{"id":74636,"date":"2016-08-02T18:30:41","date_gmt":"2016-08-02T18:30:41","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=74636"},"modified":"2018-12-04T12:20:36","modified_gmt":"2018-12-04T14:20:36","slug":"barco-a-vela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/curiosidades\/barco-a-vela","title":{"rendered":"Barco a Vela"},"content":{"rendered":"<p>Um veleiro ou barco \u00e0 vela \u00e9 um barco impulsionado em parte ou inteiramente por velas menores que um veleiro . Distin\u00e7\u00f5es no que constitui um barco \u00e0 vela e navio variam por regi\u00e3o e cultura mar\u00edtima.<\/p>\n<p>Embora a terminologia do veleiro varie ao longo da hist\u00f3ria, muitos termos t\u00eam significados espec\u00edficos no contexto do iatismo moderno. Um grande n\u00famero de tipos de veleiros pode ser distinguido por tamanho, configura\u00e7\u00e3o do casco, tipo de quilha , finalidade, n\u00famero e configura\u00e7\u00e3o dos mastros e plano de vela .<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco1.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" \/><\/p>\n<p>A vela em um barco se baseia no Princ\u00edpio de Bernoulli, o mesmo princ\u00edpio que explica a sustenta\u00e7\u00e3o das asas de um avi\u00e3o. S\u00f3 que no veleiro a asa est\u00e1 virada de lado.<\/p>\n<p>Quando viaja na dire\u00e7\u00e3o do vento, o veleiro \u00e9 submetido \u00e0 simples press\u00e3o do vento em sua vela; essa press\u00e3o impele a embarca\u00e7\u00e3o para a frente. Mas ao navegar contra o vento, a vela \u00e9 exposta a um conjunto mais complexo de for\u00e7as.<\/p>\n<p>Quando o ar em movimento passa por tr\u00e1s do lado c\u00f4ncavo da vela, ou barlavento, sua velocidade diminui; e quando passa pela parte dianteira, ou sotavento, o ar flui mais rapidamente. Isso origina uma zona de alta press\u00e3o atr\u00e1s da vela e uma zona de baixa press\u00e3o a sua frente. A diferen\u00e7a de press\u00e3o entre os dois lados cria uma for\u00e7a para a frente, em \u00e2ngulo com o vento.<\/p>\n<p>O veleiro ainda se submete a uma for\u00e7a lateral devido a resist\u00eancia da \u00e1gua. A composi\u00e7\u00e3o das duas for\u00e7as cria a for\u00e7a resultante na dire\u00e7\u00e3o do movimento.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco2.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"363\" height=\"253\" \/><\/p>\n<p>Um barco n\u00e3o avan\u00e7a em linha reta para o meio do vento; ele realiza a manobra conhecida como &#8220;cambar&#8221;, ziguezagueando em uma s\u00e9rie de movimentos curtos e angulares. Se o vento soprar do lado esquerdo do veleiro, diz-se que ele camba para bombordo; do lado direito, camba para boroeste.<\/p>\n<p>Para aumentar ao m\u00e1ximo a velocidade, o navegador procura ajustar as posi\u00e7\u00f5es da vela. Para minimizar o afastamento da linha reta no deslocamento, o barco navega cambando de bombordo para boroeste.<\/p>\n<p>Quando muda de posi\u00e7\u00e3o, a vela oscila na transversal, panejando por um momento ao ficar de face para o vento. O barco diminui a velocidade nessa chamada zona morta, at\u00e9 ser de novo colhido pelo vento, no lado oposto.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco3.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"416\" height=\"223\" \/><\/p>\n<p>Na antiguidade os homens n\u00e3o sabiam como velejar contra o vento. Eles tinham que usar remos para vencer o vento contr\u00e1rio. H\u00e1 cerca de tr\u00eas mil anos um \u00e1rabe, hoje desconhecido, construiu um navio que podia velejar contra o vento.<\/p>\n<p>Navios cada vez maiores foram sendo constru\u00eddos permitindo viagens cada vez mais distantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de navios como meio de transporte se alastrou a 5.000 anos atr\u00e1s, na civiliza\u00e7\u00e3o ocidental, com a inven\u00e7\u00e3o do Barco a Vela.<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a do vento tornou poss\u00edvel o deslocamento de pessoas e mercadorias por dist\u00e2ncias cada vez maiores. Por volta de 2.500 a.C. barcos eg\u00edpcios estabeleceram o com\u00e9rcio entre a foz do Nilo e a Terra de Cana\u00e3, enquanto a civiliza\u00e7\u00e3o Sum\u00e9ria navegava entre os Rios Eufrates e Tigre, saindo do Golfo P\u00e9rsico e estabelecendo com\u00e9rcio com a \u00cdndia.<\/p>\n<p>A 800 a.C. os Fen\u00edcios estabeleciam col\u00f4nias na Espanha e norte da \u00c1frica Galeras ou Gal\u00e9s, inicialmente movidas a remo, ganharam uma vela quadrada em um \u00fanico mastro. Podiam assim velejar a favor do vento. Assim, a navega\u00e7\u00e3o no Mediterr\u00e2neo dependia da habilidade do marinheiro em reconhecer as dire\u00e7\u00f5es do vento para a realiza\u00e7\u00e3o da travessia desejada. Nascia ent\u00e3o a Rosa dos Ventos.