{"id":74640,"date":"2016-08-02T18:30:56","date_gmt":"2016-08-02T18:30:56","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=74640"},"modified":"2018-12-26T14:59:17","modified_gmt":"2018-12-26T16:59:17","slug":"conchas-do-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/curiosidades\/conchas-do-mar","title":{"rendered":"Conchas do Mar"},"content":{"rendered":"<h4>O que s\u00e3o<\/h4>\n<p><strong>Elas s\u00e3o basicamente carapa\u00e7as protetoras dos moluscos marinhos, animais de corpo mole<\/strong>. Quando eles nascem, forma-se a seu redor uma concha provis\u00f3ria, chamada protoconcha. Quando o molusco cresce e atinge a idade jovem, come\u00e7a a se constituir a concha definitiva, substituindo a primeira. \u00c9 o chamado manto &#8211; tecido parecido com a pele, envolvendo as partes vitais do animal &#8211; que secreta as subst\u00e2ncias formadoras das quatro camadas da concha.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha1.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"372\" height=\"376\" \/><\/p>\n<p>O principal componente \u00e9 o carbonato de c\u00e1lcio, extra\u00eddo da \u00e1gua do oceano. H\u00e1 tamb\u00e9m elementos org\u00e2nicos, como prote\u00ednas, produzidos pelo pr\u00f3prio animal. &#8220;\u00c0 medida que o molusco cresce, o manto elimina mais carbonato e prote\u00ednas, e a concha tamb\u00e9m aumenta de tamanho&#8221;, diz a ocean\u00f3grafa Ceci Pereira Moreira de Souza, da Universidade de S\u00e3o Paulo. Al\u00e9m das conchas formadas por duas partes (conhecidas como sistema bivalve), existem tamb\u00e9m as estruturas em forma de cone produzidas pelos moluscos da classe conhecida como gastr\u00f3podes.<\/p>\n<h4>Calliostoma zizyphinum (Linnaeus, 1758)<\/h4>\n<blockquote><p><strong>Reino:<\/strong> Animalia<br \/>\n<strong>Filo:<\/strong> Mollusca<br \/>\n<strong>Classe:<\/strong> Gastropoda<br \/>\n<strong>Ordem:<\/strong> Archaeogastropoda<br \/>\n<strong>Fam\u00edlia:<\/strong> Calliostomatidae<br \/>\n<strong>G\u00e9nero:<\/strong> Calliostoma<br \/>\n<strong>Nome:<\/strong> Comum Pi\u00e3o<\/p><\/blockquote>\n<h2>Morfologia e outra informa\u00e7\u00e3o sobre a esp\u00e9cie Calliostoma zizyphinum<\/h2>\n<p>Concha c\u00f4nica at\u00e9 cerca de 3cm de altura e 3cm de largura, \u00e1pice pontiagudo e base plana. Cor da concha vari\u00e1vel, creme a rosa ou violeta com manchas castanhas, vermelhas ou p\u00farpura. Bastante frequente e distribu\u00eddo do intertidal at\u00e9 aos 300m de profundidade. Alimenta-se de hidrozo\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Gofas, S.; Le Renard, J.; Bouchet, P. (2001). Mollusca, in: Costello, M.J. et al. (Ed.) (2001). European register of marine species: a check-list of the marine species in Europe and a bibliography of guides to their identification. Collection Patrimoines Naturels, 50: pp. 180-213<\/p>\n<p>N\u00e3o posso dizer que seja um colecionador de conchas, pois isso requeria conhecimentos que n\u00e3o possuo. Mas sou, indubitavelmente, um grande apreciador da beleza extraordin\u00e1ria de que se revestem os &#8220;esqueletos exteriores&#8221; de alguns dos animais do filo dos Moluscos (Mollusca). Assim, tenho vindo a adquirir, sem plano nem objectivo definidos, exemplares que me impressionam, seja pelo seu aspecto estranho, seja pela dita beleza.<\/p>\n<h4>GASTR\u00d3PODES (GASTROPODA)<\/h4>\n<p>A classe dos gastr\u00f3podes inclui mais de 3\/4 de todos os moluscos, dos quais cerca de metade s\u00e3o esp\u00e9cies marinhas.<\/p>\n<p>Durante a minha inf\u00e2ncia e juventude, nas praias aqui da regi\u00e3o do Porto abundavam as conchinhas: de mexilh\u00f5es, lapas, v\u00e1rios tipos de pequenos b\u00fazios, de bivalves aparentados com a am\u00eaijoa e o berbig\u00e3o e, de todas as mais apreciadas, os beijinhos!<\/p>\n<p>A mim, e atrevo-me a dizer a quase toda a gente, encantavam-me os beijinhos! Pequeninos, pois mal excedem os 10 mm, de forma delicada e perfeita, parecem pequenas j\u00f3ias, uma esp\u00e9cie de p\u00e9rolas dos pobres!<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha5.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"350\" height=\"271\" \/><\/p>\n<p>Na mar\u00e9 baixa, dezenas de pessoas percorriam a praia, curvadas, apanhando principalmente beijinhos. Mesmo deitados na areia, era f\u00e1cil encontrar beijinhos. Ser\u00e1 que o seu nome prov\u00e9m de algum jogo que os namorados praticavam, cujo pr\u00e9mio era um &#8220;dito cujo&#8221; por cada beijinho encontrado? Ou, simplesmente decorre da sua forma que sugere uns l\u00e1bios em posi\u00e7\u00e3o de beijar?<\/p>\n<p>O beijinho era t\u00e3o popular que havia em Le\u00e7a, e ainda h\u00e1, uma praia chamada Praia dos Beijinhos! Beijinhos \u00e9 que parece j\u00e1 n\u00e3o haver, ou quase! Estar\u00e3o em vias de extin\u00e7\u00e3o nas praias do Porto? Ser\u00e1 que ter\u00e3o sido v\u00edtimas desta maldita polui\u00e7\u00e3o que espalhamos por todo o lado?<\/p>\n<p>O beijinho \u00e9 um gastr\u00f3pode da fam\u00edlia TRIVIIDAE, com o nome cient\u00edfico Trivia monacha. Beijinho \u00e9 um nome muito portugu\u00eas, acho eu, pois traduzindo os nomes ingleses, encontramos: caurim-feij\u00e3o, caurim-manchado ou caurim-europeu-comum.<\/p>\n<p>Ocorre desde o Mediterr\u00e2neo at\u00e9 \u00e0s Ilhas Brit\u00e2nicas e o seu tamanho vai dos 7 aos 12 mm.<\/p>\n<p>O beijinho \u00e9 um gastr\u00f3pode da fam\u00edlia TRIVIIDAE, com o nome cient\u00edfico Trivia monacha. Beijinho \u00e9 um nome muito portugu\u00eas, acho eu, pois traduzindo os nomes ingleses, encontramos: caurim-feij\u00e3o, caurim-manchado ou caurim-europeu-comum.<\/p>\n<p>Ocorre desde o Mediterr\u00e2neo at\u00e9 \u00e0s Ilhas Brit\u00e2nicas e o seu tamanho vai dos 7 aos 12 mm.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha6.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"294\" height=\"371\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha7.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"296\" height=\"371\" \/><\/p>\n<p>A fam\u00edlia TRIVIIDAE \u00e9 muito pr\u00f3xima de uma outra, a CYPRAEIDAE, a ponto de, durante muito tempo, os gastr\u00f3podes hoje classificados na primeira terem sido inclu\u00eddos na segunda.<\/p>\n<p>Para um leigo como eu, a diferen\u00e7a mais evidente entre as duas fam\u00edlias resulta de os beijinhos apresentarem sulcos enquanto as cipreias t\u00eam uma superf\u00edcie lisa e muito brilhante. Al\u00e9m disso, os beijinhos t\u00eam tamanhos, em geral, mais pequenos.<\/p>\n<p>A superf\u00edcie brilhante das cipreias levou os navegadores portugueses de quinhentos, que as encontraram abundantemente na costa africana, a pensar que era a partir delas que os chineses fabricavam a porcelana. Da\u00ed, o seu nome popular de porcelanas. A fam\u00edlia \u00e9 constitu\u00edda por cerca de 200 esp\u00e9cies diferentes, algumas das quais s\u00e3o abundantes, particularmente nos tr\u00f3picos.