00e9 borrado, n\u00e3o \u00e9 n\u00edtido.\u00a0<b>E \u00e9 assim que funciona o microprocessador<\/b>: tenta identificar linhas divis\u00f3rias n\u00edtidas de contraste. No exemplo, se o contraste \u00e9 baixo, emite uma ordem para um micromotor afastar um pouco as lentes e armazena a imagem novamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Compara a seguir com a imagem anterior<\/b>: se o contraste aumentou, continua acionando o motor e efetuando compara\u00e7\u00f5es, at\u00e9 atingir o maior n\u00edvel de contraste poss\u00edvel. A partir de determinado ponto no entanto, estando a imagem bem n\u00edtida, um pr\u00f3ximo afastamento das lentes vai diminuir novamente o contraste. Ent\u00e3o o microprocessador percebe que atingiu o ponto de foco na posi\u00e7\u00e3o anterior e retorna as lentes para o ponto anterior. \u00c9 por isso que vemos o ir e vir do foco at\u00e9 que o sistema encontre o ponto ideal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>De posse dessas informa\u00e7\u00f5es, podemos concluir os dois fatores que facilitam a focaliza\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica<\/b>: a exist\u00eancia de contraste na imagem e a exist\u00eancia de luz. Se no exemplo a parede do fundo do poste fosse tamb\u00e9m preta, o sistema teria dificuldade em achar o foco (at\u00e9 poderia n\u00e3o conseguir). Por outro lado, se o local estivesse escuro, a mesma dificuldade apareceria. Assim, a dica para facilitar o foco autom\u00e1tico \u00e9 apontar a c\u00e2mera para locais iluminados e com contraste. Em determinadas situa\u00e7\u00f5es, como tentar focalizar uma camiseta uniformemente branca de algu\u00e9m pode ser utilizado um truque, que consiste em desviar a c\u00e2mera para algo que possua contraste (o colar que a pessoa usa por exemplo). A c\u00e2mera vai conseguir fazer o foco. A seguir, volta-se a enquadrar a parte homog\u00eanica (camiseta) por exemplo. Esse truque pode ser utilizado sempre que percebermos a c\u00e2mera em dificuldade para focalizar uma determinada cena. Como op\u00e7\u00e3o, se a dura\u00e7\u00e3o da cena for razo\u00e1vel, pode valer a pena travar o foco nesse momento, passando para manual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em locais com pouca ilumina\u00e7\u00e3o o mesmo problema pode ocorrer. Neste caso, o melhor \u00e9 desligar o foco autom\u00e1tico e trabalhar com o manual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Outra dica<\/b>: geralmente a por\u00e7\u00e3o analisada n\u00e3o \u00e9 toda a imagem vista no monitor e sim somente um ret\u00e2ngulo central \u00e0 mesma. Isso explica a dificuldade de se obter o foco ao enquadrar uma pessoa quase encostada em um dos cantos da imagem, tendo como fundo o c\u00e9u azul por exemplo. O sensor n\u00e3o consegue obter contrastes no c\u00e9u uniformemente azul. Deslocando-se a c\u00e2mera em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa, o foco ser\u00e1 feito. A seguir, pode-se trav\u00e1-lo (mudando-o para manual) e retornar ao enquadramento original.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Focaliza\u00e7\u00e3o r\u00e1pida<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">uma maneira r\u00e1pida e pr\u00e1tica de focalizar toda a cena \u00e9 escolher uma pessoa ou objeto da cena que esteja o mais distante poss\u00edvel da c\u00e2mera. A seguir, fazer zoom in (\u00f3ptico) ao m\u00e1ximo nesta pessoa ou objeto e, com a lente zoom nessa posi\u00e7\u00e3o, focaliz\u00e1-lo.\u00a0<b>Em seguida, o foco deve ser passado para manual (ou seja, fixado para que o foco autom\u00e1tico n\u00e3o altere a focaliza\u00e7\u00e3o feita) podendo ent\u00e3o ser feito zoom out at\u00e9 o ponto desejado<\/b>: a cena toda estar\u00e1 em foco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Foco autom\u00e1tico e zoom<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao se fazer um longo movimento de zoom, para que a cena permane\u00e7a focalizada o tempo todo, a dica \u00e9 primeiro levar o zoom at\u00e9 a posi\u00e7\u00e3o m\u00e1xima desejada (em telefoto), enquadrando a pessoa \/ objeto que ser\u00e1 mostrada(o) quando o zoom atingir esta posi\u00e7\u00e3o. A seguir, manter o enquadramento e deixar que o foco autom\u00e1tico focalize a cena. Mantendo-se o enquadramento em foco, desligar o foco autom\u00e1tico (geralmente existe um bot\u00e3o para isso ao lado das lentes). Em seguida, retornar o zoom para sua posi\u00e7\u00e3o de in\u00edcio (grande angular), iniciar a grava\u00e7\u00e3o e iniciar a movimenta\u00e7\u00e3o do zoom. Ou ent\u00e3o (se este for o caso), iniciar a grava\u00e7\u00e3o e retornar o zoom para a posi\u00e7\u00e3o grande-angular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Foco e filtro ND<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 poss\u00edvel alterar a profundidade de campo da imagem acrescentando \u00e0 objetiva da c\u00e2mera um filtro do tipo ND (Neutral Density). Este tipo de filtro (vendido em diversas gradua\u00e7\u00f5es) n\u00e3o altera as cores da imagem gravada, apenas reduz a intensidade da luz que atinge as lentes da c\u00e2mera. Com isto, o diafragma, quando em modo autom\u00e1tico, ter\u00e1 sua abertura ampliada, para compensar a perda de luminosidade na superf\u00edcie do CCD e manter a exposi\u00e7\u00e3o correta. Desta forma, consegue-se manter a mesma exposi\u00e7\u00e3o por\u00e9m com o diafragma mais aberto e maior abertura significa menor profundidade de campo, ou seja, fundo mais desfocado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foco mec\u00e2nico e servo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao contr\u00e1rio das m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas 35mm reflex tradicionais, que possuem um anel de foco que, girado aproxima ou afasta a objetiva do corpo da c\u00e2mera, permitindo assim realizar a focaliza\u00e7\u00e3o, nas c\u00e2meras de v\u00eddeo dos segmentos consumidor e semi-profissional o processo \u00e9 diferente. Nestas, mesmo que exista um anel de foco que possa ser girado, ele n\u00e3o \u00e9 ligado diretamente ao mecanismo de controle de aproxima\u00e7\u00e3o \/ afastamento da objetiva. O anel em quest\u00e3o \u00e9 ligado a um sensor, que transforma o movimento de giro em pulsos el\u00e9tricos. Estes, por sua