{"id":74633,"date":"2016-08-02T18:30:05","date_gmt":"2016-08-02T18:30:05","guid":{"rendered":"http:\/\/cmsportal.dalfers.com.br\/?p=74633"},"modified":"2026-07-12T11:37:19","modified_gmt":"2026-07-12T13:37:19","slug":"ancora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/curiosidades\/ancora","title":{"rendered":"\u00c2ncora"},"content":{"rendered":"<p>Uma\u00a0<b>\u00e2ncora<\/b>\u00a0\u00e9 um dispositivo de metal pesado lan\u00e7ado de uma embarca\u00e7\u00e3o para mant\u00ea-la no lugar. Em um sentido mais amplo, a palavra designa qualquer coisa que proporcione estabilidade, suporte ou uma base fixa.<\/p>\n<p>Combinando, usualmente, seu pr\u00f3prio peso com a a\u00e7\u00e3o de enganchar-se em qualquer sali\u00eancia ou no pr\u00f3prio ch\u00e3o subaqu\u00e1tico, a \u00e2ncora t\u00edpica apresenta uma forma especial que a faz prender-se cada vez mais quando sofre tra\u00e7\u00e3o horizontal.<\/p>\n<p>Uma tra\u00e7\u00e3o vertical, por\u00e9m, solta-a com facilidade.<\/p>\n<p>As\u00a0<strong>\u00e2ncoras\u00a0<\/strong>ligam-se \u00e0s embarca\u00e7\u00f5es por cordas (ou correntes pesadas, no caso dos grandes navios) que devem permanecer deitadas ao longo do fundo do mar, a fim de que ocorra a tra\u00e7\u00e3o horizontal.<\/p>\n<p>Para isso, devem ter um comprimento tr\u00eas a oito vezes maior que o equivalente \u00e0 profundidade da \u00e1gua no local. Para recolher a \u00e2ncora, enrola-se a corda por meio de um guincho.<\/p>\n<p>A efici\u00eancia de uma \u00e2ncora depende da natureza do fundo do mar. A tipo almirantado, por exemplo, n\u00e3o agarra bem nos fundos moles e lodosos, pois a \u00e1rea de crava\u00e7\u00e3o da pata \u00e9 relativamente pequena.<\/p>\n<p>Um aperfei\u00e7oamento que ajudou a solucionar este problema surgiu na tipo Trotman, cujo bra\u00e7o \u00e9 m\u00f3vel, permitindo que as patas se enterrem segundo um \u00e2ngulo mais apropriado, fixando melhor a embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A maioria dos grandes navios modernos usa uma \u00e2ncora que apresenta patas grandes e m\u00f3veis, podendo dobrar-se at\u00e9 um m\u00e1ximo de 45\u00ba, e apresentam proje\u00e7\u00f5es inferiores chamadas unhas de ativa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando o cabo de sustenta\u00e7\u00e3o \u00e9 puxado horizontalmente, as patas se encravam firmemente no fundo do mar. Recolhida, pode ser puxada at\u00e9 a boca de sa\u00edda do cabo, ficando ao lado do casco apenas os bra\u00e7os e patas.<\/p>\n<p><b>\u00c2ncora &#8211; Tipos<\/b><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"\u00c2ncora\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/ancora-de-navio.jpg\" alt=\"\u00c2ncora\" \/><\/p>\n<p><strong>\u00c2ncoras tipo almirantado<\/strong><\/p>\n<p>Se pedir para uma crian\u00e7a desenhar uma \u00e2ncora, com certeza vai ser algo parecido com uma desta. \u00c9 um desenho muito antigo, adotado pelo almirantado ingl\u00eas em meados dos anos 1800.<\/p>\n<p>Atualmente quase n\u00e3o \u00e9 usada em barcos de recreio por ser pesada e muito dif\u00edcil de se guardar dado seu formato. \u00c9 praticamente imposs\u00edvel de se deixar permanentemente na proa pronta para o uso.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e2ncoras modernas, pode vir a ser \u00fatil apenas na situa\u00e7\u00e3o onde o fundo \u00e9 realmente muito pedregoso e outros modelos tem dificuldade de unhar. H\u00e1 alguns submodelos com pontas diferentes para diferentes fundos.