<\/p>\n<p>A popularidade das cipreias \u00e9 t\u00e3o grande que, durante mil\u00eanios, uma destas conchas, a cipreia-moeda (Cypraea moneta) (ao lado), foi utilizada como moeda.<\/p>\n<p>\u00c9 uma concha que apresenta uma varia\u00e7\u00e3o muito grande, pelo que se encontram exemplares quer com diferentes cores, como tamb\u00e9m de forma.<\/p>\n<p>O meu exemplar tem 2,1 cm, um pouco abaixo da m\u00e9dia que \u00e9 2,5 cm.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha8.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"301\" height=\"408\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha9.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"296\" height=\"411\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha10.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"196\" height=\"248\" \/>\u00a0 <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha11.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"200\" height=\"248\" \/><\/p>\n<p>A bela, embora pequena, cipreia-cabe\u00e7a-de-serpente tem numerosas subesp\u00e9cies em toda a regi\u00e3o tropical do Indo-Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>Esta, parece-me tratar-se da Cypraea caputserpentis kenyonae, nativa da \u00c1frica Austral, onde habita os recifes de coral.<\/p>\n<p>Este esp\u00e9cime tem 2,7 cm, encontrando-se exemplares dos 1,5 aos 4,3 cm.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha12.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"200\" height=\"256\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha13.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"198\" height=\"257\" \/><\/p>\n<p>Uma das mais bonitas cipreias \u00e9 certamente a cipreia-tigre (Cypraea tigris), apesar de ser muito comum e, portanto, muito f\u00e1cil de conseguir.<\/p>\n<p>O seu habitat \u00e9 nos recifes de coral da regi\u00e3o do Indo-Pac\u00edfico e o tamanho m\u00e9dio dos esp\u00e9cimes adultos \u00e9 9 cm (o meu tem 7,5 cm).<\/p>\n<p>S\u00e3o conhecidas formas gigantes e todas negras.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha14.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"199\" height=\"334\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha15.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"201\" height=\"334\" \/><\/p>\n<p>Outra cipreia muito popular \u00e9 a cipreia-toupeira (Cypraea talpa). Muito brilhante e com cores bonitas seduz facilmente qualquer apreciador de conchas.<\/p>\n<p>Encontra-se tamb\u00e9m nos recifes de coral do Indo-Pac\u00edfico, a uma profundidade entre 5 e 10 m.<\/p>\n<p>O meu esp\u00e9cime tem 6,3 cm, um pouco acima da m\u00e9dia que \u00e9 5,6 cm.<\/p>\n<p>A cipreia-ar\u00e1bica (Cypraea arabica) tem numerosas subesp\u00e9cies habitando a regi\u00e3o do Indo-Pac\u00edfico, desde a \u00c1frica Oriental ao Tahiti, e do Jap\u00e3o \u00e0 Austr\u00e1lia, cujo tamanho varia dos 3,3 aos 6 cm. Este exemplar tem 5,5 cm.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha16.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"200\" height=\"324\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha17.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"200\" height=\"324\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha18.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"302\" height=\"189\" \/><\/p>\n<p>A cipreia-lince (Cypraea lynx) \u00e9 tamb\u00e9m nativa do Indo-Pac\u00edfico e tem tamanho entre 2,7 e 7,8 cm. O meu bonito esp\u00e9cime tem 5,1 cm.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha19.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"204\" height=\"318\" \/> \u00a0 <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha20.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"203\" height=\"318\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha21.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"303\" height=\"187\" \/><\/p>\n<p>A cipreia-rosa-silvestre (Cypraea eglantina) n\u00e3o ser\u00e1 uma das cipreias mais bonitas, mas \u00e9 dif\u00edcil uma porcelana n\u00e3o suscitar apre\u00e7o, pelo que n\u00e3o deixa de ser interessante.<\/p>\n<p>Habita o Pac\u00edfico Central, as Filipinas e a Indon\u00e9sia e o seu tamanho pode variar desde os 3,5 aos 8,5 cm. O meu exemplar tem 5,9 cm.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha22.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"200\" height=\"321\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha23.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"200\" height=\"319\" \/><\/p>\n<p>Muito bela e muito rara, a porcelana-dourada (Cypraea aurantium) \u00e9 uma das conchas mais desejadas pelos coleccionadores.<\/p>\n<p>O seu habitat localiza-se no lado de fora dos recifes do Sudoeste do Pac\u00edfico, desde as Filipinas \u00e0s Ilhas Salom\u00e3o e Fidji.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha24.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"201\" height=\"285\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha25.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"196\" height=\"283\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha26.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"298\" height=\"327\" \/><\/p>\n<p>O seu tamanho varia dos 5,8 aos 11,7 cm e o meu exemplar mede 9,3 cm.<\/p>\n<p>Na imagem ao lado, pode apreciar-se o aspecto particular da espiral desta concha e a sua cor branca.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m patente o grande desenvolvimento da margem \u00e0 volta do canal superior.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha27.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"204\" height=\"302\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha28.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"198\" height=\"303\" \/><\/p>\n<p>A Cypraea histrio tem, em l\u00edngua inglesa, o nome popular de minstrel ou histrio cowry, o que, numa tradu\u00e7\u00e3o livre, poderia dar algo como porcelana-comediante, em portugu\u00eas. Ignoro se existe nome oficial popular, em portugu\u00eas, mas do que &#8220;n\u00e3o tenho d\u00favidas&#8221; \u00e9 que a Natureza se &#8220;divertiu&#8221; muito ao criar esta fant\u00e1stica concha!<\/p>\n<p>De facto, s\u00f3 um artista de imagina\u00e7\u00e3o delirante poderia produzir semelhante obra! No dorso, o padr\u00e3o faz lembrar um delicado mosaico duma antiga civiliza\u00e7\u00e3o, ao qual se sobrep\u00f5em misteriosas manchas escuras! Para al\u00e9m da linha do manto o padr\u00e3o muda para um mosaico de ladrilhos mais pequenos e mais esparsos! Finalmente, a base apresenta pintas escuras num fundo quase branco, como se v\u00ea na zona ventral de muitos fel\u00eddeos, como o leopardo e o jaguar, por exemplo! Incr\u00edvel!<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha29.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"299\" height=\"203\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 nativa do Oceano \u00cdndico, embora exista uma subesp\u00e9cie na Austr\u00e1lia, e o seu tamanho varia dos 2,3 aos 8,8 cm. Este exemplar corresponde \u00e0 variedade end\u00e9mica das Maldivas e tem 5,3 cm.