vez, s\u00e3o levados atrav\u00e9s de fios a pequenos motores el\u00e9tricos que ir\u00e3o movimentar a objetiva para frente e para tr\u00e1s, conforme o giro do anel. Este dispositivo de movimenta\u00e7\u00e3o chama-se \u201cservo-mec\u00e2nico\u201d, e seu tempo de resposta e atua\u00e7\u00e3o s\u00e3o sempre ajustados pelos fabricantes para serem mais lentos do que o movimento do anel de foco. \u00c9 por isso que nesses equipamentos \u00e9 imposs\u00edvel realizar efeitos onde o foco \u00e9 alterado com grande rapidez (movendo-se rapidamente o anel) e tamb\u00e9m que pode-se girar o anel infinitamente, o que n\u00e3o ocorre no sistema mec\u00e2nico das c\u00e2meras profissionais de v\u00eddeo e fotogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Perda de foco no uso do zoom de wide<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para tele em muitas situa\u00e7\u00f5es \u00e9 comum a perda do foco autom\u00e1tico ao efetuar, muito rapidamente, um movimento de zoom a partir da posi\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de wide para a posi\u00e7\u00e3o final de tele. Os ajustes internos necess\u00e1rios para colocar em foco a imagem vista atrav\u00e9s da posi\u00e7\u00e3o grande-angular (wide) s\u00e3o bem menos rigorosos do que os necess\u00e1rios para colocar em foco a imagem vista atrav\u00e9s da posi\u00e7\u00e3o teleobjetiva (tele). A rapidez da movimenta\u00e7\u00e3o do zoom n\u00e3o \u00e9 acompanhada pelo mecanismo de ajuste do foco autom\u00e1tico, que passa, na posi\u00e7\u00e3o final de tele, a buscar o foco na imagem atrav\u00e9s do movimento de vai-e-vem do conjunto \u00f3ptico de foco no interior do zoom.\u00a0<b>Para evitar-se isso, a dica \u00e9<\/b>: antes de efetuar a grava\u00e7\u00e3o, colocar as lentes na posi\u00e7\u00e3o final do zoom (tele) e aguardar alguns segundos, para que o mecanismo de foco autom\u00e1tico efetue a focaliza\u00e7\u00e3o adequada. A seguir, desligar o foco autom\u00e1tico, passando seu controle para manual. \u00c9 preciso cuidado nesta opera\u00e7\u00e3o, mantendo a c\u00e2mera apontada para a pessoa \/ objeto distante e com ela assim apontada, efetuar o desligamento da chave do foco autom\u00e1tico, para evitar que o foco seja perdido. Desligado o foco autom\u00e1tico, retrocede-se o zoom para a posi\u00e7\u00e3o wide e inicia-se a grava\u00e7\u00e3o a partir deste ponto. Mesmo que a movimenta\u00e7\u00e3o do zoom seja muito r\u00e1pida, a cena permanecer\u00e1 em foco do in\u00edcio ao fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Quando o foco manual \u00e9 melhor do que o autom\u00e1tico<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Normalmente o foco autom\u00e1tico, presente nas c\u00e2meras dos segmentos consumidor e semi-profissional, desempenha bem o seu papel. No entanto existem algumas situa\u00e7\u00f5es, notadamente quando v\u00e1rios elementos da cena est\u00e3o em primeiro plano e em movimento, principalmente aproximando-se e afastando-se da c\u00e2mera, onde o foco manual \u00e9 prefer\u00edvel. Isto porque o sistema autom\u00e1tico estar\u00e1 a todo momento tentando focalizar algum elemento do primeiro plano que domine a cena, e a indecis\u00e3o do mecanismo acaba chamando a aten\u00e7\u00e3o de quem assiste, distraindo-o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um exemplo de situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a grava\u00e7\u00e3o com o zoom em posi\u00e7\u00e3o tele de pessoas representando uma pe\u00e7a no palco de um teatro, estando a c\u00e2mera na plat\u00e9ia. O espa\u00e7o no palco \u00e9 amplo o suficiente para que um ator em primeiro plano fique em foco, enquanto um situado alguns metros atr\u00e1s dele fique desfocado. Se a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 apresentar todos em foco, o zoom deve ser avan\u00e7ado em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 tele at\u00e9 ser enquadrado algum detalhe do personagem ao fundo. Aguardar ent\u00e3o alguns segundos para que o sistema autom\u00e1tico estabele\u00e7a o foco. A seguir, mudar o foco de autom\u00e1tico para manual, travando-o assim nesta posi\u00e7\u00e3o. Ao abrir-se novamente o zoom, tanto o ator em primeiro plano como o em segundo plano estar\u00e3o sempre em foco, ainda que movimentem-se na regi\u00e3o onde estavam no palco. Ver foco autom\u00e1tico e zoom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Transi\u00e7\u00e3o na c\u00e2mera atrav\u00e9s de mudan\u00e7a de foco<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um interessante efeito de transi\u00e7\u00e3o pode ser feito na pr\u00f3pria c\u00e2mera. Ao gravar determinada cena, com o foco ajustado para a forma manual, ao t\u00e9rmino da cena, desfoc\u00e1-la gradativamente at\u00e9 seu ponto m\u00e1ximo de desfoque. A velocidade de desfoque n\u00e3o deve ser muito r\u00e1pida, por\u00e9m, por outro lado, nem muito lenta, embora, para efeitos dram\u00e1ticos, o movimento mais lento possa ter utilidade. Ap\u00f3s o t\u00e9rmino da grava\u00e7\u00e3o dessa primeira cena, vem a seguinte. Nesta, a c\u00e2mera deve ser mantida com o foco manual, e a cena deve estar totalmente desfocada. Pressionar o bot\u00e3o REC e lentamente voltar o foco para sua posi\u00e7\u00e3o normal. Esta \u00e9 a transi\u00e7\u00e3o. Para melhores efeitos, quanto mais as imagens desfocadas se confundirem, melhor. A fus\u00e3o das duas pode ser ainda mais melhorada na fase de edi\u00e7\u00e3o, colocando-se entre elas um efeito de dissolve entre uma e outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Travando o foco<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria das c\u00e2meras dos segmentos consumidor e semi-profissional possui um bot\u00e3o para ligar \/ desligar o foco autom\u00e1tico (c\u00e2meras profissionais n\u00e3o possuem este controle porque n\u00e3o possuem foco autom\u00e1tico). Em situa\u00e7\u00f5es onde a c\u00e2mera est\u00e1 em uma posi\u00e7\u00e3o fixa e tamb\u00e9m o objeto ou pessoa sendo gravados, por\u00e9m entre os dois existem objetos m\u00f3veis, como pessoas passando por exemplo, a dica \u00e9 desligar o foco autom\u00e1tico, pois a passagem dessas pessoas (por exemplo) far\u00e1 com que o mesmo tente efetuar uma re-focaliza\u00e7\u00e3o. Para isso, deve-se inicialmente focalizar o assunto principal, com o aux\u00edlio do foco autom\u00e1tico e, uma vez a imagem em foco, sem mover a c\u00e2mera nem acionar o zoom, mudar a chave de foco da posi\u00e7\u00e3o auto para manual. N\u00e3o esquecer de, mudando-se a situa\u00e7\u00e3o (posi\u00e7\u00e3o da c\u00e2mera \/ objeto \/ pessoa), voltar a chave para o foco autom\u00e1tico, se assim for desejado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fazer boa focagem\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazer uma boa focagem com a m\u00e1quina fotogr\u00e1fica n\u00e3o significa apenas tornar os objetos ou pessoas mais ou menos vis\u00edveis. A focagem da c\u00e2mara fotogr\u00e1fica \u00e9 a primeira forma de compormos a fotografia. O que deseja colocar na fotografia? A \u00e1rvore, ou a casa atr\u00e1s dela?