<\/p>\n<p><strong>\u00c2ncoras tipo arado<\/strong><\/p>\n<p>A sigla que d\u00e1 nome a este modelo de \u00e2ncora faz alus\u00e3o \u00e0 palavra inglesa secure. Inventada no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1930, esta \u00e2ncora usa o conceito de um arado articulado. Sua ponta, no modelo original, \u00e9 lastreada com chumbo, o que faz com que ela tenha a atitude correta de virar a ponta para baixo e penetrar o leito. Apesar de ser um modelo antigo, ainda \u00e9 muito usada por ter boa reputa\u00e7\u00e3o entre os cruzeiristas mais conservadores.<\/p>\n<p>A aut\u00eantica CQR \u00e9 fabricada atualmente pela Lewmar e pode ser diferenciada das c\u00f3pias ruins facilmente pelo pino que prende a parte m\u00f3vel do arado. No modelo original, ele \u00e9 remov\u00edvel.<\/p>\n<p>Muito cuidado com c\u00f3pias ruins! Nunca vi no Brasil sendo vendido a aut\u00eantica, e a qualidade da c\u00f3pia \u00e9 mais do que p\u00e9ssima. Esta \u00e2ncora simplesmente n\u00e3o unha em nenhuma condi\u00e7\u00e3o. As lojas que as vendem deveriam ser obrigadas a suspender a venda e recolher todas as c\u00f3pias vendidas.<\/p>\n<p>\u00c9 a primeira evolu\u00e7\u00e3o do desenho original da CQR. Funciona pelo mesmo princ\u00edpio, mas \u00e9 composta por uma pe\u00e7a \u00fanica, sem nenhum tipo de articula\u00e7\u00e3o. A liga do metal \u00e9 tamb\u00e9m superior. Tem boa performance e deve ser preferida a uma CQR de tamanho e peso semelhantes. Encaixa em quase qualquer tipo de ferragem de proa e \u00e9 f\u00e1cil de ser lan\u00e7ada e recolhida. Sua patente \u00e9 propriedade da Lewmar.<\/p>\n<p><strong>Rocna e Spade<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o as duas principais \u00e2ncoras de nova gera\u00e7\u00e3o, tendo praticamente o mesmo design.<\/p>\n<p>Representam a \u00faltima gera\u00e7\u00e3o de \u00e2ncoras do tipo arado. Nos testes, os dois modelos est\u00e3o sempre entre os primeiros colocados e t\u00eam ganhado bastante popularidade entre os cruzeiristas. Como a Delta, tamb\u00e9m se encaixam bem em quase qualquer tipo de ferragem de proa e s\u00e3o f\u00e1ceis de serem lan\u00e7adas e recolhidas. Infelizmente n\u00e3o h\u00e1 distribuidor no Brasil de nenhum dos dois modelos.<\/p>\n<p><strong>\u00c2ncoras tipo Danforth<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o seguramente as \u00e2ncoras com a melhor rela\u00e7\u00e3o entre peso e resist\u00eancia de ancoragem. H\u00e1 um modelo de alum\u00ednio, chamado Fortress, que \u00e9 ainda mais leve.<\/p>\n<p>Essas \u00e2ncoras geralmente obt\u00e9m bom desempenho nos testes e uma vez enterradas, s\u00e3o bastante dif\u00edceis de se puxar de volta a bordo. Em alguns testes onde as \u00e2ncoras foram levadas ao limite extremo, as Fortress de alum\u00ednio acabaram com as unhas entortadas.<\/p>\n<p>Por ser um modelo articulado, cuidados adicionais devem ser tomados. Deve-se evitar us\u00e1-las em paradas longas onde o barco fica ancorado sozinho \u00e0 sua pr\u00f3pria sorte. Uma rondada de 180 graus no vento pode faz\u00ea-la soltar e n\u00e3o unhar mais, uma vez que h\u00e1 a pequena probabilidade de lixo, pedrinhas e peda\u00e7os de concha se prenderem entre o cepo e as unhas, travando-as na posi\u00e7\u00e3o invertida.<\/p>\n<p>S\u00e3o \u00f3timas \u00e2ncoras para se ter de reserva, ou ainda para se jogar pela popa em ancoragens apertadas onde o barco n\u00e3o deve ser deixado girar livremente.<\/p>\n<p><strong>\u00c2ncora tipo Bruce<\/strong><\/p>\n<p>Foi desenvolvida na d\u00e9cada de 1970 inicialmente para ancorar plataformas nas \u00e1guas agitadas do norte do Atl\u00e2ntico. No Brasil, talvez mais de 90% de todos os barcos usam modelos deste conceito. A produ\u00e7\u00e3o foi descontinuada mas h\u00e1 diversas empresas que vendem c\u00f3pias, algumas boas e a maioria muito ruins.