<\/p>\n<p>O desenvolvimento da astronomia, da geometria esf\u00e9rica pelos gregos e a demonstra\u00e7\u00e3o da esfericidade da terra por Herat\u00f3sthenes, possibilitaram o desenvolvimento de conceitos de latitude e longitude. T\u00e9cnicas de orienta\u00e7\u00e3o e navega\u00e7\u00e3o pela observa\u00e7\u00e3o das estrelas j\u00e1 eram comuns no in\u00edcio da era crist\u00e3.<\/p>\n<p>Estas t\u00e9cnicas s\u00e3o perdidas pelos europeus durante a idade m\u00e9dia, mas conservadas pela civiliza\u00e7\u00e3o \u00e1rabe e reaprendidas pelos portugueses e espanh\u00f3is na era do descobrimento.<\/p>\n<p>A Escola de Sagres em Portugal, no s\u00e9culo XV, desenvolveu a tecnologia de constru\u00e7\u00e3o das Naus e Caravelas, bem como as t\u00e9cnicas de marinharia e navega\u00e7\u00e3o, necess\u00e1rias \u00e0s grandes viagens de descobrimento.<\/p>\n<p>Como estes barcos possu\u00edam habilidade para velejar quase perpendicularmente \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do vento, eles possibilitaram enorme avan\u00e7o na capacidade de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas ainda n\u00e3o era poss\u00edvel velejar contra o vento. Assim a travessia do Atl\u00e2ntico s\u00f3 foi poss\u00edvel com a descoberta das correntes mar\u00edtimas do Atl\u00e2ntico Norte e do Atl\u00e2ntico Sul.<\/p>\n<p>Os Portugueses a chamaram de &#8220;a grande volta do mar&#8221;. Vasco da Gama na viagem em que descobriu a volta do Atl\u00e2ntico Sul, encontrou sinais da exist\u00eancia de terras mais para o oeste. Dois anos depois Cabral aportava em Porto Seguro.<\/p>\n<h3><\/h3>\n<p>Podemos observar as partes de um veleiro conforme figura abaixo:<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco4.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"382\" height=\"421\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>Nomenclatura de um Veleiro<\/strong><\/p>\n<p><strong>Proa <\/strong>&#8211; Parte da frente do veleiro, onde ficam as velas da proa, como a genoa e o bal\u00e3o. O proeiro \u00e9 o tripulante respons\u00e1vel por ajudar a subir essas velas e organizar a descida delas.<\/p>\n<p><strong>Popa <\/strong>&#8211; Parte de tr\u00e1s do veleiro, geralmente onde fica o tim\u00e3o e o leme, submerso.<\/p>\n<p><strong>Mastro <\/strong>&#8211; Estrutura que sustenta as velas. Esp\u00e9cie de poste por onde as velas s\u00e3o hasteadas e baixadas.<\/p>\n<p><strong>Quilha<\/strong> &#8211; \u00c9 o contrapeso do veleiro. Serve para manter a estabilidade do barco e garantir que o veleiro rume para frente. Al\u00e9m disso a quilha tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel por manter o veleiro do lado certo em caso de acidente, sempre desvir\u00e1-lo em um capotamento.<\/p>\n<p><strong>Vela Mestra <\/strong>&#8211; \u00c9 a vela principal do veleiro, tamb\u00e9m chamada de Grande. N\u00e3o \u00e9 baixada em nenhuma condi\u00e7\u00e3o de vento.<\/p>\n<p><strong>Roda de Leme<\/strong> &#8211; Tamb\u00e9m chamado de tim\u00e3o, \u00e9 a dire\u00e7\u00e3o do veleiro. Geralmente \u00e9 o comandante, ou um timoneiro, quem controla o barco.<\/p>\n<p><strong>Adri\u00e7as<\/strong> &#8211; Cabo respons\u00e1vel por subir as velas<\/p>\n<p><strong>Escotas<\/strong> &#8211; Cabo respons\u00e1vel pela regulagem das velas Genoa e Bal\u00e3o. Cada vela tem sua pr\u00f3pria escota.<\/p>\n<h4>SISTEMA DE UNIDADE N\u00c1UTICA<\/h4>\n<p><strong>L\u00e9gua mar\u00edtima <\/strong>&#8211; Medida de comprimento que entre n\u00f3s correspondia<br \/>\naproximadamente a 3,2 milhas ou 5,9 Km.<\/p>\n<p><strong>Milha mar\u00edtima <\/strong>&#8211; Valor m\u00e9dio do comprimento de um minuto de arco de um<br \/>\nmeridiano. Equivale a 1852 metros.<\/p>\n<p><strong>N\u00f3<\/strong> &#8211; Medida de velocidade equivalente a uma milha mar\u00edtima por hora.<br \/>\n10 n\u00f3s correspondem a 18,5 Km\/h.<\/p>\n<p><strong>Polegada <\/strong>&#8211; Medida de comprimento que corresponde a 2,54 cm.<\/p>\n<p><strong>Jarda <\/strong>&#8211; Usada entre n\u00f3s equivalia a tr\u00eas p\u00e9s, cerca de 91 cm.<\/p>\n<p><strong>Quarta <\/strong>&#8211; Uma das 32 partes em que a rosa-dos-ventos est\u00e1 dividida.<br \/>\nCorresponde a 11\u00ba15&#8242;.<\/p>\n<p><strong>Rumo <\/strong>&#8211; Medida linear usada na antiga constru\u00e7\u00e3o naval equivalente a seis<br \/>\npalmos de goa, cerca de 1,5 m.