\u00a0<b>Conseguir uma fotografia bem focada depender\u00e1 muito de si, e obviamente das capacidades da sua c\u00e2mara fotogr\u00e1fica<\/b>: especialmente da lente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-179358\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/tema.h4.jpg\" alt=\"Foco Autom\u00e1tico das M\u00e1quina Fotogr\u00e1ficas\" width=\"335\" height=\"232\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para conseguir uma boa focagem com a m\u00e1quina fotogr\u00e1fica \u00e9 importante, antes de mais, decidir o que gostava que a fotografia mostrasse. Na fotografia n\u00e3o h\u00e1 assim tantas regras e a sua sensibilidade ir\u00e1 ser o seu grande guia na maioria das fotografias. Ficam aqui alguns exemplos para iniciar a arte de uma boa focagem, assumindo que est\u00e1 a usar a fun\u00e7\u00e3o auto-focus da c\u00e2mara fotogr\u00e1fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Diferentes op\u00e7\u00f5es do auto-focus:\u00a0<\/b>A fun\u00e7\u00e3o auto-focus, que d\u00e1 \u00e0 m\u00e1quina fotogr\u00e1fica a liberdade de fazer a focagem por si, varia de m\u00e1quina fotogr\u00e1fica para m\u00e1quina fotogr\u00e1fica, e mesmo de marca para marca. Se verificar na sua c\u00e2mara fotogr\u00e1fica, mesmo que seja uma semi profissional, ter\u00e1 diversos modos de auto-focus cada um ideal para situa\u00e7\u00f5es como desporto, paisagem, retrato, \u2026 representado cada situa\u00e7\u00e3o, um tipo de focagem distinta. Cada op\u00e7\u00e3o destas tem as suas vantagens e desvantagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>\u00c1rea focus ou multi-\u00e1rea:\u00a0<\/b>\u00c9 comum a m\u00e1quina fotogr\u00e1fica vir com a predefini\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o \u00e1rea focus por defeito. Com a op\u00e7\u00e3o \u00e1rea focus ativa o auto-focus da m\u00e1quina ir\u00e1 focar automaticamente diversos pontos num plano; ou seja, n\u00e3o dar\u00e1 grande relev\u00e2ncia a um ponto espec\u00edfico na imagem. A c\u00e2mara fotogr\u00e1fica far\u00e1 uma m\u00e9dia da imagem que est\u00e1 a focar e tenta focar nos pontos que ela considera mais relevantes. Embora seja uma forma mais f\u00e1cil de focar, o \u00e1rea focus \u00e9 o menos preciso dos modos auto-focus da c\u00e2mara fotogr\u00e1fica. \u00c9 um bom modo para fotografar paisagens, cen\u00e1rios, onde n\u00e3o exista muita profundidade de campo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Ponto focus ou focus centro:\u00a0<\/b>No modo de focus centro, a c\u00e2mara fotogr\u00e1fica ir\u00e1 se focar sempre no centro da imagem. A maioria das m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas t\u00eam no visor os diferentes pontos focais, dentro desse c\u00edrculo de pontos, ser\u00e1 sempre o foco da imagem. Esta op\u00e7\u00e3o de focagem autom\u00e1tica permite um maior controlo.\u00a0<b>Dando-se um pequeno toque no bot\u00e3o do disparo \u00e9 uma forma de verificar como vai ficar a fotografia<\/b>: pode-se focar o fundo ou o ponto mais pr\u00f3ximo, dependendo do objetivo da fotografia. A melhor op\u00e7\u00e3o de focagem \u00e9 usualmente esta, pelo menos na maioria dos casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Auto-focus cont\u00ednuo<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Esta op\u00e7\u00e3o \u00e9 usualmente utilizada em objetos em movimento em frente a um fundo em movimento (ex<\/b>: uma pessoa em frente a uma multid\u00e3o). O auto-focus cont\u00ednuo permite manter um objeto mais focado em frente a um fundo menos focado. Este modo pode ser muito \u00fatil. Este modo focal \u00e9 \u00f3timo para fotografar desporto, casamentos, e outros eventos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fotografar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Fotografar \u00e9 um ato muito parecido com o de falar ou desenhar<\/b>: fazer fotografia \u00e9 usar um tipo de linguagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os limites t\u00e9cnicos que permitem a apreens\u00e3o da luz e a sua grava\u00e7\u00e3o est\u00e1vel, formam o suporte da linguagem fotogr\u00e1fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para expressarmos uma ideia atrav\u00e9s do registro fotogr\u00e1fico, devemos dominar a sua t\u00e9cnica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra FOTO ( do grego photus) significa luz, GRAFIA (do grego Graphein) significa escrita. Fotografar, portanto, \u00e9 escrever com luz, aprendendo a diferenciar a nossa percep\u00e7\u00e3o visual do mundo, do seu registro fotogr\u00e1fico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A percep\u00e7\u00e3o da luz acontece nos nossos olhos de uma forma bastante peculiar. Vemos o que nos rodeia gra\u00e7as \u00e0 reflex\u00e3o ou transmiss\u00e3o da luz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qualquer fonte de luz emana raios para todos os lados, sempre em linha reta e divergentemente. Estes raios v\u00e3o de encontro aos objetos que t\u00eam poder de absorver parte desta luz e refletir ou transmitir o restante, que chega aos nossos olhos \u201cestimulando\u201d o nervo \u00f3ptico, est\u00edmulo este que \u00e9 decodificado pelo c\u00e9rebro como sensa\u00e7\u00e3o de volume, forma, cor, etc. A reflex\u00e3o da luz acontece nos objetos iluminados e a transmiss\u00e3o \u00e9 a caracter\u00edstica dos objetos transparentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A luz branca \u00e9 formada pelos