<\/p>\n<p>Entre os cruzeiristas brasileiros o assunto \u00e9 bastante controverso. Alguns juram ser a melhor \u00e2ncora do mundo, por\u00e9m todos os testes pr\u00e1ticos de revistas estrangeiras mostram que este modelo tem desempenho bastante ruim na rela\u00e7\u00e3o peso\/resist\u00eancia. Algumas c\u00f3pias s\u00e3o muito inst\u00e1veis e tem comportamento \u201chop and skip\u201d quando puxadas no limite.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o se encontram \u00e2ncoras de arado boas por aqui, infelizmente acabamos sendo obrigados a usar este modelo. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 usar o maior tamanho poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Como ancorar em condi\u00e7\u00f5es dif\u00edceis<\/strong><\/p>\n<p><b>Voc\u00ea sabe o que fazer para n\u00e3o sair derivando por ai durante uma ventania?<\/b><\/p>\n<p>Confira as dicas para fundear corretamente em uma pauleira.<\/p>\n<p>Eram 80 n\u00f3s de vento, ondas enormes e &#8220;voando&#8221; uns por cima dos outros. Mesmo assim, o veleiro Guru\u00e7a, de Fausto Pignaton, sobreviveu ao Lu\u00eds, um dos mais destruidores furac\u00f5es da hist\u00f3ria do Caribe. Esta hist\u00f3ria, contada em N\u00e1utica 92, gerou um grande n\u00famero de cartas para nossa Reda\u00e7\u00e3o. Os leitores queriam detalhes t\u00e9cnicos sobre como o velejado brasileiro salvou seu barco e tamb\u00e9m indagavam sobre o jeito certo de fundear durante uma &#8220;pauleira&#8221;. Assim, decidimos pedir a Fausto que revelasse sua t\u00e1tica e explicar, ainda, o que fazer quando a ventania chega.<\/p>\n<p>Antes de qualquer coisa, \u00e9 preciso ter em mente que os barcos foram feitos para navegar, e n\u00e3o para ancorar. Sim, pois se voc\u00ea for apanhado por uma tormenta daquelas cinematogr\u00e1ficas, a melhor coisa a fazer \u00e9 levar seu barca para alto-mar &#8211; n\u00e3o importa o quanto sua mulher, filhos e amigos reclamem.<\/p>\n<p><strong>Explica-se:<\/strong>\u00a0as tempestades brasileiras, felizmente, est\u00e3o bem longe de ser furac\u00f5es. Assim, desde que voc\u00ea se mantenha atento no leme, as ondas e o vento podem, no m\u00e1ximo, assustar e marear a tripula\u00e7\u00e3o. Em contrapartida, uma aproxima\u00e7\u00e3o de terra em circunst\u00e2ncias dif\u00edceis muitas vezes leva a um tr\u00e1gico encalhe.<\/p>\n<p>Se, no entanto, voc\u00ea j\u00e1 estiver sob a pseudoprote\u00e7\u00e3o da linha da costa e pretender fundear &#8211; para passar uma daquelas memor\u00e1veis noites contando os segundos enquanto espera o dia raiar -, vale a pena observar alguns fatores de seguran\u00e7a. Em primeiro lugar, \u00e9 bom entender que duas for\u00e7as agem sobre o barco.<\/p>\n<p>Uma delas \u00e9 obra da natureza, especificamente do vento ou da corrente. \u00c9 a for\u00e7a impulsiva, que empurra o barco para onde Netuno quiser. A outra \u00e9 resultado de uma boa \u00e2ncora, empregada por um marinheiro \u2018 esperto &#8211; no caso, voc\u00ea. Esta se chama for\u00e7a retentiva. Com o barco \u00e0 deriva, a For\u00e7a Impulsiva depende da velocidade do vento, da \u00e1rea v\u00e9lica do barco (<strong>e aten\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0este termo vale tanto para veleiros quanto para lanchas e navios, ainda que estes \u00faltimos n\u00e3o tenham velas propriamente ditas), da corrente no local, da energia cin\u00e9tica do barco (caso esteja manobrando velozmente) e at\u00e9 mesmo das ondas.