<\/p>\n<h4>POR QUE O VELEIRO FLUTUA<\/h4>\n<p>Porque \u00e9 oco e sua densidade m\u00e9dia (considerando a parte de madeira e a parte cheia de ar) \u00e9 menor que a densidade da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Porque ele encontra-se em equil\u00edbrio, parcialmente imerso e sujeito a a\u00e7\u00e3o de duas for\u00e7as de mesmo m\u00f3dulo e contr\u00e1rias, o peso P e o empuxo E, exercido pela \u00e1gua.<\/p>\n<p>Considere um volume cubico de \u00e1gua. Estando este em repouso, o peso da \u00e1gua acima dele necessariamente estar\u00e1 contra-balan\u00e7ado pela press\u00e3o interna neste cubo. Para um cubo cujo volume tende para zero, ou seja um ponto, esta press\u00e3o pode ser<br \/>\nexprimida por:<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco5.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"84\" height=\"41\" \/><\/p>\n<p>em que, usando unidades no sistema SI,<br \/>\nP \u00e9 a press\u00e3o hidro (em pascais);<br \/>\np\u00e9 a massa espec\u00edfica da \u00e1gua (em kilogramas por metro c\u00fabico);<br \/>\ng \u00e9 a acelera\u00e7\u00e3o da gravidade (em metros por segundo quadrado);<br \/>\nh \u00e9 a altura do l\u00edquido por cima do ponto (em metros).<br \/>\nNo caso de a press\u00e3o atmosf\u00e9rica n\u00e3o ser desprez\u00edvel, \u00e9 necess\u00e1rio acrescentar o valor<br \/>\nda sua press\u00e3o, tomando a equa\u00e7\u00e3o o seguinte aspecto:<\/p>\n<h2><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>INICIA\u00c7\u00c3O A NAVEGA\u00c7\u00c3O EM BARCO \u00c0 VELA<\/h4>\n<p>A seguir os primeiros conceitos desta nobre arte que desperta paix\u00e3o, emo\u00e7\u00e3o e satisfa\u00e7\u00e3o. Quer seja em quem consegue comandar uma embarca\u00e7\u00e3o \u00e0 vela, em quem participa de uma tripula\u00e7\u00e3o em regata ou passeia em um veleiro.<\/p>\n<h3>1) LEME<\/h3>\n<p>Para orientar a dire\u00e7\u00e3o de um barco \u00e0 vela usa-se o leme. \u00c9 uma pe\u00e7a submersa e normalmente ligada ao casco no painel de popa ou pr\u00f3ximo deste e na sua posi\u00e7\u00e3o natural est\u00e1 alinhado ao comprimento da embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 mudando a dire\u00e7\u00e3o do leme que alteramos o rumo ora para bombordo, se o leme (n\u00e3o a cana do leme!) for deslocado para a esquerda, ora para estibordo, se for deslocado para a direita.<\/p>\n<p>O leme \u00e9 manobrado por uma roda ou uma cana do leme que o faz girar em torno de um eixo alterando assim a sua posi\u00e7\u00e3o. Quando se usa uma roda de leme o resultado \u00e9 semelhante ao volante de um autom\u00f3vel, mas o uso da cana do leme \u00e9 bem diferente e \u00e9 sempre feito no sentido contr\u00e1rio relativamente ao lado para onde queremos virar.<\/p>\n<p>E aten\u00e7\u00e3o: o leme s\u00f3 tem algum efeito desde que o barco tenha andamento!<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco16.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"267\" height=\"145\" \/><\/p>\n<p>A cana do leme (seta branca) gira para o lado contr\u00e1rio para onde queremos virar<\/p>\n<h3>2) Conceito 1: Resultante<\/h3>\n<p>O meio onde uma embarca\u00e7\u00e3o se desloca tamb\u00e9m tem influ\u00eancia nesta. Existem for\u00e7as externas, como as correntes e o vento que provocam um abatimento ou deriva no rumo da embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos neste caso aproar diretamente ao objetivo e ser\u00e1 preciso escolher uma dire\u00e7\u00e3o cuja resultante seja em fun\u00e7\u00e3o da for\u00e7a da corrente, velocidade do barco e dist\u00e2ncia a percorrer.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco17.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"503\" height=\"189\" \/><\/p>\n<p>A resultante \u00e9 uma soma vetorial da intensidade da corrente com a velocidade do barco<\/p>\n<h3>3) Conceito 2: Vento Real e Vento Aparente<\/h3>\n<p>Nas embarca\u00e7\u00f5es \u00e0 vela o principal meio de propuls\u00e3o \u00e9 o vento. O motor \u00e9 um meio de propuls\u00e3o auxiliar que \u00e9 usado principalmente nas manobras de acostagem, quando se fundeia ou ainda quando n\u00e3o h\u00e1 vento.<\/p>\n<p>De uma forma simplista digamos que o vento \u00e9 o combust\u00edvel de um veleiro e as velas o seu motor. A arte de velejar \u00e9 assim a arte de manobrar as velas em fun\u00e7\u00e3o do vento, dire\u00e7\u00e3o e intensidade, com o rumo que queremos seguir.<\/p>\n<p>Existe ainda um elemento a considerar e que apenas aparece com o barco em movimento, mas \u00e9 fundamental na navega\u00e7\u00e3o \u00e0 vela. \u00c9 o vento aparente. Imaginemos que estamos a correr num dia sem vento.