raios azuis, verdes, e vermelhos. Estas cores s\u00e3o chamadas de \u201cb\u00e1sicas\u201d. Percebemos um objeto branco, por que sua caracter\u00edstica \u00e9 de refletir ou transmitir toda a luz, o que n\u00e3o acontece com os objetos coloridos. Por exemplo, uma folhagem absorve o azul e o vermelho, refletindo somente o verde que \u00e9 captado pela vis\u00e3o. Os objetos negros s\u00e3o aqueles que quando iluminados n\u00e3o refletem ou transmitem nenhuma luz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas caracter\u00edsticas da luz, relacionadas \u00e0 sua propaga\u00e7\u00e3o, como o seu trajeto retil\u00edneo, sua reflex\u00e3o e diverg\u00eancia, permitem que as imagens dos objetos iluminados sejam projetadas no interior de uma c\u00e2mara escura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A c\u00e2mara escura \u00e9 uma caixa de paredes opacas, vedada \u00e0 luz e dotada de um pequeno orif\u00edcio em uma das paredes que permite a entrada dos raios de luz que s\u00e3o refletidas dos objetos. Na parede oposta \u00e0 do orif\u00edcio temos a imagem destes objetos. Esta imagem \u00e9 invertida, pouco n\u00edtida e muito t\u00eanue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A invers\u00e3o da imagem se deve \u00e0 luz caminhar em linha reta e a diverg\u00eancia dos raios \u00e9 a causa da pouca qualidade de imagem, pois os feixes luminosos que partem de um ponto do objeto chegam ao fundo da c\u00e2mara em forma de discos difusos e n\u00e3o em pontos n\u00edtidos. Obteremos melhor defini\u00e7\u00e3o quanto menor o orif\u00edcio da c\u00e2mara, que embora amenize a diverg\u00eancia, acarreta na perda de luminosidade da proje\u00e7\u00e3o da imagem no fundo da caixa, tendo que ser compensada com um maior tempo de exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para resolver a defini\u00e7\u00e3o da imagem, sem perda de luminosidade, utilizamos a lente no orif\u00edcio. A lente tem como caracter\u00edstica, \u201corganizar\u201d os raios divergentes da luz para um ponto comum, tornando-os convergentes. A imagem passa a ter melhor qualidade, ganhando nos detalhes e tra\u00e7os (foco), mesmo com um maior orif\u00edcio. Para controlarmos a quantidade de luz que penetra na c\u00e2mara escura, necessitamos alterar a abertura (diafragma) e o tempo de acesso da luz ao interior da m\u00e1quina (obturador).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>At\u00e9 certo ponto podemos comparar as m\u00e1quinas aos nossos olhos<\/b>: as p\u00e1lpebras correspondem ao obturador; a \u00edris ao diafragma; o cristalino e a c\u00f3rnea \u00e0s lentes; a retina ao material fotossens\u00edvel (filme), e assim por diante. Mas as imagens captadas pelos olhos s\u00e3o interpretadas pelo c\u00e9rebro e est\u00e3o sujeitas \u00e0s influ\u00eancias dos outros sentidos, como o cheiro do ambiente, os seus sons, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fot\u00f3grafo, ao retratar uma situa\u00e7\u00e3o, deve estar ciente das limita\u00e7\u00f5es e do aproveitamento m\u00e1ximo do potencial de seu equipamento (c\u00e2mera, adequa\u00e7\u00e3o do filme, a objetiva escolhida, etc). Esse dom\u00ednio t\u00e9cnico permite a pr\u00e9 visualiza\u00e7\u00e3o da imagem desejada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 diferentes tipos de m\u00e1quinas, com diferentes possibilidades, para determinadas fun\u00e7\u00f5es. Cada tipo de m\u00e1quina, variando o seu tamanho, usa filmes de formatos diferentes, permitindo fotogramas que v\u00e3o desde o miniatura 13x17mm at\u00e9 o grande 20x25cm.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A altera\u00e7\u00e3o do formato do fotograma do filme que a m\u00e1quina usa, faz com que estas diferen\u00e7as causem mudan\u00e7as nas possibilidades t\u00e9cnicas como, por exemplo, a alta defini\u00e7\u00e3o dos formatos grandes (4\u00d75\u2033) e a agilidade dos formatos pequenos (35mm), al\u00e9m de interferir na linguagem fotogr\u00e1fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grau de exig\u00eancia do amador, que fotografa somente nas f\u00e9rias, difere da do profissional e para cada campo da fotografia h\u00e1 a necessidade de um equipamento especial. Por exemplo, o fotojornalismo necessita basicamente de um equipamento leve, \u00e1gil e com fot\u00f4metro embutido; o fot\u00f3grafo de est\u00fadio, de uma m\u00e1quina cujo fotograma seja suficientemente grande para suportar grandes amplia\u00e7\u00f5es, alta defini\u00e7\u00e3o em scaneamento ou outro processo de impress\u00e3o sem perda de qualidade, n\u00e3o importando o peso ou formato das m\u00e1quinas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As c\u00e2meras possuem dispositivos que controlam a incid\u00eancia da luz no filme (fot\u00f4metros). Estes mecanismos variam conforme o modelo e o formato das c\u00e2meras. Embora os fins sejam os mesmos, os fot\u00f4metros t\u00eam precis\u00f5es e formas de manuseio diferentes.\u00a0<b>Exemplo<\/b>: nas c\u00e2meras autom\u00e1ticas (amadoras), o fot\u00f4metro \u00e9 chamado expos\u00edmetro e o controle da luz \u00e9 feito s\u00f3 atrav\u00e9s do obturador uma vez que o diafragma \u00e9 fixo. \u00c9 recomendado o uso do flash pois em baixas condi\u00e7\u00f5es de luz h\u00e1 possibilidade de tremer a foto; as m\u00e1quinas mais sofisticadas e de melhores recursos t\u00eam fot\u00f4metro manual o que possibilita ao fot\u00f3grafo maior precis\u00e3o e pr\u00e9 visualiza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre as diferentes luzes da cena determinando a exposi\u00e7\u00e3o. Algumas m\u00e1quinas (geralmente de m\u00e9dio e grande formato) n\u00e3o possuem fot\u00f4metro embutido sendo necess\u00e1rio o uso de um fot\u00f4metro manual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Dispositivos das M\u00e1quinas Fotogr\u00e1ficas<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Objetivas<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As objetivas s\u00e3o compostas de diferentes lentes montadas solidamente e calculadas, de forma a produzir, sob uma larga faixa de situa\u00e7\u00f5es de luz, uma maior resolu\u00e7\u00e3o \u00f3ptica, o que seria imposs\u00edvel com uma \u00fanica lente simples.