<\/p>\n<p>Um vento de 15 n\u00f3s (considerando que o barco esteja fundeado em local com um certo abrigo) faz uma for\u00e7a de 80 kg em um barco de 50 p\u00e9s. Por\u00e9m, se o vento for de 50 n\u00f3s (equivalente a uma tempestade de pequena intensidade), o esfor\u00e7o sobre o barco quadruplica, ou seja, \u00e9 de 520 kg.<\/p>\n<p>Por isso, procure um bom local para fugir da &#8220;pauleira&#8221;. E a nossa aliada, a For\u00e7a Retentiva? Esta \u00e9 conseguida gra\u00e7as \u00e0 resist\u00eancia causada pelo cabo de fundeio e sua \u00e2ncora. E, \u00e9 claro, ao tipo de fundo, fator que garante seu sono ou provoca ins\u00f4nia. Tor\u00e7a para existir uma areia das boas no lugar onde for ancorar durante o sufoco. Se ela existir, tudo o que voc\u00ea vai precisar \u00e9 de um ferro que &#8220;aguente o tranca&#8221;. Ali\u00e1s, dois ferros. Sim, pois o ideal \u00e9 ter, no m\u00ednimo, duas \u00e2ncoras de peso apropriado, e n\u00e3o esquecer de amarrar a segunda.<\/p>\n<p><strong>Entretanto, tome cuidado para n\u00e3o \u201cesconder&#8221; a \u00e2ncora:<\/strong>\u00a0por ser grande e desajeitada, o ferro \u00e9 muitas vezes guardado no fundo do por\u00e3o, sob sacos de velas e todas as tralhas imagin\u00e1veis. Na hora da &#8220;pauleira&#8221; isso faz diferen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Com duas boas \u00e2ncoras, cabos em perfeito estado e corrente adequada, tudo que voc\u00ea vai precisar para sair do sufoco \u00e9 de paci\u00eancia e conhecimento das tr\u00eas manobras principais de fundeio:<\/strong>\u00a0\u00e0 galga, a p\u00e9-de-galo e, simplesmente, a dois ferros. Mas, antes de falar delas, conv\u00e9m esclarecer p modo certo de jogar a \u00e2ncora.<\/p>\n<p>Muita gente acha que &#8220;amarra&#8221; significa &#8220;a corrente&#8221;. Pode at\u00e9 ser, mas o ideal &#8211; sobretudo para quem n\u00e3o tem experi\u00eancia &#8211; \u00e9 que a amarra seja um conjunto de corrente e cabo.<\/p>\n<p><strong>Explica-se:<\/strong>\u00a0ainda que os elos de metal sejam mais resistentes, \u00e9 bom ter cabos de n\u00e1ilon na amarra para que se possa sentir se a \u00e2ncora unhou, e, al\u00e9m disso, torna a amarra mais el\u00e1stica (absorvendo os choques das ondas). Afinal, \u00e9 muito mais f\u00e1cil perceber a tens\u00e3o num cabo do que numa corrente. E isso n\u00e3o compromete a seguran\u00e7a? A resposta \u00e9 &#8220;n\u00e3o&#8221;, pois a maioria dos problemas de fundeio ocorre em fun\u00e7\u00e3o de ferro garrando (arrastando pelo fundo). Os casos de rompimento s\u00e3o raros.<\/p>\n<p>Por isso, n\u00e3o &#8220;decore&#8221; o fundo do mar com metros de corrente. \u00c9 melhor ter um cabo, para sentir na m\u00e3o o momento em que o barco &#8220;porta pela amarra&#8221;, ou seja, afila a proa em dire\u00e7\u00e3o ao vento, com a \u00e2ncora unhando ao fundo. Isto feito, basta largar a quantidade de cabo necess\u00e1ria para completar no m\u00ednimo cinco vezes a profundidade do local e dar um toque com motor \u00e0 r\u00e9, para conferir se a \u00e2ncora est\u00e1 segura. Lembre-se que quanto maior o comprimento do cabo (o chamado filame), mais a \u00e2ncora unha no fundo.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o adianta saber quando os ferros unharam se voc\u00ea n\u00e3o tiver ideia de quantos deles jogar e em que posi\u00e7\u00e3o. Agora, sim, \u00e9 hora de falar dos tr\u00eas tipos de ancoragem. O mais seguro numa tempestade \u00e9 o fundeio \u00e0 galga.