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia OVULIDAE \u00e9 pr\u00f3xima da fam\u00edlia CYPRAEIDAE e inclui conchas finas e leves, em geral muito atraentes.<\/p>\n<p>A l\u00edngua-de-flamingo (Cyphoma gibbosum) \u00e9 uma concha pequena, com uma forma muito curiosa e, sobretudo, muito bonita.<\/p>\n<p>Habita uma regi\u00e3o que se estende desde o Sudeste da Florida, Cara\u00edbas, at\u00e9 ao Brasil.<\/p>\n<p>O meu esp\u00e9cime, que trouxe de Cuba, Prov\u00edncia do Oriente, tem 2,5 cm, o que, ali\u00e1s, corresponde \u00e0 m\u00e9dia do seu tamanho.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha30.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"199\" height=\"319\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha31.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"202\" height=\"321\" \/><\/p>\n<p>Os abalones, orelhas-do-mar ou lapas-reais (fam\u00edlia HALIOTIDAE) t\u00eam conchas achatadas que apresentam buracos na circunvolu\u00e7\u00e3o final que o animal usa para a respira\u00e7\u00e3o. Vivem em rochedos submersos sobre os quais deslizam facilmente. A face interna \u00e9 iridescente, notando-se no centro a marca do m\u00fasculo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha32.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"200\" height=\"273\" \/>\u00a0 <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha33.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"202\" height=\"275\" \/><\/p>\n<p>O abalone-arco-\u00edris (Haliotis iris) \u00e9 exclusivo da Nova Zel\u00e2ndia, onde \u00e9 conhecido por black-foot ou paua, na l\u00edngua dos Maoris. Realmente, a superf\u00edcie externa da concha natural \u00e9 negra, embora o meu exemplar tenha sido polido para p\u00f4r em evid\u00eancia o belo irisado da camada inferior. Pode atingir os 20 cm, ainda que o meu tenha apenas 14 cm.<\/p>\n<p>As conchas em forma de cone, ou troques, pertencem \u00e0 fam\u00edlia TROCHIDAE, que inclui centenas de esp\u00e9cies distribu\u00eddas por todo o mundo. Coloridas por fora, t\u00eam o interior raiado de madrep\u00e9rola.<\/p>\n<p>O facto de a camada interior ser nacarada faz com que, frequentemente, estas conchas nos cheguem \u00e0s m\u00e3os depois de polidas. O problema \u00e9 que, para os leigos como eu, classificar estas conchas torna-se, em geral, uma tarefa muito complicada. A concha que se segue \u00e9 um bom exemplo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha34.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"203\" height=\"185\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha35.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"200\" height=\"184\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 pensei tratar-se do troque-em-forma-de-cone ou troque-morango (Tectus ou Trochus conus), mas agora, enquanto espero que algu\u00e9m me esclare\u00e7a, estou mais inclinado para a hip\u00f3tese de ser o troque-comercial (Tectus ou Trochus niloticus).<\/p>\n<p>O troque-comercial deve o seu nome a ter sido intensivamente utilizada para fazer bot\u00f5es e, mesmo hoje, ainda \u00e9 pescada em pequenas quantidades com fins comerciais.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha36.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"200\" height=\"186\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 uma concha bastante comum na regi\u00e3o tropical do Indo-Pac\u00edfico, perto dos recifes de coral.<\/p>\n<p>A sua cor original \u00e9 branca ou rosada com riscas vermelhas ou cinzentas nas circunvolu\u00e7\u00f5es e manchas ou pintas na base, como a imagem da esquerda deixa ver, pelo menos em parte.<\/p>\n<p>O meu exemplar tem perto de 7 cm, podendo encontrar-se conchas desde os 5 aos 15 cm.<\/p>\n<p>A concha que se segue, parcialmente polida, j\u00e1 foi mais f\u00e1cil de classificar, embora com alguma sorte \u00e0 mistura.<\/p>\n<p>Trata-se do troque-p\u00eaga (Cittarium pica) que habita a regi\u00e3o das Cara\u00edbas. Este exemplar foi, efectivamente, trazido da prov\u00edncia de Holgu\u00edn, Cuba.<\/p>\n<p>Tem cerca de 9,5 cm, sendo o tamanho normal dos esp\u00e9cimes adultos compreendido entre 5 e 10 cm.<\/p>\n<p>O polimento parcial permite ainda ver a sua colora\u00e7\u00e3o natural que \u00e9 manchas pretas em fundo branco, o que ainda \u00e9 mais patente na foto da esquerda, que mostra a base que n\u00e3o foi polida.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha37.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"201\" height=\"198\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha38.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"198\" height=\"198\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha39.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"201\" height=\"182\" \/><\/p>\n<p>A fam\u00edlia TURBINIDAE integra as conchas conhecidas popularmente por turbantes ou turbos. O turbo-sul-africano (Turbo sarmaticus) \u00e9 uma das conchas mais apreciadas pelos coleccionadores que a guardam depois de polida para revelar o nacarado da camada inferior.<\/p>\n<p>Vive nos rochedos submersos do litoral da \u00c1frica do Sul e tem um tamanho m\u00e9dio de 7,5 cm. O meu bel\u00edssimo exemplar tem quase 7 cm.<\/p>\n<p>De facto, aprecio tanto esta concha que achei justificar-se mostrar aqui v\u00e1rias fotos dela.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha40.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"196\" height=\"176\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha41.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"204\" height=\"175\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha42.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"202\" height=\"176\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha43.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"200\" height=\"176\" \/><\/p>\n<p>Estas conchas ilustram bem a dificuldade, para um amador, em classificar conchas que foram polidas! Penso n\u00e3o estar enganado ao considerar que se tratam ambas de esp\u00e9cies da fam\u00edlia TURBINIDAE. Quais \u00e9 que n\u00e3o sei!<\/p>\n<p>A primeira, que tem 7 cm, trazia uma etiqueta com o nome (popular) jade-turbo, mas \u00e9 tudo quanto sei! Pode ser que se trate do turbo-prateado (Turbo argyrostomus), ou talvez do Turbo olearium , ou ainda do Turbo stenogyrus!<\/p>\n<p>A segunda, uma concha com apenas 5,5 cm, a acreditar num site comercial que consultei, poderia ser o turbo-de-boca-dourada (Turbo chrysostomus), mas s\u00f3 pela fotografia l\u00e1 existente, pois o nome levanta muitas d\u00favidas! Vou continuar a pesquisar e se, entretanto, algu\u00e9m me puder esclarecer &#8230; ficarei muito grato!<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha44.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"201\" height=\"213\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha45.