<\/p>\n<p>O vento que nesse momento sentimos na cara \u00e9 o que se chama de vento aparente. \u00c9 este vento, resultante do movimento e dire\u00e7\u00e3o de uma embarca\u00e7\u00e3o e da intensidade e dire\u00e7\u00e3o do vento real, que incide nas velas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco18.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"510\" height=\"156\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\">Vento real e vento aparente (note-se a as varia\u00e7\u00f5es de dire\u00e7\u00e3o e intensidade)<\/p>\n<h3>4) Conceito 3: Termos N\u00e1uticos<\/h3>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco19.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"421\" height=\"345\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco20.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"462\" height=\"526\" \/><\/p>\n<p><strong>Nota:<\/strong> Veja mais termos n\u00e1uticos: o lado de onde sopra o vento designa-se por barlavento e o lado para onde vai o vento chama-se sotavento. Quando a proa do barco se aproxima da dire\u00e7\u00e3o do vento diz-se que estamos a or\u00e7ar, enquanto que quando a proa se afasta do vento diz-se que estamos a arribar.<\/p>\n<p>O nome das marea\u00e7\u00f5es, a maneira de como um veleiro navega segundo a dire\u00e7\u00e3o do vento, depende da dire\u00e7\u00e3o deste relativamente ao barco. Assim quando um barco navega com vento pelas amuras, diz-se que bolina coxada. Se a dire\u00e7\u00e3o do vento \u00e9 entre o trav\u00e9s e as alhetas o veleiro navega a um largo e se vier ela popa navegamos simplesmente a uma popa.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco22.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"458\" height=\"468\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco23.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"468\" height=\"284\" \/><br \/>\nMarea\u00e7\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o do vento<\/p>\n<p>Nas navega\u00e7\u00f5es com vento pela popa o vento limita-se a empurrar a vela. As turbul\u00eancias criadas na parte da vela que n\u00e3o est\u00e1 exposta ao vento explicam o pouco rendimento neste tipo de marea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por isso tenta-se evitar estes ventos, mesmo com spi, orientando-se a embarca\u00e7\u00e3o de modo a receber aqueles pelas alhetas. Apesar de obrigar a sucessivas mudan\u00e7as de rumo, a velocidade alcan\u00e7ada \u00e9 maior atingindo-se mais rapidamente o objetivo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco24.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"178\" height=\"87\" \/><br \/>\nVento pela popa aumenta as turbul\u00eancias com a consequente perca de rendimento<\/p>\n<p>\u00c9 intuitivo que navegar diretamente contra o vento \u00e9, pelo menos por enquanto, imposs\u00edvel. Tamb\u00e9m n\u00e3o custa nada a entender que um barco impulsionado com vento pela popa, navegue a favor da dire\u00e7\u00e3o deste, mas bolinar j\u00e1 requer uma explica\u00e7\u00e3o mais cuidada.<\/p>\n<p>Quando o vento ataca a superf\u00edcie da vela pelos bordos o perfil da vela aproxima-se do formato da asa de um avi\u00e3o e o vento provoca o efeito de Bernoulli, ou seja, a energia criada \u00e9 resultante da diferen\u00e7a de press\u00e3o dos dois lados da vela.<\/p>\n<p>\u00c9 a suc\u00e7\u00e3o do lado contr\u00e1rio por onde entra o vento que provoca a for\u00e7a propulsora. Para uma m\u00e1xima efici\u00eancia e aproveitamento deste efeito tem grande import\u00e2ncia a afina\u00e7\u00e3o da vela, o seu desenho e material. Uma vela mal afinada criar\u00e1 campos de turbul\u00eancia no seu perfil desperdi\u00e7ando energia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco25.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"295\" height=\"176\" \/><\/p>\n<p>O ar corre mais velozmente na parte de tr\u00e1s da vela gerando<br \/>\numa diminui\u00e7\u00e3o de press\u00e3o. Na parte ao vento, o ar desacelera,<br \/>\naumentando a\u00ed a press\u00e3o e empurrando a vela.<br \/>\n(efeitos segundo a lei de Bernoulli)<\/p>\n<h3>5) Velejando, afinal!<\/h3>\n<p>Agora que j\u00e1 sabemos algo sobre o princ\u00edpio de como o vento faz mover um veleiro falta falar um pouco sobre a afina\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 mesmo um pouco, j\u00e1 que a afina\u00e7\u00e3o tem in\u00fameros fatores que apenas a experi\u00eancia poder\u00e1 explicar.