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelo material utilizado na elabora\u00e7\u00e3o das lentes, as objetivas podem variar muito de qualidade, o que afeta a imagem que produzem. Varia tamb\u00e9m o n\u00famero de lentes, pois h\u00e1 objetivas formadas por dois elementos e outras, de qualidade superior, com mais de dez elementos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas m\u00e1quinas de objetivas intercambi\u00e1veis, podemos alterar tanto a dist\u00e2ncia focal, como a luminosidade pela troca de objetiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considera-se dist\u00e2ncia focal a medida do centro \u00f3ptico da lente principal da objetiva, ponto que ocorre a invers\u00e3o da imagem, at\u00e9 fundo da m\u00e1quina onde se encontra o filme (plano focal), quando focaliza-se o infinito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se alterarmos a dist\u00e2ncia focal, ou seja, mudarmos de objetiva, estaremos modificando o campo visual. Quanto maior a dist\u00e2ncia focal de uma objetiva, menor ser\u00e1 seu \u00e2ngulo de vis\u00e3o (tele objetiva).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Visores<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas possuem diversos sistemas para a visualiza\u00e7\u00e3o da imagem. Muitos autores de livros fotogr\u00e1ficos classificam as c\u00e2maras pelos seus visores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As c\u00e2maras profissionais de est\u00fadio, de grande formato, possuem visores diretos, ou seja, a imagem \u00e9 visualizada atrav\u00e9s de um vidro despolido na parte posterior da m\u00e1quina. A imagem que penetra pela objetiva \u00e9 transmitida diretamente para o vidro despolido, de maneira que a vemos invertida e do tamanho do formato do fotograma do porte da c\u00e2mara. Outros visores diretos (ou esportivos) s\u00e3o encontrados nas c\u00e2maras autom\u00e1ticas (amadoras), nas quais o visor \u00e9 deslocado da objetiva da m\u00e1quina possuindo \u00e2ngulo diferente de abrang\u00eancia visual, causando a paralaxe. A paralaxe tamb\u00e9m acontece nas c\u00e2maras bi-reflex (<b>ex<\/b>: Rolleiflex), nas quais encontramos duas objetivas na parte frontal da m\u00e1quina, uma \u00e9 a que leva a imagem a um espelho que a reflete para o visor, e a outra que transmite a imagem para o filme. A imagem, por ser refletida pelo espelho, n\u00e3o \u00e9 vista invertida. J\u00e1 nas c\u00e2maras mono-reflex, a mesma imagem que penetra pela objetiva chega ao filme, \u00e9 tamb\u00e9m refletida para o visor atrav\u00e9s de um espelho e de um prisma. Neste sistema n\u00e3o acontece paralaxe nem a invers\u00e3o da imagem. Portanto, a grosso modo, podemos dividir os visores das m\u00e1quinas em diretos e reflex, sendo que dentro destas categorias encontramos tanto uns que possuem o defeito da paralaxe, como outros mais f\u00e1ceis na visualiza\u00e7\u00e3o e enquadramento do assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Foco:\u00a0<\/b>Para focalizarmos a imagem temos que afastar ou aproximar a objetiva do plano do filme. Esta movimenta\u00e7\u00e3o acontece na objetiva, na qual se encontra o anel de foco (que substituiu o antigo fole) que afasta ou aproxima as lentes do fundo da m\u00e1quina. Este ajuste acontece de maneira inversamente proporcional \u00e0 dist\u00e2ncia m\u00e1quina\/assunto. Quanto maior a dist\u00e2ncia que se encontra o assunto, menor ser\u00e1 o deslocamento das lentes para que os raios de luz formem uma boa imagem no plano focal. Quando se foca um objeto ou uma pessoa, o que est\u00e1 sendo focado \u00e9 a dist\u00e2ncia que esses assuntos est\u00e3o do plano do filme e n\u00e3o eles em si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Sistemas de Auxilio de Foco:\u00a0<\/b>As m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas, dependendo do grau de sofistica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, possuem sistemas pr\u00f3prios para a verifica\u00e7\u00e3o do foco atrav\u00e9s do visor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Podemos resumir estas varia\u00e7\u00f5es em 3 sistemas principais:<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Escala das Dist\u00e2ncias<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um grande n\u00famero de m\u00e1quinas traz uma escala de metragem gravada na objetiva, indicando diversas dist\u00e2ncias entre m\u00e1quina e objeto; temos que calcular a dist\u00e2ncia do objeto que queremos fotografar e em seguida ajustar essa escala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em algumas m\u00e1quinas autom\u00e1ticas (amadoras) trazem na escala de dist\u00e2ncia, ou anel de focaliza\u00e7\u00e3o, desenhos representando diversos enquadramentos (meio-corpo, corpo inteiro, um grupo e montanhas) o que, a grosso modo, determina a dist\u00e2ncia m\u00e1quina\/objeto. A maioria dessas c\u00e2meras tem foco fixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As m\u00e1quinas com maiores recursos, possuem uma escala de dist\u00e2ncia tamb\u00e9m gravada na objetiva, que indica a dist\u00e2ncia ao assunto em metros ou p\u00e9s. Esta escala permite n\u00e3o s\u00f3 sabermos a dist\u00e2ncia ao assunto em foco\/m\u00e1quina, como tamb\u00e9m, a profundidade deste foco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Sistema de Difus\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em algumas c\u00e2maras fotogr\u00e1ficas a imagem formada pela objetiva \u00e9 transmitida para um vidro despolido que permite a sua visualiza\u00e7\u00e3o. Esta imagem tanto pode apresentar-se \u201cborrada\u201d, quanto fora de foco, como n\u00edtida, quando bem ajustada pelo anel de foco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00edvel de nitidez da imagem visualizada no vidro despolido, corresponde ao n\u00edvel de precis\u00e3o da imagem recebida pelo filme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em algumas m\u00e1quinas 35mm. podemos encontrar este sistema mais aprimorado. Na \u00e1rea central do visor h\u00e1 um micro prisma que faz com que os limites da imagem do objeto, pare\u00e7am linhas tr\u00eamulas quando o assunto estiver ligeiramente fora de foco, o que n\u00e3o ocorre com o restante do visor que possui o sistema de difus\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Sistema de Sobreposi\u00e7\u00e3o