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"200\" height=\"213\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha46.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"200\" height=\"212\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha47.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"200\" height=\"212\" \/><\/p>\n<p>As turritelas, gastr\u00f3podes da fam\u00edlia TURRITELLIDAE, s\u00e3o especialmente atraentes pela sua forma muito elegante.<\/p>\n<p>O exemplar, representado \u00e0 direita, corresponde \u00e0 turritela-comum (Turritella communis), abundante na Europa Ocidental e Mediterr\u00e2neo. Vive na areia, em \u00e1guas muito ou pouco profundas, e tem um tamanho m\u00e9dio de 6 cm. O meu tem 6,5 cm.<\/p>\n<p>A maior das turritelas \u00e9 a turritela-em-parafuso (Turritella terebra), muito comum na areia lodosa da Regi\u00e3o Tropical do Indo-Pac\u00edfico. O meu exemplar, \u00e0 esquerda, tem apenas 8,8 cm, mas o tamanho dos esp\u00e9cimes adultos pode atingir os 17 cm.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha48.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"199\" height=\"544\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha49.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"203\" height=\"544\" \/><\/p>\n<p>A fam\u00edlia STROMBIDAE abrange seis g\u00eaneros, cada um deles com a sua forma caracter\u00edstica.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha50.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"204\" height=\"234\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha51.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"201\" height=\"234\" \/><\/p>\n<p>Os estrombos distinguem-se por terem um l\u00e1bio bojudo, como se v\u00ea \u00e0 direita no estrombo-rosa, tamb\u00e9m conhecido por rainha-das-conchas (Strombus gigas).<\/p>\n<p>\u00c9 comum em toda a regi\u00e3o desde o sudeste da Florida at\u00e9 ao centro do litoral brasileiro e vive na areia. O animal \u00e9 comest\u00edvel e a sua concha tem um tamanho m\u00e9dio de 23 cm, ali\u00e1s, o caso do meu esp\u00e9cime.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha52.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"200\" height=\"282\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha53.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"199\" height=\"280\" \/><\/p>\n<p>O estrombo-lutador-das-\u00cdndias-Ocidentais (Strombus pugilis), \u00e0 esquerda, tem o mesmo habitat do anterior e encontra-se abundantemente nas areias das praias. Deve o seu nome aos en\u00e9rgicos movimentos do animal.<\/p>\n<p>O meu esp\u00e9cime, que veio duma praia do Nordeste do Brasil, trazido pelo meu filho Rui, tem 6 cm, um pouco abaixo da m\u00e9dia que \u00e9 7,5 cm.<\/p>\n<p>As conchas do g\u00eanero Lambis, tamb\u00e9m da fam\u00edlia STROMBIDAE, t\u00eam o nome popular de conchas-aranha. T\u00eam longos dedos-extens\u00e3o, como se v\u00ea, ao lado, neste exemplar da Lambis chiragra.<\/p>\n<p>A Lambis chiragra tem v\u00e1rias subesp\u00e9cies, pelo que se encontram conchas com varia\u00e7\u00f5es apreci\u00e1veis, quer em tamanho, cor e padr\u00e3o de decora\u00e7\u00e3o. Vive na areia do litoral do Indo-Pac\u00edfico, onde \u00e9 comum.<\/p>\n<p>Esta bonita concha pertence \u00e0 subesp\u00e9cie Lambis chiragra arthritica e o seu tamanho normal oscila entre 11 e 19 cm.<\/p>\n<p>Durante anos, possu\u00ed um esp\u00e9cime com os tr\u00eas dedos superiores partidos mas, em 2004, consegui este bonito exemplar, com 13,3 cm.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha54.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"201\" height=\"321\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha55.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"202\" height=\"321\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 em 2003, tinha conseguido um outro exemplar, este da subesp\u00e9cie Lambis chiragra chiragra, com o impressionante tamanho de 22 cm, j\u00e1 que o tamanho m\u00e9dio oscila entre 8,5 e 33 cm:<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha56.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"203\" height=\"260\" \/> \u00a0 <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha57.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"203\" height=\"261\" \/><\/p>\n<p>A concha-aranha-comum (Lambis lambis) \u00e9 tamb\u00e9m nativa do Indo-Pac\u00edfico, larga, pesada, com tamanho vari\u00e1vel entre 9 e 27,5 cm. O meu exemplar tem 19 cm.<\/p>\n<p>Como se v\u00ea, a abertura larga e ondulada tem seis dedos-extens\u00e3o (ou espinhos), quase todos curvados para cima. O canal sifonal (em baixo) \u00e9 sim\u00e9trico ao espinho superior.<\/p>\n<p>Os espinhos das conchas-aranha permitem-lhes rastejar na areia, \u00e0 volta dos recifes, sem serem arrastadas pelas correntes marinhas. As f\u00eameas possuem espinhos mais longos do que os machos! Porque ser\u00e1?<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os jovens n\u00e3o t\u00eam espinhos!<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha58.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"199\" height=\"353\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha59.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"198\" height=\"355\" \/><\/p>\n<p>Ainda da fam\u00edlia STROMBIDAE, as t\u00edbias (g\u00e9nero Tibia) s\u00e3o em forma de fuso com um canal sifonal mais ou menos comprido. A mais espectacular \u00e9 certamente a t\u00edbia-fuso (Tibia fusus), pois tem o canal sifonal incrivelmente longo, t\u00e3o longo quanto o resto da concha. O canal \u00e9 suavemente curvado na ponta.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha60.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"449\" height=\"73\" \/><\/p>\n<p>O meu exemplar \u00e9 perfeito com 24,5 cm, bem acima da m\u00e9dia que \u00e9 20 cm. Habita nas \u00e1guas profundas do sudoeste do Pac\u00edfico e \u00e9 relativamente rara.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha61.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"98\" height=\"500\" \/> \u00a0 <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha62.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"97\" height=\"500\" \/><\/p>\n<p>A t\u00edbia-delicada (Tibia delicatula), em baixo, embora mais discreta do que a anterior, \u00e9 tamb\u00e9m muito bonita.<\/p>\n<p>\u00c9 uma concha n\u00e3o muito comum, uma vez que habita \u00e1guas profundas.<\/p>\n<p>Existem v\u00e1rias subesp\u00e9cies e acentuadas varia\u00e7\u00f5es de cor, ocorrendo em toda a zona setentrional do \u00cdndico, desde o Golfo de Aden e a \u00c1frica Oriental at\u00e9 \u00e0 Ilha de Samatra.<\/p>\n<p>O meu exemplar tem 9,5 cm, encontrando-se esp\u00e9cimes de tamanhos que variam desde os 4,5 aos 11 cm.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha63.