<\/p>\n<p>Para dar uma pequena id\u00e9ia da complexidade de uma boa afina\u00e7\u00e3o, pr\u00f3xima dos 100%, diremos que o material da vela, o desenho desta, a intensidade do vento, o tipo de barco e aparelho s\u00e3o apenas alguns fatores que entram quando se pretende uma afina\u00e7\u00e3o perfeita. Isto apenas se coloca em regata, j\u00e1 que em cruzeiro e para a maioria dos velejadores as afina\u00e7\u00f5es rondam, quando muito, os 80%, o que \u00e9 mais do que suficiente para este tipo de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Comecemos ent\u00e3o por i\u00e7ar as velas. Esta manobra deve ser geralmente efetuada contra o vento, geralmente, porque com ventos muito fracos \u00e9 admiss\u00edvel qualquer rumo. As modernas velas de enrolar n\u00e3o se i\u00e7am, mas desenrolam-se e normalmente nestes casos at\u00e9 n\u00e3o conv\u00e9m estar aproado ao vento, j\u00e1 que se aproveita a for\u00e7a deste para desenrolar as velas mais facilmente.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco26.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"342\" height=\"194\" \/><\/p>\n<p>Ca\u00e7a-se a vela gradualmente at\u00e9 deixar de bater<\/p>\n<p>Depois de i\u00e7adas ou desenroladas, admitamos que o vento nos vai obrigar a um largo ou mesmo a uma bolina. A afina\u00e7\u00e3o mais simples \u00e9 folgar-se a vela (deixar a vela ir ao sabor da dire\u00e7\u00e3o do vento) e ir-se ca\u00e7ando (puxando) gradualmente at\u00e9 que a vela deixe de bater ao vento. Note-se que a partir do momento em que a vela come\u00e7a a ser ca\u00e7ada, o barco come\u00e7a tamb\u00e9m a ser impulsionado, cada vez mais at\u00e9 que a vela deixe de bater. A forma da vela aproxima-se assim, como descrevemos anteriormente, daquele formato de asa e que resulta na for\u00e7a propulsora.<\/p>\n<p>Quando o vento se apresenta pela popa, a dire\u00e7\u00e3o da retranca, dever\u00e1 aproximar-se da perpendicular da dire\u00e7\u00e3o do vento, e n\u00e3o coincidir, para que haja um escoamento mais eficaz do vento.<\/p>\n<p>Por exemplo, se o nosso objetivo se situar num ponto de onde sopra o vento teremos de bolinar at\u00e9 chegar ao objetivo. Isto quer dizer que poderemos gastar 4 ou mais horas para vencer umas 5 milhas e menos de uma hora, para esse mesmo percurso, apenas porque a dire\u00e7\u00e3o do vento \u00e9 outra (admitindo a mesma intensidade do vento!). Navegar \u00e0 vela torna-se assim dependente, e muito, do capricho do vento (ou da aus\u00eancia dele).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco27.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"547\" height=\"247\" \/><\/p>\n<p>O mesmo percurso com ventos diferentes<\/p>\n<p>J\u00e1 atr\u00e1s falamos da influ\u00eancia do vento no abatimento de uma embarca\u00e7\u00e3o. A for\u00e7a do abatimento nos veleiros \u00e9 ainda substancialmente maior devido \u00e0 press\u00e3o do vento exercida nas velas.<\/p>\n<p>Para contrabalan\u00e7ar essa for\u00e7a efetuada nas velas os veleiros t\u00eam um patilh\u00e3o, normalmente lastrado com ferro, chumbo ou outro material. Al\u00e9m dessa for\u00e7a de compensa\u00e7\u00e3o o patilh\u00e3o tem tamb\u00e9m como fun\u00e7\u00e3o resistir ao abatimento, for\u00e7a que \u00e9 de fato atenuada mas n\u00e3o anulada. O abatimento \u00e9 maior nas bolinas sendo gradualmente menor at\u00e9 \u00e0s popas.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de um autom\u00f3vel um veleiro n\u00e3o p\u00e1ra repentinamente. Mesmo com pouca velocidade o melhor que poderemos fazer \u00e9 desviar-nos.<\/p>\n<p>Por isso todas as manobras de um veleiro requerem sempre muita calma, tempo e prepara\u00e7\u00e3o nas manobras. Os improvisos s\u00f3 devem ter lugar para os imprevistos, porque qualquer manobra precipitada poder\u00e1 p\u00f4r em causa a seguran\u00e7a da tripula\u00e7\u00e3o e a eventual perda da embarca\u00e7\u00e3o. Uma tripula\u00e7\u00e3o treinada aumenta a seguran\u00e7a e a confian\u00e7a geral.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco28.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"658\" height=\"227\" \/><\/p>\n<p>O abatimento p\u00f5e-nos problemas de seguran\u00e7a<\/p>\n<p>Mudar de rumo \u00e9 o mais normal e por vezes pode ser necess\u00e1rio que ao virarmos o vento passe de um bordo para o outro. Podemos fazer esta manobra contra a dire\u00e7\u00e3o do vento, virar por davante, ou de modo a que o vento passe por detr\u00e1s, virar em roda.<\/p>\n<p>\u00c0 voz de virar por davante o timoneiro vira sem brusquid\u00e3o a cana de leme para sotavento (A1). No momento em que o estai ou genoa come\u00e7a a bater, folga as escotas de sotavento (A2) e quando a vela de proa passar, pela a\u00e7\u00e3o do vento, para o bordo contr\u00e1rio (A3), come\u00e7a a ca\u00e7ar as escotas desse bordo (A4). Deve-se arribar um pouco para ganhar um pouco mais de andamento, seguindo-se depois as afina\u00e7\u00f5es para esse bordo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco29.