de imagem<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este sistema consiste em visualizar atrav\u00e9s do visor da m\u00e1quina, uma dupla imagem do assunto, quando est\u00e1 fora de foco, semelhante \u00e0 imagem de uma televis\u00e3o com fantasma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas imagens v\u00e3o se sobrepondo conforme se gira o anel de focaliza\u00e7\u00e3o .Obteremos foco quando as imagens se sobrep\u00f5em completamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Sistema de Justaposi\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sistema de justaposi\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante semelhante ao de sobreposi\u00e7\u00e3o das imagens, sendo mais aprimorado e, portanto, mais usado atualmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este sistema consiste em visualizarmos no quadro geral do visor, a imagem por difus\u00e3o, e na \u00e1rea central do visor uma imagem bi-partida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta imagem vai se justapondo conforme se ajusta o anel de focaliza\u00e7\u00e3o, determinando o seu foco quando suas partes n\u00e3o mais estiverem deslocadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Diafragma<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O di\u00e2metro de um determinado feixe de raios luminosos projetados no plano focal vai determinar a quantidade de luz que ir\u00e1 impressionar o filme de acordo com sua sensibilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>As objetivas fotogr\u00e1ficas possuem um elemento important\u00edssimo para o controle desta luminosidade<\/b>: o diafragma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diafragma \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de l\u00e2minas met\u00e1licas que formam um orif\u00edcio com gradua\u00e7\u00f5es para possibilitar diversos tamanhos de aberturas, e que junto com o obturador , formam o controle da quantidade de luz que entra na c\u00e2mera fotogr\u00e1fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um orif\u00edcio pequeno deixa passar menos luz que outro maior, portanto, o tamanho do orif\u00edcio serve para alterar a exposi\u00e7\u00e3o al\u00e9m de outros efeitos (profundidade de campo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O movimento que indica a abertura do diafragma se chama n\u00famero f. e seu valor se expressa em formas como, por exemplo, f.2.8<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme a abertura aumenta , o n\u00famero f. \u00e9 menor. Um n\u00famero f. maior, por exemplo, f.64 indica uma abertura pequena e um n\u00famero f. menor, por exemplo, f.8 indica uma abertura maior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para obtermos a escala dos n\u00fameros f. foi utilizada uma abertura padr\u00e3o que permite a passagem de 10.000\ufffd unidades de luz, a abertura f. 1 . Sua \u00e1rea sendo dividida pela metade \u2013 f. \u00bd \u2013 , a luz que penetrar\u00e1 ser\u00e1 uma quarta parte de f. 1. Portanto f.1 permite 10.000 unidades de luz e f. \u00bd permite 2.500 unidades. Para facilitar o manejo e os c\u00e1lculos de exposi\u00e7\u00e3o foi criado um diafragma intermedi\u00e1rio que permite a passagem da metade de luz de f. 1 e o dobro de f. \u00bd ,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">o diafragma f.1.4. A \u00e1rea de f. \u00bd dividida pela metade resultar\u00e1 f. \u00bc que permite a passagem de uma quarta parte da luz de f. \u00bd .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Colocando um diafragma intermedi\u00e1rio \u2013 f. 2.8 \u2013 obt\u00e9m-se a metade da luz de f. \u00bd e o dobro de luz de f. \u00bc .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Seguindo este racioc\u00ednio obt\u00e9m-se toda a escala dos n\u00fameros f.:\u00a0<\/b>1.4 \u2013 2 \u2013 2.8 \u2013 4- 5. 6 \u2013 8 \u2013 11 \u2013 16 \u2013 22 \u2013 32 etc\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No anel de comando da objetiva v\u00eam gravados os n\u00fameros f. sem os numeradores das fra\u00e7\u00f5es, portanto 2 significa \u00bd<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maior abertura existente \u00e9 a 1.2, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel se fazer uma abertura 1 que seria o todo aberto pois a profundidade de campo fica t\u00e3o restrita que prejudica o foco nessa abertura.<br \/>\nObturador<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto o diafragma regula a entrada de luz pela modifica\u00e7\u00e3o do tamanho do feixe luminoso a entrar pela objetiva, o obturador ajusta o tempo que essa quantidade de luz entrar\u00e1 na c\u00e2mera. Este tempo \u00e9 geralmente muito r\u00e1pido e combinando com a abertura do diafragma, nos d\u00e1 a \u201cexposi\u00e7\u00e3o\u201d desejada ou necess\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>DIAFRAGMA + OBTURADOR = EXPOSI\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Os diversos tipos de obturadores podem ser divididos em dois grupos principais:<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Obturadores de \u00cdris ou Centrais:\u00a0<\/b>S\u00e3o compostos de l\u00e2minas que alcan\u00e7am maior grau de efici\u00eancia quando s\u00e3o incorporados \u00e1 objetiva; suas l\u00e2minas se abrem e se fecham muito rapidamente por meio de um mecanismo de rel\u00f3gio. Seu tempo mais curto \u00e9 geralmente 1\/500 segundo. Nesse tipo de obturador o flash pode ser sincronizado em todas as velocidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Obturadores de Cortina ou Plano Focal:\u00a0<\/b>S\u00e3o encontrados nas m\u00e1quinas reflex de uma s\u00f3 objetiva. S\u00e3o formados por duas cortinas que est\u00e3o situadas imediatamente adiante do filme (no fundo da m\u00e1quina) e em c\u00e2meras eletr\u00f4nicas assas cortinas s\u00e3o formadas p\u00f4r palhetas que formam uma esp\u00e9cie de leque . Com velocidade curt\u00edssima, o filme \u00e9 exposto numa sucess\u00e3o de faixas como se fosse um scaner. Este obturador mant\u00e9m o filme coberto possibilitando, assim, a troca de objetivas mesmo que a m\u00e1quina esteja com filme. A s\u00e9rie de tempos do obturador est\u00e1 disposta de maneira que cada ajuste eq\u00fcivalha \u00e0 metade de tempo da exposi\u00e7\u00e3o anterior e ao dobro da seguinte. Os n\u00fameros gravados na c\u00e2mera referem-se ao denominador, portanto 125 significa 1\/125-segundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Escala do Obturador<\/b><\/p>\n<h4 class=\"imagem\" style=\"text-align: justify;\">B, 1, 2, 4, 8, 15, 30, 60, 125, 250, 500, 1000, 2000, 4000, 8000<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 existem m\u00e1quinas com obturadores cuja escala de tempo abrange 30 segundos a 1\/8000 segundo, como tempos determinados, incluindo tamb\u00e9m o B (bulb). Ao ajustarmos em B, o obturador permanece aberto todo o tempo que estivermos pressionando o disparador da m\u00e1quina mas perdemos o fot\u00f4metro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Usamos o B para fotos que necessitem de exposi\u00e7\u00f5es superiores ao maior tempo determinado da escala do nosso obturador, desse modo n\u00e3o podemos contar com o fot\u00f4metro .