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"200\" height=\"396\" \/> \u00a0 <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha64.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"200\" height=\"399\" \/><\/p>\n<p>Uma das esp\u00e9cies mais not\u00e1veis da fam\u00edlia \u00e9 a Cypraeacassis rufa, popularmente conhecida por elmo-boca-de-boi, ou boca-de-touro, uma concha grande e espetacular, muito utilizada antigamente para fazer medalh\u00f5es e camafeus.<\/p>\n<p>Habita perto dos recifes de coral do Indo-Pac\u00edfico tropical e tem um tamanho m\u00e9dio de 15 cm. O meu magn\u00edfico exemplar tem uns bons 16,5 cm.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha65.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"199\" height=\"247\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha66.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"195\" height=\"247\" \/><\/p>\n<p><strong>Franclim Ferreira<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Seja por suas formas bizarras, cores vivas, ou pela sua ornamenta\u00e7\u00e3o variada, as conchas s\u00e3o verdadeiras esculturas naturais que sempre exerceram grande atra\u00e7\u00e3o sobre o homem. O interessante \u00e9 que na natureza, na maioria das vezes a beleza \u00e9 funcional, ou seja, pode servir como atrativo sexual entre indiv\u00edduos da mesma esp\u00e9cie ou, no caso das flores, para atrair insetos que promovem a poliniza\u00e7\u00e3o. No caso das conchas, no entanto, essa beleza \u00e9 gratuita, pois a maioria dos moluscos enxerga muito mal; uma grande parte vive em cavernas ou em profundidades onde a luz n\u00e3o chega. Alguns vivem enterrados e t\u00eam atividade apenas \u00e0 noite, e outros ainda t\u00eam a concha completamente incrustada por outros organismos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha67.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"202\" height=\"356\" \/><\/p>\n<h3>Ent\u00e3o por que essas formas e cores?<\/h3>\n<p>A Ci\u00eancia ainda n\u00e3o tem resposta para essa quest\u00e3o e o que nos resta \u00e9 atribuir o fato a um simples capricho da natureza.<\/p>\n<p>A concha \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o de carbonato de c\u00e1lcio encerrado numa rede proteica secretada pelo molusco que funciona como um esqueleto protegendo o corpo mole do animal.<\/p>\n<p><strong>Zoologicamente os moluscos est\u00e3o divididos em cinco classes principais:<\/strong><\/p>\n<h2>Gastr\u00f3podes<\/h2>\n<p>\u00c9 a maior classe, onde est\u00e3o os moluscos que possuem conchas em espiral; s\u00e3o os conhecidos caramujos, carac\u00f3is, b\u00fazios e tantas outras denomina\u00e7\u00f5es populares. As lesmas de jardim e as lesmas do mar (ambas sem concha) tamb\u00e9m se encaixam neste grupo.<\/p>\n<h2>Bivalves<\/h2>\n<p>Como o nome diz, compreendem as conchas que possuem duas valvas. S\u00e3o mariscos, ostras e tantas outras &#8220;conchinhas&#8221; que achamos freq\u00fcentemente nas praias.<\/p>\n<h2>Cefal\u00f3podes<\/h2>\n<p>Esses animais s\u00e3o geralmente desprovidos de conchas, salvo poucas exce\u00e7\u00f5es como o Nautilus e o Argonauta. Nesta classe est\u00e3o os polvos, lulas e calamares.<\/p>\n<h2>Escaf\u00f3podes<\/h2>\n<p>Todas as conchas desse grupo pouco conhecido t\u00eam a concha em forma de dente de elefante Poliplac\u00f3foros: esse grupo \u00e9 bem menos conhecido. Esses moluscos possuem um conjunto de oito placas que cobrem o animal e podem se enrolar como um &#8220;tatu-bolinha&#8221;.<\/p>\n<p>O conhecido &#8220;Bernardo-eremita&#8221; ou &#8220;maloqueiro&#8221;, uma esp\u00e9cie de caranguejo que vive dentro de caramujos, n\u00e3o fabrica a concha, ele simplesmente a utiliza para proteger a parte mole do animal.<\/p>\n<p>Encontramos as conchas em todos os ambientes: nas florestas, rios, lagos, mares ou at\u00e9 nos jardins de nossas casas. S\u00e3o cerca de 80.000 esp\u00e9cies com enormes varia\u00e7\u00f5es. Existem conchas com menos de um mil\u00edmetro de comprimento e outras que chegam a mais de um metro como as Tridacnas do Oceano Pac\u00edfico, que podem pesar 250 quilos. Essas gigantescas conchas representam um perigo para os ca\u00e7adores de p\u00e9rolas, pois ficam camufladas no fundo do mar com suas valvas semi-abertas filtrando seu alimento e, se uma perna ou bra\u00e7o toca acidentalmente no animal, ela se fecha rapidamente prendendo de forma fatal o mergulhador. Hoje \u00e9 comumente encontrada servindo de pia batismal em igrejas. Esse \u00e9 um dos muitos exemplos em que observamos a concha presente na vida do Homem.<\/p>\n<p>Desde a pr\u00e9-hist\u00f3ria, j\u00e1 temos registros da utiliza\u00e7\u00e3o das conchas como ferramentas, armas e adornos. At\u00e9 hoje os homens do Sud\u00e3o cobrem-se de b\u00fazios em cerim\u00f4nias especiais e na nossa sociedade a p\u00e9rola \u00e9 muito valorizada como enfeite. A p\u00e9rola nada mais \u00e9 que um corpo estranho que se aloja dentro de algumas esp\u00e9cies de bivalves que v\u00e3o secretando uma subst\u00e2ncia chamada n\u00e1car, que acaba por envolver completamente a part\u00edcula formando assim essa verdadeira j\u00f3ia.<\/p>\n<p>Mais tarde, o molusco e sua concha come\u00e7aram a ser usados para produ\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios, ra\u00e7\u00f5es e tinturas. A p\u00farpura, tintura avermelhada extra\u00edda de molusco de mesmo nome, foi muito importante nas rela\u00e7\u00f5es comerciais da Europa da Idade M\u00e9dia. Mais tarde foi substitu\u00edda por tinturas convencionais.<\/p>\n<p>Na religi\u00e3o, a concha tamb\u00e9m est\u00e1 sempre presente, muitas vezes ligada ao s\u00edmbolo de virilidade e longevidade, ou no caso da \u00cdndia e das Ilhas Fiji, acredita-se que seus respectivos deuses vivam dentro de determinadas esp\u00e9cies de caramujos considerados sagrados. Na religi\u00e3o cat\u00f3lica a concha aparece, por exemplo, na passagem b\u00edblica do batismo de Jesus.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a das conchas nas artes \u00e9 enorme. Na Arquitetura, ela aparece estilizada de forma constante por grandes mestres e colecionadores como Gaud\u00ed e Frank Lloyd Wright. A Escultura barroca europ\u00e9ia \u00e9 cheia desses elementos, vide obra de Pierre Puget no s\u00e9culo XVII. Botticelli, Del Zucchi, Van Der Ast e Rembrandt s\u00e3o exemplos de grandes pintores e amantes do assunto que retrataram as conchas em suas telas. Na Literatura, o fant\u00e1stico mecanismo hidr\u00e1ulico da concha do Nautilus, em que o molusco injeta ou retira gases de um labirinto de c\u00e2maras, fazendo o animal subir ou descer a profundidades de mil metros nos oceanos, foi inspira\u00e7\u00e3o para o submarino de mesmo nome em &#8220;Vinte mil l\u00e9guas submarinas&#8221; de Julio Verne. O Nautilus tamb\u00e9m foi o nome do primeiro submarino nuclear lan\u00e7ado ao mar em 1954 pelos Estados Unidos. Ali\u00e1s, diz-se que Albert Einstein, depois de estudar uma concha de Nautilus, teve algumas noites de ins\u00f4nia, porque a espiral logar\u00edtmica que rege o crescimento da concha \u00e9 a mesma que Descartes demonstrou em 1638, dizendo ter encontrado o modelo de crescimento cont\u00ednuo sem modifica\u00e7\u00e3o de estrutura.