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"547\" height=\"314\" \/><\/p>\n<p>Virar por davante (A) e em roda (B)<\/p>\n<p>O virar em roda \u00e9 mais f\u00e1cil, mas requer outros cuidados. Em geral passa-se de um largo (B1) para uma popa quase raza (B2), obrigando o vento a entrar pela alheta (B3). Deve-se ent\u00e3o ca\u00e7ar bem a vela grande de modo a trazer a retranca at\u00e9 ao meio (B4). \u00c9 ent\u00e3o que se vira suavemente obrigando o vento a levar a retranca para o bordo contr\u00e1rio (B5).<\/p>\n<p>A escota da vela de proa folgou-se, entretanto e ca\u00e7ou-se a do outro bordo (B6). Agora pode voltar-se a folgar a grande e fazer as respectivas afina\u00e7\u00f5es de velas. Esta manobra pode ser um risco na altura em que a retranca voa de um bordo para o outro. Se a passagem for demasiado violenta, a cabe\u00e7a de um tripulante desprevenido pode ser fatalmente apanhada na trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p>O aparelho de uma embarca\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode sofrer indo ao limite de partir o mastro se os ventos forem demasiado violentos. Neste caso, opte pela viragem por davante.<\/p>\n<h3>6) Avan\u00e7ando nos conceitos<\/h3>\n<p>A medida que o veleiro avan\u00e7a sobre o vento contra, as velas separam e promovem um desvio na corrente de vento. Desde que o veleiro n\u00e3o aponte a proa demasiadamente na dire\u00e7\u00e3o da linha do vento, as velas conseguem desviar o fluxo de ar na dire\u00e7\u00e3o da popa. A energia do vento \u00e9 ent\u00e3o utilizada, quando o fluxo de ar \u00e9 desviado desse jeito, resultando num movimento para frente da embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando a corrente de vento separa-se na borda externa da vela (na valuma), o fluxo de ar passa ao longo dos dois lados da vela: barlavento e sotavento. Ainda que o fluxo de ar tenha a tend\u00eancia de seguir reto, ele \u00e9 for\u00e7ado a seguir o contorno da vela. O vento que passa por barlavento produz uma for\u00e7a de empuxo chamada drive.<\/p>\n<p>O vento que flui por sotavento tenta se afastar da superf\u00edcie da vela, criando uma zona de baixa press\u00e3o ao longo da parte de tr\u00e1s da vela. Este efeito de afastamento \u00e9 chamado de lift. O lift \u00e9 o respons\u00e1vel por aproximadamente 70% da pot\u00eancia de uma mastrea\u00e7\u00e3o quando se veleja contra o vento.<\/p>\n<p>A genoa da ilustra\u00e7\u00e3o \u00e9 usada para aumentar o fluxo de ar atrav\u00e9s da parte de tr\u00e1s da vela grande, ajudando a criar ainda menos press\u00e3o, aumentando o lift e, conseq\u00fcentemente, a for\u00e7a no contravento. O uso do efeito &#8220;venturi&#8221; deste jeito num veleiro \u00e9 chamado de slot effect<\/p>\n<p>Uma potente for\u00e7a aerodin\u00e2mica \u00e9 ent\u00e3o exercida pelo vento na dire\u00e7\u00e3o lateral, conforme mostrado na ilustra\u00e7\u00e3o. Entra em cena ent\u00e3o a quilha criando uma resist\u00eancia que previne o movimento lateral do veleiro. Essas duas for\u00e7as combinadas estabelecem uma resultante que movimenta o veleiro para frente, sendo a intera\u00e7\u00e3o dessas for\u00e7as o que permite que um veleiro navegue contra o vento<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco30.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"283\" height=\"159\" \/><\/p>\n<p>As velas devem ser posicionadas de forma a criar uma for\u00e7a lift maior poss\u00edvel. Se a vela estiver muito folgada, o fluxo de ar n\u00e3o ser\u00e1 desviado o m\u00e1ximo poss\u00edvel. Se a vela estiver muito ca\u00e7ada, o fluxo de ar ser\u00e1 quebrado. Em qualquer dos dois casos ser\u00e1 obtida uma performance n\u00e3o otimizada do veleiro.<\/p>\n<h3>7) Velejando a Favor do Vento<\/h3>\n<p>Um conjunto diferente de for\u00e7as atua quando se trata de velejar a favor do vento, com o vento pela alheta at\u00e9 a popa rasa. O efeito lifting \u00e9 minimizado j\u00e1 que muito pouco vento passa pelo lado de sotavento da vela. A maior parte do movimento para frente agora vem da simples a\u00e7\u00e3o da for\u00e7a do vento sobre a vela.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco31.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"232\" height=\"152\" \/><\/p>\n<h3>8) Ajuste das Velas<\/h3>\n<p>Seja velejando a favor ou contra o vento, a performance do veleiro depende do ajuste das velas. Para conseguir o ajuste correto, a vela n\u00e3o deve ser nem muito ca\u00e7ada nem muito folgada. Veja na ilustra\u00e7\u00e3o abaixo:<\/p>\n<h3>9) Vela ca\u00e7ada demais<\/h3>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco32.