<\/p>\n<p><strong>Ele consiste em largar uma amarra com duas \u00e2ncoras:\u00a0<\/strong>uma na ponta e outra a alguns metros da primeira, presa por uma manilha.<\/p>\n<p><strong>O \u00fanico problema deste tipo de fundeio \u00e9 peso:\u00a0<\/strong>se voc\u00ea n\u00e3o tiver um bom guincho a bordo, precisar\u00e1 de um marinheiro halterofilista na hora de largar ou trazer as \u00e2ncoras de volta. o p\u00e9-de-galo, por sua vez, est\u00e1 mais para uma precau\u00e7\u00e3o do que para um tipo de fundeio.<\/p>\n<p>Acontece quando voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 ancorado e, com medo do vento, decide soltar uma segunda \u00e2ncora &#8211; independente da primeira. Ela s\u00f3 vai ser acionada se a primeira garrar. Nesse caso, o cabo da segunda \u00e2ncora vai se esticar, avisando que algo n\u00e3o vai bem.<\/p>\n<p>Voc\u00ea, ent\u00e3o, deve soltar um pouco o cabo dessa segunda amarra para formar um sistema de fundeio com as duas \u00e2ncoras. Simples, n\u00e3o? T\u00e3o simples quanto essa manobra \u00e9, finalmente, a de amarrar a dois ferros.<\/p>\n<p>Considerado quase t\u00e3o seguro quanto o fundeio \u00e0 galga, nada mais \u00e9 que jogar dois ferros com o mesmo filamento e suas respectivas amarras, formando um &#8220;V&#8221; com aproximadamente 50\u00ba de \u00e2ngulo. Por que? Pois isso distribui melhor o esfor\u00e7o, reduzindo a fadiga de todo o equipamento.<\/p>\n<p><strong>Para quem acha isso um exagero de precau\u00e7\u00e3o, vale lembrar uma m\u00e1xima entre os marinheiros:<\/strong>\u00a0&#8220;Quem tem dois, na verdade tem s\u00f3 um. E quem tem um, n\u00e3o tem nenhum!&#8221;<\/p>\n<p><strong>Ajuda Eletr\u00f4nica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alguns equipamentos eletr\u00f4nicos t\u00eam fun\u00e7\u00f5es que ajudam a fazer uma ancoragem segura:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Radar:\u00a0<\/strong>\u00c9 importante us\u00e1-lo n\u00e3o s\u00f3 na aproxima\u00e7\u00e3o como tamb\u00e9m no fundeio. Atrav\u00e9s dele voc\u00ea verifica se est\u00e1 garrando ou mesmo se algu\u00e9m fundeado a barlavento vem escorregando em sua dire\u00e7\u00e3o. Quando estiver afilado com o vento, use o anel de marca\u00e7\u00e3o de dist\u00e2ncia (EBL) marcando o ponto maia pr\u00f3ximo da terra pela proa ou popa. Anote estas informa\u00e7\u00f5es em um papel, para n\u00e3o perd\u00ea-las.<\/p>\n<p><strong>Ecosonda:\u00a0<\/strong>Uma sonda (ou ecobat\u00edmetro) Indica a profundidade e auxilia na localiza\u00e7\u00e3o de um bom ponto de fundeio. De prefer\u00eancia, Jogue a amarra da parte mais funda para a mais rasa. Algumas destas sondas com tela colorida permitem que se identifique o tipo de fundo pela cor mostrada no visor. Mesmo nas monocrom\u00e1ticas \u00e9 poss\u00edvel perceber quando o fundo \u00e9 mole. A linha de fundo se torna manchada e bem grossa, enquanto fundos de areia desenham uma linha fina e bem definida.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>GPS:\u00a0<\/strong>Esta pequena maravilha da eletr\u00f4nica tem capacidade de fazer soar um alarme quando o barco se desloca a uma determinada dist\u00e2ncia do ponto em que largou a sua \u00e2ncora.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Col\u00e9gio S\u00e3o Francisco\/br.geocities.com\/www.nauticurso.com.br\/www.navegarebom.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c2ncora, Sistema, Fixa\u00e7\u00e3o, Navio, O que \u00e9, Embarca\u00e7\u00e3o, Fun\u00e7\u00e3o, Caracter\u00edsticas, Utiliza\u00e7\u00e3o, Gloss\u00e1rio, Termos, N\u00e1uticos, Tipos, 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