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Controle no Manuseio da M\u00e1quina Fotogr\u00e1fica<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Valor de Exposi\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 sabido que o diafragma, que se situa na objetiva, controla a entrada de luz na c\u00e2mera e que, o obturador controla o tempo desta exposi\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m j\u00e1 sabemos que a escala dos n\u00fameros f. reduz ou dobra a luminosidade (quanto maior o n\u00famero, menor a quantidade de luz) e que a escala do obturador altera nas mesmas propor\u00e7\u00f5es o tempo de exposi\u00e7\u00e3o.\u00a0<b>O obturador e o diafragma trabalham juntos<\/b>: se diminuirmos a luminosidade pelo diafragma, teremos que compensar essa falta aumentando o tempo de exposi\u00e7\u00e3o e vice-versa. Em outras palavras, n\u00f3s alteramos o diafragma e o obturador, mas n\u00e3o alteramos o \u201cvalor de exposi\u00e7\u00e3o\u201d (EV) que \u00e9 a quantidade de luz resultante da soma DIAFRAGMA+ OBTURADOR , que o material fotossens\u00edvel (filme) necessita naquela situa\u00e7\u00e3o de luz dependendo da sua sensibilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Efeitos com o Obturador<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como j\u00e1 vimos no item anterior, o EV corresponde a diversos diafragmas e obturadores que est\u00e3o determinando a mesma quantidade de luz, mas o resultado final das imagens \u00e9 que ser\u00e1 diferente e est\u00e1 \u00e9 a op\u00e7\u00e3o do fot\u00f3grafo nas diversas situa\u00e7\u00f5es.\u00a0<b>Exemplo<\/b>: para um filme ISO 400 que numa determinada situa\u00e7\u00e3o necessita f 1.4 com 1\/1000 seg. at\u00e9 f 16 com 1\/8 seg. continuando a dar a mesma \u201cdose\u201d de luz para o filme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A escolha da velocidade do obturador mais adequado depende de uma s\u00e9rie de requisitos, como a diferen\u00e7a de dist\u00e2ncia das coisas, que altera a sensa\u00e7\u00e3o de movimento ( quanto mais perto o movimento nos parece maior.) e o sentido do movimento que se horizontal em rela\u00e7\u00e3o a c\u00e2mera tem maior movimento, vertical tem menor e diagonal mais ou menos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suponhamos uma situa\u00e7\u00e3o em que precisamos fotografar um carro de corrida em alta velocidade e o nosso fot\u00f4metro determina um EV para um filme de 400 ISO.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>1a. Op\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Queremos que o carro fique congelado (apesar de sua alta velocidade) e que o fundo, onde est\u00e3o as pessoas assistindo , tamb\u00e9m seja bem vis\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para este efeito (congelamento) temos que usar um tempo bastante r\u00e1pido no obturador, e escolheremos ent\u00e3o a exposi\u00e7\u00e3o f.1.4 com 1\/1000 seg. Para maior certeza que estamos com o carro no quadro, acompanhamos com a m\u00e1quina sua passagem e fazemos a foto no local desejado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>2a. Op\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Queremos captar a velocidade do carro, mas n\u00e3o queremos alterar a visibilidade do fundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para isto, basta diminuirmos o tempo do obturador de modo que o carro \u201cande\u201d durante a exposi\u00e7\u00e3o ,que se muito longa, far\u00e1 um \u201cvulto\u201d n\u00e3o mostrando perfeitamente o carro mas sim seu movimento. Com a m\u00e1quina lateral \u00e0 pista poderemos captar com maior \u00eanfase o deslocamento do carro; o que j\u00e1 \u00e9 minimizado quando a exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 diagonal. N\u00e3o \u00e9 aconselh\u00e1vel a posi\u00e7\u00e3o frontal, que s\u00f3 permite captarmos como movimento, o aumento ou redu\u00e7\u00e3o do tamanho do objeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>3a. Op\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Queremos mostrar o carro em alta velocidade mas sem perder os seus detalhes, e mostrando o movimento do fundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para conseguirmos este efeito, temos que usar um tempo lento (15, 8) no obturador , para que possamos acompanhar o carro com a m\u00e1quina durante a exposi\u00e7\u00e3o, ou seja, o carro perante a m\u00e1quina fotogr\u00e1fica est\u00e1 parado, pois os dois, m\u00e1quina\/carro se deslocam juntos, fazendo com que a imagem do carro sobre o filme seja sempre no mesmo lugar, portanto sair\u00e1 congelado e o fundo que est\u00e1 parado, ser\u00e1 deslocado pelo movimento da c\u00e2mara. Teremos ent\u00e3o, a sensa\u00e7\u00e3o de velocidade do carro sem perda dos seus detalhes, mas \u201cborrando\u201d o fundo. A posi\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina \u00e9 muito importante, porque, al\u00e9m de determinar a dist\u00e2ncia do objeto, determina, tamb\u00e9m, o espa\u00e7o em que ocupara no negativo o movimento desse objeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como \u00e9 muito dif\u00edcil calcular exatamente a velocidade do movimento dos objetos, s\u00f3 a pr\u00e1tica nas mais diversas situa\u00e7\u00f5es dar\u00e1 maior seguran\u00e7a e precis\u00e3o na escolha do tempo de exposi\u00e7\u00e3o ideal para o efeito desejado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, \u00e9 conveniente usarmos diferentes tempos no obturador para que depois tenhamos material para escolha e o aux\u00edlio de um trip\u00e9..