<\/p>\n<p>Na \u00c1frica oriental, pequenos b\u00fazios eram usados como moedas (com vinte mil conchas um homem comprava uma bela esposa!) e esse procedimento foi muito usado em diferentes regi\u00f5es e \u00e9pocas. A partir da\u00ed, a concha passou a ser s\u00edmbolo tamb\u00e9m de opul\u00eancia e riqueza e at\u00e9 hoje aparecem cunhadas em faces de muitas moedas e selos.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, mariscos, ostras, v\u00f4ngoles, vieiras, scargots e outros foram sempre muito apreciados. At\u00e9 os primeiros habitantes do territ\u00f3rio brasileiro utilizaram o molusco como principal fonte de alimento, antes mesmo da pr\u00e1tica da ca\u00e7a. Temos hoje esses dados gra\u00e7as \u00e1 arqueologia e a paleontologia modernas que, por sinal, se baseiam largamente nas conchas para seus estudos, pois esses animais s\u00e3o de f\u00e1cil fossiliza\u00e7\u00e3o e data\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O colecionismo e o amadorismo s\u00e3o atividades tamb\u00e9m muito antigas na vida do homem e que apresentam sempre hist\u00f3rias curiosas. Conta-se, por exemplo, que no Mar da China encontrava-se uma das conchas mais raras do mundo da \u00e9poca, o Epitonium scalare. Alguns \u00e1vidos chineses produziram r\u00e9plicas perfeitas dessa concha com massa de arroz e venderam essas pe\u00e7as falsas para colecionadores da Europa. Hoje, com o advento do mergulho, foram achados milhares de exemplares tornando-a assim uma concha comum. Em compensa\u00e7\u00e3o as r\u00e9plicas de massa de arroz s\u00e3o consideradas verdadeiras obras de arte e valem uma fortuna!<\/p>\n<p>No Jap\u00e3o, o colecionismo \u00e9 cada vez mais freq\u00fcente, pois tornou-se s\u00edmbolo de status entre executivos do pa\u00eds, j\u00e1 que tradicionalmente era uma atividade exercida por todos os imperadores. Atrav\u00e9s principalmente das doa\u00e7\u00f5es, as maiores cole\u00e7\u00f5es do mundo est\u00e3o hoje nos museus espalhados pelo globo. No Brasil, a principal pertence ao Museu Oceanogr\u00e1fico de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, mas existem tamb\u00e9m grandes cole\u00e7\u00f5es particulares. Talvez por tudo isso, ou simplesmente por serem belas, existam cada vez mais amadores interessados em colecionar e entender esse mundo fascinante.<\/p>\n<p><strong>Eduardo Schirrmeister<\/strong><\/p>\n<p>Nome que se d\u00e1 ao inv\u00f3lucro calc\u00e1rio ou c\u00f3rneo de certos animais, cuja face interna \u00e9 revestida de madrep\u00e9rola, especialmente os moluscos. Estes vivem no mar, em \u00e1gua doce ou em terra.<\/p>\n<p>Artes\u00e3os usam a madrep\u00e9rola das conchas de haliotes e de ostras para enfeitar objetos, j\u00f3ias e instrumentos musicais. Artistas esculpem desenhos em relevo em muitas esp\u00e9cies de conchas para fazer broches e medalh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os cientistas podem expor conchas aos raios at\u00f4micos para estudar os efeitos da radia\u00e7\u00e3o. Na prospec\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, os t\u00e9cnicos procuram certas esp\u00e9cies de conchas f\u00f3sseis nos campos e desertos. Essas conchas mostram se a \u00e1rea foi, por exemplo, o leito de um oceano. Em muitos desses antigos leitos oce\u00e2nicos formaram-se grandes dep\u00f3sitos de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Nos tempos pr\u00e9-hist\u00f3ricos, conchas de cauri e conchas-dentes eram usadas como dinheiro. Os \u00edndios da Am\u00e9rica do Norte e da Am\u00e9rica do Sul tamb\u00e9m usavam conchas como moeda.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha68.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"352\" height=\"230\" \/><br \/>\nConcha viva da esp\u00e9cie Oliva sayana<\/strong><\/p>\n<h2>COMO SE FORMAM AS CONCHAS<\/h2>\n<p>Existem cerca de 100 mil tipos de conchas de moluscos. Cada qual tem sua pr\u00f3pria forma e desenho, mas todas se desenvolvem da mesma maneira. A maioria das conchas tem tr\u00eas camadas. Cada uma delas recebe um nome: a externa \u00e9 chamada prism\u00e1tica; a m\u00e9dia \u00e9 a lamelar e a interna recebe o nome de camada do n\u00e1car. Todas as camadas cont\u00eam carbonato de c\u00e1lcio. Na maioria das conchas, os sais minerais dessas camadas dotam a concha de um revestimento duro. Na camada externa, o sal mineral pode encontrar-se em pequenas part\u00edculas chamadas primas. Na camada interna, o sal mineral aparece muitas vezes como uma subst\u00e2ncia lisa e lustrosa, denominada n\u00e1car ou madrep\u00e9rola.<\/p>\n<p>O alimento que o molusco ingere fornece-lhe os minerais que formam a concha. A corrente sang\u00fc\u00ednea do animal transporta os minerais at\u00e9 o manto, uma modifica\u00e7\u00e3o do tegumento da superf\u00edcie dorsal, que secreta a concha. Gl\u00e2ndulas especiais do manto produzem, em forma l\u00edquida, as subst\u00e2ncias que constituem a concha. Outras gl\u00e2ndulas de manto acrescentam um material endurecedor, de modo que o l\u00edquido rapidamente adquire consist\u00eancia e resist\u00eancia. Outras gl\u00e2ndulas produzem as subst\u00e2ncias que d\u00e3o cor \u00e0 concha.<\/p>\n<p>A maioria dos moluscos acrescenta material \u00e0s suas conchas durante toda a vida. \u00c0 medida que o animal cresce, a concha vai crescendo com ele. As am\u00eaijoas e os carac\u00f3is come\u00e7am a produzir suas conchas antes mesmo da eclos\u00e3o do ovo. Ao sa\u00edrem desse, seu corpo aumenta de tamanho rapidamente. Um caracol do mar, que mede apenas 3 mm ao sair do ovo, pode alcan\u00e7ar 13 a 15 cm em seis meses. A maioria das ostras e carac\u00f3is cresce durante cerca de seis anos.<\/p>\n<h2>CONCHAS DE MOLUSCOS<\/h2>\n<p>As conchas dos moluscos podem ser divididas em cinco grupos principais.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha69.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"300\" height=\"239\" \/><\/p>\n<h4><strong>Univalves<\/strong><\/h4>\n<p>A palavra univalve significa uma concha. A maioria dos carac\u00f3is tem uma concha em forma de tubo enrolado sobre si mesmo. As conchas dos univalves t\u00eam uma abertura em uma das extremidades. A maioria delas apresenta na abertura uma parte dura em forma de tampa, chamada op\u00e9rculo. O animal pode puxar o op\u00e9rculo para fechar a entrada da concha, a fim de livrar-se de predadores.<\/p>\n<p>Os cientistas identificaram mais de 60 mil esp\u00e9cies de conchas univalves. A maior \u00e9 a fasciol\u00e1ria da Fl\u00f3rida, que alcan\u00e7a cerca de 60 cm de comprimento. Dos carac\u00f3is terrestres, o maior \u00e9 o caracol gigante da \u00c1frica, cuja concha tem cerca de 20 cm de comprimento.