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"346\" height=\"156\" \/><\/p>\n<p>Na ilustra\u00e7\u00e3o o vento esta entrando num angulo de 90 graus em rela\u00e7\u00e3o ao rumo do barco, isto \u00e9, pelo trav\u00e9s e as velas est\u00e3o muito ca\u00e7adas.<\/p>\n<p>O vento esta criando uma for\u00e7a de empuxo nas velas mas muito pouco lift porque o ar n\u00e3o consegue fluir suavemente pelo lado de tr\u00e1s da vela (sotavento). Como resultado, as for\u00e7as aplicadas provocam uma inclina\u00e7\u00e3o excessiva do veleiro e o empurram demasiadamente para o lado com pouco resultado de movimento para frente.<\/p>\n<p>As velas devem nesse caso ser folgadas at\u00e9 que a corrente de ar flua nos dois lados da vela. A forma de se encontrar o ponto exato consiste em folgar as velas at\u00e9 que a valuma comece a panejar.<\/p>\n<p>Ca\u00e7a-se ent\u00e3o s\u00f3 o suficiente para encher novamente a vela, parando o panejamento. Outra forma de corrigir essa situa\u00e7\u00e3o consiste em girar a proa na dire\u00e7\u00e3o da linha do vento (or\u00e7ar) at\u00e9 que o barco acelere e incline um pouco mais, indicando que as velas geraram mais lift<\/p>\n<h3>10) Vela folgada demais<\/h3>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco33.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"349\" height=\"137\" \/><\/p>\n<p>As velas est\u00e3o folgadas demais quando h\u00e1 um panejamento da valuma e o barco segue muito devagar e com muito pouca inclina\u00e7\u00e3o. Aqui as velas necessitam ser ca\u00e7adas para se encherem com o fluxo de ar. Lembre-se que um panejamento constante degrada as velas mais rapidamente.<\/p>\n<h3>11) Dicas r\u00e1pidas para o ajuste das velas:<\/h3>\n<p>Velejando contra o vento: na d\u00favida, folgue as escotas<br \/>\nVelejando a favor do vento: Ajuste as velas de forma a obter um \u00e2ngulo de 90 graus com a dire\u00e7\u00e3o do vento<\/p>\n<p><strong>Bordejando Contra o Vento<\/strong><\/p>\n<p>A \u00fanica forma que um veleiro pode chegar a um destino que esteja na dire\u00e7\u00e3o de onde esta vindo o vento \u00e9 fazendo uma s\u00e9rie de bordos. Bordejar \u00e9 mudar a dire\u00e7\u00e3o do barco de forma que a proa cruze a linha do vento e se mantenha num \u00e2ngulo de 45 \u0096 50 graus em rela\u00e7\u00e3o a esta. Cada guinada portanto ser\u00e1 de 90 \u0096 100 graus.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco34.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"306\" height=\"103\" \/><\/p>\n<p><strong>Procedimento para a Cambada:<\/strong><\/p>\n<p>I. O Timoneiro avisa a tripula\u00e7\u00e3o para se preparar para cambar (dar um bordo)<br \/>\n2. O Timoneiro gira a cana de leme na dire\u00e7\u00e3o do lado em que esta a vela grande e d\u00e1 o comando: &#8220;Cambar&#8221;<br \/>\n3. A proa atravessa a linha do vento e as velas mudam de lado. No momento que as velas enchem-se com o vento, o timoneiro retorna a cana de leme a posi\u00e7\u00e3o do meio. Um novo rumo \u00e9 ent\u00e3o estabelecido.<\/p>\n<p><strong>Nota:<\/strong> Quando se veleja na or\u00e7a fechada, a vela grande estar\u00e1 totalmente ca\u00e7ada n\u00e3o sendo portanto necess\u00e1rio nenhum ajuste durante a cambada. A medida que o barco vai girando na dire\u00e7\u00e3o da linha do vento, as velas come\u00e7am a panejar. Quando a vela grande enche de vento no outro lado o leme \u00e9 colocado &#8220;a meio&#8221; e o barco assume um novo rumo<\/p>\n<p><strong>Jaibing a Favor do Vento<\/strong><\/p>\n<p>Jaibing \u00e9 a manobra de mudar de bordo quando estamos com o vento pela popa. Envolve a passagem da popa do veleiro pela linha do vento. No momento que a popa passa pela linha do vento as velas mudam de lado.<\/p>\n<p>O jaibing \u00e9 uma manobra que deve ser controlada! No momento do jaibe, a mudan\u00e7a de bordo da retranca deve ser criteriosamente controlada. A menos que o vento esteja muito fraco, esta mudan\u00e7a de bordo pode se realizar de forma violenta, com o risco de acidente para a tripula\u00e7\u00e3o e quebra na mastrea\u00e7\u00e3o. Este risco pode ser evitado simplesmente ca\u00e7ando-se a escota da vela grande imediatamente antes do jibe e folgando logo depois que o barco mudar de bordo<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco35.