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Efeitos Com o Diafragma<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Profundidade de Campo<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Profundidade de campo est\u00e1 diretamente relacionado com foco. \u00c9 a op\u00e7\u00e3o que o fot\u00f3grafo tem de alterar os elementos que ser\u00e3o focados , ou desfocados, na foto. O controle da profundidade de campo \u00e9 feito pela altera\u00e7\u00e3o do diafragma, quanto menor a abertura, maior a profundidade de campo. Na pr\u00e1tica, a profundidade de campo se estende muito mais para al\u00e9m do objeto focado, ponto central do foco \u2013 do que adiante dele, na propor\u00e7\u00e3o de 1 parte para frente e duas partes para tr\u00e1s do foco real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A profundidade de campo \u00e9 control\u00e1vel n\u00e3o s\u00f3 pela \u201cDist\u00e2ncia Focal\u201d da objetiva e pela abertura do diafragma, como tamb\u00e9m pela dist\u00e2ncia do centro do foco \u00e0 m\u00e1quina fotogr\u00e1fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Dist\u00e2ncia:\u00a0<\/b>Os raios refletidos de objetos mais distantes s\u00e3o menos propensos \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos c\u00edrculos de confus\u00e3o (desfoque). Portanto, obtemos uma maior profundidade de campo quanto maior dist\u00e2ncia do objeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Profundidade de Foco:\u00a0<\/b>Nas m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas de pequeno porte, quando a imagem est\u00e1 focalizada, a dist\u00e2ncia entre a objetiva e o filme \u00e9 bastante r\u00edgida; o que n\u00e3o acontece nas m\u00e1quinas de grande porte, que permitem um deslocamento do filme sem que a imagem perca o \u201cfoco permitido\u201d e adquira um aspecto totalmente borrado. Este espa\u00e7o, no interior da m\u00e1quina, em que o foco \u00e9 obtido, \u00e9 conhecido como profundidade de foco. A profundidade de foco tem a mesma dist\u00e2ncia para frente e para tr\u00e1s do ponto onde o foco alcan\u00e7a seu auge.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Controle Autom\u00e1tico e Manual do Diafragma<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas c\u00e2maras modernas, de uma s\u00f3 objetiva (mono-reflex), o diafragma fica permanentemente aberto. Ao dispararmos, o diafragma se fecha no limite pr\u00e9-selecionado. Este controle autom\u00e1tico facilita a focaliza\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o mostra previamente a profundidade de campo da fotografia. Portanto, estas c\u00e2maras possuem um dispositivo, com um bot\u00e3o ou trava, que faz com que o diafragma se feche na abertura determinada no anel de comando sem que seja necess\u00e1rio o disparo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechar o diafragma antes do disparo nos possibilita a verifica\u00e7\u00e3o visual da profundidade de campo determinada por aquele diafragma e naquela dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Escala das Dist\u00e2ncias e da Profundidade de Campo<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As objetivas das c\u00e2maras fotogr\u00e1ficas possuem uma escala de dist\u00e2ncia que est\u00e1 ligada ao anel do foco. Estas medidas se referem \u00e0 dist\u00e2ncia do assunto focalizado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e1quina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao determinarmos que este ou aquele objeto ser\u00e1 o \u201ccentro do foco\u201d, estamos determinando a dist\u00e2ncia m\u00e1quina\/assunto. \u00c9 importante sabermos esta medida para podermos, atrav\u00e9s de outra escala \u2013 a da profundidade de campo \u2013 calcularmos a quantidade de \u00e1rea n\u00edtida daquela fotografia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A escala da profundidade de campo est\u00e1 relacionada tanto com a dist\u00e2ncia do assunto\/m\u00e1quina, como tamb\u00e9m com o diafragma escolhido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Geralmente a escala da profundidade de campos fica entre o anel de foco e a escala dos n\u00fameros f. na objetiva da c\u00e2mara. E \u00e9 formada por alguns dos n\u00fameros f. que se repetem para a esquerda e para a direita do centro determinado da dist\u00e2ncia e diafragma usados. A leitura \u00e9 feita atrav\u00e9s das marcas de dist\u00e2ncia correspondentes (em metros ou p\u00e9s) aos dois n\u00fameros iguais que representam o diafragma escolhido, ent\u00e3o o foco estar\u00e1 compreendido entre elas, ou seja, a \u00e1rea n\u00edtida ter\u00e1 a profundidade determinada pelo diafragma usado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia do assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Exemplo<\/b>: usando o diafragma f.8, e estando a dois metros de dist\u00e2ncia do assunto, teremos de profundidade de campo a diferen\u00e7a entre as dist\u00e2ncias que s\u00e3o determinadas entre os dois \u201c8\u201d da escala de profundidade de campo, ou seja, at\u00e9 1.60m tudo sair\u00e1 fora de foco, de 1.60m a 2.60m est\u00e1 compreendida a \u00e1rea n\u00edtida e ap\u00f3s tudo isto, tudo sair\u00e1 desfocado. Portanto, terei uma profundidade de campo de um metro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As objetivas t\u00eam varia\u00e7\u00f5es de profundidade de campo conforme seu tipo (grande-angulares, normais, teles) no que acarreta que cada uma possua a sua pr\u00f3pria escala.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0super.abril.uol.com.br\/www.fazendovideo.com.br\/omeuolhar.com\/www.espacofotografico.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0Foco Autom\u00e1tico das M\u00e1quina Fotogr\u00e1ficas\u00a0 faz as lentes da c\u00e2mera se ajustarem sozinhas para obter imagens n\u00edtidas. A c\u00e2mera mede a dist\u00e2ncia do assunto e usa pequenos motores para mover as lentes. Isso garante que a foto n\u00e3o saia borrada, seja de perto ou de longe. Existem basicamente dois sistemas. 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