<\/p>\n<h4>Bivalves<\/h4>\n<p>s\u00e3o as conchas que t\u00eam duas partes acopladas. Essas partes se movem sobre juntas que parecem pequenos dentes, as charneiras. As bivalves mant\u00eam as valvas (as duas partes da concha) abertas quando est\u00e3o em repouso e sem nada que as perturbe. Uma larga faixa de tecido el\u00e1stico prende as valvas nessa extremidade (charneira), funcionando como um dispositivo para manter as valvas separadas. Se um predador se aproxima, um forte m\u00fasculo adutor fecha de um golpe as valvas e as mant\u00e9m cerradas. Se o m\u00fasculo se cansa e se afrouxa, as valvas tornam a abrir-se.<\/p>\n<p>Existem cerca de 11 mil esp\u00e9-cies de bivalves. \u00c0s vezes, h\u00e1 uma p\u00e9rola nessas conchas de rio, mas as p\u00e9rolas realmente valiosas v\u00eam da ostra perl\u00edfera (que produz ou cont\u00e9m p\u00e9rolas) do mar. O maior bivalve conhecido \u00e9 a Tridacna do Pac\u00edfico sul, que pode alcan\u00e7ar 1,20 m de comprimento.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha70.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"301\" height=\"225\" \/><br \/>\nBivalve &#8211; Possui duas partes acopladas. Ela normalmente fica aberta e se fecha quando est\u00e1 em perigo. Existem cerca de 11 mil esp\u00e9cies e algumas delas podem conter p\u00e9rolas, mas as valiosas v\u00eam da ostra perl\u00edfera.<\/strong><\/p>\n<h4>Conchas-Dentes<\/h4>\n<p>t\u00eam o aspecto de uma longa agulha ou de uma presa de elefante, em miniatura. As conchas s\u00e3o tubos ocos ligeiramente encurvados, mais finos em uma das extremidades. Ambas as extremidades s\u00e3o abertas.<\/p>\n<p>Os cientistas identificaram cerca de 500 esp\u00e9cie de conchas-dentes. Seu comprimento varia de 1,3 cm a 13 cm.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha71.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"299\" height=\"228\" \/><br \/>\n<strong>Concha-Dente &#8211; Concha que se parece com uma longa agulha ou com uma presa de elefante<br \/>\n(em miniatura). \u00c9 um tubo oco, ligeiramente encurvado, cujas extremidades s\u00e3o abertas. Existem cerca de 500 esp\u00e9cies.<\/strong><\/p>\n<h3>Polvos e Lulas<\/h3>\n<p>Nesse grupo de animais, as sibas ou s\u00e9pias e as lulas t\u00eam a concha dentro do corpo. A da siba \u00e9 um osso gredoso, que, embora leve e esponjoso, serve de s\u00f3lido suporte ao corpo do animal. A lula tem uma concha com cerca de 2,5 cm de comprimento, sob a pele, na parte posterior do corpo. Quando enrolada, parece um chifre de carneiro. Nos pa\u00edses tropicais, muitas vezes o mar lan\u00e7a esses animais \u00e0 praia. Os polvos s\u00e3o moluscos sem concha.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha72.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"299\" height=\"200\" \/><br \/>\nLula &#8211; \u00c9 um animal que possui a concha no interior do corpo, como as sibas ou s\u00e9pias. Nas sibas, essa concha funciona como um suporte para o corpo do animal. Nas lulas, a concha possui cerca de 2,5 cm.<\/strong><\/p>\n<h4>Qu\u00edtons ou Quit\u00f5es<\/h4>\n<p>A concha do qu\u00edton comp\u00f5e-se de oito pe\u00e7as m\u00f3veis, separadas, chamadas placas, que uma faixa cori\u00e1cea mant\u00e9m juntas. A faixa funciona como uma s\u00e9rie de dobradi\u00e7as entre as placas, o que permite ao animal dobrar-se e mover-se de um lado para outro facilmente. As conchas de qu\u00edton \u00e0s vezes s\u00e3o chamadas cota-de-malha por se parecerem com min\u00fasculas armaduras. Os qu\u00edtons fixam-se \u00e0s rochas no mar. Alguns t\u00eam menos de 2,5 cm de comprimento.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha73.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"300\" height=\"276\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o milhares de esp\u00e9cies de formatos bizarros e cores brilhantes que fazem a alegria dos colecionadores. Conhe\u00e7a a imensa variedade desses &#8220;esqueletos&#8221; de moluscos<\/strong><\/p>\n<p>Quando crian\u00e7a, Marcus Coltro fazia como todo mundo: juntava conchinhas encontradas na areia da praia e guardava as mais bonitas. Aos 12 anos, inscreveu-se, a conselho da m\u00e3e, em um curso de Conquiliologia (palavra esquisita que se refere ao estudo das conchas) no Museu do Mar, em Santos, no litoral paulista. Come\u00e7ou a\u00ed uma paix\u00e3o que o levou a comprar livros e a levar a s\u00e9rio uma cole\u00e7\u00e3o que foi crescendo tamb\u00e9m pela troca com outros colecionadores do mundo. \u0093V\u00e1rios se tornaram meus amigos at\u00e9 hoje\u0094, conta o empres\u00e1rio de 43 anos, um dos mais ativos associados da Conquiliologistas do Brasil, entidade fundada em 1989 com o objetivo de pesquisar conchas e reunir estudiosos e colecionadores do Pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Conchas do Mar\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Concha74.jpg\" alt=\"Conchas do Mar\" width=\"302\" height=\"237\" \/><br \/>\n<strong>Tridacna squamosa, as conchas desta fam\u00edlia s\u00e3o grandes e costuma ser protegidas por leis ambientais.<br \/>\nEm alguns lugares, como as ilhas Cook, existem cria\u00e7\u00f5es para reintrodu\u00e7\u00e3o na natureza<\/strong><\/p>\n<p>\u0093Cada concha vem de um lugar, de uma viagem, de situa\u00e7\u00f5es diferentes\u0094, conta o colecionador, que guarda minuciosamente dados como nome das esp\u00e9cies, local de coleta, habitat dos moluscos protegidos nessas arma\u00e7\u00f5es de carbonato de c\u00e1lcio. \u0093As conchas s\u00e3o como esqueletos externos desses animais e os dados s\u00e3o uma fonte vital para a ci\u00eancia\u0094, acrescenta. \u0093Gra\u00e7as aos colecionadores, milhares de novas esp\u00e9cies foram descobertas, estudadas e descritas nos \u00faltimos anos \u0096 s\u00f3 no Brasil, foram centenas.\u0094<\/p>\n<p>No mundo, existem aproximadamente 15 mil esp\u00e9cies diferentes de conchas; no Brasil, foram identificadas 1.500 esp\u00e9cies. Elas existem em todos os ambientes \u0096 rios, lagos, mares e at\u00e9 em terra, como as lesmas e carac\u00f3is de jardim e os escargots, t\u00e3o apreciados pela culin\u00e1ria francesa. Alguns s\u00e3o uma praga, como o caramujo do g\u00eanero Biomphalaria, hospedeiro do verme Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose.<\/p>\n<p>Em meio a tanta variedade, h\u00e1 conchas em espiral, bivalves e nas mais diferentes formas; e de todos os tamanhos \u0096 com menos de 1 mil\u00edmetro a mais de 1 metro, como as Tridacnas, do Oceano Pac\u00edfico, que podem pesar 250 quilos. \u0093No Brasil, temos a Strombus goliath, de mais de 30 cent\u00edmetros e pesando cerca de 2 quilos\u0094, conta Marcus. \u0093Elas s\u00e3o encontradas em \u00e1guas rasas, mas geralmente nossas conchas s\u00e3o de profundidade.\u0094<\/p>\n<p>Nesta e nas pr\u00f3ximas p\u00e1ginas, voc\u00ea ver\u00e1 algumas das esp\u00e9cies mais bonitas do Brasil e do mundo. Depois de apreci\u00e1-las, poder\u00e1 entender o entusiasmo dos colecionadores. Em tempo: catar conchinhas na praia n\u00e3o afeta o ambiente, isto \u00e9, quando elas n\u00e3o abrigam mais o animal em seu interior.