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"346\" height=\"161\" \/><\/p>\n<p><strong>Procedimento para o Jaibe:<\/strong><\/p>\n<p>Figura 1 Quando o barco est\u00e1 com o vento pela alheta, o timoneiro vai virar o barco para uma posi\u00e7\u00e3o onde a popa passar\u00e1 pela linha do vento. O timoneiro d\u00e1 o comando &#8220;Preparar para o Jaibe&#8221;<br \/>\nFigura 2. Nesse momento a vela grande deve ser ca\u00e7ada ao m\u00e1ximo de forma a posicion\u00e1-la no centro do barco<br \/>\nFigura 3. Depois que o barco muda de bordo, as velas devem ser reajustadas para o novo rumo Figuras 4 e 5.<br \/>\nNota: Quando a popa do barco cruza a linha do vento, o timoneiro deve alertar a tripula\u00e7\u00e3o que a retranca estar\u00e1 mudando de bordo<br \/>\nPrecau\u00e7\u00e3o: A mudan\u00e7a de bordo das velas deve sempre ser controlada<\/p>\n<p>O transporte de pessoas e produtos, por \u00e1gua, ganhou dimens\u00e3o global com o advento dos barcos a vela. A substitui\u00e7\u00e3o dos remos das gal\u00e9s por um mastro e uma vela quadrada, aproveitando os ventos para locomo\u00e7\u00e3o, foi o que propiciou o com\u00e9rcio entre cidades distantes, ainda nos anos 800 a. C. Conhecer o caminho dos ventos era uma habilidade imprescind\u00edvel aos marinheiros, para que se realizasse a travessia.<\/p>\n<p>As id\u00e9ias de longitude e latitude elaboradas pela astronomia e a introdu\u00e7\u00e3o de novos conceitos geom\u00e9tricos, na Era Crist\u00e3, originaram a ci\u00eancia da navega\u00e7\u00e3o, tendo as constela\u00e7\u00f5es como guias. As t\u00e9cnicas desenvolvidas nesse per\u00edodo foram perdidas na Idade M\u00e9dia, sendo recuperadas apenas na \u00e9poca dos descobrimentos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Barco a Vela\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/bbarco42.jpg\" alt=\"Barco a Vela\" width=\"167\" height=\"249\" \/><\/p>\n<p>Mas os avan\u00e7os nos estudos da aerodin\u00e2mica diversificaram os formatos das velas e, consequentemente, suas peculiaridades. Assim, velas bojudas podem gerar uma \u00e1rea de turbul\u00eancia mais abrangente que sua \u00e1rea real, e o seu aperfei\u00e7oamento para a vela bal\u00e3o permite aproveitar melhor esta turbul\u00eancia. Na navega\u00e7\u00e3o chamada empopada, em que os ventos empurram a embarca\u00e7\u00e3o, as velas quadradas mostram-se mais eficientes.<\/p>\n<p>As triangulares, ou latinas, permitem navegar diretamente ao destino estabelecido. Excepcionalmente eficientes, utilizam o principio aerodin\u00e2mico do avi\u00e3o, o efeito Bernoulli do empuxo, onde a for\u00e7a do vento atua perpendicularmente \u00e0 sua pr\u00f3pria dire\u00e7\u00e3o, possibilitando uma navega\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria aos sopros dos ventos, denominada \u0093\u00e0 bolina\u0094. O efeito reverso \u00e9 obtido de acordo com a posi\u00e7\u00e3o da vela. Embora o embate \u0093\u00e0 bolina\u0094 seja poss\u00edvel, a embarca\u00e7\u00e3o navega quatro vezes mais lentamente do que quando tem o vento a favor.<\/p>\n<p>Barcos a velas disp\u00f5em de motor, mas ele s\u00f3 \u00e9 acionado quando n\u00e3o h\u00e1 correntes de ar, ou para manobras espec\u00edficas, em que \u00e9 preciso domar o vento. Nas ventanias, busca-se a posi\u00e7\u00e3o adequada da vela para tra\u00e7ar movimentos em ziguezague e seguir adiante, driblando os ventos.<\/p>\n<p>Hoje, encontramos diversos e modernos barcos a vela, destinados ao lazer, passeios ou competi\u00e7\u00f5es. Os Monotipos servem para competi\u00e7\u00e3o com iates. Para breves passeios h\u00e1 o Laser e o Catamar\u00e3. Os veleiros de oceano reservam-se para o mar aberto, e dependem de uma tripula\u00e7\u00e3o. O Windsurf \u00e9 um modelo em que a prancha substitui o barco e pode atingir velocidade de 45 quil\u00f4metros por hora.<\/p>\n<p>O barco a vela sempre preservou, em sua hist\u00f3ria e em suas vers\u00f5es, as premissas da viagem e da aventura. Experimente velejar e conhe\u00e7a a sensa\u00e7\u00e3o \u00fanica de desafiar o mar.<\/p>\n<p>Fonte: br.geocities.com\/monitoriadeengenharia.com.br\/velaecia.com.br\/ruadireita.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Barco a Vela, Como Funciona, Navega\u00e7\u00e3o, Import\u00e2ncia, Tipos, T\u00e9cnica, Manobras, Hist\u00f3ria, Modelo, Origem, Barco a Vela<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[342],"tags":[],"class_list":["post-74636","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-curiosidades"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Barco a Vela, Como Funciona Barco a Vela<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Barco a Vela, Como Funciona, 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