<\/p>\n<h4>T\u00famulos de conchas<\/h4>\n<p>At\u00e9 hoje, as centenas de pequenas eleva\u00e7\u00f5es ao longo da costa, formadas por milhares de carapa\u00e7as abertas de moluscos, fragmentos de ossos de animais, restos de artefatos de pedra e vest\u00edgios de fogueira, intrigam os pesquisadores.<\/p>\n<p>S\u00e3o os sambaquis, palavra de origem ind\u00edgena que significa dep\u00f3sito de conchas, confundidas no passado com lixeiras pr\u00e9-hist\u00f3ricas. Hoje, sabe-se que s\u00e3o vest\u00edgios dos povos primitivos que habitaram o litoral entre 2 mil e 10 mil anos atr\u00e1s. Seus membros enterravam os mortos e os cobriam com uma grossa camada de conchas, talvez um sinal de sua principal fonte de alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas, como n\u00e3o se sabe muita coisa sobre esses povos, pode ser que os caramujos tenham sido coletados apenas para a constru\u00e7\u00e3o desses montes funer\u00e1rios.<\/p>\n<p>Pelo menos um cr\u00e2nio, estimado em 9 mil anos, foi encontrado em um desses s\u00edtios arqueol\u00f3gicos, denominado Capelinha I, na bacia do rio Jacupiranga, em S\u00e3o Paulo. No Vale do Ribeira existe uma grande quantidade de sambaquis fluviais (foto ao lado), de dimens\u00f5es mais modestas que os da beira-mar, e localizados numa \u00e1rea de transi\u00e7\u00e3o com o planalto.<\/p>\n<p>Acredita-se que eles sejam mais antigos que os da costa, um sinal de que h\u00e1 cerca de 10 mil anos a plan\u00edcie litor\u00e2nea era maior e o mar estava alguns quil\u00f4metros mais longe do que se encontra hoje. Daquela \u00e9poca para c\u00e1, a mar\u00e9 vem subindo e \u00e9 poss\u00edvel que os sambaquis costeiros mais antigos tenham sido submersos pelo oceano.<\/p>\n<p>Atualmente, os maiores sambaquis encontram-se em Santa Catarina e alguns chegam a ter mais de 30 metros de altura.<\/p>\n<h4>As \u0093nossas\u0094 conchas<\/h4>\n<p>Moluscos podem ser encontrados em qualquer ambiente \u0096 dos vulc\u00f5es submarinos \u00e0s regi\u00f5es polares. Alguns vivem presos em diversos locais, como as pedras, outros caminham ou nadam livremente e h\u00e1 ainda os que vivem enterrados. Mas d\u00e3o prefer\u00eancia ao clima tropical. Por isso, eles s\u00e3o encontrados em quantidades maiores no Caribe ou nos corais dos oceanos Pac\u00edfico e \u00cdndico.<\/p>\n<p>E, como tudo que se refere \u00e0 biodiversidade, tamb\u00e9m na quantidade de esp\u00e9cies de moluscos o Brasil se destaca \u0096 e, conseq\u00fcentemente, na variedade de conchas. Mas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil encontr\u00e1-las nas praias porque algumas vivem em grande profundidade. As mais bonitas s\u00e3o obtidas nas redes de pesca ou mergulhando<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>De que s\u00e3o feitas as conchas?<\/h4>\n<p>As conchas, que servem de prote\u00e7\u00e3o para v\u00e1rios animais, principalmente os moluscos, s\u00e3o estruturas complexas formadas basicamente de carbonato de c\u00e1lcio (CaCO3). Nos moluscos existem tr\u00eas subst\u00e2ncias que comp\u00f5em a concha: a camada externa \u00e9 formada por uma subst\u00e2ncia chamada de conchiolina, uma camada intermedi\u00e1ria de calcita e uma camada de carbonato de c\u00e1lcio.<\/p>\n<p>O sangue dos moluscos \u00e9 rico em uma forma l\u00edquida de c\u00e1lcio. O c\u00e1lcio \u00e9 retirado n\u00e3o s\u00f3 da sua alimenta\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m absorvido diretamente da \u00e1gua do mar pela pele do animal. O \u00f3rg\u00e3o que forma a concha \u00e9 chamado de manto, um tecido delgado que fica em contato direto com a parte interna da concha.<\/p>\n<p>O manto concentra o c\u00e1lcio em \u00e1reas onde pode ser separado do sangue, formando cristais de carbonato de c\u00e1lcio que secretados junto a uma matriz org\u00e2nica v\u00e3o formando lentamente a concha.<\/p>\n<p>A concha \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o r\u00edgido, muitas vezes externo, caracter\u00edstico dos moluscos. A morfologia da concha \u00e9 uma das caracter\u00edsticas usadas para classificar estes animais:<\/p>\n<blockquote><p>&#8211; Os bivalves, como o nome indica, t\u00eam uma concha formada por duas pe\u00e7as;<br \/>\n&#8211; Os gastr\u00f3podes, como os carac\u00f3is, t\u00eam geralmente uma concha assim\u00e9trica, muitas vezes enrolada em espiral; mas as lesmas podem ter um rudimento de concha interior;<br \/>\n&#8211; Os cefal\u00f3podes, como o choco, t\u00eam uma concha interna, mas o n\u00e1utilo possui uma concha exterior.<\/p><\/blockquote>\n<p>As conchas s\u00e3o formadas por n\u00e1car, uma mistura org\u00e2nica de camadas de conchiolina (uma escleroprote\u00edna), seguida de uma capa interm\u00e9dia de calcite ou aragonite, e por \u00faltimo uma camada de carbonato de c\u00e1lcio (CaCO3) cristalizado.<\/p>\n<p>O n\u00e1car \u00e9 secretado por c\u00e9lulas ectod\u00e9rmicas do manto de certas esp\u00e9cies de moluscos. O sangue dos moluscos \u00e9 rico em uma forma l\u00edquida de c\u00e1lcio, que se concentra fora do fluxo sangu\u00edneo e se cristaliza como carbonato de c\u00e1lcio.<\/p>\n<p>Os cristais individuais de cada camada diferem na sua forma e orienta\u00e7\u00e3o. O n\u00e1car deposita-se de forma cont\u00ednua na superf\u00edcie interna da concha do animal (a capa nacarada iridescente, tamb\u00e9m conhecida como madrep\u00e9rola). Estes processos proporcionam ao molusco um meio para alisar a pr\u00f3pria concha e mecanismos de defesa contra organismos parasitas e dejetos prejudiciais.<\/p>\n<p>Quando um molusco \u00e9 invadido por um parasita ou \u00e9 incomodado por um objeto estranho que o animal n\u00e3o pode expulsar, entra em a\u00e7\u00e3o um processo conhecido como enquista\u00e7\u00e3o, pelo meio do qual a entidade ofensiva \u00e9 envolta, de forma progressiva, por camadas conc\u00eantricas de n\u00e1car. Com o tempo formam-se p\u00e9rolas. A enquista\u00e7\u00e3o mant\u00e9m-se at\u00e9 que o molusco morra.<\/p>\n<p>As conchas s\u00e3o muito duradouras: duram mais tempo que os animais de corpo mole que as produzem. Em lugares onde se acumulam grandes quantidades de conchas formam-se sedimentos que podem converter-se, por compress\u00e3o, em calc\u00e1rio.<\/p>\n<p>Fonte:super.abril.uol.com.br\/naturdata.com\/paginas.fe.up.pt\/www.conchasbrasil.org.br\/www.klickeducacao.com.br\/www.horizontegeografico.com.br www.vocesabia.net<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conchas do Mar, Tipos, Forma\u00e7\u00e3o, Curiosidades, Fotos, Estudo, Som, Origem, Fam\u00edlia, O que s\u00e3o, Conchas do Mar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[342],"tags":[],"class_list":["post-74640","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-curiosidades"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Conchas do 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